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domingo, 7 de abril de 2019

WTCR - Ronda 1, Marrocos (Corridas 2 e 3)

Depois de ontem o argentino Esteban Guerrieri ter vencido ontem em Marrakesh, hoje, Gabriele Tarquini e Thed Bjork foram os vencedores das corridas de hoje na pista marroquina. Na primeira corrida, os Hyundai dominaram, e poderiam ter ficado com uma dobradinha se não fossem os problemas de travões de Nicky Catsburg. Na segunda, a mesma coisa iria acontecer aos Lynk, mas os problemas de motor de Yvan Muller impediram isso.

Quanto a Tiago Monteiro, foi oitavo na primeira corrida e não acabou a segunda, depois de uma colisão com o carro de Yann Erlacher.  

Com temperatura amena na pista marroquina, os pilotos tinham de ser cautelosos na segunda corrida pois, em caso de acidente, é provável que não teriam carro para a terceira prova, que iria acontecer menos de uma hora mais tarde.

Na primeira corrida, que tinha o Hyundai de Nicky Catsburg como poleman, a partida foi calma, com toques, mas sem alterações de monta, pois todos andavam cautelosos. Atrás, Tiago Monteiro caia dois lugares, para nono, e era pressionado por Frederic Vervisch. Na frente, os Hyundais de Catsburg e Tarquini começavam a escapar da concorrência, liderada pelo Lynk de Yann Erlacher. Tudo isto acontecia enquanto o local Mehdi Bennani desistia pela segunda vez esta semana.

As coisas andavam assim até à décima volta, quando Catsburg falhou a travagem e bateu no muro de proteção, dando a liderança a Tarquini e a entrada do Safety Car. A corrida retomou cinco voltas dpeois, com Tarquini a "fugir" do resto do pelotão, agora liderado por Jean-Karl Vernay, abrindo uma vantagem apreciável. Atrás, Tiago Monteiro era pressionado por Frederic Vervisch pelo oitavo posto, e ambos tinham na frente outro veterano, o Lynk de Yvan Muller. 

Contudo, no final, as posições não se alteraram e o veterano italiano foi o vencedor da primeira corrida da tarde, com Vernay e Erlacher nos restantes lugares do pódio. Monteiro ainda atacou Muller, mas nenhum dos três conseguiu ultrapassar ou ser ultrapassado, portanto, o piloto do Honda foi oitavo, entre o Lynk do francês e o Cupra do belga.

Poucos minutos depois, o pelotão estava de volta à pista para a segunda corrida da tarde. Com Vervisch e Muller na primeira fila e Tiago Monteiro na segunda, a corrida também prometia ser emocionante, porque seria mais longa - teria 21 voltas. Catsburg, devido aos danos que tinha sofrido, não iria largar nesta corrida.

Na partida, os Lynk foram mais velozes, com Muller a ser melhor que Bjork, enquanto Monteiro estava a perder posições. Mais tarde, na mesma volta, e a tentar aguentar a posição de Guerrieri, ele toca no carro de Erlacher e no impacto, ele bate a fica danificado. O Safety Car é acionado, e a corrida de ambos os pilotos terminava por ali.

A corrida voltou na volta seis, com Muller a afastar-se de Bjork, que servia de tampão ao resto do pelotão. Vervisch atacava o segundo posto do carro azul, mas as tentativas não corriam bem, Parecia que o veterano francês iria ter uma corrida tranquila, mas na volta 14, Muller tinha problemas a perdia a liderança para Bjork. Metros depois, descobriu-se que tinha um problema mecânico e acabaria por abandonar. Quase ao mesmo tempo, Augusto Farfus também andava lentamente na pista devido a problemas de caixa. 

Na frente, agora Bjork aguentava os ataques de Vervisch e Azcona, com sucesso. As coisas não mexeram até que na volta 21, os travões do Audi de Vernay falharam e ele bateu nas barreiras de proteção. Com isso, Tarquini subia para o quinto lugar, mas o lugar onde estava o piloto francês era o suficiente para o regresso à pista do Safety Car. Parecia que a corrida acabaria debaixo de bandeiras amarelas, mas não foi. Insuficiente para haver modificações, com Bjork, Vervisch e Azcona no pódio desta terceira corrida.

Com os Lynk a liderar nos Construtores, com 90 pontos, a próxima ronda do WTCR acontecerá nos dias 27 e 28 de abril, na Hungria.

sábado, 6 de abril de 2019

WTCR 2019 - Ronda 1, Marrocos (Corrida 1)

O argentino Esteban Guerrieri foi o vencedor da primeira corrida do WTCR, na pista de Marrakesh, em Marrocos. O piloto da Honda superou-se a Thed Bjork, da Lynk e de outro argentino, Nestor Girolami. Tiago Monteiro foi sexto no seu Honda, no regresso a tempo inteiro no WTCR.

Na pista urbana de uma das principais cidades do reino do Norte de África, o Mundial de Turismos regressava com um novo construtor, a Lynk, que era uma das marcas de chinesa Geeley, que tinha comprado a Volvo, e com ela, a preparadora Polestar. A Honda e a Hyundai também estavam presentes, com vontade de reforçar as suas equipas e atacar o título, bem como a Alfa Romeo, a Audi e a Cupra.

Na partida, Esteban Guerrieri aguentou o ataque dos Lynks de Thed Bjork e Andy Prilaux e manteve a liderança. Monteiro mantinha o sétimo posto no final da primeira volta, colado a Gabriele Tarquini, enquanto Mehdi Bennani e Tom Coronel iam às boxes, devido a uma colisão entre ambos, acabando por ser as primeiras desistências do ano.  

Nas voltas seguintes, as posições mantinham-se na frente, com Tarquini a subir para quinto, passando Prilaux. Os toques no meio do pelotão faziam danos nos carros, por causa da estreiteza da pista, mas o argentino estava relativamente confortável. Atrás, a direção de corrida decidira penalizar Jean-Karl Vernay em cinco segundos por causar uma colisão. O francês, que era terceiro, caiu para sétimo no final da prova.

