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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

CPR: João Barros não vai ao Algarve


Afinal, João Barros não estará presente na última prova do campeonato português de ralis, o Rali Casinos do Algarve. O piloto do Skoda Fabia R5, que estava inicialmente inscrito para participar na prova, acabou por dar a volta-atrás devido a compromissos profissionais. Barros, que tinha decidido voltar em part-time neste ano, para os ralis em asfalto, desejou sorte aos candidatos ao título.

É com muita pena minha que anuncio que, por motivos profissionais, não vou poder participar no Rallye Casinos do Algarve. Quero desejar a todos boa sorte para esta que será a última e decisiva prova deste Campeonato de Portugal de Ralis. Estão quatro pilotos na luta pelo titulo e desejo uma luta saudável entre eles, com a certeza que qualquer um deles será um justo vencedor”, revelou, em comunicado oficial.


O Rali Casinos do Algarve, prova de encerramento do campeonato, acontecerá na sexta e no sábado, com dez especiais de classificação, todos em asfalto.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CPR: João Barros quer terminar no Vidreiro

Apesar de estar este anos a fazer uma temporada em part-time, João Barros voltou aos ralis na segunda metade do ano e no Terras D'Abororeira, conseguiu subir ao lugar mais baixo do pódio. Assim sendo, para o Rali do Vidreiro, o piloto está otimista para esta prova, apesar de não a ter feito em 2018.

Vamos ao Vidreiro com a mesma ambição. O nosso objetivo é sempre tentar o pódio e nesta prova de asfalto, de que tanto gosto, vamos sempre lutar pelo melhor lugar possível, apesar de não ter participado na edição do ano passado. Estamos otimistas”, disse o piloto, que guia um Skoda Fabia R5.

O rali Vidreiro, que passará pela Marinha Grande, São Pedro de Moel e Pombal esta sexta e sábado, em oito especiais de classificação, todas em asfalto.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

CNR: Afinal, João Barros vai estar ausente

Afinal de contas, João Barros não participará no Rali de Castelo Branco. O piloto, que fazia um regresso ao Campeonato de Portugal de ralis, a bordo de um Skoda Fabia R5 da ARC, tinha confirmado a sua presença na prova de abertura das provas de asfalto, acabou por anunciar a sua ausência nas vésperas da prova, sem dar grandes justificações. 

"É com muita pena minha que vos anuncio que infelizmente não vou estar presente no Rali de Castelo Branco. Obrigado à equipa ARC e a todos que se esforçaram nos diversos momentos. Boa sorte a todos os participantes.", disse o piloto na sua página oficial do Facebook.

Assim sendo, o regresso do piloto poderá ser no Rali Vinho da Madeira.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

CNR: João Barros volta aos ralis

Depois de uma longa paragem na competição devido a compromissos profissionais, João Barros volta aos ralis este final de semana em Castelo Branco, a bordo de um Skoda Fabia R5 e navegado pelo experiente António Costa. Nestas vésperas de rali, o piloto afirma estar confiante na equipa e no seu navegador para um regresso em pleno, ainda por cima num rali em asfalto como é este.

O Rali de Castelo Branco vai ser essencial para voltar tudo ao de cima. Vai ser o início de uma nova etapa e estamos muito empenhados em trabalhar para o futuro. Para já, estamos apostados nos próximos cinco ralis do campeonato. O João esteve muito tempo parado e nós temos muito poucos quilómetros com o Skoda, o que não implica que a equipa deixe de encarar esta prova com grande dose de otimismo”, disse o seu navegador.

Diga-se de passagem que esta não é a primeira prova de Barros este ano. No inicio do mês, correu no Rali Ourense, em Espanha, onde andou no "top ten" até se despistar na quarta especial, danificando o seu carro.

Com dez especiais de classificação, o rali, que decorrerá nos dias 22 e 23, é a etapa inaugural da fase de asfalto do campeonato nacional de ralis.


sábado, 22 de setembro de 2018

CNR 2018 - O relato do Rali Amarante Baião

Foi duro, mas no final, José Pedro Fontes foi o vencedor do Rali Amarante Baião e conseguiu bater João Barros num duelo a dois. O líder do campeonato, Armindo Araújo, ficou com o lugar mais baixo do pódio e deu um avanço de 23,2 segundos sobre Ricardo Teodósio e vai para o Algarve mais descansado em relação à luta pelo título nacional.

"Foi muito bom, depois de tudo o que passamos. Há um ano, estava de muletas e de colete. Queria dedicar esta vitória à Inês [Inês Ponte, sua navegadora em 2017] e a toda a equipa, a toda a gente que nos tem ajudado a ultrapassar a fase mais difícil que tive. E dar os parabéns ao João [Barros] e ao António [Costa, seu navegador], que fizeram um rali fantástico e qualquer um dos dois era um justo vencedor", disse Fontes, no final da prova.

Do lado dos derrotados, João Barros afirmou que sonhou com a vitória: "No rali não [alcancei] as minhas expectativas. Este fim de semana ganhei o direito de sonhar em ganhar o rali, andei a liderar até quase ao final, e o Zé Pedro conseguiu mostrar-se mais forte nestes últimos troços, eu penso que ele encaixou melhor estes troços que eu e nada tinha a fazer. O carro estava muito bom e mostrei que tinha andamento, só que o Zé Pedro nestes últimos dois troços mostrou que tinha uma palavra a dizer e conseguiu surpreender no final. Dou os parabéns pela vitória e pela excelente recuperação", disse.

Prova de estreia no campeonato nacional, o Rali Amarante Baião tornou-se num dos decisivos para o campeonato por causa dos pilotos que lutavam pelo título. Armindo Araújo e Ricardo Teodósio eram os dois primeiros à entrada desta prova, mas José Pedro Fontes, depois da vitória na Madeira, tinha uma palavra a dizer, enquanto Miguel Barbosa e Pedro Meireles queriam baralhar as contas e João Barros estreava a sua nova montada, um Skoda Fabia R5, trocando o Ford Fiesta R5 que já tinha há quatro anos e já acusava a falta de competição.

