quinta-feira, 26 de julho de 2018
GP Memória - Austria 1998
sexta-feira, 6 de abril de 2018
GP Memória - Brasil 2003
A pista estava relativamente seca, com uma notória excepção: a curva 3. E iria ser ali que aconteceria muita da ação dessa corrida. Nas primewiras voltas, depois de Barrichello e Coulthard, é Raikkonen que lidera a corrida, até à volta 26, altura em que pára no sentido de se reabastecer. E é nessa mesma altura em que acontece a primeira grande desistência, quando Micharel Schumacher se despista na curva 3 e acaba ali a sua corrida, quase ao lado de Jenson Button, que também tinha desistido devido a despiste.
Coulthard era agora o líder, seguido por Barrichello e Raikkonen. O brasileiro queria apanhar o escocês para vencer a corrida caseira, e apanha-o na volta 45, quando este se reabastece. Mas duas voltas depois, o sistema de combustível do seu Ferrari avaria e vê as chances de vitória se evaporarem. Coulthard voltou a ser o líder, mass na volta 53, vai ter de ir às boxes, dseixando Raikkonen na liderança, com Fisichella atrás de si.
E é nessa altura, no final da volta 55, que Mark Webber perde o controlo do seu Jaguar na curva do Café, acabando por bater no muro de ptoteção. Fernando Alonso, que o seguia, não consegue parar o seu carro e embate fortemente com os destroços espalhados pela pista, obrigando a organização a interromper a corrida com a amostragem da banderia vermelha. É nessa altura em que Fisichella passa Raikkonen para ser o líder... e causa ainda mais confusão. A FIA não sabia dizer se o resultado deveria contar a partir da volta 53 ou 54, e isso determinaria quem iria subir ao pódio. No final, determinou que Raikkonen iria subir ao pódio, seguido por Fisichella. Alonso nem sequer estaria presente: tinha sido levado para o hospital por causa das lesões sofridas no embate.
Apenas uma semana depois é que se saberia a verdade: quando aconteceu o acidente, Fisichella tinha começado a volta 56 na frente da corrida, o suficiente para ser declarado o vencedor. Iria ser a quinta - e última - vitória da Jordan na Formula 1, e ele parou bem a tempo: quando estacionou o carro, este tinha começado a pegar fogo! Os troféus foram depois trocados em Imola, no fim de semana seguinte.
Nos restantes lugares pontuáveis, ficaram o McLaren de David Coulthard, o Sauber de Heinz-Harald Frentzen, o BAR-Honda de Jacques Villeneuve, o Williams-BMW de Ralf Schumacher e o Renault de Jarno Trulli.
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
GP Memoria - China 2005
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
A imagem do dia
GP Memória - Japão 2005
Os brasileiros Rubens Barrichello e Felipe Massa fechavam o "top ten", enquanto que atrás, Fernando Alonso tinha uma má qualificação e largava do 14º posto, mas na frente dos McLaren de Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya, que tinha, sido apenas 17º e 18º na grelha, e largariam na frente do segundo Toyota de Jarno Trulli e do Jordan de Tiago Monteiro, que não tinham marcado qualquer tempo.
A corrida seria retomada algumas voltas depois, com Schumacher a aguentar Fisichella, enquanto que atrás, Raikkonen e Alonso começavam a recuperar posições, chegando ao ponto do espanhol entrar um curioso duelo com Klien, que o ultrapassou depois uma travagem demasiado otimista na chicane. O piloto da Renault deixou-o ultrapassar, para depois aproveitar o "slipestream" para voltar a passar, mas os comissários de pista intervieram para que ele... devolvesse de novo a posição ao piloto da Red Bull! Alonso acedeu, mas com isto tudo, Raikkonen aproximou-se dos dois.
Quando por fim se libertou do austríaco, Alonso aproximou-se de Michael Schumacher para o poder ultrapassar, o que fez numa das mais temidas curvas do circuito, a 130R. A ultrapassagem foi ousada e muitos aplaudiram o feito. Só que essa não seria a última da corrida...
