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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Youtube Rally Testing: O teste de Armindo Araújo em Fafe

Depois de ontem ter metido por aqui o video do teste de Carlos Vieira, a bordo do seu Hyundai i20 R5, preparando-se para o Rali Serras de Fafe, agora é a vez de Armindo Araújo experimentar a sua nova máquina para o primeiro rali do campeonato nacional, cinco anos depois da última vez em que andou dentro de um destes carros.

Eis o video destes primeiros quilómetros "a fundo".

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A(s) image(ns) do dia







A Hyundai Portugal apresentou esta tarde os seus pilotos - e carros - para o campeonato nacional de ralis. Armindo Araújo, depois de cinco anos de ausência, vai voltar a pegar num carro de ralis, depois da experiência com o Mini no WRC, enquanto que Carlos Vieira vem aqui para defender o título.

Contudo, na apresentação, viram-se diferenças, e alguns comentaram isso. Especialmente nos patrocínios. A gasolineira de Armindo (Galp) é diferente da de Carlos Vieira (Castrol), enquanto que os pneus são diferentes um do outro. Um é Pirelli, o outro é Michelin. A razão é porque são patrocinadores pessoais - no caso das gasolineiras - e por outro, os pneus têm a ver com os preparadores. O carro de Vieira é preparado pela Sports & You, e o de Armindo é da ARVidal.

Muitos tinham a ideia de que a Hyundai iria fazer uma equipa oficial, preparado nas suas oficinas. Ledo engano: eles tem as suas preparadoras, e tudo isto é um mero apoio oficial, talvez com algum dinheiro. E claro, em caso de vitória, veremos esses carros nos dias seguintes, em anúncios de página inteira nos jornais nacionais.

Daqui a duas semanas, em Fafe, ambos estarão em ação contra um pelotão cada vez mais recheado de carros da classe R5. Vai ser uma temporada bem disputada.

CPR: Apresentado o Team Hyundai Portugal

A Hyundai apresentou esta quinta-feira o Team Hyundai Portugal,  equipa que vai participar de forma oficial no Campeonato de Portugal de Ralis 2018, tendo como duplas Armindo Araújo (e o seu navegador, Luís Ramalho) e Carlos Vieira, que será auxiliado por Jorge Ramalho.

Para Armindo, de regresso à ativa depois de cinco anos - e do projeto Mini WRC - o projeto é bem motivador: "[Estou] muito satisfeito por contar com o apoio da Hyundai Portugal neste regresso à competição e muito motivado para conduzir o Hyundai i20 R5. Criámos um projeto ambicioso e vamos trabalhar no sentido de lutar pelas vitórias e pela conquista do título absoluto do Campeonato de Portugal de Ralis em 2018. Sabemos que, após a paragem que fiz na minha carreira e o lote de pilotos de qualidade que estarão presentes no campeonato, temos muito trabalho pela frente” disse.

Para o tetracampeão nacional de ralis, o acordo foi fácil: "Foi um entendimento relativamente fácil, os objectivos eram comuns e a ambição era muita. Este regresso não era possível sem alguns patrocinadores pessoais”.

Contudo, reconhece que há alguns riscos ao voltar à competição, mas realçou a sua motivação e vontade de triunfar como bases deste retorno aos ralis. 

É um regresso que tem riscos, obviamente que depois de vários anos parados o meu ritmo pode não ser exactamente aquele que tinha em 2012. Mas a minha preparação, a minha grande vontade de vencer e a equipa que tenho a trabalhar comigo, os engenheiros que tenho a trabalhar comigo – estou a tentar rodear-me das pessoas que acho que me dão mais segurança e sucesso – estão comigo para trabalharmos e atingirmos esses objectivos. É uma questão de motivação, de vontade de vencer, que me trouxe aqui novamente”, comentou.

Para Carlos Vieira, o projeto do Hyundai i20 afirma que “é um orgulho enorme para mim representar a Hyundai, é algo que sempre sonhei poder vir a participar num projeto apoiado por uma marca. Este final de ano tem sido fantástico para mim – primeiro a conquista do título e agora esta oportunidade – e estou bastante motivado e consciente da responsabilidade que é defender as cores da Hyundai no CPR."

Sérgio Ribeiro, o presidente da Hyundai Portugal, afirmou que o lançamento desta equipa tem a ver com o aproveitar dos feitos da marca no Mundial de Ralis, para além do crescimento das vendas da marca em Portugal. “Também porque temos vindo à procura de projetos ambiciosos para a nossa marca, que sejam sólidos e que tragam à marca emoção e competitividade. E estes projetos trazem-nos isso. E porque não dizer, queremos abanar também um bocadinho as águas dos ralis em Portugal”, começou por dizer.

Quanto à seleção de pilotos, Sérgio Ribeiro referiu que “foi inequívoca: sentimos que ambos partilham connosco a ambição e vontade de correr com a Hyundai e queremos lutar para garantir os dois primeiros lugares do campeonato. Pelo nosso empenho, garra dos pilotos, experiência das suas equipas e capacidade do Hyundai i20 R5, naturalmente que nos sentimos muito entusiasmados com a equipa Team Hyundai Portugal. Este é o momento.

Ambos os pilotos entrarão em ação dentro de duas semanas, no Rali Serras de Fafe.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

CNR: Hyundai confirma Araujo e Vieira

Armindo Araújo vai voltar aos ralis em 2018, a bordo de um Hyundai i20 R5, acompanhado por Carlos Vieira. Ambos os pilotos serão apoiados pela Hyundai Portugal, embora não seja uma equipa oficial. O tetracampeão nacional de ralis - e bicampeão do mundo na classe de Produção do WRC - confirmou a sua participação no CNR depois de cinco anos de ausência.

Sérgio Ribeiro, o CEO da Hyundai Portugal, explica que “nos sentimos muito entusiasmados com a dupla de pilotos que estamos a apoiar e vamos seguramente lutar para garantir os dois primeiros lugares do campeonato. É um projeto que está a ser preparado há já algum tempo porque nos quisemos certificar que tínhamos as melhores condições, equipas e pilotos para vencer.

No comunicado oficial, o piloto de 40 anos afirma-se “muito satisfeito por contar com o apoio da Hyundai Portugal neste regresso à competição e muito motivado para conduzir o Hyundai i20 R5. Criámos um projeto ambicioso e vamos trabalhar no sentido de lutar pelas vitórias e pela conquista do título absoluto do Campeonato de Portugal de Ralis em 2018.

