Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

A imagem do dia

Muitos aproveitam para dar os parabéns a Michael Schumacher, que comemora hoje o seu 49º aniversário, mas o calendário mostrou-nos hoje que passa uma década sobre algo do qual teve consequências. Pois foi este dia, em 2008, que o Rali Dakar foi cancelado, e por causa disso, foi para a América do Sul, de onde nunca mais voltou.

O cancelamento "em cima da hora" foi inesperado apenas para aqueles que não estavam à espera, e também por ter acontecido tão em cima da hora (a um dia do seu começo), mas era algo do qual já se esperava desde o final do ano anterior. Um atentado terrorista, onde uma familia francesa tinha sido morta na Mauritânia por elementos da Al-Qaeda no Magreb, aliados a relatórios dos serviços secretos franceses afirmando que havia indicios sólidos de que a caravana do Dakar iria ser atacada no "bivouac", fizeram com que o governo do então presidente Nicolas Sarkozy "aconselhasse" o cancelamento do rali. Um conselho que foi reforçado quando as seguradoras decidiram não mais apoiar os concorrentes devido ao elevado risco, e a Total decidiu, algumas horas antes, desmontar a barraca, para forçar a ASO (Amaury Sports Organization) a tomar o cancelamento como fato consumado. 

A pressão, de uma certa forma, funcionou, para desilusão, na altura, dos amantes do automobilismo e do Dakar.

O "Dakar português" tinha sido um sucesso desde que chegou, anos antes. As etapas nas nossas bandas tinham atraído, em média, mais de meio milhão de portugueses para as nossas estradas, aplaudindo os concorrentes e passando a ideia de um povo amante do automobilismo. Logo, era extremamente popular, e também uma janela para mostrar Portugal ao mundo. E o cancelamento foi uma desilusão natural lógica.

Isto também mostrou que por vezes, cede-se às ameaças. As coisas nunca foram devidamente explicadas, e claro, o algum secretismo que isto levantou deu origem às "teorias da conspiração" da altura, que tudo isto foi uma maneira de nos tirar a organização do Dakar sem pagar indemnizações. A tal "force majeure" que por vezes se fala. O que se sabe é que hoje em dia há o África Race, que parte de paragens francesas e tem muito menos mediatismo do que o Dakar. E os concorrentes nunca foram incomodados...

No final do dia, sabemos agora o que se passa: o Dakar continua a ser o maior "rally-raid" do mundo, organizado por franceses, mas a ideia original de Thierry Sabine há muito que está sepultado no deserto africano. Agora, é noutras dunas, noutras paragens, noutro continente, que se alimenta o sonho e o desejo. Porque o eventual "regresso a África" não deverá acontecer, pelo menos, não nesta geração.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Novidades sobre o Rali de Portugal de 2013

A edição online da Autosport portuguesa fala hoje de que os organizadores do Rali de Portugal encontram-se hoje na Catalunha, para falar com os representantes da FIA, no sentido de apresentar os planos para o Rali de Portugal de 2013, que acontecerá entre os sias 11 e 14 de abril de 2013. E nos planos dos organizadores, passa por uma primeira etapa onde acabará em Lisboa, em vez da concentração no Algarve, com tem acontecido nos anos anteriores.

Caso a FIA dê a luz verde a este plano, irá significar que no primeiro dia, 11 de abril (quinta-feira à noite) o rali partirá simbolicamente do Algarve - provavelmente Vilamoura - e andará na sexta-feira por troços como Mú e Ourique, com chegada a Lisboa. No dia seguinte, sábado,os concorrentes irão disputar duplas passagens pelas especiais de Santana da Serra (31 Km), Vascão (25,2 km) e Loulé (22,5 km). No último dia - domingo, 14 de abril - os concorrentes farão uma dupla passagem por Almodôvar, com 52 Km - a segunda passagem será a “Power Stage” - para além da classificativa de Silves, com 21 Km.

A organização afirma ainda que está a negociar a repetição do Fafe World Rally Stage, que foi feito este ano com enorme sucesso popular, mas quer a organização, quer a autarquia, afirmam que tal só acontecerá caso as equipas manifestem interesse em participar nesse evento. 


domingo, 23 de agosto de 2009

GP Memória - Portugal 1959

Depois de terem experimentado o rápido circuito de AVUS, em Berlim o pelotão da Formula 1 fazia a sua viagem para sul, mais concretamente ao solarengo Portugal, onde iriam estrear outro novo circuito citadino, desta vez nos arredores de Lisboa. O circuito de Monsanto era desenhado entre as estradas do parque com o mesmo nome, considerado como o pulmão da capital portuguesa. Tinha uma característica especial: a recta da meta era uma parte da auto-estrada que ligava Lisboa a Cascais, o lugar de veraneio da elite portuguesa e da realeza europeia, principalmente as cabeças que tinham perdido a coroa na última Guerra Mundial, quase quinze anos antes…


