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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Apresentações Formula 1 2020 - O Alfa Romeo Sauber C39

Só faltava a Alfa Romeo para completar as apresentações para 2020. E foi o que fez esta manhã em Barcelona, no inicio dos testes coletivos. Com os pilotos principais presentes, Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi, acompanhados pelos de testes, Robert Kubica e Tatiana Calderon, a marca de Hinwill, que ainda se chama Sauber, mostrou o chassis que se chamará de C39.

Em termos de chassis, o carro é uma evolução do seu antecessor, mantendo a equipa a asa com a filosofia de gerar força na zona central dos flaps. No nariz, a entrada para o "S-duct" tem a forma da grelha da Alfa Romeo, mais como design de família do que a ter algum impacto aerodinâmico.

Os responsáveis da marca esperam que 2020 seja uma temporada mais consistente do que 2019, onde depois de um bom começo, ficaram para trás à medida que a temporada avançava.

Dos pilotos, Robert Kubica falou sobre este seu regresso à equipa, já que, como Sauber, lhe deu a estreia na Formula 1 em 2006, e das suas funções dentro da equipa.

"Estou num papel diferente em relação a 2006, mas é bom ver alguns dos mesmos rostos, mesmas pessoas que fizeram com que tudo fosse possível para mim.", começou por dizer.

"Muitas coisas mudaram porque a Formula 1 mudou muito, e a equipa está a se desenvolver, mas o ADN continua o mesmo. Estou finalmente de volta para casa e espero ter um bom ano", continuou. 

"Como reserva tenho algumas tarefas, mas não significa que estarei de férias. Estarei, provavelmente, em quase todas as corridas, então, caso seja necessário, e espero que não, se algo acontecer a Kimi [Räikkönen] ou a Antonio [Giovinazzi], estarei pronto. Temos um novo simulador, e tentamos desenvolvê-lo para que trabalhe bem e, espero, nos dará uma boa ferramenta para nos prepararmos para as corridas", concluiu.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A imagem do dia

Há 25 anos em Jerez de la Frontera, realizava-se um Grande Pémio que não deveria ter acontecido ali. Quando o calendário foi elaborado, havia um GP da Argentina, que deveria ter acontecido em Buenos Aires, mas o circuito não estava pronto a tempo de receber a Formula 1, acabando por ser adiado para o ano seguinte.

Numa corrida onde Ligier e Lotus trocaram de pilotos, a Sauber alinhava com Andrea de Cesaris e Heinz-Harald Frentzen ao volante. Tinha sido uma temporada atribulada na equipa. Tinham começado com Frentzen e o austríaco Karl Wendlinger, com este a conseguir um quarto lugar no infame GP de San Marino, em Imola. Mas na corrida seguinte, os sarilhos atingem a equipa em cheio, quando Wendlinger bate com o seu carro na chicane do Porto, no Mónaco, ficando em coma por dez dias e fora da Formula 1 para o resto da temporada.

Para o seu lugar, chamam um veterano que tinha corrido duas provas pela Jordan no lugar do suspenso Eddie Irvine: o veterano italiano Andrea de Cesaris. Então com 34 anos, a Sauber decide contratá-lo para o resto da temporada, esperando que fizesse alguma coisa de interessante numa temporada que nem era esperado participar.

Ele, que tinha conseguido um inesperado quarto lugar no Mónaco, entrou no carro do qual iria comemorar o seu 200º Grande Prémio, no Canadá, e depois conseguiria pontuar, com um sexto lugar. E em Jerez, apesar de largar em 18º, acabaria por abandonar na volta 37 com o acelerador preso. E este não era uma corrida qualquer: previa-se que Wendlinger iria voltar a correr no GP do Japão. Feito essa prova, pendurou o capacete e foi de férias. Só que o teste não correu como deveria, e quando quiseram contactá-lo, ele estava fora de alcance. Foi assim que foram buscar J.J. Letho, que tinha sido dispensado da Benetton depois de uma temporada para esquecer, com um acidente que condicionou a sua carreira.

E foi assim que há um quarto de século terminava a carreira de um dos veteranos que marcou uma era na Formula 1. 

terça-feira, 14 de maio de 2019

A imagem do dia

Quinze dias depois, o pesadelo continuava. Mesmo que se ainda pensasse nos eventos da corrida anterior, mesmo que tudo isso ainda estaria nas mentes de todos que tinham vivido esse fim de semana de pesadelo, os eventos daquela quinta-feira no Mónaco exacerbaram as coisas. 

É verdade que o circuito do Mónaco pode parecer lento, mas tem zonas onde os carros andam a mais de 270 km/hora, como a saída do túnel até à Chicane do Porto, e naqueles treinos de quinta-feira, o Sauber de Karl Wendlinger, que tinha sido quarto em Imola, bateu forte contra os guard-rails, depois do carro ter perdido o controlo na travagem para a chicane do Porto. Cedo se viu que Wendlinger estava em estado grave, e demorou semanas até ele sair do seu coma. Não voltou mais a ser o mesmo na Formula 1, apesar de ter feito mais seis provas na sua carreira, todas em 1995.

Contudo, no tempo em que Mónaco esperava dois dias para as suas sessões de treinos - ainda acontece hoje em dia - as especulações voavam, e de novo, o fantasma da morte pairava. A Sauber retirava-se de cena naquele fim de semana, e falava-se de um cancelamento do Grande Prémio, se Wendlinger morresse no final de semana. E via-se, nas caras de Max Mosley e Bernie Ecclestone, naqueles dias, que estavam a perder o controlo. E foi nessa altura em que se decidiu uma série de medidas para que se modificassem os carros no sentido de serem um pouco menos velozes: novas asas, buracos no chassis, um assoalho no chão, medidas provisórias para mostrar que a FIA estava a fazer alguma coisa para evitar ceder ao pânico. 

