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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Kimi Raikkonen, esse desconhecido

Neste verão, em terras finlandesas, um dos livros do momento é uma biografia. E não é um qualquer, pois falamos de Kimi Raikkonen. Carismático, quando (quase) nunca abre a boca, conhecido por dar respostas lacónicas aos jornalistas, no inicio da sua carreira era conhecido pelos seus excessos etílicos, mas isso nunca o interferiu na sua carreira. Pilotando desde 2001 - com uma interrupção entre 2010 e 2012, onde foi para o WRC - Raikkonen sentou-se com o jornalista Kari Hotakainen em 2017 para escrever sobre a pessoa, em vez do piloto.

O resultado é interessante. Depois de cem mil cópias vendidas no primeiro mês, na Finlândia, o livro foi traduzido para inglês e vai ser lançado no próximo dia 18 de outubro, um dia depois do 39º aniversário do piloto finlandês. E nas 320 páginas dessa biografia, já se sabem alguns pormenores. Bebe muito - um dos episódios que se fala é que em 2012, bebeu dezasseis dias seguidos entre o Bahrein e Barcelona! - e já teve problemas com a lei, especialmente num episódio onde dormiu num tapete rolante de um aeroporto, depois de um vôo particularmente extenuante.

Para além disso, é disléxico e tem asma. Nunca atende o telefone quando está em casa - pede sempre a mulher para o fazer - e o seu pai teve mais que um emprego para pagar a carreira de Kimi no karting. Há muitas fotos inéditas, vindas do seu álbum de fotografias, particularmente da sua infância e juventude.

As criticas sobre este livro na Finlândia são boas. Os leitores destacam que é um relato honesto do piloto, o seu lado íntimo e familiar, e não se fala muito sobre a sua carreira na Formula 1 ou nos ralis. O que interessa é o que faz quando pendura o capacete e está na lareira da sua casa, ou na sua sauna. O grande problema, para alguns dos leitores, é o livro ser... muito curto. Há quem tenha gostado do estilo de escrita, e há quem diga que depois de ler isto, seriam capazes de convidar Kimi para tomar uma cerveja no bar mais próximo.

Contudo, falta muito para se saber se é um livro que vale a pena, e para isso temos de esperar um pouco, para a versão inglesa. Provavelmente, vai ser um livro para pedir no Natal.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Youtube Motoring Book: Um livro especial sobre a Ferrari


No dia em que passam trinta anos sobre a morte de Enzo Ferrari, não seria de mau tom se mostrasse um livro da editora Taschen sobre desenhos do motor V12, icónico da marca, cujo autor é Marc Newson.

E coisa interessante disto tudo é... limitadíssimo. E muito, mas muito caro. 25 mil euros muito caro. Custa um carro de médio porte! Mas para pagar isso, terá em troca uma caixa de alumínio e respectivo suporte. 

E para além dos desenhos, o livro também contem centenas de fotos vindos dos arquivos da Ferrari e de coleccionadores privados. Tudo isso para contar a historia completa dos principais protagonistas e claro, as vitorias da marca italiana. Vão ser editados 1947 exemplares - simbolizando o ano da fundação da marca de Maranello - 250 dos quais vão ser desta edição, e que irão para clientes especiais e museus. Os restantes exemplares valem mais barato: "apenas" cinco mil euros.

Todos esses exemplares serão assinados por Piero Lardi Ferrari, mas os 250 de luxo terão também as assinaturas de John Elkann e de Sergio Marchionne, feitas tempos antes de ele morrer, no mês passado.

quinta-feira, 3 de março de 2016

A vida dele vai dar... uma banda desenhada!

Este ano comemoram-se os 45 anos da morte de Jo Siffert, e também o seu 80º aniversário natalício. Piloto versátil, o suíço pode ter ganho apenas duas corridas na Formula 1, mas foi um dos melhores pilotos da Endurance do seu tempo, onde apesar de ter sido vencedor em Daytona e Sebring, e ajudado a Porsche a ser vencedor na Endurance em 1971, com o mexicano Pedro Rodriguez, não ganhou as 24 Horas de Le Mans.

Em 2006, ele foi o sujeito de um documentário feito por Men Lareida, "Live Fast, Die Young", mas dez anos depois, ele será o sujeito de uma banda desenhada. Desenhado por Olivier Marin, vai estar à venda a partir do dia 22 de junho em paragens francesas. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

"The Limit" vai dar série de televisão

Parece que Hollywood está a olhar para o automobilismo com "olhos de ver". Depois do sucesso de "Rush" e a noticia de que "Go Like Hell" está na fase de pré-produção, o "Hollywood Reporter" afirma que Patrick Dempsey, o famoso "McDreamy" de "Anatomia de Grey" e notório "petrolhead" irá produzir uma mini-serie de quatro episódios baseado no livro "The Limit", do escritor Michael Cannell, baseado na história do duelo entre Phil Hill e Volfgang Von Trips, no Mundial de Formula 1 de 1961 e a sua relação dentro da Ferrari.

