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sábado, 19 de janeiro de 2019

A imagem do dia (II)

Vi esta foto no Facebook do Ricardo Santos, e foi ele que disse: há precisamente 25 anos, no Estoril, era a apresentação do Williams FW16, com Ayrton Senna e Damon Hill ao volante. Lembro-me bem essa apresentação, especialmente quando se sabia que era algo do qual ele pretendia ir desde há algum tempo, especialmente desde 1992, quando Nigel Mansell se tornara campeão do mundo.

De uma certa forma, quando as pessoas o viram num carro que não um McLaren, depois de sete temporadas, pensava-se que iria ser um novo começo. O que desconhecíamos é que seria o começo do fim.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A imagem do dia

Há um quarto de século, assistia-se ao título mais burocrático de Alain Prost, no circuito do Estoril. Mas de uma certa maneira, até seria merecido por causa dos títulos que perdeu entre 1982 e 84, antes de ganhar o seu primeiro título mundial. E se calhar, se conseguisse, antes, até teria merecido, pelos carros que teve... se estes fossem mais fiáveis.

O título burocrático é porque Prost teve o melhor carro do pelotão e não tinha concorrência à altura. Todos sabiam que ele seria campeão, depois de no ano anterior, a Williams ter dominado o campeonato, em Nigel Mansell ao volante. Na altura, Prost cumpria um ano sabático, mas Frank Williams decidira, logo no inicio desse ano, contratar o francês, devido ao acordo com a Renault. Claro, Mansell ficou fulo - tinha trabalhado com ele na Ferrari em 1990 e não resultou - e como se sabe, decidiu ir para as Américas abrilhantar a CART.

Só que o título de Prost não foi dominador como o de Mansell. Senna deu imensa luta ao longo do ano, e o francês teve alguns tropeções pelo caminho. Brasil, Hungria e Itália foram alguns desses tropeções. E Damon Hill também deu mais luta que esperava para um novato. Quando alcançou o que queria, decidiu ir embora, apesar de ter mais uma temporada de contrato com a Williams.

Que teve mais luta que esperava, era verdade. Mas naquela tarde no Estoril, quando segurava aquele cartaz, estava mais aliviado do que feliz. Agora, poderia gozar as corridas que faltavam até ao final da temporada.  

terça-feira, 25 de setembro de 2018

A imagem do dia

Há precisamente 30 anos, no Autódromo do Estoril, acontecia o primeiro capítulo de uma das maiores rivalidades do automobilismo. Ayrton Senna tinha um problema na bomba de gasolina que o fez andar mais lento que a concorrência, e acabou num pálido sexto posto.

Mas antes, bem antes, na segunda volta, depois de conseguir a liderança, foi assediado por Alain Prost, que tinha feito a pole-position, e o tentou passar na reta da meta, porque ele estava mais lento que ele. E Senna intimidou-o, apertando-o contra o muro, mas Prost conseguiu passá-lo e seguir em frente, rumo à vitória no Grande Pémio.

Depois viu-se: Senna foi assediado por Ivan Capelli, até que o passou. Depois por Gerhard Berger, Michele Alboreto, Thierry Boutsen, e Nigel Mansell, e só não ficou fora dos pontos porque o italiano teve um problema na bomba de gasolina que o deixou a pé a poucas voltas do fim, pois Berger e Mansell tinham desistido antes. Mas aquela corrida poderia o ter deixado a perder em termos de título se não fossem os resultados que Prost teria de deitar fora. É que ser demasiado perfeito tinha os seus defeitos, e apenas onze dos dezasseis resultados é que contavam, e o francês só tinha desistido uma vez naquela temporada.

Mas a harmonia entre eles tinha sido quebrada naquele dia. Só que o resto do mundo iria ver isso em 1989. E os episódios que aconteceram são matéria de livros e filmes...

