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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Noticias: Andretti vai ter Vergne e Marco Andretti em Buenos Aires

A Andretti Autosport anunciou esta tarde que Marco Andretti e Jean-Eric Vergne serão os pilotos da equipa na quarta ronda da Formula E, que vai acontecer dentro de uma semana em Buenos Aires. Se para o piloto francês, será a segunda experiência a bordo do carro elétrico, para o neto de Mário Andretti e o filho de Michael Andretti, vai ser a primeira vez que andará no automóvel.

"Eu estou ansioso pela chance de ficar atrás do volante de um carro de Fórmula E", começou por dizer Andretti. "Apesar de nunca ter andado no carro, que é uma situação estranha para mim, mas o ritmo da equipe parece ser sólido o suficiente para um grande resultado. E como eu gosto de desafios, espero estar apto para a tarefa", concluiu o piloto de 27 anos.

Marco Andretti irá correr no lugar de Franck Montagny, que acusou positivo num teste anti-dopagem, e de Matthew Brabham, que correu nas duas últimas corridas, em Putrajaya e em Punta del Leste.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

IndyCar 2014 - Ronda 3, Barber (Corrida)

A terceira corrida da Indycar de 2014 foi facilmente ganha por Ryan Hunter-Reay, na sua primeira vitória do ano, dando à Indycar o seu terceiro vencedor diferente, depois de Will Power, em St. Petersburg, e Mike Conway, em Long Beach. Contudo, a corrida de Barber, no Alabama, a primeira a acontecer numa pista convencional, esteve para não acontecer, depois de que uma tempestade desabou na zona à hora em que deveria começar a prova. Por causa disso, a prova foi adiada por uma hora e meia, e esta ficou reduzida para uma hora e 40 minutos, devido à luz do dia, que iria diminuir de intensidade a partir dali.

Quando foi a altura da partida, a pista mais seca, mas máquinas e pilotos tiveram três voltas atrás do Pace Car para ajudar a secar ainda mais, antes da partida lançada para a corrida. Quando aconteceu, o "poleman" Will Power manteve a liderança contra Simon Pagenaud enquanto que, mal acabava a primeira volta, Takuma Sato despistava-se, esperando para que passasse o resto do pelotão para voltar à pista. As bandeiras amarelas foram mostradas, mas o Pace Car não entrou.

Com o passar das voltas, Power e Hunter-Reay começavam a afastar-se do pelotão, enquanto que Juan Pablo Montoya subia lugares atrás de lugares. Em pouco tempo, estava no quarto posto, depois de passar Hélio Castro Neves, e ia à caça de pódio. Mas também com o passar das voltas, a pista secava, e começava a formar uma linha seca, com os pilotos a andarem de um lado para o outro para conservar os pneus de chuva.

Contudo, na volta 15, Power exagera na travagem e sai de pista. Ele evita a gravilha e a parede, mas perde o comando para Hunter-Reay. O primeiro a parar foi Oriol Serviá, que arriscou e colocou pneus secos, enquanto que atrás, na luta entre Mikhail Aleshin e Sebastian Bourdais, o francês levou a melhor sobre o russo, e este entrou em pião na curva 5, ficando parado na pista e colocando o Pace Car na pista.

Nesta altura, todos foram às boxes e colocaram pneus secos, vendo se poderiam aproveitar a progressiva secagem da pista para ver se aproveitavam. Serviá manteve-se na pista, mas pouco depois, outro piloto batia no muro: o colombiano Carlos Muñoz, que já tinha colocado os pneus para seco.

Com as paragens, Sebastian Saavedra era o comandante da corrida, pois não tinha ido às boxes para trocar de pneus. Após algum tempo, a prova recomeçou na volta 27, com Montoya a tentar recuperar posições - tinha voltado à pista no sétimo posto - acabou com ele na gravilha, depois de ter perdido o controlo do seu carro. Ele conseguiu voltar à pista, mas já estava no final do pelotão.

No novo recomeço da corrida, Saavedra continuava a aguentar o resto do pelotão, mas por pouco tempo: Carlos Huertas perde o controlo do seu carro e acaba na relva. Mais uma vez, o PaceCar de novo na pista, e mais umas voltas com Saavedra no comando, com este a refrescar os pneus sempre que podia. Mas na relargada, o colombiano perde o comando para Hunter-Reay.