No final, Guerrieri conseguiu aguentar os ataques do segundo classificado e ser o vencedor da primeira corrida do ano. As próximas duas provas do fim de semana marroquino acontecerão amanhã.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Youtube Formula E Racing: o ePrix de Marrakesh na integra

Uma semana depois de Marrakesh, e enquanto esperamos por Santiago - que acontecerá dentro de seis dias - é a vez de recordar a segunda prova do campeonato da Formula E, do qual podem vê-lo - ou revê-lo - na íntegra.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Formula E: Félix da Costa lamenta oportunidade perdida

Depois do erro crasso em Marrakesh, que lhe custou a vitória, António Félix da Costa e Alexander Sims lamentaram-se com a BMW pela oportunidade desperdiçada de sair de Marrocos com a liderança em ambos os campeonatos. No final, ele ficou sem pontos e Jerome D'Ambrosio herdou a vitória, acabando também por sair de terras marroquinas com a liderança do campeonato. 

"Hoje foi um dia que tinha tudo para ser muito produtivo para a BMW, mas ambos quisemos muito ganhar e infelizmente isso acabou por não ser benéfico para nenhum de nós nem para a equipa. Há que aprender com o sucedido e saber que, se queremos lutar pelo campeonato, não podemos de forma alguma repetir o que se passou hoje. Estamos tristes pelo sucedido, mas com a certeza que estamos competitivos, portanto, olhos postos na próxima corrida no Chile e continuar a trabalhar focado com a equipa", afirmou o português. 

A próxima prova da Fórmula E tem lugar em Santiago do Chile, no dia 26 de Janeiro. 

sábado, 12 de janeiro de 2019

Formula E: Bird na pole em Marrakesh, Félix da Costa é terceiro

O britânico Sam Bird fez a pole-position no ePrémio de Marrocos, no circuito de Marrakesh, na manhã deste sábado. O piloto da Virgin conseguiu ser bem mais veloz que o Techeetah de Jean-Eric Vergne e o BMW de António Félix da Costa. E o mais sensacional da pole do piloto britânico é que andou boa parte da qualificação com um dano no seu difusor.

Com sol e frio nas ruas da cidade marroquina, máquinas e pilotos prepararam-se para a segunda ronda do campeonato. Depois das sessões de treinos livres, foi a vez da qualificação, e os cinco primeiros da última corrida iriam entrar logo em ação no primeiro grupo. Primeiro, o piloto português, e fez 1.17,950, marcando o passo em relação à concorrência. Tanto que apenas Jean-Eric Vergne se aproximou, fazendo 1.18,0, e o resto ficou um pouco mais distante.

No segundo grupo, que tinha Nelson Piquet Jr, Lucas Di Grassi, Sébastien Buemi, Daniel Abt e Oliver Rowland, o piloto brasileiro da Audi tinha problemas com a bomba de água, que o impediu de dar algumas voltas no circuito. Apenas conseguiu o 11º tempo, enquanto Piquet Jr fizera o quarto melhor tempo e intrometia-se na luta pela superpole.

No Grupo 3, com Robin Frijns, Sam Bird, Oliver Turvey, Tom Dillmann, Max Günther e Stoffel Vandoorne, o britânico foi bem veloz, fazendo 1.17,851 e ficou com a dianteira na tabela de tempos. Robin Frijns fez o sexto melhor tempo, com 1.18,200. Tom Dillmann roçou com o carro no muro e ficou prejudicado, enquanto Max Gunther e Stoffel Vandoorne ficaram parados na pista, com problemas nos seus carros.

No Grupo 4, com Felipe Massa, José María López, Gary Paffett, Pascal Wehrlein, Edoardo Mortara e Alexander Sims, o único que deu-se bem foi o companheiro de equipa de Félix da Costa, conseguindo o terceiro posto da geral, depois de tirar da superpole outro estreante, o alemão Pascal Wehrlein, no seu Mahindra.

Para a superpole foram Bird, Sims, Félix da Costa, Buemi, Vergne e Evans.

O primeiro a sair para a pista foi o piloto da Jaguar, mas o neozelandês não fez uma grande volta, acabando apenas com 1.29,379, por causa de uma travagem que foi para além da medida. Seguiu-se Jean-Eric Vergne, que conseguiu 1.17,535, que praticamente colocou a concorrência em sentido.

Seguiu-se Antonio Félix da Costa, com o seu BMW, que conseguiu fazer uma boa volta, mas não conseguiu bater o piloto francês, fazendo 1.17,626. Seguiu-se Alexader Sims, o companheiro de equipa do piloto português na BMW, mas não foi mais além de 1.18,400, muito abaixo dos dois primeiros.

Sebastien Buemi saiu no seu Nissan, para tentar fazer um tempo que o colocasse na primeira fila, mas no final, o 1.17,738 foi apenas o suficiente para ser terceiro na grelha, atrás de Vergne e Félix da Costa. Sam Bird foi o último a sair... e ele fez uma volta-canhão, suficiente para dar a pole-position à Virgin, a primeira do ano para o piloto britânico.

A corrida acontece mais tarde, pelas 15 horas locais, e será transmitida pela Eurosport.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Formula E: Felix da Costa atento à concorrência

A Formula E volta à ação neste fim de semana, quatro semanas depois da sua ronda inaugural, na Arábia Saudita, e António Félix da Costa pretende consolidar a sua liderança no campeonato, depois de ter vencido - e feito a pole-position - em paragens sauditas, batendo a forte concorrência da Techeetah.

Apesar desta vitória, e de ser um dos favoritos para o fim de semana marroquino, o piloto de Cascais mostra-se prudente e concentrado neste fim de semana, com o objetivo de obter um bom resultado para ele e para a sua equipa, a BMW Andretti. 

