segunda-feira, 4 de agosto de 2008

The End: Alexander Solzenithsyn (1918-2008)

Muitos de vocês devem ter lido "O Arquipélago do Gulag". Provavelmente também leram "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich", falando da vida de um prisioneiro na União Soviética de Estaline. Esses livros foram escritos por Alexander Solzentihsyn, o homem que contou ao Ocidente aquilo que se passava dentro da União Soviética, do Estado dentro do Estado, da realidade por detrás dos feitos de Estaline. Devido a isso se tornou num notado dissidente, e ganhou o Prémio Nobel em 1970. Por causa disso, exilou-se nos Estados Unidos em 1974, para voltar vinte anos depois, após o colapso da União Soviética. Morreu este Domingo, aos 89 anos, vítima de insuficiência cardíaca.


Nasceu a 11 de Dezembro de 1918 em Kislovodsk, perto do Cáucaso. Nunca conheceu o pai, um oficial do exército impérial, que morreu antes de ele nascer, logo, foi educado pela mãe, que era proprietária de uma fazenda, confiscada pelas autoridades soviéticas. No inicio dos anos 40, estuda matematica na Universidade de Rostov, ao mesmo tempo que tira cursos de correspondência em História, Literatura e Filosofia na Universidade de Moscovo.

Quando a União Soviética entra na II Guerra Mundial, torna-se comandante numa divisão de Artilheria, mas perto do final da guerra, é denunciado por ter criticado numa carta, a maneira como Estaline conduzia a guerra. Interrogado pela então NKVD (depois KGB) na temerosa prisão de Lubianka, foi condenado a oito anos de prisão num campo de trabalho, sendo depois exilado para as estepes do Cazaquistão. As suas experiências nesse campos de prisioneiros tornaram-se na base dos seus livros mais aclamados: O "Arquipélago do Gulag" e "Um Dia na Vida de Ivan Denisovich".

Quando foi para o Cazaquistão, tornou-se professor, escrevendo secretamente à noite as suas vivências. Em 1960, quando ele tinha 42 anos, apoximou-se de Alexander Tvardkovsky, (1910-71) o editor do jornal literário Novy Mir, o mais importante do país, e entregou o manuscrito de "Um dia..." Publicado em 1962, com a aprovação oficial do próprio Nikita Kruschev, foi um grande sucesso.

Contudo, dois anos mais tarde, Kruschev foi deposto, os seus sucessores passaram para um comunismo mais ortodoxo e repressor. Solzenthisyn queria publicar "O Pavilhão dos Cancerosos", onde falava nas suas experiências num hospital, quando lhe detectaram um cancro no inicio dos anos 50, pouco depois de sair do "gulag", mas a União de Escritores Soviéticos, a entidade oficial que aprovava (ou não) os livros recomendados, negou a sua publicação, caso não eliminasse as partes "anti-soviéticas". Solzenithsyn, que por esta altura já tinha abandonado o Marxismo como ideologia e se aproximara dos ideiais de infância (crescera educado pelos valores da Igreja Ortodoxa), recusou, e os seus problemas com o poder soviético começaram.


Primeiro, foi incomodado, e depois teve que ficar em prisão domiciliária. Entretanto, quer o "O Pavilhão...", quer depois "O Primeiro Circulo" (1968) foram publicados no Ocidente, depois de serem levados clandestinamente da União Soviética, garantindo sucessos literários e fazenco conhecer o seu nome no Ocidente. E em 1970, o Comité Nobel, querendo marca uma posição politica, concedeu-lhe o Nobel da Literatura.


Isso enfureceu Brezhnhev e o Politburo. Não se deslocou à Suécia, por recear que eles não o autorizassem a regressar ao seu país. Nessa altura, ele trabalhava ferverosamente na sua maior obra: "O Arquipélago do Gulag". Publicado no Ocidente em 1973, e circulado clandestinamente na União Soviética, isto enfureceu tremendamente o poder comunista, que o expulsou do país em Fevereiro de 1974, juntamente com a sua segunda mulher e os filhos ainda pequenos. Primeiro, exilou-se na Alemanha e na Suiça, e depois foi viver para os Estados Unidos.


