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quinta-feira, 26 de julho de 2018

GP Memória - Austria 1998

Duas semanas depois de terem corrido em Silverstone, a Formula 1 estava em Spielberg, nos Alpes austríacos, para o GP da Áustria, numa altura em que Michael Schumacher estava ao ataque, para alcançar os McLaren que tinham começado a dominar o campeonato, mas do qual o alemão conseguiu reduzir a diferença, vencendo três vezes seguidas.

A qualificação foi complicada. Choveu durante boa parte dela, e a pista começou a secar nos minutos finais, altura em que toda a gente foi para o asfalto para fazer o melhor tempo possível. O sortudo acabou por ser Giancarlo Fisichella, que "in extremis", conseguiu fazer a pole-position com o seu Benetton. Jean Alesi partiu ao seu lado, no seu Sauber, quase oito décimos de segundo menos veloz. Mika Hakkinen foi o terceiro, com Michael Schumacher a seu lado. Rubens Barrichello foi o quinto, no seu Stewart, com Mika Salo a seu lado, no Arrows. Heinz-Harld Frentzen (Williams) e Eddie Irvine (Ferrari) partilhavam a quarta fila e a fechar o "top ten" estavam o Jordan de Ralf Schumacher e o Prost de Olivier Panis.

A partida foi agitada. Hakkinen largou bem e ficou com o primeiro lugar na primeira curva, mas atrás houve confusão. Primeiro, foi Panis que ficou sem embraiagem e ficou parado na grelha, e na primeira curva, alguns pilotos envolveram-se, com Tora Takagi a ficar de fora com o seu Tyrrell. Na segunda curva, mais confusão quando os Arrows de Salo e Pedro Diniz se envolveram com o McLaren de David Coulthard, com os carros a terem um fim prematuro, enquanto o escocês ia para as boxes mudar de nariz no seu carro.

O Safety Car teve de entrar para que se pudesse limpar os destroços na pista, e quando voltou à pista, Hakkinen manteve a liderança, com Schumacher atrás. O alemão atacou, mas calculou mal a travagem e saiu de pista, fazendo com que Fisichella e Barrichello o passassem, caindo ele para o quinto posto, Contudo, a sua asa frontal tinha sido danificada e ele teve de ir às boxes para o substituir, caindo muito na classificação. Pouco depois, Schumacher ganhou um lugar quando o piloto da Stewart teve problemas na volta oito e acabou por abandonar.

Oito voltas depois, Frentzen abandonava quando o seu motor pegou fogo, e na volta 21, Fisichella e Alesi colidiam. acabando ambos por desistir. Atrás Schumacher tentava chegar o mais rapidamente possível ao topo, mas quando disputava o quinto posto, o seu irmão Ralf dificultou-lhe a sua vida, fazendo que ele demorasse tempo até o passar.

A partir dali, Schumacher foi atrás de Irvine para o apanhar, e acabou por acontecer devido a dificuldades nos seus travões, que estavam a ser cada vez menos eficazes. Contudo, quando o apanhou, já era complicado apanhar os McLaren, que iam juntos a caminho de uma dobradinha.

E assim foi: Hakkinen e Coulthard acabaram por trazer uma dobradinha à McLaren, com Schumacher a ficar com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Eddie Irvine. Ralf Schumacher foi o quinto e a fechar os pontos ficou o Williams de Jacques Villeneuve.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

GP Memória - Brasil 2003

Duas semanas depois de terem corrido na Malásia, máquinas e pilotos estavam noutro continente, a América do Sul, onde iriam disputar o GP do Brasil, em São Paulo. A Formula 1 estava em festa, pois iria disputar o seu 700º Grande Prémio da sua história, e o campeonato parecia ser competitivo, pois até então tinha tido dois vencedores diferentes, todos da mesma equipa: David Coulthard (Austrália) e Kimi Raikkonen (Malásia), ambos pilotos da McLaren.

A concorrência queria mostrar que também era candidata às vitórias, especialmente a Ferrari, dominadora até então, e a Williams, que acreditava que tinha um bom conjunto de chassis, motor e pilotos.

No final da qualificação, Rubens Barrichello celebrava "em casa" a pole-position, com o McLaren de David Coulthard a seu lado. O mais surpreendente aparecia no terceiro posto, ocupado pelo Jaguar de Mark Webber, que batera o McLaren de Kimi Raikkonen, vencedor na Malásia. Jarno Trulli, no seu Renault, era o quinto e a seguir ficou Ralf Schumacher, na frente do seu irmão Michael. Giancarlo Fisichella era o oitavo no seu Jordan, e a fechar o "top ten" estavam o segundo Williams de Juan Pablo Montoya e o segundo Renault de Fernando Alonso.

No dia da corrida, o tempo estava mau. A chuva tinha sido muita nas horas anteriores à corrida, e na hora da partida, a pista estava ainda muito molhada. Para piorar as coisas, os compósitos da Bridgestone, principalmente os intermédios, não eram adequados para aquele piso, e a organização decidiu que iria começar a corrida atrás do Safety Car.

Enquanto isso acontecia, a pista secava o suficiente para que os pilotos pudessem retomar à corrida como queriam, e alguns aproveitavam para reabastecer, esperando ter de evitar ir de novo às boxes. Um dos que fez isso foi Fisichella, que quando recomeçou, estava na cauda do pelotão.

A pista estava relativamente seca, com uma notória excepção: a curva 3. E iria ser ali que aconteceria muita da ação dessa corrida. Nas primewiras voltas, depois de Barrichello e Coulthard, é Raikkonen que lidera a corrida, até à volta 26, altura em que pára no sentido de se reabastecer. E é nessa mesma altura em que acontece a primeira grande desistência, quando Micharel Schumacher se despista na curva 3 e acaba ali a sua corrida, quase ao lado de Jenson Button, que também tinha desistido devido a despiste.

Coulthard era agora o líder, seguido por Barrichello e Raikkonen. O brasileiro queria apanhar o escocês para vencer a corrida caseira, e apanha-o na volta 45, quando este se reabastece. Mas duas voltas depois, o sistema de combustível do seu Ferrari avaria e vê as chances de vitória se evaporarem. Coulthard voltou a ser o líder, mass na volta 53, vai ter de ir às boxes, dseixando Raikkonen na liderança, com Fisichella atrás de si.