Contudo, foi a Sauber que foi um pouco mais longe em termos de segurança. Depois de Barcelona, os carros guiados por Heinz-Harald Frentzen e do substituto de Wendlinger, o veterano italiano Andrea de Cesaris, tinham proteções laterais no habitáculo, algo do qual só foram colocados nos restantes carros do pelotão no ano seguinte, pois foi precisamente nessa zona que Wendlinger recebeu o impacto que mudou a sua carreira no Mónaco.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Apresentações 2019 (X) - O Sauber Alfa Romeo C38 Ferrari

Só faltava a Alfa Romeo Sauber apresentar o seu chassis para que o pelotão de 2019 da Formula 1 fosse mostrado ao mundo. Em Barcelona, palco dos testes coletivos, Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi mostraram o C38, provavelmente o último carro nessa designação. Com um design agressivo ao nível da asa dianteira e um nariz semelhante aos do resto do pelotão para ir de encontro aos novos regulamentos da asa dianteira, o carro está pronto para encarar o resto do pelotão nos seus objetivos, que é de ficar no meio do pelotão.

Para Kimi Raikkonen, aos 39 anos, é um regresso à equipa que o colocou na Formula 1, em 2001. E para ele, este regresso é para uma equipa onde existe muito menos politica do que existia na Ferrari. “Aqui a atmosfera certamente é mais relaxada, está tudo focado nos aspectos das corridas e tem menos política. Acho que é mais fácil para todos", começou por dizer.

O finlandês aproveitou para elogiar Frederic Vasseur, o atual diretor desportivo da equipa, que não conhecia pessoalmente, apesar de ter conhecimento do seu sucesso na ART.

Obviamente, eu sabia como a sua equipa se tinha saído na F2, na GP2 e na GP3. Mas, pessoalmente, eu não o conhecia até chegar na Alfa Romeo, e devo dizer que ele me parece alguém muito das corridas, focado no que é necessário para chegar na pista e se sair bem”, seguiu.

Quanto a Giovinazzi, que têm uma pequena experiência em 2017, esta sua entrada para a primeira temporada a tempo inteiro, afirma ter gostado do entrosamento com Kimi. "Nos últimos meses, conversei mais do que nos dois anos anteriores na Ferrari", começou por dizer. "Ele é é bom e transparente. Acho que é uma ótima oportunidade ter a chance de trabalhar com ele", continuou.

Sobre a sua primeira oportunidade na Formula 1, dois anos antes, e com apenas duas corridas no currículo, o italiano afirma que as circunstâncias foram diferentes. "Aquela não foi uma oportunidade real. Estreei em Melbourne sendo convocado no sábado de manhã e sem conhecer a pista, sem fazer nenhuma preparação. Foi uma sensação estranha, não conhecia o carro nem o grupo de trabalho. Me Encontrei-me num mundo distante do qual estava acostumado na Formula 2. Tudo novo, mas quando vi a bandeira de xadrez fiquei feliz com meu trabalho", completou.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Youtube Formula One Shakedown: A primeira saída da Alfa Romeo

E em Fiorano, a Alfa Romeo fez o seu "shakedown" para 2019, agora que a Ferrari comprou o resto da Sauber e deu o nome "da sua mãe". Como o veterano Kimi Raikkonen ao volante, o carro tem uma decoração negra e vermelha, muito provavelmente um "one-off" semelhante ao que têm a Red Bull até ao inicio da temporada.

O carro será mostrado ao mundo na segunda-feira, em Barcelona, e terá Raikkonen e o italiano Antonio Giovinazzi ao volante. 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Noticias: Sauber transforma-se em Alfa Romeo

A Sauber, que se encontra em cena na Formula 1 desde 1993, vai desaparecer em 2019 para dar lugar à Alfa Romeo, mas mais que o regresso de uma marca à categoria máxima do automobilismo, é a inclusão de uma equipa B da Ferrari, um pouco à semelhança da Red Bull e da Toro Rosso.

É um prazer anunciar que entraremos na temporada de 2019 da Formula 1 com o nome Alfa Romeo Racing”, disse Frederic Vasseur, chefe de equipa.

Depois de começar nossa colaboração com nossa patrocinadora principal Alfa Romeo em 2018, nossa equipe deu um progresso fantástico no lado técnico, comercial e desportivo. Isso nos deu um impulso de motivação para todos os membros da equipa, seja dentro da pista ou na sede na Suíça, já que o trabalho duro investido se refletiu nos nossos resultados.

Pretendemos continuar desenvolvendo todos os fatores de nossa equipe, permitindo que nossa paixão por corridas, tecnologia e design nos leve adiante.”, concluiu.

Fundada por Peter Sauber em 1970, teve passado na Endurance, vencendo as 24 Horas de Le Mans em 1989 em conjunto com a Mercedes. Quatro anos depois, foi para a Formula 1 com o austríaco Kark Wendlinger e o finlandês J.J. Letho. O seu primeiro pódio aconteceu em 1995, com o alemão Heinz-Harald Frentzen, na mesma altura em que chegava à sua equipa a Red Bull, como patrocinadora. Em 1997, começava a ligação com a Ferrari, que ficou até 2005, quando trocou pela BMW.

