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sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Dakar: Ricardo Porém quer aprender

O piloto leiriense Ricardo Porém está no Dakar a defender as cores da Borgward, e nesta primeira edição em que participa com a nova máquina, pretende levar o seu carro até ao fim, com o objectivo se aprender algo nesta primeira edição em terras sauditas. Com o seu irmão Manuel Porém como navegador, a dupla portuguesa estará integrada na mesma equipa de Nani Roma, o conhecido e experiente piloto espanhol, vencedor do Dakar em 2004 na categoria de motos e 2014 nos automóveis.

O objetivo principal é aprender, sem descurar um possível bom resultado. Vou disputar o Dakar pela segunda vez, agora com o Borgward, e estou confiante que eu e o meu irmão Manuel poderemos lutar para terminar nas dez primeiras posições. Participei em 2019 no Dakar, noutra região e com uma viatura diferente, mas estou em crer que a experiência que acumulei será muito importante para o desafio deste ano, principalmente ao nível da navegação nas etapas mais longas e técnicas. Creio que na Arábia não teremos áreas de dunas tão extensas como nas edições passadas o que será uma novidade.", começou por dizer em Jeddah, onde o rali irá parte e de onde já foi feito o "shakedown".

"O Borgward BX7 é um carro competitivo e bastante fiável, e acredito que estará apto a permitir algumas boas surpresas ao longo da prova. O trabalho desenvolvido pelo Nani Roma e pela Borgward Rally Team tem sido muito relevante na evolução da performance do Borgward, e vamos com confiança. Vou fazer a minha corrida e partir sem qualquer tipo de pressão, tentar ser inteligente, pois são muitos dias, e quero evitar erros, apostar na regularidade, para obter o melhor resultado final", concluiu.

O Rally Dakar arranca no dia 5 de Janeiro em Jeddah, e termina no dia 17 de Janeiro em Qiddiya, perto da capital, Riyadh.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Noticias: Fernando Alonso quer aprender no Dakar

Fernando Alonso vai se estrear em 2020 no Rally Dakar ao volante de um Toyota oficial. Nas areias da península arábica, o piloto espanhol tem quase a certeza que estará lá para experimentar as sensações deste tipo de rali, e não lutar pela vitória. 

Vou lá para aproveitar a experiência? Sim [eu estou pronto]. Vou lá para aproveitar ao máximo? Sim. Mas se eu pensar numa vitória no Dakar, não me sinto pronto”, começou por dizer. 

Estou perfeitamente ciente da minha falta de experiência. Há corridas que tentei, como Indy, Le Mans ou Daytona, em que me senti bastante competitivo e que pude lutar pela vitória. No Dakar, acho que não. estou nesse nível. Mas jogarei com uma estratégia diferente. Não serei o mais rápido, mas espero estar em uma boa posição no final”.

A aventura das dunas sauditas ira acontecer entre os dias 5 e 17 de janeiro, começando em Jeddah e acabando em Al Quiddiya, nos arredores Riyadh, a capital.

sábado, 23 de novembro de 2019

Formula E: Sims sai vitorioso de terras sauditas

Alexander Sims saiu hoje de Ad Diyriah com a vitória na mão, num triunfo para a BMW Andretti, na segunda corrida do fim de semana saudita. Sims superou o Audi de Lucas di Grassi, que ficou com o segundo posto, na frente de Stoffel Vandoorne, num Mercedes. Maximilian Gunther, inicialmente no segundo posto, foi penalizado em 24 segundos e perdeu esse lugar para o piloto belga.

Já em relação a António Félix da Costa, apesar do sexto posto na grelha de partida, ficou inicialmente fora dos pontos, com a consolação a ter a volta mais rápida. Mas por causa das penalizações, ele acabou por subir à décima posição, ficando não só com o ponto relacionado com o lugar, mas com o ponto extra da volta mais rápida.

Depois de uma qualificação onde o melhor foi Sims, que conseguiu a sua segunda pole-position do fim de semana, a corrida começou com o britânico a liderar, enquanto o português da Techeetah era quarto, já que Jean-Eric Vergne partia de último, após ter trocado e bateria. O português aproximou-se de Lucas di Grassi e conseguiu passá-lo, sendo terceiro. Logo a seguir, apanhou Sebastian Buemi e começou a ameaçar o segundo lugar. Pouco depois, o piloto português superou-o para ficar com o segundo posto. Mas a ultrapassagem foi através de um toque, e a direção de corrida investigou as suas circunstâncias. Pouco depois, o piloto português leva um drive through e caiu para o fundo do pelotão.

A meio da prova, o Safety Car entrou na pista. A razão foi porque Mitch Evans colocou Sam Bird contra o muro e os destroços foram mais que suficientes para bloquear a pista. Os comissários andaram a limpar a pista de destroços, mas logo a seguir, Robin Frijns bateu no muro, fazendo sair de novo o carro de segurança para a pista.