Lá, onde foi recebido com toda a pompa e circunstância, aproveitou para criticar a sociedade ocidental, especialmente a sua vida rápida e os habitos de consumo. Ficou nos Estados Unidos até 1994, mas quatro anos antes, com o advento da "perestroika", o governo soviético, agora liderado por Mikhail Gorbachov, restaurou a sua cidadania russa. Quando voltou, depois de empreeender uma longa jornada pelo Trans-Siberiano, a partir de Vladivostok, criticou os oligarcas russos e apoiou a defesa intransigente dos valores mais tradicionais da Mãe-Russia, tendo apoiado a segunda Guerra na Tchechénia, e mais tarde as politicas do presidente Vladimir Putin. Posições essas que valeram criticas por parte de muitos dos seus conterrâneos escritores, que o acusavam de ainda ter uma mentalidade arcaica, ainda do tempo dos Czares.


Agora, foi-se, ficam os seus livros como testemunho. Ars lunga, vita brevis.

domingo, 3 de agosto de 2008

A capa do Autosport desta semana

Em fim de semana de Formula 1, é obvio que a chamada de capa tem que ter a ver com a categoria máxima do desporto automóvel, ainda por cima num Grande Prémio que teve alguns "golpes de teatro"... e um estreante na galeria dos vencedores! Portanto, acho que o título "Roda da Sorte" até está bem escolhido.


Noutros tópicos estão dois de ralies e um de Velocidade. O primeiro fala do segundo lugar de Miguel Ramos nas 24 Horas de Spa-Francochamps, onde Pedro Lamy fez a pole-position, num Saleen de GT1 mas não alinhou, por o seu carro ter ficado destruido no "warm up" da corrida. O do meio fala sobre o Rali Vinho da Madeira, a mais importante prova do arquipélago, e que contou para o IRC (a II Divisão dos Ralies), e no final, a inédita vitória de Sebastien Löeb na Finlândia, numa casa onde os nórdicos costumam ser reis...

Formula Renault: Mais um pódio para o Formiga!

O fim de semana automobilistico teve mais resultados para os portugueses. Um deles já começa a ser muito conhecido, apesar da sua provecta idade: António Felix da Costa, mais conhecido pelo apelido "Formiga". Este fim de semana, a Formula Renault voltou à actividade no circuito holandês de Assen, onde o piloto português voltou de lá com mais um pódio.



Na primeira corrida, Felix da Costa partiu do quinto posto, mas logo a seguir subiu ao terceiro lugar, onde começou a atacar o polaco Kuba Giermaziak na luta pelo segundo lugar. No entanto, o piloto português nunca conseguiu encontrar maneira de passar o polaco e teve que se contentar com o lugar mais baixo do pódio.

Na segunda corrida, saiu da quarta posição, mas passou várias voltas a tentar roubar o terceiro lugar ao holandês Nicky Catsburg. Contudo, depois de duas tentativas frustradas, Catsburg fechou o caminho ao piloto português, que ficou com uma roda empenada no seu monolugar, enquanto o seu adversário saiu de pista, relegando-o de vez para quarto lugar final.


Apesar de tudo, o piloto português saiu satisfeito da pista holandesa: "Sinto-me satisfeito com os resultados de Assen pois aumentei a minha experiência, conquistei o meu sétimo pódio em 10 corridas e cimentei a minha vice-liderança neste competitivo campeonato", declarou.


Com este resultado, Felix da Costa tem agora 187 pontos, e reforça o segundo lugar da geral na Formula Renault na categoria de North European Competition. A próxima jornada dupla vai ser no próximo fim de semana, no circuito belga de Zolder.