Ralf Schumacher foi o primeiro a parar para reabastecer, caindo para o oitavo posto e deixando Fisichella na liderança, segurando Button e Webber, com Alonso a apanhar destes três, pois tinha atrás de si Schumacher e Raikkonen, que também estavam em recuperação. Após os três pararem para reabastecer, Raikkonen estava bem melhor e dedicou-se em aproximar-se da liderança. A meio da corrida, Fisichella tinha feito uma corrida perfeita e já tinha um avanço suficiente para quase ser declarado campeão, mas Raikkonen não abrandava o seu ritmo.
Quando Button e Webber reabasteceram, Raikkonen - que não iria parar até ao fim - já estava na frente de Alonso e tinha o caminho livre para apanhar Fisichella. Uma série de voltas mais rápidas o aproximou até que a duas voltas do fim, ele já estava na traseira do italiano. Raikkonen tentou passar na reta, mas ele "fechou a porta". A próxima tentativa foi no inicio da última volta, no mesmo lugar... e ele conseguiu alcançar a liderança, naquele que provavelmente foi a melhor ultrapassagem da década.
No final, uma multidão em delirio celebrava a vitória de Raikkonen, com Fisichella e Alonso ao seu lado no pódio. Nos restantes lugares pontuaveis ficaram o Williams de Mark Webber, o Red Bull de David Coulthard, o Ferrari de Michael Schumacher e o Toyota de Ralf Schumacher.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
GP Memória - Alemanha 1997
sábado, 12 de setembro de 2009
Formula 1 - Ronda 13, Monza (Qualificação)
Foi uma sessão que estava prestes a ser surpreendente de novo. Digo isto não por causa do facto de Lewis Hamilton ter conseguido pela terceira vez este ano a pole-position, mas sim o homem que teve de bater para conseguir alcançar este feito: o Force India de Adrian Sutil. Um carro com KERS, como normalmente é o McLaren, teve de usar toda a sua potência para conseguir bater um carro sem ela, que era o do Sutil, que por muito pouco não repetia a gracinha de Spa-Francochamps, com Giancarlo Fisichella. E quando vês o lugar em que ficou o piloto italiano no seu novo bólido (14º na grelha), pergunta-se: será que fez bem em mudar-se? Eu digo que sim, porque fez melhor que poderia ter feito Luca Badoer, e adaptar-se em poucos dias, com as restrições existentes, a um carro com KERS, é um feito apenas ao alcance de muito poucos.Contudo, o seu substituto, Vitantonio Liuzzi, que esteve ano e meio fora de um carro de Formula 1, foi sétimo, a primeira vez que dois Force India passaram à Q3...
Um coisa interessante ficou nesta qualificação: dos sete primeiros da grelha, seis eram todos Mercedes. A unica excepção foi Kimi Raikonnen que, no seu Ferrari, conseguiu ser o terceiro na grelha de partida. Heikki Kovalainen foi quarto, no seu McLaren, enquanto que Rubens Barrichello e Jenson Button monopolizaram a terceira fila da grelha de partida, com o brasileiro, mais uma vez, a levar a melhor que o britânico, actual lider do campeonato. Os três últimos do "top ten" tinham todos motores Renault: Fernando Alonso e os Red Bull de Sebastien Vettel e Mark Webber.
O resto não era nada que estaria à espera, embora diga que as posições alcançadas pelos BMW Sauber foram mais devidas aos problemas que Nick Heidfeld e Robert Kubica sofreram com os seus bólidos, que lhes impediram de lutar por, por exemplo, de chegar mais adiante na Q3. No final, numa pista onde a velocidade é rei, os mais potentes tiveram o seu dia. E amanhã, caso nada de anormal aconteça, o dia pode ser alemão, na casa da Ferrari. Veremos!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Videos do Mantovani - GP da Belgica
Não é que a boleia (carona) do Giancarlo Fisichella ao Kimi Raikonnen resultou mesmo? A partir de Monza vai estar ao volante do triciclo que era do Luca Badoer...
