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terça-feira, 5 de março de 2019

Formula E: Londres regressa em 2020

A Formula E anunciou hoje que chegou a um acordo para o regresso de Londres ao calendário a partir de 2020, num acordo de cinco anos. A prova acontecerá na zona das Docklands, no pavilhão Excel London, e será parcialmente "indoor".

"Será por cinco anos, está assente", disse Alejandro Agag, esata manhã, em Genebra, onde assiste ao Salão Automóvel local. 

A ida da Formula E para as Docklands acontece uma altura em que essa zona passa por uma renovação que custará cerca de 314 milhões de libras, e que passa por atrair cerca de 35 mil novos empregos e investimentos de 4 mil milhões de libras para os próximos vinte anos.

Para além disso, a organização pretende que a energia seja captada por fontes renováveis. "Vai ser [por] energia sustentável, energia renovável. Em alguns países, você não pode [comprar], mas no Reino Unido você tem fornecedores que fornecem energia vinda de fontes renováveis, então vamos conseguir isso.”, concluiu Agag.

Um porta-voz da autarquia londrina falou que eventos como este prestigiam a zona e colocam a cidade como um dos melhores destinos do mundo para acolher este tipo de eventos.

"As Royal Docks está definido para se tornar um dos mais novos destinos de Londres. A cidade é o lar de alguns dos maiores e melhores eventos do mundo.

Não temos dúvidas de que continuaremos a ver mais eventos fantásticos chegando às Royal Docks, trazendo benefícios para os moradores locais e para a cidade”, afirmou.

A Formula E correu em Londres entre 2015 e 2016, no parque de Battersea, em rondas duplas, e ambas foram decisivas para os mundiais disputados nessa altura. Nico Prost venceu mais vezes, com duas vitórias, enquanto Sebastien Buemi e Sam Bird têm uma vitória cada um.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Noticias: Promotores reuniram-se com a Liberty Media

Depois de ontem ter falado sobre o rumor de que a Formula 1 poderia estar à venda, hoje apareceu a noticia que os promotores - ou seja, os circuitos que acolhem a competição - se terem reunido com a Liberty Media em Londres, manifestando a sua insatisfação com o processo.

As associações, reunidas numa alegada FOPA - Formula One Promoters Association, existente desde 2012 - lançaram um comunicado final onde exprimiram a sua insatisfação com o atual rumo das coisas. E tudo isto acontece quando se está a pouco mais de ano e meio do final do atual Acordo da Concórdia, e circuitos como Barcelona, Monza, Silverstone e Cidade do México, terminam em 2019 os seus contratos.

"A FOPA acredita:

- Que não é do interesse do desporto a longo prazo que os fãs percam acesso às transmissões e seu conteúdo.
- Que há uma falta de claridade nas novas iniciativas da Formula 1 e uma falta de entrosamento com os promotores na sua implementação.
- Que as novas corridas não devem entrar em detrimento das existentes, embora a associação é encorajada a aceitar alternativas ao modelo de negócio provenientes dos novos circuitos.

Ao entrarmos numa nova temporada, de um desporto que andamos a promover há décadas, os promotores procuram uma abordagem mais colaborativa e uma oportunidade para oferecer a sua experiência num espirito de parceria com a Formula 1 e a FIA", concluiu.

Outra das coisas dos quais os promotores manifestaram preocupação tem a ver com certas decisões que foram tomadas sem a consulta aos promotores, desde a abolição das grid girls até à mudança da hora de partida dos Grandes Prémios - alteradas em dez minutos - sem que eles tenham sido consultados nesse assunto. E acham que, caso as corridas caiam em transmissões "pay per view", poderão perder visibilidade, sem garantias de potencial para dobrar as receitas nessa área.

Stuart Pringle, o patrão do circuito de Silverstone, disse ao Daily Mail que os promotores não andam satisfeitos. "Todos estão descontentes. As idéias de Liberty são desconexas", começou por dizer.

"Todos nós temos sido complacentes e tranquilos até agora, mas temos grandes preocupações sobre a saúde futura do desporto sob as pessoas que o administram agora", continuou.

