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domingo, 13 de janeiro de 2019

Formula E: Félix da Costa lamenta oportunidade perdida

Depois do erro crasso em Marrakesh, que lhe custou a vitória, António Félix da Costa e Alexander Sims lamentaram-se com a BMW pela oportunidade desperdiçada de sair de Marrocos com a liderança em ambos os campeonatos. No final, ele ficou sem pontos e Jerome D'Ambrosio herdou a vitória, acabando também por sair de terras marroquinas com a liderança do campeonato. 

"Hoje foi um dia que tinha tudo para ser muito produtivo para a BMW, mas ambos quisemos muito ganhar e infelizmente isso acabou por não ser benéfico para nenhum de nós nem para a equipa. Há que aprender com o sucedido e saber que, se queremos lutar pelo campeonato, não podemos de forma alguma repetir o que se passou hoje. Estamos tristes pelo sucedido, mas com a certeza que estamos competitivos, portanto, olhos postos na próxima corrida no Chile e continuar a trabalhar focado com a equipa", afirmou o português. 

A próxima prova da Fórmula E tem lugar em Santiago do Chile, no dia 26 de Janeiro. 

sábado, 12 de janeiro de 2019

Formula E: Bird na pole em Marrakesh, Félix da Costa é terceiro

O britânico Sam Bird fez a pole-position no ePrémio de Marrocos, no circuito de Marrakesh, na manhã deste sábado. O piloto da Virgin conseguiu ser bem mais veloz que o Techeetah de Jean-Eric Vergne e o BMW de António Félix da Costa. E o mais sensacional da pole do piloto britânico é que andou boa parte da qualificação com um dano no seu difusor.

Com sol e frio nas ruas da cidade marroquina, máquinas e pilotos prepararam-se para a segunda ronda do campeonato. Depois das sessões de treinos livres, foi a vez da qualificação, e os cinco primeiros da última corrida iriam entrar logo em ação no primeiro grupo. Primeiro, o piloto português, e fez 1.17,950, marcando o passo em relação à concorrência. Tanto que apenas Jean-Eric Vergne se aproximou, fazendo 1.18,0, e o resto ficou um pouco mais distante.

No segundo grupo, que tinha Nelson Piquet Jr, Lucas Di Grassi, Sébastien Buemi, Daniel Abt e Oliver Rowland, o piloto brasileiro da Audi tinha problemas com a bomba de água, que o impediu de dar algumas voltas no circuito. Apenas conseguiu o 11º tempo, enquanto Piquet Jr fizera o quarto melhor tempo e intrometia-se na luta pela superpole.

No Grupo 3, com Robin Frijns, Sam Bird, Oliver Turvey, Tom Dillmann, Max Günther e Stoffel Vandoorne, o britânico foi bem veloz, fazendo 1.17,851 e ficou com a dianteira na tabela de tempos. Robin Frijns fez o sexto melhor tempo, com 1.18,200. Tom Dillmann roçou com o carro no muro e ficou prejudicado, enquanto Max Gunther e Stoffel Vandoorne ficaram parados na pista, com problemas nos seus carros.

No Grupo 4, com Felipe Massa, José María López, Gary Paffett, Pascal Wehrlein, Edoardo Mortara e Alexander Sims, o único que deu-se bem foi o companheiro de equipa de Félix da Costa, conseguindo o terceiro posto da geral, depois de tirar da superpole outro estreante, o alemão Pascal Wehrlein, no seu Mahindra.

Para a superpole foram Bird, Sims, Félix da Costa, Buemi, Vergne e Evans.

O primeiro a sair para a pista foi o piloto da Jaguar, mas o neozelandês não fez uma grande volta, acabando apenas com 1.29,379, por causa de uma travagem que foi para além da medida. Seguiu-se Jean-Eric Vergne, que conseguiu 1.17,535, que praticamente colocou a concorrência em sentido.

Seguiu-se Antonio Félix da Costa, com o seu BMW, que conseguiu fazer uma boa volta, mas não conseguiu bater o piloto francês, fazendo 1.17,626. Seguiu-se Alexader Sims, o companheiro de equipa do piloto português na BMW, mas não foi mais além de 1.18,400, muito abaixo dos dois primeiros.

Sebastien Buemi saiu no seu Nissan, para tentar fazer um tempo que o colocasse na primeira fila, mas no final, o 1.17,738 foi apenas o suficiente para ser terceiro na grelha, atrás de Vergne e Félix da Costa. Sam Bird foi o último a sair... e ele fez uma volta-canhão, suficiente para dar a pole-position à Virgin, a primeira do ano para o piloto britânico.

A corrida acontece mais tarde, pelas 15 horas locais, e será transmitida pela Eurosport.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Formula E: Felix da Costa atento à concorrência

A Formula E volta à ação neste fim de semana, quatro semanas depois da sua ronda inaugural, na Arábia Saudita, e António Félix da Costa pretende consolidar a sua liderança no campeonato, depois de ter vencido - e feito a pole-position - em paragens sauditas, batendo a forte concorrência da Techeetah.

Apesar desta vitória, e de ser um dos favoritos para o fim de semana marroquino, o piloto de Cascais mostra-se prudente e concentrado neste fim de semana, com o objetivo de obter um bom resultado para ele e para a sua equipa, a BMW Andretti. 

