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sábado, 5 de outubro de 2019

CPR 2019 - Rali Vidreiro (Final)

Foi um duelo ao segundo, mas José Pedro Fontes bateu Ricardo Teodósio por menos de um segundo e foi declarado o vencedor do Rali Vidreiro, que terminou esta tarde na Marinha Grande. Mais concretamente, 0,6 segundos separaram ambos os carros. Bruno Magalhães acabou por ser terceiro, a 8,2 segundos.

E isso fez com que a candidatura do piloto da Citroen ao título esteja mais ativa, pois agora, faltará apenas o Rali do Algarve.

Depois das três primeiras classificativas, onde Fontes e Teodósio andaram a lutar pelo comando, com 1,7 segundos entre ambos, o duelo continuou ao longo deste sábado, nas duas passagens por Mata Mourisca e Assanha da Paz. Na primeira passagem, Teodósio partiu ao ataque e venceu a especial, 2,7 segundos na frente de Fontes, enquanto Bruno Magalhães era terceiro, a 5,8 segundos. Aqui, o piloto algarvio alargava a vantagem para 4,4 segundos para o piloto da Citroen.

Na primeira passagem por Assanha da Paz, foi Fontes que reagiu, vencendo com quatro segundos de vantagem sobre Bruno Magalhães e cinco sobre Ricardo Teodósio. O suficiente para que o piloto da Citroen chegar ao comando do rali, com Bruno Magalhães em terceiro, a 7,1 segundos.

A segunda passagem por Mata Mourisca assistiu à reação de Teodósio, mas o vencedor foi... Bruno Magalhães, que venceu, com uma vantagem de 0,8 segundos sobre o piloto algarvio e 1,5 sobre José Pedro Fontes. Pedro Meireles era quarto, mas a 8,8 segundos, enquanto Armindo Araújo era quinto, a 10,8. Assim sendo, os três primeiros estavam separados por 5,7 segundos, e os dois primeiros... por 0,1.

Teodósio continuou a atacar, e na segunda passagem por Assanha da Paz, acabou por vencer, mas a diferença para Fontes foi apenas de 0,2 segundos, enquanto Bruno Magalhães foi terceiro, a 1,2. A diferença ficou-se nos 0,3 segundos, num duelo de cortar a respiração e de resultado incerto. Contudo, ambos os pilotos sabiam que isto não estava resolvido, e a especial de São Pedro de Moel iria decidir tudo.

Assim foi: Fontes venceu a especial, com 0,9 segundos de vantagem sobre Teodósio, e foi o suficiente para sair do rali como vencedor, 0,6 de diferença entre ambos. E Magalhães a consolidar o terceiro posto.

Depois do pódio, Pedro Meireles foi o quarto no seu Volkswagen, a um minuto e 3,5 segundos, na frente de Armindo Araújo, muito discreto neste rali, ficando a 1.19,3 segundos do vencedor. João Barros foi sexto, a 2.03,2, na frente de Pedro Almeida, sétimo a 2.28,6. Luis Rego foi o oitavo, no seu Ford Fiesta R5, a três minutos e 33 segundos, e a fechar o "top ten" ficaram o Hyundai de Manuel Castro, a 4.05,6 e o Skoda de Miguel Correia, a 4.27,2.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

CNR 2019 - Rali do Vidreiro (Dia 1)

Ricardo Teodósio é o primeiro líder do Rali Vidreiro, realizadas as três primeiras especiais. O piloto tem uma vantagem de 1,7 segundos sobre o Citroen de José Pedro Fontes e o Hyundai de Bruno Magalhães. Estes três já têm uma vantagem de 13 segundos sobre João Barros, no seu Skoda Fabia R5.

O rali começou no Pinhal do Rei, nos arredores da Marinha Grande, onde José Pedro Fontes saiu melhor, 1,2 segundos na frente de Ricardo Teodósio, no Skoda Fábia R5. Pedro Meireles, no seu Volkawagen Polo R5, é o terceiro, a 1,3, na frente de Armindo Araújo e Bruno Magalhães, ambos em Hyundai.

