Mostrar mensagens com a etiqueta Marrakech. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marrakech. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Formula E: Marrakesh vai receber "rookie test"

O circuito de Marrakesh, em Marrocos, receberá um "rookie test" no dia a seguir à ronda marroquina da Formula E, a 14 de janeiro de 2018. O palco tinha sido aprovado pelas equipas durante os testes de pré-temporada em Valencia, mas ainda carece de anuncio oficial. 

Segundo se sabe, um dos pilotos inscritos nesse "rookie test" está Jolyon Palmer, que esteve na Renault nesta temporada da Formula 1. Ele esteve em conversações com a Techeetah ao longo deste verão, até que a marca anunciou a contratação de André Lotterer. Outros pilotos que poderão estar presentes poderão ser o brasileiro Pietro Fittipaldi, neto de Emerson Fittipaldi, Felipe Massa - que nunca escondeu que pretende testar um Formula E no futuro - e o japonês Kamui Kobayashi.

O holandês Nick de Vryes, atualmente na Formula 2, foi contactado pela Audi para testar um dos seus carros neste teste, enquanto que os britânicos Jack Hawksworth, Jordan King e Harry Tincknell também poderão estar presentes neste teste, desconhecendo ao serviço de qual equipa. O marroquino Michael Benyhaia vai estar presente ao serviço da Venturi, depois de ter sido contratado como piloto de desenvolvimento.


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Formula E: Buemi volta a vencer em Marrakesh

Sebastien Buemi voltou a vencer na Formula E e consolidou a sua liderança. Nas ruas de Marrakesh, em Marrocos, o piloto suíço da e.dams conseguiu superar o DS Virgin de Sam Bird e o poleman Felix Rosenqvist, da Mahindra, numa corrida dominadora. Já António Félix da Costa foi vitima da falta de fiabilidade do seu carro e acabou por desistir a doze voltas do fim.

Mas a corrida de Buemi, antes de começar, teve um imprevisto: o carro estava abaixo do peso mínimo e foi penalizado com cinco lugares na grelha de partida, acabando por largar no sétimo posto. Na partida, Rosenqvist, o "poleman", teve uma partida-canhão e ficou com a liderança, seguido por Sam Bird e Nelson Piquet Jr, que tentou atacar a liderança, mas ia perdendo o lugar para Jean-Eric Vergne.

Atrás, Di Grassi aproximava-se dos da frente, mas tinha alguns problemas, especialmente os Andretti de Robin Frinjs e de António Félix da Costa. O piloto português era o nono e tentava apanhar os pilotos que iam na sua frente, e não era fácil, pois era acossado por Di Grassi.

Nos primeiros lugares, Rosenqvist mantinha-se no comando, com Bird, Vergne a aguentar Piquet Jr, enquanto que Buemi começava a aproximar-se rapidamente destes quatro pilotos. Tinha passado primeiro Nicolas Prost e depois Daniel Abt, para ficar com o quarto posto. Pouco depois, Vergne passava Piquet e era o terceiro classificado e na volta 15, o piloto da Techeetah passava Bird e era o segundo classificado.

Atrás, na luta pelo nono posto, Félix da Costa aguentava os ataques de Di Grassi, mas pouco depois, o carro ficou parado na pista, sem razão aparente. Lá conseguiu largar, para trocar de carro, mas quando lá chegou... o carro não arrancava. Perdeu três voltas e a sua corrida estava arruinada.

Na volta 17, trocavam-se os carros. Se entre os dois da frente - Rosenqvist e Vergne - não houve problemas, já Piquet teve problemas e caiu para o fundo do pelotão. Buemi foi mais veloz do que Bird nas boxes e passou para o terceiro posto, agora em perseguição de Vergne e Rosenqvist.

As coisas pareciam assim até que na volta 20, os comissários começaram a investigar Vergne por um possível excesso de velocidade nas boxes. Pouco depois, ele teve de ir às boxes para cumprir um "drive through", entregando o segundo posto para Buemi, que estava a apanhar Rosenqvist. Na volta 28, a ultrapassagem tinha sido feita e havia novo líder na corrida.

Nas cinco voltas finais, Bird apanhou Rosenqvist para o segundo posto e lá ficou até ao fim. Lucas di Grassi terminou no quinto posto, apenas atrás de Nicolas Prost, mas manteve o segundo lugar do campeonato. Daniel Abt foi o sexto, seguido por Oliver Turvey e Jean-Eric Vergne, que recuperou até aquela posição. Nick Heidfeld, no segundo Mahindra, e José Maria Lopez, no segundo DS Virgin, fecharam os pontos.  

Na classificação, Buemi lidera com 50 pontos, seguido por Lucas di Grassi, com 28, e Nicolas Prost, com 24. A próxima corrida acontecerá nas ruas de Buenos Aires, a 18 de fevereiro do ano que vêm.

sábado, 12 de novembro de 2016

Formula E: Rosenqvist é o "poleman" em Marrakesh

O sueco Felix Rosenqvist deu à Mahindra a sua primeira pole-position na Formula E, ao ser o melhor na qualificação no ePrix de Marrocos, conseguindo bater Sebastien Buemi e Sam Bird na SuperPole. O português António Félix da Costa largará da décima posição da grelha, um lugar atrás de Robin Frinjs.

O piloto sueco andou sempre forte ao longo da qualificação, conseguindo até bater um dos favoritos ao campeonato, o suíço Sebastien Buemi, e Nelson Piquet Jr, que confirmou aqui que o seu carro da NextEV está bem melhor do que na temporada passada. Não foi o "poleman", mas o quarto posto mostrou que eles tem de ser vistos em conta.