E Barros mostrou que queria vencer. Logo na especial de abertura, na sexta-feira, ele foi o mais veloz na primeira passagem pelo troço do Marão, batendo Ricardo Teodósio por 4,8 segundos, e Armindo Araújo a 5,8. José Pedro Fontes era quarto na especial, a 6,2, na frente de Miguel Barbosa, quinto, a 11,6.

Barros venceu de novo na segunda especial, a segunda passagem por Marão, desta vez com um avanço de 1,1 segundos sobre Fontes e dois sobre Teodósio. Armindo Araújo era quarto, a 3,4.

O final do dia de sexta-feira acabava com a super-especial no centro de Amarante, onde Fontes conseguiu ser melhor que Miguel Barbosa, por 0,7 segundos, comn António Dias a ser terceiro, a 1,9 segundos. Teodósio foi quarto, na frente de Armindo e João Barros, sexto a 5,6 segundos do vencedor.

No final do primeiro dia, João Barros tinha um avanço de 5,2 segundos sobre José Pedro Fontes e 6,7 sobre Ricardo Teodósio. Armindo Araújo era quarto, a 9,1, na frente de Miguel Barbosa, a 17,2, e de Pedro Meireles, a 36,9. Diogo Gago, convidado a andar no Hyundai de Carlos Vieira, era sétimo, a 40 segundos.

O dia de sábado começava com a quarta especial, a primeira passagem por Baião, onde Barros foi melhor que fontes pela margem mínima, deixando Armindo a 4,1 segundos, mas o piloto de Santo Tirso estava satisfeito, pois o seu rival, Ricardo Teodósio, estava 0,8 segundos atrás de si.

Na quinta especial, Fontes atacou e venceu, e também pela margem mínima, com Armindo a ser terceiro, perdendo cinco segundos para os primeiros. E a luta continuou na sexta especial, com Barros a ganhar, com um segundo de vantagem sobre Fontes, enquanto Teodósio era terceiro, a 1,7 segundos, a Armindo o quarto, a 4,8.

A meio do rali, existiam dois duelos importantes: a da liderança (Barros vs Fontes), e a do lugar mais baixo do pódio, que também era a luta pelo comando do campeonato (Teodósio vs Armindo).

"O rali está a correr maravilhosamente bem, estamos com andamento muito bom, acho que é um andamento correto para o nosso ritmo", começou por dizer Barros.

"Estamos aqui a ter uma disputa acesa com um piloto, que é o José Pedro Fontes, que está a ser bastante interessante. Nós em quatro troços conseguimos ganhar uma décima e a diferença entre nós nunca conseguiu ser mais do que um segundo, o que é fantástico, e para vocês verem o ritmo que estamos a andar. E estamos a fazer tudo certo", continuou.

"Ainda falta a parte da tarde, vão ser quatro troços que vão decidir o vencedor, e penso que vai ser entre mim e o Zé Pedro Fontes. Temos de tentar melhorar o carro, vamos a ver.", concluiu.

Do lado do piloto da Citroen, a fome de vitória era a mesma:

"Ele está a fazer um rali fantástico, estamos a tentar acompanhar. Está tudo em aberto para a parte da tarde. Nós temos feito o que sabemos, eles tem sido muito competentes. Nós agora à tarde vamos a ver se conseguimos ser mais competentes que eles", comentou o piloto do Citroen C3 R5.

A parte da tarde, Fontes partiu ao ataque, batendo Armindo por 0,4 segundos, mas sobretudo, batiam Barros por 2,9 segundos, fazendo encurtar a diferença entre ambos. Teodósio era quarto, a 6,5 segundos. Agora, a diferença entre os dois primeiros tinha-se encurtado para 2,4 segundos... e ainda faltavam três especiais.

Mas na nona especial, quem venceu... foi Armindo Araújo. Com essa vitória, ele afastava-se em quase dez segundos sobre Ricardo Teodósio, garantido assim o terceiro posto, e entre os dois primeiros, Fontes ganhava mais 1,1 segundos sobre Barros, diminuindo ainda mais a diferença.

Foi na décima especial que se decidiu tudo. Fontes foi mais veloz em um segundo e maio sobre Barros e passou-o por meio segundo, e depois confirmou-o na última especial, acabando a vencer com uma vantagem de cinco segundos. No final, foram 4,5 segundos a diferença entre os dois primeiros, com Armindo a ser terceiro, na frente de Ricardo Teodósio. Miguel Barbosa foi quinto, na frente do Hyundai de Diogo Gago, a dois minutos e 32 segundos. O Ford Fiesta R5 de Pedro Almeida foi sétimo, a dois minutos e 39,2 segundos, na frente do Skoda de Pedro Meireles, a dois minutos 46,8 segundos, e a fechar o "top ten", o Hyundai de Paulo Meireles e o Skoda Fabia R5 de Joaquim Alves.

Agora, o Nacional de Ralis segue para o Algarve, onde encerrará as suas atividades para esta temporada.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

CNR: João Barros vai de Skoda Fabia R5

João Barros vai trocar o seu Ford Fiesta R5 por um Skoda Fabia R5 para os dois últimos ralis da temporada. O piloto de Paredes deu a novidade no final da tarde de ontem na sua página de Facebook, e anunciou também que o carro será preparado pela ARC Sport, que também prepara os carros de Bruno Magalhães e Aloísio Monteiro. Isso poderá fazer com que um dos pilotos - ou os dois - não participem no Rali da Polónia, prova a contar para o Europeu.

