Mas a Alfa Romeo não é novata, bem pelo contrário. De facto, a Alfa, fundada em 1910, tem uma longa e bem recheada história no automobilismo, tendo acolhido grande parte dos pilotos que fizeram o século XX, desde Tazio Nuvolari a Nino Farina, passando por Achille Varzi e Luigi Fagioli, entre outros. E acolheu, nos anos 20, um jovem piloto da zona de Mântua chamado Enzo Ferrari, que em 1929 decidiu fazer a sua própria equipa, acolhendo carros da Alfa Romeo.
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
A Alfa Romeo volta à Formula 1, o que quer dizer? (parte 1)
Mas a Alfa Romeo não é novata, bem pelo contrário. De facto, a Alfa, fundada em 1910, tem uma longa e bem recheada história no automobilismo, tendo acolhido grande parte dos pilotos que fizeram o século XX, desde Tazio Nuvolari a Nino Farina, passando por Achille Varzi e Luigi Fagioli, entre outros. E acolheu, nos anos 20, um jovem piloto da zona de Mântua chamado Enzo Ferrari, que em 1929 decidiu fazer a sua própria equipa, acolhendo carros da Alfa Romeo.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
GP Memória - Belgica 1951
A corrida começou com um duelo entre Fangio e Farina, ambos nos seus Alfa Romeo. O argentino tinha montado um novo sistema de suspensão, com rodas especiais, acopoladas com os travões de tambor que tinham instalados. Contudo, era um sistema demasiado complexo para o carro, mas que o colocava na frente da corrida.
Contudo, na primeira paragem, Fangio teve problemas: eles deixaram de trabalhar e perdeu mais de 14 minutos para os substituir, perdendo não só a liderança, como mais quatro voltas para com os primeiros. O grande beneficiário foi Farina, que com um carro mais simples, assumiu a liderança, com Ascari e Villoresi atrás deles.
A corrida acabou por não ter mais história, com a Alfa Romeo a vencer de novo, mas com Fangio e Farina empatados em número de vitórias. Ascari ficou com o segundo posto, enquanto que Villoresi foi o terceiro. Louis Rosier e Yves-Gerard Cabantous fforam quarto e quinto nos seus Talbot-Lago, enquanto que Juan Manuel Fangio, apesar de ser o nono a chegar ao fim, fez a volta mais rápida, conseguindo o ponto final.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
A foto do dia (II)
sábado, 8 de setembro de 2012
GP Memória - Itália 1952
No final das sessões de qualificação, como se esperava os Ferrari levaram a melhor. Alberto Ascari fez a pole-position, seguido por Luigi Villoresi e Nino Farina. Maurice Trintignant coloca o seu Gordini no quarto lugar, seguido do Maserati de Froilan Gonzalez. Piero Taruffi era o sexto, seguido pelo segundo Gordini de Robert Manzon, na frente do Ferrari de André Simon. A fechar o "top ten" estavam o Connaught de Stirling Moss e o OSCA de Franco Rol.
Como seria de esperar, dez carros ficaram de fora, e os mais surpreendentes eram os Ferrari de Peter Whitehead e do veterano Hans Stuck. Os Maserati-Platé de Toulo de Grafenried e de Alberto Crespo também ficaram de fora, bem como o Cisitalia de Piero Dusio. Os HVM de Peter Collins, Tony Gaze e Lance Macklin estavam também de fora, bem como o Simca-Gordini de Johnny Claes e o carro de Bill Aston.
A corrida começou com Gonzalez a ser mais veloz na partida e a ficar no primeiro lugar, com os Ferrari de Ascari e Villoresi na sua perseguição. Bonetto era quarto, mas ele conseguia aguentar os outros concorrentes, pois era um pouco menos veloz do que os outros, e logo, começou a cavar uma distância cada vez maior em relação aos pilotos da frente.
Gonzalez parecia aguentar os Ferrari, mas na volta 37, teve de parar para fazer um reabastecimento e trocar de pneus. Mas a paragem foi demasiado prolongada, e o argentino regressou a pista no terceiro lugar. A partir dali, começou a fazer uma corrida de recuperação, conseguindo apanhar e passar Farina, mas Ascari já estava a uma distância considerável para o apanhar.
