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domingo, 17 de abril de 2016

A imagem do dia (II)

Perdoem o meu lusitanismo, mas este foi um grande fim de semana para as cores portuguesas. Tiago Monteiro, Filipe Albuquerque, João Barbosa, Pedro Lamy, Rui Águas, Álvaro Parente e Fábio Mota subiram ao pódio, ocupando todos os lugares possiveis. 

No caso de Monteiro e Albuquerque, o primeiro venceu uma das corridas do WTCC, na Eslováquia, e foi segundo na segunda corrida, acabando de sair dali no comando do campeonato com 78 pontos, menos um do que José Maria "Pechito" Lopez. Já no caso de Filipe Albuquerque, o piloto de Coimbra foi o vencedor na classe LMP2 na jornada de abertura do WEC, que aconteceu neste domingo em Silverstone, tendo como companheiro o brasileiro Bruno Senna. Rui Águas foi o vencedor na categoria de GT, com Pedro Lamy a acompanhá-lo no pódio.

João Barbosa e Álvaro Parente foram segundos classificados no mesmo local, no circuito urbano de Long Beach. O primeiro, no Corvette DP em que o levaram ao segundo posto, ao lado do brasileiro Christian Fittipaldi, e o segundo, no McLaren 650 GT. Creio que ver quatro pilotos da mesma nacionalidade a subir ao pódio em corridas internacionais, só ao alcance das grande potências automobilísticas, como a Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Alemanha ou Brasil.

Para além disso, ainda tivemos Fábio Mota a estar no pódio no ETCC (European Touring Car Championship), sendo terceiro na segunda corrida do campeonato.

Gostaria que esse não fosse um fim de semana excepcional, mas ver tantos portugueses em pódios internacionais até que me faz sorrir de orgulho, vendo tanto talento neste cantinho à beira-mar plantado. É sinal de que há coisas boas por aqui.

P.S: Soube agora que o Álvaro acabou por vencer em Long Beach devido à penalização do carro vencedor. Mais uma vitória, mas francamente, preferiria que fosse na pista e não na secretaria.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Cinco histórias que parecem mentira... mas é verdade!

Primeiro de Abril é sempre um dia onde toda a gente inventa noticias para ver se alguém cai na esparrela. Como há sempre meio mundo a tentar enganar outro meio mundo, muitos caem nas patranhas, ainda antes que se diga "Feliz Dia das Mentiras"

(Contudo, em Espanha, o dia das mentiras é a 28 de dezembro, e eles o batizam de 'Dia de los Santos Inocentes', e aí, muitos que não sabem disso caem na esparrela!)

Contudo, ao longo da história do automobilismo, houve histórias tiradas do Dia das Mentiras que acabaram por ser bem verdadeiras. As mais famosas, se quiserem, foram coisas como a orgia sado-maso-nazi do Max Mosley ou o bizarro despedimento de Alain Prost da Ferrari, mas há outras mais interessantes que, parecendo mentira, acabaram por ser verdadeiras. E aqui conto cinco histórias bem bizarras da Formula 1, uma delas envolvendo um piloto português.


1 - Uma conversa longe demais (Gachot, Onyx, 1989)


A Onyx era mais uma das equipas estreantes na Formula 1, uma aventura feita por Mike Earle e Paul Shakespeare, com a ajuda financeira de um excêntrico belga, Jean-Pierre Van Rossem, que alegava ter um esquema de multiplicação de dinheiro que era chamado de "Moneytrom". Van Rossem tinha comprado a equipa por nove milhões de dólares, e tinham sido contratados dois pilotos: o sueco Stefan Johansson e o belga Bertrand Gachot.

A aventura, de inicio difícil (39 carros para 26 lugares, daí a FIA recorreu às pré-qualificações), correu melhor a partir da segunda metade do ano, quando a Onyx conseguiu dois pontos em França, fugindo desse "inferno". Contudo, quando as coisas começam a correr bem, começaram a ver-se as excentricidades de Van Rossem: jatos Gulstream e ultimatos para ter os motores Porsche V12, caso contrário, retiraria os carros de imediato.

Para piorar as coisas, Bertrand Gachot começa a queixar-se de que o pessoal da equipa estava a faltar ao combinado, especialmente em termos de dias de testes. Foi um desabafo, mas alguém contou a conversa a Van Rossem, que não hesitou em despedi-lo, sendo substituído por J.J. Letho a partir do GP de Portugal. Gachot arranjou um lugar na Rial (propriedade de outro... excêntrico, Gunther Schmid) até ao final da temporada, sem resultado de relevo.


2 - Com gás pimenta, muda tudo (Gachot, Jordan, 1991)


Pobre Gachot, deve ser dos pilotos mais azarados da Formula 1. Depois de uma temporada sofrivel na Coloni (sem se qualificar para qualquer corrida), em 1991 parecia ter acertado com Eddie Jordan para ser piloto da marca, ao lado do italiano Andrea de Cesaris. Contudo, em dezembro de 1990, em Londres, Gachot e Eddie Jordan iam a caminho de uma reunião com um potencial patrocinador, quando sofreram um acidente de trânsito com um taxista. Sentindo-se ameaçado, o belga puxou de um frasco contendo gás pimenta e borrifou-o.