Já Carlos Vieira, que trocou o seu Citroen DS3 R5 pelo Hyundai, refere que “é um orgulho enorme para mim representar a Hyundai, é algo que sempre sonhei poder vir a participar num projeto apoiado por uma marca. Este final de ano tem sido fantástico para mim – primeiro a conquista do título e agora esta oportunidade – e estou bastante motivado e consciente da responsabilidade que é defender as cores da Hyundai no CPR. Agradeço a todos que ajudaram na viabilização deste projeto, que vamos tentar retribuir com vitórias.

Se para Carlos Vieira, este carro poderá ser o bólido que o poderá permitir lutar pelo título nacional que andou perto em 2017, já para o piloto de Santo Tirso, este será um regresso depois de cinco temporadas de ausência. Entre 2001 e 2012, Armindo Araujo participou em 24 provas do WRC, conseguinbdo como melhor resultado um sétimo posto no Rali do México de 2012, a bordo de um Mini Cooper WRC.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

O regresso de Armindo Araujo aos ralis

No fim de semana de Le Mans, passou algo despercebida a noticia do regresso de um piloto de ralis à competição, quatro vezes campeão nacional e com experiência no Mundial WRC. Falo de Armindo Araujo, que foi anunciado como piloto do projeto da JP Racing, um projeto essencialmente do Norte.

A JP Racing é o projeto de Jorge Portela, um piloto experimentado, e que decidiu recentemente construir uma equipa colocando dois carros na estrada, mais concretamente Skodas Fabia R5, eventualmente para um mínimo de duas temporadas, quer para o campeonato nacional de ralis e para seis provas do Europeu, a partir do Rali da Irlanda, em abril.

"Optamos pelo Armindo porque é um piloto que não desaprendeu por ter ficado parado nestes últimos três anos. É um piloto que não tem nada a provar a ninguém, e temos a certeza que com bons meios técnicos, boas condições, ele poderá lutar com toda a certeza por vitórias no ERC e por resultados até no Rali de Portugal, dentro da sua classe, e dar um retorno fantástico aos patrocinadores", comentou Jorge Portela em entrevista a Gonçalo Sousa Cabral, do podcast 16 Valvulas.

Para além disso, irão apoiar um piloto de 12 anos, Ruben Silva de seu nome.

Atualmente com 37 anos, Armindo Araujo foi bicampeão do mundo de Produção, em 2009 e 2010, a bordo de um Mitsubishi Lancer EVO IX e esteve no Mundial WRC em 2011 e 2012 a bordo de um Mini JCW Cooper preparado pela Motorsport Itália, onde alcançou um sétimo lugar no rali do México de 2012.   

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Noticias: Motorsport Itália à beira da falência

No dia em que começa o último rali da temporada de 2012, na Catalunha, há noticias de que a Motorsport Itália poderá estar à beira da extinção. A equipa decidiu colocar à venda esta semana os seus quatro Mini JCW WRC, bem como os nove Mitsubishi Lancer EVO X que foram usados em 2010 para o Pirelli Star Driver, carros que foram guiados por pilotos como Ott Tanak e Haydon Paddon.

Fontes próximas da marca afirmam que apesar do futuro estar assegurado até ao fim do ano, as coisas não poderão acontecer em 2013, logo, têm "via verde" para procurar outros empregos na área. Para além disso, um dos seus pilotos, o brasileiro Paulo Nobre, ira´colocar a sua carreira de ralis de lado para tentar a sua sorte como presidente do seu clube favorito, o Palmeiras.

Isto tudo acontece como consequência do fracasso da operação da Motorsport Itália em ser a preparadora oficial da Mini, no lugar da Prodrive, quando esta decidiu terminar a ligação com a marca de Banbury, no inicio do ano, devido a dificuldades para homologar o carro na FIA, situação que foi resolvida com a criação da Mini Team Portugal.

Caso o pior aconteça, isso pode colocar no desemprego o australiano Chris Atkinson, que apareceu no meio da temporada em substituição do português Armindo Araujo.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A entrevista de Armindo Araujo ao jornal Público

Esta sexta-feira, ao mesmo tempo que, na Sardenha, se disputa o Rali de Itália, penultima etapa do Mundial WRC de 2012, Armindo Araújo veio quebrar um longo silêncio ao ser entrevistado pelo jornal português Público. Nesta entrevista feita pelo jornalista Nuno Sousa, o piloto de Santo Tirso fala sobre as razões pelos quais o projeto da Motorsport Itália com a Mini acabou mal para ele, obrigando-o a abandonar a meio do ano, as razões pelo qual isso aconteceu e por fim, que cenários estão desenhados para o seu projeto em 2013.

Para além disso, fala do atual cenário do WRC, com a entrada da Volkswagen e sobre Sebastien Löeb, que o não o descarta de ele tentar um décimo campeonato em 2013, caso as coisas lhe corram bem nessa temporada.

ARMINDO ARAÚJO: "SE NÃO CONSEGUIR VIABILIZAR O PROJETO EM QUE ACREDITO, SERÁ ALTURA DE PARAR".

19.10.2012 - 14:59 Nuno Sousa 

Por razões que lhe são alheias, a época de Armindo Araújo no Mundial de WRC acabou mais cedo [em Agosto] e o piloto português, que termina contrato com a Mini no final do ano, olha para 2013 com cautelas. Em entrevista ao PÚBLICO, percorre os bastidores da decisão que o afastou do campeonato e deixa várias hipóteses em aberto para o futuro. 

P - Por esta altura, em condições normais, deveria estar no Rali da Sardenha, mas em vez disso está provavelmente ansioso por que o seu contrato expire. Como tem gerido os últimos meses? 

R - Da minha parte, tem sido relativamente fácil de gerir.Estou de consciência tranquila. Desde 2008 que estou a gerir os meus projectos e trabalho com as melhores empresas nacionais. Este ano tinha um projecto de oito provas no WRC e, depois da primeira prova, a Mini pediu-me para fazer todo o campeonato. A partir daí, deixei de ter o controlo total do projecto. Passou a ser uma equipa técnica italiana [Motorsport Italia] a lidar com a marca na Alemanha [BMW] e as coisas começaram a descarrilar. O caminho da seriedade, do bom trabalho, começou a passar para segundo plano. 

P - Mas o que falhou, em concreto? 