A qualificação começou debaixo de calor, nas ruas da cidade marroquina, o que fazia com que os pneus não funcionassem muito bem. No primeiro grupo, onde tinha Nicolas Prost, António Félix da Costa, Ma Qinghua, José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio, Prost foi o melhor, com Félix da costa logo a seguir, enquanto que "Pechito" Lopez estava a adaptar-se à Formula E, ficando bem mais para trás. Contudo, pior ficou D'Ambrosio, pois o piloto belga fez 1.22,681 e acabou por ficar com o 16º posto da grelha.

No segundo grupo, com Buemi, Stephane Sarrazin, Mitch Evans, Oliver Turvey e Nick Heidfeld, o suíço, campeão do mundo, mostrou ao que vinha e conseguiu fazer 1.21,350, com Turvey a dar o seu melhor, mas a conseguir apenas 1.21,853. Heidfeld lutou contra um carro algo desequilibrado, enquanto que Evans e Sarrazin tiveram tempos mais modestos.

Já no terceiro grupo, com Abt e Di Grassi, bem como Maro Engel, Jean-Eric Vergne e Loic Duval, o piloto da Techeetah "voou na pista e fez 1.20,993 e deixou Di Grassi em maus lençois, pois o seu companheiro de equipa fez 1.21,725 e colocou Di Grassi fora da "SuperPole", pois fez apenas 1.22,081.

Para finalizar, no quarto grupo, com Nelson Piquet Jr, Sam Bird, Felix Rosenqvist, Adam Carrol e Robin Frinjs, estes se tornaram nos mais rápidos. Rosenqvist mostrou toda a sua velocidade, conseguindo uma entrada fácil para a "SuperPole", com Piquet Jr a seguir e o piloto da DS Virgin a ser o terceiro melhor. Carrol fez um tempo desastroso e Frinjs até foi melhor, conseguindo depois o nono tempo e ficando na frente de Félix da Costa.

Para a parte final da qualificação, a "SuperPole", os cinco escolhidos - Piquet Jr, Rosenqvist, Bird, Buemi e Vergne - tinham a chance de conseguir a pole-position para esta corrida. Primeiro foi Piqet, que fez uma boa volta, de 1.21,879, julgando que seria mais do que suficiente para ser o "poleman", depois de Hong Kong. Mas Buemi melhorou, fazendo 1.21,546, e passou para a frente, com Bird a fazer um pouco pior, mas superando o piloto brasileiro. O último a sair foi Jean-Eric Vergne, mas um problema no seu carro fez com que ficasse parado na saída das boxes, dando por terminado o treino por ali e fazendo com que a Mahindra comemorasse a sua primeira pole-position da sua história.

A corrida vai acontecer pelas quatro da tarde, hora de Lisboa. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Formula E: A antevisão da corrida marroquina por Félix da Costa

A Formula E vai voltar a correr este fim de semana, com mais uma estreia. Depois de Hong Kong, a competição de carros elétricos irá andar nas ruas de Marrakesh, em Marrocos, sendo a primeira corrida a acontecer no continente americano. A pista é conhecida do público, porque é ali que é disputado o WTCC, mas tirando "Pechito" Lopez, para todos, vai ser uma estreia a correr naquele circuito.

Para António Félix da Costa, piloto da Andretti, vai ser uma pista desafiante, com muitas ultrapassagens, e acredita que irá ter o mesmo resultado que teve em Hong Kong, onde foi sexto classificado.

É a pista mais longa do campeonato, ao contrário de Hong Kong que era a mais curta e onde fomos bem sucedidos. Possivelmente este circuito não será a melhor para o nosso carro, com muitas curvas longas, um misto de rápidas e lentas com um asfalto bastante irregular mas é a pista de todo o calendário da Fórmula E mais aproximada a um autódromo tradicional. De qualquer forma fizemos bem o trabalho de casa, efetuámos muitos quilómetros no simulador e acredito que vamos dar mais um passo rumo ao nosso objetivo que é lutar pelas vitórias a curto prazo!”, referiu o piloto de Cascais.

O fim de semana da Formula E em Marrakesh começa esta sexta-feira com os treinos livres, e com o resto a acontecer no sábado, primeiro com a segunda sessão de treinos livres, seguido pela qualificação, pelas 11.45, hora portuguesa, e a corrida, às 15:30. 


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Formula E: Divulgado o circuito de Marrakesh

A organização da Formula E divulgou ontem o circuito de Marrakesh, que no próximo dia 12 de novembro vai acolher a segunda etapa da temporada 2016-17 da competição elétrica. O circuito, usado para o WTCC, terá quase três quilómetros (2970 metros) de extensão, e acontecerá na mesma semana em que a cidade acolherá o COP22, a conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.

"Estamos muito satisfeitos por estar a correr em Marrakesh - é a primeira vez que a Fórmula E corre no continente africano, que mostra como nós evoluímos para um campeonato verdadeiramente global", começou por dizer Alejandro Agag, na apresentação do circuito. "O evento tem um significado ainda maior, pois estamos aqui como um dos parceiros oficiais da COP22. A Fórmula E entende perfeitamente os desafios e os riscos que as alterações climáticas representam, e ser uma parte do fórum mais importante para a abordagem deste problema é uma grande honra", concluiu.

