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terça-feira, 18 de setembro de 2018

WRC: Tanak acredita no título

No rescaldo do Rali da Turquia e depois de ter vencido pela terceira vez consecutiva, o estónio Ott Tanak começa a acreditar que o título mundial é possível. Questionado sobre o assunto, ele afirmou assertivamente que "sim", acredita na possibilidade de quebrar a hegemonia francesa e dar à Toyota um título mundial.

Em relação ao rali, o piloto de 30 anos afirmou-se exausto, mas feliz. "É verdade, este foi o maior desafio que já tivemos esta temporada. O rali foi mais duro do que esperávamos. Em muitas ocasiões foi uma lotaria terminar troços sem problemas. Os carros castigados de uma forma doida", começou por dizer.

Mas ele reconhece que as coisas não começaram bem. "Na sexta feira as coisas não estavam bem. O feeling não estava lá e pelo nosso lado tivemos muitas dificuldades para conseguir velocidade. Foi um pouco stressante, mas sabíamos antes da prova que aqui poderia ser um dos ralis em que não seria o mais rápido a ganhar. Mantivemos a nossa velocidade e gerimos em função disso. Não foi assim tão mau, tivemos apenas de fazer o nosso papel." explicou. 

No final, Tanak subiu ao segundo lugar do campeonato e está na luta pelo título. "Estamos na luta e temos de nos focar nisso. Por vezes não temos velocidade e temos de continuar a melhorar se nos queremos manter na luta. As próximas provas representam desafios diferentes. Toda a equipa está motivado e espero que tenhamos o necessário.", concluiu. 

domingo, 16 de setembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Turquia (Final)

Ott Tanak venceu pela terceira vez seguida e tornou-se num sério candidato ao título mundial em 2018, depois de ver os seus maiores rivais, Sebastien Ogier e Thierry Neuville, tinham desistido nas difíceis classificativas turcas. Agora, Tanak está agora a apenas 13 pontos de Thierry Neuville, que lidera o campeonato e tem 10 pontos de vantagem para Sebastien Ogier, que agora é terceiro.

O rali foi muito difícil. Na sexta-feira, sabíamos que, se estivéssemos nos cinco ou seis primeiros, seria muito bom. Mas também sabíamos que este não era um rali onde os mais rápidos ganhariam, seria o mais esperto a fazê-lo. Conseguimos fazer o rali sem qualquer problema. Foi um grande esforço da equipa, por isso, estamos muito felizes. Agora, as contas do campeonato estão interessantes. Vamos continuar a dar tudo”, disse o piloto estónio.

Com quatro especiais a serem cumpridas este domingo, Neuville e Ogier estavam em recuperação para ver se conseguiam sacar pontos na Power Stage. E por causa disso é que Thierry Neuville venceu a primeira especial do dia, a primeira passagem por Marmaris. Tanak foi quinto, a 8,2, mas mais importante, ficou na frente de Latvala, sexto a 10,2 segundos.

Depois, em Ovacik, Ogier foi o vencedor, com Tanak em terceiro, 3,2 segundos do francês, e de novo, com Latvala atrás dele, a 5,7 segundos. Com a distância entre ambos os pilotos da Toyota a alargar-se, parecia que o vencedor já estava decidido. Ogier voltou a vencer em Gokçe, com Tanak em terceiro, na frente de Latala. E na Power Stage, Thierry Neuville foi o melhor, 1,7 segundos na frente de Ogier, com Tanak em terceiro, de novo na frente de Latvala. 

No final, Tanak venceu com 22,3 segundos sobre Latvala, e Paddon foi o terceiro a um minuto, 46,3 segundos. Teemu Suninen foi o quarto, a quase cinco minutos do vencedor, na frente de Andreas Mikkelsen, a sete minutos, 11,7 segundos. Henning Solberg foi o sexto e o melhor dos WRC2, a 13 minutos, 40,6 segundos, na frente de Jan Kopecky, a 18 minutos, 25,2 segundos. Simone Tempestini foi oitavo, a 19 minutos, 37,1 segundos, e a fechar o "top ten" ficaram o britânico Chris Ingram e o francês Sebastien Ogier, a vinte minutos e 51 segundos.

No campeonato, Thierry Neuville comanda, com 177 pontos, seguido por Tanak, com 166, e Ogier, o terceiro, com 154. O campeonato prossegue entre os dias 4 e 7 de outubro, em paragens do País de Gales.

sábado, 15 de setembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Turquia (Dia 2)

E de repente... o campeonato arrisca a ficar relançado. As demolidoras classificativas do Rali da Turquia fizeram com que Sebastien Ogier e Thierry Neuville tivessem de desistir e colocar na liderança os Toyotas de Ott Tanak e Jari-Matti Latvala. E por causa disso, o risco de ver o estónio a vencer pela terceira vez seguida e se tornar no principal candidato ao título mundial, sendo o primeiro não francês a alcançá-lo desde 2003.

Hoje, o WRC encarava mais seis especiais em terras turcas, com três passagens duplas por Yeşilbelde, Datça e Içmeler, e com pilotos separados por menos de cinco segundos, com o quarto lugar a 16,3 da liderança. 

O dia começava com Ogier ao ataque, vencendo com... 22,5 segundos de vantagem sobre Ott Tanak e 23,2 sobre Andreas Mikkelsen. Parecia que o francês tinha conseguido a vantagem decisiva, especialmente depois de Neuville ter acabado encostado na berma com problemas no seu carro: suspensão traseira esquerda partida. “Algo partiu, nós não batemos em nada, é muito azar”, disse o belga.

