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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Formula E: Wehrlein critica as táticas de corrida de Di Grassi

As voltas finais do ePrix do México ainda dão que falar. Pascal Wehrlein, que liderou a corrida até aos dez metros finais, sendo superado por Lucas di Grassi, não gostou nada dos seus métodos para que ele pudesse ficar com o primeiro posto. O alemão da Mahindra afirmou que ele teve um "uso excessivo da força" para conseguir aquilo que pretendia, especialmente na Curva 3, na última volta, que resultou numa penalização de cinco segundos ao alemão, que o fez descer do segundo para o sexto posto final.

"A maneira como ele guiava, usando-me como travão e [por causa disso] tive que ir direto, mas os comissários decidiram por uma penalidade de cinco segundos com a qual eu não concordo, porque [aquilo] não foi uma vantagem", disse Wehrlein ao e-racing365.

Eu tive que cortar [a chicane] porque estava lá e ele não me deixou espaço e tivemos algum contato. Quando segui em frente, diminuí a velocidade e uma curva depois ele estava novamente na minha traseira, empurrando-me para o canto. Mas nós apenas temos que aceitar isso", prosseguiu.

Contudo, Di Grassi afirmou que a defesa de Wehrlein foi agressiva demais e até merecia uma penalidade extra. 

"Na última volta, estava atrás dele e simulei ir para o lado de fora [para o enganar] e ele deixou uma abertura pequena o suficiente para ir dentro entre a parede e o meio-fio e eu aproveitei", explicou di Grassi.

Di Grassi, que se tornou no quarto vencedor diferente da temporada da Formula E, é agora o quarto classificado, com 34 pontos, menos 19 que o líder, o belga Jerome D'Ambrosio, o companheiro de equipa de Wehrlein na Mahindra. A Formula E prossegue a 10 de março, em Hong Kong.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Formula E: Di Grassi vence no limite no México

E foi mesmo no último centímetro. Lucas di Grassi foi o vencedor do ePrémio do México, passando os últimos metros o alemão Pascal Wehrlein que ficou sem energia na reta final. António Félix da Costa fica com o segundo posto, na frente de Edoardo Mortara, da Venturi, numa prova onde pouco ou nada se passou durante grande parte da prova, para tudo decidir nos últimos metros, com as baterias a chegar ao limite. E com este final, provavelmente, a corrida foi das mais emocionantes da competição. 

Contudo, isso foi apenas "um" momento de uma corrida que foi emocionante no principio e no fim, porque no meio... mais mais de tensão do que de ultrapassagens. 

Tudo começa no momento da partida, quando Wehrlein dispara e ganha um segundo logo nos primeiros metros. Felipe Massa é surpreendido por Lucas di Grassi e cai um lugar, enquanto António Félix da Costa mantêm o quinto posto, apesar de ter sido superado por Sebastien Buemi. As coisas andam bem até à terceira volta quando houve confusões na zona da Peraltada, acabando com Alexander Sims, Jean-Eric Vergne e Nelson Piquet Jr acabarem a embater na chicane. O francês da Techeetah e o Jaguar do brasileiro embatem, com Piquet Jr a voar para o muro e ainda tocar em Sims. O britânico acaba por trocar de bico, e os estragos do Jaguar são de tal forma que acaba com bandeira vermelha.

Com os pilotos fora do carro, o tempo, contudo, não parava. Pensava-se que iriam sair muito em cima da hora, e os pilotos teriam metade dos pontos, mas na realidade, o tempo acabaria por sofrer um "reset" e iriam ficar com todos os pontos. Saíram todos atrás do Safety Car, com provavelmente 41 voltas para serem cumpridas, e depois de duas voltas, a corrida recomeçou, com Wehrlein na frente dos dois Nissan.

Nas voltas seguintes, a maior parte do pessoal andou com Attack Mode, mas não houve mudanças nas posições da liderança, apesar dos fechamentos musculados de Buemi sobre Félix da Costa para ser quarto.

A partir dali, os três primeiros andavam juntos mas sem atacar. Wehrlein na frente de Rowland e de Di Grassi, com Buemi e Felix da Costa um pouco mais distantes. O brasileiro da Audi tentou apanhar Rowland, e andou mesmo em cima do piloto da Nissan, mas sem tentar atacar. Só que com isso, Buemi e Félix da Costa aproximaram-se e passou a ser uma luta a cinco.

Felix da Costa acabou por ser o primeiro dos cinco a ir para o segundo attack mode, mas não conseguiu passar Buemi, apesar de ter atacado. Pouco depois, Rowland foi passar pelo attack mode, mas cometeu um erro e perdeu o segundo posto para Di Grassi. O brasileiro atacou Wehrlein e com ambos em attack mode, tudo ficou mantido.

E foi tudo decidido no final. Com as baterias no limite, os primeiros a ceder foram os da Nissan, que tiverem de ceder para Félix da Costa e Edoardo Mortara, da Venturi, que veio de trás para os apanhar. Wehrlein aguentou tudo até à reta da meta, quando o alemão da Mahindra ficou sem energia. Di Grassi reagiu e passou antes da banderia de xadrez, pouco mais de um carro de diferença. Félix da Costa foi terceiro, na frente de Mortara, mas depois a organização decidiu penalizar Wehrlein em cinco segundos por ter cortado a chicane, fazendo-o cair para o sexto lugar da geral.

Com isto, Jerome D'Ambrosio - que foi quarto na corrida - manteve o comando com 53 pontos, seguido por Félix da Costa, com 46. A Formula E continua dentro de três semanas, nas ruas de Hong Kong.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Formula E: Di Grassi diz que a Audi não quer saber da Formula 1

Nas vésperas do ePrix de Santiago do Chile, Lucas Di Grassi voltou à carga e defendeu a Formula E da Formula 1, afirmando que é aqui onde está o futuro da competição, refutando as declarações de Helmut Marko, que no inicio da semana ter declarado o seu não interesse pela competição elétrica, dizendo ser mais um "purista das corridas" e dizendo que os carros da Gen2 não serem mais que um Formula 3 com 400 quilos.

Na véspera do ePrix de Santiago, no Chile, Di Grassi respondeu aos críticos, especialmente Marko, afirmando que a Formula E é o futuro em termos tecnológicos.

"A Audi ganha mais na Fórmula E do que na Fórmula 1", começou por dizer o piloto brasileiro à Autosport britânica. "O fato é que todos os carros da marca no futuro irão ser elétricos, precisamos entender quais fatores estão nos limitando, quais são os melhores materiais e como desenvolver software para controlar o motor. Temos todo esse desenvolvimento do carro elétrico que será usado no futuro", continuou.

