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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Heróis da Nação

Cada país tem a sua maneira para honrar os seus heróis ao longo da sua história, que claro, varia conforme as gerações. Já se honrou estadistas, e depois atores e escritores, e agora, atletas. Em França, como em Portugal, há o Panteão Nacional, na Grã-Bretanha, enterram-se na Abadia de Westminster. 

No Brasil existe algo semelhante, de seu nome "Panteão da Pátria de da Liberdade", um edificio em Brasilia projetado por Oscar Niemeyer e que ostenta o nome de Tancredo Neves, o presidente da República em 1985, e que morreu antes de tomar posse a 21 de abril desse ano, dia de Tiradentes. Lá dentro existe o "Livro de Aço" (ou o "Livro dos Heróis da Pátria"), onde se escrevem os nomes daqueles que se destacaram em prol do Brasil um pouco por todo o mundo. E entre os critérios para que tal nome fosse escrito, a pessoa em questão teria falecido há pelo menos 50 anos.

E falo isso no passado porque no passado dia 31, a presidente Dilma Rousseff decidiu alterar os critérios, baixando para dez os anos necessários para que a pessoa em questão possa ser escrita nesse livro. E já teve resultados: Leonel Brizola, por exemplo, vai ser escrito dentro em breve no "Livro de Aço".

Mas há quem queira outro nome nesse livro: Ayrton Senna. Segundo conta o sitio Voando Baixo, da Rede Globo, existe uma petição pública a pedir que o nome do piloto morto em 1994 seja colocado nesse "Livro de Aço". A iniciativa, feita por Adilson Carvalho de Almeida, antigo presidente da Torcida Ayrton Senna (TAS), já juntou até agora 1227 assinaturas (parece muito pouco para a dimensão do Brasil...) e ele afirma que ele se enquadra nos requisitos por causa da sua trajetoria no automobilismo mundial. Quando alcançarem um numero de assinaturas significativo (eles não afirmam quais) entregarão a um parlamentar, do qual ele irá propor ao Congresso e ao Senado.

Veremos se a lei passa. E é verdade, os critérios estão lá, e ele merece tal inscrição. E se aqui já colocamos um futebolista no Panteão Nacional, porque não no Brasil?

sexta-feira, 20 de março de 2015

Youtube Television Weirdness: Um milhão a pedir o regresso de Clarkson

Sabia-se que desde o dia em que Jeremy Clarkson foi suspenso da BBC, há cerca de 12 dias, que corria uma petição no site Change.org para que a cadeia televisiva o reintegrasse de imediato. E sabia-se que as pessoas acorriam em massa para o assinar. 

Ora bem, hoje posso dizer que chegaram a um milhão de assinaturas, e eles decidiram entregá-las hoje à sede da cadeia de televisão britânica da maneira que podem ver neste video.

Bom, podemos dizer que é uma entrega com impacto. Mas... se havia dinheiro para um tanque, não havia para um capacete?

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Petições, as redes sociais e o final da linha

Quem leu esta tarde a noticia no site Motordrome sobre o manifesto feito pela Motorsport britânica, sabe que esta fez no passado mês de abril um artigo sobre o que deveria ser a Formula 1 no periodo "pós-Bernie". Por essa altura tinha começado em Munique o julgamento de corrupção, como um "spinoff" do "caso Gribowsky", onde ele tinha sido acusado de corromper um funcionário do Banco LB, Gerhard Gribowsky, em cerca de 25 milhões de dólares, para ficar com os direitos televisivos da Formula 1 por um preço irrisório.

A revista achou que era altura de fazer uma petição para o Grupo de Estratégia, o famoso organismo colegiado das seis principais equipas da Formula 1, mais a Toro Rosso (Ferrari, McLaren, Mercedes, Lotus, Red Bull e Williams) e que esta primavera bloqueou as intenções da FIA (leia-se, Jean Todt) de colocar um teto orçamental nas equipas de forma a permitir a sobrevivência das mais pequenas, que neste momento são a Force India, a Sauber, a Marussia e a Caterham.