Mesmo com a vitória de Mikkelsen na nona especial, com uma vantagem de 18 segundos sobre o piloto francês, este mantinha-se na liderança... mas ele tinha problemas. Como no caso de Neuville, um braço da suspensão no seu Ford tinha sido quebrado e ele apressava em repará-lo. Acabou por ser penalizado em um minuto na décima especial, caindo para o quarto posto da geral, e ele parecia preocupado sobre se conseguiria continuar.

"Eu pensei que nunca conseguiriamos isso. Nós lutamos muito para colocar a suspensão de volta - estava muito apertado no subquadro. Eu lutei muito, estava tão perto de desistir porque eu não tinha energia. Eu pensei que teria que fazer a especial [apenas com] a tração traseira. Fiquei muito surpreso que funcionou. Nem todo ferrolho estava apertado, havia um ponto de interrogação se ele seguraria", disse o francês.

Apesar de todos estes problemas, Ogier venceu no final da manhã, com 6,4 segundos de diferença sobre Mikkelsen.

A parte da tarde foi desanimador para Ogier, que viu o seu carro sair fora de estrada e abandonar, depois de ter resolvido os problemas de suspensão da manhã. Mas não foi o único na desgraça: Craig Breen viu o seu Citroen a arder e a ter de abandonar de vez o rali. E o grande vencedor foi Ott Tanak, que venceu a especial e ficou com a liderança, com 13 segundos de vantagem sobre o seu companheiro de equipa, Jari-Matti Latvala.

Latvala atacou a liderança do piloto estónio, vencendo a 12ª especial, mas Tanak foi terceiro, a cinco segundos do finlandês, reduzindo a diferença para oito segundos. No final do dia, Tanak voltou a vencer, com Latvala em terceiro (e Elfyn Evans entre eles). A diferença entre eles é de 13,1 segundos, na entrada das últimas quatro especiais do dia.

Com os três primeiros espalhados por um minuto 10,5 segundos - o lugar mais baixo do pódio pertence a Hayden Paddon, no melhor dos Hyundai - Teemu Suninen é o quarto, a três minutos e 22 segundos. Andreas Mikkelsen é quinto, a seis minutos e 25 segundos, depois de ter sido penalizado em três minutos e 20 segundos, no sexto posto estaa o melhor dos WRC2, o de Henning Solberg, num Skoda Fabia R5, a onze minutos e 55 segundos. Elfyn Evans é o sétimo, a 16 minutos e 49 segundos, depois de ter conseguido passar os carros de Jan Kopecky, de Simone Tempestini e do britânico Chris Ingram.

Amanhã, acaba o Rali da Turquia, com a realização das últimas quatro especiais.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

WRC 2018 - Rali da Turquia (Dia 1)

Está a ser uma luta ao segundo neste Rali da Turquia. No final do primeiro dia, a diferença entre Thierry Neuville e Sebastien Ogier, os dois primeiros classificados, é de meros 0,3 segundos. E Andreas Mikkelsen, o terceiro, está a 2,6 segundos, quando na classificativa anterior... era o líder da prova.

Depois de ontem à noite ter acontecido a super-especial de abertura, vencida por Anders Mikkelsen, o rali prosseguiu hoje com a realização de seis especiais, as duas passagens por Çetibeli, Ula e Çiçekli. Na primeira passagem por Çetibeli, Craig Breen foi o melhor, conseguindo um avanço de 4,8 segundos sobre Hayden Paddon, ficando com a liderança do rali. Neuville venceu na primeira passagem por Ula, com Breen a ser apenas sexto, a 3,4 segundos, mas a manter a lideraça do rali, 3,4 segundos adiante de Mikkelsen.

A manhã acaba com Mikkelsen a voar, vencendo a especial, 0,1 segundos na frente de Ogier e 2,6 sobre Neuville. Breen perdia 9,7 segundos e a liderança, agora com ambos separados por 6,3 segundos.

Na parte da tarde, Ogier começou a aproximar-se dos lugares da frente. Venceu na segunda passagem por Çetibeli, com Andreas Mikkelsen a perder 10,9 segundos para Ogier. Contudo, o norueguês mantém a liderança do rali, agora com 12,7 segundos para Ogier. Thierry Neuville era agora terceiro, a 20.4 segundos de Mikkelsen. Os dois Citroen caíram na classificação, com Craig Breen a ter um furo lento, perdendo 45.3s para Ogier e caindo para o oitavo lugar.

Na segunda passagem por Ula, Neuville respondeu a Sébastien Ogier e fez o tempo mais rápido, sendo o único a fazer a especial de Ula em menos de 16 minutos. O belga ultrapassou o francês à geral, sendo agora segundo, enquanto a liderança se mantém para Andreas Mikkelsen, agora com apenas 1.9s para Neuville e 3s para Ogier. Ott Tanak é quinto, estando a 40.7s de Mikkelsen.

A especial ficou marcada pelas desistências do Ford de Elfyn Evans e do Citroen de Mads Ostberg, ambos vítimas de suspensões partidas.

O dia acabou com a segunda passagem por Çiçkeli, com Ott Tanak a vencer a especial, mas Ogier foi terceiro, seguido por Neuville, enquanto Mikkelsen foi sexto, a 11,4 segundos do vencedor. Com isso, o belga acabou o dia no primeiro lugar, com Ogier logo atrás, prometendo luta para sábado.