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A capa do Autosport desta semana
A capa do Autosport desta semana dá o devido destaque aos feitos de pilotos portugueses lá fora. Neste caso, o campeonato mundial de Armindo Araujo, na categoria de Produção, tem o devido destaque. "Armindo Campeão do Mundo!" é o simples título da capa do Autosport desta semana, com os seguintes subtitulos, mais gerais sobre o Rali Australia: "Português alcança título com quarto lugar na Austrália" "Que futuro para o campeão português?" e "Penalização de Löeb dá vitória a Hirvonen".sexta-feira, 4 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Fisichella declara: "Estou no Paraíso"
Depois da Ferrari ter comunicado a entrada de Giancarlo Fisichella como piloto oficial da Ferrari até ao final da época, para além de ficar em 2010 como piloto de testes da marca, o piloto romano referiu, em declarações no site oficial da Ferrari, que se sente agora no Paraíso.A 5ª coluna desta semana já está no ar!
Como acontece todas as Quintas-feiras, já está no ar no sitio português SCN a 5ª coluna, que analisa os acontecimentos do fim de semana competitivo, bem como os "casos" do momento. A pole-position do "tapete voador", a primeira vitória de Kimi Raikonnen este ano, o "Renaultgate" e a busca por um piloto para se sentar ao lado de Raikonnen na Ferrari (lembrem-se, isto foi escrito antes do anuncio oficial desta tarde), bem como a vitória de Alvaro Parente na GP2, tudo isso está opinado e dissecado por este vosso escriba. Portanto, sigam o link e opinem por lá!Noticias: Ferrari anuncia Fisichella para o segundo carro
Está confirnado: a Ferrari anunciou esta tarde que o veterano Giancarlo Fisichella irá substituir Luca Badoer no volante do segundo Ferrari até ao final do campeonato de 2009, enquanto que o seu lugar na Force India será preenchido pelo seu compatriota Vitantonio Liuzzi.
Fisichella irá substituir o seu compatriota Badoer, que nas duas últimas corridas demonstrou, no minimo, que o seu afastamento tinha sido demasiado prejudicial ao seu ritmo competitivo, e que manchava o prestigio da marca do Cavalino Rampante. Mas o veterano italiano de 35 anos, que surpreendeu meio mundo no passado fim de semana ao fazer a "pole-position" do GP da Belgica com o Force India-Mercedes, vai substituir acima de tudo o brasileiro Felipe Massa, acidentado na qualificação do GP da Hungria, e que só regressará à competição em 2010.quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Noticias: Massa só corre em 2010, Ferrari pode anunciar outro piloto amanhã
Depois do GP da Belgica, restam agora duas semanas até Monza, altura do GP de Itália, e com todo o tipo de noticias, especulações e tudo o mais sobre a temporada de 2010, tendo como "centro de gravidade" a Ferrari. Como Luca Badoer foi um mau substituto de Felipe Massa, ele será brevemente substituido. E Monza também poderá ser o lugar onde se anunciará a dupla para 2010."Estou muito contente com o êxito dos exames", afirmou o piloto brasileiro ao site da Ferrari, pouco antes de regressar a São Paulo. "Depois da pequena cirurgia que farei nos próximos dias poderei finalmente começar a fazer um pouco de exercícios para voltar à forma e, sucessivamente, começar a andar um pouco de kart. Na pista com um Formula 1? Vamos dar um passo por vez: no momento estou concentrado somente na retomada das atividades físicas, o que já é um grande passo avante.", concluiu.
Com isto, a Ferrari irá anunciar novidades para Monza até ao final da semana. As especulações são imensas, e dois pilotos estão na berlinda: o veterano italiano Giancarlo Fisichella e o polaco Robert Kubica. O primeiro é falado desde o fim de semana de Hungaroring, antes da casa de Maranello confirmar Badoer para as rondas de Valencia e Spa-Francochamps, e o segundo apareceu agora nesta semana, sendo essa hipótese hoje reforçada com a noticia da Gazzetta dello Sport. Francamente, este tipo de noticias é sinal de como anda o "paddock": enlouqueceram todos!segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O rescaldo de Spa-Francochamps
O dia seguinte de Spa-Francochamps está a ser muito movimentado, sem dúvida. Não só porque estamos a pouco mais de duas semanas de Monza, local onde alegadamente a Ferrari anunciará a dupla de pilotos para 2010, mais ainda se desconhece a aptidão de Felipe Massa, as águas andam um pouco agitadas nos lados de Maranello. Para além disso, a aposta de Luca de Montezemolo em Badoer está a ser encarada como um enorme "flop", logo em Monza poderemos ter outro piloto no lugar do veterano piloto italiano.
