Mostrar mensagens com a etiqueta Ogier. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ogier. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Youtube Rally Testing: Os testes da Citroen em Portugal


Não é só Sebastien Loeb e Dani Sordo a testarem por estes dias na zona Centro para os ralis da Argentina e Chile. A Citroen também aproveitou a semana para testar em Portugal, com Sebastien Ogier ao volante, para os três próximos ralis do calendário... se preferirem.

Este teste aconteceu ontem, com o C3 WRC de Ogier.

sábado, 30 de março de 2019

WRC 2019 - Volta à Córsega (Dia 2)

Após o segundo dia da Volta à Córsega, Thierry Neuville é o líder da prova, mas não está aliviado. O galês Elfyn Evans, no seu Ford, está a meros 4,5 segundos, resultado de um duelo entre eles que aconteceu ao longo do dia, depois de Ott Tanak ter sofrido um furo e atrasado mais de minuto e meio. Numa Volta à Córsega competitiva, é difícil de saber quem sairá vencedor.

Depois dos três primeiros - Tanak, Evans e Neuville - estarem separados por pouco menos de dez segundos, as próximas seis especiais do rali corso prometiam ser competitivas para toda a gente. O dia começou com Tanak ao ataque, vencendo na primeira passagem por Cap Corse com 0,6 segundos de vantagem sobre Evans. Neuville fora quinto, perdendo 3,2 segundos e deixando escapar os seus rivais. 

A seguir, Tanak volta a vencer na oitava especial, dois segundos na frente de Neuville na especial do Désert des Agriates, enquanto Kris Meeke foi o terceiro, a 3,2 segundos. O belga da Hyundai queixava-se que o carro fugia de frente, mas estava a 10,7 da liderança, logo, poderia perfeitamente recuperar.

Na nona especial, a primeira passagem por Castaganicca, a temida passagem de 47,2 quilómetros, Sordo acabou por ser o melhor, na frente de Tanak, por 0,8 segundos. Evans foi quarto, a 3,3 segundos, e foi o suficiente para o estónio acabar a manhã com a liderança, 2,3 segundos na frente de Evans. Atrás, Ogier passou Suninen, depois deste perder quase meio minuto por causa da falta de ritmo. Loeb sofreu um pião, perdendo 40,7 segundos, Camili parou na especial, enquanto Rovanpera abandonou devido a danos no seu Skoda.

Na parte da tarde, com as segundas passagens pelas especiais da manhã, Meeke foi o melhor na segunda passagem por Cap Corse, com Evans na frente de Tanak por 0,7 décimos, e Neuville era o terceiro, a 16,6. Contudo na 11ª especial, Tanak fura e cai seis posições, ficando de uma certa forma, arredado da vitória. Comn isso, era agora Evans o líder, com Neuville a 11,5 segundos.

Por fim, na segunda passagem por Castagniccia, Neuville atacou, vencendo a especial, 16 segundos na frente de Evans, suficiente para passar à liderança. Atrás, Eric Camili viu o seu Polo R5 pegar fogo e terminar por ali o seu rali.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo é o quarto, a 44,9 segundos, já distante de Teemu Suninen, o quinto a 1 minuto e 32 segundos. Ott Tanak passou para sexto, em troca com Esapekka Lappi, agora a 1.54 minutos, contra os 1.59 do piloto finlandês. Sebastien Loeb foi o oitavo, a três minutos e 21 segundos, na frente de Kris Meeke, a três minutos e 54, e a fechar o "top ten", Jari-Matto Latvala, a seis minutos e 54 segundos.

A Volta à Córsega termina amanhã.

sábado, 16 de março de 2019

Youtube Rally Testing: O teste de Ogier para a Volta à Córsega

A Volta a Corsega está ao virar da esquina e a Citroen está a preparar-se para o Rali. Sebastien Ogier, o vencedor do Rali do México, está em paragens corsas para se preparar com o C3 WRC e é um dos favoritos ao triunfo na quarta prova do Mundial de Ralis. 

segunda-feira, 11 de março de 2019

WRC 2019 - Rali do México (Final)

Como seria de esperar, Sebastien Ogier foi o grande vencedor do Rali do México, terceira prova do campeonato. O piloto francês venceu pela segunda vez no campeonato, mas com Ott Tanak na segunda posição, é o estónio que lidera o campeonato, com 61 pontos, mais quatro que Ogier.

Com apenas três especiais para terminar este rali, neste último dia, o grande motivo de interesse era a luta pela segunda posição, entre Tanak e Elfyn Evans, no seu Ford. Tanak venceu na primeira especial do dia, em Alfaro, 0,9 segundos na frente de Sebastien Ogier, agora que estava tranquilo na liderança. Tanak voltava a vencer em Mesa Cuata, e conseguia afastar Evans do seu caminho, pois ele tinha perdido 5,2 segundos, com Ogier pelo meio. Atrás, Jari-Matti Latvala subia para o sétimo posto, e era o terceiro Toyota na classificação.

Na Power Stage, Ogier atacou e ficou com tudo, batendo Meeke por 0,1 segundos, enquanto Neuville era terceiro, a 0,6. Tanak perdia 5,8 segundos e era apenas sexto, mas o segundo lugar da geral estava garantido. E claro, Ogier era um piloto contente, no final do rali.

"[O México] sempre foi um lugar especial, estou feliz que tenha acontecido desse jeito. Não foi um fim de semana livre de problemas para nós, mas eu estou feliz que não tenha [tido] problemas. A Córsega, com certeza, será o mesmo objetivo, a vitória e o máximo de pontos. Vou comemorar no avião com um pouco de champanhe e depois em casa com minha esposa e minha filha!"

No final, Latvala ainda foi penalizado por ter chegado tarde à especial, perdendo o sétimo lugar que tinha alcançado na especial anterior.

