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sábado, 11 de maio de 2019

Formula E: Vergne foi o vencedor no Mónaco

E na nona corrida do campeonato, o vencedor repetiu-se. Jean-Eric Vergne foi o vencedor no ePrémio do Mónaco, que aconteceu esta tarde, e saiu do principado com a liderança do campeonato. O piloto da DS Tacheetah esteve no primeiro posto do principio até ao fim, e conseguiu superar Oliver Rowland e Felipe Massa, que ficou com o lugar mais baixo do pódio. Quanto a António Félix da Costa, foi o sexto, mostrando consistência, mas perdeu um lugar no campeonato, descendo para quarto.

Depois da qualificação, onde Jean-Eric Vergne conseguiu dar uma pole-positon à DS Techeetah, a corrida nesta versão do circuito monegasco prometia ser como todas as corridas até agora: sem vencedor definido, e provavelmente com o nono vencedor diferente em nove corridas. Mas antes da corrida, soube-se que o neozelandês da Jaguar, Mitch Evans, tinha sido penalizado em dez lugares, acabando por partir da 12ª posição.

Na partida, Vergne conseguiu aguentar os avanços de Wehrlein, enquanto atrás, Félix da Costa continuou no oitavo posto. Nas voltas seguintes, o francês conseguiu afastar-se do alemão da Mahindra, fazendo constantemente a volta mais rápida. O primeiro a passar pelo Attack Mode foi André Lotterer, na volta 4, mas não ativou. Mais tarde, o primeiro que conseguiu foi Buemi, e usou isso para atacar Felipe Massa. Contudo, o brasileiro reagiu também passando pelo Attack Mode.

Alguns minutos depois, Wehrlein cometeu um erro na travagem para Ste. Devote e perdeu dois lugares para Massa e Buemi, e pouco depois, também entrou em Attack Mode. As coisas não alteraram nas posições, que incluiu uma tentativa de ultrapassagem de Alex Sims a Sebastien Buemi na travagem para Ste. Devote, sem sucesso.

Quando Félix da Costa passou pelo Attack Mode, conseguiu passar Alex Lynn, para ser sétimo, e pouco depois, passou Sims, para ser sexto. Depois, passou ao ataque a Buemi, para tentar ser o quinto. Não conseguiu apanhá-lo, mas tinha feito provisoriamente a melhor volta.

Entretanto, Di Grassi, que era décimo, foi para o Attack Mode, tentando passar Vandoorne, mas o belga reagiu a ir novamente ao Attack Mode, atacando Alexander Sims. Contudo, o belga tocou na traseira do inglês da BMW, atrasando-se, mas também o belga perdeu lugares para bird e Di Grassi, ficando fora dos pontos. E no meio do pelotão, o carro de Alex Lynn sofreu danos depois de uns toques, e a peça voou para o meio da pista, causando danos em alguns carros, como a de Max Gunther, que furou e despistou-se na curva Anthony Nogués. Resultado final: Full Course Yellow por uma volta, para tirar a peça.

No recomeço, Félix da Costa voltou a passar pelo Attack Mode, ataca em Ste. Devote, mas não consegue. Atrás, Di Grassi leva um toque e acaba por desistir, quase ao mesmo tempo em que o suíço ia para o Attack Mode. 

E na frente... os quatro primeiros estavam colados um ao outro. Contudo, atacavam sem ultrapassar. Atrás, Félix da Costa perdia um posto para Sam Bird, que fazia uma corrida de recuperação. Na corrida, Vergne afastava-se de Rowland, que sofria pressões de Massa e Wehrlein. A parte final ficou marcado pela segunda passagem dos trés primeiros pelo Attack Mode, enquanto Robin Frijns, o lider do campeonato, bateu no carro de Alexander Sims na travagem para Ste. Devote, acabando por desistir.

Na última volta, todos ficam no limite, mas os quatro primeiros mantêm-se. Atrás é que houve modificações, com Bird a bater em La Rascasse e Félix da Costa a beneficiar, subindo para sexto na corrida.

Em termos de campeonato, Vergne é agora o novo líder, com 87 pontos, contra os 82 de André Lotterer e 81 de Robin Frijns. Félix da Costa é agora o quarto, com 78. Agora, a próxima prova será em Berlim, dentro de duas semanas, a 25 de maio.

sábado, 27 de abril de 2019

Formula E: Frijns foi o vencedor em Paris

O holandês Robin Frijns foi o vencedor no ePrix de Paris, numa corrida debaixo de chuva, e bem atribulada devido aos inúmeros despistes. O piloto da Virgin não só se estreava no panteão dos vencedores, como também foi o oitavo vencedor diferente em oito corridas desta temporada. Ele ficou na frente de André Lotterer, da Techeetah, e de Daniel Abt, da Audi. António Félix da Costa terminou a prova na sétima posição, escapando às armadilhas e conseguindo mais alguns pontos no campeonato, mantendo-se na luta pelo título. 

Com Oliver Rowland como poleman - e um monopólio da Nissan - e boa parte dos da frente do meio do pelotão, as coisas estavam mesmo equilibradas, e nos Invalides, tudo seria feito para equilibrar ainda mais, rumo a um eventual oitavo vencedor em oito corridas. Mas isso aconteceu depois dos comissários terem eliminado os tempos da Mahindra, que tinham ficado com os melhores tempos, com Pascal Wehrlein a ser o poleman, e Jerome D'Ambrosio a ser quinto. Assim sendo, os carros indianos largavam da última fila da grelha, beneficiando todos, incluindo António Félix da Costa, que iria largar da 14ª posição.

Num tempo primaveril - e ventoso - os pilotos largaram atrás do Safety Car para correrem na volta seguinte. As posições foram mantidas até que na quarta volta, Rowland bateu no muro, causando bandeiras amarelas na zona. Buemi ficou com a liderança, pressionado por Robin Frijns e Felipe Massa. Max Gunther era quarto, mas Andre Lotterer queria o seu lugar.

Foram Frijns e Massa os primeiros da frente a usar o Attack Mode, e quando o suíço começou a ser atacado pelo holandês, passou pelo Attack Mode na volta seguinte. Isso não impediu o piloto da Virgin a atacar a liderança, enquanto Lotter finalmente era quarto, depois de passar Gunther, quando este foi ativar o Attack Mode. Mais tarde, o alemão da Techeetah passou Massa para ser terceiro. 

Mas depois, Buemi sofreu um furo e teve de passar pelas boxes, dando de bandeja a liderança a Frinjs. E enquanto tudo isso acontecia, o céu fechava-se e começava a chover. E isso foi o suficiente para Frijns e Lotterer a abrir diferença para o resto do pelotão. Abt era o terceiro, e com os minutos a passar, a chua caía com intensidade. E pelos quinze minutos, a direção da corrida decidiu colocar o Full Course Yellow, reduzindo o andamento dos carros em 60 por cento.

A corrida volta ao normal depois da chuva ter abrandado, mas pouco depois, uma carambola colocava quatro pilotos fora de ritmo, com Sam Bird a falhar a travagem, depois Alexander Sims a fazer um pião depois de um toque com Alex Lynn e Oliver Rowland. Resultado final: novo Full Course Yellow e mais dois abandonos: Sims e Stoffel Vandoorne.