Jean Todt, presidente da FIA, afirmou sobre o circuito e a competição em si: "A Fórmula E é um grande exemplo de um campeonato FIA entre os dois pilares principais da Federação - desporto e mobilidade. Estamos muito satisfeitos em saber que a Fórmula E decidiu tornar-se um parceiro da COP22 por ocasião da primeira edição do ePrix de Marrakesh. Como parte da missão da FIA para promover sistemas de transporte limpos e disponíveis a todos, queremos incentivar o desenvolvimento e a adoção de tecnologias sustentáveis. A Fórmula E é um laboratório fantástico que vai permitir o desenvolvimento de 'tecnologias limpas para todos '".

Said Mouline, o CEO da Agência Marroquina para o Desenvolvimento de Energias Renováveis ​​e Eficiência Energética, congratulou-se com a chegada da competição a paragens marroquinas: "O ePrix de Marrakesh, a 12 de novembro, vai ser um evento oficial da COP22 e será uma magnífica ocasião para demonstrar que a mobilidade elétrica atingiu uma excelente nível de maturidade e que o seu desenvolvimento é até as políticas determinadas por estados-nação. A mobilidade eléctrica está agora a chegar também a África, onde existem enormes oportunidades".

O circuito será oposto aos ponteiros do relógio.

domingo, 8 de maio de 2016

WTCC: Coronel e Huff foram os melhores em Marrakech

O holandês Tom Coronel e o britânico Robert Huff foram os melhores este domingo na jornada dupla do WTCC, que se disputou no circuito marroquino de Marrakech. Coronel deu o seu melhor ao volante de um Chevrolet da ROAL, conseguindo a sua primeira vitória desde 2013 e aguentar os Citroen de Yvan Muller e José Maria Lopez, que subiram com ele ao pódio. Já Tiago Monteiro foi o melhor dos Honda, no quarto posto.

Já na segunda corrida, Huff levou a melhor sobre Norbert Mischelisz e Tiago Monteiro, numa tripla da Honda. O português levou a melhor sobre os Citroen de José Maria Lopez e Yvan Muller, e os Lada de Gabriele Tarquini e Hugo Valente.  

A primeira corrida resumiu-se às pressões dos Citroen sobre Coronel, depois de Nicky Catsburg ter dado toques em James Thompson (o poleman) e depois em Thed Bjork. Por causa disso, ele foi obrigado a fazer um "drive-through" e os comissários decidiram depois que o holandês começasse a segunda corrida das boxes.

Depois disso, Coronel aguentou os ataques do Citroen do argentino, enquanto que Muller também segurava o português da Honda, e isso foi assim até à meta. Rob Huff foi o sexto, depois de passar Gabriele Tarquini - o melhor dos Lada - numa manobra "musculada". Tom Chilton e Mehdi Bannani ficaram a seguir, com Fredeik Ekblom a ser o melhor dos Volvo, no décimo posto.

Antes da segunda corrida, o tempo trocou as voltas e começou a chover - o irónico é que Marrakesh ser no deserto! - e alguns pilotos decidiram arriscar e trocar de pneus para chuva. Na partida, Huff largou bem, seguido por Norbert Mischelisz e José Maria Lopez, com Tiago Monteiro a perder um lugar para o argentino e a ser pressionado por Yvan Muller. E em pouco tempo, os cinco primeiros começaram a abrir para Hugo Valente, o sexto.

No passar das voltas, Huff afastou-se de Mischelisz, mas na quinta volta, o argentino sofre um despiste e perde o terceiro posto para o piloto português. Depois, ele aproximou-se do piloto húngaro, pressionando-o para que cometesse um erro. Atrás, havia uma luta pelo nono posto, entre Tom Coronel, James Thompson e Tom Chilton, e pela metade da corrida, o holandês cometeu um erro e perdeu dois lugares para os seus perseguidores.

Na volta 13, os quatro primeiros rolavam juntos, enquanto que Muller já estava afastado e começou a ser pressionado pelo Lada de Tarquini. Huff sentia a pressão dos seus companheiros de equipa, mas aguentou até à meta, dando a tripla à Honda. Já Tiago Monteiro ficou com o lugar mais baixo do pódio, ganhando pontos a José Maria Lopez, com Yvan Muller a ser quinto, na frente de Gabriele Tarquini, o melhor dos Lada.

Na geral, o argentino da Citroen lidera o campeonato com 138 pontos, contra os 124 do piloto português. Robert Huff subiu agora ao terceiro lugar, com 98 pontos.

O WTCC volta à Europa a 28 de maio, no Nurburgring Norschleife.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

WTCC: Tiago Monteiro confia num bom resultado em Marrakech

O Mundial de Turismos ruma este fim de semana a Marrocos, para um novo circuito nos arredores de Marrakesh, algo diferente do que nos anos anteriores. A quarta prova do Mundial vai ver mais do mesmo, entre a Citroen e a Honda, com a Volvo e a Lada a espreitar. 

Para Tiago Monteiro, que vai chegar a paragens marroquinas no segundo lugar da classificação geral, o novo circuito de citadino de Marrocos vai ser uma incógnita, sobretudo porque a extensão passou a ser mais curta. 

O factor novidade é igual para todos mas normalmente costumo adaptar-me bastante bem a novas pistas e espero que isso aconteça com esta também. É um traçado mais curto e PARECE ser bastante técnico e com poucos pontos de ultrapassagem. Adoro pistas citadinas pese embora saiba que os riscos são maiores”, começou por afirmar.

