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domingo, 10 de fevereiro de 2019

CNR: Ricardo Teodósio apresenta o seu projeto

Depois de quase ter vencido o campeonato em 2018, Ricardo Teodósio parte para a nova temporada disposto a triunfar contra uma concorrência cada vez mais forte e competitiva, liderada pelos Hyundai Portugal de Armindo Araujo e Bruno Magalhães.

Este sábado,  no Restaurante ‘O Teodósio’, na Guia, Albufeira, Teodósio e o seu navegador, José Teixeira, apresentaram o Skoda Fabia R5 preparado peça ARC Sport, com um "upgade" em relação à temporada passada, e a dupla de pilotos está disposta a alcançar algo inédito na carreira deles: o título nacional.

Aquilo que fizemos em 2018, com condições nem sempre equiparáveis às da concorrência direta, leva-nos a acreditar que temos capacidade para sermos campeões”, começou por dizer Teodósio durante a sua apresentação. “No ano passado ganhámos em Castelo Branco e fomos quase sempre consistentes na luta pelos primeiros lugares, ao ponto de termos chegado ao Rali Casinos do Algarve a lutar pelo título. Agora temos outra experiência e ritmo com o Skoda, que entretanto sofreu um ligeiro upgrade de motor, e além disso continuamos a contar com a competência da ARC Sport e o apoio de todos os nossos patrocinadores, família, amigos e adeptos. Não escondo que vamos para ganhar”, referiu o piloto algarvio. 

José Teixeira volta a ser o navegador de Teodósio no Skoda Fabia R5 e continuará a ser o grande apoio do piloto algarvio na caminhada conjunta rumo ao topo do Nacional de ralis. 

Montámos um projeto ainda mais profissional para esta época, em todas as vertentes, também para justificarmos a aposta dos nossos parceiros e patrocinadores. Partimos para esta nova época com ambições reforçadas, depois de termos superado os nossos objetivos em 2018, já que no início do ano apontávamos ao top 5. O objetivo é sermos consistentes e pensarmos rali a rali, começando já em Fafe”, afirmou José Teixeira. 

O Nacional de ralis, que este ano vai ser mais competitivo que o habitual, começa nos dias 22 e 23 de fevereiro, nos emblemáticos troços de terra do Rali Serras de Fafe. 

terça-feira, 20 de novembro de 2018

A imagem do dia

As comemorações este sábado em Lagos, após a vitória de Armindo Araújo no Rali do Algarve e que lhe deu um inédito quinto título nacional. Nesta foto do José Manuel Costa, mostra a história deste campeonato é uma mistura de regresso, acidentes e competição. 

Em 2012, Armindo Araújo saiu do WRC pela porta mais pequena, depois de ter andado de Mini pela Motorsport Itália. Depois disso, o piloto de Santo Tirso decidiu pendurar o capacete por cinco anos, dedicando-se à familia e aos negócios.

Contudo, no final de 2017, a Hyundai começou a perguntar se não queria regressar à atividade. Agora com 40 anos, Armindo achou que era boa altura para regressar, pelo menos aos ralis nacionais, a bordo de um Hyundai i20 R5.

A equipa era muito boa: tinha Carlos Vieira, o campeão de 2017, a seu lado, e a dupla de pilotos parecia ser imbatível, num campeonato com outros bons pilotos e com muita qualidade em termos de máquinas. Sabia-se que ele poderia lutar por um título que tinha alcançado pela última vez em 2004, mas com pilotos como Vieira e José Pedro Fontes, iria ser complicado.

Mas ele, depois de uma adaptação inicial, era como se nunca tivesse ido embora. Venceu dois ralis, um deles o rali de Portugal - foi o melhor nacional - mas o momento decisivo foi no inicio de junho, quando Carlos Vieira se despistou em embateu contra uma árvore no rali do Vidreiro, ficando gravemente ferido. Ali, Armindo venceu e conseguiu uma vantagem que se tornou decisiva quando os seus adversários mais diretos começaram a ganhar terreno, como José Pedro Fontes, com o seu novo carro, o Citroen C3 R5, e Ricardo Teodósio, adaptado ao Skoda Fabia R5.

Aqui no Algarve, parecia que ficava para trás com a concorrência, mas devagar se vai ao longe. E foi o que aconteceu: Fontes atrasou-se, primeiro com um furo, depois com um pião, e depois, quando o motor de Teodósio explodiu, pareceu que andar devagar... compensou. E para além do campeonato, mais uma vitória do Nacional de Ralis e um inédito quinto título nacional.

Em principio, Armindo poderá voltar ao Nacional de ralis para 2019, provavelmente com o regresso do Carlos Vieira, por exemplo. Poderá ser mais um campeonato de qualidade, é o que desejam todos os amantes dos ralis. 

sábado, 17 de novembro de 2018

CNR 2018 - Rali do Algarve (Final)

Foi um bom duelo nas estradas algarvias, mas no final Ricardo Teodósio acabou por desistir na oitava especial, dando o título a Armindo Araujo, que regressa aos campeonatos catorze anos depois da última vez. Apesar de ter largado mal e acabado o primeiro dia na sexta posição, no final foi o suficiente para ser campeão nacional, pois se o piloto algarvio não terminou, já outro dos candidatos, José Pedro Fontes, foi apenas quarto, depois de ter feito um pião e ter perdido quase 40 segundos no processo.