Na frente, Frinjs aguentava Lotterer, com Mortara a cair para fora dos pontos depois de falhar a travagem. Nesta altura, ambos tinham ativado o Attack Mode pela segunda vez, e o holandês voava, enquanto atrás, mais saídas de pista: Mortara batia forte em Alex Lynn e ambos acabavam ali a corrida. Atrás, Massa batia em Turvey e ambos ficavam fora dos pontos. E o Full Course Yellow aparecia pela terceira vez, agora a menos de dez minutos do fim.

Contudo, logo a seguir, entrava em cena o Safety Car, e juntava o pelotão, numa altura em que o sol rompia as nuvens. Este saiu a dois minutos do fim, dando mais uma volta ao pelotão. Frijns manteve a liderança, enquanto atrás, Jerome D'Ambrosio passou Félix da Costa... para travar tarde demais e bater no muro. E com isso, Full Course Yellow pela quarta vez, mas não iria ser assim que acabava a corrida, pois a bandeira verde foi mostrada para os metros finais, sem alterações na classificação.

No campeonato, Frinjs é o novo líder, com 81 pontos, um a mais que André Lotterer, enquanto Félix da Costa é terceiro, com 70, empatado com Lucas di Grassi. 

A Formula E volta à ação dentro de duas semanas, a 11 de maio, nas ruas do Mónaco.   

sábado, 13 de abril de 2019

Formula E: Evans venceu em Roma

O neozelandês Mitch Evans deu à Jaguar a sua primeira vitória na Formula E nas ruas de Roma. Sétimo vencedor diferente em sete corridas, ele conseguiu primeiro pressionar e passar o Techeetah de André Lotterer, e depois aguentar as pressões do piloto alemão na parte final da corrida. Stoffel Vandoorne foi terceiro no seu HWA, com António Félix da Costa a ser nono, mas perdeu a liderança para Jerome D'Ambrosio, por um ponto.

Antes do começo da corrida, soube-se de duas penalizações: Pascal Wehrlein, por causa de excesso de velocidade nas boxes, e Paffett por causa de excesso de energia na sua volta rápida. Ambos acabaram no final da grelha. A pista estava parcialmente molhada no momento do inicio da corrida, mas no momento em que as luzes se apagaram, Lotterer e Evans mantiveram os dois primeiros lugares. Mas atrás, era a confusão: Max Gunther e Alexander Sims batiam e perdiam partes dos carros, e na chicane da "Paragem do Autocarro", José Maria Lopez batia em Sam Bird e causava confusão atrás dele. Vergne acabou na traseira de Paffett, e ninguém passava por ali. A bandeira vermelha acabou por ser mostrada, pela quarta corrida seguida.

Enquanto as reparações eram feitas, metade do pelotão deu uma volta ao circuito para se alinharem atrás dos que tinham passado antes de Lopez e Bird terem batido. Paffett foi o único que não voltou à pista devido aos estragos no seu carro, e com a pista mais seca, Lotterer manteve-se na frente, mas pressionado desde logo por Evans e Vandoorne. Nas voltas seguintes, os Venturi de Mortara e de Massa acabaram por parar devido a avarias nos seus carros. O carro do brasileiro ficou parado numa posição perigosa, e foi colocado um "Full Course Yellow". Foi na altura que Vergne passou Felix da Costa, o que fez com que fosse investigado, bem como Max Gunther, que abrandou fortemente o seu carro.

Quando a corrida voltou ao verde, Evans voltou a atacar Lotterer, ao ponto de, a treze minutos do fim, o neozelandês ter conseguido passar. Vandoorne também se aproximou, mas não conseguiu apanhar o piloto alemão. Apesar de ambos terem ido aos Attack Modes, não conseguiram ultrapassá-los.

Atrás, houve penalizações e as baterias começavam a ficar vazias. No final da corrida, Max Gunther ficou sem energia e ficou para trás, mas isso não afetou os dois primeiros. Vergne acabou por ser penalizado com um "drive through", mas como a penalização aconteceu em cima da meta, foi convertido numa penalização de 30 segundos, caindo para a 14ª posição e perdendo o ponto para a volta mais rápida.

Fora do pódio, Robin Frijns foi o quarto, na frente de Sebastien Buemi. Lucas di Grassi foi sétimo, enquanto Félix da Costa foi nono, atrás de Jerome D'Ambrosio. Com isso, perdeu a liderança do campeonato por um ponto.

No final, a classificação geral deu de novo a liderança ao piloto belga da Mahindra, um ponto na frente do português da BMW Andretti: 65 contra 64 pontos. E ainda por cima, até ao nono lugar, a diferença reduziu-se para treze pontos. Uma coisa é certa: em sete provas, houve sete vencedores diferentes.  

Agora, a competição espera duas semanas até correrem nas ruas de Paris, a 27 de abril.

Formula E: Lotterer o melhor na qualificação romana

André Lotterer vai sair da pole-position no ePrémio de Roma, a qualificação para a sétima prova do campeonato, e a primeira na Europa. O alemão deu mais três pontos para a DS Techeetah, numa qualificação onde houve um pouco de chuva para baralhar as contas. Tanto que teve o "luxo" de ter um problema na travagem para o gancho devido à pista molhada. Contudo, deu para bater o Jaguar de Mitch Evans e o Dragon de José Maria Lopez.

Quanto a António Félix da Costa, o lider do campeonato largava apenas da 13ª posição da grelha, mas estava na frente de boa parte da concorrência: Lucas di Grassi foi 15º, Jean-Eric Vergne era 17º, e Jerome D'Ambrosio largava de penultimo, com o BMW de Alexander Sims a ser pior que ele. 

Com o tempo encoberto nas ruas da capital italiana, os pilotos preparavam-se para uma qualificação incerta. No primeiro grupo, constituído por Lucas di Grassi, Jean-Eric Vergne, António Félix da Costa, Sam Bird e Jerome D'Ambrosio, apesar do brasileiro ter sido bloqueado pelo andamento lento do francês da Techeetah, ele ficou na frente de Vergne. Contudo, foi terceiro, atrás de Sam Bird e António Félix da Costa, o melhor no seu BMW Andretti. 

No segundo grupo, com André Lotterer, Pascal Wehrlein, Robin Frijns, Daniel Abt e Edoardo Mortara, os pilotos começaram a aplicar-se, e os tempos eram mais velozes dos do primeiro grupo. O suíço da Venturi foi o primeiro, mas Frijns, Mortara e Lotterer começavam a andar bem melhor, com o alemão da Techeetah a cair de 1.30, com 1.29,761. Wehrlein deu uns toques, que o impediram de fazer um tempo melhor. Logo no segundo grupo, a diferença estava estabelecida: um segundo entre Lotterer e Felix da Costa.

