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sexta-feira, 22 de maio de 2020

Youtube Formula 1 Video: O que aconteceu a Pastor Maldonado?

O Josh Revell tinha avisado à navegação de que estava a fazer um video sobre Pastor Maldonado, um Andrea de Cesaris que venceu, digamos assim. O video parecia que estava demorado para ser feito, mas o resultado final é quase meia hora de explicações sobre o que era este piloto e as raões do seu comportamento em pista, entre outras coisas...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Formula 1 em Cartoons: Regressos... (Cire Box)

Esta semana, ficamos todos felizes por ver Robert Kubica de regresso a um carro de Formula 1, depois de seis anos e meio de ausência. Contudo, o "Cire Box" também fala de outro que poderia regressar a Formula 1 para saber se está devidamente em forma...

sábado, 4 de junho de 2016

Rumor do dia: Haryanto até Hungaroring?

Já se sabe desde há algum tempo que Rio Haryanto, o primeiro piloto indonésio da história da Formula 1, andava à procura de orçamento para cobrir o que é necessário para poder completar a sua primeira temporada na categoria máxima do automobilismo, mas os rumores sobre a sua capacidade de arranjar esse dinheiro nunca deixaram de existir, apesar dos apelos do governo para o ajudar nesse sentido. E este sábado, as dúvidas sobre se ele acabaria ou não a temporada aumentaram mais quando surgiram declarações... da sua mãe, Indah Pennywati

Ela disse, numa entrevista à agência de noticias Antara, que a procura de um patrocinador tem sido complicada. "Estamos nos esforçando para encontrar um patrocinador que cubra o montante rque falta [de 8,5 milhões de dólares]", começou por dizer.

"Estamos fazendo o nosso melhor para encontrar um patrocinador", continuou, revelando também que o prazo para tal já passou há algum tempo. Mas também disse que a Manor está disposta a esperar mais algum tempo para que possam arranjar o montante necessário. "Essa é a única coisa que eles pedem de nós, realmente", concluiu.

Mais interessante é que os rumores sobre quem o poderia substituir não falam que o americano Alexander Rossi - piloto de reserva da equipa - poderia ficar com o lugar. É sim... o venezuelano Pastor Maldonado, que provavelmente deverá ter algum do dinheiro que sobrou dos patrocinios milionários da PDVSA, e já disse que procurava ativamente um lugar para a temporada de 2017.

terça-feira, 8 de março de 2016

Rumor do Dia: Maldonado por regressar às corridas via IndyCar?

Se julgam que Pastor Maldonado estaria fora de combate depois de ter acabado o patrocinio da PDVSA, é provável que estejam enganados. É que o piloto venezuelano não está parado e anda a negociar um lugar na IndyCar, pelo menos para correr nos circuitos citadinos. É o que diz o meu amigo Américo Teixeira Jr.

Segundo ele conta no seu sitio, o Diário Motorsport, Maldonado está a falar com Ed Carpenter para andar num dos seus carros nos circuitos citadinos da IndyCar este ano. Nada está decidido até agora, mas não falta muito até que a competição comece, pois a corrida de St. Petersburg, na Florida, está marcada para este final de semana.

Recorde-se que Maldonado esteve na Formula 1 entre 2010 e 2015, passando pela Williams e Lotus, alcançando uma vitória, no GP de Espanha de 2012, e uma pole-position, conseguindo 76 pontos ao todo. O piloto perdeu o seu lugar no inicio deste ano, a favor do dinamarquês Kevin Magnussen, ex-McLaren.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Formula 1 em Cartoons - O fim de Maldonado (III) (Rumble Strips)

Bom, na hora da despedida da Formula 1, parece que o Pastor Maldonado sabe sair à sua maneira... esta vi no Twitter do Badger GP.

E já agora... o cartoonista chama-se Rob Cureton e podem ver este e muitos mais neste link

O legado de Pastor Maldonado

Toda a gente já sabe que Pastor Maldonado não estará na Formula 1 em 2016. Mesmo que não soubesse da noticia ou não tivesse visto nos dias anteriores à apresentação do novo Renault, teria estranhado a sua ausência no "lineup" de pilotos, pois ali só estava Kevin Magnussen e Joylon Palmer, os pilotos que irão guiar o carro nesta temporada.  E claro, todos sabem da razão pelo qual o piloto venezuelano não estará presente: a falta de dinheiro providenciado pelo governo central, através da estatal petrolífera PDVSA, que como o governo, não tem mais dinheiro. E eles tinham bombeado desde 2010 uma média de 40 milhões de euros por ano. 

Agora, com a economia em colapso - menos 18 por cento do PIB desde 2014 - e uma inflação a alcançar os 700 por cento em 2016, a Venezuela já está em caos económico, muito por culpa da incapacidade do governo liderado por Nicolas Maduro. E para piorar as coisas, o preço do petróleo - que muito contribuía para disfarçar as incapacidades do governo bolivarista - está no fundo do poço, com preços a rondar os 30 dólares por barril, menos 70 por cento do preço que tinha em julho de 2014, quando alcançou os 140 dólares.

Assim sendo, a noticia da saída do piloto de Maracaibo não é novidade alguma. E para a familia, isso até é um mal menor: de acordo com o site espanhol extraconfidencial.com, um dos seus tios, Rafael, encontra-se desaparecido desde o passado dia 22 de dezembro, e suspeita-se de um rapto, muito frequente por aquelas bandas. A familia, dona de vários concessionários na segunda maior cidade do país, pode ter pago um elevado resgate, apesar de ele ainda não ter aparecido.  