No final, Ascari venceu pela sexta vez seguida, consolidando ainda mais o seu dominio na temporada, com Gonzalez a ser o segundo classificado, conseguindo interferir no dominio da Ferrari. Luigi Villoresi completava o pódio, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficavam os Ferrari de Nino Farina e Felice Bonetto.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
GP Memória - Holanda 1952
Duas semanas depois de terem corrido na Alemanha, a Formula 1 estreava-se em paragens holandesas, mais concretamente no circuito de Zandvoort. Um circuito que tinha sido idealizado antes da II Guerra Mundial e que foi concluido após esta. Em contraste com o que tinha acontecido quinze dias antes, com uma grelha totalmente cheia, em paragens holandesas havia uma grelha reduzida, com apenas 18 carros inscritos. Todas as equipas de fabrica estavam presentes, excepto a Maserati.sábado, 4 de agosto de 2012
GP Memória - Alemanha 1952
Duas semanas depois de terem corrido em Silverstone, máquinas e pilotos estavam presentes no circuito de Nurburgring para correr o GP da Alemanha. Ao todo estava a impressionante presença da 34 máquinas (!) para fazer 14 voltas no enorme - e temido - Nordschleiffe. A razão da grande quantidade de carros tinha a ver com as inscrições locais, que totalizavam catorze, com os Veritas a serem seis, enquanto que carros com motor BMW eram oito, todos pilotados por locais, incluindo um, Rudolf Krause, que corria sob a bandeira da RDA.quinta-feira, 19 de julho de 2012
GP Memória - Grã Bretanha 1952
Na qualificação, os Ferrari foram obviamente os melhores. Nino Farina fez a pole-position, seguido por Alberto Ascari e Piero Taruffi. Robert Manzon foi o quarto, no seu Gordini, enquanto que Ken Dawnling foi quinto no seu Connaught. Os Cooper-Bristol de Reg Parnell e Mike Hawthorn foram sexto e sétimo, respectivamente, enquanto que Dennis Poore e Eric Thompson foram oitavo e nono nos seus Connaughts. O principe Bira fechou o "top ten" no segundo Gordini.
Mais ou menos a meio da corrida, Farina começa a ter problemas de ignição e encostou às boxes. Verificou-se que era um problema de velas, e estas foram devidamente substituidas. Mas quando voltou à pista, o carro nunca funcionou propriamente e ficou-se no meio do pelotão, atrás dos Cooper, HVM e dos Connaught. Isso fez com que Ascari estivesse mais à vontade na liderança e Taruffi subisse ao segundo posto, seguido de Poore.Pouco depois, o piloto do Connaught teve de parar para reabastecer, sendo que Hawthorn ficou com o terceiro posto.
Mas até à meta, não houve mais novidades sendo que, ao fim de 85 voltas à pista, Alberto Ascari vencia pela terceira vez naquela temporada, dando uma volta ao segundo classificado, Piero Taruffi. Mike Hawthorn era o terceiro, o seu primeiro pódio na sua terceira corrida da sua carreira, e o primeiro de um Cooper. Dennis Poore foi o quarto, na sua estreia na Formula 1, e a fechar os pontos ficou Eric Thompson, noutro Connaught, que também se estreava a nível oficial. Iria ser o seu único Grande Prémio da sua carreira.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
GP Memória - França 1952
Os britânicos da HVM estavam presentes com três carros, para os britânicos Peter Collins e Lance Macklin, bem como o francês Yves-Gerard Cabantous. Um Cooper-Bristol também estava presente, para o jovem Mike Hawthorn, enquanto que havia dois Simca-Gordini, para o belga Johnny Claes e o francês Maurice Trintignant. Para finalizar, existiam três Maserati inscritos, dois da Ecurie Platé, para o americano Harry Schell e o suiço Toulo de Grafenried, e outro para Philippe Etaincelin, inscrito pela Escuderia Bandeirantes.Ao fim de 77 voltas, Ascari revelou-se o vencedor, seguido por Farina e Taruffi, num monopólio Ferrari. Robert Manzon foi o quarto, seguido pelo Simca-Gordini de Robert Manzon. Behra atrasou-se com problemas no seu carro, acabando no sétimo lugar final, a mais de sete voltas do vencedor.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
As corridas do passado: Itália 1951


quinta-feira, 30 de junho de 2011
Vida e morte de Giuseppe "Nino" Farina
(...) "Farina era determinado, e fazia tudo para vencer. Incluindo colocar os adversários fora da pista. Em 1933 e 38 está envolvido em duas polémicas, ambas relacionadas com a morte de dois pilotos em pista: o francês Marcel Lehoux e o hungaro Lazlo Hartmann. O primeiro acontece no GP de Deauville e o segundo acontecerá em Tripoli, então uma colónia italiana. Anos mais tarde, Stirling Moss disse acerca do estilo de Farina: “Naquele tempo, havia uma certa tolerância a manobras sujas e todos nós, às vezes, lançávamos mão delas. Mas Farina abusava. Ele era um combatente sobrevivente reclamando da incompetência das suas vítimas e ninguém discordava de que ele havia causado ambos os acidentes fatais“.