No terceiro grupo, com os Nissan de Sebastien Buemi e Oliver Rowland, o BMW de Alexander Sims, a Jaguar de Mitch Evans, o Venturi de Felipe Massa, e o NIO de Oliver Turvey. Na volta para tomar tempos, Sims desenvolveu problemas e teve de o levar para as boxes, não fazendo marca. Mitche Evans faz o segundo melhor tempo, mesmo no momento em que eram agitadas as bandeiras vermelhas. 

Tirado o carro do britânico, os outros voltaram à pista para fazer uma volta rápida. Massa foi o primeiro a fazer um tempo, sendo sexto provisório, mas Evans melhorou, sendo segundo. Oliver Rowland teve um toque no muro durante a sua volta veloz, mas foi oitavo, na frente do piloto português.

No último grupo, veio o resto: o Jaguar de Alex Lynn, os Dragon de José Maria Lopez e Max Gunther - regressado à competição por causa de compromissos de Felipe Nasr em Long Beach - e os HWA de Gary Paffett e Stoffel Vandoorne. Com mais ameaças de chuva, os pilotos avançavam na mesma, e Vandoorne faz provisoriamente o terceiro melhor tempo, com Max Gunther a seguir, sendo quarto, batido por Lopez. 

No final, para a SuperPole foram Lotterer, Evans, Lopez, Gunther, Vandoorne e Buemi. Três pilotos do último grupo entravam na fase final da qualificação, enquanto do primeiro... não ia ninguém. Aliás, nenhum deles estava no "top ten", o que mostrava o equilíbrio deste pelotão.

Por essa altura, chovia mais na pista, e logo na primeira passagem pela pista, Sebastian Buemi falhou a travagem pelo gancho. Na volta, o tempo foi seis segundos mais lento do que na primeira fase, onde se mostrava que do gancho até à meta, a pista estava a ficar encharcada. A seguir, Max Gunther fez a mesma coisa no mesmo lugar, para testar os seus limites, e na sua volta, melhorou em seis centésimos de segundo em relação ao suíço.

Depois, veio Vandoorne, e aproveitando uma pista que secava rapidamente, tirou dois segundos à concorrência, ficando melhor e sendo o candidato numero um à pole. Mas José Maria Lopez faz 1.32,906, batendo o piloto belga e tirando as chances dele de repetir a pole-position. Depois, Mitch Evans. O neozelandês da Jaguar entrou na pista decidido a melhorar o seu tempo e conseguiu: 1.32,483, quatro décimos melhor que o piloto argentino.

E foi com a pista mais seca de André Lotterer fez a sua tentativa de volta veloz. Contudo, na travagem para o gancho, ele exagerou, e logo de imediato, a Jaguar já comemorava. Mas o alemão não desistiu e conseguiu 1.32,123, três centésimos melhor que Evans. Assim, o piloto da Techeetah conseguiu a pole-position... mesmo com aquele erro.

sábado, 23 de março de 2019

Formula E: Vergne venceu em Sanya, Felix da Costa no pódio

Sexta corrida, sexto vencedor. O francês Jean-Eric Vergne superiorizou-se a Oliver Rowland e venceu o ePrix de Sanya, no sul da China. Numa corrida parada a meio devido ao acidente envolvendo o BMW da Alexander Sims, o grande beneficiado foi António Félix da Costa, que foi terceiro na corrida, mas saiu da estância balnear chinesa no comando do campeonato, com 62 pontos, um a mais que o belga Jerome D'Ambrosio.

Depois de uma qualificação onde os Nissan deram nas vistas, mas um incidente impediu Sebastien Buemi de sair dali com um potencial pole-position, as coisas pioraram ainda mais quando a organização decidiu penalizar o piloto suíço, por ter usado energia em excesso durante a sua volta de qualificação para a SuperPole. Assim, ficou fora do "top ten", acabando por partir das boxes.

A largada foi suave na frente... mas complicada atrás. Primeiro, Felipe Nasr ficou parado na grelha, antes de fazer arrancar, dar uma volta e abandonar nas boxes. Depois, no gancho, uma série de toques colocaram fora de prova os carros de Sam Bird e Stoffel Vandoorne. Buemi aproveitou para passar alguns carros e aproximar-se do meio do pelotão.

As coisas ficaram estáveis na frente, com Rowland na liderança, assediado por Vergne e Félix da Costa. Abt era quarto e Di Grassi tentava não perder o ritmo, sendo oitavo, atrás de Sims. Mas a 22 minutos do fim, na última curva antes da meta, Vergne atacou e passou Rowland, para ficar com a liderança. Félix da Costa era terceiro, assediado por Daniel Abt, André Lotterer e Alexander Sims. O português tentou fazer a mesma manobra alguns minutos depois, mas o inglês defendeu-se e arrancou o bico do BMW, sem, contudo, afetar o ritmo.

Atrás, a 17 minutos do fim, Sims tentou passar Lotterer para ficar com o quinto lugar, mas a manobra, feita no gancho, acabou mal para o britânico, companheiro de Félix da Costa na BMW. O alemão da Techeetah continuou, mas Sims, parado na pista, e com o carro danificado, a organização não teve outra chance senão colocar o Safety Car na pista... e depois mostrar a bandeira vermelha. Pela terceira corrida consecutiva, os carros eram recolhidos às boxes. Ao mesmo tempo, e discretamente, Nelson Piquet Jr bateu no muro e acabou por ali a sua corrida.

Quando voltaram à pista e a bandeira verde foi mostrada, faltavam dez minutos para o final da corrida, Vergne manteve a liderança, com Rowland em pressão sobre ele, determinado em recuperar a liderança perdida. Félix da Costa era terceiro, pressionado por Abt e Lotterer, com Di Grassi a ser sexto depois de passar Frijns. Mais tarde, o alemão da Techeetah passou o seu compatriota da Abt, e foi para cima do português da BMW, mas não conseguiu mais. E na última volta, Frijns travou tarde demais e bateu de lado no carro de Di Grassi, acabando ali ambas as suas corridas. Com isso, as bandeiras amarelas foram mostradas e foi assim que o piloto francês foi anunciado como vencedor.

No final, Vergne estava feliz: "É nossa primeira vitória como nova equipa, a DS Techeetah. Fico feliz por trazer essa vitória para a DS. Sempre é difícil quando você está a inicia tudo de novo. Depois de 20 corridas na zona de pontos, passar três sem pontuar é muito difícil. Falando por mim, não consegui dormir muito bem de Hong Kong para cá, mas seguir como uma equipa unida e trabalhar com o objetivo de ir em frente é algo que foi hoje recompensado. Não poderia estar mais feliz com o trabalho que fizemos", afirmou.

Quanto a Félix da Costa, o resultado pode não ter sido perfeito, mas o pragmatismo foi superior à sede de vencer, pois o objetivo é o campeonato. 

"É óbvio que eu fico feliz com os pontos, mas queria um pouco mais hoje. Depois de seguir esses dois [Vergne e Rowland], eu senti que tinha carro para vencer, mas é difícil ultrapassar aqui e você precisa assumir riscos, principalmente para alguém como o Oliver [Rowland]", começou por dizer. 

