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terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Youtube Motorsport Testing: Pininfarina Battista EV Hypercar

Por estes dias, o Johhny Smith, do Fully Charged, foi ao circuito de Calafat, na Catalunha, para andar no Pininfarina Battista, um dos hipercarros mais potentes do mercado, com cerca de 1900 cavalos, e que tem uma particularidade: é elétrico. 

A Pininfarina é agora propriedade da indiana Mahindra, que como sabem, tem uma equipa na Formula E, e ele tem uma estrutura montada nesse circuito no sentido de dar aos seus clientes um treino própriamente dito para andar no seu hipercarro, com Teslas... e um Formula E de primeira geração. E com dicas dadas por Nick Heidfeld, o ex-piloto da marca. Para verem até que ponto este carro é mesmo potente.

sábado, 27 de abril de 2019

Formula E: Wehrlein na pole em Paris, Felix da Costa 16º

O alemão Pascal Wehrlein conseguiu este sábado a sua segunda pole-position na sua carreira ao ser o melhor no ePrix de Paris, a oitava prova do campeonato. O piloto da Mahindra foi melhor que Oliver Rowland e Sebastien Buemi, enquanto António Félix da Costa não fez melhor que o 16º tempo, mais uma vez prejudicado pelas condições da pista francesa, e de ter largado do primeiro grupo.

Com céu encoberto na manhã deste sábado na Cidade Luz, e na pista desenhada à volta dos Les Invalides, o que se queria saber, nesta competição totalmente baralhada e indefinida, quem teria mais sorte que os outros. E logo no Grupo 1 é que se viu que eles seriam os mais azarados, pois não só iriam abrir a pista, como esta estava suja e iria prejudica-los. E as cobaias... perdão, os pilotos, seriam Jérôme D'Ambrosio, António Félix da Costa, André Lotterer, Mitch Evans e Lucas Di Grassi.

O neozelandês da Jaguar, vencedor em Roma, foi o primeiro a sair, mas com um tempo na casa dos 60 segundos, acabou por ser o pior de todos, com Jerome D'Ambrosio a ser o melhor, com 1.00,609, 39 centésimos melhor que Lotterer e 69 centésimos melhor que Di Grassi. 

No Grupo 2, que tinha Sam Bird, Robin Frijns, Jean-Éric Vergne, Edoardo Mortara e Daniel Abt, os piltoos tiveram tempos relativamente medianos, até que Frijns, piloto da Virgin, cravou 1.00,583 e assumiu a liderança geral, ficando numa boa posição para a SuperPole. 

A seguir, o terceiro grupo, com Sébastien Buemi, Oliver Rowland, Stoffel Vandoorne, Alexander Sims, Pascal Wehrlein e Felipe Massa, foi o que começou a marcar tempos decentes. Primeiro, Rowland fe 1.00,450 e foi para a frente, seguido por Wehrlein, que fez o segundo melhor tempo, e Buemi, o terceiro. Sims não conseguiu entrar na SuperPole, ao contrário de Massa que conseguiu o sexto melhor tempo. Stoffel Vandoorne cometeu um erro no seu HWA e fez o pior tempo até então.

O quarto e último grupo, com Alex Lynn, Oliver Turvey, Max Günther, Gary Paffett, Tom Dillmann e José María López, o melhor foi Gunther, que fez o sétimo melhor tempo, pois todo o resto ficou fora do "top ten". No final, os que passaram para a fase final da qualificação foram os Nissan de Oliver Rowland e Sebastien Buemi, os Mahindra de Pascal Wehrlein e Jerome D'Ambrosio, o Techeetah de André Lotterer e o Venturi e Felipe Massa.

Na fase final da qualificação, Massa teve uma estratégia conservadora, para conseguir um tempo seguro, e ainda beneficiou dos erros de D'Ambrosio, que fez o pior tempo. A seguir, foi Frijns, que fez 1.00,793, para depois ser batido pelos Nissan, antes de Wehrlein fazer uma volta voadora e cravar a sua segunda pole da temporada, com 1.00,383. Nada mau, para quem está a fazer a sua temporada de estreia e só começou a competir na corrida numero dois...

O ePrix da Paris, oitava prova do ano, acontece pelas 16 horas locais, menos uma hora em Lisboa.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Formula E: Wehrlein o melhor na qualificação mexicana

Pascal Wehrlein foi o melhor na qualificação mexicana, que aconteceu no final desta tarde no Autódromo Hermanos Rodriguez. O piloto da Mahindra foi melhor do que Lucas di Grassi e FElipe Massa na SuperPole, enquanto António Félix da Costa meteu o carro na Superpole e ficou com o terceiro posto na grelha.

Debaixo de calor no Autódromo Hermanos Rodriguez, máquinas e pilotos preparavam-se para uma qualificação debaixo de condições ideais para a corrida.

O primeiro grupo alinhava os primeiros da geral, e Felix da Costa, que tinha andado a fazer bons tempos nos treinos livres, ficou na frente deste grupo, pouco mais de quatro milésimos sobre Jean-Eric Vergne, da DS Techeetah. E as coisas ficaram na mesma no segundo grupo, até que no terceiro, Pascal Wehrlein, que tinha sido segundo em Santiago, conseguiu um tempo quatro décimos melhor que o piloto português.

Depois, no terceiro grupo, os carros começaram a ser mais velozes. Como os Nissan de Oliver Rowland e o de Sebastien Buemi, que conseguiram ser mais velozes, especialmente Rowland, que passou para o topo da tabela de tempos. Já Lucas di Grassi foi também melhor, conseguindo o terceiro melhor tempo, suficiente para deixar de fora Jean-Eric Vergne.

Para o quarto e último grupo, com a pista cada vez mais rápida, o primeiro a entrar foi Felipe Massa, que conseguiu o terceiro tempo provisório, mas a partir dali, nem Nelson Piquet Jr ou o Dragon de Felipe Nasr conseguiram melhorar os seus tempos. Aliás, o brasileiro da Jaguar cometeu um excesso que deitou tudo a perder para a Superpole.

E assim, Rowland, Wehrlein, Massa, Di Grassi, "Pechito" Lopez e Felix da Costa iam para a Superpole. Sam Bird não fez qualquer volta e acabou por largar no último posto.

O primeiro a largar foi o português da BMW, que escorrega um pouco na segunda curva, e faz 59,819, comprometendo a sua chance de conseguir a pole-position. Sebastien Buemi faz um pouco pior, com o suíço a fazer 130 centésimos pior que o português. Depois, Lucas Di Grassi conseguiu ser melhor com o seu Audi, 166 centésimos melhor. 