A vitória de Riade foi incrível sem dúvida, mas isso já lá vai e agora o foco é totalmente neste fim-de-semana. Trabalhámos muito em algumas áreas menos fortes do nosso carro, que sentimos necessárias para nos mantermos fortes na luta pelos lugares da frente. Ao contrário de Riade, Marraquexe é um circuito que todas as equipas conhecem, por isso penso que o equilíbrio será ainda maior. O nível das equipas e pilotos está muito alto, portanto nesta fase o importante não são as contas do campeonato, mas sim pensar corrida a corrida e trazer para casa o maior número de pontos, sempre com inteligência e sem cometer erros. É esse o foco!”, referiu.

A prova acontecerá ao longo deste sábado, com a qualificação a acontecer pelas onze da manhã, hora de Lisboa, e a corrida pelas 15 horas, ambas transmitidas pela Eurosport.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Felix da Costa: "O plano era este, chegar aqui com equipa e carro ganhadores..."

O grande fim de semana de António Félix da Costa na jornada inaugural da Formula E fez toda a equipa contente, e o piloto portugues sentiu mais um enorme alívio por finalmente todas as jornadas frustrantes dos anos anteriores terem dado agora a vitória que tanto ambicionava. Agora que têm um carro ganhador, o piloto de Cascais agradeceu a todos pelo trabalho desenvolvido e comemorou a vitória e a liderança antes do Natal.

"Que grande início de campeonato! Estou muito contente, sabia que tínhamos hipóteses de obter um bom resultado, mas chegar aqui, fazer a pole e ganhar a corrida é de facto incrível, na estreia da BMW oficialmente na Formula E.", começou por dizer.

"Chegamos a nos duvidar, porque foi muito tempo com maus resultados, um fim de semana mau atrás de outro, mas tenho de agradecer à minha equipa, ao meu núcleo pequeno, dentro das corridas e fora delas, e este era o plano: na quinta temporada da Formula E, com um carro ganhador, com uma equipa ganhadora, fizemos uma corrida sem erros, eles erraram, nós não, e depois da pole-position e da corrida, foi um resultado bom", prosseguiu. 

"Quero agradecer a todos os elementos da BMW que em Munique trabalharam incansavelmente nos últimos meses, esta vitória é o fruto do trabalho de muita gente. A corrida foi de loucos, sempre em luta com os dois DS que estavam muito rápidos, mas consegui evitar erros e ganhar. Obrigado também a todos os Portugueses que votaram em mim no fanboost e me ajudaram também do lado de fora. É um dia importante, para festejar e ir motivado para a pausa de Natal, sabendo que temos de continuar a trabalhar, para manter um nível elevado nas próxima corridas", concluiu.

Com 28 pontos e a liderança do campeonato, a Formula E prosseguirá em paragens marroquinas dentro de quatro semanas, onde defenderá o primeiro lugar do resto do pelotão. 

Formula E: Felix da Costa vence na corrida inaugural da temporada

A BMW venceu a corrida de abertura da Formula E, em Al Diryah, nos arredores de Rihyad, graças a António Félix da Costa. O piloto português partiu da pole-position e aproveitou os problemas da DS Techeetah para sair vencedor na corrida inaugural da nova temporada, com os carros da Gen2.

Depois de ter feito de manhã a sua primeira pole-position da sua carreira - a primeira que conta - Felix da Costa tinha de contar com os carros da DS Techeetah na oposição para a corrida inaugural da temporada, a primeira com os carros da Gen2 e com novos instrumentos como o Attack Mode, onde durante dois minutos, os carros têm mais 30 cavalos e são capazes de ultrapassar a concorrência.

Na partida, Felix da Costa largou melhor que Sebastien Buemi, que teve de lidar com uns Techeetah mais velozes que a concorrência. O belga Jerome D'Ambrosio os acompanhava, no seu Mahindra, tal como o Dragon de José Maria Lopez, enquanto outros como Nelson Piquet Jr., Lucas di Grassi, Sam Bird e Felipe Massa lutavam no meio do pelotão.

Contudo, Vergne e o seu companheiro de equipa, o alemão André Lotterer, subiam de posições e na volta doze, o francês passava o piloto português. Pouco depois, era o alemã que assediava o carro da BMW Andretti, e quando passou o carro pelo "Attack Mode", ele esteve lado a lado com o piloto português, mas ele resistiu por mais algum tempo. Contudo, pouco tempo depois, Lotterer conseguiu passar.

Mas com três quartos de corrida, a direção de prova penalizou os Techeetah por excesso de energia e tiveram de cumprir um "drive through", deixando o piloto português à vontade, com mais de doze segundos de vantagem sobre o segundo classificado, agora o Mahindra de D'Ambrosio. Mas depois, um toque de "Pechito" Lopez no muro fez entrar o Safery Car, que juntou todos os pilotos no pelotão, fazendo com que o final fosse emocionante.

Com o Attack Mode e o Fanboost, Felix da Costa procurou afastar-se do pelotão e de um Vergne ao ataque, mas aguentou o esforço final do francês para vencer a prova. Jerome D'Ambrosio ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente do Jaguar de Mitch Evans, do segundo Techeetah de André Lotterer e do Nissan de Sebastien Buemi. Lucas di Grassi e Nelson Piquet Jr fecharam os lugares pontuáveis.

Agora a competição elétrica regressa dentro de um mês, no circuito marroquino de Marrakesh. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Formula E: Felix da Costa feliz com os testes

A Formula E está esta semana a testar em Valência, e a BMW está a liderar constantemente as tabelas de tempos com o seu carro da Gen2. Alexander Sims e António Félix da Costa dividem entre eles o topo da tabela de tempos, parecendo que eles irão ter uma boa temporada pela frente. Apesar de esta tarde, o piloto português ter ficado mais tempo nas boxes devido a problemas de motor, ele está confiante da máquina que têm em mãos.

