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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Porquê é que a industria automóvel ainda não apanhou a Tesla?

Causa sensação por estes dias a noticia de que a Porsche, com o seu modelo Taycan, o seu primeiro modelo elétrico, tem apenas uma autonomia comprovada de 322 quilómetros, bem mais modesto que todos os modelos da Tesla por exemplo. A marca alemã disse a principio que isso não era verdade, e até pediu uma avaliação independente, que confirmou essa distância. Eles afirmavam que a autonomia era maior, de 297 milhas, cerca de 476 quilómetros, e este abaixamento de 154 quilómetros é significativo.

E o mais interessante nisto tudo é que, agora que boa parte da industria automóvel está a lançar os seus primeiros modelos elétricos, é como todos estes construtores não conseguem bater a Tesla, e provavelmente, durante muitos anos não apresentarão aquilo que a imprensa automóvel anda à procura: o "Tesla Killer", ou seja, o carro que iria superar os modelos construídos pela firma de Elon Musk. Especialmente agora, que divulgou o Cyberpunk, o modelo "off-road" que tem uma das suas versões a oferecer uma autonomia de... 800 quilómetros, ou 500 milhas. Mais do dobro que as outras marcas.

(...)

As pessoas que revêm estes carros, nas publicações especializadas, ficaram não só desiludidos com os resultados, como se interrogam o que estas marcas andaram a fazer nesse campo. Se fizeram um carro só para cumprir obrigações - no caso da industria automóvel alemã, ainda no rescaldo do "Dieselgate" - ou então é a tal década que perderam a fazer outras coisas, dando um avanço que provavelmente será definitivo sobre a Tesla, ainda por cima, quando Elon Musk afirmou recentemente que poderão estar a construir uma segunda geração de baterias, mais potentes e mais concentradas em termos de armazenamento de energia e que aguentem mais cargas, fazendo com que durem muito tempo. Algumas... dezenas de anos, provavelmente.

E estes modelos têm outra desvantagem: dois modelos elétricos no mercado, o Nissan Leaf e o Renault Zoe, tem baterias com autonomia ligeiramente superior, e custam muito menos. Um Taycan está à venda por 160 mil dólares, enquanto um Leaf novo tem um preço de 26 mil euros, semelhante ao modelo da marca do losango. Ou seja, se quer um Porsche, é melhor comprar três Nissans e três Renaults. E noticias recentes referem esta última poderá lançar em 2021 o modelo K-ZE, baseado no Kwid, construído na China. Se for através da marca Dacia, e com uma autonomia semelhante, poderá custar menos de 20 mil euros.

Caso tudo isto aconteça, pergunta-se: toda esta gente chegou tarde à corrida ao carro elétrico? E se for isso, eles serão os grandes culpados? E que consequências terão no futuro? (...)

No mundo automóvel, estas marcas têm um nome: "legacy automakers", ou seja, marcas com mais de cem anos de idade. Durante a última década, ao verem-se confrontados com o sucesso de Elon Musk e da sua marca de carros elétricos, tiveram um misto de descrença, desconfiança e falsidade, bem como a resistência à mudança. Até poderiam mudar, desde que fosse nos seus termos. Mas o "Dieselgate" e as pressões dos estados obrigaram-os a colocar no mercado carros híbridos e elétricos, e de uma certa maneira, estão a chegar tarde a esse mercado.

Em 2019, a Tesla construiu a sua primeira fábrica na China e prepara-se para construir a sua primeira fábrica europeia, em Berlim. Está a construir o Model 3 e o Y, os seus carros de meio da tabela, custando cerca de 35 mil euros, o mesmo preço de um Audi A4, Mercedes Classe C e BMW Série 3 e já não falta muito até serem tão eficientes quanto um carro a gasolina ou Diesel. E na Noruega, país produtor de... petróleo, 65 por cento dos carros novos são elétricos. E com a China a querer colocar as suas marcas na Europa e nos Estados Unidos, com tecnologia elétrica e baterias que durem tanto ou mais do que os modelos elétricos da Mercedes, BMW e Audi, ou eles acompanham o passo, ou podem er a sua quota de mercado diminuir bastante e não ter futuro.

É sobre isso que escrevo este mês no Nobres do Grid

domingo, 5 de janeiro de 2020

Extreme E: Conhecido o calendário para a nova competição

A nova Extreme E, a competição eletrica idealizada por Alejandro Agag, irá ter o seu inicio dentro de um ano e já divulgou o seu calendário e alguns dos pilotos que paticiparão na competição. Alguns deles são ex-pilotos da Formula E, outros andam no WRX e até teremos Sebastien Ogier, cinco vezes campeão do mundo de ralis.