A vitória de Riade foi incrível sem dúvida, mas isso já lá vai e agora o foco é totalmente neste fim-de-semana. Trabalhámos muito em algumas áreas menos fortes do nosso carro, que sentimos necessárias para nos mantermos fortes na luta pelos lugares da frente. Ao contrário de Riade, Marraquexe é um circuito que todas as equipas conhecem, por isso penso que o equilíbrio será ainda maior. O nível das equipas e pilotos está muito alto, portanto nesta fase o importante não são as contas do campeonato, mas sim pensar corrida a corrida e trazer para casa o maior número de pontos, sempre com inteligência e sem cometer erros. É esse o foco!”, referiu.

A prova acontecerá ao longo deste sábado, com a qualificação a acontecer pelas onze da manhã, hora de Lisboa, e a corrida pelas 15 horas, ambas transmitidas pela Eurosport.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Formula E: Mais nomes confirmados para teste em Marrakesh

Arthur Leclerc, Norman Nato, Raffaele Marciello, Harry Thicknell e Pietro Fittipaldi foram confirnados nestes últimos dois dias para o teste de jovens pilotos de Marrakesh, que acontecerá dentro de uma semana, depois do ePrémio de Marrocos. 

Thicknell e Fittipaldi conduzirão os carros da Jaguar neste teste, enquanto Marciello vai testar no carro da HWA, já Nato e Leclerc andarão nos carros da Venturi.

"A Jaguar deu-me as minhas primeiras voltas num carro de Fórmula E e estou muito agradecido por estar testando o novo carro da Gen2 com eles", começou por dizer Tincknell, que também detém um papel de simulador na equipa NIO.

É uma ótima oportunidade para mim e espero usar minha experiência anterior com a Fórmula E para fazer o melhor trabalho possível. Com os testes sendo limitados, durante esta temporada, eu realmente quero maximizar o dia para a equipa e contribuir para o desenvolvimento do Jaguar I-TYPE 3 depois de termos começado a quinta temporada a pontuar com Mitch [Evans] e Nelson [Piquet Jr].", concluiu.

O diretor desportivo da Jaguar, James Barclay, dá as boas vindas a ambos os pilotos, dizendo que os seus conhecimentos serão bem-vindos neste teste.

Pietro fez um ótimo trabalho no ano passado para nós em Marrakesh, então foi uma escolha óbvia”, começou por dizer.

Harry não é estranho para a equipe, pois dirigiu o Jaguar I-TYPE 1 em Donington em agosto de 2016. Temos um programa de testes completo para ambos os pilotos, o que é crucial no desenvolvimento contínuo do Jaguar I-TYPE 3.”, concluiu.

No caso de Arthur Leclerc, irmão mais novo de Charles Leclerc, seria até uma excelente escolha, dado que a Venturi é uma equipa sediada no Mónaco, a naturalidade do piloto. Aos 18 anos de idade, e depois de ter sido quinto classificado no campeonato francês de Formula 4, Arthur vai dar um passo na sua carreira.

"Vou me dedicar completamente à equipe em sua busca para otimizar o Venturi VFE-05", disse Leclerc. “Será a minha maneira de agradecer a Susie, [Wolff] Gildo [Pastor] e a todos os funcionários por me darem a oportunidade de dirigir esse carro de destaque novamente. A Fórmula E é um campeonato pioneiro, inventivo e jovem, e na qual eu estava ansioso para desempenhar um papel ativo. Tenho a sorte de estar envolvido nisso tão cedo na minha carreira.

O presidente da Venturi, Gildo Pastor, disse que ficou impressionado com o progresso de seu colega monegasco na academia Venturi Next Gen.

"Olhando para as performances de Arthur na F4 e no karting, fica claro que ele tem talento. Além disso, minhas equipes tiveram muitas coisas boas a dizer sobre ele. Nas sessões de trabalho, ele estava calmo, humilde, pronto para ouvir e trabalhar duro, qualidades sem as quais o talento não é nada. Ao confiar nosso carro a ele novamente, estamos renovando nossa fé nele" começou por dizer.

Eu sou monegasco no coração, então dar a Arthur a oportunidade de se desenvolver é uma honra. Como todos os monegascos, somos movidos pelo desejo de ver voar a bandeira do Principado.”, concluiu.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Formula E: Chadwick e Calderon vão ter novo teste em Marrakesh

A britânica Jamie Chadwick e a colombiana Tatiana Calderon irão voltar a testar um Formula E depois do ePrix de Marrocos, na semana que vêm. A primeira voltará a andar dentro de um NIO e a segunda andará a bordo de um DS Techeetah. Ambas fieram isso em Al Dhyriah, na Arábia Saudita, após a primeira prova do ano.

"Adorei cada minuto do [meu] primeiro teste em Riyadh e agora que estou acostumada com o carro, estou confiante de que podemos ter um teste bem-sucedido", disse ela. “Mais uma vez, um enorme obrigado a Gerry [Gerry Hughes, o diretor despottivo] e à equipa por me darem esta oportunidade. Eu não posso esperar.". concluiu.

Gerry Hughes afirmou que esta segunda oportunidade também teve a ver com os problemas que teve no primeiro teste, que não deram a ela o gosto de andar num carro deste tipo, e espera que desta vez, ela possa apreciar devidamente a chance e dar o feedback que desejam.

"Depois de um teste um pouco reduzido na Arábia Saudita devido a uma questão técnica além do nosso controle, estou obviamente muito feliz em estender a oportunidade para que Jamie teste de novo entre nós", começou por dizer.

Este é obviamente um caso de 'mesmo carro, ambiente de teste diferente', mas que eu sei que ela vai gostar e será muito interessante testemunhar seu progresso ao longo do dia.

No caso de Calderon, o segundo teste com a DS Techeetah tem a ver com o facto dos responsáveis da equipa terem ficado satisfeitos com o seu "feedback" e quererem de novo no cockpit do carro para ajudar no seu desenvolvimento. James Rossiter também estará nesse teste em Marrakesh.