Contudo, se muitos hoje celebram a partida de "Crashtor" Maldonado da Formula 1 - a sua reputação de ser um piloto destruidor de chassis é maior do que o seu talento para guiar - outros lamentam a sua partida, especialmente alguns dos "insiders", que o conheceram pessoalmente através das entrevistas que o fizeram ao longo da sua carreira de seis temporadas. O Luis Fernando Ramos, vulgo o Ico, fala no seu blog que como ser humano, Maldonado era de uma espécie rara.

"Sendo a genialidade uma exceção, a única falta que Maldonado fará na Fórmula 1 é a do lado humano. São poucos os pilotos do paddock que possuem a cordialidade do venezuelano. Ele sempre foi direto nas respostas e nunca se privou de demonstrar suas emoções – seus depoimentos após a morte do amigo próximo Jules Bianchi foram os mais sensatos em meio a um momento delicado da categoria", comentou.

Outro que fala do legado de Maldonado é o Humberto Corradi, que no dia em que ele foi dispensado, escreveu no seu sitio sobre a inesperada contribuição do piloto venezuelano na sobrevivência das equipas onde passou.

"Enxergo a passagem de Pastor pela Fórmula 1 histórica e marcante. Não apenas pela sua vitória, ou ainda por escrever seu nome entre os raros nove pilotos que conseguiram subir no lugar mais alto do pódio desde a temporada de 2011. (ano de estréia de Maldonado) 

O que me impressiona é fato que o venezuelano salvou duas escuderias de irem à falência. 

A primeira foi a Williams. Quando a Philips deixou de patrocinar o time de Grove em 2010, a situação ficou mais do que no vermelho. A chegada de Maldonado trazendo consigo a PDVSA mudou tudo.

Frank Williams aprendeu com os erros passados (BMW, Helwett Packard) e preparou seu time para se tornar menos dependente de uma parceria única. Abriu seu capital, passou a vender tecnologia em diversos setores e se diversificou industrialmente. O período em que a PDVSA derramou a prata foi essencial para que Frank respirasse e alinhasse sua escuderia para o futuro.

Foram trés anos. Para sobreviver.

Se a Williams não tivesse assinado com Pastor em 2011, ela nunca poderia ter uma promessa como Valtteri Bottas, um motor da qualidade Mercedes e ainda conseguir dois terceiros lugares consecutivos no Mundial de Construtores nas últimas temporadas.

E melhor, poder sonhar novamente em vencer!

A segunda equipe que deve as calças a Pastor é a Lotus. Maldonado chegou a colocar algo em torno de 80 milhões de euros nas mãos da Genii Capital durante as duas últimas temporadas. Mesmo período em que Gerard Lopez (cabeça da Genii) passou a diminuir seus investimentos na Fórmula 1.

Bernie Ecclestone ficou surpreso ao ver a Lotus viva por tanto tempo. (...)

O cenário hoje mostra duas boas escuderias no grid graças a Pastor.

É certo que esta gente demonstrou que Maldonado e os petro-dólares acabaram por salvar uma boa parte da Formula 1, mesmo que a Venezuela e os venezuelanos tenham passado fome e sofrido outro tipo de privações, graças a sujeitos como Hugo Chavez e o seu sucessor. E feitos os calculos, nestes cinco anos, a PDVSA colocou imenso dinheiro. Com uma média de 40 milhões de euros por temporada, no final destas seis temporadas, poderemos calcular que foram 240 milhões que sairam de Caracas para cair nos bolsos de Grove e Enstone, à custa de muitos chassis quebrados e apenas 76 pontos, uma vitória e uma pole-position, num Grande Prémio onde muitos viram no que ele poderia ser, se tivesse sido mais maduro em termos mentais.

Outro exemplo é o de Romain Grosjean, seu companheiro de equipa na Lotus-Renault. Também era conhecido pela sua velocidade e pela sua imaturidade, mas após acidentes complicados, especialmente na partida do GP da Bélgica de 2012, o piloto francês acabou por crescer em termos mentais, conseguindo dissipar a aura de piloto destruidor de chassis, embora ainda não tenha alcançado vitórias, nunca perdeu velocidade. Sempre foi superior ao seu companheiro de equipa quer em 2014, quer em 2015. 

De uma certa forma, Maldonado não quis, ou não teve tempo para se amadurecer. Pode-se dizer que ele aproveitou esta almofada para gozar o momento na categoria máxima do automobilismo, mas esperava-se mais de um piloto que venceu a GP2 em 2009 por mérito. Aquele momento em Barcelona fez sonhar muita gente, esperando que fosse o primeiro de muitos. Mas os seus acidentes, provocados ou não, fizeram passar outra imagem, e daquilo que conheço da história, vai ser algo que ficará colado para o resto dos seus dias.

Um bom exemplo disso foi o que aconteceu com o italiano Andrea de Cesaris. Piloto com uma carreira bem longa, entre 1980 e 1994, em equipas como Alfa Romeo, McLaren, Ligier, Minardi, Brabham, Rial, Dallara, Jordan, Tyrrell e Sauber, ficou marcado pela péssima temporada de 1981 pela McLaren, onde a quantidade de chassis destruidos era tanta que a imprensa especializada o chamou de "De Crasheris", algo que nunca conseguiu se livrar, mesmo tendo andado por mais treze temporadas e conseguido uma pole-position, uma volta mais rápida e cinco pódios. 

Após o final da sua carreira, e até à sua morte, em outubro de 2014, apenas deu duas entrevistas, ambas em 2012, pela Motorsport britânica e no site brasileiro Tazio. E em ambas, sempre demonstrou amargura pelo facto de a sua reputação como piloto destruidor se ter colado na sua pele como se fosse a lepra. 