Quanto às corridas, ele espera continuar a obter pódios para se manter na luta pelo campeonato. “Garantir pódios é importante para manter a discussão dos títulos. Ainda estamos no início do campeonato mas é importante ser regular. Já mostrámos que o Honda Civic tem performance para vencer e é isso que vamos procurar fazer nestas corridas sabendo que o lugar na grelha será fundamental para o sucesso numa pista com estas características. Estou confiante para mais este fim-de-semana”, concluiu.

domingo, 13 de abril de 2014

WTCC 2014 - Marrocos (Corridas)

A prova de abertura do Mundial de Turismos, que decorreu no circuito urbano de Marrakesh, mostrava não só mais uma nova temporada, como também e chegada de um novo construtor. A Citroen decidiu apostar todas as suas fichas no Mundial - quatro vezes mais barato do que a sua equipa no Mundial de Ralis - e compensou: mais de um ano de testes e milhares de quilómetros percorridos resultaram em que os três carros dominaram os treinos das duas corridas da ronda inicial do Mundial, no circuito urbano de Marrakesh, com o argentino José Maria Lopez a ser o "poleman" da primeira corrida.

Essa primeira corrida começou com os Citroen na frente e Tiago Monteiro a salta para o quinto posto. Logo no final da primeira volta, o argentino Jose Maria Lopez a conseguir um avanço de meio segundo sobre Sebastien Löeb. Mas todos eles já davam um segundo de avanço por volta ao resto do pelotão. Na sexta volta, tinham um avanço de sete (!) segundos sobre Tom Chilton

Com o passar das voltas, as atenções voltavam-se para a luta foi no quinto posto entre o sérvio Dusan Borkovic e o piloto português. Mas na quinta volta, numa travagem, o sérvio da Chevrolet tocou no Honda do português e saltou um elemento da traseira, que o fez atrasar e perder um lugar. Contudo, continuava a ser o melhor dos Honda, pois estava na frente - e com algum avanço - sobre os carros de Norbert Mischelisz e de Mehdi Bennani. A duas voltas do fim, o marroquino conseguiu passar o húngaro e ficou com o setimo posto final.

Na frente, os Citroen lutavam entre si, com Löeb a pressionar Lopez pela liderança, com Muller na expectativa. Mas todos tinham trajetórias diferentes, no sentido de arrefecer os travões e os motores. E foi nessa formação que cruzavam na meta, monopolizando o pódio. Tom Chilton foi o melhor do resto, a mais de oito segundos dos Citroen, seguido por Dusan Borkovic e pelo Honda de Tiago Monteiro.

E tudo isto em meras... 14 voltas.

Quinze minutos depois do final da primeira corrida, e feitas as reparações possíveis, partiu-se para a segunda prova da tarde desportiva, desta vez com menos um Lada - James Thompson estava no hospital, depois de ter cheirado vapores de gasolina - e menos um Honda, com Norbert Mischelisz a ter problemas e não alinhar nessa corrida. Mas esta segunda prova começou com alguns minutos de atraso, devido à má colocação de um dos carros na grelha de partida. Tom Coronel largava do primeiro lugar da grelha, desta vez com o Honda de Mehdi Bennani ao seu lado, e atrás, o Chevrolet de Tom Coronel, na frente do segundo Honda de Tiago Monteiro.

Na largada, Coronel aperta Bennani e sofre um toque do marroquino, com a maior vitima a ser o Citroen de Yvan Muller, e Tiago Monteiro safa-se miraculosamente do choque desses dois. Resultado final: bandeira vermelha e corrida suspensa.

A corrida recomeça quase meia hora depois, com apenas 13 carros na pista e com os dois Hondas na frente do Citroen de Sebastien Löeb. Depois de duas voltas atrás do Safety Car, a partida recomeça com Löeb a passar Monteiro... pela velocidade máxima, para metros depois fazer o mesmo a Mehdi Bennani, para ser o lider da corrida. Contudo, imediatamente, o marroquino cumpre uma penalização e o piloto português fica com o segundo posto. Mas logo a seguir, o piloto da Honda era pressionado por Hugo Valente e José Maria Lopez. Volta e meia depois, era superado pelo argentino, pois era definitivamente menos veloz (7 km/hora!) do que os Citroen.

Na oitava volta, o Chevrolet de Borkovic para na reta da meta e o Safety Car voltou a entrar para que os comissários pudessem tirar o carro do piloto sérvio. No recomeço, os Citroen ficavam na frente, afastando-se do resto do pelotão, com Hugo Valente no terceiro posto e Tiago Monteiro a defender-se de Tom Chilton. Mas do fundo da grelha vinha Bennani, que conseguiu aos poucos passar toda a gente até chegar ao quinto posto, atrás de Monteiro. Mas o carro do português estava a desfazer-se e a duas voltas do fim, ele "rebentou", caindo na classificação.

No final, Sebastien Löeb vencia no WTCC pela primeira vez na sua careira - e na sua segunda corrida nos Turismos - com José Maria Lopez. Hugo Valente completa o pódio, com Tom Chilton a passar Mehdi Bennani no "photofinish": 26 milésimos de segundos.

O fim de semana marroquino mostrou que a Citroen veio, viu... e vencer«u, mostrando que os milhares de quilómetros de testes - a Citroen gaba-se que fez o equivalente a dezasseis temporadas do WTCC - compensou. E provavelmente este campeonato já têm dono...

Semana que vêm, o WTCC voltará à acção, em Paul Ricard.

sábado, 12 de abril de 2014

"Vini, vedi, vinci" no WTCC

A expressão acima existente é devida a Julio César, quando chegou à Gália, atual França, há mais de dois mil anos, e passou para a posteridade quando se quer falar de alguem ou alguma coisa do qual vence à primeira. E no automobilismo, este ano, poderemos aplicar isso no Mundial de Turismo, o WTCC. No fim de semana marroquino, parece que já encontramos o vencedor do campeonato: a recém-chegada Citroen. Digo isto porque logo na sua primeira corrida, um carro da marca fez a pole-position, ficou com os três primeiros lugares e deixou a concorrência a milhas de distância.

