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terça-feira, 18 de abril de 2017

Formula E: Conway corre em Paris no lugar de Duval

O britânico Mike Conway irá correr no lugar de Loic Duval na ronda da Formula E em Paris, que vai acontecer a 20 de maio nas ruas da capital francesa. O piloto correrá pela Faraday Future Dragon Race, pois Duval terá compromissos na DTM, onde corre com um Audi R5 da Team Phoenix.

"Estou honrado por ter a oportunidade de competir com Faraday Future Dragon Racing ", começou por dizer Conway no comunicado oficial da equipa, após o seu anuncio oficial. "A equipa mostrou fervor e proeza técnica nesta temporada e estou confiante dos resultados positivos que podemos conseguir em Paris", concluiu.

Jay Penske, o dono da equipa e diretor da Dragon Racing, comentou: "Estamos muito felizes por Mike Conway se juntar a nós no próximo mês para o ePrix de Paris. Ele é um piloto experiente, que sempre respeitei, e acredito que seu talento e tenacidade contribuirão para o desempenho geral da equipe nas ruas da capital francesa", concluiu.

Conway tem experiência com a Venturi, correndo na temporada passada em sete provas, conseguindo sete pontos e um oitavo lugar em Berlim como melhor resultado. O britânico de 33 anos assinou com a equipa Dragon no inicio desta temporada, e chegou a participar nos testes de pré-temporada em Donington Park, mas acabou por sair antes de começar a temporada atual.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Formula E: Conway corre no lugar de Villeneuve na Venturi

A Venturi anunciou esta sexta-feira que Mike Conway vai ser o seu piloto oficial a partir da corrida de Buenos Aires. O britânico, com experiência na IndyCar e na Endurance, vai para o lugar do canadiano Jacques Villeneuve, que abandona a competição após três corridas modestas na Formula E.

“A Venturi é um equipa de top na Fórmula E, por isso é ótimo juntar-me a ela. As corridas são inovadoras e completamente únicas. Estão num rápido momento de crescimento e são um atrativo para muitos construtores para mostrarem as seus tecnologias, por isso é entusiasmante fazer parte
destas corridas”, comentou o piloto britânico.

Conway, de 32 anos (nasceu a 19 de agosto de 1983 em Bromley, nos arredores de Londres), andou por três anos na GP2, onde venceu uma corrida em 2008, ao serviço da Trident Racing, antes de mudar de ares e tentar a sua sorte do outro lado do Atlântico. Chegou à IndyCar em 2009, ficando lá até 2014, conseguindo quatro vitórias, mas não conseguindo mais do que o 17º posto em 2009 e 2011. Também ficou conhecido por ter sofrido um forte acidente nas 500 Milhas de Indianápolis de 2011, que o deixou fora de combate para o resto da temporada e dizendo que não queria andar mais em ovais.

Em 2014, passou para a Toyota Racing, onde participou no Mundial WEC e nas 24 Horas dee Le Mans, onde conseguiu ser sexto classificado na edição de 2015 da clássica de La Sarthe.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Formula E: Dragon confirma Mike Conway como piloto

António Félix da Costa não foi o único anuncio feito hoje em relação a pilotos na novata Formula E. A americana Dragon Racing confirmou esta tarde que o britânico Mike Conway será um dos seus piloto para a sua equipa de Formula E, que vai arrancar em setembro, nas ruas de Pequim.

"É com enorme prazer que eu vou estar ao volante do carro da Dragon Racing na temporada inaugural do Campeonato FIA de Fórmula E", disse Conway. "Eu tenho estado muito interessado na Fórmula E desde que foi anunciado e eu estou orgulhoso de estar envolvido, tanto com Jay, como a Dragon Racing, em que eu acredito que está desbravando novos caminhos no automobilismo. Estou muito confiante de que podemos conseguir grandes resultados durante esta primeira temporada.", concluiu.

Já Jay Penske, o proprietário da Dragon Racing, afirmou: "Eu sempre fiquei impressionado com seu talento, inteligência e desempenho na Indy Car Series, e nós sentimos que a combinação dessa experiência, bem como a sua tenacidade e habilidades de condução será um ponto forte, no Campeonato FIA de Formula E."