"Isto é uma coisa que tem vindo a ser planeada desde há dois anos para cá. Este plano foi criado ainda antes do meu último ano do DTM, no inicio de 2016. Foi um risco que eu corrim porque este projeto ainda nem tinha sido aprovado pelos diretores da BMW, portanto, é um projeto que existe, estamos cá e estou contente", começou por dizer.

"Estamos competitivos. A BMW fez um carro bom e competitivo", prosseguiu. "Fomos rápidos desde as primeiras voltas, acho que nesta época teremos armas para lutar".

Sobre expectativas, o piloto de Cascais não quer entrar em euforias, mas reconhece que os resultados que teve nestes testes elevaram a moral de todos, desde a cúpula em Munique até ele mesmo.

"É difícil estar aqui a delinear expectativas [sobre] o que acho que vai acontecer, vou chegar à primeira corrida a andar o mais depressa possível, ver onde é que estamos e depois começar a criar objetivos." afirmou. 

"O carro nasceu bem, isso é que me faz ficar mais contente, há várias áreas onde sabemos que há margem para melhorar. Acima de tudo, não interessa nada estar à frente nos treinos. Mas sei que isto é bom para a moral dos mecanicos, dos engenheiros para a BMW em Munique, que criou este motor elétrico. Acima de tudo, para mim, que afinal, ainda sei guiar, é bom para levantar a moral de toda a gente", concluiu.   

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Formula E: BMW apresentou o seu carro

A BMW apresentou esta tarde em Munique o seu carro e a sua equipa para a nova temporada da Formula E. E não só ai manter António Félix da Costa como contratou o britânico Alexander Sims para guiar ao lado dele. A equipa, que vai ser maior envolvimento da marca alemã, continuara a se chamar formalmente de Andretti BMW.

Conheço muito bem a Fórmula E e sempre acreditei que a BMW entraria como equipa de fábrica um dia. Agora, fazer parte dessa equipa é um motivação incrível", começou por dizer Félix da Costa. 

Estou muito  feliz por estar aqui. É um dia importante para a BMW e para mim. Temos um bom conjunto, a combinação Andretti e BMW tem funcionado bem nos ultimos dois anos, na preparação para este momento. Tenho me divertido muito na Formula E, mas é uma série muito desafiante para equipas e pilotos. E tudo o que estamos a fazer aqui irá reflectir-se nos carros futuro por isso é muito excitante pertencer a este projecto.“, concluiu

A Fórmula E tornou-se rapidamente o lugar para os construtores e pilotos de topo se encontrarem. Estou honrado por ter recebido a confiança para esta aventura em colaboração com a BMW i Motorsport”, comentou Alexander Sims, que regressa assim aos monolugares.

Jens Marquardt, director da BMW Motorsport, comentou:

"A perícia da BMW no BMW iFE.18 está primariamente no coração do monolugar, a unidade motriz. Dissemos aos engenheiros de produção a desenharem o motor eléctrico e o inversor: ‘Esqueçam todas as considerações que normalmente teriam em desenvolvimento e pensem só na performance, na maior eficiência, no peso mais baixo. Quando alcançarmos este ponto, podem pensar acerca de como integrar isso na produção de série posteriormente’". 

"Os nossos engenheiros da BMW Motorsport desenharam o eixo traseiro incluindo a suspensão e tiveram de integrar a unidade motriz na parte traseira do monolugar. O conhecimento que ganhamos neste ambiente altamente competitivo flui depois para o desenvolvimento de produção. Esta é a implementação perfeita do nosso lema: das pistas para a estrada”, concluiu o responsável.

Michael Andretti espera que, com o maior envolvimento da BMW, os faça sair do último lugar do campeonato de Construtores, lugar no qual ficaram no final da temporada passada. "Estou ansioso por ver o BMW Andretti Motorsport dentro da pista na quinta temporada", começou por dizer.

Acredito que temos os parceiros, pilotos e pessoal certos para competir ao mais alto nível na Formula E. Todos se dedicaram ao desenvolvimento do novo BMW iFE.18 e estou ansioso para vê-lo em ação. Estamos a entrar não apenas numa nova era da Fórmula E, mas no automobilismo como um todo", concluiu.

A equipa estará em ação no mês que vêm, durante os testes coletivos em Valência, antes da primeira corrida do ano, nas ruas de Riad, na capital da Arábia Saudita.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Procura-se: companheiro de equipa para Felix da Costa

A BMW vai atacar a tempo inteiro na Formula E a partir da próxima temporada, com os carros da Gen2, mas António Félix da Costa, o piloto de fábrica na próxima temporada, precisa de um bom companheiro de equipa para fazer elevar a fasquia de uma equipa que na temporada que acabou, ficou na última posição do campeonato de Construtores.

Segundo conta hoje o e-racing365.com, a BMW aproximou-se a Sam Bird com uma proposta, mas este decidiu manter-se na Virgin, que aparentemente está prestes a assinar um acordo com a Audi, para ser equipa cliente. Bird, terceiro classificado na última temporada, espera que este acordo o mantenha no topo da competição com o carro novo.

"A maioria dos fabricantes me contatou, o que suponho ser muito lisonjeiro", começou por dizer o piloto inglês ao e-racing365. “O futuro da Fórmula E é muito emocionante, especialmente com os carros novos. Então é bom ser procurado, suponho", concluiu.