Por muito que viva, e por muito boa seja a reputação dele como ser humano, os fãs vão fazer com que ele não se esqueça dos seus acidentes.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Formula 1 em Cartoons - O fim de Maldonado (II) (Cire Box)

Mas um cartoonista, o "Cire Box", desenha sobre o fim de Pastor Maldonado na Formula 1, e de como o numero 13 está de novo vago para quem apanhar...

Formula 1 em Cartoons - O fim de Maldonado (Grand Prix Toons)

O Hector Garcia, do Grand Prix Toons, decidiu homenagear Pastor Maldonado lembrando um pouco da nossa adolescência e lembrando também o quanto é que gastou para poder estar na Formula 1 por todo este tempo...

De uma certa forma, vamos ter saudades dele. É uma certa Formula 1 que terminou hoje.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Maldonado fora da Renault, Magnussen é o substituto

Nem tivemos de esperar por quarta-feira para ver o anuncio: Pastor Maldonado anunciou esta tarde que não estará na Formula 1 em 2016, e será substituído por Kevin Magnussen na Renault. O próprio piloto venezuelano anunciou num comunicado oficial na sua conta pessoal do Twitter.

"Hoje, com humildade, anuncio que eu não vou estar presente na grelha de partida para a temporada de 2016. Agradeço todas as vossas mensagens de apoio, paixão e preocupação em relação ao meu futuro. Eu sinto muito honrado com o apoio de todos vocês e orgulhoso pelo meu desempenho profissional", informou.

O piloto de 30 anos ficou sem o dinheiro dado pela petrolífera venezuelana PDVSA, que não conseguiu cumprir a tempo os compromissos honrados à Renault. E isso significa menos 50 milhões de dólares por ano, bem como o maior sinal de que as coisas na sua terra natal estão bem más: os cofres estão mais do que vazios. Para o seu lugar poderá ir o dinamarquês Kevin Magnussen, de 23 anos, filho de Jan Magnussen e que foi dispensado da McLaren no passado mês de setembro, depois de correr para eles na temporada de 2014, conseguindo um segundo lugar como melhor resultado.

Aparentemente, o patrocinio de Magnussen é um pouco menor, cerca de 12 milhões de euros, vindos de paragens locais.

Nascido a 9 de março de 1985 (tem 30 anos), Maldonado chegou à Formula 1 em 2010 por via da Williams, após ter ganho a GP2 em 2009. Lá ficou até 2013, vencendo o GP de Espanha de 2012, após ter feito a pole-position. Em 2014, foi para a Lotus, ficando até ao final de 2015. Contudo, ele ficou mais conhecido pelos seus desastres do que pelos resultados na pista, tendo apenas conseguido 76 pontos em 96 Grandes Prémios.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Formula 1 em Cartoons: A nova profissão de Pastor Maldonado

Com a noticia de que Pastor Maldonado será substituido na Renault, eventualmente, eles na marca do losango lhe darão um cargo mais condizente ao seu talento. Pelo menos, é o que "Cire Box" pensa...

Rumor do Dia: Magnusssen vai substituir Maldonado na Renault

Kevin Magnussen vai ser anunciado como piloto da Renault no lugar de Pastor Maldonado na próxima quarta-feira, dia da apresentação do novo chassis da marca. A substituição do piloto venezuelano pelo dinamarquês, ex-McLaren e filho de Jan Magnussen, está a ser sussurrada desde há alguns dias pela imprensa internacional, mas esta quinta-feira, a Autosport britânica dá detalhes sobre isso.

Segundo se conta, a Renault e a PDVSA, o patrocinador de longa data do piloto, decidiram esta semana cada um ir para o seu caminho devido a desacordos em relação ao dinheiro. É sabido que o estado venezuelano está falido e a sua economia está em caos, e para piorar as coisas, o preço do petróleo, que era a única razão pelo qual isto continuava a acontecer, está no seu nível mais baixo desde o inicio do século. Os pagamentos começaram a falhar e a tensão entre ambas as partes começou a subir, chegando ao ponto de quando quiserem renegociar o contrato, a meio deste mês, não chegaram a acordo. 

Apesar de tudo, existe uma pequena chance de ambas as partes regressarem à mesa de negociações, mas eles já viraram para Kevin Magnussen, que tem menos dinheiro, mas tem melhores patrocinadores, vindos da sua Dinamarca natal. E agora há uma de duas chances: ou tentam a sua sorte com a Manor Racing (que poderá estar a assinar com outro petro-piloto, o indonésio Rio Haryanto) ou ele fica sem correr em 2016. 

Caso o pior aconteça, será o final de uma carreira atribulada deste piloto de 30 anos que começou em 2010 na Williams e em 2014 passou para a Lotus. Ao todo completou 96 Grandes Prémios, 76 pontos, uma pole-position e uma vitória, em Barcelona, em 2012.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Se um Maldonado assusta muita gente...

... mais Maldonados podem assustar muito mais. Manuel Maldonado, primo de Pastor, vai correr este ano na Formula 4 italiana pela Cram Motorsport. O piloto venezuelano ficou conhecido em 2012 quando o seu primo o levou às costas após a sua vitória no GP de Espanha, em Barcelona, após um incêndio nas boxes da Williams.

Maldonado esteve a correr no karting britânico nas últimas três temporadas, e em 2015 esteve na Rotax Max Winter Cup, onde terminou na 25ª posição. A Cram Motorsport é, curiosamente, a equipa onde o seu primo começou a competir em 2003, quando se estreou em monolugares.