Depois dos três primeiros, Thierry Neuville foi o quarto, a um minuto e 27 segundos da liderança, e o melhor dos Hyundai, distante do segundo Toyota de Kris Meeke, a seis minutos e seis segundos, e do Skoda do local Benito Guerra Jr, o melhor dos WRC2. Marco Bulacia conseguiu o melhor resultado de sempre numa prova do WRC para um boliviano, ao ser sétimo, também num Skoda Fabia WRC, na frente de Jari-Matti Latvala, e a fechar o "top ten" ficaram o Hyundai de Dani Sordo e o Skoda Fabia R5 de Ricardo Triviño.

Agora, máquinas e pilotos rumam ao asfalto da Córsega, onde entre os dias 28 e 31 de março decorrerá a quarta prova do Mundial de Ralis.

domingo, 10 de março de 2019

WRC 2019 - Rali do México (Dia 2)

Sebastien Ogier aguentou as duras classificativas mexicanas e terminou o segundo dia do rali na frente de Elfyn Evans e de Ott Tanak, separados por 27.0 e 29,2 segundos, respectivamente. O líder parece já ter sido escolhido, mas o motivo de interesse é a luta pelo segundo posto, com Ford e Toyota lutando pela posição.

O segundo dia começou como acabou mais ou menos o primeiro: com longas e duras classificativas. Em Guanajuatito, Meeke conseguiu ser o melhor, numa classificativa onde Esapekka Lappi ficou... na corda bamba. O finlandês da Citroen vinha a fazer bons parciais no troço, parecendo estar com um andamento bem diferente de ontem, mas numa zona muito lenta, uma escorregadela ligeiramente maior foi suficiente para ficar com o carro com as rodas traseiras fora da estrada.

A especial acabou por ser interrompida, e foi no melhor momento para Ogier, pois tinha furado e perdera 22,4 segundos, suficiente para ser passado por Kris Meeke.

Contudo, na especial seguinte, a primeira passagem por Otates, a sorte de uns acabou por ser o azar dos outros, pois Meeke furou e perdeu um minuto e 37 segundos, sendo sexto na especial e caindo para o quinto lugar na geral. Na especial, Latvala foi o mehor, 1,2 segundos na frente de Ogier. 

A partir dali, o piloto francês distanciou-se da concorrência, vencendo em El Brinco, empatado com Latvala, com Neuville a ser o terceiro, a 3,5 segundos. Assim, Ogier tinha 19,2 segundos de vantagem sobre Evans.

Pela tarde, Ogier continuou a vencer. Na segunda passagem por El Chocolate, bate Evans por 3,7 segundos. Tanak foi mais veloz em Otates, batendo Latvala por 1,5 segundos e Ogier por 9,1, afirmando que "estava a proteger a liderança". Com o líder cada vez mais isolado, o motivo de interesse passou a ser a luta pelo segundo posto, com Tanak a proximar-se de Evans. No final do dia, o britânico conseguiu aguentar as investidas do piloto da Toyota, mas a diferença entre amos é de 2,2 segundos.

Depois dos três primeiros, Neuville é quarto a um minuto e 15 segundos, longe de Kris Meeke, quinto, a quatro minutos e 37 segundos. O mexicano Benito Guerra é o sexto e o melhor dos WRC2, no seu Skoda, na frente de Bulcacia Wilkinson, também noutro Skoda Fabia. Latvala é o oitavo, na frente do local Roberto Triviño e de Dani Sordo.

O rali do México termina neste domingo, com a realização das restantes três especiais de classificação.

sábado, 9 de março de 2019

WRC 2019 - Rali do México (Dia 1)

Sebastien Ogier é o primeiro líder de um Rali do México que está a ser extenso e polémico. No final das primeira nove especiais de classificação, o francês da Citroen têm um avanço de 14,8 segundos sobre Elfyn Evans e 21,1 sobre Kris Meeke, no seu Toyota.

Contudo, as coisas não começaram lá muito bem. Na quinta-feira à noite, madrugada de sexta-feira, houve a Super-Especial de Leon, houve polémica por causa de um salto mal dado por Esapekka Lappi, que danificou uma das rampas e obrigou ao cancelamento do resto da especial, deixando de fora pilotos como Sebastien Ogier ou Thierry Neuville.

Lappi foi critico na apreciação. "Eu realmente não esperava este tipo de salto e nem sequer ia muito depressa”. Outro piloto, não identificado pelo Motorsport.com, também mostrou o seu desagrado: “Isto é uma loucura. Quando é que isto para? Porque precisamos destes saltos estúpidos e perigosos? Este é um grande troço, um dos melhores em termos de ambiente para os adeptos, é fantástico. Por que precisamos torná-lo ainda mais emocionante? Não precisamos! Agora é tudo sobre saltos? Quando é que a FIA para com isto? É estúpido e é perigoso.” disse. 

E foi com isso que os pilotos foram para a estrada, para as longas classificativas mexicanas. Na primeira passagem por El Chocolate, Anderas Mikkelsen foi o melhor, conseguindo quase três segundos de vantagem sobre Sebastien Ogier, com Dani Sordo em terceiro, a quatro segundos. Teemu Suninen foi a primeira baixa do dia, ao bater com o seu Ford, enquanto Tiherry Neuville perdeu 44,6 segundos depois de quase ter saído de estrada.

 "Aconteceu a cerca de 5 quilómetros. Nós quase saímos de estrada. Tentei evitar as pedras que Tanak estava a colocar na estrada. Nós batemos numa pedra e isso deve ter feito isso. Eu não pude evitá-la", disse o belga da Hyundai.

Na terceira especial, Ogier foi o mais veloz, 0,5 segundos na frente de Dani Sordo, e agora os tres primeiros tinham uma diferença de 2,5 segundos, demonstrando que apesar das enormes classificativas, o equilíbrio estava presente. No final da manhã, com mais uma passagem por Leon, Mikkelsen foi melhor que Sordo em 0,4 segundos, e na liderança, o norueguês tinha um avanço de 1,6 segundos sobre Ogier.