"Com o motor de combustão, você já sabe como funciona. O interessante é descobrir como podemos fazer com que os carros elétricos funcionem rapidamente, sejam mais eficientes e mais baratos. Isso é o que fazemos aqui. Não apenas a Audi, mas todos. Então, isso é muito mais um desenvolvimento comercial do que a Fórmula 1".

Di Grassi também rebateu as criticas de Helmut Marko, afirmando que a Formula 1 tem um ambiente mais purista que a Formula E.

"O Dr. Marko disse que ele é um 'purista das corridas'. Para mim, é um argumento [que é] falso, porque depende muito do que isso significa para as pessoas. O que exatamente é este pensamento? [Ele] defende corridas de cavalos em vez de carros? Se ele é um verdadeiro purista de corridas, ele deve defender corridas de cavalos. Ou corridas com apenas motores de combustão, sem sistemas híbridos como a Formula 1 é hoje em dia. Ou carros com caixas de valocidades manuais, sem paddleshift, [o que é] hoje em dia na Formula 1 - é um argumento aberto.

"Esta é mais a sua opinião pessoal de dizer: 'olha, eu não quero competir na Fórmula E, eu sou muito velho para isso e quero fazer corridas [com motores] de combustão'. A Formula 1 ainda é a categoria mais importante do mundo do automobilismo, ninguém pode negar isso. Mas o futuro dos fabricantes é elétrico.", concluiu.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Formula E: Di Grassi compara combustão interna a tabaco

Lucas Di Grassi não é "mais um piloto da Formula E". O brasileiro está à frente da Roborace, a competição que pretende ser autónoma e promete revolucionar o automobilismo. E na semana do ePrémio de Marrocos, o piloto da Audi afirmou que o avanço dos carros elétricos e da competição elétrica é tal que os motores a combustão poderão viver num futuro próximo algo semelhante ao que já sucedeu ao tabaco. 

"Se no futuro a longo prazo todos os construtores vão produzir apenas carros eléctricos porque serão mais baratos e forçados por lei a produzir carros eléctricos, por que qualquer construtor iria juntar-se à Fórmula 1 se ainda tiver motores de combustão? E depois a questão é, irá a Fórmula 1 tornar-se eléctrica no longo prazo ou não?”, afirmou o piloto ao site Racefans.net.

Di Grassi afirmou mais tarde que, caso não haja uma fusão entre a Formula E e a Formula 1 num médio prazo, é provável que as construtoras não vão para a competição mais antiga por causa das restrições que os governos irão dar aos motores a combustão, um pouco como acontece neste momento com a Suíça, que aboliu as corridas em 1955, e que só o levantaram para as competições elétricas. E que tirando os clássicos, tudo o resto será elétrico.

"Diria que no futuro, excepto o automobilismo clássico, todo o automobilismo será eléctrico. No futuro a longo prazo, não agora. Será mais barato de operar, será mais fácil tecnicamente desenhar o monolugar com mais rendimento. Alguns países não aceitarão a promoção de provas com motores de combustão, será o mesmo que publicitar o tabaco actualmente”.

Sobre a transição para os carros elétricos, ele afirma que este está a acontecer a um ritmo mais veloz que era esperado e isso será o ponto-chave. “Já estamos vendo uma transição muito mais rápida do que o esperado para a Fórmula E, então os fabricantes se juntam em massa aqui [nesta competição]. Como isso progride é a questão chave. Disso, ninguém sabe a resposta", concluiu.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Youtube Formula E Challenge: Gen 1 vs Gen 2

Com cerca de um mês para o inicio da nova temporada e com um novo carro em mãos, uma comparação entre esses bólidos era inevitável. Assim, em Donington Park, Lucas di Grassi e António Félix da Costa decidiram cada um andar nos seus carros para mostrar as diferenças entre eles. Este é o resultado final. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Formula E: Revelado o DevBot 2.0 e a temporada Alpha

A Roborace começará já na primavera de 2019, em simultâneo com o campeonato da Fórmula E. Em principio, serão seis carros a participar na competição, com mais bólidos a aparecer em 2020, na "temporada Beta". Todas as equipas terão o mesmo hardware e só algumas partes do software poderão ser modificadas, pois é o objectivo do campeonato que os engenheiros se concentrem em evoluir apenas os algoritmos de condução autónoma.

Contudo, o carro usado será o DevBot, logo, terá espaço para um eventual piloto, pois a tecnologia ainda não está suficientemente desenvolvida para evitar possiveis tropeções e acidentes. Contudo, eles acreditam que em 2021 a tecnologia estará suficientemente desenvolvida para implementar os carros desenvolvidos por Daniel Simon.

Entretanto, esta semana, Lucas Di Grassi veio a Lisboa, para participar na Web Summit, e sendo o CEO da competição, ele detalhou o estado atual dos carros e falou sobre como dentro de alguns anos, a tecnologia terá impacto tanto no desporto, quanto no dia a dia dos condutores comuns. 

Em declarações captadas pela revista portuguesa online Exame Informática, Di Grassi admitiu que o carro autónomo ainda não é tão rápido quanto ele: "No início era 25 por cento mais lento do que eu, mas agora só já é 6% mais lento. Isto é uma prova que os algoritmos que controlam o carro estão a melhorar", afirmou. 

Apesar de "tropeções" como acidentes ao longo do processo de desenvolvimento, o piloto brasileiro desvaloriza esses acontecimentos: 

"Os acidentes fazem parte do processo de desenvolvimento, se não tivéssemos acidentes era um sinal que não estávamos a ser rápidos no desenvolvimento. Na pista há menos variáveis, o que nos permite focar-nos em algoritmos relacionados com a corrida, como o estilo de condução. Queremos criar um ambiente onde seja mais fácil evoluir a tecnologia e as pistas são fechadas, o que significa que carro pode bater sem magoar ninguém", declarou. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Youtube Racing Video: A (curta) história da Formula E

A Formula E, como sabem, vai ter um novo carro, e por esta altura, já teve quatro temporadas de competição. Mas as pessoas pouco sabem que isto teve as suas raízes no inicio da década, com o protótipo que apareceu ainda antes do carro da primeira geração. 

E logo de inicio, Lucas di Grassi diz uma frase: "Primeiro, riam-se de nós, depois criticaram-nos. Agora, juntaram-se à banda. Para verem o disruptivo que foi esta tecnologia".