Na lista de inscritos, havia uma novidade e um regresso: a Aston Martin, que tinha estado ausente na Alemanha, regressava em Monsanto com Roy Salvadori e Carrol Shelby, esperando que o seu carro com motor à frente pudesse competir com a nova tendência de motor atrás, representada pela Cooper, que se tornavam cada vez mais competitivos…


A grande novidade na lista de inscritos era a presença de um piloto local, Mário de Araújo Cabral, conhecido pelos amigos de “Nicha”. De origem nobre (o seu pai era um rico industrialista do Porto, ao qual lhe tinham dado o título de conde de Vizela), Nicha Cabral, então com 25 anos, tinha conseguido um lugar na Scuderia Centro Sud, e iria conduzir um Cooper-Maserati. Iria ser o primeiro português a participar oficialmente num Grande Prémio.


De resto, não havia grandes novidades na lista de inscritos. A BRM inscrevia Jo Bonnier, Harry Schell e Ron Flockhart, a Cooper tinha Jack Brabham, Masten Gregory e Bruce McLaren na equipa oficial, com Maurice Trintignant e Stirling Moss nos Cooper da Rob Walker Racing Team, a Lótus trazia Graham Hill e Innes Ireland, enquanto que a Ferrari tinha inscrito Tony Brooks, Phil Hill e Dan Gurney na equipa.


Nos treinos, a primeira fila era toda da Cooper, mas o melhor foi… Moss, no seu Cooper da Rob Walker, que tinha a seu lado na grelha os Cooper oficial de Jack Brabham e de Masten Gregory. Na segunda fila estavam o Cooper de Maurice Trintrignant e o BRM de Jo Bonnier, enquanto que na terceira fila estavam Dan Gurney, o melhor dos Ferrari, seguido por Phil Hill e Bruce McLaren. A fechar o “top ten” estavam o BRM de Harry Schell e o Ferrari de Tony Brooks, que lutava contra a falta de competitividade do seu carro. Nicha Cabral conseguiu ficar na 14ª e antepenúltima posição, tendo atrás de si os Lótus de Graham Hill e Innes Ireland.


Perante cerca de 80 mil pessoas e tempo soalheiro, os carros partiram para o segundo Grande Prémio de Portugal de Formula 1. Na partida, Moss fica com a liderança da corrida, algo que não o larga até ao final, mas de inicio tem atrás de si o pelotão perseguidor, constituído por Brabham, McLaren, Gregory e Gurney. Mais atrás estava Phil Hill, que na ânsia de querer ganhar lugares, despista-se na volta cinco. Consegue regressar às boxes, mas quando volta à pista, o Lótus de Graham Hill despista-se à sua frente e ele não tem como evitá-lo, batendo e destruindo ambos os carros. Contudo, os dois saem incólumes.


Brabham continua atrás de Moss durante algum tempo, tentando nunca se despegar do piloto inglês, até que na volta 23, Brabham perde o controlo do seu carro. O Cooper despista-se no momento em que passa o carro de Nicha Cabral, evitando por pouco um choque, mas o carro desgovernado vai para a berma, onde embate num poste telefónico. Com o choque, o piloto australiano é projectado para o meio da pista, e quando se levanta, vê o seu companheiro Masten Gregory a aproximar-se rapidamente. Instintivamente, o americano desvia-se de Brabham por pouco e consegue continuar a corrida, mas para o piloto australiano, o fim-de-semana acabava por ali.


Quem seguia na frente, perfeitamente imperturbável, era Moss, que tinha agora Gregory atrás dele. Depois do americano estavam Bruce McLaren e Dan Gurney, no melhor dos Ferrari, com Tony Brooks muito atrás. McLaren continuou assim até à volta 38, quando a transmissão do seu carro cedeu, fazendo com que Gurney subisse ao terceiro posto, e esta seria a ordem final da corrida no momento em que mossa cruzava a bandeira de xadrez, na volta 62. Aliás, moss era o único a percorrer essa distância, pois tinha deixado os americanos Gregory e Gurney a uma volta. Maurice Trintrignant e o americano Harry Schell, no seu BRM, ficaram com os restantes lugares pontuáveis. Quanto a Mário de Araújo Cabral, conseguiu o feito de ter levado o seu Cooper-Maserati até ao fim, na décima e última posição, a seis voltas do vencedor.


Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/1959_Portuguese_Grand_Prix

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O que é que um motor é capaz de fazer...

O Roadshow da Renault, em Lisboa, no passado Domingo, deve ter sido muito engraçado para quem lá foi. Ver o R27, pilotado pelo Lucas di Grassi, a fazer piruetas pela Avenida da Liberdade, e as boxes instaladas na Praça dos Restauradores, onde os mecânicos estiveram à volta do carro, deve ter sido um regalo para os olhos de muita gente. E sabendo aquilo que o público quer ver, os mecânicos da Renault prepararam isto...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A visita da Renault a Lisboa

"A única visita da Fórmula 1 à cidade de Lisboa reporta a 1959, mas volvido quase meio século, o espectáculo da disciplina máxima do desporto automóvel está de volta à cidade. No próximo dia 26 de Outubro, o Renault Roadshow F1 vai animar a zona compreendida entre o Marquês de Pombal e os Restauradores. Um evento único, com uma estrutura logística impressionante, com o objectivo de proporcionar – gratuitamente! – a dezenas de milhar de espectadores um espectáculo sem paralelo. Ou precisar de apenas 100 metros para travar dos 320 aos zero quilómetros por hora não é algo que impressiona até o menos comum dos mortais?"

É assim que começa o comunicado de Imprensa da Renault relacionado com o Road Show que vai acontecer no centro da capital no próximo dia 26 de Outubro.

Vai ser uma coisa em grande: realizada numa das zonas mais emblemáticas, a zona entre a Avenida da Liberdade e os Restauradores, como que a fazer jus a todo o “glamour” que também está associado à Formula 1, vai ser uma mega organização, em razão dos mais diversos meios que vão ser aplicados, a obrigar a uma logística de grande dimensão e complexidade.


A Praça dos Restauradores será o local do centro nevralgico do Renault Roadshow F1. De facto, ao longo do fim de semana, para além das áreas de animação, na zona vai ser montado um pavilhão com 500 metros quadrados de acolhimento aos convidados da marca, mas também onde vão ser promovidas as conferências de imprensa durante o evento. Isto para além da área de box do Renault F1 e de outras viaturas de competição. Mas claro, não vai ser só o monolugar com que a Renault compete no Mundial de F1 que vai animar a cidade de Lisboa nesses dias.


De facto, num programa que decorrerá ao longo de dia e meio – o dia de sábado é reservado aos ensaios – não faltam outros aliciantes, como a exibição dos espectaculares Mégane Trophy que, em toda a Europa, animam as jornadas do World Series by Renault; bem como o desfile de muitas outras viaturas da marca.


Já agora, eis o programa completo do fim de semana:


Sábado, 25 de Outubro de 2008
10h00 / 17h00 – “Village Renault” (Animações “Renault Kids”; “Pit Stop Challenge” Renault F1; Insufláveis; Exposição Renault)
15h00 / 17h00 – Ensaios de pista Renault F1 e Megane Trophy

Domingo, 26 de Outubro
10h00 / 18h00 – “Village Renault” (Animação Paddock ING Renault F1 Team;
Conferências de Imprensa; Animações “Renault Kids”; “Pit Stop Challenge” Renault F1; Insufláveis; Exposição Renault.
14h00 / 17h30 – Parada do Renault Roadshow F1, com exibição do Renault F1,
Megane Trophy e muitas surpresas.

Ui, surpresas! Será que vai ser o Alvaro Parente a conduzir um dos R28? Seria fixe!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Renault vai fazer demonstração nas ruas de Lisboa

Depois de ontem ter sido falado que a McLaren irá fazer um teste exploratório ao novo Autódromo de Portimão, foi anunciado que a Renault vai fazer uma demonstração dos seus Formula 1 daqui a um mês, a 26 de Outubro, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

Na demonstração, que vai durar cerca de três horas, os carros da marca francesa irão percorrer os cerca de 1,5 quilómetros de extensão da Avenida da Liberdade - entre o Marquês dePombal e a praça dos Restauradores - e realizar inúmeras manobras. Esta iniciativa da marca do losangulo, quer trazer para cá dois R28 de Formula 1, desconhecendo para já quem vão estar ao voltante. Tanto podem ser Fernando Alonso e o "pré-despedido" Nelson Piquet, como também pode ser um dos pilotos de testes, como o brasileiro Lucas di Grassi, ou outra surpresa qualquer...


Além dos Fórmula 1, a Renault vai ter também no local exemplares dos Mégane Trophy, estando ainda por confirmar as presenças dos Fórmula 3.5, da WorldSeries e o Fórmula 2.0, utilizados pelos pilotos que se estão a iniciar nos monolugares.