"Miami está aparentemente a receber uma oferta gratuita [da taxa de hospedagem, rejeitada por Silverstone]. Isso não caiu bem com ninguém, nem mesmo com o pessoal de Austin, no Texas, que trabalham no duro para fazer pagar a sua corrida. Se isso continuar, a Fórmula 1 estará competindo em circuitos de segunda categoria, caso haja houver alguma [pista]", concluiu Pringle.

E pelos vistos, parece que temos mais uma frente de um incêndio que ameaça ficar descontrolado.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A(s) image(ns) do dia




E depois de noutro dia termos mostrado as imagens de Spa-Francochamps, hoje é dia de La Sarthe debaixo de um manto branco.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A imagem do dia (II)

Dezembro na Europa é assim. E este fim de semana, em Spa-Francochamps, esta foi a paisagem na zona de Eau Rouge e Radillon. E tecnicamente, ainda não estamos no inverno. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Noticias: Apresentado o GP do Vietname

Como era de esperar - e sobre o circuito, mostrei o seu desenho ontem - a Formula 1 anunciou a chegada do Vietname ao calendário, numa prova a acontecer em 2020. O circuito terá 5565 metros e será desenhado por Hermann Tilke na zona desportiva da capital vietnamita, à volta do estádio nacional.

Algumas das curvas terão inspiração noutros circuitos. A curva 12 é inspirada na Sainte Devôte do Mónaco, e as 16-19 são inspiradas nas curvas 2-6 do circuito de Suzuka.

Charlie Whitting acredita que tudo estará pronto a tempo para a primeira corrida, apesar de as obras na parte não-urbana ainda não terem começado.

"[A ação] é essencialmente nas ruas, mas há uma seção que ainda não foi construída", explicou ele.

"Esse é um sitio aberto onde os prédios serão construídos. Parte da pista será construída lá, o que não existe no momento. Mas se tornará uma pista depois disso."

O Vietname vai-se tornar no segundo país do Sudeste Asiático a acolher um Grande Prémio, depois de Singapura, que têm a Formula 1 desde 2008.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Formula E: Apresentado novo traçado de Santiago do Chile

A organização da Formula E apresentou hoje o traçado onde os carros irão andar em Santiago do Chile. Vai ser diferente daquela onde andaram na temporada passada, pois terá carotze curvas e será numa localização mais central da cidade, à volta da Movistar Arena, na capital chilena, diferente da que foi em 2018, onde foi organizado à volta do Parque O'Higgins.

Contudo, a corrida acontecerá a 26 de janeiro, que será a mesma que das 24 horas de Daytona, prova do qual em principio participarão alguns dos pilotos inscritos na Formula E, como Robin Frijns, Sam Bird, Alexander Sims e Antonio Felix da Costa. Caso eles sejam convocados para correr a prova de endurance americana, estarão perante uma escolha complicada.

"Mudamos agora a localização, aprendemos e escutamos os vizinhos - estamos conversando com eles para mitigar as partes negativas que significaram organizar esse evento dentro do Parque O’Higgins", disse Felipe Alessandri, presidente da câmara de Santiago.

Portanto, o trabalho é feito durante o dia e mantendo o acesso aberto - as piscinas e áreas de lazer [estarão] ainda em funcionamento", continou.

Como aconteceu no Parque Florestal, as verbas obtidas pelo conceito de direitos municipais são investidas em projetos que melhoram a qualidade de vida dos moradores - como a instalação de nova iluminação pública, recuperação de fachadas, cabeços e melhorias nos parques infantis, áreas para animais de estimação, e a instalação de uma zona de exercício”, concluiu.

A mesma coisa foi dita por parte do governo, através da ministra do desporto, que afirma a realização do ePrix de Santiago ser uma boa maneira de levar o nome da cidade e do país aos quatro cantos do mundo.

"Estamos muito felizes porque a Fórmula E vai voltar ao Chile em janeiro ”, disse Pauline Kantor, a ministra do desporto chilena.