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Boas noticias não são noticia, as más estão em toda a parte

No jornalismo, há uma frase que se usa muito: "Good news is no news". Quando estava mais ativo nas redações, especialmente quando aconteciam desgraças, ouvia muitas queixas de pessoal que nos viam por ali, a dizer algo do género: "porque é que não aparecem quando acontecem coisas boas?". As pessoas não sabem que, se aparecemos para as coisas boas, é publicidade, se aparecemos para as coisas más, é noticia. E os jornalistas não são (mal) pagos para fazerem relações públicas.

Ontem à tarde, a tragédia abateu-se motociclismo, numa prova do campeonato nacional de velocidade, no circuito do Estoril. O piloto local, Sérgio Leitão, de 42 anos, sofreu um despiste fatal na Curva 6, a famosa Curva do Tanque, que não tem escapatória e tinha sido encerrada em 1994, subsistuida pela chicane. 

"Decorria uma das provas pontuáveis para o Nacional de Velocidade, um dia que se antevia de festa, de inauguração do novo asfalto, quando, tragicamente, na sétima volta de uma das corridas do programa, houve um acidente que se revelou bastante grave. De imediato a corrida foi interrompida e foram acionados todos os meios de segurança", relatou António Lima, presidente do Motor Clube do Estoril.

"As manobras de reanimação começaram de imediato no local. O piloto foi estabilizado, depois transferido para o Hospital de Cascais. Nem sequer passou pelo hospital do circuito, dada a gravidade da situação. Após várias tentativas de reanimação, declararam o óbito", acrescentou.

O dirigente afirma que todas as medidas de segurança tinham sido implementadas, e seriam os equivalentes a uma prova do Moto GP, por exemplo.

"As causas tem de ser apuradas posteriormente. O piloto caiu sozinho. Porém, a pancada foi muito forte, quase como se não tivesse travado. Tudo terá de ser averiguado. Gostaria de sublinhar que o Estoril dispões de todos os meios de segurança passivos. As provas do Nacional tem o mesmo efetivo de segurança que as do Campeonato do Mundo. Estamos a falar de uma pista que hoje podia receber o Moto GP. Aqui, qualquer piloto nacional merece tanto ou mais respeito como outro do Mundial. Infelizmente, a competição envolve riscos e [ontem] assistimos a um trágico acidente", lamentou António Lima.

Descrito como "uma pessoa afável" e "um piloto do meio da tabela" e que "vivia a velocidade não para ser campeão, mas para se divertir com os amigos a cada fim de semana", ele levava a familia consigo para que assistissem às corridas e aplaudissem a sua performance. E eles estavam lá quando aconteceu o seu acidente fatal. E hoje, quem lê os jornais, as noticias sobre o seu acidente fatal estão em todo o lado, e quase todos tem chamadas de primeira página. E as televisões fizeram noticias sobre esse acidente.

E posso dizer que nos muitos anos que levo disto - e pouco ligo ao motociclismo, confesso - nunca vi nenhuma noticia do campeonato português de motociclismo cujas impressões tenham sido positivas. Se tudo corre bem, fica na sua seção, lida pelos aficionados. Se tudo corre mal, todos lêm e os aficionados, justificadamente, revoltam-se por ver "os outros" lerem sobre isto a falaram coisas dos quais não tem nada a ver com o assunto. E com imensa razão. Mas deveriam saber que é assim o jornalismo, é assim o seu humano. Somos voyeuristas em termos de desgraças, aprendi isso na minha terceira ou quarta aula na faculdade.

E ainda por cima, ontem, Filipe Albuquerque venceu as 4 Horas de Spa-Francochamps, prova a contar para o Europeu de Endurance. E tirando as revistas e os sites de automobilismo, não há qualquer referência. E no desportivo que peguei hoje para ler sobre esta noticia, ambas estão na mesma página, mas a vitória do piloto de Coimbra ocupa meia coluna, partilhando a outra meia com as vitórias do filho de Michael Schumacher na Formula 3 europeia. 

