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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

W Series: Escolhidas 28 pilotos para a fase seguinte

A W Series, a competição estritamente feminina de automobilismo, já escolheu 28 mulheres-piloto para a fase seguinte

Depois de um fim de semana de testes no Red Bull Ring, na Áustria. Com os ex-pilotos David Coulthard, Alex Wurz, Lyn St James como juízes, bem como Dave Ryan, o diretor da competição, as 54 participantes, no final de três dias de provas teóricas e práticas, foram reduzidas para 28, e entre elas, ficaram algumas esperadas, como as britânicas Jamie Chadwick, Sarah Moore e Alice Powell, as americanas Shea Holbrook, Natalie Decker Sabre Cook, a espanhola Marta Garcia, a holandesa Beitske Visser e a italiana Vicky Piria, entre outras.

"Fiquei imensamente impressionado com o compromisso e a atitude de todas as concorrentes e sinto que eles vêm aqui com mente aberta. Eles realmente abraçaram este desafio e organização da Test and Training International, que é de classe mundial e dirigida pelo Alex [Wurz]", começou por dizer David Coulthard.

"Quando olho para toda a experiência que temos por aqui, e quando olho para muitas das pessoas com quem trabalhei no passado na Fórmula 1, e que agora fazem parte da W Series, isso confirma ainda mais que estamos fazendo isso da maneira certa e dando a oportunidade certa para aqueles que podem não ter tido esse tipo de oportunidade nunca antes", continuou.

Agora, as pilotos irão participar em março em quatro dias de testes com o Tatuus F318 Formula 3, em Almeria, no sul de Espanha, para escolher as 18 pilotos que participarão no primeiro campeonato, que terá seis provas e acontecerá durante os mesmos fins de semana do DTM. 

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

GP Memória - Luxemburgo 1998

Quando a Formula 1 chega à Alemanha para... o GP do Luxemburgo, Michael Schumacher e Mika Hakkinen estão empatados na classificação geral, com 80 pontos cada um. Logo, esta era uma corrida decisiva e cada um dos pilotos sabia que se nesta corrida, um estivesse na frente do outro, teria vantagem no inicio da última corrida do ano, no Japão. E Schumacher parecia ter tudo a favor: estava em sua casa e tinha ganho na corrida anterior, em Monza, ao contrário de Hakkinen, que não ganhava desde o GP da Alemanha e precisava de algo que o fizesse superar o piloto da Ferrari. 

E parecia que no final da qualificação, os Ferrari tinham levado a melhor sobre os seus rivais, com Michael Schumacher a ser o poleman, tendo a seu lado Eddie Irvine. Mika Hakkinen era o terceiro, com Giancarlo Fisichella a seu lado, no Benetton-Playlife. David Coulthard era o quinto, seguido pelo Jordan de Ralf Schumacher. Heinz-Herald Frentzen era o sétimo, no seu Williams, seguido por Alexander Wurz, no segundo Benetton. A fechar o "top ten" estavam Jacques Villeneuve, no segundo Williams, e Damon Hill, no segundo Jordan.

Na largada, Irvine surpreendeu Schumacher e ficou com o primeiro lugar, até que o alemão passou o seu companheiro de equipa e tentou aguentar Hakkinen atrás dele, enquanto Schumacher tentava escapar do seu rival. Isso funcionou assim até à volta 14, quando o finlandês passou-o e ficou com o segundo lugar. 

Schumacher manteve-se na frente até à volta 24, altura em que foi reabastecer. Hakkinen fez a mesma coisa quatro voltas depois... e compensou, pois ficou na frente do alemão por menos de um segundo. O alemão assediou-o, mas o finlandês aguentou os seus ataques até à segunda ronda de reabastecimentos, onde conseguiu ser ainda melhor que o alemão, ficando cinco segundos à frente dele, embora essa diferença se reduziu a pouco mais de dois segundos. Entretanto, mais atrás, a última ronda de reabastecimentos foi melhor para Coulthard, que passou Irvine e ficou com o lugar mais baixo do pódio. 

E foi assim: com o final da corrida, a McLaren batia a Ferrari em toda a linha. Hakkinen cruzava a meta como vencedor, com Schumacher logo atrás, Coulthard foi o terceiro, também conseguindo bater Eddie Irvine, e nos restantes lugares pontuáveis estavam o Williams de Frentzen e o Benetton de Fisichella.

Agora, os dois pilotos tinham quatro pontos de diferença. A Hakkinen, bastava um segundo posto para ser campeão do mundo, mas o ideal seria ficar na frente do alemão da Ferrari e conseguir o primeiro campeonato de pilotos desde 1991.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

GP Memória - Itália 1998

Duas semanas depois do caótico GP da Bélgica, máquinas e pilotos estavam em Monza para o GP de Itália, e ali, a Ferrari tinha de fazer algo para que ainda tivesse chances de vitória perante a oposição dos McLaren, que dominavam a temporada. E ainda por cima, esta corrida era especial para a Ferrari: comemoravam a sua corrida numero 600 na Formula 1. 

E por causa disso, como queriam brilhar, não desiludiram: no final da qualificação, Michael Schumacher fez a pole-position, conseguindo bater o Williams de Jacques Villeneuve e os McLaren de Mika Hakkinen e David Coulthard, que monopolizaram a segunda fila da grelha de partida. Eddie Irvine era quinto, no segundo Ferrari, na frente do Jordan de Ralf Schumacher. Alexander Wurz era sétimo, no seu Benetton-Playlife, na frente do Sauber de Jean Alesi, enquanto a fechar o "top ten" estavam os Prost-Peugeot e Olivier Panis e Jarno Trulli.

A partida foi confusa: Schumacher larga mal e cai para quinto, enquanto via Hakkinen a largar bem e passar Irvine e Villeneuve para liderar a corrida no final da primeira volta, com Coulthard logo atrás, no segundo posto. Schumacher reagiu, passando Villeneuve e Irvine para ser terceiro, ao fim de poucas voltas, e tentava não largar os McLaren.

Contudo, poucas voltas depois, Coulthard apanhou Hakkinen e o passou, ficando com a liderança. É que o finlandês debatia-se com problemas de travões no seu McLaren e cedo, iria ser apanhado por Schumacher, perdendo o segundo lugar para o alemão.

Mas na volta 16, o motor Mercedes de Coulthard explode e Hakkinen atrasa-se ainda mais por causa dos travões que não estavam a funcionar muito bem. Schumacher aproveita para ser o líder, com Villeneuve em segundo, mas a correr com um downforce muito baixo. Na volta 36, o canadiano despista-se e fica-se por ali.

Nas voltas finais, Hakkinen conseguiu aproximar-se de Schumacher o suficiente para ameaçar a sua vitória. Contudo, a duas voltas do fim, ele despista-se na travagem para a variante Roggia, a segunda chicane, e cai para o terceiro posto, deixando-se ultrapassar por Irvine. E na volta final, os travões voltaram a falhar, perdendo o último lugar do pódio para Ralf Schumacher, que ia pela segunda vez seguida ao pódio.

No final, Schumacher comemorava a vitória "em casa", na frente de Eddie Irvine, numa dobradinha da Scuderia. E claro, os "tiffosi" comemoravam tudo isto: não só a vitória dos carros vermelhos, como as desgraças da concorrência. Ralf Schumacher era terceiro, no seu Jordan, na frente de Mika Hakkinen, que ainda salvara três pontos, enquanto nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Sauber de Alesi e o segundo Jordan de Damon Hill.

E com isto, a três voltas do fim, Schumacher e Hakkinen saiam de Monza empatados, ambos com 80 pontos cada um. E faltavam mais duas provas para o final do campeonato: Nurburgring e Suzuka.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Youtube Formula One Classic: Coulthard vs Schumacher, Bélgica 1998

Não há filmagens completas desta corrida que faz agora vinte anos de idade, mas daquela tarde de chuva em Spa-Francochamps, há também este momento que vos coloco aqui, que foi tão importante quanto a carambola em La Source. Na volta 25, a meio do GP belga, Michael Schumacher liderava o Grande Prémio e ia apanhar David Coulthard, que iria perder uma volta devido aos atrasos e aos problemas que tinha sofrido durante a corrida - tinha sido um dos afetados pela carambola da primeira volta, diga-se.