A troca de montada não era esperada neste momento, ele que tem sido fiel ao Ford Fiesta R5 desde 2013, quando foi um dos primeiros a ter um desses carros. Ele já afirmou que também irá correr no Rali do Algarve, penúltima prova do ano, a bordo do mesmo bólido.


sábado, 17 de fevereiro de 2018

CNR 2018 - Rali Serras de Fafe (Dia 1)

Miguel Barbosa lidera o primeiro dia do Rali Serras de Fafe, após a realização das cinco primeiras especiais de classificação. O piloto do Skoda Fabia R5, conseguiu superar Ricardo Moura por 1,6 segundos, depois de um duelo entre eles que deixou o resto da concorrência muito longe: Pedro Meireles, com o seu Skoda Fábia R5, tem já... 50,3 segundos de desvantagem.

Com 21 carros R5 presentes no Rali Serras de Fafe, parecia que iria ser um rali onde as trocas de liderança iriam ser constantes e o resultado a ser incerto. Contudo, logo na primeira especial do dia marcou a diferença entre os mais velozes. Em Lameirinha, Moura foi melhor do que Miguel Barbosa por 1,1 segundos. Ambos deixaram Pedro Meireles por 9,5 segundos, e isso indicava que logo ali, iria haver uma separação entre os melhores. 

Mas outros tiveram problemas: Carlos Vieira, por exemplo, teve um problema com a pressão do combustível e teve que descer para o Confurco com o carro desligado, acabando por perder 28,6 segundos.

Na segunda especial, a de Luílhas, Barbosa foi mais veloz e passou para a frente do Rali. O piloto do Skoda foi 4,8 segundos mais veloz do que Moura e conseguiu um avanço de 3,7 segundos sobre o piloto do Ford Fiesta. Meireles foi terceiro, noutro Skoda, enquanto que Carlos Vieira ia de mal a pior quando capotou, perdendo 29,4 segundos e a ficar com quase um minuto de atraso. A classificativa ainda ficou marcada pelo acidente de Ricardo Teodósio, que bloqueou o seu Skoda Fabia R5 na estrada e obrigou à neutralização da especial.

Moura voltou à liderança na terceira especial, batendo Barbosa por 7,1 segundos, e tinha agora uma vantagem de 3,4 segundos sobre o piloto da Skoda, enquanto que Pedro Meireles era o terceiro, mas já tinha perdido quase 31 segundos para os da frente. E na quarta especial, a segunda passagem por Luílhas, Moura ampliava a vantagem para 7,5 segundos, ganhando mais 4,1 sobre Miguel Barbosa. Atrás, José Pedro Fontes subia para quarto, passando João Barros, enquanto que Armindo Araújo tinha problemas no motor Hyundai, perdendo 40,3 segundos para Moura.

No final do dia, o piloto açoriano estava feliz, mas sabia que ainda estava a começar: "O rali ainda vai no seu início, nos últimos anos acabamos o primeiro dia sempre na frente, quero ver para crer", começou por dizer. "Está a ser um rali duro, nem quero ver como é que vai ser [a superficie do terreno quando] passarmos por Luílhas por quatro vezes, vai ser muito duro mesmo", continuou.

"A noite vai fazer a diferença. Todos os anos, a noite sempre me foi favorável", concluiu.

Já Miguel Barbosa andava satisfeito com o seu ritmo neste primeiro dia em Fafe. "Entramos forte, estamos satisfeitos como ritmo que andamos a impor, confiantes com o carro. Amanhã vamos ao ataque.", afirmou.

Quanto a Pedro Meireles, queixava-se do seu carro: "Não estávamos no ritmo que queríamos, o carro não está com as especificações que queria. Agora é mais defender o terceiro lugar do que olhar para a frente porque a diferença já é grande", afirmou o piloto de Guimarães. 

Pela noite, havia duas passagens pela Fafe Street Stage para os espectadores poderem apreciar. Na primeira passagem, Miguel Barbosa foi o melhor, ganhando 4,8 segundos sobre Carlos Vieira, e 7,4 sobre Ricardo Moura, fazendo com que a diferença entra ambos se reduzisse ao mínimo: 0,1 segundos. Na segunda passagem, Barbosa voltou a ganhar, com 1,7 segundos de vantagem sobre Moura, que foi apenas quarto, passando para a frente do rali.

José Pedro Fontes é o quarto classificado, a mais de um minuto da liderança, no seu Citroen DS3 R5, mas perto de Meireles. João Barros é o quinto, a um minuto e 16 segundos, na frente de Armindo Araujo, o melhor dos Hyundai, a um minuto e 43 segundos, um pouco na frente do espanhol Alexander Villanueva, a um minuto e 46 segundos. Carlos Vieira é o oitavo, a dois minutos e um segundo, e a fechar o "top ten" estão Joaquim Alves, no seu Ford Fiesta R5, e Paulo Meireles, no Hyundai i20 R5, este a dois minutos e 38 segundos da liderança.

Amanhã acaba o ali Serras de Fafe, com a realização das restantes seis especiais.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Youtube Rally Testing: Os testes de João Barros para o Serras de Fafe

João Barros é mais um dos pilotos que vai participar no Rali Serras de Fafe, a prova de abertura do campeonato nacional de ralis. A pouco mais de uma semana do inicio da competição, Barros, tal como boa parte da concorrência, anda a testar nas estradas ao largo da cidade com o seu Ford Fiesta R5, navegado por Jorge Henriques.

O video é do Pedro Figueiredo, que também captou as imagens do Carlos Vieira a testar em Fafe com o seu Hyundai.

sábado, 22 de abril de 2017

CNR 2017 - Rali Casino de Espinho (Final)

À quarta prova do campeonato nacional de ralis, parece que temos um estreante nos ralis. Carlos Vieira valeu por fim da sua velocidade nos troços de asfalto e conseguiu vencer a José Pedro Fontes, ambos em Citroen. A vitória de Vieira é mais do que justa, já que ele procurou por isto ao longo dos últimos ralis, sem grande sucesso. Contudo, hoje, em Espinho, conseguiu aquilo que queria. João Barros, o primeiro líder deste rali, fechou o pódio, já bem distante dos dois, e o único que ficou a menos de um minuto do vencedor, no final deste rali.