A seguir, em São Pedro de Moel, Bruno Magalhães levou a melhor, batendo Ricardo Teodósio por dois segundos, enquanto José Pedro Fontes era o terceiro, a 3,8. João Barros era o quarto, a 9,7, e isso colocou Teodósio na frente, com 0,6 segundos de vantagem sobre José Pedro Fontes.

Noite cerrada, os carros acabaram o dia na Marinha Grande, onde perante uma multidão, João Barros conseguiu ser o melhor, 0,8 segundos mais veloz que Ricardo Teodósio. Bruno Magalhães foi o terceiro, a 1,1, enquanto João Pedro Fontes é o quarto melhor, a 1,9.

Depois dos quatro primeiros, Armindo Araújo é o quinto, a 14,3 segundos, na frente e Pedro Meireles, sexto no seu Volkswagen Polo R5, a 18 segundos. Pedro Almeida é o sétimo, a 36 segundos, com Paul Meireles oitavo, a 37,1. E a fechar o "top ten" estavam o Ford Fiesta de Luis Rego, a 41,8, e o Hyundai i20 R5 de Manuel Castro.

O Rali Vidreiro volta amanhã para a estrada no sentido de cumprir as restantes cinco especiais.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CPR: João Barros quer terminar no Vidreiro

Apesar de estar este anos a fazer uma temporada em part-time, João Barros voltou aos ralis na segunda metade do ano e no Terras D'Abororeira, conseguiu subir ao lugar mais baixo do pódio. Assim sendo, para o Rali do Vidreiro, o piloto está otimista para esta prova, apesar de não a ter feito em 2018.

Vamos ao Vidreiro com a mesma ambição. O nosso objetivo é sempre tentar o pódio e nesta prova de asfalto, de que tanto gosto, vamos sempre lutar pelo melhor lugar possível, apesar de não ter participado na edição do ano passado. Estamos otimistas”, disse o piloto, que guia um Skoda Fabia R5.

O rali Vidreiro, que passará pela Marinha Grande, São Pedro de Moel e Pombal esta sexta e sábado, em oito especiais de classificação, todas em asfalto.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CNR: Armindo vai ao ataque no Vidreiro

Armindo Araújo vai encarar o Rali Vidreiro com vontade de vencer. O piloto de Santo Tirso, vencedor da edição de 2018 e nesta prova, terá de se aproximar na luta pelo título, na penúltima prova do campeonato de Portugal de Ralis, depois de um despiste em Amarante o ter obrigado a desistir, perdendo pontos fundamentais para a luta pelo título.  

"A melhor forma de voltarmos a aproximar-nos do topo do campeonato é com uma vitória na Marinha Grande. Sabemos que o CPR está muito equilibrado e há vários pilotos com chances de ganhar. Mas, nesta altura, nós não temos nenhuma outra alternativa se não atacar e tentar vencer”, referiu o piloto da Hyundai.

Com oito especiais a disputar entre sexta e sábado, vai ser uma luta pela vitória entre Bruno Magalhães, José Pedro Fontes, Miguel Barbosa e Bruno Magalhães, entre outros.

CNR: Bruno Magalhães dá favoritismo aos outros

Nas vésperas do Rali Vidreiro, Bruno Magalhães prefere dar o favoritismo aos outros. O piloto da Hyundai Portugal, que já foi vice-campeão europeu de ralis, não se considera favorito à vitória à prova na Marinha Grande, deixando isso para outros, apesar de ele ter três vitórias no palmarés, entre 2007 e 2009. 

Sim, é um facto que tenho três vitórias neste rali, mas a última delas foi há 10 anos e não tenho a certeza se essa experiência anterior será assim tão importante. É óbvio que é importante ter algumas referências dos troços, ao contrário do que aconteceu por exemplo no Terras D’Aboboreira, onde ainda assim estivemos na luta pela vitória. Sinto-me bem, o nosso Hyundai i20 R5 tem estado muito competitivo e o objetivo é dar mais um passo em frente na luta pelo título”, afirmou.