Depois, foi a vez de Felipe Massa que conseguiu ser 42 centésimos pior que o seu compatriota, ficando com o segundo lugar provisório. Mas Pascal Wehrlein faz 59,347 e fica com o primeiro posto. Oliver owland foi o último e cosneguiu o terceiro posto, entre Massa e Felix da Costa.

No final, quarto "poleman" em quatro provas diferentes, a mostrar o equilíbrio existente nesta competição nesta temporada. A corrida vai acontecer pelas dez da noite, horário de Lisboa.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Formula E: Wehrlein gostou da experiência

O ePrix de Marrakesh não correu bem a Pascal Wehrlein. Desistiu na sua prova de estreia na competição, ao serviço da Mahindra, enquanto via o seu companheiro mais experiente vencer a prova. Apesar de tudo, o piloto alemão gostou da experiência, adaptou-se relativamente bem e não sentiu grandes dificuldades, em especial na gestão da energia.

Acho que não é muito difícil. Obviamente, é preciso um pouco de experiência para decidir em situações de corrida o que fazer, mas não é tão difícil assim. Temos objectivos, que temos que cumprir por isso é relativamente fácil. Nós praticamos muito no simulador. É como na qualificação. Temos os procedimentos  que temos de fazer e uma vez na memorizados, não há problema“, começou por dizer o piloto de 24 anos.

Quanto ao formato da competição, muito diferente daquele que existe na Formula 1 ou no DTM, competições dos quais se habituou ao longo da sua carreira, Wehrlein também gostou da experiência:

É um dia agitado. Começa muito cedo, mas eu gostei. É um dia preenchido com muita condução e não há tanta conversa ou reuniões para encontrar o último décimo de segundo. O teste é sempre um pouco diferente porque  temos de seguir um programa, mas aqui começamos na FP1 e a partir daí reagimos de acordo com o que preferimos no carro.

A Formula E prossegue este fim de semana em Santiago do Chile.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Formula E: Jerome D'Ambrosio vence em Marrakesh

Jerome D'Ambrosio venceu a segunda corrida do campeonato de Formula E em Marrakesh, depois de ter aproveitado a "benção" da BMW, que se autodestruiram, quando Alexander Sims deitou fora da pista António Félix da Costa e causou um Safety Car, deitando também fora a chance de uma dobradinha da BMW em paragens marroquinas. 

A corrida tinha começado bem antes, com a penalização de António Félix da Costa. Terceiro na grelha, o organização descobriu que usou excessivamente a energia na sua volta de qualificação e viu o seu esforço anulado, caindo para a sexta posição.

No momento da partida, Jean-Eric Vergne causa confusão ao tocar em Sam Bird. O britânico prosseguiu sem problemas, mas o francês fez um pião, prejudicando Sebastien Buemi e beneficiando os BMW de Alexander Sims e António Félix da Costa. O britânico da BMW foi ao ataque ao piloto da Virgin, com Félix da Costa atento ao que se passaria na frente.

Nas voltas seguintes, Félix da Costa passou Alex Sims para ser segundo, enquanto Stoffel Vandoorne, Pascal Wehrlein e Gary Paffet tornaram-se nos primeiros abandonos da corrida.

Félix da Costa andava perto de Bird e tentava colar-se para o poder passar, mas tinha atrás de si todos os carros até ao sexto posto. Veloz nas curvas, contudo, o britânico aguentava o assédio dos BMW. Contudo, à décima volta, Félix da Costa conseguiu passar Bird para ficar com a liderança, e Sims também o fez, mais adiante. Com isto, o piloto da Virgin caia para terceiro. Atrás, Jerome D'Ambrosio passava Lucas di Grassi e era sexto.

Com o passar das voltas, Di Grassi subia no pelotão, usando o "attack mode" e subia para o quinto posto, passando Bird e atacando Frijns, para o passar logo a seguir. Bird respondeu usando o attack mode", depois de ter caído para sétimo, passado por José Maria Lopez. Pouco depois, os dois BMW e Robin Frijns responderam indo para o "attack mode" para tentarem escapar do resto do pelotão.

Na frente, os BMW afastavam-se do pelotão, lutando entre si pela vitória. E ainda por cima, o piloto português tinha o "fanboost" como trunfo para a parte final da prova. Atrás, Di Grassi era passado por Frijns, caindo para sexto. A seguir perdia mais um posto para Vergne.

E a dez minutos do fim, os BMW deitam a corrida fora. Alexander Sims estava a ultrapassar Félix da Costa, e na travagem, ambos os pilotos a sairem da pista. Sims caia para quarto e Félix da Costa abandonava. Resultado final: o Safety Car entrava na pista, e Jerome D'Ambrosio liderava a corrida.

Contudo, quando o Safety Car ficou na pista, o tempo acabava. Somente saiu para a volta final, com Jerome D'Ambrosio a aguentar os ataques do pelotão, com Robin Frijns na segunda posição e Sam Bird com o lugar mais baixo do pódio. Alexander Sims e Jeran-Eric Vergne ficaram logo a seguir.  

No final, D'Ambrosio sai de Marrocos com a liderança do campeonato, com 40 pontos, com Vergne e Félix da Costa empatados com 28. A competição regressa em paragens chilenas, dentro de duas semanas, a 26 de janeiro.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Formula E: Sirotkin vai testar pela Mahindra em Marrakesh

O russo Serguei Sirotkin irá testar pela Mahindra no teste que a Formula E vai fazer depois do ePrémio de Marrakesh, no próximo dia 12. Sirotkin, que estevae na temporada passada a correr pela Williams, voltará a andar num monolugar depois de não ter conseguido um lugar para continuar em 2019 na equipa de Grove.

Será a seguda vez que irá guiar um carro, depois de um teste em 2016, com o bólido da geração anterior. Neste teste, vai estar acompanhado por Sam Dejonghe, piloto de desenvolvimento da equipa indiana.

"A Fórmula E [tornou-se] agora num dos campeonatos de desenvolvimento mais veloz”, começou por dizer. “A competição aqui está num nível muito alto. [Cada vez] mais fabricantes estão a entrar na série, já que estão confiantes de que os carros elétricos têm um forte potencial. Mais soluções técnicas aparecem nesses carros e eles estão a progredir rapidamente", prosseguiu.

Eu dirigi um carro de Fórmula E em 2016, mas agora a geração de carros mudou, será interessante experimentar a diferença. Estou ansioso por esta grande experiência com a Mahindra Racing”, concluiu.