Contudo, nessa altura, ter uma coisa dessas era ilegal e Gachot foi processado pela justiça britânica, e o caso chegou a tribunal e foi condenado a quatro anos de prisão efectiva, causando espanto na comunidade da Formula 1 e no fim de semana belga, foram imprimidos t-shirts a pedir pela sua libertação, e na pista de Spa-Francochamps, frases como "Gachot, la Belgique est avec toi" (Gachot, a Bélgica está contigo) foram pintados no asfalto.

Ele acabaria por ser liberto ao fim de dois meses, mas não voltaria mais à Jordan. Correria na Larrousse na corrida final do ano, na Austrália.


3 - Demasiado louco para correr (Moreno, Benetton, 1991)


Michael Schumacher entrou na Formula 1 com estrondo, no GP da Bélgica de 1991. Ao serviço da Jordan (e sem ter andado de carro na pista), conseguiu o oitavo tempo na grelha de partida, estando à frente do veterano De Cesaris. Contudo, a sua corrida foi bem curta: uma embraiagem partida nos primeiros duzentos metros ditou o seu abandono prematuro.

Contudo, isso foi mais do que suficiente para que a Formula 1 ficasse de olho nele. Na Benetton, Flávio Briatore estava impressionado com o alemão e queria contratá-lo o quanto antes. Mas tinha um problema: os seus pilotos, os brasileiros Roberto Moreno e Nelson Piquet. Para piorar as coisas, Moreno, amigo de infância de Piquet, tinha acabado a corrida belga no quarto lugar e feito... a volta mais rápida. Portanto, tinha tudo para ficar, certo?

Errado. Ao descobrir que o contato de Schumacher na Jordan não era suficientemente forte, falou com Willi Webber, seu "manager" e arranjou-lhe um lugar com efeito imediato, ou seja, correria para eles em Monza. E quando aos presentes, o elo mais fraco era Moreno, que foi despedido alegando... insanidade mental. Ninguém ficou contente e todos processaram Briatore. No final, alcançou-se um compromisso: Moreno correria por duas provas na Jordan e pagava uma indemnização a Eddie, enquanto que Schumacher ficava na Benetton, e começando ali a sua carreira...  


4 - Demasiado gordo para entrar (Mansell, McLaren, 1995)


Nigel Mansell tinha 41 anos e tinha-se mostrado que estava em forma quando venceu o GP da Austrália de 1994, sendo o mais velho vencedor num Grande Prémio desde Jack Brabham, no GP da África do Sul de 1970, no seu próprio carro. Contudo, Frank Williams decidiu apostar na juventude e ficou com David Coulthard, ao lado de Damon Hill.

Parecia que Mansell iria para a reforma (não tinha intenções de regressar à CART) quando a McLaren lhe bateu à porta para dar um lugar. Mentira, não foi a McLaren... foi a Mercedes, que exigiu a Ron Dennis que queria um campeão do mundo a seu lado para os seus motores (era o primeiro ano da longa parceria com os alemães, terminada em 2014), e assim, ele foi apresentado ao lado de Mika Hakkinen quando o MP4-10 foi mostrado ao mundo (e também considerado como um dos piores chassis da marca, com a famosa asa média...)

Quando Mansell tentou entrar dentro do carro, havia um problema: ele não cabia! Tinha engordado no inverno e o chassis era muito pequeno para caber no seu fisico, e assim sendo, a McLaen decidiu construir um MP4-10 para ele, e isso durou... duas corridas, no Brasil e na Argentina. Ali, foi substituido pelo piloto de testes, o britânico Mark Blundell.

Quando Mansell voltou a correr, em Imola, as suas performances não foram grande coisa. Décimo nessa corrida, não terminou em Barcelona, e para piorar as coisas, as relações com Ron Dennis degradaram-se (ele nunca gostou muito do "Brutânico"...) e abandonou de vez a Formula 1, por uma porta (muito) pequena.


5 - Dar o dito por não dito (Parente, Virgin, 2010)


O português Álvaro Parente tinha um excelente palmarés nas categorias de acesso. Campeão da Formula 3 britânica em 2005 e da World Series by Renault dois anos depois, com uma vitória no Mónaco (e à frente de um tal de Sebastian Vettel...), Parente nunca teve grandes chances na Formula 1 por causa do dinheiro necessário para correr. Contudo, no inicio de 2010, Parente poderia ter tido a chance de se envolver no meio, com um contrato para ser piloto de reserva na Virgin, que iria estrear naquele ano, com Timo Glock e Lucas di Grassi como pilotos.

Parente tinha um apoio do Turismo de Portugal, mas a poucos dias da apresentação, a entidade do estado deu o dito por não dito... e decidiu não apoiar, deixando-o em terra, e frustrando a chance de correr (ou de andar) num carro de Formula 1. Parente ficou furioso e expôs o caso à imprensa (até teve a solidariedade de... Cristiano Ronaldo), mas no final, não houve volta atrás e o piloto do Porto deixou os monolugares para trás, rumo a uma carreira bem sucedida nos GT'sm correndo em McLarens. 

domingo, 7 de fevereiro de 2016

A imagem do dia

A partir de hoje, Portugal está na lista de vencedores em Bathurst. Não na prova mais importante do ano, a 1000, que se comemora na primeira semana de outubro, com os potentes V8 australianos, mas nas 12 Horas, a mais importante corrida de resistência na Austrália e num das mais importantes do mundo. A vitória de Álvaro Parente - mais um do piloto de 31 anos - vai enriquecer um vasto currículo com passagens pelos GT's, ao serviço da McLaren, e que o fez andar ao lado de pilotos como Sebastien Löeb (sim, o dos ralis). 

