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segunda-feira, 2 de março de 2020

Motores e o coronavirus - as novidades do dia 2

Passadas 24 horas, algumas das noticias que falei ontem confirmaram-se: o GP da Tailândia de MotoGP foi adiado - provavelmente para setembro - e o GP da Austrália de Formula 1 vai por diante, apesar dos receios das equipas italianas. 

Entretanto, esta segunda-feira, soube-se que os pilotos da Renault Academy estão de quarentena num hotel de Tenerife devido a esse estabelecimento hoteleiro estar encerrado porque um dos seus hóspedes foi infectado por essa doença. São eles o brasileiro Caio Collet e o francês Hadrien David, ambos com 16 anos. Também o diretor da Renault Academy, Mia Sharizman, está de quarentena.

De resto, os planos de contingência estão a ser montados, mas a incerteza é o que domina. Se na China, parece que o pico da gripe já foi alcançado, o facto do resto do mundo estar a receber os seus primeiros casos e as autoridades sanitárias estão a fazer o melhor para conter a doença, em certos sítios como a Coreia do Sul, a Itália e o Irão, parece que a doença ainda está no seu começo.

Entretanto, no Bahrein, o Ministério do Interior local indicou a todos os que irão ao seu país - equipas, fornecedores e meios de comunicação social - para referir os países pelos quais os seus elementos passaram ao longo das últimas 14 dias. Eles solicitam em particular sobre quem vem dos Emirados Árabes Unidos, ou seja, Dubai ou Abu Dhabi, pois existe uma interdição de vôos dessas cidades desde o dia 28. O GP do Bahrein acontece no dia 22, e todo o cuidado é pouco, porque a ilha no meio do Golfo Pérsico tem registados 36 casos até agora.

Como se já tem dito, a situação é monitorizada dia a dia, hora a hora. Tudo que é verdade hoje, poderá ser o contrário amanhã, e os piores cenários estão em cima da mesa. No caso da Formula 1, a temporada poderá inciar-se em maio, nos Países Baixos, depois do adiamento ou cancelamento das quatro primeiras corridas do ano. E na MotoGP, a primeira prova poderá ser em Austin ou Jerez, deixando de fora as três primeiras corridas do ano. E na Formula E, depois do cancelamento da corrida de Sanya, quer a próxima corrida, em Roma, quer a de Seul, em maio, são em dois dos paises com mais casos desta epidemia. E claro, nem se fala de outras, muitas outras manifestações desportivas, que foram ou correm o risco de adiamento ou cancelamento por causa desta pandemia. 

Amanhã, nova atualização.

terça-feira, 21 de maio de 2019

A imagem do dia

No meio de muitos tributos e momentos do qual Niki Lauda é recordado, os entusiastas da aviação deverão lembrar-se mais de um evento com quase 28 anos. A 26 de maio de 1991, um Boeing 767-300ER da sua companhia aérea, a Lauda Air, caiu no voo entre Hong Kong e Viena, depois de uma escala em Bangkok, a capital da Tailândia. O voo levava 213 passageiros e dez tripulantes a bordo, e não houve sobreviventes.

Lauda foi para o local do acidente e viu os destroços. Foi aos funerais dos tripulantes e jurou que iria descobrir a causa da queda do avião. E assim fez, apesar de ter pela frente uma tarefa bem complicada.

Primeiro que tudo, as caixas negras não estavam em condições devido ao impacto do avião no solo. O Flight Data Recorder, que grava os dados de voo do avião, estava totalmente destruído - o pedaço maior tinha uma tamanho de cinco por dois metros, metade do tamanho dos recuperados no atentado de Lockerbie, três anos antes - logo, apenas o gravador de voz poderia ser usado. Cedo, Lauda chegou à conclusão de que um reversor, situado num dos reatores, tinha sido ativado em pleno voo, causando o descontrolo e subsequente despenhamento do avião.