Foi com os alemães a bordo que a equipa conseguiu a sua única vitória, no GP do Canadá de 2008, com o polaco Robert Kubica ao volante. Contudo, no final desse ano, a BMW retirou-se e Peter Sauber voltou à liça, para não deixar a sua equipa morrer, com motores da Ferrari. Em 2016, a marca italiana decidiu aumentar a sua participação, com a ideia de Sergio Marchionne, então presidente da FCA, que queria o regresso da Alfa Romeo na Formula 1, depois de duas participações, entre 1950 e 51, e entre 1979 e 1985.

Nesta temporada, a equipa terá o finlandês Kimi Raikkonen e o italiano António Giovanazzi.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Noticias: Calderon testou no México

Aos 25 anos de idade, Tatiana Calderon cumpriu o seu sonho de andar num Formula 1. Ontem, no Autódromo Hermanos Rodriguez, Calderon deu cerca de cem quilómetros a bordo de um Sauber deste ano, o C37, e ficou muito feliz por essa experiência, e por finalmente cumprir o seu sonho.

Pilotar o Sauber C37 foi uma experiência incrível. A potência, a travagem e a aderência do carro são inacreditáveis- Senti-me muito confortável na pista e depois de algumas voltas, começamos a habituarmos-nos com a velocidade. Diverti-me muito. Quero agradecer à Alfa Romeo Sauber F1 por me darem esta oportunidade, confiando em mim para fazer o trabalho. Este é um dia que vou recordar para sempre.” disse a piloto colombiana.

Xevi Pujolar, chefe dos engenheiros de pista da marca suíça, elogiou o teste de Calderon.

“[Tatiana] fez um ótimo trabalho, estamos felizes por vê-la sair-se tão bem. Este evento marcou um passo positivo para a Formula 1, e estamos ansiosos por ver Tatiana continuar a progredir”, comentou.

Calderon corre esta temporada na GP3 ao serviço da Jenzer Motorsport, onde alcançou nove pontos e o 16º posto na classificação geral.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Sauber: Giovinazzi no lugar de Ericsson em 2019

O italiano Antonio Giovinazzi vai ser piloto da Sauber em 2019, substituindo o sueco Marcus Ericsson. O anuncio foi feito esta terça-feira, nas vésperas do GP da Rússia. O piloto italiano - que vai alinhar ao lado do veterano Kimi Raikkonen, regressa à Sauber depois de uma primeira passagem nas duas primeiras corridas de 2017, em substituição de Pascal Wehrlein, que se tinha lesionado na Corrida dos Campeões desse ano, nos Estados Unidos.

Quanto a Ericsson, tem a hipótese de continuar na equipa como terceiro piloto, mas poderá tentar a sua sorte na Williams, para continuar a pilotar na Formula 1.

Estou muito feliz por me juntar à Alfa Romeo Sauber F1 Team. Este é um sonho que se tornou realidade e é um grande prazer ter a oportunidade de correr para esta equipa. Como italiano, sinto-me grandemente honrado por representar uma marca tão icónica e tão bem-sucedida como a Alfa Romeo nesta disciplina. Gostaria de agradecer à Scuderia Ferrari e à equipa Alfa Romeo Sauber F1 por me darem esta grande oportunidade. Estou muito motivado e mal posso esperar para começar a trabalhar, com vista a alcançarmos juntos grandes resultados”, referiu no comunicado o piloto italiano de 24 anos.

Frédéric Vassseur, o diretor desportivo da marca, destacou sobre a dupla de pilotos para 2019 que está satisfeito com o equilibrio entre experiência e juventude. 

Estamos muito satisfeitos em revelar o conjunto completo de pilotos para a temporada de 2019. Primeiro assinámos com Kimi Räikkönen, um piloto extremamente experiente, que contribuirá para o desenvolvimento do nosso carro e acelerará o progresso da equipa como um todo. Juntamente com a Alfa Romeo, temos o prazer de dar as boas-vindas a Antonio Giovinazzi, que ocupará o lugar de Charles Leclerc. Já tivemos a oportunidade de trabalhar com ele no passado e ele provou ter um grande potencial. Estamos muito determinados e motivados. A nossa meta é continuar a progredir e a lutar juntos por resultados que façam a diferença”, comentou.

Nascido a 14 de dezembro de 1993, em Marina Franca, Giovinazzi destacou-se nas fórmulas de acesso à Fórmula 1, tendo sido vice-campeão da GP2 em 2016, perdendo a luta pelo título com o francês Pierre Gasly, que vai ser piloto da Red Bull em 2019. Este ano esteve nas 24 Horas de Le Mans, num Ferrari 458 da AF Corse na categoria GTE Pro, ao lado do finlandês Toni Vilander e do brasileiro Pipo Derani, acabando no quinto posto da categoria.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Noticias: Kimi na Sauber, Leclerc na Ferrari

A Ferrari anunciou esta manhã que decidiu dispensar os serviços de Kimi Raikkonen e confirmou Charles Leclerc para a temporada de 2019. Já o finlandês ruma à Sauber, equipa onde começou, em 2001, e ficará por duas temporadas, até ao final de 2020. 