WRC - Rali da Finlândia (Final)

Esta manhã, caiu mais um tabu no mundo dos Ralies. O de que na Finlândia, só ganham os finlandeses. Pois bem: em terra de nórdicos... Sebastien Löeb foi rei. E com mais estre triunfo, o seu quinto título mundial está cada vez mais próximo, e o seu lugar no Panteão, como o melhor piloto de todos os tempos, está a ficar cada vez mais próximo...


Pela 42ª vez na sua carreira, o piloto francês de 34 anos venceu um rali a contar para o Mundial, e tornou-se no quarto estrangeiro a vencer este rali, e o terceiro não nordico (os outros dois foram Carlos Sainz e Didier Auriol). E claro, no final, as declarações do piloto reflectiam essa felicidade:



"É fantástico! Vencer na Finlândia significa muito para mim! Tudo fiz para vencer esta prova, e a vitória em si, é mais importante que os pontos que obtive. Foi uma grande batalha com o Mirko [Hirvonen] durante todo o fim-de-semana e nunca tivemos um pouco que fosse para descansar. Ele também realizou um trabalho magnífico ao lutar por cada segundo.", declarou, quase em êxtase.

Por seu lado, Mirko Hirvonen era o espelho da desilusão. "Tudo fiz para vencer, mas foi uma grande prova. Estou contente com a minha prestação, pois consegui andar a fundo o rali todo, mas o Séb foi capaz de encontrar um pouco mais, o suficiente para vencer!", afirmou.

A fechar o pódio ficou o Subaru Impreza de Chris Atkinson, que ganhou um duelo quase fratricida por essa posição sobre adversários como o seu companheiro Petter Solberg e o seu irmão Henning, o espanhol Daniel Sordo, o estoniano Urmo Aarva e o italiano Giggi Galli.

Com isto, o Mundial está ao rubro, pois aapesar de Hirvonnen ser ainda o líder, a diferença para Löeb está agora reduzida... a um ponto (67 contra 66). A próxima etapa será daqui a duas semanas, nas classificativas asfaltadas da Alemanha.

Formula 1 - Ronda 11, Hungria (Corrida)

Uma corrida na arena húngara é, se não houver novidades ou "golpes de estado", monótona. As raras vezes em que se vê algo de emocionante, ficam na História. A ultrapassagem do Piquet ao Senna, a ultrapassagem do Mansell e Senna, a chuvarada de 2006, essas são as tais excepções. Mas hoje tivemos três na aridez de uma corrida longa como aquela: a partida de Felipe Massa, o furo de Lewis Hamilton, e o golpe de teatro do piloto da Ferrari, a três voltas do fim.

Se a partida do brasileiro, que foi do tipo canhão, e que conseguiu surpreender e ultrapassar os McLaren, colocando-o na liderança, o furo do inglês 35 bvoltas mais tarde, parecia confirmar a vitória do piloto da Ferrari, que seria a sua quarta do ano. Mas a alma do Cavalino decidiu ir ter com Il Commendatore três voltas antes do tempo, e deixou o pobre brasileiro nas lonas...


Claro, com os problemas do lider, restou a Heiki Kovalainen "salvar a honra do convento". Lá conseguiu, caída do Céu, mas não menos merecida, a sua primeira vitória na Formula 1, no mesmo fim de semana em que ele renovou o seu contrato com a McLaren por mais uma temporada. Pode ser como escudeiro de Hamilton, mas quando o lider falha, ele lá está para ajudar a equipa. Um fiel escudeiro, sem dúvida.


Lewis Hamilton, mesmo depois do furo, conseguiu amenizar os prejuízos, ao ser quinto classificado, mas viu outro dos seus rivais pontuar à sua frente, que foi Kimi Raikonnen. Mas como se diz no futebol, o resultado foi melhor do que a exibição, pois este finlandês teve um fim de semana muito apagado. Sexto na grelha, não fez grande coisa na corrida, pois nem sequer conseguiu ultrapassar o Toyota de Timo Glock. A equipa diz que o carro teve problemas, mas acho que há um dedo da pouca motivação do piloto...


