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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Formula 1: Calendário definitivo até à Áustria, Portimão é hipótese

A Formula 1 garante que irá haver um calendário definitivo até ao inicio de julho, mas o anuncio, esta manhã, dos cancelamentos dos GP's de Singapura, Azerbeijão e Japão, e com cada vez mais dúvidas sobre Rússia, Estados Unidos, México e Brasil, devido à condição da pandemia nesses países, fez levantar hipóteses de receber a Formula 1 noutros lados. E a própria página da categoria coloca desde ontem a chance da Formula 1 ir... a Portimão, graças a declarações de Ross Brawn.

"As coisas estão a mudar rapidamente, mas ainda temos tempo", começa por dizer Brawn ao site da Formula 1. "Temos muitas opções diferentes e estamos muito confiantes de que teremos uma ótima segunda metade da temporada, mas não faz sentido fazer a declaração ainda, pois ainda há algumas partes móveis que precisamos montar.", continuou.

Há uma contingência para se prolongar a temporada europeia com mais uma ou duas corridas, se necessário. Acho que o Bahrein e Abu Dhabi serão os bastidores da temporada do que podemos ver no momento. Isso nos dá 10. Vamos encontrar pelo menos cinco ou seis boas corridas no meio.

Reconhecemos que locais onde eles precisam construir uma pista, como Baku ou Singapura, precisam de mais atenção do que faixas permanentes. Todos os aspectos foram considerados e acho que podemos ter uma segunda metade muito boa da temporada. Haverá algumas corridas que não acontecem, podem ser algumas que realizamos, mas há muita coisa acontecendo", concluiu.

Como já foi referido, estas declarações aconteceram na véspera do cancelamento de três provas do calendário original.

Do outro lado, Paulo Pinheiro, o dono do Autódromo Internacional do Algarve (AIA), disse hoje à Agência Lusa que as equipas poderão querer a corrida em paragens algarvias, mas qualquer decisão só acontecerá no inicio de julho. “Sabemos que há muita vontade das equipas de que Portugal seja escolhido para o calendário e nós temos feito tudo o é necessário”, disse.

Entretanto, Imola também se tornou numa forte hipótese de receber a Formula 1, e esta sexta-feira, recebeu a luz verde depois da FIA ter feito uma visita ao seu centro médico, que tinha sido remodelado no inicio do ano, para ficar dentro dos padrões que permitiram a sua aprovação como circuito de Grau 1 da FIA.    

Contudo, outras provas europeias também tem o selo de aprovação de Grau 1, como Mugello... e Estoril. E em termos de calendário, também é altamente provável que os cancelamentos desta sexta-feira podem não ser os últimos. Estados Unidos, México e Brasil estão em sérias dificuldades em controlar a doença, bem como a Rússia, e da Ásia, somente China e Vietname é que têm a luz verde, embora com muitas condições. Daí que se pensa seriamente em duas provas no Bahrein, em duas versões do circuito de Shakir, e o encerramento da temporada em Abu Dhabi.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

WRC: Rali da Nova Zelândia cancelado

Depois da Finlândia, a Nova Zelândia é a mais recente vítima de cancelamento. Os organizadores do evento, que regressaria este ano ao Mudial de Ralis, optaram pela solução mais segura em função dos constrangimentos provocado pelo surto da Covid-19 que se espalhou pelo mundo.
 
"Ficou claro que com as nossas fronteiras fechadas às viagens internacionais, a logística de receber milhares de visitantes por parte do Campeonato Mundial de Ralis, para a data de Setembro não era praticável," revelou Michael Goldstein, o CEO do rali.

Do lado da FIA, Yves Matton deixou essa porta em aberto no sentido do regresso do rali em 2021. "Motorsport New Zealand e a equipa organizativa fizeram até agora um trabalho fantástico e já estamos a estudar para que o rali tenha lugar num futuro próximo," referiu o belga, citado pelo comunicado oficial da prova.

Com o quarto cancelamento seguido no Mundial de Ralis, depois de Portugal, Safari (Quénia), Finlândia e agora, a Nova Zelândia, só resta Turquia e Pais de Gales no calendário para haver a viabilidade de um campeonato, que parou na terceira prova, no rali do México. 

Noticias: W Series não se realiza em 2020

A W series, competição aberta apenas para mulheres, não se realizará em 2020, e está ocupado em regressar no próximo ano. O anuncio foi feito esta quinta-feira por Catherine Bond Muir, a CEO da competição.

A grande razão para o cancelamento foi o remodelar do calendário da DTM, cuja série a W Series faz pare como competição de apoio, e com a sua remodelação, já não há corridas em Igora Park, nos arredores de São Petersburgo, Monza, Anderstorp e Brands Hatch, que iriam também receber as provas da competição feminina, Assim sendo, não houve outra chance senão o seu cancelamento.

"Após o sucesso retumbante da temporada de estreia da W Series em 2019, a nossa decisão de não realizar corridas até 2021 não é uma que tenha sido tomada de ânimo leve", começou por dizer Catherine Bond Muir no seu comunicado oficial.

No entanto, já estamos trabalhando num novo e emocionante calendário de corridas da Série W para 2021, e estamos muito satisfeitos por poder confirmar que as corridas aparecerão como provas de suporte de vários GPs da Fórmula 1 no próximo ano, incluindo o Grande Prêmio dos Estados Unidos e do México de 2021.

As 18 mulheres que se qualificaram para competir na Série W 2020 representam 12 países diferentes, e os oito circuitos nos quais deveriam correr este ano estão localizados na Europa Ocidental, Europa Oriental, América do Norte e América Central."

Entregar um calendário internacional do tipo exigido pela W Series, para levar a mensagem de diversidade e inclusão da W Series para meninas e mulheres em todo o mundo, priorizando durante uma pandemia global a saúde e a segurança de nossas pilotos, equipas e muitas outras pessoas que fazem com que os eventos da série W sejam tão bem-sucedidos precisam de recursos em um nível além do escopo de uma nova e corajosa nova empresa como esta.", continuou.

