sábado, 30 de março de 2024

Youtube Formula 1 Video: O documentário sobre Ratzenberger

Daqui a um mês passarão 30 anos sobre a morte de Roland Ratzenberger, piloto austríaco da Simtek que morreu no sábado do GP de San Marino, um dia antes de Ayrton Senna. Sabia-se desde há algum tempo que estava a ser feito um documentário sobre o piloto austríaco, a sua carreira e o seu final na pista de Imola, e esta semana mostrou-se o trailer.

O documentário será mostrado em abril, algures no Youtube.    

WRC 2024 - Rali Safari (Dia 2)


Kalle Rovanpera não só manteve a liderança do rali Safari neste sábado, como alargou-o para os 2.08,9 minutos sobre Takamoto Katsuta, noutro Toyota, e 3.13,3 sobre Adrien Formaux, no Ford Puma Rally1. Os três estão longe de Elfyn Evans, o quarto do rali, noutro Toyota, que está a 5.35,6, e de Thierry Neuville, o melhor dos Hyundai, a meros... 11 minutos da liderança (11.48,6), graças aos muitos problemas mecânicos que teve neste segundo dia. Tudo isto num rali castigador para máquinas e pilotos. 

Com seis especiais neste sábado, passagens duplas por Soysambu, Elmenteita e Sleeping Warrior, o dia começou com Takamoto a ganhar, batendo Esapekka Lappi por 0,2 segundos e Kalle Rovanpera por 5,2. Na especial, Gregoire Munster teve a sua suspensão quebrada, enquanto Evans sofreu um furo e perdeu um minuto e 50 segundos.


Neuville ganhou em Elmenteita, com uma vantagem de 5,2 segundos sobre Lappi e 7,1 sobre Rovanpera. Tanak tinha problemas com o intercomunicador - e falava por sinais com o seu navegador, Martin Jarveoja - enquanto Rovanpera tinha tudo controlado. No final da manhã, o finlandês ganha na primeira passagem por Sleeping Warrior, com 24,8 segundos de vantagem sobre Neuville e 51,9 sobre Evans, que furou. Neuville teve problemas com o sistema híbrido, mas isso não o impediu de ser segundo nesta geral, Takamoto também furou, e o finlandês, apesar da vitória e do alargar do avanço sobre a concorrência, dava-se por ser um felizardo.

"É em situações como essa que você pode perder tempo apenas por dirigir limpo. Foi uma etapa incrivelmente complicada. Senti que cuidei dos pneus e não forcei muito quando pude.", comentou. 

Takamoto venceu na segunda passagem por Soysambu, 2,6 segundos na frente de Evans e 2,7 sobre Rovanpera. Neuville perdeu muito tempo por causa de problemas na bomba de combustível do seu carro, no qual tentou acabar a especial com o seu sistema elétrico. Evans ganhou na segunda passagem por Elementitia, um segundo sobre Tanak e 2,9 sobre Formaux, com Rovanpera a perder 8,6 segundos.  

No final do dia, apesar de ter sido Tanak a levar a melhor na segunda passagem por Sleeping Warrior, dez segundos na frente de Takamoto e 18,8 sobre Rovanpera, era o finlandês que tinha o rali controlado, e se tudo correr bem, triunfará no rali. Houve muitos furos: Formaux e Evans foram alguns dos azarados.  

"A liderança agora é muito boa, então tomamos isso com cuidado. Não é tão agradável quando você tem uma grande vantagem e esta etapa onde você contorna todas as pedras. Também não tínhamos [sistema] híbrido. Amanhã também será um dia difícil.", afirmou.  

Depois dos cinco primeiros, Gus Greensmith é o sexto, a 15.02,0, e o melhor dos Rally2, no seu Skoda, seguido por Oliver Solberg, a 16.57,0, também num Skoda Fabia Rally2. Kajetan Kajetanowicz é oitavo, a 21.15,7, e a fechar o "top ten" estão o Ford Puma de Jourdan Sereridis, a 21.56,4 e o Hyundai de Ott Tanak, a 21.58,1.

O Safari termina amanhã.  