Quando o carro voltou para as boxes, a corrida recomeçou com Gunther a ser segundo, pressionado por Di Grassi para ficar com o lugar. Atrás, Félix da Costa começou a subir lugares para tentar chegar perto dos lugares pontuáveis, mas no final, conseguiu cortar a meta apenas na 13ª posição, apesar de fazer a volta mais rápida na sua última volta.

No final, Sims estava feliz pela sua vitória:

"Foi uma corrida de sonho. De onde posso ver, digo que conseguimos executar tudo, tomamos as decisões certas nos momentos certos, tudo deu certo hoje. Tenho feito isso desde há vinte anos, não é algo que acontece sempre. Mas precisa fazer seu trabalho, manter-se longe de distrações. Mas, sim, cruzar a linha de chegada foi uma sensação incrível. Todo o ano passado e ontem são lições que aprendemos, vamos continuar o aprendizado no futuro. Sei do esforço que a equipa tem colocado nisso. Vencer é muito bom.", afirmou.

Agora, a Formula E vi para paragens sul-americanas, rumo a Santiago do Chile, onde a 10 de janeiro haverá a terceira prova do campeonato.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Formula E: Divulgado traçado da pista de Riade

A organização da Formula E divulgou hoje o traçado da pista de Riade, que em dezembro acolherá a prova inaugural da nova temporada, e a primeira com os carros da Gen2.

A pista, ao contrário de algumas do calendário, não terá muitas curvas a 90 graus e há quem já diga que faz lembrar uma miniatura do circuito de Pescara, em Itália, usada entre os anos 30 e 50 do século passado.

A apresentação aconteceu esta tarde na capital saudita, numa demonstração que contou com Felipe Massa a bordo de um dos carros da Gen2, ao lado de Alejandro Agag e Susie Wolff, um dos sócios da Venturi, a equipa onde vai correr o piloto brasileiro.

"O circuito será um grande desafio para nós, pilotos, [pois tem] muitos elementos diferentes", começou por dizer Felipe Massa ao site e-racing365.

Ele também tem alguma elevação, então deve ser ótimo para a TV e para os fãs que vierem também. Eu posso ver isso sendo uma adição muito boa para o calendário da Fórmula E no futuro”, concluiu.

Alejandro Agag enfatizou o facto das autoridades locais terem facilitado a entrada de estrangeiros no país para poderem assistir à corrida e incentivar o turismo num país restrito a estrangeiros.

"Sua Alteza Real [Prince Abdulaziz bin Turki Al Faisal Al Saud] viajou à Rússia para observar alguns aspectos de como as coisas funcionaram tão bem para no Mundial de Futebol deste verão", começou por dizer.

"As autoridades sauditas estão a simplificar o processo de vistos, então para os fãs este será um evento muito acessível, que é muito importante para nós e para todo o programa Vision2030", concluiu.

A prova inaugural do campeonato, vai acontecer no dia 15 de dezembro.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Youtube Desert Record: Atravessar o deserto num Range Rover de série


O mais interessante deste recorde é que foi feito... num carro normal. Sem modificações, sem "tunnings", sem nada. Apenas um carro de produção, a atravessar um deserto na Arabia Saudita. E não é um qualquer: é o Rub Al Khali, que se traduz como "o espaço vazio". Onde as temperaturas normalmente alcançam os 50 graus Celsius e a possibilidade de morte é bem real.

O senhor que fez este feito é um espanhol, Moi Torrallardona. Têm experiência de Dakar, logo, meter-se no deserto não era novidade para ele. Mas em dez horas e vinte e dois minutos, alcança o objetivo. 

terça-feira, 13 de outubro de 2009

A corrida presidencial pode não ser o passeio que Todt esperava

Hoje, a Autosport inglesa noticia que a federação saudita de automobilismo irá apoiar Ari Vatanen na corrida à presidência da FIA. Esta noticia isolada pode ter o seu valor, mas combinadas com mais algumas que ouvi nas últimas semanas, demonstra que esta corrida presidencial não é um passeio para um dos candidatos, e até 27 de Outubro... tudo é possivel.

"Chegamos à conclusão que as politicas defendidas pelo candidato Ari Vatanen se coadunam com as ambições da Saudi Arabian Motor Federation e de sua Majestade, o Principe Feisal. Estamos ansioso por trabalhar com ele, caso seja eleito presidente, numa FIA unificada", declarou Misshal Al-Sudairy, o presidente da Federação.

Quando as candidaturas foram anunciadas, a meio do ano, todos julgavam inicialmente que Jean Todt poderia ter a eleição na mão. O apoio incondicional de Max Mosley, bem como os votos que este tem e o apelo que o inglês fez para que as federações apoiassem-o, num projecto de continuidade, bem como o facto de este processo de eleição ser um pouco "nublado" (apesar de ser um sistema de voto secreto), pareciam garantir que Todt iria ser eleito, numa espécie de troca anglo-britânica (dos três últimos presidentes da FIA, dois eram britânicos, intercalados pelo francês Jean-Marie Balestre).