Se no final do primeiro dia, Teodósio começava a abrir uma vantagem que permitia respirar um pouco a tentar a sua sorte no campeonato, logo no inicio do segundo dia, na primeira passagem por Chilrão, ele alargou ainda mais essa diferença, ganhando 10,4 segundos para José Pedro Fontes. Armindo Araújo foi terceiro ma especial, a 19,8 segundos do vencedor, mas recuperou em relação a Miguel Barbosa. Nesta altura, apenas sete segundos separavam os dois.

O troço ficou marcado pela saída de Pedro Paixão, quando seguia no quarto posto, acabando por desistir. "Estou muito triste por não ter conseguido verbalizar o resultado. Tenho apenas dois anos de ralis e a minha inexperiência nos troços acabou por pagar numa altura fulcral", disse no final.

O sétimo troço acabou por ser o mais decisivo do rali, pois Fontes foi o vencedor e Araújo era terceiro classificado na geral, depois de ter passado Miguel Barbosa. Era mais que suficiente para o piloto de Santo Tirso ser campeão nacional. E na seguinte... a cereja no topo do bolo, quando o motor do Skoda de Teodósio rebentou em plena aceleração.

Araújo venceu na especial, aproveitando também o furo de José Pedro Fontes, que perdeu muito tempo e caiu para o terceiro posto, atrás de Miguel Barbosa. 

"Infelizmente, os ralis têm destas coisas. Nós estávamos a fazer o nosso papel, tranquilos, poderiamos ter andado mais forte no troço da Nave Redonda. Estávamos convencidos que o rali era nosso, infelizmente aconteceu desta maneira, o motor não quis colaborar, partiu quando vinhamos a fundo e pronto, tivemos que ficar por aqui", comentou, desolado.

A partir dali, foi um limitar de gestão por parte do piloto de Santo Tirso. O madeirense Alexandre Camacho foi o mais veloz no nono troço, a segunda passagem por Chilrão, batendo Miguel Barbosa, que por sua vez conseguiu mais 2,1 segundos sobre Armindo Araújo, terceiro na especial.

A seguir, na décima especial, Fontes venceu o troço e ascendeu ao segundo posto, passando Barbosa e não estando muito longe da liderança, conseguindo reduzi-la a meros 7,3 segundos. Mas no final, o pião do piloto da Citroen, no troço final, fez com que Barbosa ficasse com o segundo lugar, e Camacho vencido o ERT, ficando com o lugar mais baixo do pódio.

Depois dos quatro primeiros, o melhor estrangeiro foi o checo Ondrej Bisaha, quinto no seu Ford Fiesta R5, na frente de outro Ford Fiesta R5, o de Pedro Almeida. O romeno Dan Girtofan foi sétimo, num Skoda Fabia, a cinco minutos e oito segundos do vencedor, com o holandês Kevin van Deijne logo a seguir. E a fechar o "top ten" ficaram o Peugeot 208 R2 de Daniel Nunes e o Mitsubishi Lancer Evo X do russo Serguei Remmenik.

O campeonato de 2018 acabou, agora é a vez de 2019, com mais carros e mais pilotos no comando de uma campeonato que se deseja tão competitivo como este. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

CNR 2018 - Rali do Algarve (Dia 1)

Ricardo Teodósio aproveitou bem os seus conhecimentos das especiais algarvias e lidera tranquilamente o Rali do Algarve. O piloto do Skoda Fabia R5 tem uma vantagem de 20,5 segundos sobre José Pedro Fontes. Miguel Barbosa, noutro Skoda Fabia R5, é o terceiro, a 54,3 segundos, enquanto Armindo Araújo, o líder do campeonato, é apenas sétimo, sexto no CNR, a um minuto e onze segundos, passado é o primeiro dia desta prova que decide quem vai ser campeão nacional de 2018.

O rali começou com a passagem por Alferce, com José Pedro Fontes ao ataque, sendo o mais rápido na primeira especial do Rali. O piloto do Citroen bateu Ricardo Teodósio por 4,4 segundos, mas sobretudo, os dois pilotos conseguiram ganhar muito tempo a Armindo Araújo, que acabou a especial na oitava posição, perdendo 24,1 segundos para Fontes e 19,7 segundos para Teodósio.

Teodósio respondeu na segunda especial, em Fóia, recuperando 2,2 segundos para Fontes. Já Armindo Araújo fez o terceiro tempo, mas voltou a perder muito terreno para os dois pilotos mais rápidos. O piloto da Hyundai gastou mais 16,4 segundos do que Teodósio, e é sétimo da geral, a 38,2 segundos de José Pedro Fontes. A etapa ficou ainda marcado pelos problemas de Miguel Nunes, noutro Hyundai, que acabou por desistir.

Na segunda passagem por Alferce, Teodósio foi o melhor, ganhando 18,9 segundos e passando para a frente do rali. Armindo Araujo perdeu mais 21,6 segundos para o piloto da Skoda. E a mesma coisa fez o piloto local na segunda passagem por Fóia, onde aumentou para 20,5 segundos a sua vantagem para José Pedro Fontes, segundo nesta especial. Quanto a Armindo Araújo, foi terceiro na especial, 11,1 segundos atrás do vencedor.

