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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Formula 1: Abiteboul cético sobre provas fora da Europa

Com oito provas confirmadas e mais a tentarem entrar no calendário, apesar dos condicionantes, há quem ache que as provas fora da Europa dificilmente irão acontecer. Cyril Abiteboul, o diretor desportivo da Renault, afirmou numa entrevista à motorsport.com que os diversos condicionantes e relação à saúde e aos diversos graus de confinamento colocam tudo em dúvida.

Acho que as provas fora da Europa serão mais difíceis”, começou por dizer o francês, ainda antes do anuncio dos cancelamentos de Baku, Singapura e Suzuka. “Vemos que os voos de longa distância ainda são um pouco incertos, e a dificuldade é encontrar um promotor que esteja pronto para assumir o risco económico de dizer ‘vou fazer uma corrida na frente de uma audiência grande o suficiente para absorver o custo da logística. Eu acho que é mais um desafio, é mais um risco económico do que o risco de saúde e segurança que existe na Europa”.

“Sentimos que o mundo está a começar a estar num lugar onde as corridas são possíveis e também aceitáveis”, disse ele. “Precisamos pensar na imagem, em particular na maneira como lidamos com Melbourne e como saímos de Melbourne. Acho que o mundo está pronto para isso em julho, o que é uma ótima notícia. Precisamos apenas ver como podemos transpor as diretrizes da OMS para o ambiente das corridas, o que é um desafio.

Abiteboul também aproveitou para falar sobre as unidades motrizes a partir de 2025, que ainda serão os V6 Turbo, e referiu a eletrificação como referência futura.

Ainda há muito trabalho a ser feito nas unidades motrizes. Elas são boas, mas continuam a ser extremamente caras de manter e operar. O próximo passo é olhar bem para o que já foi feito, para que a próxima geração seja mais económica de vender”, começou por dizer.

Já mencionei um dos pontos mais importantes, o financeiro. O próximo é a tecnologia. Vemos a eletrificação a ganhar terreno em todo o mundo, por isso precisamos de pensar muito no que isso significa para a Fórmula 1, no contexto das corridas e o que significa na co-existência com a Fórmula E. Gostava de ter o principal das unidades motrizes acordado em 2021 ou 2022, para em 2023 começar o desenvolvimento”.

E fala sobre a unidade motriz MGU-H, que faz com que os motores consigam ser eficientes em termos de consumo de combustível, mas acrescentam peso ao carro. 

Temos o MGU-H, que faz o motor ser eficiente em termos de combustível. Será que estamos preparados para ser menos 20% a 30% menos eficientes? Em 2022, já temos carros mais pesados, portanto não vejo andarmos com mais combustível. É uma equação difícil. Acho que com os carros a serem mais pesados, esse componente não deve ser retirado. Podemos ter mais potência, claro, mas, se queremos potência sustentável , será difícil sem o MGU-H”, concluiu.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Formula 1: Cyril Abiteboul desgostoso com saída de Ricciardo

Cyril Abiteboul
ainda está sentido pela saída de Daniel Ricciardo da Renault, marcada para o final de 2020, a caminho da McLaren. O diretor da marca do losango disse à Autosport britânica que gostaria que o piloto australiano ficasse mais tempo e que estivesse mais comprometido com a equipa, pois durante esse tempo, houve modificações dento da equipa no sentido de trabalhar rumo a esse objetivo. 

Primeiro, é importante lembrar que temos um ano, uma temporada para fazer juntos, e esperamos mais dessa temporada do que da temporada passada, isso é certo”, começou por dizer. “Estou um pouco decepcionado, porque não acho que se possa construir algo sem estabilidade. Isso vale para os pilotos, mas, francamente, isso também é verdade para o resto da organização. Tivemos muitas mudanças no ano passado: 70 por cento de nossa equipa viu uma mudança na liderança ou estrutura do seu departamento – um novo diretor técnico, novo chefe da aerodinâmica, novo diretor de engenharia. Tudo isso aconteceu nos últimos doze meses com muitas mudanças.”, continuou.

Eu gostaria de ver o resultado disso, porque sabemos que há um período de latência, antes de falarmos da mudança de pilotos. E estou um pouco surpreendido com a dinâmica de duas equipas de Formula 1 em particular, que pressionaram Daniel para apressar a decisão. Decidimos não nos debruçar sobre esse momento e seguir nosso plano. O nosso plano e a nossa prioridade é fazer um carro melhor. Se tivermos um carro melhor que no ano passado, provavelmente você não me fará essa pergunta. E sabemos que, se tivermos um carro melhor, poderemos atrair qualquer piloto no futuro, então esse é o nosso foco. Essa tem sido a nossa prioridade.”, concluiu.

A marca ainda não disse quem será o piloto que substituirá Ricciardo em 2021, embora se fale nos bastidores que Fernando Alonso terá um pré-acordo com a equipa francesa, no sentido do seu regresso no ano em que comemorará o seu 40º aniversário natalício.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Rumor do Dia: Ricciardo a caminho da McLaren?