A série, que ainda não têm data de arranque, irá passar no canal Sundance TV entre meados e finais de 2015, e ainda está na fase de arranque. Contudo, ele será o produtor executivo dessa série, dado o seu amor pelo automobilismo. E não será a unica coisa que irá produzir, pois ele estará presente na "Arte de Correr na Chuva", baseado também num livro de 2008 sobre a história de um piloto, contado na perspectiva... de um cão. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

A Paixão de Senna, em entrevista

A entrevista aconteceu na passada sexta-feira, mas foi hoje, dia 22 de abril, que foi lançado nas livrarias um pouco por todo este Portugal o livro "A Paixão de Senna", do jornalista Rui Pelejão. Nesta entrevista feita ao Gonçalo Sousa Cabral, ele fala sobre as razões pelos quais escreveu o livro, e dar sobre ele uma perspectiva mais portuguesa, com os seus amigos, e que teve sempre um lugar especial no seu coração.

Para ouvir a entrevista, podem seguir este link

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A Paixão de Senna

O Rui Pelejão é um jornalista português que aproveitou a ocasião do vigésimo aniversário da morte de Ayrton Senna para escrever o seu primeiro livro. De seu título "A Paixão de Senna", fala sobre o piloto que gostava de Portugal - e as melhores provas disso era a casa dele na Quinta do Lago, por exemplo - e o que significou na sua vida (ele dedica ao seu pai, "que me levou às cavalitas para ver o Senna correr") e no que influenciou na sua maneira de ser.

Eis um excerto:

"O meu livro "A Paixão de Senna" editado pela Oficina do Livro não é uma biografia - há outras melhores e mais completas - não é uma hagiografia do ídolo, não é um romance. É a história de um homem que marcou o seu tempo e uma história daquele tempo que também marcou as nossas vidas.

Para mim, além de ser o meu primeiro livro, "A Paixão de Senna" é também um tour de force, uma maratona-sprint que me permitiu uma viagem emocional e emocionante. Se conseguir que alguns dos leitores partilhem da emoção que foi escrever este livro, já me darei por satisfeito.

Para quem escreveu um livro sobre um homem como Ayrton Senna o máximo que posso dizer é que fiquei a gostar mais dele, como um amigo que nunca conheci, com os seus defeitos, contradições e a sua condição de deus das pistas e ser profundamente humano fora delas."

O livro estará à venda por aqui a partir do dia 22 de abril, mas pode ser encomendado pela Wook (por aqui, com isenção de portes de envio em Portugal, pelo menos) onde podem ler o primeiro capitulo. Aproveitem! 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Querem ver um livro que custa um milhão de dólares?

Já ouvi falar de livros raros e caros, mas este arrisca a bater recordes. Para já é o livro de Formula 1 mais caro de sempre, e segundo é uma edição... "Bernie Ecclestone". Têm 852 páginas, pesa 37 quilos, e têm 50 centímetros quadrados. O custo deste exemplar único? Um milhão de dólares. Leram bem: um milhão de notinhas verdes vindos da terra do "Tio Sam" para a edição assinada pelo "anãozinho tenebroso".

Claro, há edições mais acessiveis. Sem capas de aluminio, por exemplo. Esses exemplares mais acessiveis custam a módica quantia de... duzentos mil dólares.

Provavelmente muitos homens irão seguir o exemplo do senhor Mark Parisi, que irá vender um dos seus testículos por 35 mil dólares e comprar um Nissan 370Z...

Esta vi no WTF1.co.uk

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Contar as memórias de forma diferente

Depois de no inicio do ano, Adam Parr ter ido embora da Williams, após cinco anos de permanência, não se ouviu nada sobre ele. Até agora. O Joe Saward fala hoje no seu blog que o ex-diretor decidiu escrever um livro sobre a sua passagem pela Formula 1. Mas não da forma normal. Na realidade, decidiu fazer em banda desenhada. E deu um nome muito interessante: "A Arte da Guerra", tal como o título do mítico livro da Sun Tzu.