Nesse momento, José Pedro Fontes perdia todas as chances de vencer o campeonato, pois precisava de vencer as restantes classificativas, pois a cada vitória consegue mais meio ponto. 

A parte final do dia era a super-especial de Lagos, onde Miguel Barbosa conseguiu tirar o terceiro posto a Pedro Paixão, foi a única alteração na classificação geral.

Amanhã, o Rali do Algarve termina, com a realização das restantes seis especiais. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

CNR: Barbosa contente com a temporada

Sem hipóteses de título nacional, Miguel Barbosa tem ainda motivos para sorrir. As suas performances melhoraram em relação à temporada anterior, pois este ano lutou por triunfos, algo do qual sempre fez quando competia no Todo o Terreno. Agora nas estradas algarvias, e ao lado do seu navegador, Hugo Magalhães, o piloto do Skoda Fabia R5, ele deseja andar entre os da frente para um bom resultado. 

É a última corrida de uma temporada onde sinto que crescemos bastante. Parto como sempre apostado em lutar pela vitória. Seria excelente terminar um ano no qual toda a minha equipa e eu trabalhámos muito para evoluir e estar sempre entre os mais rápidos. É uma prova que apenas disputei uma vez na minha primeira temporada nos ralis, mas que preparámos muito bem com o objetivo de conseguir o triunfo”, salienta Miguel Barbosa.

O rali do Algarve, que vai acontecer neste final de semana, terá onze especiais de classificação e contará também para o TER - Troféu Europeu de Ralis. 

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

CNR: Fontes vai tentar o título

José Pedro Fontes vai fazer o seu melhor e esperar que a sorte esteja ao seu lado para alcançar o titulo nacional em 2018. O piloto que guia esta ano o Citroen C3 R5 desde o Rali de Portugal, admite que é o "ousider" nesta luta a três pelo título nacional de ralis de 2018, cujo final acontecerá neste fim de semana nas estradas algarvias.

Estamos, de facto, em luta pelos títulos de Pilotos e Navegadores, fruto dos resultados que alcançámos nas três últimas provas onde, com o nosso novo C3 R5, somámos duas vitórias consecutivas – na Madeira e em Amarante – após um muito suado segundo lugar em Castelo Branco. Dando um novo alento à equipa, após um início de ano difícil, esses resultados elevaram-me ao terceiro lugar na tabela de Pilotos e ao Paulo ao quinto posto na dos Navegadores, dando redobrada importância ao resultado e pontos a conquistar nesta última prova de 2018”, explica o piloto do Porto, navegado por Paulo Babo.

Nas contas do campeonato, Fontes admite que os cálculos são grandes para alcançar o objetivo. 

Para garantirmos os títulos temos que ser os mais rápidos nos troços – resultados que também valem pontos – e garantir a vitória final, somando, com isso, os correspondentes 25 pontos, para além de que temos de esperar que as coisa não corram a 100% aos nossos adversários, numa altura em que há, também, uma série de fatores a ter em conta, nomeadamente pontuações para deitar fora, pelo que é difícil fazer projeções”, acrescentou.

Ou seja, o nosso objetivo final não depende só do nosso resultado mas, como tenho vindo a afirmar, há que acreditar e é com esse espírito que alinhamos neste Rallye Casinos do Algarve, onde uma vitória é perfeitamente possível, como comprovam os nossos recentes resultados”, concluiu.

Para alem de contar para o Campeonato Nacional de Ralis, a prova algarvia também conta para o FIA European Rally Trophy de 2018.

CNR: Miguel Nunes ansioso por correr no Algarve

Miguel Nunes faz este ano a sua estreia em ralis continentais, e vai participar no carro da Hyundai Portugal que pertence a Carlos Vieira, que ainda recupera dos seus ferimentos no Rali Vidreiro, em junho. Antes deste rali, o piloto agradece o convite e reconhece que será mais uma prova para descobrir o carro do que para lutar por boas posições.

Queremos, em primeiro lugar, agradecer o convite da Hyundai Portugal e o apoio do Carlos Vieira, da Sports&You e de todos os patrocinadores da equipa”, começou por comentar o tricampeão madeirense de ralis. 

É uma honra ter sido chamado para esta oportunidade e toda a gente sabe que gosto imenso de conduzir o Hyundai i20 R5, um carro no qual apostei pela primeira vez no Rali Vinho da Madeira em 2017. O Rallye Casinos do Algarve será uma enorme descoberta para nós, mas estamos extremamente motivados para fazer boa figura e ajudar a Hyundai a conquistar o grande objetivo da época”, concluiu. 

Nona e última prova do Campeonato Nacional de Ralis 2018, o Rali do Algarve terá onze especiais de classificação entre sexta e sábado, e onde Armindo Araújo, José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio irão lutar para ver quem sucede a Carlos Vieira na lista de vencedores do campeonato nacional de ralis.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

CNR: Teodósio enfrenta rali "especial"

Ricardo Teodósio quer vencer "em casa", para tentar a sua sorte no campeonato nacional e alcançar um título inédito na sua carreira. Para isso, nada foi deixado ao acaso, com duas sessões de testes antes do Rali Casinos do Algarve, para que o Skoda Fabia R5 da ARC Sport esteja "no ponto" para Teodósio poder atacar não só a vitória, como também o título nacional, que compete neste momento contra Armindo Araújo e José Pedro Fontes.