Depois da saída de Sebastian Vettel e da possibilidade de Carlos Sainz Jr. estar a caminho da Ferrari como seu substituto, fala-se agora que Daniel Ricciardo poderá estar a sair da Renault e ficar com o lugar do espanhol, e correr ao lado de Lando Norris. O jornalista italiano Leo Turrini afirmou à Radio 24 Itália que Daniel Ricciardo deverá ser substituto de Sainz. Ao comentar a ida de Sainz para Maranello, Turrini revelou que Ricciardo já terá acordo com a equipa de Woking:

Sainz é um piloto sólido ”, começou por dizer. “Mas também é preciso dizer que em vários anos ele alcançou apenas um pódio, mesmo que nunca tenha tido grandes meios à sua disposição. Não é o nome que aquece o coração. Ricciardo? Parece que ele já assinou contrato com a McLaren.”, concluiu.

Se for o australiano de 30 anos o escolhido, ele sairia da equipa francesa sem qualquer pódio na temporada de 2019, sido apenas nono classificado, com 54 pontos e um quarto posto em Itália como o melhor resultado. O seu contrato com a marca do losango termina no final de 2020.

Caso todas estas movimentações sejam verdadeiras, isso significa que a Renault deixa uma vaga aberta para quem queira preencher. Com Esteban Ocon como piloto principal, a segunda vaga pode ser preenchida por alguém que seja interessante para guiar, provavelmente tão jovem quanto esta geração, mas não se pode descartar algum veterano que fique com a vaga, como por exemplo, Fernando Alonso. Mas o espanhol terá 40 anos em 2021 e não sei se estaria disposto a ser "humilhado" pela nova geração.

domingo, 12 de abril de 2020

Youbue Motoring Ad: Stirling Moss e o seu Renault Twizy

Em 2015, a Renault fez um anuncio publicitário com Stirling Moss e o seu Renault Twizy especial. O antigo piloto, então com 85 anos, vivia no centro de Londres, em Mayfair, e já há muito tinha largado os grandes carros e andava com os pequenos, especialmente um Smart com uma matricula personalizada. Mesmo já idoso, não era assim tão "agarrado" ao passado, pois era mais pragmático que muita gente. Assim sendo, o Twizy era para ele o ideal para as suas saídas de casa...

E foi com isso em mente que a Renault fez este anuncio publicitário. Tenho de reconhecer que o carro é engarçado e tem agilidade para as voltas na cidade... e pouco mais. Afinal de contas, só tem 80 quilómetros de autonomia. Mas o anuncio tem o que de divertido.

terça-feira, 10 de março de 2020

Youtube Formula 1 Racing: Daniel Ricciardo vs garotos

Antes do GP da Austrália, Daniel Ricciardo decidiu sentar-se com um grupo de garotos, que faziam perguntas sobre como é ser piloto de Formula 1. O resultado é este video. 

sexta-feira, 6 de março de 2020

Youtube Motoring Presentation: o Renault Morphoz

O Robert Llewellyn foi a Paris ver um "concept car" elétrico da Renault, o Morphoz, que a marca deveria ter mostrado no Salão Automóvel de Genebra, que como sabem, foi cancelado devido ao coronavirus. 

O carro tem um conceito interessante: ele poderá alongar-se mais alguns centímetros de comprimento, variando conforme a situação. Eis o video de apresentação, em Paris, perante convidados selecionados.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Youtube Formula 1: A entrevista a Daniel Ricciardo


A semana e meia do arranque do mundial da Formula 1, o seu canal no Youtube decidiu fazer uma entrevista exclusiva a Daniel Ricciardo, piloto da Renault. A entrevista é feita por Will Buxton e ali, fala da sua carreira, das suas ambições e o seu estilo fora das pistas.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Motores e o coronavirus - as novidades do dia 2

Passadas 24 horas, algumas das noticias que falei ontem confirmaram-se: o GP da Tailândia de MotoGP foi adiado - provavelmente para setembro - e o GP da Austrália de Formula 1 vai por diante, apesar dos receios das equipas italianas. 

Entretanto, esta segunda-feira, soube-se que os pilotos da Renault Academy estão de quarentena num hotel de Tenerife devido a esse estabelecimento hoteleiro estar encerrado porque um dos seus hóspedes foi infectado por essa doença. São eles o brasileiro Caio Collet e o francês Hadrien David, ambos com 16 anos. Também o diretor da Renault Academy, Mia Sharizman, está de quarentena.

De resto, os planos de contingência estão a ser montados, mas a incerteza é o que domina. Se na China, parece que o pico da gripe já foi alcançado, o facto do resto do mundo estar a receber os seus primeiros casos e as autoridades sanitárias estão a fazer o melhor para conter a doença, em certos sítios como a Coreia do Sul, a Itália e o Irão, parece que a doença ainda está no seu começo.