No site onde é apresentado este livro (adamparr.net), o autor explica a razão pelo qual fez este livro, desta forma:

"Escrevi este livro para as pessoas interessadas na Formula 1 - todas as pessoas que como eu, passaram grande parte da sua carreira noutros trabalhos. A competição faz parte do nosso mundo. Formula Um é simplesmente uma competição que vai para além de imensas lógicas e do qual é jogado em frente de 500 milhões de pessoas. A estratégia é navegar no meio das negociatas e nas politicas da Formula Um da mesma forma como se combinam as estratégias a cada final de semana de cada corrida."  

"Neste livro tento mostrar tudo aquilo que acontece nos bastidores da maneira como vi, nos meus cinco anos que estive neste desporto. Decidi escrever o meu livro como uma novela gráfica porque para mim, isto tudo foi um mundo muito visual e muito tangível e do qual foi, acima de tudo, sobre pessoas e entretenimento. É apenas uma perspectiva, mas - espero eu - uma perspectiva diferente."

O livro está desenhado de forma interessante: está em preto e branco, com um ocasional traço a tinta vermelha. Paul Tinker é o autor dessas ilustrações. Para além disso, há um prefacio escrito por Max Mosley, o ex-presidente da FIA.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Go Like Hell - o filme

Estava a falar esta tarde com um amigo meu sobre Carrol Shelby - ele adora tudo que seja motor Cosworth e os muscle cars - quando começamos a falar sobre o "Go Like Hell", o livro de A.J. Baime que fala sobre a luta entre Ford e Ferrari pelo dominio na Endurance, mais concretamente nas 24 Horas de Le Mans. Disse que tinha a versão portuguesa do livro, e que se falava sobre a possibilidade de um filme.

No meio disto tudo, fui pesquisar e descobri umas coisas. Vai haver um filme, produzido pela Fox e já tem reralizador escolhido: Michael Mann, o homem que fez "Miami Vice", quer a série televisiva, quer o filme, e realizou filmes como "Heat", "Ali" e "Entre Inimigos". Contudo, o projeto de "Go Like Hell" está congelado por estes dias devido ao facto de "Rush", o filme de Ron Howard sobre o campeonato do mundo de 1976, estar neste momento a ser filmado. Provavelmente, só depois desse filme for feito e com uma eventual reação do público, provavelmente no final deste ano ou inicio de 2013, é que o projeto poderá - ou não - avançar.

Como se esperava, o sucesso de "Senna" nos cinemas de todo o mundo faz com que Hollywood se interessasse nas histórias que o automobilismo têm e construiu ao longo dos anos. E que não tenham dúvidas: existem muitas e excelentes histórias. E espero que nos anos que seguirem possamos ver alguns desses projetos concretizarem-se.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Noticias: "The Limit" vai ser adaptado ao cinema

Um dos livros que tenho de comprar em 2012 é o "The Limit", do Michael Cannell, que escreve sobre a temporada de 1961 e do duelo entre os dois pilotos da Ferrari, o americano Phil Hill e o nobre alemão Wolfgang Von Trips, do qual, como todos sabem, acabou na pista de Monza quando o Von Trips sofreu o seu acidente fatal, dando o título a Hill, o primeiro de um americano na história da Formula 1.

Ora, Cannell foi entrevistado para o blog "My Book, The Movie", sobre como seria e quem gostaria que interpretassem as personagens do seu livro. E a resposta foi surpreendente:

"Acreditem ou não, vendi os direitos do livro para Hollywood ainda antes de escrever a minha primeira frase. Foi por acaso, pura sorte... havia outro livro sobre uma competição do meio do século que iria em breve ser publicado [provavelmente o "Go Like Hell", sobre a luta Ferrari-Ford em Le Mans] e que tinha vendido os seus direitos a Hollywood. O meu agente conseguiu vender os direitos cinematográficos do "The Limit" no sentido de evitar que esse projeto rival não avançasse muito. Em suma, eram dois livros sobre corridas que estavam a ter a sua própria competição." começou por dizer.

"A Columbia Pictures adquiriu os direitos do "The Limit", com o compromisso de que Tobey Maguire iria fazer o papel de Phil Hill, o simpático mecânico de Santa Mónica que iria vencer o Mundial de Formula 1. Aparentemente, os executivos ficaram impressionados com a semelhança fisica entre Maguire e Hill, embora eu francamente não veja assim grandes semelhanças... Recentemente, soube que a Columbia decidiu prescindir desses direitos, portanto, agora tudo é possivel. De uma certa forma foi uma lição de como é que as coisas funcionam em Hollywood.