Não sei se a FIA leu o manifesto, mas pelos vistos, parece que leu, depois de saber da proibição das comunicações entre a boxe e os pilotos, declarada na semana passada. Para quem não sabe disso, coloco aqui a parte do manifesto que fala sobre esse assunto:

O FATOR HUMANO 

1) Abolição de comunicações entre as boxes e o piloto - nem mesmo a amostragem de placas nas boxes. Queremos que o piloto descubra por ele mesmo o que ele necessita; não queremos que ele seja dirigido através dos dados enviados pela boxe. 

2) Abolição das equipas de relações públicas nos circuitos. Pilotos e membros da equipa seriam autorizados a dizer o que quiserem - qualquer tipo de penalidade para as equipas que tentem interferir nesse aspecto seriam drásticos. Entrevistas aos pilotos na televisão, no final da corrida seriam conduzidas quando este esteja a sair do carro - no pitlane - e as perguntas não seriam feitas de forma branda.

É bom saber que a FIA, nesse capítulo não é surda e muda, ou que vive numa bolha à parte e não têm contacto com o mundo real. Ainda há alguma esperança desde que comecei a escrever este artigo, há uns dois meses.

Quem leu o artigo atentamente no Motordrome, reparou que é um "artigo a dois" entre o Jaime Boueri e eu mesmo. Comecei a escrever depois de encontrar este artigo, em meados de julho, mas não foi tudo de uma vez, foi ao longo dos dias. Quando soube que o Jaime e o Lucas Carioli iriam fazer um site, decidi oferecer este artigo - que originalmente era o primeiro de dois artigos - e eles aceitaram. Ele foi publicado hoje, mas eu decidi colocar aqui na mesma porque queria que, ao lerem o meu ponto de vista, fosse um complemento sobre o que é a Formula 1 atual e para onde ela caminha.

A Formula 1 é um desporto que as coisas mais importantes poderão ser medidas aos milhões. Têm milhões de adeptos em todo o mundo, movimenta centenas de milhões de dólares em tecnologia, rende outras centenas de milhões de dólares em publicidade e patrocínios, e as equipas estão dispostas a gastar centenas de milhões de dólares para serem campeãs do mundo.

Contudo, para chegarem a este ponto, muito se fez. E muitas dessas coisas foram feitas graças às ações e negócios de um homem: Bernie Ecclestone. Todos têm de agradecer ao "anãozinho tenebroso" de 83 anos que nos últimos 40, transformou esta competição de semi-amadora e perigosa para um desporto multimilionário, com ramificações nos cinco continentes e receitas a rondarem os 1700 milhões de euros por ano. Apesar de ter perdido a sua vocação europeia e estar ancorada aos petrodólares do Golfo Pérsico e à sua dependência asiática...

Contudo, um dos segredos do sucesso de Bernie foi a televisão. Ele viu logo que isso seria um excelente meio para difundir a competição, mediante o pagamento de verbas que à medida que os anos passavam, iam aumentando. Tanto que, hoje em dia, a Formula 1 "elitizou-se", saindo da orbita dos canais abertos para ser algo semelhante ao boxe, onde para ver algo, tens de pagar. E pagar bem. Isto, se quiseres pagar, porque se não queres, mais vale andar à procura de uma ligação "pirata". O fruto proíbido é sempre o mais apetecido...

Mas nos últimos cinco anos, verificou-se uma grande mutação, de seu nome "redes sociais". E isso Bernie não viu, ou não quis ver crescer. E por causa disso, a Formula 1 "andou em contramão". Em atitudes pouco compreensíveis nos tempos que correm, retira as imagens das redes sociais colocadas pelos entusiastas do automobilismo, por exemplo. Mas mais interessante do que isto, é a aparente sua falta de interesse nas redes sociais. Não têm um canal oficial no Youtube, por exemplo, algo que as equipas já fizeram há muito. O Twitter oficial é pouco desenvolvido e pouco cuidado, apesar de todas as equipas e pilotos (as notaveis excepções são Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel) terem a sua conta pessoal. E a mesma coisa em relação a outras redes, como o Instagram, o Pintrest, o Linkedin, o Tumblr, etc... 