Na parte da tarde, que começava pelas segundas passagens pelas especiais da manhã, Ogier aproveitou a segunda passagem por El Chocolate para vencer, 0,8 segundos na frente de Dani Sordo, e 2,3 segundos sobre Elfyn Evans. Ogier continuou a andar na frente na segunda passagem por Ortega, 2,9 segundos na frente de Sordo e 4,4 na frente do Toyota de Kris Meeke. 

Em Las Minas, Tanak foi o melhor numa especial marcada pelos problemas sofridos por Dani Sordo. O espanhol ficou parado na ligação com um problema elétrico, numa especial onde Ogier perdeu 6,6 segundos devido a um furo, permitindo a aproximação de Elfyn Evans, que agora estava a 10,9 segundos. Kris Meeke era terceiro, a 18,7.

A parte final do dia foi uma dupla passagem pela classificativa especial de Leon. Na primeira passagem, Ogier foi o melhor, na segunda, quem brilhou foi Tanak, empatado com Neuville.

Depois dos três primeiros, Ott Tanak segue em quarto, no seu Toyota, a 37,7 segundos, assediado pelo Citroen de Esapekka Lappi. Thierry Neuville era o sxto, a um minuto e sete décimos, na frente do boliviano Marcio Bulacia Wilkinson, no seu Skoda Fabia R5 e o melhor dos WRC2, na frente do local Benito Guerra Jr. O chileno Alberto Heller era o novo, a seis minutos e 31,5 segundos, na frente de Ricardo Triviño.

O rali do México prossegue neste sábado, com mais nove especiais.

domingo, 27 de janeiro de 2019

WRC 2019 - Rali de Monte Carlo (Final)

Demorou, foi duro, mas no final, Sebastien Ogier resistiu aos ataques da concorrência e venceu a prova. 2,2 segundos separaram Ogier de Thierry Neuville, e ele se tornou no primeiro vencedor do ano, o primeiro desde o seu regresso à Citroen. E ainda por cima, Ogier venceu pela sétima vez na sua carreira neste rali, a sexta de seguida, em três carros diferentes.

"Vocês sabem que é o rali que eu mais quero ganhar na temporada, é por isso que estou muito feliz agora. Tivemos esse problema com o acelerador e ele estava empurrando o carro nos travões, então foi difícil. Estou muito feliz. Seis anos seguidos com três carros diferentes!", comemorou no final.

"Foi uma luta tremenda, mas demos a ele um belo presente na sexta-feira, quando cometemos um erro e lhe demos a liderança. Ainda era um bom final de semana e não seremos os primeiros na estrada para a Suécia. Podemos fazer o mesmo. Positivos a partir deste rali e estamos ansiosos para a próxima ronda", falou Neuville, algo inconsolado com o segundo lugar.

Ott Tanak ficou no lugar mais baixo do pódio, conseguindo superar Sebastien Loeb, no segundo Hyundai. 

Com quatro especiais para cumprir no último dia, duas passagens por  La Bollène-Vésubie - Peïra-Cava e La Cabanette - Col de Braus, o primeiro vencedor do dia foi Ott Tanak, 1,9 segundos na frente de Thierry Neuville e 2,9 sobre Sebastien Ogier. A diferença entra ambos tinha-se reduzido a 3,3 segundos, e as coisas pioraram para o francês na especial seguinte. Tanak voltara a vencer, Neuville foi o segundo mas tinha ganho 0,1 segundos para Ogier, o terceiro. A especial tinha sido marcada pelo acidente de Guillaume de Mevius, que acabou por não voltar à estrada.

Neuville venceu na 15ª especial, e ameaçou ainda mais Ogier. Ganhou 2,8 segundos e a diferença entre ambos tinha caido para meros... 0,4 segundos. Estava tudo pendente, e tudo iria ser decidido na Power Stage. E ali, Ogier deu o seu melhor, batendo o piloto belga da Hyundai por meros 1,8 segundos. Tudo, numa Power Stage onde o vencedor foi Ott Tanak, que consolidou o terceiro posto na frente de Sebaastien Loeb.

Depois dos quatro primeiros - com Loeb a ser melhor que Jari-Matti Latvala por meros 1,7 segundos, Krisa Meeke foi o sexto, a cinco minutos e 36 segundos, na frente dos carros da classe R5: o britânico Gus Greensmith, no seu Ford, a 13 minutos e 4,6 segundos; o francês Yoann Bonato, no Citroen C3 R5, outro francês, o veterano Stephane Sarrazin, no seu Hyundai i20R5, e Adrien Formaux, noutro Ford Fiesta R5.

O Mundial WRC prossegue nas neves suecas entre os dias 14 e 17 de fevereiro.  

sábado, 26 de janeiro de 2019

WRC 2019: Rali de Monte Carlo (Dia 3)

O terceiro dia do Rali de Monte Carlo, que teve apenas quatro especiais neste sábado, manteve Sebastien Ogier na frente da prova, mas as diferenças entre os seus adversários têm sido marginais. 4,3 segundos é o tempo que o separa de Thierry Neuville, o segundo classificado, e ambos estão longe do terceiro, Sebastien Loeb: um minuto e 58 segundos.

O dia começou com as primeiras passagens por Agnières-en-Dévoluy - Corps e St-Léger-les-Mélèzes - La Bâtie-Neuve. Com quase trinta quilómetros, a primeira passagem deu a vitória a Ott Tanak, 0,4 segundos na frente de Kris Meeke e 2,8 sobre Sebastien Ogier. Loeb foi sexto, perdendo 18,5 segundos, enquanto Esapekka Lappi desistia de novo no seu Citroen, Andreas Mikkelsen perdia uma roda depois de um salto, e Elfyn Evans parava na especial, perdendo um minuto e 17 segundos.