Com o passar das voltas, não havia grandes lutas na frente, até que os lideres voltaram às boxes para novo reabastecimento e troca de pneus. Quanto tudo acabou, por volta da volta 52, Hunter-Reay mantinha a liderança, seguido por Marco Andretti, Scott Dixon e Sebastian Saavedra. Nas voltas seguintes, Dixon tentou aproximar-se de Andretti, mas não o suficiente para o ultrapassar, enquanto Hunter-Reay estava cada vez mais isolado na liderança.

Nos cinco minutos finais da corrida, há agitação na pista quando o russo Mikhail Aleshin bate forte nos pneus, deixando detritos na pista. Com pouco tempo, a corrida acabou em bandeiras amarelas e o piloto americano conseguiria vencer a sua primeira corrida do ano, numa dobradinha americana, já que Marco Andretti ficava com o segundo posto. Scott Dixon completava o pódio, na frente do frances Simon Pagenaud.

Agora, a IndyCar vai ter o seu mês de maio dedicado a Indianápolis, mas este ano com uma novidade: uma corrida na antiga pista que foi feita para a Formula 1.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Noticias: Formula E confirma oito pilotos no seu alinhamento

Oito pilotos, alguns deles com experiência de Formula 1, foram confirmados pela organização da Formula E para guiarem os seus monolugares na temporada inaugural da competição, a ter lugar em setembro do ano que vêm. Para além do brasileiro Lucas di Grassi e o japonês Takuma Sato, que já experimentaram e testaram o monolugar, outros seis piloto fizeram a mesma coisa, a saber: o suiço Sebastien Buemi, o francês Adrien Tambay (filho de Patrick Tambay), o americano Marco Andretti (filho de Michael Andretti e neto de Mário Andretti), o chinês Ma Qinghua, o indiano Karun Chandhok e o italiano Vitantonio Liuzzi.


Até agora não se sabe para onde vão todos estes pilotos, mas Alejandro Agag, o patrão da Formula E, está confiante nas escolhas: “Desde o início, nós nos preparamos para dar aos fãs grandes corridas ao redor do mundo e, para isso, você precisa de pilotos de alto calibre. Agora que anunciamos as dez marcas, todos querem saber quem serão os pilotos. Claro, não podemos confirmar os pilotos ainda, pois serão as equipas que escolherão seus pilotos. Contudo, esperamos oferecê-los um ‘pool’ de pilotos internacionais para escolherem”, começou por afirmar.

Também esperamos que isso mostre para os fãs, televisões e potenciais patrocinadores os nomes respeitados que a Formula E está a atrair, bem como o nível de pilotos que podem esperar”, completou.

Quanto aos pilotos, o suiço Sebastien Buemi, atualmente um dos terceiros pilotos da Red Bull e também piloto da Toyota, afirmou a importância que esta competição têm para ajudar o desenvolvimento dos carros de estrada: “O automobilismo deve ser visto como líder no desenvolvimento de novas tecnologias, então será ótimo ver como isso vai influenciar não somente o desporto, mas também o futuro dos carros de rua e o meio-ambiente”, comentou.

A Formula E vai ter a sua primeira corrida de sempre a 13 de setembro, num circuito urbano em Pequim. 

domingo, 26 de maio de 2013

As 500 Milhas de Indianápolis, edição de 2013

As 500 Milhas de Indianápolis de 2013 chegavam com uma dúvida no ar: a ideia de que poderia chover no dia da corrida, depois de a meteorologia prever que o tempo iria estar encoberto e a possibilidade de chuva ser grande. Como as corridas americanas normalmente não ocorrem durante tempo chuvoso, e como esta era uma prova que iria acontece numa oval muito veloz, a ideia de esta prova se arrastar por horas e até por dias - como aconteceu em 1973 - era uma possibilidade bem real. Contudo, com o raiar do dia, as previsões foram corrigidas e o tempo, embora encoberto, estaria seco durante o tempo da corrida.

Assim sendo, vimos o regressado Jim Nabors a cantar como é bom estar no Indiana e a filha de Tony Hulman a dizer a famosa frase: "Ladies and Gentleman, Start Your Engines!" perante o delírio dos mais de 300 mil pessoas presentes na mítica oval americana.