Após os três primeiros, vêm os Toyotas de Jari-Matti Latvala e Ott Tanak, respectivamente a 16,3 e a 31,9 segundos. Hayden Paddon acabou o dia a 35,1, na sexta posição, com Esapekka Lappi logo a seguir, na sétima posição, a 36,8. Craig Breen é o oitavo, a 50,1, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Teemu Suninen e o Skoda de Henning Solberg.

Amanhã, o Rali da Turquia prossegue com mais seis especiais.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

WRC: Turquia substitui Polónia em 2018

O Rali da Turquia vai voltar em 2018, em substituição do Rali da Polónia. O anuncio foi feito esta tarde pela FIA, que justificou a decisão com os problemas que a organização do rali polaco teve com o controlo dos espectadores. 

Lamentamos perder a Polónia, é um mercado muito importante e um grande desenvolvimento nos últimos anos do WRC. Mas por razões de segurança a FIA tomou a decisão de não ir lá novamente no próximo ano”, afirmou o promotor do WRC, Oliver Ciesla.

Quero dizer claramente que não há falhas de segurança da responsabilidade do organizador, é uma consequência dos espectadores indisciplinados que vimos. Temos que actuar relativamente à segurança mas também em justiça com os pilotos”.

O anuncio vai ser confirmado na reunião do Conselho Mundial da FIA, em setembro, onde também se saberá se o mundial se alargará para 14 ralis, como se tem vindo a falar desde há algum tempo. A acontecer, os candidatos naturais serão a Croácia e a Nova Zelândia, a última dos quais com experiência, mas que não recebe ralis desde 2012.

Quanto à Turquia, já recebeu provas do WRC entre 2003 e 2010, e Sebastien Loeb foi o grande vencedor, com três vitórias em 2004, 2005 e 2010.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O que a nova gerência vai fazer com os elefantes na sala?

Como toda a gente sabe, a Formula 1 tem este ano uma nova gerência. Chase Carey, Sean Bratches e Ross Brawn fazem o trabalho que antes era feito por Bernie Ecclestone. E desde que lá chegaram têm falado de mudanças na organização, quer em termos de calendário, quer em termos de organização, desde transmissões televisivas até a interação com os pilotos, e com as redes sociais.

Contudo, com a chegada destes novos membros que há questões pertinentes, e uma delas têm a ver com os destinos mais... controversos. Ontem, mostraram-se fotografias da reunião que Carey teve com Reçep Tayip Erdogan, o presidente da Turquia, e a ideia de um regresso pairou no ar. Ora, naquele país, irá haver um referendo dento de alguns dias e a ideia do presidente ficar com o poder executivo é bem real, e muitos dizem que é o passo final para uma ditadura. 

Mas não é só a Turquia que pode regressar - talvez em 2018. Esta e a semana em que estamos no Bahrein, a primeira das duas corridas noturnas no calendário, e no final do mês estarão na Rússia, a terra governada por Vladimir Putin, e que também não é propriamente amigo da democracia e do estado de direito. O Bahrein, pequeno emirado de pouco mais de milhão e meio de habitantes, passou por sarilhos em 2011, com o povo a revoltar-se contra a classe dominante, aproveitando a "Primavera Árabe". A corrida foi cancelada nesse ano, mas regressou com muita controvérsia e apelos ao boicote, em 2012, sem efeito porque o pessoal que geria a Formula 1 não quer saber muito de politica, desde que paguem o dinheiro.

Mas, como sabem, há nova gerência. E a grande pergunta é: iremos ver mais do mesmo? É provável que sim, daquilo que vimos da reunião com os turcos. E como os países do Golfo vão continuar a cumprir contratos e a pagar o que pedem, não creio que haja alterações.

Contudo... o que aconteceria se tivessem numa situação complicada? Algo semelhante ao que acontecia nos anos 80, quando iam à África do Sul, no tempo do apartheid, do governo da minoria branca? É certo e sabido que a FIA foi a última a ceder nesse campo, que só em 1985, a Formula 1 descobriu que correr em Kyalami era um embaraço de ordem mundial e colocava a sua categoria nas noticias pelas piores razões? Agora, está tudo calmo, mas num mundo em ebulição como é o nosso, agora, o que aconteceria com o GP da Rússia, caso o "titio Putin" decidisse fazer mais algumas expansões nas suas fronteiras, como fez com a Crimeia? A nova gerência iria largar os rublos russos tão facilmente?

Esta nova liderança deve saber que existem alguns "elefantes" na sala, em maior ou menor grau. Se a entrada da França é bem-vinda, a possível entrada turca pode ser um embaraço maior, tão grande quanto os exemplos ditos anteriormente - e em menor grau, Abu Dhabi e China - principalmente quando a geopolitica decidir acordar e mexer umas peças de xadrez com estrondo. O potencial está lá, e vai ser um teste bem interessante sobre saber se iriamos ver mais do mesmo, ou haveria uma maior sensibilidade ao que se passa no mundo.

Veremos. Esta nova liderança tem muitos testes pela frente.

terça-feira, 11 de abril de 2017

O regresso dos turcos?

Surgiram esta tarde no Twitter a imagem de uma reunião entre o presidente da Turquia, Reçep Tayip Erdogan, e Chase Carey, o homem que dá a cara pela FOM. E claro, desde logo, surgiram especulações sobre o regresso do GP da Turquia ao calendário, seis depois da sua saída. A corrida turca, apesar de ser disputada num dos melhores circuitos que Hermann Tilke já desenhou - à parte de Sepang - nunca atraiu muita gente para assistir. Nos últimos anos, era o deserto: apenas 25 mil pessoas durante o fim de semana de corridas.