E mais grave ainda, nem têm uma página oficial de Facebook! Pelo menos, que eu saiba...

Para terem uma ideia: a Formula E, a competição elétrica que arrancou no fim de semana passado, têm isso tudo, quer na sua página oficial, quer colocando fotos e videos na sua página oficial do Facebook, para que todos possam ver e aproveitar. E coloca videos das suas corridas e dos seus testes. A mesma coisa acontece nos ralis, com o WRC a fornecer videos atrás de videos no seu canal do Youtube.

Não acredito que Bernie Ecclestone não tenha visto tudo isto a crescer, mas creio que a melhor explicação que tenho para todas estas atitudes é que ele não consegue controlar isto. Ele sempre gostou de controlar o jogo, dividindo os adversários e isolando-os, no sentido de sair sempre como vencedor. Ele é o que é porque quis ter tudo a seu favor. E as redes sociais são algo do qual não consegue controlar, para ser ele a colocar os seus termos e condições. E também têm outras coisas: ele têm o dinheiro que têm, vindo de outras fontes, que depois distribui às equipas, e isso é mais do que suficiente para ele. Demonstra que agradar ao público é das últimas coisas em que pensa na sua mente. Os autódromos vazios na Ásia (excepto o Japão) são um excelente exemplo.

Mas também há outra coisa neste momento que temos de ver, e toda a gente que lê e os insiders compreendem: a Formula 1 está a chegar ao final de uma era. Como um Vaticano que sabe que o Papa está velho e vai morrer dentro de pouco tempo, a respiração está suspensa e tenta-se pensar como vão ser as coisas depois do velho partir. Bernie vai fazer 84 anos em outubro e, como sabem, apesar de ter sido salvo há poucas semanas do crime de corrupção no "caso Gribowsky", pagou uma multa recorde de 75 milhões de euros para "fechar o caso", mas a CVC, a entidade que detêm a FOM (Formula One Management) ainda não colocou o "anãozinho" no seu lugar devido.

É verdade que se perdeu uma oportunidade de abrir a "caixa de Pandora" pós-Berne. Mas também sabe-se que toda a gente já entendeu que Bernie é a "cola" que une as equipas, e sem essa cola, a possibilidade de um enfraquecimento, ou até de cisão, dentro da Formula 1 é uma possibilidade real. Basta uma guerra entre Jean Todt, o patrão da FIA, e as equipas, sobre algum tipo de regulamento em relação a motores ou até de controle de custos, do qual eles são contra, porque em termos de "alma", não passam de "um bando de piranhas", desejosas de se devorarem umas às outras...

Mas mais do que isto, quem estiver mais atento e ver com calma, reparará que toda uma geração de pessoas que ajudou a moldar a Formula 1 está a chegar à sua velhice. Apesar de termos visto na semana passada o anuncio de que Luca de Montezemolo iria abandonar a Ferrari, de 23 anos de presença, ainda há muitos desses "cardeais" (mais um vaticanismo...) ativos. Pessoas como Frank Williams, Jean Todt, Ron Dennis, Niki Lauda, e até Adrian Newey, levam todos mais de 30 anos na Formula 1 e já andam todos na casa dos 65, 70 anos, e não vão durar muito mais tempo. Um exemplo que posso colocar aqui é de Ron Dennis, agora com 66 anos e patrão da McLaren desde... 1980. Mas ele começou na Formula 1 ainda mais cedo: mais concretamente, em 1968, como mecânico da Brabham. E claro, nem pego em Bernie Ecclestone, cujas primeiras aparições nesta categoria datam de... 1957, quando era o manager de Stuart Lewis-Evans e depois, da equipa Connaught.