Pois bem, quando Schumacher apanhou Couthard e ele recebera a ordem para que o deixasse passar, aconteceu isto...

Os eventos são narrados em inglês pelos míticos Murray Walker e Martin Brundle.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

GP Memória: Espanha 1998

Com os McLaren a dominarem nas quatro primeiras corridas da temporada, com três vitórias em quatro possiveis, os carros prateados eram os claros favoritos quando o pelotão da Formula 1 chegou a Barcelona, palco do GP de Espanha. E claro, Michael Schumacher estava sempre à espreita, esperando por algum deslize dos carros de Woking para tentar alguma vantagem.

Havia essa esperança, mas no final da qualificação, ela dissipou-se: os McLaren dominavam, com Mika Hakkinen a ser melhor que David Coulthard, enquanto na segunda fila estavam Michael Schumacher e o surpreendente Benetton-Playfile de Giancarlo Fisichella, seguido pelo seu companheiro, Alexander Wurz. Eddie Irvine era o sexto, na frente do Sauber de Johnny Herbert, e a fechar a quarta fila estava o Jordan-Mugen-Honda de Damon Hill. E a fechar o "top ten" estavam o Stewart de Rubens Barrichello e o Williams de Jacques Villeneuve.

A corrida começava com Pedro Diniz a começar das boxes devido a problemas elétricos. Quando as luzes se apagaram, os McLaren arrancaram bem, mas Schumacher arrancou mal sendo passado por Irvine e Fisichella. O irlandês fez o possível para travar o italiano até que o alemão o passasse a ambos no primeiro reabastecimento.

Com Schumacher no terceiro posto, atrás dos McLarens, Irvine continuou à briga com Fisichella até à volta 28, quando o piloto da Benetton o tentou passar numa manobra mal sucedida. A colisão foi inevitável e ambos acabaram na gravilha. Wurz herdou o quarto posto e manteve-se até ao final da corrida, enquanto Ficichella teria de pagar uma multa de 7500 dólares por causa da sua colisão com Irvine.

Até ao final, Mika Hakkinen manteve a consistência, atrás de David Coulthard, e ambos fizeram dobradinha numa corrida sem grande história. Schumacher ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Alexander Wurz, de Rubens Barrichello, que dava os primeiros pontos do ano à Stewart e a fechar os pontos, a Jacques Villeneuve, no seu Williams- Mecachrome. 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

GP Memória - San Marino 2003

Duas semanas depois da atribulada corrida em Interlagos, as coisas foram complicadas no campo de saber quem era o verdadeiro vencedor do GP brasileiro, por causa da interrupção da prova no inicio da volta 56 e da ultrapassagem de Giancarlo Fisichella a Kimi Raikkonen. Depois de uma semana de visualização de imagens, chegou-se à conclusão que o piloto italiano tinha começado essa volta na frente quando a bandeira vermelha foi mostrada. 

Assim sendo, numa manifesta demonstração de "fair play", fez-se uma discreta cerimónia na pista de Imola, onde Raikkonen e Fisichella trocaram os troféus respectivos. Para a Jordan, iria ser a sua última vitória na sua história.

A Ferrari planeava estrear ali o seu Ferrari F2003-GA (as iniciais eram uma homenagem a Gianni Agnelli, morto em janeiro desse ano), mas problemas de fiabilidade fizeram com que adiassem essa estreia para Barcelona. Mas no meio disto tudo, havia angustia no seio da familia Schumacher. Elisabeth, a mãe de Michael e Ralf, estava gravemente doente e esperava-se que nao sobrevivesse ao fim de semana, o que causava grande angustia na familia.

Mesmo assim, foram suficientemente profissionais para no final da qualificação, Michael Schumacher conseguiu ser o melhor, seguido pelo seu irmão Ralf Schumacher, no seu Williams-BMW. Na segunda fila estavam Rubens Barrichello, no segundo Ferrari, seguido pelo segundo Williams-BMW de Juan Pablo Montoya. Mark Webber voltava a surpreender com o seu Jaguar-Cosworth, na frente do McLaren-Mercedes de Kimi Raikkonen, enquanto que Jacques Villeneuve largava de sétimo, na frente de Fernando Alonso, no seu Renault. E a fechar o "top ten" estavam o BAR-Honda de Jenson Button e o Toyota de Olivier Panis.

O dia da corrida começou mal, com a noticia da morte da mãe de Michael e Ralf, que acontecera a poucas horas da corrida. Ambos os irmãos conferenciaram e decidiram que iriam correr. Levaram mangas pretas e caso fossem ao pódio, não iriam espalhar champanhe, em sinal de luto. E mal acabassem as suas tarefas, voltariam a Colónia para o velório e subsequente funeral.

Na partida, Michael perdeu o primeiro posto para o seu irmão Ralf, mas pior ficou Webber, que também largou mal e caira para o 11º posto no final da primeira volta. Atrás, Coulthard tinha ganho quarto posições, de 11º para oitavo, e ia atrás do seu companheiro de equipa, Kimi Raikkonen.

Ralf manteve a liderança até por alturas dos reabastecimentos, na volta 15, quando perdeu para o seu irmão Michael. Raikkonen andou perto deles, e no final da volta 18, com o piloto da Ferrari nas boxes, foi ele a ficar com o comando até à volta 22, altura em que foi reabastecer. Schumacher manteve a liderança mesmo a tendo perdido no seu segundo reabastecimento para Rubens Barricehllo, na volta 50. A partir daqui, nas voltas finais, o finlandês tentou apanhar o alemão da Ferrari, mas nesse dia, ele não ia deixar que o apanhassem. 

No final, Schumacher aguentou os ataques de Raikkonen e festejou a sua primeira vitória do ano num dos quintais da Ferrari. Rubens Barrichello fechou o pódio, na frente de Ralf Schumacher. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o McLaren de David Coulthard, o Renault de Fernando Alonso, o segundo Williams de Juan Pablo Montoya e o BAR-Honda de Jenson Button.

Na geral, Raikkonen alargava a sua liderança para 32 pontos, contra os 19 de David Coulthard e os 18 de Michael Schumacher. Agora, rumavam para Barcelona, para dali a duas semanas acontecer o GP de Espanha.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

GP Memória - Argentina 1998

Duas semanas depois de terem corrido em paragens brasileiras, o pelotão da Formula 1 estava em paragens argentinas para correr no Autódromo Oscar Galvez, em Buenos Aires. No campeonato, a Ferrari tinha de reagir depois de duas vitórias consecutivas de Mika Hakkinen, que o fizeram disparar para a liderança, com Michael Schumacher a ter apenas quatro pontos no campeonato, resultado de um terceiro posto no Brasil.

Nos bastidores corria o rumor de que a organização estava em dificuldades, com a Formula 1 a ficar crescentemente furiosa com as exigências de agências governamentais para lhes "facilitar" a vida, e a própria organização a não ter lucros com a presença da competição no circuito argentino. Assim sendo, o futuro da Formula 1 em paragens argentinas estava em dúvida... 

Com os McLaren parecendo passear nas pistas, não surpreendeu ninguém quando na qualificação, David Coulthard conseguiu ser mais veloz do que Michael Schumacher, enquanto que Mika Hakkinen foi o terceiro, à frente de Eddie Irvine. Ralf Schumacher, no seu Jordan, era o quinto, na frente dos dois Williams de Heinz-Harald Frentzen e Jacques Villeneuve. Alexander Wurz, no seu Benetton, foi o oitavo, e a fechar o "top ten" ficaram o Jordan de Damon Hill e o Sauber de Jean Alesi.