O ePrix de Marrocos, segunda prova da temporada, acontecerá no próximo dia 12, em Marrakesh.

sábado, 1 de dezembro de 2018

Formula E: Rosenqvist volta na Arábia Saudita

Felix Rosenqvist vai em 2019 para terras americanas, mas antes disso, irá correr na ronda saudita da Formula E pela Mahindra, em substituição de Pascal Wehrlein. O piloto sueco de 27 anos, sexto classificado na temporada passada, com duas vitórias e três pole-positions, vai correr pela Chip Ganassi em 2019, mas antes ajudará a equipa onde correu nas suas duas temporadas na competição elétrica.

"Estou feliz por estar de volta com a Mahindra Racing em Riade”, começou por dizer Rosenqvist.

Será uma ocasião especial, marcando o início de uma nova era para a Fórmula E, com o começo da quinta temporada. Apesar de não ter assistido ao teste oficial da pré-temporada em Valência, fiz muitos testes no novo carro durante as fases de desenvolvimento, e devo estar preparado"

Estou ansioso para voltar a trabalhar com a equipa mais uma vez e farei o meu melhor para ajudar e começar a nova temporada com sucesso”, concluiu.

Não se sabe a razão pelo qual Wehrlein não irá participar nesta prova, mas o que se fala é que tem a ver com questões de conflito de contratos. Espera-se que o alemão se estreie pela equipa na próxima prova, no circuito marroquino de Marrakesh. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Rumor do Dia: D'Ambrosio e Wehrlein na Mahindra

Nas vésperas do teste coletivo em Valencia, a Mahindra é a única equipa que ainda não anunciou os seus pilotos. Pois bem, isso poderá acabar amanhã, pois o site e-racing365.com afirma esta tarde que o belga Jerome D'Ambrosio e o alemão Pascal Wehrlein poderão ser a dupla da equipa indiana para a nova temporada. O anuncio oficial pode acontecer a qualquer momento, não tendo acontecido até agora devido a um pedido da Mercedes, que ainda trata da carreira de Wherlein.

Para D'Ambrosio, que está na Formula E desde a sua temporada inicial, em 2014, será uma mudança, pois até agora esteve na Dragon Racing, onde obteve duas vitórias, uma pole-position, duas voltas mais rápidas e sete pódios, tendo como melhor resultado um quarto lugar na temporada inicial.

Antes disso, o piloto belga teve passagens na Formula 1 pela Marussia, em 2011, e uma corrida em 2012, pela Lotus, em substituição de Romain Grosjean, suspenso na corrida anterior.

Já Wehrlein, com passagens pelo DTM - campeão em 2015 - e pela Formula 1, na Manor e Sauber, esta poderá ser uma estreia para o alemão de 23 anos. Ele fez alguns testes no final do verão e até se saiu bem, ele que nesta temporada, voltou à competição alemã ao serviço da Mercedes. 

Os dois pilotos irão substituir o sueco Felix Rosenqvist, que rumará para a Chip Ganassi, na IndyCar Series, e Nick Heidfeld, que aos 41 anos, decidiu pendurar o capacete de forma ativa e vai ser piloto de testes e desenvolvimento da marca. 

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Formula E: Wehrlein testa com a Mahindra

Se à tarde falava sobre a possibilidade de Pascal Wehrlein ir para a Toro Rosso em 2019, na realidade, parece que o piloto alemão está a medir todas as chances. É que segundo conta o site e-racing365.com, o alemão está no circuito de Calafat, em Espanha, a testar um carro para a Mahindra, equipa que procura um substituto para, pelo menos, Nick Heidfeld, pois Felix Rosenqvist, que é falado para correr na Chip Ganassi, poderá fazer boa parte da temporada na competição, enquanto ambos forem favoráveis. 

Como é sabido, o alemão de 23 anos é agora um agente livre desde que na semana passada foi anunciado que terminaria a sua ligação com a Mercedes no final desta temporada.

"[Como o] meu contrato com a Mercedes expira no final da temporada de 2018, decidimos em conjunto não continuarmos juntos", começou por dizer, ao explicar a sua decisão.

"Estou à procura de novos desafios e oportunidades e atualmente estou conversando com outras equipas sobre [a chance de] um cockpit para a próxima temporada", concluiu.

Apesar de ele ter chances em várias competições, não seria incompatível uma temporada na Formula 1 e na Formula E, porque os seus calendários seriam complementares, sem muitas coincidências, pelo menos até chegarem à temporada europeia. 

Veremos os próximos episódios deste campo.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A situação atual da Formula E

A temporada da Formula E terminou há duas semanas, nas ruas de Nova Iorque, e só em dezembro, em paragens sauditas é que veremos em ação os novos carros, em mais uma nova temporada da competição. A temporada de 2018-19 terá mais uma nova equipa, a HWA, que na DTM alemã serve de equipa de fábrica da Mercedes, com a garantia que a Porsche poderá aparecer na temporada de 2019-20.

Primeiro que tudo, as certezas. Tudo indica que a Audi, Jaguar e a Techeetah irão manter a dupla de pilotos que encerrou a temporada passada. A equipa alemã terá Lucas di Grassi e Daniel Abt como dupla de pilotos, enquanto na Jaguar, Nelson Piquet Jr e o neozelandês Mitch Evans ficam por lá mais uma temporada e na equipa campeã do mundo de pilotos, Jean-Eric Vergne ficará a defender o título mundial ao lado de Andre Lotterer.

Quanto às incertezas, comecemos pela Venturi. Já se sabe que terá nova estrutura acionista, com a entrada de Susie Wolff, mulher de Toto Wolff, na equipa, e terá Felipe Massa como piloto. Isso faz com que haja uma segunda vaga que poderá ser disputada entre alguns dos pilotos que andam a rondar. A começar por Tom Dillmann, que correu em três provas, no lugar de Edoardo Mortara, por causa dos seus compromissos com o DTM, passando pelo próprio Mortara, e provavelmente algum dos experimentados da competição, como Stephane Sarrazin, por exemplo. E também o alemão Maro Engel pode estar nessas considerações.

A Renault vai ser subsistida pela Nissan na próxima temporada - na realidade, como fazem parte do mesmo grupo, tudo fica na mesma - e Sebastien Buemi irá manter-se na equipa. Mas não Nicolas Prost, que depois do seu pai ter "migrado" para a Formula 1, ficou um pouco orfão. Aliado a isso, a sua fraca campanha na competição fizeram com que saísse no final desta temporada. Mas ele procura por lugar, afirmando a sua experiência e veterania ao longo destes anos. Quanto ao lugar vago, nada se saber quem irá ficar com ele, mas se a Nissan tiver a oportunidade de ter Jean-Eric Vergne nos seus carros, seguramente não a vai desperdiçar.