Entretanto, no Bahrein, o Ministério do Interior local indicou a todos os que irão ao seu país - equipas, fornecedores e meios de comunicação social - para referir os países pelos quais os seus elementos passaram ao longo das últimas 14 dias. Eles solicitam em particular sobre quem vem dos Emirados Árabes Unidos, ou seja, Dubai ou Abu Dhabi, pois existe uma interdição de vôos dessas cidades desde o dia 28. O GP do Bahrein acontece no dia 22, e todo o cuidado é pouco, porque a ilha no meio do Golfo Pérsico tem registados 36 casos até agora.

Como se já tem dito, a situação é monitorizada dia a dia, hora a hora. Tudo que é verdade hoje, poderá ser o contrário amanhã, e os piores cenários estão em cima da mesa. No caso da Formula 1, a temporada poderá inciar-se em maio, nos Países Baixos, depois do adiamento ou cancelamento das quatro primeiras corridas do ano. E na MotoGP, a primeira prova poderá ser em Austin ou Jerez, deixando de fora as três primeiras corridas do ano. E na Formula E, depois do cancelamento da corrida de Sanya, quer a próxima corrida, em Roma, quer a de Seul, em maio, são em dois dos paises com mais casos desta epidemia. E claro, nem se fala de outras, muitas outras manifestações desportivas, que foram ou correm o risco de adiamento ou cancelamento por causa desta pandemia. 

Amanhã, nova atualização.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Os desabafos de Alain Prost

No dia a seguir ao seu 65º aniversário, uma entrevista de Alain Prost à motorsport.com pareceu agitar as águas sobre o estado atual do automobilismo. Ao falar com Jonathan Noble, o tetracampeão do mundo lançou criticas aos governos europeus sobre o rumo que querem dar aos automóveis, à ascensão do carro elétrico, à industria automóvel e à formula 1, que afira, irá brevemente tomar algumas decisões "duras".

Na entrevista, Prost afirma não estar contente com os rumos da industria automóvel, especialmente por causa da transição energética. Falando em especifico sobre a Honda, que colocou o seu futuro na Formula 1 em dúvida depois de ter dito que o preço da electrificação colocou pontos de interrogação sobre o seu futuro na categoria máxima do automobilismo, desabafou.

"Estou realmente aborrecido com o que posso ver hoje com a indústria automobilística", começou por dizer Prost. "Vamos dar toda [a indústria automotiva aos] chineses, onde daqui a dez anos eles comercialização seus carros aqui - e é disso que eu não gosto. Eu não me importo porque não faço parte da indústria, mas realmente odeio isso. É uma regulamentação estúpida."

"Vamos perder, garanto-te isto, um milhão de [funcionários] nos próximos 10 anos na indústria automobilística, se não mudarmos isso. Hoje, se você tivesse um carro grande com um motor diesel com o bom motor [a poluição], não deveria ser um problema".

Prost afirmou que os híbridos não são a solução, por serem mais pesados e não serem tão amigos do ambiente quando julgam ser. E criticou Bruxelas por estes ainda não terem feito uma estrutura unificada para as redes de carregamento de baterias.

"Por que não temos todos os mesmos carregadores e sistemas de recarga? Temos dois concorrentes na França e eles têm dois sistemas diferentes. Isso é completamente estúpido."

"Hoje, se você optar pelo [número] máximo de carros híbridos, como é o nosso caminho, não empurrará os carros elétricos onde deveríamos empurrá-los, especialmente nas grandes cidades. Acho que quando você faz mais quilometragem [com um híbrido], sua emissão de CO2 será a mesma, ou pior, porque o peso do carro será muito maior, e nós sabemos disso".

Sobre o futuro da Formula 1, Prost afirma para que a industria automóvel não se preocupar com ela, porque está saudável, mas sabe que a meio prazo, terá de tomar opções: ou se torna em puro entretenimento ou se mostre como montra de tecnologia da industria automóvel, com algo diferente da Formula E.

"Quando me perguntam sobre a Formula 1, eu sempre respondo: cuide primeiro da indústria automobilística, e a Formula 1 é muito saudável", começou por dizer. "Fui eu quem pressionou pelo novo motor [turbo híbrido]. O primeiro projeto foi um de quatro cilindros, lembro-te disso, porque pensamos que essa é a tecnologia mais próxima [dos carros de estrada] que teremos no futuro com o motor turbo. Mas não funcionou para a Formula 1, devemos ser honestos. Os fãs não gostam muito disso ".

"Você não quer usar eletricidade, para isso temos a Formula E, e você sabe o quão difícil será para a Formula E no futuro, com certeza. É muito difícil desenvolver por causa das pistas, da tecnologia, do dinheiro."

"Então, qual é a tecnologia da Formula 1 no futuro? É difícil saber. Por um lado, e não é minha posição, voltamos aos 12 cilindros e temos a mesma visão da Formula 1 em todo o mundo. Ou, se formos para o hidrogénio daqui a dez anos, teríamos outra filosofia. E por que não? Mas quem vai apertar o botão e tomar essa decisão? É muito difícil, mas é bom fazer essa pergunta."