A candidatura de Ari Vatanen, um ex-piloto de reconhecida craveira, que teve uma segunda carreira como deputado ao Parlamento Europeu, onde esteve dez anos na bancada conservadora, fizeram-no aos olhos de muitos como um homem respeitado. Tendo vindo dos ralies, seria uma cara nova numa federação centralizada na Formula 1, e teria o apoio de boa parte das federações europeias e americanas. Mas muitos diziam que Vatanen não iria bater Todt, seu director desportivo nos tempos da Peugeot Sport, nos anos 80, pois este tinha o apoio das federações asiáticas, africanas e outras de menor expressão.

Ora, nos últimos tempos, esse quadro foi modificado. Primeiro, com o apoio de Mohamed bin Suleyman, um dos vice-presidentes da FIA, a Vatanen. Não porque ele decidiu mudar de campo, mas... porque foi obrigado a isso. Algumas casas reais do Golfo Pérsico não gostaram da postura de Mosley nos últimos tempos e decidiram que era altura de mandar um sinal para a FIA que certas atitudes deveriam ser penalizadas, logo, era a altura de mudar de politica. como as Federações do Golfo tem peso (calcula-se que possam ter máximo 25 por cento dos votos) a vitória pode não ser esmagadora para o baixinho francês.

Mas tem mais: há algumas semanas atrás, Todt afirmou numa entrevista que a Africa do Sul não estaria interessada em receber de novo a Formula 1 no seu pais, nomeadamente em Kyalami. Tais declarações não cairam nada bem quer na federação sul-africana, que no próprio país, que como sabem, prepara o Mundial de Futebol, que se realizará no ano que vem. Belaulah Schoeman, o presidente da federação local, alegou que tais declarações foram ultrajantes, e que a Africa do Sul, tal como muitos outros países, está interessada em ter a Formula 1 de volta.

"As declarações são um insulto não só à Africa do Sul, mas a todos os países africanos. Tivemos várias corridas bem-sucedidas aqui. E todos os GPs são transmitidos temporada após temporada em nosso país", declarou Schoeman.


E sendo esta a mais poderosa do continente africano, nada a impede de fazer campanha por Vatanen e influenciar outras federações da zona...

Com tudo isto em jogo, isto pode significar que a corrida para a presidência pode estar mais renhida do que se julga. Em teoria, o candidato vencedor pode ter uma vantagem de 60-40, ou seja: se Todt vencer, será uma vitória suada. Caso Vatanen acabe na cadeira da FIA, seria uma combinação de resultados que vai desde o "trabalho de sapa" dos seus promotores (as federações americana e alemã), em conjunto com os descontentes e as "ordens vidas de cima"...

Em suma: nestas eleições, tudo é possivel.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Que palhaçada!

Por estes dias, soube que havia um piloto português a disputar um rali... na Arábia Saudita, um dos países mais ricos, e mais fechados do Mundo. Armindo Araújo , que corre no Mundial de Produção, ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo IX, foi convidado a participar no Saudi Rally, por uma equipa local, com o intuito de levar a prova ao nível de participante no Campeonato de Ralies do Médio Oriente.




Araújo aceitou o convite, e pegou de estaca, ao liderar o rali desde o inicio, até esta madrugada, quando... puseram areia no motor! Ah pois, ele foi vítima de sabotagem. A sorte é que o carro estava no Parque Fechado, portanto, os prejuízos só foram no carro.


"Não quiseram que eu ganhasse a prova. Durante a noite alguém abriu o motor e colocou lá areia. Isto não é falta de sorte, problemas mecânicos, nada, é apenas sabotagem. Mal me aproximei do carro percebi que tinha sido mexido e quando levantei o capot vi que estava com areia no motor. A organização lamentou, mas não pode fazer nada. O carro vai ser agora levado pela polícia para tirarem impressões digitais e tentarem descobrir quem fez isto ", explica.


Durante o tempo que esteve em competição Armindo Araújo brilhou e estava satisfeito com o seu desempenho. "Estava a liderar com tranquilidade o meu primeiro rali neste tipo de terreno, com uma equipa nova e que desconhecia. Ontem toda a gente nos dava os parabéns pelo andamento demonstrado, mas hoje sucedeu isto. A equipa era de cá e o dono está naturalmente muito desapontado com esta sabotagem. O meu patrocinador está satisfeito com o que estávamos a fazer e a organização vai-nos dar um prémio pelo que fizemos no rali. Infelizmente as coisas terminaram desta forma", conclui o piloto português.


Agora digo isto: acham que isto contribuiu para a evolução do automobilismo no país deles? Certamente que não! Agora, se os delegados da FIA que lá devem ter ido, para saber se o rali valia a pena ser homologado, deveriam meter isto nos seus relatórios, para que pensassem duas vezes, antes de o incluir. E o Sr. Mosley que pense menos no dinheiro e nas chibatadas que leva...