A razão pelo "deserto" pode ser explicado por muitas coisas, mas a politica é uma delas. A ideia de um GP da Turquia sempre foi para mostrar o país ao mundo, especialmente na era Erdogan. No inicio da década passada, os turcos entraram em força no automobilismo, com o rali e a Formula 1. O circuito de Kurtkoy, construído no lado asiático da cidade, era o exemplo dessa projeção da Turquia para o mundo - como as várias tentativas de acolher os Jogos Olimpicos, por exemplo - e claro, isso também serviria para que o governo mostrasse ao mundo a sua visão das coisas. 

Contudo, quando tentaram isso, em 2006, as coisas correram mal. Nesse ano, convidaram o presidente do Chipre do Norte, uma entidade apenas reconhecida pela Turquia, para entregar o troféu ao vencedor, e a FIA detestou isso, multando os organizadores em meio milhão de dólares. O governo, que até então patrocinava em força, perdeu o interesse e quando quis renegociar o contrato, Erdogan negou.

Agora, as coisas são um pouco diferentes. Bernie Ecclestone não está mais por ali, ele quer ser o novo Vizir - há um referendo por estes dias para saber se dão ou não poderes presidenciais - e a Liberty Media quer ter mais circuitos na Europa, largando a Ásia. Que como sabem, tem muitos circuitos, e nenhum é lucrativo.

A reunião, apesar de lá estarem todos os grandes responsáveis do governo local - presidente, ministro dos desportos, proprietário do circuito e o presidente da Federação Automóvel - poderá dar em tudo e não dar em nada. Mas a ideia de que estão a ser explorados novos locais é sinal de que eles estão a mexer-se. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

GP Memória - Turquia 2005

Depois de duas semanas de ausência, a Formula 1 rumava a uma paragens que era totalmente nova no calendário: a Turquia. Um circuito novo tinha sido construido por Hermann Tilke em Kurtköy, no lado asiático da cidade, para albergar o Grande Prémio, e logo desde cedo, parecia que o circuito era desafiante, pois era corrido no sentido contrário dos ponteiros do relógio, e havia especialmente a longa Curva 8, que era feito para a esquerda e podia ser enganadora para o piloto incauto.

Feita a adaptação ao novo circuito, que os pilotos aprovaram, no final da qualificação, Kimi Raikkonen tinha conseguido tornar-se no poleman com o seu McLaren, tendo a seu lado o Renault de Giancarlo Fisichella, que conseguiu superar o seu companheiro de equipa, Fernando Alonso, que ficou com o terceiro lugar. Juan Pablo Montoya foi o quarto, seguido pelo Toyota de Jarno Trulli. Nick Heidfeld e Mark Webber ficaram com o sexto e sétimo posto da grelha, seguido pelo Sauber de Felipe Massa, e a fechar o "top ten" ficaram o segundo Toyota de Ralf Schumacher e o Red Bull de Christian Klien.

Michael Schumacher não marcou qualquer tempo e largava da penúltima posição, devido a um despiste na curva 9 e a troca de motor após a qualificação. Outro dos que foram penalizados foram Takuma Sato, que foi acusado pelos comissários de bloquear o Williams de Mark Webber.

A corrida começou com Raikkonen a manter a liderança, com Alonso a ficar com o segundo lugar, seguido de Fisichella e Montoya. Com o passar das voltas, o finlandês afasta-se do pelotão enquanto que atrás, Michael Schumacher tentava recuperar posições. Só que na volta 14, está na traseira do Williams de Mark Webber quando este fez uma travagem mal calculada e ambos colidiram. O alemão ficou com a suspensão danificada e foi às boxes para poder fazer reparos, enquanto que o australiano substituiu o seu nariz danificado.

Webber voltou para a pista, atrasado, mas durou pouco tempo: cinco voltas depois abandonou, com um furo. Schumacher não durou muito mais, pois acabaria por desistir na volta 32, por causa dos danos sofridos.

Montoya ficou com o segundo posto após a primeira troca de pneus, e aos poucos afastava-se dos Renault. Contudo, na penúltima volta, Montoya aproximava-se do Jordan de Tiago Monteiro quando ambos se desentenderam, com o colombiano a ficar com o difusor danificado, que o fez sair largo na famigerada Curva 8, perdendo o segundo lugar para Alonso, e estragando um pouco a vida ao seu companheiro de equipa... quando a Monteiro, conseguiu levar o carro até ao fim, mesmo ficando no último lugar.

No final, Kimi Raikkonen levou a melhor sobre Fernando Alonso, enquanto que Juan Pablo Montoya ficava com o terceiro posto, provavelmente frustrado com a chance de dobradinha desperdiçada... Giancarlo Fisichella era o quarto, enquanto que nos restantes lugares pontuáveis ficavam o BAR-Honda de Jenson Button, o Toyota de Jarno Trulli e os Red Bull de David Coulthard e de Christian Klien.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Este mês, no Nobres do Grid...

(...) Todos estes circuitos [Istambul, na Turquia; Yeongam, na Coreia do Sul e Buddh, na India] foram o resultado das ambições destes países em ascensão no panorama mundial em receber a Formula 1. Várias corporações e os estados em questão queriam ter, quer por razões comerciais, quer por razões politicas, a categoria máxima do automobilismo, e dali ganhar centenas de milhões de euros vindas dos fãs, dos patrocinadores e outras entidades. Só que passados mais de dez anos, estes três circuitos estão fora do calendário da Formula 1, e tirando eventos locais, não receberam mais eventos significativos dos mundiais da FIA, como por exemplo, a Endurance, os GT’s ou outros. Em suma, são elefantes brancos, edifícios inúteis que correm o risco de serem abandonados à sua sorte.

As razões pra isso são diversas. As más localizações, no caso coreano, ou os problemas políticos, no caso turco, e os referentes ao financiamento e aos impostos, no caso indiano, explicam porque é que Bernie Ecclestone quis sair fora dali o mais depressa possível, pois as autoridades locais não quiseram ir ao ritmo dele. E passados três ou quatro anos, os contratos são rasgados, os prejuízos são elevados e ninguém quer pagar isso. Um bom exemplo foi no final da semana passada, quando a FOM mandou uma carta aos organizadores do GP coreano, exigindo cerca de 86 milhões de dólares de compensações pelos prejuízos causados pelo cancelamento do GP coreano de 2015, quando na realidade, a sua colocação no calendário é das coisas mais inexplicáveis até ao momento, pois toda a gente sabia que tal aventura era impraticável.

No passado dia 16, o sitio Motorsport.com falou que o equivalente coreano ao Tribunal de Contas está a investigar se houve má apropriação de dinheiros públicos na construção do circuito, inaugurado em 2010. Ativistas locais querem saber porque é que o projeto foi construído tão longe dos centros urbanos do país (o circuito situa-se perto de uma vila piscatória na província de South Jeolla, com escassas unidades hoteleiras e a maior parte delas são… motéis) e se não houve uma tentativa de desvio de fundos, através de superfaturações por parte das construtoras. O inquérito vai já a meio, mas ativistas locais não querem deixar morrer o caso.

No caso indiano, desde o inicio que a empreitada foi um pesadelo. Construido no sul da capital, Nova Delhi, o empreendimento, construído pelo Jaypee Group, custou à volta de 150 milhões de dólares e desde o inicio que se enredou nas burocracias indianas, conhecidas por serem mesquinhas e corruptas. Primeiro, as autoridades queriam colocar o Grande Prémio como entretenimento, e como tal, obrigada a pagar os impostos referentes. No caso em particular, eles teriam de pagar 1/20 anos dos lucros totais… de toda a temporada de Formula 1, e não do Grande Prémio em si. Para piorar as coisas, a burocracia dos vistos, entre outras coisas, é lendariamente lenta e sujeita a corrupção. Em muitos aspectos, fala-se que foi por causa disso que Ecclestone, a FOM e todo o pelotão da Formula 1 rapidamente se desinteressou pelo subcontinente indiano. (...)

O assunto dos circuitos deixados ao abandono, como um dos legados desta Formula 1 atual, é um assunto recorrente, dadas as dificuldades que vivem as equipas neste momento, e as polémicas subjacentes às suspeitas sobre desvio de fundos, e o facto de terem usado as táticas erradas na busca por novos mercados e novos públicos na Ásia, do qual as autoridades locais estão a pagar bem caro.

Falei sobre este assunto no passado dia 10, por aqui, mas a cada dia que passa, surgem novos desenvolvimentos sobre estes casos, que, aliados aos problemas de má distribuição dos dinheiros entre as equipas, coloca a formula 1 numa situação periclitante, do qual está mouca aos constantes avisos de que "o rei vai nu" e do qual arricamos a ver dezasseis carros à partida da corrida de Melbourne.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O calendário para 2013 e respectivas especulações

O Conselho Mundial da FIA está esta semana em Istambul para várias reuniões, antes da cerimónia de entrega de prémios aos campeões nas várias categorias, que vai acontecer esta sexta-feira na cidade mais importante da Turquia.

Esta decidiu esta tarde que iria fazer várias alterações no calendário e nos regulamentos da Formula 1. Sobre os regulamentos, fala-se depois, pois agora tem a ver com o calendário. As grandes alterações tem a ver com a mudança de algumas datas do calendário de 2013, com o GP da Alemanha a ser recolocado no dia 7 de julho, dando duas semanas de espaço para uma eventual corrida na data de 21 de julho.

A FIA decidiu que no lugar de New Jersey, que não consegue ter o seu circuito pronto a tempo da edição de 2013, irá arranjar um lugar entre as corridas de Alemanha e da Hungria, que deverá ser preenchido por um circuito europeu. E a hipótese mais plausível é o regresso da Turquia, mais concretamente Istambul Park. O circuito tem novo dono, e ele está disposto a pagar cerca de nove milhões de euros para voltar a ter a Formula 1 no seu pais, com a garantia de que trará "80 mil espectadores".  

Contudo, pode existir uma alternativa a Istambul Park: Zeltweg. Agora chamada de Red Bull Ring, é uma hipótese levantada pelo jornalista britânico Joe Saward, que afirma que, por estar perto de Budapeste, poder ser uma melhor alternativa a Istambul. O circuito foi renovado pela Red Bull, e acolhe alguns eventos importantes, como o DTM, mas a Formula 1 não corre lá desde 2003. 

Claro que alguns dirão que este agora é um circuito da Red Bull, mas quase ninguém se lembra da razão pelo qual tivemos um GP de San Marino, em Imola. O circuito com o nome de Enzo e Dino Ferrari e que era o que ficava mais perto de Maranello...

Outro possivel regresso era o da França, mais concretamente ou Paul Ricard, ou Magny Cours. Mas apesar dos esforços feitos por algumas pessoas, nomeadamente Alain Prost, parece que a ideia do regresso do GP de França, que não acontece desde 2008, já caiu por terra.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Noticias: FIA apresenta o novo calendário de 2012

A FIA anunciou esta tarde em Paris o calendário para a temporada de 2012. Num calendário que se vai manter a mesma quantidade de corridas - vinte - e onde bhá um equilibrio entre as provas europeias e as asiáticas: oito cada um.

As grandes novidades são a incursão de Austin, no Texas - que nos últimos dias tem surgido noticias de que está quase parada devido à falta de fundos - o regresso do Bahrein, depois da agitação social do inicio deste ano que levou ao cancelamento da corrida, e a saída do GP da Turquia, que acontecia no circuito de Istambul, devido ao fato dos organizadores não quererem pagar os custos cada vez mais exorbitantes que Bernie Ecclestone anda a pedir para que seja acolhida a Formula 1.

Quanto a Austin, a passagem de junho (que era o que estava acordado inicialmente) para novembro é uma mais-valia para a pista texana, pois as temperaturas em junho por aquelas bandas são muito altas, mais de 40º Celsius em média. E também com as noticias dos atrasos nas obras, até calha bem ser tão tarde no campeonato...

Eis o calendário para 2012:

18/03 - Austrália (Melbourne)
25/03 - Malásia (Sepang)
15/04 - China (Xangai)
22/04 - Bahrein (Shakir)
13/05 - Espanha (Barcelona)
27/05 - Mónaco
10/06 - Canadá (Montreal)
24/06 - Europa (Valencia)
08/07 - Grã-Bretanha (Silverstone)
22/07 - Alemannha (Hockenheim)
29/07 - Hungria (Hungaroring)
02/09 - Bélgica (Spa-Francochamps)
09/09 - Itália (Monza)
23/09 - Singapura
07/10 - Japão (Suzuka)
14/10 - Coreia (Yeongnam)
28/10 - India (Delhi)
04/11 - Abu-Dhabi (Yas Marina)
18/11 - Estados-Unidos (Austin)
25/11 - Brasil (Interlagos)

sábado, 14 de maio de 2011

Troféu Blogueiros - Turquia 2011

Outra das coisas que deveria ter sido colocado ontem, mas que o Blogger não deixou: as pontuações do GP da Turquia feita por nós no Troféu Blogueiros.

Não creio que não fugimos muito à realidade, pois pelos vistos não houve pontuações muito exageradas por parte do resto do pessoal. É certo que o Kamui Kobayashi fez uma grande prova, ao partir de último para chegar ao último lugar pontuável, mas não iria dar nota nove pelos meus critérios.

De resto, fiquem atentos, pois deverá haver novidades em breve.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Dois pilotos, duas motivações

Kamui Kobayashi e Michael Schumacher foram dois homens que tiveram sortes e azares diferentes no GP turco. Um fez do azar nos treinos força de vontade para vencer na corrida e conseguir ser feliz. Outro não conseguiu aproveitar o bom resultado na qualificação para fazer um brilharete na corrida, e no final, começava a questionar publicamente se tinha a mesma motivação para andar por aqui.

Quando Kamui Kobayashi não conseguiu marcar qualquer tempo na qualificação porque o seu carro sofreu uma avaria mecânica, era uma pessoa desiludida por saber que tinha sido um problema mecânico que o impedira de fazer um bom resultado na grelha. Como os comissários deixaram alinhar a corrida devido a uma situação excepcional, o piloto japonês de 24 anos decidiu que iria partir ao ataque, em busca dos pontos. E conseguiu, mesmo que a sua estratégia de recuperação tenha sido prejudicada com um furo quando ultrapassava o Toro Rosso de Sebastien Buemi.

"Diverti-me bastante nesta corrida. Antes da corrida prometi a Peter que marcaria pontos e cumpri, mas só marquei um porque perdemos tempo com um furo, resultado dum toque com o Sébastien Buemi, quando o ultrapassei. Caso contrário, penso que poderia ter terminado em sétimo. O carro estava ótimo, e a equipa tinha delineado uma boa estratégia para mim. No último terço da corrida tive de ter um pouco de cuidado para poupar os pneus, mas funcionaram bem.", concluiu Kobayashi.

Agora, devido a estes eventos, o japonês é o rei das ultrapassagens na Formula 1. Em apenas quatro corridas, Kobayashi já efetuou vionte ultrapassagens aos seus mais diretos adversários, cinco mais do que o Renault do alemão Nick Heidfeld. E cada vez mais se mostra que Kamui Kobayashi está a caminho de ser o melhor piloto japonês de sempre na categoria máxima do automobilismo.

Em claro contraste em termos de ânimo anda Michael Schumacher. Regressado às pistas em 2010, pode mostrar que ainda tem talento, mas está a ser constantemente ultrapassado pelo seu jovem companheiro e seu compatriota Nico Rosberg. Em declarações à BBC britânica, o piloto de 42 anos afirmou que já não se está a divertir-se nas pistas: "A grande alegria não está mais aqui".

Um dos seus grandes rivais nas pistas e actual comentador na BBC, o escocês David Coulthard, afirma que o piloto alemão deve estar a questionar a sua continuidade na Formula 1, e se deverá cumprir o seu contrato com a Mercedes até ao final de 2012. "Ele não está mais a pilotar no mesmo nível que seu companheiro Nico Rosberg, isso é um fato. As estatísticas mostram que Nico está conseguindo tirar mais do carro do que o Michael. Eu não acho que deveríamos descartar Schumacher, isso não é possível porque ele é muito talentoso, mas ele deveria a começar a refletir sobre seu futuro", comentou.

E isso é verdade: das 23 corridas que ambos os pilotos fizeram juntos, Rosberg vence por maioria. 15 contra oito do heptacampeão do mundo. Rosberg já subiu ao pódio por três vezes, algo que Schumacher ainda não fez, sendo o seu melhor resultado um quarto lugar no GP da Coreia do Sul de 2010. Ainda faltará muito para o final da época, mas começa-se a questionar se esta será a sua última temporada na categoria máxima do automobilismo, ou então, se ele chegará até ao final da época num voltante de um Formula 1. Caso os piores receios aconteçam, então pode-se dizer que vai ser uma saída pela porta pequena...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A capa do Autosport desta semana

A capa do Autosport desta semana demonstra o que foi o fim de semana competitivo nas várias categorias: Formula 1, Ralis e GT1, que passaram repectivamente por Istambul, Sardenha e Portimão. Mas a capa escolhida tem a ver com a categoria máxima do automobilismo: a Formula 1, com o GP da Turquia e a vitória de Sebastien Vettel, no seu Red Bull.

Com o antetítulo de "Vettel sem rivais no GP da Turquia" o título mostra o que arrisca a ser este campeonato: "Mais um carimbo para o titulo", demonstrando o dominio que a marca anglo-austriaca está a ter nesta temporada, com o piloto alemão a conseguir a sua terceira vitória em quatro corridas.

Nos subtítulos, explica-se o que foi a corrida turca: "Dobradinha da Red Bull mostra superioridade"; "Alonso leva Ferrari pela primeira vez ao pódio em 2011" e "Schumacher acusa Red Bull de não controlar custos". Manifestação de mau perder ou algo mais?

No canto superior direito, mostra-se um valor de futuro: Antonio Felix da Costa, que em Istambul correu a sua primeira jornada dupla da GP3, onde pontuou nas duas corridas. "A estreia de Felix da Costa" é o título escolhido.

Acima, quatro referências, duas delas sobre os ralis ("VW regressa aos ralis com o Polo") e ("Löeb dá uma 'limpa' na Sardenha na estreia da Mini") e outras duas relacionados com os GT's, uma delas nacional ("As ambições de Alvaro Parente como piloto oficial da McLaren") e ("Grandes corridas de GT no palco do AIA"). Já agora, esta última sigla significa Autódromo Internacional do Algarve.

domingo, 8 de maio de 2011

Formula 1 em Cartoons - Istambul (Crazy Circus)

Eis a visão que o Marcel Marchesi tem sobre o GP da Turquia e a razão pelo qual Felipe Massa perdeu a sua oportunidade de ficar nos lugares pontuáveis: os pouco colaborantes mecânicos da Ferrari, que parece terem aproveitado a tarde para, segundo ele, colocar o sono em dia...

Formula 1 2011 - Ronda 4, Turquia (Corrida)

Assisti à corrida de Istambul no meu PC, vendo as transmissões da BBC, comentados pelo Martin Brundle e David Coulthard, dois ex-pilotos que sabem do que falam. E na marte final da corrida, ambos falavam de uma coisa impressionante mais impressionante: nesta corrida ao sol houve... 73 paragens nas boxes. A última vez que houve tal coisa foi no GP da Europa de 1993, que foi decorrida num tempo muito instável.

Em suma, temos de dar os parabéns aos senhores da FIA que resolveram colocar a asa móvel nas traseiras dos seus carros, e à Pirelli por fazer pneus que me fazem lembrar os pneus de qualificação: ultra rápidos, mas que só duram uma volta lançada. Estes duram, felizmente, um pouco mais, mas para o espectáculo, está otimo. E conseguiu fazer quatro paragens sem problemas, foi feliz.

E também os mais felizes dessa tarde turca foram os Red Bull. Sebastien Vettel não foi muito incomodado na corrida, apesar das ameaças e ataques de Lewis Hamilton, que demasiado "afobado" em algumas ocasiões, perdeu uma boa oportunidade para acabar no pódio. E Fernando Alonso poderá ter sorrido numa altura da corrida quando conseguiu usar a asa traseira móvel para apanhar e ultrapassar Mark Webber e intrometer-se entre os energéticos. O chato é que o australiano respondeu na mesma moeda e lá recuperou o segundo posto, a seis voltas do final.

Isso foi o melhor de Webber, que não andou lá muito bem. Primeiro, uma má largada, que fez com que fosse superado pelo Mercedes de Nico Rosberg e depois a tal ultrapassagem feita pelo Ferrari do "Principe das Asturias". Mais atrás, Rosberg tentou fazer uma corrida na frente mas aos poucos, perdia posições com as paragens, primeiro para Hamilton e depois para Button. Depois recuperou para o britânico, campeão em 2009, e demonstrou que o carro que conduz pode ter melhorado, mas aida tem com que fazer para chegar-se mais à frente e desafiar McLaren e Ferrari, quanto mais uma Red Bull quase inalcançável.

Quem esteve muito bem foi Kamui Kobayashi. Partindo de último da grelha, sem marcar tempo - mas não afetado pela regra dos 107 por cento -, fez apenas três paragens e, aliado ao seu estilo "samurai" de condução, ultrapassou os seus mais diretos adversários para conseguir chegar ao décimo posto do campeonato, o último lugar pontuável. Lugar que poderia ter sido de Felipe Massa, se os seus mecânicos tivessem sido mais rápidos no momento da troca de pneus. Foi vitima dessas más paragens e não só não conseguiu bater Fernando Alonso, como foi superado por pilotos que ficaram na sua frente como os Renault de Nick Heidfeld e Vitaly Petrov, ou Sebastien Buemi, que foram sétimo, oitavo e nono na classificação geral.

Para finalizar, algo que deve ser dito aqui: só houve dois abandonos. Este fato demonstra o que é a Formula 1 atual. Os carros são fiáveis, os despistes são prontamente corrigidos. "Pelotões dizimados" estão-se a tornar numa coisa do passado e cada vez mais se justifica que o sistema de pontos se tenha alargado do sexto até ao décimo posto, como temos agora. Porque salvo uma catástrofe, quase todos os carros acabam a corrida.

E assim foi Istambul, na Turquia. Eventualmente, poderemos ter visto pela última vez este tilkódromo, famoso pela sua Curva oito. As autoridades turcas por fim decidiram que não iam pagar as comissões do chulo... oops, de Bernie Ecclestone, e provavelmente, ele procurará outras paragens e outros totós... perdão, interessados em receber a Formula 1. No ano que vêm terá os Estados Unidos no calendário, mas e depois, quando se sabe que outros lugares, como Valencia e Barcelona, não estão dispostos a pagar as comissões do anãozinho?

Até lá, teremos Barcelona em duas semanas. Normalmente é a corrida mais chata do ano, mas começo a ter altas expectativas. Como é que será com todos estes gadjets nos carros? E ainda por cima, em caso de chuva, ainda teremos mais emoção em cima disto?

GP3: Alexander Sims vence segunda corrida, Felix da Costa foi quarto

Durante a manhã de hoje, a GP3 teve a sua segunda corrida do dia no circuito de Istambul. E se ontem foi o dia de Nigel Melker, hoje com a grelha invertida, foi o dia de Alexander Sims, o britânico da Status Grand Prix, o grande vencedor do dia. E durante muito tempo se pensaria que a equipa teria uma dobradinha, já que outro dos seus pilotos, o português Antonio Felix da Costa, rolou muito tempo no segundo posto.

Numa corrida onde Sims não foi muito incomodado, foi Felix da Costa, que largava do quarto posto, que foi a sua maior ameaça. O piloto português bem e ganhou duas posições, até que na segunda metade da corrida começou a perder gás e posições, primeiro para Michael Christiensen, o dinamarquês da Addax, e mais tarde para o holandês Melker, vencedor da primeira corrida. Na parte final ainda foi pressionado pelo italiano Andrea Caldarelli, que foi segundo na corrida, mas conseguiu aguentar os ataques, mantendo o quarto lugar e conseguindo três preciosos pontos neste campeonato.

Com este resultado, Melker é o lider, com 14 pontos, seguido por Caldarelli, com onze, Sims e o francês Tom Dillman - que foi nono e ficou fora dos lugares pontuáveis - com oito pontos. Felix da costa é sexto, com sete pontos, os mesmos que Christiensen. A próxima jornada dupla será em Barcelona, no fim de semana do GP de Espanha.

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Davide Rigon na GP2



A segunda corrida da GP2 em Istambul foi, como sempre, movimentada e acidentada. E esta manhã, para além da vitória do monegasco Stefano Coletti, houve de assinalar o acidente que Davide Rigon teve, quando disputava um lugar com o seu compatriota Julian Leal, da Rapax.

O piloto, que corre na Coloni, perdeu o controlo do seu carro depois de um toque por trás e bateu em frente no muro de proteção. Ainda saiu pelo próprio pé, mas o que não sabia era que tinha lesões numa das pernas, que o obrigarão a ser operado amanhã para reduzir as fraturas e regressar o mais rapidamente possivel à competição.

Na corrida, como foi dito, Coletti foi o melhor, com o holandês Gierdo van der Garde e o britânico Sam Bird a ficar com os restantes lugares do pódio.

sábado, 7 de maio de 2011

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Fabio Leimer em Istambul



Já falei do acidente do suiço Fabio Leimer na primeira volta da primeira corrida turca da GP2. Agora mostro o video do seu violento e algo espectacular capotamento, felizmente sem consequências fisicas para o piloto.

Já agora, para quem não sabe, a prova foi depois neutralizada pelo Safety Car por umas voltas, e prosseguiu, resultando na vitória do franco-suiço Romain Grosjean.

GP3 - Istambul: holandês Melker é o vencedor, Felix da Costa na quinta posição

Depois da GP2, foi a ver da GP3 começar a sua temporada no mesmo local, o circuito turco de Kurtkoy. Tal como foi na GP2, foi uma corrida movimentada, mas houve menos acidentes espectaculares do que na série anterior.

No final, o grande vencedor foi o holandês Nigel Melker, da Mücke, que não teve dificuldades em se superar ao italiano Andrea Caldarelli e ao francês Tom Dillman, que ficaram na frente do finlandês Valtteri Bottas, que teve de suar as estopinhas para manter a sua posição, já que foi pressionado pelo português Antonio Felix da Costa.

O piloto de Cascais, que partia da 11ª posição, cedo chegou ao grupo onde rolava Caldarelli, Dillman e Bottas, estando colando ao finlandês por muito tempo. Contudo, não chegou a esboçar qualquer tentativa de ultrapassagem, preferindo ficar com os pontos referentes ao quinto lugar, que irá dar direito a largar amanhã da quarta posição, o que dará chances para atacar um lugar no pódio.

A prova foi também marcada por um toque no meio da corrida entre o brasileiro Leonardo Cordeiro e o britânico Lewis Williamson. Este último acabou por forçar à entrada do safety car em pista quando o seu carro capotou a muito baixa velocidade quando chegou à escapatória no final da grande reta que dá acesso zona de entrada nas boxes.

A segunda corrida da GP3 acontecerá amanhã de manhã.