"Precisamos conversar sobre sustentabilidade o tempo todo: o que podemos fazer, mas a tecnologia é muito, muito difícil. Não podemos, como no meu período [dirigindo na Formula 1], seguir a tendência da indústria automobilística. Hoje é muito mais difícil.", concluiu.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Apresentações Formula 1 2020 - O Renault R.S.20

Depois de Ferrari e Red Bull, foi a vez sa Renault apresentar o seu carro, o chassis R.S.20. Na realidade... não é uma apresentação própriamente dita. É o carro, mas não da forma como foram apresentadas as máquinas da concorrência. Na realidade, alguns detalhes foram revelados a público, mas não todos, pois decidiram que iriam mostrar os chassis e as suas cores na semana que vêm, nos testes em Barcelona.

Para Jérôme Stoll, o Presidente da Renault Sport Racing, os desejos para o futuro são os de ficar nos quatro primeiros do campeonato:

2020 é um ano de transição importante para a equipa. O nosso objetivo é recuperar o balanço positivo dos nossos três primeiros anos desde o regresso à Fórmula 1, enquanto nos preparamos para a próxima temporada, o que representará um novo ciclo para todas as equipas. Depois de concluir a nossa fase inicial de construção, estamos mais determinados do que nunca em estar prontos, atacar e tirar proveito das mudanças técnicas de 2021.”, começou por dizer.

2020 é também o último ano sob os regulamentos atuais que regem os direitos comerciais da Fórmula 1. Os novos acordos e regras, já em negociação avançada, devem representar uma nova oportunidade para a Renault Sport Racing e para a Renault participar de uma competição mais equilibrada e competitiva”.

Acredito que as equipas de Enstone e Viry irão mais uma vez voltar a disputar o quarto lugar no Campeonato de Construtores deste ano, além de garantir que a próxima era seja antecipada com sucesso tanto para a equipa quanto para a marca Renault. Este é um momento emocionante para fazer parte da Fórmula 1, e cabe a nós fazer o melhor possível.”, concluiu.

Para Daniel Ricciardo, além do novo carro, a chegada de Esteban Ocon irá ser positiva para a marca e para dentro da equipa:

Estou ansioso para trabalhar com Esteban – é sempre emocionante entrar numa temporada com um novo companheiro de equipa”, começou por dizer o piloto australiano de 30 anos. “É uma chance de trabalhar com um novo piloto e desenvolver essa química juntos e, finalmente, esforçarmo-nos para sermos o melhor que pudermos. Acho que Esteban trará uma dinâmica positiva; ele é jovem e com fome de sucesso. Ele perdeu uma temporada na Fórmula 1, então acho que ele estará motivado em trabalhar bem.

Quando estiver no carro nos testes de pré-temporada em Barcelona, imagino que as coisas vão correr bem. Eu já conheço o meu engenheiro, quais são os alvos, o que trabalhar e como são as características gerais do carro, o que significa que podemos começar a trabalhar bem. Tudo isso significa que eu posso fornecer um feedback mais imediato e, portanto, será mais fácil fazer essas comparações entre o R.S.19 e o R.S.20”, concluiu.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Youtube Motorsport Interview: A entrevista de Daniel Ricciardo no "The Daily Show"

Por estes dias, o Netflix vai apresentar a segunda temporada do "Drive to Survive", que deu acesso aos bastidores de uma temporada de Formula 1, neste caso, a de 2019. E o "The Daily Show" decidiu convidar para a ocasião o australiano Daniel Ricciardo, para falar sobre a série, a sua temporada e outras coisas mais. Acho que vão gostar.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

A imagem do dia

Há precisamente 40 anos, em Interlagos, René Arnoux herdou uma vitória que deveria ter sido a da segunda dobradinha da Renualt na história... e com Jean-Pierre Jabouille como vencedor. Mas como em 1980, os carros não eram fiáveis como são agora, a história desta corrida foram diversas "estórias". Desde ameaças de boicote por causa do estado do asfalto, até a demonstrações de pilotagem por parte de alguns dos participantes, passando por os azares da Renault, tão potente como quebradiça. 

A corrida parecia estar destinada aos Ligier, mas o atraso de Pironi fez com que os Renault ficassem com os primeiros lugares, e tudo indicava que Jean-Pierre Jaouille iria ser o vencedor, numa corrida que pareceria ser aborrecida. Mas a quebra no carro de Jabouille deu a Arnoux a sua primeira vitória na Formula 1, algo que já merecia. Ele que, então com 31 anos, tinha sido campeão europeu de Formula 2 em 1977 e se tinha estreado na Formula 1 em 1978, no carro de Tico Martini., antes de aterrar na Renault, depois de ter corrido duas provas pela Surtees. 

E podia... não ter acontecido. Havia preocupações com o asfalto, tal como tinha também acontecido em Buenos Aires, duas semanas antes, e murmurava-se por um pedido de boicote, que não foi diante. Mas sabendo dos problemas de São Paulo, o Rio de Janeiro meteu-se no assunto e disse que poderiam correr ali, e foi o que fizeram para o resto da década. 