"É uma ótima notícia para todos, porque significa que estamos preparados para a tarefa de organizar grandes eventos, o que também nos dá muita visibilidade e faz o Chile brilhar fora. É uma notícia muito boa, não só no desporto, mas também no turismo - significa que podemos projetar nosso país para todos os cantos do mundo", concluiu.

Em 2018, a corrida foi vencida pelo Techeetah de Jean-Eric Vergne, em dobradinha com André Lotterer.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Formula E: Mónaco pode não usar o traçado da Formula 1

A Formula E corre no Mónaco a cada dois anos, uma combinação entre a tradição do circuito monegasco e o compromisso do goerno local para com o ambiente e os avanços tecnológicos, mas nesta temporada que aí vêm, Alejandro Agag queria usar o mesmo traçado da Formula 1, e parecia ter isso assegurado. Contudo, esta quarta-feira, a FIA disse que era contra isso, obrigando-os a usar o traçado parcial onde correram das outras vezes.

"Nós vamos correr na pista curta", Agag disse à Autosport britânica. "A FIA não queria que usássemos a mesma pista que a Formula 1 e fazer modificações na pista [mais longa] é muito cara. É uma decisão de custo ligada ao desejo de todas as equipas. As equipes disseram que gostam da pista curta. Eu queria fazer o mesmo layout que a Formula 1, mas a FIA não me deixa", continuou.

Agag disse que a razão por querer correr na mesma pista da Formula 1 nunca foi para comparar com os outros carros, uma medida que tinha o apoio de pilotos como Lucas di Grassi. "Eu não acho que as pessoas não percebam isso ou pensem nisso. Mas essa opinião não é partilhada por todos."

Susie Wolff, uma das donas da Venturi, baseada no Mónaco, justificou o uso do circuito mais pequeno devido ao espectáculo. "Sou muito vocal na defesa da pista curta, porque fundamentalmente para mim, tudo se resume ao espetáculo", começou por dizer. "Com esses carros no longo circuito, teríamos feito 20 voltas, não haveria muitas oportunidades de ultrapassagem e não precisamos fazer algo só porque a Formula 1 faz isso", concluiu.

Em principio, o ePrix do Mónaco acontecerá a 11 de maio de 2019.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Formula E: Divulgado traçado da pista de Riade

A organização da Formula E divulgou hoje o traçado da pista de Riade, que em dezembro acolherá a prova inaugural da nova temporada, e a primeira com os carros da Gen2.

A pista, ao contrário de algumas do calendário, não terá muitas curvas a 90 graus e há quem já diga que faz lembrar uma miniatura do circuito de Pescara, em Itália, usada entre os anos 30 e 50 do século passado.

A apresentação aconteceu esta tarde na capital saudita, numa demonstração que contou com Felipe Massa a bordo de um dos carros da Gen2, ao lado de Alejandro Agag e Susie Wolff, um dos sócios da Venturi, a equipa onde vai correr o piloto brasileiro.

"O circuito será um grande desafio para nós, pilotos, [pois tem] muitos elementos diferentes", começou por dizer Felipe Massa ao site e-racing365.

Ele também tem alguma elevação, então deve ser ótimo para a TV e para os fãs que vierem também. Eu posso ver isso sendo uma adição muito boa para o calendário da Fórmula E no futuro”, concluiu.

Alejandro Agag enfatizou o facto das autoridades locais terem facilitado a entrada de estrangeiros no país para poderem assistir à corrida e incentivar o turismo num país restrito a estrangeiros.

"Sua Alteza Real [Prince Abdulaziz bin Turki Al Faisal Al Saud] viajou à Rússia para observar alguns aspectos de como as coisas funcionaram tão bem para no Mundial de Futebol deste verão", começou por dizer.

"As autoridades sauditas estão a simplificar o processo de vistos, então para os fãs este será um evento muito acessível, que é muito importante para nós e para todo o programa Vision2030", concluiu.