Era um desfecho esperado desde há algum tempo, depois de se saber que estes eram os desejos de Sergio Marchionne antes de abandonar o grupo FCA. Contudo, ao longo do verão, e com a morte de Marchionne, surgiram rumores de que alguns membros da cúpula da Ferrari, como John Elkann, queriam reverter a decisão, com o apoio de Sebastian Vettel, e que existiam choques com Nicolas Todt, o "manager" de Leclerc e um dos chefes da Academia Ferrari. Para além disso, a popularidade de Raikkonen junto dos fãs era tal que chegou a haver uma petição onde cerca de 90 mil pessoas assinaram, pedindo para que o finlandês ficasse por mais uma temporada.

A Scuderia Ferrari anuncia que, no final da temporada de 2018, Kimi Raikkonen vai deixar de desempenhar o seu atual papel. Durante este anos, a contribuição do Kimi para a equipa, quer como piloto, quer com as suas qualidades humanas, foram fundamentais. Ele teve um papel decisivo no crescimento da equipa e foi sempre, ao mesmo tempo, um grande jogador de equipa. Como campeão do mundo pela Scuderia Ferrari, fará sempre parte da história da equipa e da sua família. Agradecemos ao Kimi por tudo e desejamos tudo de bom, quer a ele, quer à sua família”, dizia o comunicado da Ferrari.

Já do lado da Sauber, Frédéric Vasseur falou sobre o regresso do finlandês à equipa onde inicio a sua carreira, em 2001:

Assinar com o Kimi Räikkönen para ser nosso piloto representa um pilar importante no nosso projeto e deixa-nos mais perto do nosso objetivo de progresso como equipa num futuro próximo. O talento indiscutível do Kimi, e a sua experiência não vão apenas contribuir para o desenvolvimento do carro, mas também acelerar o desenvolvimento da equipa. Juntos vamos iniciar a temporada de 2019 com a determinação de conseguir resultados importantes”, afirmou.

Já do lado do veterano piloto finlandês, ele exprimiu o seu contentamento na rede social Instagram: "Fico contente por regressar onde comecei", escreveu.

E claro, Charles Leclerc estava feliz por se ver na Scuderia: “Os sonhos tornam-se realidade… Vou pilotar para a Scuderia Ferrari no campeonato de 2019 da Fórmula 1. Vou estar para sempre agradecido à Ferrari pela oportunidade dada, ao Nicolas Todt pelo apoio desde 2011 e à minha família. E, claro, a uma pessoa que já não está neste mundo mas a quem devo tudo o que me está a acontecer, papá. Ao Jules, obrigado por tudo o que me ensinaste, nunca te vamos esquecer e a todas as pessoas que me apoiaram e que acreditaram em mim. Vou trabalhar muito para não vos desapontar”, escreveu o piloto monegasco, também na rede social Instagram.

Aos 20 anos de idade, ele torna-se o segundo piloto mais novo de sempre a guiar um carro da Scuderia, 57 anos depois do mexicano Ricardo Rodriguez, no final da temporada de 1961.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A(s) image(ns) do dia







Marcus Ericsson assustou toda a gente nesta sexta-feira à tarde em Monza. No final da reta da meta, ao travar para a primeira chicane, a sua asa traseira não fechou e o carro perdeu o controlo, acabando por bater forte no muro e capotando. Felizmente, o sueco ficou abalado, mas não ferido.

O acidente foi causado pela asa traseria que não fechou em zona de DRS, e fez lembrar um pouco o de Jochen Rindt, em 1970, mas isso foi outro século, outra era. As coisas andaram bastante desde então. Aliás, o melhor exemplo foi visto há cinco dias, quando o carro do seu companheiro de equipa, Charles Leclerc, aguentou o impacto do McLaren de Fernando Alonso e deixou as suas marcas no Halo do piloto monegasco do qual, sem ele, provavelmente estaríamos a lamentar os seus ferimentos ou pior. O Halo pode ser feio, mas salva vidas.

Claro, nesta situação, com ou sem Halo, o piloto iria safar-se, mas de uma certa maneira, temos de dar os parabéns aos avanços que a segurança teve nos último meio século, pois assim, as chances de resultados graves ficaram reduzidos a quase zero.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Noticias: Vasseur acolheria Kimi na Sauber

Frederic Vasseur, o patrão da Sauber, está aberto a acolher Kimi Raikkonen na Sauber em 2019. Com rumores insistentes sobre uma eventual troca com o monegasco Charles Leclerc, o dirigente francês não se importa de o ter na equipa onde começou a correr na Formula 1, em 2001.

Vasseur disse que a equipa pode lidar perfeitamente com Raikkonen.

"É um problema para os ricos?" ele perguntou. "Eu não me importo, quero ter os melhores pilotos nos meus carros, isso é o mais importante para a equipa, e nenhum sacrifício com desempenho. É muito melhor ter um campeão mundial do que alguém que não ganhou nada", continuou.

Ele acrescentou: "Estou apenas focado no desempenho. O mais importante para mim é ter a melhor formação para o próximo ano e o futuro. Essa é a minha única preocupação".

Contudo, apesar os elogios a Raikkonen, ele acha que António Giovanazzi, piloto de testes da Ferrari e que esteve na equipa em duas provas de 2017, em substituição de Pascal Wehrlein, é o melhor candidato ao lugar.

"É uma sensação boa que Antonio se queira envolver e podemos nos orgulhar, e ele estará na lista com certeza. Vamos fazer juntos alguns treinos livres e é provavelmente a melhor maneira de eu o conhecer e entendermo-nos um ao outro. Fizemos o mesmo no ano passado com o Charles [Leclerc] e foi um bom primeiro passo na colaboração."