Quem quer um piloto de primeira linha é a BMW. Depois de ter andado a aprender com a Andretti, agora vai ser a tempo inteiro, e anda a investir fundo em ter uma máquina preparada para competir com os melhores. Contudo, queriam um piloto forte para elevar a concorrência dentro da equipa, pois têm o português António Félix da Costa. Tentaram a sua sorte com Sam Bird, mas a Virgin largou a DS e vai ter os motores da Audi para a próxima temporada. E o inglês, terceiro classificado na temporada passada, quer tentar a sua sorte com estes motores porque acredita que tem uma chance para o título, algo do qual com a BMW, ainda não tem qualquer certeza, pois é tecnologia por testar.

Na Mahindra, ambos os pilotos poderão sair. Nick Heidfeld decidiu abandonar a Formula E, aos 41 anos de idade, e Felix Rosenqvist poderá não iniciar a próxima temporada porque a Chip Ganassi o quer num dos seus carros na IndyCar em 2019, e isso é incompatível com o calendário da Formula E. Assim, caso seja verdadeiro, a Mahindra - que mostrou ter um bom carro - torna-se num lugar apetecível para todos os aspirantes a correr na Formula E. E claro, candidatos não faltarão.

Falta ainda saber quem ficarão na Dragon Racing. José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio são dois bons pilotos, e certamente teriam lugar no mercado, mas ainda não existem certezas sobre se continuarão na Formula E. Aliás, o argentino foi chamado à Dragon depois da jornada dupla de Hong Kong, quando suíço Neel Jani saiu da equipa.

O defeso ainda está no inicio, mas são muitas as vagas por preencher, os lugares por confirmar. Nas próximas semanas e meses, ver-se-á como se comporá o pelotão da Formula E numa temporada em que teremos uma máquina nova e as corridas serão diferentes do habitual.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Formula E: Mahindra alia-se à Maserati?

Aparentemente, a entrada da Maserati na Formula E poderá ser feita através da Mahindra, segundo conta hoje o site francês Auto Hebdo. A revista refere que Antonello Coletta, o responsável pelo departamento da competição de Clientes da Ferrari, esteve em Roma durante o fim de semana do ePrix nas boxes da Mahindra, e com a grande proximidade entre os dois grupos, isso pode potenciar a entrada do tridente pela porta indiana, agora que eles detêm a Pininfarina (comprada em 2015 por 33 milhões de euros), que pretendem que faça supercarros elétricos.


Como a Maserati faz parte do grupo FCA - Fiat-Chrysler Automotive - isto significa que está debaixo da sombra de Sergio Marchionne. Este, porém, anda com uma posição ambígua em relação à electrificação. Já foi contra, e agora ficou um pouco mais a favor, mas de forma relutante, e não tem pressa em ir para a Formula E, pois acha que a hibridização que a Formula 1 faz com os sistemas de recuperação de energia e, por agora, suficiente.


É preciso compreender que, neste momento, a Fórmula E tem um interesse bastante limitado. Continuo a crer que a expressão máxima dos motores é o híbrido que temos hoje na Fórmula 1”, disse Marchionne, no inicio do ano. ”Não precisamos da Fórmula E para demonstrar a nossa capacidade de combinar o propulsor térmico com o eléctrico. Já o fazemos na Fórmula 1. A Fórmula E, para já, é um jogo aparte, até pela forma como é disputada: esta situação de trocar de carro durante a corrida é um pouco estranha”, continuou.

Contudo, com a chegada da Gen2 no final do ano, onde os carros terão uma maior autonomia e assim evitar a troca de carros a meio da corrida, pode ser que comece a mudar a opinião sobre este tipo de propulsão. E pode ser por aí que se encaixe a aproximação entre ambas as marcas. Veremos o que os próximos meses nos trarão nesse campo.

sábado, 3 de março de 2018

Formula E: Abt estreia-se como vencedor no México

Daniel Abt foi o vencedor no ePrix do México, que decorreu este sábado no Autódromo Hermanos Rodriguez. O piloto da Audi-Abt foi melhor do que o Nio de Oliver Turvey e o Renault e-dams de Sebastien Buemi, enquanto que António Félix da Costa terminou na sétima posição, com o seu Andretti-BMW.  

Quanto a Felix Rosenqvist, o piloto da Mahindra e poleman na prova mexicana, problemas no seu carro fizeram com que abandonasse a luta pela vitória antes do meio da corrida. Aliás, a corrida mexicana foi uma catástrofe para os carros da marca indiana, pois Nick Heidfeld também não terminou a corrida. 

Quanto a Lucas di Grassi, foi nono e fez a volta mais rápida, conseguindo assim os seus primeiros pontos do ano. 

Depois da qualificação, onde Felix Rosenqvist conseguiu fazer a pole-position, batendo o Andretti de António Félix da Costa - antes de ser penalizado por ter peso a menos - o piloto da Mahindra partia de uma posição privilegiada, pois o seu maior rival, Jean-Eric Vergne, ficou de fora da Superpole, conseguindo apenas a sexta posição da grelha com o seu Techeetah. E com os pontos extra da pole, a diferença entre ambos os pilotos ficava reduzida a dois.

Na partida para as 47 voltas da corrida, Rosenqvist manteve o comando, com Turvey em segundo, Buemi em terceiro e Félix da Costa a cair um posto em troca com Daniel Abt. Lucas di Grassi ganhou duas posições no final da primeira volta, tentando subir no pelotão. Nas voltas seguintes, a grande novidade foi a queda de Félix da Costa para o sétimo posto, ultrapassado por Vergne e Piquet Jr. 

Atrás, Di Grassi subia para a 16ª posição, depois de passar Luca Fillipi.

Nas voltas seguintes, os pilotos andaram uns perto dos outros, mas sem oportunidades de ultrapassagem. Contudo, pouco depois, o piloto sueco da Mahindra começou a ter problemas com o nariz e caiu para o fundo do pelotão, dando a liderança a Oliver Turvey. Na volta 17, Evans passou Félix da Costa para ser sexto, ao mesmo tempo que Rosenqvist voltava a parar, perdendo uma volta para os líderes.

Quando acabou por mudar de carro na volta 21, ele já tinha perdido uma volta para os líderes, e ia tentar levar o bólido até à meta. Atrás, Lucas di Grassi subia para a 13ª posição, tentando chegar aos pontos. 

Na volta 23, Buemi cometeu um erro no final da reta da meta e foi passado por Daniel Abt para ser segundo classificado, um pouco antes da troca de carros. Pouco depois, o mesmo aconteceu a Félix da Costa, que perdeu o sétimo posto para André Lotterer.