"Em dezembro, Maguire vai aparecer nos cinemas na adaptação do "The Great Gatsby", de Scott Fitzgerald, ao lado de Leonardo DiCaprio. Naturalmente, desejaria ver os dois a repetirem o mesmo trabalho no "The Limit", com di Caprio a fazer o papel do Conde Von Trips.", contou.

Veremos qual vai ser o estúdio que pegará no livro e o adaptará a Hollywood.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Youtube F1 Classic: The Limit, o livro sobre a temporada de 1961



Falta mês e meio para o Natal e, claro, comecemos a pensar em prendas para a ocasião. Eis algo intereressante para comprarem e lerem, e do qual falei durante algum tempo: "The Limit", o livro de Michael Cannell sobre o campeonato do mundo de 1961, entre Phil Hill e Wolfgang von Trips, e que teve o seu auge a 10 de setembro desse ano, num dos piores acidentes da história do automobilismo, matando von Trips e mais treze pessoas no Autódromo de Monza.

Hoje coloco aqui o trailer de apresentação desse livro. Acho que deve valer a pena.

sábado, 6 de agosto de 2011

No post numero seis mil, o mau tempo e alguns raios de esperança

O fato de quase quatro anos e meio depois de ter começado este blog, ter alcançado hoje o meu post numero seis mil mostra até que ponto é que escrevo bastante para falar sobre automobilismo e outras coisas mais neste belo cantinho à beira mar plantado.

Escrevo isto num cinzento sábado à noite de agosto. Parece impensável tal coisa acontecer no Hemisfério Norte, enquanto que normalmente, num país mediterrânico como Portugal, o que se deveria fazer era gozar a noite fora, com um jantar e convivio com os amigos. continua-se a fazer, mas é mais dentro de casa do que ao ar livre e a suportar temperaturas amenas. Mas este ano, o mau tempo troca-nos as voltas. Deve ser do aquecimento global...

Mas não escrevo isto por causa do mau tempo. Escrevo porque como gosto de não deixar passar em claro numeros redondos, costumo usar estas alturas para dizer alguns pensamentos próprios, em vez de falar sobre o automobilismo do passado e do presente, de colocar um video no Youtube que gostei de ver ou de falar das polémcias da Formula 1, dos ralis, IndyCar ou outras coisas mais. O mês passado, por alturas do meu aniversário, andava a queixar-me da minha má fortuna, mas após este tempo, as coisas - apesar de não haver alterações de relevo - parecem ter modificado. Ligeiramente, mas ganhei algum alento com isso.

Não posso adiantar muito porque não há conclusões, só esperança. Entretanto, o que me podem fazer, quem ainda não o fez, é de votar em mim no Concurso Best-Seller que a Bubok fez na sua página do Facebook, o do qual me inscrevi com o livro que fiz sobre este blog. O concurso vai até ao dia 29 deste mês e preciso dos vossos votos porque caso ganhe, poupo 1770 euros na minha delapidada carteira. Para fazer isso, sigam este link.

Não sei se vou ganhar, mas queria. Aliviava um pouco a minha vida, não é?

Para terminar, quero agradecer a todos os que vêm aqui. Todos os dias, frequentemente, com ou sem comentários, que me lêem no Twitter, todas as amizades que fiz à custa deste blog e do meu amor ao automobilismo, especialmente no Brasil, quero agradecer do fundo do coração. Vale sempre a pena.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tudo aquilo que você queria saber de Flávio Briatore, mas ele nunca iria contar...

As biografias das principais personagens da Formula 1 atual parecem estar na moda. Se tivemos nas últimas semanas dois livros sobre Bernie Ecclestone, que a principio condescendeu, mas depois os repudiou, agora surgiu em Itália uma biografia não autorizada de Flávio Briatore, uma personagem que muita gente considera como misteriosa e capaz de fazer coisas ilegais, como já sabemos da historieta do "Crashgate". E segundo os seus autores, Andrea Screnersini, Maria Elena Scandaliato e Nicola Palma, ao desvendar os mistérios da vida de Briatore, demonstra a vida de uma pessoa que para chegar onde chegou, não se importou de fazer coisas á margem da lei.

Eis a resenha escrita no sitio Cronacaqui.it, e traduzida para português graças ao site Speedblog, o conteúdo demonstra o potencial explosivo deste livro, editado apenas em Itália e que Briatore - que segundo eles nunca leu um livro - se demonstrou exageradamente interessado em comprar todos os exemplares...

"Um sócio que voa pelos ares e outro que desaparece do nada, a esposa secreta, as relações perigosas. E, ainda, o jogo e os golpes, a condenação, a fuga, o voo e o esconderijo. Está nas livrarias o 'Signor Billionaire' (editora Aliberto), a autobiografia não autorizada de Flavio Briatore.