Em relação ao título absoluto, Ricardo Teodósio ainda tem razões para sonhar: “Vamos fazer o melhor possível, e isso passa por tentar vencer, por várias razões. Ganhar em casa é muito importante, fazer um bom rali perante o nosso público é essencial e, sendo assim, a vitória é o único resultado possível, independentemente de poder vir, ou não a ser campeão, porque este é sem sobra de dúvidas o nosso rali”, afirma, com entusiasmo.

Queremos melhorar ainda mais, e estar à altura de responder às expectativas que depositam na nossa equipa. Tudo se conjuga para que o piso esteja seco, mas queremos estar preparados para tudo. Estamos muito entusiasmados e confiantes”, conclui o piloto, que será navegado por José Teixeira

O rali do Algarve vai acontecer entre os dias 16 e 17 de novembro, em asfalto, terá onze especiais de classificação.


terça-feira, 6 de novembro de 2018

CPR: 34 pilotos inscritos no Rali do Algarve

Trinta e quatro carros irão estar presentes no último rali do Campeonato Português de Ralis, o Rali do Algarve, que vai acontecer nos dias 16 e 17 de novembro. Desses, dezasseis dos carros serão R5, e haverá doze duplas estrangeiras, pois a prova contará para o European Rally Trophy (ERT).

Quanto aos concorrentes, as grandes novidades serão a presença de Miguel Nunes na equipa oficial da Hyundai Portugal, que correrá no lugar de Carlos Vieira, pois ainda continua a recuperar do seu acidente no Rali Vidreiro, em junho. Para além disso, os madeirenses Alexandre Camacho e Pedro Paixão (ambos em Skoda Fabia R5) e o açoriano José Paula (Peugeot 208 T16 R5) também participarão neste rali.

Quanto aos internacionais, o destaque é para Nikolay Gryazin, que corre com licença letã, apesar de russo. O irlandês Josh Moffet e o espanhol Ivan Ares, ambos habituais participantes do Europeu de Ralis, também participarão no Rali do Algarve, fazendo parte do European Rally Trophy. 

sábado, 18 de novembro de 2017

CNR 2017 - Rali do Algarve (Final)

Carlos Vieira foi o grande vencedor do Rali do Algarve, e com isso, tornou-se campeão nacional de ralis. O piloto do Citroen DS3 R5 conseguiu ser superior a Pedro Meireles e Carlos Martins para conseguir todo o que queria, acabando com um avanço de um minuto e 44 segundos sobre o segundo classificado, o turco Yagiz Avci, e três minutos e 36 segundos sobre Pedro Meireles, o segundo melhor português e quarto da geral.

O segundo dia começou com um golpe de teatro, quando Carlos Martins teve uma saída de estrada e acabou por desistir. Com isso, as contas do campeonato eram entregues aos dois primeiros classificados do rali e da classificação, e neste momento, Meireles era ainda o virtual campeão. Contudo, Vieira sabia que, se continuasse a ganhar as especiais, tudo poderia mudar. Assim sendo, Vieira cavalgou, tentando vencer o maior número de especiais possivel para ter uma chance de vitória.

Na sétima especial, ele foi o vencedor, aumentando para 32,6 segundos a sua vantagem para Pedro Meireles. Este via os turcos Orhan Avcioglu e Yagiz Avci a aproximarem-se do segundo lugar, estando a 10,4 e a 13,9 segundos de sua distância, respetivamente. Até ao final da manhã, Meireles venceu os troços todos, acabando no final da nona especial, a segunda passagem por Chilrão, com uma vantagem de 55,5 segundos sobre Meireles, que tinha agora apenas Yagiz Avci atrás de si, depois da desistência de Avcigolu devido a problemas no seu carro.

Na décima especial, a primeira passagem por Nave Redonda, Meireles sofreu um despiste, furou e perdeu quase dois minutos, acabando por cair para o quinto posto e complicando ainda mais as suas contas para o título nacional. O piloto do Skoda tentou reagir, mas Vieira foi o melhor, ainda vendo Ricardo Teodósio a vencer na classificativa final, a segunda passagem por Foia, no seu Lancer!

Assim sendo, depois de Meireles ter sido o segundo melhor português, no quarto posto, o terceiro melhor foi Ricrdo Teodósio, um feito no seu Lancer EVO X de Grupo N, conseguindo também ser o sétimo na geral, na frente do Peugeot 208 R2 de Diogo Gago, também o melhor das duas rodas motrizes.

A fechar o "top ten" ficou outro português, Pedro Paixão, num Renault Clio R3T, e o irlandês Patrick Duffy, no seu Fiesta R5. 

Agora que acabou o CNR de 2017, espera-se mais e melhor em 2018.

CNR 2017 - Rali do Algarve (Dia 1)

No final do primeiro dia do Rali do Algarve, Carlos Vieira lidera um rali onde os pilotos locais conseguiram ser mais velozes do que os estrangeiros que participam na Taça Europeia de Ralis. Após a realização de cinco especiais, o piloto da Citroen tem uma vantagem de dez segundos exatos sobre o Skoda de Pedro Meireles.