A prova inaugural do campeonato, vai acontecer no dia 15 de dezembro.

sábado, 28 de julho de 2018

Youtube Construction Circuit: O novo autódromo brasileiro


Parecendo que não, este vai ser o próximo autódromo no Brasil. Situado em Lima Duarte, a cerca de 40 quilómetros de Juiz de Fora e duzentos do Rio de Janeiro, o Autodromo Potenza está a ser construido numa área de 900 mil metros quadrados, logo, “espremido” entre montanhas, o que exigiu uma certa ginástica para o desenho do traçado e das estruturas das boxes e demais instalações, segundo conta a organização.

O autódromo foi desenhado por Johnny Bonilla, uruguaio radicado no Rio Grande do Sul, e ajudou a desenhar o Velopark, no Rio Grande do Sul.

O autódromo terá 3600 metros de extensão, construido com o conceito de ‘arena’ em mente, a pista terá 12 metros de largura, alargado para 15 na reta principal. As obras já começaram, estão em fase de terraplanagem, e o asfalto irá ser colocado no inicio do ano que vêm e poderá estar pronto dentro de seis meses para homologação por parte da CBA, a Confederação Brasileira de Automobilismo. 

O desenho do circuito, em sentido horário, conta com três retas e predominância de curvas lentas. Vai ser o segundo circuito no Estado de Minas Gerais, depois de Curvelo. 

E deixo aqui um video com o atual estado de construção da pista.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Youtube Formula One: Um "road trip" pelos circuitos franceses

No fim de semana de regresso do GP de França, depois de dez anos de ausência, Will Buxton foi visitar todos os circuitos onde a corrida passou no hexágono francês, desde 1950 a 2008, e isso incluiu viagens a Reims, Rouen, Charade, Dijon, Le Mans, Magny Cours e claro, Paul Ricard.

E a viagem... é em estilo!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

A(s) image(ns) do dia (II)



Uma bancada com o nome de um piloto. Onde cada assento custa 600 dólares. Leva dez mil lugares... e está esgotada há muito tempo. Fantasia? Não. Como podem ver pelas fotos, é real, é em Montreal, no Canadá. No circuito Gilles Villeneuve.

Ter um canadiano na elite do automobilismo e não ter o apelido Villeneuve, é a primeira vez que eles vivem isso. E se é verdade que a familia Stroll é uma das mais ricas do país, isso não implica que não queiram ganhar dinheiro com isso. E também não quer dizer que todos os que vão sentar ali vão torcer por ele. Contudo, a Formula 1 no Canadá é popular e o circuito está no coração dos pilotos e adeptos. E se Lance Stroll puder tirar um coelho da cartola com o Williams deste ano, até será um grande momento...

Assim sendo, porque não aproveitar a ocasião? E toda esta gente não se importa que a Formula 1 seja cara. Se poupar cem dólares todos os meses, ao fim de um ano, pode gastar nesta ocasião única...

sábado, 10 de fevereiro de 2018

O improvável regresso da Kyalami

A ideia do regresso da Formula 1 a África, e em especial à África do Sul, surge de vez em quando, mas as ideias não passam muito disso mesmo. Contudo, a pista mais adequada a esse regresso, Kyalami, nos arredores de Joanesburgo, já disse que os custos para a receber seriam tão proibitivo que não teria lucro. 

Kyalami gostava de voltar à Formula 1", começou por dizer Christo Kruger ao site f1fanatic.co.uk. "Pensamos que há uma herança que gostaríamos de ver novamente. Eu também acho que o continente africano merece receber a Fórmula 1 novamente", continuou. 

Mas os custos proibitivos de hospedar a Formula 1 são o problema. Não é financeiramente viável na estrutura atual receber a Fórmula 1. Neste momento, é uma pista de grau dois da FIA, mas vamos atualizar para o grau um, mas deve haver compromisso em termos de futuro a longo prazo para a Fórmula 1 na África do Sul. No entanto, nós não temos os meios financeiros para ser o promotor de uma corrida de Fórmula 1”, concluiu.