A Toyota teve um fim de semana de sonho. Colocou Glock no pódio, e levou Trulli ao sétimo lugar, melhor do que por exemplo, a Renault, que deu Alonso em quarto e Piquet em sexto... o segundo lugar do alemão, actual campeão de GP2, foi inteiramente merecido por várias razões. Não só para compensar o desastre de Hockenheim, com aquele espectacular acidente na recta da meta, causada por uma suspensão quebrada, mas também para recompenasr o bom quarto lugar da grelha no dia de ontem.


Se os Toyota pontuam, e os Renault mostram um ar da sua graça, tem que haver perdedores. Aqui, foram os BMW e os Red Bull. No caso alemão, Kubica só foi oitavo, e dos Red Bull... nem sinal deles. A Hungria lhes foi madrasta, e para o polaco, o carro demonstra que estão a perder a força que tinham no inicio do ano.


Agora, a Formula 1 vai de férias, e dará o seu lugar aos Jogos Olimpicos. No dia em que fecham portas, estaremos em Valência, para assistirmos à inauguração de mais um circuito "tilkiano", mas parece não ser um daqueles travados citadinos...

GP2 - Hungaroring (Corrida 2)

Hoje foi dia do suiço Sebastien Buemi se estrear na lista de duplos vencedores da GP2 este ano. A sua vitória desta manhã, no circuito dos arredores de Budapeste, foi conseguida superando o Super Nova de Andy Soucek e o iSport de Bruno Senna, que o acompanharam no pódio.

Quanto a Alvaro Parente... o calvário húngaro continuou. Primeiro foi a penalização em dez lugares, que o atirou para a última posição da grelha, para logo depois, ser abalroado pelo francês Romain Grosjean na sexta volta, quando este fazia uma tentativa de ultrapassagem. Graças a isso, o piloto francês vai ser penalizado em pelo menos dez lugares em Valência.

No campeonato, Senna, que foi terceiro, ganhou pontos face ao lider, Giorgio Pantano, e agora a diferença entre os dois é apenas de sete pontos (65 contra 58). O piloto português é oitavo, com 26 pontos.

GP Memória - Alemanha 1958

O Mundial de Formula 1 podia estar ao rubro, mas quase toda a gente sabia que o campeão seria inglês, pois os candidatos ao título (Hawthorn, Moss, Collins, Brooks) provinham todos das terras de Sua Majestade. O unico assunto pendente nesta temporada era saber que tipo de máquina ele pilotaria, se seriam as máquinas da Vanwall, ou os da Ferrari.

Quando o Mundial chegou à Alemanha, no majestático circuito de Nurburgring, nos seus mais de 22 quilómetros de pista os organizadores, sabendo da extensão da pista, e tentando não aborrecer os espectadores com os tempos mortos, decidiram juntar os carros de Formula 2 para correrem juntos. A Formula 2 nesse tempo era essencialmente uma formula Cooper, pois boa parte dos carros corria sobre esse chassis. As excepções eram os Lotus de Graham Hill e de Ivor Bueb, e os Porsche do alemão Edgar Barth e de um aristocrata holandês um pouco excêntrico, chamado Carel Godin de Beaufort.

No meio da armada Cooper, estavam pilotos como Jack Brabham e Tony Marsh, mas também tinha um jovem de apenas 20 anos, recém-chegado à Europa, depois de ter começado a correr na sua tera natal, a Nova Zelândia. Chamava-se Bruce McLaren.