O diretor desportivo da BMW, Jens Marquardt, admitiu em Nova York no início deste mês que um driver novo para o fabricante poderia ser considerado em sua programação.

"Estamos procurando em todos os lugares, sempre exibimos nossos próprios caras e tudo o que precisamos ter em nosso radar e fazemos isso muito bem", disse ele. "Tenho certeza de que teremos as pessoas certas no nosso carro."

Na temporada que passou, Felix da Costa contribuiu com vinte dos 24 pontos que a equipa teve, e como companheiro de equipa, o piloto português teve o japonês Kamui Kobayashi, o francês Stephane Sarrazin e o britânico Tom Blomqvist.

sábado, 28 de abril de 2018

Brabham 70: Parte 8, Brabham Turbo

No próximo dia 2 de maio será lançado o Brabham BT62, o primeiro carro da Brabham Automotive, e vai praticamente colocar o nome de Jack Brabham de novo na ribalta, setenta anos depois de ele ter começado a sua carreira no automobilismo. Este projeto veio da mente de David Brabham, o filho mais novo de Jack, que sempre quis resgatar o rico património da marca, que existiu na Formula 1 entre 1962 e 1992, conseguindo quatro títulos mundiais de pilotos e dois de construtores. 

Ao contrário da Formula 1, Formula 2 e Formula Junior, parece que este carro será para a estrada. Terá um motor V8 de 650 cavalos, e dos sessenta exemplares construídos, 23 já foram vendidos ainda antes de ser oficialmente revelado, ao preço de um milhão de dólares cada um, o que é um feito.

David Brabham espera que isto possa ser o inicio de algo maior, quem sabe, pavimentar o regresso à sua origem, o automobilismo. E é sobre isso que se vai começar a se falar por aqui sobre a marca de "Black Jack", um dos maiores pilotos que a Austrália viu. 

Todos os dias, até à data da apresentação, coloco aqui um artigo sobre a história de Jack e da equipa que ergueu. E neste episódio, falo sobre os anos em que a equipa abraçou o desafio dos motores Turbo, com bons resultados.


BRABHAM BMW-TURBO


Em 1982, a Brabham era apenas a quarta equipa a aderir aos Turbo, depois da Renault, Ferrari e Toleman, com o motor Hart. E apesar da sua velocidade, sabia-se também da fragilidade desses motores, que quebravam frequentemente. Logo na primeira corrida - e também a estrear o chassis BT50 - os carros de Nelson Piquet e Riccardo Patrese não foram longe e Bernie Ecclestone, temendo de novo os dias de pesadelo da Alfa Romeo, queria voltar aos Cosworth. A marca alemã ameaçou rasgar o contrato, caso fizesse isso, e chegou-se a um compromisso: Piquet usaria os BMW Turbo, enquanto o seu companheiro de equipa voltava ao motor Cosworth e também ao velho BT49.

Com esse compromisso, Patrese venceu no Mónaco e conseguiu pódios em Long Beach e Montreal, mas foi também nessa mesma corrida que Piquet venceu com o motor Turbo, numa dobradinha marcada pelo acidente mortal de Riccardo Paletti. Até ao final do ano, a equipa conseguiu em conjunto 41 pontos, 22 dos quais com o BMW Turbo.

No ano seguinte, Murray projeta o BT52, desenhado em três meses depois da modificação dos regulamentos que proibiram o efeito-solo, e torna-se num excelente carro, lutando pela vitória contra o Renault RE40. Piquet disse que era um carro fácil de guiar e com ela, venceu três corridas, mais uma para Patrese. E dessas quatro corridas, três foram no final da temporada, dando a Piquet o seu segundo título mundial, apesar da controvérsia sobre a octanagem da gasolina usada nessas provas finais.

Em 1984, a Brabham desenha o BT53, e Patrese é trocado por outro italiano, Teo Fabi. Piquet consegue nove pole-positions e duas vitórias, mas não consegue mais do que o quinto lugar no campeonato, batido sem apelo, nem agravo, pelos McLaren TAG-Porsche. E em 1985, apenas consegue vencer em França, com o BT54 e bons pneus Pirelli, com o seu companheiro de equipa a ser o suíço Marc Surer, depois de quatro corridas com o francês Francois Hesnault.

(continua amanhã)

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Brabham 70: Parte 7, Piquetlândia

No próximo dia 2 de maio será lançado o Brabham BT62, o primeiro carro da Brabham Automotive, e vai praticamente colocar o nome de Jack Brabham de novo na ribalta, setenta anos depois de ele ter começado a sua carreira no automobilismo. Este projeto veio da mente de David Brabham, o filho mais novo de Jack, que sempre quis resgatar o rico património da marca, que existiu na Formula 1 entre 1962 e 1992, conseguindo quatro títulos mundiais de pilotos e dois de construtores. 

Ao contrário da Formula 1, Formula 2 e Formula Junior, parece que este carro será para a estrada. Terá um motor V8 de 650 cavalos, e dos sessenta exemplares construídos, 23 já foram vendidos ainda antes de ser oficialmente revelado, ao preço de um milhão de dólares cada um, o que é um feito.

David Brabham espera que isto possa ser o inicio de algo maior, quem sabe, pavimentar o regresso à sua origem, o automobilismo. E é sobre isso que se vai começar a se falar por aqui sobre a marca de "Black Jack", um dos maiores pilotos que a Austrália viu. 

Todos os dias, até à data da apresentação, coloco aqui um artigo sobre a história de Jack e da equipa que ergueu. E neste episódio, falo da chegada de um brasileiro que irá mudar tudo, aliado a um chassis memorável.