Contudo, para provar, teve de convencer todos, a começar pelo National Transportation Safety Board (NTSB) e a Boeing de que essa era a causa principal, que fora isso que causara o descontrolo do avião e ele a ser despedaçado em plano ar, ainda antes de impactar no solo. Chegou a entrar em conflito com a Boeing, que estava relutante em seguir a pista (não o queriam que fosse aos simuladores), mas face à sua insistência, lá deixaram que fosse para o simulador e testar a sua teoria. Depois de quinze tentativas de recuperar o avião, sem sucesso, a companhia admitiu o defeito. Contudo, a Boeing disse que iria demorar três meses para emitir um comunicado, afirmando que teria de redigi-lo de forma adequada. Lauda respondeu, convocando uma conferencia de imprensa no dia seguinte, afirmando que ele tinha razão, quando afirmava que naquelas condições, o avião não tinha chances de recuperar no ar. 

No final, a Boeing decidiu colocar novos procedimentos mecânicos que impedissem a ativação indevida dos reversores no ar, e desde então, não houve mais incidentes deste tipo. Hoje em dia, há um monumento em Chiang Mai, no norte da Tailândia, em memória dos mortos do desastre, e de uma certa forma, Lauda deu a sua colaboração para a melhoria das condições de segurança em voo, algo improvável, e que foi devido a uma tragédia aérea. 

domingo, 1 de novembro de 2015

Ultima Hora: Tiago Monteiro desclassificado na Tailândia

Algumas horas após a segunda corrida do WTCC na Tailândia, a FIA anunciou que decidiu desclassificar Tiago Monteiro devido ao facto do seu Honda não ter passado por uma verificação técnica. Aparentemente, a altura do seu carro não estava conforme os regulamentos técnicos, dado que o lado esquerdo do seu carro estava 60 milímetros abaixo do regulamentado.

Assim sendo, a vitória foi dada ao francês Sebastien Loeb, e o piloto português caiu para o sexto lugar da geral, em troca com Norbert Mischelisz.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Noticias: Race of Champions cancelada

A situação instável em Bangkok, a capital da Tailândia, fez com que a organização da Corrida dos Campeões tivesse decidido cancelar a prova, marcada para os dias 14 e 15 de dezembro. O anuncio foi feito esta segunda-feira pela organização, que em comunicado, disseram ainda que "estão estudando as opções de repetir o sucesso do evento do ano passado noutra data".

O espetáculo, que costuma marcar o fim da época automobilística, tinha já vários pilotos de renome já confirmados, e com este cancelamento está agora à procura de soluções para se realizar noutra data, tentando repetir o sucesso do ano passado na capital tailandesa.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Noticias: Autoridades locais proibem corridas no centro de Bangkok

Problemas para um eventual circuito urbano em Bangkok. A Autosport britânica fala hoje no seu site que as autoridades locais aprovaram uma lei que proibe a realização de corridas no centro da cidade, alegando uma proteção aos monumentos históricos ali existentes, dois meses depois de ter sido aprovado um traçado de seis quilómetros no centro da cidade, com vista a um GP da Tailândia, a partir de 2015. 

"A lei está em vigor desde o passado dia 16 de maio, proibindo a realização de corridas dentro da cidade de Bangkok, devido a motivos de conservação, culturais e artisticos", afirmou Kriangphon Pattanarat, diretor geral do planeamento urbano na capital tailandesa.

A corrida, que teria o apoio de um dos sócios da Red Bull (bebida com origens tailandesas), seria a segunda a ser feita durante a noite - depois de Singapura - e iria ser feito na zona do estaleiro naval, com passagens pelo palacio real e pelo Monumento à Vitória, tudo isso no centro da cidade. Agora com a implementação da lei, provavelmente outro traçado terá de ser considerado em Bangkok, ou então a construção de uma pista permanente.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

5ªColuna: Porque é que a Formula 1 ainda não foi para a Tailândia

A imprensa especializada em automobilismo repercutiu muito a noticia surgida na terça-feira no jornal "Bangkok Post" sobre a intenção da Tailândia de albergar um Grande Prémio, a exemplo do que já fizeram as nações á sua volta, como a Malásia, Singapura e a partir deste ano, a India. A intenção foi anunciada oficialmente pela Thailand Convention & Exhibition Bureau (TCEB).

