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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Mallya vai ser extraditado para a Índia

O indiano Vijay Mallya, uma das maiores fortunas da Índia e até ao verão passado o dono da Force India, soube esta semana que perdeu no Tribubal de Westminster o seu processo para impedir a sua extradição para a Índia, onde teria de responder por acusações de fraude devido à falência de Kingfisher Air, em 2013.

Desde então, os credores perseguem Mallya, fazendo pressão nos tribunais indianos para que seja emitido um mandado de prisão. No inicio de 2015, ele refugiou-se na Grã-Bretanha, e só agora, destes processos parecem terem surtido efeito, com o governo britânico a concordar com a ordem de extradição, onde o empresário enfrentará várias acusações de fraude e lavagem de dinheiro.

Mallya, porém, insiste que ele é o alvo de uma “caça às bruxas” motivadas por cunho político e confirmou sua intenção de recorrer.

Depois que a decisão foi proferida em 10 de dezembro de 2018 pelo Tribunal de Magistrados de Westminster, afirmei minha intenção de apelar. Eu não poderia iniciar o processo de recurso antes de uma decisão do Ministério do Interior. Agora vou iniciá-lo”, escreveu na sua conta oficial do Twitter.

Mallya comprou a Spyker em 2007 por 75 milhões de libras, rebatizando-a de Force India em 2008, e ficando com ela para as onze temporadas seguintes. Durante esse tempo, teve uma pole-position, cinco voltas mais rápidas e seis pódios, alcançando como melhor resultado dois quartos lugares no campeonato de Construtores, em 2016 e 2017.

domingo, 21 de outubro de 2018

Última Hora: Magnussen e Ocon desclassificados em Austin

Os comissários de pista do GP dos Estados Unidos desclassificaram o Haas de Kevin Magnussen e o Force India de Esteban Ocon devido a irregularidades no fluxo de combustível na primeira volta do GP americano, em Austin.

Aparentemente, ambos os pilotos infringiram o artigo 30.5 dos regulamentos, onde não podem ultrapassar os 105 quilos de combustível durante a corrida.

No caso de Ocon foi por causa do problema acima, já no caso de Magnussen teve a ver com o ter levado mais combustível que os 105 kg permitidos, acabando por os ultrapassar.

A desqualificação de Magnussen faz com que Brendon Hartley suba ao nono lugar da geral, o seu melhor resultado da sua carreira. E também dá um ponto para o Sauber de Marcus Ericsson.

Ainda não se sabe se a Haas e a Force India irão recorrer desta decisão. Mas por agora, as classificações foram mudadas.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Noticias: Perez confirmado na Force India/Racing Point

A Racing Point/Force India confirmou esta tarde o mexicano Sérgio Perez como seu piloto para 2019. Ele vai ficar na equipa pela sexta temporada consecutiva, depois de ter sido dispensado pela McLaren no final de 2013. 

"Estou feliz por finalmente anunciar meu futuro e estou realmente motivado para [a temporada de] 2019", começou por dizer o piloto de 28 anos.

"A Force India tem sido a minha casa desde 2014 e me permitiu crescer como piloto e mostrar minhas habilidades nas pistas. Conseguimos muito sucesso nas últimas cinco temporadas, mas acho que o melhor ainda está por vir. O novo investimento que a equipa está a colocar enche-me de confiança e estou realmente empolgado para o futuro", concluiu.

Otmar Szafnauer, diretor da equipa, afirmou: 

"Nos últimos cinco anos, Sergio confirmou sua posição como um dos pilotos mais talentosos e consistentes da Formula 1. Ele nos dá uma estabilidade valiosa no futuro e é um grande trunfo para esta equipa".

Curiosamente, foi Perez a pessoa por trás da proteção dos credores por parte da Force India, que aconteceu no inicio deste verão, e que depois foi adquirida por Lawrence Stroll, o pai de Lance Stroll, que a rebatizou de Racing Point. Na altura, a equipa devia cerca de 4,5 milhões de euros ao piloto mexicano.

Resta saber quem será o seu companheiro de equipa, embora todos digam que o canadiano Lance Stroll é o candidato único ao lugar.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Os detalhes da venda da Force India

Com a Force India a ser vendida para Lawrence Stroll, negócio esse anunciado no inicio de agosto, soube-se agora do valor das dívidas pendentes a fornecedores contraídos pelos antigos proprietários, bem como a sua venda. Graças à FRP, os administradores de falência nomeados no verão para proteger a equipa dos credores, soube-se que Stroll pagou 90 milhões de libras (101,4 milhões de euros) para ter a equipa e tem 28,5 milhões de libras de dívida (32,1 milhões de euros), provenientes de 450 fornecedores.

Segundo conta o The Independent, o maior credor é a Mercedes, que tem a receber 13 milhões de libras (14,6 milhões de euros) de pagamentos em termos de fornecimento de motores, e quatro milhões de libras (4,5 milhões de euros) a Sérgio Perez, piloto da marca. Durante esta temporada, a BWT, patrocinadora da marca, adiantou dinheiro para cobrir salários, mas não cobriu mais do que 1,3 milhões de libras (1,47 milhões de euros). Contudo, esse valor era insuficiente para cobrir os salários e subsequentes despesas para fornecedores, acomodações e viagens para os circuitos. Logo, em julho, havia salários em atraso na ordem dos 2,2 milhões de libras (quase 2,5 milhões de euros).

Quando Stroll comprou a equipa, no inicio de agosto, o consórcio Racing Point "providenciou um empréstimo de 15 milhões de libras à empresa para permitir o pagamento contínuo de custos, incluindo o tempo de desenvolvimento do chassis de 2019 ... Isso permitiu que a BWT recebesse de volta o seu empréstimo de cinco milhões de libras", segundo consta no relatório da FRP.

Contudo, apesar de Stroll pai ser o dono da Force India - que se chama agora Racing Point Force India - a FRP tem vários problemas pela frente. Primeiro, está a ser processada pela firma russa de fertilizantes Uralkali, cujo principal sócio é Dimitri Mazepin, pai de Nikita Mazepin, piloto de desenvolvimento da Force India, que afirma ter feito a oferta mais alta para a aquisição da Force India, mas que os credores decidiram ignorar.