A ERA DE NELSON PIQUET


Quando Murray desenhou o BT49, sabia perfeitamente o que queria, tanto que afirmou, anos mais tarde, que o desenho do carro foi o equivalente a um passeio no parque.

Estreado no GP do Canadá de 1979, tinha sido inicialmente feito para Niki Lauda, mas este, já exausto pela vida da Formula 1, decidiu pendurar o capacete, com efeito imediato. Apenas com uma temporada completa no bolso e três pontos na sua carreira, o piloto brasileiro não tremeu e logo na sua primeira corrida, em Watkins Glen, foi segundo na grelha, e alcançou a volta mais rápida, antes de desistir. E em 1980, começa o ano na Argentina, com o seu primeiro pódio, um segundo lugar. Na quarta corrida do ano, em Long Beach, dominou o fim de semana, conseguindo a pole, a volta mais rápida e a vitória, liderando do principio até ao fim.

Piquet conseguiu mais duas vitórias, na Holanda e em Itália, e esteve envolvido na luta pelo título até que no Canadá se envolveu num incidente com Alan Jones, e um erro na troca de motor - tinham o de qualificação - fez com que desistisse na prova, entregando o título a Jones.

No ano seguinte, em 1981, Piquet voltou a lutar contra a Williams pelo título mundial. Venceu três corridas - Argentina, San Marino e Alemanha - e obteve mais quatro pódios, o que colocou de novo na luta pelo título mundial. Na última corrida do ano, em Las Vegas, conseguiu um quinto lugar, suficiente para bater Carlos Reutemann por um ponto a ser campeão do mundo.

Entretanto, nos bastidores, Bernie Ecclestone, que de inicio tinha sido contra a entrada dos motores Turbo na Formula 1, depois de ter visto as prestações dos Renault na pista em 1979, decidira firmar um acordo com a alemã BMW para que estes construissem um motor de quatro cilindros em linha. Os testes decorreram ao longo de 1980 e 81 num BT49 modificado e ficou pronto para a sua estreia em 1982, no GP da África do Sul, primeira prova do ano. Por essa altura, o mexicano Hector Rebaque tinha sido substituído pelo italiano Riccardo Patrese, vindo da Arrows.

(continua amanhã)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Formula E: Félix da Costa crente num bom resultado

Na estreia absoluta da Fórmula E em Itália, Roma foi o palco de eleição para receber esta importante categoria Mundial de monolugares cem por cento electricos, que cada vez mais tem chamado a atenção do público, marcas e desta vez... até do Papa Francisco, que viu um dos carros numa audiência no Vaticano, e alguns dos pilotos que fazem parte da competição, como o próprio António Félix da Costa.

No final, depois desta audiência, o piloto português mostra-se confiante que pode voltar a surpreender e lutar por um lugar no grupo da frente, como já sucedeu na corrida do México, onde entrou no grupo da SuperPole.

"Sabemos que a competitividade na Fórmula E é muito elevada e de uma pista para outra podemos sem motivo aparente estar melhores ou piores consoante o carro se adapte às características desse circuito. Temos trabalhado muito para melhorar as nossas áreas mais frágeis e acredito que podemos voltar a surpreender, mas para isso há que entrar com o pé direito nos treinos livres, não cometer erros e na qualificação fazer aquela volta perfeita para largar em boa posição na corrida", afirmou o piloto da BMW Andretti.

A corrida acontecerá amanhã pelas 15 horas de Lisboa, numa pista com 2840 metros e a prova terá 33 voltas.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Vende-se: BMW 507 de John Surtees

Este está a ser um bom ano para os leilões de clássicos. Depois de termos visto esta semana carros e fatos de Ayrton Senna, agora vamos ver um "daily driver". E não é um qualquer, é um BMW de luxo dos anos 50, que teve apenas um dono, mas não foi um mero dono qualquer. "Apenas" uma lenda do automobilismo e do motociclismo. Pois bem, este raro BMW 507 Coupé está à venda. A casa de leilões Bonhams vai leiloar este belo exemplar de 1957 que foi propriedade de John Surtees por mais de 50 anos. 

Tudo aconteceu em 1957, depois de ele ter conseguido o seu primeiro título mundial pela MV Agusta. O Conde Agusta queria dar uma recompensa ao seu piloto pela conquista do Mundial do ano anterior, e Surtees viu este carro em Hockenheim, guiado por Alexander von Falkenhausen. Apaixonado por ele, convenceu-o a adquirir o carro por três mil libras, uma fortuna na altura. Para além disso, ajudou a desenvolver pneus para a Dunlop e como recompensa, o carro têm travões de disco às quatro rodas.

Quando no final de 1962, ele foi para a Ferrari correr para eles, apareceu em Maranello ao volante do BMW, algo do qual Enzo Ferrari recompensou... com um desconto no seu salário!

Surtees, o único piloto que foi campeão nas duas e quatro rodas, e também foi construtor, usava este carro frequentemente até morrer, em março do ano passado.

O leilão vai acontecer a 13 de julho, em Goodwood, e sem reserva, a casa de leilões acha que poderá alcançar valores na ordem dos dois milhões de libras.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Formula E: Félix da Costa vê "muitos" favoritos ao título

A dois dias da nova temporada da Formula E, António Félix da Costa vai partir para a nova temporada com esperança de que o novo conjunto da BMW já seja melhor do que aquela que teve no ano passado, e que não lhe deu mais do que um quinto posto na ronda inicial de Hong Kong, antes de ter dez corridas sem pontuar. A parca competitividade do conjunto motor-caixa-inversor dos monolugares da Andretti Formula E fez com que a sua temporada tivesse sido muito penosa para ele.