Neste video oficial da Formula E, apresentado por Lucas di Grassi, veremos a história da competição e as expectativas da nova temporada, a primeira com o chassis da Gen2, que vai se estrear no final do ano.

domingo, 15 de julho de 2018

Formula E: Vergne foi o melhor na segunda corrida de Nova Iorque

Jean-Eric Vergne foi o vencedor da segunda e-corrida de Nova Iorque prova de encerramento do campeonato. O piloto da Techeetah foi melhor que Lucas di Grassi, segundo classificado, enquanto Daniel Abt ficava com o lugar mais baixo do pódio, numa corrida em que os primeiros andaram juntos, mas não conseguiram ultrapassar-se. Apesar deste segundo e terceiro lugar da Audi, a marca alemã conseguiu o título de Construtores, com dois pontos de diferença sobre a Techeetah. 

A e-corrida de Nova Iorque viveu sob a sombra da dúvida entre a qualificação e a corrida devido ao meu tempo. Um aviso de tempestade fez evacuar o paddock como medida de precaução, mas menos de uma hora depois, este foi levantado e a prova aconteceu na hora prevista. 

Na partida, Vergne passa Buemi e ficou com a liderança, com Lotterer a ser terceiro, na frente de Di Grassi, Piquet e Abt. O alemão tentou passar no suíço, ainda no final da primeira volta, mas não teve sucesso. Contudo, pouco depois, a organização avisou que os carros da Techeetah estavam sob investigação por causa de uma alegada falsa partida. Entretanto, na volta cinco, Lotterer passava Buemi e era segundo.

Na volta sete, José Maria Lopez tornava-se na primeira vitima da corrida, ao sofrer um toque no muro e ficar muito danificado. A seguir, Jerome D'Ambrosio e Luca Fillipi bateram forte e acabou com "full course yellow". Com isso, a Dragon acabava prematuramente a sua temporada. E foi durante esse "full course yellow" que Lotterer recebeu uma penalização de dez segundos pela falsa partida.

A corrida retomou na volta onze, com Lotterer a aproveitar para ter de cumprir o seu "stop and go", e Di Grassi a passar Buemi na volta seguinte para ser segundo. Na volta 18, Abt passou Buemi e ficou com o terceiro posto, reforçando a liderança da Audi no campeonato de Construtores.

Atrás, Félix da Costa estava a fazer uma recuperação desde o final da grelha, mas a organização decidiu penalizá-lo em dez segundos pelo seu envolvimento no acidente entre Fillipi e D'Ambrosio. Ele cumpriu antes da troca de carros. 

Os carros pararam nas boxes na volta 23, para trocar de chassis, com Vergne e Di Grassi em cima um do outro. Não houve alterações nos da frente, apesar de todos andarem perto uns dos outros. O brasileiro pressionou o campeão francês, mas este resistia. 

Na parte final, Di Grassi atacou Vergne, ao mesmo tempo que Lotterer entrava nos pontos, primeiro passando Sarrazin e depois Bird, para ser nono. Mas no final, não houve mudanças na classificação geral, e a Audi ficou com o título de Construtores. 

domingo, 10 de junho de 2018

Formula E: Di Grassi foi o vencedor em Zurique

No regresso do automobilismo à Suíça, quase 64 anos depois da última vez, Lucas Di Grassi foi o vencedor, triunfando pela primeira vez na temporada. O piloto da Audi bateu Sam Bird e Jerome D'Ambrosio a ficar no lugar mais baixo do pódio. Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, foi décimo e viu Bird a aproximar-se na geral. Quanto a António Félix da Costa, fez uma prova sem erros e aproveitou bem as penalizações dos pilotos da frente, acabando no oitavo posto.  

Depois de Mitch Evans ter conseguido a pole-position, havia expectativas para as 39 voltas da prova. Quando as luzes se apagaram, Evans manteve-se na frente, com Lotterer a ser ameaçado por Bird, mas mantiveram os lugares. Vergne subiu um lugar à custa de Sarrazin, enquanto Abt perdeu a asa traseira depois de um toque com Piquet Jr, mas ambos mantiveram-se na pista. Os dois pilotos acabaram por ser chamados às boxes pela organização para fazer as reparações.

Na oitava volta, Mortara saiu em frente numa travagem e acabou a sua corrida por ali, e na volta seguinte, Vergne chegava aos pontos depois de passar Nick Heidfeld. Nesta altura, Lotterer, Bird e Di Grassi aproximaram-se de Evans e a ameaçar a liderança, mas foi o brasileiro a passar na volta 14, a Sam Bird, para ficar com o terceiro posto. Duas voltas depois, passou Lotterer para ficar com o segundo lugar.

A partir daqui, Di Grassi atacou Evans e com muita facilidade, passou-o na volta 18, mas atrás, Rosenqvist bateu no muro depois de ser ultrapassado. Ele continuou, mas acabou no fim do pelotão, com a asa danificada. Houve bandeiras amarelas, mas não Safety Car. A partir dali, o brasileiro tentou afastar-se do pelotão, mas a asa solta de Rosenqvist ficou no meio da pista - sendo até pisada pelo carro de D'Ambrosio - fez com que a organização colocasse o Full Course Yellow, para tirar os destroços dali.

E essa foi a altura onde os pilotos entraram nas boxes para trocar de carro. Vergne, que era sétimo, perdeu tempo na troca - não conseguiu colocar o cinto a tempo - e caiu para o nono posto. Com o regresso à normalidade, Di Grassi alargava a sua vantagem para Evans em quase três segundos, mantendo o resto nas suas posições, excepto Vergne, que passava Prost, para ser oitavo.

De repente, na volta 31, a organização decide penalizar quatro pilotos - José Maria Lopez, Sebasien Buemi, Mitch Evans e André Lotterer - numa passagem pelas boxes devido a excesso de velocidade durante o Full Course Yellow. Vergne também foi penalizado, pela mesma razão, mas o aviso surgiu mais tarde. Com isso, Lotter, Evans e Buemi cairam para quinto, sexto e sétimo. E por esta altura, Nico Prost perdia posições porque saiu em frente na travagem para a curva de 90 graus.

Vergne cumpriu a penalização e caiu para 12º, fora dos pontos, e a classificação estava confusa: Di Grassi liderava, mas Bird era segundo, seguido por D'Ambrosio. Vergne regressou à pista, ao ataque, enquanto na volta 36, Lopez falhou a travagem para a primeira curva, fazendo com que Felix da Costa subia para oitavo.