Com o campeonato a decidir-se entre Pedro Meireles e Carlos Vieira, o rali começou com o piloto da Citroen a entrar a matar, ao vencer na primeira especial, no Marmelete, batendo Ricardo Teodósio (Mitsubishi Lancer Evo X) por 5.5 segundos, com o checo Ondrej Bisaha (Ford Fiesta R5) em terceiro, a 5.7. Atrás, Ricardo Moura sofreu um despiste e perdeu quatro minutos e 42 segundos, basicamente comprometendo o rali. Acabaria por desistir por causa dos danos, e depois explicou o que se passou.

"Não foi azar, foi um erro meu. No início do troço cortei demasiado uma curva resultando dois furos lentos. O carro ficou difícil e acabei por fazer um pião. Levamos o carro até ao fim da pec com cuidado para não prejudicar nenhum piloto que viesse atrás de nós. Como só tínhamos uma roda suplente tivemos de abandonar pois ainda haviam várias especiais para fazer", contou na sua página do Facebook.

Na segunda especial, a primeira passagem por Serenada, Vieira continuou a abrir a vantagem, vencendo a especial com uma vantagem de 9,2 segundos sobre Carlos Martins, noutro Citroen, subindo para o segundo posto. Meireles era quinto na especial, a 13,1 segundos. Na segunda passagem por Marmelete, Martins acabou por ser o vencedor, 0,7 segundos na frente de Pedro Meireles, mas Calos Vieira perdeu 22,2 segundos, perdendo também a liderança e caindo para o quarto lugar, agora com 4,6 de desvantagem.

Vieira atacou na segunda passagem por Serenada, vencendo e conseguindo um avanço de 7,6 segundos sobre Martins, subindo logo para o primeiro posto e deixando Pedro Meireles no terceiro lugar, a 7,2 segundos.

No final do dia, na super-especial de Lagos, Martins perdeu 16 segundos devido a um pião e caiu para o sexto posto da geral, com Vieira a ser o grande beneficiado desta situação. O checo Ondrej Bisaha, no seu Ford Fiesta R5, acabou por ser o melhor, 0,4 segundos à frente do irlandês Patrick Duffy. Carlos Vieira foi o melhor português, a 1,6 segundos do vencedor.

Com dez segundos entre Vieira e Meireles, da forma como as coisas estão, o piloto de Guimarães será campeão com um avanço de 8,34 pontos, pois no complicado sistema de pontuação dos ralis, para além dos pontos que existe do vencedor até ao décimo classificado, ainda tempos de contar com as vitórias em troços, que vale 0.38 pontos cada um.

O Rali do Algarve termina esta sábado, com a realização das restantes oito especiais de classificação.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

CNR: Moura corre no Algarve

Ricardo Moura está de volta aos rali do continente depois de ter vencido mais um campeonato açoriano de ralis. O piloto do Ford Fiesta R5 pretende encerrar a temporada em grande, tentando vencer o Rali do Algarve, a última prova do Campeonato Nacional de Ralis.

Com António Costa como seu navegador, o tricampeão nacional de ralis vai ao Algarve sem pressões e com uma postura bastante positiva. 

Estou muito feliz por voltar ao sul do país. As últimas duas vezes que participámos no Rali do Algarve, em 2013 e 2015, vencemos", começou por dizer. "Foi também no Rali do Algarve que, em 2009, obtive a minha primeira vitória no Grupo N para o Nacional de Ralis", continuou. 

"Encaramos esta prova de uma forma muito positiva e com grande otimismo, desejando representar da melhor forma os nossos patrocinadores e dar o merecido destaque aos Açores, tal como fizemos nas duas outras participações no Campeonato Nacional de Ralis de 2017, onde dominámos, até sermos forçados a abandonar por avarias mecânicas. Em jeito de final de ano, gostaria de deixar um agradecimento muito especial à ARC Sport pelo seu excelente trabalho e empenho, e também a todos os nossos patrocinadores, por tornarem possível este sonho, de continuar a competir a este elevado nível”, concluiu.

O rali do Algarve acontece neste fim de semana, conta também para o Troféu Europeu de Ralis e tem treze especiais de classificação.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

CNR: Saiu a lista de inscritos para o Rali do Algarve

O Clube Automóvel do Algarve divulgou ontem a sua lista de inscritos para o Rali do Algarve. Para além dos inscritos para o Troféu Europeu de Ralis, também teremos os inscritos para o Camperonato Nacional de Ralis. A grande novidade é a presença de Ricardo Moura, no seu Ford Fiesta R5, depois de vencer mais um campeonato açoreano. Pedro Meireles vai alinhar no seu Skoda Fabia R5, enquanto que Carlos Vieira volta ao seu Citroen DS3 R5, depois de andar (e vencer) em Mortagua com o Skoda Fabia R5.

Entre os nacionais, com o título decidido, muitos optaram pela ausência do rali algarvio, como o caso de Miguel Barbosa ou João Barros. Apenas quatro R5 nacionais estarão presentes neste rali.

Outros pilotos nacionais estarão presentes, como Ricardo Teodósio (Mitsubishi Lancer EVO X), Gil Antunes e Paulo Neto (ambos em Renault Clio R3T), Diogo Gago e Pedro Antunes (ambos em Peugeot 208 R2).

O rali do Algarve acontecerá no fim de semana de 17 e 18 de novembro.