Mas para sermos mais realistas, o subsituto de Luca Badoer poderá ser... outro italiano. Giancarlo Fisichella, depois da sua performance em Spa-Francochamps, é um nome em alta, e apesar do proprietário da Force India, Vijay Mallya, ter negado qualquer contacto, o seu director comercial, Ian Philips, disse à BBC que aguarda por um contacto: "Estamos à espera do pedido, que deverá ser feito dentro das próximas 24 horas. Até agora ninguém nos contactou, mas estou certo de que alguém vai ligar a Vijay Mallya e pedir o 'empréstimo' para a Ferrari." Caso isto aconteça, o substituto de Fisichella deve ser o piloto de testes Vitantonio Liuzzi.
Mas não é só na Ferrari que as coisas andam em polvorosa. A Red Bull também anda em sarilhos, mas aí é devido aos motores e a sua facilidade em rebentá-los. Depois de terem ganho duas corridas seguidas, em Silverstone e Nurburgring, tudo indicava que eles seriam a grande ameaça ao dominio da Brawn GP. Contudo, as últimas corridas não viram só a ascensão da McLaren e da Ferrari, como também viram os problemas de Sebastien Vettel e Mark Webber com os propulsores da marca do losanglo. Com a limitação dos motores esta temporada, ambos os pilotos tem apenas mais um motor até Abu Dhabi! Isto se não quiserem perder dez lugares na grelha de partida...
Entretanto, o incidente da primeira volta fez com que todos apontassem Romain Grosjean como o seu causador. Jenson Button (que andou mal durante todo o fim de semana, e isso repercutiu-se no seu estado de alma, ao responder mal numa conferência de imprensa) ficou incrédulo ao saber que o piloto francês da Renault culpou o actual lider do campeonato pelo acidente em Les Combes. "Não posso acreditar que ele está culpando a mim mas, para ser honesto, não me importo. Não é importante. O que importa é que não marquei pontos", começou por dizer Button., para logo a seguir atacar o novato francês: "É realmente muito frustrante para todos, mas grande parte deles nem está brigando pelo título e eu estou", disse.domingo, 30 de agosto de 2009
Formula 1 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Corrida)
Spa-Francochamps é um clássico. Existente desde 1921, em 1944 viu ali uma das últimas batalhas da II Guerra Mundial, a Batalha do Bulge, com cercos em Bastogne e massacres em Malmedy. Depois da Guerra, viu outras batalhas, outros duelos pela sobrevivência. Na maior parte eram em sentido figurado, noutros, a coisa foi bem real, como o que aconteceu na edição de 1960. Um dia desses conto essa história… Em 1970, máquinas e pilotos correram pela última vez no velho circuito de 14 km, para este ser profundamente remodelado. Quando a Formula 1 regressou 13 anos depois, para correr na sua configuração actual, reduzido a sete quilómetros de extensão, continuava a ser desafiador para pilotos e máquinas, ajudada pelo imprevisivel boletim meteolófico das Ardenas...Mas aqui neste fim-de-semana, ouvi muitas pessoas a dizer que “o fim do Mundo tinha chegado” quando viram Giancarlo Fisichella na pole-position, numa Force Índia que em duas temporadas na competição, nunca tinha sequer pontuado. A minha resposta a essas declarações algo histéricas é esta: o tão propalado “fim do mundo” já aconteceu em Março, quando os Brawn GP dominaram em Melbourne…
A corrida de hoje tinha todos os ingredientes de ser interessante. Longe do tempo ser um factor decisivo nesta corrida, o circuito de Spa-Francochamps tem um troço interessante, aquele que vai do gancho de La Source até Les Combes. Tem pouco mais de dois quilómetros e meio e passa pelo famoso troço de Eau Rouge e do Radillon, passando pela recta Kemmel, antes de chegar a Les Combes, onde abandona o circuito antigo e passa para o novo. Contudo, nunca julguei que nesses dois quilómetros e pouco mais se decidisse uma corrida, ainda mais se for na primeira volta. Mas foi o que aconteceu: depois de uma partida onde o homem melhor colocado nos da frente, Rubens Barrichello, atrasou-se perante a concorrência, numa partida catastrófica. Contudo, esse azar de Barrichello foi a sua sorte, pois safou-se dos toques que aconteciam à sua frente, primeiro em La Source, e mais tarde em Les Combes. E nesse sitio assistiu-se tudo: Jenson Button, que passava Heiki Kovalainen, foi tocado por Romain Grosjean, que por sua vez foi tocado por Lewis Hamilton e Jaime Alguersuari. Todos acabaram ali a sua corrida, e o Safety Car entrou em acção.Nas cinco voltas que se seguiram, podíamos ver o rescaldo: O “bodo aos pobres” mostrava os Red Bull mais ou menos a meio da tabela, com Barrichello e Trulli nas boxes, só havia Kimi Raikonnen a desafiar abertamente o Force Índia de Fisichella. Quando o SC recolheu ao seu devido lugar, Raikonnen precisou apenas de chegar à entrada da recta Kemmel para alcançar a liderança. E passou por fora!