Debaixo de céu nublado - mas não choveu - Coulthard partiu na frente, com Schumacher a ser apanhado por Hakkinen e ser relegado para terceiro. Mas Schunacher reagiu e passou Hakkinen na segunda volta e começou a atacar Coulthard para ficar com o comando. Atrás, Frentzen passou Irvine para ser quarto, mas o irlandês voltou a esse lugar na volta 4. Por essa altura, o alemão da Ferrari já estava ao ataque e quando na volta 6, Coulthard errou na saída de uma curva, Schumacher aproveitou e passou para o comando... mas não sem tocar nele. Por causa dessa ultrapassagem musculada, o escocês acabou na berma e quando voltou ao asfalto, tinha caído para o sexto lugar.

A partir dali, a estratégia instalou-se. Schumacher pretendia parar duas vezes, enquanto que Hakkinen iria parar apenas uma, para andar mais leve e imprimir maior ritmo. O alemão parou na volta 28, trocando a liderança para o finlandês e quando o alemão teve de parar de novo na volta 43, a tática compensou: Schumacher herdou a liderança até ao final, acabando por ser a estratégia mais acertada. 

No final, o alemão venceu com 22 segundos de vantagem sobre Hakkinen e 55 sobre Eddie Irvine, dando à Ferrari a sua primeira vitória do ano. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Benetton de Wurz, o Sauber de Alesi e o McLaen de Coulthard.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Youtube Motorsport Challenge: Um desafio de gerações

Este video é bem interessante: Fernando Alonso convidou cinco pilotos para a sua pista pessoal para um desafio de kart para saber quem são os melhores. E são três gerações nela, com (até este momento) cinco títulos mundiais. 

Na geração mais velha, vimos David Coulthard e Mika Hakkinen, com Jenson Button na geração intermédia, e Stoffel Vandoorne na geração mais nova. 

Quem foi o melhor? Vamos ver o video para assistirmos aos resultados.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Seis pilotos que nunca venceram em Montreal

O que Gilles Villeneuve, Thierry Boutsen, Jean Alesi, Lewis Hamilton, Robert Kubica e Daniel Ricciardo tem em comum? Todos venceram ali pela primeira vez na Formula 1. Mas provavelmente isso é algo do qual já deve saber. Mas provavelmente o que pode não saber é que há pilotos que nunca venceram naquele circuito, e alguns deles são campeões do mundo! 

A corrida canadiana é um local onde houve muita variedade em termos de vencedores, mas Michael Schumacher, o mais vencedor deles todos, com sete triunfos entre 1994 e 2004. Mas entre muitos dos vencedores da Formula 1, houve quem não tenha conseguido entrar nessa variedade, por algum motivo. Aqui aparecem cinco histórias de pilotos que tentaram sempre, mas não conseguiram nunca. 


1 - Niki Lauda


O piloto austríaco, tricampeão mundial - e um dos poucos pilotos cuja vida deu um filme - nunca subiu ao lugar mais alto do pódio. A sua primeira corrida, em 1972, acabou em... desclassificação, e na segunda, no ano seguinte, deu nas vistas, liderando boa parte da corrida no seu BRM, até ter um problema na bomba de combustível, quando seguia no quinto posto.

Nos anos seguintes, pela Ferrari, Lauda nunca teve grande sorte em paragens canadianas, e em 1975 não houve corrida, o que poderia ter dado azo para consagrar-se no seu primeiro campeonato do mundo. em 1977, despediu-se da Ferrari ainda antes da corrida de Mosport, o que fez antecipar a estreia de Gilles Villeneuve na Scuderia. E em 1979, Lauda escolheu o Canadá para retirar-se da Formula 1 pela primeira vez, depois de uma temporada frustrante na Brabham.

O seu único resultado relevante aconteceu em 1984, quando foi segundo classificado, a bordo do seu McLaren-TAG Porsche, numa corrida ganha pelo seu antigo companheiro de equipa, Nelson Piquet.


2 - Keke Rosberg


Entre 1978 e 1986, Keijo "Keke" Rosberg participou em sete corridas em paragens canadianas, e em nenhuma delas, se ouviu o hino finlandês. A razão? Por vezes, os carros que tinha em mãos, outras, por estar no lugar errado à hora errada. Nos primeiros anos, a bordo de carros como a ATS, Wolf e Fittipaldi, não se qualificou em 1979 e 81, mas na segunda parte, quando correu pela Williams, e depois McLaren, foi um pouco melhor: quartos lugares em 1983, 1985 e 1986.

Aliás, na edição de 85, a bordo do seu Williams FW10, Rosberg foi protagonista de um momento espectacular quando conseguiu controlar um pião na zona do "hairpin", evitando bater no guard-rail, rumando depois para o quarto posto final.

Curiosamente, o seu filho Nico ainda não subiu ao lugar mais alto do pódio em terras canadianas... será que conseguirá este domingo? 


3 - Jacques Villeneuve


As tentativas de Jacques Villeneuve de emular o sucesso do seu pai foram muitas mas todas terminaram sem que ele subisse ao lugar mais alto do pódio na corrida "caseira". Se o seu pai, Gilles, estreou-se ali na galeria dos vencedores, já o filho Jacques, nascido no Quebec, nunca teve essa chance, apesar das passagens por Williams, BAR, Renault e Sauber-BMW.

A sua primeira passagem por terras canadianas, em 1996, foi promissora, quando chegou no segundo posto e com a volta mais rápida no seu bolso. Mas isso viria a ser o seu melhor lugar, pois nos anos seguintes, isso viria a não acontecer. Entre muitas desistências, não voltou a pontuar. A única vez em que esteve próximo foi em 2005, quando chegou na nona posição, à porta dos pontos.


4 - David Coulthard

Senhor de uma carreira bem longa na Formula 1 - tal como os dois pilotos que apresentarei a seguir - o piloto escocês com passagens pela Williams, McLaren e Red Bull, nunca fez tocar o "God Save the Queen" nas quinze temporadas que esteve na categoria máxima do automobilismo.

A sua primeira passagem por terras canadianas, em 1994, foi importante porque foi ali que conseguiu os seus primeiros pontos, com um quinto lugar. Voltaria a pontuar em 1996, já na McLaren, com um quarto posto, e teve de esperar seis anos, até 2002, para subir ao pódio, com um segundo lugar. Pelo meio, teve uma pole-position em 1998, mas não terminou as corridas até ali.

Já na Red Bull, pontuou em 2005 e 2006, e foi em 2008 que o escocês subiu de novo ao pódio, com um terceiro lugar. O último de 62 pódios recolhidos ao longo da sua carreira.


5 - Rubens Barrichello


Entre 1993 e 2011, Rubens Barrichello foi um dos pilotos com a carreira mais extensa na história da Formula 1, com treze vitórias, mas nenhuma delas foi em terras canadianas, apesar das tentativas que fez e dos pódios que alcançou, ao serviço de equipas como Jordan, Stewart, Ferrari, BAR, Honda, Brawn GP e Williams.

O seu primeiro resultado relevante foi em 1995, quando foi segundo classificado, e conseguindo ali o seu segundo pódio da sua carreira. Só iria voltar a pontuar três anos depois, a bordo de um Stewart.

Já na Ferrari, Barrichello subiu ao pódio nas edições de 2000 (segundo), 2002 (terceiro), 2004 (de novo em segundo), 2005 (outra vez em terceiro), mas sem vencer. Em 2008, foi sétimo, a bordo do seu Honda, e em 2011, foi nono, a bordo da sua Williams.


6 - Felipe Massa


Tal como Barrichello, Felipe Massa tem uma carreira bem grande na Formula 1 - está a correr desde 2002 na categoria máxima do automobilismo - mas subir ao lugar mais alto do pódio em terras canadianas é algo que nunca conseguiu. Aliás, para sermos honestos, Felipe Massa nunca subiu ao pódio em terras canadianas!

O seu primeiro resultado relevante foi em 2005, quando Massa terminou a corrida na quarta posição, a bordo do seu Sauber, e no ano seguinte, a primeira na Ferrari, chegou ao fim na quinta posição. Só voltaria a pontuar em 2008, com um quinto posto, e sextos lugares em 2011, 2013 e 2015.