R - A equipa italiana começou a trabalhar apenas a imagem para agradar à Mini e passou a descurar a parte técnica. Entrámos em ruptura, puseram lá outro piloto [Chris Atkinson] e propuseram-me assumir uma doença fictícia para a minha saída... Não posso compactuar com estas atitudes. Expus o caso à BMW e à FIA e não continuei no projecto, que eu achava que estava condenado e acho que o tempo veio dar-me razão, porque a própria Mini já anunciou que vai retirar-se do campeonato para o ano. 

P - Acha que os riscos desta aposta no WRC foram mal calculados? 

R - Fui o primeiro piloto do mundo a competir com o Mini WRC. Sabíamos que íamos ter dificuldades, porque era um projecto novo, e no primeiro ano correu muito bem. No segundo ano, sabíamos que tínhamos de trabalhar muito para melhorar o carro e o que é certo é que a Motorsport Itália deixou de testar, de desenvolver o carro e quando eu era questionado pela imprensa, que me perguntou quantos quilómetros tinha feito no Rali da Finlândia para testar o carro — ao que eu respondi que não o tinha testado —, a equipa vinha cobrar-me a dizer que não podia afirmar que não testei porque dava uma má imagem da equipa e a própria BMW poderia questionar onde é que andavam a gastar o dinheiro. 

P - A componente financeira também pesou na decisão? 

R - A Motosport Italia estava a tentar cozinhar um contrato milionário com a Mini para 2013 e queria mostrar, com algum show-off, que estava a fazer um excelente trabalho. E, na prática, não estava. 

P - Ainda o incomoda o facto de ter sido usada a sua licença, mesmo sem autorização, para a Mini competir no Rali da Alemanha? 

R - Eu fiz sempre o que achava correcto e, por parte da FIA [Federação Internacional do Automóvel], nunca tive um contacto que fosse, da parte do construtor também não. Eu acho que se tivesse feito alguma coisa mal teria sido encostado à parede. O que fiz foi defender a verdade. Eu tinha uma licença tirada no início do ano, com a qual competi em Monte Carlo. Após essa prova, quando fui convidado a fazer o resto das provas, a Mini disse-me que tinha de inscrever a equipa como WRC Mini Portugal. Mas essa licença foi tirada por mim e paga por mim. Quando saí da equipa, após a Finlândia, comuniquei à FIA que não autorizava ninguém a utilizar essa licença a não ser eu. O que é certo é que no Rali da Alemanha eles correram com uma licença WRC Mini Portugal. Se essa licença é a minha ou não, não sei, terá de questionar a FIA. 

P - Este caso mudou a forma como olha para a FIA? Até porque esta não foi a primeira decisão controversa que o afectou. Em 2010, no Rali da Suécia, foi aceite a inscrição de última hora do Patrik Flodin, que ficou à sua frente, e contabilizada a prestação nessa prova. 

R - A FIA é a FIA, tem as suas regras, temos de as seguir e é aquilo que tenho vindo a fazer até hoje. 

P - O que é que aprendeu com o primeiro ano no WRC? 

R - Tem tudo a ver com orçamentos. Quando temos uma Volkswagen e uma Citroën com budgets que rondam os 80/100 milhões de euros e a Mini que não está sequer perto dessa fasquia, isso paga-se desportivamente. A Mini teve uma aproximação muito tímida ao Mundial, talvez tenha tentado fazer omeletas sem ovos e pagou caro por isso. Tinha um projecto no mínimo a três anos, por isso não deve ter sido bem estruturada a entrada no WRC. 

P - Está arrependido de ter feito esta opção na carreira? 

R - Se soubesse o que sei hoje, nunca tinha entrado no projecto. Por motivos que eu não controlo, a Mini não terá investido o suficiente para ser competitiva e retira-se após dois anos pela porta pequena. 

P - Qual a principal diferença que encontra entre o WRC e o Mundial de Produção (PWRC)? 

R - O Mundial de Produção era para equipas privadas, com pilotos privados, e em termos de budgets estavam todos mais ou menos equiparados [a rondar os 1,5 milhões de euros por equipa]. Isso permitiu que estivesse a bom nível, porque toda a gente tinha mais ou menos as mesmas armas. No WRC estivemos sempre completamente abaixo das outras equipas. 

P - Olhando para 2013, já sabe qual o passo que vai dar? 

R - A Mini não vai continuar e estou, com os patrocinadores, a tentar delinear um projecto. Ainda não sabemos em que moldes, porque está muito difícil financeiramente. 

P - E admite voltar ao PWRC? 

R - Neste momento, admito tudo. Em cima da mesa estão não só os ralis, mas também a velocidade, o todo-o-terreno e outras categorias de ralis, estão vários campeonatos. Estamos a avaliar qual o melhor caminho a seguir, sabendo nós que temos de nos adaptar à realidade portuguesa e europeia.
 

P - Após tantos anos na alta roda [foi bicampeão mundial de PWRC], sente-se injustiçado pela falta de apoios estatais? Sobretudo tendo em conta casos como o de Tiago Monteiro, que recebeu dois milhões de euros do Estado para se manter na Fórmula 1, em 2006. 

R - Bem, quem somos nós, desportistas, para exigir dinheiro ao Estado num momento em que há pessoas que passam fome? Temos de ser solidários. É muito fácil queixarmo-nos e eu não gosto muito de me queixar. Eu acho que até tenho reconhecimento, porque consegui vários títulos, já corri um pouco por todo o mundo. Se me pergunta se o desporto motorizado devia ser mais acarinhado, devia, mas, infelizmente, todos os desportos vivem à sombra do futebol e as grandes verbas de patrocínios são canalizadas para o futebol. No futebol são permitidas coisas e comportamentos que nunca seriam permitidos noutro desporto. 

P - Sente-se prejudicado por essa tendência? 

R - Depois de mais de dez anos de carreira, ficamos imunes a muita coisa. Temos de começar a viver com o que temos e não estar constantemente a queixarmo-nos. Temos de pensar positivo. 

P - Em 2013, haverá uma nova categoria para além dos Grupos A e N, que é o Grupo R. O que é que isto pode trazer de novo à competição? 

R - É um bocadinho mais do mesmo. É mais uma classe secundária. Continuará a haver sempre um grande fosso para o WRC. Os Super 2000 estão completamente em fim de carreira e esta categoria servirá para limpar um pouco os Super 2000. 

P - O que é um campeão como Sébastien Loeb representa para si? 