Desta vez, Parente andou ao lado do neozelandês Shane Van Gisbergen (que apropriado, num carro de origem neozelandesa!) e Jonathan Webb para levar de vencida outros GT's como os Bentley, Ferrari, Aston Martin, Lamborghini, Porsche, entre outros. E a vitória de "Varinho" começou bem antes, quando conseguiram a pole-position num tempo da casa dos dois minutos e um segundo, o único a alcançar tal coisa. E por muito pouco, as coisas poderiam ter acabado mal, se Parente não tivesse tido os reflexos suficientes para se desviar de um pedaço de um carro em plena Conrod Straight, a mais de 280 km/hora...

É mais uma grande vitória para ele, e mais um motivo de orgulho no automobilismo nacional. Parabéns!

GT: Parente e Van Gisbergen vencem em Bathurst

Álvaro Parente foi um dos vencedores das Doze Horas de Bathurst, esta manhã. Ao lado do neozelandês Shane Van Gisbergen e do britânico Jonathon Webb, deram à McLaren a sua primeira vitória internacional em vinte anos, a bordo do modelo 650S GT3 da Tekno Autosports. Foi uma vitória convincente, pois não só conseguiram o triunfo, como conseguiram a volta mais rápida, depois de ontem Van Gisbergen obter a pole-position.

Apesar da longa duração da corrida, foi apenas nas últimas voltas que esta foi decidida. Após uma penalização por causa de excesso de velocidade nas boxes, o McLaren 650S ficou na vista do Nissan GT-R "Godzilla" então pilotado por Katsumasa Chiyo, que puxou para os alcançar, mas não conseguiu, com ambos separados por pouco mais de 1,2 segundos. Isto após doze horas de prova! E pelo caminho, Van Gisbergen conseguiu fazer a volta mais rápida do circuito, e foi o único a fazê-lo na casa do 2.01 minutos.

No final, apesar do entusiasmo, Parente apontou as dificuldades que passaram até chegar aqui: “Tivemos que suplantar algumas contrariedades típicas deste tipo de corridas, mas estivemos muito unidos e concentrados e isso foi determinante para que pudéssemos chegar ao fim no primeiro lugar. O meu segundo turno foi complicado, dado que nunca tive a oportunidade de rodar sem ninguém à minha frente e isso condicionava o meu ritmo, mas no final estávamos na posição que desejávamos”, começou por afirmar.

Foi uma corrida difícil e com adversários muito fortes, mas isso só tornou este sucesso ainda mais saboroso. Todos na equipa, a McLaren GT, nós os pilotos e o carro estivemos num nível elevado, o que é de importância capital para que tudo corra bem numa corrida tão dura e exigente como esta. Penso que merecemos este triunfo e é uma excelente forma de principiar a época”, concluiu.

Depois disto, Alvaro Parente vai alinhar no Pirelli World Challenge, que começa no fim de semana de 5 e 6 de março no Circuit of the Americas.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

A capa do Autosport desta semana

Na edição desta semana da Autosport portuguesa, os destaques têm a ver com a prestação dos pilotos portugueses nas várias provas que aconteceram neste fim de semana.

O destaque é António Félix da Costa que conseguiu dois pódios - um deles uma vitória - e uma volta mais rápida na etapa da World Series by Renault em Paul Ricard, e colocando uma foto com os seus adversários Kevin Magnussen e Stoffel Vandoorne, o jornal titula que "Felix da Costa na pole-position para a F1". E há quem diga que já foi visto em Faenza a fazer o banco para o carro da Toro Rosso...

O segundo grande destaque têm a ver com Álvaro Parente e Sebastien Löeb, que venceram as duas corridas do fim de semana de Navarra da GIA GT Series. "Dupla Vitória de Loeb e Parente" é o título escolhido.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana, que sairá amanhã nas bancas, mostra os eventos do fim de semana que passou. Desde a Formula 1, onde Sebastian Vettel em grande plano na Belgica ("Ninguém segura Vettel!"), até ao que aconteceu no Rali da Alemanha ("Dani Sordo, finalmente!"), passando por eventos futuros, como o regresso do campeonato nacional de velocidade em Portimão. 

Também há a entrevista a Álvaro Parente, falando sobre a sua experiência nos GT's e com Sebastien Löeb.

sábado, 20 de abril de 2013

FIA GT: Ortelli e Vanthoor vencem primeira corrida em Zolder



Video streaming by Ustream
Este fim de semana teremos a segunda ronda do FIA GT Series, que acontecerá no circuito belga de Zolder. A primeira corrida da série, a de qualificação, correu bem para os Audi de Stephane Ortelli e do local Laurens Vanthoor, que conseguiram beter o Lamborghini de Peter Kox e Stefano Rosina, depois de uma corrida a dois. No lugar mais baixo do pódio ficaram Niki Mayer-Malnhof e René Rast, também num Audi R8 GT, depois de terem tentado pressionar o Lambo, mas sem sucesso. 

Sebastien LöebÁlvaro Parente tiveram uma corrida para esquecer. Deveriam partir do segundo lugar nos treinos, mas os comissários encontraram uma irregularidade no Turbo e foram penalizados, largando do final da grelha. Parente pegou no carro e chegou até ao "top ten", mas pelo meio, bateu no BMW do brasileiro Sérgio Jimenez. Quando passou o volante para Sebastien Löeb, teve de fazer novo "drive through", antes de abandonar com problemas numa roda. 