Contudo, apesar de esperar uma nova competitividade do conjunto, reconhece que vai demorar um pouco porque a BMW Só tomará conta das rédeas da equipa na próxima temporada, logo, ele afirma que não haverá um aumento dramático de competitividade na época que vai começar

Ainda não somos uma equipa de fábrica, e isso mete-nos um travão, pois o nosso orçamento fica muito abaixo das equipas oficiais, pelo que é complicado” começou por dizer Félix da Costa numa entrevista à Autosport portuguesa.

Contudo, ele afirma que esta temporada que vai começar vai valer a pena ser seguida devido à quantidade de equipas envolvidas e a qualidade dos pilotos. 

Vai ser interessante! O plantel da Fórmula E é cada vez melhor, nesta grelha não há um piloto mau. Com um bom carro, qualquer um destes pilotos consegue ganhar uma corrida. A diferença entre muitos dos carros da grelha da Fórmula E o ano passado era grande mas este ano vai reduzir muito. Em vez de duas equipas muito boas como no ano passado, acho que este ano vai haver cinco ou seis e depois vai haver três mais fraquinhas”, começou por dizer.

O (Andre) Lotterer e o (Neel) Jani são dois pilotos que eu respeito muito, muito rápidos, os meus próprios colegas de equipa, o (Kamui) Kobayashi, vamos ver o que sai daqui, ele vem a Hong Kong e depois será a vez do (Tom) Blomqvist. E depois há o (Edoardo) Mortara, rapidíssimo, mas a Fórmula E é muito mais do que ser rapidíssimo, tens que ser é muito inteligente, e convém ter um bom carro, cada vez mais”, concluiu.

A Formula E começa esta fim de semana com uma jornada dupla nas ruas de Hong Kong.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Formula E: BMW vai correr na próxima temporada

A BMW confirmou hoje que irá participar na próxima temporada da Formula E, em associação com a Andretti Autosport, tal como está a acontecer desde o final do ano passado. A cooperação estava a acontecer anteriormente em termos de desenvolvimento dos sistemas de energia, mas agora, a cooperação será total, embora não ao ponto da Audi, que anunciou há dias que iria correr como equipa própria, ficando com o trabalho da Abt.

"A Fórmula E desenvolveu-se fantásticamente como uma série de corrida e, com um novo projeto baseado em tecnologia, é perfeitamente adequado para o Grupo BMW e para a BMW Motorsport", disse o chefe do automobilismo da BMW, Jens Marquardt.

"Porque é muito importante para nós demonstrar nossos conhecimentos tecnológicos, demonstramos um compromisso firme com este projeto através do registo da BMW AG como fabricante oficial e enfrentamos a crescente concorrência", continuou.

"Esta série representa um desafio completamente novo para nós - um desafio que estamos felizes em partilhar com a Andretti Formula E. É o parceiro ideal para esta missão. O nome não precisa de introdução nas corridas automobilísticas internacionais. Nossa cooperação já funciona muito bem e estamos ansiosos para dar os próximos passos", concluiu.

A temporada da Andretti tem sido modesta ate agora. Com o português António Félix da Costa e o holandês Robin Frijns ao volante, o melhor resultado até agora foi o quinto lugar do piloto português na ronda inaugural, em Hong Kong.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Formula E: Novos construtores a caminho

A FIA recebeu esta semana as inscrições de alguns construtores com vista para a temporada de 2018-19 da Formula E, para construir os seus próprios sistemas de propulsão. Apesar da FIA não ter divulgado quantos construtores entraram nesse processo, sabe-se que Audi, BMW e Jaguar, que tem equipas na competição, fizeram a sua inscrição, bem como a Mercedes.

Em declarações à Motorsport.com, um porta-voz da FIA disse que "terão trabalho para fazer", mas que no próximo mês poderão fazer um anuncio nesse sentido. "Todo o processo tem de ser cuidadosamente cumprido porque é um passo tão importante, especialmente a partir da quinta temporada em diante, pois teremos tecnologia completamente nova", comentou.

Alejandro Agag, o patrão da Formula E, está contente pelo interesse dos construtores pela competição, que a partor da quinta temporada em diante, terão de cumprir toda uma corrida com a mesma bateria, em vez de trocar de carro a meio da prova, como tem sido feito até aqui:

"Continuo a ficar encantado com o nível de interesse que a Fórmula E vem recebendo dos fabricantes mundiais de automóveis desde o início de sua primeira temporada.", começou por dizer ao sitio oficial da competição.

"Este é uma ótima maneira de ver como a Fórmula E está liderando o caminho para o automobilismo, que é verdadeiramente relevante para a indústria automotiva e como ela está inspirando a próxima geração de veículos elétricos", concluiu.

A Formula E está de volta este final de semana no circuito de Puerto Madero, em Buenos Aires.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

The End: Paul Rosche (1934-2016)

Paul Rosche, o engenheiro alemão que ajudou a colocar o BMW na Formula 1, nos anos 80, dando um título de pilotos a Nelson Piquet, em 1983, morreu esta terça-feira aos 82 anos de idade, em Munique. As causas da sua morte não foram adiantadas.