"Eu corri riscos em alguns momentos, ele travava tarde e houve riscos de acabar mal. Por sorte, tudo correu bem. Eu estava lá, não conseguia passar, então tinha que garantir que não iria começar a andar para trás. Enfim, é assim que as coisas são. Acho que ainda estamos na metade do campeonato e precisamos nos assegurar de que vamos estar lá [a lutar pelo título] em julho", concluiu.

Agora, Félix da Costa lidera com 62 pontos, mais um que D'Ambrosio. Vergne e Bird são terceiros, com 54, enquanto Di Grassi e Mortara são quintos, com 52. A Formula E ruma agora à Europa, onde correrá a 13 de abril, nas ruas de Roma.

terça-feira, 12 de março de 2019

Formula E: Vergne afirma que a competição promove toques

Jean-Eric Vergne afirma que a Formula E promove os toques entre pilotos. Frustrado por não ter pontuado nas últimas três provas, depois de ter sido segundo na Arábia Saudita e quinto em Marrocos, o piloto francês, atual campeão do mundo, afirma que uma combinação dos traçados, mais a duração das corridas fazem com que os pilotos andem sempre a fundo, prejudicando a condução de outros.

"É preciso entender que, se você trazer de volta o fator 'economia de energia' para as corridas, você não terá mais toques, porque o piloto pode ultrapassar usando mais energia, que é o que está a ser a Fórmula E ”, começou por dizer Vergne ao e-racing365.com.

O carro Gen 2 é largo [e] a pista, extremamente estreita. Como você pode ultrapassar? Não há como ultrapassar, o que causa corridas sujas, pessoas batendo umas nas outras. Hoje [em dia, as corridas] não são sobre isso, porque você não economiza, então o que você pode fazer? Você acaba passando por cima do piloto. Não é contato tático, há apenas contato em geral", explicou Vergne.

"Isso ocorre porque os pilotos estão cansados de andar dez voltas atrás de alguém que está um segundo mais lento do que você e, em algum momento, não vai dizer que você é um piloto de automóveis. Você não vai ficar atrás do cara que é super lento.", concluiu.

Para além disso, o francês afirma que a organização não está a ouvir o que os pilotos têm para dizer. "Ninguém nos escuta", queixa-se. "Não somos bem-vindos porque não estamos sendo ouvidos". 

"Eu tenho dito desde há seis meses que esse tipo de coisa iria acontecer, por causa do safety car, por causa do novo formato. É um formato legal.Está bem feito, mas [em termos de] corrida, torna-se impossível. Eles realmente precisam fazer algo com isso agora, porque é urgente.”, concluiu.

Vergne, piloto da Techeetah, é agora o 11º na geral, com 28 pontos. A Formula E está de volta à ação dentro de pouco menos de duas semanas, na estância chinesa de Sanya.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Formula E: Bird na pole em Marrakesh, Félix da Costa é terceiro

O britânico Sam Bird fez a pole-position no ePrémio de Marrocos, no circuito de Marrakesh, na manhã deste sábado. O piloto da Virgin conseguiu ser bem mais veloz que o Techeetah de Jean-Eric Vergne e o BMW de António Félix da Costa. E o mais sensacional da pole do piloto britânico é que andou boa parte da qualificação com um dano no seu difusor.

Com sol e frio nas ruas da cidade marroquina, máquinas e pilotos prepararam-se para a segunda ronda do campeonato. Depois das sessões de treinos livres, foi a vez da qualificação, e os cinco primeiros da última corrida iriam entrar logo em ação no primeiro grupo. Primeiro, o piloto português, e fez 1.17,950, marcando o passo em relação à concorrência. Tanto que apenas Jean-Eric Vergne se aproximou, fazendo 1.18,0, e o resto ficou um pouco mais distante.

No segundo grupo, que tinha Nelson Piquet Jr, Lucas Di Grassi, Sébastien Buemi, Daniel Abt e Oliver Rowland, o piloto brasileiro da Audi tinha problemas com a bomba de água, que o impediu de dar algumas voltas no circuito. Apenas conseguiu o 11º tempo, enquanto Piquet Jr fizera o quarto melhor tempo e intrometia-se na luta pela superpole.

No Grupo 3, com Robin Frijns, Sam Bird, Oliver Turvey, Tom Dillmann, Max Günther e Stoffel Vandoorne, o britânico foi bem veloz, fazendo 1.17,851 e ficou com a dianteira na tabela de tempos. Robin Frijns fez o sexto melhor tempo, com 1.18,200. Tom Dillmann roçou com o carro no muro e ficou prejudicado, enquanto Max Gunther e Stoffel Vandoorne ficaram parados na pista, com problemas nos seus carros.

No Grupo 4, com Felipe Massa, José María López, Gary Paffett, Pascal Wehrlein, Edoardo Mortara e Alexander Sims, o único que deu-se bem foi o companheiro de equipa de Félix da Costa, conseguindo o terceiro posto da geral, depois de tirar da superpole outro estreante, o alemão Pascal Wehrlein, no seu Mahindra.

Para a superpole foram Bird, Sims, Félix da Costa, Buemi, Vergne e Evans.

O primeiro a sair para a pista foi o piloto da Jaguar, mas o neozelandês não fez uma grande volta, acabando apenas com 1.29,379, por causa de uma travagem que foi para além da medida. Seguiu-se Jean-Eric Vergne, que conseguiu 1.17,535, que praticamente colocou a concorrência em sentido.

Seguiu-se Antonio Félix da Costa, com o seu BMW, que conseguiu fazer uma boa volta, mas não conseguiu bater o piloto francês, fazendo 1.17,626. Seguiu-se Alexader Sims, o companheiro de equipa do piloto português na BMW, mas não foi mais além de 1.18,400, muito abaixo dos dois primeiros.

Sebastien Buemi saiu no seu Nissan, para tentar fazer um tempo que o colocasse na primeira fila, mas no final, o 1.17,738 foi apenas o suficiente para ser terceiro na grelha, atrás de Vergne e Félix da Costa. Sam Bird foi o último a sair... e ele fez uma volta-canhão, suficiente para dar a pole-position à Virgin, a primeira do ano para o piloto britânico.

A corrida acontece mais tarde, pelas 15 horas locais, e será transmitida pela Eurosport.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Rumor do Dia: Calderon vai testar um Formula E

Uma das equipas de Formula E poderá ter escolhido uma mulher-piloto para uma série de testes na ronda inaugural da competição, nas ruas de Riyadh, a capital da Arábia Saudita. Segundo conta o e-racing365.com, a colombiana Tatiana Calderon será contratada pela Techeetah para uma série de testes na ronda inaugural da competição. 

Calderon, de 25 anos, é atualmente piloto de testes da Sauber e corre na GP3. Caso o teste aconteça, vai ser a primeira piloto mulher a andar num carro da Formula E desde 2015-16, quando Simona de Silvestro andou ao serviço da Andretti. 