Ao contrário de alguma gente, eu sempre achei estranho a Tailândia nunca se ter sériamente interessado no automobilismo ao longo destes últimos anos, pois é a nação do Principe Bira, o primeiro piloto asiático com impacto internacional. No final dos anos 30, este membro da familia real tailandesa foi para a Grã-Bretanha estudar e apaixonou-se pelo automobilismo, construindo até uma equipa com um dos seus primos. Até teve a intenção de trazer alguns desses pilotos de Grand Prix para a sua terra natal para um "Grande Prémio da Tailândia", mas o evento, que seria realizado no final de 1939, acabou por ser cancelado devido ao inicio da II Guerra Mundial.

Há também uma segunda razão para que a Formula 1 já ter ido para lá há mais tempo: a Red Bull. A receita é originária da Tailândia - chama-se Krating Daeng - e foi importada para o resto do mundo graças ao engenheiro austriaco que a descobriu, Dietrich Mateschitz, em meados dos anos 80. Segundo diz o Joe Saward no seu blog, Mateschitz apenas detêm... 49 por cento da firma. Só que dos 51 por cento que estão em mãos tailandesas, dois por cento pertemcem ao filho de Chaleo Yoovidhya, Chalerm. E mesmo esses 49 por cento que o senhor Chaleo tem são mais do que suficientes para ele: é um dos homens mais ricos do país, com uma fortuna estimada em quatro mil milhões de dólares.

O Joe fala em três hipóteses para um eventual Grande Prémio: um circuito urbano no centro de Bangkok, a exemplo de Singapura, a reconstrução do circuito Principe Bira, em Pattaya ou a construção de um circuito de raíz em Bangkok. A primeira hipótese pode ser agradável e rápida de se fazer, mas numa cidade que tem fama de ter um dos transitos mais caóticos do mundo, não sei se seria do bom grado. E depois, Singapura faz aquilo porque não tem mais para onde ir, não por capricho. A segunda hipótese é mais plausível, pois dinheiro não deve faltar e o circuito de Pattaya, inaugurado em 1985, é pequeno: 2410 metros de comprimento por dez metros de largura. Quanto à terceira hipótese, seria mais a longo prazo.

Contudo, há boas razões para que a Formula 1 ainda não tenha feito a mudança. E a principal tem a ver com a situação politica desse pais nos últimos anos. Quem acompanha as noticias conhece a luta pelo poder dos "vermelhos" contra os "amarelos". E não tem nada a ver com o futebol: os vermelhos são os partidários de Thaksin Shinawatra, um multimilionário tailandês que se meteu na politica - é um Silvio Berlusconi asiático, diga-se - e foi primeiro ministro graças a uma agenda populista, e a sua base de apoio está no campo. Shnawatra foi acusado de corrupção e os militares o derubaram do poder em 2006, quando estava a meio de uma visita oficial.

Desde então, exilou-se para vários sitios, como o Reino Unido - onde comprou o Everton - Dubai e agora está no Montenegro, onde se tornou cidadão daquele país. E nestes anos todos, os "vermelhos" sairam à rua na capital para exigir o regresso de Shinawatra ao poder, em confrontos por vezes sangrentos, temendo-se que o país caísse na guerra civil. Contra Shinawatra estão os "amarelos", conservadores, citadinos e adeptos da monarquia e da ordem regente, que não gostam nada de Shinawatra. Agora o atual primeiro ministro é... a irmã mais nova de Thaksin, Yingluck Shinawatra.

Para ter a Formula 1 por aqui, seria bom que as coisas se acalmassem por aquelas bandas. Porque, para embaraços já basta o Bahrein, não é? Que pelo que anda a ouvir, arrisca-se a ser um novo embaraço no próximo ano, pois os problemas politicos ainda estão muito por resolver... enfim, mais uma bomba para a FIA e o Bernie Ecclestone desarmarem.