Nas televisões, todos vieram Gilles a passar de terceiro para primeiro em poucos metros, porque partiu melhor do que a concorrência. Mas também poucos sabem que Didier Pironi perdeu quase uma volta por causa da problemas com a sua saia lateral que o atiraram para o último posto, e depois fez uma prova "de trás para a frente", acabando no quarto posto da geral, os seus primeiros pontos ao serviço da Ligier. E foi por causa disso que Enzo Ferrari o viu na televisão e acabou por o contratar para a temporada seguinte e correr ao lado de Gilles Villeneuve.

Mas também foi uma prova onde o combativo Keke Rosberg mostrou mais uma vez que era melhor do que o seu patrão, quando logo na primeira volta o colocou em sentido na Reta Oposta. Claro, Emerson Fittipaldi não gostou da manobra, mas o seu irmão disse logo que ele pilotava bem melhor que ele. Se calhar, deve ter sido ali, naquele momento, que Emerson começou a pensar no seu final de linha como piloto de Formula 1.

No final, Arnoux ficou com uma vitória que, de uma certa forma, mereceu. Mas foi mais por estar no lugar certo, à hora certa, do que ter lutado para vencer.  

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Youtube Raing Interview: Uma entrevista com Daniel Ricciardo

Não sei se ai ser a última entrevista do ano, mas a Formula 1 lá arranjou um tempo para falar com Daniel Ricciardo no seu podcast oficial. Uma entrevista com hora e meia de duração, onde ele conta da sua carreira, da sua troca pela Renault, depois de toda a sua carreira na Red Bull (e um bocado na Toro Rosso e HRT), das suas brincadeiras e "one-liners", bem como o seu eterno sorriso que o transformaram numa das personalidades mais carismáticas do "paddock".

domingo, 24 de novembro de 2019

A imagem do dia

Na minha homenagem que fiz ontem ao Joaquim Moutinho, bi-campeão nacional de ralis em 1985 e 86, único vencedor português numa prova do WRC, morto na sexta-feira aos 67 anos, deixei de lado um capítulo da sua curta, mas fulgurante carreira nos ralis nacionais, a bordo do mítico Renault 5 Maxi Turbo - a matricula NG-81-41 entrou no imaginário nacional de uma geração. Esse episódio aconteceu no Rali do Algarve de 1984, que como agora, era a prova de encerramento do Nacional de ralis. E é um episódio que entra na história pelos piores motivos.

Naquele ano, como já tinha dito ontem, Moutinho, apoiado pela Renault Portuguesa, entrou de rompante no panorama nacional de ralis, contra Joaquim Santos e o seu Ford Escort RS, inscrito pela Diabolique, a equipa montada pelo Miguel Oliveira, seu navegador. E aquela temporada tinha sido a de um verdadeiro duelo entre os "Joaquins" que empolgava os fãs e fazia vender jornais.

E tudo iria ser resolvido no Rali Algarve. Aí, o duelo Ford vs Renault era forte, pois era um vencia, ora outro respondia com o melhor tempo na classificativa seguinte. Contudo, na zona de Monchique, alguém - nunca se soube quem - colocou uma barra de ferro com dentes pontiagudos, no intuito de fazer colocar Moutinho fora da estrada. Quando o Renault passou, todos os quatro pneus furaram e ele não teve outro remédio senão abandonar, entregando o título para Santos. Ninguém acredita que tenha sido um ato da concorrência, mas todos aceitam a ideia de que foi um acto de vandalismo puro e duro. Anos depois, Moutinho ainda ficava perturbado com esse acto, que considerava como "nojento".

Mas depois de ter mostrado o que tinha a mostrar, Moutinho estava imparável nos dois anos seguintes, vencendo ambos os campeonatos, e forçando a concorrência a ir arranjar um Grupo B, o Ford RS200, cujas consequências foram os que soubemos na Lagoa Azul... e deu a Moutinho a sua vitória mais amarga da sua carreira.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

A imagem do dia (III)

A meio dos anos 80, nos ralis em Portugal, apoiavas um Joaquim. O problema era no apelido. Se fosse um Ford Escort, era o Santos, apoiado pela estrutura da Diabolique. Se fosse um Renault 5 Turbo, o apelido era o Moutinho. Ambos eram velozes, e tinham sempre boas máquinas onde poderiam mostrar os seus talentos. 

Em 1985, Joaquim Moutinho tinha uma extensa carreira atrás de si. Tinha começado em 1972 no Rali Académico, com 20 anos de idade, estado na velocidade, guiando o Porsche de Grupo 5 na Velocidade e um Opel Commodore GS/E de Grupo 1. Era um piloto de velocidade, de circuitos, até que em 1983, faz o Rali da Madeira num Renault 5 Turbo. Quem lá estava era Patrick Landon, um homem da Renault Sport, que o convidou para fazer ralis integrado na Renault Portuguesa. Um carro oficial, verdade, mas ele considerava um bólide difícil de alinhar. 