Graças à colaboração com a Alfa Romeo, e um sexto posto de Leclerc em Baku, a Sauber já conseguiu este ano 16 pontos, estando no nono posto no campeonato de Construtores.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Youtube Formula One: As comunicações do GP do Mónaco


E depois dos "highlights", vamos às comunicações via rádio do GP monegasco.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Youtube Formula 1 Highlights: Os melhores momentos do GP do Mónaco


Foi um domingo movimentado, com o GP do Mónaco antes das 500 Milhas de Indianápolis. Não foi uma corrida movimentada - não se espera muita coisa de um circuito citadino - mas teve os seus momentos interessantes. 

Eis um video com alguns desses momentos, e uma vitória popular entre os fãs. 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Rumor do Dia: A Alfa Romeo a ficar com cada vez mais da Sauber?

A semana acaba com rumores de, na Sauber, a Alfa Romeo começar a ter cada vez mais influência na equipa de Hinwill, podendo até transformar a equipa fundada por Peter Sauber numa afiliada da Ferrari, ou seja, outra Toro Rosso. 

Como é sabido, a marca de Varese, controlada pela FCA - Fiat Chrysler Automobili - é patroconadora este ano da Sauber, tendo o motor Ferrari de última geração. Por agora, teve bons resultados, sendo o melhor o sexto lugar de Charles Leclerc em Baku, mas no dia seguinte a esse resultado, a equipa dispensou os serviços de Jorg Zander. Ele, que apareceu na marca em 2017, vindo do projeto da Audi em Le Mans, vai ser substituido por Jan Monchaux, que passou pela Toyota, Ferrari e Audi, tornando-se o líder do departamento de aerodinâmica da formação.

Claro, Frédéric Vasseur, por agora, tem a área técnica sob sua alçada.

Contudo, soube-se da constituição da Islero Investements AG, uma empresa situada precisamente no mesmo endereço que a Sauber. Essa empresa tem como diretores Frederic Vasseur, Pascal Picci, o responsável pela Longbow (e actual proprietária da Sauber) e Finn Rausing, o bilionário por detrás da Longbow. E também Shelby du Pasquier, um homem da finança com forte ligação a Sérgio Marchionne, o responsável máximo da FCA e da Ferrari. Alessandro Alunni Bravi, ex-chefe de equipa da Trident Racing, também está integrado nessa estrutura.

Toda esta gente envolvida na estrutura da Islero Investments poderá querer passar a ideia de que a Alfa Romeo poderá ficar com a equipa, mais cedo ou mais tarde, e poderá estar dependente do que vai ser a Formula 1 a partir de 2021 para a marca de Varese tentar a sua sorte para ficar com ela e retomar uma tradição que teve dois periodos. A primeira, em 1950 e 51, cheia de sucessos, com Nino Farina e Juan Manuel Fangio, e a segunda, mais desastrosa, com a Autodelta envolvida e pilotos como Mario Andretti, Andrea de Cesaris, Patrick Depailler, Bruno Giacomelli e Riccardo Patrese, entre outros.

terça-feira, 13 de março de 2018

Uma apreciação (de outros) sobre os testes de pré temporada (parte 2)

Na segunda parte das avaliações sobre as equipas de Formula 1 por parte do Will Buxton, fala-se aqui do resto do pelotão, onde de uma certa forma, refere-se acerca de alguma possivel surpresa e algumas desilusões que poderão existir ao longo da temporada. Baseado nos testes de Barcelona, parece que existirão marcas que poderão ter aproveitado a ocasião para dar um pulo de qualidade, e outras que poderão ser grandes candidatos ao fundo do pelotão, fazendo companhia à Sauber, por exemplo.

Haas: The surprise of testing. Rival drivers say it looks very, very good out on track and tyre corrected lap times put it less than half a second off the Ferrari mothership. If that plays out to be true, Haas could be in the hunt for P4 in championship and podiums.

Haas: A surpresa da sessão de testes. Pilotos rivais disseram que parece estar muito, mas muito bom na pista, e os tempos corrigidos os colocam a menos de meio segundo da Ferrari. Caso isso seja verdadeiro, a Haas poderá ser candidata ao quarto posto e mais alguns pódios.

Esta pode ser a verdadeira surpresa do campeonato. Romain Grosjean e Kevin Magnussen poderão ter pela frente uma excelente temporada para ambos, e isso seria o corolário de um crescimento sustentável desde que começaram, em 2016. Têm o mesmo motor que a casa-mãe e o chassis, basta fazer bem as coisas para poderem andar a par com os "big boys". Pódio (ou pódios) e uma chegada constante à Q3 poderá ser o que lhes reserva para 2018. E se a Haas poderá ser a surpresa, então, quem seria a desilusão?

Mas há mais. Toro Rosso, por exemplo.

Toro Rosso: Highest mileage in the disrupted first week. Just 4 PU used in testing and 3 of those in week 1. Honda is coming good as many predicted with STR a de facto factory team. Mix that to a James Key car, and they could be right in the mix at the top of the midfield fight.

Toro Rosso: A que andou mais ao longo da primeira semana. Apenas quatro UP [Unidades de Potência] usados nos testes, e tres desses na primeira semana. A Honda vem bem, com a STR como equipa de fábrica. Adiciona.se a isso o facto de ser um chassis de James Key, e poderão estar na luta pelo pelotão intermediário.