No entanto, agora que tomamos a decisão muito difícil, mas inevitável, de acabar com qualquer incerteza em torno de nossos planos para 2020, concentraremos nossas energias claramente em 2021, quando retomaremos nosso programa de corrida na pista, maior e melhor do que nunca. A série está lançando um torneio de e-sports no final deste mês e continua oferecendo suporte às suas pilotos.", concluiu.

A competição começou em 2019, com a vitória da britânica Jamie Chadwick.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

WRC: Rali da Finlândia cancelado

O rali da Finlândia não se realizará em 2020. O anuncio foi feito esta manhã pelo organizador finlandês, onde, embora tenham reconhecido que a situação tinha melhorado bastante, afirmaram que havia demasiados fatores de risco para a saúde e segurança, para a sua realiação, logo, o cancelamento foi a melhor opção.

Juntamente com os progressos desconhecidos do Covid-19, existem outras grandes incertezas que afetam esta decisão. Por exemplo, a falta de informação sobre se as atuais restrições impostas pelo Estado aos eventos públicos irão continuar após julho e de que forma os participantes, equipas e espectadores estrangeiros poderão viajar em segurança para a Finlândia”, divulgou a organização, no seu comunicado oficial.

Ao cancelar o evento este ano, queremos mostrar responsabilidade para com cada uma das partes interessadas, bem como para com toda a sociedade. A saúde e o bem-estar são sempre uma prioridade. Vamos, confiantes, mudar o nosso foco para 2021, quando finalmente esperamos conseguir organizar as merecidas celebrações do 70º aniversário da nossa prova, numa atmosfera espantosa e em grande espírito, juntamente com os espectadores, concorrentes, bem como com os nossos parceiros de longo prazo e novos parceiros”, concluiu.

Com o cancelamento do Rali finlandês, a acompanhar os cancelamentos dos ralis Safari e de Portugal, o WRC fica reduzido a provas como o Rali de Gales e da Turquia, sem sequer existirem garantias da sua realização. Os ralis da Nova Zelandia e do Japão também estão no calendário, mas fala.se que devido a problemas logísticos e também de saúde, estas provas poderão ser canceladas dentro em breve.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

No Nobres do Grid deste mês...

Vivemos tempos únicos nas nossas vidas. O coronavirus obrigou-nos a ficar isolados em casa, num período de quarentena do qual não se sabe muito bem quando acabará. Pede-se para que fique em asa por duas semanas, mas os casos não param de aumentar e é provável que este período de quarentena seja bem maior daquele que se espera. Semanas, talvez meses, vão ter de ser pasados dentro de portas, com consequências ainda incalculáveis para a economia mundial. Uma recessão é inevitável, isso temos a certeza.

Oficialmente, o campeonato da Formula 1 está suspenso. As sete primeiras corridas foram adiadas ou canceladas. Austrália e Mónaco não acontecerão, e tudo o resto foi adiado, até melhor altura. Há quem tema que o campeonato só volte em 2021, e fala-se de uma "supertemporada", a começar em Baku, no Azerbeijão. Mas é provável que lá para agosto, a Formula 1 poderia começar... e é ser otimista.

Mas o que quero falar é das circunstâncias do cancelamento do GP da Austrália. E de como até chegarmos a essa conclusão, foi uma saga digna de puxar os cabelos e criar ansiedade até ao mais calmo dos sujeitos. Os eventos das últimas dez, doze horas antes do cancelamento serve perfeitamente toda uma temporada do "Drive to Survive", com os rumores voaram de hora a hora, minuto a minuto, e demonstraram muitas coisas. Uma delas, a capacidade - ou incapacidade - da Formula 1 ser sensível aos apelos para levar a saúde pública muito a sério, as divisões dentro do pelotão e as atitudes de alguns dos pilotos, que parece terem descoberto algumas verdades sobre o espírito da FOM, caso ainda não tivessem - ou terem esquecido - sobre o seu espírito de "the show must go on" (o espectáculo deve continuar, não interessa como).


(...)

Na quarta-feira, começou a surgir o rumor de que membros da Haas e McLaren estavam com sintomas gripais e isolaram-se. aguardando o resultado dos testes. E já se tomavam medidas: distanciamento social e cancelamento de atividades como as sessões de autógrafos. Mas as pessoas passeavam pelo circuito, e não havia indicações de uma corrida sem espectadores, o mínimo. Os organizadores mandavam mensagens de que tudo estava bem. Mas à medida que as horas passavam, nada estava bem. Quando um membro da McLaren foi testado positivo pelo coronavirus, a equipa reuniu-se de emegência e tomou uma decisão inédita: renunciou à participação no Grande Prémio.


Isto, já por si, seria sinal de alarme para que a FOM agisse de imediato. Para terem uma ideia, nesta altura, a Formula E tinha suspendido a temporada por dois meses, tirando de circulação quatro ePrixs, dois dos quais na Europa: Roma e Paris. Seul e Jakarta foram as outras suas provas. Na IndyCar, a organização tinha decidido que a corrida de St. Petersburg iria acontecer sem espectadores - no sábado, decidiram cancelar a corrida - e mais tarde, a corrida de Long Beach também tinha sido cancelada. Na Endurance, Sebring também tinha sido adiada, em principio para novembro. Mas a Formula 1 ainda não dava sinais de ceder.

E fora do automobilismo, a NBA tinha decidido na noite de quarta-feira suspender o campeonato, com efeito imediato, depois de um jogador ter dado positivo para a doença. Houve jogos que foram cancelados em cima da hora, com espectadores a sentarem-se nos seus lugares e a prepararem para ver os jogos. Poderia ser radical, mas o tempo mostrou que foi a medida correta.

Por esta altura, Lewis Hamilton criticava a atitude da organização em prosseguir com tudo, apesar de todos os sinais em contrário.

Estou muito, muito surpreso por estarmos aqui. É ótimo termos corridas, mas, para mim, é chocante estarmos todos sentados nesta sala e que haja tantos fãs na pista. Parece que o restante do mundo está reagindo, provavelmente um pouco tarde. A NBA foi suspensa, mas a Formula 1 continua trabalhar", declarava o piloto da Mercedes numa conferência de imprensa.