Mas o poleman não foi nem Sebastien Löeb, nem Yvan Muller: foi o argentino José Maria Lopez. O piloto, que teve aspirações à Formula 1, mas acabou rendido aos Turismos - um dos melhores no seu pais, onde o automobilismo é uma religião - conseguiu ser o melhor numa qualificação, deixando a concorrência a cerca de... um segundo sobre o melhor Chevrolet. É o que dá quando temos uma equipa oficial no Mundial de Turismos. Vai ser igual como nos tempos da Chevrolet oficial...

A concorrência vai estar algo diminuída em Marrocos: Gabriele Tarquini bateu forte com o seu Honda Civic e os estragos foram demasiado fortes para que pudesse correr em Marrakesh. Assim sendo, o português Tiago Monteiro vai ser o unico defender a honra japonesa, apesar das presenças de Mehdi Bennani e do húngaro Norbert Mischelisz. Resultado final, vai ser o sétimo a largar da grelha e o melhor dos Honda. Mas o tempo que fez o deixou a quase dois segundos (!) dos Citroen.

Veremos como vai ser amanhã, mas parece que o mais provável será o monopólio da marca do "double chevron". Resta saber se Sebastien Löeb também vencerá corridas e títulos como no tempo dos ralis... 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Youtube Motorsport Duel: Quaife-Hobbs vs Campana, Marrakech, Auto GP



A Auto GP, para quem não sabe, é uma competição que teve origem na Formula 3000 italiana e que hoje em dia, é corrida com os antigos bólidos da A1GP, e cujo campeonato segue algumas rondas do WTCC. Sendo assim, neste final de semana foram a Marrocos para correr na pista de Marrakech, numa jornada dupla.

E a primeira corrida desse final de semana marroquino teve um final empocionante entre os dois primeiros, o britânico Adrian Quaife-Hobbs, da Super Nova e o italiano Sergio Campana, da Team MLR71. O italiano, que era o líder, aguentou bem as investidas do britânico, que se colocou várias vezes de lado para tentar ultrapassar, mas que não conseguiu.

Neste filme, pode-se observar as duas últimas voltas, e no final, os pilotos a cruzarem a meta um atrás do outro, com o italiano a vencer, pela primeira vez nesta temporada. Mas Quaife-Hobbs não saiu de Marrocos com as mãos a abanar, pois agora é o lider do campeonato.

terça-feira, 8 de março de 2011

Noticias: Ronda marroquina do WTCC cancelada

A FIA anunciou esta tarde que a ronda marroquina do WTCC, que irá começar no próximo dia 20 no circuito brasileiro de Curitiba, foi cancelada. A jornada dupla, prevista para o fim de semana de 5 de junho num circuito urbano desenhado as ruas da cidade marroquina, aconteceu porque, segundoa a entidade máxima do desporto automóvel, "os promotores locais foram incapazes de garantir um acordo para o evento deste ano".

Assim, a data fica vaga, esperando que os promotres do WTCC arranjem um novo local onde correr nesse mesmo final de semana. Marrocos entrou no calendário do WTCC em 2009 e sempre foi uma prova caótica, com a edição do ano passado a ser marcado por mais voltas sob o Safety Car do que a corrida propriamente dita, devido à estreiteza do circuito e da capacidade de causar mais acidentes do que noutro lado.

Também no ano passado, foi palco de um espectacular acidente na Formula 2, onde o carro ao angolano Ricardo Teixeira foi projetado para o ar depois de uma colisão com outro concorrente. Felizmente, não sofreu quaisquer ferimentos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O impressionante vôo de Ricardo Teixeira



A Formula 2 regressou no ano passado, após 25 anos de ausência, com o mesmo objectivo: descobrir talentos para os levar à Formula 1. Contudo, esta categoria, como em todas as categorias de acesso, tem aquele defeito de ter pilotos demasiado agressivos, de "sangue na guelra", que tem de provar que são bons, lutando por posições, arriscando o seu pescoço, nao temendo nada. E este Domingo, naquele circuito de Marrakesh, tive um susto dos diabos quando vi o vôo do piloto luso-angolano Ricardo Teixeira.

Pessoalmente, nunca o achei um piloto por ali além. Digamos que é alguém com pouco talento, mas tendo atrás um generoso apoio de um país que o adoptou, por raízes familiares. Acompanho a sua carreira desde a Formula 3 inglesa (onde nunca fez nada de jeito em quatro temporadas) e no ano passado vi-o na equipa Trident da GP2, onde foi presença habitual no fundo da grelha.

Este ano mudou-se para a Formula 2, onde neste fim de semana de Marrakech, esteve em destaque por dois motivos, um bom e outro mau: na corrida de Sábado, terminou a corrida na quinta posição, a sua melhor posição de sempre numa corrida de monolugares, e na segunda corrida, foi protagonista de um vôo quando foi catapultado na traseira do russo Ivan Samarin, acabando por bater em mais outros dois pilotos.