A largada começou normalmente, com Ed Carpenter a conseguir anter a liderança, mas o primeiro acidente na corrida foi no inicio da quarta volta, quando J.R.Hildebrand bateu forte no muro, na Curva 4, após andar atrás de James Hintchcliffe e perder o controlo. As amarelas aconteceram durante quatro voltas pois o embate do piloto americano tinha sido bem forte. Quando a corrida recomeçou, Carpenter foi assediado por Tony Kanaan e por Marco Andretti, colocando os pilotos da Andretti Autosport nos primeiros postos. Kanaan levou a melhor, nas na volta 29, foi o primeiro dos da frente a ir para as boxes.

As coisas andavam calmamente até à volta 36, quando o colombiano Sebastian Saavedra tocou no muro na Curva 4. Apesar dos estragos terem sido menores, isso foi mais do que suficiente para que as bandeiras amarelas terem sido adicionadas. A corrida só voltou para a ter sinal verde na volta 44. Ali, Carpenter manteve-se na frente de Andretti, enquanto que Sato subia lugares, passando Carlos Muñoz na volta 49.

Andretti passou para a liderança na volta 52, mas na volta 55, as bandeiras amarelas são novamente mostradas por causa de um pião de Takuma Sato. O japonês, que seguia na oitava posição, não tocou em nada e pôde prosseguir, mas no fundo do pelotão. E foi nessa altura em que o pelotão foi para as boxes, fazendo a sua segunda paragem para reabastecimento e troca de pneus.

Com o recomeço da corrida, a luta foi entre Carpenter e Hunter-Reay, com Andretti e Kanaan a espreitar. A partir desta altura, não houve grande história até à volta 113, quando os pilotos começaram a fazer a terceira ronda de reabastecimentos e troca de pneus.

Com essa passagem, a corrida seguiu fluida, tão fluida que nem parecia ser uma tipica corrida das 500 Milhas, foi faltavam as batidas que muitas das vezes decidem estratégias e corridas. Com isso, os quatro primeiros alternavam no comando: Kanaan, Muñoz, Andretti e Hunter-Reay, com o pelotão a seguir atrás e James Hintchcliffe a ficar com o comando quando os quatro primeiros iam às boxes para trocar de pneus e reabastecer.

O momento decisivo foi a sete voltas do fim, quando Graham Rahal perdeu o controlo do seu carro na saída da Curva 2, batendo no muro interior, causando a entrada do Pace Car e juntando todos os carros. Nesta altura, era Ryan Hunter-Reay o líder, mas Tony Kanaan, o "rookie" Carlos Muñoz e Marco Andretti esperavam por uma boa oportunidade para conseguir a liderança. E isso aconteceu a cinco voltas do fim, quando Kanaan, por dentro, passa o americano, enquanto que, por fora, Muñoz saltava de quarto para segundo, numa excelente manobra. 

Parecia que o colombiano iria ser o principal rival de Kanaan, mas imediatamente a seguir, Dario Franchitti, o vencedor da corrida do ano passado, bate no muro da Curva 2 e a corrida acabava ali. E imediatamente, Tony Kanaan entrava na história. Depois de mais de uma década a tentar, ele era o quarto brasileiro a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, depois de Emerson Fittipaldi (1989 e 1993), Gil de Ferran (2003) e Hélio Castro Neves (2001, 2002 e 2009). Muñoz impressionava, sendo segundo classificado, enquanto que Ryan Hunter-Reay era o terceiro, na frente de Marco Andretti.  

domingo, 27 de maio de 2012

As 500 Milhas de Indianápolis, versão 2012

As 500 Milhas de Indianápolis é uma realização do qual vale sempre a pena ver, como Mónaco e Le Mans. O facto que desde há muito tempo ambas as corridas acontecem no mesmo dia pode impedir os pilotos de disputarem as corridas ao mesmo tempo, mas para os adeptos de sofá e de pista, é um regalo para os olhos, pois têm a oportunidade de ver ao vivo duas das três mais conhecidas corridas do automobilismo em pista.