Um livro de investigação que traça a vida do 'marinheiro', como lhe chamavam em sua cidade natal, Cuneo, por causa de sua movimentada diária. Aqui está ele, o gerente italiano mais famoso no mundo, o fenómeno da Fórmula Um, um homem que fez estrago nos corações das super modelos como Naomi Campbell e Heidi Klum.

Ele, Briatore: a prova viva de que o lema 'Se você quiser, você pode', cunhado por ele, às vezes realmente funciona, como nos filmes americanos.

Briatore, um ícone do self-made man, o filho de professores da província Granda, que deixou para trás com apenas um diploma de agrimensor no bolso e uma tese sobre a
'construção de um estábulo' para se tornar multimilionário. E hoje só anda num jato particular e um iate de 60 metros, vangloriando-se de jamais ter lido um livro.

Mas de onde vem tanta fortuna? Quem era Flavio Briatore antes de se tornar o Senhor Bilionário? Andrea Sceresini, Maria Elena Palma e Nicola Scandaliato contam a sua história pirotécnica. Uma longa jornada em busca de ex-sócios, conhecimento do passado e da ex-mulher, esquecida há tempos.
Uma viagem de Cuneo a Nova York, passando por Milão, Nice e Saint Thomas.

E que descobre um mundo cheio de velhas investigações criminais, antros de jogo e casinos. E ainda amizades com empresários emergentes, com um sócio marcado pela má sorte, que misteriosamente saltou no ar com seu carro. Um mundo que ninguém tinha revelado.


E depois há o capítulo sobre as mulheres. Além de Naomi e Heidi, existem Adriana Volpe, Vanessa Kelly, Elle MacPherson. Mas há uma mulher que Briatore sempre se escondeu dos repórteres. Seu nome é Marcy Schlobohm, uma ex-modelo americana. É sua primeira esposa e ficou com ele por mais de quatro anos (1983-1987). A esposa secreta. Sobre Marcy, Briatore fez apenas uma pequena referência, enganosa, em uma entrevista há três anos. Marcy agora ocupa o capítulo final do livro."

Espero que haja interessados em traduzir o livro para várias linguas, pois creio que seria interessante saber as surpresas que o livro nos revela.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A vida nada angélica de Bernie Ecclestone

Já sabia em Dezembro que viria aí mais uma biografia de Bernie Ecclestone, e estaria previsto por esta altura. No meio da agitação barenita, passou despercebido o fato de ontem, o jornal "The Times" de Londres ter publicado excertos do livro, espcialmente na sua parte privada. O alvo? A relação com a sua ex-mulher Slavica Ecclestone, no qual foi casado entre 1985 e 2008.

Slavica, uma ex-modelo croata e 28 anos mais nova do que ele, deu-lhe as suas duas filhas Tamara e Petra Ecclestone, mas deu-lhe uma data de dores de cabeça pelo seu estilo de vida e pelas aparentes humilhações públicas ao seu ex-marido, desde o chamar de anão até a alguns episódios de agressão. Era frequente abordar outros convivas em jantares onde dizia: "Ele julga-se um grande homem, mas não passa de um anão".

Um dos episódios contados no jornal britânico fala de um jantar organizado pelo Automóvel Clube do Mónaco, onde perguntou a Ron Dennis: "Você faz sexo com a sua mulher?", ao que respondeu que sim, de forma embraçada. Aparentemente, fez a mesma pergunta a outros que estavam na sua mesa e no final, disse em alto e bom som "Eu não faço mais sexo".

Ecclestone tinha pedido ao seu autor, Tom Bower, para que não colocasse os detalhes da sua vida pessoal no livro. "Disse a ele que responderia a todas as perguntas, mas a única coisa que eu não queria no livro era a minha família. E ele fez isso", lamenta. Em Dezembro, quando foi lançado o primeiro livro, da autoria de Susan Watkins, Ecclestone tentou também controlar o conteúdo do livro, mas só conseguiu que ela omitisse os seus pormenores pessoais.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A vida de James Hunt vai dar um filme de Hollywood

Desde o inicio das actividades deste blog que já devo ter comentado e ouvido noticias de filmes sobre pilotos do passado, quer em filmes de longa metragem, quer em documnentários. Já falei sobre "biopics" sobre Bruce McLaren e de Gilles Villeneuve, adaptações ao cinema de livros como "Go Like Hell", cuja versão portuguesa resultou em "Como uma Bala" e do qual ainda devo uma resenção critica desse livro, já que o tenho desde há algum tempo.