Veremos se ele é tão veloz como ele, poupando no material...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Formula 1 em Cartoons: Um lugar em perigo (Grand Prix Toons)

As noticias surgidas a público de que ainda não pagaram o lugar a Pastor Maldonado a poucas semanas de começar o Mundial de Formula 1 e que o dinamarquês Kevin Magnussen poderá estar a negociar um contrato na marca do losango, fizeram com que o Hector Garcia, a pessoa que está por trás do Grand Prix Toons, a fazer este cartoon... 

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Cuidar do futuro

Kevin Magnussen poderá não correr em 2016, mas não está parado. O piloto dinamarquês anda nas bocas do mundo por estes dias, pois sem lugar como piloto titular, depois de um ano na McLaren, anda a tentar cuidar do futuro. Tanto pode ser na Formula 1, como pode ser na Endurance, especialmente na classe LMP2.

Ontem, o Joe Saward falava no seu sitio que há especulações na imprensa local sobre ele, falando que ele já poderia ter patrocinadores locais, suficientes para poder andar à procura de lugares na Formula 1, e existem duas chances: um lugar como piloto reserva na Renault, e um lugar de piloto titular na Manor. É verdade que em termos de curto prazo, a Manor seria uma boa alternativa - e ainda não anunciou os seus pilotos titulares - mas a médio e longo prazo, a Renault seria uma bela oportunidade. Ficar como piloto de reserva em 2016 para ser titular em 2017 é bem possível.

Contudo, esta tarde, o jornal britânico Daily Telegraph afirma algo um pouco diferente: que ele está a negociar apenas com a Renault, e ele já esteve nas instalações de Enstone na semana passada em conversações nesse sentido. Nada se sabe sobre o resultado dessas conversações, mas o jornal fala que os lugares dos pilotos titulares - o venezuelano Pastor Maldonado e o britânico Joylon Palmer - não estão totalmente assegurados. Aliás, o jornal britânico fala da péssima situação politica na Venezuela, com a agitação politica e económica vigente, mas do lado de Saward, ele afirma que já foram feitos os pagamentos por parte de ambos os pilotos para assegurar a totalidade da temporada.

No lado da Manor, não se tem muita ideia de quem ficarão com os dois lugares vagos, mas o pensamento vigente deverá ser o seguinte: um lugar estará a ser leiloado pela melhor oferta - e a pole-position poderá estar nas mãos de Rio Haryanto, que terá pelo menos 15 milhões de euros para gastar - e um dos titulares de 2015 ficaria com o lugar, o que faria com que fose um leilão entre o britânico Will Stevens e o americano Alexander Rossi, excluindo o espanhol Roberto Merhi, por absoluta falta de dinheiro.  

Uma coisa é certa: o dinamarquês não está parado, e em breve poderemos conhecer o seu destino. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

O custo real do patrocinio de Pastor Maldonado

Sobre este assunto, não é nada novo por estas bandas. Mas há sempre algo interessante que merece ser contado, porque sempre achei fascinante como é que um petropaís era capaz de injetar milhões e milhões numa atividade, digamos... elitista, como forma de afirmar o seu país no mundo. É que se formos pensar em Pastor Maldonado como reflexo do país de onde veio, não fica lá muito bem na fotografia.

Contudo, a PDVSA não injetou só dinheiro no piloto da Renault. A companhia estatal venezuelana investiu muito no automobilismo nos últimos dez anos, e outros pilotos foram beneficiados nisto, como Ernesto (E.J) Viso, piloto da IndyCar, Rudolfo Gonzalez, piloto da GP2, ou então na equipa Lazarus da GP2, que chegou a ter Johnny Ceccoto Jr. nas suas fileiras. Contudo, esta terça-feira, surgiu no site Motorsport a ideia de que os financiamentos da petrolífera estão a ser investigados pelo FBI americano. Conheço relativamente bem a jornalista que escreve este artigo, Katie Walker, e sei que é boa naquilo que faz. Logo, isto deverá ter um fundo de verdade.

Comecemos pela sua origem, um artigo do Wall Street Journal (WSJ). Ali, fala-se que dois homens de negócios ligados à PDVSA, um deles um senhor de 55 anos chamado Roberto Rincon, foram presos pelas autoridades americanas, acusados de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e suborno, entre outros, Todas essas acusações têm a ver com uma lei chamada "Foregin Corrupt Practices Act", e no meio disto tudo existem mais de cem contas espalhadas em bancos americanos (108, para ser mais preciso), num total de cem milhões de dólares, e o juiz encarregue do caso afirma que poderá ter havido um desvio superior a mil milhões de dólares entre 2009 e 2014.

Isto vem na sequência de outro artigo publicado pelo mesmo jornal a 21 de outubro, onde se acusa os governos chavistas (primeiro, Hugo Chavez, agora Nicolas Maduro) de terem ido buscar milhares de milhões de dólares para pagar subornos e outros esquemas fraudulentos para ganhar a confiança e "respeitabilidade internacional", aproveitando a alta do preço do petróleo, que aconteceu até meados de 2014. E no inicio deste ano, os procuradores de quatro estados americanos reuniram-se com responsáveis do Departamento do Interior, do FBI e da DEA (Drug Enforcement Agency) para partilhar informações sobre esquemas corruptos vindos do interior da petrolifera venezuelana. E em muitos aspectos, a "pessoa de interesse" é um ex-diretor, e atual embaixador nas Nações Unidas, Rafael Ramirez.

