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domingo, 14 de junho de 2020

Youtube Motorsport Documentary: And We Go Green

Nestes dias de pós-confinamento que já começamos a passar, foi agora lançado o documentário sobre a Formula E, o "And We Go Green", que de uma certa maneira é uma palabvra de duplo sentido: o verde de luz verde, largando para a prova, e o verde de transformação da tecnologia, deixando de lado o motor a combustão e passando para a elecricidade.
 
O filme traz os bastidores do campeonato 2017-18, vencida por Jean-Eric Vergne, no seu carro da Techeetah, e tem as participações de André Lotterer, Sam Bird, Nelson Piquet Jr., e claro, o seu fidador e diretor, o espanhol Alejandro Agag

De uma certa maneira, a abordagem é um pouco "Drive to Survive", mas mais verde, e se tiverem a cabeça (a mente), aberta, pode ser algo agradável de se ver. O filme é produzido por Leonardo di Caprio e dirigido por Fisher Stevens e Malcolm Venville.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Youtube Video Trailer: Brock: Over The Top

Peter Brock é uma lenda no automobilismo australiano, principalmente em Bathurst. Vencedor por nove vezes da clássica Bathurst 1000, nove vezes da Sandown 500, outra corrida famosa na Austrália, três vezes campeão nacional, Brock foi aclamado pelos fãs como o "Rei da Montanha".

Quando morreu em 2006, num acidente de carro quando participava no Targa West, a bordo de um Daytona Sportscar, um carro baseado no Shelby Daytona, a sua morte foi sentida por milhões no seu país, e foi-lhe dado um funeral de estado na sua Victoria natal. Hoje, 14 anos depois do seu acidente fatal, ainda é um nome reverenciado.

Contudo, a sua competitividade acarretava um lado negro: depressões e uma vida social agitada - casou por duas vezes, mas teve uma companheira por 28 anos - colocou pressão sobre a sua visa que por vezes era exacerbada na pista. E agora, surge um documentário sobre a sua vida e carreira de seu nome "Brock: Over the Top", que estreará no mês que vêm, e cujo trailer coloco aqui.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Youtube Formula One Documentary: Clive James em Las Vegas


A temporada de 1981 teve o seu fecho... num parque de estacionamento. Claro, se for no parque de estacionamento de um casino em Las Vegas, é algo interessante de se ver. Mas o mais interessante disto tudo é o documentário que foi feito pelo jornalista australiano Clive James, morto este domingo aos 80 anos, e ávido fã de automobilismo.

É um documentário único de um tempo que não volta mais - o circuito não existe, e ainda bem - mas de uma certa maneira, este documentário mostra um misto de decadência da civilização ocidental com o risco que foi atrair os americanos para ver carros de Formula 1 no seu quintal, a obsessão que Bernie Ecclestone teve durante anos a fio.

São 48 minutos do qual vale a pena ver. 

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Youtube Formula One Trailer: O documentário sobre Jack Brabham

A Brabham é um nome incontornável no automobilismo. Fundada por Jack Brabham, foi bicampeã do mundo de Construtores em 1966 e 1967 e teve uma segunda vida nos anos 70 graças a Bernie Ecclestone. Mas "Black Jack", tricampeão do mundo e o primeiro australiano a alcançar tal feito, tinha outra atitude dentro de casa, e isso vê-se pela relação com o seu filho mais novo, David Brabham, que também como o pai, foi piloto, venceu as 24 Horas de Le Mans, e agora tornou-se construtor, resgatando o nome da marca, graças ao BT62, que o quer fazer correr na Endurance.

