quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Speeder questiona... Fábio Andrade (De Olho na Formula 1)

Esta deve ser até agora uma das entrevistas mais interessantes que já fiz, porque fiquei surpreendido com a qualidade das respostas que ele deu. Podemos dizer que esta entrevista valeu a pena ser feita, ainda por cima a quem fiz. Fábio Andrade tem 20 anos de idade e nasceu em Vitória, no estado do Espírito Santo. Actualmente, mora em Serra, nos arredores da cidade. Como todo bom menino, adorava brincar de carrinho, e mostrava especial preferência por ônibus (autocarros). “Eu pegava as caixas de sapato e colava os números dos ônibus daqui de Vitória. Ficava empurrando as caixas e simulando o ruído dos motores” – conta ele. O seu presente favorito da infância foi um autocarro amarelo (cor dos colectivos da região metropolitana de Vitória) de plástico. “O ônibus era feinho, mas foi meu brinquedo favorito durante anos.”


Andrade é neste momento aspirante a jornalista e louco por Formula 1 desde o ano 2000. “Corridas que coincidem com aniversários de familiares são um problema”, ele diz. Como outros milhões de fanáticos, já largou festas e farras para não perder as etapas da Formula 1. Entre suas vontades, estão ir a um GP Brasil (“vai ser uma coisa única na minha vida”) e trabalhar como jornalista, “de preferência, bastante envolvido com automobilismo.” Para começar a “treinar” na sua futura profissão, criou em Maio de 2008 o blog “De Olho na Formula 1”, onde analisa aquilo que de mais importante aconteceu na categoria máxima do automobilismo. Uma bela oportunidade para observar a maneira como escreve sobre a actualidade.


Segue-se a entrevista, feita por e-mail em meados de Novembro.


1 – Olá Fábio, é um prazer ter-te aqui, neste humilde blog, a responder às minhas perguntas. Queres explicar, em poucas linhas, como surgiu a ideia seste blogue?

O prazer é todo meu, Speeder! Rapaz, o blog surgiu meio num estalo. Sempre tive vontade de escrever sobre algo, as pessoas sempre me falavam que eu devia mesmo botar em prática a facilidade que tenho com as palavras, mas eu sempre negligenciei, deixava as pessoas falar e nunca fazia. De um tempo pra cá comecei a levar a coisa mais a sério. No início do ano tive a idéia de levar um blog sobre F-1 ao ar, mas fiquei meio receoso, estou em ano de vestibular, tive medo de não ter tempo. Mas não resisti, arrisquei e montei o blog.


2 – O nome que ele tem, foi planeado ou saiu, pura e simplesmente, da tua cabeça?

Não planejei muito o nome, nem nada. “De Olho na Fórmula-1” foi a primeira coisa que me veio a cabeça. Tentei conectar o nome do blog à idéia inicial que era (e ainda é) comentar as principais notícias do mundo da F-1. Daí a idéia de estar sempre de olho, atento ao que acontece.


3 – Antes de começares este blog, já tinhas participado em algum blogue ou site?

Cara, eu participava esporadicamente, no Blog do Capelli, que é um dos points mais conceituados em matéria de automobilismo. Sempre lia o Blog do Gomes, também, mas participava raramente. Minha grande atividade a respeito de F-1, antes do blog, estava concentrada no site de relacionamento Orkut. Mas algumas coisas começaram a me irritar, como gente que está ali só pra tumultuar e a grande quantidade de fakes. O Orkut acabou se tornando um ambiente em que você é automaticamente rotulado se fala bem do piloto “A” e mal do piloto “B”. Resolvi me afastar e criar minha própria área de debate.


4 – Em que dia é que começaste, e quantas visitas é que já teve até agora?

Olha, o De Olho na F-1 tem uma data de nascimento meio dúbia. No meio de maio eu decidi criar o blog, pra ver que bicho que ia dar. Fiz um post miudinho, só pra já deixar o endereço garantido. Os trabalhos começaram de verdade em 2 de Junho, semana anterior ao GP Canadá. É essa última data que eu considero como a do nascimento do blog.

O número de visitas que eu tenho é de quase 5300 desde que instalei o contador, no dia 7 de setembro. Portanto, eu estimo que o número total de visitas desde o princípio do blog seja um pouco maior, mas não muito. Só comecei a fechar parcerias com blogueiros mais visitados a partir dessa data. Logo, antes disso eu era pouco visitado.



5 – De todos os posts que já escreveste, lembras-te de algum que te orgulhe… ou não?

Olha, não consigo me lembrar de um em especial. Na verdade tudo ali me orgulha. Acho que ter a sensação de que o trabalho está sendo feito com atenção e dedicação já me deixa muito satisfeito. E o que me orgulha mesmo são os comentários, os incentivos que recebo de outros blogueiros que passam pelo blog. Isso é o mais fantástico, sabe? Conseguir fechar parcerias e observar os parceiros lá, sempre presentes. É sinal de o que eu faço lá é levado a sério pelas pessoas. Acho que é isso que toda pessoa que escreve deseja.


6 – Começaste ainda este ano. Achas que vais conseguir ser diferente dos outros blogs?

Esse é o grande desafio. Já há muita gente boa escrevendo sobre automobilismo. Imagine quem sou eu diante de um Paulo Alexandre Teixeira, por exemplo? É dose, rapaz! Faço de tudo para o meu espaço não seja apenas um repetidor daquilo que os sites especializados já dizem. Sempre que produzo os posts, procuro fazer com que eles carreguem parte da minha opinião, afinal, o que mais é um blog, senão confronto de idéias?


7 – Daqueles blogues que conheces sobre automobilismo, qual(is) dele(s) é que tu nunca dispensas uma visita diária?

Speeder, todos os blogs da minha lista de links são visiados diariamente, aconteça o que acontecer. Sempre que o tempo permite, deixo um comentário também. Não participar, por participar, mas quando visito um blog parceiro e sinto vontade de dizer algo, digo logo. Acho que é uma forma de retribuir a atenção que os blogueiros me concedem, sempre me visitando. Jamais esperava tantos parceiros em menos de 6 meses de atividade.


8 – Temos algo em comum, estudamos Jornalismo. Para os nossos leitores: estudas onde, e em que ano, e como achas que o teu curso de pode ajudar no teu futuro profissional?

Cara, na verdade eu ainda não entrei na faculdade, vou tentar (mais uma vez) o vestibular. Desde a minha adolescência eu tinha vontade de cursar jornalismo. O negócio é que a universidade pública parece não me querer... E pagar uma particular está fora do meu alcance.

Se eu finalmente conseguir ingressar no curso em 2009, me formo no final de 2012. Espero já estar com o cenário profissional mais ou menos estabelecido até lá. Mas na verdade, na verdade, não faço muitos planos, cara. Planejo o mínimo e trabalho para que dê certo. O restante se ajeita de forma automática.

O sonho deste blogueiro é trabalhar na área, de preferência, bastante envolvido com automobilismo. Vamos ver onde isso vai dar...


9 – Falamos agora de Formula 1. Ainda te lembras da primeira corrida que assististe?

Curioso, isso. Não lembro qual foi a primeira corrida que assisti na íntegra. Eu sempre acompanhei a F-1 a uma certa distância na minha infância. Assistia se estivesse passando, mas não era a coisa mais importante da minha vida. O ponto de virada foi quando o Rubinho se transferiu para a Ferrari. Comecei a acompanhar mais atentamente e não parei mais. Dali em diante deixei de assistir a poucas corridas, e em todas as vezes que não vi alguma prova, foi por motivos bem fortes.


10 – E qual foi aquela que mais te marcou?

Olha, foram várias. O GP Alemanha do ano 2000 é muito especial. Me emociono só de ver os vídeos no Youtube. Aquela vitória do Barrichello foi muito desejada, sabe? Mas há várias outras. O GP Japão do mesmo ano, o famigerado GP Áustria em 2002. O GP Brasil 2003, corrida mais maluca que já vi. Agora, há três corridas bem recentes que acho que me lembrarei sempre: GP Brasil 2006, e os GP’s Itália e Brasil desse ano. Foram muito marcantes!


11 – Fittipaldi, Piquet e Senna. Qual dos três é aquele que mais agrada, e porquê?

Sou meio suspeito para falar. Do Fittipaldi tenho poucas memórias visuais. É difícil falar dele porque suas façanhas não foram tão reproduzidas pela mídia, então falar dele se torna um pouco complicado pra mim. Entre Piquet e Senna as coisas são mais fáceis. Acho que o Senna é favorito de 9 entre 10 pessoas, não só no Brasil, como no mundo. Apesar de não desprezar o Piquet, com sua malandragem carioca. Uma coisa que me irrita um pouco, e não tem nada a ver com as qualidade técnicas de cada um, mas sim com a personalidade, é que o Senna estava sempre disposto a lançar uma frase edificante, como se fosse um grande sábio. O Piquet era mais largado, expressava mais a brasilidade. Falava besteira, xingava a mulher do Mansell, saia no tapa, aprontava. Piquet me divertiu mais, mas o Senna mexeu mais com a emoção de todo mundo.


12 – E achas que algum dia, Felipe Massa vai fazer parte deste trio de campeões?

Acho que ele tem toda a chance. Está na equipe certa, tem velocidade e provou que também desenvolveu a capacidade de se controlar e não fazer burradas homéricas. Só que a turma que disputa com ele não é fácil. Alonso, Hamilton, Raikkonen (que jamais pode ser desconsiderado, vide 2007), Kubica e, dentro de alguns anos, Vettel, formam uma geração que é um osso duro de roer. Mas acho que sim, há tempo para que o Felipe alcance um título.


13 – Comparando-o aos três pilotos acima referidos, Massa é mais parecido com quem, e porquê?

Que fogueira... Rapaz, nunca tinha pensado nisso. É difícil fazer uma comparação e o medo de ser mal interpretado também é grande, mas acho que, guardadas as devidas proporções, o Massa se parece mais com o Senna. Eu jamais teria a petulância de insinuar que o Felipe está no mesmo nível de competitividade do Ayrton, mas pelo que fez e pela forma com que fez, o Felipe me lembra o Senna. Nesse último GP Brasil ele deu todas as provas de que a F-1 pode voltar a mexer com um país inteiro. Pelo que me lembro, só quem conseguiu isso foi o Senna mesmo.


14 – Achas que o título de 2008 foi bem entregue?

Acho que sim. Na verdade, acho que qualquer um dos dois postulantes merecia. Massa pelo crescimento pessoal, pelo reconhecimento que ele ganhou. Acabou aquela desconfiança que as pessoas (inclusive eu) nutriam pelo Felipe. Acho que esse ano foi conclusivo para ele: anulou o Raikkonen (que foi o primeiro campeão ferrarista pós-Schumacher) e disputou a taça até o último metro.

Hamilton mereceu por tudo o que fez. A cobrança sobre ele era muito grande, justamente por ter feito tantos estragos em sua temporada de estréia. Mesmo não fazendo uma temporada perfeita, acho que o Lewis mereceu pelo “conjunto da obra.” Fazer o que ele fez em dois anos de F-1 é dose. Claro, estar numa McLaren ajuda, mas vejam aí o Kovalainen: nem é estreante e passou vergonha o ano todo.


15 – Tirando os brasileiros, qual é para ti o piloto mais marcante da história da Formula 1, e porquê?

Michael Schumacher, sem dúvidas. É um ídolo maior da minha galeria. Ver o que esse cara fez foi um privilégio pra mim. Mesmo com todas as polêmicas e algumas vitórias conquistadas de forma não muito elogiáveis, o Schumi é muito admirado por mim. Apesar de ser conhecido como um cara meio frio, o Schumacher conseguia sim me transmitir bastante emoção. Graças e ele, acabei virando torcedor das patrulhas vermelhas da Ferrari.


16 – Para além de Formula 1, que outras modalidades de automobilismo que tu mais gostas de ver?

Sempre que posso vejo as provas da Indy. Aqui no Brasil automobilismo se resume quase que somente à F-1, na TV aberta. Fora isso, temos a Stock Car, que não me empolga muito. Eu até gostaria de poder acompanhar outras categorias, mas aí eu teria que instalar uma antena de tv por assinatura, o que está fora das minhas pretensões.


17 – E achas que vale a pena falar sobre ele no teu blogue?

É a velha história, Speeder, eu até gostaria, mas não tenho como assistir às outras categorias que gostaria. E desde que comecei com o blog estabeleci uma regra imutável: só falar sobre aquilo que eu vi. Não teria coragem de fazer um post sobre uma corrida que não assisti. Quando dá, escrevo algo muito superficial sobre Indy e/ou Motovelocidade, mas é raro.


18 – Eu sei que começaste há pouco tempo, mas… que é que tu alcançaste, em termos de prémios, convites, referências, desde que iniciaste o teu percurso na Blogosfera?

Rapaz, as referências são muito honrosas: todos os blogs da lista de links do De Olho na F-1 são verdadeiros troféus. Me lembro de ter sido apresentado com algumas honras no Blog F1 Grand Prix do Gustavo Coelho. Quase fiquei louco quando ele postou um textinho se referindo ao meu blog, quando pedi a ele para me “linkar” lá no blog dele. Prêmio, pelo que me lembro foi apenas um: o Esfera ao intelecto y la filosofia. Aliás, preciso pedir sérias desculpas aos organizadores do prêmio. Esse blogueiro indiferente deixou a indicação feita pelo amigo Paulo Maeda passar em branco.


19 - “Correr é importante para as pessoas que o fazem bem, porque… é vida. Tudo que fazes antes ou depois, é somente uma espera.” Esta frase é dita pelo Steve McQueen, no filme “Le Mans”. Concordas com o seu significado? Sentes isso na tua pele, quando vês uma corrida?

É, filho, assistir a esse filme, aliás, é uma das minhas metas... Ainda não vi, apesar de já ter escutado e lido maravilhas a respeito. Creio que seja uma daquelas experiências obrigatórias para quem realmente quer conhecer automobilismo.

Speeder, acho que para quem realmente gosta de carro na pista, o ano, os meses e as semanas são pontuadas pelo calendário das corridas. Sinto isso com muita exactidão aqui em casa. Não tem jeito, a principal actividade, a coisa que mais chama a minha atenção, aquilo que me faz parar e colocar tudo em segundo plano é uma corrida de F-1. Qualquer coisa que tenha a intenção de competir com as corridas terá de esperar. É quase patológico. Meus dias são claramente regidos pelo calendário, mas não o oficial e sim o da F-1. A espera, a semana que antecede uma corrida, os minutos anteriores, e, finalmente os segundos procedem a largada são de extremo nervosismo. O momento em que as luzes vermelhas se apagam é tudo o que importou durante toda a semana. O depois?... É ficar ruminando o que aconteceu durante aquela hora e meia.

Impossível não concordar com o McQueen. E se ele diz que “correr é importante para as pessoas que o fazem bem” e que “o antes e o depois, são somente uma espera” eu digo que assistir é importante para quem ama o esporte pelos mesmos motivos. O antes é a espera pela corrida que está para começar. O depois é a espera pela próxima.



20 - Tens alguma experiência automobilística, como karting? Se sim, ficaste a compreender melhor a razão pelo qual eles pegam num carro e andam às voltas num circuito?

Você não vai acreditar, mas nunca dirigi um carro. Minha família não possui carro próprio, portanto as oportunidades eram raras. Eu andei pedindo ao meu padrinho, para ver se ele deixava eu dar umas voltas com o Golzinho dele num terreno baldio aqui perto de casa, mas não rolou. Minha maior experiência com carros é virtual. Quando há um videogame e o jogo de corridas próximo a mim, fico horas. Um dos que mais jogo é o Gran Turismo 3. E não é por nada não, mas mando bem...

Tenho muita vontade de um dia pegar um kart (se bem que com esse um metro e noventa e com essa barriga que eu ando exibindo, vai ser bem difícil). O negócio é que o esporte a motor é uma coisa cara, né... Quem sabe um dia?


21 - Tens algum período da história da Formula 1 que gostarias de ter assistido ao vivo?

Olha, eu adoraria ter vivido os anos 80. Todas aquelas rivalidades, as disputas históricas. Para mim, foi o período de ápice, uma época em que a tecnologia já começava a fazer a diferença, mas o braço do piloto influenciava mais do que hoje. É uma pena que eu seja de 1988. Minhas primeiras lembranças da F-1 são de 1997, quando eu assisti o Schumacher jogando o carro para cima do Villeneuve e de 1998, quando também estava assistindo àquela largada “crash” de Spa. Antes disso não me lembro de quase nada. Do dia da morte do Ayrton, por exemplo, que foi uma coisa que marcou todo mundo, eu não me lembro. Me lembro de um detalhe posterior, na sexta-feira que sucedeu o 1º de Maio: o Globo Repórter era especial, se não me engano. Desse dia me lembro de ver meus pais chorando demais. Foi bem marcante.


22 - Costumas jogar em algum simulador de corridas, como o “Gran Turismo”, o “Formula 1”, ou jogos “online”, como o BATRacer ou o “Grand Prix Legends”?

É, o GT é o mais jogado. Demorei, mas consegui passar pela maioria daqueles campeonatos intermediários e já cheguei na tal Fórmula GT. Penei para conseguir todas aquelas licenças, mas consegui. Há uma passagem curiosa, porque o jogo e o videogame não são meus. Só jogo quando estou na casa dos meus primos. E tem uns pirralhos que inventam de fuçar no videogame. Não é que meu primo caçula apagou todos os dados do Memory Card? Fiquei muito irado na época, tive que remar tudo aquilo de novo, mas já voltei ao padrão top do jogo.


23 - Já alguma vez viste a briga entre o René Arnoux e o Gilles Villeneuve, no GP de França de 1979? Para ti, aquelas voltas finais significam o quê?

Já vi sim. É difícil falar, até porque não há muito o que dizer. Tudo já foi dito e na verdade, palavras não descrevem com exactidão. A minha tristeza é que aquelas voltas sinalizam uma F-1 que não existe mais. Nem tanto por causa dos pilotos, mas pela características dos bólidos. Hoje é impossível manter os carros tão próximos, lado a lado em curvas de raio razoavelmente longo, fora do “trilho.” Ao mesmo tempo, o esporte de hoje ainda pode nos surpreender. A temporada 2008 e o fabuloso GP Brasil nos mostraram isso.


24 – Vamos falar do futuro próximo: Bruno Senna, Lucas di Grassi, Nelson Piquet Jr. Um já está lá, os outros dois querem lá chegar. Achas que algum dos três tem estofo de campeão? Se sim, qual?

Dos três o Nelsinho me decepcionou bastante. Pelo que se falava dele e pelo que ele havia apresentado em 2006 na GP2, eu esperava bastante. Não sei o que houve com ele, mas ele entra em 2009 obrigado a mostrar serviço. E conseguir isso com um companheiro da qualidade do Alonso é complicado.

Senna e di Grassi são duas incógnitas. O velho e bom Galvão Bueno tem um chavão que pode ser adaptado ao caso dos dois: “chegar é uma coisa, passar é outra.” Adaptando, digamos que “chegar é uma coisa, impressionar é outra.” Já vimos muita gente que prometia muito nas categorias de acesso e deixou uma grande frustração na F-1. Acho que os dois não pertencem a esse grupo, mas nunca se sabe.


25 – Tens algum plano para o blogue, no futuro próximo? Novas secções, meteres-te num podcast ou videocast?

Nada... As coisas foram acontecendo de uma forma muito curiosa. Quando comecei não tinha em mente idéia alguma e as seções foram aparecendo. Combinamos assim: não há nada planejado, mas até Março de 2009 a cabeça desse blogueiro dá um jeito de inventar algo.

6 comentários:

Anónimo disse...

Speeder, o entrevistado de hoje eu posso falar com todas as letras: ele tem um grande futuro como Jornalista. Podem escrever pessoal.
Um cara extremamente humilde e batalhador. Foi uma das melhores coisas da vida eu ter conhecido o Fábio, começamos mais ou menos na mesma época nossos blogues e a gente vai se ajudando um ao outro e vamos aos trancos e barrancos....rs
Fábio, mto obrigado pela citação na entrevista, e continue assim garoto!

Marcos Antônio disse...

O Fábio realmente é um talento nato.Estou na torcida pra ele passar no vestibular,pra se formar em jornalismo, pq o jornalismo vai ganhar muito com a sua escrita e eloquência.

A única decepção dessa entrevista é que ele torce pra Ferrari(blergh!)mas isso a gente releva...rs

Mais uma excelente entrevista!

Daniel Médici disse...

Obrigado, Speeder, por me fazer conhecer mais um blogueiro!

Ser jornalista, atulamente, no Brasil, não é algo que eu desejaria nem para o meu pior inimigo. Mas eu era cabeça-dura alguns anos atrás, quando entrei na universidade, e estou na torcida pelo Fábio. Teimosia é um bom começo.

Felipão disse...

Esse merece,,,

Grande Fábio

Diego Maulana disse...

Não conhecia seu blog. Muito bom mesmo. E a entrevista com o Fábio foi ótima, tanto pelo entrevistador quanto pelo entrevistado. Esse garoto tem um futuro brilhante como jornalista, além de ser um grande amigo. Tenho um blog também sobre automobilismo. Se tiver tempo de uma passadinha lá.

http://nomundodavelocidade.blogspot.com

Fábio Andrade disse...

Speeder, valeu pelo espaço. Estar sendo citado aqui é a maior honra. Sem palavras mesmo!