Que a Toro Rosso nem é uma má equipa, isso é verdade. Sendo "equipa B" da Red Bull, serve para experimentar pilotos novos e elementos novos, antes de se "promoverem" para a Red Bull. Como a troca de motores pela Honda foi um arranjo para evitar a saída da marca japonesa pela "porta do cavalo", tê-los por ali poderá servir para fazer as coisas sem pressas. E parece que este ano, a Honda acertou a mão, apesar de ser um ano de adaptação a uma nova equipa e a novo chassis. Brandan Hartley e Pierre Gasly vão aparecer constantemente nos pontos? Pode ser. E ainda poderá ter outro trunfo, agora que as equipas são obrigadas a usar apenas três motores por temporada... 

Force India (or whatever they’re going to be called): Car looked solid on track but unimpressive. Drivers didn’t seem overjoyed either. It’s basically a 2017 upgrade with both drivers saying they hoped a proper new car is online for Australia. Pips McLaren on reliability alone.

Force India (ou o que vão querer ser chamados): o carro parece ser sólido mas não impressiona. Os pilotos não parecem muito felizes. Basicamente é um "upgrade" de 2017, com os pilotos a dizerem que esperam um carro melhor na Austrália. Parece estar ao nível da McLaren em termos de fiabilidade.

A Force India conseguiu fazer muito com muito pouco. Tem um bom motor Mercedes, e o chassis conseguiu ser bom nas últimas duas temporadas. E o resultado é que a regularidade compensou: quarto lugar no Mundial de Construtores em 2016 e 2017. E verdade que Sérgio Perez e Esteban Ocon por vezes fizeram as faiscas voar em termos de relacionamento entre eles, mas no final contiveram-se e trabalharam para a equipa. Contudo, este ano as coisas poderão ser um pouco mais complicados para ambos, pois o chassis não impressiona, e este ano poderão ter a Haas e a Toro Rosso a morder-lhe os calcanhares. E não poderemos esquecer da Renault e McLaren. 

Logo... vai ser um lugar muito concorrido. E ter esse conjunto não é garantia de que haverá uma continuidade. 

Quanto a aquilo que o Will falou em cima, é por causa dos rumores de que poderá ser comprada pela Rich Energy, uma companhia de bebidas energéticas que foi fundada em 2015 e que pretende fazer negócio com Vijay Mallya por 200 milhões de libras, o que é uma soma impressionante, mas poderia ser uma forma de ele se aliviar dos problemas que têm na India - corre o risco de ser extraditado para lá devido à falência da Kingfisher Airlines, por exemplo. E o seu parceiro Subrat Roy Sahara também está preso, mas devido a uma fuga fiscal e dividas ao Estado indiano.

Williams: The car is reportedly an absolute dog to drive. It looks horrible on track, heavy, lazy and unresponsive. Can’t turn the tyres on. Drivers look brow beaten. It’s going to be a very hard season. Kubica, however, a breath of fresh air. Insight and experience could be key.

Williams: O carro parece ser horrível de guiar. Parece ser horrível na pista, pesado, lento e não responde na hora. Não consegue aquecer os pneus. Não consegue excitar os pilotos. Parece que vão a caminho de uma temporada muito dura. Kubica, contudo, é uma lufada de ar fresco. A sua experiência poderá ser a chave.

Não se pode chegar a conclusões por agora, mas parece que a diretoria da Williams poderá ter cometido alguns erros graves de julgamento. Não tanto na escolha de pilotos - Serguei Sirotkin poderá ser uma surpresa - mas porque Lance Stroll poderá não aguentar a pressão. É veloz mas parece não ser capaz de transmitir as suas impressões aos engenheiros. E a Williams cometeu um erro ao não colocar um veterano ao volante para fazer as coisas bem ao longo da temporada. E poderão penar, como penaram em 2011 e 2013, ambas temporadas onde tiveram um número baixo de pontos, maus chassis e pilotos horriveis como Pastor Maldonado, apenas porque lhes injetava 50 milhões de euros na equipa.

A Williams parece ter esse defeito. É antigo, vem dos tempos do titio Frank, e já mostrou que é um osso muito duro de roer. Mas 2018 vai ser o último ano da Martini, com 25 milhões injetados na equipa, e ter pilotos jovens pagantes pode ser o rumo certo para manter a equipa e pé, mas depois é prejudicado em termos de resultados. Kubica vai ter muitas horas como piloto de testes, é certo, mas o ideal para ele alinhar no maior número de treinos livres possível.  

Sauber: New engine made Marcus very happy. Wider power band and more play on the throttle. Brand new aero and suspension concepts taking time to understand however. As such, important to stay on track and Leclerc too many offs. Potential is there but big work to understand car.

Sauber: O novo motor fez um Marcus muito feliz. Mais poder debaixo do acelerador [é o trunfo]. Nova areodinâmica e suspensão vai levar tempo para [os pilotos] se adapratem. O importante é ficarem na pista e Leclerc saiu demasiadas vezes. O potencial está ali mas há muito trabalho pela frente.

Há expectativas pela Sauber, agora que terão motor da Ferrari de fábrica e patrocínio da Alfa Romeo. Poderá ser uma injeção importante na equipa - não necessáriamente em termos de dinheiro, pois a Ferrari tem uma parceria longa com a equipa fundada por Peter Sauber - mas não existem grandes expectativas em relação à sua posição no pelotão. Vai ser complicado pontuar e escapar ao fundo da grelha, e ainda por cima, há pilotos como Charles Leclerc, que vai ter de se adaptar a uma competição como é a Formula 1.