Loeb acabava a especial a subir parsa o terceiro posto, passando Mikkelsen e Latvala.

Na segunda especial da manhã, Tanak voltou a vencer, com o seu companheiro de equipa, Jari-Matti Latvala, a 5,8 segundos. Thierry Neuville foi o terceiro, a 6,6 segundos, enquanto Sebastien Ogier foi quinto, a 6,9 e Loeb o sétimo, a 15,5. Andreas Mikkelsen acabou por desistir por causa da roda perdida na especial anterior. 

Com isto, Latvala subiu para o terceiro posto e já avisava que pela tarde, as especiais iriam estar mais secas. 

Não fiquei completamente contente depois do primeiro troço, pois estava a perder um pouco de tempo para o Loeb. Depois, no segundo troço, forçámos o andamento e apesar de ter tido um grande ‘momento’ na primeira curva, foi um bom troço para nós. Lembro-me da primeira vez que fui mais rápido que Loeb, foi na Catalunha 2007! Agora sou mais rápido do que ele aqui. Vamos apenas trabalhar na assistência, para melhorar ainda mais o carro quando pois os troços da tarde vão ser um pouco mais secos. Mas acredito que ainda vamos precisar dos pneus de inverno”.

Já para Loeb, a luta pelo terceiro posto está a ser dura para o piloto francês, e os Toyota estão a dar luta.

Foi um pouco difícil no primeiro troço e na segunda deixei o carro ir abaixo no arranque, por isso não foi um bom começo. No segundo troço, o ritmo não foi mau, só que a Toyota está a ser mais rápida que todos. Ainda estamos na luta pelo terceiro lugar, mas vai ser difícil porque o Jari-Matti está muito rápido e o Tanak também. De resto, hoje senti imediatamente que havia algumas zonas realmente escorregadias e que seria muito fácil sair de estrada. Não queria cometer um erro, eram novos troços para mim, mas ainda estamos aqui, isso é o mais importante, e continuamos na luta”.

Na parte da tarde, a 11ª especial começou com Tanak a ser o vencedor, na frente de Kris Meeke, 5,1 segundos atrás do piloto estónio. Neuville foi o terceiro, a 6,9, seguido por Ogier e Loeb. O estónio voltou a ganhar na segunda passagem por St-Léger-les-Mélèzes - La Bâtie-Neuve, desta vez com 0,5 segundos de vantagem sobre Meeke. Sebastien Ogier era o terceiro, a 1,1. Yoann Bonato, um os líderes do WRC2, teve problemas com um furo e atrasou-se.

Depois dos três primeiros, Jari-Mati Latvala é o quarto, a dois minutos e dois segundos, e Ott Tanak, quinto, não estava longe: dois minutos e 16 segundos dos primeiros. Kris Meeke é o sexto, a cinco minutos e 26 segundos, na frente do britânico Gus Greensmith, no Ford Fiesta R5, na frewnte do Citroen C3 R5 de Yann Bonato, o Hyundai i20R5 de Stephane Sarrazin e o Citroen C3 R5 de Guilliaume de Mevius.

O rali de Monte Carlo termina amanhã, com a realização das restantes quatro especiais.

WRC 2019 - Rali de Monte Carlo (Dia 2)

Depois de um primeiro dia movimentado, o Rali de Monte Carlo terminou o seu segundo dia com Sebastien Ogier na frente, a dois segundos de Thierry Neuville, no seu Hyundai. Ambos estão tão distantes do resto do pelotão que o terceiro classificado, Anderas Mikkelsen, está a... um minuto e 17 segundos do piloto do Citroen. E Mikkelsen anda em luta com Jari-Matti Latvala e Sebastien Loeb, que é quinto, a um minuto e 25,2 segundos. Ott Tanak sofreu um furo e caiu para o sétimo posto da geral.

Contudo, o dia começou hoje com... uma anulação. A terceira especial do rali - primeira da manhã - foi cancelada depois da organização ter analisado as condições do troço e chegar à conclusão de que não apresentava condições devido à colocação dos espectadores na estrada. 

Claro que isso não caiu bem na Toyota. Tommi Makinen, seu dirigente, não gostou e "disse das boas". "Eu gostaria de ver visto todos os troços da manhã a serem cancelados", começou por dizer à Autosport britânica.

"Nossa estratégia completa foi baseada no ciclo geral - perdemos nossa liderança e ninguém assume responsabilidade por isso. A FIA não se importa com o que acontece no final da temporada, o que acontece se perdermos o campeonato por causa disso? Este é o único rali no mundo onde você absolutamente tem que entender o quanto isso pode afetar [seu rali] se uma especial for cancelada", prosseguiu.

Claro, a FIA não gostou das suas declarações, afirmando serem "de mau gosto". Yves Matton, o responsável pela segurança, afirmou:

"Estou bastante surpreso com comentários tão agressivos e não é tão profissional ser tão agressivo contra os organizadores e a FIA. Ele sabe como é difícil administrar os espectadores e quão importante é a segurança. A segurança é a meta número um para o futuro do rali. Sabemos que o WRC está organizado em uma série de loops e você tem que escolher pneus para mais de uma classificativa. É parte do jogo que às vezes você pode ganhar e às vezes você pode perder, dependendo da sua escolha, mas também do que afeta o evento"

Mas os problemas não foram resolvidos na sua totalidade. Os protestos continuaram, pedindo a cancelação da primeira especial da tarde, a segunda passagem por Valdrome-Sigottier, afirmando que os problemas não tinham sido resolvidos, mas a organização decidiu atrasar um pouco a sua realização, tentando resolver o problema sem a necessidade de uma decisão tão radical.