O desafio era bom demais e ele aceitou. Navegado por Edgar Fortes, o seu primeiro rali foi o Rali Sopete, em 1984, acabou a vencer e a partir dali, foram quinze vitórias em provas de ralis, sendo que o mais famoso dos quais foi em 1986, no tristemente célebre rali de Portugal. O primeiro - e até agora único - piloto português a vencer uma prova do WRC. Mas ele mesmo disse que, dadas as circunstâncias, não teve o mesmo gosto dos outros triunfos.

E pelo meio, dois títulos nacionais, graças quer à velocidade de ponta do piloto, quer ao carro, um dos melhores e não sendo um "grupo B puro". Aliás, o primeiro Grupo B puro foi o Ford RS200 de Joaquim Santos, que ironicamente, foi o protagonista do tristemente célebre acidente da Lagoa Azul.

O Renault 5 Turbo não teve um final feliz. No Rali dos Açores de 1986, o carro teve um problema e viu-se consumido pelas chamas. No final desse dia, o piloto decidiu abandonar os ralis, pois tinha cumprido o seu dever.

Joaquim Moutinho morreu hoje, aos 67 anos. Estava doente há algum tempo. Assim fecha uma era nos ralis neste retângulo à beira-mar plantado, uma em que coincidiu a minha infância. Ars lunga, vita brevis.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Noticias: Renault não vai apelar da desclassificação no Japão

Depois de ontem a FIA ter dito que o sistema de travões da Renault estar fora dos regulamentos, e em consequência, serem desclassificados, a marca do losango decidiu não recorrer da decisão. Apesar de chamar à desclassificação "desproporcionada e inconsistente com decisões anteriores", decidiram "não prolongar um debate estéril" por não ter "nada de novo para mostrar".

No comunicado oficial da marca, afirmaram o seguinte:

"Lamentamos a decisão dos Comissários e, em particular, a severidade da sanção aplicada. Na nossa opinião, a penalidade não é proporcional a qualquer benefício obtido pelos pilotos, principalmente quando utilizados no contexto de um sistema confirmado como totalmente legal e inovador", começou por dizer. 

"Também é inconsistente com as sanções anteriores por violações semelhantes, como reconhecidas pelos Administradores em sua decisão, mas expressas sem argumentação adicional. No entanto, como não temos novas evidências para trazer além daquelas já produzidas para demonstrar a legalidade do nosso sistema, não desejamos investir mais tempo e esforço em um debate estéril em frente ao Tribunal Internacional de Apelação sobre a apreciação subjetiva, e, portanto, sanção, relacionada a um auxílio que reduz a carga de trabalho do piloto sem melhorar o desempenho do carro. Decidimos, portanto, não recorrer da decisão dos comissários", continuou.

"A Fórmula 1 sempre será uma arena para a busca incansável das menores oportunidades possíveis de vantagem competitiva. É o que sempre fizemos e continuaremos a fazer, embora com processos internos mais fortes antes que soluções inovadoras sejam colocadas no caminho certo", concluiu.

Recorde-se que Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg ficam ambos classificados nos pontos, respectivamente no sexto e décimo posto da geral. A contestação foi feita pela Racing Point, do qual a FIA deu-lhes razão, retirando-lhes os nove pontos que ganharam nessa corrida.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Noticias: Renault desclassificados do GP do Japão

Os Renault foram desclassificados do GP do Japão. A FIA decidiu esta quarta-feira que deu razão à queixa da Racing Point, que reclamava do seu sistema de travões, que achava irregular. A reclamação feita pela equipa de Lance Stroll e Sergio Perez afirmava que a Renault conta com um "sistema de travões pré-definido de ajuste de tendência baseado na distância das voltas" nos dois carros. Por outras palavras, um sistema de travões com ajuste automático, que é ilegal.

No comunicado oficial da FIA, a entidade explicou as decisões tomadas sobre este caso. Apesar de dizerem que o sistema em si cumpre os regulamentos, é classificado como um auxílio do piloto.

"Os comissários examinaram os documentos entregues ao Departamento Técnico da FIA. O relatório está de acordo com a ordem dada aos comissários na audiência de 13 de outubro de 2019. Algumas partes são confidenciais, porque avaliam informações que precisam ser protegidas. Os resultados da parte confidencial foram cuidadosamente incorporados nos documentos acessíveis a todas as partes. Os especialistas da FIA examinaram as versões do software da Renault usadas durante o GP do Japão, versões de informações descarregadas diretamente no carro, assim como verificou os controles do travão traseiro do carro, botões no volante e as informações no visor. Todas as conclusões dos especialistas estão bem estruturadas e explicadas sem mostrar fraquezas lógicas.

Assim, depois de revisão detalhada, os comissários concordam com os resultados e afimam:

- O software controlador do travão traseiro usado pela Renault é parte integral do sistema de controle referido no Artigo 11.0 das regras da FIA. Desta forma, está usado de acordo com o Artigo 11.1.3 e 11.1.4 das regras da FIA.