R - Nós, que andamos lá, damos grande mérito ao Sébastien Loeb. É um excelente piloto, é super-inteligente na abordagem às corridas, é muito trabalhador. Agora, todos nós, pilotos, gostaríamos de ver o Loeb a conduzir uma equipa que não fosse a melhor e que não tivesse o melhor budget. Ele geriu bem a carreira. Entra na Citroën com dois grandes pilotos, dois grandes holofotes para a imprensa, o Colin Mcrae e o Carlos Sainz, e portanto ele conseguiu trabalhar sem grande pressão e aprendeu muito com estes campeões. Depois estas duas estrelas caem e ele tem hipótese de brilhar, com uma equipa a trabalhar única e exclusivamente para ele, a melhor equipa, com o melhor carro. Ficou praticamente imbatível. 

P - Nesse aspecto, acredita que para o ano, a confirmar-se a participação apenas pontual de Loeb em algumas provas do calendário, poderá abrir-se uma nova era no WRC? 

R - Vai abrir-se uma nova era, mas ainda não foi tudo dito, porque o Loeb ainda não disse quantas provas vai fazer. Quatro, cinco, seis? É tudo muito relativo. Acredito que se ele, por exemplo, correr as seis primeiras provas e estiver destacado à frente do campeonato, possivelmente sai um comunicado de imprensa a dizer: ‘Já agora, vamos ganhar o décimo [campeonato]’. 

P - Tem 35 anos de idade e uma carreira de 12. Até quando pensa continuar nos ralis? 

R - Tanto posso acabar a carreira em Janeiro, como continuar muitos mais anos. Se não conseguir reunir um budget que me permita responder pela minha palavra perante os patrocinadores, não assumo o projecto. Tenho muita vontade de correr, sinto-me forte, rápido, mas isso não chega, preciso dos meus parceiros. Se não conseguir viabilizar financeiramente o projecto em que acredito, infelizmente será a altura de parar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

5ª Coluna: Um despedimento mal justificado

Quando soube, na semana passada, da inesperada substituição de Armindo Araujo por Chris Atkinson no Rali da Alemanha, na WRC Team Mini Portugal, fiquei surpreso, ainda mais quando se lia nas entrelinhas desse comunicado um ar de que as coisas tinham acabado mal, no sentido de uma separação litigiosa. O piloto de Santo Tirso esteve silencioso durante os oito dias seguintes, mas ouviam-se zunzuns de que as coisas tinham sido muito fortes e muito definitivas. Só por aí foi mais do que suficiente para não dizer nada sem que antes soubesse da sua versão dos acontecimentos, para poder falar sobre o caso. Quando tal surgiu, na madrugada de quarta-feira (o comunicado no Facebook foi divulgado às duas e meia da manhã...), as minhas suspeitas - e de muita gente, suponho - ficaram confirmadas: tinha sido um despedimento litigioso.

Os detalhes são quase arrepiantes. Desde um comunicado falso, feito pela Motorsport Itália, para justificar a ausência de Armindo Araujo do Rali da Alemanha, onde se alega "uma lesão antiga", até à chantagem da equipa, querendo ficar "de graça" com o nome da equipa, que pertence a uima empresa criada por Armindo Araujo e do qual ele tem os direitos, entre outras coisas, demonstra que desde há muito tempo a Motorsport Itália, mais concretamente o Bruno Di Pianto, tinha ideias de ficar com o nome e o material, correndo sem apelo nem agravo com o piloto, dando uma justificação quanto esfarrapada como possivel. Em suma, uma verdadeira sacanagem.  

Como é óbvio, isto ainda esta bem no inicio, mas com ingredientes mais do que suficientes para que isto tenha desenvolvimentos. Mas de uma certa maneira, os eventos da passada semana demonstram que o relacionamento entre ambas as partes se degradou ao longo do ano, até a este desfecho.

E também ficas com a ideia de que a zanga entre Armindo Araujo e Bruno di Pianto, o patrão da Motorsport Itália tinha a ver com a maneira como a equipa era gerida. Provavelmente, Di Pianto queria o melhor dos dois mundos e colocar outro piloto, mas não perdendo o dinheiro que Araujo meteu por lá para toda a época. É essa sensação que ficas quando lês o comunicado que a equipa queria colocar na imprensa para justificar a ausência de Armindo no Rali da Alemanha.

Como ele não é parvo, não foi na cantiga. E o melhor indicador disso é que os patrocinadores do piloto português já não estão no carro que Chris Atkinson irá pilotar na Alemanha, sinal de que estão do lado de Armindo. E também - neste caso estou a especular - provavelmente Atkinson poderá ter dito algo, ou prometido algo a Bruno di Pianto, que fez com que o patrão da Motorsport Itália elaborasse a maracutaia que arranjou e enviou para que o piloto de Santo Tirso assinasse por baixo. Não acredito na historia dos "maus resultados" porque senão, o despedido teria sido o Paulo Nobre, e ambos trouxeram dinheiro para correr este ano.

Não sei - e creio que ninguém ainda saiba - como é que este caso vai acabar, mas as pessoas agora saberão que a partir de agora, poderão pensar duas vezes antes de lidar com a Motorsport Itália. Um piloto que queira correr na equipa e lidar com um patrão que lhe poderá tirar o tapete debaixo dos pés a qualquer momento, e isso é uma pressão adicional. Resta também saber se essa pressão tem a ver com falta de dinheiro ou o desvio de algum para outro lado, provavelmente para elaborar uma falência fraudulenta. Nunca se sabe, e também não se sabe se no próximo rali não haja alguém que tenha a ideia de arrestar os carros...

Mas há algo que é factual: este é mais um capitulo da longa e complicada história da passagem da Mini pelo WRC. A conturbada relação com a Prodrive, as negociações da BMW para que a marca de Banburry deixasse de representar e transferir essa tecnologia para uma equipa construída às pressas, como a Mini Team Portugal, é algo que não faz bem à reputação da marca, da BMW e dos ralis em geral. E a ideia de que a marca irá embora no final do ano, porque o que o pessoal de Munique quer é o DTM, faz cada vez mais sentido.

Quanto ao Armindo Araujo: que não é o melhor piloto do mundo, isso nós sabemos. O facto de ter conseguido dois títulos mundiais na categoria de Produção não queria dizer que dentro de um WRC, iria andar taco-a-taco com o Sebastien Löeb. Aparentemente, deve ter havido muitos que ficaram com essa ilusão e talvez isso explique algumas criticas que sempre existiram por aí. Mas essa ilusão não explica todas as criticas. Dos quase 30 anos de automobilismo que acompanho, fico com a sensação que o piloto de Santo Tirso deve ter sido o piloto mais insultado e o mais injuriado  na história do automobilismo português. Nunca pensei ver uma série de individuos a desencadear uma campanha persistente nas redes sociais à sua pessoa, aproveitando também o "faroeste" das caixas de comentários dos sites desportivos para criar confusão. Desconheço o real motivo para isso, mas suspeito de invejas e vinganças pessoais.