Claro, a sua carreira ainda está algo longe do fim, mas numa altura em que o Brasil vive um jejum de sete anos sem vitórias na Formula 1, não parece que esteja perto de acontecer. 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Doze inacreditáveis auto-eliminações (parte 2)

(continuação do capitulo anterior) 

Na segunda parte destas inacreditáveis eliminações entre companheiros de equipa, que ocorreram no final do século passado e o inicio deste século, algumas destas situações andaram entre o bizarro e o inacreditável, como aconteceu na situação a seguir, graças a... uma mini-câmara de televisão! 

7 - Monza 1995


A Ferrari até estava a ter uma temporada razoável, em 1995, sendo a terceira equipa atrás da Benetton e da Williams, mas só tinha tido uma vitória - inesperada, é certa - no Canadá. Mas em Monza, esteve muito perto de ter uma dobradinha que teria alegrado os "tiffosi". Se não fosse uma câmara de televisão...

O incidente aconteceu na volta 32, quando a câmara se descolou do carro de Jean Alesi, que estava na frente da corrida, após a colisão entre Damon Hill e Michael Schumacher, nove voltas antes. A câmara instalada no carro do piloto francês descolou-se e atingiu a suspensão do carro de Gerhard Berger, forçando-o a desistir. Alesi não teve assim tanta sorte, acabando também por abandonar na volta 45, mas vitima de um rolamento gripado... quando liderava a corrida!


8 - Zeltweg 1999


No ano em que Mika Hakkinen alcançou o seu segundo título mundial, e onde Michael Schumacher esteve afastado meia época por conta de um acidente no GP da Grã-Bretanha, devido a uma perna partida, a McLaren teve de passar muitos obstáculos, causados por... eles mesmos. Como por exemplo na primeira volta do GP da Áustria de 1999.  

Ambos os carros chegaram à curva Remus, com o finlandês na frente, até que o escocês David Coulthard, que era o segundo classificado... tocou no carro do seu companheiro de equipa, colocando-o fora de pista e fazendo-o cair para o fundo da tabela. Quem se aproveitou disto tudo foi Eddie Irvine, que era agora o primeiro piloto da Ferrari, que ficou na frente e acabou por vencer a corrida, com Coulthard no segundo posto e Hakkinen no terceiro.

O finlandês ainda iria cometer mais erros - o de Monza foi memorável, pois levou-o às lágrimas - mas no final acabou campeão do mundo.


9 - Zeltweg 2000


Um ano depois, foram os pilotos da Prost - ex-Ligier - que foram protagonistas. O francês Jean Alesi e o alemão Nick Heidfeld eliminaram-se um ao outro durante a corrida, para embaraço do seu patrão, Alain Prost.

O incidente aconteceu durante a 41ª volta da corrida, quando Alesi tentou passar Heidfeld para ganhar uma posição no final da reta da meta, mas Heidfeld não cedeu, tornando a colisão inevitável. Ambos acabaram no muro de proteção, mais um ponto baixo aos muitos que a equipa viveu nessa temporada, e que acabaram com ambos sem conseguir qualquer ponto para a equipa. 


10 - Indianápolis 2002


O incidente na pista de Indianápolis teve a ver com os pilotos da Williams de então, o alemão Ralf Schumacher (irmão de Michael) e o colombiano Juan Pablo Montoya.

Este incidente aconteceu logo na partida, quando ambos travaram no final da reta da meta. Montoya fico ao lado de Ralf para o tentar passar, e quando o fez, o alemão ficou bloqueado e foi para a relva, acabando por arrancar a sua asa traseira, perdendo duas voltas no processo.

Depois da corrida, Montoya (que acabou na quarta posição) disse que travou bem tarde naquela curva, mas que dera espaço para o alemão poder continuar, sentindo depois um toque lateral. "Quando vi pelo espelho, vi que era o Ralf", contou.


11 - Istambul 2010


Este incidente entre companheiros de equipa aconteceu com Sebastian Vettel e Mark Webber durante o GP da Turquia de 2010, numa altura em que o piloto alemão rumava ao seu primeiro dos quatro títulos mundiais.

O incidente aconteceu na volta 41 do GP turco, com Mark Webber a controlar tudo desde a pole-position, mas Sebastian Vettel aproximou-se rapidamente do seu companheiro de equipa (e ambos estavam a ser assediados pelos McLaren de Lewis Hamilton e Jenson Button), e nessa volta, ele tentou uma ultrapassagem arriscada na travagem para a curva 12, com péssimas consequências para ambos, pois o alemão virou para a direita demasiado cedo, danificando o seu pneu traseiro direito e acabando por abandonar.

Webber continuou, sem grandes danos no seu carro, mas a corrida caiu ao colo dos McLaren, com Lewis Hamilton a levar a melhor sobre Jenson Button, com Webber na terceira posição. A relação entre ambos deteriorou-se, e este não foi o último incidente entre eles até 2013, altura em que o australiano abandonou a Formula 1 e dedicou-se à Endurance. 


12 - Spa-Francochamps 2014


Desde que Nico Rosberg e Lewis Hamilton estão juntos na Mercedes, ambos os pilotos puderam lutar livremente, desde que não eliminassem um ao outro. Exemplos disso aconteceram no GP do Bahrien, no inicio desse ano, mas em Spa-Francochamps, palco do GP da Bélgica, as coisas deram para o torto logo na primeira curva, quando Nico Rosberg forçou uma ultrapassagem para a liderança na curva Les Combes, mas que acabou mal porque a asa do seu companheiro de equipa furou o pneu traseiro esquerdo do piloto inglês, obrigando-o a ficar para trás na grelha de partida, e depois abandonar a corrida.

Para Nico Rosberg, não ficou assim tanto a rir, pois a sua asa ficou danificada e foi obrigado a trocá-la, terminando no segundo lugar. Quem foi o grande beneficiado disto tudo foi o australiano Daniel Ricciardo, que acabaria por ficar com a liderança da corrida e venceria pela segunda vez naquela temporada, e fez com que a relação entre os pilotos se degradasse, com acusações de parte a parte. Mas isso não impediu de Hamilton ser campeão no final do ano.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Youtube Motorsport Show: O especial de Guy Martin sobre Formula 1


Semana passada coloquei um video que era o "teaser" sobre um programa de televisão onde uma moto iria ser testada contra um Formula 1, ou se preferirem, o especial de "Speed", o programa feito por Guy Martin sobre velocidade, e que tinham ido para Silverstone para estar à frente de um Red Bull RB8, de 2012, com o escocês David Coulthard ao volante.

O programa foi para o ar na quinta-feira, no Channel Four britânico, mas já está no Youtube para poder ser visto na integra. Portanto, quando puderem, tirem uma hora do vosso dia e assistam a isto.

terça-feira, 15 de março de 2016

Youtube Motorsport Trailer: Duas contra Quatro Rodas


Na Grã-Bretanha, Guy Martin tornou-se conhecido não só pelas suas proezas motociclisticas - é presença habitual no Isle of Man TT - como também faz programas de televisão sobre velocidade, seja ele em duas ou quatro rodas. E por vezes, até sem rodas, quando pilota barcos e hovercrafts.

Agora, esta semana, Martin decidiu fazer um episódio especial da sua série "Speed", onde colocou ao desafio um Formula 1, para saber qual das máquinas é a melhor. Quem aceitou o desafio foi o ex-piloto escocês David Coulthard, que a bordo de um Red Bull de 2013, em Silverstone, vai desafiar a moto em quatro categorias: aceleração, travagem, slalom e velocidade média.

O programa vai para o ar esta quinta-feira na Channel Four britânica, um pouco como "aquecimento" para o GP da Austrália. Deverá ser interessante. Vou ver se consigo sacar a gravação, quando for a altura.