No caso da morte de Lazlo Hartmann, as autoridades atribuíram a causa do acidente a “um golpe de vento”, que teria feito com que o piloto perdesse o controle do carro mas testemunhas garantiram que o problema foi apenas Lazlo, correndo com um carro muito menos veloz do que o de Farina, não ter saído da frente do italiano rápido o bastante. Esses rumores eram tão fortes e tão persistentes que mesmo anos após a sua morte, em 1983, Enzo Ferrari, na sua autobiografia “Piloti, che gente…”, dedicou muitas linhas em desmentir categoricamente tais rumores." (...)
Hoje faz 45 anos que Nino Farina encontrou o seu fim num poste telefónico numa estrada da zona de Chamberry, no centro de França. Ia para Rouen, assistir ao GP de França de Formula 1, e provavelmente ver as filmagens de "Grand Prix", filme realizado por John Frankenheimer. Farina certamente se identificaria com Jean-Pierre Sarti, pois também era um piloto absolutamente impiedoso nas pistas, e louco a conduzir. O fato de ter sido apontado como o culpado de dois acidentes mortais é um bom exemplo.O resto da história daquele que nasceu em berço de ouro, foi licenciado em Direito e foi familiar do fundador da Pininfarina, venceu corridas antes e depois da II Guerra Mundial, de ter sido o primeiro vencedor oficial de um Grande Prémio de Formula 1 e de ter sido o seu primeiro campeão, tudo isto quando tinha ultrapassado os 40 anos... está hoje no sitio Pódium GP.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
GP Memória - Itália 1950
Passaram-se dois meses desde a corrida francesa, e entretanto, ocorreram várias provas importante um pouco por toda a Europa, com a Alfa Romeo a dominar as grelhas e os pódios. Mesmo quando esta não chegava nos primeiros lugares, a Ferrari, grande candidata, era batida por outros, como aconteceu na Holanda, quando a marca do Cavalino foi batida pelo Talbot-Lago de Louis Rosier.Entretanto, um grande ausente na lista de inscritos era Luigi Villoresi, que estava a recuperar de um acidente sofrido no Grand Prix des Nations, em Genebra, quando escorregou sobre uma mancha de óleo e sofreu uma colisão por parte de Nino Farina. O piloto da Alfa Romeo safou-se sem ferimentos, mas Villoresi partiu uma perna e o seu Ferrari ainda causou três mortos entre os espectadores.
A lista de inscritos para a prova italiana era enorme: ao todo estavam 27 pilotos. A Alfa Romeo tinha cinco carros para Juan Manuel Fangio, Nino Farina, Consalvo Sanesi, Luigi Fagioli e Piero Taruffi. A equipa da Ferrari, que estreava aqui o seu motor de 4.5 litros, era constituida por Alberto Ascari e Dorio Serafini, com um carro verde para Peter Whitehead e um invulgar Ferrari-Jaguar pilotado por Clemente Biondetti.
A Talbot-Lago não tinha equipa oficial a representá-lo em Monza, mas tinha sete máquinas inscritas, todas de forma privada. Louis Rosier, Philippe Etaincelin, Raymond Sommer, Guy Mairesse, Pierre Levegh e Henri Loveau, todos franceses, estavam lá, acompanhados pelo belga Johnny Claes. A Simca-Gordini tinha dois carros presentes, para os franceses Maurice Trintignant e Robert Manzon.
No lado da Maserati, estavam cinco carros presentes, para o italiano Franco Rol, o siamês Principe Bira, o monegasco Louis Chiron, o alemão Paul Pietsch, o suiço Toulo de Grafenried e o inglês David Murray. Havia ainda o ERA de Cuth Harrison e o Milano de Felice Bonetto.
À partida para a corrida, o lider era Fangio, com 26 pontos, mais dois que Fagioli, enquanto que Farina tinha 22 pontos. Para que o italiano batesse o argentino, Farina tinha de ganhar e esperar que Fangio não acabasse ou não conseguisse mais do que o terceiro lugar.
Nos treinos, os Alfa Romeo dominaram: Fangio fez a pole-position, com Ascari logo atrás, a 0,2 segundos. Nino Farina era o terceiro, a 1.6 segundos, fazendo assim a primeira fila da grelha de partida. Na segunda fila estavam os Alfa Romeo de Consalvo Sanesi e de Luigi Fagioli, e na terceira estavam o Ferrari de Dorio Serafini, o Alfa Romeo de Piero Taruffi e o Talbot-Lago de Raymond Sommer, e a fechar o "top ten" estavam o Maserati de Franco Rol e o Simca-Gordini de Robert Manzon.