O mesmo site afirma que as equipas andam de olho em algumas das mulheres-piloto que andam neste momento a competir, desde a britânica Jamie Chadwick até à holandesa Beitske Visser. Também estariam de olho na alemã Sophie Florsch, mas o seu acidente em Macau este domingo vai colocá-la de lado por alguns tempos, enquanto recupera dos seus ferimentos na corrida de Formula 3.

sábado, 18 de agosto de 2018

Vergne: "As pessoas vão ficar espantadas com o Gen2"

Jean-Eric Vergne acredita que os novos carros da Formula E irão surpreender muita gente. Numa entrevista à Autosport britânica, o atual campeão da competição, e piloto da Techeetah, afirma que os novos carros, que se estrearão no final do ano, serão bastante velozes e melhores do que os usados anteriormente. E a organização dará um pulo de qualidade em relação do que é agora, agora que concentrou muitos fabricantes.

"Acredito que as fundações da Fórmula E estão [agora] aqui", começou por dizer Vergne numa entrevista à mesma publicação. "É como construir uma casa muito bonita com fundações muito fortes - pode haver vento, trovoadas ou qualquer outra coisa [mas] ela vai ficar lá porque é o que é agora", continuou.

"Temos muitos fabricantes no campeonato e acho que a partir da próxima temporada, o nível da Fórmula E vai aumentar massivamente e todos ficarão espantados. Da mesma forma que as pessoas ficaram espantadas nas primeiras temporadas, quando as pessoas acreditavam que a Fórmula E iria fracassar, nunca iria [estar] aonde está hoje. E agora as pessoas começam a dizer que a Fórmula E não pode aumentar ou não pode melhorar porque é impossível, porque [a fasquia] já é muito alta".

"Mas acho que o passo que a Fórmula E dará no ano que vem, com a Gen2 e uma organização melhor e coisas maiores, [ela] será absolutamente impressionante. A Fórmula E ainda tem muitas surpresas para [mostrar] ao mundo e estou muito orgulhoso e muito feliz por fazer parte do campeonato", concluiu.

O novo campeonato começará em dezembro nas ruas de Riade, a capital saudita, com uma jornada dupla.

domingo, 15 de julho de 2018

Formula E: Vergne foi o melhor na segunda corrida de Nova Iorque

Jean-Eric Vergne foi o vencedor da segunda e-corrida de Nova Iorque prova de encerramento do campeonato. O piloto da Techeetah foi melhor que Lucas di Grassi, segundo classificado, enquanto Daniel Abt ficava com o lugar mais baixo do pódio, numa corrida em que os primeiros andaram juntos, mas não conseguiram ultrapassar-se. Apesar deste segundo e terceiro lugar da Audi, a marca alemã conseguiu o título de Construtores, com dois pontos de diferença sobre a Techeetah. 

A e-corrida de Nova Iorque viveu sob a sombra da dúvida entre a qualificação e a corrida devido ao meu tempo. Um aviso de tempestade fez evacuar o paddock como medida de precaução, mas menos de uma hora depois, este foi levantado e a prova aconteceu na hora prevista. 

Na partida, Vergne passa Buemi e ficou com a liderança, com Lotterer a ser terceiro, na frente de Di Grassi, Piquet e Abt. O alemão tentou passar no suíço, ainda no final da primeira volta, mas não teve sucesso. Contudo, pouco depois, a organização avisou que os carros da Techeetah estavam sob investigação por causa de uma alegada falsa partida. Entretanto, na volta cinco, Lotterer passava Buemi e era segundo.

Na volta sete, José Maria Lopez tornava-se na primeira vitima da corrida, ao sofrer um toque no muro e ficar muito danificado. A seguir, Jerome D'Ambrosio e Luca Fillipi bateram forte e acabou com "full course yellow". Com isso, a Dragon acabava prematuramente a sua temporada. E foi durante esse "full course yellow" que Lotterer recebeu uma penalização de dez segundos pela falsa partida.

A corrida retomou na volta onze, com Lotterer a aproveitar para ter de cumprir o seu "stop and go", e Di Grassi a passar Buemi na volta seguinte para ser segundo. Na volta 18, Abt passou Buemi e ficou com o terceiro posto, reforçando a liderança da Audi no campeonato de Construtores.

Atrás, Félix da Costa estava a fazer uma recuperação desde o final da grelha, mas a organização decidiu penalizá-lo em dez segundos pelo seu envolvimento no acidente entre Fillipi e D'Ambrosio. Ele cumpriu antes da troca de carros. 

Os carros pararam nas boxes na volta 23, para trocar de chassis, com Vergne e Di Grassi em cima um do outro. Não houve alterações nos da frente, apesar de todos andarem perto uns dos outros. O brasileiro pressionou o campeão francês, mas este resistia. 

Na parte final, Di Grassi atacou Vergne, ao mesmo tempo que Lotterer entrava nos pontos, primeiro passando Sarrazin e depois Bird, para ser nono. Mas no final, não houve mudanças na classificação geral, e a Audi ficou com o título de Construtores. 

Formula E: Buemi o melhor na segunda qualificação nova-iorquina

Sebastien Buemi foi o último poleman desta temporada em Nova Iorque, batendo os Techeetah de André Lotterer e Jean-Eric Vergne, o novo campeão do mundo de Formula E. Esta tarde, numa qualificação chuvosa, Sam Bird ficou no meio da tabela e António Félix da Costa não marcou qualquer tempo, acabando por largar do último lugar da grelha. 

Com tudo decidido em termos de campeonato, a grande dúvida era saber se Lucas di Grassi poderia alcançar o segundo lugar, desalojando Sam Bird dessa posição. Como foi fito em cima, a qualificação ficou marcada pela chuva. Era a primeira vez na história da competição que os pilotos encaravam uma sessão de treinos com pista molhada. 

E foi com isso em vista que começou a qualificação. No primeiro grupo, estavam Stephane Sarrazin, Tom Dillmann, Luca Fillipi, Ma Qinghua e Nicolas Prost. Sarrazin foi o melhor, com 1.19,017 o piloto chinês da NIO - que substituía o lesionado Oliver Turvey - a bater no muro e a perder sete segundos no tempo final. Por esta altura, a chuva tinha acabadoe a pista começava a secar.

No segundo grupo, alinhavam Daniel Abt, Sebastien Buemi, Nick Heidfeld, o campeão Jean-Eric Vergne e Sam Bird. Buemi não fez um grande tempo na sua primeira volta, mas Vergne faz 1.19,315 e sobe para o segundo posto provisório. O suíço melhorou, fazendo o melhor tempo provisório, com 1.17,867. Vergne fez apenas o quarto melhor tempo, atrás de Daniel Abt e Lucas di Grassi. Sam Bird era quinto, e era provável que não ficasse para a Superpole.

No terceiro grupo estava Maro Engel, António Félix da Costa, José Maria Lopez, Alex Lynn e Jerome D'Ambrosio. Engel não fez grande tempo, Félix da Costa não marcou tempo - irá largar de último - e o único que fez algo interessante foi José Maria Lopez, que fez o sétimo melhor tempo provisório.