Na volta 24, o pelotão parava para trocar de carros, com os únicos a não parar a serem os brasileiros Piquet Jr. e Di Grassi. Estes pararam na volta seguinte, sem grandes progressões para o piloto da Jaguar. No regresso à corrida, o novo líder era Daniel Abt, passando Oliver Turvey, acabando por ganhar... seis segundos nas boxes, pois o piloto alemão tinha três segundos de vantagem sobre o britânico da DS Virgin.

Atrás, na volta 28, Vergne perdeu o terceiro posto para Buemi, com este a andar ao ataque, tentando apanhar Turvey para ser segundo classificado. Na volta 35, Piquet Jr. passou Vergne e acabou na quarta posição, aumentando o ritmo para tentar alcançar o pódio. Atrás, Di Grassi era agora 12º, depois de passar Jerome D'Ambrosio.

Na parte final da corrida, com André Lotterer a ser penalizado devido a problemas durante a troca de carros - o "unsafe release" - Piquet partiu ao ataque do terceiro posto de Buemi, que por sua vez, atacava Oliver Turvey, para tentar ser segundo. Mas não deu em nada, pois Turvey conseguiu resistir aos ataques do piloto suíço e foi segundo, com Piquet Jr. a ficar mais uma vez à beira do pódio.

No campeonato, Vergne continua na liderança, com 81 pontos, com Rosenqvist a ser segundo, com 69, Sam Bird, com 61 e Sebastien Buemi o quarto, com 52. A Formula E continua dentro de duas semanas, em Punta del Este, no Uruguai.

Formula E: Rosenqvist pole no México, AFC na segunda linha

Felix Rosenqvist foi o "poleman" na qualificação na Cidade do México, a bordo do seu Mahindra. Ele conseguiu um tempo superior a António Félix da Costa, que conseguiu o segundo posto com o seu Andretti. Contudo, na secretária, descobriu-se que o carro estava abaixo do peso mínimo e o tempo foi anulado, relegando-o para o quarto posto.

Havia algumas novidades à partida desta corrida. Uma delas era que Lucas di Grassi iria ser penalizado em dez posições porque iria mexer no seu carro para resolver os seus problemas. Sam Bird também iria penalizar dez lugares, pois trocara de caixa de velocidades. E foi por causa disso que ambos acabaram por fazer prestações modestas, acabando na última fila da grelha, pois o inglês apenas foi nono e Di Grassi foi 12º

No primeiro grupo, com Di Grassi, Maro Engel, Tom Blomqvist, Jerome D'Ambrosio e Luca Fillipi, nenhum deles conseguiu fazer um tempo digno de entrar na "SuperPole", porque no segundo grupo, que tinha Felix Rosenqvist, Jean-Éric Vergne, Nelson Piquet Jr, Sam Bird e Sébastien Buemi, o sueco da Mahindra "explodiu" e fez o melhor tempo, 0,4 segundos melhor do que o Brasileiro da Audi. Logo depois, Sebastien Buemi superou o piloto da Mahindra em 8 milésimos de segundo e também assegurou um lugar na Superpole.

No Grupo 3, com Oliver Turvey, António Félix da Costa, Alex Lynn, José María López e Nicolas Prost, o piloto português da Andretti brilhou e fez o terceiro melhor tempo até então, atrás de Blomqvist e Buemi. Turvey e Lynn ficaram a seguir e eram candidatos à parte final da qualificação. No grupo final, com Edoardo Mortara, Andre Lotterer, Mitch Evans, Nick Heidfeld e Daniel Abt, houve luta, mas o melhor de todos, Abt, foi mais lento em 0,05 segundos do que o britânico da DS Virgin. E nenhum dos outros pilotos conseguiu melhorar.

Assim sendo, para a SuperPole passavam Rosenqvist, Buemi, Félix da Costa, Lynn e Turvey.

O primeiro a sair foi Lynn, que tentou dar o seu melhor, mas errou e perdeu tempo, provavelmente a ficar com o quinto posto da grelha. A seguir foi Felix da Costa, que conseguiu uma volta lima, sem incidentes, e a conseguir 1.01,852, para ser o poleman provisório. Mas a seguir, veio o piloto da Mahindra e conseguiu ser melhor, fazendo 1.01,645, 207 centésimos melhor do que o piloto português. 

Para finalizar, Sebastien Buemi fez a sua volta, mas perdeu demasiado tempo, com uma travagem queimada na primeira curva, acabando com um tempo oito décimos superior, sendo quinto classificado na grelha.

Assim sendo, Rosenqvist celebrava a pole-position, e parecia que iria ter Felix da Costa ao seu lado, na melhor posição de sempre do piloto português na grelha de partifda. Contudo, no final da qualificação, Alex Lynn e António Félix da Costa acabaram por ser penalizados por razões técnicas, com o carro do piloto português a infringir o limite de peso mínimo... em cerca de 900 gramas. Assim sendo, Sam Bird ficou com o segundo posto e Sebastien Buemi passava a partir do terceiro lugar da grelha. 

O ePrix do México acontecerá pelas 22 horas de Lisboa. 

sábado, 13 de janeiro de 2018

Formula E: Rosenqvist foi o vencedor em Marrakesh

Felix Rosenqvist foi o vencedor da terceira prova da temporada da Formula E. O piloto sueco da Mahindra foi o melhor corrida marroquina, batendo Sebastien Buemi depois de o passar a seis voltas do fim da corrida. Sam Bird ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Quando a António Félix da Costa, depois de ter partido no fundo do pelotão, devido ao seu acidente na qualificação, esteve ao ataque, chegando aos pontos, mas depois foi prejudicado na sua paragem nas boxes - aconteceu durante um "full course yellow" - e ficou na 14ª posição, apesar de ser um dos mais velozes na pista. Para piorar as coisas, ainda teve uma penalização de cinco segundos, acrescentado ao tempo final.

Na partida, Buemi ficou na frente de Bird e Lopez, sem grandes incidentes no pelotão nas primeiras curvas da corrida. O inglês da Virgin estava em cima dele, mas atrás, o seu companheiro Alex Lynn levou um toque de Daniel Abt e fez um pião na curva 1, caindo para o final do pelotão. Di Grassi conseguiu passar Lopez no final da segunda volta para ser quarto. O argentino respondeu, mas um excesso fez com que caísse para o sétimo posto. Atrás, outro toque estragou a corrida de Nicolas Prost, fazendo-o cair para o fundo do pelotão.

Na frente, Di Grassi pressionava Rosenqvist para ser terceiro classificado, enquanto que Buemi andava relativamente longe de Sam Bird. Atrás, António Félix da Costa apanhava Nick Heidfeld para fazer a volta mais rápida, por enquanto.

Na oitava volta, Di Grassi pára no meio da pista, com problemas para fazer arrancar o carro. Ele acabou por chegar às boxes, mas o final do pelotão era inevitável. Atrás, Felix da Costa andaram ao ataque, chegando na volta 15 aos pontos.