Neste seu regresso a este rali, que contará com oito troços, vai ter a concorrência de boa parte dos favoritos, entre os quais o seu companheiro de equipa, Armindo Araújo, José Pedro Magalhães, Pedro Meireles e Ricardo Teodósio, entre outros.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

CNR: Fontes acredita na vitória

Na semana do Rali Vidreiro, penúltima prova do Campeonato de Portugal de ralis, José Pedro Fontes fala sobre da possibilidade não só da vitória neste rali, como também na chance de chegar ao título nacional, especialmente depois da vitória no rali anterior, o Terras D'Aboboreira.

Foi, de facto, uma vitória muito bonita e um resultado que já merecíamos, premiando todo o esforço de um conjunto de pessoas que compõem o Citroën Vodafone Team”, começou por referir José Pedro Fontes, sobre esse rali situado em Amarante. 

Para mais foi conseguida em luta direta com os nossos adversários, num rali praticamente disputado ao segundo e onde o nosso C3 R5 esteve impecável, em frente ao muito público que se espalhou pela região norte, no triângulo Baião, Marco de Canaveses e Amarante”, continuou.

Sobre o carro em si, Fontes acredita que a fase de adaptação já passou e o carro mostrou o seu potencial para vencer e lutar por títulos, e está confiante de que neste fim de semana, poderá sair vencedor deste rali, como tem acontecido nas últimas edições. 

O DS 3 R5 já mostrava ser um modelo com bastantes aptitudes para asfalto, mas o novo C3 R5 é substancialmente superior em diversos parâmetros, como temos vindo a demonstrar desde que o estreámos em junho de 2018. Passado mais de um ano e numa altura em que estamos já muito mais à vontade com as suas reações, diferentes set-ups possíveis e pneus mais adequados, acreditamos que podemos ir cada vez mais longe e lutar, de igual para igual, com todos os nossos adversários nas provas do CPR”, acrescentou. 

No final deste Rali Vidreiro e não havendo percalços, poderemos repetir esse feito que eu, a Inês e grande parte dos elementos do Citroën Vodafone Team alcançámos nesta prova há três anos.”, concluiu.

O Rali Vidreiro acontecerá na sexta e sábado, com a realização de oito especiais.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

CPR: Pedro Almeida troca de navegador

Pedro Almeida, que faz o campeonato de Portugal de Ralis a bordo de um Skoda Fabia R5, vai trocar de navegador antes do Rali Vidreiro, passando de Nuno Almeida para Miguel Ramalho, bem mais experiente - já navegou Armindo Araújo na sua aventura do WRC, por exemplo.

Nas vésperas do rali, o piloto de Famalicão falou sobre esta nova aventura. 

Na impossibilidade de o Nuno Almeida me acompanhar no Rali procuramos fazer encontrar um navegador que nos trouxesse a confiança necessária para continuar o percurso e perseguir os objetivos que delineamos para esta temporada no CPR, que são os de evoluir e elevar o nosso ritmo, chegando mais à frente no campeonato”, começou por dizer.

O Miguel é um navegador muito experiente e a adaptação que fizemos foi muito fácil. Será sempre um rali diferente porque é a nossa estreia juntos, mas vamos procurar evoluir desde o primeiro quilómetro”, continuou.

Em relação aos objetivos para este rali, Pedro Almeida acredita que poderá fazer mais e melhor em termos de classificação geral.

Entramos na fase final do Campeonato, os adversários estão cada vez mais rápidos e nós vamos procurar andar nos limites. No Rali d’Aboboreira somamos pontos mas ficou-nos a sensação de que poderíamos ter feito um pouco melhor. Nestes dias corrigimos algumas coisas e vamos para o Rali Vidreiro concentrados em fazer um rali em que a sensação final seja de total satisfação”, concluiu.

O Rali Vidreiro acontecerá nos dias 4 e 5 de outubro, nas estradas à volta de Marinha Grande e São Pedro de Muel.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

CNR: Vidreiro aposta na segurança

Neste domingo, enquanto os escapes dos carros ainda se esfriavam na Aboboreira, em São Pedro de Moel, era apresentado o Rali Vidreiro, penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis. E este ano, a organização deu especial enfoque na segurança, depois dos eventos do ano passado, devido ao acidente de Carlos Vieira, na segunda especial da prova, no Pinhal do Rei.