As investigações continuam, mas neste momento existe uma outra, efetuada pela DEA, em que vê o envolvimento de membros do governo e de familiares do presidente Maduro e do seu numero 2, Diosdado Cabello, em esquemas de tráfico de cocaina pelo seu pais, rumo aos Estados Unidos. Quem conhece mais ou menos esta história, sabe que há um ano, um antigo oficial, Leamsy Salazar, desertou para os Estados Unidos com informações sobre esse esquema, e que em novembro, dois sobrinhos de Maduro foram presos em Port-au-Prince, no Haiti, com 800 quilos de cocaína na sua bagagem. E aparentemente, a qualquer momento, o chefe da policia de fronteira local poderá ter no seu encalço um mandato de captura internacional emitido pelos americanos.

Claro que poderemos dizer o que as autoridades americanas podem fazer com pessoas de outros países, mas depois lembramos o que eles estão a fazer em relação aos membros da FIFA envolvidos em esquemas de corrupção. É simples: se fizeram algo em solo americano, pode ser investigado. Qualquer conta, qualquer coisa que tenham nos Estados Unidos, está sujeito à jurisdição local e pode ser investigado. No caso da FIFA, têm a ver com os esquemas fraudulentos que foram negociados em Nova Iorque, ao longo da década de 90 e no inicio deste século. E se estão a fazer isto em relação ao organismo que rege o futebol, porque não noutros países? Pode demorar o seu tempo, mas vai acontecer.

Mas "voltando à vaca fria", isto é, ao patrocínio da PDVSA ao automobilismo, a matéria da WSJ fala que a empresa poderá injetar mais 50 milhões de dólares só em 2016, ele que já vai na sua terceira temporada seguida. Ou seja, até agora, eles injetaram 150 milhões de dólares, e isso para eles é superfaturado, dando como exemplo aquilo que Fernando Alonso contribui para a McLaren através do Grupo Santander, que foi até agora de 80 milhões de dólares. E para piorar as coisas, como é sabido, a economia venezuelana não está de boa saúde. Bem pelo contrário: está a caminho do colapso, com inflação de 165 por cento, e o PIB de 2015 a sofrer uma contração de dez por cento. E para piorar as coisas, a vitória da oposição nas eleições legislativas do passado dia 6 poderão piorar as coisas para o governo chavista, que já prometeu que irá guerrear-se com eles, e isso colocou toda a gente em alerta, porque não se sabe o que eles poderão fazer.

Contudo, no final, poderemos dizer que enquanto esta gente estiver por ali, nada será feito. O governo e a PDVSA acham importante colocar Maldonado na Formula 1 como o exemplo do dinheiro do petróleo, numa altura em que a cotação está a um terço daquilo que valia há ano e meio, e sem sinais de que mudança. E já sabem o que vai acontecer quando as coisas mudarem. A bem ou a mal.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sobre a agressividade de Pastor Maldonado

É tido e achado que não sou muito fã de Pastor Maldonado. A sua excessiva agressividade e a sua incapacidade de não reconhecer os seus erros na pista, apesar de agora estar um pouco mais calmo, diga-se de passagem. E digo calmo porque agora não está sempre a bater nos outros pilotos, apesar de ter dado um toque no Sauber de Marcus Ericsson durante o GP do Brasil...

Aos 30 anos de idade, e apenas com uma vitória no seu currículo em 2012 (num dia em que tudo correu bem a ele...), Maldonado apareceu esta semana na ribalta por causa das suas declarações sobre Lewis Hamilton e a Mercedes, defendendo ainda o seu estilo "win or wall".

Sempre tive tomates para ir além do limite. Sempre guiei de forma muito agressiva. A minha carreira toda. Quando coloco o meu capacete, eu ando o mais rápido que eu posso. E, algumas vezes, ainda mais. Às vezes você comete um erro, mas para explorar seus limites, você tem de superá-los”, começou por dizer numa entrevista ao jornal alemão ‘Bild am Sonntag’.

Ainda na minha primeira corrida no kart, quando usava almofadas no assento para eu poder ver, sempre fui audacioso. Tudo ou nada, este era meu lema”, declarou. E claro, irritou-se quando os outros lhes apontam o dedo pelo seu estilo agressivo: “Outros pilotos também batem e ninguém fala sobre isso depois. Eu bato e imediatamente isso se torna um escândalo. Às vezes não acho justo dizer que é sempre culpa minha”, bradou.

Sobre Hamilton, o piloto venezuelano lamentou que não tenha tido a mesma sorte que teve o piloto da Mercedes. “Olha, gostaria de saber. Infelizmente, não tive chance de sentar em um carro vencedor, mas acho que, se eu estivesse na Mercedes, poderia lutar com Lewis. Definitivamente, tenho ambição suficiente e espírito de luta. E sei que tenho talento para batê-lo”, complementou. Curiosamente, ambos nasceram com três meses de diferença, com o britânico a nascer primeiro.

Claro, as criticas não deixaram de aparecer, a começar pelo bicampeão finlandês Mika Hakkinen, que não deixou passar em claro o que ele disse: “Se um piloto não aprende com seus próprios erros, então punições mais duras devem ser aplicadas. Maldonado parece não aprender nada com seus erros”, reclamou Häkkinen. O finlandês sabe do que fala, pelo seu próprio exemplo, pois em 1994 foi um dos causadores da carambola no inicio do GP da Alemanha e a FIA teve mão pesada, quando o suspendeu com uma corrida. Hakkinen não perdeu a sua velocidade, mesmo depois do seu grave acidente no ano seguinte, em Adelaide, onde esteve em risco de vida. Mas a sua agressividade foi drasticamente reduzida, ao ponto de ele se tornar campeão do mundo por duas vezes.