E é com toda esta gente acomodada, a pensar nos seus umbigos e a esperar que aquele inevitável dia esteja bem longe que assistimos a certas coisas que não deveriam a acontecer, mas que já estão a acontecer. Como por exemplo, o "falhanço" da passagem de gerações, onde os mais novos deixam de gostar da modalidade da mesma forma que os mais velhos gostavam. Pior do que o encolhimento das audiências, pois as transmissões televisivas, cada vez mais careiras, migram para os canais pagos, transformando a categoria máxima do automobilismo numa elite que vive numa "bolha", o facto de praticamente poucos - senão quase nenhum - país passar a Formula 1 em sinal aberto, faz com se falhe a tal renovação de gerações.

Em suma, em nome do dinheiro, afastamo-nos do "povo". Podem não ligar nenhuma, por causa do fluxo de dinheiro que aí vêm, mas isso só vai durar uma geração. Daqui a vinte anos, a industria entrará em crise e o dinheiro escasseará. Mas nessa altura, essa gente toda será múmia, a conversar com Lucifer sobre a melhor maneira de organizar o GP do Inferno...

Em breve vou falar mais sobre este assunto, quer aqui, quer lá no Motordrome.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Os fãs que desejam Sean Edwards campeão

Uma semana depois do acidente mortal do britânico Sean Edwards, no Queensland Motorway, na Austrália, os fãs do piloto decidiram elaborar uma petição pedindo aos responsáveis da Porsche Supercup para que o coroem como campeão póstumo, declarando que as corridas que irão ser disputadas em Abu Dhabi não contem para os pontos, e assim entregar o título à família do malogrado piloto, morto aos 25 anos no passado dia 15 de outubro.

Até agora, a petição - cuja ideia veio do americano John Miller - foi assinada por 5441 pessoas, um pouco por todo o mundo, bem acima do objetivo inicial das três mil assinaturas. 

Eis o texto da petição na íntegra:

Porsche, você tem a oportunidade de fazer algo raro e muito especial. Estamos pedindo para você optar por realizar as duas últimas rodadas do 2013 da Porsche Supercup (realizadas a 8 e 9 de novembro no circuito de Yas Marina) como corridas que não valem pontos.

Acreditamos que o legítimo campeão da temporada de 2013 já foi coroado, no entanto, ele não será capaz de assistir a corrida final para torná-lo uma mera formalidade. Pilotos e fãs ao redor do mundo estão de luto pela perda do piloto, Sean Edwards, que atualmente lidera o Campeonato Super Cup por 18 pontos, com três vitórias em sete corridas. Com uma vitória valendo 20 pontos, e como Sean nunca terminou abaixo do que o quinto lugar, ele mereceria ser campeão. Se o seu concorrente mais próximo vencesse ambas as corridas na rodada final, Sean só precisaria combinar com o seu pior resultado final até o momento (5º) e o campeonato ainda iria para ele. Se Sean vencesse a primeira corrida do fim de semana, ele poderia estacionar seu carro e não marcar nenhum ponto durante a corrida 2 – e ainda seria campeão. Nem mesmo seus concorrentes não podem argumentar: Sean Edwards dominou Porsche Supercup este ano. Ele merece o título.

Queremos ter certeza de que Sean irá para o livro dos recordes como ele está nos corações e mentes de seus familiares, amigos e concorrentes: como um campeão. Por favor, dedique as duas últimas corridas da Porsche Super Cup para Sean Edwards, implore para seus pilotos para correrem em sua honra e coloque-os em um show fantástico para os fãs. Paguem a eles o prémio em dinheiro e contratem os bons para as equipas de fábrica para o próximo ano. Mas não dê a eles todos os pontos.

Por favor, Porsche, faça Sean Edwards seu campeão da Super Cup 2013 e celebre em sua honra na festa do campeonato em Abu Dabhi.

Obrigado,

Fãs de corridas, os fãs da Porsche e fãs Sean Edwards em todos os lugares.