Aos 30 anos de idade, Conway têm experiência na GP2 e na IndyCar Series, onde lá está desde 2009, vencendo já três corridas na sua carreira em terras americanas. Contudo, a sua passagem ficou marcada por um acidente bem forte durante as 500 Milhas de Indianápolis de 2010, que o colocou fora de combate para o resto daquela temporada, o que faz com que não queria correr nas ovais, por achar serem demasiado perigosas.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

5ª Coluna: para uns é um acidente, para outros é um desastre

Quando foram anunciadas ao grande público as parelhas das quatro principais equipas de Formula 1 para 2010, lembrei-se da velha frase: "Mantêm os teus amigos por perto e os teus inimigos ainda mais". Creio que foi Julio César que o disse.

Quase toda a gente disse que colocar dois pilotos de performance igual nestas quatro equipas seria uma recenta para o desastre. As referências do passado serviram de baliza para analisar as do presente, e não eram boas. Senna-Prost, que partilharam a McLaren nas temporadas de 1988-89, é certamente a mais famosa, mas já aconteceram outras no passado que tiveram o mesmo destino. A dupla Jones-Reutemann (Williams 1980-81) ou a de Pironi-Villeneuve (Ferrari 1981-82) podem ser coloadas nesse mesmo saco.

Nesta temporada em que temos quatro duplas com tendência explosiva (Hamilton-Button, Schumacher-Rosberg, Vettel-Webber e Alonso-Massa) a ironia que podemos tirar deste incidente do fim de semana turco foi que isto tenha acontecido à dupla mais velha e aparentemente mais harmoniosa. Aliás, quinze dias antes, vimos a comemoração da Red Bull depois da dobradinha monegasca... que volta de 180 graus, não é?

Estes dias que se seguem deverão servir para que Christian Horner e o resto da Red Bull descalçar esta bota. Espero que se falem, que se entendam e coloquem os pontos nos is entre os pilotos, para evitar mais tiros nos pés como o deste Domingo. Eles sabem que com o carro que têm nas mãos, estão numa situação onde dependem deles próprios para ficaram com uma inédita dobradinha na história dos energéticos na Formula 1. Seria irónico que o sonho de Dieter Mateschitz seja deitado fora por desentendimentos internos... as corridas seguintes deverão dar uma resposta a este caso.

E com isto, a ideia de uma transição gradual de um equilibrio entre as quatro equipas da frente (embora a Ferrari esteja a ficar cada vez para trás, e começa a ver a perigosa aproximação por parte da Renault) para um dominio da Red Bull e do seu RB6, a mais recente criação de Adrian Newey fica em suspenso. E não creio que, no imprevisivel GP do Canadá, no Circuito Gilles Villeneuve, haja um regresso à normalidade. Mas como é óbvio, posso estar enganado.

Indy 500: Um veterano ganha, um novato bate

Ver as 500 Milhas de Indianápolis, depois de assistir ao GP da Turquia, ou qualquer corrida de Formula 1, por exemplo, é absolutamente diferente. A começar pela mentalidade que anda por ali. Os pilotos estão próximos dos fãs, a organização envolve toda a gente no espírito da competição, os espectácilos são de enchar o olho, o que compensa o facto de que esta ser uma categoria pobre: monomarca, monomotor, monopneu. E se a ideia é de promover o talento dos pilotos, a mesma coisa se faz na NASCAR, com chassis diferentes, motores diferentes e pneus diferentes. Gostaria que essa permissa mudasse no ano que vêm, pois será altura da entidade escolher um novo chassis. Que parecem estar inclinados no "louco projecto" da Deltawing...

Mas se a corrida não foi fantástica, emoção não faltou. Batidas logo na volta inicial, recuperações de ponta a ponta, como a que aconteceu a Tony Kanaan, que largou de último e chegou a andar nos lugares da frente, mas no final, o melhor carro e o melhor piloto da tarde foi Dario Franchitti, que esteve sempre nos lugares da frente e nunca cometeu nenhum erro grave durante a corrida, ao contrário de muitos outros.

Mas a corrida ficou marcada pelo acidente espectacular de Mike Conway e de Ryan Hunter-Reay, na penultima volta do corrida. A coisa aconteceu devido a uma pane seca do piloto americano, e do qual o britânico pouco podia fazer para evitar o acidente, pois rodava muito perto dele. O impacto e o resultado foram arrepiantes, mas ver Conway a sair dali apenas com uma perna partida e com as costas magoadas é um feito para a tecnologia envolvida na construção e na resistência daqueles carros, pois foram fabulosos. E se este acidente tivesse acontecido vinte anos antes, Conway estaria em muito pior estado, senão morto.

E pronto, por hoje é tudo. Semana que vem tem mais, até lá!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sobre o acidente de Conway e aquela fina linha vermelha...