Se forem ver o video, é de facto um vôo impressionante. Mas quando vi aquilo, pensei imediatamente em Henry Surtees e o seu acidente fatal em Brands Hatch, há cerca de dez meses. E pergunto: como é que isto teria acabado se Ricardo Teixeira não tivesse caido com as rodas no chão?

domingo, 2 de maio de 2010

WTCC: Tarquini e Prilaux vencem em Marrocos

Depois de quase dois meses de ausência, o WTCC voltou a acção em Africa, mais concretamente no traçado urbano de Marrakech, no centro de Marrocos. Um traçado demasiado estreito, onde um erro é a "morte do artista". Sabendo-se disto, deve-se tirar os carros acidentados o mais depressa possivel, para não perturbar o desenrolar da corrida. Contudo, alguns desses comissários não são tão treinados assim e o resultado foi que as provas aconteceram mais atrás do Safety Car (SC) do que na corrida propriamente dita. Dizendo as coisas numa unica frase, podemos dizer que o carro com mais voltas na frente... foi o Safety Car. Nâo é isso que queremos ver nas corridas.

Feita a queixa, passemos às corridas propriamente ditas. Na primeira do dia, que começou atrás do SC nas duas primeiras voltas, Gabriele Tarquini conseguiu ficar na frente da corrida o tempo todo para chegar ao fim no lugar mais alto do pódio, apesar de ser acossado pelo britânico da Chevrolet Robert Huff. A fechar o pódio ficou o Seat do português Tiago Monteiro, que apesar de perder lugares no arranque, aproveitou o excesso do dinamarquês Michael Nyaker, que arrastou o espanhol Jordi Gené. Depois apanhou o suiço Freddy Barth e ficou com o terceiro lugar, numa corrida que acabou... sob bandeiras amarelas, após um despiste do russo Andrei Romanov, no seu BMW.

A segunda corrida teve treze voltas previstas, mas em termos de pilotagem pura e dura, só teve... duas. A partida começou com uma carambola, começando com o Seat de Norbert Michelisz a partir muito mal, e não evitou toques, especialmente o carro de Robert Huff, que bateu no muro e levou consigo o BMW de Sergio Hernandez e o Chrvrolet Lancetti de Daniel O'Young, levando à entrada do SC.

O carro ficou na pista por sete voltas, para limpar os destroços, e quando voltou, mais confusão: na luta por um lugar no meio do pelotão, o BMW de Augusto Farfus e o Chevrolet Cruze de Alain Menu tocaram-se, com o suiço a ficar sem uma roda e a ficar parado numa posição perigosa. Resultado: nova entrada do SC, que ficou lá até à última volta.

No final, o vencedor foi Andy Prilaux, seguido por Ivan Muller e Tom Coronel, com Tiago Monteiro na quarta posição, a coroar um bom fim de semana em paragens marroquinas, apesar do que aconteceu neste circuito citadino... O próximo fim de semana será no circuito italiano de Monza, a 23 de Maio, a primeira em paragens europeias.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Noticias: Tiago Monteiro desclassificado em Marrakech

Mais de uma semana após os comissários de pista terem dito que iriam suspender a classificação da segunda corrida da jornada dupla de Marrakech, após um protesto da BMW, para verificar irregularidades nos Seat Leon TDi oficiais de Yvan Muller, Gabriele Tarquini, Tiago Monteiro e Jordi Gené, os comissários resilveram desclassificar o carro do piloto português, alegando que o mecanismo da pressão do Turbo tem dimensões irregulares.




"O respeito pelo limite da pressão do ar para o turbo imposta pela Comissão Técnica dos Carros de Turismo (decisão WTCC_24.02.2009_5) foi verificada, tendo em conta a tolerância de 0,4bar. O limite não foi excedido por três desses carros, enquanto que a ECU [centralina] do carro de Monteiro registou dois picos acima do limite. Por conseguinte, os Comissários decidiram excluir o português da segunda corrida, a qual terminou em sétimo", afirmaram os comissários em comunicado à imprensa.


Assim sendo, o piloto português perdeu o sétimo posto conquistado em pista, fazendo com que o privado Franz Englester subisse a essa posição, e o holandês Tom Coronel, no Seat Leon a gasolina, ficasse com a oitava posição.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

5ª Coluna: À beira do divorcio

Sem Formula 1 para nos entreter no fim-de-semana, tivemos outras competições para ver. WTCC, A1GP, Formula Renault… enfim, como não comemos sempre carne, um pouco de peixe não faz mal nenhum, não é? Até é saudável para o nosso corpo. Mas o facto de não termos tido competição não implica que esta tenha ficado esquecida. Muito pelo contrário. Nunca os bastidores estiveram tão escaldantes como agora…


A1GP: Esteve perto, mas…


O último fim-de-semana da A1GP 2008/09, que ocorreu em Brands Hatch tinha três concorrentes em disputa, mas a Irlanda tinha a mó de cima, pois era o que liderava na tabela de pontuação. Suiça e Portugal espreitavam por uma oportunidade, mas nestas duas corridas de fim-de-semana, Adam Carrol não deu qualquer hipótese a ninguém: fez a pole-position e venceu em ambas as corridas, decidindo ali mesmo a questão do título. Filipe Albuquerque foi quinto em ambas as corridas, e ficou com o terceiro lugar final. De facto, as hipóteses eram remotas, e mesmo em caso de igualdade, tinha desvantagem em termos de vitórias em pista.


Mas deve-se tirar o chapéu ao “nosso” piloto de Coimbra, pois ele fez uma temporada deveras excepcional. Julgava que com o Álvaro Parente, não haveria ninguém perto que pudesse defender a honra nacional, mas Filipe Albuquerque mostrou ser ainda melhor do que o actual piloto da Ocean na GP2. Quando é que há uma equipa nessa categoria (ou noutra) que o coloque os olhos nele e o aproveita?