César Campaniço e Carlos Vieira, num Audi R8, terminaram a corrida na 14ª posição, sendo os quartos na categoria Pro-Am, atrás do BMW de Cacá Bueno e Allam Khodair, que foram 11º nesta primeira corrida com o BMW Team Brazil. 

Amanhã, pela hora do almoço, há a segunda corrida da competição.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

FIA GT: Audi faz dupla, Löeb e Parente sextos

A Audi monopolizou o pódio na segunda corrida da primeira jornada dupla da FIA GT Series, que decorreu na pista francesa de Nogaro, numa prova onde Álvaro Parente e Sebastien Löeb tinham tudo para repetir a vitória, só que um erro de principiante do nove vezes campeão do mundo de ralis os obrigou a cumprir uma penalização, entregando a vitória ao Audi de René Rast e Niki Meyer-Melnhof... por uma hora. A organização decidiu depois penalizar ambos os pilotos em 30 segundos, porque o carro não ficou desligado o tempo suficiente nas boxes.

Corrida debaixo de chuva intensa, esta começou debaixo do Safety Car. E quando recomeçou, Löeb tentou se distanciar de Meyer-Melnhof, mas não conseguiu o suficiente para manter a liderança na altura em que trocaria de lugar com Álvaro Parente. Foi o que aconteceu, com o piloto português a sair para a pista no segundo lugar, atrás de Rast. Quando o tentou passar, o alemão fechou-o, forçando o piloto da McLaren a dar um toque, que o forçou a fazer um pião. 

Pouco depois, Parente é obrigado a fazer um "drive-through" porque Löeb tinha feito uma penalização: tinha tirado os cintos cedo demais... com isto, Parente caiu para o quinto posto, sendo ameaçado pelo Audi do belga Laurens Vanthoor, que fazia uma corrida de recuperação. Após um duelo com o piloto belga, Parente foi superado pelo piloto da Audi, que continuou a subir na classificação até chegar ao terceiro lugar, superando nos metros finais o Mercedes do israelita Alon Day.

No final, foi uma tripla Audi: Rast e Meyer-Melnhof foram os primeiros - e primeiro na categoria Pro-Am - seguido pela dupla Edward Sandstorn e Frank Stippler e a de Laurens Vanthoor e Stephane Ortelli ficaram no lugar mais baixo do pódio. Parente e Löeb terminaram no sexto lugar, na frente do Audi R8 da Novadriver, dos portugueses César Campaniço e Carlos Vieira, que foram também segundos na categoria Pro-Am. Cacá Bueno e Allam Khodair foram oitavos, no BMW Team Brazil. 

Contudo, pouco depois, a organização retirava a vitória a Rast e Meyer-Melnhof devido ao motivo acima referido e entregava a vitória a Sandstorn e Stippler, com todos atrás a subirem um lugar. Por causa da penalização, Campaniço e Vieira tornaram-se vencedores na categoria Pro-Am.

O campeonato FIA GT voltará dentro de três semanas, no circuito belga de Zolder.

FIA GT, em direto, neste blog!



Live video by Ustream
O Rodrigo Mattar meteu isto no seu blog - e também podem ver por lá, se quiserem - e eu também faço o convite: se quiserem ver a segunda corrida da FIA GT Series em Nogaro, a partir das 13:15, hora de Lisboa, basta estarem aqui e clicar no botão para verem em direto. Com a organização a proporcionar a transmissão da corrida pela Net, está a fazer um bom serviço a todos os que não conseguem seguir isto pela habitual transmissão televisiva, ou que não tem cabeça para andar à procura de "streams" piratas, cheias de publicidades.

Já tinha visto isto no ano passado, quando vi a corrida da FIA GT1 pelo Youtube, e é bom saber que vão repetir este ano. E é algo que já vi acontecer na V8 Australiana. Pode ser que outras competições façam o mesmo, pois os fãs agradecem.

Acho que é a primeira vez que o meu blog transmite uma corrida em direto... deveria acontecer mais vezes.

sábado, 9 de julho de 2011

GP2, Silverstone: Bianchi ganha no molhado, Parente acaba em nono

A primeira corrida da GP2 esta tarde no circuito de Silverstone foi agitada. Primeiro, uma forte chuvada obrigou a corrida a começar atrás do Safety Car nas três primeiras voltas, para depois o asfalto ter começado a secar a meio da corrida e a dar a Jules Bianchi a vitória, seguido pelo alemão Christian Vietoris e pelo sueco Marcus Ericsson. Quanto a Alvaro Parente, um carro pouco equilibrado e uma má tática fizeram com que caisse para o nono lugar da classificação, atrás de Gierdo Van der Garde.

Em relaçãoi a Parente, a corrida do piloto português da Carlin começou com Bianchi a distanciar-se dele, para depois se ver pressionado e depois ultrapassado por Christian Vietoris na sétima volta, para depois à 13ª, ser o outro piloto da Racing Engeneering, Dani Clos, a chegar ao terceiro posto.

Nesta fase, já os pneus do monolugar de Parente pareciam demasiado gastos face a uma pista cada vez mais seca, dificultando a defesa aos ataques de Clos. Os dois produziram uma interessante batalha ao longo da 13ª volta, trocando de posições de forma contínua e leal e, se numa primeira fase, Parente ainda conseguiu responder e recuperar o seu terceiro lugar, na segunda vez, o espanhol soube defender-se e de imediato começou a fugir de Parente.