Questionado sobre o fato de a Formula 1 insistir em correr neste fim de semana, Hamilton disparou. “O dinheiro é rei, mas, sinceramente, não sei. Não tenho muito mais a acrescentar”.

Hamilton tinha tocado na ferida. (...)

Nestes dias, o mundo parou para respirar. Presos em casa devido a um vírus do qual não há cura, apenas um tratamento eficaz, para evitar mortes. E para evitar isso, tem de se cumprir um distanciamento social, e como tal, a vida teve de parar. Todas as manifestações desportivas foram adiadas ou canceladas, mas a Formula 1 estava prestes a desobedecer a tudo isto. Até sexta-feira de manhã, os responsáveis máximos da competição queriam levar para a frente, mesmo com os alertas de que a doença já se espalhava e países como a Itália tinha decidido fazer um "lockdown" completo.

É sobre a história de como as coisas se descarrilaram até cabeças mais frias - dizendo melhor, até a realidade - se encaixarem e decidiram que, para um bem maior, até a categoria máxima do automobilismo teve de ver que a saúde das pessoas estava em primeiro lugar. Agora, em casa, discute-se sobre duas coisas: ou não há campeonato, ou existirá uma super-temporada, espalhadas por dois anos, até as coisas voltarem ao normal. As equipas já decidiram um teto salarial, e os novos regulamentos poderão ser adiados para 2022 ou 2023.

Tudo isto este mês no Nobres do Grid.

sexta-feira, 13 de março de 2020

Como a Formula 1 saiu (muito mal) na fotografia

Agora é oficial: o GP da Austrália foi cancelado, e é provável que a temporada fique paralisada até maio, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort. Isto, se formos otimistas. Porque se formos ver pelo lado pessimista da coisa, pode-se dizer que 2020 já acabou. Em março.

Mas até chegarmos aqui, foi uma saga, digna de puxar os cabelos e criar ansiedade até ao mais calmo dos sujeitos. Os eventos das últimas dez, doze horas antes do cancelamento são dignas de toda uma temporada do "Drive to Survive", e os rumores voaram de hora a hora, minuto a minuto, e demonstraram muitas coisas. Uma delas, a capacidade - ou incapacidade - da Formula 1 ser sensível aos apelos para levar a saúde pública muito a sério, as divisões dentro do pelotão e as atitudes de alguns dos pilotos, que parece terem descoberto algumas verdades sobre o espírito da FOM.

Então, comecemos pelo momento em que um membro da McLaren foi testado positivo pelo coronavirus. Havia suspeitas, a começar por quatro membros da Haas e o da McLaren, na quarta-feira de manhã. Quando os testes confirmaram positivo, a equipa reuniu-se e decidiu renunciar à participação no Grande Prémio.

Isto, já por si, seria sinal de alarme para o adiamento imediato do Grande Prémio. Por esta altura, a Formula E tinha suspendido a temporada por dois meses, tirando de circulação quatro ePrixs, dois dos quais na Europa: Roma e Paris. Seul e Jakarta foram as outras suas provas. Na IndyCar, a organização tinha decidido que a corrida de St. Petersburg iria acontecer sem espectadores, e mais tarde, a corrida de Long Beach tinha sido cancelada. Sebring também tinha sido adiada, em principio para novembro. Mas a Formula 1 não dava sinais de ceder.

E noutras modalidades, a NBA tinha decidido na noite de quarta-feira suspender o campeonato, com efeito imediato, depois de um jogador ter dado positivo para a doença. Houve jogos que foram cancelados em cima da hora, com espectadores a sentarem-se nos seus lugares e a prepararem para ver os jogos.

Por esta altura, Lewis Hamilton criticava a atitude da organização em prosseguir com tudo, apesar de todos os sinais em contrário. 

Estou muito, muito surpreso por estarmos aqui. É ótimo termos corridas, mas, para mim, é chocante estarmos todos sentados nesta sala e que haja tantos fãs na pista. Parece que o restante do mundo está reagindo, provavelmente um pouco tarde. A NBA foi suspensa, mas a Formula 1 continua trabalhar", declarou o piloto da Mercedes.

Questionado sobre o fato de a Formula 1 insistir em correr neste fim de semana, Hamilton disparou. “O dinheiro é rei, mas, sinceramente, não sei. Não tenho muito mais a acrescentar”.

Ele tocou na ferida. No meio do essencial, esquecemos do acessório. Dois dias antes, a Formula 1 tinha anunciado um grande acordo com a Aramco, a petrolífera nacional saudita, a maior do mundo e que recentemente colocou uma pequena parte do seu capital na Bolsa de Nova Iorque. Não se fala só do maior poluidor do mundo, numa altura em que a Formula 1 declarou querer neutralizar a sua pegada carbónica até ao final da década, mas com o dinheiro que querem e com a intenção da Arábia Saudita em ter uma corrida, "money talks, bullshit walks".

E ao longo da história, a Formula 1 foi assim: antes quebrar que torcer. Foi assim com as corridas que fez em ditaduras um pouco por todo o mundo, ao longo dos 70 anos da competição. Seguiram em frente quando o mundo pediu que não corressem na África do Sul, em 1985, em pleno regime do "apartheid" ou em 2012, quando se pediu um boicote ao Bahrein pelos seus abusos dos direitos humanos, em plena agitação social naquela nação. E nem saberemos o que faria Bernie Ecclestone numa situação destas. Provavelmente ainda incendiaria as coisas, falando disparates à imprensa...

E Hamilton também deveria saber que o lema não oficial deles é "o espectáculo tem de continuar". Afinal de contas, foi o que fizeram quando dois pilotos morreram num mesmo fim de semana...

