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terça-feira, 3 de setembro de 2019

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de rádio de Spa

O regresso da Formula 1 à ação foi bem quentinho, em Spa Francochamps, com os habituais toques na partida e as restantes frustrações pelos problemas que tiveram nos seus carros ao longo do fim de semana. E alguns elogios também...

Já agora, caso não consigam ver por aqui, vão ao canal deles no Youtube que está lá o video.

domingo, 1 de setembro de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 13, Bélgica (Corrida)

Spa-Francochamps é um clássico do qual sempre gostamos de voltar. Sabemos que as provas raramente são aborrecidas, tem mais de oitenta anos de história, e o tempo é sempre imprevisível. E depois destas três semanas de férias, até sabe bem voltar a ver carros a rolarem na pista e pensar nos campeonatos, sobre as peças do xadrez para a próxima temporada e onde é que Lewis Hamilton será campeão.

Contudo, o final de semana belga ficou logo com uma sombra a pairar, graças a uma corrida paralela. Os eventos que marcaram o acidente trágico que custou a vida ao francês Anthoine Hubert, piloto da Arden na Formula 2, mostraram não só que o automobilismo, por muito tecnológico e seguro que esteja, está sempre exposto ao perigo de um acidente grave - senão fatal - como fazem lembrar aos pilotos que a vida é um sopro, e uma espada de Dâmocles paira sobre eles, embora menos visível do que era no tempo dos pais ou avós deles. E isso batia particularmente a Charles Leclerc, amigo pessoal de Hubert nos tempos do karting e já sofria com a perda de Jules Bianchi, quatro anos antes.

A partida começou com Lelcerc a manter a primeira posição, com Hamilton a conseguir passar Vettel. Mas o alemão foi mais veloz na reta Kemmel e retomou ao segundo posto em Les Combes. Mas atrás, uma confusão, com Max Verstappen bate em Kimi Raikkonen em La Source e as bandeiras amarelas são mostradas, antes da chegada do Safety Car. Quem também acabou prematuramente a sua corrida foi Carlos Sainz Jr, que não está a ter o seu melhor aniversário...

Na quinta volta, a corrida voltou ao normal, com Leclerc a afastar-se de Vettel, a segurar os Mercedes com alguma dificuldade, com Norris em quinto e os Haas logo a seguir. Todos andavam com pneus moles, e Hamilton tentava apanhar Vettel, sem grande resultado.

Entre os da frente, Vettel foi o primeiro, na volta 16, para trocar a médios, caindo para quinto no regresso à pista. Pouco depois, passou Norris para ser quarto, e ia tentar apanhar os Mercedes. Cinco voltas depois, na 21ª, foi a vez de Leclerc de parar, trocando para médios. A seguir, foram os Mercedes, e na volta 24, Vettel era o lider da corrida.

Mas pelo meio, na volta 19, o autódromo colocou-se de pé, a aplaudir: a pedido da organização, eles decidiram homenagear Hubert, que tinha esse número no dorsal nesta temporada e na corrida fatal deste sábado. Durante quase dois minutos, todo o autódromo vibrava, com os carros a passar, num tributo merecido a um dos seus que pagou o preço mais alto a fazer o que mais gostava.

No passar das voltas, o monegasco chegou-se ao alemão, e na volta 27, os pilotos trocaram posições. Pouco depois, Vettel avisou que não tinha pneus até ao final da corrida, e já tinha Hamilton em cima dele, ameaçando o segundo posto. O alemão segurou o que pode até à volta 32, quando o britânico passou no final da reta Kemmel. Pouco depois, Bottas também se aproximava de Vettel. Mas na volta 34, o piloto da Ferrari voltou às boxes, voltando a ter pneus macios.

Quando o britânico passou o alemão, parecia que tinha cerca de sete segundos para o monegasco, mas as voltas de Hamilton e Leclerc eram equivalentes. Mas nas voltas finais, Hamilton começou a chegar-se a Leclerc no sentido de o apanhar, chegando-se a uma volta e meia do fim a menos de dois segundos. Contudo, o monegasco aguentou e cortou a meta no primeiro posto.

E olhem que o final foi bem atribulado, por causa da avaria do Lando Norris, bem como a batida de Antonio Giovinazzi em Pouhon, que causou confusão no pelotão intermediário. Quem aproveitou muito bem foi Alexander Albon, que do fundo da grelha acabou no quinto lugar, na frente dos Toro Rosso e dos Racing Point, que conseguiram pontuar.

No pódio, um novo hino, um novo piloto - Leclerc batia o recorde de 51 anos que pertencia a Jacky Ickx - e a emoção a rodos na cara dele, depois de tudo o que viveu. Mas o passo da Formula 1 não pára: semana que vêm, temos Monza.

sábado, 31 de agosto de 2019

The End: Anthoine Hubert (1996-2019)

O piloto francês Anthony Hubert morreu esta tarde durante a primeira prova da ronda dupla de Formula 2 em Spa-Francochamps, vítima de um acidente múltiplo na segunda volta, na curva Radillon. Hubert envolveu-se numa carambola com o seu compatriota Giuliano Alesi - filho de Jean Alesi - o americano Juan Manuel Correa, o japonês Marino Sato e o suíço Ralph Boshung. Transportado para o centro médico do circuito, a morte do piloto foi confirmado hora e meia depois pela FIA.

"A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) lamenta informar que um incidente grave envolvendo os carros nº 12 [Juan Manuel Correa], 19 [Anthony Hubert] e 20 [Giuliano Alesi] ocorreu às 17:07 de 31 de agosto de 2019 como parte da corrida de sprint de Fórmula 2 da FIA no Spa -Francorchamps, 17ª ronda da temporada.

A cena foi assistida imediatamente por equipas médicas e de emergência, e todos os pilotos foram levados ao centro médico.

Como resultado do incidente, a FIA lamenta informar que o motorista do carro nº 19, Antoine Hubert (FRA), sucumbiu aos ferimentos, falecendo às 18:35.

O piloto do carro nº 12, Juan-Manuel Correa (EUA), está em condição estável e está sendo tratado no hospital CHU de Liège. Mais informações sobre sua condição serão fornecidas quando estiverem disponíveis.

O piloto do carro nº 20, Giuliano Alesi (FRA), foi verificado e declarado [como] apto no centro médico.

A FIA está apoiando os organizadores do evento e as autoridades relevantes, e iniciou uma investigação sobre o incidente."

A corrida foi cancelada de imediato.

Nascido a 22 de setembro de 1996 em Lyon, Hubert começou a correr no karting aos doze anos de idade. Vice-campeão em 2010 do CIK-FIA Karting Trophy, foi terceiro classificado no campeonato do mundo de sub-18 em 2011 e 2012. 

Em 2013, foi para a Formula 4 francesa, e ali acabou como campeão, com onze vitórias e treze pódios. No ano seguinte, rumou para a Formula Eurocup 2.0 pela TechRacing, e em 2015 venceu por duas vezes, terminando no quinto lugar do campeonato. Em 2016, passou para o Europeu de Formula 3, pela Van Amersfoort Racing, acabando no oitavo lugar, com 160 pontos, três pódios, um deles uma vitória em Norisring.

Em 2017, passou para a GP3, pela ART Grand Prix, acabando a primeira temporada com três pódios e o quarto lugar da classificação geral, para no ano seguinte ser campeão, com duas vitórias e mais nove subidas ao pódio. Acabou por ser o último campeão da GP3, que se fundiu com a Formula 3 europeia. Nesse ano, tornou-se piloto da Renault Sport Academy, e fez com que em 2019, se tornasse piloto da Formula 2 pela BWT Arden, ao lado da colombiana Tatiana Calderon.