Para ler - a assinar a petição, caso queira - pode seguir este link.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um título de Cavaleiro para John Surtees

Há algumas semanas, Peter Windsor entrevistou John Surtees para o seu programa "The Fifth Driver", onde disse que um dos seus maiores desejos era o de ver armado em Cavaleiro pela Rainha de Inglaterra, pelos seus serviços ao automobilismo, e pelo fato de ele ser o único piloto que alcançou títulos em duas e quatro rodas, com quatro títulos nas 500 cc e o título mundial de Formula 1 em 1964.

Surtees, atualmente com 77 anos, dispensa apresentações: correu primeiro em motos, onde venceu quatro títulos em 500 cc e mais três na classe de 350 cc. Em 1960, deu o salto para as quatro rodas, onde lá ficou durante toda essa década. Primeiro com um Lotus, depois com um Lola, os seus melhores resultados foram num Ferrari, onde venceu o titulo de 1964, e teve uma relação tumultuosa com o Commendatore.  Em 1966, saiu da Scuderia e vai para a Cooper, e no ano seguinte para a Honda, onde vence uma corrida em Monza. Em 1969, vai para a BRM, antes de em 1970 começar a construir os seus próprios chassis.

A aventura de Surtees como construtor dura até 1978, sem grandes resultados de relevo, mas por lá passaram pilotos como José Carlos Pace, Mike Hailwood, Tim Schenken, John Watson e Vittorio Brambilla, entre outros.

Após isso, Surtees afastou-se um pouco do automobilismo, voltando aos paddocks no final da década passada para acompanhar os progressos do seu filho Henry Surtees, que acabou por morrer num acidente de Formula 2 em Brands Hatch, em julho de 2009, quando tinha apenas 18 anos.

O link da petição está aqui, e o meu - e vosso - objetivo é o de alcançar o mais rápidamente possivel as dez mil assinaturas necessárias para que seja alcançado o objetivo: conceder o grau de Cavaleiro a esta lenda das pistas. E quem diz a ele, diz a todos os britânicos campeões do mundo ainda vivos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A campanha pelo regresso da Formula 1 a Portugal

Depois de Monza, a GP2 irá encerrar a sua temporada na unica pista que não acolherá a Formula 1: o Autódromo do Algarve, nos arredores de Portimão. Mas eles querem mudar isso em 2010, tentando convencer a FOM e Bernie Ecclestone de que merecem estar no calendário. Tendo um autódromo dos mais modernos do mundo, com o maior "paddock" da Europa e estando numa zona turistica por excelência, o Algarve, e elogiado por imensos agentes do automobilismo, como também recebe outros eventos automobilisticos como o Rali de Portugal, agora faz-se uma campanha para atrair pessoas à prova e impulsionar a candidatura portuguesa na categoria máxima do automobilismo.


Eis o press-release lançado esta tarde pela organização ao Autódromo Internacional do Algarve(AIA): Foi já há 13 anos que Portugal recebeu pela última vez um Grande Prémio de Fórmula 1. Com a construção do moderno traçado de Portimão aliado às excelentes infra-estruturas que todo o Algarve oferece, estão reunidas todas as condições para ter, novamente a Formula 1 em território nacional. Mas, como é sabido, um dos factores de primordial importância é também a adesão do público a este tipo de eventos. Assim, e por forma a mostrar que Portugal merece receber a Formula 1, o Autódromo Internacional do Algarve apela a todos os portugueses para, no fim-de-semana de 18 a 20 de Setembro, se deslocarem ao AIA para fazerem parte, daquele que se quer o melhor e maior evento do ano.


Actualmente a Formula 1 já não é uma miragem. Depois de Pedro Lamy e Tiago Monteiro, Álvaro Parente encontra-se no caminho para a categoria máxima do desporto automóvel. Também ele precisa do apoio dos portugueses. E num fim-de-semana em que corre em casa, todo o apoio é essencial para chegar às vitórias. Parente conseguiu a semana passada a sua primeira vitória da época ao volante do monolugar da Ocean Racing Technology, equipa de Tiago Monteiro e José Guedes. Estão, assim, reunidas todas as condições para que Portugal brilhe aos olhos dos decisores internacionais.