The end: Anyway, that’s my take on it. Ultimately we won’t know for sure until we get to Australia and even then the frequency of upgrades means that the competitive order is likely to fluctuate from weekend to weekend. Overall I’m really excited about the season. You should be too.

No final: De qualquer forma, é a minha visão das coisas. De uma certa maneira, não temos a certeza até chegarmos à Austrália, nem sabemos qual será a quantidade de melhoramentos necessários mara mantewr a competividade, que poderá ser de semana a semana. De um modo geral, estou excitado pela nova temporada, e você deveria estar também.

Sobre a temporada, ele acha que existem motivos de interesse. Quero acreditar nisso, quero acreditar que teremos uma luta a três até ao fim, mas tenho de pensar que a Mercedes tem o "upper hand", ou seja, é o favorito ao título. Como disse ontem, acredito mais num Hamilton penta do que no Vettel, porque o carro poderá não ser aquilo que se pensa, porque as coisas parecem flutuar de ano para ano.

Mas apenas em Melbourne é que veremos a relação de forças. E mais algumas corridas para ver qual será a tendência. E vamos a ver se haverá razões de interesse.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Apresentações 2018: O Sauber C37

O Sauber-Alfa Romeo C37 foi apresentado esta manhã ao mundo, com o monegasco Charles Leclerc e o sueco Marcus Ericsson como pilotos. Para a equipa de Hinwill, esta é a esperança de um futuro melhor, depois da parceria que alcançaram com a Ferrari no final do ano passado, onde colocarão a marca de Varese nos seus flancos, marcando um regresso à competição, 33 anos depois de terem estado na Formula 1 pela última vez.

Joerg Zander, o responsável pelo desenho do carro, afirmou que o conceito aerodinâmico da máquina foi completamente revisto e será muito diferente do que existia no chassis anterior: “Estamos confiantes que a nova filosofia nos abrirá mais oportunidades e nos permitirá melhorar muito ao longo do ano”, afirmou.

"O motor Ferrari de 2018 também nos dará um impulso em termos de nosso desempenho. Esperamos que possamos avançar com o C37 e que sejamos mais competitivos em relação a 2017", continuou.

Frederic Vasseur, o chefe de equipa, afirmou que está ansioso para que comece a nova temporada para ver as performances dos seus pilotos e ver até que ponto eles estão em relação à concorrência.

"Estou muito expectante para a temporada de 2018 e para ver Marcus [Ericsson] e Charles [Leclerc] no caminho certo", começou por dizer.

"Nós colocamos muito esforço e trabalho no C37 nos últimos meses, e é fantástico lançar o novo carro hoje. Estou convencido de que Marcus e Charles formam a dupla de pilotos perfeita, com um sendo um piloto experiente e [outro] um novato promissor." 

"O regresso da Alfa Romeo à Fórmula 1 é outro marco na história da equipa, e estou orgulhoso de que essa marca histórica nos tenha escolhido para o seu regresso ao automobilismo", concluiu.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Formula 1: Wolff pensa na ideia de equipa-satélite

Toto Wolff começou o ano a refletir sobre o acordo que a Ferrari conseguiu com a Sauber, colocando o patrocínio da Alfa Romeo nos seus carros. Isso fez com que Charles Leclerc tenha ido para a equipa suíça como piloto titular. O austríaco elogia as movimentações da Ferrari, que afirma estar a fazer algo do qual a Red Bull já andou a fazer, com a Toro Rosso. E acha que a Mercedes não pode ficar atrás no seu envolvimento na Formula 1, devendo envolver-se de maneira mais profunda.

Penso que o que o Sergio Marchionne e o Maurizio [Arrivabene] estão a fazer é muito inteligente. As boas relações com a Haas ajudaram as duas partes e este acordo com a Sauber é muito visionário. O Fred [Vassuer] também está muito por dentro da Fórmula 1 e esta pode ser uma aliança perigosa para nós. Vamos ter que considerar copiar este modelo. Não é fácil porque não queremos distrair a nossa própria organização ao colaborar com outras equipas, mas não somos os únicos com ideias brilhantes”, disse Wolff à ESPN.

Para a Mercedes, eles fornecem motores a duas equipas: Force India e Williams. Nesse campo, é um mero fornecedor de motores, sem muito mais colaboração ao nível técnico ou de colocação de pilotos, como acontece com a Red Bull, que faz da Toro Rosso a sua equipa B, algo do qual parece que a Ferrari quer seguir os mesmos passos. Contudo, existem apenas dez equipas na competição, e a FIA não sinaliza a ideia de que poderá deixar entrar mais equipas no campeonato, não até ao final de 2020. E a aquisição de uma equipa, dados os custos para uma operação dessas, é algo que está fora do alcance dos seus bolsos...

sábado, 2 de dezembro de 2017

Formula 1: Sauber apresenta patrocinador e confirma Leclerc

A Sauber apresentou esta manhã o desenho e as cores do seu carro para a próxima temporada, já com a Alfa Romeo como patrocinadora maior. Para além disso, a equipa confirmou o francês Charles Leclerc, campeão da Formula 2, como piloto principal, ao lado do sueco Marcus Ericsson. Para além disso, o italiano Antonio Giovanazzi será o terceiro piloto da marca em 2018. 

Na apresentação das novas cores, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, acentuou a ideia de que a marca de Hinwill será uma espécie de "equipa B" da Scuderia. “A Alfa dará a oportunidade para dois jovens pilotos, como aconteceu no passado com dois campeões como Kimi Räikkönen e Felipe Massa, que estrearam com este time. Fico feliz em anunciar que teremos Charles Leclerc e Marcus Ericsson como pilotos oficiais”, começou por anunciar.