Depois de João Barros ter vencido a especial de abertura e em consequência, ficar com a liderança do rali pela menor das margens sobre Carlos Vieira, José Pedro Fontes atacou logo no inicio da manhã, vencendo a segunda especial. Contudo, Vieira ficou em segundo e com a liderança, conseguindo uma vantagem de 3,4 segundos sobre Barros. Mas quem venceu nessa especial tinha sido José Pedro Fontes, que obteve uma vantagem de 0,4 segundos, insuficiente para conseguir apanhar quer o piloto da Citroen, quer o próprio Barros. Mas aproximava-se de ambos, que era algo que interessava.

Quem se penalizava era Ricardo Teodósio, que perdeu a chance de fazer algo bom neste rali, perdendo 27,1 segundos e a liderança do Grupo N para Carlos Martins.

Vieira ganhou na terceira especial, a primeira passagem por Arestal, batendo Fontes por 0,6 segundos, enquanto que João Barros distanciava-se dos dois primeiros, sendo terceiro, a 8,5 segundos, e perdendo o segundo posto para Fontes. O total acumulado já era de 11,5 segundos para o piloto da Ford. Pedro Meireles era o quarto na especial, a 14,6 segundos do vencedor, com Miguel Barbosa em quinto na especial, com o piloto da Skoda a perder 21,8 segundos para os primeiros.

E na quarta especial... Vieira conseguia de novo! O piloto era o melhor na primeira passagem pelo Rio Caima, batendo Fontes por 2,8 segundos e Barros por 6,2. Pedro Meireles era o quarto, a 12 segundos, e Miguel Barbosa o quinto, a 21,2 segundos. A mesma coisa aconteceu na quinta especial, na primeira passagem por Ferreira de Castro, e parecia que Vieira iria imparável rumo à vitória. Por esta altura - e apesar de ter conseguido apenas cinco décimos nesta especial - a vantagem entre ele e Fontes já era de 7,6 segundos, com João Barros a ser o terceiro, a uns "distantes" 24 segundos. Pedro Meireles era o quarto, a 48,7 segundos, e Miguel Barbosa já tinha um minuto e dois segundos de diferença para o primeiro.

Com as especiais de Gaia canceladas, a parte da tarde foi um dielo entre Fontes e Vieira. O campeão nacional atacou, vencendo na segunda passagem por Burgães, mas tirou apenas oito décimos sobre Vieira, insuficiente para se aproximar de forma a ficar com a liderança. João Barros ficava a 3,4 segundos, e consolidava o terceiro posto, cada vez mais distante de Pedro Meireles, quarto na geral e na etapa, perdendo mais 8,7 segundos.

Fontes continuou ao ataque, tirando mais 1,3 segundos na segunda passagem por Arestal, com Barros a ser terceiro... a 11,5 segundos. Por esta altura, a diferença tinha ficado pelos 5,5 segundos e parecia que iria haver duelo até ao fim, mas Fontes não tirou mais do que 0,5 segundos na segunda passagem pelo Rio Caima, e parecia que Vieira tinha tudo controlado. É verdade que cinco segundos não parecem ser muito, mas parecia que Vieira tinha tudo controlado.

E assim foi: Fontes venceu na última classificativa, a segunda passagem por Ferreira de Castro, mas tirou apenas um segundo, com Joaquim Alves a ser o terceiro na especial, a 8,4 segundos. Mas tudo estava decidido, e Vieira foi para Espinho comemorar uma inédita vitória no CNR. E ambos deixaram João Barros muito distante, a 55 segundos, o que mostra o elevado grau de competividade entre os dois primeiros.

Miguel Barbosa foi o quarto, a já uns distantes dois minutos e 17 segundos, mas conseguiu ser mais regular do que alguns dos seus concorrentes mais diretos. Joaquim Alves foi o quinto, a dois minutos e 28 segundos, na frente de Elias Barros, a quase quarto minutos do vencedor. Carlos Martins foi o melhor dos Grupo N, mas ficou a pouco mais de dez segundos de Ricardo Teodósio. Paulo Neto e Gil Antunes fecharam o "top ten" neste rali.

Agora, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali de Portugal, em meados do mês que vêm.

CNR: João Barros é o primeiro líder no Rali Casino de Espinho

O piloto João Barros é o primeiro líder do Rali Casino de Espinho, realizadas estão as três primeiras especiais deste dia. O piloto do Ford Fiesta R5 conseguiu bater Carlos Vieira por apenas... um décimo de segundo, depois das passagens pela especial de Santa Maria da Feira.

Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5, foi o terceiro, a cinco décimos de segundo, com Pedro Meireles a ser quarto, já a 2,1 segundos do líder. Ricardo Teodósio foi um surpreendente quinto, a 3,4 segundos, na frente de José Pedro Fontes, que foi mais prudente e fez apenas o sexto tempo, a 4,2 segundos. Joaquim Alves foi o sétimo, noutro Ford Fiesta R5.

O resto do rali acontecerá ao longo deste dia de sábado, com o rumor de que as duas passagens por Gaia, numa Special Stage no centro da cidade poderão ter de ser canceladas, diminuindo as classificativas para nove.

domingo, 12 de março de 2017

CNR 2017: Rali de Castelo Branco (Final)

José Pedro Fontes foi o vencedor do Rali de Castelo Branco, numa batalha ao segundo sobre Carlos Vieira. O duelo entre os pilotos da Citroen prendeu os espectadores ao asfalto, pois a incerteza pairou até à última especial. No final, meros 2,6 segundos separaram o atual campeão nacional de Carlos Vieira, também num Citroen DS3 R5. O lugar mais baixo do pódio foi ocupado por João Barros, a 33,4 segundos do vencedor.