A pista sul-africana acolheu a Formula 1 em dois períodos: entre 1967 e 1985, e depois em 1992 e 93, depois de ter sido fortemente modificado, mudando o local da reta da meta. Foi de novo renovado em 2015, um ano depois de ter sido comprado pela atual proprietária, a Porsche South Africa. 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Angola: Construção de novo autódromo vai demorar

No ano passado, a Federação Angolana de Desportos Motorizados afirmou que pretendia construir um circuito permanente nos arredores da cidade do Namibe, como forma de dinamizar o automobilismo naquela região, e complementar os restantes autódromos do país. Contudo, a crise que se vive em Angola faz com que não haja planos para o arranque das obras.

"A questão da construção do Autódromo do Namibe está adiada 'sine die', dadas as contingências decorrentes da actual conjuntura de transição política e a redefinição de novas estratégias económicas e fundamentalmente devido ao facto estarmos ainda a viver uma crise que esperamos ultrapassar em breve", explicou Ramiro Barreira, o Presidente da Federação Angolana dos Desportos Motorizados (FADM), ao site português sportmotores.com.

A federação angolana tem consciência de que ter um autódromo moderno e operacional seria fundamental para dinamizar os desportos motorizados do país. "Está nas prioridades desta Federação trabalhar no sentido de em breve termos um Autódromo digno, sem muitos custos, e que servia efectivamente o interesse público", continuou. 

"Vamos aguardar que se restabeleça rapidamente um ambiente de negócios que permita mobilizarmos,eventualmente, capitais de pessoas que estejam interessadas em investir na construção deste ou outro Autódromo, com toda a insolvência que permita sustentar e viabilizar o projecto. Está lançado assim aqui o apelo", conclui. 

Angola tem dois autódromos permanentes, construidos em 1972, ainda no tempo colonial. Um em Luanda (na foto), projetado por Ayrton Cornelsen - o mesmo que desenhou Estoril e Jacarépaguá - e outro em Benguela. Ambos estão degradados devido ao tempo e à negligência, e por causa disso, pelo menos no caso de Benguela, as provas acontecem no centro da cidade.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

A(s) image(ns) do dia




Ainda não chegamos ao inverno, mas no Hemisfério Norte, boa parte dos circuitos que nós conhecemos já têm - ou tiveram - uma camada de neve razoável sobre o asfalto. E hoje calhou a vez de Silverstone, como se podem ver nas imagens.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Mais corridas na América? Vai ser dificil

Quando a Liberty Media tomou conta da Formula 1, no final do ano passado, depois de a ter comprado da CVC Capital Partners e ter dito a Bernie Ecclestone que já não eram mais precisos os seus serviços, eles disseram que gostariam de alargar o calendário para 25 corridas, e algumas delas poderiam ser na América. O que não faltaram foram lugares onde poderiam receber uma corrida. Contudo, nas últimas semanas, houve pelo menos duas chances da Formula 1 ir para dois lugares diferentes: Florida e California.

Da primeira, nas ruas de Miami, a chance caiu com algum estrondo por causa da revolta dos locais, que chegaram a colocar anúncios de página inteira em jornais como o Miami Herald, declarando guerra à competição, afirmando que para além do barulho e das interrupções de tráfego, o dinheiro seria melhor gasto em estruturas mais urgentes. 

"Os funcionários eleitos e seus amigos corporativos querem transformar nossas ruas financiadas por contribuintes numa pista de corrida. Isso nos custará a todos para subsidiar grandes negócios. Fechar ruas da cidade - ruas que são para o nosso uso, não para carros de corrida", começava por dizer o anuncio. 

"Mas o que recebemos? Meses de construção, ruas fechadas, poluição sonora, rotas de emergência bloqueadas, uma dor de cabeça muito cara para a nossa comunidade.

"Diga ao prefeito e aos comissários 'não' a uma corrida de Fórmula 1 através dos nossos bairros. O dinheiro do contribuinte deve ir para a reparação de estradas para a nossa comunidade e não fechar estradas para carros de corrida", lia-se no anuncio.