Quanto aos que dizem afirmar que "a sua carreira no WRC acabou", existem três tipos de pessoas que vão dizer tal coisa: os mal informados, os ingénuos e o vingativos. Se foram desse último tipo, só demonstra não só a sua tacanhez perante o Armindo, mas também ao automobilismo e a vida em geral. Até me questionaria a existência desta gente no planeta Terra, mas não isso não o caso. Direi apenas que ele, de uma certa maneira, irá voltar aos ralis. E calar os críticos mais inteligentes, porque dos burros, só precisam que lhes passe uma procuração que os impeça de chegar a um computador e escrever disparates, alegando deficiência mental.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Noticias: Armindo Araujo reage ao seu despedimento da Mini

Confesso que não escrevi qualquer linha por aqui sobre Armindo Araujo e a sua atual situação com a Mini Team Portugal por causa de uma regra básica que se aprende no jornalismo, e também em termos de bom senso: ouvir o que o outro lado tem para dizer. Assim evita-se as bacoradas que li quer nas redes sociais, quer nos fórums de revistas como a Autosport - que já de si fazem corar o pior sistema de esgotos do mundo...

Por fim, essa reação chegou. Às 2:30 da manhã de quarta-feira, mas chegou. Assim sendo coloco aqui o comunicado oficial onde fala da sua versão dos acontecimentos. E pelo que leio por aqui, a ser verdade ou não, já é de si controverso.

"Após a comunicação por parte da Motorsport Itália (MSI) sobre a dispensa da dupla portuguesa do WRC TEAM MINI PORTUGAL, Armindo Araújo entendeu só agora estarem reunidas todas ascondições para fazer o seguinte esclarecimento: 

I- Com os objetivos bem definidos para o projeto 2012, iniciamos a temporada com um interessante resultado no Rali de Monte Carlo, sendo que, apenas no Rali da Suécia arrancamos com a equipa WRC TEAM MINI PORTUGAL. A partir do Rali do México, a terceira prova do calendário começou a surgir, por parte da MSI, uma tentativa de camuflagem dos problemas mecânicos e a clara ideia que apenas os pilotos Armindo Araújo e Paulo Nobre eram responsáveis pelos fatos ocorridos durante as provas. A partir desta altura, a MSI, iniciou também uma tomada de posição sobre os meus comunicados de imprensa, referindo que eu falava mal da equipa e da marca. Todas as minhas comunicações foram aprovadas pela MINI PORTUGAL e em nenhuma delas existe tais referências. Sempre defendi a marca e a equipa que represento. 

II- Para preparar a fase de asfalto e a estreia com o MINI JCW WRC versão 01B, fui convidado no dia 17 de Julho para uma sessão de testes em Itália que se realizaria entre os dias 10 e 12 de agosto. No dia 8, fui informado do local por coordenadas de GPS. Durante os três dias que permaneci em Itália, lamentavelmente não fui autorizado a efetuar qualquer teste, mas sim pressionado a declarar-me doente e incapacitado para alinhar no Rali da Alemanha. (em anexo envio email da proposta da MSI para comunicar a suposta doença). Nesta altura fiquei incrédulo com tal proposta. 

III- No dia 15 de agosto a MSI pede-me autorização para utilizar a licença desportiva doWRC TEAM MINI PORTUGAL, propriedade da empresa Armindo Araújo Lda, com um outro piloto até ao final do ano. Facto que, por razões óbvias não aceitei, até porque, como se compreenderá, já previa o desfecho. No dia seguinte, 16 de agosto, a MSI informa-me que não correria mais pela equipa, ou qualquer outra do seu grupo, quer no Rali da Alemanha como nas restantes provas do calendário até final do ano, sem qualquer explicação ou justificação. 

IV- No dia 17 de agosto, informei a MSI; MINI Alemanha; MINI Portugal que reuni toda a documentação e informação existente sobre o caso, e entreguei à equipa de advogados liderada pelo Dr. José Pedro Gomes, que tomará todas as diligências legais necessárias para defender o meu bom nome e a defesa do projeto nacional que muito me honra. 

V- Sempre foi minha posição defender a verdade a justiça e a transparência. Todos os meus patrocinadores, já informados de todos estes acontecimentos, revêem-se na minha tomada de posição. Por tudo isso e pela ligação à minha imagem, entendemos retirar toda a publicidade no carro número 12 da equipa WRC TEAM MINI PORTUGAL. 

Para finalizar, comunico que, como era meu dever, informei a FIA de todos os fatos sucedidos, aguardando serenamente o desenrolar dos processos em curso, confiante e crente que a verdade desportiva, a imagem dos patrocinadores, o meu bom nome, e aimagem do País sejam repostas, o que é de inteira justiça."

Apesar de o meu instinto dizer que nada como uma boa noite de sono para depois opinar sobre o que aqui foi escrito, não quero deixar de dizer uma coisa: por muito mau que um piloto seja nas classificativas, por muito que ele seja acusado de "andar devagar", de ser um frouxo, de não ser o "Jari-Matti Latvala das Caldas", ninguém merece que lhe enganem, que o aldrabem. Tinha recebido alguns alertas nesse sentido, e esse foi um dos motivos do qual me fez com que estivesse silencioso sobre esse assunto, esperando calmamente para que Armindo Araujo reagisse sobre a noticia do seu despedimento e consequente substituição pelo australiano Chris Atkinson. E pelos vistos, isto parece mais com um caso de policia do que propriamente um despedimento por maus resultados.

Assim sendo, parece que vai haver mais capitulos a esta história. E vamos a ver se - e como - é que a FIA reagirá a isto. Não no Rali da Alemanha, mas nas corridas seguintes, por exemplo.

E em relação à sua carreira desportiva... direi que mais vale ficar calado do que dizer bacoradas. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Rumor do dia: Chris Atkinson pode correr de Mini na Alemanha

Surgiram rumores esta quarta-feira que Chris Atkinson poderá estar a negociar com a Prodrive um lugar na sua equipa no Rali da Alemanha, depois da sua passagem pelo Rali da Finlândia ao volante de um Citroen DS3 WRC da equipa de Nasser Al Attiyah, enquanto que este esteve em Londres a conquistar uma medalha de bronze nos Jogos Olimpicos.