Esta madrugada, comentei no Twitter que provavelmente, o acidente do Mike Conway teria sido mais mas espectacular do ano. Imediatamente me perguntaram se ainda era mais espectacular que a do Ricardo Teixeira na Formula 2, em Marrakesh. Fui dormir com essa dúvida na cabeça, e quando acordei, pensei um bocado na coisa até chegar aqui a escrever estas linhas.

A conclusão que chego é que ambos são espectaculares. São incidentes de corrida, nos quais eles não são totalmente culpados, nem totalmente inocentes. Um acidente destes, há dez ou vinte anos, teriam caudado ferimentos muito graves ou a morte dos pilotos. Conway fez lembrar, por exemplo, o acidente de Kenny Brack no Texas, onde o piloto sueco sofreu ferimentos muito graves, que levaram ao final da sua carreira competitiva. E já vimos mortes por muito menos. Ainda se lembram de Henry Surtees?

E se ambos os acidentes foram muito mais espectaculares que o disparate que Sebastien Vettel fez ontem em Istambul, ao se autoeliminar do GP da Turquia e tirar uma vitória certa à sua equipa a Mark Webber, faz-me pensar na velha história: pedimos aos pilotos para serem agressivos nas manobras, mas queremos que estas sejam seguras. Não gostamos da demasiada agressividade, porque pode ser perigosa, até mortal, e como sabem, morrer perante milhões de pessoas não é boa para a publicidade... estranho. Onde estará o meio, que deveria ser uma virtude?

Chego à conclusão de que esse "meio" não existe. Se for um acaso e todos sobreviverem para contar a história, é um espectáculo e veremos isso nos anos a seguir, num daqueles programas do Canal Discovery. Se acontecer o pior cenário possivel, andaremos todos a lamentar enquanto que outros levantarão a voz para que se implementem mais medidas de segurança, ainda mais estritas das que existem agora. A histeria pós-Imola 1994 foi um exemplo de que certas coisas foram levadas longe demais, por exemplo. No final, temos de confiar na sorte e consciencializar de que existe uma fina linha vermelha entre o espectáculo e a tragédia...

domingo, 30 de maio de 2010

500 Milhas de Indianápolis: Franchitti vence num final acidentado

Nas 500 Milhas de Indianápolis, o vencedor será sempre decidido no momento em que cruza a meta. Literalmente. E como prova de que tudo pode acontecer até ao último metro, e a melhor prova disso foi o que sucedeu com o inglês Mike Conway, que voou na última curva devido a uma colisão com o americano Ryan Hunter-Reay. Neste momento, sabe-se que está magoado, mas que os ferimentos não são graves.

Mas para chegarmos a este resultado final, devemos recuar duzentas voltas, até ao inicio. Com Helio Castro Neves como "poleman", após as habituais três voltas de aquecimento, a partida da corrida mais importante do ano no calendário da agora IndyCar Series, dada pelo veterano ator de Hollywood, Jack Nicholson, começou com Franchitti a ultrapassar o brasileiro, mas três curvas depois eram mostradas as primeiras bandeiras amarelas, quando o carro de Davey Hamilton bateu no muro à saída da Curva 2.

Pouco depois, a corrida recomeçou, mas a situação durou pouco tempo, pois na volta sete foi a vez de Bruno Junqueira bater no muro. Pouco depois, foi a vez de outro brasileiro, Mario Moraes, mas o toque foi menor, fazendo com que pudesse ir às boxes fazer as devidas reparações, embora se atrasasse muito.

Entretanto, quem vinha do último lugar da grelha, depois de uma péssiam qualificação, era Tony Kanaan, que ultrapassava tudo e todos, aproveitando uma boa afinação e chegando aos lugares intermediários. Por esta altura, já tinham acontecido outros incidentes, nomeadamente uma paragem catastrófica para o carro de Will Power, que ficou com o bocal da sua mangueira de reabastecimento no seu carro, fazendo com que tivesse de fazer uma paragem extra para cumprir um "drive through".

Outro que fazia uma boa prova era Raphael Matos, que a meio da prova já era terceiro classificado. Contudo, uma má paragem nas boxes, no qual perdeu uma roda, fez com que se atrasasse na classificação. Pouco depois, bateu forte no muro, terminando ali a sua tarde competitiva.