Quanto à segunda hipótese, o caso é mais sério, e vem da outra costa, na California. Mas não é Long Beach. Ao sul de San Francisco situa-se a cidade de San Juan Bautista, em plena Sillicon Valley. Ali, o empresário William Yao iniciou um projeto onde pretende construir em terras por si um centro de excelência e tecnologia voltada para o mundo do motor. E isso envolveria o surgimento de uma pista própria para a Fórmula 1 entre condomínios, hotéis e restaurantes num complexo de mais de cinco milhões de metros quadrados. Quanto custaria? Provavelmente, cerca de 250 milhões de dólares, espalhado ao longo de dez anos.

Contudo, essa chance pode ter ido água abaixo com os eventos dos últimos dias. Segundo conta Christian Sylt, que escreve sobre economia da Formula 1 para publicações como Financial Times e Forbes, o mayor da cidade recusou financiar tal empreendimento por causa da falta de infraestrutura

"Eu acho que há muito pouca probabilidade da proposta continuar em frente. Colocar uma pista diretamente ao lado de uma cidade com menos de dois mil habitantes com infra-estrutura que mal atende suas necessidades parece-me impossível. As questões de tráfego associadas ao influxo de 250 mil espectadores são impossíveis do sitio onde eu estou sentado.

"Nossa região é apenas capaz de sustentar as necessidades de água da atual população e indústria. Uma pista usando milhões de galões por dia, mesmo para o número limitado de dias operacionais, é uma venda muito difícil por aqui ... Neste ponto, não ouvimos nada dos proponentes em semanas. Eu suspeito que [o projeto] esteja morto".

Sabia-se desde o inicio do ano que existia a proposta, que foi apresentada ao conselho municipal no final de julho, mas os grupos locais decidiram opor-se à proposta, fazendo lobby ao mayor para que chumbasse esse projeto. 

Elaboraram uma petição em nome da fauna, flora e valores locais, afirmando que, entre outras coisas, "a falta de [um] departamento de polícia, falta de água potável, estradas esburacadas e consequentes problemas de trânsito são evidências para apoiar nossa incapacidade de suportar o afluxo de pessoas que esse projeto traria".

"Nossos habitats naturais também são de extrema preocupação. Nossas terras agrícolas e campos abertos que limitam os limites da cidade são uma proteção do desenvolvimento corporativo para nossa pequena cidade. Se nós, como cidade, permitimos que essas áreas sejam desenvolvidas e pavimentadas, perdemos nossa atmosfera histórica, que é o núcleo de nossa economia e cultura local".

A petição acrescenta ainda que "este projeto prejudicará irreparávelmente a cultura da nossa cidade e traz muitas complicações desnecessárias para nossa economia local. Nós, os cidadãos e moradores de San Juan Bautista e do Condado de San Benito, assinamos essa petição como um protesto para o projeto proposto e pedimos aos nossos representantes que respeitem nossos aportes e votemos contra ele", concluiram.

E parece que teve um impacto. Apesar de o outro lado ter dito que não desistiria do projeto tão cedo, parece que a oposição é bem forte, logo, poderão ter de ir para outras paragens. E parece que o projeto da Liberty Media de ter a segunda ou terceira corrida nas Américas parece estar mais longe e poderá ser mais complicado do que se julgava...

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Formula E: Revelado o circuito de Santiago do Chile

A Formula E vai pela primeira vez a Santiago do Chile a 3 de fevereiro de 2018 e revelou hoje o seu circuito citadino. A pista vai ser desenhada nas ruas do centro da cidade capital chilena, e esta foi apresentada esta manhã numa demonstração de carros elétricos liderada pelo ex-piloto Eliseo Salazar, que também é um dos organizadores desta corrida.

"É uma honra juntar-se à presidente Bachelet [Michelle Bachelet, presidente do Chile] para a primeira aparição da Fórmula E nas ruas de Santiago", disse Alberto Longo, vice-diretor da Formula E. "A América do Sul está mergulhada em história e tradição automobilística - e a Fórmula E fará sua própria história no Chile para os próximos anos, começando a próxima temporada", acrescentou.