Com a presença de pilotos como Armindo Araújo e Ricardo Teodósio, o rali marinhense terá oito especiais de classificação, distribuídos entre sexta-feira e sábado, sendo que no primeiro dia, terá inicio a passagem dupla pelo novo troço de São Pedro de Moel, antes de irem para a super-especial da Marinha Grande, pelas nove da noite. No sábado,  a prova desloca-se para norte, para o concelho de Pombal, onde se realizam as duas especiais de Mata Mourisca (10h00 e 13h00) e Assanhas da Paz (10h30 e 13h30), retornando a S. Pedro de Moel (15h15) para uma repetição do troço de sexta-feira que conclui a prova.

Armindo Araújo, o vencedor da edição de 2018, disse logo qual será o seu objetivo: "Em termos desportivos vamos voltar a tentar vencer, sabemos que os nossos adversários também o vão tentar fazer, esperando que ganhe o melhor e que tudo seja decidido dentro das especiais dos ralis”.

Já Ricardo Teodósio apontou a mesma meta, para um objetivo maior: “Os nossos objetivos para o Rali Vidreiro são o de terminar na frente dos nossos adversários diretos. Queremos ser campeões e para isso temos de ficar à frente deles em todos os ralis daqui em diante", afirmou.

Ainda antes da apresentação oficial, o Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG) promoveu nas instalações dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande uma Ação Formativa de Segurança em Ralis que contou a com a médica FIA, Dr. Beatriz Cardoso-Marinho, que quis dar aos profissionais maneiras de agir em casos de socorro deste tipo.

Com esta Ação Formativa, o Clube Automóvel da Marinha Grande quis dar conhecimentos aos bombeiros e pilotos presentes sobre a forma de agir em caso de acidente. Neste desporto um acidente pode ter consequências graves e quanto mais elementos da organização, incluindo os bombeiros, estiverem a par das tecnologias presentes nos carros de ralis e nos equipamentos de segurança (Capacete e HANS) maior probabilidade é a de agir de forma célere e assertiva”, começou por explicar Nuno Jorge, presidente do CAMG.

Ele depois prometeu ainda que “outras medidas adicionais de segurança serão implementadas e testadas na próxima edição do Rali Vidreiro, incluindo um sistema de videovigilância ao longo dos troços do rali que servirão como complemento às atuais medidas obrigatórias.”, concluiu.

terça-feira, 12 de junho de 2018

A imagem do dia

Neste domingo, a minha prima foi ter comigo e perguntou-me sobre ralis. Eu sei que ela não liga nenhuma ao automobilismo, mas tinha uma razão para tal: ela trabalha no bar do hospital de Leiria e na sexta-feira, foi ali onde encaminharam o Carlos Vieira, depois do seu acidente na primeira especial do Rali Vidreiro. E lá expliquei do que sabia do acidente, do estado de saúde do piloto, daquilo que sabia.

Nesta sociedade que vivemos - não interessa o país A ou B, é a sociedade e os tempos que vivemos - o automobilismo é algo do qual é seguido por uma franja de fãs. E quando o resto da sociedade descobre o automobilismo, é por causa de uma desgraça. E o acidente que ele sofreu na sexta-feira colocou os ralis no mapa. Pelos piores motivos.

E ele sofreu imenso. Continua em risco de vida. Sofreu, para além das fraturas, um rompimento numa veia perto do coração, do qual teve de ser operado com urgência. Da maneira como descreveram isso, e da maneira como ele bateu na árvore - foi um embate lateral, diga-se - lembrei-me do acidente de Allan Simonsen, há cinco anos, nas 24 Horas de Le Mans, e que acabou por o matar. Não pelo acidente em si, mas porque o embate lateral com o seu Aston Martin na Tetre Rouge, causou uma ruptura num vaso sanguíneo perto do coração que lhe causou uma perda de sangue fatal.