Pouco depois, a partir da 12ª volta, a pista seca e os pilotos começam a trocar para secos. Contudo, Parente ficou mais três voltas em pista com os pneus para piso molhado acabou por atirá-lo para o 11º posto após a troca de pneus e longe dos líderes. ainda viria a recuperar duas posições fruto do toque entre Esteban Gutierrez e Jolyon Palmer, acabando por ocupar o nono lugar durante a fase final, então em perseguição a van der Garde, na expectativa de ainda conseguir um lugar pontuável e a pole position para a segunda corrida. Não conseguiu.

Entretanto, na frente, se na primeira fase da corrida parecia que Bianchi teria uma corrida solitária, as primeiras voltas com pneus secos viriam a produzir uma interessante batalha pelo comando com Christian Vietoris, com os dois a lutarem de forma musculada entre si, mas sempre sem efetuarem qualquer contacto. Vietoris chegou a passar pelo comando, mas logo na resposta o francês da ART retomou o comando numa manobra arrojada, para depois começar a afastar-se e a vencer pela primeira vez em 2011.

No segundo posto ficou Vietoris, enquanto Marcus Ericsson tirou partido da sua estratégia acertada para subir ao pódio. A segunda corrida do final de semana britânico acontecerá domigo de manhã.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

GP2: Bianchi é pole em Silverstone, Parente na primeira linha

Depois da Formula 1 ter dado as suas voltas, foi a vez da GP2 fazer a sua sessão de qualificação em Silverstone. Numa pista relativamente húmida devido à chuva que tinha caído, o melhor foi o ART do francês Jules Bianchi, que conseguiu a "pole-position", 440 centésimos de segundo mais rápido do que o português Alvaro Parente, da Carlin, que aproveitou bem as condições do tempo e o conhecimento da pista para mostrar o seu talento e marcar um bom tempo.

O franês Romain Grosjean, da DAMS, foi o terceiro, mas devido ao acidente causado na partida da corrida em Valência, irá perder dez posições na grelha de partida, logo, esse lugar ficará com o alemão Christian Vietoris, da Racing Engeneering. O seu companheiro Dani Clos ficou logo a seguir enquanto que Max Chilton, companheiro de Parente na Carlin, foi quinto.

Da parte da Ocean Racing, Johnny Cecotto esteve em melhor forma do que nesta manhã, firmando o 11º melhor tempo, embora acabe por subir uma posição com a penalização de Grosjean. Quanto a Kevin Mirocha, não pôde tomar parte na sessão em virtude de uma lesão num ombro e a sua participação na corrida britânica pode estar em risco.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Noticias: Parente correrá o resto da época de GP2 pela Carlin

Alvaro Parente vai continuar na GP2 no resto da temporada. Depois de correr duas jornadas duplas ao serviço da Racing Engeneering, em substituição de Christian Vietoris, o piloto português correrá o resto da temporada pela Carlin, uma equipa onde já correu em 2005, na Formula 3 britânica, e onde venceu o campeonato nesse ano. Parente irá substituir o britânico Oliver Turvey, que curiosamente é o seu companheiro na equipa de testes do McLaren MP4-12C.

É fantástico estar novamente com a Carlin. Passei três anos com o Trevor e com a equipa, entre 2004 e 2006, a é bom estar de volta, portanto gostaria de agradecer a toda a estrutura esta oportunidade. Estou também muito feliz por continuar a correr na GP2, dado que é a categoria mais próxima da Fórmula 1 e é um grande desafio para os pilotos. Tenho também que agradecer à McLaren, não só por me ofereceram a oportunidade de estar integrado no programa do McLaren MP-12C GT3, mas também por me permitirem competir na GP2. Estou muito feliz e motivado por poder ajudar a Carlin na sua primeira época nesta competição”, sublinhou Álvaro Parente.

A sua estreia na equipa acontecerá neste final de semana em Valencia.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Noticias: Valsecchi vence na GP2, Parente em segundo


Foi uma corrida menos complicada do que nos treinos, mas no final resultou na vitória para o italiano da Air Asia, Davide Valsecchi, e onde Alvaro Parente ficou logo a seguir, usando toda a sua veterania para conseguir igualar o melhor resultado do ano para a Racing Engeneering, um segundo lugar. Mas para lá chegar, foi complicado.

A corrida começou com Sam Bird parado na gralha no momento da partida, oportunidade aproveitada por Davide Valsecchi para passar à liderança, seguido por Parente, o local Stefano Coletti e o holandês Gierdo van der Garde. Após a passagem obrigatória pelas boxes, a luta ficou-se entre o italiano e o português, que andaram perto um do outro até que o piloto português começou a ter problemas com a sua caixa de velocidades e resolveu que o melhor seria levar o carro até ao fim, apesar da aproximação por parte de Luca Filippi, que completou o pódio, na frente de Romain Grosjean, que fez uma recuperação notável do último lugar da grelha para o quarto posto final.