Mas enquanto a polémica era discutida, o rali prosseguia. Loeb foi o vencedor na segunda especial do dia, 0,5 segundos à frente de Thierry Neuville e 11,1 sobre Sebastien Ogier. Ott Tanak foi apenas quinto, a 19,7 segundos, fazendo com que o piloto belga ficasse co o comando do rali, 4,9 segundos na frente do estónio da Toyota. Loeb, por sua vez, subiu para o quarto posto, agora a 40,4 segundos.

Ogier atacou e venceu na quarta especial, com uma vantagem de dois segundos sobre Neuville e 2,9 sobre Jari-Matti Latvala. Tanak perdeu 14 segundos e ficou no sétimo na especial, atrás de Loeb, e caiu para o terceiro posto, agora a 16,9 segundos.

A parte da tarde tinha a ver com as segundas passagens pelas especiais da manhã, e logo na sexta especial, houve sarilhos. Pontus Tidemand parou na especial e Esapekka Lappi teve danos na suspensão que o obrigaram a abandonar a prova. Neuville errou saiundo fora de estrada e perdeu mais de vinte segundos a recuperar. E na sétima, foi a vez de Tanak furar e perder dois minutos e doze segundos, caindo para o sétimo posto. "Não sei o que aconteceu", afirmou.

Tudo isto numa especial onde Loeb venceu e Ogier passou para a frente, porque Neuville perdeu ainda mais tempo.

No final do dia, Neuville venceu a especial, ganhando 7,2 segundos sobre Ott Tanak, enquanto Ogier chegava doze segundos mais tarde e Loeb perdia 22,4 segundos. Agora, os dois primeiros têm dois segundos a separá-los, com o terceiro muito, mas muito distante.

Depois do trio de pilotos que lutam pelo terceiro posto, Elfyn Evans é o sexto, a um minuto e 47 segundos, o melhor dos Ford. Tanak é o sétimo, Kris Meeke é o oitavo, no seu Toyota, a cinco minutos dos primeiros, e a fechar o "top ten" estão o Ford Fiesta R5 de Gus Greensmith e o Citroen C3 R5 de Yann Bonato, ambos a mais de sete minutos do primeiro.

Sábado, o Rali de Monte Carlo prossegue com mais quatro especiais.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

WRC 2019: Rali de Monte Carlo (Dia 1)

O rali de Monte Carlo começou esta noite e logo nas duas primeiras especiais do dia, já vemos Ott Tanak a mostrar ao que vêm, perante uma concorrência junta. No final do dia, o piloto estónio tem uma vantagem de 9,1 segundos sobre Sebastien Ogier e 14,3 sobre Thierry Neuville.

A primeira especial, o percurso entre La Bréole - Selonnet, com mistura de gelo e água, que fez com que os pilotos tivessem de "jogar" com os pneus, mostrou um Tanak imparável, não só marcando o melhor tempo como também deu um avanço de cinco segundos sobre o segundo classificado, o britânico Kris Meeke. Sebastien Ogier foi o terceiro, a 10,6 segundos, enquanto Sebastien Loeb foi o quarto, a 23,2. Thierry Neuville foi o quinto, a 26,8, enquanto Jari-Matti Latvala foi oitavo, a 35,4.

Nós vimos a estrada a ficar cada vez pior, e havia muitas curvas em que eu não tinha absolutamente nada nas notas dos batedores e estava cheio de neve porque os carros da frente cortaram as bermas, foi muito complicado”, disse Loeb.

Pior ficou Teemu Suninen, que ficou parado na especial, fora da estrada. E a mesma coisa aconteceu com o Skoda de Kalle Rovanpera, um dos favoritos no WRC2. Ambos perderam muito tempo, caindo na classificação geral.

Na segunda especial, o percurso entre Avançon - Notre-Dame-du-Laus, Neuville foi o melhor, conseguindo um avanço de onze segundos sobre Sebastien Ogier, e de 12,5 sobre Ott Tanak. Sebastien Loeb foi apenas oitavo, perdendo 44,5 segundos. Contudo, o maior perdedor desta segunda especial foi Kris Meeke, que furou no segundo troço, perdendo mais de um minuto e caindo de segundo para sétimo da geral. 

Não faço ideia do que sucedeu. Tive que pilotar sete ou nove quilómetros com um furo. O carro estava bem antes disso, mas estou feliz, para ser honesto, pois sinto-me confiante num carro que adoro, amanhã há mais…

Para amanhã, onde serão cumpridas seis classificativas, Tanak lidera na frente de Ogier, com Neuville terceiro, a 14,2. O quarto é Esapekka Lappi, a 45,2 segundos, seguido pelo seu companheiro, Jari-Matti Latvala. Elfyn Evans é o sexto, a 48,2 segundos, na frente de Kris Meeke, a 53,8, e de Sebastien Loeb, a 55,2. E a fechar o "top ten" estão o Hyundai de Anderas Mikkelsen, a 59,6 segundos, e o Ford de Pontus Tidemand, a um minuto e 41,1 segundos.  

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

WRC: Ogier seguro que vai começar bem a temporada

Nas vésperas do Rali de Monte Carlo, o primeiro da nova temporada do WRC, Sebastien Ogier, que regressa à Citroen depois de sete temporadas de ausência, o piloto francês representa a maior aposta da equipa Citroën Total World Rally Team para a vitória no mítico rali monegasco.

Numa entrevista à imprensa local, Ogier, que tem repetidamente comprovado a sua capacidade de adaptação às mais variadas condições meteorológicas, espera conseguir adaptar-se da melhor maneira possível às condições meteorológicas para depois poder torar partido delas e apontar à vitória.

Nos meus três dias e meio de testes, encontrei uma grande variedade de condições meteorológicas, o que foi ótimo e permitiu-nos trabalhar no sentido de obter o melhor compromisso possível. A sensação foi boa, mas é sempre difícil prever o nosso nível de ‘performance’ na primeira corrida e num novo carro.", começou por dizer. 