Vi primeiro no site do Noticias Motociclisticas.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Estes vão ser os apresentadores do novo Top Gear

Desde que Jeremy Clarkson foi despedido do Top Gear, em março, que se fala o que vai acontecer ao programa. Desde há algum tempo que se sabe que o radialista Chris Evans será o apresentador principal, mas não se sabia muito bem se ele iria apresentar o programa sozinho, ou teria outros apresentadores. Contudo, hoje, o Daily Telegraph anuncia que poderão existir mais... três, uma delas uma mulher, e um ex-piloto de Formula 1 poderá andar por ali.

E eles são (para além de Evans): Chris Harris, Sabine Schimtz e David Coulthard.

Chris Harris é um apresentador conhecido... mas não na televisão. Ele faz um programa no Youtube chamado "Harris on Cars", onde faz como todos os outros, ou seja, experimenta carros. Quanto a Coulthard, estamos conversados (para quem conhece o seu palmarés no automobilismo), mas +ara quem não conhece, direi que tem 247 Grandes Prémios de Formula 1, entre 1994 e 2008, em equopas como Williams, McLaren e Red Bull, vencendo por 13 vezes, fazendo 12 pole-positions e 18 voltas mais rápidas, bem como esteve 63 vezes nos pódios de Formula 1.

Sabine Schmitz, a piloto alemã de 46 (nasceu a 14 de maio de 1969) anos é conhecida por ser a "rainha do Nurburgring", por conhecer o Nordschleife como se fosse a palma das mãos. Para além disso, já apresentou um programa de automóveis na Alemanha, o "D Motor", e de quando em quando compete, como aconteceu este ano no WTCC, no... Nordschleife.

Contudo, estas noticias surgem numa altura em que outro jornal britânico, o "The Guardian", noticia que Lisa Clark, um dos executivos do programa, e Alex Renton, que trabalhou no programa nos últimos dez anos, abandonaram o "Top Gear" quando faltam cinco meses da sua estreia, que será a 8 de maio. Clark foi o substituto de Andy Wilman, que seguiu com os apresentadores anteriores para fazer o programa no canal Amazon Prime, e aparentemente foi embora para "perseguir novos projetos".

"Gostaríamos de agradecer a Lisa por todo o seu incrível trabalho ao longo destes últimos cinco meses, preparando o novo Top Gear para um cronograma de filmagem bem ocupado em 2016 e planeando o seu regresso para o mês de maio", declarou a BBC no seu comunicado oficial. O seu substituto vai ser conhecido após o Ano Novo.

Veremos no que isto irá dar. O programa, como sabem, aparecerá a meio de 2016.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

GP Memória - Japão 2000

Duas semanas após terem corrido nos Estados Unidos, o pelotão da Formula 1 estava em paragens japonesas, mais concretamente no circuito de Suzuka, para o GP do Japão. E o campeonato estava ao rubro, pois pela primeira em algum tempo, a Ferrari tinha uma chance de alcançar ambos os campeonatos. Não que isso não tenha acontecido antes (Michael Schumacher estava no comando do campeonato à entrada da última corrida de 1997, por exemplo), mas no ano 2000, o alemão tinha um avanço de oito pontos, depois de ter vencido em Indianápolis e Mika Hakkinen ter desistido dessa corrida.

Assim sendo, para que Schumacher fosse campeão, bastava uma simples matemática: ficar na frente de Mika Hakkinen no GP japonês, para que a questão se resolvesse aqui. E a Ferrari iria fazer tudo para que tal acontecesse.

No final da qualificação, Schumacher levou a melhor sobre Hakkinen... por nove milésimos de segundo! David Coulthard foi o terceiro, a 411 centésimos, na frente Rubens Barrichello, o que demonstrava que McLaren e Ferrari estavam a dar tudo por tudo nesta corrida. Os Williams-BMW ficaram com a terceira fila, com Jenson Button na frente de Ralf Schumacher, enquanto que na quarta estavam o Jaguar de Eddie Irvine e o Jordan de Heinz-Harald Frentzen. A fechar o "top ten" ficaram o BAR-Honda de Jacques Villeneuve e o segundo Jaguar de Johnny Herbert.

Debaixo de tempo nublado, mas com pista seca, Hakkinen levou a melhor sobre Schumacher, enquanto que Ralf passava Button e Barrichello para ficar com o quarto posto e atacava Coulthard. Com o passar das voltas, Hakkinen e Schumacher começavam a afastar-se do resto do pelotão, mas o finlandês não conseguia afastar do alemão o suficiente para que pudesse escapar das táticas de reabastecimento, que em muitos casos, os Ferrari eram mais velozes.

Na volta 15, o avanço para o alemão era de dois segundos, e ambos estavam dez segundos na frente de Ralf Schumacher, numa altura em que Jarno Trulli era o primeiro dos da frente a parar. Ralf Schumacher. Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen foram às boxes quatro voltas depois, enquanto que Barrichello e Button pararam na volta seguinte. Na volta 21, Hakkinen fez o seu primeiro reabastecimento, com Schumacher na liderança, antes deste fazer a sua parte na volta 22, deixando Coulthard no comando até à volta 24, deixando Hakkinen no comando, com um avanço de quase três segundos sobre o alemão.

Na volta 28, começaram a cair alguns pingos de chuva na pista e esta começou a ficar um pouco escorregadia. Hakkinen começou a andar um pouco mais lento, graças também a um pouco de tráfego que o atrapalhou um pouco. Schumacher aproximou-se para terem uma diferença de 0,7 segundos na volta 31, mas atrasou-se devido a um leve contacto com o BAR de Ricardo Zonta.

Contudo, na volta 37, Hakkinen faz a sua segunda paragem nas boxes, com Schumacher a aumentar o ritmo nesse periodo para ficar na frente do finlandês quando fosse na sua vez de ir às boxes. E foi o que aconteceu, na volta 40. Quando voltou à pista, tinha um avanço de 4,1 segundos sobre o piloto da McLaren, e a partir dali, foi controlar a sua aproximação até à bandeira de xadrez. O objetivo tinha sido alcançado.  

No final, era a alegria e o alivio: terminava o jejum de 21 anos sem vitórias no campeonato de Construtores. Michael Schumacher vencia a corrida na frente de Mika Hakkinen, com David Coulthard a ficar com o lugar mais baixo do pódio. Nos restantes lugares pontuáveis ficavam o segundo Ferrari de Rubens Barrichello, o Williams de Jenson Button e o BAR-Honda de Jacques Villeneuve. 

Agora, só faltava a corrida de Sepang para fechar o campeonato.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

GP Memória - Estados Unidos 2000

Duas semanas após a corrida italiana, a Formula 1 atravessava o Atlântico para desembarcar no circuito de Indianápolis. Nove anos depois de terem corrido do circuito urbano de Phoenix, a categoria máxima do automobilismo corrida de novo nos Estados Unidos, mais concretamente no circuito de Indianápolis, uma das catedrais do automobilismo americano. Mas eles iriam correr numa pista modificada para o efeito e iriam correr no sentido dos ponteiros do relógio, ao contrário do que acontecia com os carros da IndyCar.

No pelotão, havia novidades, e uma delas era que a Williams iria ter o colombiano Juan Pablo Montoya para a próxima temporada, que iria substituir Jenson Button, que iria ser emprestado à Benetton. O colombiano, então com 25 anos, tinha sido piloto de testes da equipa de Grove, mas nos dois últimos anos tinha sido piloto da Chip Ganassi, onde vencera o campeonato CART de 1999, substituindo o italiano Alex Zanardi. Na Prost, eles iriam trocar os ineficientes motores Peugeot pelos Ferrari.

Com uma grande luta entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen, era importante saber quem ficaria com o melhor lugar da grelha. E isso calhou ao piloto alemão, que conseguira um avanço de 126 centésimos sobre David Coulthard. Mika Hakkinen tinha sido o terceiro, na frente do Ferrari de Rubens Barrichello, enquanto que na terceira fila ficavam o Jordan de Jarno Trulli e o Williams-BMW de Jenson Button. Heinz-Harald Frentzen era o sétimo, na frente do BAR de Jacques Villeneuve, enquanto que a fechar o "top ten" estavam o Sauber-Petronas de Pedro Diniz e o segundo Williams de Ralf Schumacher.