Quanto aos carros da Ocean Racing, Johnny Cecotto Jr. começou bem a prova, subindo para nono na partida e por aí ficando nas primeiras voltas colado a Max Chilton. A luta por uma posição pontuável acabou por ser desfeita, primeiro devido a problemas na mudança de pneus e, depois, com problemas de motor que o obrigaram a abandonar a meio da corrida. Quanto ao alemão Kevin Mirocha, o jovem piloto da Ocean esteve a prova sempre por posições da segunda metade da tabela, subindo no entanto diversas posições à medida que os outros pilotos iam encontrando problemas. No final, acabou a prova na 11ª posição.

Após ter subido ao pódio, o piloto do Porto revelou o seu desempenho que apesar de ter sido boa, revelou que teve problemas com a sua caixa de velocidades a partir do meio da corrida:

"Foi uma corrida difícil, como sempre acontece no Mónaco! O arranque foi difícil, dado o [Sam] Bird ter ficado parado, obrigando-me a reagir rapidamente. No início, pressionei muito o Valsecchi mas, a partir da oitava volta, comecei a sentir problemas de caixa de velocidades, que por vezes não reduzia conforme eu desejava. Cheguei mesmo a pensar que não iria terminar, mas desta vez a sorte protegeu-me e pude terminar no segundo posto, no que constitui um resultado muito bom para mim e para a equipa", afirmou, em declarações à Autosport portuguesa.

Com este resultado, o piloto português alcançou o seu oitavo pódio na sua carreira da GP2, o primeiro do ano. Para além dos pódios, o piloto português conseguiu vencer por duas vezes, uma em Barcelona, em 2008, pela Super Nova, e outra em Spa-Francochamps, em 2009, ao serviço da Ocean. Para além disso, tem duas pole-positions e três voltas mais rápidas.

Em relação à corrida de amanhã, irá alinhar no sétimo posto da grelha de partida, fruto do resultado de hoje, o que lhe permite aspirar a mais alguns pontos. "Na segunda prova todos teremos pneus novos, o que deverá equilibrar ainda mais os andamentos. Será primordial realizar um bom arranque para alcançar os pontos e esse será o meu objetivo", sublinhou. Esperemos que sim.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

GP2: Alvaro Parente é terceiro numa qualificação conturbada

Mónaco é sempre Mónaco: um erro e é a morte do artista. E foi assim, numa qualificação atribulada nas ruas monegascas, onde o melhor, Gierdo Van der Garde, acabou por ser penalizado, onde Romain Grosjean bateu forte e só entra porque marcou um tempo nos treinos livres, e onde um piloto temporário arranca na segunda fila, a um segundo do piloto efectivo... haverá justiça neste mundo? Enfim...

Vamos ao que interessa: Gierdo Van der Garde foi o "poleman" no Mónaco, na frente de Sam Bird por 95 centésimos de segundo, com Jules Bianchi e Davide Valsecchi na frente de Alvaro Parente, mas os treinos foram atribulados. Romain Grosjean começou logo no início da sessão a bater na asa traseira do carro de Fairuz Fauzy em La Rascasse, para mais tarde embater na traseira do norueguês Pal Varhaug, seu companheiro de equipa, também em Rascasse. Amanhã, começará de último.

Enquanto isso, Luca Filippi perdeu o controlo do seu carro e embateu nos rails na subida para o Casino, enquanto que o local Stefano Coletti e o suiço Fabio Leimer colidiram entre si também na curva de Rascasse. Também Dani Clos, companheiro de equipa de Parente, deu um toque na traseira de Sam Bird na mesma curva.

Na luta pela pole-position, onde Alvaro Parente chegou a estar, o melhor foi Van der Garde, que superou Sam Bird. Parente era quinto, mas iria subir um lugar devido à penalização de cinco posições a Jules Bianchi devido a um acidente na corrida anterior, em Barcelona. Contudo, pouco depois, os comissários penalizaram Van der Garde pelo fato de ter colidido com o Carlin de Oliver Turvey, e assim em consequência, o piloto português partirá do terceiro lugar da grelha de partida, em excelente posição para chegar ao pódio.

Quanto aos carros da Ocean Racing, Johnny Cecotto Jr. ficou com o décimo melhor tempo após um primeiro dia em que esteve em boa forma aos comandos do monolugar da ORT (sétimo de manhã), embora o seu tempo esteja dependente da avaliação que os comissários efetuarem da eventual ultrapassagem a outro piloto com bandeiras amarelas. Já Kevin Mirocha teve uma tarde muito difícil, não conseguindo ir além do 23º posto.

A corrida é amanhã á tarde.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

GP2: Alvaro Parente continua no Mónaco

Com Christian Vietoris ainda a recuperar das suas feridas na Turquia, a Racing Engeneering vai continuar com Alvaro Parente no fim de semana monegasco, onde irá tentar melhorar os resultados de Barcelona. E esta não é uma pista qualquer: Parente já venceu aqui em 2007, quando corria na World Series by Renault, numa corrida cujo grande rival era um senhor chamado... Sebastian Vettel.

Apesar desse passado, o presidente é o que conta e o piloto português está consciente de que terá muitas dificuldades pela frente. "Antes de mais, gostaria de agradecer à Racing Engineering por continuar a confiar em mim! É sempre fantástico poder correr no Mónaco, dado que é um circuito extraordinário. No entanto, vou ter que continuar a adaptar-me ao novo carro e, sobretudo, aos pneus Pirelli que, como verifiquei em Barcelona, são bastante diferentes dos Bridgestone que conhecia", começou por afirmar Álvaro Parente com realismo.