Agora, voltando ao circuito. A temida Curva do Tanque é aquela do qual o Alex Caffi bateu forte no GP de Portugal de 1990, obrigando ao encurtamento da corrida desse ano. Não tem escapatória porque ali é rocha, e fazer algo é muito, muito dificil. Foi por causa disso que fizeram a chicane, pois era mais fácil, e a Curva do Tanque foi abandonada. Durante mais de vinte anos, não se usou aquela parte. Só que este verão, a organização decidiu colocar uma capa nova de asfalto no circuito, e aproveitaram para reativar a curva. Mas não fizeram a escapatória que aquela parte merecia ter, apesar de haver reforço nos guard-rails. Mas não chega. É um circuito que tem tudo e é relativamente fácil de se reequipar para o Grau 1 exigido pela FIA, é verdade, mas sabem que o motocilismo tem muito mais riscos que o automobilismo.

À familia, endereço as minhas condolências. E aos amantes do motocilismo, entendo bem a sua dor e a sua indignação. Depois da desgraça, todos se vão embora e voltarão às suas vidas, voltando o campeonato de novo para a sua obscuridade. Mas é assim o ser humano, por muito que o tentemos modificar. 

sábado, 21 de abril de 2018

A imagem do dia

Todos os anos recorde-se este dia. Não por causa do piloto e daquilo que fez, e onde isto aconteceu, mas porque o que fez foi das coisas mais épicas que se viu na história do automobilismo. E foi por isso que ficou na memória. E hoje em dia, só se encontra paralelo naquilo que fez Tazio Nuvolari, em 1935 no Nurburgring, Juan Manuel Fangio, 22 anos depois, no mesmo lugar, Jackie Stewart em 1968, no mesmo lugar e debaixo de chuva, e depois Michael Schumacher, em 1996, em Barcelona.

Genial? É. Inesquecível? Também. Garantiu o seu lugar na história. Daí ter escolhido esta foto.  Não é só a consagração de um piloto. É a prova de que a Lotus poderia continuar a vencer, mesmo depois do desaparecimento do seu mentor, Colin Chapman. Peter Warr tinha comandado o barco depois da inesperada partida de Chapman, em dezembro de 1982, e nos dois anos seguintes, tinha contratado Gerard Ducarouge para tentar segurar o barco. Com Elio de Angelis, Nigel Mansell e os motores Renault Turbo, até conseguiram resultados interessantes, mas faltava um piloto tão bom como Jim Clark, Emerson Fittipaldi ou Ronnie Peterson. E Ayrton Senna parecia ser o mais lógico. 

O contrato foi firmado na Holanda, em 1984, à revelia da Toleman, que o castigou, proíbindo-o de correr em Monza. Stefan Johansson ficou com o lugar e conseguiu três pontos com o carro que seria dele, mas o negócio não seria desfeito. Senna ia para a Lotus e o resto está nos anais da história do automobilismo.

E tudo isso no dia de Tiradentes, ao mesmo tempo que em São Paulo, Tancredo Neves vivia as suas últimas horas de vida.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

A imagem do dia (II)

Ontem foi dia de aniversário para Pedro Matos Chaves, e hoje dei de caras com imagens do teste que fez no Estoril com o Coloni C4, ainda pintado de amarelo, antes de ser confirmado como piloto oficial da marca.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Youtube Formula 1 Making off: O anuncio da Williams-Renault, 1992


Esta vi no Twitter do Tiff Needell: ex-piloto e apresentador do The Fifth Gear, entre outras coisas. No final de 1992, a Renault fez um anuncio para comemorar o campeonato do mundo de Formula 1, e escolheu o Autódromo do Estoril para o cenário. Um FW14 foi colocado e Needell "fez o papel de" Nigel Mansell na condução do carro. Um outro carro - na realidade, um chassis FW13 de 1990 - foi usado como o "chassis da concorrência" e guiado pelo obscuro John Robinson, que era ultrapassado na reta da meta, dando o resultado que todos conhecem.