A sua temporada de estreia estava a ser digna, com duas vitórias, uma no Mónaco, e outra em Paul Ricard, e estava no oitavo lugar da classificação geral.

domingo, 11 de agosto de 2019

W Series: Powell vence, Chadwick é campeã

Em Brands Hatch, na Grã-Bretanha, as honras foram para as britânicas. Alice Powell foi a vencedora da última corrida da competição totalmente feminina, enquanto Jamie Chadwick, que cortou a meta na quarta posição, acabou por ficar com o título, depois de ver a sua rival, a holandesa Beitske Visser, ser terceira classificada. No final, ambas ficaram separadas por dez pontos de diferença.

Partindo da pole-position, Chadwick tinha um desafio pela frente, pois as suas rivais queriam alcançá-la. Mas na partida, houve problemas quando a sua compatriota Esmee Hawkey ficou parada na grelha de partida, fazendo com que esta fosse repetida e a piloto partisse das boxes.

Na largada, Chadwick foi para a frente, mas a finlandesa Emma Kimilainen e Alice Powell não a deixaram em paz, seguindo-a e assediando-a. A meio da corrida, no Paddock Hill Bend, Powell passou-a e rumou à vitória.

Um pouco mais tarde, o Safety Car teve de entrar na pista para tirar o carro de Miki Koyama, que tinha ficado parado na pista em posição perigosa, Por esta altura, Kimilainen tinha passado Chadwick e já era assediada por Visser.

Quando o Safety Car reentrou, Powell aguentou os ataques da finlandesa, enquanto Visser passava Chadwick, mas não era suficiente para ser campeã, a não ser que algo acontecesse a ela. E até ao final, tudo ficou dessa maneira, com Chadwick a entrar na história por ser a primeira campeã da competição e receber o prémio de 500 mil libras. Alice Powell, triunfadora em Brands, acaba na terceira posição do campeonato, com 76 pontos, mais dez que Marta Garcia, que hoje foi apenas oitava. Fabienne Wolfhend, do Lichtenstein, foi quinta na corrida e quinta no campeonato, com 51 pontos.

Agora resta esperar por novo campeonato, em 2020.  

domingo, 4 de agosto de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 12, Hungria (Corrida)

O mais interessante desde GP húngaro, que normalmente não é emocionante, foi que se tornou numa prova de pura estratégia, onde o melhor seria aquele que superasse os seus obstáculos e acabasse na frente do adversário. E a corrida desta tarde foi assim mesmo: decidida nas estratégias, onde a Mercedes conseguiu levar a melhor sobre uma Red Bull que tinha tudo para ganhar, mas quando aconteceu a segunda paragem da Mercedes, praticamente encostou Max Verstappen à parede, sentenciando a partida. Um pouco como fez Ross Brawn, em 1998, quando transformou uma estratégia de paragem extra a Michael Schumacher em algo vencedor. 

E tinha de ser: a Mercedes estava a ver que a temporada iria ser um passeio, mas os eventos desde o GP da Áustria (e antes, no Canadá) mostraram que a Red Bull está a reagir. O motor Honda deixou de ser o "patinho feio" da Formula 1 e a pole-position da véspera de Max Verstappen, mostrava que merecia há algum tempo. Depois de sete vitórias, duas delas nas últimas quatro corridas... tínhamos (mais ou menos) um campeonato.

Quando as luzes se apagaram, Verstappen conseguiu aguentar as pressões dos Mercedes, enquanto Valtteri Bottas atrasou-se, devido a um toque... de Lewis Hamilton e Charles Leclerc, ambos danificaram a asa dianteira do piloto finlandês. Ele caiu para quinto, mas não foi logo para as boxes, porque esta estava ainda funcional. Apenas na quinta volta é que ele foi trocar a asa dianteira e colocou pneus duros, caindo para o fundo do pelotão.

A partir dali, foi um duelo entre o holandês e o britânico, enquanto a corrida tranquilizou-se. Tanto que a Ferrari começou a falar de um plano alternativo, provavelmente com duas paragens, para ser melhor que a concorrência. Porque os carros vermelhos eram cada vez mais os terceiros nos construtores...

Todos queriam saber que tipo de estratégia é que a Mercedes tinha, mas a partir da volta 18, Hamilton aproximou-se de Verstappen para ficar na traseira da corrida, e talvez, passar nas boxes. Acabou por ser Verstappen a ir às boxes na volta 25, com duros, e ele volta à pista na frente de Leclerc, mas com Hamilton vinte segundos na sua frente. 

No regresso, o holandês tentou tirar a diferença virtual para o britânico, antes que ele fosse às boxes. Mas Hamilton ficava na pista, dando o seu máximo até à volta 32, quando ele colocou duros. Mas demorou quatro segundos, e voltou cerca de quatro segundos atrás de Verstappen.

No regresso, Hamilton começou a voar, caindo a diferença a cada volta. Na metade da corrida, estava a 1,2 segundos e logo depois, passou ao ataque, numa altura em que Bottas já estava na zona de pontos. O britânico atacou na volta 39, mas o piloto da Red Bull resistiu. Ao mesmo tempo, a Ferrari mandava Vettel às boxes, para colocar moles.

Hamilton afastou-se um pouco de Verstappen para arrefecer os componentes, mas na volta 43 voltou ao ataque, mas subitamentem na volta 50... o britânico volta às boxes. Para trocar a amarelos, médios.

Parecia que Hamilton tinha abdicado, mas o que tinha feito foi quebrar a estratégia da Red Bull. E com pneus mais frescos, poderia apanhar Hamilton na parte final da prova. E isso provou nas voltas seguintes, quando ganhava um segundo por volta. Na volta 55, a diferença deixou de diminuir, estabilizou nos 15 segundos, para poupar nos pneus, e depois voltou a atacar, aproximando-se do holandês.

E na volta 66, Hamilton estava na traseira de Verstappen. No final da reta da meta, passou-o e foi-se embora, e a Red Bull, admitindo a derrota, mandou o holandês para as boxes no sentido de ficar com a volta mais na rápida. Atrás, Vettel apanhou Leclerc e ficou com o terceiro posto.

Foi assim que acabou a corrida. O resultado pode passar por ser previsível, mas a prova deu nervos por causa da estratégia, pura estratégia. E isso só mostra que, por vezes, ela pode ser emocionante. Agora, é altura de férias, a Formuloa 1 volta em setembro para o que resta da Europa, Ásia, e Américas, antes do final, em dezembro, em Abu Dhabi, com o hexa do Hamilton a acontecer bem antes, talvez no México...   

domingo, 28 de julho de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 11, Alemanha (Corrida)

No papel, esta deveria ter sido uma corrida onde os Mercedes não iriam ter a vida facilitada, mas quem viu os eventos de sábado, parecia que iria ser um passeio para Lewis Hamilton, Valtteri Bottas e os Flechas de Prata no geral, e os outros iriam vê-los só no pódio, com os melhores lugares. E iria ser uma corrida no seco. Contudo, um dia bastou para alterar tudo: a chuva, que poderia acontecer, mas em quantidade menor, decidiu trocar as voltas - pois era para acontecer no sábado - decidiu fazer a sua aparição no domingo. Primeiro, a chover copiosamente durante a noite e a manhã, e depois, na hora da corrida, e pista estava de tal forma molhada que na hora da partida, duas coisas tiveram de acontecer: todos trocaram por pneus de chuva, e a corrida iria acontecer por trás do Safety Car. Um mal necessário, de uma certa forma.