A corrida em termos de primeiros lugares ficou um pouco arrefecida, mas logo atrás tínhamos lutas próprias, como a recuperação de Barrichello e os Red Bull. Contudo, na primeira passagem pelas boxes, na mesma volta que Raikonnen e Fisichella paravam, Webber e Heidfeld também paravam, e na saída quase provocavam uma colisão. Resultado: o australiano foi obrigado a um “drive through” e perdeu tempo. Essa passagem mostrou que a Force Índia e a Ferrari tinham a mesma estratégia, e para melhorar as coisas, não só Físico não de deslocava do finlandês, como para piorar as coisas para o lado da casa de Maranello, Fisichella era por vezes um pouco mais rápido que Raikonnen! O KERS não deveria funcionar ao contrário?Atrás dele, vinha Fernando Alonso, no Renault sobrevivente, que vinha com uma estratégia de uma só paragem, parando apenas na volta 24. Mas quando para… a estratégia vai abaixo, com a avaria da pistola de troca de pneus, nomeadamente a frente esquerda. Mas isso tinha uma explicação: na primeira curva da corrida, em La Source, um dos carros tinha tocado nessa roda, entortando-a. E quando viram esses estragos, a equipa não quis arriscar mais Budapestes, pedindo ao piloto espanhol para encostar definitivamente às boxes. E Flávio Briatore fazia as malas para embarcar no seu jacto privado, rumo para casa…
A corrida também demonstrava algo interessante: o Toyota, que tinha tudo feito para vencer hoje, graças a Jarno Trulli, ficara prejudicado com as confusões da largada, e quem era o grande beneficiado era a (futuramente retirada) BMW Sauber, que colocava Robert Kubica na terceira posição e Nick Heidfeld na quinta. Para uma equipa que vai abandonar a Formula 1 no final da época, estava a ser um belo “canto do cisne”.
E as voltas finais assistiam a um duelo à distância: Fisichella contra Raikonnen. As diferenças eram mínimas, com Vettel na terceira posição, tentando apanhar os dois primeiros. Mais atrás, um pequeno drama: Barrichello, lutando pela sexta posição no seu Brawn com Kovalainen, deitava fumo pelo motor. Julgava-se que não chegaria ao fim, mas a sua veterania veio ao de cima e conseguiu obter dois pontos, importantes para o seu campeonato, e uma pequena recompensa pela má partida.
E quando a bandeira de xadrez foi mostrada, a Formula 1 via o seu sexto vencedor do ano, a primeira vitória da Ferrari e a segunda vitória de um carro com KERS em 2009. Com um extasiado Fisichella a seu lado, nos primeiros pontos e primeiro pódio de sempre da Force India (que numa das suas encarnações fora Jordan, e esta dava-se muito bem em Spa-Francochamps!) e um Sebastien Vettel que recuperava o terceiro lugar da classificação, era mais uma demonstração de que neste campeonato, cada vez mais convenço que o vencedor desta temporada só será conhecido no final da tarde do 1º de Novembro, em Abu Dhabi… Mas até lá temos de passar por outro clássico: Monza!sábado, 29 de agosto de 2009
Formula 1 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Qualificação)
Em 2009, a temporada de Formula 1 está completamente imprevisível, com a hierarquia totalmente virada ao contrário. E a melhor prova disso é o facto da Brawn GP, a ex-Honda, liderar os campeonatos de pilotos e construtores, graças a Jenson Button e Rubens Barrichello, dois pilotos (principalmente o brasileiro) dados por acabados por muitos do panditas que andam por aí. Button, e agora Barrichello, estão a aprovar que com um excelente carro nas mãos, também podem ser vencedores. E Ross Brawn provou que era um génio, ao usar brilhantemente a interpretação dos novos regulamentos para este ano, especialmente no capítulo dos difusores.