Como forma de atracção, o AIA tem levado a cabo parcerias com as principais empresas nacionais e outras entidades, nomeadamente o ACP (Automóvel Club de Pertugal) e a FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting), e colocou à venda os bilhetes com promoções extremamente aliciantes. Há ainda um outro factor de extremo interesse, é que nesse mesmo fim-de-semana o AIA recebe o Campeonato FIA GT, onde o piloto Miguel Ramos se encontra a discutir o título. Motivos de interesse não faltam, basta apenas que Portugal, à semelhança do que já se viu no futebol, apoie as cores nacionais.


Trazer a Formula 1 para Portugal não é uma ambição desmedida é uma possibilidade concreta, tal como explica Paulo Pinheiro, CEO do Autódromo Internacional do Algarve: "Temos todas as condições reunidas, falta apenas impressionar os organizadores internacionais e mostrar que Portugal é um país de aficionados do desporto automóvel. Ter a casa cheia será o primeiro passo para os restantes que se seguirão. Portugal precisa de estar unido e lutar por objectivos. Neste fim-de-semana ficar em casa não é solução. Venham ao Autódromo do Algarve e façam parte da história, ao tornar possível o regresso da Formula 1 a Portugal".




Ao mesmo tempo que surgiu esta iniciativa pública, também surgiu na Net uma petição pública pedindo o regresso da Formula 1 a Portugal. Em poucas horas já assinaram 200 pessoas, e claro, espera-se que assinem muitas mais nos próximos dias. Caso queiram assinar e depois espalhar isto pelos vossos amigos, eis o endereço: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=PTF1

terça-feira, 17 de março de 2009

Pode não dar em nada, mas tinha de fazer isto

Esta vi agora no Blog do Capelli. As decisões desta tarde em Paris estão a causar, como se esperava, numa verdadeira tempestade. Portanto, nada melhor do que demonstrar a nossa ira perante este "whipmaster" que é o Tio Max Mosley. Há uma petição a circular na Net a pedir para que se cancele as decisões de hoje em Paris e que se volte a colocar o critério de pontos como aquele que decidirá o Campeonato do Mundo de Pilotos.



O chato no meio disto tudo é que esta petição pede 30 mil assinaturas como objectivo. Deveria ser 3 milhões, para que o mundo da Formula 1 demonstre que este senhor está há muito tempo a mais. Se amam a Formula 1 e não concordam com as regras das "medalhas 2.0", por favor, façam como eu: assinem a petição e espalhem-na aos vossos amigos, para demonstrar que conosco, não se brinca!


A caricatura no post é do Tuta, e vi no Blog do Gomes. E ele é muito bom!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Alguém quer assinar isto?

Eu recebi esta noite, via Twitter, uma petição para convencer o meu Parlamento de que deveriam pagar para trazer a Formula 1 de volta a Portugal, agora que temos um Autódromo de classe mundial em Portimão. Se deve ser levado a sério ou não, acho que vocês poderiam ajudar nesta "cruzada" para convencer o meu Governo a colocar de lado, todos os anos, 20 milhões de Euros para trazer e manter a Formula 1 neste país, sabendo que haverá retorno garantido.

Eis o texto da petição:

"Portugal é um país que tem muitos fanáticos por Fórmula 1, e que gostariam de ter um Grande Prémio de volta ao nosso país. Agora, e com o Autódromo de Portimão construído, um regresso da Fórmula 1 ao nosso país estava em contexto com a situação. Apesar da economia mundial não estar no seu melhor momento, pedimos que o governo português tente trazer um Grande Prémio de Fórmula 1 para o nosso país, para o novo Autódromo Internacional de Portimão..."

Sincerely,

The Undersigned.

Querem assinar, estejam à vontade. Mas se querem ajudar, tratem também de divulgar a petição, tá bom?