A volta de formação durou... três voltas, para ver se a pista secava, ou se a chuva parava. Esta iria aparecer de forma intermitente na hora seguinte, mas iria influenciar a corrida. Provavelmente muitos iriam perguntar em que volta Sebastian Vettel se iria despistar, se os Ferrari ficariam pelo caminho, para poder xingar em Mattia Binotto e já o despedir, como se fosse treinador de futebol do Brasileirão, e com quantos segundos os Mercedes iriam vencer sobre a concorrência. Em suma, com quantos paus a Mercedes iria ensinar a fazer uma canoa.

A realidade foi absolutamente diferente. Hamilton largou muito bem, com Max Verstappen a ser engolido por boa parte do pelotão, caindo para sétimo, mas depois recuperou e estabilizou, tentando recuperar o tempo perdido. Atrás, Vettel passou oito carros e já se aproximava dos dez primeiros quando Sergio Perez perdeu a traseira do seu Racing Point e bateu no muro, fazendo com que o Safety Car entrasse em pista pela segunda vez. Uma excelente oportunidade para que boa parte do pelotão trocasse de pneus, para os intermédios, o jogo verde que iria ser o padrão, enquanto a pista estivesse molhada. 

Quando recomeçou a corrida, na volta seis, Magnussen, que era segundo por causa dos outros terem trocado de pneus, acabou por ser engolido por Bottas e Verstappen, enquanto Vettel já estava nos pontos, atrás de Raikkonen. Leclerc já era quarto, depois de passar o dinamarquês da Haas. Mas pouco depois, era assediado por Hulkenberg, no seu Renault. Já Vettel aproximavam-se de Magnussen e pouco depois, passaram-o.

Na frente, os Mercedes estavam a afastar-se de Verstappen, e pareciam dominar ainda mais que o normal, na pista seca. Pela volta 10, havia já um trilho, mas já se previa mais chuva para dali a dez minutos, logo, o dilema de ficar com os pneus intermédios até voltar a pista a ficar molhada. 

Na volta 15, algo raro: um motor a explodir. O infeliz foi Daniel Ricciardo, que viu o seu motor ir ter com o seu Criador, e por causa disso iria ser o segundo piloto a ver o resto desta corrida nas bancadas. Leclerc foi às boxes voltando a ter intermédios, mas não houve grandes alterações. Mas com o passar das voltas - e as ameaças de chuva - na volta 22, Kevin Magnussen decidiu colocar... pneus para seco. Ousado! porque ainda chovia. Pouco, mas com chuva.

Duas voltas depois, a Ferrari chamava Vettel para ir às boxes e colocar secos, ainda não sabendo se compensaria ou não. Mas como ele estava a fazer uma corrida de recuperação, eles tinham de ser ousados. Na frente, Verstappen aproximava-se de Bottas para ser segundo, enquanto Leclerc aproximava-se e ambos. E na volta 26, o holandês ia para as boxes para colocar médios. E com isso, veio o resto do pelotão para trocar de pneus. Mas não estava fácil: Verstappen fez um pião na zona de Estádio. 

Na volta 29, Lando Norris tornava-se no terceiro abandono, e não sabíamos, nas era o inicio de uma cadeia de eventos que iria afetar o resto da corrida. O Safery Car Virtual entrou e por causa de mais uns pingos de chuva, alguns dos que estavam em secos iriam ficar... inúteis. Primeiro Leclerc, que ficou sem tração na última curva e bateu no muro das boxes, e depois... Hamilton, que na mesma curva, apenas deu cabo da asa dianteira, mas teve sorte, porque ele poderia continuar. Contudo, ao entrar nas boxes, ele fez fora dos regulamentos e ele, óbviamente, foi investigado. Para piorar as coisas, perdeu quase um minuto por causa da asa nova e dos pneus intermédios... que não estavam ali. E com isto tudo, o Safety Car estava na pista pela terceira vez, e Max Verstappen, que se tinha despistado (!) liderava a prova, com Huklenberg em segundo (!!), no seu Renault.

Na volta 34, a corrida regressava, com mais pista molhada e Max estava na frente, com Hulkenberg no segundo posto, e os Mercedes a pressionarem. Mas para Hamilton, teria mais dificuldades: os comissários deram cinco segundos de punição. 

Verstappen afastava-se de Hulkenberg, que aguentava Bottas para ser segundo. Quando o finlandês o passou, o holandês já tinha uma vantagem de oito segundos na liderança. Pouco depois, Hamilton fez a mesma coisa. A pista secava mais um pouco até que na volta 41, Hulkenberg era o terceiro piloto a bater na última curva, com mais uma paragem do Safety Car. Com a vantagem a acabar, Verstappen e Vettel decidiram trocar para novo jogo de intermédios para ter melhores chances.

Na volta 44, a corrida recomeçou, mas os pilotos já tinham aviso de que não iria chover mais. Logo, pouco depois, por causa da pista, os pilotos trocaram para meter secos. Verstappen estava na liderança, mas pouco depois foi Hamilton... que ainda tinha uma punição para cumprir. Nas voltas seguintes, não só foram os Red Bull a darem nas vistas, como também os Toro Rosso, graças a Alex Albon e Daniil Kvyat. Atrás, com a punição a cumprir, Hamilton estava fora dos pontos... e Lance Stroll em segundo lugar, porque trocou para secos na volta antes da saída do Safety Car.

Stroll perdeu o segundo posto a favor do Toro Rosso do russo, enquanto atrás, Vettel era sétimo e ia a caminho dos melhores lugares, tentando apanhar Alexander Albon, que ia na sua frente. E no meio disto, Hamilton, que já estava mal, ficou ainda pior. Depois de novo despiste, era... último, atrás até dos Williams! E faltavam dez voltas para o final! 

Mas pior, pior, foi Bottas, que não só não conseguia passar Lance Stroll na terceira posição, na primeira curva, ele pisa a zona húmida e a traseira escapou, acabando por bater na barreira de pneus. E claro, mais uma vez, o Safety Car na pista. 

Quando tiraram o carro do finlandês, a corrida retomou na volta 59, Vettel partiu ao ataque, primeiro, passando Sainz, e depois, atacou Stroll e Kvyat para chegar ao pódio. O segundo posto era uma verdadeira recompensa, porque na frente, Max Verstappen seguia, sem problemas e fazendo a sua corrida à parte para vencer pela segunda vez na temporada. E a sua segunda vitória em três corridas possíveis, com Sebastian Vettel a ser segundo, o melhor lugar possivel, mas a escapar de todas as armadilhas, e Daniil Kvyat, a dar à Toro Rosso o seu primeiro pódio em quase onze anos, e de novo, à chuva. E com mais uma revelação: ele tinha sido pai na véspera. E os Mercedes, pela primeira vez desde o GP de Espanha de 2016, não pontuavam, porque Hamilton era... 11º, apenas na frente dos Williams de Robert Kubica e George Russell.

E assim, pela terceira corrida consecutiva, a Formula 1 tornava-se imprevisível. E pior ainda, desta vez, eram os Mercedes a ficar com a fava, numa corrida onde eles tinham tudo para vencer: numero redondo, a pole e tudo o mais. E o monopólio era de pilotos que tinham passado pela Academia da Red Bull. Sim a Formula 1, quando quer, tem as suas ironias... mas a chuva também ajuda.     

domingo, 21 de julho de 2019

Youtube Motorsport: A corrida extra-campeonato da W Series

Este domingo, a W Series resolveu experimentar algo diferente: a grelha invertida. Neste fim de semana duplo no circuito holandês de Assen, depois de Emma Kimilainen ter vencido a primeira corrida, ontem à tarde.