"Acho que fiz um bom trabalho e agora consegui mostrar que posso me adaptar e me apresentar como eles pedem", disse Calderon ao site e-racing365 após o primeiro teste em Al Dhyriah.

Eu adoraria fazer parte de outro teste e também passar mais tempo com a equipa, isso é um objetivo. Eu quero aprender mais sobre a Fórmula E, porque como campeonato mundial, está a ficar cada vez mais forte", concluiu.

"Estamos muito animados por termos ampliado nosso trabalho com Tatiana Calderon, que conduzirá no 'rookie test' de domingo, juntamente com nosso piloto de desenvolvimento, James Rossiter", começou por comentar o diretor da equipa, Mark Preston.

Tatiana realmente nos impressionou no teste Ad Diriyah, apesar das poucas voltas que deu devido a algumas bandeiras vermelhas. Então queríamos dar a ela outra chance no DS E-Tense FE19 para ver o que ela pode extrair do carro e ganhar mais feedback".

James tem sido inestimável para nós durante o período de desenvolvimento e continuou a nos ajudar com as sessões de simulação no período que antecedeu a temporada. É o segundo "rookie test" onde vai estar e então será muito bom vê-lo de volta no carro.", concluiu.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

A imagem do dia

Muitos pensam que a África do Sul foi o único país de África a receber a Formula 1. Esta fotografia prova o contrário, só que poucos se lembram porque só aconteceu por uma vez e foi a primeira onde os carros da categoria máxima do automobilismo andaram. E ainda por cima, essa única vez foi uma onde se decidiu o campeonato, faz hoje 60 anos.

De uma certa forma, foi o encerramento de uma temporada marcante. A retirada de Juan Manuel Fangio, as mortes de Peter Collins e Luigi Musso, mas sobretudo, o fim da hegemonia italiana e a passagem da torcha para os britânicos, que também inaugurou a era dos motores colocados na posição central-traseira. E claro, de Mike Hawthorn e Stirling Moss.

À chegada desta corrida, todos sabiam que o campeão iria ser britânico. Não se sabia se seria um campeão com um carro britânico ou com um carro italiano. Acabou por ser o pragmático Hawthorn a vencer contra o prolófico e veloz Moss, que trocou de carro por três vezes - Cooper, BRM e Vanwall - para depois acabar um ponto atrás de Hawthorn. 

Se para Moss foi frustrante, para Hawthorn foi um alívo. Sofria por Peter Collins, seu amigo, morto dois meses antes no Nordschleife, e sofria pelas suas dores físicas, pois aos 28 anos, tinha dores nos rins, um deles já falhava e o outro não estava totalmente funcional. Especula-se até hoje que ele poderia de nefrite, e nesses tempos, isso não lhe daria muito tempo de vida. De uma qualquer forma, ele sabia que a sua vida iria ser curta e queria aproveitar o pouco tempo que lhe faltava, e não queria fazer a guiar carros.

Ironia das ironias: Hawthorn iria morrer dali a três meses, num acidente de viação. Moss iria guiar por mais três temporadas, mas nunca iria ser campeão.

Quanto a Marrocos, a Formula 1 nunca mais apareceu por lá.

terça-feira, 22 de maio de 2018

A imagem do dia

Na foto, Max Cohen-Olivar, a bordo do Porsche 908/2 da André Wicky, nas 24 Horas de Le Mans de 1971. O piloto fazia ali a sua estreia na maior prova de Endurance, aos 27 anos de idade (tinha nascido a 30 de abril de 1945), e à quinta hora, rolava entre os cinco primeiros classificados, entre os Porsche 917 de 5 litros e os Ferrari 512, na mesma cilindrada. Mas acabou por não terminar a corrida.

Primeiro detalhe exótico: Cohen-Olivar era marroquino. E acabaria por entrar na historia das 24 Horas de Le Mans como sendo um dos nove pilotos que participaram em mais de vinte edições da competição, ao lado de pilotos como Henri Pescarolo, Francois Migault, Claude Ballot-Lena e Bob Wollek, entre outros. Mas os seus resultados foram modestos: dois décimo-segundo lugares, um em 1982 num Lancia Beta Montecarlo, e outro em 2001, num Porsche 911 GT3.

A sua carreira foi longa. Mais de 50 anos a correr - a sua primeira prova foi em 1962 - e competitivo até recentemente. Em 2016, no circuito Moulay El Hassan, em Marrakech, venceu duas provas do campeonato nacional, num protótipo Funyo da classe CN. Aos 71 anos de idade!

Cohen-Olivar participou em várias provas, sobretudo de Endurance, nos anos 70, 80 e 90, e correu em carros como o 956 e o 962, que sempre achou como o mais poderoso, e sempre como um "gentleman driver", ou seja, um amador muito veloz, e que prestigiou o seu país lá fora.

Max Cohen-Olivar morreu esta segunda-feira, aos 73 anos. Ars longa, vita brevis.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Formula E: Buemi é pole em Marrocos

O suíço Sebastien Buemi fez a pole-position no circuito de Marrakesh, em Marrocos, conseguindo bater Sam Bird e Lucas di Grassi na SuperPole para o ePrix de Marrocos, a terceira corrida da temporada. O piloto suíço fez 1.20,355, e fez a nona pole da sua carreira, melhorando o seu recorde.

A qualificação ficou marcada pelos problemas de Edoardo Mortara e as batidas de Nick Heidfeld e António Félix da Costa, que por causa disso, acabaram por largar no fundo da grelha.

O sábado em terras marroquinas começou com frio e névoa, que condicionaram um pouco as voltas dos pilotos no circuito de Marrakech devido à dificuldade de aquecer os pneus dos seus carros, aliado ao vento, que trazia as areias do Sahara para a pista. Mas por alturas da qualificação, a neblina tinha já levantado e os pilotos estavam prontos para fazer as voltas quer iriam definir a grelha de partida.