Fiquem com o video do "making of". Vale a pena. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Youtube Formula 1 Ad: Renault Formula 1 1992

Quando tinha 16 anos, esta publicidade passava frequentemente na televisão, e basicamente era a marca a publicitar os seus feitos num campo altamente avançado que era a Formula 1. E a ideia era simples: de que os seus motores V10 de 3.5 litros eram melhores do que a concorrência. E tinha sido filmado no Estoril.

Hoje, soube de mais pormenores desse video (cuja versão francesa coloco aqui), graças ao pessoal do grupo F1 Lado B. As filmagens foram feitas na pista portuguesa, em 1992, com um FW13B de 1990 desenhado com o "carro desafiador" contra um FW14 com o que aparenta ser Nigel Mansell ao volante. Só que na realidade... não era. No papel de Mansell estava Tiff Needell, piloto de automóveis com carreira distinta, antes de ser apresentador de programas como o Top Gear e o Fifth Gear. 

Quanto ao desafiador, era outro piloto inglês, Johnny Robinson, que andou em competições como a Saab Pro Series, em 1991.

Caso ainda não tenham visto, é agora. E quem se lembra dele nesse passado já distante, pode voltar a recordá-lo.

domingo, 30 de abril de 2017

TCR Portugal: Mora foi o vencedor da segunda corrida

Francisco Mora venceu esta manhã no Estoril a segunda corrida do TCR Portugal - e TCR Ibérico. O piloto da Seat bateu César Machado, noutro Seat, e Francisco Abreu, no Volkswagen Golf TCR, na frente da andorrenha Amelia Vinyes, a melhor estrangeira no pelotão ibérico.

Depois de  Lobato ter vencido a primeira corrida, na tarde de ontem, a corrida de hoje começou com Mora a ser mais veloz do que Francisco Abreu, que teve uma má partida, tendo caído para o sexto posto no final da primeira volta. A partir dali, Mora distanciou-se de César Machado e Amalia Vinyes, enquanto que Abreu recuperava posições. Primeiro, passava Nuno Batista, e depois passou Vinyes, para ficar com o terceiro lugar.

Atrás, na terceira volta, Patrick Cunha e Gustavo Moura tocaram-se, acabando com a desistência do piloto da Audi. João Baptista, com o seu Kia, teve problemas de direção na 11ª volta, quando era sétimo classificado, e acabou por abandonar a corrida.

O TCR Portugal - e Ibérico - continua a 28 de maio em Jerez de la Frontera.




sábado, 29 de abril de 2017

TCR Portugal: Lobato ganha a primeira corrida no Estoril

Rafael Lobato, da Veloso Motorsport, venceu a primeira corrida do fim de semana do TCR Portugal - e TCR Ibérico - no Estoril. Lobato, que guiou o Audi RS3 TCR, bateu por seis segundos e meio o Volkswagen Golf de Francisco Abreu, da Novadriver. Francisco Mora, da Seat, fechou o pódio.

A corrida ficou essencialmente resolvida na largada, quando Lobato conseguiu ser melhor do que o "poleman", Francisco Abreu, e começou a afastar-se do resto do pelotão, conseguindo a vantagem que queria para dar à Audi a sua primeira vitoria nesta competição.

Atrás, a luta pelo segundo posto foi mais animada. O veterano Manuel Gião fez um arranque muito bom, fazendo passar do sétimo para o segundo posto e tentou imprimir o ritmo, mas à medida que as voltas passavam, os carros de Francisco Abreu e de Francisco Mora passaram-no, fazendo-o relegar para o quarto posto. Depois, Mora aproximou-se de Abreu, mas este conseguiu manter o segundo posto.

O melhor espanhol acabou por ser a andorrenha Amalia Vinyes, que foi sétima classificada, atrás de Manuel Pedro Fernandes e José Monroy.