Coloco aqui o video onde as pilotos da frete decidiram partir das últimas filas da grelha para saber até que ponto conseguiam ganhar mais lugares. Querem saber quem foi a vencedora?

W Series: Kimilainen domina em Assen

A finlandesa Emma Kimilainen venceu na tarde de sábado a quinta corrida da W Series, sendo a quarta vencedora em cinco corridas na temporada inaugural da série exclusivamente feminina. A piloto ficou na frente de Alice Powell e Jamie Chadwick, esta última alargando um pouco mais a liderança no campeonato, já que o seu rival, a local Beitske Visser, foi quarta.

Depois da finlandesa ter conseguido a sua primeira pole da carreira na série, a corrida começou agitada, quando esta perdeu a liderança para Alce Powell. Atrás, a japonesa Miki Koyama e a sul-africana Tasmin Pepper colidiam uma na outra e o Safety Car teve de entrar para tirar o carro da japonesa.

Quando as operações de resgate terminaram e a pista foi limpa, a corrida recomeçou com Visser ao ataque, depois de ter perdido uma posição na partida, para Caitlin Wood. Passou de imediato a australiana, e foi em busca de Chadwick. Um pouco mais à frente, Kimilainen buscava Powell e a diferença entre ambos diminuía. Quando a ultrapassagem aconteceu, nem foi uma briga, mas mais um erro, que obrigou Powell ir para a escapatória na curva 1. No regresso à pista, a finlandesa estava na frente, e começou a ampliar a vantagem até à meta. Atrás, Visser tentava passar Chadwick, mas ela conseguiu defender-se.

No final, foram estas as quatro primeiras, com Wood a ser quinta e a polaca Gosia Rdest a ser sexta. Marta Garcia foi apenas nona, atrasando-se na luta pelo título. 

No campeonato, Chadwick tem agora 98 pontos, contra os 85 de Visser e os 62 de Marta Garcia. Amanhã haverá uma prova com a grelha invertida, e que não conta para o campeonato. A próxima prova a contar para os pontos acontecerá em Brands Hatch, a 11 de agosto, mas antes haverá uma corrida extra-campeonato para testar a hipótese de grelha invertida.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Formula E: Frijns foi o vencedor em Nova Iorque

Robin Frijns venceu a segunda corrida de Nova Iorque, na noite deste domingo, superando Alexander Sims, mas esta foi a prova onde Jean-Eric Vergne se sagrou bicampeão da competição, depois de ver o seu maior rival, Lucas di Grassi, ir contra a parede quando se desentendeu com Mitch Evans, na última volta da corrida, fazendo com que o título caísse no colo do piloto da Techeetah. Já António Félix da Costa terminou a prova no nono posto, conseguindo mais dois pontos, mas descendo ao sexto posto na classificação final.

Depois de uma qualificação onde o piloto da BMW conseguiu a sua primeira pole da sua carreira - e onde a marca alemã repetiu, depois de ter conseguido na primeira prova do ano - antes da corrida, a organização tinha dito que os pilotos iriam poder ir mais uma vez que ao normal ao Attack Mode, ou seja, passando assim de dois para três passagens, fazendo uma corrida essencialmente de ataque.

A prova começou com Sims e Buemi a resistir aos ataques de Robin Frijns, que desde o inicio pretendia o primeiro posto. Atrás, havia alguns toques, com André Lotterer a levar a pior parte, devido a um embate com o Dragon de José Maria Lopez, acabando ambos por abandonar.

Alguns minutos mais tarde, o Safety Car entra na pista para recolher os destroços, enquanto Lotterer (que já tinha abandonado) recebeu uma penalização por ter sido o causador do acidente. Na frente, graças ao Attack Mode extra, e depois de passar Buemi, Frijns atacava fortemente o britânico da BMW, antes de o conseguir passar no final da meta, passando para a frente e deixando à mercê de Sebastien Buemi, que também queria passar Sims. Atrás, Lucas di Grassi estava já nos pontos, mas via Vergne logo atrás de si. As chances de título estavam cada vez mais diminutas, à medida que as voltas passavam.

Na parte final, no meio das lutas por posição, Di Grassi e Evans eram respectivamente sexto e sétimo, ambos na frente de Vergne, oitavo, quando o brasileiro tentou passá-lo para ficar um pouco mais adiante e ter alguma chance de título. Contudo, a ultrapassagem correu muito mal e ambos acabaram por abandonar. Se antes era complicado, agora não restavam dúvidas: o francês da Techeetah iria repetir o título. E também para Félix da Costa seria um bom resultado, pois ele até então estava fora dos pontos.

Assim, Frijns vencia pela segunda vez na temporada, ficando na frente de Sims, que conseguia o seu primeiro pódio na competição, e de Buemi, que fez uma recuperação na fase final da temporada, depois de um mau começo. Sam Bird foi o quarto, na frente de Daniel Abt e Oliver Rowland. Felix da Costa e Gary Paffett, da HWA, fecharam os pontos.

domingo, 14 de julho de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 10, Grã-Bretanha (Corrida)

Parecia que este seria o fim de semana perfeito para Lewis Hamilton... mas Valtteri Bottas tinha outros planos e decidiu ser o "poleman", negando ao britânico a chance de largar do primeiro lugar pela sétima ocasião na sua carreira. Contudo, foi tudo Mercedes, a equipa do qual todos sabem que ficará com todos os títulos e o resto não terá chances de os apanhar enquanto mão mudarem as regras para os beneficiar.

Tudo foi normal na partida, com Bottas a aguentar os ataques de Hamilton nas primeiras curvas, com o pelotão atrás. Leclerc ia na frente de Verstappen, enquanto os Haas estavam no final do pelotão, vitimas de um toque... um com o outro. Na terceira volta, as asas puderam abrir-se, mas apenas na quinta é que Hamilton atacou. Na Brooklands, o inglês lá passou, mas o finlandês reagiu e voltou ao primeiro posto.

Nas voltas seguintes, Hamilton não incomodou Bottas, esperando passá-lo nas boxes, enquanto na volta oito acontecia o primeiro abandono, com o Haas de Kein Magnussen. Ao mesmo tempo, o holandês da Red Bull aproximava-se de um Leclerc que começava a ter problemas com os seus pneus moles. Na volta 11, o filho de Jos tentou passar Leclerc, mas não conseguiu. Vettel tentou a sua sorte, mas não conseguiu, o suficiente para Gasly atacar, e ele conseguiu passá-lo na volta 12, antes de ir às boxes, trocando para duros. Duas passagens pela meta depois, Leclerc e Max foram às boxes, trocando também para duros, com o holandês na frente do monegasco da Ferrari. Mas na saída, ele errou e Leclerc aproveitou. Eis um duelo que continua desde o karting...

Na volta 16, foi a vez de Bottas nas boxes, com médios calçados. Enetre isso e a vez de Hamilton de ir às boxes, para colocar duros, cinco voltas depois, foi um duelo entre Leclerc e Verstappen, onde o monesgasco aguentou as suas investidas. E quando Hamilton foi, aconteceu no preciso momento em que o Safety Car estava na pista, por causa do despiste de Antonio Giovinazzi, que deixou o seu carro na gravilha, em posição perigosa.

Nessa altura, alguns pilotos aproveitaram para trocar nas boxes, como Leclerc, e na volta 24 a corrida retomava à normalidade. Verstappen lá passou Leclerc, mas foi no meio da confusão em que Gasly era quarto e Vettel estava na frente deles todos, no terceiro posto. E ambos viam os Mercedes irem embora, com Hamilton na frente de Bottas. Mas o holandês passou o monegasco - com toque pelo meio - e depois chegou a Gasly, passando-o e ficando no quarto posto.