Em 2012, as 500 Milhas de Indianápolis tinha uma aura diferente. O vencedor anterior, Dan Wheldon, estava morto e a organização queria fazer o devido tributo a ele, entregando o anel à viúva e dar ao carro que guiou a devida homenagem. E nas voltas 26 e 98, os numeros dos carros que guiou nos anos em que venceu a competição, o público era convidado a prestar tributo a ele, colocando os seus óculos de sol brancos, a sua devida imagem de marca. Mas numas 500 Milhas onde o calor foi outra das imagens de marca - 34ºC esta tarde - não sei se muitos perfeririam refrescar-se com um "Budwiser" do que colocar uns óculos de sol brancos em tributo ao britânico.

Depois das devidas cerimónias em tributo, especialmente, aos soldados que combateram nas guerras - afinal de contas, era o fim de semana do "Memorial Day", com muitos soldados a verem a corridas nas bancadas, e pelo menos vi um a exibir a sua "Medal of Honor", a mais importante do país - as outras cerimónias foram devidamente realizadas: os hinos nacionais e locais, o anunciante a declarar "Drivers, Start Your Engines!" e as três voltas de aquecimento atrás do Corvette branco antes da corrida própriamente dita.

A depois de ser dada a bandeira verde, pudemos ver que pela primeira vez em muito tempo, dois pilotos foram obrigados a abandonar porque eram... chicanes móveis. Jean Alesi e Simona de Silvestro, os dois unicos a alinharem nas 500 Milhas de Indianápolis com o motor Lotus, foram obrigados a recolherem-se às boxes por terem violado a regra dos 105 por cento, ou seja, eram demasiado lentos. Não sei porquê, mas imediatamente lembrei-me da história do canadiano Al Pease, desclassificado do GP do Canadá de 1969 por ser... demasiado lento. Achei mau, especialmente para Jean Alesi. E isso provavelmente foi o canto do cisme para a Lotus, que não sairá da porta do cavalo, mas sim da porta do esgoto.

Passado esse momento embraçoso, a partir do primeiro terço da corrida, os Andretti estavam nos lugares da frente. Marco Andretti e James Hintchcliffe alternavam na liderança, com o Chip Ganassi de Dario Franchitti e Takuma Sato a não andarem muito longe. O que é mais espantoso nisto tudo é que nos três primeiros lugares, dois deles eram motores Honda. Para quem esperava que isto fosse um passeio Chevrolet, era algo 

As amarelas voltaram a ser mostradas na volta 83 quando Mike Conway - que tinha feito uma má paragen mas boxes, atropelando dois mecânicos sem gravidade - saiu das boxes visivelmente perturbado com o que aconteceu e distraiu-se, batendo na Curva 2. Na confusão, Will Power, o lider do campeonato, também bateu e o ângulo do impacto fez com que o carro batesse nas redes de proteção, repetindo o que lhe tinha acontecido há dois anos. Ambos os pilotos safaram-se, mas por pouco iria haver um terceiro envolvido: Helio Castro Neves, que por muito pouco - por instinto, talvez - evitou um dos pneus por muito pouco. A sorte e o azar de mãos dadas...

Na volta 88, voltou a bandeira verde, mas foi sol de pouca dura, pois Bia Figueiredo despista-se e bate ligeiramente no muro. Isso foi mais do que suficiente para que regressase à corrida e claro, aproveitado para mais uma ronda de paragens. Hinthcliffe teve uma má saída, mas como foi em plenas bandeiras amarelas, não ficou muito prejudicado.

A corrida voltou ao normal na volta 96, duas voltas antes de nova homenagem a Dan Wheldon, com Chip Ganassi, nas boxes, a sorrir ao ver que dois dos seus pilotos estavam no "top 5". Nada mau para um motor Honda e quem largou do meio do pelotão. E era assim que as coisas estavam no meio da corrida.

Pouco depois, os Chip Ganassi foram às boxes e era a vez dos Andretti e da KV, que tinham uma estratégia de pneus diferente, a passarem para a frente da corrida. Dois ex-pilotos de Formula 1, primeiro Takuma Sato, depois Rubens Barrichello, passavam pela liderança. Na volta 125, Sato era de novo o lider, mas os Chip Ganassi estavam a assediá-lo. Entretanto, uma das juntas de cabeça do carro de Ryan Hunter-Reay cede e ele é obrigado a acabar a corrida mais cedo.