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

As reacções à exclusão de Montreal

A decisão de excluir o Circuito Gilles Villeneuve do calendário da formula 1 em 2009, fazendo com que pela primeira vez, a América do Norte deixe de ter Formula 1 a correr em circuito americanos ou canadianos (o México está fora desde 1992), está a correr muita tinta no país da folha de ácer.

Daí que hajam iniciativas por parte de diversas entidades, desde grupos de cidadãos, até membros do governo provincial do Quebec. E também algumas equipas estão contra a decisão de excluir a paragem canadiana do calendário.

Uma dessas iniciativas vi agora no blog do Felipe Maciel, o Blog F-1. O site local Manpipe está a fazer uma petição para tentar convencer Bernie Ecclestone e a FIA em voltar atrás na decisão de excluir Montreal do calendário. É certo que o circuito canadiano não está muito de acordo com os acutais padrões da Formula 1 (não tem escapatórias suficientes, está dentro de um parque, no meio de uma ilha artificial...), mas a prova canadiana contribui para que a Formula 1 seja mesmo uma prova global.


Pode não dar em nada, por muitas as asinaturas que sejam recolhidas (e já dei a minha parte), mas acho que é altura dos fãs dizerem algo acerca do desporto que amam, caso contrário, esta disciplina está condenada a desaparecer, vítima dos caprichos e da ganância de dois idosos, um deles quase octogenário...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A polémica continua

Sabia que a decisão dos comissários desportivos belgas iria dar brado, principalmente para os lados da Inglaterra, e para aqueles que apoiam incondicionalmente Lewis Hamilton. E a reacção a isso é esta petição, que pede à FIA para que reconsidere (uma maneira politicamente correcta de dizer para reverter) a decisão de penalizar o piloto inglês da McLaren em 25 segundos.

Colocada online ontem, já tem, no momento em que escrevo estas linhas, cerca de 24.800 assinaturas. Coloco aqui, no seu original, a sua curta mensagem:

To: FIA (Fédération Internationale de l'Automobile)


We the undersigned insist that the FIA (Fédération Internationale de l'Automobile) reconsider the decision made to add 25 seconds to the finishing time of Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) in the Formula 1 Belgium Grand-Prix (07th September 2008). We believe the decision that has been made to be wrong and strongly urge you to revert back to the original final classifications. The rules state that Lewis Hamilton had to give position back to Kimi Raikkonen, which he did. He then freely, and through driving skill alone got position one back.

Sincerely,
The Undersigned

Já andei a ver, e não vou assinar aquilo. Aliás, a minha posição pessoal no meio disto tudo é que Lewis Hamilton foi vítima de um grupo de comissários rigorosos que levaram à letra as regras da FIA. E fico com a sensação que de futuro, se vir um duelo como aqueles, o mais provavel é que os intervenientes sejam penalizados ou desclassificados...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Quem quer patrocinar Alvaro Parente?

Por estes dias, está na moda, pelo menos pelas minhas bandas, lançarem-se petições por muita coisa. Há umas semanas atrás, eu falei-vos de uma petição visando evitar a venda do Autódromo do Estoril, para privados, pois temia-se que o promotor privado que o comprasse pudesse demolir o circuito para fins imobiliários, mais ou menos como irão fazer ao Autódromo de Jacarépaguá.

Hoje falo de outra petição, no sentido de... arranjar patrocinios para Alvaro Parente. Escrito em inglês, a ideia é de sensiblizar as empresas multinacionais no sentido de patrocinarem o talento português, Campeão inglês de Formula 3 em 2005 e o actual Campeão da World Series by Renault.

O endereço é este: http://www.petitiononline.com/alvarof1/petition.html Jà assinei, tornando-me no peticionário numero 250 (rico número)

Transcrevo o texto, na integra (e em inglês)

To: Companies, businessman and industries seeking to expand their business


This Petition is intended to promote Álvaro Parente, one of the most talented Portuguese drivers ever. This young pilot grabbed the steering wheel quite early, roughly 4 years old, when he got a little Kart for Christmas. His uncle put him in a wet tennis court just to see him controlling the car in the wet. With 8 years old, he started his brilliant Karting career, in which he came across with Lewis Hamilton, Robert Kubica or Nico Rosberg, who he beat (1998, Junior Karting European Champion).