Depois de no final de ontem ver que os três primeiros estavam separados por pouco menos de quatro segundos, o dia de hoje prometia duelo até ao fim entre José Pedro Fontes, João Barros e Carlos Vieira. Dois Citroens e um Ford, todos especialistas em asfalto. E as hostilidades abriram com Vieira a ganhar o PEC4, batendo José Pedro Fontes por 4,1 segundos e colocando a diferença entre os dois na geral em meros... 0,5 segundos. João Barros perdeu 5,3 segundos para Vieira, e parecia atrasar-se em relação aos dois primeiros.

No Grupo N, Ricardo Teodósio e Carlos Martins entretinham-se entre si, com o algarvio a ser superior por 0,1 segundos. 

A seguir, Vieira reagiu e venceu a quinta especial, a primeira passagem por Fonte Longa, batendo José Pedro Fontes por 1,1 segundos, ficando com a liderança, enquanto que João Barros perdia mais 2,9 segundos para Carlos Vieira, consolidando o seu terceiro posto. Atrás, Teodósio conseguiu mais 2,4 segundos sobre Carlos Martins e alargava a liderança no Grupo N para 12 segundos. 

Na sexta especial, a primeira passagem por Alvito, Fontes conseguiu tirar mais 2,7 segundos a Vieira, para voltar a ficar com a liderança, enquanto que João Barros perdia mais 6,6 segundos para o primeiro. Miguel Barbosa era o quarto na especial, a 28,4 segundos. Agora, a diferença entre Fontes e Vieira estava em 2,1 segundos. Vieira tentou reagir na sétima especial, mas foi batido por Fontes por meros... 0,6 segundos. Barros foi de novo terceiro, a 3,5 segundos, enquanto que Miguel Barbosa era o quarto, a 8,9 segundos. Ricardo Teodósio era o quinto e o melhor dos Grupo N.

As coisas estavam agitadas no rali, e para piorar as coisas, a oitava especial, a segunda passagem por Fonte Longa, Vieira foi o melhor por 1,7 segundos, suficiente para encurtar a distância para Fontes em... um segundo. Parecia que o Vieira poderia tentar um assalto final da última especial, mas Fontes reagiu e conseguiu a vitória com 1,6 segundos de vantagem sobre Vieira, colocando a sua distância em 2,6 segundos, uma margem bem curta, mostrando um excelente duelo entre ambos.

Depois de Barros ter ficado a 33,4 segundos do vencedor, o quarto foi Miguel Barbosa, a dois minutos e 49 segundos, no seu Skoda Fabia R5, enquanto que Ricardo Teodósio foi o quinto, e o melhor do Grupo N, a quatro minutos e 34 segundos, conseguindo bater Carlos Martins, o sexto, a cinco minutos e 16 segundos. 

José Pedro Fontes sai de Castelo Branco como o novo líder do campeonato, e a seguir, máquinas e pilotos vão aos Açores para a terceira etapa no nacional, que também conta para o Europeu de ralis.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Youtube Rally: O último dia do Rali Serras de Fafe


A segunda parte do Rali Serras de Fafe trouxe um "volte-face", onde Ricardo Moura sofreu um problema mecânico e acabou por desistir, entregando a vitória para Pedro Meireles, que conseguiu ser o primeiro vencedor do campeonato nacional de ralis de 2017 com o seu Skoda Fabia R5. José Pedro Fontes, o atual campeão nacional, foi o segundo classificado, no seu Citroen DS3 R5, na frente de João Barros, no seu Ford Fiesta R5. 

Como sempre, o rali Serras de Fafe foi sempre bem disputado e teve os troços cheios de espectadores, como se pode ver neste video. 

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Youtube Rally: O primeiro dia do Serras de Fafe

O Rali Serras de Fafe é a prova de abertura do campeonato nacional de ralis, e como sempre, é das provas mais concorridas da competição, e uma espécie de "aquecimento" para o Rali de Portugal, pois usa as mesmas classificativas. Ricardo Moura está a dar um avanço superior a meio minuto sobre a concorrência "continental", liderada pelo Skoda Fabia de Pedro Meireles, que consegue ter uma ligeira vantagem sobre o Citroen DS3 R5 de José Pedro Fontes.

Eis um video sobre o que foi este sábado nas classificativas nortenhas. 

domingo, 13 de novembro de 2016

CNR: Fontes vence o Rali Casinos do Algarve

José Pedro Fontes encerrou a temporada com chave de ouro, ao vencer o rali algarvio, juntando o triunfo individual ao campeonato nacional, ganho no rali anterior, em Espinho. A vitória do piloto da Citroen foi confortável, com mais de um minuto e 21 segundos de diferença sobre João Barros, que andava num duelo com Pedro Meireles até que este último acabou por abandonar, devido a problemas de travões. Carlos Vieira acabou por fechar o pódio, num rali onde onze pilotos chegaram ao fim.

Depois das cinco especiais de sábado, hoje eram realizados os últimos quatro especiais, com duas passagens por Monchique e Fóia. Com os 49 segundos de diferença entre Fontes e Meireles, tudo indicava que o piloto da Citroen iria alargar essa diferença, com Pedro Meireles sempre à espreita de passar o piloto da Ford.

O dia começou com a primeira passagem por Monchique, onde Fontes foi o melhor, conseguindo um avanço de 6,8 segundos sobre João Barros, que conseguia 1,8 segundos de vantagem sobre Pedro Meireles. Carlos Vieira era o quarto, a 10,8 segundos do melhor tempo, enquanto que Miguel Barbosa era apenas o sexto, a 22,5 segundos, tendo sido batido por Diogo Gago. Barros levava a melhor neste momento, mas Meireles não desistia, neste duelo particular.

Na primeira passagem por Fóia, Fontes voltava a ganhar, desta vez conseguindo um avanço de 10.8 segundos sobre Carlos Vieira, e 16,2 sobre João Barros, que via Meireles a atrasar-se bastante. O piloto da Skoda começava a ter os problemas que acabariam por fazer abandonar o rali, pois perdera um minuto e 12 segundos para os da frente. Nesta altura, ele tinha caído para o quarto posto, superado por Carlos Vieira. No final da especial, Meireles encostou à berma e parou de vez.