A caminho do terceiro terço da corrida, as coisas pareciam andar ao ritmo das estratégias. Sato beneficiava das estratégias gizadas por Bobby Rahal, enquanto que Dario Franchitti aguardava que as coisas acontecessem. E isso aconteceu na volta 145, quando Sebastian Saavedra fica parado na saída das boxes. Novamente as banderias amarelas e todos entraram para as boxes, com Sato a sair melhor do que os Chip Ganassi.

Na volta 155, a bandeira verde é mostrada e os Chip Ganassi passam Sato para ficar na liderança. Depois, começaram os seus jogos para tentar induzir Sato ao erro. Mas na volta 164, Josef Newgarden para na relva e as amarelas aparecem de novo. Todos param para uma última vez, antes da meta, e na volta 168, o verde apareceu de novo. A partir dali havia os Ganassi na frente,com o trio Wilson-Sato-Carpenter a trocarem de posições, mas na volta 181, Carpenter perde o controlo do seu carro na Curva 2, mas não bate no muro por pouco menos do que um milagre.

As coisas voltam ao verde na volta 185, com Tony Kanaan a apanhar toda a gente com as calças na mão e  ficar com a liderança. Os Chip Ganassi reagiram, mas o brasileiro fez a mesma coisa, até à volta 188, quando a maldição dos Andretti volta a atacar, com Marco a bater na curva 1. Algum dia há de acabar, mas não este ano. E com isso, as voltas finais voltam a ter a emoção do costume, do qual todos olham com o interesse do costume.

E assim foi. Na volta 193, os carros da Chip Ganassi foram para a frente, com Tony Kanaan e Takuma Sato a seguirem atrás. A partir dali, o japonês tentou a sua sorte e partiu para o ataque, tentando algo inédito: ser o primeiro japonês a ganhar nas 500 Milhas. Passou Dixon e atacou Franchitti no inicio da volta 199, com a bandeira branca a ser mostrada. Ambos ficaram lado a lado... e Sato ficou com a fava. Bateu no muro na Curva 1 e as bandeiras amarelas foram mostradas, com o piloto escocês a vencer pela terceira vez na sua carreira.

A Chip Ganassi completou o quadro com o segundo lugar de Scott Dixon, enquanto que o terceiro foi o brasileiro Tony Kanaan. Rubens Barrichello foi 11º e o melhor "rookie" nas 500 Milhas, numa prova em que não deslumbrou, até cumpriu.

No Winning Circle, com a atriz Ashley Judd a comemorar pela terceira vez a vitória do seu marido, alguém afirmava que ele sempre venceu em bandeiras amarelas, mas uma vitoria, não importa as circunstâncias, é uma vitória. Afinal de contas, Dan Wheldon venceu a corrida na última curva... e hoje tudo se fez para que ele não fosse esquecido. E Indianápolis é assim... 

sábado, 29 de maio de 2010

Youtube Indy 500 Classic: Sam Hornish Jr. e a vitória nos últimos metros



Em vez de escolher a edição do ano passado, onde falaria da terceira vitória de Helio Castroneves na "Brickyard", fazendo-o no piloto estrangeiro com mais vitórias na competição, decidi recuar até à edição de 2006, pois é especial. Não só porque foram dois americanos a lutar pela vitória, mas foi também uma das chegadas mais curtas da história da competição.

Já houve chegadas assim. Em 1982, Gordon Johncock bateu Rick Mears no último instante, e dez anos mais tarde, foi a vez de Al Unser Jr. conseguir resistir aos ataques do canadiano Scott Goodyear para ficar quase lado a lado na meta. Mas em 2006 foi uma luta entre um piloto consagrado, Sam Hornish Jr., então com 25 anos e duas vezes vencedor do campeonato, e Marco Andretti, com 19 anos, um dos mais jovens de sempre a correr nas 500 Milhas e o mais novo descendente de uma familia ilustre: os Andretti, pois era filho de Michael e neto de Mario.

Mas a corrida, mais do que a batalha entre dois elementos da nova geração, teve o seu quê de dramático. Hornish Jr, piloto da Penske, teve problemas nas boxes devido à mangueira de reabastecimento e atrasou-se. Conseguiu recuperar o suficiente para chegar-se ao pé de Andretti neto, que tinha passado o seu pai e defendia-se dos ataques dos seus adversários.