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Noticias: Casinos do Algarve atraem estrangeiros

O Rali Casinos do Algarve, que serve de encerramento no Campeonato Nacional de Ralis, também serve como prova de encerramento da Taça Europeia de Ralis (ERT na sigla inglesa), e é por isso que já foram confirmados pelo menos dez pilotos estrangeiros, embora mais se esperem até ao dia de encerramento das inscrições, a 3 de novembro.

Neste momento estão já confirmados pilotos de várias regiões da Europa e que compõem o ERT. Do Central Rally Trophy estão confirmadas as inscrições dos checos Ondrej Bisaha (Ford Fiesta R5), Vojtech Staf e Antonin Tlustak, ambos em Skoda Fabia R5, bem como o polaco Adrian Wronkowski, num Peugeot 208 R2. Do Celtic Rally Trophy estão já garantidas as participações dos irlandeses Joe Connolly e Patric Duffy, ambos em Ford Fiesta R5, bem como a de John Mulholand, num Skoda Fabia R5. 

Do Balkan Rally Trophy vêm o georgiano Plamen Staykov, num Mitsubishi Lancer Evo IX, enquanto que do Benelux Rally Trophy estará presente o dinamarquês Carsten Jensen, num Renault Clio R3T. Para finalizar, do Baltic Rally Trophy estará o lituano Jonas Pipiras, num Peugeot 208 R2.

Com o tempo, também serão divulgados os pilotos portugueses que participarão na última corrida do Nacional de Ralis.

O Casinos do Algarve estará na estrada nos dias 17 e 18 de novembro e vai incluir treze especiais de classificação.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A imagem do dia (II)

O sensacionalismo na imprensa nos dias de hoje consta no seguinte: exagerar nos pormenores de um acontecimento que poderia ter sido normal. O azar dos pilotos e das pessoas que lá estavam na primeira especial do Rali Casinos do Algarve, esta sábado, é que estava um fotógrafo do "Correio da Manhã" a recolher as imagens do acidente, não só do carro como dos dois feridos, um deles - azar dos azares - era o pai de Carlos Martins, um dos pilotos do rali. Ele teve um golpe na cabeça, foi para o hospital, levou uns pontos e foi para casa, mas daí para "Milagre", creio que eles todos foram as vitimas de um acidente ainda maior chamado... sensacionalismo da imprensa.

Ver este incidente ter honras de primeira página não mostra só falta do que fazer, mas também mostra que a essa gente, estas coisas só existem quando acontecem os acidentes e as mortes. Tivemos sorte, não houve cadáveres para serem mostrados em todo o seu esplendor quer no "jornal", quer no seu "canal de televisão", horas a fio... 

Já agora, para finalizar nunca ouvi falar desse fabuloso piloto de ralis chamado "Hélio Barros" - e li isso por duas vezes! Agora, do Elias Barros ouvi sim, logo... da próxima vez, tentem não inventar nomes, façam o vosso trabalho como deve ser. Tá bom? 

domingo, 13 de novembro de 2016

CNR: Fontes vence o Rali Casinos do Algarve

José Pedro Fontes encerrou a temporada com chave de ouro, ao vencer o rali algarvio, juntando o triunfo individual ao campeonato nacional, ganho no rali anterior, em Espinho. A vitória do piloto da Citroen foi confortável, com mais de um minuto e 21 segundos de diferença sobre João Barros, que andava num duelo com Pedro Meireles até que este último acabou por abandonar, devido a problemas de travões. Carlos Vieira acabou por fechar o pódio, num rali onde onze pilotos chegaram ao fim.

Depois das cinco especiais de sábado, hoje eram realizados os últimos quatro especiais, com duas passagens por Monchique e Fóia. Com os 49 segundos de diferença entre Fontes e Meireles, tudo indicava que o piloto da Citroen iria alargar essa diferença, com Pedro Meireles sempre à espreita de passar o piloto da Ford.

O dia começou com a primeira passagem por Monchique, onde Fontes foi o melhor, conseguindo um avanço de 6,8 segundos sobre João Barros, que conseguia 1,8 segundos de vantagem sobre Pedro Meireles. Carlos Vieira era o quarto, a 10,8 segundos do melhor tempo, enquanto que Miguel Barbosa era apenas o sexto, a 22,5 segundos, tendo sido batido por Diogo Gago. Barros levava a melhor neste momento, mas Meireles não desistia, neste duelo particular.

Na primeira passagem por Fóia, Fontes voltava a ganhar, desta vez conseguindo um avanço de 10.8 segundos sobre Carlos Vieira, e 16,2 sobre João Barros, que via Meireles a atrasar-se bastante. O piloto da Skoda começava a ter os problemas que acabariam por fazer abandonar o rali, pois perdera um minuto e 12 segundos para os da frente. Nesta altura, ele tinha caído para o quarto posto, superado por Carlos Vieira. No final da especial, Meireles encostou à berma e parou de vez.

A partir daqui, Barros limitou-se a controlar os avanços de Vieira, pois estava demasiado longe de Fontes. Este voltou a vencer aqui, com 8,2 segundos de avanço sobre Barros e 8,5 segundos sobre Vieira. Miguel Barbosa era o quarto na especial, a 17 segundos do primeiro. 

Por fim, na segunda passagem por Fóia, João Barros conseguiu vencer uma classificativa, mas por meros... 0,9 segundos sobre Fontes e 3,7 sobre Vieira e 9,7 sobre Barbosa.