- O sistema de controle descrito não é ajustado com antecedência e dependente da distância da volta, como alegado.

- Os pilotos da Renault utilizam botões colocados no volante para controlar o equilíbrio dos freios de acordo com o Artigo 8.6.3 das regras técnicas da FIA. Estes estão conectados ao ECU padrão da FIA.

- Com tudo isso, os comissários concluem que, apesar da Renault ter utilizado soluções inovadoras para explorar certas ambiguidades das regras técnicas e outros documentos, o sistema deles não infringe nenhuma regra técnica.

“[Contudo], o sistema de ajuste da balança de freio em questão atua como um auxílio ao motorista, evitando que o motorista precise fazer vários ajustes durante uma volta. Os comissários observam que há uma distinção clara entre esse sistema e um que fornece controle real de feedback, que poderia substituir as habilidades ou reflexos do piloto. No entanto, ainda é um auxílio e, portanto, viola o Artigo 27.1 da FIA."

Assim sendo, Daniel Ricciardo, que foi sexto, e Nico Hulkenberg, o décimo, foram desclassificados, e os maiores beneficiados foram... os Racing Point, que coloca Perez no oitavo posto e Stroll no nono. Contudo, a equipa do losango tem até amanhã ao final da tarde para apelar da decisão.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Um futuro em jogo - parte 1

Ontem dei por mim a ver o video da Julianne Cerasoli sobre o futuro próximo da Formula 1, com as suas regras para 2021, que estão constantemente a serem modificadas, arrastando cada vez mais no tempo, e do qual não ficaria admirado se fossem adiados para 2022. Uma das razões pelo meu cepticismo em relação a isso nem tem a ver com o teto salarial, mas som sobre as pelas dos quais a FIA quer que sejam padronizadas, como os travões e as caixas de velocidades, mas os engenheiros decidiram vetar essa parte.

Mas não é sobre isso que pretendo falar. Na realidade, pretendo escrever sobre as possíveis retiradas de Renault e Mercedes da Formula 1. Como equipas de fábrica, não como fornecedora de motores. E como isso, caso aconteça, faz parte de um enorme mecanismo que mostra os tempos que correm e as prioridades existentes, que a Julianne fala, mas do qual eu colocarei mais pormenores.

As razões pelos quais Renault e Mercedes poderão ir embora, provavelmente no final de 2020 ou de 2021 - depende do ano em que as novas regras forem implementadas - são diferentes, mas tem pontos em comum. No caso dos franceses, o facto de ficarem sem clientes, pois a McLaren decidiu em 2021 mudar para a Mercedes, poderá ter dado pólvora para a administração da marca francesa questionar a sua presença na Formula 1. Uma administração que, como é sabido, está em polvorosa depois da prisão de Carlos Ghosn em novembro de 2018, por causa do escândalo de corrupção no qual foi envolvido, e apostava forte nas operações da Formula 1.

Contudo, esta nova administração tem outras prioridades, quer no lado francês, quer no lado japonês - a Nissan - e ambos investiram forte nos carros eletricos desde o inicio desta década. E a Renault, em associação com a DAMS, esteve na Formula E desde o seu inicio, embora tenham mudado de nome em 2018 para se concentrarem na Formula 1. Mas a aposta não tem tido resultados, e claro, todo este dinheiro está a ser escrutinado - Daniel Ricciardo tem um os salários mais altos da Formula 1, a par de Sebastian Vettel e um pouco abaixo de Lewis Hamilton - e como a marca gasta muito menos na competição elétrica e tem muito melhores resultados - um título de pilotos com Sebastien Buemi e três de construtores - logo, não ficaria admirado se digam onde é que o dinheiro deveria ser melhor gasto.

No caso da Mercedes, há semelhanças e diferenças. Os Flechas de Prata são campeões de pilotos e construtores desde 2014, e estão na Formula 1 como construtora desde 2010, e tem fornecimento de motores ininterruptos desde 1995, com imenso sucesso na McLaren, em 1998 e 1999, com Mika Hakkinen. Mas a Mercedes, como toda a industria alemã, está a apostar forte na electrificação - Dieselgate oblige - e as marcas estão a lançar modelos atrás de modelos que terão unicamente motores e baterias elétricas. E a Mercedes, depois de um ano de aprendizagem com a HWA, vão estar na Formula E usando o seu nome, a par da Porsche, Audi e BMW, uma aposta bem forte da industria alemã para triunfar neste novo mundo automobilistico. 

E se isso é pouco compreensível na América do Sul, onde as novidades chegam mais tarde, falemos quem mora na Europa, como eu. Grande parte dos países já estabeleceu regras para a electrificação, onde nos próximos quinze a vinte anos, a grande maioria dos carros têm de ser elétricos. São obrigados pelos governos e a industria tem de obedecer, sob pena de pagar multas cada vez mais pesadas. A multa do Dieselgate foi muito alta e alguns dirigentes de topo estão presos, quer nos Estados Unidos, quer na Alemanha, por terem mentido em tribunal sobre o cumprimento das regras que deveriam seguir, e no final, andaram a enganar. É por isso que o motor Diesel se tornou na "má da fita" na Europa, e todos pretendem largar, e num futuro não muito distante, ilegalizar.