WTCC: A paragem exótica não compensa o mau circuito


O WTCC teve pela primeira vez na sua curta carreira uma paragem em Africa, no circuito citadino de Marrakech. Um circuito rápido, mas apertado, com longas rectas. E ao ver aquilo, pergunto a mim mesmo como é que um conceito que resulta bem na América é um fracasso noutros continentes? Enfim, acho que é altura de repensar a ideia dos circuitos urbanos, pois não acho bem que um sitio que tenha muito espaço para construir, não o faça por comodismo ou por “aproximação ás pessoas”…


Enfim, na corrida deste fim-de-semana, por fim, Tiago Monteiro pontuou, e os Chevrolet Cruze dominaram o fim-de-semana marroquino, aproveitando o lastro de 30 kg que os Seat Leon TDi tinham. Robert Huff e Nicola Larini subiram ao lugar mais alto do pódio, mas os Seat deram um ar da sua graça, principalmente com Gabriele Tarquini. Com seguiu boas classificações e segurou a liderança no campeonato. Mas no final do dia, a FIA decidiu suspender a classificação para analisar os Seats, vendo se existe alguma irregularidade… veremos, pois até agora não ouvi nada.


Mas francamente, este circuito marroquino deixa muito a desejar.


Formula 1 à beira de um divórcio litigioso?


Já se sabia que o Max Mosley iria voltar à carga com este caso, mas a coisa agora aparenta ser oficial: a FIA decidiu que em 2010 será implantado o sistema "vencedor leva tudo", que queria colocar em acção este ano, mas que foi travado graças ao próprio regulamento da FIA, que afirma qualquer alteração só entra em vigor depois do acordo das equipas. Agora, a regra voltou em força, e Max Mosley decidiu satisfazer a vontade de Bernie Ecclestone, colocando esta cláusula ridícula.


Francamente, não acredito muito que esta coisa vá para a frente. Creio que é mais um "bluff" do Mosley para levar por diante as suas intenções acerca do tecto orçamental que quer impor às equipas, a tal “Formula 1 a duas velocidades”. E digo isto pelo "timing" da medida: acontece quase um ano antes do começo do próximo campeonato do Mundo, logo tempo mais do que suficiente para ser banido de vez.


Agora... será que as equipas vão aceitar este jogo do gato e do rato? Ora, esse é a grande questão do momento. Primeiro em tudo, A FOTA reuniu-se ontem em Londres para discutir as últimas medidas da entidade, e delinear a estratégia a seguir. Ainda não se sabe os resultados dessa reunião, e com as notícias sobre a tragédia pessoal que o Max Mosley foi atingido, não sei se saberemos alguma coisa antes deste fim-de-semana, em Barcelona. A FOTA não pode dar nenhuma abébia a esse senhor…


Uma coisa é certa: todas as cartas estão em cima da mesa, e a FOTA pode dizer a qualquer momento que estão fartos de Mosley e avançar para um campeonato alternativo. E ainda por cima, parece que arranjaram um aliado improvável: Bernie Eccelstone! A ideia pode ser um pouco louca, mas vendo bem as coisas, dizem que Ecclestone passou para esse lado pelo simples facto de Max Mosley ter atacado o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo nas suas recentes declarações. Quando o presidente da FIA disse que "A Formula 1 passa bem sem a Ferrari" parecia que, para muitos, o "Whipmaster Max" tinha perdido o contacto com a realidade. Desconheço verdadeiramente, mas sei que o Tio Bernie "não passa para o outro lado" por mera solidariedade...


Em suma, estes são tempos agitados, e prometem ser ainda mais. Quando as equipas começam a pensar seriamente na ideia de uma cisão e criar uma GP1, é porque tem a consciência de que retirar Max Mosley do poder através de um método democrático parece ser pouco provável, pois quem elege Mosley no topo da hierarquia da FIA são as federações nacionais e não as equipas ou os construtores de Formula 1. Agora que a Formula 1 chega este fim-de-semana a paragens europeias, veremos como será que as coisas irão parar. Nada, neste momento, é descartável!


Mas no fim-de-semana quero ver outras coisas, como adepto: uma corrida em seco e boas disputas em pista. Ver também como as equipas mais tradicionais irão reagir à ofensiva inicial da Brawn GP, pois fala-se que a Ferrari vai apresentar uma versão B do seu F60. Se assim for, e der resultados, poderá dar razão a aqueles que dizem que a temporada começa verdadeiramente em Espanha.


E Espanha também será a corrida de estreia da GP2 europeia, com Álvaro Parente e a sua Ocean Racing Tech em disputa pelos lugares na frente. Será que estão prontos para uma temporada dura? E será que repetirá o feito do ano passado, ao ser o primeiro “rookie” a ganhar na sua corrida de estreia? Veremos. Até lá!

domingo, 3 de maio de 2009

WTCC - Ronda 3, Marrakech (Corridas)

Foi o dia da Chevrolet nas apertadas ruas de Marrakech, na estreia do WTCC em paragens marroquinas e africanas. Robert Huff, na primeira corrida, e Nicola Larini na segunda, deram à Chevrolet as suas primeiras vitórias com o novo modelo Cruze, beneficiando do facto de estarem mais leves que os Seat Leon TDi, os grandes dominadores desta temporada, que lhes dera na véspera a pole-position.

Na primeira corrida da tarde, disputada nas apertadas ruas marroquinas, Robert Huff liderou a corrida do princípio ao fim e conquistou a primeira vitória do ano para o Chevrolet Cruze, apesar de aguentar os ataques de Gabriele Tarquini, que tentou aproximar-se do inglês em algumas ocasiões, mas sem sucesso. Jordi Gené garantiu a subida ao lugar mais baixo do pódio de pois de ultrapassar Yvan Muller a duas voltas do fim. Depois veio Tiago Monteiro, que nas últimas voltas conseguiu aproximar-se de Muller. Assim sendo, o piloto português conseguiu os seus primeiros pontos.