Apesar de nenhuma das partes confirmar o negócio, sabe-se que Atkinson já está a caminho da Europa para testar um carro na Alsácia. Caso se confirme, Atkinson torna-se no primeiro piloto a correr nos três carros do WRC presentes neste mundial de Ralis.

Enquanto isso, a Prodrive diz que vai usar um carro totalmente novo para o espanhol Dani Sordo, enquanto que o carro anterior, a versão 01B, será usado por Armindo Araujo no rali alemão, que será realizado entre 22 a 24 de agosto na zona de Trier, no oeste do pais. 

sábado, 4 de agosto de 2012

WRC 2012 - Rali da Finlândia (Final)

Esta tarde, Sebastien Löeb fez de novo história, ao vencer pela terceira vez na sua carreira o Rali da Finlândia, a 72ª vitória da sua carreira, e cada vez mais perto do seu nono título consecutivo na história dos ralis. Com isto, igualou Juha Kankkunen no numero de vitórias na prova finlandesa e claro, tornou-se no estrangeiro mais vitorioso na terra do Pai Natal.

Talvez o meu novo nome passe a ser ‘Loebinen’”, começou a gracejar. Mas depois, mais a sério, o piloto afirmou que “foi uma grande batalha com o Mikko. Desde que estive na liderança tive de puxar sempre. É um rali de que gosto muito. É fantástico vencer aqui”. Em contraste, Mikko Hirvonen, segundo na classificação final, concedeu a derrota: "O Sébastien foi mais rápido, uma vez mais, ele é realmente impressionante", concluiu. Em compensação, Hirvonen venceu nas duas passagens por Ouninpohja, a mais famosa das classificativas deste rali.

Os Ford sairam daqui derrotados nesta luta pelo primeiro lugar, com Jari-Matti Latvala no lugar mais baixo do pódio, a 35 segundos do vencedor, e conseguiu superar o seu companheiro de equipa, o norueguês Petter Solberg. Quanto a Mads Ostberg, foi o quinto na classificação final, a 2.48 minutos do vencedor, enquanto que o sexto lugar ficou nas mãos do estónio Ott Tanak

Os finlandeses Matti Rantanen e Jari Ketomaa, o checo Martin Prokop e o francês Sébastien Ogier, no seu Skoda Fabia inscrito pela Volkswagen, completaram o top 10.

Quanto a Armindo Araujo, o 15º posto final pode tê-lo colocado de fora dos lugares pontuáveis, mas pelo menos conseguiu chegar ao fim da competição, ao contrário de, por exemplo, o americano Ken Block, que acabou por desistir.

Conseguimos acabar o rali, que é muito importante para nós. Sabemos que temos de preparar melhor este tipo de eventos. Vamos tentar continuar a evoluir um pouco mais o carro e aumentar a velocidade. Sabemos que em asfalto podemos ser mais rápidos”, começou por referir aos microfones da World Rally Radio.

Mais tarde, na sua página do Facebook, o piloto de Santo Tirso resumiu: “Quando iniciamos a qualificação sem qualquer preparação tínhamos a noção que não poderíamos efectuar um tempo que nos permitisse sair para a estrada mais atrás. É visível esse handicap no cronómetro e tivemos esse exemplo com a diferença de andamento do Atkinson e do Novikov em relação aos dias anteriores. Hoje partiram na frente e foram mais lentos. Dadas as condições que tivemos estamos satisfeitos com o trabalho que realizamos durante as especiais e o resultado final é o melhor que conseguimos”, concluiu.

O Mundial de ralis prossegue entre os dias 24 e 26 de agosto, nas classificativas alemãs.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

WRC 2012 - Rali da Finlândia (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Finlândia demonstrou uma luta entre os Citroen de Sebastien Löeb e Mikko Hirvonen, que tiveram a companhia do Ford de Jari-Matti Latvala ao longo de todas as classificativas do dia nas velozes passagens finlandesas. No final da última classificativa do dia, em Killeri, Sebastien Löeb conseguiu uma vantagem de cinco (!) segundos sobre o seu companheiro de equipa, Mikko Hirvonen, e vinte segundos sobre Jari-Matti Latvala.

Esta vantagem do francês deixou um pouco frustrado o seu companheiro de equipa, e isso se viu pelas suas declarações no final desta classificativa: "Houve um ponto em que saí um pouco mais largo e foi por causa disso que o Loeb me ganhou. Queria batê-lo mas não consegui", admitiu Hirvonen no final do troço de dois quilómetros.

Os Ford são terceiro e quarto após o segundo dia deste rali, mas a diferença entre Latvala e o norueguês Petter Solberg  é de apenas 1,5 segundos. Outro norueguês, Mads Ostberg, é o quinto, a 47,7 segundos, num dia em que se queixou das dificuldades com os travões traseiros estando agora ainda mais longe dos dois Ford oficiais. O belga Thierry Neuville era o sexto até à 11ª especial, quando capotou forte, depois de não ter conseguido ouvir uma nota do seu navegador. Conseguiu voltar à estrada, mas perdeu muito tempo, mais de 14 minutos. No seu lugar está agora o estónio Ott Tanak.

O sétimo e oitavo são outros finlandeses, Jari Ketomaa e Matti Rantanen, enquanto que a fechar o "top ten" estão o checo Martin Prokop e o americano Ken Block.

Armindo Araujo anda com uma toada demasiado cautelosa, estando agora na 18ª posição da geral, a mais de sete minutos da liderança. O Rali da Finlândia termina amanhã.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

WRC - Rali da Finlândia (Dia 1)

Começou esta tarde o Rali da Finlândia, com a realização das três primeiras classificativas à volta da cidade de Jyvaskyla, e como seria de esperar, Sebastien Löeb partiu muito forte na frente, pois já é o lider após a terceira classificativa, com um avanço de 7,3 segundos sobre Mikko Hrivonen e Jari-Matti Latvala, ambos empatados na segunda posição.

Sinto-me bem com o carro neste momento e dei o máximo. Sei que posso lutar pela vitória, o carro parece-me bem e aproveitei a oportunidade para dar o máximo. Mas aqui há muitos pilotos finlandeses que querem a vitória, pelo que tenho de dar o meu melhor”, afirmou o piloto francês no final do primeiro dia.

Apesar desta vantagem, o piloto francês só a conquistou após a terceira classificativa, quando a venceu com quase seis segundos de vantagem sobre os dois pilotos finlandeses, um deles seu companheiro de equipa.