Apesar de todos estes duelos, Di Grassi seguia tranquilo, rumo à vitória, com Bird e D'Ambrosio a seguir. Para o piloto da Audi, a parte final da temporada está a ser de sonho, mas por causa dos problemas que teve no seu inicio, está um pouco de fora da luta pelo título mundial.

No campeonato, Vergne lidera, com 163 pontos, contra os 140 de Bird e os 101 de Di Grassi. Agora a Formula E vai para Nova Iorque, onde terá a sua ronda final dentro de um mês, nos dias 14 e 15 de julho.  

sábado, 28 de abril de 2018

Forumla E: Vergne é o vencedor no ePrix parisiense

Jean-Eric Vergne foi o vencedor no ePrix de Paris, oitava prova do campeonato de Formula E. O piloto da  conseguiu ser o melhor que o seu companheiro de equipa, André Lotterer, que fica sem energia nas curvas finais, deixando escapar o segundo lugar para Lucas di Grassi. Quanto a António Félix da Costa, acabou por abandonar com problemas no seu carro.

Com Jean-Eric Vergne a liderar o campeonato e com mais três pontos pela conquista da pole-position, colocando os Techeetah na ribalta - André Lotterer vai largar de terceiro - o piloto francês corrida em casa mais preocupado com Sam Bird, que largava ao seu lado. Lucas di Grassi era o sexto da grelha, atrás de António Félix da Costa, e o brasileiro da Audi estava numa fase de recuperação depois do péssimo inicio de temporada. 

Mas pior estavam os Jaguar, que monopolizavam a última fila da grelha, com Piquet a nãso sair das boxes por causa de problemas no seu carro, enquanto Mitch Evans foi 14º e teve de trocar de caixa de velocidades e largaria de último.

Tudo isto numa prova de 49 voltas às voltas ao Les Invalides, debaixo de frio primaveril.

Na partida, Vergne aguentou os ataques de Bird, especialmente de Lotterer, enquanto Di Grassi estava na quinta posição, depois de ter passado Félix da Costa. Atrás, Ma Qinhua ficava parado na pista, depois de ter problemas no seu carro, fazendo a organização colocar o Full Course Yellow. Nas boxes estava Tom Blomqvist, a mudar de nariz por causa de danos causados pela colisão com Nicolas Prost e Mitch Evans.

A corrida recomeçou na volta dois, com Vergne a ir embora, deixando Bird e Lotterer para trás, enquanto Félix da Costa falhava a travagem, caindo para o fundo do pelotão. Acabaria por abandonar a prova. 

Havia lutas por posições, mas nenhuma ultrapassagem de relevo. Na sétima volta, Daniel Abt conseguiu passar Felix Rosenqvist para ser décimo. Di Grassi bem tentava apanhar Maro Engel, mas não conseguia apanhar o carro da Venturi. Atrásm na volta 14, Prost acabou por ir à boxes para trocar de asa, danificada por causa dos eventos da primeira volta.

Bird tentava aproximar-se de Vergne para ver se conseguia passar o piloto francês, mas era complicado, os três andaram assim até à paragem obrigatória nas boxes. Os três entraram ao mesmo tempo e o francês conseguiu ficar na frente, com Bird atrás e Lotterer a fazer uma paragem pior, ficando mais atrás dos dois primeiros. Atrás, Di Grassi conseguiu passar Engel na saída das boxes, mas o alemão da Venturi tentou recuperar a posição, sem sucesso.

No regresso à pista, Vergne tinha um avanço de 2,3 segundos sobre Bird, ficando mais confortável, enquanto Lotterer tentava apanhar o piloto da Virgin. Na quinta posição, Engel aguentava os ataques de Buemi e Abt.

Na volta 36, Lotterer atreveu-se e conseguiu passar Bird. Ambos os pilotos tocaram-se mas continuaram, tudo isto aproveitado por Di Grassi para se aproximar e passar Bird, ficando com o terceiro posto. No meio disto tudo, Vergne afastava-se e tinha agora mais de três segundos de vantagem sobre, agora, o seu companheiro de equipa.

Na volta 44, Buemi cede o seu sexto posto a favor de Abt, numa travagem ousada. Depois, apanhou Engel para tentar ficar com o quarto posto, ao mesmo tempo que Di Grassi atacava Lotterer, mas o alemão defendeu-se bem, com momentos musculados. O brasileiro voltou de novo a atacar, com toques, mas o alemão aguentou até à ultima curva, quando passou para o segundo lugar, e Lotterer leva com um toque de Sam Bird, mas são terceiro e quinto classificados, com Maro Engel a ser quarto.

Mas no final, Vergne vencia, dominando a corrida do principio até ao fim, sem ser fortemente incomodado. Uma corrida perfeita, num ambiente perfeito.

Com isto, a vantagem de Vergne sobre para 31 pontos sobre Sam Bird, 147 contra 116. A próxima prova acontece dentro de duas semanas, nas ruas de Berlim.

sábado, 14 de abril de 2018

Formula E: Bird vence em Roma

Sam Bird aguentou as investidas finais de Lucas di Grassi para ser o vencedor do ePrémio de Roma, com André Lotterer ter conseguido mais um pódio para a Techeetah, batendo o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne, que foi o quinto classificado, alargando a sua liderança, já que  o poleman, Felix Rosenqvist, não terminou a corrida. Já António Félix da costa, depois de uma recuperação sensacional do último posto, acabou à porta dos pontos, no 11º lugar... pela terceira vez na temporada.

Na primeira corrida em solo europeu deste campeonato da Formula E - e a primeira da segunda parte do campeonato - a concorrência tentava diminuir a vantagem que Jean-Eric Vergne já tinha, trinta pontos sobre o segundo classificado, e algumas marcas tentavam também deter a hegemonia que a Techeetah começava a ter sobre as restantes equipas.

Diante de 45 mil espectadores (e outros tantos "portoghese" = borlistas), Felix Rosenqvist tentava partir bem da grelha, pois sabia que Vergne iria partir apenas da oitava posição. Contudo, esta pista "travada" nas ruas da zona EUR de Roma, tudo poderia ser possível mas 33 voltas que iriam acontecer na pista italiana.

Na partida, Rosenqvist aguentou Bird, enquanto que Vergne perdia um lugar para Di Grassi. Atrás, Félix da costa passava Lopez e D'Ambrosio e deixava de ser último. No final da primeira volta, passava Mortara e era 16º. Ao mesmo tempo, Alex Lynn tinha o bico quebrado e arrastava-se até à terceira volta, quando foi às boxes.