A partir daqui, Barros limitou-se a controlar os avanços de Vieira, pois estava demasiado longe de Fontes. Este voltou a vencer aqui, com 8,2 segundos de avanço sobre Barros e 8,5 segundos sobre Vieira. Miguel Barbosa era o quarto na especial, a 17 segundos do primeiro. 

Por fim, na segunda passagem por Fóia, João Barros conseguiu vencer uma classificativa, mas por meros... 0,9 segundos sobre Fontes e 3,7 sobre Vieira e 9,7 sobre Barbosa.

No final do rali, Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, comemorava a vitória neste rali, com um minuto e 21 segundos sobre João Barros. Carlos Vieira ficava com o lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 45 segundos dos vencedores, deixando Miguel Barbosa e dois minutos e 17 segundos, no seu Skoda. Diago Gago foi o melhor nas duas rodas motrizes, batendo Gil Antunes.

"Foi um rali muito positivo para nós e o carro esteve absolutamente fantástico. Aliás, é sabido que em asfalto temos no nosso R5 uma ferramenta praticamente imbatível e este fim-de-semana isso ficou, uma vez mais, totalmente provado. Estamos todos de parabéns. Vencer esta prova, depois de, em Espinho, termos garantido o campeonato, apenas vem reforçar a competitividade e o sucesso deste projecto“, disse o novo campeão nacional. 

E assim acabou o campeonato nacional de ralis de 2016. Ano que vêm há mais, para ver como vai ser.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

CNR: José Pedro Fontes vence em Espinho e e bicampeão

No final dos ralis, como na vida, o último a rir, ri sempre melhor. Mo final do dia de ontem, nunca se esperava que José Pedro Fontes, que tinha tido um mau arranque, pudesse acabar o rali a sorrir, não só como vencedor do Rali Casino de Espinho, mas também como campeão nacional, numa prova onde dos dezoito que entraram na estrada, apenas onze pilotos chegaram ao fim.

No final do primeiro dia, João Barros tinha uma margem mínima sobre Carlos Vieira, com José Pedro Fontes a meio da tabela, vitima de um despiste logo na primeira das especiais em Gaia. Contudo, hoje, eles tinham mais oito especiais pela frente, até à meta, para ver quem sairia melhor neste penúltimo rali da temporada.

Na primeira passagem por Ferreira de Castro, José Pedro Fontes partiu para o ataque, vencendo a especial com 1,8 segundos de vantagem sobre Carlos Vieira, com João Barros a ser terceiro, a 3,8 segundos. Com isto, Fontes subia para o terceiro posto, a vinte segundos do novo líder, Carlos Vieira. Essa passagem ficou marcada pelo abandono de Pedro Meireles, que bateu e danificou o seu carro.

A seguir, na primeira passagem por Burgães, Fontes voltava a vencer, pressionando os dois pilotos da frente, ganhando 2,2 segundos sobre Carlos Vieira e 3,7 sobre João Barros. Vieira alargava a sua diferença para 4,5 segundos sobre Barros, mas Fontes vinha atrás e tentava apanhá-los, diminuindo a diferença para 18,2 segundos, com Miguel Barbosa a ser quarto... já a 44,6 segundos!

A quinta especial - primeira passagem por Arestal - ficou marcada pelo despiste de Carlos Vieira, que perdeu quase meia hora, ficando de fora da luta pela vitória. Fontes venceu de novo, e João Barros era o novo lider do rali, com José Pedro Fontes a aproximar-se, caindo a diferença para 8,7 segundos. Elias Barros era agora o terceiro, tendo conseguido passar o Skoda de Miguel Barbosa, mas ambos já estavam a mais de um minuto do líder.

Sem Vieira, não deixava de haver duelo pela vitória, desta vez entre Ford e Citroen, Fontes partia para a sexta especial, a primeira passagem por Rio Caima, de pedal a fundo. Conseguiu vencer, colocando 4,3 segundos de diferença sobre João Barros, e a diferença entre ambos estava reduzida para 4,4 segundos. Joaquim Alves era o terceiro nessa especial, mas a 24,8 segundos, com Miguel Barbosa a ser o quarto, a 28 segundos do primeiro, na frente de Elias Barros, quinto, a 28,9 segundos.

Na segunda passagem por Ferreira de Castro, o momento do rali: João Barros despista-se e abandona, e Fontes fica com o comando, do qual apenas tinha de levar o carro até ao fim, já que o avanço para o segundo classificado, Miguel Barbosa, era quase de dois minutos. Elias Barros perdia 16,5 segundos nesse troço e trocou de lugar com Barbosa.

A partir daqui, tudo estava decidido. Fontes ganhou a oitava e a décima especial, enquanto que Barbosa ficava com a nona. O piloto da Sports and You tornou-se no vencedor do Rali Casino de Espinho, com uma vantagem de um minuto e 46 segundos sobre Miguel Barbosa, e dois minutos e três segundos sobre Elias Barros.

Agora, o Nacional de Ralis encerrará em novembro em terras algarvias.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

CNR: Fontes lidera o Rali Vidreiro

José Pedro Fontes lidera o rali Vidreiro, completas estão as três primeiras classificativas desta prova a contar para o Nacional de Ralis. Contudo, o rali foi atribulado devido ao acidente de Diogo Salvi, na segunda passagem pela classificativa do Farol, sem consequências para o piloto e o seu navegador, Paulo Babo. Por causa disso, o rali ficou interrompido por algum tempo.

O rali começou com José Pedro Fontes a entrar ao ataque, vencendo na primeira passagem pelo Farol, com uma vantagem de 1,1 segundos sobre o Skoda de Miguel Campos e 3,9 segundos sobre Ford de João Barros. Os seis primeiros eram carros R5, com o sétimo a ser o Porsche de Adruzilo Lopes. Mas o piloto de Famalicão não foi longe, pois o rompimento de uma bomba de água na ligação causou a sua desistência.