Atrás deles, a 7,5 segundos de Löeb e a 0,2 segundos de Hirvonen/Latvala está o norueguês Mads Ostberg, que está a tentar acompanhar os três da frente. O belga Thierry Neuville é o quinto, 1,5 segundos mais lento que Ostberg, seguido pelo norueguês Petter Solberg, que não teve uma classificativa feliz, depois de ter vencido a segunda especial do dia. O sétimo é o australiano Chris Atkinson, que apesar de não correr no WRC desde o rali do México, e andando no carro de Nasser Al Attiyah - que foi a Londres sacvar uma medalha de bronze no tiro - está a ter um bom arranque.

Já em relação a Armindo Araujo, está a ter dificuldades. Ao final da terceira classificativa, é apenas 23º, tendo nove carros da classe S2000 na sua frente, demonstrando que esta vai ser uma prova muito dificil. O Rali da Finlândia prossegue amanhã, com mais nove classificativas.  

domingo, 24 de junho de 2012

WRC 2012 - Rali da Nova Zelândia (Final)

Como seria de esperar, os Citroen venceram em toda a linha, com o resultado já combinado desde o inicio do dia de ontem, quando se decidiu que Sebastien Löeb seria o vencedor do rali, relegando Mikko Hirvonen para o segundo posto. A diferença entre os dois pilotos ficou-se pelos 29,6 segundos, relegando o terceiro classificado, o Ford fiesta oficial de Petter Solberg, a um minuto e 36 segundos do piloto francês, que cada vez mais se aproxima de mais um título mundial.

O norueguês Petter Solberg foi o melhor dos Ford, como já foi dito anteriormente, que conseguiu superar o russo Evgueny Novikov.

A grande novidade deste terceiro dia foi a retirada do estónio Ott Tanak, na 20ª classificativa deste rali, quando este se despistou a alta velocidade e capotou fortemente. Os danos foram demasiado extensos para poder continuar e o piloto perdeu uma boa oportunidade para manter o quinto posto, que acabou nas mãos do belga Thierry Neuville. Dani Sordo, que venceu duas classificativas neste domingo, foi o sexto da geral, na frente do finlandês Jari-Matti Latvala, que teve mais um rali para esquecer, sendo que o sétimo posto final  sabe a muito pouco.

Quanto a Armindo Araujo, o oitavo lugar final é uma recompensa pelo facto de ter levado o carro até ao fim, apesar das dificuldades que teve, especialmente com a suspensão. conseguiu manter o ritmo no terceiro dia, controlando os avanços do seu mais direto concorrente, o americano Ken Block. “Fizemos um rali muito bom e conseguimos alcançar o resultado que cumpre com os objetivos que traçamos. Hoje tivemos de gerir muito bem os pneus que ainda tínhamos disponíveis e segurar a vantagem com que partimos sobre o Ken Block. Foi um dia tranquilo, sem cometer erros e estamos muito satisfeitos por termos voltado a terminar nos pontos”, afirmou. 

A fechar os pontos apareceu o austriaco Manfred Stohl, que pilotando o carro da Brazil World Rally Team, no lugar de Daniel Oliveira, saiu da sua situação de retirada para terminar este rali num bom décimo posto e recolher um ponto para a classificação geral.

Agora o Mundial de ralis regressa à europa para no final do mês de julho, correr nas velozes classificativas da Finlândia.   

sábado, 23 de junho de 2012

WRC 2012 - Rali da Nova Zelândia (Dia 2)


O segundo dia do Rali da Nova Zelândia foi essencialmente marcado pela luta entre os dois primeiros, Sebastien Löeb e Mikko Hirvonen, ambos pilotos da Citroen, que lutaram pela primeira posição ao longo do dia, distanciando-se grandemente da concorrência, reduzindo as hipóteses de vitória aos dois pilotos.


Tivemos uma boa batalha com o Mikko hoje. Foi uma tarde difícil, muito escorregadia, além de eu não gostar do troço de Girls High School. É bastante técnico e perdi cerca de oito segundos ali de manhã. É interessante ter uma batalha com o Mikko e amanhã vou forçar para o manter atrás de mim”, referiu Löeb no final do dia.

Pouco depois, a Citroen ordenou aos seus pilotos para que mantivessem as posições até ao final do rali, o que significava que Sebastian Löeb, caso não tenha qualquer problema ou despiste, é o vencedor deste rali. 

Disse-lhes para se manterem como estão agora. Não faz sentido para eles continuarem a lutar amanhã”, começou por afirmar Yves Matton, diretor da equipa Citroën Racing, acrescentando que o facto de Hirvonen estar ‘curto’ em pneus macios para o último dia ajudou a tomar esta decisão. “O Sébastien tem alguns pneus [macios] para amanhã, mas o Mikko não e com esta situação uma hipótese de luta poderia ficar ainda mais complicada, pelo que é prudente que parem [de lutar pela vitória]. Falei com o Mikko e ele compreende, sendo que na verdade, ele chegou à mesma conclusão que eu acerca desta situação”, acrescentou.

Atrás, no terceiro lugar, está Petter Solberg, que após ter passado o russo Evgueny Novikov, afastou-se e consolidou o lugar mais baixo do pódio, sem contudo poder apanhar os pilotos da frente. Quinto classificado é o estónio Ott Tanak, também em Ford, que tem atrás de si o Citroen de Thierry Neuville e o Mini de Dani Sordo, não muito longe entre si. Jari-Matti Latvala está a tentar recuperar o tempo perdido, mas é um distante oitavo, a mais de quatro minutos do líder. 

Quanto a Armindo Araujo, o seu dia foi complicado, devido a problemas num dos seus amortecedores. Apesar de saber que dificilmente iria resistir aos ataques de Jari-Matti Latvala, teve de se preocupar em minimizar as perdas perante o Ford Fiesta do americano Ken Block, que estava atrás de si, no décimo posto.

Começamos a ouvir um barulho estranho logo na primeira especial do dia e senti que a traseira estava demasiado solta. Durante a manhã o barulho foi aumentando de intensidade e aí percebemos que uma peça do suporte do amortecedor tinha cedido. Não podíamos trocar essa peça na assistência remota e por isso tivemos de fazer todas as especiais assim”, explicou, na chegada a Auckland, o piloto do Mini.

Atacamos forte na segunda metade e corremos o risco de o problema se agravar e desistir mas, só assim, conseguiríamos minimizar as perdas para o Ken Block. Sabíamos também à partida para o dia de hoje que seria difícil segurar o Latvala atrás de nós e estamos satisfeitos por termos conseguido manter uma posição dentro dos dez primeiros que é o nosso objetivo”, disse ainda o piloto de Santo Tirso.