"Vou fazer o que sempre faço e confiar no meu instinto. Isto é especialmente verdade porque o ‘Monte’ é um rali em que as maiores probabilidades de vencer estão numa condução inteligente em vez de andar no limite, pois existem muitos locais em que podemos sair de estrada. De qualquer forma, tive sempre bons resultados aqui e espero que a minha experiência me ajude mais uma vez...”, concluiu.

O rali de Monte Carlo decorrerá entre os dias 24 e 27 deste mês, nas estradas à volta do principado. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Youtube Rally Testing: O teste de Sebastien Ogier para Monte Carlo

Já não falta muito para o Rali de Monte Carlo, e Sebastien Ogier prepara-se para a sua primeira prova desde o regresso à marca do "double chevron". Eis os mais recentes testes do piloto francês nas estradas alpinas à volta do Principado.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Youtube Rally: Loeb vs Ogier... mas em paródia

A temporada de 2019 vai ser interessante porque iremos ver o regresso de Sebastien Ogier à Citroen e Sebastien Loeb num carro que não um da marca do "double chevron" em... 22 anos. Apesar de ser apenas seis provas, certamente muitos irão olhar para ambos os pilotos com interesse.

Contudo, o pessoal do "Passats del Canto" levou a coisa um pouco mais além, juntando já as duas máquinas para ver como eles se comportarão na estrada. Mas os carros que estão ali não são ainda o C3 WRC e o i20 WRC... 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Youtube Rally Testing: O teste de Ogier para o Monte Carlo

Como é sabido, Sebastien Ogier está de volta à Citroen, e ele anda a testar o C3 WRC para a próxima temporada nas estradas à volta de Monte Carlo. E este é um dos videos do teste que fez ontem, entre neve e chuva. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

WRC: Ogier acha que o futuro é elétrico

Sebastien Ogier afirma que o futuro do Mundial passará pelos carros elétricos. Numa entrevista divulgada hoje pelo jornal francês Le Figaro, o piloto de 35 anos falou sobre a possibilidade do WRC passar a ser elétrico, como vai ser o WRX em 2020.

Não será fácil de configurar, mas existem soluções e é a melhor maneira de atrair novos construtores, assim como satisfazer as necessidades da nossa sociedade actual”, começou por dizer o campeão do mundo de 2018 e que vai voltar à Citroen.

Ogier também falou sobre o formato dos ralis. Para ele, eles poderão ser mais curtos, passando de três para dois dias, mas mais intensos. “Os ralis devem evoluir. Será necessário tornar mais compacto o formato das provas. Três dias é demasiado tempo para manter com êxito a atenção das pessoas. Preferia dois dias intensos, com, pelo menos, 330 quilómetros cronometrados, de forma a manter a noção de resistência”, concluiu.


sábado, 1 de dezembro de 2018

Os planos da Citroen em 2019

A Citroen poderá ter marcado um bom golo na contratação de Sebastien Ogier, mas tem outros assuntos para resolver e que podem comprometer o programa de 2019. O primeiro dos quais é o patrocinador, e isso é importante para saber se correrão com dois ou três carros para a próxima temporada.

Esta semana, soube-se que a Abu Dhabi iria suspender o seu patrocínio na marca francesa, depois das negociações para renovar o apoio à equipa de ralis não terem sido bem sucedidas. A Red Bull veio no seu auxílio, mas o orçamento é suficiente para assegurar Sebastien Ogier e Esapekka Lappi, dois carros na equipa, deixando de fora a chance de um terceiro carro, que seria ou para Craig Breen ou para Mads Ostberg

E claro, a chance de contar com Sebastien Loeb para alguns ralis também estará descartada.

Resta saber como será o desenvolvimento do C3 WRC ao longo deste inverno - pelo menos até Monte Carlo - para saber até que ponto o carro estará ao nível da concorrência. Ao longo dos últimos dois anos se acreditou que o carro estava subdesenvolvido em relação à Hyundai e Toyota, e a entrada de Loeb como piloto de testes, para ajudar a marca a melhorar as performances do C3, para além da vitória do veterano piloto na Catalunha, parece ter mostrado que o bólido tinha potencial para mais.

Mas tudo parece que a equipa será mais pequena que a concorrência no Mundial de ralis.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

WRC: Budar cuidadoso com a polémica das participações ocasionais

Por estes dias surgiu a polémica dos pilotos ocasionais no WRC. Alguns pilotos, como Thierry Neuville e Sebastien Ogier, defenderam que eles não poderão ter os mesmos direitos dos pilotos que correm nas equipas oficias e a tempo inteiro, por entenderem que poderão prejudicar as suas performances, e desviar as atenções das suas lutas por vitórias em ralis e campeonatos. 

Contudo, na Citroen, que tem Sebastien Loeb como piloto ocasional, no sentido de ajudar a equipa a desenvolver o Citroen C3 WRC, Pierre Budar, o seu diretor desportivo, encara essa ideia com cautela. Por um lado, tem de lidar com os egos dos pilotos titulares, por outro, reconhece a ajuda que esses pilotos ocasionais podem ter paraa luta no campeonato de Construtores.

Numa entrevista à revista Motorsport News, Budar mostrou-se dividido sobre o assunto. "Temos e ver o lado positivo que isso é para o campeonato ter algumas estrelas a correr de vez em quando", afirmou.

"Se tivermos alguns pilotos a fazer um rali durante a próxima temporada, temos de garantir que isso não interferirá com os nossos pilotos que fazem todo o campeonato. No próximo ano temos de lutar pelo campeonato, será difícil e não quero tornar isso ainda mais difícil para nós", continuou.

"Se trouxermos pilotos para alguns ralis, temos de seleccionar bem as provas em que correrão, talvez as de asfalto. Há formas de e fazer isto correctamente e será algo que teremos de gerir", concluiu. 