O acidente dele foi o mais grave em 30 anos. A última vez que aconteceu um acidente fatal num rali nacional foi num Rali das Camélias, em 1988, quando o Ramiro Fernandes - um piloto daqui de Leiria que conheço pessoalmente - embateu com o seu Lancia Delta contra uma casa abandonada que servia de bancada provisória a alguns espectadores. Um deles caiu do telhado e acabou por morrer. Agora, põe-se tudo em causa. Por exemplo, a segurança do carro. Isso é relativo. Basta verem as imagens do carro do Kris Meeke depois do seu acidente aqui em Portugal, onde parte do capot ficou amassado. Se formos por aí, não tem a ver connosco, é com os fabricantes e com a FIA.

Aliás, até digo isto: se os carros - sejam de ralis, Formula 1, Turismos ou outra categoria - tem características de segurança do qual muitos criticam por achar "demasiadamente segura" e porque "estragam a beleza", é por causa de precisamente, momentos como este, onde tudo que pode correr mal, acontece. E só se espera que sobrevivam para poder contar a história. E para salvar vidas, tem de custar o que custa, porque sei dos que criticam todos estes dispositivos por serem caros, também.

A organização? Daquilo que sei, todos cumpriram com as regras em termos de espectadores e serviços de emergência, não há nada a apontar. 

A única coisa que se pode apontar é a estrada de alcatrão naquela zona. Sendo eu de Leiria, conheço muito bem aquelas estradas dentro do Pinhal do Rei, como chamam os marinhenses. É uma estrada estreita - cabem dois carros lado a lado com alguma dificuldade - aquele asfalto deve ser mais velho que eu, e já entrei no clube dos quarentões. A degradação desse asfalto é inevitável, e para piorar as coisas, é no meio de uma floresta, onde o pinheiro é rei. Em suma, realcatroar aquela estrada seria a única coisa do qual apontaria o dedo. Mas é assim porque é uma estrada secundária, que é por onde andavam na especial do Pinhal do Rei, que causou o acidente do Carlos Vieira.

O que posso afirmar é que foi um acidente infeliz, do qual esperamos que ele recupere logo, porque é um excelente piloto, sei que é um excelente pessoa e é uma mais valia para os ralis e para o automobilismo nacional. 

Para finalizar, recomendo ler o artigo que o José Manuel Costa escreveu hoje no Autosport. Está bem escrito e ele é boa pessoa, também faz perguntas pertinentes e desmistifica alguns mitos. 

sábado, 9 de junho de 2018

CNR 2018 - Rali Vidreiro (Final)

Armindo Araújo foi o grande vencedor no Rali Vidreiro, marcado pelo acidente de Carlos Vieira. O piloto de Santo Tirso bateu Ricardo Teodósio por 27 segundos, com Pedro Meieles no lugar mais baixo do pódio, a um minuto e 22,9 segundos, batendo José Pedro Fontes, quarto classificado com o seu Citroen DS3 R5 (a um minuto, 43,2) e Adruzilo Lopes, quinto no seu Porsche GT, a dois minutos e 45,2 segundos.

Depois de ontem o rali ter sido marcado pelo acidente de Carlos Vieira na primeira especial, que levou ao seu anulamento - está em estado grave, colocado em coma induzido e foi operado em Coimbra para recuperar das suas fraturas na perna e nas costelas - Armindo partiu para as classificativas de hoje determinado a aumentar a sua liderança. E foi assim que na quarta especial, a primeira no Pinhal do Rei, venceu o primeiro troço do dia, batendo Ricardo Teodósio por três segundos exatos. 

Miguel Barbosa foi terceiro e cedeu mais 6,2 segundos para o piloto da Hyundai, enquanto Pedro Meireles foi quarto a 8,9. Vítor Pascoal colocou o seu Porsche 997 GT3 na frente de Adruzilo Lopes, também num Porsche.

Depois disto, foram para a zona de Pombal, onde fizeram as duplas passagens por Mata Mourisca e Assanhas da Paz. E logo na primeira passagem... houve problemas. Se Armindo voltou a vencer, batedo Teodósio por 3,1 segundos, já Miguel Barbosa teve dois furos no seu Skoda, perdeu 50 segundos e caiu para o quinto lugar. Para piorar as coisas, um acidente nessa especial, causada pelo Citroen DS3 R3T de Paulo Neto - sem consequências físicas para a dupla de pilotos - levou a nova neutralização e todos os que deveriam passar depois do Hyundai de Manuel Castro.