O Rali da Nova Zelândia termina na próxima madrugada.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

WRC 2012 - Rali da Nova Zelândia (Dia 1)

Depois de terem andando no mês passado nas classificativas pedregosas da Grécia, o Mundial de Ralis está agora no outro lado do mundo, mais concretamente na Nova Zelândia, onde nestaa madrugada europeia se realizou a primeira etapa. As incidências foram mais ou nemos as mesmas dos ralis anteriores: Sebastian Löeb lidera, Jari-Matti Latvala foi à valeta, Mikko Hirvonen e Peter Solberg secundarizam-se. 

Mas vamos por partes: o rali começou com Hirvonen a fazer uma partida melhor do que Löeb, chegando a abrir uma vantagem de onze segundos sobre o piloto francês, que o obrigou a efetuar manobras de recuperação do tempo perdido. Jari-Matti Latvala, o melhor dos Ford, era o terceiro, na frente do belga Thierry Neuville, enquanto que Petter Solberg tinha sido vítima de uma má escolha de pneus e caira para sexto, a 54 segundos de Hirvonen, tendo entre ele o estónio Ott Tanak e o russo Evgueny Novikov. No oitavo e nono lugares rolavam os Mini de Dani Sordo e Armindo Araujo.

Com o aproximar do meio dia, Löeb começava a recuperar segundos perante Hirvonen, e no final da quarta classificativa, a diferença foi de 3,9 segundos, com Latvala no terceiro posto, a 16 segundos. Contudo, na parte da tarde, houve alterações dramáticas. Na sétima classificativa do dia, Latvala despistou-se e bateu numa cerca, perdendo cerca de quatro minutos para recolocar o seu carro na estrada, caindo para o nono lugar da classificação, atrás do mini de Armindo Araujo. Estou muito, muito desiludido. Não me consigo recordar de estar assim tão desapontado em muito tempo”, referiu Latvala no final do dia. 

As esperanças da Ford estão agora em Petter Solberg, mas este tem vindo a perder algum tempo devido a escolhas de pneus, estando agora com mais de um minuto de atraso e no quarto lugar da geral, sete segundos mais abaixo do Citroen de Evgueny Novikov.

Na frente, Sebastian Löeb é agora o novo lider, com uma vantagem de quatro segundos sobre Mikko Hirvonen, fazendo com que este rali, mais uma vez, fique nas mãos da Citroen. “Os pneus macios eram definitivamente a melhor escolha para esta manhã e a minha opção por ser o segundo na estrada pareceu resultar bem dadas as condições da estrada. Mas ainda há muito caminho pela frente”, referiu o piloto francês, lembrando que este rali está longe de ser fácil.

Evgueni Novikov é o terceiro, na frente de Petter Solberg, espreitado pelo estónio Ott Tanak, o quinto classificado, pois a diferença entre o terceiro e o quinto é de apenas 17 segundos. Thierry Neuville é sexto, seguido dos Mini de Dani Sordo - que pagou caro por uma escolha errada de pneus - e Armindo Araujo.

Quanto ao piloto português, está a fazer uma prova sem mácula, dando-se bem nos pisos escorregadios deste rali: “Entramos muito confiantes e temos conseguido impor um ritmo bastante rápido sem correr grandes riscos. Perdemos alguns segundos na sétima especial pois não consegui evitar um pião mas todas as restantes classificativas correram muito bem." começou por dizer o piloto de Santo Tirso na chegada à zona de assistência na cidade de Auckland.  

"Fizemos uma escolha acertada ao nível de pneus e sabíamos que estaríamos mais competitivos neste tipo de piso, menos duro, e isso é bem visível pelo encurtar da diferença para os nossos adversários mais diretos. Este foi o dia mais longo mas faltam ainda muitas especiais até ao final. Vamos manter a nossa estratégia e fazer tudo para que amanhã consigamos continuar dentro de um lugar que cumpra com os nossos objetivos”, concluiu.

O Rali da Nova Zelândia prossegue na próxima madrugada.

domingo, 27 de maio de 2012

WRC 2012 - Rali da Acropole (Final)

Havia expectativas para o final do Rali da Acropole, com os dois primeiros separados por cerca de dez segundos, mas no final, o vencedor foi o mesmo, aproveitando o despiste do seu opositor. Sebastien Löeb voltou a vencer, pela quarta vez em seis ralis de 2012, aproveitando o abandono de Petter Solberg, enquanto que Mikko Hirvonen herdou o segundo lugar e consolidou essa posição no campeonato do mundo. Jari-Matti Latvala fechou o pódio, no seu regresso aos ralis, após a ausência forçada no Rali da Argentina.

O último dia do rali grego prometia imenso, de facto, mas a luta pela vitória no Rali da Grécia terminou logo na primeira especial de hoje, devido a um despiste de Petter Solberg, que perdeu a roda traseira esquerda do Ford fiesta RS WRC. E com isso, a duelo que todos esperavam... não aconteceu.

No final, Löeb levou o carro até ao fim, apesar de ter tido um furo na 20ª especial, fazendo-o perder algum tempo, mas não o suficiente para perigar o primeiro lugar. Mikko Hirvonen foi segundo classificado, contribuindo para mais uma dobradinha da Citroen, enquanto o regressado Latvala foi terceiro, e melhor representante dos Ford.

Mads Ostberg foi o quarto, conseguindo levar ao fim o seu Ford Adapta na frente do checo Martin Prokop e do belga Thierry Neuville. Sebastien Ogier, na sua temporada de transição no Skoda/Volkswagen, chegou de novo ao fim no sétimo lugar, na frente do árabe Yazid Al-Rahji, conseguindo assim os seus primeiros pontos no mundial WRC, e aproveitando os vários abandonos para alcançar o oitavo posto.

Ott Tanak, voltado em Rally2, foi o nono e colectou dois pontos, na frente do qatari Abdoulaziz Al-Kuwari, num Mini Cooper JCW Works WRC, na frente de Armindo Araujo, que voltou à estrada em Rally2, terminando na 11º posição.

Após este Rali da Acrópole, cada vez mais se convence que o piloto francês tem mais este campeonato na mão, após terem chegado ao sexto rali da temporada, metade do campeonato. Dentro de um mês, na Nova Zelândia, ver-se-á se isso vai ser assim ou os Ford irão dar a réplica que há muito prometem, mas que não conseguem cumprir. A ver, vamos.