No final do rali, Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, comemorava a vitória neste rali, com um minuto e 21 segundos sobre João Barros. Carlos Vieira ficava com o lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 45 segundos dos vencedores, deixando Miguel Barbosa e dois minutos e 17 segundos, no seu Skoda. Diago Gago foi o melhor nas duas rodas motrizes, batendo Gil Antunes.

"Foi um rali muito positivo para nós e o carro esteve absolutamente fantástico. Aliás, é sabido que em asfalto temos no nosso R5 uma ferramenta praticamente imbatível e este fim-de-semana isso ficou, uma vez mais, totalmente provado. Estamos todos de parabéns. Vencer esta prova, depois de, em Espinho, termos garantido o campeonato, apenas vem reforçar a competitividade e o sucesso deste projecto“, disse o novo campeão nacional. 

E assim acabou o campeonato nacional de ralis de 2016. Ano que vêm há mais, para ver como vai ser.

sábado, 12 de novembro de 2016

CNR: José Pedro Fontes lidera o Rali Casinos do Algarve

José Pedro Fontes tem estado a dominar o Rali Casinos do Algarve, a última prova no campeonato nacional de ralis. No final do primeiro dia, o pilloto da Citroen tem um avanço de 52 segundos sobre João Barros, no seu Ford Fiesta R5, e de 53,9 sobre Pedro Meireles, demonstrando o seu domínio sobre o asfalto algarvio. Mas o rali ficou marcado por um incidente na primeira classificativa, onde deixou algumas pessoas feridas, sem gravidade.

Com vinte pilotos inscritos, o rali começou na primeira passagem pela classificativa de Chilrão, com 15 quilómetros, onde fintes conseguiu tirar 11,5 segundos a Carlos Vieira, noutro Citroen DS3 R5, e treze segundos a Pedro Meireles. A 13,2 segundos ficou João Barros, no quarto posto, enquanto que Miguel Barbosa era o quinto, a 13,5 segundos.

Contudo, a classificativa ficou interrompida quando alguns espectadores se assustaram com o carro de Elias Barros, que se despistou e fez com que alguns espectadores caissem numa ribanceira, ferindo-se. Um dos feridos foi o pai do piloto Carlos Martins. O rali foi interrompido por algum tempo, o que impediu os pilotos da Tala FPAK Rally Asfalto de o fazerem, indo de imediato para a segunda classificativa.

Na segunda especial, a primeira passagem por Alferce, Fontes voltou a vencer, conseguindo mais 16,3 segundos sobre Pedro Meireles, e 20,3 segundos sobre João Barros. Contudo, só dez carros completaram este especial, depois de novo despiste ter neutralizado a classificativa, e também numa altura em que Carlos Martins tinha abandonado o rali, devido a problemas mecânicos.

Na segunda passagem pelo Chilrão, Fontes volta a ser veloz, conseguindo dar 12,8 segundos sobre João Barros, 15 segundos sobre Pedro Meireles e 19,7 segundos sobre Carlos Vieira. Por esta altura, o avanço entre os dois pilotos - Fontes a Meireles - era de 44,3 enquanto que sobre o terceiro classificado, João Barros, era de 46,3 segundos. Carlos Vieira era o quarto, a 55,8 segundos, enquanto que Miguel Barbosa já tinha um minuto e 28 segundos de atraso sobre o primeiro.

A seguir, na segunda passagem por Alfrece, Fontes venceu de novo, desta vez a dar seis segundos de vantagem sobre João Barros, enquanto que Pedro Meireles teve um atraso de nove segundos, mais do que suficientes para que perdesse o segundo posto para o piloto da Ford neste rali. Carlos Vitreira foi o quarto, a 21,2 segundos, na frente de Diogo Gago, o melhor dos R2. Miguel Barbosa atrasou-se e perdeu 42 segundos para os primeiros, mas manteve o quinto lugar da geral.

Depois da superespecial de Lagos, à noite, onde Fontes venceu de novo, o segundo classificado foi Meireles, que conseguiu voltar ao segundo posto da geral, passando João Barros. O piloto da Citroen parece ter tudo controlado, com 49,9 segundos sobre Meireles e 50,7 segundos sobre João Barros. Carlos Veira é o quarto classificado, agora a um minuto e 12 segundos da liderança, enquanto quew Miguel Barbosa é o quinto, a dois minutos e seis segundos da liderança.

O Rali Casinos do Algarve termina amanhã com a realização de mais quatro classificativas - duas passagens por Monchique e Fóia - acabando o rali pelo meio dia e meia. 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

CNR: Barbosa quer terminar a temporada em alta

Para Miguel Barbosa, o Rali do Algarve é a última etapa neste seu ano de estreia no Campeonato Nacional de Ralis. O piloto do Skoda Fábia R5 é o atual terceiro classificado do campeonato, e este rali em asfalto é o ideal para que o piloto aprenda um pouco mais na sua evolução nos ralis.

"Vamos para a prova algarvia, a derradeira desta temporada de estreia, com a ambição de continuar a crescer e de fazer sempre um pouco melhor do que já fizemos até aqui. Estamos todos muito motivados, sendo que o principal objetivo é terminar a prova, sendo para isso é fundamental e imprescindível não cometer erros." começou por dizer. 