Na frente, Rosenqvist mantinha a distância sobre Bird, com Evans a ser o terceiro no seu Jaguar. Os cinco primeiros andavam juntos mas não ameaçavam uns aos outros, enquanto que pilotos como Félix da Costa e José Maria Lopez tentavam recuperar lugares. Na nona volta, o português da Andretti estava na frente neste duelo, sendo 11º, depois de passar Nelson Piquet Jr. e Maro Engel.

A partir daqui, as coisas acalmaram - exceptuando Buemi que passou Turvey para ser quinto na volta 14 - até à troca de carros, por alturas da 16ª volta. Aí, o primeiro a parar foi Felix da Costa, seguido pelo resto do pelotão, precisamente numa altura de uma carambola entre pilotos como Nick Heidfeld, Luca Filippi. As bandeiras amarelas foram mostradas na zona, enquanto que os pilotos trocavam de carro. E nem todos tiveram uma boa troca: Nelson Piquet Jr ficou parado nas boxes.

A seguir, Alex Lynn bateu forte no final da curva e a organização não teve outra alternativa senão colocar o "Full Course Yellow". Na frente, Rosenqvist tinha 2,6 segundos de vantagem sobre Sam Bird, e o pelotão estava muito distante, com Félix da Costa a entrar nos pontos, no décimo posto. 

A corrida retomou à vigésima volta com o sueco da Mahindra ainda na frente, assediado por Bird, enquanto Buemi era terceiro, passando Evans, com este a ser assediado por Di Grassi. Contudo, o neozelandês respondeu e voltou ao terceiro posto no seu Jaguar.

E na volta 23, o golpe de teatro: Rosenqvist fica parado na pista, devido a um toque, deixando Bird na liderança. Atrás, Buemi e Di Grassi lutavam pelo lugar mais baixo do pódio, com o brasileiro a colocar o seu carro ao lado do Renault do suíço, sem passar. Na volta 25, Di Grassi conseguiu passá-lo, e Buemi era assediado por Lotterer. Mas tudo isto ficou congelado por uma volta por causa do segundo Full Course Yellow, para poderem tirar o carro de Rosenqvist.

Na frente, Evans tentava apanhar Bird para ver se ficava na liderança, enquanto Vergne era sétimo, mas colado... ao quarto classificado. Buemi começava a perder posição para Lotterer e defendeu-se dos ataques de Vergne. E quem perdia posições era Félix da Costa, que caia para fora dos pontos. 

Na volta 29, Evans, Bird e Di Grassi estavam juntos na luta pela liderança, com Lotterer um pouco atrás. O britânico defendia-se dos ataques, e conseguia afastar-se dos seus perseguidores, que competiam entre si. E foi mais do que suficiente para garantir a vitória. Atrás, na volta 31, Di Grassi passou Evans e Lotterer tentou fazer o mesmo, enquanto atrás, José Maria Lopez batia no muro e ficava na berma.

No final, Evans perdia lugares para Lotterer e Abt para ser quinto... e o neozelandês arrastava-se, sem energia, para a meta, acabando no nono posto. O alemão da Techeetah ficava com o lugar mais baixo do pódio, e Vergne, o líder, acabou na quinta posição, conseguindo mais alguns pontos na liderança do campeonato.

No campeonato, Vergne tem 119, 18 pontos de avanço sobre o novo segundo classificado, Sam Bird, com 101. Felix Rosenqvist a cair para o terceiro lugar, agora com 85 pontos. A próxima prova do campeonato será em Paris, dentro de duas semanas.

sábado, 17 de março de 2018

Formula E: Vergne vence em Punta del Este

Jean Eric Vergne venceu pela segunda vez na temporada, consolidando o comando no campeonato, aguentando os ataques de Lucas di Grassi ao longo da corrida. O duelo entre ambos teve algumas faíscas, mas o piloto francês da Techeeetah levou a melhor sobre o piloto brasileiro da Audi. San Bird acabou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto que António Félix da Costa teve problemas ao longo do fim de semana, acabando à beira dos pontos, na 11ª posição.

As coisas começaram e se definir ainda antes da corrida, quando os comissários de pista decidiram penalizar Lucas di Grassi, que por causa de uma irregularidade anularam a volta que lhe deu a pole-position e dando esse lugar a Jean-Eric Vergne. E isso, de uma certa forma, definiu a corrida.

Na partida, Vergne conseguiu aguentar Di Grassi para ficar com a liderança, enquanto que atrás, Félix da Costa também tinha partido bem e passou D'Ambrosio para ser décimo. Os pilotos andaram mais ou menos assim até à quarta volta, quando o Safety Car teve de entrar na pista para tirar o carro de Nick Heidfeld, que tinha ficado parado na pista por causa de um problema na bateria.

A corrida retomou na volta seis, com Vergne a aguentar novos ataques de Di Grassi. O brasileiro tentou apanhar o francês, enquanto que na sétima volta, Bird tinha conseguido passar o Lotterer para o sétimo posto. A partir dali, o alemão da Techeetah perdeu lugares atrás de lugares, ficando fora dos pontos. Di Grassi tentou pressionar Vergne, enquanto que na volta 11, Buemi tinha problemas com a suspensão traseira esquerda, depois de um toque no muro, e perdia posições. Ao mesmo tempo, Félix da Costa perdia uma posição para o Mahindra de Rosenqvist. Depois, seria passado por Evans e começou a mostrar problemas, caindo fora dos pontos.

Buemi foi para as boxes no inicio da volta 12, trocando de carro, e provavelmente a sua corrida tinha acabado.

A troca de carro aconteceu na volta 19, numa altura em que os pilotos da Audi pressionavam os que iam na sua frente. Vergne saiu melhor do que Di Grassi, e tentou passar na volta a seguir, sem resultado... e com despiste. Abt era agora terceiro, depois de passar Lynn antes de chegar às boxes. Contudo, o inglês acabou por sair das boxes quase a colidir com o seu companheiro de equipa, e iria ser penalizado. 

Abt teve de parar nas boxes na volta 23 por causa de cintos mal apertados e "deitou fora a sua corrida". Félix da Costa foi beneficiado, voltando aos pontos, enquanto que Di Grassi voltava a atacar Vergne para ver se conseguia ficar com a liderança da corrida.