Para além disso, há ações judiciais que a Force India está enfrentar, incluindo “uma reivindicação de aproximadamente 10 milhões de libras [11,3 milhões de euros] como comissão pela apresentação de um patrocinador. Esta alegação está presentemente prevista para julgamento em julho de 2019... Um pedido de aproximadamente oito milhões de libras [nove milhões de euros] como comissão para a apresentação de outro patrocinador. Também recebemos uma reclamação desde nossa nomeação por aproximadamente três milhões de libras [3,4 milhões de euros] em relação à apresentação de uma parte interessada para adquirir a empresa (o que não ocorreu)”.

Apesar de tudo, a FRP diz prever que todos os credores serão pagos na íntegra "com base no pressuposto de que não tomamos conhecimento de quaisquer outros credores e as várias ações judiciais contra a empresa não são bem-sucedidas".

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Noticias: Ocon não pensa em opções em 2019

Para Esteban Ocon, é a Formula 1 ou nada. O piloto francês da Force India parece estar numa situação sem grande saída para 2019, depois de duas temporadas e meia na categoria máxima do automobilismo. Com Lawrence Stroll a ser o novo dono da equipa, e com os lugares do pelotão já cheios, Ocon disse que não há "plano B" se acabar a temporada sem lugar para a próxima. 

Numa entrevista ao site crash.net, o piloto francês, cujas últimas noticias referem ser o alvo de uma equipa da IndyCar Series recusou rumar aos Estados Unidos em 2019. 

Julgo que é um óptimo campeonato, mas a única coisa para que olho é a Fórmula 1. Esse é o meu único objectivo, o meu único objectivo é um dia ser campeão mundial. Não há mais nada que conte verdadeiramente”, começou por contar.

Ocon também rejeitou a ideia de ir para a Formula E. “Acho que não [rumar para a categoria de carros elétricos]. Nunca sabemos o que pode acontecer no futuro, já estive nessa situação de esperar, mas fui numa situação diferente. Não experimentei a Fórmula 1 antes. Não competi, não pilotei, não fiz resultados ou estava preparado. Quando estás nesse tipo de transições, tentas obter a maior quantidade de experiência possível antes de ires para a Formula 1”, referiu, falando a sua experiência no DTM antes de ir para a Formula 1 a meio de 2016, pela Manor, substituindo o indonésio Rio Haryanto.

O DTM foi bastante útil para mim e preparou-me muito bem para a Formula 1. Sinto que agora estou pronto e não preciso dessas experiências maiores. Julgo que agora tenho experiência suficiente”, concluiu o piloto francês.

Ocon, de 22 anos, está na Force India desde 2017, depois de meia temporada na Manor. Este ano, é atualmente 11º, com 47 pontos.

domingo, 16 de setembro de 2018

Formula 1 2018 - Ronda 15, Singapura (Corrida)

O GP de Singapura pode ter um excelente ambiente, um grande cenário, mas a realidade mostra que é uma corrida longa e aborrecida. Muitas das vezes, roça o limite das duas horas, e ao longo desse tempo, as ultrapassagens não são muitas, e este ano, elas chegaram a um mínimo, ainda por cima com tudo isto acumulado, ver esta prova foi o equivalente a uma lenta tortura chinesa. Apesar da entrada do Safety Car na primeira volta, por causa da colisão... entre os Force India. A corrida foi retomada apenas na quinta volta, mais mais valia ter ficado na pista para o resto da prova, porque o resultado seria igual...

De uma certa forma, a corrida foi decidida no dia anterior, na pole-position, porque no momento da partida, Lewis Hamilton conseguiu aguentar os ataques de Max Verstappen e Sebastian Vettel. E por muito que ambos tenham dado ao longo da corrida, o inglês nunca se sentiu ameaçado, nem mesmo quando a meio da corrida, por causa dos atrasados, ele teve o holandês da Red Bull a "cheirar-lhe" a traseira. Sem efeito, diga-se.

E para piorar as coisas, a corrida para a Ferrari ficou marcado por um erro de tática. A Ferrari decidiu colocar Sebastian Vettel nas boxes para trocar de pneus na volta 15, quando era segundo classificado e tentava apanhar Hamilton. A paragem - onde trocou os hipermacios por ultramacios - o fez cair para terceiro e nunca mais recuperou. E no final, Vettel disse que fez a prova possível com os pneus que tinha e com a tática usada. De uma certa forma, foi uma derrota em toda a linha.

E para piorar as coisas, se quiserem, não houve qualquer avaria mecânica nos carros do pelotão. Tirando o que aconteceu com Ocon, não houve qualquer desistência, e se não fosse esses mesmos eventos da Force India, todos teriam chegado ao fim. E ainda por cima, Perez fez mais asneiras, como bater no Williams do Serguei Sirotkin. Tudo isto foi o suficiente para os comissários chamarem-no para um "drive through", mas acho que uma corrida a assistir nas bancadas não seria mau de tudo, para arrefecer as emoções.

No final, Hamilton venceu uma corrida que muitos já ansiavam pelo seu final e saia de Singapura com 40 pontos de diferença para Vettel. Com apenas cinco corridas para terminar o campeonato, a Hamilton basta ficar na frente em três - ou se calhar, menos - para ser pentacampeão mundial, porque mais uma vez, a Mercedes conseguiu ser superior à Ferrari e já tem tudo controlado. Basta não perder a concentração até, provavelmente, Interlagos.

sábado, 25 de agosto de 2018

Formula 1 2018 - Ronda 13, Bélgica (Qualificação)

Depois de um mês de férias - todos sabem que alguns praticamente não sobrevivem a todo este tempo parado - o pelotão da Formula 1 andou ativo nos bastidores. O pai de Lance Stroll comprou a Force India e mudou de nome para Racing Point, Fernando Alonso decidiu que iria correr noutros lados, venceu as Seis Horas de Silverstone, para logo depois ser desclassificado, e Daniel Ricciardo decidiu ir para a Renault em vez de ficar na Red Bull, provavelmente atraído pelos milhões que a marca do losango atirou para ele no sentido de ser o primeiro piloto. Curiosamente, Carlos Sainz Jr. não vai ficar com o seu lugar, pois este vai para Pierre Gasly, vindo da Toro Rosso...

Mas o filho de Carlos Sainz não fica desempregado: vai ficar com o lugar de Alonso na McLaren. Resta saber se a McLaren em 2019 será um bom lugar... 