No último grupo estavam André Lotterer, Nelson Piquet Jr, Mitch Evans, Felix Rosenqvist e . Lotterer foi terceiro, tirando Bird da SuperPole, e o resto praticamente desistiu de marcar tempo por causa das condições da pista. Assim sendo, dois Audi, dois Techeetah e o Renault de Sebastien Buemi iam fazer a última parte da qualificação.

Na SuperPole, Vergne conseguiu fazer 1.18,031, antes de Lotterer o bater com 1.18.013. Abt fez um tempo 132 centésimos mais lento, e depois foi a vez de Buemi, que bateu a todos, fazendo 1.17,973, esperando todos pelo último carro, o de Lucas di Grassi. Mas na sua volta lançada, tocou na parede com alguma violência e danificou o carro, deitando por terra a sua chance de ficar com a pole-position. Assim sendo, Buemi fez a sua 11º pole-position da sua carreira, com os Techeetah atrás dele.

A corrida acontecerá pelas oito da noite, horário de Lisboa, e com um tempo instável à vista, promete ser emocionante.

sábado, 28 de abril de 2018

Forumla E: Vergne é o vencedor no ePrix parisiense

Jean-Eric Vergne foi o vencedor no ePrix de Paris, oitava prova do campeonato de Formula E. O piloto da  conseguiu ser o melhor que o seu companheiro de equipa, André Lotterer, que fica sem energia nas curvas finais, deixando escapar o segundo lugar para Lucas di Grassi. Quanto a António Félix da Costa, acabou por abandonar com problemas no seu carro.

Com Jean-Eric Vergne a liderar o campeonato e com mais três pontos pela conquista da pole-position, colocando os Techeetah na ribalta - André Lotterer vai largar de terceiro - o piloto francês corrida em casa mais preocupado com Sam Bird, que largava ao seu lado. Lucas di Grassi era o sexto da grelha, atrás de António Félix da Costa, e o brasileiro da Audi estava numa fase de recuperação depois do péssimo inicio de temporada. 

Mas pior estavam os Jaguar, que monopolizavam a última fila da grelha, com Piquet a nãso sair das boxes por causa de problemas no seu carro, enquanto Mitch Evans foi 14º e teve de trocar de caixa de velocidades e largaria de último.

Tudo isto numa prova de 49 voltas às voltas ao Les Invalides, debaixo de frio primaveril.

Na partida, Vergne aguentou os ataques de Bird, especialmente de Lotterer, enquanto Di Grassi estava na quinta posição, depois de ter passado Félix da Costa. Atrás, Ma Qinhua ficava parado na pista, depois de ter problemas no seu carro, fazendo a organização colocar o Full Course Yellow. Nas boxes estava Tom Blomqvist, a mudar de nariz por causa de danos causados pela colisão com Nicolas Prost e Mitch Evans.

A corrida recomeçou na volta dois, com Vergne a ir embora, deixando Bird e Lotterer para trás, enquanto Félix da Costa falhava a travagem, caindo para o fundo do pelotão. Acabaria por abandonar a prova. 

Havia lutas por posições, mas nenhuma ultrapassagem de relevo. Na sétima volta, Daniel Abt conseguiu passar Felix Rosenqvist para ser décimo. Di Grassi bem tentava apanhar Maro Engel, mas não conseguia apanhar o carro da Venturi. Atrásm na volta 14, Prost acabou por ir à boxes para trocar de asa, danificada por causa dos eventos da primeira volta.

Bird tentava aproximar-se de Vergne para ver se conseguia passar o piloto francês, mas era complicado, os três andaram assim até à paragem obrigatória nas boxes. Os três entraram ao mesmo tempo e o francês conseguiu ficar na frente, com Bird atrás e Lotterer a fazer uma paragem pior, ficando mais atrás dos dois primeiros. Atrás, Di Grassi conseguiu passar Engel na saída das boxes, mas o alemão da Venturi tentou recuperar a posição, sem sucesso.

No regresso à pista, Vergne tinha um avanço de 2,3 segundos sobre Bird, ficando mais confortável, enquanto Lotterer tentava apanhar o piloto da Virgin. Na quinta posição, Engel aguentava os ataques de Buemi e Abt.

Na volta 36, Lotterer atreveu-se e conseguiu passar Bird. Ambos os pilotos tocaram-se mas continuaram, tudo isto aproveitado por Di Grassi para se aproximar e passar Bird, ficando com o terceiro posto. No meio disto tudo, Vergne afastava-se e tinha agora mais de três segundos de vantagem sobre, agora, o seu companheiro de equipa.

Na volta 44, Buemi cede o seu sexto posto a favor de Abt, numa travagem ousada. Depois, apanhou Engel para tentar ficar com o quarto posto, ao mesmo tempo que Di Grassi atacava Lotterer, mas o alemão defendeu-se bem, com momentos musculados. O brasileiro voltou de novo a atacar, com toques, mas o alemão aguentou até à ultima curva, quando passou para o segundo lugar, e Lotterer leva com um toque de Sam Bird, mas são terceiro e quinto classificados, com Maro Engel a ser quarto.

Mas no final, Vergne vencia, dominando a corrida do principio até ao fim, sem ser fortemente incomodado. Uma corrida perfeita, num ambiente perfeito.

Com isto, a vantagem de Vergne sobre para 31 pontos sobre Sam Bird, 147 contra 116. A próxima prova acontece dentro de duas semanas, nas ruas de Berlim.

Formula E: Vergne é pole em Paris

Jean-Eric Vergne conseguiu ser o poleman pela quarta vez nesta temporada a bordo do seu Techeetah. O piloto francês conseguiu a melhor posição da grelha de partida na sua corrida caseira, fazendo 1.01,144, batendo Sam Bird e Andre Lotterer. Quanto a António Félix da Costa, vai largar de quinto, atrás do Venturi de Maro Engel, e depois de ter chegado à SuperPole pela segunda vez nesta temporada. Tudo isto numa qualificação relativamente atribulada, com alguns encontros com os muros.

Duas semanas depois de terem corrido em Roma, a Formula E estava a correr à volta dos Les Invalides, no centro da Cidade Luz, para a oitava prova do campeonato dos carros elétricos. Numa qualificação debaixo de céu nublado e temperatura baixa, esperava-se para saber quem seria o melhor.

Com os líderes agrupados no primeiro bando - Jean-Éric Vergne, Sam Bird, Felix Rosenqvist, Sébastien Buemi e Daniel Abt - aqui, a qualificação foi dramática, de uma certa forma. Bird e Vergne passaram sem problemas, com o francês a fazer 1.01,508, mas o inglês veio a seguir, com 1.01,7.

O grupo 2 começava "coxo", com Nelsoin Piquet Jr a nem sequer sair das boxes por causa dos problemas sofridos nos treinos livres, onde bateu por duas vezes. Isso não incomodou nem André Lotterer, nem Lucas do Grassi, que foram para a pista e colocaram tempos. O alemão, com 1.01,818, e o brasileiro da Audi, um pouco atrás, provavelmente com o seu lugar na SuperPole em perigo.