No dia da corrida, o asfalto ainda estava húmido devido à chuva que tinha caído nas horas anteriores à prova. Para além disso, estava frio e o tempo ameaçava nova chuvada, mas isso não tinha impedido que 250 mil espectadores tivessem ido ao "Brickyard" para ver a Formula 1 pela primeira vez aquele local.

Na largada, Coulthard largou melhor do que Schumacher e ficou com a liderança, com Hakkinen no terceiro posto, depois de ter superado Barrichello, e Trulli e Button a fechar o "top six". Contudo,  na volta seguinte, ambos colidiram e tiveram de ir às boxes para fazer reparações, caindo para o fim do pelotão. Algumas voltas depois, os comissários de pista decidiram rever as imagens televisivas e verificaram que o piloto escocês tinha arrancado antecipadamente e decidiram penalizá-lo, fazendo cair a liderança para Schumacher.

Por essa altura, os pilotos começaram a arriscar e a mudar para slicks, e o pelotão ficou um pouco baralhado. Somente na volta 16 é que as coisas estabilizaram, com Schumacher na frente de Hakkinen, mesmo após ter trocado de pneus e reabastecido. Mas nessa altura, o finlandês começou a aproximar-se do piloto da Ferrari. Na volta 23, a diferença tinha caído para os quatro segundos quando ele sofreu problemas de motor. Duas voltas depois, este explodiu na frente de toda a gente, deixando Schumacher mais à vontade. E provavelmente, teria sido o momento do campeonato.

Atrás, Coulthard tentava recuperar o tempo perdido, tentando aproximar-se dos lugares da frente, fazendo até a volta mais rápida da corrida. Mas isso pouco ou nada fazia mossa na corrida, pois Schumacher estava confortável no comando, enquanto que Barrichello lutava com Frentzen pelo segundo posto. Uma melhor paragem nas boxes fez com que o brasileiro levasse a melhor.

No final, foi assim mesmo: uma dobradinha da Ferrari, com Schumacher na frente de Barrichello, e Frentzen a ficar com o lugar mais baixo do pódio. Jacques Villeneuve foi o quarto no seu BAR, na frente de David Coulthard e o segundo BAR de Ricardo Zonta.

E em termos de campeonato, Schumacher tinha agora uma vantagem de oito pontos sobre Hakkinen, e bastava uma corrida na frente do finlandês em Suzuka para ser campeão do mundo. O velho sonho de 21 anos em Maranello estava prestes a ser alcançado.   

sábado, 29 de agosto de 2015

GP Memória - Bélgica 2000

Duas semanas após a corrida húngara, a Formula 1 estava em paragens belgas para correr em mais um dos clássicos do automobilismo, que é Spa-Francochamps. Contudo, naquele ano, a corrida tinha ficado em perigo por causa das leis anti-tabágicas então aprovadas naquele país. Após um braço de ferro entre a FIA e o governo belga, este cedeu e fez das corridas de Formula 1 um grande excepção à sua lei.

No paddock, havia algumas mudanças para 2001, com a BAR a anunciar que Olivier Panis seria o seu piloto no lugar de Ricardo Zonta, para correr ao lado de Jacques Villeneuve, enquanto que a Sauber anunciou que Mika Salo seria piloto da Toyota, que tinha decidido que iria entrar na Formula 1 em 2002. Na Williams, Frank Williams decidiu que Jenson Button iria para a Benetton na proxima temporada em regime de empréstimo, com a ideia de que ele poderia voltar para a equipa em 2003 ou 2004, já mais maduro com a experiência.

Apesar do tempo ter alternado entre a chuva e o tempo seco, a qualificação acabou com Mika Hakkinen a conseguir o melhor tempo, na frente do Jordan de Jarno Trulli, com a segunda fila a ter um surpreendente Jenson Button no terceiro lugar, na frente de Michael Schumacher. David Coulthard foi o quinto, seguido pelo segundo Williams-BMW de Ralf Schumacher. Jacques Villeneuve, no seu BAR-Honda, foi o sétimo, seguido pelo segundo Jordan-Honda de Heinz-Harald Frentzen. A fechar o "top ten" ficaram o Jaguar de Johnny Herbert e o Ferrari de Rubens Barrichello.

O dia da corrida começou com chuva - que afetou o "warm up" - mas na hora da corrida, a chuva tinha parado. Contudo, o asfalto não estava seco e a temperatura estava baixa, logo, a organização decidiu que a corrida largaria atrás do Safety Car. Sem volta de formação, este voltou para as boxes após a primeira volta e esta arrancou com Hakkinen na frente. Trulli era o segundo, pressionado por Button, que o tentou passar na volta 4, mas sem sucesso. Aliás, na tentativa, este saiu largo na Paragem do Autocarro e perdeu o lugar para Michael Schumacher. 

Na volta seguinte, o alemão subiu ao segundo posto ao aproveitar um erro de Trulli em La Source, com este a tentar voltar à pista no momento em que passava Jenson Button. O choque foi inevitável, com o italiano a desistir de imediato, enquanto que o britânico prosseguiu a corrida, sem danos de maior.

Por essa altura, Schumacher já tinha um atraso de dez segundos a Hakkinen, e precisamente no momento em que a pista estava suficientemente seca para que se fizesse as trocas para secos. Hakkinen e Schumacher pararam na volta oito, com o resto do pelotão a fazer na volta seguinte, com Jean Alesi a conseguir voltar às boxes na quarta posição. Ele, que tinha conseguido apenas... o 17º tempo nos treinos!

Nas voltas seguintes, Schumacher fez uma data de voltas rápidas e diminuiu a diferença para Hakkinen para 4,5 segundos. Contudo, na volta 13, Hakkinen despistou-se na curva Staevlot, sem consequências, mas perdeu a liderança para Schumacher. Nas voltas seguintes, o alemão aumentou a vantagem para onze segundos, no final da volta 22, enquanto que o seu irmão Ralf era o terceiro, dez segundos atrás de Hakkinen. Schumacher foi o primeiro para reabastecer na volta seguinte, voltando à pista no terceiro posto. Hakkinen parou quatro voltas depois, seguido por Ralf Schumacher.

Hakkinen tinha voltado de forma mais leve à pista, mas parecia que Schumacher estava inalcançável. Contudo, os pneus do alemão começavam a degradar-se mais rapidamente do que os do finlandês, e ele tentava arrefecê-los passando-os na zona molhada. Gradualmente, Hakkinen apanhava-o e na volta 40, já estava atrás dos seus escapes.

E foi a partir daqui que as coisas ficaram excitantes. Hakkinen tentou passá-lo na travagem para Les Combes, mas o alemão bloqueou-o. Ambos tocaram, mas os danos foram menores na asa do finlandês. Mas este não desistiu e na volta seguinte, ambos estavam na reta Kemmel quando viram o BAR de Ricardo Zonta. Ambos tiveram de se desviar dele, com o alemão da Ferrari a ir pela esquerda e o finlandês da McLaren na direita. Na travagem para Les Combes, o finlandês levou a melhor e ficou com o comando.

A partir dali, este foi para a meta no lugar mais alto do pódio, com um avanço de 1,1 segundos sobre o piloto da Ferrari. Ralf Schumacher ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente de David Coulthard, no segundo McLaren, enquanto que nos ultimos lugares pontuáveis ficaram o segundo Williams de Jenson Button e o Jordan de Heinz-Harald Frentzen.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

GP Memória - Hungria 2000

Duas semanas depois da e´pica vitória de Rubens Barrichello num anormal GP da Alemanha, máquinas e pilotos estavam em paragens húngaras para a 12ª corrida do campeonato do mundo do ano 2000, onde quatro pilotos estavam separados por dez pontos: Michael Schumacher tinha 56 pontos, enquanto que os McLaren de Mika Hakkinen e David Coulthard tinham 54 pontos cada um e Rubens Barrichello tinha 46 pontos. E aos brasileiro, bastavam dez pontos  - ou seja uma vitória - e nenhum dos seus adversários pontuar para ficar no comando do campeonato.