"O regresso da Alfa Romeo à Formula 1 é um evento histórico, um momento especial não só para nós, mas também para o nosso país, importante para a nossa marca, mas, acima de tudo, para todo o mundo da Formula 1. O passado e o futuro da Alfa Romeo se juntam nesta sala e nós estamos a comemorar por duas razões: a Alfa traz de volta à pista sua tradição gloriosa e devolvemos à Formula 1 uma marca que fez a história da categoria”, continuou.

O acordo com a Sauber é resultado de um relacionamento com uma equipa que sempre se ergueu e que sempre teve nos jovens uma atenção, como era o desejo de Peter Sauber. A Alfa será a patrocinadora principal da equipa e vai partilhar recursos técnicos, de engenharia e comerciais”, concluiu.

Em fevereiro será mostrado o novo chassis da marca, já com o "halo" a servir como protetor de cockpit.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Noticias: Sauber vai se chamar Alfa Romeo

O Grupo FCA adquiriu a Sauber e vai relançar a marca Alfa Romeo na Formula 1, a partir de 2018. O anuncio foi feito esta manhã pelo site da marca suíça. Ali diz-se que a parceria vai ser multi-anual e a partir do próximo ano, a equipa vai-se chamar Sauber-Alfa Romeo, que terá motores... Ferrari. Assim sendo, a marca de Varese vai voltar à categoria máxima do automobilismo, trinta anos depois da última vez, quando correu com os seus motores V8 Turbo nos Osella.

O acordo foi celebrado por ambos os lados. Do lado da Ferrari, Sergio Marchionne afirmou: "Uma marca lendária que ajudou a fazer a história deste desporto, a Alfa Romeo irá juntar-se a outros grandes construtores automóveis que participam na Formula 1. A marca em si irá também beneficiar de partilhar o conhecimento tecnológico e estratégico com um parceiro com a experiência ímpar da Sauber".

"Os engenheiros e técnicos da Alfa Romeo, que já demonstraram as suas capacidades com os novos modelos Giulia e Stelvio, terão a oportunidade de disponibilizar essa experiência à Sauber. Ao mesmo tempo, os fãs da Aalfa Romeo irão ter novamente a oportunidade de apoiar um construtor que está determinado a começar a escrever um emocionante novo capítulo na sua história desportiva única e lendária", concluiu.

Da parte da formação suíça, o presidente da Sauber Holding, Pascal Picci, comentou: "A Alfa Romeo tem uma longa história de sucesso nos GP e estamos muito orgulhosos por esta empresa célebre internacionalmente ter escolhido trabalhar connosco para o seu regresso ao pináculo do automobilismo. Trabalhar de perto com um construtor automóvel é uma grande oportunidade para o Grupo Sauber desenvolver ainda mais os seus projectos tecnológicos e de engenharia. Estamos confiantes que podemos trazer grande sucesso à Alfa Romeo Sauber F1 Team e esperar uma parceria longa e bem-sucedida".

Não se sabe quem serão os pilotos para 2018, mas esta aquisição vai fazer com que a dupla de pilotos atual possa ser totalmente nova. Se Pascal Wehrlein não iria ficar na equipa para 2018 porque o seu lugar já iria ser ocupado pelo monegasco Charles Leclerc, já Marcus Ericsson também poderá ter o seu lugar em perigo, pois o italiano Antonio Giovanazzi, que andou em duas provas pela Sauber nesta temporada, poderá ser outro interessado pelo lugar, devido às suas ligações com a Ferrari.

E claro, de uma certa forma, a Sauber vai virar a equipa B da Scuderia, o que poderá dar mais poder negocial no seu confronto com a Liberty Media para o futuro Acordo da Concórdia.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Rumor do Dia: Sauber escolheu a sua dupla de pilotos para 2018

O sueco Marcus Ericsson e o monegasco Charles Leclerc serão os pilotos da Sauber para 2018. Apesar do anuncio não ser oficial, o jornal suíço "Blick" avança com estes nomes, afirmando que o anuncio oficial acontecerá no mês que vêm. 

Para Leclerc, de 20 anos, é de uma certa forma, uma recompensa pela boa temporada que fez na nova Formula 2, onde acabou por ser campeão. Também tinha sido campeão da GP3 em 2016, ao serviço da ART, a equipa chefiada por Nicolas Todt. Para além disso, é piloto da Academia da Ferrari, e como a equipa tem ligações à Ferrari, através dos seus motores, é uma escolha esperada. 

E claro, será o primeiro monegasco na Formula 1 em 23 anos, depois de Olivier Beretta ter estado na Larrousse em 1994. 

Quanto a Marcus Ericsson, apesar de não ter pontuado nesta temporada - aliás, não pontua desde o GP de Itália de 2015 - o facto de ficar por mais uma temporada tem a ver com os seus proprietários e patrocinadores, que ajudam a sustentar a sua estadia na sua equipa.

Resta Pascal Wehrlien, que sendo piloto da Mercedes, não tem muito por onde se virar. Poderia ir para a Williams, mas a equipa não quer um piloto jovem no seu alinhamento, já que a sua patrocinadora principal, a firma de bebidas Martini & Rossi deseja um piloto mais maduro, com Felipe Massa, Robert Kubica ou Paul di Resta, e o piloto alemão comemorou recentemente o seu 23º aniversário...