No grupo 1, com Andre Lotterer, José Maria Lopez, Lucas Di Grassi, Jérôme D'Ambrosio e Tom Blomqvist. o piloto alemão da Techeetah tentou mostrar-se, mas foi o argentino da Dragon que foi o melhor de todos, marcando um tempo que o catapultou entre os melhores da qualificação.

Contudo, na parte final, Lucas di Grassi marcou 1.20,314 e liderou o grupo, maranco um tempo suficiente para tentar a sua sorte na SuperPole.

Poucos minutos depois, no Grupo 2, com Sébastien Buemi, Alex Lynn, Luca Filippi, Maro Engel e Nicolas Prost, foram os pilotos da Renault e.dams a marcar o ritmo, com Buemi a conseguir o (até então) terceiro melhor tempo, deixando para trás boa parte da concorrência.

No Grupo 3, Felix Rosenqvist foi veloz, fazendo 1.20,115 e acabou por ser o melhor até então. Jean-Eric Verrgne tentou, mas foi apenas nono, não conseguindo ir à SuperPole, antes de Mortara ter ficado parado na pista devido a problemas de potência. E quando voltou a qualificação à normalidade, esta foi por pouco tempo: Nick Heidfeld deu um forte toque no muro, danificando o seu Mahindra e terminando a sua qualificação por ali.

No grupo 4, com o Jaguar de Piquet, o NIO de Turvey, o Andretti de Félix da Costa e o Audi de Abt, o brasileiro começou a marcar tempos, sendo sétimo, até que mostraram bandeiras vermelhas da pista, por causa do forte embate do piloto português na curva 7, depois de falhar a travagem. Quando a sessão recomeçou, Abt e Turvey tentaram marcara tempos, mas ficaram atrás de Piquet, não conseguindo entrar no "top five" da SuperPole. 

Assim sendo, o Renault de Buemi, o Dragon de Lopez, o Virgin de Bird, o Mahindra de Rosenqvist e o Audi de Di Grassi.

Na Superpole, Sam Bird foi o primeiro a sair da pista e marcou um tempo de 1.20,615, mais alto do que tinha feito anteriormente. Depois, Sebastien Buemi tentou a sua sorte e melhorou bastante, marcando 1.20,355 e desafiando também a concorrência. José Maria Lopez tentou a sua sorte, mas conseguiu um tempo 1,1 segundos mais lento, e quando foi a vez de Lucas di Grassi, não conseguiu bater o seu rival, contentando-se com o quarto tempo desta sessão de qualificação.

Com isto, Buemi tornou-se no favorito nesta terceira corrida do campeonato. Mais logo, a corrida. 

Formula E: Rosenqvist foi o vencedor em Marrakesh

Felix Rosenqvist foi o vencedor da terceira prova da temporada da Formula E. O piloto sueco da Mahindra foi o melhor corrida marroquina, batendo Sebastien Buemi depois de o passar a seis voltas do fim da corrida. Sam Bird ficou com o lugar mais baixo do pódio.

Quando a António Félix da Costa, depois de ter partido no fundo do pelotão, devido ao seu acidente na qualificação, esteve ao ataque, chegando aos pontos, mas depois foi prejudicado na sua paragem nas boxes - aconteceu durante um "full course yellow" - e ficou na 14ª posição, apesar de ser um dos mais velozes na pista. Para piorar as coisas, ainda teve uma penalização de cinco segundos, acrescentado ao tempo final.

Na partida, Buemi ficou na frente de Bird e Lopez, sem grandes incidentes no pelotão nas primeiras curvas da corrida. O inglês da Virgin estava em cima dele, mas atrás, o seu companheiro Alex Lynn levou um toque de Daniel Abt e fez um pião na curva 1, caindo para o final do pelotão. Di Grassi conseguiu passar Lopez no final da segunda volta para ser quarto. O argentino respondeu, mas um excesso fez com que caísse para o sétimo posto. Atrás, outro toque estragou a corrida de Nicolas Prost, fazendo-o cair para o fundo do pelotão.

Na frente, Di Grassi pressionava Rosenqvist para ser terceiro classificado, enquanto que Buemi andava relativamente longe de Sam Bird. Atrás, António Félix da Costa apanhava Nick Heidfeld para fazer a volta mais rápida, por enquanto.

Na oitava volta, Di Grassi pára no meio da pista, com problemas para fazer arrancar o carro. Ele acabou por chegar às boxes, mas o final do pelotão era inevitável. Atrás, Felix da Costa andaram ao ataque, chegando na volta 15 aos pontos.

Na volta 17, começaram as paragens nas boxes, numa altura em que a corrida tinha entrado em "full course yellow" (FCY), devido ao carro de André Lotterer parado na escapatória. Os primeiros a parar foram Félix da Costa, Evans e Abt, que ficaram prejudicados com este FCY, apesar de terem parado uma volta antes do resto do pelotão.

Na frente, Buemi agora tinha de aguentar os ataques de Felix Rosenqvist, que tinha passado Sam Bird imediatamente antes da sua paragem nas boxes. Piquet era quarto, seguido por Vergne e Lopez. O sueco andou a pressionar Buemi para ver se ele cometia um erro, mas o piloto suíço aguentava bem. Já Sam Bird também aguentava os ataques de Piquet Jr.

Na volta 29, Rosenqvist foi ao ataque e conseguiu passar Buemi para liderar a corrida. O suíço tentou retaliar, mas não conseguiu. Depois disso, o sueco da Mahindra foi-se embora, conseguindo uma vantagem decisiva. 

A dias voltas do fim, Mortara e Heidfeld sofreram um toque, que ainda por cima prejudicou a corrida de ambos. O alemão ficou sem uma parte do carro e Mortara foi para as boxes de vez.

Contudo, tudo isto não prejudicou Rosenqvist, que conseguiu a sua segunda vitória do ano, com Buemi e Bird a acompanhá-lo no pódio. Nelson Piquet Jr foi o quarto e ainda fez a volta mais rápida, na frente de Jean-Eric Vergne e José Maria Lopez.