A corrida começou com a Ferrari a desafiar abertamente o dominio dos Alfa Romeo, com Ascari a atacar a liderança de Fangio. Na volta 14, Ascari chegou a liderar a corrida, mas Fangio ultrapassou-o duas voltas mais tarde e pouco depois, na volta 21, o motor de Ascari explode e ele tem de encostar à boxe, onde a Ferrari chama o carro de Dorio Serafini para que este deixasse Ascari continuar a sua corrida. Assim, Fangio fica mais alividado na liderança, mas esta seria de pouca dura: na 23ª volta, a sua caixa de velocidades quebra e tem de encostar à boxe, e a equipa chama Piero Taruffi para que este pudesse ceder o seu lugar ao argentino.Agora, o novo lider na corrida é Farina, mas Fangio ainda tinha hipóteses de vencer, caso o ultrapassasse, mas a tarefa iria ser dificil. Contudo, na volta 34, o motor do Alfa Romeo Tipo 158 do argentino cede e as suas hipóteses de título derretem-se naquele instante. Somente se Farina não terminasse a corrida é que Fangio poderia ter uma hipótese de vencer.
Mas Farina não tem problemas e no final das oitenta voltas previstas, o italiano de 44 anos cruza a meta no primeiro lugar e coroa-se no primeiro campeão da Formula 1, seguido pelo Ferrari de Ascari, que como conduzia o bólido de Serafini, tem apenas direito a metade dos pontos. Luigi Fagioli, no outro Alfa Romeo, completa o pódio, e os carros que estavam na mesma volta do vencedor.A fechar os lugares pontuáveis, a cinco voltas do vencedor, estavam os Talbot-Lago de Louis Rosier e Philippe Etaincelin. Para este último, ficou-lhe um recorde que ainda não foi batido: é o piloto mais velho de sempre a pontuar num mundial, e um dos poucos nascidos no século XIX a fazê-lo neste campeonato do mundo.
Fontes:
http://www.grandprix.com/gpe/rr007.html
http://en.wikipedia.org/wiki/1950_Italian_Grand_Prix
sexta-feira, 18 de junho de 2010
GP Memória - Belgica 1950


http://www.grandprix.com/gpe/rr005.html
http://en.wikipedia.org/wiki/1950_Belgian_Grand_Prix
sexta-feira, 4 de junho de 2010
GP Memória - Suiça 1950
Quase três semanas depois da corrida inicial da temporada, em Silverstone, a temporada inaugural da Formula 1 tinha alcançado o seu meio, com a realização do GP da Suiça, que decorria no circuito de Bremgarten, nos arredores de Berna, a capital do país.A Alfa Romeo era a equipa dominadora do campeonato, e como tal, trouxera para a pista suiça três carros oficiais, modelo 158, para Nino Farina, Juan Manuel Fangio e Luigi Fagioli. No lado do seu grande rival, a Ferrari, tinha trazido quatro modelos oficiais, para Alberto Ascari, Luigi Villoresi, o francês Raymond Sommer e o britânico Peter Whitehead.
Outra equipa oficial era a Talbot-Lago, que tinha três carros oficiais, para os franceses Yves-Gerard Cabantous, Loius Rosier e Eugéne Martin. Mais três modelos estavam presentes: um da Ecurie Belge, para Johnny Claes, outro da Ecurie Bleue, para o americano Harry Schell e um terceiro, inscrito pelo francês Philippe Etaincelin.
A Maserati era a construtora que tinha modelos inscritos: oito. Dois eram oficiais, para o monegasco Louis Chiron e o italiano Franco Rol, outros dois eram para equipa Enrico Platé, para o tailandês Bira e o suiço Toulo de Grafenried, um era da Scideria Achille Varzi, para o italiano Nello Pagani, outra inscrição individual era a de Felice Bonetto, pela Scuderia Milano, mais uma pela Scuderia Ambrosiana, que fazia correr o britânico Reg Parnell, e mais um carro, inscrito pelo suiço Toni Branca.
Por fim, outro suiço, Rudi Fischer, corria pela Ecurie Espadon, com um modelo SVA. No total, estavam inscritos 22 carros.
Os treinos foram dominados pela Alfa Romeo, que monopolizou a primeira fila da grelha de partida, com Fangio na pole-position, seguido por Farina e Fagioli. Na segunda fila estavam os Ferrari de Villoresi e Ascari, enquanto que na terceira eatavam os Talbot-Lago de Étaincelin, que numa inscrição privada, fizera melhor que o melhor carro oficial, pilotado por Cabantous. A fechar essa fila estava o melhor Maserati, pilotado pelo principe Bira. Mais dois Talbot-Lago, de Eugéne Martin e Loius Rosier, fechavam o "top ten".
A corrida iria começar sem quatro pilotos inscritos: os britânicos Peter Whitehead e Reg Parnell, o suiço Rudi Fisher e o italiano Franco Rol.