Nas horas a seguir à renuncia da McLaren, começaram a surgir rumores sobre o cancelamento da corrida. Sinais inicialmente contraditórios, mas depois, durante a madrugada, houve uma reunião entre as equipas para decidir se cancelariam ou não o evento. E na votação... houve empate. Cinco a cinco. Segundo os "insiders", Mercedes, Red Bull, Alpha Tauri, Williams e Racing Point votaram a favor da continuidade, contra Ferrari, McLaren, Alfa Romeo, Renault e Haas. Mais tarde, minutos antes do encerramento, a Mercedes tinha entregue um comunicado a pedir à organização para que cancelassem a corrida. A ser verdade, há muita lágrima de crocodilo.

Pelas oito da manhã de sexta-feira, com gente nos portões, os seguranças barravam a entrada aos espectadores, enquanto se falava do rumor de que Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel já tinham rumado para o aeroporto, provavelmente para apanhar um voo para casa. E logo a seguir, o anuncio oficial, depois de Chase Carey ter chegado a Melbourne, depois de um voo de Hanoi, onde tentava convencer as autoridades a não adiar a corrida vietnamita.

E portanto, chegamos a isto. Mas este pode ser apenas o primeiro capitulo da saga. Semana que vêm está marcado o GP do Bahrein, embora a organização tenha decidido realizar sem espectadores. Contudo, como sabem, um elemento da McLaren tem a doença e não se sabe quantos mais estão a incubar. Se neste período de tempo outros surgirão, eles poderão entrar no país? A equipa poderá entrar no país? Ou seja, haverá cenas dos próximos capítulos de uma situação onde todos saíram mal.

A Formula 1, no seu espírito de "o espectáculo continua, não importa a que preço", ficou muito mal retratado na câmara. Os seus dirigentes ficaram mal vistos. A FIA e a FOM, que tem responsabilidades civis, não serve só para receber o dinheiro, deram uma lição de civismo... mas ao contrário. E como já disse em cima, ainda não acabou. O mais provável é que a temporada seja adiada até maio e todos estes Grandes Prémios sejam, oficialmente, adiados. Porque se cancelam, perdem dinheiro, muito dinheiro. E claro, vai menos dinheiro para as equipas para as temporadas seguintes. Vai abalar a Formula 1 no futuro, em mais maneira do que julgam.

Esperemos pelas cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, 11 de março de 2020

Motores e o coronavirus - As novidades do dia 11

No dia 11 de março, dia e que a Organização Munfdial de Saude declaraou o coronavirus como "pandemia" à escala global, as novidades em relação à doença e o automobilismo têm sido grandes. Na Austrália, depois de um hospede de um hotel próximo do circuito ter sido detectado com o coronavirus, as autoridades de saúde ficaram preocupadas, mas por agora, mantêm-se a corrida com espectadores. Esta manhã, contudo, as autoridades australianas impediram a entrada de cidadãos italianos de entrar no país por causa do CoVid-19. Curiosamente, fizeram-no depois de terem entrado algumas centenas de nacionais que trabalham para a Ferrari, Alpha Tauri e Pirelli. 

E a quatro dias para a prova... tomam-se medidas. Não há sessões de autógrafos, e as entrevistas aos media só acontecerão com uma zona de exclusão mínima de dois metros.  

Ao contrário, no Vietname, as autoridades locais decidiram cancelar os vistos provenientes dos locais mais afetados pela doença, o que poderá dificultar as coisas para aqueles que pretendem ver a corrida, marcada para o dia 5 de abril. Na pior das chances - sem haver adiamento - poderá ser outro Bahrein, com corridas sem espectadores.

Na Formula E, o ePrix de Jakarta, que era para acontecer a 6 de junho, acabou hoje por ser cancelado devido aos receios do coronavirus, elevando para três as corridas que não vão ser realizadas na data prevista. Apesar de na Indonésia, apenas se terem registado 34 casos, com duas mortes, dos dez países mais afetados, cinco são europeus (Itália, Espanha, França, Alemanha e Suíça). E também é provável que as rondas de Paris e Seul serão canceladas, elevando para cinco as provas afetadas.

"Devido ao surto de Covid-19 e ao crescente número de casos na Indonésia e em Jacarta, a decisão foi tomada como o curso de ação mais responsável, para proteger a saúde e a segurança dos participantes, funcionários e espectadores do campeonato.", começou por dizer a organização num comunicado oficial.

"Continuaremos a monitorizar a situação de perto com as autoridades relevantes e o Comitê Organizador do E-Prix de Jacarta, a fim de avaliar as possibilidades de reagendar a corrida numa data posterior", concluiu.

Contudo, a organização está a trabalhar em planos de contingência. Já se falou na chance de haver uma jornada dupla em Valencia, a 4 e 5 de abril, mas com os casos em Espanha a explodir neste momento - 2182 casos a partir de hoje, com 49 mortes - é altamente improvável. Mas a ideia de haver o ePrix de Berlim sem espectadores - a prova é no antigo aeroporto de Tempelhof - e jornadas duplas em Nova Iorque e em Berlim são uma chance para os atuais e futuros cancelamentos.

Na Moto GP, a organização do GP da Argentina anunciou que a sua corrida foi adiada para 22 de novembro, de novo por receios por causa do coronavirus. Mesmo que a Argentina tenha neste momento apenas 19 casos e uma morte, a organização decidiu não arriscar receber todo o pelotão nesta altura. Também foram adiadas as 24 Horas de Le Mans em motociclismo, previstos para os dias 18 e 19 de abril, para setembro. E as rondas espanhola e francesa das Superbikes foram também adiadas 

E são assim as últimas novidades sobre o impacto do coronavirus nos desportos motorizados.

terça-feira, 3 de março de 2020

Motores e o Coronavirus - As novidades do dia 3

Neste "diário" moto-automobilistico da relação entre isto e a doença do momento, as ameaças, as dificuldades, os adiamentos e os cancelamentos continuam. Esta terça-feira, o governo do Bahrein decidiu colocar restrições a todos os estrangeiros que visitaram Itália, China, Iraque, Hong Kong, Irão, Tailândia, Singapura, Malásia e Coreia do Sul nos 14 dias anteriores à sua chegada. A 19 dias da eventual realização do seu Grande Prémio, todas estas restrições poderão fazer complicar as coisas a nível de logística. E claro, colocando em dúvida a realização do Grande Prémio na altura prevista.