No campeonato, Blomqvist é o líder, com 54 pontos, contra os 50 Bird. A Formula E vai agora para a América do Sul, para correr a 3 de fevereiro nas ruas de Santiago do Chile. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Formula E: AFC consciente dos limites do seu carro

A Formula E está de volta à competição com a terceira corrida do campeonato, em Marraquexe, depois de uma ronda dupla em Hong Kong, no mês passado. Para António Félix da Costa, o piloto da Andretti Autosport, espera que tenha uma jornada positiva para as suas cores, como aquela que teve na primeira corrida do ano, onde acabou no sexto posto, algo do qual ele afirma ter sido "um resultado acima das suas próprias expectativas".

Para o piloto português - que desta vez tem a companhia do britânico Tom Blomqvist - os objectivos não mudaram, apesar da confiança crescente que tem pela marca:  

"[Sinto] cada vez mais o envolvimento da BMW, com mais engenheiros presentes e mais tecnologia de forma a evoluirmos o nosso carro, no entanto a base dos motores, baterias e caixa de velocidades não podemos mudar, portanto temos obviamente algumas limitações. No entanto como se viu em Hong Kong, se extrairmos ao máximo o potencial do carro e não cometermos erros, poderemos estar perto do top 5, pelo que este fim-de-semana aqui em Marraquexe vamos procurar voltar a pontuar e recolher toda a informação possível para a BMW continuar a trabalhar com os olhos postos no futuro, que acredito vai ser muito bom!"

O circuito Moulay El Hassan conta com doze curvas, num total de 2990 metros de perímetro, e o programa do fim-de-semana tem lugar exclusivamente no Sábado, com duas sessões de treinos livres, seguida de qualificação, com a corrida a acontecer pelas 4 da tarde, hora de Lisboa.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Formula E: Marrakesh vai receber "rookie test"

O circuito de Marrakesh, em Marrocos, receberá um "rookie test" no dia a seguir à ronda marroquina da Formula E, a 14 de janeiro de 2018. O palco tinha sido aprovado pelas equipas durante os testes de pré-temporada em Valencia, mas ainda carece de anuncio oficial. 

Segundo se sabe, um dos pilotos inscritos nesse "rookie test" está Jolyon Palmer, que esteve na Renault nesta temporada da Formula 1. Ele esteve em conversações com a Techeetah ao longo deste verão, até que a marca anunciou a contratação de André Lotterer. Outros pilotos que poderão estar presentes poderão ser o brasileiro Pietro Fittipaldi, neto de Emerson Fittipaldi, Felipe Massa - que nunca escondeu que pretende testar um Formula E no futuro - e o japonês Kamui Kobayashi.

O holandês Nick de Vryes, atualmente na Formula 2, foi contactado pela Audi para testar um dos seus carros neste teste, enquanto que os britânicos Jack Hawksworth, Jordan King e Harry Tincknell também poderão estar presentes neste teste, desconhecendo ao serviço de qual equipa. O marroquino Michael Benyhaia vai estar presente ao serviço da Venturi, depois de ter sido contratado como piloto de desenvolvimento.


domingo, 9 de abril de 2017

WTCC 2017 - Marrakesh (Corridas)

O Mundial de Turismos começou este domingo em Marrakesh, em Marrocos, e as vitorias foram repartidas entre um argentino e um português. Esteban Guerrieri foi o melhor, no Chevrolet da Campos Racing, enquanto que Tiago Monteiro aproveitou bem a pole.position para ficar com o primeiro lugar na segunda corrida, e assim liderar o campeonato.

Com apenas 15 carros inscritos para esta prova, e algumas novidades, com a inclusão de dois jovens franceses, Yann Erlacher - sobrinho de Yvan Muller e filho de Cathy Muller - e Aurelién Panis, filho de Olivier Panis, a corrida começou atribulada, com Coronel a liderar e algumas confusões atrás, mas os pilotos mantiveram as posições, Contudo, atrás, Nelson Girolami larga mal e John Fillipi ficou parado no meio da pista, vitima de um toque de Erlacher. Com ambos os carros parados no meio da pista, o Safety Car teve de ser chamado.

Ainda com o Safety Car na pista, Robert Huff teve de abandonar por causa de problemas na sua direção assistida, e na terceira volta, a corrida regressou, com Coronel a aguentar os ataques do argentino Esteban Guerrieri. Contudo, nas voltas seguintes, não houve ultrapassagens, apesar de todos andarem uns ao pé dos outros. Mas numa pista travada, os travões não iriam aguentar, e na volta 12, Coronel falhou a travagem, deixando a liderança para o argentino.

Agora, ele aguentava os ataques do Volvo de Thed Bjork, com Mehdi Bennani a ser terceiro, e Tiago Monteiro a ser sexto, atrás de Norbert Mischelisz. Contudo, até à meta, e tirando o toque de Daniel Nagy, que acabou por desistir, não houve nada de especial até cortarem a meta, dando à Campos e a Guerrieri as suas primeiras vitórias na temporada.

Na segunda corrida, Monteiro, o poleman, arrancou bem, com Mischelisz a ser segundo, e Nestor Girolami a ser o terceiro e melhor dos Volvo. Nas voltas seguintes, os quatro primeiros começaram a afastar-se do resto do pelotão, com Mehdi Bennani a acompanhar os três primeiros, depois de passar Nick Catsburg de forma mais... musculada.

As coisas andaram bem até à volta oito, quando o Honda de Aurelien Panis saiu em frente, devido à direção quebrada. Como o carro ficou numa posição relativamente perigosa, o Safety Car teve de entrar, para que pudessem tirar o carro em segurança. Contudo, a partir daí, não houve nada de especial, com Norbert Mischelisz a seguir Monteiro como se fosse a sua sombra, para no final acabar por ser uma dobradinha da Honda, com Nestor Girolami a fechar o pódio.