Leclerc foi depois atacar Gasly, mas as coisas não andavam lá muito bem, porque ele era tão agressivo quanto Verstappen. Claro, o holandês aproveitava para se afastar do seu rival. O monegasco lá passou por fora na volta 37, numa altura em que o holandês estava na traseira de Vettel. E uma volta depois, na luta entre ambos, tocaram-se na Brooklands, acabando na gravilha. Mas ao contrário de Michael Schumacher e Damon Hill em 1995, ambos voltaram para a pista. Contudo, os estragos do alemão foram tão grandes que teve de ir às boxes, caindo para a última posição... e levou mais dez segundos de punição dos comissários, por o considerarem culpado. Só para mostrar serviço.

E o final, não teve história. Bottas acabou por ir para as boxes para ter médios e conseguir a volta mais rápida, e Hamilton lá foi ele para ficar com a sexta vitória caseira, tornando-se no maior triunfador em Silverstone, mais ainda que Jim Clark. Com mais uma dobradinha da Mercedes, era o desfecho previsível, anticlimático, de uma corrida bem interessante. 

sábado, 13 de julho de 2019

Formula E: Buemi triunfa em Nova Iorque

Sebastien Buemi resistiu a todos os ataques e venceu a primeira corrida em Nova Iorque. O piloto suíço resistiu aos ataques de Mitch Evans e António Félix da Costa, que o acompanharam no pódio, numa corrida em muitos aspectos... de loucos, com vários toques. Lucas di Grassi foi 

Com Buemi na pole-position, tendo Pascal Wehrlein a seu lado, e Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, apenas a largar de décimo, e o seu maior rival, Lucas di Grassi, quatro lugares atrás, a primeira corrida  começou com Buemi na frente, com Lynn a ser segundo, passando Wehrlein. Vergne e Di Grassi perdiam posições. Sims subia para o terceiro posto na volta seguinte, e metros depois, Lotterer emvolvia-se num acidente, com o seu companheiro de equipa a acabar nas boxes, para trocar o seu nariz danificado.

Com o passar das voltas, Buemi começou a ser pressionado por Lynn, que tinha passado pelo Attack Mode. O suíço fez isso na volta seguinte, mas não houve alterações. Atrás, Sims era pressionado por Abt para o passar, mas o britânico resistia. Pouco depois dos 15 minutos, Lynn tentava pela segunda e o Attack Mode, para passar Buemi, mas o piloto resistia até ser ele a passar por lá, na volta seguinte. Atrás, Sam Bird, que era sétimo, era penalizado por 10 segundos por ter causado uma colisão no inicio da corrida. Após 14 voltas, e a 26 minutos do fim, os quatro primeiros estavam separados por menos de segundo e meio.

Pouco depois, Lynn começava com problemas de potência e desistiu, reduzindo os candidatos a três. Sims era agora o piloto que pressionava Buemi na liderança, com Abt à espreita, enquanto Wehrlein perdia dois lugares para Bird e Félix da Costa. E bem a tempo: na volta 20, com 19 minutos para o fim, o Safety Car entrava na pista para que os comissários tirassem o carro de Alex Lynn.

A corrida voltou duas voltas depois, com Buemi a aguentar Sims, enquanto Bird perdia dois lugares para Félix da Costa e Evans. Abt tentou ganhar algo, mas perdeu várias posições. E no meio isto tudo, Di Grassi era oitavo.

No meio de lutar pelo meio do pelotão, alguma tinha de acabar mal. Foi o que aconteceu a Oliver Rowland e Edoardo Mortara, que acabaram com os carros a largar peças... e ao mesmo tempo, Félix da Costa subia a terceiro, trocando com Sims.

Na parte final da corrida, Buemi estava mais descansado, enquanto Evans defendia-se dos ataques dos pilotos da BMW, com o português a comandar. Atrás, Di Grassi pressionava Sims e Vergne conseguia chegar aos pontos, sendo décimo. Mas na última volta, uma carambola com Felipe Massa deixava o francês fora dos pontos.

sábado, 6 de julho de 2019

W Series: Garcia vence em Norisrging

A espanhola Marta Garcia tornou-se na vencedora mais jovem da W Series, ao vencer a corrida desta tarde no circuito de Norisring. A piloto de 18 anos tee um fim de semana de sonho ao fazer a pole-position e a liderar a corrida do principio ao fim, diante da holandesa Beitske Visser e da britânica Jamie Chadwick, que sai desta pista com o comando, mas ameaçada pela piloto holandesa. 

Depois de uma qualificação onde a espanhola Marta Garcia conseguiu ser a melhor, na frente da britânica Jamie Chadwick e Fabienne Wohlhend, do Liechtenstein, a corrida iria ser complicada naquele circuito citadino. A partida correu bem para Garcia, enquanto Chadwick perdia um lugar para Betiske Visser. 

Nas voltas seguintes, a espanhola afastava-se do pelotão, com a polaca Rdest a ter a asa dianteira danificada e manter o sexto posto. Os organizadores decidiram-lhe mostrar a bandeira preta e laranja, assinalando um carro inseguro, e foi às boxes trocar de asa. Contudo, ela foi lá com excesso de velocidade, acabando por cumprir uma penalização.

Com a passagem das voltas, os três primeiros começam a rolar separadas umas das outras, Garcia na frente de Visser e Chadwick, com Wohlwend no quarto posto, assediada pela finlandesa Emma Kimialainen. Atrás, Alice Powell , que largara de último, chegou aos pontos e passava a sul-africana Tasmin Pepper para ser oitava. Ia atrás da japonesa Miki Koyama na luta pela sétima posição quando teve problemas mecânicos e foi obrigada a desistir. E a mesma coisa acontecia à sua compatriota Jessica Hawkins.

No final, Chadwick aproximou-se de Visser, mas não foi o suficiente para a passar. Na frente, Garcia comemorava a sua primeira vitória na competição.

No campeonato, Chadwick continuava a liderar, agora com 83 pontos, contra os 72 de Visser e os 60 de Garcia. A próxima prova da competição acontecerá dentro de duas semanas, em Assen, na Holanda. 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Youtube Racing: O e-Prix de Berna na íntegra

Uma semana depois do e-Prix de Berna, que pode ter sido decisivo nas contas do campeonato, temos agora a prova na íntegra, uma corrida onde demorou mais tempo que o costume graças a uma carambola na primeira volta, e depois, à aparição da chuva na parte final da corrida.

Eis o video. 

domingo, 30 de junho de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 9, Áustria (Corrida)

Ao contrário da semana passada, onde, mais do que a previsibilidade do vencedor, tínhamos a modorra da corrida, hoje havia o seu contrário. O vencedor era imprevisível e o local da corrida, outro clássico do automobilismo, tinha uma variedade tal que colocava pela primeira vez a chance de termos um vencedor não-Mercedes. E logo no último dia de junho, no lindo tempo da Áustria...

E o tempo estava mesmo lindo. Em Zeltweg, ou Red Bull Ring, ou Osterreichring, não interessa, o ambiente do circuito fazia mais parecer que Zandvoort já tinha voltado, por causa da quantidade de holandeses que lá estavam, apoiando Max Verstappen, seu filho dilecto. E ainda antes de correrem, a organização decidiu homenagear o seu orgulhoso filho, Niki Lauda, com o seu nome na primeira curva. O que é excelente, porque sucede a Jochen Rindt no circuito, porque é a última curva antes da meta.