Mas isso não impediu a caminhada triunfal de Armindo. Venceu na sexta especial, com um avanço de 3,3 sobre Teodósio, com José Pedro Fontes a ser terceiro, a 8,3 segundos. Miguel Barbosa fez o quarto melhor tempo, a 8,6 segundos e na frente de Pedro Meireles, que cedeu 9,8 segundos para o piloto da Hyundai.

Nesta altura, o avanço de Armindo era já de 15,9 sobre Teodósio e 32,1 para Meireles, com Fontes em quarto, com 55,6 segundos de atraso e Miguel Barbosa em quinto, a um minuto e 5,7 segundos sobre a liderança. Por esta altura, já Vitor Pascoal, um dos pilotos que andava de Porsche no Vidreiro, já tinha abandonado o rali.

Na parte da tarde, Armindo prosseguiu a sua caminha triunfal, apesar de ter perdido para Ricardo Teodósio (por 0,5 segundos) na segunda passagem por Pinhal do Rei. Já na segunda passagem por Mata Mourisca e Assanhas da Paz, ele foi o melhor, batendo Miguel Barbosa por seis segundos e aumentando a sua vantagem sobre Ricardo Teodósio para 31 segundos. O rali ficou marcado por novo despiste, desta vez a Miguel Correia, que causou interrupção em ambas as especiais.

Na última especial, Adruzilo Lopes foi o melhor, batendo Teodósio por 1,6 segundos, e Miguel Barbosa por 2,6.

No final do rali, depois dos cinco primeiros, Miguel Barbosa foi o sexto, prejudicado pelos seus furos,acabando a dois minutos, 51,2, na frente de Pedro Almeida, sétimo no seu Ford Fiesta, um bom resultado, dada a sua provecta idade e o facto de estar a fazer a sua primeira temporada completa. Manuel Castro foi o oitavo no seu Hyundai i20, a quatro minutos, 50,9 segundos e a fechar o "top ten" ficaram Pedro Antunes, no seu Peugeot 208 R2 e o Skoda Fabia R5 de António Dias, a quase seis minutos do vencedor.

Agora, o CNR continua no final do mês nas estradas de Castelo Branco.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

CNR 2018: Rali Vidreiro (Dia 1)

Armindo Araújo lidera o Rali Vidreiro, sexta prova do Nacional de Ralis e o primeiro em asfalto. O piloto de Santo Tirso está na frente com um avanço de 1,3 segundos sobre Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5. Pedro Meireles é o terceiro, a 4,9 segundos do líder.   

A prova ficou marcada marcada pelo acidente de Carlos Vieira, que fez interromper - e depois cancelar - a primeira especial da prova.

O rali começou com a especial de São Pedro de Muel, mas depois de passar Armindo Araújo e Miguel Barbosa, Carlos Vieira perdeu o controlo do seu Hyundai e embateu contra uma árvore, causando a interrupção da prova, para poder entrar os socorros. O navegador, "Jet" Carvalho, conseguiu sair e não tem nada grave, mas o piloto teve de ser desencarcerado. Transferido para Leiria, os exames revelaram fraturas na perna direita e nas costelas, com perfuração pulmonar, e por causa disso, foi transferido para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde será operado.

Nesse momento, Araújo era o mais veloz, um segundo na frente de Barbosa. Pedro Meireles estava na especial quando teve de parar por causa dos destroços do Hyundai. Com as operações de socorro a demorarem mais de uma hora, a organização acabou por cancelar a primeira especial.

Na segunda passagem por São Pedro de Muel, Armindo voltou a ser mais veloz, batendo Miguel Barbosa por 2,4 segundos, com Pedro Meireles a ser o terceiro, a 4,7, na frente de Ricardo Teodósio, quarto a 7,1 segundos.

À noite, nas ruas da Marinha Grande, Miguel Barbosa foi o mais veloz, com 0,5 segundos de vantagem sobre Ricardo Teodósio, enquanto Armindo foi o terceiro, a 2,1 segundos. José Pedro Fontes foi o quarto, a 2,2.