E também têm de se pensar no seguinte: o que é que a Formula 1 tem para oferecer às equipas de fábrica? Que tecnologia que pretendem desenvolver do qual a Formula 1 poderia ser uma via para acelerar esse desenvolvimento? Nesta altura, pouco ou nada se pode oferecer. Em termos tecnológicos, o futuro está na Formula E, porque é todo um mundo para desbravar, e nas áreas onde podem desenvolver livremente, irá haver saltos tecnológicos que serão colocados nos carros de estrada logo a seguir. Na Europa, todos já entenderam que o futuro é elétrico e o aceitam, e a cada ano que passa, centenas de milhares de carros elétricos são colocados na estrada, com cada vez mais autonomia, cada vez mais baratos e com redes de carregamento cada vez mais presentes. A Noruega, onde mais de metade dos carros novos são elétricos, é um espelho do futuro.

O que a Formula 1 poderá fazer nesse campo? Pode-se pensar numa fusão com a Formula E, mas há muitos obstáculos. Primeiro que tudo, nem é tanto a tecnologia, mas sim o ordenamento. A Julianne fala um pouco no video sobre Toto Wolff ser o futuro patrão da Formula 1, mas também falo sobre Alejandro Agag. O fundador e idealizador da Formula E tem os direitos exclusivos da competição durante 25 anos, ou seja, até 2039. É tempo suficiente para fazer crescer a competição, quer em termos tecnológicos, quer em termos de calendário. E já conseguiu um dos seus objetivos: tem dez equipas de fábrica, algo do qual a Formula 1 nunca teve na sua história. 

Agag até veria com bons olhos essa fusão... desde que fosse o dono da Formula 1. Só que para esse cargo, há concorrência. Não Chase Carey ou Sean Bratches, que estão de saída - vão se reformar em 2020 - mas sim Toto Wolff, que tem interesse no lugar quando sair da Mercedes. Ele que têm dez por dentro das ações da equipa, a par de Niki Lauda, quando foram para lá no final de 2013. E Wolff tem um pé na Formula E. Bom, não ele... mas sim a sua mulher, Susie. Que é a diretora da Venturi, onde esta semana anunciaram uma parceria técnica com a... Mercedes. Podem ser sinais de que os alemães irão para lá no sentido de vencer e dominar, como estão a fazer na Formula 1.

Caso Wolff - ou os Wolff - entrem cada vez mais na Formula E, a ideia de dominar ambos para poder fundir num futuro distante pode não ser tão descabida assim.

Por isso é que digo não acreditar mais em equipas de fábrica a entrarem na Formula 1. O mundo muda e as prioridades são outras. Agora, entrar novas equipas na categoria máxima do automobilismo... a conversa é outra, do qual contarei na segunda parte desta história.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Youtube Motoring Test: O teste do Renault Zoe

O Renault Zoe, um dos quatro carros elétricos mais vendidos na Europa, teve uma nova versão, com 50 kW, e o pessoal do canal do Youtube Fully Charged decidiu levar dois desses carros para a Sardenha, num teste de longa duração para ver como se comportaria na estrada.

O resultado desse teste pode ser visto neste video.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Rumor do Dia: McLaren regressa à Mercedes em 2020?

O rumor é desta tarde, e quem conta é Joe Saward: num fim de semana calmo em termos de noticias, em Sochi, ele afirma que a McLaren trocará de motores para 2020, da Renault para a Mercedes, do qual tiveram uma parceria desde 1995 até 2015, quando trocaram com a Honda. A ideia é, caso subam em termos de performance, é melhor tem um bom motor cliente, já que ainda não tem a capacidade de construir os seus próprios motores de Formula 1.

Segundo conta o jornalista, apesar do relacionamento com a Renault ser bom, não será o melhor, porque a longo prazo serão sempre um cliente da marca. Par complementar as coisas, a nova liderança, cujo departamento técnico é liderado por Andreas Seidl, que veio da Porsche de Endurance, acha que tendo este motor, poderão chegar mais rapidamente a um regresso aos primeiros lugares, e do qual poderia facilmente atrair um construtor que os queira fazer deles a sua equipa numero um. O que não seria fácil...

Caso aconteça, a Renault ficaria sem clientes para enviar os seus motores, o que por um lado seria bom, porque concentrariam no seu desenvolvimento, mas por outro, abdicaria de poder dentro do pelotão da Formula 1, porque eventualmente a Mercedes, por exemplo, forneceria motores à McLaren, Racing Point e Williams, enquanto a Ferrari iria para a Alfa Romeo e Haas, enquanto a Honda ficaria com a Toro Rosso e a Red Bull.

Ainda não se sabe quando acontecerá o anuncio, mas Saward afirma que será dentro em breve.