Na volta 17, começaram as paragens nas boxes, numa altura em que a corrida tinha entrado em "full course yellow" (FCY), devido ao carro de André Lotterer parado na escapatória. Os primeiros a parar foram Félix da Costa, Evans e Abt, que ficaram prejudicados com este FCY, apesar de terem parado uma volta antes do resto do pelotão.

Na frente, Buemi agora tinha de aguentar os ataques de Felix Rosenqvist, que tinha passado Sam Bird imediatamente antes da sua paragem nas boxes. Piquet era quarto, seguido por Vergne e Lopez. O sueco andou a pressionar Buemi para ver se ele cometia um erro, mas o piloto suíço aguentava bem. Já Sam Bird também aguentava os ataques de Piquet Jr.

Na volta 29, Rosenqvist foi ao ataque e conseguiu passar Buemi para liderar a corrida. O suíço tentou retaliar, mas não conseguiu. Depois disso, o sueco da Mahindra foi-se embora, conseguindo uma vantagem decisiva. 

A dias voltas do fim, Mortara e Heidfeld sofreram um toque, que ainda por cima prejudicou a corrida de ambos. O alemão ficou sem uma parte do carro e Mortara foi para as boxes de vez.

Contudo, tudo isto não prejudicou Rosenqvist, que conseguiu a sua segunda vitória do ano, com Buemi e Bird a acompanhá-lo no pódio. Nelson Piquet Jr foi o quarto e ainda fez a volta mais rápida, na frente de Jean-Eric Vergne e José Maria Lopez.

No campeonato, Blomqvist é o líder, com 54 pontos, contra os 50 Bird. A Formula E vai agora para a América do Sul, para correr a 3 de fevereiro nas ruas de Santiago do Chile. 

domingo, 3 de dezembro de 2017

Formula E: Rosenqvist faz a pole para a segunda corrida em Hong Kong

O sueco Felix Rosenqvist, da Mahindra, foi o piloto mais veloz na sessão de qualificação da segunda corrida de Hong Kong, superando o neozelandês Mitch Evans, da Jaguar, e o italiano Edoardo Mortara, da Venturi. Quanto a António Félix da Costa, o piloto português da Andretti mostrou consistência e terminou no sétimo posto da grelha de partida, que será sexto com a penalização de Sam Bird em dez posições devido aos eventos da corrida anterior, aquando do incidente nas boxes.

No Grupo 1, Com André Lotterer, Oliver Turvey, Lucas di Grassi, Jerome D'Ambrosio e Neel Jani, o primeiro tempo foi marcado por Jani, mas depois, Turvey faz 1.03,092, com Di Grassi a seguir, com 1.03,346. Lotterer era o terceiro, com 1.03,845.

A seguir, veio o grupo constituido por Sebastien Buemi, o Jaguar de Mitch Evans, o Venturi de Maro Engel, o Mahindra de Felix Rosenqvist e o Andretti de Kamui Kobayashi. Rosenqvist fez um tempo que atormentou toda a gente, baicando do um minuto e três segundos (1.02,878), antes de Mitch Evans fazer melhor, com 1.02,577, praticamente deixando todos do grupo anterior sem hipóteses para a Superpole. Buemi tentou fazer um tempo decente, mas não conseguiu, ficando a mais 2,6 segundos do melhor tempo. E quando tentou de novo... tocou no muro. E claro, também ficou de fora da luta pela Superpole.

Depois veio a vez do Grupo 3, com o segundo Andretti de António Félix da Costa, o outro Venturi de Edoardo Mortara, o DS Virgin de Alex Lynn, o e.dams de Nicolas Prost e Luca Filippi, da NIO. Prost é o primeiro a marcar um tempo relevante, com 1.03,418, o que lhe dava o sexto tempo provisório, mas Fillipi e Lynn fizeram melhor, com o piloto da DS Virgin a fazer 1.02,929, terceiro tempo provisório. Félix da Costa ficou logo atrás, com 1.02,979. Nos instantes finais, Mortara conseguiu 1.02,870, para ser segundo classificado em termos provisórios.

No último grupo da primeira fase da qualificação, estavam Sam Bird, o vencedor da primeira corrida, o Techhtah de Jean-Eric Vergne, o Mahindra de Nick Heidfeld, o Jaguar de Nelson Piquet Jr e Daniel Abt, no seu Audi. Os cinco primeiros da corrida anterior.

Sendo o grupo teoricamente mais forte, era provável que ficassem com os lugares da frente. Abt faz 1.02,703 para ser o segundo, enquanto que Bird fazia 1.02,897, para ser o quinto, e ainda entrar na Superpole, ao lado do já citado Abt, de Mortara, Evans e Rosenqvist.

Com os pilotos prontos para a Superpole, a ordem de saída era decrescente em relação aos tempos feitos na primeira parte da qualificação. Bird foi o primeiro a partir para a pista, seguido por Rosenqvist. O inglês fez 1.03,109, e o sueco marcou depois 1.02,836. Mortara conseguiu apenas 1.03,108, um milésimo de segundo na frente de Bird, e Abt fez pior: 1.03,715.E Evans andou perto, mas não foi o suficiente, quando fez 1.02,890. Mas dez o suficiente para o largar ao lado de Rosenqvist na grelha de partida para a segunda corrida do fim de semana em terras asiáticas.

domingo, 30 de julho de 2017

Formula E: Felix Rosenqvist foi o poleman em Montreal

O sueco Felix Rosenqvist foi o melhor na qualificação para a segunda corrida de Montreal, a última prova da Formula E nesta temporada. O piloto da Mahindra bateu o Virgin de Sam Bird e o Techeetah de Jean-Eric Vergne, enquanto que Lucas di Grassi foi quinto classificado e Sebastien Buemi apenas 14º, na frente dos Andrertti de António Félix da Costa e Robin Frijns

Mas ainda antes disto, mais algumas angustias na garagem da e.dams, quando se soube que Nicolas Prost iria sofrer uma penalização de vinte lugares devido a mudanças na bateria do seu carro. Mesmo que fizesse um bom tempo, o último lugar iria ser mesmo para ele. 

Em mais um dia de sol na cidade canadiana, a qualificação começou com o Grupo 1, onde cabiam José Maria Lopez, Loic Duval, Sebastien Buemi, Adam Carrol e Maro Engel. Lopez foi o melhor, e onde Buemi acabou apenas a fazer o terceiro melhor tempo, tendo à sua frente Duval. Era provável que, com três grupos a faltar sair para a pista, que as suas chances de SuperPole tinham ficado para trás. Mas mesmo que os milagres acontecessem, parecia que o fim de semana do piloto suíço ia de pesadelo em pesadelo.