Acho que os outros pilotos que correm com ele nem fazem ideia de o que vai acontecer em seguida. Eu até entenderia se você estivesse lutando pela vitória nas últimas voltas. Ele deveria usar mais do senso comum”, concluiu.

Que todos os pilotos tem uma agressividade e a têm de mostrar em pista, é verdade. Mas uma coisa é domá-la e ser bem sucedido sem a perder, outra coisa é ser "accident prone". O seu companheiro de equipa, Romain Grosjean, também era um piloto muito agressivo e após o seu acidente na partida do GP da Belgica de 2012, ele conseguiu domar essa agressividade sem perder velocidade e sem andar à pancada com os outros pilotos. Hoje em dia é elogiado pela sua velocidade, mas teve de aprender às custas de uma suspensão por parte da FIA. 

Para piorar as coisas, parece ser um casmurro, e a idade também não está muito a seu favor. Tem já 30 anos e vai na sua sexta temporada, e como o finlandês diz, as coisas só não são mais vistas porque acontece a meio do pelotão. Parece que estamos sujeitos a ver algo grave para que a FIA atue no caso dele, e se for assim, não há garantias de que ele irá acalmar-se, pois parece que é algo que gosta, esta sua atitude "win or wall". Em tempos não muito distantes, esses "pilotos corajosos", como disse Juan Manuel Fangio, já estariam mortos...

E sobre o lugar na Mercedes, ele já deve saber há muito que a sua agressividade é o melhor cartão de visita para não o ter por lá...

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Maldonado e os tempos agitados do seu país

Toda a gente sabe que Pastor Maldonado chegou à Formula 1 com uma grande carteira, é mais do que óbvio. E que ele não tem provado muito que merece esse lugar, exceptuando aquela inesperada vitória em Barcelona, em 2012. Quer na Williams, quer na Lotus-Renault, sabe-se que a sua patrocinadora, a estatal venezuelana PDVSA, poderá ter injetado uma média de 50 milhões de dólares por ano desde que chegou à categoria máxima do automobilismo, em 2011, e em 2016, irá entrar para a sua sexta temporada.

Contudo, se de vez em quando se fala dele, não se pode deixar de falar sobre a situação do seu país. É certo que a Formula 1 não fala ou comenta politica, mas Bernie Ecclestone adora a politica de ir a sitios de reputação duvidosa, só pelo cheiro do dinheiro. Contudo, por estes dias, mesmo que ninguém diga em público, comentou-se sobre Maldonado no paddock de Interlagos. Dizendo melhor, comentou-se sobre a segurança desse patrocínio e do país de onde ele vêm... Primeiro que tudo, a Venezuela vai a votos a 6 de dezembro, para escolher um novo parlamento, e a oposição anti-chavista parece liderar as sondagens, apesar das ameaças do seu presidente de que não irá reconhecer os resultados em caso de derrota, e já ameaçou que irá meter tropas na rua para impor o seu poder.

Eis a situação politica e económica naquelas bandas para tentar entender porque é que o lugar de Maldonado pode estar (mais uma vez) em perigo. Na semana passada, dois sobrinhos de Nicolas Maduro foram presos no Haiti pela DEA americana, pois levavam consigo um carregamento de 800 quilos de cocaína. Ambos foram imediatamente levados para Nova Iorque, onde aguardam julgamento por tráfico de droga. Este incidente só veio aumentar os rumores de que a Venezuela tornou-se num narco-estado, onde não sendo produtor de cocaína (o grande produtor è a Colômbia), este usa o país como passagem até aos Estados Unidos. E tudo isso com a conivência (e provavelmente o envolvimento) do governo chavista.

Para piorar as coisas, o país encaminha para o clube dos estados falhados: há anos que sofre de uma escassez de alimentos devido a problemas de abastecimento, vive com uma inflação estratosférica (números não oficiais indicam que esta poderá rondar os... 800 por cento) e um PIB que só este ano irá contrair cerca de dez por cento, acumulando com outros sete por cento de contração que teve em 2014. E acumulado com isso tudo, os elevados índices de violência (é o terceiro país mais violento da América Latina, apenas superado por Honduras e El Salvador), e a agitação politica entre o poder e a oposição, que recentemente condenou um dos seus líderes, Leopoldo Lopez, a 13 anos de prisão, num processo que todos consideraram politico. Tanto que o procurador que o acusou, exilou-se recentemente em Espanha, afirmando que o governo "plantou provas" para o condenar.

E tudo isto acontece numa altura em que o preço do petróleo está em níveis muito baixos, um terço do que valia em julho de 2014. Esta quarta-feira, o barril de Brent baixou dos 40 dólares em Nova Iorque e não há sinais de um aumento significativo do preço do barril nos próximos tempos. Os principais países produtores não dão sinal de diminuir a produção, que está num máximo histórico, numa espécie de guerra económica para saber quem se arruinará primeiro. Se Arábia Saudita e Qatar tem bolsos bem fundos, por aquilo que acumularam ao longo destes anos, já a Venezuela ou Angola, por exemplo, andaram a gastar em infraestruturas ou até a "comprar regimes", dando petróleo a preços mais baratos em troca do seu silêncio quando eles se envolviam em esquemas duvidosos.