Com a corrida a chegar às suas voltas finais, parecia que Marco Andretti estava a caminho da vitória e de se tornar no mais jovem piloto de sempre a ganhar a mais importante prova em monolugares. Passa o seu pai a três voltas do fim e aguenta os ataques de Hornish Jr, especialmente na penultima volta. Contudo, Hornish Jr. tem uma última chance e aproveita-a... nos metros finais. E foi assim que se tornou no último americano a vencer na Brickyard.

domingo, 23 de novembro de 2008

A1GP - Ronda 3, Sepang (Corridas)

A ronda malaia do A1GP de 2008-09 decorreu esta madrugada no circuito de Sepang, com a Suiça (Neel Jani) e a Irlanda (Adam Carroll) conseguirem vencer as suas coridas, e Portugal a continuar com os bons resultados, através de Filipe Albuquerque. O piloto de Coimbra foi quarto na Sprint Race, e segundo na Feature Race, onde acompanhou Carrol e o americano Marco Andretti, filho de Michael e neto de Mário, no pódio de Sepang.


A Sprint Race, primeira corrida do dia, foi ganha por Neel Jani, da Suiça, que dominou a corrida do principio ao fim, sempre com uma vantagem confortável sobre o resto dos concorrentes. A prova teve duas partidas, devido a um acidente na primeira volta, causado por Narain Karthikeyan quando travou durante a partida lançada. Sem espaço para travar, o americano Marco Andretti e o brasileiro Felipe Guimarães abalroaram separadamente o carro indiano.


Quanto a Filipe Albuquerque, andou sempre atrás do francês Löic Duval e do neo-zelandês Earl Bamber, na luta pelo pódio, e a ser pressionado pelo irlandês Adam Carroll, mas aguentou as investidas dele, e conseguiu um importante quarto lugar da classificação, conseguindo aqui cinco pontos. No final da corrida, a acompanhar Jani no pódio foram Duval e Bamber.


Na Feature Race, Albuquerque arrancou muito bem, passando de quinto para segundo no final da primeira volta, ficando sempre colado a Adam Carrol até à primeira paragem nas boxes. Nessa altura, as posições mantiveram-se, mas Carrol tinha melhores pneus e conseguiu afastar-se de Albuquerque, que não fez mais do que tentar ficar com o segundo posto. A luta pelo terceiro lugar foi mais emocionante, com Andretti, a partie de oitavo, a beneficiar de um bom trabalho de box, à sua velocidade em pista (passou Libano e China) e um pouco de sorte, pois beneficiou de um erro de comunicação da Malásia, para ficar com o terceiro posto.


No quarto lugar ficou a Austrália (John Martin), o quinto foi a Africa do Sul (Adrian Zaugg), que resistiu aos ataques do carro neo-zelandês, pilotado por Earl Bamber. O Brasil, carro pilotoado por Felipe Guimarães, terminou a corrida no oitavo lugar.


No final da corrida, Filipe Albuquerque estava visivelmente satisfeito: "Foi uma primeira volta fantástica, com tudo a funcionar na perfeição. Tentei a todo o custo conseguir subir para primeiro lugar, mas infelizmente a equipa irlandesa estava ligeiramente mais rápida que eu, para além de que, uma vez mais, o nosso 'pit-stop' não foi perfeito. A determinada altura percebi que era complicado discutir o primeiro lugar, pelo que optei por garantir a segunda posição, que nos fez subir quatro posições no Campeonato. Penso que daqui em diante vamos ser certamente uma das equipas permanentemente na frente", disse.


O mesmo discurso era adoptado por Luis Vicente e Pedro Matos Chaves, os homens que estão por detrás da equipa portuguesa. Vicente não escondia o orgulho na sua equipa e especialmente em Filipe Albuquerque: "O Filipe teve uma frieza notável para conseguir garantir estes dois resultados. Estamos muito satisfeitos com o desenrolar do fim-de-semana. A equipa fez um excelente trabalho e estão todos de parabéns", enquanto que Matos Chaves, Director Desportivo, reforçava o discurso: "Fomos a equipa mais constante ao longo do fim-de-semana, com resultados que nos permitem estar em posição de lutar pelo Campeonato. Esperamos manter a performance ao longo do resto do Campeonato", disse.