Evans era agora quinto, passando Rosenqvist, e na volta 30, o brasileiro tentou passar de novo, sem sucesso. Enquanto tudo isso acontecia, Sam Bird aproximava-se de ambos. Evans passava Lynn para ser quarto na volta 33 e agora, aproximava-se dos três primeiros.

Na volta 34, Di Grassi atacava Vergne, tocava e... resistia. E Bird agora estava na traseira de ambos, esperando "de cadeira" para ver no que ia dar. Mas teve de levantar o pé para ter energia no fim, e Vergne acabou a corrida com o brasileiro a "empurrar" na traseira do seu Techeetah.

No campeonato, Vergne ampliava a sua liderança para 30 pontos sobre Rosenqvist (109 contra 79) com Sam Bird a ser terceiro, com 76. Félix da Costa manteve os 16 pontos e cai para 14º no campeonato.

A próxima corrida será a 14 de abril, nas ruas de Roma, a primeira prova em solo europeu.

Formula E: Di Grassi faz a pole em Punta del Este

Depois de obter os primeiros pontos do ano, no México, Lucas di Grassi parece estar numa de recuperar o tempo perdido. E esta tarde, nas ruas de Punta del Este, conseguiu a sua primeira pole-position deste ano, a bordo do seu Audi-Abt, depois de ter resolvido os seus problemas com a sua unidade de energia, que a fizeram relegar dez lugares na grelha por duas corridas seguidas. O piloto brasileiro bateu Jean-Eric Vergne, da Techeetah, enquanto que António Félix da Costa vai partir da 13ª posição da grelha.

Di Grassi marcou logo o seu tempo no primeiro grupo, quando tinha a companhia de Maro Engel, Jérôme D'Ambrosio, Tom Blomqvist e Luca Filippi. o piloto marcou logo 1.14,032, ficando 0,6 segundos mais veloz do que Jerome D'Ambrosio, da Dragon, o segundo melhor do grupo. E ditou o ritmo para os grupos seguintes, a começar pelo Grupo 2, onde tinha osé María López, Nicolas Prost, André Lotterer, António Félix da Costa e Alex Lynn.

Aí, o único que se aproximou do tempo de Di Grassi foi Alex Lynn, que marcou 1.14,135 segundos, mas ficava dependente de outros para ver se conseguia entrar na SuperPole. Quanto a Nicolas Prost, a sua volta terminou no muro, acabando por ter de largar do fundo da grelha.

No Grupo 3, havia expectativa de Mitch Evans e Edoardo Mortara, que tinham andado bem nos treinos livres. E não desiludiram: Evans fez 1.14,0 enquanto que Turvey andou ali perto. Daniel Abi ficou relativamente perto deles, e aguardava pelo Grupo 4 para saber se poderia ir para a SuperPole ou não. Mas quem não ia iria ser Nick Heidfeld, que bateu forte na sua volta lançada e também acabaria no fundo da grelha com o seu Mahindra.

O grupo final, com Jean-Éric Vergne, Felix Rosenqvist, Sam Bird, Sébastien Buemi e Nelson Piquet Jr, começoiu com todos a rodarem mais lentos do que nos grupos anteriores. Todos menos... Vergne. O piloto da Techeetah conseguiu superar Di Grassi fazendo 1.13,672. E ainda houve mais um piloto que bateu a acabou por largar no fundo da grelha: Nelson Piquet Jr.

Com Vergne, Di Grassi, Evans, Lynn e Turvey na Superpole, as coisas começaram com o britânico da Nio a fazer um mau tempo e a ser investigado por ter passado por cima de um poste de amarração localizado fora dos limites da pista, Evans andou mais lento, mas fez tudo bem.

Depois veio Di Grsssi que voou e fez 1.13,948, ficando com a pole provisória e esperando para ver o que faria Vergne. Quando foi a vez dele, rejubilou: o francês não fez mais do que 1.14,189, afirmando que tinha cometido um erro durante a sua volta mais rápida. 

Com isto, o piloto da Audi parte como favorito na ronda uruguaia, mas quem tem a chance de marcar mais pontos para o campeonato é Vergne, que parte ao seu lado na corrida que irá acontecer pelas 19 horas de Lisboa.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Formula E: Di Grassi vai ser penalizado no México

Lucas di Grassi vai ser novamente penalizado na prova do México, que vai acontecer neste final de semana. O piloto brasileiro, que não marcou qualquer ponto nas quatro provas do campeonato realizadas até agora, vai ter de cumprir nova penalidade de dez lugares, pois os membros da Audi-Abt decidiram quebrar o selo que protege os componentes da unidade de energia, exigidos pela FIA.

A Audi diagnosticou o problema que obrigou a quatro retiradas nas últimas corridas ao piloto brasileiro, atual campeão do mundo. A marca acredita que resolveu o problema, mas por causa disso, vai sofrer nova penalização nesta próxima corrida.

"Agora, estamos confiantes de que encontramos a causa e a solução", disse o chefe da Audi Motorsport, Dieter Gass. "Infelizmente, os regulamentos da FIA não nos permitem implementar as mudanças até um período de 30 dias".

Por causa disso, a atualização não será usada antes da rodada seis, na pista uruguaia de Punta del Este, que se realizará a 17 de março.

"Embora obviamente não estejamos felizes com esta situação, estamos otimistas de que as características das pistas permanentes, bem como nos testes pré-temporada, não exagerem qualquer problema", concluiu Gass.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Formula E: Di Grassi acha que Macau seria um bom palco

Lucas di Grassi afirmou que Macau seria um bom palco para receber a Formula E. O brasileiro, atual campeão da competição elétrica, disse à imprensa local que o circuito, pela sua história, seria o ideal, mesmo havendo uma corrida ao lado, em Hong Kong.

Poderia fazer-se aqui um circuito de Fórmula E duas semanas antes de Hong Kong e poderiam existir as duas provas. A pista já existe e seria só avançar com a prova", sugeriu o campeão da Fórmula E em entrevista dada na passada sexta-feira ao jornal Hoje Macau.

Nessa mesma entrevista, Di Grassi, que participou na Taça do Mundo FIA de GT, disse que Macau “tem uma pista muito longa e que combina tudo, desde as altas velocidades em circuito de rua, à montanha que é muito difícil. É também uma das pistas mais difíceis do mundo e por isso todos os pilotos gostam de passar por aqui.