No campeonato, o piloto português agora é o líder, com 43 pontos. A próxima prova acontecerá em Monza, a 30 de abril.   

sábado, 19 de novembro de 2016

Youtube Motorsport Racing: A corrida de Marrakesh da Formula E

A corrida da Formula E em paragens marroquinas foi há uma semana, mas a partir daqui, apenas voltaremos a ver corridas do campeonato em 2017, nas ruas de Buenos Aires. Em Marrakesh, máquinas e pilotos deram o seu melhor, numa altura em que Sebastien Buemi tinha conseguido vencer na corrida anterior, em Hong Kong, e Felix Rosenqvist, no seu Mahindra, conseguiu um esforçado pole-position nesta prova, mostrando toda a sua velocidade.

Mas nesta pista, usada pelo WTCC, e em 33 voltas, iria-se ver quem seria o melhor na segunda prova da terceira temporada deste campeonato, para ver se algum dos vencedores da primeira corrida iria aproveitar e abrir uma vantagem de tal forma enorme do qual a concorrência não teria chances de resposta. E é isso que mostro aqui, no video, caso não tenha visto a corrida, porque - recorde-se - aconteceu à mesma hora da qualificação do GP do Brasil.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Formula E: Buemi volta a vencer em Marrakesh

Sebastien Buemi voltou a vencer na Formula E e consolidou a sua liderança. Nas ruas de Marrakesh, em Marrocos, o piloto suíço da e.dams conseguiu superar o DS Virgin de Sam Bird e o poleman Felix Rosenqvist, da Mahindra, numa corrida dominadora. Já António Félix da Costa foi vitima da falta de fiabilidade do seu carro e acabou por desistir a doze voltas do fim.

Mas a corrida de Buemi, antes de começar, teve um imprevisto: o carro estava abaixo do peso mínimo e foi penalizado com cinco lugares na grelha de partida, acabando por largar no sétimo posto. Na partida, Rosenqvist, o "poleman", teve uma partida-canhão e ficou com a liderança, seguido por Sam Bird e Nelson Piquet Jr, que tentou atacar a liderança, mas ia perdendo o lugar para Jean-Eric Vergne.

Atrás, Di Grassi aproximava-se dos da frente, mas tinha alguns problemas, especialmente os Andretti de Robin Frinjs e de António Félix da Costa. O piloto português era o nono e tentava apanhar os pilotos que iam na sua frente, e não era fácil, pois era acossado por Di Grassi.

Nos primeiros lugares, Rosenqvist mantinha-se no comando, com Bird, Vergne a aguentar Piquet Jr, enquanto que Buemi começava a aproximar-se rapidamente destes quatro pilotos. Tinha passado primeiro Nicolas Prost e depois Daniel Abt, para ficar com o quarto posto. Pouco depois, Vergne passava Piquet e era o terceiro classificado e na volta 15, o piloto da Techeetah passava Bird e era o segundo classificado.

Atrás, na luta pelo nono posto, Félix da Costa aguentava os ataques de Di Grassi, mas pouco depois, o carro ficou parado na pista, sem razão aparente. Lá conseguiu largar, para trocar de carro, mas quando lá chegou... o carro não arrancava. Perdeu três voltas e a sua corrida estava arruinada.

Na volta 17, trocavam-se os carros. Se entre os dois da frente - Rosenqvist e Vergne - não houve problemas, já Piquet teve problemas e caiu para o fundo do pelotão. Buemi foi mais veloz do que Bird nas boxes e passou para o terceiro posto, agora em perseguição de Vergne e Rosenqvist.

As coisas pareciam assim até que na volta 20, os comissários começaram a investigar Vergne por um possível excesso de velocidade nas boxes. Pouco depois, ele teve de ir às boxes para cumprir um "drive through", entregando o segundo posto para Buemi, que estava a apanhar Rosenqvist. Na volta 28, a ultrapassagem tinha sido feita e havia novo líder na corrida.

Nas cinco voltas finais, Bird apanhou Rosenqvist para o segundo posto e lá ficou até ao fim. Lucas di Grassi terminou no quinto posto, apenas atrás de Nicolas Prost, mas manteve o segundo lugar do campeonato. Daniel Abt foi o sexto, seguido por Oliver Turvey e Jean-Eric Vergne, que recuperou até aquela posição. Nick Heidfeld, no segundo Mahindra, e José Maria Lopez, no segundo DS Virgin, fecharam os pontos.  

Na classificação, Buemi lidera com 50 pontos, seguido por Lucas di Grassi, com 28, e Nicolas Prost, com 24. A próxima corrida acontecerá nas ruas de Buenos Aires, a 18 de fevereiro do ano que vêm.

sábado, 12 de novembro de 2016

Formula E: Rosenqvist é o "poleman" em Marrakesh

O sueco Felix Rosenqvist deu à Mahindra a sua primeira pole-position na Formula E, ao ser o melhor na qualificação no ePrix de Marrocos, conseguindo bater Sebastien Buemi e Sam Bird na SuperPole. O português António Félix da Costa largará da décima posição da grelha, um lugar atrás de Robin Frinjs.

O piloto sueco andou sempre forte ao longo da qualificação, conseguindo até bater um dos favoritos ao campeonato, o suíço Sebastien Buemi, e Nelson Piquet Jr, que confirmou aqui que o seu carro da NextEV está bem melhor do que na temporada passada. Não foi o "poleman", mas o quarto posto mostrou que eles tem de ser vistos em conta.

A qualificação começou debaixo de calor, nas ruas da cidade marroquina, o que fazia com que os pneus não funcionassem muito bem. No primeiro grupo, onde tinha Nicolas Prost, António Félix da Costa, Ma Qinghua, José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio, Prost foi o melhor, com Félix da costa logo a seguir, enquanto que "Pechito" Lopez estava a adaptar-se à Formula E, ficando bem mais para trás. Contudo, pior ficou D'Ambrosio, pois o piloto belga fez 1.22,681 e acabou por ficar com o 16º posto da grelha.