No momento da partida, Fangio está a liderar, mas pouco depois, perde o comando a favor do italiano Farina, quando este consegue um reabastecimento mais eficaz do que o argentino. Fagioli vinha logo atrás, mas a concorrência não conseguia acompanhá-los: primeiro Ascari e depois Villoresi desisitiam quando os seus Ferraris deram o que tinham a dar.Na volta 19, enquanto que o último Ferrari presente, o de Raymond Sommer, desistia com prolemas de suspensão, o Talbot-Lago de Eugéne Martin sofria um acidente grave, quando o seu piloto foi cuspido para fora do carro. Iria ser a sua última corrida na Formula 1, apesar de ter vivido mais 56 anos depois desta corrida. Com isto tudo, o outro Talbot-Lago de Louis Rosier chegava ao quarto posto.
Na volta 33, o grande golpe da corrida: Fangoio tem problemas elétricos no seu Alfa e desiste, deixando de ser uma ameaça a Farina. Com Fagioli num distante segundo posto, o italiano tinha a vitória na mão e iria conseguir a sua segunda vitória na época. E Rosier subia ao terceiro posto, sendo esta a ordem final da corrida. O Principe Bira e o italianoi Felice Bonetto, ambos em Maserati, ficaram com restantes lugares pontuáveis.
Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/1950_Swiss_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr004.html
sexta-feira, 21 de maio de 2010
GP Memória - Monaco 1950
Apenas uma semana depois de Silverstone, máquinas e pilotos estavam no Mónaco para correr nas ruas do circuito da cidade-estado na Cote D'Azur francês. A Alfa Romeo fez uma corrida contra-relógio para estar a tempo de estar presente naquele fim de semana.Na corrida monegasca estavam inscritos 21 carros. A Alfa Romeo inscrevia três carros para o argentino Juan Manuel Fangio, o italiano Nino Farina, vencedor da corrida britânica e o seu compatriota Luigi Fagioli. Só que ao contrário do que acontecia em Silverstone, agora tinha a oposição da Ferrari, que tinha os italianos Alberto Ascari, filho de Antonio Ascari, lenda da Alfa Romeo nos anos 20, Luigi Villoresi e o francês Raymond Sommer. A equipa de Maranello tinha um quarto carro para o britânico Peter Whitehead, uma inscrição privada.
Outras equipas, como a Gordini, Maserati e Talbot-Lago, iriam participar na corrida. Na Talbot, oficialmente só tinha um carro, para Yves-Gerard Cabantous, mais dois carros da Equipe Rosier, que iriam ser guiados pelos franceses Louis Rosier e Charles Pozzi. Havia ainda mais um Talbot da Ecurie Belge, para Johnny Claes, e duas inscrições privadas, feitas pelos franceses Philippe Étancelin e Pierre Levegh, pseudónimo de Pierre Eugéne Alfred Bouillin. Ele escolhera esse apelido para honrar a memória de um tio seu, pioneiro do automobilismo francês morto em 1904.
A Gordini inscrevia oficialmente dois carros, para os franceses Robert Manzon e Maurice Trintignant, enquanto que a Maserati inscrevia sete carros. Dois deles eram oficiais, para o italiano Franco Rol e o herói local, Louis Chiron. Apesar de ter já 49 anos e dos seus dias de glória terem há muito passado, Chiron continuava a ser uma figura respeitada e um natural favorito aos lugares da frente.
Outros dois Maserati estavam inscritos pela Scuderia Achille Varzi, para os argentinos Froilan Gonzalez e Alfredo Pián, e outros dois tinham sido inscritos pela Scuderia Enrico Platé, para o talilandês Bira e o suiço Toulo de Grafenried. Mais um carro estava inscrito pela Scuderia Milano, com o italiano Clemente Biondetti ao volante. Para finalizar, dois ERA britânicos se apresentavam na corrida, inscritos por Cuth Harrison e Bob Gerard e havia um Cooper-JAP inscrito pela Hoeschell Racing Corporation e teria como piloto o americano Harry Schell. Esse carro tinha uma particularidade: o motor estava atrás do piloto, e isto fez com que fosse o primeiro carro desse tipo a participar numa corrida de Formula 1.
Nos treinos, Whitehead teve problemas com o seu motor, que não se conseguiu resolver durante esse tempo e resolveu não alinhar na corrida. Ao mesmo tempo, Pián despistou-se no seu Maserati e os estragos impediram-no de alinhar na corrida. No final, dos 21 inscritos, apenas 19 estavam presentes na largada.E a pole-position tinha ficado nas mãos de Juan Manuel Fangio, que com o seu Alfa Romeo, conseguiu superiorizar-se a Nino Farina e ao Maserati de Froilan Gonzalez. Philippe Étaincelin era o quarto, no seu Talbot, seguido pelo Alfa Romeo de Fagioli. Villoresi era o sexto, sendo o melhor dos Ferrari, superando Alberto Ascari. o monegasco Chiron era o oitavo a partir, Sommer era o nono no seu Ferrari e a fechar o "top ten" ficava o Talbot-Lago de Louis Rosier.