"Globalmente foi um fim-de-semana complicado para a equipa e também um pouco frustrante para mim mas, apesar de tudo, positivo. Em ambas as partidas sabia que era preciso muito cuidado, porque a pista é muito estreita e em especial na partida lançada os carros chegavam à primeira curva muito depressa. Por outro lado sabia que é muito difícil ultrapassar e que os pneus iriam perder eficácia rapidamente, pelo que teria obrigatoriamente que atacar. Cheguei depressa ao quinto lugar e nas últimas voltas estava mais rápido que o Yvan (Muller) mas para o ultrapassar teria de arriscar demasiado." afirmou o piloto português.

Na segunda corrida, Nicola Larini beneficiou do facto de ter um carro mais leve e partir do terceiro lugar da grelha (acabara em sexto, atrás de Monteiro) para ganhar uma posição na partida. Esteve em segundo até pouco depois da primeira metade, quando roubou a liderança e consequentemente a vitória, após um toque no BMW 320i de Jörg Müller. Foi a segunda vitória da Chevrolet no fim-de-semana e a primeira do italiano desde que o Campeonato passou a designar-se Mundial.


Yvan Muller segurou o segundo posto e o consequente comando do campeonato, apesar da constante pressão do outro Chevrolet de Rob Huff, enquanto Jörg Müller manteve o quarto lugar à frente de Gabriele Tarquini. Tiago Monteiro teve um mau arranque perdeu vários lugares, mas conseguiu recuperar posições, ultrapassando o local Mehdi Bennani, que tinha ganho o Troféu dos Independentes na primeira corrida, aproveitou o abandono de Alain Menu e a travagem queimada de Andy Priaulx, depois de várias voltas a pressionar o piloto britânico, para chegar à sétima posição final e amealhar dois pontos para o campeonato.

No final do fim de semana marroquino, Tiago Monteiro afirmou que os resultados ficaram um pouco aquém das suas expectativas, pois ele julgava que tina andamento para chegar ao pódio: "É muito complicado ultrapassar aqui em Marraquexe. A partida correu mal e soube logo que iria ter uma corrida trabalhosa. Foi divertido por um lado porque estive envolvido em lutas espectaculares como com o Priaulx, mas por outro lado houve momentos frustrantes em que perdi muito tempo para ultrapassar pilotos bem mais lentos e que se limitavam a proteger a linha de trajectória. Apesar dos problemas no arranque depois a afinação resultou em pleno e na última volta rodei a um décimo do primeiro. Pessoalmente estou satisfeito porque, apesar das dificuldades, pontuei nas duas corridas e desta vez as adversidades não calharam a mim. A regularidade é muito importante no WTCC e queria acabar com o jejum de pontos. Para a SEAT o fim-de-semana foi marcado por pequenos problemas e esta foi a primeira ronda do ano em que não ganhámos. Com o lastro que tínhamos (40kg) e o tipo de circuito em que estávamos a vitória seria muito difícil. Mas continuamos na frente do campeonato e isso é o mais importante", sublinha Tiago.

No campeonato, Yvan Muller é o lider, com 43 pontos, seguido de Gabriele Tarquini, com 31, e de Rykard Rydell, com 30. Tiago Monteiro está na 11ª posição, com seis pontos. Na próxima ronda, o WTCC chega a território europeu, mas continua a correr em circuitos citadinos. O escolhido é o traçado de Pau, em França, a 16 e 17 de Maio.

Entretanto, esta noite, a organização do WTCC anunciou que vai suspender os resultados de hoje até fazerverificações finais nos Seat de Yvan Muller, Gabriele Tarquini, Tiago Monteiro e Jordi Gené. As razões são ainda desconhecidas, e não se sabe qual é a parte do carro em questão, mas é algo que terá desenvolvimentos nas próximas horas.

sábado, 2 de maio de 2009

WTCC: Monteiro parte de sexto em Marrakech

Depois de Puebla, o WTCC estreia-se este fim de semana em paragens africanas, com o novo circuito urbano de Marrakech, em Marrocos. E na qualificação desta tarde, os mais rápidos foram os Chevrolet. Robert Huff e Alan Menu levaram os modelos Cruze ao primeiro e segundo lugares da grelha de partida para a ronda marroquina do Mundial de Turismos.

E por pouco, não ficaram com os três primeiros, pois Nicola Larini andou perto desses lugares, só que na última fase foi apanhado pelo Seat Leon TDi de Gabriele Tarquini, que mesmo com mais 30 kg de lastro, foi apanhado por parte da armada Seat. Depois do italiano, ficaram Yvan Muller e Jordi Gené, antes de Larini, que foi sexto na grelha. Tiago Monteiro foi sétimo, à frente do melhor BMW, o de Franz Englester... um privado.

Jorg Muller e Andy Prilaux fecharam o "top ten" com os seus BMW. Mas estas más prestações na segunda parte da qualificação deveram-se a outros factores: Muller foi vitima de um problema mecânico logo na volta de saída das boxes e apenas uma volta, em ritmo muito lento, ao passo que Priaulx deu um toque em Sérgio Hernandez, depois de ambos cometerem um erro no mesmo local naquelas que seriam as últimas tentativas de ambos no final da Q1.

No final da qualificação, soube-se que foram retirados os tempos a Alan Menu devido ao facto de não conseguir colocar o seu carro em funcionamento depois da pesagem. Assim sendo, momteiro partirá do sexto posto, amanhã, na primeira corrida em paragens marroquinas.