Álvaro Parente's racing CV:

World Series by Renault champion 2007.
British Formula 3 champion 2005.
Karting European champion ICA Junior 1998.
Portuguese champion in the Junior class 1998.
Third in Portuguese Championship Cadet 1997.
Second in Portuguese Championship Cadet 1995.
Portuguese champion in the Cadet class 1994.

The worst rival Parente has had in his career is actually bad management (until a few months ago, when Polaris finally signed with Álvaro) and the lack of sponsors backing him. Parente will be driving in GP2 series in 2008, which is considered to be the final step before F1.

In 2009, he should be easily in a Formula 1 Team. Why sponsor Álvaro Parente? Formula One Racing has the largest television viewing audience in the world with just the Formula One championship bringing in 40 billion viewers annually.

Sponsor Parente, think ahead.

All signers of this petition state they know Parente is one of today's most promising pilots.

Sincerely,
The Undersigned


Querem assinar?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Uma petição para salvar um Autódromo

Na semana passada, soube pela Comunicação Social que o Estado Português, através da empresa Parapública, tinha colocado à venda o Autódromo do Estoril, por um preço inicial de 35 milhões de Euros. O Autódromo, inaugurado há 35 anos, e que recebeu a Formula 1 entre 1984 e 1996, é gerido pelo Estado desde 1999, que o colocou a funcionar depois de umas profundas obras de remodelação.


Ontem recebi uma mensagem no meu e-mail referente à venda do Autódromo do Estoril por parte do Estado português. João Sande e Castro, vereador da Câmara Municial de Cascais (concelho onde fica situado o Autódromo), decidiu colocar na Net uma petição contra a venda do Autódromo por parte do Estado, pois acha que quem a comprar, irá mais cedo ou mais tarde, fazer desaparecer em nome da especulação imobiliária, que é grande por aquelas bandas.


A petição precisa de quatro mil assinaturas para que a questão possa ser levada à Assembléia da República para que possa ser discutida pelos deputados da nação. Não sei se a ideia resulta, mas por mim, sou daqueles que acham que a venda do Autódromo é um erro, pois temos falta de pistas (durante muitos anos foi a única pista permanente de automóveis do país), e ver desaparecer uma pista emblemática para que se construam condomínios de luxo, que só fazem lucrar a entidade que comprar aqueles terrenos, mandando às malvas um serviço de utilidade pública, mostra até que ponto andam as mentes.


Sendo assim, decidi colocar aqui, na integra, a mensagem, e o endereço da petição para que vocês assinem. Já dei o meu contributo, e posso dizer que em poucos dias, já existe 2740 assinaturas, ultrapassando a metade dos necessários para que o assunto seja discutido no Parlamento.


"Exmos Senhores,


A Parpública lançou no inicio desta semana o processo de venda do Autódromo do Estoril. Considero esta situação um verdadeiro escândalo. O Autódromo é um equipamento de primordial importância para o desporto motorizado em Portugal e para o turismo na Costa do Estoril.


Não faz qualquer sentido o Estado vender equipamento público que está em funcionamento, permitindo que este a prazo seja desactivado e utilizado para especulação imobiliária.


É fundamental que todos aqueles que defendem a continuidade da pista do Estoril se juntem para impedir a venda do Autódromo.


Neste sentido, acabo de lançar uma petição na net dirigida à Assembleia da República para que seja de imediato suspenso o processo de venda do Autódromo. A petição necessita de 4000 assinaturas para ser aceite e discutida pela AR, pelo que solicito a vossa colaboração no sentido de rapidamente atingirmos este número.


A petição pode ser assinada em:


Agradecendo a vossa atenção e desde já me colocando ao dispor para qualquer troca de impressões que entendam útil,

João Sande e Castro

Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Cascais"


Meus amigos, assinar esta petição não é só um acto de amor ao automobilismo. É um dever cívico.