Formula E: Gunther foi o melhor em Tóquio


Max Gunther levou a melhor sobre a concorrência na corrida de Tóquio, quinta prova do campeonato de Formula E. O piloto da Maserati superou Oliver Rowland, da Nissan, que o pressionou na fase final da corrida, esperando - sem ter conseguido - que o piloto alemão errasse e herdasse a vitória. Jake Dennis foi o terceiro, no seu Andretti, depois de ter superado na fase final o Porsche de António Félix da Costa, que consegue aqui o seu melhor resultado do ano, e os 12 pontos que conseguiu nesta madrugada o colocam já no "top ten".

Com Rowland na pole, e Mortara a seu lado, a corrida começou com ambos a manterem as suas posições, apesar do suíço ter tentado ultrapassá-lo. Mas o britânico defendeu bem e manteve a liderança. As coisas começaram a correr normalmente, com as primeiras passagens pelo Attack Mode, primeiro por Dan Ticktum, e depois por Sebastien Buemi e Sacha Fenestraz, antes de, na sexta volta, o McLaren de Jake Dennis bater no muro e causar a amostragem de bandeiras amarelas. 

Retirado o carro do lugar, a corrida recomeçou sem grandes alterações, senão aquelas que aconteciam com as passagens dos carros pelo Attack Mode. Contudo, na volta 18, Mitch Evans sofre um toque e cai na classificação. Quem também sai da corrida é Lucas do Grassi.

Na volta 25, Gunther vai para a liderança, passando Rowland, com este julgando que poderia apanhá-lo na parte final. Mas ele não sabia que tinha acabado de acontecer a mudança que daria o vencedor da corrida. Rowland ainda tem de defender-se dos ataques de Félix da Costa, então terceiro, mas quando o português fax isso, na volta 33, deixa Jake Dennis, no seu Andretti, fique com o terceiro posto que entõ ocupava.

No final, foi um duelo a quarto, mas todos se defenderam até á bandeira de xadrez.     

Depois da corrida, nova alteração na classificação, quando Edorado Mortara, que acabou em sexto, foi desclassificado pelos comissários por ter usado demasiada energia. 

No campeonato, Pascal Wehrlein lidera com 63 pontos, mais dois que Nick Cassidy, enquanto Rowland é terceiro, com 54 e Dennis quarto, com 53. A competição vai para a Europa, onde daqui a duas semanas, nos dias 13 e 14 de abril, correrão na pista italiana de Misano.   

sexta-feira, 29 de março de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: O regresso de Damon Hill a Adelaide

 Por estes dias, Damon Hill foi à Austrália para assistir ao Grande Prémio, em Melbourne, mas dias antes, deu um pulo a Adelaide porque oi visitar um lugar onde há 30 anos... não foi feliz. E claro, este vídeo é bem interessante de se seguir. 

Afinal de contas, apesar da data ser apenas em novembro, vale a pena falar sobe isso. 

Formula E: Felix da Costa ansioso por Tóquio


Na estreia da Formula E em terras japonesas, António Félix da Costa está ansioso por correr nas ruas de Tóquio, e depois do bom resultado em São Paulo, agora deseja um pódio na corrida japonesa. Depois de um mau inicio de temporada na competição elétrica, o otimismo é a palavra de ordem para o piloto português da TAG Heuer Porsche, mostrando-se motivado e confiante para o fim-de-semana que se avizinha.

"Penso que o fim-de-semana do Brasil foi bom para mim e para a equipa para voltarmos a ganhar confiança. Encaro esta prova aqui no Japão com muita motivação, estou confiante que podemos estar fortes e lutar pelos lugares da frente. A qualificação já sabemos que é fundamental, portanto, o foco inicial está em passar aos duelos para na corrida estar em posição de atacar! Quero lutar por um pódio!”, afirmou o piloto português.

O ePrix de Tóquio acontece neste sábado, no Tóquio Big Sight, um dos principais centros de convenções da cidade. A corrida acontece a partir das seis da manhã de Lisboa, com transmissão em direto tanto na Eurosport 1, como na Eleven 1.

WRC 2024 - Rali Safari (Dia 1)


Em plena estação chuvosa, nas estradas quenianas, Kalle Rovanpera lidera com folga no primeiro dia do Rali Safari, 56,9 segundos na frente de Elfyn Ewans e 1.00,8 sobre Katsuta Takamoto. Três Toytoas nos três primeiros lugares, num rali que... é só para sobreviventes. Especialmente aqueles que não sofreram qualquer furo nas classificativas. 