No final das duas sessões de qualificação de Budapeste, Michael Schumacher era o poleman, com o McLaren de David Coulthard a seu lado. Mika Hakkinen era o terceiro na grelha, seguido pelo Williams-BMW de Ralf Schumacher. O segundo Ferrari de Rubens Barrichello era o quinto, seguido pelo Jordan de Heinz-Harald Frentzen. Giancarlo Fisichella era o sétimo, no seu Benetton, seguido pelo segundo Williams-BMW de Jenson Button, enquanto que a fechar o "top ten" ficaram o Sauber de Mika Salo e o Jaguar de Eddie Irvine.

Debaixo de um céu nublado, mas quente, a corrida começou com alguns problemas. O Minardi de Gaston Mazzacane teve problemas na sua caixa de velocidades e teve de trocar de carro antes de largar. Quando o sinal ficou verde, Hakkinen foi melhor do que Coulthard e Schumacher e acabou a primeira curva no primeiro lugar. Atrás, Ralf Schumacher tinha passado Coulthard, mas o escocês reagiu, voltando a ficar com o terceiro posto. Alguns lugares mais atrás, Jacques Villeneuve e Pedro de la Rosa colidiram e foram às boxes fazer os devidos reparos.  

Nas voltas seguintes, Hakkinen começou a afastar-se de Schumacher, fazendo as voltas mais rápidas da corrida, ao ponto de na volta 19, o finlandês ter uma vantagem de sete segundos sobre o alemão. Os primeiros reabastecimentos apareceram na volta 28, com Ralf Schumacher, com Barrichello a parar uma volta depois. Hakkinen foi reabastecer na volta 31, ao mesmo tempo que Michael Schumacher, cedendo o comando a Coulthard, enquanto que o escocês ia às boxes, voltando a ficar com o primeiro posto, com Schumacher logo a seguir. Nas voltas seguintes, Hakkinen voltava a afastar-se de Schumacher, enquanto que Coulthard tentava aproximar-se do alemão da Ferrari.

A segunda ronda de reabastecimentos aconteceu na volta 47, com Barrichello a parar primeiro, com os irmãos Schumacher a seguir, duas voltas depois. Coulthard parou na volta seguinte, e Hakkinen parou na volta 53. Quando voltou à pista, o finlandês tinha uma vantagem de 20 segundos, e tudo indicava que ele tinha a corrida na mão, e foi assim até à meta.  

No final, a vitória coube a Mika Hakkinen, que conseguiu superar Schumacher por 7,9 segundos. David Coulthard ficou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficaram o segundo Ferrari de Rubens Barrichello, o Williams de Ralf Schumacher e o Jordan de Heinz-Harald Frentzen.

No campeonato, os quatro pontos que o finlandês ganhou ao alemão da Ferrari colocavam-no na frente do campeonato por meros dois pontos (64 contra 62), enquanto que David Coulthard não estava muito longe, com 58 pontos. E dali a 15 dias haveria mais ação no GP da Bélgica... 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

GP Memória - Alemanha 2000

Duas semanas após terem corrido em Zeltweg, máquinas e pilotos tinham chegado a Hockenheim, palco do GP da Alemanha de Formula 1. E com o pelotão a cumprir a 11ª corrida da temporada, as coisas estavam cada vez mais escaldantes, com Michael Schumacher a sofrer a pressão, após duas corridas sem conseguir terminar nos pontos: uma por problemas mecânicos, outra por uma colisão. E isso tinha sido aproveitado pelos McLaren para se aproximar do piloto alemão e tentar a sua sorte.

No paddock, Eddie Irvine estava de volta á Jaguar, recuperado que estava da sua apendicite que o impedira de participar na corrida anterior. Ao mesmo tempo, o seu companheiro de equipa, Johnny Herbert, decidira anunciar que iria abandonar a competição no final do ano, depois de onze temporadas de bons serviços em equipas como Benetton, Tyrrell, Lotus, Ligier, Sauber e Stewart. Ao mesmo tempo, na Jordan, a equipa iria introduzir a versão B do seu modelo EJ10, esperando melhorar as suas performances na pista, ao mesmo tempo que Heinz-Harld Frentzen anunciava que iria extender o seu contrato por mais duas temporadas.    

A qualificação tinha acontecido debaixo de tempo intermitente, com o asfalto húmido durante esse tempo. David Coulthard aproveitou o piso seco numa das suas voltas para fazer a pole-position, 1,3 segundos mais veloz do que Michael Schumacher! Giancarlo Fisichella tinha sido o terceiro, no seu Benetton, enquanto que Hakkinen ficava com o quarto tempo. A terceira fila tinha um surpreendente Pedro de la Rosa no quinto lugar, com o seu Arrows, com Jarno Trulli ao seu lado, no novo chassis, enquanto que na quarta fila estavam o segundo Benetton de Alexander Wurz, seguido pelo Jaguar de Johnny Herbert, e a fechar o "top ten" ficava o BAR de Jacques Villeneuve e o segundo Jaguar de Eddie Irvine.

Após a qualificação, o escocês afirmou: "Tinha feito a volta perfeita. Consegui ler as condições da pista e consegui ser o mais veloz na segunda secção. Só tenteni de novo no final da qualificação porque a o asfalto poderia secar depressa e queria assegurar que estava numa posição onde poderia defender-me da pole e atacar ao mesmo tempo. A corrida vai ser dura e desejo os dez pontos."

Dos que ficaram prejudicados com o mudar das condições meteorológicas ficaram Heinz-Harlald Frentzen, que era 17º na grelha, um lugar na frente de Rubens Barrichello

O dia da corrida estava como no dia anterior, com o tempo incerto, e previsões de chuva durante a prova. Na volta de aquecimento, o motor do Williams de Jenson Button recusou a colaborar e acabaria por largar das boxes. Quando o sinal ficou verde, Hakkinen larogu melhor do que Coulthard, enquanto que Schumacher, ao ir para a esquerda no sentido de passar Coulthard, bateu no Benetton de Fisichella, com este a furar o pneu traseiro esquerdo, acabando por parar à barreira de pneus. Ambos retiraram na hora e pela terceira vez seguida, Schumacher não terminava a corrida. Pior: pela segunda vez consecutiva, nem terminava a primeira volta!

Atrás, Barrichello subia até à décima posição, e duas voltas depois, era oitavo, depois de passar os BAR. Na frente, Hakkinen mantinha a primeira posição, com algum avanço sobre Coulthard e Trulli, enquanto que o piloto brasileiro fazia a sua escalada imparável. Na quinta volta tinha passado Jos Verstappen e tinha entrado nos pontos e depois de passa Herbert, na volta segunte, era consecutivamente mais veloz para tentar apanhar Pedro de La Rosa, que era quarto. Atrás, Frentzen demorava mais tempo para passar os pilotos que estavam na sua frente, mas na décima volta, ele era sexto.

Na volta 12, Barrichello passava o espanhol da Arrows, enquanto que Frentzen já se aproximava dos dois. O piloto da Ferrari ainda passou Trulli para ficar com o terceiro posto, mas na volta 17, reabasteceu o seu carro, regressando à pista dois lugares mais abaixo. Frentzen parou na volta seguinte, voltando na sexta posição.

Por esta altura, os McLaren rodavam juntos, com 1,4 segundos a separar Hakkinen de Coulthard, mas com um avanço de 22 segundos sobre o Jordan de Trulli, mas na volta 25, o insólito acontecia: na reta de Hockenheim, antes da primeira chicane, um homem estava no meio da pista, a segurar um cartaz nas costas, a tentar perturbar a corrida. Os espectadores observavam, atónitos, sem saber o que se passava. A direção reagiu de imediato, colocando o Safety Car na pista, enquanto que os comissários de pista tiravam o intruso dali. Soube-se depois que era um ex-trabalhador da Mercedes, de seu nome Robert Sehli, então com 47 anos, que tinha sido despedido da fábrica onde trabalhava, em Le Mans, devido a questões de saúde. 