Com tudo isto em cima da mesa, muitos apontam este exemplo como mais um de que a Formula 1 é sedenta de dinheiro, aceitando tudo que venha de sitios duvidosos, principalmente dos governos que enriqueceram com a alta do petróleo, para não falar dos regimes de "homem forte", daqueles que Bernie Ecclestone adora. Mas se muitos não entendem a razão porque uma petrolifera continue a injetar dinheiro, apesar das dificuldades, outros entendem que a presença de um piloto como ele só pode ser entendido como a politica de um país que se quer mostrar ao mundo E enquanto o regime quiser, Maldonado se manterá. Resta saber por quanto tempo mais este regime se manterá...   

domingo, 20 de setembro de 2015

Para além da confirmação de Maldonado

A Lotus confirmou esta noite que Pastor Maldonado será seu piloto na temporada de 2016. E isso poderá ter revelado coisas bem interessantes que vão para além da confirmação de um piloto por mais uma temporada. Porque para além da noticia, há outras coisas que podem ser lidas para além da noticia. Primeiro, que a Renault e a Lotus já chegaram a um acordo. E segundo, que Romain Grosjean sairá da equipa, provavelmente rumo à novata Haas F1.

Primeiro, vamos aos factos: o piloto de 30 anos correrá por mais uma temporada pela equipa de Enstone, como é afirmado no curto comunicado da equipa. "É um fator positivo para o futuro da Lotus na Formula 1 a capacidade que temos hoje de confirmar publicamente que Pastor vai permanecer conosco para a próxima temporada", começou por afirmar Gerard Lopez.

"Todos em Enstone vão saber que Pastor é uma pessoa fantástica para se trabalhar e todos nós sabemos da capacidade que ele tem. Pastor se juntou a nós num acordo com vários anos de duração, de modo que esta confirmação apenas reitera a nossa crença nele. E espero que sejamos capazes de fazer mais anúncios positivos sobre a equipa num futuro próximo", concluiu.

É ótimo que a equipe possa confirmar minha posição como piloto para 2016. Óbvio, houve muita especulação sobre o meu futuro enquanto eu me mantinha focado no meu trabalho na pista”, começou por afirmar o piloto venezuelano.

Também é ótimo saber que meu futuro está confirmado. Esta temporada nos apresentou alguns desafios, mas a qualidade da equipa em Enstone é facilmente reconhecida. Eu realmente sinto que faço parte dessa família e desejo melhorar o trabalho nesta temporada para dar melhores resultados em 2016”, acrescentou.

O que tudo isto significa? Bom, é altamente provável que isto poderá dizer que em 2016, a Lotus se chamará Renault. No fim de semana, alguns "insiders" escreveram nos seus sitios que há um principio de acordo entre a Genii Capital e a Renault no sentido de eles controlarem a equipa na próxima temporada. E isso acontece mesmo a tempo, pois há um prazo para cumprir por causa de um processo que está num tribunal de Londres, especialista em falências, do qual tem de ser respeitado. Se nada acontecer até ao dia 28 de setembro - um dia depois do GP do Japão - a equipa de Enstone será obrigada a pedir proteção aos credores.

'Mas poderia pedir o dinheiro venezuelano', alguns me dirão. A resposta é negativa. No contrato que a PDVSA faz com a Lotus, há clausulas que proíbem a equipa de usar os 50 milhões que jorra todos os anos para lá para pagar dividas aos fornecedores. Há um objetivo especifico nesse dinheiro. Ora, se eles concordaram na renovação do contrato e essas clausulas se mantiveram, então é sinal de que eles terão outra fonte de dinheiro que não Maldonado. E isso, no curto prazo, é a 'marca do losango'. Nos próximos dias, teremos noticias dessa confirmação.

E ainda falta mais um pormenor: Romain Grosjean. Na altura do anuncio do contrato, sobre ele, um responsavel da equipa afirmou que esse possivel acordo com a Renault e independente de terem um piloto francês ou não. Isso poderá significar que ele terá a liberdade de ir para outra equipa na próxima temporada, sendo que a Haas F1 é a melhor chance. E isso - o Humberto Corradi coloca essa hipótese em cima da mesa - poderá ser o trampolim para mais altos voos, ou seja, a Ferrari. Com a Haas a ser quase uma "Ferrari B" por causa dos motores, e pelo menos um dos pilotos sera da "cantera", isso poderá significar que o francês, caso faça bons resultados, poderá ter uma chance para ficar com o lugar de Kimi Raikkonen quando este decidir pendurar o capacete.

Não vai ser de imediato, mas isso poderá acontecer.

Em suma, podem ver como um simples anuncio poderá ter causado uma série de decisões em cadeia... os próximos dias poderão confirmar isso. E tem de ser, porque o prazo aperta-se!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Noticias: Webber detona os pilotos pagantes

Mark Webber, mesmo que agora corra na Endurance, continua a observar o que se passa na Formula 1. E como bom australiano que é, não tem papas na língua. Numa entrevista que deu à Sky Sports, o piloto da Porsche não foi muito meigo em relação aos pilotos pagantes, especialmente o venezuelano Pastor Maldonado, que está na Lotus graças aos 50 milhões de dólares dados pela PDVSA.

Sobre ele, detonou: "O Pastor, por exemplo, quando diz que não tomou qualquer decisão sobre onde ele irá em 2016. Que outros desportos funcionam dessa maneira? Se você não está feliz onde está, companheiro, pegue nas suas coisas e saia daí."

E depois continuou: “Eles precisam tratar a Formula 1 com mais entusiasmo, mais profissionalismo. A sua saída seria algo bom para a categoria.

E ele estendeu a polemica às equipas que os acolhem, como a Lotus, a Sauber e a Manor: “Algumas delas deveriam ser banidas da competição, pois elas possuem apenas interesse no dinheiro e não no talento existente no piloto. E isso acaba com o profissionalismo, competitividade e a fome de vitória de diversos condutores”,concluiu.