A segunda corrida do Estoril acontece amanhã. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ELMS: Portimão substitui Estoril em 2017

Saiu hoje o calendário provisório para a temporada de 2017 da European Le Mans Series, e há duas grandes novidades: Monza vai substituir Imola no campeonato, e o Autódromo de Portimão será o palco do seu encerramento, no lugar do Estoril.

Sobre o novo lugar, Gérard Neveu, o diretor da ELMS, afirmou que “esperamos criar novas tradições e histórias em pistas mais modernas como Portimão, com o sol e bom tempo do Algarve”.

Mantém-se o mesmo numero de provas, mas existirão corridas que vão acontecer no mesmo fim de semana que na Le Mans Series, como a de Silverstone, que vai acontecer no sábado, antes da corrida das Seis Horas, a contar para o Mundial.

A European Le Mans Series é uma competição europeia onde correm essencialmente os carros de LMP2 e LMP3, bem como os GTE. As corridas tem a duração de quatro horas.

Eis o calendário completo:

28-29 de março — Prologo (Monza)
14-15 de abril — Silverstone
12-14 de maio — Monza
21-23 de julho — Red Bull Ring
25-27 de agosto — Paul Ricard
22-24 de setembro — Spa-Francorchamps
20-22 de outubro — Portimão

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A imagem do dia

Há precisamente vinte anos, a Formula 1 passava por Portugal pela última vez. Foi uma boa corrida, ganha por Jacques Villeneuve, numa dobradinha da Williams. O piloto canadiano brindou-nos com uma ultrapassagem que fazia lembrar as que o seu pai fazia, quase quinze anos antes. 

Ultrapassar Michael Schumacher por fora, na Parabólica, estava ao alcance de muito poucos, e ao longo da sua longuissima carreira, poucos conseguiram ultrapassar o alemão, e somente dois passaram de maneira espectacular. Jacques ultrapassou dessa forma, e quatro anos depois, em Spa-Francochamps, Mika Hakkinen conseguiu uma ultrapassagem tão boa como essa, que nos fez encher o olho.

Depois disto, foi o deserto. Construimos outra pista, mas muitos gostavam que a Formula 1 regressasse ao Estoril. Considero que a chance existe, mas apenas só poderá ser considerada uma vez que se mude completamente a politica de calendarização atual, onde se deixe de procurar dinheiro e comece a procurar por espectadores.  

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A(s) image(ns) do dia






As várias imagens daquela que acabou por ser "a" imagem mais icónica dos anos 80, ou da era turbo da Formula 1, que faz hoje 30 anos. E uma delas, Bernie Ecclestone, o homem por trás da ideis, sempre atento para uma boa oportunidade de colocar a Formula 1 nas bocas do mundo.

Esta imagem marca toda uma geração: os quatro melhores pilotos da década de 80, quase todos no seu auge: os brasileiros Ayrton Senna e Nelson Piquet, o britânico Nigel Mansell e o francês Alain Prost. Todos estão aqui a posar, no muro das boxes do GP de Portugal, então no Autodromo do Estoril, por uma boa razão. É que o campeonato do mundo desse ano estava ao rubro, com quatro candidatos ao título, a três corridas do fim.

Nesse mundial, os Williams pareciam dominar, mas nem sempre chegavam ao fim, e era nessas alturas em que o McLaren de Prost e o Lotus de Senna aproveitavam. O mais jovem deles todos era um rei das "pole-positions" e aproveitava bem o motor Renault turbo para fazer tempos-canhão e ficar com o primeiro lugar da grelha. E ambos - Senna e Prost - tinham as suas equipas aos seus pés, pois os seus companheiros de equipa (Prost tinha... Keke Rosberg) não eram capazes de o acompanhar.