Na segunda passagem pela classificativa do Farol, Fontes continuou a alargar a sua liderança, desta vez com 3,3 segundos de vantagem sobre João Barros, e 3,9 segundos sobre Miguel Campos. Contudo, o despiste de Salvi fez com que esta tenha sido interrompida, para que pudessem colocar os socorros para assistir aos pilotos do Skoda Fabia R5.

Caída a noite, máquinas e pilotos estavam no centro da Marinha Grande para a classificativa que iria acontecer por ali. João Barros levou a melhor sobre Pedro Meireles, por 1,2 segundos, com Miguel Campos a ser o terceiro, a 1,4 segundos. Elias Barros e Carlos Martins ficaram logo a seguir, com José Pedro Fontes a ser apenas sétimo, mas a manter a liderança.

No final das classificativas de hoje, o piloto da Citroen mantinha a liderança com uma vantagem de 3,9 segundos sobre Campos, com Barros a ser terceiro, a 4,7 segundos.

Amanhã, o Rali Vidreiro continua com a realização das duplas passagens por Caranguejeira, Espite e São Pedro.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Rali Açores: Lukyanuk é o lider, Moura no pódio

O segundo dia do Rali dos Açores viu a liderança do russo Alexy Lukyanuk a ser consolidada, aproveitando alguns problemas dos seus adversários, No final do dia, tem uma vantagem de 9,8 segundos sobre o polaco Kajetan Kajetanowicz, noutro Ford Fiesta R5. Ricardo Moura é o melhor dos portugueses, no terceiro posto, a 34,7 segundos, num rali onde João Barros já desistiu, vitima de acidente. Moura tem agora uma vantagem de quase dois minutos sobre Pedro Meireles, no seu Skoda Fabia R5, que é o quinto na geral. José Pedro Fontes é o terceiro melhor português, e é o sexto na classificação, após terem sido cumpridas dez especiais de classificação.

Depois das quatro primeiras etapas de ontem, o Rali dos Açores continuou com uma luta entre Kajetanowicz e Lukyanuk. Chega a ter um avanço de 12,2 segundos para o piloto russo, mas Lukyanuk reage e fica com a liderança na última especial do dia. Mas ambos tiveram de primeiro se livrar de Ralfs Sirmacis e Ricardo Moura, e o primeiro ataque veio de Lukyanuk, que vence na primeira passagem de Pedra Golfe, conseguindo uma vantagem de 3,7 segundos. Moura foi terceiro, batendo Sirmacis.

Entre os portugueses, Pedro Meireles foi o melhor e conseguiu desalojar Fernando Peres do segundo posto.

Mas logo a seguir, Kajetanowicz partiu ao ataque e ficou com a liderança na primeira passagem por Feteiras, ganhando 8,9 segundos sobre o seu adversário russo. Atrás, Moura fica com o terceiro posto, passando o Skoda de Sirmacis. E ganhando uma vantagem cada vez maior sobre Pedro Meireles, que por esta altura já tinha uma desvantagem de 48,3 segundos. Fernando Peres perdeu 40 segundos devido a um pião e o sexto posto a favor de João Barros.

Quando chegaram à classificativa das Sete Cidades, debaixo de pouca visibilidade, o melhor foi Kajetanowicz, abrindo uma vantagem de 5,9 segundos sobre Lukyanuk, enquanto que João Barros bateu num pedra e abandonou o rali.

Na parte da tarde, na segunda passagem pelas classificativas de manhã, Lukyanuk partiu ao ataque, reduzindo o atraso para 6,7 segundos no final da nona especial, enquanto que o avanço de ambos para Moura já era de 34,9 segundos. Este já tinha andado a consolidar a sua vantagem para Pedro Meireles, e José Pedro Fontes era o terceiro melhor português, dos cinco que já estavam no "top ten".

No final, Lukyanuk ficou com o comando, com 9,8 segundos de vantagem sobre Kajetanowicz, enquanto que Ricardo Moura consolidou o terceiro posto, agora com um avanço de 24,8 segundos sobre Ralfs Sirmacis e dois minutos e 28 segundos sobre Meireles. O açoriano Luis Rego é o quarto melhor entre os portugueses, no seu Ford Fiesta R5, seguido por Miguel Barbosa no seu Skoda, enquanto que o algarvio Ricardo Teodósio é o sexto melhor, e o 13 da geral.

O Rally Açores termina amanhã com mais seis especiais de classificação.

terça-feira, 26 de abril de 2016

"Fair play" automobilistico

Manifestações de "fair play" são raras, ainda por cima quando vivemos numa era de fanatismos, onde se mata por ter a "camisola" errada. Bem têm razão quando os adeptos de rugby dizem aquela velha frase: "O rugby é um desporto de brutos praticado por cavalheiros, enquanto que o futebol é um desporto de cavalheiros praticado por brutos..."

O automobilismo não é o desporto-rei, mas por estes dias tem-se visto manifestações de desportivismo, com adversários a elogiarem-se mutuamente pelas suas prestações. E hoje, calharam na mesma modalidade, o rali.

Nas nossas bandas, tivemos o Rali de Castelo Branco, e os pilotos que estiveram na luta pela vitória, João Barros e José Pedro Fontes, elogiaram-se um ao outro pelas suas performances. Fontes, o piloto derrotado, deixou uma mensagem de apreço no Facebook do seu adversário:

Parabéns João, temos tido grandes lutas e sempre a desfrutar da paixão que temos, conseguimos criar uma amizade! Se há alguém que merece esta vitória és tu, por todo o investimento e paixão que pões no nosso desporto! Precisamos de ti no CNR!”, escreveu.