A pista, com 2462 metros de extensão, está desenhado ao longo da Avenida de Santa Maria, passando pela Praça Baquedano e pelo Parque Florestal, perto do Museu de Arte Contemporânea da cidade.

"Esta corrida permitirá que o povo chileno conheça os benefícios dos veículos elétricos", começou por dizer Andrés Rebolledo, o ministro da energia. "Nossa projeção diz que, se gerarmemos as condições necessárias de regulamentação, logística e mercado, em 2050, 40% dos veículos no Chile serão elétricos", acrescentou.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A India vai construir novas pistas

A India não aparece no calendário da Formula 1 desde 2014, derrotada pela burocracia local. Contudo, isso não quer dizer que o automobilismo por lá esteja parado. O presidente da Federação Automobilistica Indiana, Akbar Ebrahim, anunciou esta semana que serão construídas três pistas no país. Uma será entre Mumbai e Pune, a ocidente; outra será construída no estado de Tamil Nadu, a sul, e a terceira será Hyderabad, no centro.

"Não consigo divulgar os detalhes neste momento, porque eles estão em conversações connosco e agora tem que ser confidencial", disse à Motorsport.com.

"Estamos cientes de que eles estão interessados em colocar pistas nessas áreas. Até anunciarem, não divulgaremos detalhes. Mas com certeza, estamos em discussão com responsáveis dessas três áreas. Quando tiver tudo concluído e começarem a trabalhar, estou certo de que também o anunciarão", acrescentou.

Questionado sobre se as pistas teriam nível internacional, ele disse: "Tudo depende da quantidade de investimento que estão preparados para colocar e de que nível eles querem que a pista seja. Se o objetivo for mais ambicioso, vai ser necessária mais infra-estrutura. Não se trata apenas do comprimento e largura de um circuito. Eles formaram planos concretos para completar esses projetos. Eles estão definitivamente interessados ", acrescentou.

A Formula 1 esteve em Buddh, nos arredores de Nova Delhi, entre 2011 e 2013, em corridas todas ganhas por Sebastian Vettel, a bordo do seu Red Bull.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O (possível) novo traçado de Buenos Aires

É sabido desde há algumas semanas de que os argentinos gostariam de voltar a receber a Formula 1, e hoje, soube-se de um possível desenho do autódromo Oscar Galvez para 2019, eventualmente a data onde receberão a Formula 1 de volta. A ideia é usar o circuito usado entre 1972 e 81, a configuração que tem quase seis quilómetros de extensão, em vez da configuração que foi usada entre 1995 e 98, com 4295 metros.

Os desenhos do novo traçado do circuito, mostrado esta quinta-feira pelo site F1 Fanatic, foram os mesmos que fizeram o traçado do circuito citadino de Valencia, e eles pretendem redesenhar o "Curvon", a grande curva, com algo parecido a uma curva de 90 graus. Para além disso, também querem colocar mais uma curva para fazer abrandar os carros, e uma espécie de chicane no meio desse "Curvon", e um outro mais apertado ao pé da curva Ascari.

Tudo isso poderá fazer da pista um pouco mais lenta, mas em compensação, tiram os carros da parte mais sinuosa do circuito.

Por agora é uma proposta, mas é o mais provável que isto seja uma versão aproximada do que a FIA quer para a pista argentina, existente desde 1952 e que albergou todos os Grandes Prémios da Argentina de Formula 1.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Silverstone fora do calendário a partir de 2019?

A BRDC (British Racing Drivers Club), proprietária de Silverstone, accionou esta terça-feira a cláusula que permite a sua retirada de cena do calendário da Formula 1 após a temporada de 2019. A decisão foi tomada devido à escalação de custos do qual a proprietária estaria obrigada a pagar e que no final faria com que os custos suboissem para as 25 milhões de libras por temporada.