"Tenho que estar contente com isso [a classificação]! As condições são muito difíceis, cada carro vai mais fundo. Eu adoraria ir ainda mais rápido.", afirmou Rovanpera, no final desta sexta-feira.

Com o rali a começar no dia de ontem, na super-especial de Kasarani, ganho por Thierry Neuville, 0,1 segundos na frente de Ott Tanak, o dia de hoje tinha passagns duplas por Loldia, Geothermal e Kedong, este foi essencialmente um onde Rovanpera dominou. Primeiro, com vantagens mínimas, mas no final da manhã, em Kedong, o finlandês deu "calendários" à concorrência. A vitória nessa especial o colocou a 11,1 segundos de Tanak, 12,5 sobre Lappi, 19.7 sobre Evans e 26,3 sobre Neuville, que sofrera um furo na especial anterior, que causou algum dano estrutural, ao ponto de usar máscaras de oxigénio no carro.

"Estava tudo bem. Melhor que eu pensava. Sorte que tínhamos a máscara. Esperávamos mais poeira no para-brisas. Tivemos muito azar com o furo, também perdemos o [sistema] híbrido."


Na parte da tarde, Rovanpera continuava o domínio, triunfando em todas as especiais, com ele e a triunfar em Loldia com 0,6 segundos na frente de Takamoto e Evans, numa especial onde Esapekka Lappi ficou parado na berma devido a uma transmissão quebrada. Em Geothermal, ele ganhou com uma vantagem de 4,5 segundos sobre Takamoto, numa altura em que Tanak, então segundo classificado, bateu numa pedra e acabou na valeta. 

Depois dos três primeiros, Thierry Neuville é o quarto, a 1.07,3,  o melhor dos Hyundai, com os Ford de Adrien Formaux (a 1.46,6) e de Gregoire Munster (a 3.34,2). Sétimo é Gus Greensmith, a 6.51,3, num Skoda Fabia Rally2, na frente do Puma Rally1 de Jourdan Serderidis, a 9.11,7. A fechar o "top ten" estão os Skoda de Kajetan Kajetanowicz (a 10.14,3) e de Oliver Solberg (a 10,28,8)

O rali Safari continua no sábado, com mais seis especiais. 

quinta-feira, 28 de março de 2024

Formula E: Lola e Yamaha fazem parceria para competir em 2025


A Lola Cars confirmou esta semana o seu regresso às pistas, numa colaboração técnica com a Yamaha Motor Company, possibilitando a entrada no Campeonato do Mundo de Fórmula E como construtor a partir da 11ª temporada, ou seja, 2024-25. A ideia desta colaboração é o de reunir competências para desenvolver grupos motopropulsores elétricos para os monolugares da Fórmula E.

Estamos entusiasmados por confirmar a nossa entrada na Fórmula E. Para nós, esta é mais do que uma oportunidade de fazer regressar a Lola às pistas, é também uma plataforma fantástica para o desenvolvimento tecnológico”, começou por explicar Mark Preston, o diretor de ‘motorsport’ da Lola Cars Ltd. “A Lola Cars tem um historial de sucesso no design do chassis e de aerodinâmica. Este projeto permitir-nos-á criar uma plataforma electrificada única, centrada no software, que servirá de base aos planos mais vastos da Lola para definir o futuro da tecnologia dos desportos motorizados”, continuou.

Till Bechtolsheimer, presidente da Lola Cars Ltd., alinhou no mesmo entusiasmo na entrada da marca na competição elétrica. 

Estamos incrivelmente entusiasmados com a parceria com a Yamaha Motor Company ao entrarmos no Campeonato do Mundo de Fórmula E”, começou por afirmar. “Sermos selecionados por um dos construtores mais inovadores do mundo para uma parceria num projeto desta importância é um testemunho do calibre da equipa que temos vindo a construir na Lola. O foco deste projeto está diretamente relacionado com o desenvolvimento tecnológico, no qual a Lola está totalmente investida. Vemos o grupo motopropulsor elétrico de 350 kW altamente eficiente que sustenta o perímetro do fabricante na Fórmula E, como uma tecnologia fundamental com aplicações interessantes em muitas formas de desporto automóvel internacional de topo nos próximos anos”.