"Este será o meu quinto rali disputado em troços de asfalto, num ano que foi essencialmente de aprendizagem. A evolução tem sido notória e quero continuar a progredir, para ser cada vez mais rápido, mais eficaz, mais conhecedor e com isso ter mais capacidades para lutar pelas primeiras posições.", salienta.

Organizado pelo Clube Automóvel do Algarve (CAA), o rali do Algarve será este ano inteiramente disputada em estradas de asfalto, e terá nove especiais de classificação, que acontecerão sábado e domingo à volta da Serra de Monchique e na zona de Lagos, num total de 319,89 quilómetros, dos quais 120,74 quilómetros serão de troços cronometrados.

CNR: José Pedro Fontes quer fechar Rali do Algarve com chave de ouro

José Pedro Fontes já é campeão nacional, mas irá na mesma ao Rali do Algarve. Não só para cumprir calendário, mas para tentar colocar mais uma vitória no seu currículo. Na véspera do rali, o piloto falou sobre as suas aspirações, afirmando que a vitória seria o culminar da grande época que fez. 

"A conseguirmos será, de facto, a cereja no topo de um bolo que foi bastante doce este ano", começa por referir José Pedro Fontes. "Naturalmente que pelo facto de estar tudo decidido para o nosso lado, não temos à partida desta prova a pressão dos pontos, nem estamos preocupados com as posições dos nossos adversários, pelo que nos podemos apenas concentrar em fazer uma boa prova e conquistar uma nova vitória, no que seria um justo prémio para todos os patrocinadores envolvidos no projecto, bem como para todos os elementos da nossa equipa e, naturalmente, para a Inês e para mim próprio", acrescentou.

Organizado pelo Clube Automóvel do Algarve (CAA), o rali do Algarve será este ano inteiramente disputada em estradas de asfalto, e terá nove especiais de classificação que acontecerão sábado e domingo, num total de 319,89 quilómetros, dos quais 120,74 quilómetros serão de troços cronometrados.

domingo, 8 de novembro de 2015

CNR 2015 - Rali do Algarve (Final)

Ricardo Moura ganhou, José Pedro Fontes foi o campeão. Foi assim que acabou esta tarde o Rali do Algarve, a última corrida do campeonato nacional de Ralis de 2015. E tudo isto depois do líder da prova, Carlos Vieira, ter sofrido um acidente e acabar por abandonar a competição.

Depois do piloto de Braga ter ganho três das quatro classificativas no primeiro dia, Vieira tinha uma vantagem de quatro segundos para gerir dos ataques de Ricardo Moura, que por sua vez tinha um José Pedro Fontes recuperado dos problemas de travões que o afligiram no primeiro dia e que o fez cair para o quarto lugar da classificação geral.

Contudo, logo na quinta especial, a primeira do dia, no Ameixial, Carlos Vieira tocou com o carro numa pedra, danificando a porta do lado do navegador, acabando por perder mais de um minuto. Ricardo Moura foi o grande beneficiado, não só vencendo a classificativa, mas também passando para o comando do rali, com uma vantagem de 49 segundos sobre Pedro Meireles. 

A partir dali, Moura partiu para o ataque, voltando a vencer na sexta especial, a primeira passagem por Salir, Moura voltou a ganhar, desta vez com um avanço de 3,6 segundos sobre Pedro Meireles, enquanto que José Pedro Fontes era quinto, e mantendo o terceiro posto da geral, a mais de minuto e meio do piloto açoriano. Contudo, na sétima especial, Pedro Meireles atrasou-se, perdendo mais de quarto minutos e assim sendo, o piloto da Citroen subiu ao segundo posto da geral e assegurando o título nacional de ralis, pois Meireles caía para o oitavo posto.

Para final, Ricardo Teodósio venceu a última especial, acabando com chave de ouro a sua estreia num Fiesta R5, subindo ao sexto lugar da geral, a meros dois segundos de Pedro Meireles. 

Mas na frente, tudo na mesma: Moura o vencedor, Fontes o campeão, num campeonato bem disputado, quase até à última. Visivelmente satisfeito com este desfecho, o piloto do DS3 R5 sublinhava a importância “do trabalho feito pela equipa ao longo de toda a temporada e que este fim-de-semana voltou a marcar a diferença. Estão todos de parabéns e estes títulos - Pilotos, Navegadores – são o prémio para um desempenho absolutamente exemplar de todos os envolvidos neste projeto. Deixa-me particularmente satisfeito ter garantido este título, mas também o facto de ser o primeiro da Marca DS. Para nós cada rali foi um desafio. Cada troço, cada quilómetro que cumprimos este ano foi uma etapa ganha, foi o objetivo alcançado.

Num rali complicado em que tudo estava por decidir, estivemos sob alguma pressão, mas as coisas acabaram por resultar da melhor maneira. Uma vez mais deixámos bem patente aquilo que nos motivou ao montar este projeto, com um carro totalmente novo e com tudo para aprender. O DS 3 R5 é, se dúvida alguma, um carro ganhador e inquestionavelmente competitivo em qualquer tipo de piso. Este é um ponto fundamental e em que acreditámos desde a primeira hora. Este resultado prova a excelente aposta feita. O esforço de todos teve como resultado os títulos que hoje assegurámos”, concluiu.