E claro, isso confirmou-se no grupo seguinte. Felix Rosenqvist fez um tempo melhor do que Buemi, cerca de um segundo e meio melhor, acompanhado por Jean-Eric Vergne, e ambos ficaram com os dois melhores lugares na qualificação. Tom Dillmann e Jerome D'Ambrosio acompanharam-os, e basicamente não deram qualquer chance aos pilotos do Grupo 1.

No terceiro grupo, com Nelson Piquet Jr, António Félix da Costa, Robin Frijns e Oliver Turvey, entre outros, o piloto brasileiro da NextEV conseguiu ser o melhor e intrometer-se na luta pela SuperPole, mas conseguindo o quarto tempo na geral. 

No grupo final, com Lucas de Grassi, Sam Bird, Daniel Abt, Nico Prost e Nick Heidfeld - e já sabendo que Prost iria ser pesadamente penalizado - Bird conseguiu marcar o melhor tempo, seguido do alemão da Mahindra e o brasileiro da Abt, que sabia que bastaria estar na frente de Buemi para ter tudo controlado. 

E foi assim: com os quatro grupos a terem a sua chance, Bird, Rosenqvist, Di Grassi, Vergne e Heidfeld iam tentar a sua sorte na SuperPole. O piloto brasileiro não teve uma grande volta, ficando logo com o potencial pior tempo, de 1.23,557, prontamente batido por Nick Heidfeld. Vergne melhorou para 1.22,769 e ficou com o melhor tempo provisório, mas foi Rosenqvist que fez ainda melhor, tirando quatro décimos de segundo ao seu melhor tempo, com 1.22,344. Bird não fez mais do que 1.22,559 e ficou ao lado de Rosenqvist na primeira fila de grelha.

A corrida acontecerá pelas nove da noite, hora de Lisboa. 

domingo, 11 de junho de 2017

Formula E: Buemi vence segunda corrida em Berlim

Sebastien Buemi venceu a segunda corrida em Berlim, beneficiando a penalização de Felix Rosenqvist, que cortou a meta em primeiro lugar, mas foi penalizado devido a uma confusão nas boxes quando trocava de carro. Lucas di Grassi foi o terceiro classificado e controlou as perdas no campeonato. Já António Félix da Costa ficou à porta dos pontos, na 11ª posição.

A partida foi confusa. Se Buemi ficou na frente, passando o poleman Rosenqvist, e Lopez aproveitou a ocasião para atacar também a liderança - sem resultado - atrás, Maro Engel e Loic Duval tovcaram-se, com o alemão a ir às boxes para trocar de carro e ter a corrida terminada de modo precoce. 

As coisas ficaram calmas até à volta 16, o insólito: os pilotos da Virgin, José Maria Lopez e Sam Bird colidem, com o lado pior a ficar para o piloto inglês, que cai de quarto para sétimo, beneficiando Di Grassi, que subiu mais um lugar, para quarto. Vergne aproveitou a situação e ficou com o terceiro posto do argentino, que depois caiu mais dois lugares, passado por Abt e Prost.

Entretanto, Heidfeld cometeu um erro e caiu para 12º, ficando na frente de António Félix da Costa, mas depois tratou de recuperar o ritmo, para ver se chegava de novo nos pontos. Contudo, perdeu um lugar para o piloto português. Na frente, Buemi estava em cima de Rosenqvist, enquanto que Di Grassi atacava Vergne. 

Mas não houve nada até que os carros foram às boxes, na volta 22, onde trocaram de bólido. Ali, a Mahindra roçou o desastre, quando Heidfeld chegou às boxes a tempo de... prejudicar a saída de Rosenqvist, que poderia ter perdido a liderança para Buemi. Mas não aconteceu. Pelo contrário: Heidfeld foi prejudicado, perdendo pelo menos mais dez segundos.

Na frente, tudo ficou na mesma, com o sueco a aguentar os ataques de Buemi, e ambos com uma vantagem de oito segundos sobre Vergne. A aproximação entre ambos era evidente, mas mesmo com o suíço a usar o Fanboost, não conseguiu passar o piloto sueco. Atrás, Di Grassi apanhava Vergne e era terceiro classificado. E imediatamente depois, a organização afirma que Rosenqvist seria penalizado em dez segundos, dando praticamente a vitória a Buemi.

Na parte final da corrida, apesar de Rosenqvist se ter tentado afastar-se do suíço, ambos ficaram com uma diferença de 1,7 segundos, insuficiente para anular a penalização. Di Grassi ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Agora, a competição voltará à ação no fim de semana de 14 e 15 de julho, nas ruas de Nova Iorque.

sábado, 10 de junho de 2017

Formula E: Felix Rosenqvist vence a primeira corrida de Berlim

O sueco Felix Rosenqvist foi o vencedor da primeira corrida da formula E em Berlim. O piloto sueco deu à Mahindra a sua primeira vitória na categoria, ficando na frente de Lucas di Grassi e do alemão Nick Heidfeld. Sebastien Buemi foi o quinto, enquanto que o português António Felix da Costa não conseguiu mais do que a 17ª posição, num fim de semana em que a sua equipa está a ser a pior do pelotão, ficando com a última fila da grelha.

Depois de na qualificação, Lucas di Grassi ter conquistado a pole position pela mais curta das margens - um milésimo de segundo - sobre o Virgin de José Maria Lopez, com os Mahindra na segunda linha, Sebastien Buemi de 14º e António Félix da Costa a largar da última posição, máquinas e pilotos prepararam-se para a primeira de duas corridas no antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim.

Na partida, Di Grassi manteve a liderança, defendendo-se de Lopez, enquanto que Buemi, no meio do pelotão, sofria um toque que danificava a sua asa dianteira. O argentino perderia depois o segundo lugar para os Mahindra, com Bird atrás. Na volta 4 acontecia a primeira desistência, com o Jaguar de Mitch Evans

Na volta 13, Tom Dillmann acabou por ser penalizado por ter excedido o limite de energia, num altura em que Di Grassi aumentava a distância para a concorrência... menos a Felix Rosenqvist, o segundo classificado, que nunca chegava a mais de dois segundos. Atrás, Buemi tentava subir posições, mas ainda estava fora dos pontos. Apenas na volta 16, quando passou Oliver Turvey, é que alcançou a décima posição.

Ainda antes da paragem nas boxes, na volta 22, Rosenqvist se aproximou de Di Grassi e conseguiu passá-lo, para ficar com o comando. Logo depois, os pilotos trocaram de carros e tudo ficou na mesma, com Rosenqvist a manter o comando, perante Di Grassi, e com menos de um segundo entre eles. Heidfeld era o terceiro e Buemi mantinha-se no nono posto.