Do lado da Yamaha, Heiji Maruyama, Diretor Executivo e Diretor, Yamaha Motor co., Ltd, fala sobre a parceria com a Lola e os resultados que pretendem conseguir através da sustentabilidade elétrica. 

A Yamaha Motor Company está a acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de várias tecnologias que contribuem para a sustentabilidade. Como parceiro técnico, esperamos adquirir tecnologias de gestão de energia mais avançadas através do mais alto nível nas corridas elétricas da Fórmula E. Também partilhamos a nova filosofia de automobilismo sustentável da Lola e estamos muito satisfeitos e honrados por formar esta parceria com eles”.

quarta-feira, 27 de março de 2024

Formula 1: Williams acredita que terá dois chassis em Suzuka


A Williams acredita que terá dois chassis funcionais na próxima corrida do campeonato, que acontecerá em Suzuka, na semana que vêm. Depois do acidente de Alex Albon e do embaraço de ter um chassis funcional ao ponto de Logan Sargent ter de dar o chassis ao piloto tailandês, para poder competir no fim de semana australiano, a equipa pensa que apesar da complexidade das reparações, a equipa está a fazer progressos significativos e ter dois chassis prontos para a jornada nipónica da Formula 1.

"Definitivamente, vamos ter dois chassis no Japão, mas não acho que seja possível um terceiro, porque a carga de trabalho que temos agora devido a esta mudança vai atrasar este processo”, começou por explicar James Vowles, citado pela publicação Speedcafe. “Há uma quantidade finita de recursos. Podemos colocá-los para garantir que temos dois carros construídos com a quantidade correta de peças sobressalentes no Japão ou o chassis adicional”, continuou.

O responsável da Williams revelou ainda a extensão dos danos resultantes do acidente de Alexander Albon, na sessão de treinos livres do GP da Austrália:

A caixa de velocidades partiu-se em duas, os apoios do motor ficaram completamente dobrados e o motor está basicamente destruído. O chassis, na parte dianteira direita, onde a suspensão entra, está desfeito – é a melhor forma de o descrever. Consigo meter o dedo no chassis, o que não deveria ser possível, só para esclarecer”.

Formula E: Porsche revela nova decoração para Tóquio


A Porsche revelou esta quarta-feira uma decoração especial para os dois monolugares da equipa de fábrica, para a jornada de Tóquio da Formula E. A nova decoração teve como objetivo celebrar a parceria com a TAG Heuer. O novo visual exclusivo do Porsche 99X Electric, presta uma homenagem visual a Tóquio, aos famosos sinais de néon à noite e à cultura automóvel japonesa.

A ronda de Tóquio é a estreia da Formula E no Japão, e acontecerá nas ruas da megalópole nipónica. A corrida acontecerá pelas seis da manhã de domingo, numa altura em que Pascal Wehrlein é o segundo classificado, com uma vitória e 53 pontos, com António Félix da Costa com oito pontos, graças ao sexto posto na ronda de São Paulo.

terça-feira, 26 de março de 2024

A imagem do dia


O GP de San Marino de 1995 foi marcante, com a vitória de Damon Hill, num circuito de Imola que foi alterado após os acidentes fatais de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger no ano anterior. Para os Ferrari, até foi um bom fim de semana, com Gerhard Berger e Jean Alesi a acompanhar Damon Hill no pódio, com uma boa qualificação entre eles - Berger foi segundo, Alesi, quinto.

Contudo, o fim de semana desse Grande Prémio ficou marcado por um incidente: os Ferrari cedidos pela Scuderia foram roubados. Eram dois 512M, a nova versão do modelo 512 (M era de "Modificata"), e depois desse incidente, os carros desapareceram de cena. Pelo menos, até agora.

É que há algumas semanas, um dos 512 que era usado por Berger foi encontrado em Londres, depois de 28 anos desaparecido. Descobriu-se que estivera no Japão este tempo todo, e fora para a Grã-Bretanha no inicio de 2023, depois de ter sido adquirido por um comprador americano. A Ferrari alertou a polícia em Janeiro, depois de ter feito verificações no modelo, e estes  terem trabalhado com a marca italiana e concessionárias de automóveis internacionais numa investigação extensa e minuciosa, o automóvel, no valor de 350 mil euros, foi recuperado ao seu dono. 

Mike Pilbeam, um dos agentes, afirmou sobre o caso: “O Ferrari roubado esteve desaparecido por mais de 28 anos antes de conseguirmos localizá-la em apenas quatro dias.” Não foram efetuadas quaisquer prisões. 

Pelo menos neste caso, houve um final feliz. Agora é só encontrar o carro de Alesi, que continua desaparecido. Espera-se que não dure outros 28 anos... 

Youtube Formula 1 Vídeo: O dilema de Max Verstappen

Max Verstappen é o piloto do momento, ganhando corrida depois de corrida, e desde 2022 é o campeão do mundo. Sim, o que se passou na Austrália no passado domingo foi uma exceção à regra, mas a tendência é esta: um neerlandês, numa equipa construída e apoiada por uma marca de bebidas energéticas.

Mas é assim desde os primórdios: já tivemos Alfa Romeo, Ferrari, Mercedes, Cooper, Lotus, Tyrrell, McLaren... todas estas equipas, pelo menos por uma ocasião, dominaram temporadas. A Ferrari, por exemplo, tentava aproveitar a primeira temporada dos novos regulamentos para dominar, porque os seus motores estavam adaptados a esses novos regulamentos. Os duelos são mais a exceção que a regra. 

Contudo, este aborrecimento, que até aborrece os mais comprometidos, teve os seus abalos, especialmente no inicio do ano, com o "caso Horner", onde, alegadamente, Christian Horner assediou uma funcionária da equipa, poderá abalar as fundações da Red Bull, ao ponto de rutura, a acreditar nos rumores. E é sobre Max, o seu domínio e tudo o resto que o Josh Revell fala no seu mais recente vídeo. 

WRC: Ford não meterá mais carros no Rali de Portugal


Foi um assunto que se ouviu baixinho nestes dias, como se fosse um buzzido de abelha: a Ford iria ou não colocar um terceiro carro de Rally1 no rali de Portugal. E por estes dias, esses rumores foram esclarecidos: não haverá um carro extra. Uma fonte da preparadora disse ao site sportmotores.com nesta segunda-feira que tal chance não irá acontecer.

"Atualmente, não existe qualquer plano para inscrever outro carro de Rally1 no Rally de Portugal", começou por afirmar a fonte da preparadora, a M-Sport. "Infelizmente, a M-Sport não está atualmente equipada para fornecer carros de Rally1 para participação em eventos individuais.", concluiu.

De uma certa forma, é o final de semanas de especulações sobre este caso. Nesta temporada, a M-Sport tem um alinhamento de dois carros, um para o luxemburguês Gregroire Munster e outro para o francês Adrien Formaux. Em alguns ralis, poderá alinhar um terceiro carro, como acontecerá no rali Safari, para o grego Jourdan Serderidis. Contudo, parecia que a marca poderia alinhar com um terceiro carro na ronda portuguesa, que acontecerá entre os dias 9 e 12 de maio. Primeiro, falou-se em Sebastien Loeb, no que seria um regresso em mais de ano e meio, mas o piloto francês afirmou que tal não aconteceria por causa das clausulas do seu contrato com a Dacia, no Mundial de Todo-o-Terreno.

"Isso posso negar em absoluto", explicou o piloto francês de 50 anos à revista italiana de desporto motorizado Autosprint, no inicio deste mês. Loeb afirmou que "tenho um contrato com a Dacia e não posso correr com outras marcas noutros campeonatos. Portanto, de momento não há corridas no Campeonato do Mundo de Ralis e também não há Extreme E, onde, pelas mesmas razões, não vou competir este ano", concluiu.

Nos dias seguintes, assoprou-se um rumor de que um piloto português poderia tentar a sua sorte com a M-Sport para correr neste rali, mas isso não passou de conversa na internet. Até agora, quando a marca resolveu o assunto de forma definitiva.  

segunda-feira, 25 de março de 2024

Youtube Automotive Vídeo: Todos os sons das marcas

Todos os dias somos bombardeados com publicidade de alguma marca de automóvel, certo? 

Então, e alguma vez pensaram em fazer um vídeo de todas as marcas que consigam buscar na televisão e noutros meios? Se sim, não se preocupem, porque... já está feito! 

domingo, 24 de março de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 3, Melbourne (Corrida)


Depois de duas semanas seguidas nas Arábias, uma longa passagem pela Ásia-Pacifico, com a Austrália a ser a primeira de três paragens, que incluirão a China  o Japão, que encherão o mês de abril.  Aqui entre nós, acho engraçado que agora, para as três corridas seguintes, estas aconteçam de madrugada. Primeiro aqui, em Melbourne, depois em Suzuka, palco do GP japonês (e por fim, mudaram a corrida para a primavera, para fugirem dos tufões!) e depois, na China, que cinco anos depois, esta de volta ao calendário. 

O boletim meteorológico estava bom, e claro, tínhamos os milhares de espectadores que afluíram ao Albert Park, que, mais do que querer saber quem venceria - à partida, existe essa certeza de quem sairá dali vencedor - mas sobretudo, para apoiar os locais, como Oscar Piastri e Daniel Ricciardo. 

Parecia que seria uma corrida normal para os padrões de 2024, mas no final... as coisas saíram de forma bem diferente.


Mas comecemos pela partida. Esta começou com Max a ir-se embora de Sainz Jr, Norris, Leclerc e do resto do pelotão. Pérez não conseguiu aguentar a investida inicial de Russell e perdeu o sexto lugar para o piloto da Mercedes. A maior parte dos pilotos começavam com médios, exceto Hamilton, que ia com moles.

Contudo, o sinal das coisas a mudarem aconteceu logo na segunda volta, quando Carlos Sainz Jr se aproximou velozmente de Max Verstappen... e o passou! Quem diria! Parecia existir uma razão para ter despertado a meio da noite! 


Na quarta volta, fumo começou a sair da traseira do Red Bull de Verstappen e as pessoas começavam a pensar no impossível: que o carro era vulnerável. Desacelerou até às boxes e todos ficaram espantados: ele ia desistir! E claro, tudo baralhava e voltava a dar. Não muito tempo depois, as primeiras paragens, para trocar de pneus, com quase toda a gente a mudar para duros, ver se conseguiam ir mais longe possível. Com isso, os Ferrari estavam na frente, e entre eles estava o Aston Martin de Fernando Alonso, tentado aproveitar alguma coisa. 

E na volta 17, a segunda desistência do dia. E não era qualquer um: era o Mercedes de Lewis Hamilton! O motor tinha falhado e o carro encostava-se à berma, causando um Safety Car Virtual. Com isso, Alonso foi às boxes, tentando aproveitar a ocasião, e os Ferrari iam para a frente, seguido pelos McLaren, com Piastri na frente de Norris. Pérez era... sétimo, mas a pressionar George Russell para focar com o seu lugar, que conseguiu. O mexicano lá recuperou terreno. Passou Alonso na 27ª volta, pouco antes da metade da corrida.

A partir desta altura, os pilotos trocavam novamente de pneus, com Leclerc a ir às boxes na volta 35, esperando que os McLaren fizessem a mesma coisa. À saída, apanhou Alonso e Pérez, que estavam a lutar por posição, e apesar das pressões de ambos, aguentou. Mais tarde, quando os McLaren foram às boxes, recuperou o segundo lugar, a caminho de uma dobradinha que já mereciam há muito. 

O final foi... estranho. Começou com um acidente. George Russell acidentou-se e causou a amostragem das bandeiras amarelas no momento em que Sainz Jr cruzava a meta e todos comemoravam nas boxes. Os comissários acharam depois que Fernando Alonso, que ia na sua frente e defendia a posição dos ataques do piloto britânico, lhe fez "breaking test", com ele a ficar sem ar e sem capacidade de virar adequadamente, acabando por ir para a parede e depois, no meio da pista. No final, os comissários penalizaram o piloto em 20 segundos, acabando por cair de sexto para oitavo.


Mas claro, no meio disto tudo, os Ferrari comemoravam a dobradinha e mostravam ao mundo que existia vida e competição para além da Red Bull. Agora, mais duas semanas até Suzuka, e o resto do pelotão irá querer que haja mais problemas nos carros de Milton Keynes, para haver mais diversão no Mundial. E claro, todos sigam a formula de sucesso do filho de Carlos Sainz: tirarem os apêndices!