"Gosto muito do circuito de Monte Carlo, dado que, devido à precisão exigida para rodar com rapidez sem bater nas barreiras, os melhores pilotos sobressaem. Contudo, este fim de semana será, uma vez mais, de adaptação, sendo, por isso, impossível prever um resultado, mas posso garantir que vou dar o meu melhor ao longo de todo o fim de semana", sublinhou.

Ao contrário do que se passa noutros circuitos, a qualificação acontecerá na quinta-feira, enquanto que as corridas do final de semana serão na sexta e no sábado.

sábado, 21 de maio de 2011

GP2 2011 - Barcelona: Pic vence, Parente no 12º lugar

Os carros da Addax dominaram a corrida desta tarde em Barcelona, a primeira da rodada dupla da GP2 nesta final de semana. O francês Charles Pic foi o melhor e superiorizou-se ao holandês Gierdo Van der Garde, com o britânico Sam Bird a ficar com o lugar mais baixo do pódio, à frente do francês Romain Grosjean. Alvaro Parente, que regressou este final de semana à categoria num carro da Racing Engeneering em substituição de Christian Vietoris, terminou a corrida na 12ª posição.

Foi uma corrida atribulada, que começou com uma colisão entre entre o brasileiro Luiz Razia e o mexicano Esteban Gutierrez, com o carro de Razia a ser empurrado para 'cima' do SuperNova de Luca Filippi, que acabou por embater no muro das boxes, cruzando a pista à frente do carro de Parente. Isso obrigou à entrada do safety car para limpar os detritos que estavam em pista e retirar o carro do italiano, que estava parado numa posição perigosa.

Quando o Safety Car entrou nas boxes, os três primeiros "fugiram" ao espanhol Dani Clos, e ficaram a discutir a vitória entre si. Nas boxes, Pic passa Van der Garde e fica com o primeiro posto, decidindo ali mesmo o resultado da corrida. Mesmo quando a corrida foi neutralizada uma segunda vez devido à colisão entre o romeno Michael Herck e Esteban Gutierrez, as posições não se alteraram. Depois do pódio, Romain Grosjean foi quarto, seguido pelo italiano Davide Valsecchi, o sueco Marcus Ericsson, o espanhol Dani Clos e o francês Jules Bianchi, que partirá amanhã da pole-position.

Quanto a Alvaro Parente, ele tinha vários handicaps a abater: carro novo, pneus novos e falta de andamento no carro. Assim sendo, não se esperava grande resultado na sua aparição deste final de semana, e o 12ª lugar foi o resultado possivel, onde depois de subir a essa posição e ter estado na luta pelo décimo posto, acabou depois por não ter pneus para atacar na fase final os pilotos que seguiam à sua frente, perdendo ate posições para o suiço Fabio Leimer, que foi nono nesta corrida.

A segunda corrida do fim de semana espanhol acontecerá amanhã pela manhã.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Noticias: Alvaro Parente volta à GP2 pela Racing Engeneering

Alvaro Parente vai voltar este ano para a GP2. Depois de passagens por Super Nova, Ocean e Coloni, o piloto do Porto, atualmente a desenvolver o carro da McLaren de GT3, vai correr pela Racing Engeneering a partir deste final de semana em Barcelona, em substituição do alemão Christian Vietoris.

"Foi um convite repentino, e como gosto de desafios, aceitei de imediato. A GP2 é uma categoria em que qualquer piloto gosta de correr, pois é muito competitiva", referiu o piloto, em declarações à Autosport portuguesa.

"Vai ser complicado pois já não guio um GP2 há muito tempo, desde setembro, e os restantes pilotos têm uma outra rodagem dos treinos e corridas, pelo que não vai ser fácil. Vai ser uma longa noite pois vou ter que moldar o banco, e amanhã de manhã começo logo os treinos", acrescentou.

A carreira de Parente na GP2 já é longa, pois já venceu por duas vezes, uma em Barcelona, em 2008, ao serviço da Super Nova e um ano depois, deu à portuguesa Ocean Racing Tech a sua primeira vitória no circuito de Spa-Francochamps. Em 2010 fez uma aparição pontual ao serviço da Coloni, onde no fim de semana belga, deu nas vistas ao conseguir dois pódios e uma série de ultrapassagens de antologia.

domingo, 13 de março de 2011

Noticias: Alvaro Parente vai testar o McLaren de GT3

Não tinha falado ainda sobre o novo emprego de Alvaro Parente como piloto de testes da McLaren por causa do demasiado secretismo que se tinha lançado sobre o seu papel. Só agora este Sábado é que se soube realmente o seu lugar na estrutura da equipa de Woking: vai ser o piloto que desenvolverá o modelo MP4-12C para as competições de GT, o que não é de desprezar.

Claro, Parente está feliz por este desfecho: "É com grande honra que recebi a notícia da escolha para piloto da equipa McLaren GT team. O convite que me foi formulado por Martin Whitmarsh fez-me sentir uma parte importante da equipa e espero dar bom 'feedback' no desenvolvimento do carro. Sempre sonhei ser piloto da McLaren!", disse à Autosport portuguesa após os primeiros testes no circuito MIRA, perto de Leicester.

O carro parece ser bem nascido, e o seu aspecto está a gerar entusiasmo entre as pessoas que desejam adquirir um destes carros a partir do meio do ano. E como é óbvio numa equipa nascida da competição, a marca com sede em Woking deseja entrar nas competições de GT em 2012, mais concrertamente na GT3, e Parente será o seu piloto principal.