Entretanto, o pelotão soube que na Mercedes, Valtteri Bottas teve de trocar de motor e caixa de velocidades, fazendo com que ficasse com um lugar cativo no fundo da grelha. Não iria haver uma primeira fila cheia da Flechas de Prata, dando mais chances à Ferrari e quem sabe, à Red Bull, que teria o circuito todo pintado de laranja, porque a Holanda é já ao lado e todos querem apoiar Max Verstappen...

O sábado tinha à espera tempo nublado, com possibilidades de chuva, mas isso não acontecia quando começou a qualificação. Isso não impediu que todos fossem para a pista o mais rapidamente possivel, marcando tempo antes que chovesse, mesmo não sabendo quando é que chegasse e molhasse a pista.

Os Ferrari apressaram-se a ficar na frente da tabela de tempos, deixando Lewis Hamilton a quase um segundo. Atrás, os Renault estavam com dificuldade em ter aderência, e entre os McLaren e os Williams, que deram o seu melhor, mas não passaram para a Q2, Carlos Sainz Jr juntou-se a eles de modo inesperado. Mas independente do resultado de Sainz, o que se pode ver é que duas das equipas mais tradicionais da Formula 1, McLaren e Williams, estavam no fundo da grelha...

A Q2 tinha já as nuvens a ameaçar na pista, mas todos andavam de pneus secos e batiam recordes. Como Kimi Raikkonen, que conseguiu bater o famoso recorde do Porsche 919 Hybrid - sem estar nos regulamentos da WEC, mas isso é um pormenor... - e Vettel melhorou, fazendo 1.41,5. Mas por esta altura, os céus já escureciam e a chuva vinha a caminho.

No final da Q2, Os Toro Rosso, os Sauber e o Renault de Nico Hulkenberg - que não marcou qualquer tempo - acabaram por ficar de fora. Do outro lado, para além dos Mercedes, Ferrari, Red Bull, Haas e a Force India - ou o que se chamam agora - passaram para a Q3.

E foi nesse momento que começou a chover.

Chegados à Q3, o pessoal andava de pneus secos, tentando driblar o piso molhado. Os pilotos tentaram com pneus secos, mas Valtteri Bottas tem um despiste a alta velocidade em Staevlot, o suficiente para que todos mudassem de pneus para os intermédios.

Os carros voaram para trocar de pneus, para ver se conseguiam segurar o carro na pista, principalmente nas partes onde a chuva fazia mais estrago, como acontece sempre na altura em que chove.

Mas se normalmente a chuva costuma baralhar as coisas, no final, Hamilton não deu chances, esmagando Vettel, com um surpeendente Esteban Ocon a ser terceiro na grelha na chuva, na frente de Sergio Perez, de Romain Grosjean e de Kimi Raikkonen. Os Red Bull, discretos, foram apenas sétimo e oitavo.

"Esse foi um dos treinos de qualificação mais difíceis que eu consigo me lembrar. Nenhum de nós chegou a guiar na chuva neste fim de semana, então nem consigo expressar o difícil que foi isso", afirmou Hamilton na entrevista após o fim da sessão.

Óbviamente, os fãs de Hamilton ficam cada vez mais convencidos que o seu piloto está a caminho do pentacampeonato, especialmente depois da pole numero 76. Contudo, amanhã é dia de corrida e muitas coisas ainda poderão acontecer. Especialmente com o lendário tempo instável naquela zona da Bélgica...

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Noticias: Force India fora, Racing Point entra

O GP da Bélgica ainda não começou e já há alterações. Depois de Lawrence Stroll ter adquirido - com mais alguns sócios - a Force India, a mudança foi agora formalizada na FIA, mudando o nome para Racing Point Force India e mais algumas alterações na organização. Os anteriores proprietários sairam de cena - Vijay Mallya e Subrat Roy, o dono da Sahara - e os pontos que foram alcançados até agora desaparecerão, porque agora é uma nova equipa.

Quanto a pilotos, este fim de semana é a dupla habitual - Sergio Perez e Esteban Ocon - mas pode haver mudanças a partir do GP de Itália, e isso envolverá... três equipas. Stroll pode ir para a Racing Point, e Esteban Ocon poderá ir para a McLaren, que teria de dispensar Stoffel Vandoorne. Já para o lugar de Stroll na Williams, o candidato mais óbvio seria Robert Kubica. Segundo se conta, Stroll pai já injetou 85 milhões de dólares para colocar a máquina em andamento.

"Tenho muito prazer em anunciar que uma decisão positiva foi alcançada e quero dar as boas-vindas à Racing Point Force India", declarou Jean Todt, presidente da FIA, no comunicado oficial da entidade. "Criar um ambiente de estabilidade financeira é uma das metas e desafios do desporto, mas pudemos encontrar uma situação que garante o futuro de todos os empregados e que manterá um campeonato competitivo e justo nesta segunda metade da temporada", completou.

Chase Carey, o chefe da Liberty Media, também comentou sobre a Racing Point: "Estamos felizes que a situação foi resolvida e que a equipa continuará na Formula 1. É gratificante que a parceria com os acionistas envolvidos assegurará tantos empregos aos trabalhadores que estão em Silverstone [sede da equipa]. É muito importante que tenhamos um grelha competitiva e completa, com equipas capazes e temos confiança que a Racing Point Force India será forte daqui para a frente."

Por fim, Otmar Szafnauer, agora novo chefe-adjunto da Force India, após demissão de Bob Fernley nesta quinta-feira, analisou a chegada da nova equipa. 

"Estamos muito felizes em poder terminar o campeonato e correr na Bélgica neste final de semana.", começou por dizer. "É um novo capítulo para nós. Apenas há umas semanas estávamos correndo riscos, com 400 empregados podendo ficar sem trabalho. Agora, com esse consórcio, estamos de volta. Lawrence Stroll acreditou em nós como equipa, no nosso potencial e no nosso conhecimento para atingir sucesso na pista", finalizou.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Noticias: Force India comprada por Lawrence Stroll

A Force Índia já tem comprador. Um consórcio liderado por Lawrence Stroll adquiriu a equipa de Vijay Mallya, que tinha entrado no final do mês passado num processo de proteção de coredores. O acordo foi aceite pelos administradores nomeados pela FRP Advisory, não se conhecendo o valor da aquisição. Desta forma, os credores serão pagos e os 405 funcionários terão o seu emprego assegurado.