Quando o contrato foi assinado, em 2010, entre a BRDC e a FOM, de Bernie Ecclestone, os proprietários pagavam em média 11,5 milhões de libras por temporada. Só que agora, em 2017, eles pagarão 16,2 milhões, quase cinco milhões do que pagavam antes, algo do qual os organizadores dizem que é demais para as suas finanças.

John Grant, o presidente do BRDC, afirmou sobre esta decisão:

"Tomamos esta decisão porque não é financeiramente viável para nós organizar o Grande Prêmio da Grã-Bretanha nos termos deste contrato. Nós tivemos perdas de 2,8 milhões de libras em 2015 e 4,8 milhões em 2016, e esperamos perder um montante similar neste ano." começou por afirmar.

"Chegamos a um ponto onde já não podemos deixar nossa paixão pelo automobilismo dominar nossas cabeças. Não arriscaria apenas o futuro da Silverstone e do BRDC, mas também da comunidade britânica de automobilismo que depende de nós.

"No entanto, quero deixar claro que, embora tenhamos ativado a cláusula de quebra [do contrato], apoiamos plenamente as mudanças que a equipa da Liberty Media está a fazer para melhorar a experiência da Formula 1.

"Nossa esperança é que um acordo ainda possa ser alcançado, para que possamos garantir um futuro sustentável e financeiramente viável para o Grande Prêmio da Grã-Bretanha em Silverstone por muitos anos", concluiu.

Grant afirmou que Silverstone poderá ter "um futuro brilhante" sem a Formula 1, mas avisou acerca das consequências da perda de um GP britânico para a industria automobilística:

"Embora odiemos perder o Grande Prémio da Grã-Bretanha, Silverstone terá um futuro brilhante sem ela - tanto em termos comerciais, como em termos de continuar a servir como o coração da comunidade automobilística britânica. Mas perder o Grande Prémio teria um impacto negativo que se sentiria muito para além da Fórmula 1 e da Silverstone."

"Sete das 10 equipas da Formula 1 estão baseadas no Reino Unido - muitas delas perto de Silverstone. Isso traz empregos vitais para o país, além de ter um impacto positivo nas comunidades e na economia local. Há uma boa razão pela qual a área em torno de Silverstone é conhecida como 'o Silicon Valley do automobilismo'. Tirem o Grande Prémio e tudo isso estará em risco", concluiu.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O regresso de um clássico?

O regresso em 2018 de um clássico à Formula 1, como é o circuito de Paul Ricard, no sul de França - depois de 28 anos anos de ausência - pode ter deixado muita gente feliz, mas alguns colocaram esse regresso em questão quando souberam da ideia de que eles poderiam ativar a chicane que existe no meio da mítica reta Mistral, que tem mais de 1800 metros de extensão. 

Contudo, a FIA pensa em deixar a Mistral tal qual como está, sem chicanes, para receber o Grande Prémio. Quem fala disso é o jornal L'Équipe, na edição de hoje. A decisão final está em "stand by", pois a entidade está a consultar pilotos e equipas nesse sentido, e refere declarações do local Esteban Ocon nesse sentido:

Seria bem melhor que chegássemos mais depressa à curva de Signes. Mas se (a chicane) se mantiver será também outra oportunidade para ultrapassar” disse o piloto da Force India.

Existe uma regra da FIA que estabelece um limite máximo de reta num circuito de automóveis, no intuito de limitar a velocidade máxima dos automóveis que ali rolam. É por isso que existem duas chicanes na Reta das Hunaudriéres, no circuito de La Sarthe, porque os carros começavam já a alcançar os 400 km/hora nesse lugar, ainda antes de chegaram a Mulsanne... 

Contudo, tem de haver sempre um equilíbrio entre velocidade e segurança, para não termos exageros. Houve sempre quem dissesse que ter aquela chicane no meio da Mistral era um exagero, para não dizer uma inutilidade. Contudo, saber que a FIA quer eliminar essa chicane para o Grande Prémio de França, até pode ser uma boa noticia para os fãs que sempre gostaram de velocidade, de ver os carros a chegarem aos 330 km/hora em Signes, a curva para a direita que existe no circuito.

Veremos se isso acontece... ou não.