Ao mesmo tempo, lá fora, Sebastien Ogier teve um elogio semelhante ao vencedor do Rali da Argentina, o neozelandês Hayden Paddon, afirmando que o piloto da Hyundai mereceu o triunfo pela competitividade que demonstrou no rali. “Tenho de dizer que sou um piloto competitivo e não gosto de ser segundo, mas é muito mais fácil aceitar ser batido desta forma. A diferença foi feita pelo trabalho ao volante. Eles estiveram bem e merecem o triunfo”, comentou francês, bicampeão mundial do WRC.

Só lhes ficam bem. E o automobilismo só tem a ganhar.

domingo, 24 de abril de 2016

CNR: João Barros vence em Castelo Branco

João Barros foi o grande triunfador esta tarde do Rali de Castelo Branco, depois de um aceso duelo com José Pedro Fontes, que ficou decidido num pião prejudicial a este. O piloto do Ford Fiesta R5 triunfou com 6,3 segundos de vantagem sobre o piloto da Citroen, num rali eletrizante. Miguel Campos, num Skoda Fabia R5, foi o terceiro classificado, a 31 segundos do vencedor.

Depois de José Pedro Fontes ter feito um arranque de sonho ao vencer as duas primeiras classificativas do rali e assegurar um avanço de dez segundos sobre João Barros e 14,3 sobre Miguel Campos, o dia de hoje tinha muitos motivos de interesse por causa das duplas passagens por São Domingos, Fonte Longa e Alvito.

As hostilidades começaram na primeira passagem por São Domingos. com Barros a vencer Fontes e encurtando a distância para 8,5 segundos. Miguel Campos era o segundo melhor na classificativa, relegando Fontes para o terceiro posto. Pedro Meireles era o quarto, mesmo tendo alguns problemas de motor no seu Skoda Fabia R5, com Carlos Vieira a ser o quinto nesta especial.

Na classificativa seguinte, a primeira passagem por Fonte Longa, Fontes reagiu e venceu, aumentando em 1,3 segundos a sua distância para Campos, enquanto que Miguel Campos voltava a ser terceiro, mas perdia tempo para os dois, alargando-se os 16,1 segundos a diferença para a liderança. Fontes voltaria a ganhar no terceiro troço do dia, e a diferença entre os dois alargaria-se para os 11, 1 segundos, enquanto que Campos continuava a ser o terceiro, mas a diferença para a liderança tinha-se alargado para os 24 segundos.

"O carro continua a esgotar as mudanças”, explicou José Pedro Fontes à entrada do reagrupamento. Apesar de tudo, estava confiante para os troços da tarde.

Atrás, Pedro Meireles, apesar de ter problemas no seu motor, aguentava o quarto posto e observava o andamento de Carlos Vieira, enquanto que Diogo Salvi era o sexto, depois de beneficiar com o abandono de Carlos Martins, vitima de problemas de direção no seu Skoda Fabia R5. Miguel Barbosa, ainda a adptar-se ao mundo novo dos ralis, era o sétimo, a mais de dois minutos e 46 de Fontes.

O espanhol Francisco Cima era o oitavo e o melhor nas duas rodas motrizes, com Diogo Gago bem atrás, a 20 segundos de distância, e Ricardo Teodósio continuava a recuperar posições, fechando o "top ten". Já Fernando Peres, penalizado por causa de problemas de motor, partiu esta manhã do 21º posto da geral e já recuperou cinco posições.

Pela tarde, era a vez da segunda passagem pelas classificativas anteriores, e foi aqui que se deu o momento decisivo. Na segunda passagem por São Domingos, José Pedro Fontes deu um toque e fez um pião, perdendo cerca de vinte segundos e a liderança do rali para João Barros. Miguel Campos beneficiou também dos azares de Fontes, mas não o suficiente para o desalojar do segundo lugar.

Fontes tentou recuperar tempo, e conseguiu reduzir a diferença para cinco segundos, mas na última especial do dia, Barros foi o vencedor, tirando um segundo ao tempo de Fontes e coloca o resultado final em 6,3 segundos a favor do piloto da Ford. Miguel Campos ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Pedro Meireles, mesmo não tendo o carro no seu melhor, minimizou os prejuízos e foi o quarto, a um minuto e meio, 17,4 segundos à frente de Carlos Vieira, o quinto classificado da geral, no seu Citroen DS3 R5. Miguel Barbosa acabou no sexto posto, beneficiando dos problemas sofridos por Diogo Salvi, enquanto que Francisco Cima venceu o duelo das duas rodas motrizes com Diogo Gago, sendo oitavo e nono classificados, respectivamente, e outro espanhol Surhen Penya, fechou o "top ten".

O próximo rali do campeonato será o Rali dos Açores, entre os dias 2 e 4 de junho. Mas antes, alguns dos pilotos poderão andar no Rali de Portugal, entre os dias 22 e 24 de maio.

domingo, 10 de abril de 2016

CNR: Vieira e Barros sem sorte em Espanha

Carlos Vieira e João Barros até deram nas vistas no Rallye Sierra Morena, mas não chegaram ao fim. O piloto do Citroen DS3 R5 até venceu a classificativa inicial, mas um toque na classificativa seguinte destruiu uma roda e a sua possibilidade de uma boa classificação no rali. Já João Barros teve problemas constantes nos seus travões ao longo do rali e não alinhou na parte da tarde, quando seguia na terceira posição.

O pior foi que se partiu a jante da frente do lado direito e isso impediu-nos de continuar”, começou por dizer Carlos Vieira. “No entanto, quero agradecer à Sports & You, que me permitiu estar nesta etapa espanhola”, acrescentou. 

Vamos refletir, pensar o que se fez mal e tentar estar melhor na próxima jornada portuguesa”, concluiu o piloto de Braga.

Num rali com muitos espectadores - os organizadores foram obrigados a anular a sexta especial por excesso de espectadores - Jonathan Perez foi o melhor, no seu Ford Fiesta R5, com mais de dois minutos de vantagem sobre Sergio Vallejo, num Citroen DS3 R5.