Com estas palavras, Budar não foi esclarecedor, pois não se compromete em ter um terceiro C3 WRC em todas as provas do WRC na temporada de 2019.

domingo, 18 de novembro de 2018

A imagem do dia (II)

Sebastien Ogier e Malcom Wilson, cumprimentando-se no final do Rali da Austrália, depois do piloto francês ter assegurado o sexto título mundial seguido. Desde 2004 que o título do WRC pertence a um francês chamado Sebastien, mas esta temporada foi mais apertada que o habitual. isto porque agora há quatro marcas em competição, doze carros WRC a correr em todas as provas do campeonato.

Contudo, a temporada de 2018 foi apertada para o francês. Mais apertada que o normal. E as explicações são relativamente simples. Primeiro, a M-Sport tem um carro, o Ford Fiesta, que está a alcançar o limite do seu desenvolvimento. É um carro que anda a correr desde 2011 na versão RS, nos tempos de Mikko Hirvonen, e é o carro mais antigo no pelotão do WRC. E nessa altura, a Volkswagen, Hyundai e claro, Toyota, ainda não tinham entrado no WRC e a Citroen estreava o DS3 WRC. E o tempo passa veloz sobre uma máquina que acusa os anos, apesar do trabalho de todos na equipa de Malcom Wilson para o manter competitivo. Sem o apoio oficial da Ford, resta à M-Sport vender chassis para a classe R5 para ter dinheiro. Mas nos últimos tempos, os pilotos dos vários campeonatos têm trocado os Ford pelos Skoda Fabia R5, bem mais competitivos.

A segunda razão são as equipas de fábrica da Hyundai e da Toyota. Os coreanos vieram com tudo em 2016, e tem pilotos talentosos como Thierry Neuville. Mas este ano foram superados pelos Toyotas da Gazoo Racing, que, instalados na Finlândia e liderados por Tommi Makinen, conseguiram ser competitivos, dando a Ott Tanak - que veio da M-Sport no final de 2017 - uma chance real de título. Venceu três ralis de seguida, mas a falta de competitividade na parte final do campeonato e os acidentes que teve o impediram de lutar e alcançar o campeonato.

Contudo, o recado da Toyota ficou: o Yaris é um vencedor, e com Tanak e Kris Meeke - bem como Jari-Matti Latvala - será candidata real ao campeonato. 

Ogier, aos 34 anos de idade, volta em 2019 para a Citroen. Foi a equipa que lhe deu a sua chance no WRC, depois do título junior em 2005, e foi com eles que venceu o seu primeiro rali, em Portugal, em 2010. Foi-se embora no final desse ano para abraçar o desafio da Volkswagen, vencendo ali os seus quatro primeiros títulos mundiais. A razão tinha a ver com a rivalidade entre "Sebastiões": Loeb contra Ogier. O velho sábio contra o jovem prodígio. 

Agora é um pouco diferente. A marca tem um novo carro, mas não consegue desenvolvê-lo de volta à glória do passado, tanto que tem pedido a Sebastien Loeb para que ajude no desenvolvimento. O seu regresso e vitória no Rali da Catalunha, cinco anos após a sua última vitória, aos 44 anos de idade, mostra que não só continua competitivo, como o carro começa a ter o desenvolvimento que merece. Agora, com Ogier ao lado, ele tentará fazer regressar a marca do "double chevron" à sua glória, mas com Hyundai e Toyota ao seu lado, cada vez mais competitivos, a temporada de 2019 poderá ser aquela em que acabe sem um francês no topo.

E caso aconteça, é mais que o final de uma era. É meia geração sempre a ver os mesmos no topo. Claro, não tira competitividade ao WRC, mas dá um colorido diferente ao campeonato. 

E quanto à M-Sport, o carro é bom, mas falta-lhe bons pilotos. Só Elfyn Evans e Teemu Suninen é insuficiente para chegar aos pódios e às vitórias, e Malcom Wilson sabe disso. Pilotos como Dani Sordo e Mads Ostberg, por exemplo, poderiam ser uma alternativa, mas até agora, nada indica que aparecerá um nome suficientemente importante para fazer calçar as botas que Ogier deixa na equipa de Malcom Wilson. E a chance de uma decadência irreversível é bem grande.

WRC 2018 - Rali da Austrália (Final)

Sebastian Ogier, como seria de esperar, tornou-se campeão do mundo do WRC em 2018. Contudo, as circunstancias da sua vitória na Austrália foram mais de sobrevivência do mais fortte do que a bater a concorrência. No último dia do Rali da Austrália, as desistências de Thierry Neuvulle, com uma roda arrancada no seu Hyundai, e de Ott Tanak, também devido a um acidente, fizeram com que o francês apenas cortasse a meta, independentemente da posição, desde que pontuasse.

"A época foi muito intensa e na verdade aconteceu entre duas especiais, recebemos a mensagem numa secção de ligação. São sentimentos mistos neste momento mas seguramente estou muito orgulhoso do que alcançámos, são os melhores. Tivemos uma jornada incrível juntos e agora desfrutei da última vez e do último esforço neste carro e espero que não sintamos saudades dele”, disse Ogier no final do rali, ele que vai em 2019 correr pela Citroen.

No final, o vencedor foi Jari-Matti Latvala, 32,5 segundos adiante de Hayden Paddon, com Mads Ostberg a ficar com o lugar mais baixo do pódio de um rali onde os vencedores foram todos os que chegaram ao fim, de uma certa forma.

Seis especiais esperavam os pilotos neste último dia do Rali australiano, e os Toyota queriam vencer para obter o Mundial de Construtores. Na primeira passagem por Coramba, Latvala foi o melhor, mas Tanak mantinha-se na liderança, controlando o andamento. 

Paddon venceu depois na 20ª especial, mas Tanak perdeu 18,3 segundos por causa de problemas na sua caixa de velo cidades e perdeu o comando para Latvala. "Eu estava preso em marcha atrás por um tempo, o que posso dizer? O plano é ficar à frente de Paddon, com certeza não vai ser fácil", disse Tanak no final da especial. Agora, ele tinha de controlar Hayden Paddon, que queria ir atrás dos Toyota e tentar vencer o rali.