O documentário trata disso tudo, e pelo que se vê no trailer, parece ser fascinante.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Youtube Motorsport Video: Drive Like Andretti (IV)

Neste novo video da série sobre Mário Andretti, fala-se sobre os altos de baixos da sua carreira, especialmente no momento em que, nos cinquenta anos após a sua vitória, nem Michael, seu filho, nem Marco, seu neto, tenham conseguido vencer no "Brickyard", fazendo com que exista uma espécie de maldição entre a familia, apesar de já terem havido, por exemplo, quatro membros da sua familia a competir ao mesmo tempo na CART. E Michael ser agora um bem sucedido chefe de equipa na IndyCar.

sábado, 18 de maio de 2019

Youtube Motorsport Documentary: Drive Like Andretti (III)

Na quarta parte do documentário sobre Mário Andretti, feito pela NBC americana pra comemorar os 50 anos da sua vitória nas 500 Milhas de Indianápolis - e os 25 anos em que pendurou o capacete em termos competitivos - vê-se o seu tempo que passou como refugiado interno na cidade de Lucca, antes de emigrar para os Estados Unidos.

Youtube Motorsport Documentary: "And We Go Green", o documentário sobre a Formula E

Cinco temporadas depois do inicio da Formula E, e já com carros da segunda geração a circular numa das temporadas mais disputadas da história, surgiu um documentário produzido por Leonardo de Caprio sobre a temporada de 2017-18, com entrevistas ao criador da competição, Alejandro Agag e alguns dos pilotos que faziam parte na altura, como Nelson Piquet Jr, Lucas di Grassi ou Jean-Eric Vergne, que acabou por vencer a competição.

O documentário vai-se estrear na próxima semana no Festival de Cinema de Cannes, e é realizado por Fisher Stevens e Malcom Venville. E aqui deixo o trailer. 

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Youtube Motorsport Documentary: Drive Like Andretti


Maio é o mês das 500 Milhas e Mário Andretti é uma lenda do automobilismo mundial. Mas ele é o patriarca de uma familia de automobilistas, que têm Michael e John Andretti, e o neto Marco Andretti. Ou seja, é mais de meio século de Andretti no automobilismo.

E no ano em que vão passar 50 anos sobre a única vitória de Mário Andretti no "Brickyard", a NBC Sports decidiu fazer um documentário de duas partes sobre a influência deles no automobilismo. As duas partes estão aqui para poderem ver.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Youtube Motorsport Trailer: "Rapid Response", a história dos socorros na CART


É raro receber no teu mail o anuncio de um documentário, mas recebi isto hoje. Curioso, fui ver o que era. E confesso que gostei do que vi. E tem de ser, não é?

Explico já: tal como o Dr. Sid Watkins na Formula 1, o Dr. Steve Olvey foi um dos pioneiros da emergência médica na CART, e depois, IndyCar. Numa altura em que o automobilismo era realmente perigoso, onde os acidentes a mais de 330 km/hora poderiam ser potencialmente fatais e muitas das vezes feriam gravemente os pilotos, pessoas como o Dr. Olvey eram importantes para salvar os pilotos nos segundos a seguir a um acidente. Mas os meios eram escassos, quando tudo começou. E com o tempo, as coisas melhoraram bastante.


Este documentário, que se vai estrear em Indianápolis dentro de alguns dias, mostra o que foi a luta para chegar até aqui. E pelo trailer, onde têm os testemunhos de pessoal como Mário Andretti e Bobby Unser, entre outros - e do próprio Dr. Olvey - parece ser muito bom.

terça-feira, 19 de março de 2019

Youtube Movie Trailer: O docu-drama sobre John DeLorean

A personalidade de John Z. DeLorean merece um filme por parte de Hollywood. Tanto que há cerca de dois anos que se ouve falar de um, chamado "Driven", que ainda não chegou às salas de cinema. Agora, aparece outro, que é um híbrido entre documentário e filme - um docu-drama - protagonizado por Alec Baldwin no papel de DeLorean.

O filme, de seu nome "Framing John DeLorean" (Tramando John DeLorean) e é realizado por Don Argott e Sheena M. Joyce, vai estrear-se a 7 de junho, e o seu produtor, Tamir Ardon, afirma ter estado a trabalhar nele nos últimos quinze anos. E espera ser o mais fiel à história de DeLorean, do seu sonho de fazer o seu próprio carro, e do seu colapso.

Pelo que se vê do trailer, deve ser interessante. 

domingo, 22 de abril de 2018

Youtube Motorsport Documentary: O ano de Mansell na CART

Há precisamente 25 anos, Nigel Mansell causava impacto quer na Formula 1, quer na CART. O seu campeonato no ano anterior, ganho com facilidade graças ai FW14 desenhado por Adrian Newey, não teve tanto impacto como a sua saída-surpresa da Williams, para correr na CART americana, ao serviço da Newman-Haas. 

Na realidade, Mansell não queria correr com Alain Prost, que já tinha sido contratado no inicio de 1992 para correr com eles. Ele já tinha tido a experiência em 1990 pela Ferrari e ele não queria virar novamente segundo piloto ao francês. Assim, aceitou o desafio de correr pela equipa de Paul Newman e Carl Haas, ao lado de Mário Andretti, que tinha sido o seu primeiro companheiro de equipa na Lotus, em 1980.

Ao longo de 45 minutos, este documentário mostra o que foi o primeiro ano do "brutânico" na competição, acabando por vencê-la e deter por alguns dias os títulos de campeão do mundo de Formula 1 e de campeão da CART.

Já agora, esta também é uma maneira de assinalar o post numero catorze mil neste blog (14.000), um feito em pouco mais de onze anos e dois meses de existência. É muito tempo a escrever sobre aquilo que se gosta. 

sábado, 24 de março de 2018

Youtube Motorsport Movies: Gonchi


Esta semana mostrei por aqui o "SuperSwede", o documentário feito no ano passado na Suécia sobre Ronnie Peterson. Apesar de ter sido mal gravado e apenas se ouvir em sueco, com passagens em inglês, ainda acho que vale a pena ver... pelo menos até arranjarem melhor cópia.

Este sábado, dei de caras com "Gonchi", o documentário feito há uns anos sobre o uruguaio Gonzalo Rodriguez, que muitos o consideravam uma grande esperança do automobilismo até sofrer um acidente fatal em Laguna Seca, a bordo de um Penske na CART, em setembro 1999. E ali mostra como foi o seu percurso nas categorias de acesso, com os testemunhos de muitos que correram com ele, desde Juan Pablo Montoya a Justin Wilson, que acabaram por correr quer na Formula 1, quer na IndyCar.

Se ainda não o viu, aproveite. Se ainda não viu os dois, aproveite também, neste fim de semana de começo de temporada.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Youtube Formula 1 Documentary: SuperSwede


Em setembro, passarão 40 anos sobre a morte de Ronnie Peterson. O "SuerSueco", um dos pilotos mais velozes e carismáticos os anos 70, pilotou entre 1970 e 78 por equipas como March, Lotus e Tyrrell, venceu por dez vezes, conquistou 14 pole-positions e conseguiu nove voltas mais rápidas, mais 26 pódios. E foi vice-campeão do mundo por duas vezes, em 1971 e 78, entrando no estrito clube dos pilotos que não conseguiram um titulo mundial, mas do qual o público acha que merecia, a par de Stirling Moss e Gilles Villeneuve.

Em 2017, estreou-se na Suecia "SuperSwede", um documentário sobre a vida e a carreira do piloto, bem como a sua relação com a sua mulher, Barbro Edwardson, e do qual tiveram um filha, nascida em 1975. E claro, sobre a sua popularidade num país que tinha os ABBA e os seus Volvo e SAAB eram considerados como os melhores do mundo.

Aqui está o filme, inteiro. Tentem ver antes que o tirem do ar, mas digo já que tem defeitos: não há legendas (apenas é em sueco com partes em inglês) e tem uns "glitches" que por vezes incomodam bastante quem está a ver o filme.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O dia em que Hurley Haywood saiu do armário

Hurley Haywood é uma lenda da Endurance americana. Aos 69 anos de idade, o piloto que correu sobretudo em Porsches, venceu duas 12 Horas de Sebring (1973 e 1981) e por três vezes as 24 Horas de Le Mans, (1977,1983 e 1994). Para além disso, é o maior vencedor em Daytona, tendo estado no lugar mais alto do pódio por cinco ocasiões (1973, 1975, 1977, 1979, e 1991). E para além disso, teve participações na IndyCar, venceu por duas vezes o campeonato IMSA (1971-72) e o campeonato Trans-Am, em 1988, com o potente Audi 200 Quattro Turbo.

Na sua longa carreira, que terminou em 2012, correu muitas das vezes no Brumos Porsche, um 911, ao lado do seu compatriota Peter Gregg, que se suicidou aos 40 anos de idade, em 1980. A sua parceria era vista por muitos como "indestrutível", não só na pista como fora dela, pois ambos eram grandes amigos. Aliás, até partilhavam a mesma data de aniversário: 4 de maio.

Contudo, há algo interessante sobre a sua vida privada, um segredo aberto: Haywood é dos poucos pilotos de automóveis que são homossexuais. Sobre isso, ele sempre disse que era um assunto privado, do qual não merecia ser discutido em praça pública. Até que um dia, algures em 2015, uma entrevista mudou a sua vida. Um rapaz, que estava a acabar o liceu, pediu uma entrevista a Haywood para um trabalho de final de curso.

O rapaz, conta Haywood, "[estava a ser] muito profissional. Ele sentou, iniciou a entrevista e estava a fazer algumas perguntas muito boas. Mas, no meio do caminho, ele simplesmente ficou parado. Depois disse: 'Eu sofri bullying durante toda a minha vida. Todas as manhãs, quando acordo, penso em suicídio. Não tenho absolutamente nenhum respeito por mim mesmo'".

Imediatamente, Haywood passou de entrevistado para conselheiro. "Eu disse: 'Escuta, não é o que você é, é quem você é. É o que as pessoas lembram.

A conversa continuou. E quando terminou, Haywood diz que ele se sentiu muito bem com ele mesmo sobre a conversa que teve. 

Cerca de ano e meio depois, uma mulher telefonava a Haywood, dizendo-lhe "Você não me conhece, mas você deu uma entrevista ao filho sobre corridas e ... imediatamente pensei: 'Oh, Deus. O que aconteceu?' Então a mãe do jovem disse: 'Você salvou a vida do meu filho'" Ouvindo daquela mãe - bem, foi muito emocional. E eu pensei, se minha voz for forte o suficiente para ajudar um filho, pode ajudar duas crianças, ou cinco ou cem".

Questionado sobre se isso seria o fim do Hurley Haywood privado, ele sorri: "Bem, eu acho que é!"

Tudo isto surge numa altura em que ele está a em alta. A sua fotobiografia vai ser lançada no mês que vêm, que terá 420 páginas, e no final do ano um documentário sobre a sua vida, carreira e relação com Peter Gregg se estreará na televisão. Realizado por Derek Dodge e produzido por Patrick Dempsey, ali ele contará detalhes sobre ambos, especialmente as circunstâncias da sua morte, a 15 de dezembro de 1980.

Sobre isso, Haywood conta que Gregg sofria de um distúrbio mental do foro maníaco-depressivo, do qual ele acreditava que não precisava de medicamentos para o combater. E fala que havia uma história dessa na familia. A mãe de Gregg matou-se quando ele comemorava o seu sétimo aniversário, atirando-se para baixo de um comboio, depois de comprar o bolo de anos do filho.

"Peter achou que ele era muito inteligente para confiar na medicação", lembra Haywood. "Uma vez, Gregg alinhou suas pílulas de lítio em cima da mesa, para depois colocá-las no lixo. 'Eu sou mais forte do que qualquer droga', disse ele então. Ele pensou: 'eu posso lidar com isso sozinho'".

"Peter Perfect", seu apelido no automobilismo, dada a sua ultra-competitividade na pista, era em privado uma pessoa complexa e brilhante. Dez dias antes de se matar casou-se com Deborah Griggs, uma negociante de arte, então com 25 anos, e depois de se enviuvar, tornou-se piloto da IMSA ao longo da década de 80, com algum sucesso. No dia em que se matou, com uma pistola de calibre 38 na sua cabeça, deixou um bilhete de suicídio, onde escreveu: "Não consigo mais gozar a vida, tenho o direito a acabar com ela."

Haywood avança com uma explicação para o sucedido: "Peter não aceitou que tinha perdido competitividade".

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Youtube Motorsport Documentary: "Crash and Burn"


Ando a ver muitos filmes esta semana, confesso. Contudo, este é um documentário que gostaria de ter visto há mais tempo... mas calhou só agora. E a história é incrível, se começarmos a pensar nela. O irlandês Tommy Byrne tinha tudo para vencer. Tinha velocidade e audácia, e em menos de quatro anos, chegou à Formula 1, correndo meia dúzia de provas pela Theodore, em 1982. 

Contudo, Byrne, que poderia ter sido como Ayrton Senna, por exemplo, mas acabou por não dar. O seu comportamento fora do vulgar fê-lo perder a chance de ir mais longe, acabando nos Estados Unidos, onde agora é instrutor de condução no circuito de Mid-Ohio. A BBC e a RTE irlandesa decidiram juntar-se para fazer um documentário sobre ele e a sua carreira, e coloco aqui para vocês possam ver, no fim de semana que aí vêm.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

"McLaren", uma apreciação critica

Confesso que "McLaren" era um filme que desejava ver há muito tempo, desde que ouvi falar dele, no inicio deste ano, e tive muitas expectativas sobre ele. Depois de algum tempo à procura de um canal adequado para o ver, lá consegui... e não me desiludiu.

Este tipo de documentários, para quem os segue, sabe mais ou menos o final da história. No caso de  Bruce McLaren, o seu final foi a 2 de junho de 1970, em Goodwood, num McLaren M8D de Can-Am. Mas a diferença entre um documentário dito "normal" (dou como exemplo o Ferrari, Race for Immortality, que falei por aqui há uns dias) e este é que coloca um lado mais fora do convencional, algumas das vezes roça o divertido. Se quiserem, é um filme sobre um neozelandês, filmado por um neozelandês e conta a história no tom neozelandês da coisa. E se calhar é por aí que começa a ganhar.

O documentário foi filmado ao longo dos anos, tanto que quando este se estreou, algumas das testemunhas já não estavam mais vivas: Chris Amon, o seu primeiro companheiro de equipa na Formula 1, em 1966; Patty McLaren, a viúva; Tyler Alexander, o diretor de equipa; Phil Kerr, um dos mecânicos. Outros andaram por lá, ainda vivos, como Alaistair Caldwell e Hownden Ganley, mecânico na McLaren que virou piloto de Formula 1 e agora se tornou no diretor da V8 Supercars australiana. E houve alguns que vieram além-túmulo, como Dennis Hulme. Tem muitas filmagens novas, como por exemplo, uma entrevista de Bruce na sua oficina, a cores, provavelmente em 1969 ou 70, numa altura em que ele vencia na Can-Am e na Formula 1.

Mais do que os testemunhos - há reconstituições para efeitos dramáticos - é a maneira como eles são contados. Tem o seu quê de bom humor, e há exemplos cinematográficos que mais tarde saberemos o porquê. As cenas de "Butch Cassidy and the Sundance Kid", com Robert Redford e Paul Newman tem a ver com o filme que Bruce McLaren viu na véspera da sua morte. E há cenas de um filme de Elvis Presley que mostram como é que a McLaren tomou de assalto a cena americana, especialmente na Can-Am.

No final do dia, é um relato divertido de uma personagem excepcional, de um grupo de pessoas que tinha paixão pelo automobilismo no sangue e que levou longe, muito longe, o nome da McLaren no automobilismo. Até aos dias de hoje. E é provavelmente o melhor documentário deste ano, um dos melhores do cinema.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Youtube Motorsport Trailer: "Race to Imortality" (2017)

Há sessenta anos, a Ferrari era uma equipa mítica, a mais poderosa do automobilismo. Enzo Ferrari corria na Formula 1 e na Endurance, com uma equipa de sonho, constituído pelos britânicos Mike Hawthorn e Peter Collins, pelos italianos Luigi Musso e Eugenio Castelotti e pelo espanhol Alfonso De Portago. Eram pilotos velozes e destemidos, com uma presença intimidante por trás, na figura do Commendatore, que achava que, quanto mais pressionados, melhores. Certo dia, o próprio Enzo descreveu-se a ele mesmo como "um agitador de homens". 

Contudo, nos anos 50, o risco de morte era enorme, e todos eles estavam mortos em menos de dois anos. E foi sobre eles e o tempo em que viveram, que vem este documentário, "Race to Imortality". Realizaod por Daryl Goodrich, o filme estará disponível nos cinemas a 3 de novembro, e o DVD dois dias depois, bem a tempo do Natal.

Por agora, deixo por aqui o trailer. 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

"Williams", uma apreciação critica

"I feel the need, the need of speed". É isso que Frank Williams diz no inicio deste documentário sobre a sua vida e a sua carreira, e é isso que o guiou: a necessidade de correr. Não é um documentário feito a correr, é verdade, mas é um documentário sobre uma das personagens miticas da Formula 1, que está neste meio há mais de 40 anos. E é também a história de uma familia que está ligada a este meio, cuja vida se entrelaça com a competição.

E essencialmente, o documentário gira à volta dessa familia. Frank Williams está lá, dá a cara, a sua equipa também está lá, vêm-se bons episódios na temporada de 2015, onde Valtteri Bottas subiu ao pódio no México, por exemplo, mas no essencial, fala-se da sua familia. Ele, Frank, a sua filha, Claire Williams, o filho Jonathan, e uma ausente muito presente, quase um fantasma: Virgina "Ginny" Williams, mulher de Frank e mãe de Claire, morta em 2013, aos 66 anos, vitima de cancro. Foi Ginny que escreveu em 1991 a biografia "A Diferent Kind of Life", a base deste filme. Ali, ela conta como o conheceu (iria casar-se dali a três meses com outro homem) e como ao fim de um ano, abandonou-o para viver com Frank. Tudo isso no final dos anos 60, quando ele era um piloto muito competitivo e tentava montar a sua equipa com Piers Courage, o seu primeiro piloto. E o testemunho (póstumo) de Ginny para o filme são as gravações que fizera para a biografia, contando os altos e baixos da equipa, que também a considerava como sua. Em suma, uma parceria perfeita.

Cerca da meia hora do filme, Williams fala dos pilotos que perdeu (Courage e Senna), e perguntar se ele chorou pela morte de alguns dos seus pilotos, referiu aquela característica inglesa do "stiff upper lip", de que não se deve mostrar emoções. Especialmente na cena em que falaram sobre a morte de Ayrton Senna, pois ele foi ao seu funeral, em São Paulo. Ginny chegou a dizer-lhe para que "não te atrevas a chorar" no dia do seu funeral, mas ele confessou que ainda se sentia responsável após esse tempo todo, pois para ele, aquilo teve tanto impacto quanto o acidente mortal de Piers Courage, 24 anos antes.

E foi esse "stiff upper lip" que os guiou na vida, especialmente quando Williams sofreu o seu acidente de estrada e esteve à beira da morte por diversas vezes. E isso é contado dessa maneira por uma das testemunhas, Peter Windsor, pelos pilotos presentes, como Nelson Piquet e Nigel Mansell, e por engenheiros e projetistas como Patrick Head e Frank Dernie.

Ali também se fala sobre o seu momento mais baixo do automobilismo. Em 1976, a equipa foi comprada por Walter Wolf, que o chamou de Wolf-Williams, e depois, no verão desse ano, Wolf o despediu. Sete semanas depois de ter sido impedido de entrar nas instalações da sua equipa de então, Jody Scheckter venceu o GP da Argentina, e Ginny disse que odiou esse dia, porque sentira que essa vitória lhe tinha sido injustamente tirada. E que Frank estava com uma depressão, do qual só saiu quando surgiu Patrick Neve e um patrocínio de 185 mil libras da cerveja belga Belle-Vue, o suficiente para comprar um March e iniciar a sua segunda vida como construtor. E depois, os sauditas, Patrick Head e o resto é história.

Não há propriamente um seguimento cronológico das coisas, pois tudo está presente na sua vida: o seu acidente que mudou a vida, as gravações de Ginny para fazer "A Diferent King of Life", a biografia que escreveu sobre Frank, e as poucas emoções que ambos emanavam, mas que por dentro, mostravam ser um casal poderoso. Tudo isto entrecotado com imagens da equipa atual na temporada de 2015, e das dificuldades em chegar ao topo, de onde já esteve, pois como se sabe, agora são uma equipa do meio do pelotão, a par de um Force India, por exemplo.

É um documentário honesto, tão honesto que tem marcas de brutalidade, especialmente quando Dernie e Head fazem descrições de Mansell, por exemplo. Nada fica para trás: a luta que Ginny teve para o salvar a sua vida, depois do seu acidente, em 1986, de como o cuidou na sua reabilitação (por mais de uma vez, ele esteve à beira da morte), fala-se da má relação entre Claire e Jonathan, que hoje em dia toma conta do departamento de herança da Williams (os clássicos), as indiscrições de Frank fora de pista, as relações difíceis com alguns pilotos, a sua obsessão pelo automobilismo, ao ponto de nunca ter passado férias com a familia... tudo.

Em suma, vale a pena ver, não só para para conhecer o "tio Frank", mas também a extraordinária familia que está por trás disto. É tão bom como "Senna" e arrisca a ficar na história como um dos filmes que todo o automobilista deve ver no futuro, como "Le Mans", "Grand Prix" ou "Rush".

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Youtube Formula One Documentary: Williams (2017)

Agradeçam ao Fernando Ringel pela pérola, que colocou no grupo F1 Lado B. O documentário sobre Frank Williams, fundador e dono da equipa, lançado este verão, mostra a carreira de um homem persistente, que começou muito cedo, e que passou mais de dez anos a penar antes do sucesso lhe bater à porta, acabando por vencer títulos mundiais de pilotos e Construtores.

E também se falará do seus desastre pessoal, no inicio de 1986, quando sofreu um acidente no sul de França, que lhe causou fraturas no pescoço e ficou sem mobilidade do pescoço para baixo. Mas continuou a lidar com a equipa até aos dias de hoje, agora deixando o comando à sua filha Claire. Mas também teve excelentes pessoas ao seu lado, como Patrick Head, o engenheiro e braço direito desde a refundação, em 1977, até à sua reforma. E claro, os imensos pilotos que lá passaram.

Tirem duas horas das vossas vidas e vão buscar as pipocas para poderem ver este documentário.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Youtube Movie Trailer: A biografia de Bruce McLaren.. versão americana

"Mas espera aí, não falou sobre isto por aqui?" Claro que falei. E toda a gente sabe que o filme está disponível para ver nas salas de cinema e em breve, em DVD. Mas o que trago hoje é o trailer da versão americana do documentário realizado por Roger Donaldson sobre Bruce McLaren, o fundador da marca com o mesmo nome, vencedor de quatro Grandes Prémios de Formula 1 antes da sua trágica morte, a 2 de junho de 1970.

E há muitas, muitas diferenças em relação à versão europeia (ou mundial, se preferirem). Ali vê-se os testemunhos de Mário Andretti e Dan Gurney, que pilotou algumas vezes para Bruce na Formula 1 e na Can-Am, bem como a viúva de Bruce e o Alistair Caldwell, entre outros.

Portanto, é uma boa razão para colocar aqui. E claro, se ainda não viu, mais uma boa razão para ver, assim que puder.