Entretanto, Buemi continuava a recuperar posições. Na volta 28, o suíço passava Daniel Abt e era oitavo e tentava ir buscar Sam Bird, que conseguiu fazê-lo na volta 34. Logo a seguir, Prost o deixou passar, numa altura em que Di Grassi não conseguia apanhar Rosenqvist para ficar com o comando da corrida. O suíço depois ficou atrás de Jean-Eric Vergne, numa altura em que o francês da Techeetah era penalizado em cinco segundos por causa de ter voltado à pista de modo perigoso, fazendo com que caísse para o décimo lugar, naquela altura.

No final, Rosenqvist conseguiu a sua primeira vitória na Formula E, com Di Grassi atrás e Heidfeld a fechar o pódio. E claro, a Mahindra festejava também a sua primeira vitória na competição. Buemi acabou na quinta posição, minorando os prejuízos, ficando na frente de Prost, Daniel Abt, Sam Bird, Jean-Eric Vergne e Maro Engel.

Amanhã é a segunda corrida da ronda dupla da Formula E em terras alemãs.

sábado, 12 de novembro de 2016

Formula E: Rosenqvist é o "poleman" em Marrakesh

O sueco Felix Rosenqvist deu à Mahindra a sua primeira pole-position na Formula E, ao ser o melhor na qualificação no ePrix de Marrocos, conseguindo bater Sebastien Buemi e Sam Bird na SuperPole. O português António Félix da Costa largará da décima posição da grelha, um lugar atrás de Robin Frinjs.

O piloto sueco andou sempre forte ao longo da qualificação, conseguindo até bater um dos favoritos ao campeonato, o suíço Sebastien Buemi, e Nelson Piquet Jr, que confirmou aqui que o seu carro da NextEV está bem melhor do que na temporada passada. Não foi o "poleman", mas o quarto posto mostrou que eles tem de ser vistos em conta.

A qualificação começou debaixo de calor, nas ruas da cidade marroquina, o que fazia com que os pneus não funcionassem muito bem. No primeiro grupo, onde tinha Nicolas Prost, António Félix da Costa, Ma Qinghua, José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio, Prost foi o melhor, com Félix da costa logo a seguir, enquanto que "Pechito" Lopez estava a adaptar-se à Formula E, ficando bem mais para trás. Contudo, pior ficou D'Ambrosio, pois o piloto belga fez 1.22,681 e acabou por ficar com o 16º posto da grelha.

No segundo grupo, com Buemi, Stephane Sarrazin, Mitch Evans, Oliver Turvey e Nick Heidfeld, o suíço, campeão do mundo, mostrou ao que vinha e conseguiu fazer 1.21,350, com Turvey a dar o seu melhor, mas a conseguir apenas 1.21,853. Heidfeld lutou contra um carro algo desequilibrado, enquanto que Evans e Sarrazin tiveram tempos mais modestos.

Já no terceiro grupo, com Abt e Di Grassi, bem como Maro Engel, Jean-Eric Vergne e Loic Duval, o piloto da Techeetah "voou na pista e fez 1.20,993 e deixou Di Grassi em maus lençois, pois o seu companheiro de equipa fez 1.21,725 e colocou Di Grassi fora da "SuperPole", pois fez apenas 1.22,081.

Para finalizar, no quarto grupo, com Nelson Piquet Jr, Sam Bird, Felix Rosenqvist, Adam Carrol e Robin Frinjs, estes se tornaram nos mais rápidos. Rosenqvist mostrou toda a sua velocidade, conseguindo uma entrada fácil para a "SuperPole", com Piquet Jr a seguir e o piloto da DS Virgin a ser o terceiro melhor. Carrol fez um tempo desastroso e Frinjs até foi melhor, conseguindo depois o nono tempo e ficando na frente de Félix da Costa.

Para a parte final da qualificação, a "SuperPole", os cinco escolhidos - Piquet Jr, Rosenqvist, Bird, Buemi e Vergne - tinham a chance de conseguir a pole-position para esta corrida. Primeiro foi Piqet, que fez uma boa volta, de 1.21,879, julgando que seria mais do que suficiente para ser o "poleman", depois de Hong Kong. Mas Buemi melhorou, fazendo 1.21,546, e passou para a frente, com Bird a fazer um pouco pior, mas superando o piloto brasileiro. O último a sair foi Jean-Eric Vergne, mas um problema no seu carro fez com que ficasse parado na saída das boxes, dando por terminado o treino por ali e fazendo com que a Mahindra comemorasse a sua primeira pole-position da sua história.

A corrida vai acontecer pelas quatro da tarde, hora de Lisboa. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Formula E: Felix Rosenqvist é piloto da Mahindra

O sueco Felix Rosenqvist será piloto da Mahindra na próxima temporada, em substituição de Bruno Senna. O anuncio foi feito esta segunda-feira, depois do piloto ter estado a testar o novo carro nos testes privados da equipa na Catalunha, em julho.

Nas declarações que fez para a imprensa, Rosenqvist afirmou que “estou entusiasmado por entrar para a Mahindra e vai ser uma experiência completamente nova para mim. É um passo para o desconhecido, mas já testei o carro e quero começar a preparar-me para os testes da pré-temporada em Donington. Adoro novos desafios e sei que vai haver um tempo de adaptação, tenho que contar a ser mais rápido mas preciso de ser mais esperto a usar a energia de forma eficiente”.

Rosenqvist, de 24 anos (nasceu a 7 de novembro de 1991 em Varnamo), é o atual campeão europeu de Formula 3, e este ano tem andado entre o DTM, a Indy Lights e as corridas de GT. Começou a sua carreira nos monolugares em 2008, vencendo a Formula Renault 2.0 Asia, para no ano seguinte ganhar a Formula Renault 2.0 Sweden e a categoria NEC, passando em 2010 pela Formula 3 alemã, onde foi quinto classificado.

Em 2011, ganhou o Masters de Formula 3 em Zandvoort, pela Mucke Motorsport (repetindo o feito em 2013), enquanto que em 2012 foi terceiro classificado na Formula 3 europeia, e segundo classificado no GP de Macau. Vice-campeão da Formula 3 europeia em 2013, venceu o GP de Macau em 2014, antes de alcançar o campeonato europeu de Formula 3 no ano seguinte e repetir a vitória em Macau.

Em 2016 está na Indy Lights, onde já venceu três corridas, enquanto que já se estreou no DTM, no lugar de Esteban Ocon em Moscovo, onde já alcançou um ponto na sua primeira corrida.