Em Wedding Bells18, a 21ª especial, Esapekka Lappi foi o melhor, com Neuville atrás, mas os outros Toyota ficavam na frente de Paddon e com isso respiravam um pouco melhor. 

A parte da tarde é que aconteceram os momentos decisivos. Na segunda passagem por Coramba, Neuville teve o seu acidente e Ogier recebeu a noticia do seu campeonato. Não mudava nada as coisas em termos de classificação - o belga era oitavo, duas posições atrás de Ogier - mas esta situaçao colocava uma pedra definitiva sobre este assunto. 

Mas havia mais: na 23ª e penultima especial, vencida por Latvala, Tanak também desistiu devido a uma saída de estrada. Paddon era agora segundo, mas já não era possivel apanhar Latvala para ver se vencia este rali. "Foi incrível, tão exigente, lugares tão desagradáveis, tem que ser muito, muito paciente. Ouvi dizer que Ott parou, sinto muito por ele. As condições muito complicadas", disse Latvala no final da especial, mas também era sinónimo de tudo o que estava a ser aquele rali.

Na Power Stage, Ogier foi o melhor, batendo Lappi por 0,1 segundos, mas o essencial estava feito: ele era o campeão do mundo.

Depois do pódio, Esapekka Lappi foi o quarto, a um minuto e dois segundos, na frente de Sebastien Ogier. Elfyn Evans era o sexto, a três minutos e cinco segundos, na frente de Craig Breen, no segundo Citroen. O chileno Alberto Heller, num Ford Fiesta R5, o local Steve Gleeney, num Skoda Fabia R5 e o grego Jourdan Serderides, num Foird Fiesta WRC, fecharam o "top ten".

Acabado o Mundial de 2018, agora é altura de descanso e prepara-se para o Mundial de 2019, que começará no final de janeiro nas estradas de Monte Carlo.

sábado, 17 de novembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Austrália (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Austrália mostrou Ott Tanak na frente da prova e um Sebastien Ogier cada vez mais perto do campeonato. No final da 18ª especial, que encerrou o segundo dia do rali, o estónio da Toyota tem um avanço de 21,9 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 26,9 segundos sobre o Hyundai de Hayden Paddon. Sebastien Ogier é sexto, a um minuto 44,8 segundos da liderança, mas está cada vez mais à vontade, pois Thierry Neuville é oitavo, quase um minuto atrás dele.

Este sábado começou com Latvala ao ataque, apesar de na primeira passagem por Argents Hill Reverse, o vencedor ter sido Hayden Paddon, que bateu o finlandês da Toyota por 0,4 segundos, enquanto Ostberg perdia 2,1 segundos. Ogier era apenas oitavo, perdendo 9,1 segundos e Neuville estava dois lugares mais abaixo, quer na especial, quer no rali.

Na primeira passagem por Welshs Creek Reverse, Tanak conseguiu ser mais veloz, batendo Latvala por 3,8 segundos e Paddon por 4,5. Ostberg perdeu 7,7 segundos e viu o finlandês a aproximar-se rapidamente, enquanto na luta pelo título, Ogier foi apenas oitavo, perdendo 21 segundos e Neuville ficou atrás, a 28,6. Na 11ª especial, a primeira passagem por Urunga, Tanak voltou a vencer, com Latvala logo atrás, a 1,7 segundos, mas o mais importante foi Ostberg, sexto na especial e a perder 13,5 segundos, suficientes para ceder o comando para os Toyota.

"É muito difícil andar ao ritmo dos Toyotas. O carro é mais rápido na especial, parece que todos os três Toyotas estão indo bem lá. [Tenho] muito menor aderência. Eu tenho alguns pneus novos, que podem ajudar esta tarde", disse Ostberg, justificando a perda do comando do rali.

A manhã acabou com a primeira passagem pela pequena especial de Raleigh, com Tanak a empatar o melhor tempo com Elfyn Evans, com Craig Breen a chegar tarde e a receber uma penalização de três minutos e 50 segundos, caindo para o décimo posto.

Na parte da tarde, com as segundas passagens pelas da manhã, Paddon começa a ganhar a 13ª especial, enquanto Tanak se aproximava de Latvala. Era um duelo a quatro, é certo, mas parecia que os Toyota tinham a mó de cima. E isso se confirmou quando Tanak venceu a 14ª especial, a segunda passagem por Welshs Creek Reverse, ganhando quatro segundos exatos a Latvala e a ficar com o comando do rali por meros 0,8 segundos. Ostberg resistia a Paddon, e Ogier, com o oitavo lugar na especial, consolidava o sexto posto na geral.

"Faço o meu melhor. Faço tudo que posso. Não são condições fáceis, mas pelo menos é consistente. Divertido, mas ao mesmo tempo dando o meu melhor. O título dos fabricantes é a prioridade, então definitivamente precisamos garantir isso", afirmou Tanak, no final desta especial.

Na segunda passagem por Urunga, Lappi foi o melhor, mas o segundo posto de Tanak e o quinto de Latvala na especial fizeram com que a vantagem se alargasse para 7,4 segundos. O estónio depois venceu na curta especial de Raleigh, antes da dupla passagem por Destination NSW, onde não houve alteração na geral.

Depois dos três primeiros, Mads Ostberg é quarto, no seu Citroen, a 44,6 segundos, e assediado por Esapekka Lappi, o quinto. Muito longe está Sebastien Ogier, o sexto, a quase um minuto do quinto, enquanto Elfyn Evans era sétimo, controlando o avanço para Thierry Neuville, que agora aposta mais no azar os outros que na sua performance. E a fechar o "top ten" estão o ford de Teemu Sunninen e o Citroen de Craig Breen.

O rali da Austrália termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais.