Dois ralis, duas vitórias. Kris Meeke foi o vencedor do rali do Algarve, batendo Dani Sordo por 13.3 segundos, depois de ele ter recuperado o atraso que o tinha deitado fora do "top ten" depois do final do primeiro dia, por causa do Turbo. Gonçalo Henriques, no outro Hyundai i20 Rally2, ficou com o terceiro lugar e foi o melhor português, a 1.37,8, depois de ter batido por menos de um segundo o Skoda Fabia de Armindo Araújo., que ficou a 1.38,7 do vencedor. Ricardo Teodósio, que corria em casa no seu Toyota, terminou no quinto posto, a 1.45,9.
"Estou mais do que feliz por conseguir duas vitórias consecutivas. Coloca-nos numa posição muito boa. Sinceramente, gostei muito do carro este fim de semana”, começou por afirmar Meeke, na meta.
O piloto afirmou que, apesar de liderar o campeonato, há ainda muita coisa a aprender no novo carro, mas entende que este é um processo natural:
"Ainda acho que temos mais a aprender. Só numa segunda passagem hoje, talvez a afinação pudesse ter sido diferente. A escolha dos pneus não foi correta e outras coisas, mas tudo bem. É assim, quando se tem um carro novo, temos de aprender a adaptar-nos, mas, de qualquer forma, estou muito, muito feliz pela Toyota Portugal e pela Sports & You”, concluiu.
“Sinto que tínhamos ritmo para ganhar o rali hoje e demonstrámo-lo ao ganhar todas as etapas do dia” começou por afirmar o piloto da Team Hyundai Portugal. “Mas o Kris estava a 50 segundos e foi muito, muito difícil. Reduzimos ao máximo e terminamos a 13 segundos. Precisávamos de mais algumas especiais, mas demos tudo o que tínhamos e experimentámos coisas novas no carro. Perdemos 50 segundos por causa de um problema mecânico [na sexta], mas as corridas são assim, os problemas mecânicos são assim e não se pode fazer nada em relação a isso. Por isso estou contente com o bom dia que tivemos hoje. Conseguimos os pontos na Power Stage, o que também é importante no final do dia.”, concluiu.
Com sete especiais neste sábado, Dani Sordo estava bem atrasado na geral e tinha um objetivo: recuperar o mais possível, ganhando todas as especiais. E foi o que fez: ganhou todas elas, incluindo a Power Stage. Mas nas especiais da manhã, primeiras passagens por Silves, Messines e São Marcos, Sordo começou por recuperar 5,3 segundos a Meeke, enquanto Ricardo Teosódio era quinto, perdendo 16,6 segundos e já tinha 29,9 na geral, não longe de Pedro Almeida, a 30 segundos.
Já ali, Sordo subiu para oitavo, com 46,5 segundos de atraso para Meeke.
Em Messines, Sordo ganhou mais 5,7 sobre o Meeke e 27,8 sobre Gonçalo Henriques, 32,5 sobre Armindo Araújo e 36,3 sobre Ricardo Teodósio. Com isso, Sordo subiu para segundo, a 40,8 de Meeke. No final da mamhã, em São Marcos, Sordo ganhou mais 5,8 segundos e reduziu a diferença para 35 segundos. Gonçalo Henriques era agora o terceiro, a 59,8.
Na parte da tarde, a mesma coisa: Meeke ganhou novamente, agora com 6,8 sobre Meeke - que estava a abrandar, controlando o andamento do espanhol da Hyundai - reduzindo para 28,4. Araújo foi o terceiro na especial, a 13,9, Teodósio em quarto, a 14,5.
Na segunda passagem por Messines, Sordo foi o melhor que Meeke, abrindo a vantagem entre os dois para 9,3, reduzindo a diferença para 19,1. Gonçalo Henriques foi o terceiro, a 26,1, na frente de José Pedro Fontes, a 27 segundos.
Por fim, na Power Stage, segunda passagem por São Marcos, Sordo conseguiu ser o melhor, 5.8 segundos na frente de Meeke, 11,6 sobre Armindo Araújo e 12,2 sobre Pedro Almeida. Gonçalo Henriques acabou apenas em sexto, mas manteve o lugar de pódio por muito pouco.
“Mais satisfeitos não podíamos estar. Foi um rally incrível, muito rápido, mas gosto deste tipo de troços. Sinto-me mais à vontade em troços rápidos e isso notou-se, especialmente no troço maior. Foi onde conseguimos fazer mais diferença. Sentimo-nos sempre bem no carro, depois de um excelente trabalho da equipa que nos deu um carro confortável de conduzir. Estamos muito orgulhosos daquilo que conseguimos atingir aqui e vamos trabalhar muito para conseguir no próximo fazer algo idêntico.", começou por afirmar.
Fica mal dizer isto, mas eu sonhava muito com isto. Eu acreditava que era possível. Claro que tinha os pés bem assentes na terra e não queria deixar-me levar pelas emoções. Mas acredito muito no nosso valor. Sabíamos que nos sentíamos confortável neste tipo de condições e que podia ser uma mais-valia começar aqui." continuou.
Conseguimos um bom setup, graças à grande ajuda do Dani Sordo e também da nossa equipa de assistência, a Sports & You. Conseguimos um compromisso muito bom com o carro. Não tenho experiência com este tipo de carros. Por isso, a ajuda do Dani foi uma grande mais-valia”, concluiu.
Depois dos cinco primeiros, sexto é Pedro Almeida, a 1.51,6, não muito longe de José Pedro Fontes, sétimo no seu Citroen C3 Rally2, a 2.05,2. Oitavo ficou Pedro Meireles, a 2.26,9 e a fechar o "top ten", estão Ruben Rodrigues, a 2.49,2, no seu Toyota Yaris Rally2, e Diogo Salvi, a 3.50,4.
O CPR continua entre os dias 2 e 5 de maio no Terras D'Aboboreira, em Amarante, duas semanas antes do Rali de Portugal, que será entre oa sias 15 e 18 de maio.
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