Na volta 143, foi a vez de Kanaan, Franchitti e Castro Neves pararem, com o brasileiro da Penske a perder tempo quando deixou morrer o motor. Por esta altura, Marco Andretti entrava nos lugares da frente, no quarto lugar, atrás de Kanaan, Franchitti e Castro Neves. E por esta altura, nova situação de bandeiras amarelas quando o estreante colombiano Sebastian Saavedra bateu no muro. Castro Neves faz uma paragem rápida, e na volta 165, quando recomeçou a corrida, só Mike Conway, Justin Wilson, Helio Castro Neves e Graham Rahal não tinham parado, dando-lhes hipóteses de lutar pela vitória.

A partir daqui, as emoções cresciam à medida que as voltas finais se iam esgotando. O nervosismo miudinho aumentava, pois se estava a jogar um algo parecido com poquer, com o "bluff" em forma de saber se os que tinham parado iam até ao fim ou não, especialmente os carros de Wilson, Kanaan, Rahal e Casto Neves. Um por um, eles iam para a boxe e na volta 192, quando o brasileiro da Penske foi para lá, já se sabia que Dario Franchitti seria o vencedor.

Para os brasileiros, ainda havia a hipótese Kanaan, o que seria fabuloso se conseguisse levar o carro até ao fim no pódio, algo quase inédito na história da competição, mas na volta 196, isso esfumou-se com a sua rápida paragem nas boxes. E tudo indicava que Franchitti comemorasse a sua segunda vitória no Brickyard, quando Ryan Hunter-Reay e Mike Conway "roubaram" o momento, com uma espectacular colisão à entrada da curva 4. O inglês ficou ferido no pé, mas a sorte e a tecnologia de que são feitos estes carros evitaram o pior. A acompanhar Franchitti no pódio foram o inglês Dan Wheldon e o americano Marco Andretti, enquanto que Danica Patrick foi a melhor representante feminina ao terminar no quinto posto.

E foi assim a 94ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, uma daquelas corridas que vale a pena ver, seja ele ao vivo ou na televisão. A emoção e o mito que vem de trás justificam-se plenamente.

2010 Youtube Indy 500: O impressionante acidente de Mike Conway



Terminaram há pouco as 500 Milhas de Indianápolis, com a vitória do escocês Dario Franchitti, que conseguiu pela segunda vez na sua carreira subir ao lugar mais alto do pódio e saborear a garrafa de leite. Justin Wilson e Alex Lloyd completaram o pódio, num monopólio das ilhas britânicas.

Mas o piloto de 38 anos cortou a meta sob bandeiras amarelas, pois na penultima curva aconteceu um acidente arrepiante, envolvendo o inglês Mike Conway e o americano Ryan Hunter-Reay. Ambos se desentenderam e o inglês saiu catapultado para as redes de protecção, desfazendo o carro em dois.

Segundos as mais recentes informações vindas de Indianápolis, Conway foi transportado para o hospital, com dores nas costas e lesões na perna direita. Em principio, foi mais um grande susto do que inicialmente parecia.

Mais tarde irei falar da corrida.

sábado, 24 de maio de 2008

GP2 - Ronda 3, Mónaco (Corrida 2)



Depois de ontem termos visto Bruno Senna a ganhar a sua primeira corrida do ano (como foi engraçado ouvir esse nome após 15 anos!) hoje foi dia de outro estreante no Olimpo das vitórias: o inglês Mike Conway ganhou a segunda corrida do fim de semana monegasco, numa corrida em que o piloto português Alvaro Parente conseguiu o terceiro posto.


Numa corrida agitada, onde o Safety-Car entrou por duas vezes na pista, o piloto português da Super Nova conseguiu ter uma boa partida, ultrapassando o indiano Karun Chandook e o venezuelano Pastor Maldonado, antes destes se envolverem num incidente na curva Ste. Devote, causando a primeira intervenção do Safety-Car, que durou duas voltas.

Após o recomeço da corrida, Parente tentou aproximar-se do segundo classificado, o chinês Ho-Pin Tung, para o tentar ultrapassar, mas numa corrida de curta duração, e numa pista estreita, as hipóteses de conseguir eram escassas. No final, o piloto português conseguiu o terceiro lugar final, colado a Tung, mas distante do vencedor Conway.

Em relação ao resto do pelotão, o espanhol Adrian Vallés foi penalizado com um "drive-through", quando cortou a chicane para ultrapassar o seu compatriota Roldan Rodriguez para o quarto lugar.A terminar nos lugares pontuáveis, ficaram o brasileiro Bruno Senna e o espanhol Andy Soucheck.