Na Formula 1, a Ferrari, embalada pelo êxito de Peter Collins em Silverstone, partia confiante para a pista alemã. Peter Collins e Mike Hawthorn eram os pilotos principais, coadjuvados pelo alemão Wolfgang von Trips e pelo americano Phil Hill. No lado da Vanwall, Stirling Moss, Stuart Lewis-Evans e Tony Brooks compunham a equipa. Os Cooper levavam dois carros, para Roy Salvadori e Maurice Trintignant, e a BRM trazia também dois carros, mas eram para o americano Harry Schell e o francês Jean Behra. A Lotus só levava um caro de Formula 1, para Cliff Allison.


No final, também havia espaço para três Maserati privados, da Scuderia Centro-Sud, para Hans Hermann, Jo Bonnier e o americano Troy Ruttman. contudo, o motor do carro de Ruttman partiu-se antes da corrida, e ele não pode alinhar.


Nos treinos, Hawthorn foi o melhor, seguido pelo Vanwall de Tony Brooks, e depois vinha o seu companheiro Stirling Moss. Em quarto lugar na grelha estava Peter Collins, no segundo Ferrari. Von Trips era quinto e o primeiro dos Cooper estava na sexta posição, através de Roy Salvadori. o melhor BRM era o de Harry Schell, no oitavo lugar. Ian Burgess era o melhor dos Formula 2, na 11ª posição, seguido pelo novato McLaren.


Na partida para as 15 voltas que compunham o enorme e infernal circuito alemão, Moss saltou para a frente, seguido por Brooks, Collins e Hawthorn. Contudo, antes do final da primeira volta, os dois Ferrari tinham passado Brooks, partindo em perseguição de Moss. Na terceira volta, Moss fica sem embraiagem, e entrega a liderança a Collins, que mantêm a distância sobre Hawthorn.



Entretanto, Brooks passa ao ataque, e tenta alcançar os Ferrari. no final da nona volta, apanha Hawthorn, e anda durante volta e meia a tentar ultrapassá-lo, o que consegue no inicio da volta dez. Então, ele passa a perseguir o líder, Peter Collins, e consegue também ultrapassá-lo. Este tem que reagir, pois a liderança do campeonato está em jogo.



Quando o Ferrari chega à zona de Pflantzgarten, a tragédia acontece: o carro subvira na curva, uma das rodas cai na vala, e o carro catapulta-se, atirando o pobre piloto inglês para fora dele, batendo a cabeça numa árvore. Gravemente ferido, é transportado de helicóptero para o hospital de Bona. No final do dia, Peter Collins, de 27 anos, torna-se no segundo piloto da marca do Cavalino a morrer em menos de dois meses. Mike Hawthorn, abalado com a morte de "Mon Ami Mate", decide que, ganhe ou não o título mundial, esse seria o seu último ano na competição.


Hawthorn evita o acidente por um triz, mas pouco tempo depois, desiste com a embraiagem partida. Assim, Brooks lidera confortavelemente até ao final da corrida, onde ganha pela segunda vez nesse ano. A acompanhar Brooks vão os Cooper-Climax de Salvadori e Trintignant. Von Trips foi quarto, no unico Ferrari que pontuou, pois Phil Hill foi apenas nono. No quinto lugar ficou o primeiro Formula 2, pertencente ao jovem Bruce McLaren. Era a sua primeira corrida de Formula 1, e era o primeiro passo de uma presença que ainda hoje marca a competição...


Fontes:

sábado, 2 de agosto de 2008

WRC - Rali da Finlândia (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Finlândia foi o prolongamento do duelo do dia anterior entre o francês Sebastien Löeb e o finlandês Mirko Hirvonnen, em Ford Focus. O francês conseguiu gerir a diferença sempre na casa dos 14 segundos, o que permitou aos adversários ganhar algfumas classificativas, como a Jari-Mari Latvala, que voltou às pistas graças ao sistema Super Rally.