Não é a primeira vez que foi sugerida uma corrida nas ruas do antigo território português. Em 2013, Jean Todt sugeriu que a pista seria ideal para uma corrida desse tipo, mas as limitações dos carros elétricos seriam um grande obstáculo, já que a pista tem cerca de 6,2 quilómetros de extensão.

A Formula E arranca daqui a duas semanas nas ruas da antiga colónia britânica, com uma jornada dupla.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Formula E mantêm atual formato de qualificação

A Formula E pensou em abandonar o sistema de sorteio dos pilotos na qualificação, mas acabou por adiar para outra altura, revela hoje a Autosport britânica. O atual sistema, que sorteia os pilotos, é criticado por alguns pilotos por ser prejudicial aos que andavam no primeiro grupo, que lidava com um asfalto escorregadio e tinha mais chances das suas voltas acabarem no muro de proteção, ou então porque a mudança em termos de condições do tempo poderá prejudicar uns em relação a outros.

Contudo, a mudança chegou a ser pensada e um dos pilotos, Sebastien Buemi, mas a organização disse em Valencia que tudo vai ficar na mesma, pelo menos, na nova temporada.

"Eu esperava que fosse aprovado", começou por dizer o campeão de 2015-16. "Quando chegamos a uma pista onde o sorteio desempenha um papel importante - tivemos duas pistas assim, Montreal e México, onde era muito mau para se qualificar no primeiro grupo - isso poderia estragar todo o seu fim de semana", concluiu o piloto da e.dams.

"Eu não gosto do sistema - eu realmente fui desfavorecido na temporada um e dois em Londres, e fui favorecido na terceira temporada", disse Lucas Di Grassi, o atual campeão da competição, durante os testes em Valência.

"Você não pode deixar essas coisas à mercê da sorte. Seria muito bom colocar os melhores pilotos no campeonato no mesmo grupo".

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Formula E: vence em Montreal, Di Grassi é campeão

Lucas di Grassi sagrou-se esta noite campeão da Formula E. O piloto da Audi-Abt foi apenas sexto classificado na segunda corrida de Montreal, mas foi mais do que suficiente para vencer o campeonato, já que Sebastien Buemi, que tinha sido desclassificado da primeira corrida, nesta segunda sofreu um toque o obrigou a cair para a última posição, e nunca mais recuperou, acabando na 11ª posição, à porta dos pontos. 

Na corrida propriamente dita, o grande vencedor foi Jean-Eric Vergne, que depois de algumas "bolas ao poste", por fim venceu a sua primeira corrida na Formula E, batendo Felix Rosenqvist e José Maria Lopez. Já António Félix da Costa não passou da 15ª posição, terminando assim a sua pior temporada desde que começou a participar na Formula E, em 2014.   

Depois de se saber que Buemi seria o 13º da grelha, contra o quinto lugar de Di Grassi, a tarefa do piloto suíço estava cada vez mais dificultada, num fim de semana de pesadelo para ele, após a desclassificação de ontem. E isso piorou na partida, onde enquanto que Rosenqvist aguentava os ataques de Sam Bird e Jean-Eric Vergne, atrás, Buemi sofria danos na sua asa por parte do Andretti de Félix da Costa, depois de se tentar desviar do carro de Stephane Sarrazin, que tinha feito um pião, e isso o obrigou a ir para as boxes para substituir a parte danificada, fazendo com que caisse para a última posição, sem chance de recuperação.

Na frente, Vergne conseguia passar Bird e no final da primeira volta era segundo classificado, na mesma altura em que Buemi foi às boxes para fazer a troca, acabando no último lugar. A partir dali começou a recuperação, mas esta demorou um bocado até ter frutos. 

Nas voltas seguintes, o piloto da Techeetah pressionava o da Mahindra para ver se ficava com o primeiro lugar, mas o sueco resistia aos ataques. Atrás, José Maria Lopez pressionava Nick Heidfeld para ficar com o quarto posto, algo que conseguiu na volta 14.

Na troca dos carros, as coisas ficaram mais ou menos na mesma, mas Rosenqvist fê-la uma volta mais cedo que Vergne, e isso iria ter consequências na segunda parte da corrida. O francês passou ao ataque na volta 30 e conseguiu passar o sueco porque a energia do seu carro começava a ficar cada vez mais escassa. Pouco depois, Lopez decidiu passar Bird, num disputa interna pelo terceiro lugar a favor do argentino tricampeão do WTCC. 

Na parte final, Daniel Abt ficou com o sexto lugar de Lucas di Grassi, agora que sabia que Sebastien Buemi iria ficar fora dos pontos. E assim, sem grandes resultados neste final de semana, o piloto brasileiro tornou-se no terceiro campeão da Formula E e o segundo brasileiro na categoria, depois de Nelson Piquet Jr., e ficou com 183 pontos, contra os 157 do piloto suíço. Felix Rosenqvist foi o terceiro, com 124, mais dois do que Sam Bird.

Acabada a terceira temporada, agora é esperar até ao final do ano para a primeira jornada dupla da nova temporada, em dezembro, nas ruas de Hong Kong.

domingo, 30 de julho de 2017

Formula E: Felix Rosenqvist foi o poleman em Montreal

O sueco Felix Rosenqvist foi o melhor na qualificação para a segunda corrida de Montreal, a última prova da Formula E nesta temporada. O piloto da Mahindra bateu o Virgin de Sam Bird e o Techeetah de Jean-Eric Vergne, enquanto que Lucas di Grassi foi quinto classificado e Sebastien Buemi apenas 14º, na frente dos Andrertti de António Félix da Costa e Robin Frijns

Mas ainda antes disto, mais algumas angustias na garagem da e.dams, quando se soube que Nicolas Prost iria sofrer uma penalização de vinte lugares devido a mudanças na bateria do seu carro. Mesmo que fizesse um bom tempo, o último lugar iria ser mesmo para ele. 

Em mais um dia de sol na cidade canadiana, a qualificação começou com o Grupo 1, onde cabiam José Maria Lopez, Loic Duval, Sebastien Buemi, Adam Carrol e Maro Engel. Lopez foi o melhor, e onde Buemi acabou apenas a fazer o terceiro melhor tempo, tendo à sua frente Duval. Era provável que, com três grupos a faltar sair para a pista, que as suas chances de SuperPole tinham ficado para trás. Mas mesmo que os milagres acontecessem, parecia que o fim de semana do piloto suíço ia de pesadelo em pesadelo.