No Vietname, o governo local também decidiu colocar novas restrições a todos os que venham da Itália, Coreia do Sul e Irão.  “Todos os viajantes que entram no Vietname da China, Coreia do Sul, Itália e Irão devem trazer declarações médicas e fazer uma quarentena médica de 14 dias antes de entrar no país”, afirmou o Conselho de Turismo do Vietname, numa declaração oficial.

Entretanto, a Ferrari decidiu hoje cancelar um teste previsto para esta quinta-feira com a Pirelli para testar os pneus com jantes de 18 polegadas, referente à temporada de 2021. 

Devido às políticas de restrição adotadas pela Ferrari e pela Pirelli após o surto mundial de Coronavírus, o teste programado com pneus para piso molhado de 2021 em Fiorano, no dia 5 de março, teve de ser adiado“, disse um comunicado da marca. “O teste será remarcado em Fiorano na primeira oportunidade.

A FIA, entretanto, mantêm a sua posição em relação à epidemia e suas possíveis implicações, afirmando estar a avaliar a situação. "A FIA avaliará o calendário de suas próximas corridas e, se necessário, tomará as medidas necessárias para ajudar a proteger a comunidade global do automobilismo e o público em geral", declarou no seu comunicado oficial.

Com todos os planos a serem revistos dia a dia, o calendário está totalmente incerto. Em caso de cancelamento de provas, a Formula 1 poderá receber consideravelmente menos e que compense parceiros comerciais e promotores. Segundo conta a Forbes, ligada à economia e Finanças, a Formula 1 tem clausulas nos seus contratos onde teria de diminuir o valor recebido das cadeias de televisão caso o campeonato tenha 15 ou menos provas. Contudo, as razões ditas "de força maior" poderão estar de fora desses reembolsos.

E volta-se a afirmar: as verdades de hoje podem estar amanhã totalmente modificadas.

domingo, 1 de março de 2020

Motores e o coronavirus - As novidades do dia 1

Passado o fim de semana, e com os casos a aumentarem fora da China - no país propriamente dito, o foco inicial da epidemia, os casos tem vindo a diminuir - há duas grandes novidades. A primeira é que a corrida de Melbourne, a primeira do campeonato, pode acontecer mesmo sem que a Ferrari e a Alpha Tauri possam aparecer devido a eventuais restrições levantadas pelo governo australiano para os voos vindos de Itália. E o mesmo pode ser aplicado ao Bahrein, apesar das crescentes restrições por parte desse país aos voos vindos de Itália. 

Sobre a corrida australiana, qualquer decisão será anunciada amanhã. A prova é a 15 de março, uma semana antes do Bahrein. E qualquer decisão sobre a segunda corrida da temporada, acontecerá, na pior das hipóteses, em cima da hora.

Contudo, com ou sem planos de contingência - que devem estar ser colocados neste momento - surgiu esta tarde uma novidade: a prova de abertura da MotoGP, no Qatar, que deveria realizar-se no dia 8 de março, foi cancelado para a classe raínha, enquanto continua marcado para a Moto2 e Moto3. As razões têm a ver com a restrição de voos vindos de Itália e Japão. E este cancelamento poderá colocar em dúvida as quatro corridas seguintes, as da Tailândia, Estados Unidos e Argentina. Caso o pior aconteça, a temporada poderá ter de ser adiada até Jerez, onde a 3 de maio acontece o GP de Espanha.

Mas a razão porque o GP qatari foi cancelado apenas para a classe rainha foi porque a Moto2 e Moto3 já estão no emirado para os testes de pré-temporada. Se não estivessem ainda, era provável que também tivessem sido cancelados. E o que tem a ver com a Formula 1? Muito. Caso os italianos apanhem aviões que façam escala no Qatar, o período de quarentena obrigatória é de 14 dias, no mínimo. Logo, o limite é... este domingo, dia 1.

De resto, ainda temos mais algumas dúvidas sobre outras competições. A Formula E, como é sabido, suspendeu - ou cancelou - a corrida de Sanya, prevista para o dia 21 de março e o GP da China foi também adiado. Mas a prova seguinte, a 4 de abril, é em Roma. E Itália é o foco europeu da doença, apesar de estar contida na Lombardia, a mais de 900 quilómetros da capital. Ainda não chegou ao topo, mas é provável que no mês que vai começar agora, todos andam monitorizando a situação. 

Aliás, durante a semana, Jean-Eric Vergne esteve mal de saúde e submeteu-se a uma bateria de exames para despistar uma possível possibilidade do coronavirus. Em França, 130 casos deram positivo e já houve duas mortes. 

Em suma, tudo está mutável, e as certezas de hoje são as dúvidas de amanhã.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Formula 1 e o coronavirus - as novidades do dia 28

No dia em que foi oficialmente cancelado o Salão de Automóvel de Genebra, o mais importante do mundo, Chase Carey foi a Barcelona falar com as equipas sobre a situação. Como foi dito ontem, Vietname e Bahrein decidiram restringir e até cancelar os vôos vindos de Itália, devido a receios sobre a saúde pública e pelo novo foco do coronavirus vir da zona da Lombardia, a norte do país. Carey saiu da reunião afirmando que nada será alterado, mas tudo está sob revisão diária.

É que nas últimas horas, surgiram casos como o piloto de Formula 2 Christian Lundgaard, que apesar de não ter a doença, está sob quarentena e não pode participar nos testes coletivos da competição no Bahrein.

No caso do cancelamento do salão suíço, previsto entre os dias 5 e 15 de março, este acontece depois do governo local ter decidido proibir por duas semanas todos os ajuntamentos com mais de mil pessoas, e isso incluía o Salão Automóvel.

Olhando à atual situação e pelo alastrar do Coronavírus, o Concelho Federal catalogou a situação, na Suiça, como especial em termos de epidemia. Por isso, eventos de grandes dimensões com mais de mil pessoas estão proibidos, com efeito imediato pelo menos até ao dia 15 de março.”, diz o comunicado do ministério da Saúde suíço.