E é nessa altura, no final da volta 55, que Mark Webber perde o controlo do seu Jaguar na curva do Café, acabando por bater no muro de ptoteção. Fernando Alonso, que o seguia, não consegue parar o seu carro e embate fortemente com os destroços espalhados pela pista, obrigando a organização a interromper a corrida com a amostragem da banderia vermelha. É nessa altura em que Fisichella passa Raikkonen para ser o líder... e causa ainda mais confusão. A FIA não sabia dizer se o resultado deveria contar a partir da volta 53 ou 54, e isso determinaria quem iria subir ao pódio. No final, determinou que Raikkonen iria subir ao pódio, seguido por Fisichella. Alonso nem sequer estaria presente: tinha sido levado para o hospital por causa das lesões sofridas no embate.

Apenas uma semana depois é que se saberia a verdade: quando aconteceu o acidente, Fisichella tinha começado a volta 56 na frente da corrida, o suficiente para ser declarado o vencedor. Iria ser a quinta - e última - vitória da Jordan na Formula 1, e ele parou bem a tempo: quando estacionou o carro, este tinha começado a pegar fogo! Os troféus foram depois trocados em Imola, no fim de semana seguinte.

Nos restantes lugares pontuáveis, ficaram o McLaren de David Coulthard, o Sauber de Heinz-Harald Frentzen, o BAR-Honda de Jacques Villeneuve, o Williams-BMW de Ralf Schumacher e o Renault de Jarno Trulli.  

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

GP Memoria - China 2005

Uma semana após Kimi Raikkonen ter feito a ultrapassagem do ano em Suzuka, para vencer a corrida japonesa, máquinas e pilotos tinham chegado a Xangai para participar na última corrida do ano, onde a Formula 1 iria fazer as últimas despedidas a muita coisa. Primeiro, a Jordan e a Minardi fariam aqui as suas últimas corridas, depois de serem adquiridas respectivamente, pela Midland, de Colin Kolles, e pela Red Bull, que iria rebatizar de Toro Rosso.

Num ambiente totalmente descontraído, Fernando Alonso, o novo campeão do mundo, quis fazer uma despedida digna desse nome ao fazer a pole-position, na frente do seu companheiro de equipa, Giancarlo Fisichella, dando à Renault o monopólio da primeira fila. Kimi Raikkonen fica com o terceiro posto, na frente do BAR-Honda de Jenson Button, enquanto que na terceira fila estavam o segundo McLaren-Mercedes de Juan Pablo Montoya e o Ferrari de Michael Schumacher. David Coulthard largava do sétimo posto no seu Red Bull, na frente do segundo Ferrari de Rubens Barrichello. A fechar o "top ten" ficava o Toyota de Ralf Schumacher e o Williams de Mark Webber, na última vez em que a equipa tinha os motores BMW.

No dia da corrida, a agitação começou logo na volta de aquecimento, quando Christijan Albers toca no Ferrari de Michael Schumacher, e ambos tem de ir às boxes para recomeçar das boxes. A mesma coisa acontece a Narian Kathikeyan, que tem problemas no seu Jordan e também começa das boxes. Na partida, Alonso vai para a frente, e não será incomodado... até à bandeira de xadrez. Atrás, Fisichella fica com o segundo lugar, assediado pelos McLaren de Raikkonen e Montoya, mas o colombiano tem a sua corrida estragada quando atinge... a tampa de um esgoto na berma da pista, que estraga o seu carro e obriga o Safety Car a entrar na pista pela primeira vez.

O momento foi aproveitado para que se fizesse o primeiro reabastecimento (ao mesmo tempo que Michael Schumacher se despistava na volta 20), mas Alonso não perdeu tempo, nem a liderança. O Safety Car entrou nas boxes pouco depois, mas na volta 28, voltou a sair para a pista quanto Kathikeyan perdeu o controlo do seu carro na reta maior do circuito, destruindo o seu carro, mas a sair ileso do acidente.

Entretanto, Giancarlo Fisichella cometeu uma irregularidade obstrução - do qual os comissários de pista decidiram penalizá-lo num "stop and go" que o faz perder o segundo posto para Raikkonen. O italiano tentou recuperar, mas o melhor que conseguiu foi ficar no quarto posto, na traseira de Ralf Schumacher. 

No final, Feranando Alonso conseguiu a sua sétima vitória do ano, na frente de Kimi Raikkonen e Ralf Schumacher, que conseguia aqui o seu segundo pódio do ano. Giancarlo Fisichella era o quarto, na frente do Red Bull de Christian Klien, do Sauber de Felipe Massa, do Williams de Mark Webber e do BAR-Honda de Jenson Button.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A imagem do dia

Kimi Raikkonen prepara-se para ultrapassar Giancarlo Fisichella na entrada da última volta do GP do Japão de 2005. Faz hoje dez anos desde que aconteceu um dos Grandes Prémios mais emocionantes da década passada. Uma corrida onde uma grande ultrapassagem foi superada por uma ultrapassagem ainda melhor, à frente de toda a gente, na reta principal.

Raikkonen teve uma qualificação desastrosa à chuva, ao partir da 17ª posição, e a McLaren achou por bem que deveria fazer uma corrida ao ataque, andando o mais pesado possível, para parar o mais tarde possivel, andando sempre de pé a fundo, para no final ficar o mais alto possível. O resultado final foi que Kimi se tornou no quinto piloto a vencer no lugar mais a fundo da grelha, sendo apenas superado por Rubens Barrichello, no famoso GP da Alemanha de 2000, pelo americano Bill Vukovich, nas 500 Milhas de Indianápolis de 1955, e pelas duas vitórias de John Watson, nos GP's de Detroit, em 1982, e em Long Beach, em 1983. Mesmo Michael Schumacher, Fernando Alonso ou Jenson Button, tiveram as suas vitórias épicas de lugares mais adiante na grelha de partida.

A corrida japonesa demonstrou também quem tem estofo de vencer. Kimi foi aguerrido e demonstrou isso, estando sempre ao ataque. Provavelmente, o seu companheiro de equipa, Juan Pablo Montoya, deveria ter essa mesma tática, se não tivesse desistido na primeira volta por causa de um toque com Jacques Villeneuve.

No final, o lugar mais alto do pódio foi a recompensa da sua atitude de nunca baixar os braços, e isso é daquela coisa que conquista o adepto comum. E Kimi, ao longo da sua longa carreira, já mostrou que não é o piloto dito "comum". E bem antes dos comunicados na rádio e dos gelados malaios, provou que era um piloto bem veloz.

GP Memória - Japão 2005

Com o assunto do campeonato encerrado no Brasil a favor de Fernando Alonso, era altura de cumprir o calendário com as corridas que faltavam, neste caso as duas últimas rondas asiáticas, no Japão e da China. E a primeira corrida era em Suzuka, numa altura em que o pelotão da Formula 1 estava a viver um ambiente bem mais descontraído do que o habitual.