Com este resultado, a Irlanda lidera agora o campeonato, com 43 pontos, com Portugal na segunda posição, conseguindo até agora 35 pontos, com a França e a Nova Zelândia juntos na terceira posição da classificação, ambos com 31 pontos. O Brasil é 14º na classificação, com quatro pontos. Após a ronda da Malásia, a A1 GP atravessará agora uma pausa de quase dois meses, regressando às lides no circuito de Taupo, Nova Zelândia, no próximo dia 25 de Janeiro.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

A1GP - Ronda 2, Chengdou (Antevisão)

A A1GP vai voltar este fim de semana, com a segunda ronda dupla do campeonato, no circuito chinês de Chengdou. Nesta nova ronda, os 25 carros inscritos vão finalmente rodar juntos, algo que não tinha acontecido na jornada anterior, devido principalmente aos vários atrasos sofridos pelo fabricante de chassis, a Ferrari, para ter os carros prontos a tempo.

Numa ronda onde Nicolas Prost (filho de Alain Prost) e Marco Andretti (filho de Michael Andretti e neto de Mario Andretti) se irão estrear nesta competição, guiando respectivamente os carros francês e americano, as ambições da equipa portuguesa, liderada por Filipe Albuquerque, são grandes, especialmente depois dos testes em Silverstone, onde averbaram o segundo melhor tempo.

Fiquei a menos de quatro décimas do Neel Jani [o piloto suiço foi lider da tabela de tempos]. Ele utilizou dois jogos de pneus novos, enquanto eu só usei um, para além de que ele esteve a testar umas novas borrachas de desenvolvimento da Michelin, para além de que usou o push to pass e eu não. Mas a minha preocupação era sobretudo conhecer os limites do carro, pelo que nem fiz alterações às afinações. As duas provas que fiz recentemente das World Series Renault ajudaram a que tivesse com um bom ritmo, que me permitiu até quase não transpirar, o que me surpreendeu um pouco, mas que se deve também à facilidade com que se conduz o novo A1 GP”, afirmou o jovem português.

Quanto ao circuito de Chengdou, Albuquerque diz de sua sentença: “Parece-me um traçado muito técnico. Esta vai ser a primeira corrida a sério do campeonato e vamos ver como estamos, embora acredite que estarei em condições de rodar nos cinco primeiros. O nível dos pilotos presentes aqui é elevado, mas acredito que estarei nos mais rápidos. Vai ser muito equilibrado e espero que o teste que fiz em Silverstone dê frutos agora”, concluiu.

O programa do A1 GP na China começa na próxima madrugada, com as duas sessões de treinos livres para os "rookies" e com a sessão livre para todos. No Sábado, desenrolam-se as sessões de qualificação, para na madrugada de Domingo terem lugar as corridas, às 3 e às 7 horas da manhã, hora portuguesa. Em termos de televisão, os treinos passam às 10h10 de Sábado na Sport TV1 e as corridas terão transmissão no Domingo na Sport TV2 a partir das 11h40, tudo em diferido.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Mais um Andretti na forja

A cada geração que passa, a familia Andretti tem sempre um herdeiro a querer mostrar o seu perfume nas pistas. Hoje em dia temos na IRL um jovem de 20 anos chamado Marco Andretti, filho de Michael e neto de Mário. O seu talento é por mais evidente, pois até agora na IRL já ganhou uma corrida em 2006 e foi segundo nas 500 Milhas de Indianápolis desse mesmo ano.


As suas prestações na pista são tão boas que Mário Andretti, seu avô, acredita que ele já deveria estar na Formula 1. "Ele precisa de estar na Formula 1. Tem o talento para isso. Avaliando o Marco, direi que tem estilo para lá correr. Mesmo na chuva, onde ele poderia ter dificulades, ele é absolutamente competitivo."


Marco Andretti já testou pela Honda no final do ano passado em testes no circuito espanhol de Jerez de la Frontera, onde marcou tempos respeitáveis. Contudo, o jovem piloto já disse que só tentará ingressar na Formula 1 quando conseguir ganhar as 500 Milhas de Indianápolis. Quando conseguir (se conseguir...), vai ser mais um apelido do passado a juntar-se no restrito clube da Formula 1...