E claro, isso confirmou-se no grupo seguinte. Felix Rosenqvist fez um tempo melhor do que Buemi, cerca de um segundo e meio melhor, acompanhado por Jean-Eric Vergne, e ambos ficaram com os dois melhores lugares na qualificação. Tom Dillmann e Jerome D'Ambrosio acompanharam-os, e basicamente não deram qualquer chance aos pilotos do Grupo 1.

No terceiro grupo, com Nelson Piquet Jr, António Félix da Costa, Robin Frijns e Oliver Turvey, entre outros, o piloto brasileiro da NextEV conseguiu ser o melhor e intrometer-se na luta pela SuperPole, mas conseguindo o quarto tempo na geral. 

No grupo final, com Lucas de Grassi, Sam Bird, Daniel Abt, Nico Prost e Nick Heidfeld - e já sabendo que Prost iria ser pesadamente penalizado - Bird conseguiu marcar o melhor tempo, seguido do alemão da Mahindra e o brasileiro da Abt, que sabia que bastaria estar na frente de Buemi para ter tudo controlado. 

E foi assim: com os quatro grupos a terem a sua chance, Bird, Rosenqvist, Di Grassi, Vergne e Heidfeld iam tentar a sua sorte na SuperPole. O piloto brasileiro não teve uma grande volta, ficando logo com o potencial pior tempo, de 1.23,557, prontamente batido por Nick Heidfeld. Vergne melhorou para 1.22,769 e ficou com o melhor tempo provisório, mas foi Rosenqvist que fez ainda melhor, tirando quatro décimos de segundo ao seu melhor tempo, com 1.22,344. Bird não fez mais do que 1.22,559 e ficou ao lado de Rosenqvist na primeira fila de grelha.

A corrida acontecerá pelas nove da noite, hora de Lisboa. 

ÚLTIMA HORA: Buemi desclassificado em Montreal

É oficial: Sebastien Buemi foi desclassificado do ePrix de Montreal, penúltima prova do campeonato do mundo de Formula E O piloto suíço da e.dams foi desclassificado pelos comissários desportivos depois de verificarem que o carro está abaixo do peso mínimo.

Assim sendo, Buemi, que luta pelo título mundial com Lucas di Grassi, perdeu os doze pontos do quarto lugar e vê aumentar a distância entre ele e o piloto brasileiro da Abt em 18 pontos, praticamente dando o título ao piloto brasileiro.

Contudo, o piloto suíço andou o fim de semana todo a acusar a pressão. Primeiro, o embate na segunda sessão de treinos livres, que fez com que os mecânicos fizessem horas extraordinárias para montar o carro a tempo da corrida, e depois as dificuldades em passar os pilotos que estavam à sua frente, e para melhorar isso tudo, o "braking test" que fez a Daniel Abt na saída das boxes, depois do piloto alemão, companheiro de equipa de Di Grassi.

Amanhã é a última corrida do campeonato.

Formula E: Di Grassi vence primeira corrida em Montreal

Lucas di Grassi venceu a primeira corrida nas ruas de Montreal, no Canadá. O piloto brasileiro da Audi-Abt levou a melhor sobre os Techeetah guiados por Jean-Eric Vergne e Stephane Sarrazin, enquanto que Sebastien Buemi foi o quarto classificado. Já António Félix da Costa teve mais uma corrida difícil, despistou-se devido a um toque com Nelson Piquet Jr, e terminou na 14ª posição da geral.

A corrida estava pendente de saber se a E.dams iria conseguir reparar o carro de Sebastian Buemi depois do seu acidente nos treinos livres. Foi "in extremis", mas o carro estava pronto na hora em que a corrida iria começar nas ruas da cidade canadiana, com Di Grassi, o seu maior rival, na pole-position.

Quando as luzes se apagaram, Di Grassi manteve-se na liderança, aguentando as pressões de Sarrazin e Rosenqvist, enquanto que Buemi perdeu posições na grelha, caindo muito no pelotão. No final da primeira volta, era 16º. Somente na terceira volta é que começou a passar pilotos, começando por Maro Engel.

Na quinta volta, Di Grassi abriu segundos, enquanto que Sarrazin aguentava as pressões de Rosenqvist. Ao mesmo tempo, Buemi passava os carros da Andretti, primeiro Frijns, depois Felix da Costa. Mas a partir dali, o suíço teve dificuldades em apanhar o Tom Dillmann, piloto da Venturi. Somente na décima volta é que o passou, e três voltas depois, conseguiu passar Nick Heidfeld para na volta seguinte, passou Duval e entrou nos pontos.

Quase a seguir, Loic Duval e Nick Heidfeld tiveram uma colisão e acabou com a corrida de ambos. Era a volta 15, e a organização decidiu colocar a pista em full course yellow, com safety car virtual. E foi a melhor altura para que os pilotos decidiram trocar de carros. As coisas até foram normais até que Sebastien Buemi fez um "brake test" sobre Daniel Abt, como "vingança" pelo alegado bloqueio do piloto alemão nas boxes. No regresso à pista, Buemi estava na oitava posição, enquanto que Vergne era segundo, mas distante de Di Grassi.

A partir desta altura, o francês estava a recuperar segundos sobre o líder, numa altura em que Buemi tentava passar mais posições para se aproximar da liderança. Era sétimo, depois de passar Oliver Turvey, enquanto que Prost era quinto, depois de passar Mitch Evans, da Jaguar.

As coisas até estavam calmas até à volta 35, quando José Maria Lopez perdeu o controlo do seu carro, batendo no muro. A má posição do carro do piloto argentino fez entrar o Safety Car, e o pelotão juntou-se, com Di Grassi a ter agora Vergne na sua traseira, perigando a sua liderança.

A corrida recomeçou na volta 28 com Di Grassi a manter a liderança, com Buemi a passar Prost para ser quinto. Só que a seguir, o Daniel Abt passa o francês e ataca o suíço, mas só a ameaçar e não a passar. Na volta 31, Rosenqvist tocou na parede a Buemi aproveitou para subir para o quarto posto ao mesmo tempo em que atrás, Nelson Piqwuet tocou em Félix da Costa, fazendo despistar o piloto português.

Na frente, Di Grassi era pressionado por Vergne, com Buemi a pressionar Sarrazin pelo terceiro posto. O suíço tentou passar para o terceiro posto, numa tentativa de ultrapassagem a fazer lembrar Arnoux vs Villeneuve, mas o frances da Techeetah resistiu. 

Na geral, Di Grassi lidera com seis pontos de vantagem sobre Buemi (175 contra 169), deixando tudo em aberto para a corrida final, amanhã.