As especulações sobre este assunto nesta sexta-feira falam que o Mundial poderá não começar na Austrália, a 15 de março, mas sim... a 3 de maio, em Zandvoort. Os australianos estão a começar a colocar restrições para certos eventos, e a temporada começará dentro de duas semanas. Cancelamentos em cima da hora é uma hipótese bem plausível, mas as pessoas andam preocupadas com os novos surtos do CoVid-19. Ainda por cima, quando em Espanha teve um forte aumento de casos da doença nesta semana, com focos em Tenerife... e Barcelona. Até agora, foram 33 casos confirmados no país vizinho.

Num panorama em absoluta mutação, o que é verdade hoje poderá alterar-se amanhã.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Formula E: ePrix de Sanya cancelado

O coronavirus já fez a sua primeira vítima automobilística: o ePrix de Sanya, que deveria acontecer a 21 de março, foi oficialmente cancelado pela organização. No comunicado oficial da competição, a organização afirmou que, devido a crescente preocupação com a epidemia e com a declaração de emergência internacional por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS), decidiu não correr na data inicialmente prevista.

Contudo, apesar do cancelamento, a organização da Formula E, bem como as autoridades locais, estão a estudar possiveis datas no calendário para uma eventual viabilização da corrida ainda nesta temporada. 

"Estamos a trabalhar em estreita colaboração com nosso parceiro regional, das autoridades locais da província de Hainan e do governo municipal de Sanya, para continuar monitorizando a situação à medida que ela se desenvolve. Todas as partes levarão o tempo necessário para estudar a viabilidade de possíveis datas alternativas, caso a situação melhore.", encerra o comunicado oficial.

Caso não se realize nesta temporada, o calendário será reduzido para treze provas, encerrando com a jornada dupla de Londres, a 25 e 26 de julho. A próxima prova da competição acontecerá dentro de duas semanas, com o ePrix da Cidade do México. 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Endurance: FIA cancela Seis Horas de São Paulo

A FIA e a WEC cancelaram as Seis Horas de São Paulo, previstas para janeiro de 2020. Já se falava de problemas com a organização desde há algum tempo, e eu mesmo na véspera tinha recebido más noticias sobre este assunto, e hoje confirmou-se: não haverá os carros de endurance na pista brasileira. No seu lugar haverá as Seis Horas de Austin, no Texas, previstas para o fim de semana de 22 a 23 de fevereiro.

De acordo com a ACO, uma das promotores do Mundial de Endurance, eles entenderam que a promotora não cumpriu com os seus critérios, logo, esta foi retirada do calendário. Segundo o comunicado oficial, a categoria afirma que os problemas "não são com a cidade de São Paulo nem com o Autódromo José Carlos Pace [Interlagos]. São estritamente com a promotora local."

Segundo conta hoje o site brasileiro Grande Prêmio, os organizadores não pagaram a taxa prevista à FIA, e eles também não tinham arranjado nenhum patrocinador "master" para apoiar a prova.

"Primeiramente, precisamos agradecer Bobby Epstein e o Circuito das Américas por nos acomodarem com pouco tempo restante. É uma excelente praça, e nossos fãs, competidores e media estão assegurados que teremos ótimas corridas na América do Norte, não só uma, mas duas vezes em dois meses", começou por dizer Gerard Neveu, o presidente do Automobile Club de L'Ouest (ACO).

"Obviamente [estamos] muito infelizes [por] estar nesta situação. O WEC lamenta esta situação e se sente triste pela cidade de São Paulo e os milhares brasileiros fãs de automobilismo. Nossa maior preocupação era com os competidores e parceiros, e trabalhamos duro para achar uma solução que oferecesse o mínimo de perturbação possível", acrescentou o dirigente.

A última vez que a Endurance foi a Interlagos foi em 2014, numa prova vencida pelo Porsche de Romain Dumas, Marc Lieb e Neel Jani.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

WRC: Organização cancela rali do Chile


As coisas correm velozes. Enquanto fazia o tecto sobre os perigos da relização do rali do Chile por causa da agitação social que grassa no país por estes dias, a organização tinha decidido cancelar a prova. 

A decisão foi tomada pelos organizadores a pedido do governo regional do estado de BioBio, cuja capital é Concepcion. Segundo fonte da organização, o cancelamento da prova não é uma despedida do evento do país, estando previsto que o Chile possa receber as provas de 2021 e 2022: 


O fato de ter sido agora cancelado não significa que não possa ser realizado. Corremos para 2021, e temos agora ainda mais vontade de melhorar o que fizemos este ano”, disse Mauricio Melo, presidente da Federação Chilena de Automóveis.

O rali Chile entrou no calendário em 2019, e foi vencido por Ott Tanak, então no seu Toyota. Mo calendário de 2020, deveria acontecer entre os dias 16 e 19 de abril.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

WRC: Rali da Austrália cancelado

O Rali da Austrália foi oficialmente cancelado, logo, o Mundial de Ralis já acabou por 2019. O anuncio foi feito na madrugada de terça-feira pela organização. Os fogos florestais na área de Coffs Harbour, que estão descontrolados, levaram a esta decisão.

Considerando os melhores interesses e a segurança de todos os envolvidos e, claro, da comunidade em geral, não é apropriado realizar a prova”, disse Andrew Papadopulos, o diretor do Rali Australia, no comunicado oficial.

Os nossos pensamentos estão com a comunidade de Nova Gales do Sul, especialmente as pessoas que perderam entes queridos, meios de subsistência e casas, como resultado dos incêndios no norte desta região, e agradecemos à comunidade do rally pelo seu apoio e compreensão.

Horas antes, a organização tinha tentado salvar o rali, ao apresentar um plano que implicava o encurtamento da prova para 95 quilómetros de classificativas cronometradas, mas depois do cancelamento do Monday Test e dos reconhecimentos, ambas as partes decidiram que o cancelamento seria a melhor situação. Algo do qual as equipas estavam também de acordo.