No dia da corrida, o tempo estava seco, mas ventoso. Na zona da Tabacaria, as ondas alteravam-se, invadindo a pista nessa zona, tornando-a molhada e potencialmente para os pilotos. E logo na primeira volta, esses receios acabaram por acontecer. Nessa primeira passagem pela zona problemática, Fangio passa bem pela zona, mas Farina perde o controlo do seu carro e é atingido pelo Maserati de Froilan Gonzalez. Fagioli despista-se e Rosier tenta para o carro a tempo de evitar a colisão. Mas é logo a seguir atingido por Fagioli e Manzon.Mais atrás, mais cinco pilotos envolvem-se na carambola: Trintignant, Grafenried, Schell, Franco Rol e Cuth Harrison. Nenhum deles volta à corrida, excepto Gonzalez, que leva o carro às boxes, mas os estragos são tais que abandona logo a seguir.
Sem grande parte da concorrência, Fangio tinha de controlar a distância que tinha sobre Ascari, já que Villoresi ficara parado pois tinha deixado cair o seu motor. Villoresi continuou, mas estava muito atrasado. A partir dali, ele faria uma corrida de recuperação que o colocaria no segundo posto na volta 62. Contudo, essa recuperação destruiu a sua mecânica, fazendo com que desistisse na volta seguinte.
Com isso, Fangio ficou mais aliviado e caminhava calmamente rumo à vitória. A primeira das 24 que conquistaria nos sete anos seguintes, e seria o unico a fazer as cem voltas ao circuito monegasco. Ascari era segundo a uma volta e o local Chiron era terceiro, a duas voltas. Os restantes lugares pontuáveis, que nesse ano eram cinco, foram o francês Raymond Sommer e o Principe Bira, mas ficaram respectivamente a três e cinco voltas do vencedor.Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/1950_Monaco_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr002.html
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Grã-Bretanha 1950: o começo de tudo
Passam hoje sessenta anos desde o primeiro Grande Prémio oficial da história da Formula 1. Este dia foi o culminar de um plano que começou no dia em que as hostilidades terminaram na Europa, cinco anos antes. A II Guerra Mundial tinha interrompido os Grandes Prémios um pouco por toda a Europa e terminou o dominio dos Flechas de Prata alemãs, simbolizadas pelos carros da Mercedes e da Auto Union. Com a Alemanha em ruinas, e proíbida de correr nos primeiros anos, as corridas voltavam aos poucos na Europa. Primeiro em França, depois em Itália, Suiça, Belgica e Grã-Bretanha.
Aos poucos, as marcas colocavam os seus bólidos em pista, todas criações da pré-guerra. A Alfa Romeo, especialmente com o seu Tipo 158, construido doze anos antes, era a máquina a bater. Seguiam-no o seu maior rival, uma construtora que começara algum tempo antes: a Ferrari, dirigida pelo antigo piloto e depois director desportivo da marca de Varese, chamado Enzo Ferrari. A Maserati, os franceses da Talbot-Lago e os ingleses da ERA eram outros construtores a ter em conta, bem como a Gordini e a BRM, o esforço de Raymond Mays de construir uma equipa britânica que pudesse rivalizar com as italianas.
Os motores eram de 4.5 litros, com a variante dos 1.5 litros turbocomprimidos, mas pouca gente usava. E com aquelas máquinas a vencerem facilmente todas as corridas em que participavam, eram as naturais favoritas à vitória. E numa grelha 4-3-4-3, que a largura de Silverstone proporcionava, bem como a ausência da Ferrari, foi fácil à Alfa Romeo monopolizar a primeira fila da grelha, com o italiano Giusseppe "Nino" Farina, um piloto que correra nos Grand Prix dos anos 30, a ser o "poleman", seguido pelo seu compatriota Luigi Fagioli, que tinha a provecta idade de... 51 anos, e claro, também correra no Grand Prix, quer pela Mercedes, quer pela Auto Union, o argentino Juan Manuel Fangio e o britânico Reg Parnell. O tailandês Birabongse Bhanudej Bhanubandh, ou o Principe Bira, que viria a ser o primeiro asiático na Formula 1, era o melhor dos não-Alfa, ao ser o quinto na grelha.