Ao longo desta temporada vimos duas situações distintas: na primeira parte, o domínio dos Brawn GP, contrariados somente pela Red Bull. Mas a segunda parte da temporada começa com o ressuscitar da McLaren, graças ao KERS, os fogachos da Renault e Ferrari (apesar do acidente de Felipe Massa na Hungria) agora, em Spa-Francochamps, provavelmente o circuito mais imprevisível do calendário deste ano (depois do sr. Bernie Ecclestone ter-nos tirado Montreal), tivemos a mais recente surpresa: um Force Índia na pole-position!
É verdade, a Formula 1 desta temporada é como a vida segundo Forrest Gump: uma caixa de chocolates, pois nunca saberemos o que vem lá dentro. A qualificação nem foi em molhado, mas sim em tempo seco, e eventualmente com o depósito no limite, o piloto Giancarlo Fisichella, um veterano na sua 14ª temporada na Formula 1, aproveitou a potência do seu motor Mercedes para fazer algo incrivel, aos olhos da maior parte dos observadores. Uma pole-position, numa equipa que nunca conquistou um ponto na sua história!
"É incrível, nunca esperei conseguir a 'pole-position'. É incrível, é fantástico", afirmou um extasiado Giancarlo Fisichella logo após a sessão. "Estou muito feliz. Tenho de agradecer a toda a equipa, porque eles fizeram um excelente trabalho", acrescentou. Quanto à corrida de amanhã, Fisichella afirmou que está "muito confiante para a corrida mas temos de esperar para ver como tudo vai acontecer". Querem apostar que ele vai reabastecer à quinta volta? Spa é o circuito mais longo do Mundial...
Há outras surpresas na grelha: Jarno Trulli é o segundo a partir, no seu Toyota, e Nick Heidfeld é o terceiro, no seu BMW. Com uma equipa a anunciar a sua retirada, e outra a repensar o seu futuro mais próximo, até convêm mostrar algum serviço na Formula 1. E ambos os pilotos, que estão com uma situação delicada para 2010, este resultado até pode ser um belo cartão de visita."Obviamente que este é um resultado muito importante para a equipa. Dissemos que a BMW queria sair em alta, mas este terceiro posto é ainda mais importante para as pessoas que trabalham em Hinwill. Estamos a trabalhar para garantir que mantemos a equipa e é bom mostrar uma boa performance", afirmou um surpreso Nick Heidfeld.
"É um mistério. Nao fizemos nada ao carro comparado com as últimas corridas e, subitamente, somos competitivos. É fantástico, porque estamos a atravessar um peiodo difícil", começou por referir Jarno Trulli. "Não percebemos porque temos dificuldades por vezes e depois somos competitivos, como aconteceu hoje. Estou muito confiante para amanhã", revelou o italiano.
Mas no meio das surpresas, uma confirmação: Rubens Barrichello é o quarto classificado, e nesta altura do campeonato, provavelmente tornou-se no melhor candidato ao título, principalmente quando o seu rival, e companheiro de equipa Jenson Button, vai apenas partir da 14ª posição da grelha de partida. E os unicos candidatos ao título que entraram na Q3 foram os Red Bull de Sebastien Vettel e Mark Webber, que foram respectivamente oitavo e nono classificados. Lewis Hamilton foi apenas 12º.terça-feira, 28 de julho de 2009
Os possiveis substitutos de Felipe Massa
Com Felipe Massa no hospital, eventualmente por mais uma semana, e afastado do "cockpit" até ao final do ano, começam a surgir as especulações sobre o seu substituto na Ferrari. Os jornais espanhois estão a usar a "tática Cristiano Ronaldo", afirmando insistentemente que o piloto asturiano iria alinhar no carro da Scuderia já em Valencia, aproveitando a suspensão da Renault pela FIA durante uma corrida. Apesar de ser tentador, carece de fundamento.