Em relação à sua carreira em 2011, eventualmente poderá correr em alguns eventos de GT. Mas por exemplo, em relação à Formula Superleague, ele já torceu o nariz a essa possibilidade, depois dos incidentes que teve no ano passado, nomeadamente alguns problemas técnicos e a falta do visto que o impediu de correr em Ordos.

Quanto à possibilidade de algum dia testar o carro de Formula 1 ao lado do Pedro de la Rosa e do Gary Paffett? Tenho dúvidas, mas nunca se sabe...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rookie Test: Maldonado vai rodar na Hispania, Teixeira na Lotus

Confesso que me vai ser difícil passar esta semana sem não pensar na música "Final Countdown" dos Europe, mas uma ocasião destas e única com quatro candidatos, matematicamente falando, ao título. Mas hoje quero falar sobre o "rookie test" de Abu Dhabi, porque começam a surgir algumas novidades em relação a isso.

Esta tarde, a Hispania anunciou que o venezuelano Pastor Maldonado irá estar num dos seus "cockpits" na próxima semana, em Abu Dhabi. Maldonado, campeão da GP2 este ano, vai estar a bordo do "cockpit" espanhol em três dos cinco dias de duração do teste, para ganhar quilómetros. Caso o venezuelano, que é consistentemente falado nas últimas semanas como piloto da Williams, sair bem, muito provavelmente será piloto da Williams no lugar de Nico Hulkenberg. É o que dá ter um patrocínio na ordem dos 20 milhões de euros da petrolífera venezuelana PDVSA.

Esta tarde, também, a Autosport portuguesa fala que poderão haver, não um, nem dois, mas sim... três portugueses no "rookie test" de Abu Dhabi. O terceiro elemento em questão é o luso-angolano Ricardo Teixeira, que andou este ano na Formula 2 com um forte apoio da petrolífera angolana Sonangol e que pode ter pago cerca de 400 mil euros para ter esta oportunidade única. Teixeira, de 26 anos, tem um vasto currículo, com passagens pela Formula 3 britânica, GP2 e Formula 2, mas o seu melhor resultado é um quinto lugar este ano, numa das rondas marroquinas da Formula 2. A mesma onde sofreu uma capotamento espectacular.

Quanto aos outros dois, Alvaro Parente ainda é uma hipótese na Lotus, mas a ideia é mais abrangente, com uma estadia na Team Air Asia da GP2, e Antonio Felix da Costa espera pelo anuncio oficial da Force India para saber se é confirmado ou não.

domingo, 24 de outubro de 2010

Uma competição que não me convence

Acabou neste Domingo, na nova pista de Navarra, a temporada 2010 da estranha (para mim) Superleague Formula. Patrocinada por uma petrolifera angolana, esta competição que mistura alhos com bugalhos, ou seja, automobilismo com futebol, com uma carteira bem recheada (cem mil euros por corrida, um milhão para o vencedor) resultou na vitória de Davide Rigon, que representou o clube belga Anderlecht. A diferença para o segundo classificado? Dois pontos sobre Craig Dolby, do Tottenham Hotspur.

Quanto a Alvaro Parente, não foi um mau fim de semana de todo. Foi oitavo na primeira corrida e venceu na segunda, e no final da temporada, ele conseguiu o sétimo lugar da geral, com três das quatro vitórias obtidas pelo seu clube, o F.C. Porto. E já agora, dessas três, duas são oficiais e a terceira é... extra-campeonato.

É aí onde quero chegar. Não acho mau de todo que hajam pessoas dispostas a patrocinar uma competição deste género. Mas pelo que vejo deste tipo de competição, comparado com muitas outras que apareceram por aí nos últimos anos, como o GP Masters e a A1GP, a sensação que tenho é que isto é algo que não tem grandes pés nem grande cabeça. Não gosto do sistema de pontos e os critérios dos fins de semana competitivos roçam a idiotice. Fins de semana duplos? Tudo bem. Mas para quê uma finalissma com seis carros? Para mim não tem sentido. Talvez seja dos tradicionalistas, mas para mim, esta ideia de misturar futebol com carros tem pouco sentido. É para atraír os fãs do futebol para os autódromos? Quantos é que foram a qualquer uma destas corridas? Não me recordo de ver autódromos cheios para apoiar os seus clubes...

Para não falar dos casos que ocorreram ao longo do campeonato. O caso de Pequim, que construiram um circuito urbano sem condições para acolher uma ronda automobilistica, por ser demasiado estreita em certos sitios, demonstra que para certos aspectos, ou são enganados ou então acolhem as ofertas de qualquer promotor, por muito duvidoso que seja. E não é situação virgem: em 2008 aconteceu o mesmo na mesma cidade quando acolheram a A1GP. Embora num circuito diferente, e o motivo foi o mesmo: uma curva demasiado estreita para acolher bólidos.

É certo que é uma competição relativamente nova, que está a ter as suas dores de crescimento numa era difícil para o mundo. Mas ao passar de seis rindas duplas (12 corridas) para 12 jornas triplas (36 corridas) creio que houve algumas precipitações neste crescimento. Não sei dizer, mas na minha opinião, esta Superleague Formula, tal como está, não me convence. E provavelmente, a maioria dos que assistem às provas automobilisticas também não.

Veremos o que o ano que vem nos traz em termos de competição e regulamentos.