Um bom campeonato precisa de pilotos talentosos para ter sucesso. Esta lista de pilotos, representando os melhores homens e mulheres das diversas modalidades de alto nível, ilustra a seriedade do Extreme E. É mais um passo importante, enquanto continuamos a desenvolver a categoria.”, disse Alejandro Agag.

Por agora, serão cinco os lugares onde se disputarão a Extreme E. Começa no Lago Rosa, no Senegal - lugar onde a caravana do Dakar costumava chegar - e passa pela Arábia Saudita, Nepal, Gronelândia e acaba em Santarém, no Pará brasileiro. E lá estarão todos os cenários: deserto, gelo, montanha.

Eis o calendário:

22-24 janeiro: Lago Rosa (Senegal)
4-6 março: Al-Sharraan (Arábia Saudita)
6-8 maio: Kali Gandaki Valley (Nepal)
27-29 agosto: Kangerlussuaq (Gronelândia)
29-31 outubro: Santarém do Pará (Brasil)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Youtube Motoring Video: O especial de Natal do Fully Charged


Para Natal e final de ano, o pessoal do Fully Charged decidiu fazer o seu último video de noticias de 2019, com novidades em relação aos carregadores da Tesla, entre outras coisas. 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Formula E: Sims espera que Gen3 seja veloz

O britânico Alexander Sims, atual líder do campeonato, espera que os carros da Gen3 tragam desafios diferentes dos atuais, e que sejam bem velozes. Em declarações ao e-racing365.com, o piloto da BMW Andretti afirmou que o desafio de lidar com carros que poderão ter 600 kW de potencia ai ser bem interessante.

"Neste momento, eu diria que é difícil prever exatamente como tudo se manifestará em termos de características gerais de direção", disse Sims. "Tenho certeza de que trará alguns desafios muito diferentes, embora quando você recupera apenas o eixo traseiro, ele ainda trava muito bem. Não é como se você realmente sentisse uma enorme diferença entre o motor que o desacelera e os freios mecânicos, mas no momento eu sugiro que ele apenas traga de volta mais a aparência de um carro convencional convencional", continuou.

Sobre a potência dos carros da próxima geração, Sims afirmou:

Espero que eles possam encontrar soluções técnicas para a opção de maior regeneração, porque no momento às vezes aumentamos a regeneração traseira em zonas de fortes travagens”, explicou.

"Sabendo que haverá mais energia para capturar do eixo dianteiro e do eixo traseiro, mesmo que você iguale, você obtém aproximadamente 500 kW de regeneração. Eu acho que 600 kW são esperançosamente viáveis, mas depende apenas se a bateria pode lidar com isso, eu acho.

Sims permanece cauteloso em relação à capacidade da Fórmula E fazer muitas mudanças radicais, pois acredita que o pacote geral do campeonato está de boa saúde.

Eles têm um ótimo produto como ele é, sim, certamente existem maneiras de melhorá-lo e mantê-lo relevante, mas acho que tornar os carros mais eficientes na pista, reduzir a travagem mecânica e ter mais regeneração e potencialmente um pouco mais de potência é ótimo.", concluiu.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Youtube Motoring Video: O desafio do Ford Mach-E


Quando Carrol Shelby viu pela primeira vez o Ford Mustang, em 1964, chamou-o de "carro de secretária" (e não Ken Miles, para quem viu o filme...), mas ele não hesitou em alimentar o seu motor e ajudar a marca a entrar na história e no mito. Cinquenta e cinco anos depois, a marca, que muitos dentro da companhia acham que faz parte da alma da marca, decidiu arriscar e fazer uma versão elétrica, com cinco portas, transformando-o num SUV ou num crossover, dependendo de quem perguntar sobre o que é agora.

O Mustang Mach-E tem uma montanha muito complicada de escalar. É o primeiro carro da marca totalmente elétrico e é lançado com um objetivo em mente: superar o Tesla Model 3. Mas vai ser uma tarefa muito dificil, porque a marca de Elon Musk está pelo menos quinze anos à frente da concorrência neste campo. E não podem dar de caras uma autonomia de 200 milhas, ou 322 quilómetros, porque o público já não quer. Quer muito mais.

Mas é sobre esses desafios e mais alguns que apresento estes dois videos. O primeiro, da CNBC, sobre o desafio que é este carro, e o segundo é uma visão sobre este carro pelo Chris Harris, um dos apresentadores do Top Gear. E é uma opinião muito interessante.  

Noticias: Carey não está preocupado com a Formula E

A subida de popularidade da Formula E, com como a atração de mais construtores à competição, não preocupam Chase Carey. O patrão da Formula 1 afirmou não ter qualquer tipo de receio sobre a potencial ameaça da competição cem por cento eléctrica de substituir a Formula 1 no topo do automobilismo.

Acho que a Fórmula E é um veículo muito diferente hoje, em grande parte uma causa social e é uma festa de rua", começou por dizer. "Acho que competimos com tudo que há por aí, com outros desportos, outros eventos, e acho importante tornar o nosso desporto cada vez mais especial. É um desporto único que combina tecnologia e desporto, que choca os seus sentidos. Tem pilotos incríveis, correndo riscos incríveis, com um talento incrível e é realmente um espetáculo. Não é apenas um evento de duas horas, estamos aqui três dias, temos várias coisas a acontecer. Existe uma profundidade e riqueza que realmente tornam a Formula 1 única e acho importante destacar o que nos torna únicos em relação a tudo o que existe por aí”.

Apesar de ainda não serem rivais puros e duros - a competição tem um calendário próprio, complementando a Formula 1 - o seu crescimento deve ser visto como algo a observar, pois no caso da competição elétrica, em seis temporadas conseguiu algo que a Formula 1 nunca teve: dez construtores no seu pelotão. Há coisas que faltam fazer, como corridas em circuitos, mas a tecnologia está a acelerar e os carros de Gen3 poderão ser bem mais velozes que os da geração atual.

Por agora, Chase Carey pode não estar preocupado, mas a médio prazo, pode ser que fique...

A Formula E volta à ação em janeiro, em Santiago do Chile, enquanto a nova temporada da formula 1 começa em março, em terras australianas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Formula E: Carros da Gen3 serão mais velozes e leves

A nova geração de carros da Formula E, que entrará em vigor em 2022, será mais veloz e mais leve, anunciou a FIA. Segundo deseja a organização que cuida do automobilismo, os carros da Gen3 terão de ter um peso máximo de 780 quilos, menos 120 que os automóveis da geração atual, e terão um sistema de carregamento rápido para ser colocado nas boxes, numa espécie de reabastecimento. Ele terá de carregar um máximo de 600 kW em 30 segundos, pouco menos do dobro dos atuais carros, que têm 350 kW de potência.

Segundo o ITT (Invitations to Tender), a bateria terá o peso máximo de 284 quilos, menos 101 que os atuais da Gen2. Ainda de acordo com a mesma entidade, a FIA e a Fórmula E Holdings têm como objetivo “continuar posicionando o Campeonato Mundial de Fórmula E como o laboratório de tecnologias de ponta para carros elétricos”, enquanto “as capacidades de 'carregamento rápido' das baterias do carro serão abordadas no âmbito da corrida”.

O preço desse carro não poderá ter o máximo de 340 mil euros por unidade, e eles começarão a ser entregues às equipas em janeiro de 2022, depois da primeira unidade estar à disposição da FIA para os habituais "crash-tests".

Em termos de campeonato, as corridas voltam a 10 de janeiro com o ePrix de Santiago do Chile.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Youtube Motoring: Chris Harris sobre o Tesla Cybertruck

O Tesla Cybertruck já apareceu e claro, dividiu opiniões. E Chris Harris, do Top Gear, disse algumas coisas sobre o todo-o-terreno da marca. Não muito favoravelmente, mas ele admitiu que Elon Musk conseguiu fazer aterrar um foguete.

Não acredita que o produto final vá ser esse, mas ele também admite que Musk é um "disruptor". O que é verdade...

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Youtube Motorsport Testing: Pininfarina Battista EV Hypercar

Por estes dias, o Johhny Smith, do Fully Charged, foi ao circuito de Calafat, na Catalunha, para andar no Pininfarina Battista, um dos hipercarros mais potentes do mercado, com cerca de 1900 cavalos, e que tem uma particularidade: é elétrico. 

A Pininfarina é agora propriedade da indiana Mahindra, que como sabem, tem uma equipa na Formula E, e ele tem uma estrutura montada nesse circuito no sentido de dar aos seus clientes um treino própriamente dito para andar no seu hipercarro, com Teslas... e um Formula E de primeira geração. E com dicas dadas por Nick Heidfeld, o ex-piloto da marca. Para verem até que ponto este carro é mesmo potente.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Formula E: Revelados detalhes do carro da próxima geração

A FIA e os construtores andam a discutir o que vai ser o carro da próxima geração, e já chegaram a um principio de acordo. Será mais potente que a atual geração, atualmente nos 250 kW, será mais duradoiro e poderá ter uma espécie de carregamento rápido elétrico.  

Segundo conta Sam Smith, no site e-racing365.com, os novos carros terão uma potência de 450 kW. com um sistema de "brake by-wire" no lugar do sistema de travões no eixo da frente. Contudo, um pacote de 600 kW também esteve em cima da mesa, mas esse foi descartado porque não havia sistemas de geração suficientemente potentes para fazer aproveitar tamanha energia. 

Também se discutiu a possibilidade de um sistema de reabastecimento, com carregamentos rápidos de 30 segundos no caso dos "powertrains" de 450 kW, e as simulações afirmam que é um sistema viável.

Quanto a fornecedores, tudo indica que a Spark continuará a ser a fabricante de chassis, bem como a Michelin ser a fornecedora de pneus. Em relação às baterias, a McLaren Aplied Technologies tem estado a desenvolver a sua bateria, mas a Williams Advanced Technologies, que fez as baterias da primeira geração, também está a tentar a sua sorte. Em junho de 2020, serão divulgados os vencedores. 

Quanto ao campeonato, este prossegue a 10 de janeiro, nas ruas de Santiago do Chile.  

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Noticias: Formula E ganha estatuto de campeonato do mundo

Depois de seis anos, a Formula E ganha estatuto de campeonato mundial. O acordo foi hoje anunciado em Paris da parte da FIA, que já sancionava o campeonato desde a sua primeira edição. A partir de 2020-21, todos os que alcançarem títulos, quer de pilotos, quer de Construtores, serão considerados como campeões do mundo.

Para Alejandro Agag, fundador e presidente da Fórmula E, é um desejo tornado realidade: “Sempre foi nossa ambição ser um dia um campeonato do mundo da FIA. Tudo o que fizemos até agora tinha como objetivo este momento específico. Conseguir o feito e receber o estatuto de campeonato do mundo da FIA dá mais credibilidade ao que já é uma fórmula completa e um produto desportivo espetacular.

Este acordo e anúncio colocam a Fórmula E no topo das corridas internacionais de monolugares. Foi um esforço tremendo de muitas pessoas envolvidas e nada disso seria possível sem o apoio do presidente da FIA, Jean Todt e da federação, além da dedicação e compromisso demonstrados pelas nossas equipas e parceiros.

Agora podemos dizer que conseguimos. Mas é apenas o começo de um novo capítulo sob a bandeira do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA.”, concluiu.

Jean Todt declarou as razões porque decidiu avançar com um reconhecimento que se devia há muito, especialmente depois das chegadas, esta temporada, de mais construtores como a Mercedes e a Porsche.

A criação e desenvolvimento da Fórmula E tem sido uma grande aventura”, começou por dizer Todt. “Estou orgulhoso por hoje confirmarmos o estatuto de campeonato do mundo da FIA. Desde que começamos esta caminhada, a Fórmula E, sem dúvida, foi crescendo cada vez mais. Num curto espaço de tempo, a série mostrou-se relevante para a indústria automóvel, com mais dois grandes fabricantes a entrar no campeonato no início da temporada atual, elevando o número total para dez", continuou.

"O compromisso e o profissionalismo dos fabricantes e das respectivas equipas refletem-se na qualidade da lista de pilotos, que melhora a cada temporada. Desde a primeira corrida em Pequim 2014 e com todos os E-Prix depois disso, a Fórmula E provou que o conceito de corrida elétrica funciona. Saúdo sinceramente a Fórmula E como o mais recente campeonato mundial da FIA”, concluiu.

A próxima ronda da competição acontecerá a 10 de janeiro, em Santiago do Chile.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Youtube Motorsport Racing: A segunda corrida da Formula E em Ad Diriyah

Depois de ter colocado a primeira corrida da Formula E em paragens sauditas, com vitória de Sam Bird, no seu Virgin, é a vez de colocar aqui a corrida que deu o triunfo a Alexander Sims, o seu primeiro na competição, 

domingo, 1 de dezembro de 2019

Youtube Motorsport Video: O primero ePrix de Ad Diriyah, na íntegra

Como é sabido, a Formula E voltou em força na semana passada com a jornada dupla em terras sauditas. Na primeira prova, Sam Bird levou a melhor e conseguiu ser o primeiro piloto a vencer em todas as temporadas da Formula E até agora, numa corrida que teve o seu quê de emocionante.

Assim sendo, eis o video da corrida na íntegra. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Youtube Motoring News: Fully Charged News


Eu confesso que gosto de ver o canal Fully Charged, e esta terça-feira, o Robert Llewyn falou sobre os carros do momento: o Ford Mustang, o Tesla Cybertruck, e outras coisas mais.

Mas o que mais gosto neste noticiário é a maneira como ele desmente os mitos e as noticias falsas sobre certas coisas que são usadas na construção das baterias, por exemplo, e como as desmente. O seu ar de zangado é impagável!

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Youtube Video Demonstration: Tesla Cybertruck vs Ford F150

Em inglês, o jogo da corda chama-se "tug of war". Chegou a ser desporto olímpico, mas hoje em dia, serve mais para estas demonstrações. No dia da apresentação do Tesla Cybertruck, Elon Musk apresentou o video onde um dos seus modelos estava frente a frente com um Ford F150, um dos modelos mais populares de "pickups" nos Estados Unidos.

O video mostrou que o Tesla era bem mais potente que o Ford. O torque que tem logo de entrada, quando o condutor pisa no acelerador ajuda muito nisso, mas mesmo assim, impressiona.

Noticias: Tesla já recebeu quase 150 mil encomendas do Cybertruck


O Cybertruck poderá ter um desenho invulgar, mas os consumidores não querem saber disso. E o melhor exemplo foi o numero de encomendas que tiveram nos dias seguintes à sua apresentação: 146 mil, até ontem. Cada uma dessas encomendas recebeu por parte do futuro consumiro um sinal de cem dólares, um décimo dos que tiveram de pagar aqueles que quiserem um Tesla Modelo 3, em 2016, quando foi apresentado. 

É verdade que o preço básico de 39.900 dólares do modelo poderá levantar dúvidas, mas de acordo com a marca, é mais do que suficiente para fazer os modelos no seu primeiro ano de produção. De acordo com Elon Musk, na sua conta do Twitter, “42% [das encomendas] são da versão Dual Motor e 41 por cento da Tri Motor”, perfazendo 83 por cento da procura para as versões mais caras, comercializadas por 49.900$ (a primeira) e 69.900$ (a segunda). Isto significa que apenas 17% dos clientes preferiram a Cybertruck RWD, com apenas um motor e proposta por 39.900$.

E a esse preço, é provável que vá tirar o tapete da Rivian, que está a comercializar o seu R1T a partir dos 69.900 dólares. Mas temos de pensar que o Tesla Cybertruck só poderá aparecer em 2021 ou 2022, e até lá, a marca concorrente poderá respirar um pouco melhor com o seu modelo.

Uma coisa é certa: a Tesla construiu o seu pickup elétrico e como os outros, promete revolucionar a industria automóvel.

Formula E: Organizadores sauditas querem corrida noturna

Os organizadores do ePrix de Ad Diriyah querem ter uma prova noturna em 2020. Os planos estão a ser elaborados, e pretendem que seja o mais sustentável possível, para manter o espírito da competição. Contudo, o plano é complexo e demorará o seu tempo até estar completo.

Carlo Boutagy, da organização, disse que esse é o objetivo: "Descobrimos uma maneira de o fazer a 60 ou 70 por cento sustentável, mas queremos fazer a cem por cento, e isso irá levar tempo", disse ao site e-racing365.com

"As pessoas tem de considerar que, para montar esta pista, demora cerca de duas semanas, e em cinco dias, a estrutura é desmontada para se tornar em ruas normais, onde o transito passa livremente. Se queremos fazer algo único, temos de ter a certeza que primeiro, será temporário, e segundo, sustentável. Portanto, é muito diferente de um Bahrein ou Abu Dhabi", concluiu.

A ideia de uma corrida noturna tem a ver não só por ser único e diferente, mas também para atrair espectadores. Este ano, passado o efeito novidade, não houve muita gente a assistir às corridas do fim de semana saudita, e ter uma prova noturna daria para interligar com os concertos de música que aconteceram no fim de semana da prova - que tinha os Imagine Dragons como cabeças de cartaz. 

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

DTM: Berger aberto à ideia da electrificação

A DTM, competição alemã de carros de Turismo, olha desde há muito pelo seu futuro. O regulamento da Class One, que pretende atrair os fabricantes japoneses que estão na competição GT, tentando unificar ambos os regulamentos para ter dentro de si marcas como a Honda e Toyota, poderá ter mais novidades, e isso inclui a electrificação, com motores de até 1000 cavalos. Mas também há uma abertura para a hidrogenização.