Hoje soube que, dois meses depois de ter falado aqui sobre "Shunt: The Story of James Hunt", o livro sobre a vida louca de James Hunt, escrito por Tom Rubython, que a Dreamworks adquiriu os direitos para uma adaptação cinematográfica desse livro. E já tinham um actor escolhido: o jovem britânico Alex Pettyfer, de vinte anos. Quem conta esta história foram as meninas do site Octeto.

Francamente, é bom saber que Hollywood se tenha interessado na história da vida louca de Hunt. Mas pelo que depois ouvi pela "Velha Albion" que esse livro exagerou certos aspectos de Hunt - e claro, ele já está morto - vou ficar de pé atrás sobre isso, pois de todos os projectos referidos anteriormente, só um é que chegou às salas de cinema. E foi o documentário britânico sobre Ayrton Senna, que ainda não vi, mas que todos falam maravilhas dele.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Como Bernie Ecclestone conseguiu ser o dono da Formula 1

Aos oitenta anos, feitos no passado dia 30 de Outubro, Bernie Ecclestone é um homem incontornável na história da Formula 1, quer queiramos, quer não. Primeiro foi manager de pilotos como Jochen Rindt, e de 1971 a 1986 foi o patrão da Brabham, depois de o comprar a Ron Tauranac, que tinha ficado com o lugar após a saída de Jack Brabham, no final do ano anterior. Após 1987, ficou no paddock como o gestor dos dinheiros provenientes das transmissões televisivas, da publicidade estática e dos dinheiros provenientes dos promotores dos agora vinte circuitos do calendário - elaborado por ele - que normalmente rondam entre os 20 e os 50 milhões de dólares por ano.

Falo assiduamente sobre os negócios envolvidos e de como é que os elaborou para construir aquilo que é a Formula 1 agora. Não é em vão que a chamo de "Formula Ecclestone": mais do que ter direito aos 50 por cento das receitas angariadas, há certos aspectos dos circuitos do qual a sua empresa detêm o monopólio. Mas a sua personalidade é desconcertante: umas vezes choca as pessoas, com os seus "soundbytes" a elogiar os ditadores, ou a fazer publicidade com o seu estado fisico, outras vezes pela sua capacidade de desconversar sempre que lhe tentam entrar um pouco mais na mente do "anãozinho tenebroso".

Pois bem, nos próximos meses irão sair duas biografias sobre ele. Uma, sob o título "Bernie", é escrita por Susan Watkins, mulher do Dr. Sid Watkins, o legendário médico da Formula 1, e outra, de seu nome "No Angel: The Secret Life of Bernie Ecclestone" escrita por Tom Bower, antigo jornalista da BBC, mais concretamente do lendário programa "Panorama".

O livro de Bower será lançado em Fevereiro, enquanto que o de Watkins foi lançado esta semana. Durou nove anos a ser feito e teve algum assentimento do próprio, mas não é uma biografia oficial, é mais oficiosa. É extensa ao ponto de contar pormenores sobre a sua infância, sobre os seus primeiros passos no mundo dos negócios e como é que conseguiu assegurar o controlo da marca Formula 1 para além da sua morte fisica. E é sobre essa parte que um dos jornalistas do sitio britânico Pitpass, Chris Sylt, teve acesso previlegiado. Ali, ele fala de uma entrevista que Watkins fez a Ron Dennis, o patrão da McLaren, acusando o Tio Bernie de ter roubado os direitos da Formula 1 às equipas. E é aqui que se explica, com todos os detalhes, os valores dos acordos feitos entre o final do século passado e o inicio deste século, que deixam este desporto nas suas mãos.

Tudo começa com a luta FOCA-FISA, em 1980-81, e no subsequente Pacto de Concórdia. Um acordo que ao longo dos anos foi renovado e modificado, mas do qual pouco se sabe dos seus pormenores. Não se dirá que é um acordo secreto, é mais um acordo opaco. No acordo de 1981, a Formula 1 pertence à FIA, mas a gestão dos dinheiros das transmissões televisivas é cedida à FOCA, a Associação dos Construtores, chefiada pelo então patrão da Brabham, Bernie Ecclestone. Esse dinheiro era dividido na seguinte proporção: 47 por cento para as equipas, 30 por cento para a FIA e 23 por cento para a FOPA (Formula One Promotions and Administration) criada por Bernie Ecclestone em 1978, com o consentimento da então FOCA.