No final do dia, depois dos três primeiros, Teodósio era o quarto, a 6,5, na frente do Porsche de Adruzilo Lopes, a 16,2. Segue-se Pedro Almeida, sexto e o melhor dos Ford, a 20,1, na frente de José Pedro Fontes, a 22,9 segundos. Vitor Pascoal, noutro Porsche, é o oitavo, a 23,8 e a fechar o top ten está o Hyundai i20 R% de Manuel Castro e o Citroen DS3 R3T de Paulo Neto.

O Rali Vidreiro prossegue amanhã, com a realização das restantes seis classificativas. 

quinta-feira, 7 de junho de 2018

CNR: Barbosa deseja vencer no Vidreiro

Miguel Barbosa deseja vencer no Rali Vidreiro, mas tem a consciência que não se preparou devidamente para esta prova. Ciente das suas possibilidades, o piloto afirma que há de contar com adversários de grande valor e extremamente motivados, como ele, não só na luta pela vitória neste rali, mas também na luta pelo título nacional, nas provas de asfalto, que irão acontecer até ao final da temporada. 

"Vamos entrar num novo ciclo do campeonato para o qual, infelizmente, não nos foi possível preparar da forma que desejaríamos. O problema que nos afetou no derradeiro troço do Rali de Portugal implicou uma reparação mecânica mais prolongada e só agora vamos poder fazer os primeiros testes em asfalto, onde já não disputo uma prova há cerca de oito meses. Isso não impede, contudo, de nos mantermos muito motivados e focados no objetivo da luta pelo título e naturalmente também da vitória nesta prova", salienta Miguel Barbosa.

O Rali Vidreiro começa amanhã e termina no sábado, com a realização de nove especiais de classificação.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

CNR: Teodósio confiante na sua estreia em asfalto

Ricardo Teodósio vai fazer no Rali Vidreiro a sua estreia no Skoda Fabia R5 em superfície de asfalto. Contudo, o piloto algarvio está um pouco receoso acerca do seu carro, que nunca foi testado em condições de asfalto - aliás, este é a primeira temporada do piloto num carro R5 - mas depois de alguns dias de testes, ele poderá estar mais confiante num bom resultado nas estradas marinhenses.

Falta-me mais rodagem e talvez mais coragem para as zonas rápidas. Preciso conhecer os meus limites, pois vai ser a primeira vez que estou ao volante do Skoda neste tipo de pisos. Ficámos muito agradados com o primeiro teste feito para asfalto, mas vamos voltar a testar”, começou por declarar o piloto algarvio.

Porém, o piloto está confiante pois o desempenho do carro nos treinos o deixou satisfeito. 

Em relação ao que experimentei, gostei bastante. O Skoda ficou mais à minha medida, e essencialmente, gostei de sentir que posso acreditar. O carro a curvar é fabuloso. Agora só tenho de descobrir a minha própria fronteira”, começou por dizer.

Vamos mudar as notas para este rali. Se os outros concorrentes mudam as notas, acho que também temos de mudar o nosso sistema. Para este rali gostava de fazer no mínimo, o mesmo resultado de Mortágua, embora a nossa aposta seja sempre o pódio. Vamos ver se tudo corre bem… com calma”, concluiu.

O Rali Vidreiro vai acontecer nos dias 8 e 9 de junho, e terá nove especiais de classificação.

CNR: Armindo Araújo quer continuar na liderança

Armindo Araújo, atual líder do campeonato nacional e voltou a pegar num carro de ralis depois de cinco anos de ausência, afirma estar confiante com o carro e pretende vencer o Rali Vidreiro. Após os testes realizados nas últimas semanas com as novas especificações, o piloto de Santo Tirso admite que está mais confiante com o carro: 

O Hyundai i20 R5 deu-nos excelentes indicações e mostrou ser um carro muito rápido no asfalto. Apesar de já não competir em asfalto há muito tempo, as sensações foram também muito positivas e espero estar num bom ritmo face aos meus adversários. Tal como na primeira prova do ano, não tenho nenhum termo de comparação para conseguir perceber em que posição nos podemos situar e até ao inicio deste rali há, por isso, algumas incógnitas”, começa por dizer o piloto do Team Hyundai Portugal. 