O consórcio foi montado com a ajuda  do diretor de operações da Force Índia, Otmar Szafnauer, e toda a divisão de comando que restou nos quadros da equipa. Além de Stroll pai, os membros do consórcio são os empresários Andre Desmarais e Jonathan Dudman, dono da Monaco Sports and Management, John Idol, empresário do ramo da moda, o investidor das telecomunicações John McCaw Jr., o especialista financeiro Michael de Picciotto e Silas Chou, velho parceiro de sociedade de Stroll.

"Esse investimento garante o futuro da Force Índia na Formula 1 e também permite que nossos pilotos consigam competir e mostrar todo seu potencial. Estou muito satisfeito que tivemos o apoio de um consórcio de investidores que acreditou na gente e que viu no nossa equipa potencial comercial para hoje e também para o futuro na Formula 1", afirmou Szafnauer.

"Nós da Force Índia sempre mostramos conhecimento e comprometimento e sempre conseguimos ir além do nosso tamanho. Agora, esse novo investimento nos faz crer que temos um futuro brilhante pela frente. Também queria agradecer ao Vijay, ao grupo Sahara e à família Mol por todo suporte e por terem trazido a equipe até aqui mesmo com todas as dificuldades", concluiu.

A aquisição da Force Índia, quarta classificada nos Mundiais de Construtores de 2016 e 2017, a atual sexta no Mundial deste ano, irá significar um rombo importante noutra equipa, a Williams, que virá partir Lance Stroll para a equipa agora adquirida pelo seu pai. O negócio deverá ser confirmado nos próximos dias e os novos proprietários deverão ver a nova equipa dentro de duas semanas e meia, em Spa-Francochamps.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

A situação da Force India

Desde quinta à noite, ou sexta-feira de manhã que foi conhecida a situação da Force India. Colocada sob administração para proteger-se de credores, o objetivo é agora de encontrar um comprador para a equipa no sentido de salvar as cerca de 400 pessoas que lá trabalham e arranjar um comprador à equipa que pertence a Vijay Mallya desde 2008, e que pretende vender desde há algum tempo para tentar pagar as dívidas que contraiu com a falência da Kingfisher Air. E ainda mais com a prisão de Subrata Roy, o dono da Sahara, nesse caso por fraude fiscal - deve cerca de mil milhões de euros ao fisco indiano.

Pouco depois se soube que tinha colocado a equipa nessa situação: tinha sido Sergio Perez, mais a Mercedes. A marca alemã tem cerca de 10 milhões de libras a receber e o piloto mexicano tem cerca de quatro milhões para receber também. 

Neste momento, segundo conta o Joe Saward na sua coluna na Motorsport Week, a Force India está nas mãos de dois administradores competentes, Geoff Rowley e James Baker, ambos da FRP Advisory, uma forma conhecida no meio. E ambos já estiveram envolvidos nos processos de administração da Marussia, em 2014, e da Manor, dois anos depois. E o próprio Joe afirmou que uma das razões pelo qual se avançou com a primeira tentativa de administração foi o contrato com a Rich Energy, uma firma de bebidas britânica, que desde o inicio do ano foi dito que pretendia comprar ou patrocinar a equipa, mas que desde então tem sido colocadas diversas dúvidas sobre a sua existência.  

No Sábado à noite, Perez colocou na sua conta no Twitter uma carta a explicar a sua versão dos acontecimentos. Ali disse que estava entristecido com a versão vista pela imprensa britânica, respondendo que tomou tais ações no sentido de salvar os 400 postos de trabalho existentes na equipa. 

"Force India está há muito tempo numa situação critica. Na quarta-feira, um dos credores estava num tribunal de Londres no sentido de liquidar a equipa. Isso significaria o encerramento imediato e a perda de todos os postos de trabalho. Sendo um credor dessa equipa, pediram para que usasse um procedimento legal chamado 'administração', onde a equipa continuaria a trabalhar enquanto se procura por um novo proprietário", afirmou na sua carta.

"Conseguimos tudo muito rapidamente e o juíz esteve de acordo com o nosso pedido, com a ajuda da BWT [o patrocinador] e a Mercedes. Como resultado, a equipa está agora nas mãos de um administrador que pode ajudar a vender a equipa e a salvar os 400 postos de trabalho", continuou, antes de concluir dizendo que "a minha prioridade foi de salvar o trabalho de todos os meus companheiros".

A partir de agora, o tempo conta velozmente. Interessados parece que não faltam. Já se falou aqui da Rich Energy, mas há mais. Já se falou também por aqui no inicio da semana de Lawrence Stroll poderia comprar a equipa para colocar o seu filho Lance a correr por ali, mas o Joe fala da hipótese de compra por parte da Castle Harlan, um fundo de investimento que terá Tavo Hellmund, o mexicano-americano que ergueu o Curcuit of the Americas, bem como Michael Andretti, que poderá ter o apoio de outro fundo de investimento, por agora desconhecido.

As coisas estão fluidas, como já se disse. Espera-se que dentro de um mês, quando a Formula 1 estiver de volta à ativa, em Spa-Francochamps, já haja uma espécie de acordo, e quem conseguir, terá de certeza uma equipa bem competitiva nas suas mãos. Veremos como isto terminará. 

sábado, 28 de julho de 2018

Formula 1 2018 - Ronda 12, Hungria (Qualificação)

Como sete dias - ou seis, se preferirem - é tempo curto, mas mudam muita coisa. A Ferrari está em estado de choque, não só por causa de Sebastian Vettel e a vitória perdida na chuva, que o colocou sob brasas, mas também pelo outro choque que já tinhamos ouvido durante esse fim de semana, mas nos dias seguintes ouvimos todos os devidos pormenores: a grave doença e consequente morte de Sergio Marchionne, o "big boss" - perdão, o "capo de tutti capi" - do grupo FCA - Fiat Chrysler Automobiles. Operado a um tumor no ombro, do qual estava a ser tratado desde há um ano, sofreu uma embolia que o deixou em coma profundo até morrer, na terça-feira.

E por causa disso, a Ferrari corrida com faixas negras nos seus carros e nos braços dos pilotos, com a bandeira da Scuderia a meia haste. E claro, as imensas homenagens a Marchionne.

Mas também neste fim de semana, rebentou outra bolha, com a noticia da administração da Force India, devido às dividas existentes a algumas partes, como ao piloto Sergio Perez e à Mercedes. Em conjunto, as dívidas rondam as dez milhões de libras, e a administração poderá lançar algumas das coisas que se ouviram ao longo da semana. Uma delas, a da possibilidade de Lawrence Stroll de comprar parte da equipa para o seu filho, Lance Stroll, correr.