No segundo grupo, com Buemi, Stephane Sarrazin, Mitch Evans, Oliver Turvey e Nick Heidfeld, o suíço, campeão do mundo, mostrou ao que vinha e conseguiu fazer 1.21,350, com Turvey a dar o seu melhor, mas a conseguir apenas 1.21,853. Heidfeld lutou contra um carro algo desequilibrado, enquanto que Evans e Sarrazin tiveram tempos mais modestos.

Já no terceiro grupo, com Abt e Di Grassi, bem como Maro Engel, Jean-Eric Vergne e Loic Duval, o piloto da Techeetah "voou na pista e fez 1.20,993 e deixou Di Grassi em maus lençois, pois o seu companheiro de equipa fez 1.21,725 e colocou Di Grassi fora da "SuperPole", pois fez apenas 1.22,081.

Para finalizar, no quarto grupo, com Nelson Piquet Jr, Sam Bird, Felix Rosenqvist, Adam Carrol e Robin Frinjs, estes se tornaram nos mais rápidos. Rosenqvist mostrou toda a sua velocidade, conseguindo uma entrada fácil para a "SuperPole", com Piquet Jr a seguir e o piloto da DS Virgin a ser o terceiro melhor. Carrol fez um tempo desastroso e Frinjs até foi melhor, conseguindo depois o nono tempo e ficando na frente de Félix da Costa.

Para a parte final da qualificação, a "SuperPole", os cinco escolhidos - Piquet Jr, Rosenqvist, Bird, Buemi e Vergne - tinham a chance de conseguir a pole-position para esta corrida. Primeiro foi Piqet, que fez uma boa volta, de 1.21,879, julgando que seria mais do que suficiente para ser o "poleman", depois de Hong Kong. Mas Buemi melhorou, fazendo 1.21,546, e passou para a frente, com Bird a fazer um pouco pior, mas superando o piloto brasileiro. O último a sair foi Jean-Eric Vergne, mas um problema no seu carro fez com que ficasse parado na saída das boxes, dando por terminado o treino por ali e fazendo com que a Mahindra comemorasse a sua primeira pole-position da sua história.

A corrida vai acontecer pelas quatro da tarde, hora de Lisboa. 

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Formula E: A antevisão da corrida marroquina por Félix da Costa

A Formula E vai voltar a correr este fim de semana, com mais uma estreia. Depois de Hong Kong, a competição de carros elétricos irá andar nas ruas de Marrakesh, em Marrocos, sendo a primeira corrida a acontecer no continente americano. A pista é conhecida do público, porque é ali que é disputado o WTCC, mas tirando "Pechito" Lopez, para todos, vai ser uma estreia a correr naquele circuito.

Para António Félix da Costa, piloto da Andretti, vai ser uma pista desafiante, com muitas ultrapassagens, e acredita que irá ter o mesmo resultado que teve em Hong Kong, onde foi sexto classificado.

É a pista mais longa do campeonato, ao contrário de Hong Kong que era a mais curta e onde fomos bem sucedidos. Possivelmente este circuito não será a melhor para o nosso carro, com muitas curvas longas, um misto de rápidas e lentas com um asfalto bastante irregular mas é a pista de todo o calendário da Fórmula E mais aproximada a um autódromo tradicional. De qualquer forma fizemos bem o trabalho de casa, efetuámos muitos quilómetros no simulador e acredito que vamos dar mais um passo rumo ao nosso objetivo que é lutar pelas vitórias a curto prazo!”, referiu o piloto de Cascais.

O fim de semana da Formula E em Marrakesh começa esta sexta-feira com os treinos livres, e com o resto a acontecer no sábado, primeiro com a segunda sessão de treinos livres, seguido pela qualificação, pelas 11.45, hora portuguesa, e a corrida, às 15:30. 


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Formula E: Divulgado o circuito de Marrakesh

A organização da Formula E divulgou ontem o circuito de Marrakesh, que no próximo dia 12 de novembro vai acolher a segunda etapa da temporada 2016-17 da competição elétrica. O circuito, usado para o WTCC, terá quase três quilómetros (2970 metros) de extensão, e acontecerá na mesma semana em que a cidade acolherá o COP22, a conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.

"Estamos muito satisfeitos por estar a correr em Marrakesh - é a primeira vez que a Fórmula E corre no continente africano, que mostra como nós evoluímos para um campeonato verdadeiramente global", começou por dizer Alejandro Agag, na apresentação do circuito. "O evento tem um significado ainda maior, pois estamos aqui como um dos parceiros oficiais da COP22. A Fórmula E entende perfeitamente os desafios e os riscos que as alterações climáticas representam, e ser uma parte do fórum mais importante para a abordagem deste problema é uma grande honra", concluiu.

Jean Todt, presidente da FIA, afirmou sobre o circuito e a competição em si: "A Fórmula E é um grande exemplo de um campeonato FIA entre os dois pilares principais da Federação - desporto e mobilidade. Estamos muito satisfeitos em saber que a Fórmula E decidiu tornar-se um parceiro da COP22 por ocasião da primeira edição do ePrix de Marrakesh. Como parte da missão da FIA para promover sistemas de transporte limpos e disponíveis a todos, queremos incentivar o desenvolvimento e a adoção de tecnologias sustentáveis. A Fórmula E é um laboratório fantástico que vai permitir o desenvolvimento de 'tecnologias limpas para todos '".

Said Mouline, o CEO da Agência Marroquina para o Desenvolvimento de Energias Renováveis ​​e Eficiência Energética, congratulou-se com a chegada da competição a paragens marroquinas: "O ePrix de Marrakesh, a 12 de novembro, vai ser um evento oficial da COP22 e será uma magnífica ocasião para demonstrar que a mobilidade elétrica atingiu uma excelente nível de maturidade e que o seu desenvolvimento é até as políticas determinadas por estados-nação. A mobilidade eléctrica está agora a chegar também a África, onde existem enormes oportunidades".

O circuito será oposto aos ponteiros do relógio.