No Grupo 3, que tinha Nick Heidfeld (Mahindra), Edoardo Mortara (Venturi), José María López (Dragon), Alex Lynn (DS Virgin) e António Félix da Costa (Andretti), foi o piloto português que tirou um coelho da cartola e fez um tempo que colocou a 0,05 segundos do piloto francês e com passagem garantida para a SuperPole, graças ao segundo melhor tempo até então. 

No Grupo 4, já com Maro Engel, Jérôme D'Ambrosio, Nicolas Prost, Tom Blomqvist e o chinês Ma Qing Hua - que substituia Luca Filippi - o belga D'Ambrosio conseguiu marcar o equivalente ao sexto tempo na grelha, mas foi Maro Engel que conseguiu fazer o melhor tempo do grupo e entrar na SuprPole, com 1.01,756.

Assim, a SuperPole teria Vergne, Bird, Lotterer, Felix da Costa e Engel.

O primeiro a sair foi Lotterer, que até começou bem, mas não marcou um grande tempo: 1.01,487. Sam Bird veio a seguir, e fez melhor, com 1.01,421. O terceiro foi Engel, mas sendo correto, teve um tempo mais modesto, e pior fez Félix da Costa que tev e uma parte final péssima quando poderia estar a caminho de um bom tempo. E no final, foi Vergne que ficou com o melhor tempo, 1.01.144, ficando com a pole-position pela quarta vez na temporada.

A corrida acontecerá pelas 15 horas de Lisboa.

sábado, 17 de março de 2018

Formula E: Vergne vence em Punta del Este

Jean Eric Vergne venceu pela segunda vez na temporada, consolidando o comando no campeonato, aguentando os ataques de Lucas di Grassi ao longo da corrida. O duelo entre ambos teve algumas faíscas, mas o piloto francês da Techeeetah levou a melhor sobre o piloto brasileiro da Audi. San Bird acabou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto que António Félix da Costa teve problemas ao longo do fim de semana, acabando à beira dos pontos, na 11ª posição.

As coisas começaram e se definir ainda antes da corrida, quando os comissários de pista decidiram penalizar Lucas di Grassi, que por causa de uma irregularidade anularam a volta que lhe deu a pole-position e dando esse lugar a Jean-Eric Vergne. E isso, de uma certa forma, definiu a corrida.

Na partida, Vergne conseguiu aguentar Di Grassi para ficar com a liderança, enquanto que atrás, Félix da Costa também tinha partido bem e passou D'Ambrosio para ser décimo. Os pilotos andaram mais ou menos assim até à quarta volta, quando o Safety Car teve de entrar na pista para tirar o carro de Nick Heidfeld, que tinha ficado parado na pista por causa de um problema na bateria.

A corrida retomou na volta seis, com Vergne a aguentar novos ataques de Di Grassi. O brasileiro tentou apanhar o francês, enquanto que na sétima volta, Bird tinha conseguido passar o Lotterer para o sétimo posto. A partir dali, o alemão da Techeetah perdeu lugares atrás de lugares, ficando fora dos pontos. Di Grassi tentou pressionar Vergne, enquanto que na volta 11, Buemi tinha problemas com a suspensão traseira esquerda, depois de um toque no muro, e perdia posições. Ao mesmo tempo, Félix da Costa perdia uma posição para o Mahindra de Rosenqvist. Depois, seria passado por Evans e começou a mostrar problemas, caindo fora dos pontos.

Buemi foi para as boxes no inicio da volta 12, trocando de carro, e provavelmente a sua corrida tinha acabado.

A troca de carro aconteceu na volta 19, numa altura em que os pilotos da Audi pressionavam os que iam na sua frente. Vergne saiu melhor do que Di Grassi, e tentou passar na volta a seguir, sem resultado... e com despiste. Abt era agora terceiro, depois de passar Lynn antes de chegar às boxes. Contudo, o inglês acabou por sair das boxes quase a colidir com o seu companheiro de equipa, e iria ser penalizado. 

Abt teve de parar nas boxes na volta 23 por causa de cintos mal apertados e "deitou fora a sua corrida". Félix da Costa foi beneficiado, voltando aos pontos, enquanto que Di Grassi voltava a atacar Vergne para ver se conseguia ficar com a liderança da corrida.

Evans era agora quinto, passando Rosenqvist, e na volta 30, o brasileiro tentou passar de novo, sem sucesso. Enquanto tudo isso acontecia, Sam Bird aproximava-se de ambos. Evans passava Lynn para ser quarto na volta 33 e agora, aproximava-se dos três primeiros.

Na volta 34, Di Grassi atacava Vergne, tocava e... resistia. E Bird agora estava na traseira de ambos, esperando "de cadeira" para ver no que ia dar. Mas teve de levantar o pé para ter energia no fim, e Vergne acabou a corrida com o brasileiro a "empurrar" na traseira do seu Techeetah.

No campeonato, Vergne ampliava a sua liderança para 30 pontos sobre Rosenqvist (109 contra 79) com Sam Bird a ser terceiro, com 76. Félix da Costa manteve os 16 pontos e cai para 14º no campeonato.

A próxima corrida será a 14 de abril, nas ruas de Roma, a primeira prova em solo europeu.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Formula E: Techeetah multada em Santiago

A vitória (e dobradinha) dos Techeetah em Santiago esteve em perigo, pois a FIA decidiu investigar algo do qual ele - e a Dragon Racing - fizeram sem autorização da FIA: mudar a configuração dos cintos de segurança. É este foi a primeira corrida onde não houve tempo de paragem obrigatório nas boxes - anteriormente tinham um tempo de paragem minimo de 55 segundos.

No final da corrida, os comissários investigaram os carros devido a “uma mudança nos cintos sem que tenha sido comunicado ao delegado técnico”. E tudo isso resultou numa multa de 30 mil euros, enquanto a Dragon tem de pagar 15 mil, multas estas que têm de ser pagas à FIA num espaço de 48 horas.

A FIA disse depois que aquilo é uma "área cinzenta" e que irá clarificar "se qualquer modificação nos cintos de segurança será permissível" antes da próxima prova, dentro de um mês, na Cidade do México.

Mark Preston, o diretor da equipa, disse à Autosport britânica sobre essa situação:

"Temos dois pilotos LMP1 [Endurance] que são muito experientes no mundo de trocas rápidas [de pilotos]", começou por dizer.

"Todos devem concordar com o que é permitido e o que não é. Não é uma modificação para a segurança, é importante certificar-se de que você pode fazer o procedimento rapidamente, e [de forma] pratica, digamos. Foi [uma decisão] difícil para todos", concluiu.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Formula E: Vergne foi o melhor na qualificação em Santiago

O francês Jean-Eric Vergne foi o melhor na qualificação desta tarde em Santiago do Chile. O piloto da Techeetah conseguiu superar o e.dams de Sebastien Buemi e o outro Techeetah de André Lotterer, que bateu na sua volta mais rápida.  

Quanto a António Félix da Costa, não conseguiu mais do que o 16ª tempo com o seu Andretti, dois lugares atrás de Felix Rosenqvist, o líder do campeonato, e três de Lucas de Grassi, que tinha sido penalizado por causa da troca da sua unidade de energia no seu Audi-Abt.