Claro, a Force India não vai ter a sua última corrida aqui em Budapeste. É uma proteção aos credores, com um administrador encarregado de arranjar um comprador até determinado prazo. Por agora, está tudo resolvido, mas... o tempo conta. Velozmente.

O sábado de Budapeste é um típico de verão: calor e chuva. E esta começou a cair quinze minutos antes de começar a Q1, fazendo com que os pilotos começassem a qualificação com intermédios. Mas esta começou a intensificar-se, tanto que todos foram à pista para fazer um tempo antes que tivessem de trocar para os azuis, de chuva intensa.

Nessa altura, os Ferrari lideravam, com Raikkonen à cabeça, seguidos pelos Mercedes, mas a chuva tinha parado e a pista começado a secar, de tal forma que houve quem ousasse, colocando pneus ultramacios. E compensou: Kevin Magnussen e Carlos Sainz Jr começavam a fazer tempos melhores do que os de intermédios, e o pelotão seguiu-os. E no meio da confusão, Daniel Ricciardo esteve perto de ser eliminado à primeira, e só uma volta in extremis o salvou de passar à Q2.

No final, foram os Force India de Esteban Ocon e Sergio Perez, o Sauber de Charles Leclerc, o McLaren de Stoffel Vandoorne e o Williams de Serguei Sirotkin é que ficaram pelo caminho nesta primeira fase da qualificação.

A Q2 começou com seco mas logo, logo, passamos para a chuva, que aumentou ainda mais à medida que os minutos passavam. A pista encharcou-se, os pilotos começaram a sair dos limites, e os tempos começavam a ser bem mais lentos. Aos poucos, os pilotos andavam com os azuis, os de chuva pura e dura. Sebastian Vettel aproveitou bem e fez 1.28,636, com a concorrência a ficar... dois segundos mais lentos. e os mais lentos estavam a sete e oito segundos do primeiro. Praticamente, as coisas estavam decididas, e bem antes do final da Q2, Fernando Alonso, Daniel Ricciardo, Nico Hulkenberg, Lance Stroll e Marcus Ericsson estavam de fora.

E claro, com os pneus de chuva e os tempos a não melhorarem, tínhamos os Ferrari, Mercedes, os Toro Rosso, os Haas, o Red Bull de Max Verstappen e o Renault de Carlos Sainz Jr, que era... segundo na tabela de tempos.

A chuva ainda caia quando começou a Q3, fazendo com que os pilotos usassem os pneus azuis, esperando por uma aberta. E claro, qualquer um poderá ser o "poleman", pois isto vai ser até ao último momento.

Max Verstappen fez 1.38,8, mas Bottas melhorou, para a seguir Hamilton ficar na tabela de tempos. Vettel andou cauteloso, para ser quarto, para ser superado por Sainz Jr. Raikkonen melhorou para terceiro, e Verstappen baixou para 1.38,032. Hamilton melhorou para 1.36,648, ficando no topo da tabela de tempos, com Raikkonen a fazer 1.37,3. Os pilotos melhoravam constantemente e a tabela de tempos andava fluida.

Raikkonen fez 1.36,186, melhorando muito, pelo menos em termos de aderência, e ficando na frente dos Mercedes. Sainz aproveita bem as condições para ser terceiro, antes dos Mercedes tentaram a sua sorte. E foi o que aconeceu. Primeiro Bottas, depois Hamilton fez a pole-position, ficando com a primeira fila da grelha, 250 centésimos na frente de Bottas. Vettel era quarto, não muito longe dos três primeiros, mas praticamente era outra demonstração de que estava atrás dos seus rivais.

Como amanhã não deverá chover, e como esta é uma pista estreita, é altamente provável que isto seja uma grande procissão até à bandeira de xadrez. Mas uma coisa é falar, outra coisa é correr... 

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Rumor do Dia: Stroll compra a Force India?

Não... não é Lance Stroll, mas sim o seu pai, Lawrence. Com a Force India à venda, como toda a gente sabe desde há um tempo, o multimilionário canadiano poderá estar interessado em injetar dinheiro com a compra da equipa para ter um lugar para o seu filho, algo frustrado na sua estadia na Williams. 

A noticia vem da Auto Bild - vale o que vale - e ali fala-se que, caso Stroll venha à equipa, isso poderá significar a saída de um dos atuais pilotos. Fala-se que Sergio Perez poderá ser o contemplado, já que tem uma oferta da Haas para guiar para lá em 2019, mas também Esteban Ocon poderia ser o escolhido, já que a Renault poderia estar interessado nos seus serviços.

Contudo, estamos a meio do verão e de uma certa forma, é a altura da "silly season", logo, todo este rumor pode não passar disso, mas algumas coisas são certas. A primeira é que a Williams passa por um mau bocado, pois o carro deles não é o melhor, o segundo é que Lance Stroll não está a ter uma boa temporada e terceiro, com os problemas vividos por Vijay Mallya e Subrat Roy Sahara, a venda da equipa indiana seria uma boa injeção de capital.

Veremos no que isto vai dar.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Rumor do Dia: Stroll a caminho da Force India?

Lance Stroll poderá estar a caminho da Force India. No fim de semana alemão, e ao mesmo tempo que a Mercedes confirmou a extensão do contrato de Lewis Hamilton até 2020, correm rumores de que o canadiano de 19 anos, atualmente na Williams, poderá ir para a equipa de Vijay Mallya, no lugar de Sergio Perez, que está de malas aviadas para a Haas. 

Segundo conta a Autosport britânica, a ida para a Force India poderia significar um assento mais competitivo que a Williams, a lutar nesta temporada contra a falta de competitividade no seu carro, especialmente por causa dos problemas de arrasto aerodinâmico. Para além disso, a possivel injeção de dinheiro vinda da família Stroll poderia ajudar as finanças da equipa, do qual todos sabem que está à venda. Mas também poderia servir para atrair a Mercedes para criar uma espécie de "equipa B", da mesma forma que o Grupo FCA fez à Sauber, através da Alfa Romeo.

Stroll não confirmou os rumores, mas disse em Hockenheim que deseja ter bons resultados dentro em breve. 

"Eu não vou entrar em detalhes sobre esse filho de coisas, eu estou realmente apenas focando em todo fim de semana - onde eu estou agora, as corridas", começou por dizer. 