Recentemente, Gerhard Berger, o diretor da DTM, afirmou pretender coisas novas na competição como motores elétricos, paragens nas boxes para trocar de baterias ou tanques de hidrogénio, e robots para substituir os mecânicos nas trocas de pneus.

Corridas para mim são 1.000 cavalos de potência, corrida para mim são carros como um cavalo selvagem para mostrar quem é o piloto que pode lidar com isso”, começou por afirmar. “Quando vejo a Fórmula E, por exemplo, é muito lento. A Fórmula E está ao nível da Fórmula 3… Não é o que o fã “hardcore” de automobilismo gosta de ver. Então, chegamos à ideia dessa troca de baterias por robots para resolver o nosso problema.“, continuou.

Isso permite usar motores de 1.000 cavalos de potência e acho que os fãs verão corridas espectaculares como na série de motores de combustão”, concluiu.

Por agora, é uma ideia. Resta saber se esta agrada aos construtores e que tipo de apoio ela terá para o futuro. A ideia de motores a hidrogénio ainda está muito no inicio e poucos pegam nela, porque todos estão a apostar nos motores elétricos. E ainda por cima, a potência dos motores elétricos está a aumentar velozmente até na Formula E, e é provável que os carros da Gen3, previsto para aparecer em 2022, sejam bem mais velozes dos que são agora.

Youtube Motoring: Uma visita à Rivian Electric

A Rivian está a ter agora um "buzz" semelhante à Testa teve há uns tempos. E ainda não começaram a vender os seus todo-o-terreno de luxo, o R1T e o R1S. Fundada em 2009, e comandada por Robert Scaringe, tem andado a desenvolver os DUV's que vemos agora, e que foram apresentados ao público em 2018. Os carros serão produzidos em Normal, Illinois, numa antiga fábrica da Mitsubishi, e entre os seus investidores estão a Amazon, que decidiu colocar 700 milhões de dólares das suas finanças para a marca, e a Ford, que colocou mais 500 milhões.

Assim sendo, o pessoal do Fully Charged foi à sede e falar com Scaringe sobre o que vão ser estes carros, do qual tudo indica que começarão a ser comercializados em 2020.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Formula E: Carros da Gen3 poderão ser reabastecidos

Os carros da Gen2 rolarão na pista pela segunda temporada consecutiva no final de Novembro na Arábia Saudita, mas já se pensa na Gen3, que não se sabe bem quando aparecerão. Contudo, vão aparecendo algumas ideias sobre o que poderão ser e o que poderão fazer. E uma das ideias que se circula é a de fazer de novo uma espécie de abastecimento rápido de energia.

Segundo conta Frederic Bertrand, um dos diretores da FIA, uma decisão final sobre o que serão esses carros terá de acontecer em 2020, para que eles possam começar a correr na temporada 2022-23. 

"O processo da [construção dos carros da] geração 3 já começou há alguns meses e estamos definindo algumas metas sobre onde queremos melhorar para o futuro", começou por dizer Bertrand à e-racing365.

A partir disso, começamos a entender o quanto podemos obter e gerir esses resultados. O grande desafio é que o tempo para o desenvolvimento é bastante longo e, com esse tempo de desenvolvimento, você precisa decidir muito cedo qual tecnologia deseja entrar no carro."

A tecnologia das baterias e das células está se a desenvolver tão rapidamente que decidir muito cedo pode nos colocar em uma situação em que lançamos o carro novo e a tecnologia já estar obsoleta. Então, queremos evitar essa situação para pressionar o máximo possível o momento da proposta, mas ela deve sair no início do próximo ano", concluiu.

Quanto à chance de um carregamento rápido, Bertrand afirmou que é algo a considerar.

Trabalhamos em estreita colaboração com os fabricantes para entender quais desafios eles têm para o futuro em como convencer os clientes e como os carros elétricos são relevantes para suas necessidades. Se identificarmos um dos principais itens para eles, está vinculado ao carregamento ou desempenho rápidos, isso influenciará muito o que precisaremos implementar no futuro. Isso não é algo que iremos fazer sozinhos.”, disse.

"Precisamos realmente estabelecer isso com os fabricantes, porque eles têm pontos de vista diferentes, mas ainda têm alguns entendimentos comuns sobre alguns problemas e essas coisas que precisamos resolver para propor uma vitrine que ajude a convencer seus clientes no final", concluiu.