A corrida foi só dos Alfa Romeo, com Farina a ganhar sobre Fagioli e Parnell, dado que Fangio desistiu com uma fuga de óleo. E isto iria ser uma era de dominio dos carros da marca de Varese, que ficaram imbatíveis em provas oficiais até ao ano de 1951, onde foram batidos pelo Ferrari guiado por outro argentino, Froilan Gonzalez, agora o mais antigo vencedor vivo de Grandes Prémios. O local dessa derrota? Silverstone...
O filme que coloco aqui é um noticiário de actualidades filmado a cores, algo raro na época, o que é muito bom. Ficam com uma ideia do que era um paddock, boxes e como eram recebidos os convidados VIP neste mesmo dia, mas há já uns longuinquos sessenta anos.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O piloto do dia - Nino Farina
Na semana em que se decide o título de campeão do Mundo, calhou em calendário o dia em que nasceu, há já 102 anos, aquele que foi o primeiro Campeão do Mundo da era moderna, em 1950. Pertencente à geração que brilhou nas pistas europeias na década de 30, ainda voltou à competição após a II Guerra Mundial para competir nas melhores máquinas de então, os Alfa Romeo, e ainda dominou o panorama automobilístico durante boa parte dos anos 50. Hoje falo de Nino Farina, o primeiro campeão de Formula 1.Nasceu a 30 de Outubro de 1906 em Turim, membro da família que mais tarde fundou a marca Pininfarina (o seu fundador, Giovanni Battista, era seu tio, e ambos tinham 13 anos de diferença), era membro de uma família abastada. Foi para a universidade para tirar uma licenciatura em Ciência Politica na Universidade de Turim. Chegou a considerar uma carreira militar, mas em 1932, aos 26 anos, decidiu que iria abraçar uma carreira automobilística.
Começou primeiro a correr em rampas, a bordo de um Maserati, mas depois foi para a Scuderia Ferrari, onde a bordo de Alfa Romeos, fez parceria com o lendário Tazio Nuvolari. Em 1938 e 39, começa a alcançar bons resultados, e começa também a ganhar reputação de ser um piloto rápido, sem medo, mas por vezes brutal. Em 1936, foi considerado por muitos como o culpado pelo acidente mortal de Marcel Lehoux, no GP de Deauville, e dois anos depois, em Tripoli, envolveu-se no acidente mortal de Lazlo Hartmann. Anos mais tarde, Stirling Moss disse acerca do estilo de Farina: “Naquele tempo, havia uma certa tolerância a manobras sujas e todos nós, às vezes, lançávamos mão delas. Mas Farina abusava. Ele era um combatente sobrevivente reclamando da incompetência das suas vítimas e ninguém discordava de que ele havia causado ambos os acidentes fatais".No caso da morte de Lazlo Hartmann, as autoridades atribuíram a causa do acidente a "um golpe de vento", que teria feito com que o piloto perdesse o controle do carro mas testemunhas garantiram que o problema foi apenas Lazlo, correndo com um carro muito menos veloz do que o de Farina, não ter saído da frente do italiano rápido o bastante. Esses rumores eram tão fortes, mesmo após a sua morte que Enzo Ferrari, na sua autobiografia de 1983, “Piloti, che gente…”, dedicou muitas linhas em desmentir categoricamente esses rumores.
A sua carreira começava a chegar ao seu auge, com a vitória no GP de Tripoli, em 1940, quando a Itália entra na II Guerra Mundial, e a sua carreira fica congelada. Quando a paz volta à Europa, Farina tem quase 40 anos, mas volta a acção com um Maserati privado, vencendo em 1946 o Grand Prix des Nations, em Genebra, uma das primeiras corridas na pós-guerra. Em 1948, vence o GP do Mónaco, tornando-se num dos melhores pilotos em actividade. A Alfa Romeo o contratou no ano seguinte, correndo ao lado de Jean-Pierre Wimille, mas quando este morreu, nesse ano, liderou a equipa para o primeiro campeonato mundial de Formula 1 organizado pela FIA, em 1950, ao lado de Luigi Fagioli e de um argentino recém-chegado à Europa chamado Juan Manuel Fangio.
O campeonato começa em Silverstone, em Inglaterra, a 13 de Maio, onde perante mais de 125 mil espectadores, torna-se no primeiro vencedor de uma corrida de Formula 1. A temporada torna-se numa batalha interna entre ele e Fangio, pois para além de Silverstone, ganha na Suiça e em Itália, enquanto que o argentino vence no Mónaco, Bélgica e França. Mas Farina foi mais regular, e vence o título mundial com 30 pontos, contra os 27 de Fangio.No ano seguinte, continua na Alfa Romeo, mas aos poucos, o domínio dos Alfa era contestado pela Ferrari, que com o seu Tipo 375. Farina vence na Bélgica, mas é a sua única vitória no ano, e acaba o campeonato na quarta posição, com 19 pontos, num campeonato ganho pela Ferrari, e por o seu grande rival, Juan Manuel Fangio. Em 1952, após a retirada da Alfa Romeo da competição, vai para a Ferrari, onde só consegue quatro segundos lugares, numa temporada dominada pelo seu compatriota Alberto Ascari. No final, foi vice-campeão do Mundo, com 24 pontos.