Tudo correu como previsto até 1997, o primeiro acto da viragem. Ao longo dos anos 80 e inicio dos anos 90, as transmissões televisivas cresceram imensamente, em especial após o fim de semana de Imola, em 1994. No final de 1996, Ecclestone era o patrão desportivo mais bem pago do mundo: o seu salário anual era de 54 milhões de libras. O passo seguinte era o de dispersar o capital da empresa na Bolsa de Londres, mas havia um obstáculo importante: ele tinha sido delegado para gerir as contas, ele não era o patrão. A unica forma dele conseguir aquilo que queria era transferir isso para uma outra empresa dele, a Formula One Management (FOM), convencendo a FIA em ceder a gestão da Formula 1, que até ali era da FOCA e da FOPA, para a FOM. Quem era o patrão da FIA em 1997? Max Mosley, sucessor de Jean-Marie Balestre e advogado de Ecclestone nos tempos da luta FOCA-FISA, dezassete anos antes.

O acordo de cedência, assinado em 1997, tinha a duração de 14 anos (termina em 2011, portanto), por um valor anual de 6,3 milhões de libras. As equipas continuaram a receber os 47 por cento, mas os restantes 53 por cento pertenciam agora a Ecclestone, através da FOM. Para além disso, tinha o monopólio das receitas da publicidade estática nos circuitos e dos patrocinadores oficiais da Formula 1.

Sobre isso, Ron Dennis diz peremptóriamente no livro: "Bernie roubou-nos a Formula 1. Este roubo foi cometido ao omitir a nós, as equipas, dos constantes aumentos de receitas que iriamos ter graças às sucessivas renegociações dos contratos televisivos. E usou o pretexto das receitas futuras para persuadir a nós, as equipas, para aceitar um novo contrato que eliminaria as percentagens acordadas anteriormente".

Depois, acrescenta: "A maneira como [Ecclestone] lidou com este assunto, algumas pessoas dirão que foi brilhante, um golpe de génio, mas essencialmente foi um golpe porque as equipas deveriam ter-lhe dito 'alto ai Bernie, esses direitos são nossos' e foram convencidos do contrário", concluiu. Instado a responder às acusações, Ecclestone disse: "Se o Ron acredita que eu roubei a Formula 1, então deveria chamar a policia".

Ron Dennis tentou impedir o acordo, e em conjunto com Frank Williams e Ken Tyrrell, recusaram assinar o Acordo de Concórdia no final de 1997, e mais tarde, a Comissão Europeia entrou em acção, investigando as contas para descobrir alguma fraude monopolista. Isso fez cair por terra os planos para uma entrada na Bolsa de Londres, no final de 1999, após ter convencido os três dissidentes a assinar o acordo. Mas mesmo com esta parte resolvida, tinha agora outro problema: a Comissão Europeia. E é aí que entra o famoso acordo centenário.

Para apaziguar os ânimos, Max Mosley cedeu em 2001 os direitos da Formula 1 à FOM para a totalidade do seculo XXI, sob a condição de ser colocada na Bolsa. Em vez disso, Ecclestone, através de um empréstimo de 875 milhões de libras - dando como garantia receitas futuras - ficou com todas as acções e não as colocou na Bolsa. Em vez disso, vendeu a uma firma chamada SLEC, uma companhia parente da FOM, e ao longo da década, as vendeu por quatro vezes, num total de 1.6 mil milhões de libras, colocadas num fundo familiar, para que as suas filhas e netas possam gozá-la.

Hoje em dia, boa parte dessa estrutura accionista pertence à CVC Capital Partners, um fundo de equidade, que pagou 990 milhões de libras em 2006, e Ecclestone tem agora 5,3 por cento da estrutura accionista. E agora, desde o final de Outubro que se falam de negociações entre a CVC e o governo de Abu Dhabi para que fique com uma parte, ou a totalidade dessa estrutura, por uma soma que deve ser bem alta. E provavelmente mais algumas dezenas de milhões de libras a entrar nos cofres do tio Bernie...

"Todas as pessoas que fizeram negócios com o Bernie ficaram com a sensação de que, ao fim e ao cabo, foste levado para além do razoável para fechar um negócio, qualquer negócio. Quando começas a ter tempo para reflectir, descobres que ele conseguiu tirar mais uns cinco por cento extra de qualquer coisa. É por isso que nunca farás um negócio justo com ele. Gostaria que ele tivesse a consciência de que tudo aquilo que conseguiu foi através das equipas, e foram estas que ajudaram a construir a Formula 1. Ele quer passar o legado de que foi o grande maestro da orquestra chamada Formula 1, mas deveria entender que um maestro não é nada sem os seus musicos, e as equipas fazem parte dessa orquestra", concluiu Ron Dennis.