Loeb e Hirvonen têm efectuado um rali aparte de todos os restantes, já que o terceiro classificado, o Subaru Impreza do australiano Chris Atkinson, está a mais de três minutos de Löeb. O australiano ganhou uma luta sem precedentes com o quarto classificado, o espanhol Dani Sordo. Logo a seguir surgem os irmãos Solberg, com Henning (Ford Focus) uma vez mais, está à frente do Subaru Impreza de Petter Solberg.

O dia de hoje foi marcado pelos abandonos do italiano Gigi Galli, no seu Stobart-Ford, que vinha fazendo uma excelente prova, ao despistar-se numa curva rápida na 16ªa especial, na qual também o Suzuki Swift do sueco Per-Gunnar Andersson abandonou, sensivelmente no mesmo local.

As ultimas classificativas serão disputadas amanhã.

GP2 - Hungaroring (Corrida 1)

A primeira corrida do fim de semana húngaro da GP2 terminou com a vitória do brasileiro Lucas di Grassi, a primeira desde o seu regresso à competição, onde bateu o austro-árabe Andreas Zuber e o seu compatriota Bruno Senna.



Para Alvaro Parente, é mais uma corrida para esquecer. Partindo do 15º posto, sabia-se que chegar aos pontos era uma tarefa difícil. Contudo, esteve perto de conseguir pontuar, caso não fosse uma má paragem nas boxes. E como um azar nunca vem só, um excesso fez com que tivesse que passar de novo pelas boxes, para um "drive-through", que o relegou para a última posição. No final, passou alguns adversários, mas teve de se contentar com o 16º posto final. Andy Soucek, colega de Parente, completou os lugares pontuáveis, no oitavo lugar.

Amanhã de manhã é dia da segunda corrida, a mais curta.

Formula 1 - Ronda 11, Hungaroring (Qualificação)

E é uma dobradinha McLaren! Lewis Hamilton e Heiki Kovalainen foram resprecivamente primeira o segundo na grelha de partida para o Grande Prémio da Hungria, que se disputa amanhã à tarde. Na segunda fila, o Ferrari de Felipe Massa vai fazer companhia ao BMW Sauber de Robert Kubica. Kimi Raikonnen foi só o sexto qualificado, pois foi ainda batido pelo Toyota do alemão Timo Glock.


Definitivamente, os McLaren estão na mó de cima, pois para a marca, esta é a terceira pole-position consecutiva para os comandados de Ron Dennis, e a segunda consecutiva para o piloto inglês. Isso já deve ter deixado em alerta geral a Ferrari, pois se Massa faz os o seu melhor, vê-se que existe algo que se passa no finlandês, para ser copiosamente batido não só pelos McLaren e por Massa, mas também por Kubica ou como hoje, por Glock!


Fernando Alonso portou-se bem em Budapeste e conseguiu o sétimo tempo para a corrida de amanhã, onde mais uma vez, os Renault entraram na Q3, ficando Nelson Piquet Jr. na décima posição. Entre eles estão o Red Bull de Mark Webber (um cliente habitual...) e o segundo Toyota de Jarno Trulli.


Surpreendente foi a não entrada de Nick Heidfeld na segunda fase, pois levou o seu BMW Sauber até somente ao 16º tempo. Mais tarde afirmou que ficou preso no trafego na sua volta mais rápida. Quem tembém ficou de fora desta segunda fase foi Rubens Barrichello, que luta contra um Honda pouco competitivo na pista húngara. Um pouco melhor fez Jenson Button, que foi 12º, um pouco atrás de Sebastien Vettel, que, resolvidos os problemas no seu carro, falhou por um triz a passagem para a Q3.


A corrida começa amanhã, pela uma da tarde, hora de Lisboa.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

WRC - Rali da Finlândia (dia 1)

Cerca de dois meses após o último rali, o Mundial WRC está de volta, para desta vez ser corrida nas rápidas classificativas finlandesas, um palco que costuma ser domínio dos pilotos da casa. Mas parece que isso está a ser contestado este ano. E por quem? Ora, o suspeito do costume! Sebastien Löeb.