"O cancelamento do Rally Australia foi a única coisa certa a fazer, com nossos pensamentos, com todos os afetados, seus entes queridos e as pessoas da Nova Gales do Sul afetadas pelos incêndios devastadores. Gostaríamos de enviar nosso mais profundo respeito aos bombeiros", disse a equipa de ralis da Toyota na sua conta oficial do Twitter.

Para além disso, a gala do WRC de final da temporada de segunda-feira à noite no Museu Marítimo Nacional da Austrália, em Sydney, também foi cancelada.

Com isso, Ott Tanak torna-se campeão do mundo de pilotos, que se tinha confirmado na prova anterior, na Catalunha, e a Hyundai ficou com o título de Construtores.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Formula 1 anuncia sábado cancelado

A organização da Formula 1 anunciou na madrugada desta sexta-fera que as atividades de sábado no circuito de Suzuka foram canceladas devido à passagem do tufão Hagibis na região. Depois de se confirmar que ele passará na zona durante o dia de amanhã, decidiu-se não arriscar e remarcar todas as atividades para domingo, e isso inclui a qualificação.

Como resultado do impacto previsto pelo tufão Hagibis no Grande Prémio do Japão de Fórmula 1 2019, a Mobilityland e a Federação Japonesa de Automobilismo (JAF) decidiram cancelar todas as atividades programadas no sábado, 12 de outubro”, diz o comunicado oficial.

"A FIA e a Fórmula 1 apoiam essa decisão no interesse da segurança dos espectadores, competidores e todos no circuito de Suzuka.", concluiu.

Assim sendo, a qualificação acontecerá pelas dez da manhã de domingo, quatro horas antes da prova.

Vai ser a terceira vez que o Grande Prémio japonês será afetado por causa do tempo. Em 2004, outro tufão perturbou as atividades do fim de semana, acabando por adiar a qualificação para domingo de manhã, enquanto em 2010, foi a elevada carga de água que obrigou ao cancelamento da qualificação e fazê-lo na manhã de domingo.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Dakar 2018: Etapa nove cancelada devido ao meu tempo

A chuva que cai na Bolívia fez das suas, e este fim de semana, na zona de Tupiza, o chão está tão alagado que a organização do Dakar decidiu esta tarde cancelar a etapa entre Tupiza e Salta, que deveria decorrer esta segunda-feira, fazendo uma ligação direta para Salta, em terras argentinas. De uma certa maneira, a passagem por terras bolivianas e pelo Salar de Uyuni foi mais complicada do que a passagem pelas dunas do Peru...

A etapa foi cancelada porque neste momento já há muita água no bivouac e amanhã também é esperado novo agravamento e essas não são as melhores condições para disputar o Dakar. Preferimos não correr riscos”, afirmou Marc Coma, diretor desportivo da prova.

Neste momento, máquinas e pilotos estão ainda no Salar de Uyuni, cumprindo a etapa até Tupiza, mas não vão repousar por lá, por causa das condições presentes.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A imagem do dia

Muitos aproveitam para dar os parabéns a Michael Schumacher, que comemora hoje o seu 49º aniversário, mas o calendário mostrou-nos hoje que passa uma década sobre algo do qual teve consequências. Pois foi este dia, em 2008, que o Rali Dakar foi cancelado, e por causa disso, foi para a América do Sul, de onde nunca mais voltou.

O cancelamento "em cima da hora" foi inesperado apenas para aqueles que não estavam à espera, e também por ter acontecido tão em cima da hora (a um dia do seu começo), mas era algo do qual já se esperava desde o final do ano anterior. Um atentado terrorista, onde uma familia francesa tinha sido morta na Mauritânia por elementos da Al-Qaeda no Magreb, aliados a relatórios dos serviços secretos franceses afirmando que havia indicios sólidos de que a caravana do Dakar iria ser atacada no "bivouac", fizeram com que o governo do então presidente Nicolas Sarkozy "aconselhasse" o cancelamento do rali. Um conselho que foi reforçado quando as seguradoras decidiram não mais apoiar os concorrentes devido ao elevado risco, e a Total decidiu, algumas horas antes, desmontar a barraca, para forçar a ASO (Amaury Sports Organization) a tomar o cancelamento como fato consumado. 

A pressão, de uma certa forma, funcionou, para desilusão, na altura, dos amantes do automobilismo e do Dakar.

O "Dakar português" tinha sido um sucesso desde que chegou, anos antes. As etapas nas nossas bandas tinham atraído, em média, mais de meio milhão de portugueses para as nossas estradas, aplaudindo os concorrentes e passando a ideia de um povo amante do automobilismo. Logo, era extremamente popular, e também uma janela para mostrar Portugal ao mundo. E o cancelamento foi uma desilusão natural lógica.

Isto também mostrou que por vezes, cede-se às ameaças. As coisas nunca foram devidamente explicadas, e claro, o algum secretismo que isto levantou deu origem às "teorias da conspiração" da altura, que tudo isto foi uma maneira de nos tirar a organização do Dakar sem pagar indemnizações. A tal "force majeure" que por vezes se fala. O que se sabe é que hoje em dia há o África Race, que parte de paragens francesas e tem muito menos mediatismo do que o Dakar. E os concorrentes nunca foram incomodados...

No final do dia, sabemos agora o que se passa: o Dakar continua a ser o maior "rally-raid" do mundo, organizado por franceses, mas a ideia original de Thierry Sabine há muito que está sepultado no deserto africano. Agora, é noutras dunas, noutras paragens, noutro continente, que se alimenta o sonho e o desejo. Porque o eventual "regresso a África" não deverá acontecer, pelo menos, não nesta geração.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Formula E: Corrida de Montreal cancelada

O final da temporada de 2017-18 da Formula E não vai ser mais em Montreal. A noticia surgiu esta tarde de que a prova canadiana - que seria uma jornada dupla - foi cancelada, alegando que deu prejuízo de 24 milhões de dólares aos cofres da cidade. Contudo, a autarquia pretende novo contrato com a organização, no sentido de receber a prova em 2019.