"Há muita coisa a acontecer. Neste momento, acho que há muitos negócios inacabados na Fórmula 1. Eu tive alguns destaques surpreendentes como um novato, na temporada passada, e alguns momentos difíceis também, que esperava encontrar no meu ano de estreia.

"Este ano, eu acho que estamos muito chocados com o desempenho do carro e onde estamos. Então eu não acho que é hora de terminar esta ligação, não desta maneira.", concluiu.

Nesta temporada, Stroll têm apenas um oitavo lugar em Baku como melhor resultado, e a Williams é a última no campeonato de Construtores, com apenas quatro pontos.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Rumor do Dia: Andretti quer comprar a Force Índia?

Os rumores sobre a possível venda da Force India não tem fim. Depois de se saber que a equipa de Vijay Mallya estava à venda pela melhor oferta, pretendentes não têm faltado. Desde os rumores sobre uma possivel compra pela marca de bebidas energéticas Rich Energy - que não passam disso, dado que tem pouca credibilidade - até uma possível compra por parte da Mercedes com a intenção de fazer uma equipa B, surge agora a possibilidade de um terceiro comprador. E este pode ser americano.

Durante o fim de semana do GP canadiano, foi notada a presença de Michael Andretti. Este esteve a falar com Sean Bratches e o assunto da compra da Force India esteve em cima da mesa. Nada de concreto foi dito entre os dois, mas sabe-se que, caso o filho de Mário Andretti queira adquirir a equipa, terá de fazer uma oferta superior aos 120 milhões de libras que a Rich Energy ofereceu, algures no inicio do ano.

E provavelmente a Mercedes, caso faça uma oferta, poderá ser um pouco mais baixa, pois segundo outros rumores, a marca é credora em certa de 15 milhões de libras, resultantes de pagamentos em atraso aos motores que fornece. 

Caso Andretti adquira a Force India, não só seria a segunda equipa americana na Formula 1 - depois da Haas - mas também significaria a expansão da sua equipa noutras categorias que não a IndyCar ou a IMSA. Têm uma equipa na Formula E, em associação com a BMW, que terminará no final da temporada, com a marca alemã a ficar com a totalidade da equipa.

Como é sabido, a Force India, que pertence a Vijay Mallya desde 2008, quando comprou a Spyker, está em dificuldades devido aos problemas financeiros de Mallya e do seu sócio Subrata Roy, o dono do conglomerado Sahara. Roy está preso na Índia devido a uma fuga ao fisco, enquanto Mallya está a ser acusado de falência fraudulenta no processo da Kingfisher Air, em 2015, e desde 2017 está na Grã-Bretanha a evitar nos tribunais a sua extradição para o seu país natal.

Em termos de campeonato, a Force India já têm um pódio, com Sérgio Perez, em Baku, e está no sexto lugar do Mundial de Construtores, com 28 pontos.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Noticias: Vijay Mallya sai do cargo de diretor da Force India

O último dia do mês foi aproveitado para a Force India anunciar que Vijay Mallya não é mais o seu diretor. Oficialmente, será o seu filho, Siddarth Mallya, que o vai substituir, mas desde há meses que se fala da compra da equipa por parte da firma de bebidas energéticas Rich Energy, falando-se até de um preço a rondar os 200 milhões de libras. Mas enquanto tal não acontece - e há quem diga que nunca vai acontecer - Mallya, que está a contas com a justiça na India, decidiu sair de cena.

"Eu continuo como diretor de equipa", começou por dizer Mallya à Autosport britânica.

"Não houve obrigação [vinda de] nenhum lado para se demitir, é só que decidi que meu filho deveria me substituir. Eu tenho minhas próprias questões legais para cuidar, então é melhor que a empresa não seja afetada", continuou.

Quanto às possibilidades de venda, Mallya não as leva muito a sério.

"Os rumores valem o que valem, e as pessoas falam, conversam e conversam. É disso que se trata o paddock da Formula 1. As finanças da Force India, quer esteja vendendo ou não, tem sido uma questão de especulação [desde há] muitos anos [a esta parte]", afirmou.

"Não andamos por aí com um sinal de 'vende-se'. O importante é que estamos nos concentrando em obter o melhor desempenho do carro, e essa é a nossa prioridade. Estamos nos concentrando em conseguir mais patrocinadores. Não sou o único [acionista], existem mais dois, recordo-lhe. Se alguém fizer uma oferta séria e colocar dinheiro na mesa, nós a consideraremos em conjunto", concluiu.

Siddath, de 31 anos, é mais conhecido na Índia pelo seu perfil de ator e personalidade mediática, mas também está no negócio da família, especialmente na parte do cricket, onde é um dos diretores da equipa Royal Challengers de Bangalore.

Quanto a Mallya, em tempos um dos homens mais ricos do país, comprou a Force India em 2008 à Spyker, e desde então tem cuidado da equipa, enquanto se metia noutros negócios como a Kingfisher Air, uma companhia aérea de "low cost" que faliu em 2014, e que é a origem dos seus problemas com a justiça local. Outro dos seus sócios, Subrata Roy Sahara, está preso desde então, mas por causa de um problema fiscal com o governo indiano. Nada disso afetou a performance da equipa, que nas últimas duas temporadas foi quarta classificada no Mundial de Construtores.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Rumor do Dia: A Force India está prestes a ser comprada

Os rumores circulam desde há algumas semanas, mas parece que uma equipa de Formula 1 mudará de mãos ainda antes de começar esta temporada. Segundo conta hoje o jornal Daily Express - sensacionalista e de extrema-direita, logo, vale o que vale - a Rich Energy chegou a acordo com Vijay Mallya para a aquisição da equipa por 200 milhões de libras. E o negócio poderá ser anunciado de forma oficial esta semana.

A Rich Energy é uma companhia de bebidas energéticas fundada em 2015 que está presente em 23 países. Fundada por William Storey, pretende expandir as suas operações, e certamente a aquisição de uma equipa como a Force India seria algo interessante. E também seria uma forma de estar num mercado onde a Red Bull lidera.

O negócio não poderia vir em boa hora para a Force India e seu proprietário, Vijay Mallya. Afinal de contas, ele está na Grã-Bretanha desde 2015, evitando assim a sua extradição para a India, onde está a ser processado pela falência da Kingfisher Airlines, em 2013. Já foi ouvido por duas vezes, em 2016 e 2017, pela justiça britânica, e está a aguardar pelo resultado dos inquéritos judiciais.