Tudo indicava que aos moles, ela iria aguentar até à décima volta, enquanto com os médios, duraria mais doze ou treze.

A partida foi interessante. Leclerc faz muito bem, enquanto Verstappen largou muito mal. Tão mal que foi engolido pelo resto do pelotão. Hamilton lutou com... Lando Norris para ser terceiro, mas conseguiu aguentar. Ele acabou por ser passado pelo Alfa Romeo de Kimi Raikkonen e foi pressionado por Sebastian Vettel pelo quinto lugar. E no final da terceira volta, Leclerc já tinha um avanço de 2,5 segundos sobre Valtteri Bottas.

As disputas estavam ótimas, sem toques ou polémicas. Vettel passava primeiro Norris, depois Raikkonen, para tentar apanhar Hamilton, que já tinha um avanço de quase cinco segundos. Atrás, Verstappen recuperava posições, primeiro passando Norris, depois Raikkonen. No fundo do pelotão, Haas, Toro Rosso e Williams, lutavam por posições como a... 14ª posição.

Entretanto, Lando Norris e Kimi Raikkonen trocavam posições para o sexto posto, e ambos estavam na frente de... Pierre Gasly, o segundo piloto da Red Bull. Gasly lutou com Raikkonen pela sétima posição, mas o francês não conseguia passar.

Na volta 22, Bottas e Vettel param nas boxes, trocando para duros, e o alemão não teve uma grande troca, perdendo quase seis segundos na operação. Cai para oitavo, atrás de Raikkonen e Gasly, mas cedo passou-os. Cinco voltas depois, pararam Gasly e Norris para ficarem com duros, com Vettel a ficar em quinto, sete segundos atrás de Bottas.

Na volta 30, Hamilton vai às boxes, e para além de trocar para duros, trocou de asa dianteira, porque tinha problemas de downforce no seu carro. O inglês caiu para o quinto posto, atrás de Vettel. A seguir, foi a vez de Verstappen trocar de pneus. Voltou no quarto posto, atrás de Vettel e foi buscar o alemão da Ferrari. E as coisas estavam assim por alturas da metade da corrida.

Na volta 47, Verstappen colou-se na traseira de Vettel, numa luta pelo lugar mais baixo do pódio, com o holandês a ter os pneus mais frescos que o alemão. Vettel resistiu o mais que podia, mas o holandês levou a melhor. Vettel reagiu indo de novo para as boxes. Depois, aproximou-se de Bottas para ser segundo. O que teria feito se tivesse conseguido uma boa largada?

De uma certa maneira, esta corrida estava a ser a perfeita antítese de Paul Ricard... a Formula 1 poderia não estar morta, mas aquele circuito não era o ideal para a emoção. Na volta 53, Verstappen conseguiu passar Bottas para ser segundo, para gáudio do público "da casa"...

Agora, era Leclerc que estava no objetivo de Max Verstappen. Demorou algum tempo para o apanhar, mas na volta 65, ele estava na traseira no do monegasco. E em poucas voltas, conseguiu. Mas... no momento da ultrapassagem, Max decidiu dar um toque de "Dijon 79" no Leclerc, para confirmar a coisa. O monegasco queixou-se e claro, a manobra foi para os comissários, que decidirão o que acontecerá. Sabendo do sucedido nas últimas corridas, não vejo bom final...

Mas não víamos o que acontecia entretanto, quando Vettel apanhou e ultrapassou Hamilton para ser quarto e carregou para apanhar Bottas ainda antes de chegar à meta, ficando também colado no carro do finlandês. Por uma vez, o alemão até mostrou muito mais garra.

E assim foi a melhor corrida do ano. Mostrando que esta competição consegue ser bipolar - mas culpem os carros por isso - e com os comissários prontos a borrar a pintura sempre que há um toque nas lutas por posição, isso impediu desta tarde ser perfeita. Porque foi, e logo na véspera de umadata mítica na história da Formula 1. 

domingo, 23 de junho de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 8, França (Corrida)

O GP de França é provavelmente um lugar onde esta corrida passará à posteridade como sendo uma sem história, de um campeonato onde uma equipa domina sobre o resto e provavelmente já estaremos a especular onde é que será a festa da consagração do piloto britânico. A minha aposta será na Cidade do México...

Debaixo de um calor estival, a corrida começou com homenagens: a primeira à Renault, por causa dos 40 anos da sua primeira vitória e do motor Turbo, com Jean-Pierre Jabouille a correr no seu Renault RE20, o mesmo carro que lhe deu a vitória em Dijon-Prenois, e depois, a Formula 1 em peso a homenagear Jackie Stewart pelo seus 80 anos - e este ano faz meio século sobre o seu primeiro título - com todos a usarem o chapéu de "tartan", um pouco como tinha Niki Lauda e o seu chapéu vermelho. Felizmente, o escocês ainda esta vivo para podermos celebrar os seus feitos. 

E depois das homenagens, o cumprir de calendário. A partida disse tudo: Hamilton saltou para a frente, com Bottas a não conseguir atacá-lo. Atrás, Leclerc, Verstappen os McLaren e Vettel mantiveram as suas posições - já agora, todos partindo com médios - e a partir daqui, as coisas estavam resolvidas, de uma certa forma. Poucas voltas depois, Vettel conseguiu passar Lando Norris para ser sexto. E por esta altura, a diferença entre os dois primeiros era de 2,6 segundos. Logo, tem-se de esperar pelas trocas de pneus, que todos diziam ser uma só vez.

Quando Vettel passou Carlos Sainz Jr, por volta da décima volta, a diferença para Max Verstappen já era de oito segundos, ao mesmo tempo que os comissários penalizavam Sergio Perez por ter saído de pista na primeira volta. Algumas voltas depois, Pierre Gasly - que tinha moles - tinha nos seus espelhos Daniel Ricciardo - com médios - e este não o deixava em paz. Por esta altura, a diferença entre Hamilton e Bottas era de três segundos, e de oito para Leclerc.

Nas voltas 17 e 18, Ricciardo e Gasly trocaram de pneus para os médios... é mantiveram as posições até o australiano o passar na chicane da reta Mistral. A seguir veio Lando Norris trocar de pneus, e na volta 23, Bottas foi às boxes para trocar de médios para duros, uma volta antes de Hamilton. Vettel veio na volta 25 para ter pneus duros, regressando no quinto posto. Depois de todos terem trocado, a diferença entre os dois primeiros era de quase doze segundos. Uma eternidade.

E foi assim até quase ao final da corrida. Com Hamilton a dar "calendários" ao seu companheiro de equipa - dezoito segundos de diferença - o finlandês até teve Charles Lelcerc de novo no pódio, a assustá-lo ao ponto de se esforçar para evitar perder a dobradinha. E atrás, onde até as câmaras tinham ido embora, Daniel Ricciardo e Lando Norris lutavam pela sétima posição, com Kimi Raikkonen e Nico Hulkenberg a envolverem-se por essa posição. O australiano colocou as quatro rodas fora da pista, e o finlandês até andou a ir pela berma também para conseguir ganhar posições. 

No final, o australiano conseguiu a posição, mas os comissários andavam atentos, e decidiram chamá-los para terem uma palavra.

De resto, foi assim o GP de França: uma corrida sem história para contar, num campeonato previsível, onde todos já sabem quem vai ganhar, só restando saber onde é que ele será coroado. Semana que vem teremos, provavelmente, mais do mesmo, nas montanhas de Spielberg, na Áustria.

sábado, 22 de junho de 2019

Formula E: Vergne de novo o melhor em Berna

Jean-Eric Vergne venceu a prova de Berna, e conseguiu pontos decisivos na sua luta pelo campeonato. Agora com 32 pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o piloto francês poderá ir a Nova Iorque, na última jornada dupla do campeonato, num modo confortável. Quanto a António Félix da Costa, não conseguiu melhor que o 12º posto da geral, atrasando-se quase de modo definitivo na luta pelo título.