A vantagem do francês começou logo na especial de abertura, que o piloto francês ganhou. E prosseguiu nas primeiras classificativas, quando aumentou a vantagem sobre Jari-Mari Latvala, e depois sobre Mirko Hirvonnen. Porém, nas classificativas da tarde, o piloto do Ford Focus WRC conseguiu reagir e já não está muito longe do piloto do Citroen C4 WRC.

Contudo, nas duas penultimas especiais, Löeb foi mais rápido que Hirvonen, e colocou a diferença na casa dos dez segundos. Aliás, o piloto francês venceu sete dos nove troços deste primeiro dia...

A luta pela terceira posição continua animada com trocas sucessivas entre Henning Solberg, no seu Subaru Impreza, e Gigi Galli, no segundo Focus da Stobart, sempre separados por dois segundos. O estoniano Uumo Aava, em Citroën C4 WRC, desistiu quando era sexto, após um início de prova bastante promissor, em que chegou a ocupar o derradeiro lugar do pódio.

Dani Sordo, companheiro de Löeb, é quinto classificado, à frente da dupla da Subaru, com Petter Solberg a superiorizar-se a Chris Atkinson. Per-Gunnar Andersson é oitavo, seguindo-se Toni Gardemeister, no Suzuki Swift, e outro piloto local, Matti Rantanen.

O destaque negativo do dia foi Jari-Mari Latvala. O jovem finlandês desistiu no seu rali natal, devido ao toque numa pedra numa das primeira classificativas da manhã, algo que deixou muito irritado Malcom Wilson, o responsável para marca:

"Falei com o Jari-Matti, mas a conversa não foi longa. Ele bateu numa pedra que tinha "só" metade do tamanho do carro. Todas as outras equipas tinham a pedra bem marcada nas suas notas, mas o Jari-Matti, não. Ele continuou com a suspensão danificada e foi sair de estrada depois dum topo. Foi mais um ano perdido, se não conseguirmos colocar o carro amanhã na estrada com o Super Rally. É bom que ele saiba que este evento não se ganha sem experiência..."

Com as orelhas "queimadas", Latvala não podia fazer mais nada senão pedir desculpa pelo sucedido. "Lamento imenso pela equipa, pois não conseguiu ver a pedra que estava na sombra de uma casa. Pensei que fosse um furo, mas depois saímos de estrada. O carro capotou e ficámos de lado. Espero que possamos voltar amanhã para adquirir mais experiência. Sinto muito pela equipa...", referiu. O piloto finlandês da Ford vai voltar amanhã à estrada, graças ao sistema Super Rally.

GP2 - Hungaroring (Qualificação)

A qualificação desta tarde da GP2 deu bem para Romain Grosjean, e mal para Alvaro Parente. Se para o francês, a "pole-position" foi assegurada, batendo o austro-arabe Andreas Zuber e o brasileiro Lucas di Grassi, com Bruno Senna a não conseguir melhor do que o oitavo posto, atrás de Giorgio Pantano, para o piloto português, parece que voltou aos tempos de França e Inglaterra, onde as suas voltas foram feitas muito tarde, e prejidicadas por situações de bandeiras amarelas.


Parente não conseguiu mais do que o 15º tempo na qualificação, sendo até batido pelo seu companheiro, o espanhol Andy Soucek. A situação de bandeiras amarelas ocorreu quando Parente tinha um novo jogo de pneus e ia tentar uma nova volta rápida, e o carro do indiano Karun Chandook despistou-se, estragando a volta do piloto português.

A primeira corrida do fim de semana hungaro ocorre amanhã, a partir das duas da tarde, hora de Lisboa.