Quanto à equipa, que este ano terá como pilotos o mexicano Sergio Perez e o francês Esteban Ocon, foi quarta classificada nas duas últimas temporadas, alcançando bons resultados com orçamentos a rondarem os 150 milhões de libras, inferior a, por exemplo, a Williams, outra equipa de origem privada.

Em caso de venda, a equipa terá obviamente novo nome, mas isso só acontecerá em 2019, e também não se saberá se a aquisição trará uma injeção de dinheiro à equipa que já foi Jordan, Midland e Spyker, tendo sido adquirida pelos seus atuais proprietários em 2007.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Apresentações 2018: O Force India VJM11


Depois de muitas especulações durante o inverno - desde a mudança de nome até à possibilidade de ser vendida para uma marca de bebidas energéticas - a Force Índia apresentou-se em Barcelona com o seu VJM11, sem nada de novo, tirando a barbatana e o Halo. Sergio Perez e Esteban Ocon apresentaram-se ao público e aos fotógrafos com o objetivo de ficar no quarto posto do mundial de Construtores, o seu melhor resultado possível.

Vijay Mallya, o dono da equipa, afirmou que o objetivo é de manter, senão melhorar a posição da equipa no Mundial de Construtores “Não vejo razão para não consolidarmos nossa posição e melhorarmos”, afirmou Mallya. “Sim, a Formula 1 e um ambiente muito duro e competitivo, mas somos um equipa estabelecida com continuidade em todas as áreas da companhia. Nós não damos nada por certo, mas ficaríamos desapontados se não estivéssemos lutando pelos pontos em todas as corridas neste ano”, concluiu.

Queremos estar em Barcelona com um carro que nós sabemos que funciona. Deve ser uma boa base para a qual possamos começar a desenvolver com grandes passos”, declarou o diretor-técnico Andy Green, numa entrevista à revista alemã 'Auto Motor und Sport'.

"O ADN do carro ainda é muito aquele do carro do ano passado”, apontou. “Nós tomamos a decisão, já tem algum tempo, de que a especificação do lançamento do carro de 2018 seria baseada no nosso entendimento do carro de 2017, mas com todas as novas estruturas exigidas pelo regulamento”, contou. 

É um ponto de partida, uma boa referência onde podemos introduzir mudanças bem rapidamente. Isso dá ao nosso departamento de aerodinâmica mais tempo para desenvolver o carro para a primeira corrida na Austrália, ao invés de terem de lançar peças cedo para os testes”, completou.

Quanto ao Halo, o novo dispositivo de segurança, Green afirmou que a sua introdução implicou despesas extra numa equipa que tem todos os tostões contados. Segundo ele, a instalação custou quase um milhão de dólares, e teve mudanças significativas na aerodinâmica do carro.

"Em termos de despesas, é enorme, porque nós precisamos fazer um novo chassis", afirmou Green aos jornalistas no primeiro dia dos testes pré-temporada em Barcelona.

"Nós não teríamos antecipado fazer um novo chassis este ano, dada a quantidade de mudanças que fizemos no ano passado, o que foi enorme para uma nova mudança de regulação. Para uma equipe como nós, sempre tentaremos tirar dois temporadas do chassis, caso seja possível", continuou.

"A esse respeito, custou-nos muito para reconstruir e redesenhar - é [na casa das] centenas de milhares se não uma marca de milhões de dólares para colocar este halo no carro. Foi um grande desafio [de qualquer maneira]; para uma equipa como nós foi enorme", concluiu Green.

Bob Fernley, o chefe-adjunto da equipa, espera que o carro seja suficientemente bom para se defender das ameaças que Williams e Renault já anunciaram para alcançar o lugar que têm vindo a ficar nas últimas duas temporadas. “Elas são uma ameaça significativa, e precisamos levá-las a sério. As três equipas vão travar uma enorme batalha”, antecipou.

A Force India rodará esta semana em Barcelona, entre o pelotão da Formula 1, nos testes coletivos.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A nova prisão de Vijay Mallya

A semana que está quase a acabar ficou marcada pela nova prisão de Vijay Mallya, o patrão da Force India. Na terça-feira, ele foi de novo detido com acusações de lavagem de dinheiro e fraude relativos à falência fraudulenta da Kingfisher Airlines, em 2015. Desde há ano e meio que Mallya está na Grã-Bretanha, tentando evitar a extradição para a India, natal, pedida pela CBI, a Central Bureau of Investigation.

Um porta-voz do Procurador da Coroa Britânica que confirmou a detenção, afirmou que “mais acusações foram adicionadas ao processo”.

Mallya foi detido uma vez em abril, onde foi liberto sob fiança. Ele continua a insistir na sua inocência, negando veementemente as acusações que lhe são dirigidas no seu país, depois de uma audição num tribunal de Londres em junho. A 4 de dezembro, ele vai ter nova audiência para ver se existem provas suficientes para que a justiça britânica aceda aos pedidos de extradição.

Tudo isto acontece numa altura em que o seu outro sócio da Force India, Subrata Roy, continua em sarilhos com as autoridades fiscais indianas. Preso desde maio de 2014 por não pagar cerca de 3,1 nil milhões de dólares de impostos em atraso, o governo decidiu vender o seu património para pagar o valor em dívida. Uma das suas propriedades, a Aamby Valley, poderá valer 1,5 mil milhões de dólares num leilão que o governo indiano pretende fazer dentro em breve.

Entretanto, o Joe Saward afirmou no seu blog que a Force India está à venda desde há uns meses, apesar de ser algo mais oficioso do que oficial. Não se sabe o preço, mas o que sabe é que é demasiado elevado para que apareçam compradores interessados. E para piorar as coisas, o tempo parece não ser muito alargado, pois caso contrário, a equipa poderá ser envolvida nos problemas legais dos seus proprietários.

Criada em 2008 depois da compra da Spyker, a Force India conseguiu até agora uma pole-position, cinco voltas mais rápidas e cinco pódios. Nesta temporada, com o mexicano Sergio Perez e o francês Esteban Ocon, conseguiu até agora 133 pontos e é o quarto classificado no Mundial de Construtores.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Formula 1: Halo vai atrasar construção de chassis para 2018

A FIA decidiu em julho que o Halo será colocado nos carros de Formula 1 a partir de 2018, como medida de segurança para os pilotos. Contudo, esta decisão da FIA ocorreu demasiado tarde para algumas equipas de Formula 1, pois os apanhou no meio dos projetos de chassis do próximo ano, e por causa disso, há o risco de algumas poderem falhar os ensaios à preparação da próxima temporada, em fevereiro. 

Uma delas é a Force India. Andy Green, o director técnico da equipa, admite que neste momento a FIA ainda não enviou todos os dados sobre o Halo, o que está a causar algumas dificuldades à equipa de Silverstone. 

Será muito difícil ter tudo pronto para os testes de Inverno. Existe o risco enorme de as equipas não conseguirem ter tudo pronto. Recebemos alguma informação ao longo da pausa de Verão o que nos permitiu progredir ligeiramente. Estamos ainda à espera de alguma informação crítica, o que de facto está a atrasar a concepção do chassis”, afirmou em declarações prestadas à televisão britânica Sky. 

Green revelou que todo o programa de desenvolvimento do monolugar de 2018 está atrasado e a possibilidade da Force India não estar presente nos testes de Barcelona de 26 de Fevereiro é uma realidade. 

A definição surgiu muito tarde. Foi uma grande surpresa para todos nós quando o Shield foi recusado a favor do Halo. O nosso desenvolvimento foi comprimido em dias. De momento, não sabemos se estaremos nos testes de pré-temporada. O nosso plano atrasou-se, a data de apresentação tem vindo a ser alterada de acordo com a informação”, continuou. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Esta equipa é muito pequena para estes dois

Um dos grandes momentos do GP da Bélgica foi uma briga entre dois pilotos. E não foram uns quaisquer, falamos de uma briga entre dos pilotos da mesma equipa. Sergio Perez e Esteban Ocon são pilotos competitivos mais ou menos da mesma idade (Perez tem 26, Ocon vinte) e lutam pela posição como se lutassem contra outro piloto. Como é sabido, ambos os pilotos tocaram-se por duas vezes: a primeira, nos primeiros metros da corrida, quando ambos faziam a Eau Rouge, e Perez "entalou" Ocon contra o muro, sem grandes consequências.

Contudo, da segunda vez, mais ou menos no mesmo lugar, houve consequências mais pertinentes: o mexicano sofreu um furo e acabou nas boxes (e fez entrar o Safety Car para tirar os destroços que ficaram espalhados pela pista), enquanto que o francês ficou sem bico e teve de ir às boxes para trocá-lo, mas isso não o impediu de chegar ao fim no nono posto, conseguindo mais dois pontos para ele e para a equipa.

Claro, as faíscas voaram depois da prova. Ambos os pilotos trocaram de razões, e Ocon chegou a dizer nas redes sociais que "Perez tentou matar-me duas vezes", afirmando que a partir daquele momento, não falava mais com ele. Depois, o francês lá se acalmou, mas os estragos estão feitos.

Toda esta confusão fez com que o diretor da Force India, Otmar Szafnauer, tenha feito um aviso muito sério quer a Sergio Perez, quer a Esteban Ocon, admitindo a possibilidade de os suspender por uma corrida: “Se acontecer outra vez vamos ter de resolver isto. Vamos começar a pensar sobre quem vai guiar o carro”, comentou.

Vijay Mallya reforçou a posição do diretor da sua equipa: “A repetição de incidentes entre os nossos carros está agora a ser um assunto preocupante. Nestas circunstâncias não temos outra escolha senão adotar uma política de ordens de equipa, no interesse da segurança e para proteger a posição da equipa no Campeonato de Construtores”.

Com o passar do dia de segunda-feira, os pilotos conversaram acerca dos incidentes e chegaram à conclusão de que que muitas das coisas que foram ditas após a corrida foram “calor da ação e tendo em conta a situação perigosa", disse Ocon.
  
Depois, continuou:

Quero seguir em frente. Somos uma equipa e admiro o facto do meu companheiro de equipa se ter desculpado. Queremos trabalhar melhor em conjunto. Estou empenhado no sucesso da Force India e estou tão confiante quanto a equipa que o que se passou não nos vai deixar para trás e há ainda muitos êxitos para conseguirmos juntos. Vai ser um desafio manter esta quarta posição [no campeonato de Construtores] e ninguém nos desviará deste objetivo”.

A mesma coisa fez Sergio Perez na sua página oficial do Facebook, onde fez um video, explicando a sua versão dos acontecimentos e responsabilizando-se por qualquer incidente que tenha acontecido... com Nico Hulkenberg. Porque quando foi com Ocon, afirmou que ele, tendo a linha de corrida para ambos (ou seja, estava na frente), ele tinha a vantagem.

Ao fim e ao cabo, falamos de dois pilotos que querem o melhor, isso ninguém contesta. O que se contesta é a agressividade que ambos os pilotos têm na pista. E de uma certa forma, é a consequência daquilo que o Ayrton Senna disse na famosa entrevista a Jackie Stewart no fim de semana do GP da Austrália de 1990, onde disse a famosa frase "se não aproveitas a abertura, deixas de ser piloto de Formula 1". Como Senna virou deus, e tudo aquilo que disse virou "mantra", no final do dia, é isso que fazem, sem ter noção de que as coisas podem acabar mal. Ainda por cima, naquele lugar em Spa-Fracochamps, imediatamente antes de Eau Rouge e Radillon, onde os pilotos, quando saem de pista, saem à grande e... à belga! Mas tem consequências potencialmente graves.

E é nesta altura que pensamos se aquela equipa não será pequena demais para ambos os pilotos. Imagino uma coisa dessas numa Mercedes ou Ferrari, e os rios de tinta que seriam escritos entre ambos os pilotos. Eu, que vivi na infância e adolescência os eventos entre Alain Prost e Ayrton Senna na McLaren, lembro-me perfeitamente desses rios de tinta que foram escritos sobre eles, e como uns tomaram partido por este e aquele piloto. E também o ódio a Jean-Marie Balestre quando puxou pela sua costela francesa, protegendo Prost.

Mas neste caso, o ideal seria provavelmente cada um seguir o seu caminho, pois discipliná-los não parece ser a melhor politica. Continuarão a disputar pos posições como se não existisse mais o amanhã, ainda por cima numa equipa que este ano pontuou (quase) sempre, levando-a ao quarto lugar do campeonato de construtores, amealhando preciosos milhões para sustentar a equipa, que pareece fazer muito com... pouco.

Em suma: se a Force India ficar com os dois, eles tem de ser muito bem educados para se respeitarem em pista. Caso contrário, já sabem que veremos mais episódios envolvendo estes dois.