Outra hipótese referida nestes dias é Michael Schumacher. Retirado desde 2006, o piloto de 40 anos, heptacampeão mundial e que escreveu com a Ferrari algumas das páginas mais douradas da sua história, pode considerar essa hipótese. A sua acessora de imprensa, Sabine Kehm, revelou à BBC que caso a Ferrari o chame, ele pode considerar o regresso:
Outra hipótese é avançada hoje pela Autosport portuguesa: o veterano Giancarlo Fisichella poderá ir correr no cockpit do Cavalino Rampante. Com experiência longa e imediata, seria a solução ideal até ao final do ano, e até seria um encerramento em grande, dado que o piloto já tem 36 anos e vai na sua 14ª temporada. Quanto às obrigações contratuais, essa seria até a parte mais fácil, dado que a Force India ainda deve dinheiro à Ferrari pelo fornecimento dos seus motores. E caso Fisichella aceite, o seu substituto seria eventualmente outro italiano: Vitantonio Liuzzi.sábado, 28 de fevereiro de 2009
Ecos de Silverstone - O novo Force India VJM02
Um pouco inesperadamente, a Force India divulgou esta tarde as imagens oficiais do seu novo monolugar de 2009, o primeiro com motores Mercedes. De uma certa forma, as cores do novo monolugar eram as aque toda a gente esperava, depois de se ter visto o novo calendário da marca, com as cores da bandeira indiana, e os pilotos são os mesmos: o veterano italiano Giancarlo Fisichella e o alemão Adrian Sutil, com o italiano Vittantonio Liuzzi como terceiro piloto.
Esteticamente, o monolugar indiano segue as tendências gerais dos restantes projectos, embora o destaque seja uma asa dianteira muito trabalhada, bem como pelos suportes dos espelhos bastante originais. Mas por debaixo dela é que podem estar as armas com que vão combater ao longo da temporada: motor, KERS e caixa de velocidades, todas provenientes da Mercedes-Benz, uma forma de concretizar a parceria indiano-alemã, assinada no final do ano passado.
E por causa disso e muito mais que Vijay Mallya, o bilionário dono da equipa, acredita que será possível lutar pelos pontos de forma regular, ao contrário do que sucedeu em 2008, em que não alcançaram qualquer ponto: "Do meu ponto de vista, lutar pelas vitórias, talvez só em 2010, mas para 2009 ficaria contente se acabássemos regularmente nos pontos", disse.sexta-feira, 9 de maio de 2008
Formula 1 - Ronda 5, Istambul (Treinos)
Numa altura em que a saída da Super Aguri implicou uma alteração nas qualificações, onde agora são cinco pilotos eliminados em cada uma das primeiras partes, com os habituais dez na última parte, as coisas mantiveram-se um pouco na mesma nos lugares da frente. O Ferrari de Kimi Raikonnen foi o melhor, seguido de Lewis Hamilton, no seu McLaren.
Isso foi um contraste com o que se passou com Mark Webber, que perdeu o controlo do RB4 à saída da curva seis, acabando por embater com violência numa barreira de protecção. Apesar do monolugar ter ficado bastante danificado, especialmente na parte da frente, Webber saiu pelo seu próprio pé. Mais tarde, o piloto australiano assumiu a sua responsabilidade: "A saída de pista foi 100% da minha culpa. Entrei muito por fora, o asfalto estava um pouco húmido e escapei. Errei e peço desculpas à equipa", referiu aos jornalistas.
Heiki Kovalainen já mostrou que está recuperado do acidente, e foi quinto na tabela de tempos, seguido por Robert Kubica, Jarno Trulli, Kazuki Nakajima, Fernando Alonso e Nick Heidfeld. Nelson Piquet Jr. não foi além do 16º tempo, enquanto que Rubens Barrichello, que vai bater o "record" de presenças em Grandes Prémios (só não se sabe quando), não foi para além do 15º tempo, batido por Jenson Button (11º).
Já Giancarlo Fisichella, da Force India, independentemente do lugar que alcançar, terá uma penalização de três lugares na qualificação de amanhã, pois os comissários resolveram castigá-lo por ele ter entrado em pista demasiado cedo, ignorando o sinal vermelho à saída das boxes. Um tiro no próprio pé...

