Debaixo do verão austral na capital chilena, máquinas e pilotos se prepararam para a sessão de qualificação da quarta prova do campeonato. O primeiro grupo saiu à posta de forma cautelosa, por causa das folhas das árvores na pista, que faziam escorregar os carros. E toda essa cautela não foi suficiente para que Mitch Evans não tivesse marcado um tempo, porque bateu no muro e acabaria por largar do último posto da grelha de partida. Sebastien Buemi conseguiu marcar 1.19,182, e parecia ser dos favoritos para a SuperPole, muito superior à concorrência.

No segundo grupo, Felix Rosenqvist foi a grande desilusão, mas pior foi Edoardo Mortara, que ficou com o penúltimo tempo da qualificação, até então. No terceiro grupo, Nico Prost e Alex Lynn conseguiram fazer bons tempos, mas não os suficientes para ficar na SuperPole.

No grupo final, com Luca Fillipi, Tom Blomqvist, Lucas di Grassi, Jeorme D'Ambrosio e Andrea Lotterer, Di Grassi conseguiu fazer um tempo que o colocou no topo da tabela de tempos por meros 23 centésimos, mas depois foi superado por Andrea Lotterer, por 257 centésimos, um tempo algo surpreendente ali em Santiago.

Assim sendo, para a SuperPole foram Vergne, Bird, Buemi, Di Grassi e Lotterer.

Na última fase da qualificação, começou com Buemi na pista, marcou 1.19,355, antes de Vergne sair da pista e responder com 1.19,161, deixando a 164 centésimos do suiço da e.dams. Sam Bird veio logo a seguir, mas na curva numero 6, o inglês perdeu o controle do seu DS Virgin e acabou por bater, acabando a sua qualificação por ali. A bandeira vermelha foi mostrada e o britânico levou o seu carro, lentamente, até às boxes.

Lucas di Grassi entrou na pista, mas fez um tempo inferior a Vergne e Buemi, antes de André Lotterer sair e bater no inicio da sua volta rápida, danificando o seu nariz. Assim, Vergne fez a sua sexta pole da sua carreira, com Buemi ao seu lado e Bird no terceiro posto. 

A quarta prova do mundial de Formula E acontecerá pelas 19 horas de Lisboa.

sábado, 3 de junho de 2017

Formula E: Sarrazin na Techeetah, Dillmann na Venturi

A uma semana da ronda dupla de Berlim da Formula E, a competição sofreu alterações profundas no seu alinhamento. Por causa de Sebastien Bourdais, que sofreu um acidente nas 500 Milhas de Indianápolis e vai ficar fora da competição para o resto da temporada, Esteban Gutierrez será piloto da Dale Coyne durante o tempo de ausência do piloto francês. E na Techeetah, equipa onde alinhava o mexicano, ex-Haas, houve mudanças: Stéphane Sarrazin vai rumar à equipa nas seis corridas que faltam nesta temporada de Fórmula E, enquanto que para o seu lugar, irá outro francês, Tom Dillmann.

Para Gildo Pallanca Pastor, chefe de equipa da Venturi, a solução encontrada é a ideal: "É uma solução positiva para todos os envolvidos. Com a sua experiência, o Stéphane envolve-se com a Techeetah e, ao mesmo tempo, o Tom terá a oportunidade de ganhar mais experiência com a Venturi".

Dillmann, de 28 anos (nasceu a 6 de abril de 1989), foi o campeão da Formula V8 3.5 litros de 2016, e este ano tinha corrido na Extreme Motorsports, no Mundial de Endurance, num Ligier de LMP2. Na corrida de Paris, Dillmann deu-se bem, terminando na oitava posição.

Já Sarrazin, mais velho (nasceu a 2 de novembro de 1975), é - para além de correr na Toyota Gazoo Racing, do Mundial de Endurance, também um veterano na Formula E. Já conseguiu uma pole-position em Londres, em 2015, e tem como mehor resultado um segundo lugar na ronda de Long Beach, em 2016, sempre pela Venturi. E foi em 2016 que alcançou a sua melhor classificação, um sexto lugar, com 70 pontos. Esta temporada, tem apenas dois pontos, resultantes de dois décimos lugares, em Hong Kong e Paris.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Formula E: Novidades no mercado de pilotos

Temporada terminada - a nova temporada acontecerá no outono, em Hong Kong - a Formula E vai tendo algumas novidades em relação ao mercado de pilotos para a temporada de 2016-17. A primeira dos quais tem a ver com Techeetah, a nova equipa que vai substituir a Aguri, e que vai ter a unidade de energia da Renault. Com António Félix da Costa a caminho da Andretti, para o seu lugar pode ir o francês Jean-Eric Vergne, que vai fazer companhia a Ma Qinghua. A informação é hoje adiantada pelo site motorsport.com.

Segundo se conta, quer Vergne, quer Ma, partilham o mesmo empresário, Julian Jakobi, e este poderá ter um cargo relevante na nova equipa que foi adquirida por uma firma de capital de risco de Xangai, que vai se estrear na nova temporada.

Para o seu lugar na DS Virgin - que tem o apoio da Citroen - o escolhido pode ser argentino. José Maria "Pechito" Lopez vai andar no carro da DS Virgin, e vai correr ao lado de Sam Bird na nova temporada. O piloto de 33 anos (nascido a 26 de abril de 1983) e atual bicampeão do WTCC, esteve para entrar dentro de um dos carros da DS Virgin no inicio deste ano, durante a ronda de Buenos Aires, mas o piloto que iria substituir melhorou o suficiente para correr. Quem é que iria substituir? Ora... nada mais, nada menos de Jean Eric Vergne!

Ainda faltam três meses para a nova temporada, mas vai ser sem dúvida algo que vale a pena seguir, com um calendário cada vez mais alargado e indo a novos lugares.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Formula E: Conhecidas as equipas para a próxima temporada

A Fórmula E divulgou hoje em Londres o nome das dez equipas que vão participar na terceira temporada da Formula E, em 2016/17. As duas grandes novidades são a Jaguar, que, como já se sabia, ia ficar com o lugar da Trulli GP, que abandonou a competição após duas rondas, enquanto a Techeetah, uma empresa de capital de risco sediada em Xangai, fica com o lugar da Aguri, que a adquiriram esta semana. A equipa usará o sistema de potência da Renault e vai ser a segunda equipa chinesa na competição, depois da NEXTEV.

Outra grande novidade é que a Dragon Racing, de Jay Penske, fez uma parceria com a construtora Faraday Future, sedeada em Silicon Valley. A Farady Future, que fora a patrocinadora da ronda de Long Beach, vai ser uma ajuda no desenvolvimento tecnológico da equipa. O motor passa a ser homologado como Penske.

Eis a lista completa:

– ABT Schaeffler Audi Sport
– Andretti Formula E
– Faraday Future Dragon Racing
– DS Virgin Racing
– Jaguar Racing
– Mahindra Racing
– NextEV NIO
– Renault e.DAMS
– Techeetah
– Venturi Formula E