Com isto, os pilotos da frente aproveitavam a oportunidade - excepto Barrichello e Frentzen - para reabastecer. Os comissários de pista demoraram três voltas para apanhar Sehli e na volta 28, a corrida recomeçou, com Hakkinen na frente, seguido por Trulli, pressionado por Barrichello e Frentzen, mas as coisas não ficaram assim por muito tempo. No inicio da volta 30, Jean Alesi, no seu Prost, e Pedro Diniz, no seu Sauber, colidiram na Curva 1 e os destroços focaram espalhados por uma área perigosa, fazendo com que o Safety Car entrasse de novo, para que se pudesse varrer os destroços.

As coisas ficaram assim por duas voltas e quando recomeçou, o finlandês da McLaren manteve a liderança, mas na volta 33, a chuva começou a cair na pista. Este era ligeiro, e permitia que os pilotos com pneus secos pudessem ficar na pista, desde que tivessem o engenho suficiente para manter o carro por lá. Todos foram às boxes para mudar de pneus, menos Barrichello, Coulthard, Frentzen e o BAR de Ricardo Zonta.

Contudo, para Trulli, foi um pesadelo: na volta 37, fora penalizado porque os comissários de pisrta tinham visto passar o Ferrari de Barrichello numa zona de bandeiras amarelas, sendo penalizado com uma paragem de dez segundos, estragando as suas chances de pontuar, pois regressou à pista na 11ª posição.

Na volta seguinte, Coulthard para nas boxes para trocar para pneus de chuva, regressando em quinto, mas Barrichello ficava na pista, contra todas as expectativas. Hakkinen ficava à distância, sem se aproximar muito, enquanto que Frentzen encostava à berma na volta 40, quando a sua caixa de velocidades cedeu, deixando Mika Salo no terceiro lugar. Coulthard e Button o iriam apanhar nas volta seguintes.

Mas na frente, parecia que se assistia um milagre, e à medida que se avistava a bandeira de xadrez, a Formula 1 iria ver algo que já não via ha muito tempo: um brasileiro a vencer um Grande Prémio. E tal como tinha acontecido quase um ano antes em Nurburgring, iria ser uma vitória popular. Quando Rubens Barrichello cruzou a meta, o público e o paddock celebravam a vitória de um piloto popular. No pódio, ele sucumbiu às emoções e chorava compulsivamente quando ouvia o hino do seu país e terminava sete anos de jejum, desde Ayrton Senna, no GP da Austrália de 1993.

Mika Hakkinen e David Coulthard completavam o pódio, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficavam o Williams de Jenson Button, o Sauber de Mika Salo e o Arrows de Pedro de la Rosa.     

No meio dos festejos, soube-se depois que Sehli tinha tentado protestar no inicio do Grande Prémio, em frente da grelha de partida, mas foi impedido de entrar pelos comissários de pista. E tinha tentado a mesma coisa tempos antes, em Magny Cours, mas os comissários também tinham conseguido impedir que ele entrasse na pista. No final, após ter sido interrogado pela policia, acabou por pagar uma multa de 600 dólares por ter violado os limites da pista.

Mas o que interessava é que no final da corrida alemã, o mundial estava ao rubro: Schumacher liderava com 56, mas quer Hakkinen, quer Coulthard estavam igualados, com 54 pontos cada um. E Barrichello, estreante nas vitórias, estava apenas a dez pontos do seu companheiro de equipa. Schumacher tinha de reagir, e rápido.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

GP Memória - Austria 2000

Duas semanas após terem corrido em terras francesas, máquinas e pilotos estavam a Austria, para a décima corrida do campeonato do mundo do ano 2000. Com a diferença entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen reduzida para doze pontos, com o abandono do piloto da Ferrari na corrida anterior, seria importante o alemão recuperar ou estancar a distância para que pudesse ter chances de ser campeão do mundo, agora que o campeonato começava a sua segunda metade. 

A grande alteração na lista de inscritos aconteceria na Jaguar quando Eddie Irvine teve de ser hospitalizado de emergência por causa de uma apendicite, sendo subistituido pelo piloto de testes da marca, o brasileiro Luciano Burti, que ali se estreava na Formula 1

No final da qualificação, os McLaren levaram a melhor, monopolizando a primeira fila da grelha de partida, com Mika Hakkinen a ser melhor do que David Coulthard. A Ferrari monopolizava a segunda fila, com Rubens Barrichello a ser mais veloz do que Michael Schumacher, enquanto que na terceira fila estavam o Jordan de Jarno Trulli e o BAR da Ricardo Zonta. O segundo BAR de Jacques Villeneuve era o sétimo, na frente do Benetton de Giancarlo Fisichella. A fechar o "top ten" estavam o Sauber de Mika Salo e o Arrows de Jos Verstappen.

Quanto ao Jaguar do estreante Burti, este estava na última fila, ao lado do Minardi do argentino Gaston Mazzacane.

A partida foi atribulada: as coisas começaram na volta de aquecimento, quando Burti teve uma fuga de água e foi obrigado a trocar de carro e a largar das boxes. Na partida, pioraram: se na frente, Hakkinen conseguiu manter o primeiro lugar, atras, Jos Verstappen aproximou-se demasiado do Sauber de Pedro Diniz, que para o evitar, tocou no Benetton de Giancarlo Fisichella. Mas ao mesmo tempo, em incidentes separados, Jarno Trulli tocou na traseira do carro de Rubens Barrichello, enquanto que Ricardo Zonta tocava em Michael Schumacher. Trulli, Schumacher e Fisichella estavam fora da corrida logo na primeira curva, enquanto que mais alguns carros, como os Prost de Nick Heidfeld e Jean Alesi, tinham de ir pela escapatória para evitar serem envolvidos.

Com a confusão na pista, os organizadores não tiveram outro remédio que não colocar o Safety Car, onde ficou por lá por duas voltas. Verstappen aproveitou para para nas boxes para que os mecânicos pudessem ver a sua caixa de velocidades.

No inicio da terceira volta, a corrida recomeçou, com Hakkinen a manter a liderança, seguido de Coulthard... e Mika Salo, no seu Sauber, que tinha aproveitado a confusão para pular do nono posto! Pedro de la Rosa estava logo atrás, no quarto posto, seguido de Johnny Herbert e Jenson Button. Barrichello e Frentzen passaram o britânico da Williams nas voltas seguintes, enquanto que na quarta volta, o espanhol da Arrows era o terceiro, depois de passar Salo.

Entretanto, os McLarens afastavam-se da concorrência, com Barrichello a tentar aproximar-se dos da frente, sendo quarto na oitava volta e tentando apanhar De la Rosa. Mas as coisas estavam estabilizadas até ao meio da corrida, altura em que Hakkinen já tinha uma vantagem de dez segundos sobre o seu companheiro de equipa Coulthard. Na volta 32, Barrichello subia para terceiro, quando De la Rosa tinha problemas na sua caixa de velocidades e se retirava.

Hakkinen parou para reabastecer na volta 38, e quando saiu estava atrás de Coulthard, que aproveitou para fazer o mesmo na volta 41, altura em que os dois Prost, o de Jean Alesi e o de Nick Heidfeld, se eliminaram um ao outro. As paragens entre os da frente aconteceram nas voltas seguintes, com Villeneuve a ficar com o quarto posto, seguido por Button e Salo.

O final foi sem história, e quando a bandeira de xadrez foi mostrada, a McLaren comemorava uma dobradinha, com Hakkinen na frente de Coulthard. Rubens Barrichello ficava com o lugar mais baixo do pódio, na frente do BAR de Jacques Villeneuve, do Williams de Jenson Button - que pontuava pela terceira vez na sua carreira - e o Sauber de Mika Salo.