"Vamos para o Rali Vidreiro com a mesma determinação que tivemos desde o inicio da temporada e procurar lutar pela vitoria. Estamos na liderança do campeonato e queremos sair da Marinha Grande nessa posição. Vencemos as duas últimas provas, mas isso não significa que o nosso principal objetivo, que é chegar ao título absoluto, seja uma tarefa fácil. A primeira fase da temporada já ficou para trás e agora temos um novo desafio pela frente e os nossos adversários estarão certamente muito fortes”, concluiu.

O Rali Vidreiro acontece entre os dias 8 e 9 de junho, na Marinha Grande, é a primeira prova de asfalto do Nacional de Ralis e terá nove especiais de classificação.

terça-feira, 5 de junho de 2018

CNR: Rali Vidreiro vai ter 92 inscritos

O Rali Vidreiro, a primeira prova em asfalto no Campeonato Nacional de Ralis (CNR), terá 92 pilotos inscritos, dos quais, dez serão em R5. Armindo Araújo, José Pedro Fontes, Ricardo Teodósio e Miguel Barbosa são alguns dos presentes.

A prova vai contar não só para o CNR, mas também para a Taça FPAK de Ralis, o Campeonato Nacional de Clássicos e o CCR Challenge 1000, este último com o maior número de inscritos: 40 carros.

No caso do CPR, para além dos carros R5, também estarão dois carros da classe RGT, nomeadamente os Porsche de Adruzilo Lopes e de Vitor Pascoal.

O Rali Vidreiro acontecerá nos dias 8 e 9 de junho, com a realização de nove especiais em São Pedro de Muel, Pinhal do Rei, Mata Mourisca e Assanhas da Paz.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

CNR: Apresentado o Rali Vidreiro

O rali Vidreiro/Centro de Portugal foi apresentado no final desta sexta-feira no Salão Nobre da Câmara Municipal da Marinha Grande, e o seu grande objetivo este ano é de homenagear o Pinhal do Rei, afetado pelos incêndios do passado dia 15 de outubro. É essa a missão da organização da prova, a primeira em asfalto no campeonato português de ralis (CPR). Perante um salão cheio, o Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG), apresentou um rali sem grandes alterações, apenas nas passagens por São Pedro de Muel (na sexta-feira) Pinhal de Rei (no sábado) para poder apanhar o máximo de mata não afetada pelos incêndios.

Com o seu começo - e fim - em São Pedro de Muel, o rali terá nove especiais, começando na sexta-feira com uma dupla passagem por São Pedro de Muel e a super-especial no Centro da Marinha Grande. No sábado, haverá duplas passagens por Mata Mourisca e Pinhal do Rei e Assanhas da Paz (que terá uma final mais longa do que no ano passado), uma passagem dupla de São Pedro de Muel, com a variante da passagem pela ligação na estrada de São Pedro.

Depois da intervenção da presidente da câmara municipal da Marinha Grande, que elogiou a capacidade organizativa da CAMG de fazer a prova uma marca representativa a região, da entidade organizadora e do organizador, que referiu o facto de ser importante o rali passar pelo Pinhal do Rei, menos de um ano depois dos incêndios que afetaram a zona.

"Queremos agradecer a todas as autoridades e à Câmara Municipal pelo esforço que fizeram para permitir que continuássemos a realizar o nosso rali neste espaço que nos diz tanto, como é o caso do Pinhal do Rei. As nossas matas sofreram muito este ano, perdemos aqui algo importante e todos nós sentimos isso. Mesmo por isso, é importante que este ano o rali se realize no interior das matas", disse Nuno Jorge, o presidente do CAMG.

Pedro Meireles, o vencedor do ano passado, elogiou a organização pela sua capacidade, pelo tributo feito às matas afetadas pelos incêndios e espera repetir a vitória este ano. "É com enorme prazer que volto a marcar presença nesta prova. Felizmente, ao fim de muitos anos, consegui vencer no ano passado o que é um bom tónico para este ano fazer um bom resultado. Estou ansioso que o rali comece para poder desfrutar de todos os momentos", afirmou o piloto do Skoda Fabia R5.