Aquela fotografia era o zenite de um campeonato sem vencedor definido, e capaz de agarrar os espectadores até ao fim. Mas a foto foi também tirada num momento ideal: na corrida, no dia seguinte, a falta de gasolina fez Senna perder um segundo lugar certo na última volta, e as suas chances de título tinham sido definitivamente perdidas. A partir dali, e até Adelaide, seria uma batalha a três. 

terça-feira, 19 de abril de 2016

TCR: Mora participa no Estoril

A próxima jornada da TCR International Series, no Autodromo do Estoril, vai ter um piloto português. Francisco Mora vai alinhar pela Baporo Motorsport, num Seat Leon TCR do ano passado, e vai ter como companheiro de equipa o holandês Loris Hezmans.

Para Mora, “este vai ser um desafio importante, pois a TCR International Series já é um como um campeonato do mundo, com muita competição e os melhores pilotos de turismos. Tenho que me adaptar depressa, porque é a primeira vez desde Macau que guio este carro, mas estou motivado, porque vou poder treinar para a minha participação no Campeonato Nacional de Velocidade com este carro”, contou.

Mora alinhou no ano passado nas rodas de Portimão e Macau da mesma competição, tendo conseguido como melhor resultado um oitavo posto na segunda corrida algarvia. Em Macau, Mora sofreu um acidente na segunda corrida, que o levou para o hospital para ser tratado.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A imagem do dia (II)

Os carros de ralis alinhados no Autódromo do Estoril, na véspera do arranque da edição de 1986. A calma antes da tempestade...

PS: O Ricardo Santos disse-me que a foto é, na realidade, do dia do acidente, quando os pilotos conferenciavam no Hotel Estoril-Sol sobe se continuavam ou não no rali. Mesmo assim, continua a ser uma foto impressionante.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Youtube Rally Classic: Rali de Portugal, 1989, slalom do Autódromo do Estoril


Uma das coisas mais interessantes que há hoje é o "Power Stage", uma espécie de "classificativa-espectáculo" onde os pilotos estão num lugar em particular á frente do público e dão nas vistas, conseguindo uns pontos extra para o campeonato. Hoje em dia é normal, mas em 1989 era uma particularidade portuguesa, e nesse ano, o Rali de Portugal acabou no Autódromo do Estoril, onde máquinas e pilotos deram um espectáculo dentro do espectáculo, para deleite dos espectadores, quer os que foram ao local, quer os que estavam a ver isto na televisão.

Assim sendo, com o José Pinto e o meu amigo Duarte Cancela de Abreu a narrar isto na RTP, poderemos ver Massimo Biasion e Marc Duez a mostrarem as suas habilidades em carros totalmente diferentes: um Lancia Delta Integrale e um BMW M3 de tração traseira.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A história de mais um capitulo da complicada venda do Autódromo do Estoril

A história da propriedade do Autódromo do Estoril está a ser nos últimos tempos uma saga sobre a utilidade do dinheiro usado por entidades públicas, nomeadamente, a Câmara Municipal de Cascais. Ora, esta terça-feira, o Tribunal de Contas chumbou o contrato feito entre a Parpública, a entidade do Estado que detêm propriedades do Estado e a autarquia onde se situa o Autódromo do Estoril, por achar que este acordo teve um intuito exclusivamente mercantil e que não foram salvaguardados os interesses da população local.

Segundo conta a edição de terça-feira no jornal "Público", o Acordão, feito no passado dia 27 de novembro, sustenta que a infra-estrutura em causa “desenvolve actividades com o intuito exclusivamente mercantil” e a sua aquisição pela CMC "não terá salvaguardado os interesses da população do município". Ainda segundo o Tribunal, a autarquia não apresentou os “estudos técnicos necessários” que deveriam ter precedido a aquisição do equipamento, considerando que o acordo com a Parpública implicará a “assunção de obrigações contratuais susceptíveis de gerar despesa”, sem que tenha sido garantida a “existência de fundos disponíveis” para a suportar. 