Com Vergne na frente no final da qualificação e alguns dos seus rivais no fim da grelha - Lucas di Grassi era 19º e António Félix da Costa um lugar atrás - o piloto da DS Techeetah tinha tudo para alargar a liderança do campeonato e ir para Nova Iorque com um pé e meio para o título mundial, numa pista que aparentemente era algo estreita para os carros elétricos. ao seu lado, tinha o Jaguar de Mitch Evans, com Sebastien Buemi no terceiro posto.

Na partida, Vergne consegue manter o primeiro posto, com Buemi a conseguir melhor que Evans, mas na primeira chicane, parte do pelotão... ficou por lá. Max Gunther e Pascal Wehrlein "encaixam-se" e boa parte do pelotão ficou preso no muro. Isso faz com que as bandeiras vermelhas fossem mostradas. Os carros conseguiram libertar-se - alguns deles passando pela escapatória - com André Lotterer a ir às boxes trocar de asa dianteira. Também Pascal Wehrlein foi às boxes, também para trocar a asa dianteira. Quem ficou definitivamente de fora foi Robin Frijns.

A corrida recomeçou atrás do Safety Car, com o cronometro congelado até ao recomeço, poucos minutos depois. E quando recomeçou, a organização decidiu que a classificação seria igual ao da grelha de partida, prejudicando os que ganharam posições passando pela escapatória.

Quando recomeçou a sério, não houve ultrapassagens, mas Evans pressionou Vergne pela liderança. O piloto da Jaguar era cada vez mais veloz e tentou a sua sorte, com ambos a afastar-se do pelotão. Pouco depois, Jerome D'Ambrosio acabou por ir às boxes para cumprir uma penalização por causa de um incidente de corrida. Tudo isto ao mesmo tempo que alguns pilotos começaram a ir para o Attack Mode, para tentar ganhar posições com os cavalos extra.

Por alturas da quinze minutos, Pascal Wehrlein acabou por andar lentamente e a parar na pista, vítima de problemas no seu carro. Nesta altura, Evans estava em Attack Mode, antes de Vergne ir à sua vida. O neozelandês andou a lutar pela liderança, mas teve de abortar porque  a organização decidiu colocar um Full Course Yellow por causa do carro de Wehrlein.

Quando voltou a bandeira verde, Evans e Vergne continuavam na luta, e o piloto da Jaguar voltou de novo para o Attack Mode, de modo a atacar o francês da Techeetah. Atacou, atacou, mas o francês sempre se defendeu até ele ir também ao Attack Mode. Depois foi um periodo onde os cinco primeiros estavam em Attack Mode, com Lotterer a passar Abt e Gunther até chegar ao quarto posto.

Na parte final, Evans começou a ser assediado por Sebastien Buemi e Andre Lotterer, nas caiu para quinto, passado por Bird. Tentou recuperar a posição, usando o Attack Mode, e conseguiu forçar o erro ao britanico, que conseguiu.

As últimas voltas tiveram emoção, com a chuva a marcar presença. Apesar das escorregadelas, Vergne teve nervos de aço e aguentou Evans e Buemi para conseguir o seu terceiro triunfo do campeonato. E com o quarto posto de Andreas Lotterer, a DS Techeetah deu um passo decisivo para a conquista do campeonato de Construtores. 

Com isto, Vergne conseguiu 130 pontos, contra os 98 de Lotterer e 97 de Di Grassi. Agora, a Formula E parte para a jornada dupla de Nova Iorque, nos dias 13 e 14 de julho.

domingo, 9 de junho de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 7, Canadá (Corrida)

Que o Canadá costuma ser um lugar onde tudo parece estar ao contrário, lá isso é real. Logo, os apreciadores da Formula 1 tem esse lugar no seu canto porque estão sempre à espera de uma boa corrida, de ação agradável e muitas vezes, dos favoritos ficarem pelo caminho. E por causa do que aconteceu na qualificação, parecia que os seus desejos estavam a ser atendidos: os Mercedes não tinham tido grandes resultados a favor dos Ferrari. E Valtteri Bottas, por causa de uma má volta, acabou no sexto posto da grelha de partida, atrás de um Red Bull e do Renault de Daniel Ricciardo.

Os céus canadianos, naquele fim de semana, estavam divinos. Era um agradável final de primavera em Montreal, e o que os fãs desejavam era uma boa corrida, digna do espírito de Gilles Villeneuve, o patrono do circuito. E se calhar as marmotas, que nos outros 360 dias do ano andam livres pelo parque da ilha de Notre Dâme, nestes dias viam estas estranhas máquinas a cruzar pelo seu caminho... e elas, a fugirem pela vida.

Logo no primeiro metro, parecia que Lewis Hamilton tinha problemas na sua embraiagem, mas não prejudicou na corrida. Na partida, Vettel largou bem, com os oito primeiros a manterem a posição. Atrás. Verstappen, com duros, subiu para nono, passando o McLaren de Sainz, enquanto Alexander Albon quebrou o nariz, indo às boxes. Pouco depois, o holandês supera o McLaren de Lando Norris, mas logo depois, este reage e recupera a posição. Três voltas depois, na setima passagem pela meta, o piloto da Red Bull ficou com o oitavo posto. 

Na nona volta, por causa dos macios, o primeiro a parar foi Pierre Gasly, no seu Red Bull, seguido por Riccardo, na volta seguinte, ao mesmo tempo que Lando Norris ficou danificado na sua parte traseira direita devido à quebra da suspensão, sendo o primeiro a abandonar. Por esta altura, Verstappen pressionava Bottas, que não apanhava Hulkenberg. Apenas na volta 17 é que o alemão troca de pneus, caindo para sétimo. Por esta altura, tirando os quatro primeiros, o resto andava de duros.

Na volta 26, Vettel vai às boxes para colocar pneus duros, e Hamilton, agora o líder, tentava ficar na pista o mais tempo possível. Contudo, duas voltas depois, o piloto britânico vai às boxes para fazer a mesma coisa. Bottas também foi trocar de pneus, mas na volta 31, deixando Leclerc o único com médios, e na frente da corrida. E na volta 34, Leclerc parou, caindo para quarto, atrás de Max Verstappen. Na frente, 3,3 era a diferença entre ettel e Hamilton.

Nas voltas seguintes, Hamilton aproximou-se do piloto alemão, chegando na sua traseira. Na volta 48, o alemão distraiu-se e saiu de pista, mantendo-se porém na frente de Hamilton. Contudo, a manobra acabou por ser investigada pelos comissários, para saber se o alemão bloqueou ou não o britânico. Poucos minutos depois, Max Verstappen trocava de pneus, colocando para médios e regressando à pista atrás dos Renault. 

Curiosamente, enquanto os comissários observam se o incidente merece punição, Vettel afastava-se de Hamilton, com Verstappen a passar os Renault. E nessa altura... os comissários decidem que a manobra de Vettel era prejudicial e penalizam-no em cinco segundos. A corrida, de uma certa forma, estava definitivamente estragada, porque, bastava a Hamilton estar atrás de Vettel na meta, seria declarado vencedor. 