Nascido a 1 de abril de 1934, Rosche chegou à BMW no inicio de 1957 - logo após ter concluído os seus estudo de engenharia - como preparador de motores, debaixo da supervisão de Alexander von Falkenhausen. ajudando a montar o departamento de competição da marca bávara. Foi especialista em afinar eixos de comando, que lhe deu o apalido de "Nocken Paul". Foi a partir dali que Falkenhausen lhe pediu para transformar o mero motor M10, de 1.5 litros, que debitava... 80 cavalos, para o alimentar para uns meros 130 cavalos, com sucesso.

O motor foi usado no departamento de competição - agora o departamento M - e em 1969, colocou um motor de dois litros no modelo 2002, que deu o título Europeu de carros de Turismo. Nesse ano, estavam na Formula 2, mas o programa parou de forma temporária após a morte de um dos seus pilotos, Gerhard Mitter, num acidente no Nurburgring Nordschleife, no fim de semana do GP de formula 1.

Contudo, foi sol de pouca dura, pois pouco depois, o investimento na competição voltou. Esse motor voltou para a Formula 2 europeia, tornando-se num dos mais dominantes dos anos 70, com a ajuda dos chassis March. Algumas dessas vitórias foram ganhas por pilotos da Junior Team da marca alemã, como Manfred Winkelhock, Marc Surer ou Eddie Cheever.

Por esta altura, em 1975, Falkenhausen retirava.se e Rosche ficou a tomar conta do departamento de competição, ajudando a desenvolver os motores para o M1 Procar Series, em 1979 e 80. Pouco depois, como diretor técnico, ajudou a introduzir e desenvolver o motor de quatro cilindros em linha, que fez entrar na Formula 1 em 1982, através da Brabham. No ano seguinte, com Nelson Piquet ao volante, alcançou o título de pilotos. Os motores BMW andaram também nos carros da ATS e da Benetton, sendo que alcançou a sua última vitória no GP do México de 1986, às mãos de Gerhard Berger.

Rosche teve a ajuda de outros engenheiros como Jochen Neerparch e perguntado certo dia sobre a potência do motor, ele afirmou certo que que "deverá andar pelos 1400 cavalos, mas nunca lá alcançamos, porque o nossos dinamómetro só nos permite chegar aos 1280 cavalos". Ao todo, a BMW alcançou nove vitórias com aquele motor, entre 1982 e 1987.

Após a aventura da Formula 1, ele ajudou a desenvolver o motor de seis litros que colocou em alguns protótipos, entre o McLaren F1. A ideia de colocar esse motor surgiu quando se cruzou com Gordon Murray, que na latura desenhava os carros da McLaren, e precisava de um motor para meter no F1, depois de não ter conseguido um fornecimento da marta da Honda. O motor foi bem sucedido o suficiente para vencer as 24 Horas de Le Mans em 1995 e 1999. Depois disso, ainda ajudou a desenvolver o motor para o Williams FW22 de 2000, que assinalou o regresso da BMW à Formula 1, antes de se retirar para gozar uma merecida reforma. 

Em 2013, esteve em Goodwood para ver andar de novo o Brabham BT52 que deu o título mundial ao piloto brasileiro, e ajudou a fazer funcionar aquele motor mais uma vez. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Como um BMW blindado salvou um bando de pessoas do Daesh

Por estes dias, há uma grande batalha em Mossul, no norte do Iraque, entre os regulares iraquianos, acompanhados pelos Pschesmerga curdos, contra o Daesh (ou Isis), para o controlo da cidade, que está nas mãos deles há dois anos. Mas no meio dos combates, surgiu hoje uma história que merece ser contada por estas bandas, porque aqui, falamos de automóveis e automobilismo.

Um combatente curdo, Ako Duzi de seu nome, conseguiu salvar cerca de 70 combatentes graças ao seu... BMW Série 5 blindado. Tudo isto aconteceu há umas duas semanas, quando o Daesh atacou em Kirkuk, para distarir os curdos da pressão que estavam a fazer sobre Mossul. Ele não estava na zona quando os combates aconteceram, mas ele chegou com o seu carro blindado (por ele mesmo, diz ele) e conseguiu socorrê-los, mesmo com os vidros estilhaçados pelas balas que o atingiam por snipers do Daesh, sem contudo o ferir. E claro, o seu temperamento à prova de bala também ajudou.


No final, o carro não aguentou muito - atingido por mais de 60 vezes, o seu motor quebrou devido aos estragos feitos pelas balas. Mas ele estava satisfeito por ter cumprido a sua missão. "As balas do Daesh vinham na minha direção. Vi a morte com os meus próprios olhos. Mas não podia deixar os feridos naquele limbo. A única coisa que importava era metê-los no meu carro e levá-los para o hospital", disse a um sitio local.

A BMW soube da história e quis ficar com o carro, dando-lhe em troca um Série 5 novinho em folha, mas ele preferiu doar o carro a um museu local. Coisas como estas não aparecem todos os dias, é um facto.

Já agora, vi isto no Jalopnik

sábado, 15 de outubro de 2016

DTM: Molina foi o melhor em Hockenheim, Félix da costa quarto

O DTM fecha a sua temporada, este fim de semana, no sitio onde normalmente começa, que é o circuito de Hockenheim. E na primeira corrida, que aconteceu este sábado, o espanhol Miguel Molina foi o melhor, com António Félix da Costa - que já anunciou a retirada desta competição - a dar nas vistas, conseguindo a pole-position e acabar a corrida à beira do pódio, no quarto posto, atrás do alemão Marco Wittmann e do italiano Edoardo Mortara.

Contudo, para as cores portuguesas, o dia começou com uma pole-position, graças à volta canhão de Félix da Costa: 1.32,344 segundos. "Deu-me prazer fazer a pole-position", afirmou depois, o segundo no seu palmarés no campeonato de turismos alemão. 