Uma premissa errada, segundo garantiu esta segunda-feira ao PÚBLICO o presidente da CMC, Carlos Carreiras: “Penso que houve uma má interpretação do TC neste aspecto. O contrato que fizemos com o Estado [através da Parpública], previa que uma futura auditoria viesse a corrigir o preço, mas essa correcção seria sempre para baixo e não para cima. Poderia reduzir o preço, caso os valores contratualizados não estivessem correctos. Como o TC admitiu, a nosso ver erradamente, que o preço poderia aumentar, concluiu que não tínhamos previsto em termos orçamentais essa correcção.

Ainda segundo Carlos Carreiras, a recusa do visto do TC é apenas referente à aquisição da sociedade CE - Circuito do Estoril, SA e não ao equipamento em si. “Ou seja, o que o TC está a vetar é a compra por parte da CMC de uma empresa, mas a nossa intenção seria extingui-la e incluir esta infra-estrutura na autarquia. Só avançámos para a compra da empresa, porque foi essa a condição que o Governo colocou por via dos custos que acarretaria o seu encerramento.” Para ultrapassar este entrave, a autarquia já iniciou negociações com a Parpública para encontrar uma nova solução, que passe apenas pela aquisição do património e não da empresa. Na interpretação que Carlos Carreiras faz do acórdão do TC, esta última hipótese “não foi invalidada”: “Vamos explicar tudo e procurar obter uma reversão da decisão.

Com a extinção da sociedade detentora do circuito do Estoril, o equipamento seria integrado na empresa municipal Cascais Dinâmica, que já detém o aeródromo, o centro de congressos e a concessão da marina, transitando para aqui o actual quadro de trabalhadores do autódromo. “Este conjunto de infra-estruturas de apoio ao turismo, situados num município a apenas 20 quilómetros de uma capital, torna-nos únicos em termos europeus, mas também competitivos e atractivos. O autódromo vinha nesta lógica”, esclareceu o autarca.

O Autódromo, inaugurado em junho de 1972, e do qual recebeu a Formula 1 entre 1984 e 1996, já pertencia à Parpública desde meados da década de 90, e esperava-se que a autarquia de Cascais estivesse interessada em adquiri-la, no sentido de dinamizar os equipamentos desportivos existentes nessa área. E isso fazia parte de um plano maior, cujo mais recente exemplo tinha sido a transferência do torneio de ténis para a zona do Estoril, em 2014, mas que também passou pela marina de Cascais, para receber os barcos mais velozes do mundo.

Em agosto, por alturas da assinatura do contrato, Carlos Carreiras afirmou o seguinte: “O Autódromo passa a estar integrado no nosso pacote de infra-estruturas turísticas e recursos naturais (…) Com a dinamização do autódromo estamos a reforçar os nossos índices de atractividade turística. Temos a convicção de que podemos fazer do circuito do Estoril uma estrutura rentável, desportiva e financeiramente. A nossa ideia é fazer um grande centro desportivo, mas mais do que isso, um centro de conhecimento, de investigação, de ensino técnico profissional e também de lazer.

Agora com este acordão desfavorável, parece que as coisas voltam à estaca zero, mas a autarquia pretende não baixar os braços e lutar por ela enquanto puder. Logo, irão haver mais cenas dos próximos capítulos sobre este caso.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Noticias: Divulgado o calendário da Velocidade em 2016

A FPAK aproveitou hoje para divulgar os seus calendários. Já viram o dos ralis, agora é a vez da Velocidade, que a partir do ano que vêm terá um novo formato, com um sprint para os novos carros da TCR, e um mais longo para a Endurance. No final, existirão oito datas, mas nem todos andarão no mesmo sitio. No máximo, todos terão seis datas, e algumas coincidirão com as provas que Portugal vai receber, como por exemplo o de abril, no Estoril (a segunda ronda da TCR) e em julho, em Vila Real (onde receberão o WTCC).

A grande novidade será uma corrida em Jerez, a 5 e 6 de novembro, mas apenas para receber os Turismos. Eventualmente será uma ronda do TCR Portuguese Series, mas poderá acontecer também uma data da versão espanhola da competição. Os clássicos serão os unicos a ir a 23 de outubro a Portimão, mas apenas porque é no fim de semana do Algarve Classic.