Se a razão oficial poderá ter a ver com razões económicas, na realidade, a razão do cancelamento poderá ser outra: política. A nova "mayor" da cidade, Valere Plante, nunca gostou da corrida no centro da cidade mais importante do Quebec e queria que esta fosse transferida para a ilha de Notre-Dâme, onde está o circuito Gilles Villeneuve, algo do qual a organização não quer, porque os carros ainda não tem o devido alcance. 

Contudo, este cancelamento vai fazer com que a autarquia tenha de pagar uma pesada multa porque rompeu com um acordo de três anos assinado entre a anterior legislatura e a Formula E, e é por causa disso que Plante está a negociar novo contrato, com a ideia de transferir a corrida para o circuito permanente.

Até ver, Nova Iorque tornou-se agora na corrida de encerramento do calendário de 2017-18 até que a organização arranje uma alternativa para as rondas agora canceladas.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A insegurança de São Paulo e a decadência do Brasil

A falta de segurança no Brasil é mais do que sabido, especialmente nas grandes cidades. Contudo, no fim de semana de Interlagos, o resto do mundo conheceu da pior forma que o Brasil não é um lugar seguro para estrangeiros. Elementos da Mercedes, da FIA, Williams, Sauber e da Pirelli foram assaltados ou foram vitimas de tentativas de assalto ao longo do fim de semana brasileiro e pilotos como Lewis Hamilton não deixaram de exprimir a sua indignação pela falta de segurança na cidade.

Pois bem. teve consequências: esta tarde, a Pirelli e a McLaren anunciaram que o teste de dois dias, com Lando Norris ao volante, foi cancelado, alegando falta de segurança. Para um país que vai ficar sem pilotos brasileiros no pelotão desde 1969, é um sinal da decadência que alcançou.

Sobre o problema de segurança, esta tarde, o site Grande Prêmio disse que os policiais não puderem atuar devido a uma proibição vinda das autoridades locais de não saírem fora de áreas designadas. E a razão? Marketing. Um agente - que não foi identificado - disse isso à Rádio Bandeirantes. Segundo conta esse testemunho, os agentes estavam até proibidos de se ausentarem dos seus postos para se alimentarem, beberem água ou até ir à casa de banho. Os policiais afirmam que tudo isto poderá ter servido para facilitar os crimes que aconteceram em Interlagos.

O Brasil está a atingir um ponto baixo. Em 2018, não terá pilotos no pelotão, algo inédito em quase meio século. O GP do Brasil, um dos clássicos - está no calendário desde 1973, primeiro em Interlagos, depois em Jacarépaguá, para voltar a São Paulo em 1990 - está a ter dificuldades em arranjar financiamento. Alia-se a isso o mau estado do automobilismo interno brasileiro, com a falta de categorias de promoção, a baixa qualidade dos seus pilotos, e à especulação imobiliária - que fez com que Jacarépaguá fosse demolida a favor da construção do Parque Olímpico para os Jogos do Rio de Janeiro - faz com que se tema pelo futuro do autódromo, construído em 1940.

É que o atual perfeito de São Paulo, João Dória, é a favor da privatização do autódromo, que até dá lucro em termos de realizações desportivas e outros eventos, como concertos de musica. Muitos são contra, afirmando temer que o autódromo tenha o mesmo destino da Jacarépaguá, eventualmente demolido para dar lugar a complexos habitacionais de classe alta. E para isso acontecer, basta que haja algumas coisas, como a retirada do circuito do calendário da Formula 1 e sua degradação, fazendo com que os eventuais proprietários, a serem privados, achem que o melhor seria encerrar a pista e construir casas. 

Por estes dias, tenta-se evitar a privatização do autódromo, em termos politicos, mas se não for forte o suficiente, poderá ser uma batalha perdida, fazendo com que o automobilismo no Brasil caia na irrelevância. Por muitas e boas razões, as coisas por lá estão a degradar-se. E quando o país não vê ninguém interessante a chegar à Formula 1, depois de Felipe Massa, parece que estão a colocar mais pregos no caixão. O que é pena. 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Noticias: Sauber e Honda cancelam acordo

A Sauber anunciou esta tarde em Budapeste que o acordo de motores com a Honda, que deveria começar em 2018, fica sem efeito. O cancelamento acontece alguns meses depois de terem assinado o acordo, negociado entre a marca japonesa e a anterior diretora da marca suíça, Monisha Kalterborn. Contudo, com a sua saída, no inicio de junho, devido a divergências com os novos proprietários (um fundo suíço), e a entrada de Frederic Vasseur, ex-Renault, ambas as partes admitiram que tinham "ideias diferentes" na direção a seguir, logo, decidiram que o melhor seria o cancelamento.

"Tinhamos construído um bom relacionamento com a Sauber e esperavamos ansiosamente para entrar na temporada de 2018", começou por dizer Masahi Yamamoto, o diretor desportivo da Honda. "No entanto, durante as discussões após as mudanças de gestão na equipa, chegamos a um acordo mútuo para cancelar o projeto devido às diferenças nas orientações futuras de ambas as partes. Agradecemos a Sauber por sua cooperação e desejamos o melhor para o futuro", concluiu.

Já o diretor desportivo da Sauber, Frderic Vasseur, lamenta o final da colaboração com a marca japonesa. "É muito lamentável que tenhamos que interromper a colaboração planeada com a Honda", começou por dizer. "No entanto, esta decisão foi tomada por razões estratégicas e com a melhor intenção no futuro que a Sauber F1 Team tem em mente. Agradecemos a Honda por sua colaboração e desejamos o melhor para o futuro na Fórmula 1", concluiu.

Desconhece-se agora o que vai acontecer em termos de motores, se a Sauber consegue recuperar o acordo que tinha com a Ferrari, ou tenta a sua sorte com Renault ou Mercedes. Já no campo da Honda, as especulações sobre a sua continuidade com a McLaren por mais uma temporada estão a ser colocadas em dúvida devido às más prestações desse motor em pista.