A corrida começou com Molina a ser mais veloz do que Félix da Costa, com o piloto português a abrir caminho para que Wittmann conseguisse passá-lo e marcar o maior número de pontos possivel. Na parte final, os BMw perderam um pouco de eficácia face aos Audi, o que fez com que Edoardo Mortara fizesse uma corrida de recuperação, subindo para o terceiro posto, atrás de Wittmann e à frente do piloto de Cascais. Contudo, ele ainda fez a volta mais rápida da corrida.

No final da corrida, e apesar do resultado positivo, Félix da Costa afirmou que "não foi um dia propriamente bom para a BMW, visto que perdemos pontos para a Audi na luta pelo titulo de marcas mas eu pessoalmente estou contente com o o meu dia, na qualificação tudo me saiu bem e fizemos a pole, algo que a este nível no DTM me dá especial prazer", começou por dizer. 

"Já na corrida tivemos alguns problemas de degradação de pneus no nosso M4 DTM, além disso obviamente não é segredo para ninguém que estamos aqui para apoiar o Marco (Wittmann) a ser Campeão e foi isso que fiz. Amanhã vai ser um dia de grande tensão, ambos os títulos estão em discussão e a estratégia será determinante. Do meu lado vou procurar ser rápido como hoje na qualificação e depois na corrida lutar ao máximo pelos dois objectivos, o titulo de marcas e de pilotos, não será fácil mas queremos sem dúvida conquistá-los!", concluiu.

A luta pelo título continua, com Wittmann a liderar, agora com 194 pontos, à frente de Edoardo Mortara, com 177. A última corrida da temporada será amanhã.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A imagem do dia

Hoje, há precisamente 30 anos, na Cidade do México, Gerhard Berger subia ao lugar mais alto do pódio para receber o troféu de vencedor, o primeiro da sua carreira, e o primeiro da história da Benetton. E há precisamente 30 anos, a Formula 1 regressava a paragens mexicanas, depois de uma ausência de dezasseis anos naquelas bandas.

A vitória de Berger era o culminar de um ano e meio, desde o momento em que a marca de roupas italiana comprou a Toleman, salvando-a de uma iminente falência, depois de no inicio de 1985, ter tido problemas com o fornecimento de pneus.

Em 1986, trocou os Hart Turbo pelos BMW Turbo, que eram os motores mais potentes do pelotão, com mais de 1400 cavalos só nos treinos. Ao italiano Teo Fabi, que estava ali já em 1985, juntou-se Berger, vinda da Arrows, para tentar melhores resultados. Os carros eram muito velozes nos treinos - pole-positions na Áustria e Itália, ambos através de Fabi, e ambos tinham duas voltas mais rápidas cada uma - mas a fiabilidade do motor era demasiado baixa. Antes do México, teve um terceiro lugar em Imola.

No Autodromo Hermanos Rodriguez, Berger conseguira o quarto melhor tempo, atrás do Lotus de Ayrton Senna e dos Williams de Nelson Piquet e Nigel Mansell. A corrida começou com Mansell a largar mal, e Berger a aproveitar. Mas ele ainda tinham um truque na manga: os pneus Pirelli, que aguentavam melhor em pista do que a concorrência que calçava os Goodyear. E foi assim que ele sobreviveu. Isso, e o motor BMW que conseguiu aguentar desta vez...

Berger, então com 27 anos, conseguiu ser o terceiro austríaco a subir ao lugar mais alto do pódio, depois de Jochen Rindt e Niki Lauda, e começou aqui uma carreira que o iria levar no final daquela temporada à Ferrari. E depois, à McLaren, para regressar à Ferrari e à Benetton.   

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Noticias: BMW regressa à Endurance em 2018

A Classe GTE do Mundial de Endurance está a ficar interessante, e mais interessante ficará ainda mais em 2018, quando a BMW aparecer por lá. Depois da Ford, com o seu GT, a marca de Munique fará o seu aparecimento não só no WEC, mas também nos IMSA americanos daqui a duas temporadas, na companhia de outras marcas como a Porsche e a Ferrari.

A partir de 2018, iremos expandir ainda mais as nossas atividades nas corridas de GT e competir no Campeonato do Mundo de Resistência, bem como no IMSA Sportscar Championship”, revelou Jens Marquandt, o diretor desportivo da marca.

Tal inclui obviamente o nosso regresso a Le Mans, algo com que estamos particularmente entusiasmados. A forma como o WEC se desenvolveu deixa-nos confiante de que existe um grande futuro para as corridas de GT. Esta é também a motivação para expandirmos ainda mais o nosso departamento de carros-cliente. Temos já um representante de sucesso, na forma do BMW M6 GT3”, continuou.

"A partir de 2018, vamos também ser perfeitamente representados pelo BMW M4 na classe GT4, que atualmente está experimentando um "boom". Escusado será dizer que também iremos continuar com o nosso programa junior, em que nos preparamos jovens talentosos em GT e carros de turismo para os grandes desafios que se avizinham", concluiu Marquardt. 

O representante alemão sugere que a marca alemã irá alargar essa oferta e desenvolver um novo carro, com muitos a falarem de um M6 ou ou novo modelo, baseado na plataforma do Z8. Falou-se que a BMW também pensou construir um carro para a classe LMP1, bem como construir um protótipo para a Garagem 56, antes de se decidirem ir para os GT's. 

Entretanto, a marca alemã continuará com o desenvolvimento da sua parceria com a Andretti na Formula E.