Contudo, a McLaren, apesar de ter perdido o título de pilotos, ainda queria ter o título de Construtores, que estava em luta directa com a Renault, e tinha Juan Pablo Montoya e Kimi Raikkonen a dar o seu melhor para alcançar a melhor classificação possível, enquanto que na Renault, iria dar uma chance a Giancarlo Fisichella para brilhar um pouco. 

Mas no final de uma qualificação à chuva, as coisas foram um pouco diferentes, pois Ralf Schumacher foi o melhor no seu Toyota, conseguindo a segunda pole-position do ano para a marca japonesa. Jenson Button, no seu BAR-Honda, largava ao seu lado, enquanto que Giancarlo Fisichella era o terceiro, no seu Renault. ao lado de um surpreendente Christian Klien, no seu Red Bull. Takuma Sato era o quinto, tendo David Coulthard logo atrás, no segundo Red Bull. Mark Webber era o sétimo, no seu Williams-BMW, na frente do Sauber de Jacques Villeneuve.

Os brasileiros Rubens Barrichello e Felipe Massa fechavam o "top ten", enquanto que atrás, Fernando Alonso tinha uma má qualificação e largava do 14º posto, mas na frente dos McLaren de Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya, que tinha, sido apenas 17º e 18º na grelha, e largariam na frente do segundo Toyota de Jarno Trulli e do Jordan de Tiago Monteiro, que não tinham marcado qualquer tempo.

A corrida começou com Schumacher a aguentar a liderança, com Fisichella a ficar logo com o segundo posto, seguido de Button. Atrás, Sato atrasa-se e toca em Barrichello, com ambos a sair de pista, embora tenham acabado por retomar no fundo da tabela. Contudo, no final da primeira volta, Montoya sofre um toque na zona da chicane por parte do Sauber de Villeneuve (que mais tarde seria penalizado em 25 segundos) e sai de pista em zona perigosa, obrigando a saída do Safety Car.

A corrida seria retomada algumas voltas depois, com Schumacher a aguentar Fisichella, enquanto que atrás, Raikkonen e Alonso começavam a recuperar posições, chegando ao ponto do espanhol entrar um curioso duelo com Klien, que o ultrapassou depois uma travagem demasiado otimista na chicane. O piloto da Renault deixou-o ultrapassar, para depois aproveitar o "slipestream" para voltar a passar, mas os comissários de pista intervieram para que ele... devolvesse de novo a posição ao piloto da Red Bull! Alonso acedeu, mas com isto tudo, Raikkonen aproximou-se dos dois.

Quando por fim se libertou do austríaco, Alonso aproximou-se de Michael Schumacher para o poder ultrapassar, o que fez numa das mais temidas curvas do circuito, a 130R. A ultrapassagem foi ousada e muitos aplaudiram o feito. Só que essa não seria a última da corrida...

Ralf Schumacher foi o primeiro a parar para reabastecer, caindo para o oitavo posto e deixando Fisichella na liderança, segurando Button e Webber, com Alonso a apanhar destes três, pois tinha atrás de si Schumacher e Raikkonen, que também estavam em recuperação. Após os três pararem para reabastecer, Raikkonen estava bem melhor e dedicou-se em aproximar-se da liderança. A meio da corrida, Fisichella tinha feito uma corrida perfeita e já tinha um avanço suficiente para quase ser declarado campeão, mas Raikkonen não abrandava o seu ritmo.

Quando Button e Webber reabasteceram, Raikkonen - que não iria parar até ao fim - já estava na frente de Alonso e tinha o caminho livre para apanhar Fisichella. Uma série de voltas mais rápidas o aproximou até que a duas voltas do fim, ele já estava na traseira do italiano. Raikkonen tentou passar na reta, mas ele "fechou a porta". A próxima tentativa foi no inicio da última volta, no mesmo lugar... e ele conseguiu alcançar a liderança, naquele que provavelmente foi a melhor ultrapassagem da década.

No final, uma multidão em delirio celebrava a vitória de Raikkonen, com Fisichella e Alonso ao seu lado no pódio. Nos restantes lugares pontuaveis ficaram o Williams de Mark Webber, o Red Bull de David Coulthard, o Ferrari de Michael Schumacher e o Toyota de Ralf Schumacher. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

GP Memória - Alemanha 1997

Quinze dias depois de Silverstone, máquinas e pilotos estavam de volta à competição na pista alemã de Hockenheim, palco do GP da Alemanha. A grande novidade no pelotão era o regresso de Gerhard Berger à Benetton, após três corridas de ausência, devido a uma operação ao septo nasal, para curar a sua sinusite, que para piorar as coisas, nesse período, viu morrer o seu pai, vítima de um acidente de aviação na sua Austria natal.

O regresso do divertido e veterano Berger tinha sido profusamente saudado no "paddock", mas todos mal sabiam que aquilo iria ser o principio de um fim de semana de sonho para o austriaco. A começar, ele fazia a pole-position no seu Benetton, apenas 22 centésimos mais veloz do que Giancarlo Fisichella, no seu Jordan. Mika Hakkinen, no seu McLaren-Mercedes, era o terceiro, seguido por Michael Schumacher. Heinz-Harald Frentzen era o quinto, no seu Williams, na frente do segundo Benetton de Jean Alesi. Ralf Schumacher, no segundo Jordan, era o sétimo, seguido pelo segundo McLaren de David Coulthard. E a fechar o "top ten", Jacques Villeneuve, que feito uma má qualificação, e o segundo Ferrari de Eddie Irvine.

A corrida começou com Berger a disparar para a frente, com Fisichella a tentar aguentar os avanços de Schumacher e Hakkinen. Atrás, Frentzen e Irvine colidiam e arrastaram-se pelas boxes, acabando ambos por abandonar. Metros depois, a transmissão do McLaren de David Coulthard quebrou-se, levando-o a despistar-se e a abandonar também a corrida.

Nas voltas seguintes, Berger afastava-se de Fisichella, enquanto que este aguentava Schumacher. As coisas não iriam mudar muito até que ao primeiro reabastecimento, quando Berger parou e caiu para o terceiro lugar, atrás de Fisichella e Hakkinen. Quando voltou, passou facilmente o finlandês e foi atrás do italiano, que só pararia a meio da corrida para o seu unico reabastecimento. Voltaria em segundo e disposto a apanhar Berger.

Na frente, o austríaco controlava as operações com o seu Benetton, esperando que os eventos do ano anterior não se repetissem. Na volta 27, o motor Ford do Stewart tripulado pelo dinamarquês Jan Magnussen explode perto da zona do Estádio e isso irá ter um papel crucial no desfecho da corrida algumas voltas depois. Entretanto, na volta 33, Villeneuve desiste devido a despiste na primeira chicane, quando tentava ultrapassar o Prost de Jarno Trulli.

A onze voltas do fim, Berger para pela segunda vez, deixando Fisichella na liderança. Mas esta dura apenas duas voltas, pois Berger passou-o rapidamente. O italiano tentou acompanhar o austriaco, mas quando o Jordan passa pelos destroços, na volta 40, uma das peças do motor de Magnussen fura o pneu traseiro esquerdo, levando depois a danificar o radiador. Apesar de ter ido às boxes, acaba por parar no meio da pista, acabando ali uma excelente corrida da parte do italiano.

Quando chegaram à meta, Gerhard Berger comemorava o seu regresso com uma vitória irrepreensível, seguido pelo Ferrari de Michael Schumacher e o McLaren de Mika Hakkinen. Nos restantes lugares pontuáveis ficava o Prost de Jarno Trulli - os seus primeiros pontos na Formula 1 - o Jordan de Ralf Schumacher e o segundo Benetton de Jean Alesi.

No final, era um jubilante Gerhard Berger comemorava a sua vitória, fazendo com que se completasse o círculo. É que pouco depois, iria anunciar a sua retirada da competição, e aquela iria ser a sua última vitória na Formula 1, quase onze anos depois da sua primeira vitória pela Benetton. E também iria ser a última vitória da equipa até à sua absorção pela Renault, em 2002.

sábado, 12 de setembro de 2009

Formula 1 - Ronda 13, Monza (Qualificação)

Foi uma sessão que estava prestes a ser surpreendente de novo. Digo isto não por causa do facto de Lewis Hamilton ter conseguido pela terceira vez este ano a pole-position, mas sim o homem que teve de bater para conseguir alcançar este feito: o Force India de Adrian Sutil. Um carro com KERS, como normalmente é o McLaren, teve de usar toda a sua potência para conseguir bater um carro sem ela, que era o do Sutil, que por muito pouco não repetia a gracinha de Spa-Francochamps, com Giancarlo Fisichella. E quando vês o lugar em que ficou o piloto italiano no seu novo bólido (14º na grelha), pergunta-se: será que fez bem em mudar-se? Eu digo que sim, porque fez melhor que poderia ter feito Luca Badoer, e adaptar-se em poucos dias, com as restrições existentes, a um carro com KERS, é um feito apenas ao alcance de muito poucos.

Contudo, o seu substituto, Vitantonio Liuzzi, que esteve ano e meio fora de um carro de Formula 1, foi sétimo, a primeira vez que dois Force India passaram à Q3...



Um coisa interessante ficou nesta qualificação: dos sete primeiros da grelha, seis eram todos Mercedes. A unica excepção foi Kimi Raikonnen que, no seu Ferrari, conseguiu ser o terceiro na grelha de partida. Heikki Kovalainen foi quarto, no seu McLaren, enquanto que Rubens Barrichello e Jenson Button monopolizaram a terceira fila da grelha de partida, com o brasileiro, mais uma vez, a levar a melhor que o britânico, actual lider do campeonato. Os três últimos do "top ten" tinham todos motores Renault: Fernando Alonso e os Red Bull de Sebastien Vettel e Mark Webber.


O resto não era nada que estaria à espera, embora diga que as posições alcançadas pelos BMW Sauber foram mais devidas aos problemas que Nick Heidfeld e Robert Kubica sofreram com os seus bólidos, que lhes impediram de lutar por, por exemplo, de chegar mais adiante na Q3. No final, numa pista onde a velocidade é rei, os mais potentes tiveram o seu dia. E amanhã, caso nada de anormal aconteça, o dia pode ser alemão, na casa da Ferrari. Veremos!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Videos do Mantovani - GP da Belgica




Não é que a boleia (carona) do Giancarlo Fisichella ao Kimi Raikonnen resultou mesmo? A partir de Monza vai estar ao volante do triciclo que era do Luca Badoer...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana dá o devido destaque aos feitos de pilotos portugueses lá fora. Neste caso, o campeonato mundial de Armindo Araujo, na categoria de Produção, tem o devido destaque. "Armindo Campeão do Mundo!" é o simples título da capa do Autosport desta semana, com os seguintes subtitulos, mais gerais sobre o Rali Australia: "Português alcança título com quarto lugar na Austrália" "Que futuro para o campeão português?" e "Penalização de Löeb dá vitória a Hirvonen".




Nas outras partes, existem três pequenos destaques. A primeira fala sobre moto GP e a vitória de Valentino Rossi em San Marino - "Rossi tira as 'orelhas de burro' em San Marino" -, uma antevisão do GP de Itália em Monza e a estreia de Giancarlo Fisichella pela Ferrari - "Será que Fisichella poderá brilhar em Monza?" - e a vitória de Alvaro Parente no Estoril, pela Superleague Formula: "Parente, o novo 'artilheiro' do Porto". Eis os destaques da revista na edição desta semana.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

"Estou no Paraíso" - Parte II

De facto, há imagens que valem MESMO por mil palavras. Demorou, mas Giancarlo Fisichella concretizou o seu sonho de correr na Ferrari.


E agora? Será que vai suceder a Ludovico Scarfiotti como o italiano ferrarista a vencer em Monza? Já passaram 43 anos sobre o feito...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fisichella declara: "Estou no Paraíso"

Depois da Ferrari ter comunicado a entrada de Giancarlo Fisichella como piloto oficial da Ferrari até ao final da época, para além de ficar em 2010 como piloto de testes da marca, o piloto romano referiu, em declarações no site oficial da Ferrari, que se sente agora no Paraíso.


"É um sonho que se torna realidade, ainda não consigo acreditar que nos últimos dias realizei a pole em Spa, fui segundo na corrida e dias depois sou confirmado na Ferrari até ao final da época. Estou no sétimo céu, e quero agradecer à Ferrari e ao seu Presidente Luca di Montezemolo. Darei o meu melhor para corresponder a esta grande oportunidade que me é dada. Sei que não vai ser fácil, mas darei tudo o que tenho para alcançar os melhores resultados possíveis.", referiu.


Fisichella, actualmente com 36 anos, é um dos pilotos mais veteranos da actual Formula 1. Correndo desde 1996, passou pela Minardi, Jordan (duas vezes), Benetton, Sauber, Renault e Force India, correndo 229 Grandes Prémios no total, vencendo por três vezes, fazendo quatro pole-positions (a última das quais no passado Domingo) e tem duas voltas mais rápidas, obetendo no total 275 pontos. a sua melhor classificação de sempre foi um quarto lugar na temporada de 2006, ao serviço da Renault, onde venceu na segunda prova desse ano, o GP da Malásia, que também é a sua última vitória na categoria máxima do automobilismo.

A 5ª coluna desta semana já está no ar!

Como acontece todas as Quintas-feiras, já está no ar no sitio português SCN a 5ª coluna, que analisa os acontecimentos do fim de semana competitivo, bem como os "casos" do momento. A pole-position do "tapete voador", a primeira vitória de Kimi Raikonnen este ano, o "Renaultgate" e a busca por um piloto para se sentar ao lado de Raikonnen na Ferrari (lembrem-se, isto foi escrito antes do anuncio oficial desta tarde), bem como a vitória de Alvaro Parente na GP2, tudo isso está opinado e dissecado por este vosso escriba. Portanto, sigam o link e opinem por lá!

Noticias: Ferrari anuncia Fisichella para o segundo carro

Está confirnado: a Ferrari anunciou esta tarde que o veterano Giancarlo Fisichella irá substituir Luca Badoer no volante do segundo Ferrari até ao final do campeonato de 2009, enquanto que o seu lugar na Force India será preenchido pelo seu compatriota Vitantonio Liuzzi.

"O Giancarlo e a sua assessoria vieram conversar comigo, e eu compreendo que para um italiano, um lugar na Ferrari é muito apetecível, e o Giancarlo não é excepção. Para além disso, este acordo assegura o futuro do Giancarlo com a Ferrari, e seria incorrecto da nossa parte não ceder, especialmente depois do fantástico contributo que ele nos deu este ano.", referiu Vijay Mallya, dono da Force India.


Fisichella irá substituir o seu compatriota Badoer, que nas duas últimas corridas demonstrou, no minimo, que o seu afastamento tinha sido demasiado prejudicial ao seu ritmo competitivo, e que manchava o prestigio da marca do Cavalino Rampante. Mas o veterano italiano de 35 anos, que surpreendeu meio mundo no passado fim de semana ao fazer a "pole-position" do GP da Belgica com o Force India-Mercedes, vai substituir acima de tudo o brasileiro Felipe Massa, acidentado na qualificação do GP da Hungria, e que só regressará à competição em 2010.


Para além disso, outro factor a ter em conta para este desfecho é que a Force India deve cerca de 4 milhões de euros à Ferrari pela quebra unilateral do acordo de fornecimento de motores, no final do ano passado. Liuzzi vai ser, em principio, o piloto que substituirá Fisichella em Monza, mas como a equipa necessita de dinheiro, pode ser que até ao final do ano eles pretendam um piloto vindo da GP2, de perferência com uma mala cheia de dinheiro. Vitaly Petrov ou Pastor Maldonado seriam bons exemplos...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Noticias: Massa só corre em 2010, Ferrari pode anunciar outro piloto amanhã

Depois do GP da Belgica, restam agora duas semanas até Monza, altura do GP de Itália, e com todo o tipo de noticias, especulações e tudo o mais sobre a temporada de 2010, tendo como "centro de gravidade" a Ferrari. Como Luca Badoer foi um mau substituto de Felipe Massa, ele será brevemente substituido. E Monza também poderá ser o lugar onde se anunciará a dupla para 2010.

Ontem aconteceu mais um episódio dessa saga, com Felipe Massa a deslocar-se para Miami e fazer os exames médicos que determinaram se estaria apto a regressar à competição. Os exames, feitos pelo professor Steve Olvey, responsável pela Unidade Intensiva de Neurociência do Jackson Memorial Hospital, tiveram resultado positivo, e terá de fazer uma cirugia plástica nos próximos dias para reconstruir a área afectada pelo impacto. Quanto a qualquer regresso, este acontecerá somente em 2010.


"Estou muito contente com o êxito dos exames", afirmou o piloto brasileiro ao site da Ferrari, pouco antes de regressar a São Paulo. "Depois da pequena cirurgia que farei nos próximos dias poderei finalmente começar a fazer um pouco de exercícios para voltar à forma e, sucessivamente, começar a andar um pouco de kart. Na pista com um Formula 1? Vamos dar um passo por vez: no momento estou concentrado somente na retomada das atividades físicas, o que já é um grande passo avante.", concluiu.

Com isto, a Ferrari irá anunciar novidades para Monza até ao final da semana. As especulações são imensas, e dois pilotos estão na berlinda: o veterano italiano Giancarlo Fisichella e o polaco Robert Kubica. O primeiro é falado desde o fim de semana de Hungaroring, antes da casa de Maranello confirmar Badoer para as rondas de Valencia e Spa-Francochamps, e o segundo apareceu agora nesta semana, sendo essa hipótese hoje reforçada com a noticia da Gazzetta dello Sport. Francamente, este tipo de noticias é sinal de como anda o "paddock": enlouqueceram todos!

Mas uma coisa é certa: se a Ferrari queria estar nas bocas do mundo nestes 15 dias até Monza,está a conseguir!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O rescaldo de Spa-Francochamps

O dia seguinte de Spa-Francochamps está a ser muito movimentado, sem dúvida. Não só porque estamos a pouco mais de duas semanas de Monza, local onde alegadamente a Ferrari anunciará a dupla de pilotos para 2010, mais ainda se desconhece a aptidão de Felipe Massa, as águas andam um pouco agitadas nos lados de Maranello. Para além disso, a aposta de Luca de Montezemolo em Badoer está a ser encarada como um enorme "flop", logo em Monza poderemos ter outro piloto no lugar do veterano piloto italiano.

Quem será? Fernando Alonso? O jornal "El Pais" anuncia hoje que ele não correrá pela Scuderia em Monza, apesar do italiano "La Reppublica" anunciar, também hoje... o contrário. De facto, os bastidores parece que foram tomados por rumores, qual deles o mais delirante. Tâo delirante que a semana passada, a Ferrari elaborou um comunicado enunciando todos os pilotos que "se ofereceram" ou foram dados como "certos" na Scuderia: desde Fernando Alonso até ao francês Julien Bianchi, o actual lider da Formula 3 Euroseries, passando por David Coulthard e Anthony Davidson. De facto, o disparate está em alta!

Mas para sermos mais realistas, o subsituto de Luca Badoer poderá ser... outro italiano. Giancarlo Fisichella, depois da sua performance em Spa-Francochamps, é um nome em alta, e apesar do proprietário da Force India, Vijay Mallya, ter negado qualquer contacto, o seu director comercial, Ian Philips, disse à BBC que aguarda por um contacto: "Estamos à espera do pedido, que deverá ser feito dentro das próximas 24 horas. Até agora ninguém nos contactou, mas estou certo de que alguém vai ligar a Vijay Mallya e pedir o 'empréstimo' para a Ferrari." Caso isto aconteça, o substituto de Fisichella deve ser o piloto de testes Vitantonio Liuzzi.

Mas não é só na Ferrari que as coisas andam em polvorosa. A Red Bull também anda em sarilhos, mas aí é devido aos motores e a sua facilidade em rebentá-los. Depois de terem ganho duas corridas seguidas, em Silverstone e Nurburgring, tudo indicava que eles seriam a grande ameaça ao dominio da Brawn GP. Contudo, as últimas corridas não viram só a ascensão da McLaren e da Ferrari, como também viram os problemas de Sebastien Vettel e Mark Webber com os propulsores da marca do losanglo. Com a limitação dos motores esta temporada, ambos os pilotos tem apenas mais um motor até Abu Dhabi! Isto se não quiserem perder dez lugares na grelha de partida...

Entretanto, o incidente da primeira volta fez com que todos apontassem Romain Grosjean como o seu causador. Jenson Button (que andou mal durante todo o fim de semana, e isso repercutiu-se no seu estado de alma, ao responder mal numa conferência de imprensa) ficou incrédulo ao saber que o piloto francês da Renault culpou o actual lider do campeonato pelo acidente em Les Combes. "Não posso acreditar que ele está culpando a mim mas, para ser honesto, não me importo. Não é importante. O que importa é que não marquei pontos", começou por dizer Button., para logo a seguir atacar o novato francês: "É realmente muito frustrante para todos, mas grande parte deles nem está brigando pelo título e eu estou", disse.

Lewis Hamilton, o actual campeão do mundo, e Jaime Alguersuari, que também foram eliminados nesse incidente, concordaram com Button, dizendo que Grosjean foi "muito agressivo". "Se você dirige desta maneira, não vai terminar a corrida", disse o piloto da Toro Rosso ao jornal "Motor und Sport". A agressividade do piloto francês, que tinha sido evidente na GP2, e que lhe valeu a inimizade de alguns pilotos, está agora a ser sentida na Formula 1...

domingo, 30 de agosto de 2009

Formula 1 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Corrida)

Spa-Francochamps é um clássico. Existente desde 1921, em 1944 viu ali uma das últimas batalhas da II Guerra Mundial, a Batalha do Bulge, com cercos em Bastogne e massacres em Malmedy. Depois da Guerra, viu outras batalhas, outros duelos pela sobrevivência. Na maior parte eram em sentido figurado, noutros, a coisa foi bem real, como o que aconteceu na edição de 1960. Um dia desses conto essa história… Em 1970, máquinas e pilotos correram pela última vez no velho circuito de 14 km, para este ser profundamente remodelado. Quando a Formula 1 regressou 13 anos depois, para correr na sua configuração actual, reduzido a sete quilómetros de extensão, continuava a ser desafiador para pilotos e máquinas, ajudada pelo imprevisivel boletim meteolófico das Ardenas...


Mas aqui neste fim-de-semana, ouvi muitas pessoas a dizer que “o fim do Mundo tinha chegado” quando viram Giancarlo Fisichella na pole-position, numa Force Índia que em duas temporadas na competição, nunca tinha sequer pontuado. A minha resposta a essas declarações algo histéricas é esta: o tão propalado “fim do mundo” já aconteceu em Março, quando os Brawn GP dominaram em Melbourne…


A corrida de hoje tinha todos os ingredientes de ser interessante. Longe do tempo ser um factor decisivo nesta corrida, o circuito de Spa-Francochamps tem um troço interessante, aquele que vai do gancho de La Source até Les Combes. Tem pouco mais de dois quilómetros e meio e passa pelo famoso troço de Eau Rouge e do Radillon, passando pela recta Kemmel, antes de chegar a Les Combes, onde abandona o circuito antigo e passa para o novo. Contudo, nunca julguei que nesses dois quilómetros e pouco mais se decidisse uma corrida, ainda mais se for na primeira volta. Mas foi o que aconteceu: depois de uma partida onde o homem melhor colocado nos da frente, Rubens Barrichello, atrasou-se perante a concorrência, numa partida catastrófica. Contudo, esse azar de Barrichello foi a sua sorte, pois safou-se dos toques que aconteciam à sua frente, primeiro em La Source, e mais tarde em Les Combes. E nesse sitio assistiu-se tudo: Jenson Button, que passava Heiki Kovalainen, foi tocado por Romain Grosjean, que por sua vez foi tocado por Lewis Hamilton e Jaime Alguersuari. Todos acabaram ali a sua corrida, e o Safety Car entrou em acção.


Nas cinco voltas que se seguiram, podíamos ver o rescaldo: O “bodo aos pobres” mostrava os Red Bull mais ou menos a meio da tabela, com Barrichello e Trulli nas boxes, só havia Kimi Raikonnen a desafiar abertamente o Force Índia de Fisichella. Quando o SC recolheu ao seu devido lugar, Raikonnen precisou apenas de chegar à entrada da recta Kemmel para alcançar a liderança. E passou por fora!


A corrida em termos de primeiros lugares ficou um pouco arrefecida, mas logo atrás tínhamos lutas próprias, como a recuperação de Barrichello e os Red Bull. Contudo, na primeira passagem pelas boxes, na mesma volta que Raikonnen e Fisichella paravam, Webber e Heidfeld também paravam, e na saída quase provocavam uma colisão. Resultado: o australiano foi obrigado a um “drive through” e perdeu tempo. Essa passagem mostrou que a Force Índia e a Ferrari tinham a mesma estratégia, e para melhorar as coisas, não só Físico não de deslocava do finlandês, como para piorar as coisas para o lado da casa de Maranello, Fisichella era por vezes um pouco mais rápido que Raikonnen! O KERS não deveria funcionar ao contrário?


Atrás dele, vinha Fernando Alonso, no Renault sobrevivente, que vinha com uma estratégia de uma só paragem, parando apenas na volta 24. Mas quando para… a estratégia vai abaixo, com a avaria da pistola de troca de pneus, nomeadamente a frente esquerda. Mas isso tinha uma explicação: na primeira curva da corrida, em La Source, um dos carros tinha tocado nessa roda, entortando-a. E quando viram esses estragos, a equipa não quis arriscar mais Budapestes, pedindo ao piloto espanhol para encostar definitivamente às boxes. E Flávio Briatore fazia as malas para embarcar no seu jacto privado, rumo para casa…


A corrida também demonstrava algo interessante: o Toyota, que tinha tudo feito para vencer hoje, graças a Jarno Trulli, ficara prejudicado com as confusões da largada, e quem era o grande beneficiado era a (futuramente retirada) BMW Sauber, que colocava Robert Kubica na terceira posição e Nick Heidfeld na quinta. Para uma equipa que vai abandonar a Formula 1 no final da época, estava a ser um belo “canto do cisne”.


E as voltas finais assistiam a um duelo à distância: Fisichella contra Raikonnen. As diferenças eram mínimas, com Vettel na terceira posição, tentando apanhar os dois primeiros. Mais atrás, um pequeno drama: Barrichello, lutando pela sexta posição no seu Brawn com Kovalainen, deitava fumo pelo motor. Julgava-se que não chegaria ao fim, mas a sua veterania veio ao de cima e conseguiu obter dois pontos, importantes para o seu campeonato, e uma pequena recompensa pela má partida.


E quando a bandeira de xadrez foi mostrada, a Formula 1 via o seu sexto vencedor do ano, a primeira vitória da Ferrari e a segunda vitória de um carro com KERS em 2009. Com um extasiado Fisichella a seu lado, nos primeiros pontos e primeiro pódio de sempre da Force India (que numa das suas encarnações fora Jordan, e esta dava-se muito bem em Spa-Francochamps!) e um Sebastien Vettel que recuperava o terceiro lugar da classificação, era mais uma demonstração de que neste campeonato, cada vez mais convenço que o vencedor desta temporada só será conhecido no final da tarde do 1º de Novembro, em Abu Dhabi… Mas até lá temos de passar por outro clássico: Monza!

sábado, 29 de agosto de 2009

Formula 1 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Qualificação)

Em 2009, a temporada de Formula 1 está completamente imprevisível, com a hierarquia totalmente virada ao contrário. E a melhor prova disso é o facto da Brawn GP, a ex-Honda, liderar os campeonatos de pilotos e construtores, graças a Jenson Button e Rubens Barrichello, dois pilotos (principalmente o brasileiro) dados por acabados por muitos do panditas que andam por aí. Button, e agora Barrichello, estão a aprovar que com um excelente carro nas mãos, também podem ser vencedores. E Ross Brawn provou que era um génio, ao usar brilhantemente a interpretação dos novos regulamentos para este ano, especialmente no capítulo dos difusores.


Ao longo desta temporada vimos duas situações distintas: na primeira parte, o domínio dos Brawn GP, contrariados somente pela Red Bull. Mas a segunda parte da temporada começa com o ressuscitar da McLaren, graças ao KERS, os fogachos da Renault e Ferrari (apesar do acidente de Felipe Massa na Hungria) agora, em Spa-Francochamps, provavelmente o circuito mais imprevisível do calendário deste ano (depois do sr. Bernie Ecclestone ter-nos tirado Montreal), tivemos a mais recente surpresa: um Force Índia na pole-position!

É verdade, a Formula 1 desta temporada é como a vida segundo Forrest Gump: uma caixa de chocolates, pois nunca saberemos o que vem lá dentro. A qualificação nem foi em molhado, mas sim em tempo seco, e eventualmente com o depósito no limite, o piloto Giancarlo Fisichella, um veterano na sua 14ª temporada na Formula 1, aproveitou a potência do seu motor Mercedes para fazer algo incrivel, aos olhos da maior parte dos observadores. Uma pole-position, numa equipa que nunca conquistou um ponto na sua história!

"É incrível, nunca esperei conseguir a 'pole-position'. É incrível, é fantástico", afirmou um extasiado Giancarlo Fisichella logo após a sessão. "Estou muito feliz. Tenho de agradecer a toda a equipa, porque eles fizeram um excelente trabalho", acrescentou. Quanto à corrida de amanhã, Fisichella afirmou que está "muito confiante para a corrida mas temos de esperar para ver como tudo vai acontecer". Querem apostar que ele vai reabastecer à quinta volta? Spa é o circuito mais longo do Mundial...


Há outras surpresas na grelha: Jarno Trulli é o segundo a partir, no seu Toyota, e Nick Heidfeld é o terceiro, no seu BMW. Com uma equipa a anunciar a sua retirada, e outra a repensar o seu futuro mais próximo, até convêm mostrar algum serviço na Formula 1. E ambos os pilotos, que estão com uma situação delicada para 2010, este resultado até pode ser um belo cartão de visita.

"Obviamente que este é um resultado muito importante para a equipa. Dissemos que a BMW queria sair em alta, mas este terceiro posto é ainda mais importante para as pessoas que trabalham em Hinwill. Estamos a trabalhar para garantir que mantemos a equipa e é bom mostrar uma boa performance", afirmou um surpreso Nick Heidfeld.


"É um mistério. Nao fizemos nada ao carro comparado com as últimas corridas e, subitamente, somos competitivos. É fantástico, porque estamos a atravessar um peiodo difícil", começou por referir Jarno Trulli. "Não percebemos porque temos dificuldades por vezes e depois somos competitivos, como aconteceu hoje. Estou muito confiante para amanhã", revelou o italiano.

Mas no meio das surpresas, uma confirmação: Rubens Barrichello é o quarto classificado, e nesta altura do campeonato, provavelmente tornou-se no melhor candidato ao título, principalmente quando o seu rival, e companheiro de equipa Jenson Button, vai apenas partir da 14ª posição da grelha de partida. E os unicos candidatos ao título que entraram na Q3 foram os Red Bull de Sebastien Vettel e Mark Webber, que foram respectivamente oitavo e nono classificados. Lewis Hamilton foi apenas 12º.

E os Ferrari? Kimi Raikonnen parte do sexto posto, atrás de Robert Kubica no seu segundo BMW. E Luca Badoer? Bom... já fez melhor, sem dúvida, mas vai partir do último posto. É definitivamente o mundo de cabeça para baixo, esta temporada de 2009! Veremos como será o desfecho desta aventura na corrida de amanhã.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Os possiveis substitutos de Felipe Massa

Com Felipe Massa no hospital, eventualmente por mais uma semana, e afastado do "cockpit" até ao final do ano, começam a surgir as especulações sobre o seu substituto na Ferrari. Os jornais espanhois estão a usar a "tática Cristiano Ronaldo", afirmando insistentemente que o piloto asturiano iria alinhar no carro da Scuderia já em Valencia, aproveitando a suspensão da Renault pela FIA durante uma corrida. Apesar de ser tentador, carece de fundamento.