Em 1953, continuando pela Ferrari, vai correr no GP inicial, que decorria pela primeira vez no circuito de Buenos Aires, na Argentina, onde tinham aparecido mais de cem mil pessoas. O líder argentino, Juan Peron, ordenou que os portões fossem abertos, e milhares ficaram perigosamente perto da pista. Inevitavelmente, o desastre aconteceu, quando na volta 30, Farina, para evitar atropelar uma criança, perde o controlo do seu carro e atropela 49 pessoas, matando sete delas. Contudo, ele sempre disse que a culpa não era dele, mas sim dos que estavam perigosamente encostados à berma. Na realidade, o culpado era Perón, mas naquela altura não se podia dizer isso…
Nesse ano, Farina voltou às vitórias, no lendário circuito Nrodschliefe, em Nurbrurgring, mas essa seria a sua única (e mais tarde última) vitória, numa temporada dominada por Alberto Ascari. No final do ano, conseguiu 26 pontos e o terceiro lugar no campeonato.
Por esta altura, já tinha 47 anos e continuava a correr, mas a idade já pesava sobre ele. Em 1954, volta a ser primeiro piloto da Ferrari, e acaba em segundo lugar no GP da Argentina, na primeira prova do ano. Contudo, dois acidentes graves, primeiro nas Mille Miglia, onde sustenta algumas feridas, e depois em Monza, numa prova de carros de Sport, onde uma peça solta perfura o tanque de gasolina, fazendo com que o cockpit fica imerso em chamas. Farina queima-se bastante e a sua recuperação demora quase seis meses, falhando o resto da temporada.
Em 1955, ainda combalido, volta à competição, conseguindo correr o GP da Argentina a base de injecções de analgésico para diminuir a dor. Mesmo assim, termina em segundo lugar, partilhando a condução com Froilan Gonzalez e Maurice Trintignant. Neste ano, mostrou os dentes pela última vez, no circuito de Spa-francochamps, na Belgica, onde numa dura disputa com o seu compatriota Eugenio Castellotti, empurra-o em direcção aos boxes, com o agravante de que naquela altura não havia nenhum muro separando da pista! Castellotti, porém, consegue parar o seu carro em segurança, e Farina termina a corrida na terceira posição. Iria ser a sua última da carreira, pois as sequelas das queimaduras perseguiam Farina durante o resto do ano. Aliado ao peso da idade, levaram-no a diminuir seu envolvimento com as corridas, e dedicando-se mais à venda de automóveis na sua Turim natal.A sua carreira na Formula 1: 34 Grandes Prémios, em seis temporadas (1950-55), cinco vitórias, cinco pole-positions, cinco voltas mais rápidas, vinte pódios, 115,33 pontos no total. Campeão do Mundo de Formula 1 em 1950.
Anos depois, Juan Manuel Fangio disse acerca dele: “Ele era estranho. Nunca foi visitar um corredor ferido. Quando eu fui visita-lo no hospital, ele me perguntou o porquê da minha visita. Disse que sentia muito por ele e que queria vê-lo bem. Ele me respondeu que eu deveria estar feliz, pois era um a menos a enfrentar na corrida seguinte. Na pista, era um louco.”
Talvez tenha sido ele quem inspirou os argumentistas de “Grand Prix”, em particular no famoso diálogo que Jean Pierre Sarti, o personagem interpretado pelo actor francês Yves Montand, onde fala da maneira como encarava as corridas:
"Quando vejo um acidente, eu piso o pedal a fundo, com força, pois sei que os outros irão diminuir o seu ritmo.
- Que maneira terrível de vencer, diz sua interlocutora.
- Não, não há maneiras terríveis de vencer. Existe apenas vencer."
Depois da Formula 1, Nino Farina tenta a sua sorte nas 500 Milhas de Indianápolis por duas vezes, em 1956 e 57. Tem dois acidentes graves, e decide acabar com a sua carreira de vez. Torna-se representante da Alfa Romeo e da Jaguar em Itália, e permanece envolvido nos Grandes Prémios até o dia 30 de Junho de 1966, quando a caminho da ir ver o GP de França, perto de Chamberry, perde o controlo do seu Lotus-Cortina e bate num poste telefónico, matando-o instantaneamente. Tinha 59 anos.
Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Nino_Farina
http://www.grandprix.com/gpe/drv-fargiu.html
http://forix.autosport.com/8w/farina.html


