Eis o calendário provisório:

T- Turismos 
E- Endurance 
C- Clássicos 
LC- Legend Cup

22/23 Abril - Estoril (C/LC) M.C Estoril
14/15 Maio - Braga (T/E/C/LC) CAM
11/12 Junho - Vila Real (T/C/LC) CAVR**
09/10 Julho - Portimão 1 (T/E) AIA
17/18 Setembro - Estoril (T/E/C/LC) M.C. Estoril
22/23 Outubro - Portimão 2 (C/LC) AIA
05/06 Novembro - Jerez (T) -----
26/27 Novembro - Estoril (T/E) M.C. Estoril


domingo, 18 de outubro de 2015

As imagens do dia


Acabou esta tarde mais um campeonato europeu de Endurance, com as Quatro Horas do Estoril. Apesar da chuva ter afastado alguma gente, ainda apareceu o suficiente para que pudessem passear livremente pelo paddock na altura em que este foi aberto para que o público em geral pudesse apreciar as máquinas. 

Havia para os portugueses um motivo bem interessante para seguir este campeonato, pois a Jota Motorsport era a clara favorita para alcançar o título deste ano, num carro guiado por Filipe Albuquerque, partilhado pelo "gentleman driver" Simon Dolan e outro britânico. Harry Tincknell. Curiosamente, ambos os pilotos profissionais são pilotos oficiais de equipas na Endurance: Albuquerque pela Audi, Tincknell pela Nissan.

Contudo, a hipótese de título - eles partiram do primeiro posto e lideraram quando o piloto português esteve ao volante - fugiu quando Dolan levou o carro para a escapatória quando a pista esteve molhada depois de uma carga de água ter caído no circuito. Foi esse erro que os levou a perder o campeonato a favor do carro da Greaves Motorsport.

Mas o que interessa é que, apesar das desilusões, foi uma tarde bem passada para quem viu a corrida em casa, ou quem foi ao circuito, contra todos os elementos. Foi uma operação bem planeada e bem executada, onde trouxe os entusiastas à volta do circuito, apreciando as máquinas e trocando impressões sobre o automobilismo em geral. E é isso que importa.

E ano que vêm, haverá mais! 

domingo, 19 de julho de 2015

Noticias: Câmara de Cascais compra Autódromo do Estoril

A noticia vêm hoje nos jornais portugueses deste domingo: a Câmara Municipal de Cascais adquiriu a propriedade do Autódromo do Estoril à Parpública por 4,92 milhões de euros. Falta ainda a retificação da venda na Assembléia Municipal, mas pelos vistos pode não ser mais do que uma pró-forma. A ideia da aquisição do Autódromo, depois de alguns anos de "limbo" é de potenciar a atividade turistica quer do concelho, quer daquela zona de Lisboa.

Cascais já é o quarto destino turístico nacional. Para lá de qualquer dúvida, com a dinamização do autódromo estamos a reforçar os nossos índices de atratividade turística”, começou por explicar ao jornal Diário de Noticias o presidente da autarquia, Carlos Carreiras, acrescentando: “Depois de fechar o processo de revisão do Plano Diretor Municipal, estamos a entrar numa nova fase de desenvolvimento do concelho assente num pacote de investimento de cerca de 80 milhões de euros. Parte desse investimento é dedicado à regeneração e recuperação de património municipal ou de património do Estado, que está a passar para a propriedade do município. É este o caso do autódromo do Estoril”, concluiu.

O objetivo de Carreiras e da autarquia é simples: o uso do autódromo para testes de início de temporada da Fórmula 1, bem como o regresso do Moto GP e outras provas como o Campeonato do Mundo de FIA GT, o European Le Mans Series, o Campeonato de Espanha de GT e a Fórmula 3 europeia, e o DTM alemão.