Fala-se dos pilotos de testes, Luca Badoer e Marc Gené, poderem ir para o cockpit fazer corridas. Mas ambos os pilotos não têm rodagem de competição. Badoer não corre desde 1999, e Gené desde 2005, apesar deste último ser piloto da Peugeot na Le Mans Series. Mas o catalão não tem muita competitivdade, logo, é outra hipótese em principio descartada.


Outra hipótese referida nestes dias é Michael Schumacher. Retirado desde 2006, o piloto de 40 anos, heptacampeão mundial e que escreveu com a Ferrari algumas das páginas mais douradas da sua história, pode considerar essa hipótese. A sua acessora de imprensa, Sabine Kehm, revelou à BBC que caso a Ferrari o chame, ele pode considerar o regresso:


"Caso a Ferrari pense no Michael, então ele irá certamente considerar a hipótese, mas não há razões para que ele se envolva na discussão. Noutras circunstâncias, eu diria que ele não está interessado, mas agora a situação é diferente. Para além disso devo recordar que em Fevereiro passado o Michael teve um acidente de moto, e neste momento não vos consigo dizer se ele poderá estar em condições físicas para guiar um Fórmula 1. Se a Ferrari lhe perguntar se ele consideraria voltar a guiar, ele iria certamente ponderar, mas recordo que ele agora é um 'velhote' de 40 anos.", referiu Kehm à BBC.


Contudo, há um problema: para além do piloto alemão não correr desde o final de 2006, não pega num carro de formula 1 desde Abril de 2008. Logo, essa hipótese é pequena.


Outra hipótese é avançada hoje pela Autosport portuguesa: o veterano Giancarlo Fisichella poderá ir correr no cockpit do Cavalino Rampante. Com experiência longa e imediata, seria a solução ideal até ao final do ano, e até seria um encerramento em grande, dado que o piloto já tem 36 anos e vai na sua 14ª temporada. Quanto às obrigações contratuais, essa seria até a parte mais fácil, dado que a Force India ainda deve dinheiro à Ferrari pelo fornecimento dos seus motores. E caso Fisichella aceite, o seu substituto seria eventualmente outro italiano: Vitantonio Liuzzi.


Uma coisa é certa: ainda faltam três semanas e meio para Valencia, e só hoje é que Luca di Montezemolo e Stefano Domenicalli é que se reunirão em Maranello para discutir esse assunto. E tempo não faltará para resolver o assunto.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ecos de Silverstone - O novo Force India VJM02

Um pouco inesperadamente, a Force India divulgou esta tarde as imagens oficiais do seu novo monolugar de 2009, o primeiro com motores Mercedes. De uma certa forma, as cores do novo monolugar eram as aque toda a gente esperava, depois de se ter visto o novo calendário da marca, com as cores da bandeira indiana, e os pilotos são os mesmos: o veterano italiano Giancarlo Fisichella e o alemão Adrian Sutil, com o italiano Vittantonio Liuzzi como terceiro piloto.

Esteticamente, o monolugar indiano segue as tendências gerais dos restantes projectos, embora o destaque seja uma asa dianteira muito trabalhada, bem como pelos suportes dos espelhos bastante originais. Mas por debaixo dela é que podem estar as armas com que vão combater ao longo da temporada: motor, KERS e caixa de velocidades, todas provenientes da Mercedes-Benz, uma forma de concretizar a parceria indiano-alemã, assinada no final do ano passado.


Outra grande novidade revelou-se em termos de equipa técnica. Colin Kolles e Mike Gascoygne foram demitidos por Mallya no final do ano passado, e foram substituidos por Mark Smith e James Key, os desenhadores do novo carro, e Simon Roberts, que agora gere os destinos da escuderia.


E por causa disso e muito mais que Vijay Mallya, o bilionário dono da equipa, acredita que será possível lutar pelos pontos de forma regular, ao contrário do que sucedeu em 2008, em que não alcançaram qualquer ponto: "Do meu ponto de vista, lutar pelas vitórias, talvez só em 2010, mas para 2009 ficaria contente se acabássemos regularmente nos pontos", disse.


O carro já fez um "shakedown" em Silverstone, e agora vão efectuar mais alguns testes até á prova inaugural do campeonato, no circuito australiano de Melbourne, dentro de um mês.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Formula 1 - Ronda 5, Istambul (Treinos)

Numa altura em que a saída da Super Aguri implicou uma alteração nas qualificações, onde agora são cinco pilotos eliminados em cada uma das primeiras partes, com os habituais dez na última parte, as coisas mantiveram-se um pouco na mesma nos lugares da frente. O Ferrari de Kimi Raikonnen foi o melhor, seguido de Lewis Hamilton, no seu McLaren.

O tempo de Hamilton (1.27.579), a 0.036 segundos de Raikonnen, foi alcançado nos instantes finais da qualificação, batendo assim o brasileiro Felipe Massa, que foi o terceiro classificado. Surpreendente foi o quarto posto de David Coulthard, no seu Red Bull, certamente no sentido de tentar calar as vozes críticas, que o querem reformado o mais depressa possivel na Formula 1...

Isso foi um contraste com o que se passou com Mark Webber, que perdeu o controlo do RB4 à saída da curva seis, acabando por embater com violência numa barreira de protecção. Apesar do monolugar ter ficado bastante danificado, especialmente na parte da frente, Webber saiu pelo seu próprio pé. Mais tarde, o piloto australiano assumiu a sua responsabilidade: "A saída de pista foi 100% da minha culpa. Entrei muito por fora, o asfalto estava um pouco húmido e escapei. Errei e peço desculpas à equipa", referiu aos jornalistas.

Heiki Kovalainen já mostrou que está recuperado do acidente, e foi quinto na tabela de tempos, seguido por Robert Kubica, Jarno Trulli, Kazuki Nakajima, Fernando Alonso e Nick Heidfeld. Nelson Piquet Jr. não foi além do 16º tempo, enquanto que Rubens Barrichello, que vai bater o "record" de presenças em Grandes Prémios (só não se sabe quando), não foi para além do 15º tempo, batido por Jenson Button (11º).

Giancarlo Fisichella, da Force India, independentemente do lugar que alcançar, terá uma penalização de três lugares na qualificação de amanhã, pois os comissários resolveram castigá-lo por ele ter entrado em pista demasiado cedo, ignorando o sinal vermelho à saída das boxes. Um tiro no próprio pé...