E aí está. Se tiveram alguma dúvida sobre como é que conseguiu o poder e a fortuna que tem hoje em dia, e como ele se safa tranquilamente de toda e qualquer trapalhada, eis a explicação. E agora, tenho que ver se consigo ler esses livros...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A nova capa do meu livro

Desde que lancei o meu livro, em Fevereiro, que tentei fazer coisas de forma a aumentar as vendas. E como tinha feito as coisas de forma mais simples possivel, havia sempre a possibilidade de melhorar. E graças à inestimável ajuda do Germano Caldeira, que em tempos fez o Blog 4x4, arranjei esta semana uma nova capa, baseada no logotipo do meu blogue, mas as fotos de alguns bólidos.

Gostei do resultado e já coloquei a nova capa no site da Bubok, a editora que publica o meu livro online. Bastante melhor do que estava antes, acho que agora dei mais um passo nesta complicada ciência que é editar um livro. Vai-se aprendendo ao longo dos meses e anos como é que as coisas devem ou não ser feitas, e chego às conclusão que escrever um livro é metade do trabalho. A outra metade é fazê-lo vender. E aí entram não só vocês, leitores, como também aqueles que que se encarregam de vender a obra.

Para aqueles que querem comprar o meu livro, agora tem uma excelente oportunidade. E claro, posso dizer que vale a pena.

P.S: Alguns de vocês andam a perguntar onde é que podem comprar o livro. Posso dizer que por agora, apenas se pode comparar no site da editora Bubok (http://www.bubok.pt). Por um lado, pode ser chato devido às encomendas, a demora e demais taxas de envio, mas por outro, qualquer pessoa, de qualquer parte do mundo, pode comparar o livro, em vez de estar limitado a determinado lugar. Posso ter poucas vendas e pode ser limitado, mas quero acreditar que é um principio.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Continental Circus - o livro

Sei que nos últimos dias tenho tido muita gente que está curioso e interessado pelo meu livro, mas sei plenamente que muitos provavelmente ainda não o compraram por falta de tempo e de dinheiro. Sobre o primeiro, estamos agora em altura de Pascoa, portanto, tempo livre não falta. Quanto ao dinheiro, os que trabalham devem estar agora a receber o seu salário, portanto creio que plausível deixar algum de lado para adquirir uma cópia.

Para ver mais pormenores do meu livro, coloco aqui o link para lerem a sinopse que está no site da editora Bubok (www.bubok.pt) O preço do livro é de 24.95 euros, na versão papel (despesas de envio não incluidas), e 10.95 euros na versão electrónica. Para além da tal sinopse, tem lá um link onde podem ler um extrato do livro. E não escolhi um ao acaso: foi o que escrevi no fim de semana do GP da Grã-Bretanha de 2009, aquela em que a FOTA se zangou de vez com Max Mosley e decidiu criar a sua própria série. Uma aventura que durou alguns dias, lembram-se?

Aproveitem agora, ainda por cima é um dos destaques da editora...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Agora, estou em destaque!

Na sexta-feira, creio eu, recebi uma pequena, mas agradável surpresa vinda da editora que publicou o meu livro "Continental Circus - o livro do blog". Eles decidiram colocá-lo nos destaques da sua livraria, o que para mim é algo surpreendente, dado que ele só foi publicado há pouco mais de sete semanas.

Sei que as vendas ainda não reflectem todo este destaque, mas acredito que com o tempo, as pessoas fiquem curiosas e dêem uma espreitadela nele e ver o seu conteúdo. Seja comprando o livro, seja fazendo o "download" do PDF. E ainda por cima, é um período de tempo onde a minha escrita, bem como as minhas ideias, ainda estavam a amadurecer. Digo isso porque pelo que ando a escrever aqui é melhor do que há algum tempo atrás. E como no final do ano haverá outro livro, irão ver essa diferença...

A vida é assim: cheia de pequenas "medalhas" diárias. Espero que continue assim.

sábado, 6 de março de 2010

Por fim, os meus livros

Ontem, dez dias depois ter as ter encomendado, recebi por fim dois exemplares do meu livro, que tinha encomendado para mostrar aos meus amigos e familiares. Se gostei do que vi? Claro. Afinal de contas, é algo que pensei e até sonhei, mas achava a sua concretização um pouco utópica.

Afinal, a realidade por vezes consegue ultrapassar os nossos sonhos.

Agora? Gostaria imenso que me ajudassem e adquirissem um livro, claro. Mas se convencer alguém a seguir o mesmo rumo do que eu, até teria a sua piada.