Formula 1 - Ronda 11, Hungaroring (Treinos)

O fim de semana húngaro começou com algum equilibrio nos treinos livres de hoje. Se na primeira sessão o melhor foi Felipe Massa, no seu Ferrari, agora à tarde, foi a vez de Lewis Hamilton ficar no topo da tabela de tempos. Mas se achavam que isto seria uma dupla da McLaren na primeira fila, enganem-se: Nelson Piquet Jr, colocou o seu Renault na segunda posição, a pouco menos de 2 décimos de Hamilton. Fernando Alonso completou a coisa, ao fazer o quarto melhor tempo.


Os Ferrari de Kimi Raikonnen e de Felipe Massa não passaram da terceira fila, com o finlandês e actual campeão do munfdo a ser melhor do que o brasileiro, por apenas... um milésimo de segundo!


Na quarta fila ficaram os dois BMW, com Robert Kubica a levar a melhor sobre Nick Heidfeld, como é seu hábito, enquanto que Jarno Trulli, no seu Toyota, e Nico Rosberg, no seu Williams-Toyota, fecharam o "Top Ten".


No fundo da tabela está Sebastien Vettel, no seu Toro Rosso, mas o alemão teve problemas no seu carro, e rodou apenas por quatro voltas. Quem anda mau é a Honda, que até tem um dos seus pilotos, Rubens Barrichello, atrás dos... Force India! Amanhã será o dia da qualificãção.

IRL divulga o seu calendário para 2009

A IRL divulgou ontem à tarde no seu site oficial o calendário para 2009. Constituida por 18 provas, corre-se esmagadoramente nos Estados Unidos, com excepção de três corridas, duas no Canadá e uma na oval japonesa de Motegi (pertencente à Honda, a fornecedora de motores). Já agora, a IRL de 2009 começa e acaba na Florida: a primeira prova é nas ruas de St. Petersburg, a 5 de Abril, e acaba na oval de Homestead, a 11 de Outubro.

Se por um lado temos uma competição meramente americana (uma má imitação da NASCAR...), o calendário apresenta um maior equilibrio entre ovais e pistas convencionais ou citadinas: dez ovais e oito convencionais. No caso das convencionais, os ex-CART vão ter mais hipóteses de ganhar corridas. E já agora, destas 18 corridas, quatro delas acontecerão à noite.



Eis o calendário completo:

5 de Abril - St. Petersburgo (citadino)
19 de Abril - Long Beach (citadino)
26 de Abril - Kansas (oval)
24 de Maio - 500 Milhas de Indianápolis (oval)
31 de Maio - Milwaukee (oval)
6 de Junho - Texas Motor Speedway (oval)*
21 de Junho - Iowa Speedway (oval)
27 de Junho - Richmond Speedway (oval)*
5 de Julho - Watkins Glen (circuito)
12 de Julho - Toronto, Canadá (citadino)
26 de Julho - Edmonton, Canadá (citadino)
1 de Agosto - Kentucky Speedway (oval)*
9 de Agosto - Mid-Ohio (circuito)
23 de Agosto - Infineon Raceway (circuito)
29 de Agosto - Chicagoland Speedway (oval)*
6 de Setembro - Belle Isle (citadino)
19 de Setembro - Motegi, Japão (oval)
11 de Outubro - Homestead Speedway (oval)
* provas nocturnas

Campeões imortalizados em bronze

Agora que se aproxima o fim de semana hungaro, descobri isto no blog das meninas da Octeto: um parque dedicado aos campeões da Formula 1. Lá estão muitos dos pilotos que se tornaram campeões do mundo. Contudo, nas fotos, só vi a partir dos anos 70, com o Emerson Fittipaldi em primeiro lugar.

De resto, os outros andam por lá: Senna, Prost, Jacques Villeneuve, Keke Rosberg, Nelson Piquet, Kimi Raikonnen... o Fernando Alonso é diferente: um baixo relevo, que na minha modesta opinião, é muito feio!

Para o ano, é provavel que teremos o Lewis Hamilton a fazer-lhes companhia... ou então o Felipe Massa, não é?