Contudo, o problema é grande, por causa dos altos custos da Formula 1. Metade do pelotão está dependente de pilotos pagantes, incluindo a Sauber, que tem Felipe Nasr e Marcus Ericsson, que ambos trouxeram ao todo cerca de 40 milhões de euros (25 milhões para o brasileiro, 15 milhões para o sueco), para não falar que até na Force India, um dos seus pilotos, Sérgio Perez, tem dinheiro proveniente dos seus patrocinadores mexicanos.

Provavelmente quando os custos baixarem um pouco e os dinheiros forem melhor distribuidos, poderá haver a profissionalização que Webber gostaria de ver...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

As histórias sobre a situação da Lotus

A poucos dias do GP de Itália, as redes sociais e os sites especializados estão cheios de noticias sobre a situação da Lotus. É sabido que há negociações neste momento entre a Genii Capital e a Renault no sentido de adquirir a equipa - segundo o que disse a Autosport britânica, cerca de 65 por cento - mas no dia-a-dia, parece que as coisas andam mais complicadas. E as noticias que tem vindo a público, quer na Autosport britânica sobre o dinheiro venezuelano que foi retido na fonte, ou então que Bernie Ecclestone ajudou a pagar os salários dos funcionários e pilotos, tudo isso poderá ter um objetivo: pressão mediática para que a Renault adquira o mais depressa possivel a Lotus. Pelo menos, se formos ver a perspectiva do jornalista britânico Joe Saward.

No seu blog pessoal, Saward escreve o seguinte

"Foi-me dito por várias pessoas que sabem estas coisas que a Lotus ainda tem que receber uma oferta real da Renault, mas os termos que estão a ser oferecidos e que foram divulgados nos media, presume-se que foi projetado para acalmar quaisquer questões políticas que possam ser suscitadas pela compra da equipa por parte da Renualt, uma vez que a empresa é controlada pelo governo francês (que tem o direito de veto sobre qualquer decisão importante) e este não quer ser visto a jogar dinheiro em tais coisas quando está a lidar com uma abundância de outros problemas. O governo precisa de todo o dinheiro que pode obter, porque está no processo de oferecer incentivos fiscais para as empresas e para a classe média francesa, num esforço para melhorar a economia (e para obter a reeleição).

Há uma reportagem do The Times de hoje citando Bernie Ecclestone, dizendo que ele pagou os salários da equipa no mês passado. Fazendo isto claramente em público não é algo que Ecclestone faça normalmente (ele empresta dinheiro para as equipas numa base frequente), então há claramente um desejo de usar os média para mover as coisas rapidamente", comentou.

Fala-se que o acordo entre a Lotus e a Renault poderá ser anunciado esta sexta-feira em Monza, mas o próprio Saward coloca dúvidas sobre isso. Noutro post escrito nesta terça-feira, ele afirma que deveria ter acontecido uma teleconferência "muito bem sucedida" entre as direções de ambos os lados, mas ele próprio diz que "tal conferência ainda não aconteceu", e a razão para todas estas fugas de informação é porque poderá haver mais interessados. Quais? Não se sabe.

O mais interessante é ler no meio disto tudo é que provavelmente a Genii Capital não recebeu qualquer proposta concreta... da Renault. 

"O conselho de administração da Lotus [Genii Capital] está ansiosa para ouvir o que a Renault tem a dizer, o que tende a confirmar a minha história anterior onde sugeri que a equipa não recebeu qualquer oferta da Renault antes da apresentação de hoje. Uma vez que os detalhes da oferta são feitas de forma clara (e a maioria deles parecem ser já do domínio público) não haverá qualquer tomada de decisão precipitada. O conselho se reunirá novamente na sexta-feira para ter uma discussão apropriada sobre o que fazer no futuro. Embora eu espero que você seja capaz de ler o resultado dessa reunião noutros sites no dia anterior..." 

Por outras palavras, as tais fugas de informação.

Entretanto, a corda aperta-se no pescoço da equipa de Enstone. O dinheiro venezuelano está retido na fonte por uma razão muito simples: quando Pastor Maldonado foi contratado, uma das clausulas do contrato que a PDVSA assinou dizia que esse dinheiro não serviria para pagar contas ou dividas em atraso, mas sim para ajudar no desenvolvimento do carro. Resultado final, há 50 milhões de dólares dos quais a Lotus não pode usar. E claro, por causa disso, há salários em atraso a funcionários, pilotos e fornecedores, daí a ação em tribunal na Bélgica, feito por Charles Pic, que impediu os carros de saírem de Spa-Francochamps no fim de semana belga. Tudo desbloqueado pelo anão.

Para piorar as coisas, existe uma audiência na Grã-Bretanha, marcada para o próximo dia 9 de setembro, da Her Majesty’s Revenue and Customs (HMRC) no sentido de ver a situação da equipa no sentido de passar para um administrador liquidatário, da mesma forma que aconteceu no ano passado para a Caterham e para a Marussia. E como sabem, a primeira não foi salva, enquanto que a segunda foi, agora debaixo das cores da Manor. Talvez essa deva ser a razão pelo qual ainda não foi feita a tal oferta por parte dos franceses: se a Genii Capital falir ou entrar em processo de administração, talvez a Renault possa comprar por um valor bem mais baixo do que aquele que a Genii Capital quer, ou então a proposta seja de forma a que seja favorável a aquela que vem na imprensa, ou seja, mais do que os 65 por cento, ou a dispensa dos 25 por cento por parte da Genii.

Em suma, a situação não está fácil, mas é certo que a Renault quer regressar à Formula 1 e quer uma equipa. Resta saber o preço a pagar, não é?