E foi o que aconteceu: Vettel foi o primeiro a atravessar a meta, mas Hamilton foi o vencedor. Claro, isto deu mais pano para mangas, especialmente Vettel, que não queria ir ao pódio, sentido que lhe tinham roubado a vitória. Andou no paddock, e quando foi convencido a ir, tirou a placa e meteu o numero um na frente do seu carro. E no pódio, não deixou de dizer cobras e lagartos da decisão dos comissários.

E claro, o resto ficou secundarizado. O terceiro posto de Leclerc, a volta mais rápida de Bottas, os Renault nos pontos ou Lance Stroll. E a corrida canadiana, que estava a ser divertida, sem ser emocionante. Agora... parece que a FIA virou a "Mercedes Assistance"...

sábado, 8 de junho de 2019

W Series: Chadwick foi a vencedora em Misano

A britanica Jamie Chadwick foi a vencedora na terceira prova da W Series, que aconteceu este sábado no circuito de Misano. A piloto britânica conseguiu superiorizar-se à holandesa Beitske Visser e Fabienne Wohlwend, do Lichtenstein, que ficou com o lugar mais baixo do pódio. 

Com Wohlwend na pole, a partida foi atribulada. Primeiro, a piloto do Lichtenstein perdeu o primeiro posto para Chadwick, e depois sofreu um toque de Alice Powell, que acabou na gravilha, com danos na suspensão, acabando a corrida por ali. O Safety Car acabou por sair para a pista, no sentido de tirar o carro da britânica da posição perigosa em que estava.

Duas voltas depois, a corrida voltou à ação, com os três primeiros a manterem-se nas posições que tinham na primeira curva, com a italiana Vicky Piria a ser pressionada pela japonesa Miki Koyama, que tinha passado Marta Garcia na partida.

No meio da corrida, Koyama atacou e ficou com o quarto posto de Piria, e a partir daqui, a corrida ficou remetida por um duelo a três entre Chadwick, Visser e Wohlwend. As três pilotos tinham uma diferença de quase seis segundos sobe a japonesa Miki Koyama, que tinha atrás de si a local Vicky Piria. Até ao final da corrida, a holandesa esteve sempre a pressionar a britânica, mas as chances de vitória sempre estiveram ao lado de Chadwick, que aguentou os ataques de Visser, sob a observação de Wohlwend. No final, tudo ficou na mesma, com Koyama em quarto, Piria em quinto e a espanhola Marta Garcia em sexto.

No campeonato, Chadwick tem agora 68 pontos, contra os 55 de Visser e os 36 da espanhola Marta Garcia.

A próxima prova da W Series acontece dentro de quatro semanas, a 6 de julho, em Norisring, na Alemanha.

sábado, 1 de junho de 2019

Youtube Formula E Video: A corrida de Berlim, na integra

Uma semana depois da corrida, o ePrémio de Berlim está disponível no canal da competição no Youtube. Numa altura em que a competição está a chegar à sua fase decisiva, o pelotão da competição elétrica foi a Berlim para correr no antigo aeroporto de Tempelhof, onde o Nissan de Sebastien Buemi foi o melhor, mas o Techeetah de Jean-Eric Vergne espreitava o triunfo, para ver se alargava a sua liderança.

Eis a corrida na integra, caso não tenham visto ou queiram ver de novo. A Formula E volta à acção a 22 de junho, em Berna, na Suíça.

domingo, 26 de maio de 2019

Formula 1 2019 - Ronda 6, Mónaco (Corrida)

Mónaco é a corrida mais glamourosa da Formula 1. É a única corrida do calendário do qual a organização precisa dela para ter o prestigio que têm. É aquela que atrai a realeza, Hollywood - o Festial de Cannes acontece sempre por esta altura - e as estrelas de rock para se mostrarem no "paddock" mais apertado do calendário, na pista mais anacrónica do automobilismo. Mas também é a mais carismática, e mais reconhecível do mundo, e acontece no mesmo dia em que temos as 500 Milhas de Indianápolis, enchendo o nosso dia com automobilismo. 

Os cenários são ótimos, mas poderemos dizer que a Formula 1 destes dias vive uma espécie de travessia do deserto. Como aconteceu muitas vezes no passado, uma equipa a dominar sobre todas as outras - agora é a altura da Mercedes - mas nesta semana de GP monegasco, ainda havia a sombra de Niki Lauda a pairar sobre o paddock da Formula 1. Mais do que a personalidade, a sua história de vida, o seu palmarés, os seus cargos, era alguém que fazia parte do mobiliário, do qual todos o reverenciavam, e já era uma lenda desde há imenso tempo. Alguém cuja vida tinha dado um filme. E no Mónaco, todos se lembraram dele, fazendo a sua devida homenagem, quase a lembrar outra, de há 25 anos.

A partida foi normal, com Hamilton a manter a liderança nas primeiras curvas, perante Bottas e Verstappen. Atrás, Charles Leclerc buscava escalar no pelotão para alcançar os pontos e o melhor lugar possível. E foi o que fez logo na primeira volta, quando passou Romain Grosjean em La Rascasse, acabando na 12ª posição quando passou de novo na linha de meta.

Em oito voltas, há havia dois pelotões: a dos quatro primeiros e a do resto, pois Daniel Ricciardo aguentava o resto, com dezoito segundos de diferença... após oito voltas. Mas pouco depois, Charles Leclerc tentou passar Nico Hulkenberg e as coisas... correram mal, com um toque entre os dois, e o monegasco ficou com um furo, que levou à entrada do Safety Car. Se as coisas andavam mal, pioraram ainda. Claro, todos aproveitaram para trocar de pneus. 

Hamilton, por exemplo, saltou para médios. E Verstappen subiu para segundo, passando Bottas. O finlandês teve um furo, trocou para duros e caiu para quarto, passado por Vettel. Verstappen também foi às boxes e trocou de pneus, mas na saída, as coisas complicaram-se e os comissários decidiram que ele tinha feito uma saída insegura, e penalizaram-o em cinco segundos. As coisas andaram assim até à volta 18, quando Charles Leclerc parou nas boxes de vez. Era a primeira retirada - e depois, acabou por ser a única.

Na volta 29, a chuva fez a sua - ligeira - aparição, o que não desconcentrou os pilotos nas suas estratégias. Hamilton mantinha a sua liderança, no seu ritmo, e com pneus que aos poucos, degradavam-se. E para piorar as coisas, os seus adversários estavam melhor, mas Hamilton tinha a pista a seu favor. Verstappen pressionou o britânico para ver se cometia um erro, mas ele, e os pneus, aguentaram. 

E no final, o vencedor parecia ser o mesmo, e parecia que a corrida tinha sido um suporífero de duas horas de duração. Mas de uma certa forma, tinha sido enganador. Hamilton aguentou um Verstappen com os seus pneus "nas lonas", e pressionado por Vettel e Bottas. Foi assim que conseguiu a sua quarta vitória do ano, e proavelmente, deu um pulo no comando do campeonato, disposto a conseguir mais um título mundial. Mas apesar do esforço, a penalização do holandês atirou-o para fora do pódio, deixando o alemão da Ferrari com o segundo posto, e o finlandês da Mercedes no terceiro lugar.

E mais atrás alguns resultados interessantes, como o quinto posto de Pierre Gasly - e volta mais rápida, seguido pelo McLaren de Carlos Sainz Jr, na frente dos Toro Rosso de Daniil Kvyat e Alexander Albon, o Renault de Daniel Ricciardo e o Haas de Romain Grosjean.

E com todos de chapéu vermelho na cabeça, acabava o GP do Mónaco. A vida continua, com alguns a quererem o fim da domínio dos Mercedes e desejar que a Formula 1 volte a ser competitiva. Pergunto a mim mesmo se alguma vez ela o foi?