A organização do GP da Austrália disse esta segunda-feira que estão confiantes que o caos que está a acontecer no Médio Oriente e no Golfo Pérsico não perturbará o tráfego aéreo para a Austrália, a cinco dias do primeiro GP do ano, em Melbourne.
Segundo conta a BBC Sport, mais de mil membros de equipas tiveram de sair do Médio Oriente em voos que foram remarcados, depois dos originais terem sido cancelados com o encerramento dos diversos espaços aéreos, nomeadamente o dos Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), do Qatar, do Bahrein e do Kuwait. Para além disso, mais de 500 pessoas, membros dessas equipas, voaram para a Austrália em voos fretados para a ocasião.
"As últimas 48 horas exigiram algumas alterações nos voos", começou por afirmar Travis Auld, o diretor do GP da Austrália, em Melbourne.
"Isso é em grande parte da responsabilidade da Fórmula 1. Eles encarregam-se das equipas, dos pilotos e de todo o pessoal necessário para que este evento se realize. São muitas pessoas. Pelo que percebi, já está tudo acertado, todos estarão aqui prontos para a corrida e os fãs não notarão qualquer diferença.", concluiu.
Entretanto, a FIA e a Liberty estão também a monitorizar a situação relacionada com os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, que acontecerão a 12 e 19 de Abril, respectivamente quarta e quinta corrida do ano. Um porta-voz diz que estão a falar com as autoridades para saber até que ponto é seguro.
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As nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, e não no Médio Oriente - estas corridas só acontecerão daqui a algumas semanas", afirmou num porta-voz da F1.
Se a corrida saudita é em Jeddah, do outro lado do país - a cidade é banhada pelo Mar Vermelho - isso não é total garantia de segurança: eles foi alvo da queda de um míssil no fim de semana do GP em 2022, vindo do Iémen, por causa dos houthis, um grupo apoiado pelo regime de Teerão. Outro problema é Shakir, nos arredores de Manama, a capital do Bahrein. Dependente da abertura do espaço aéreo, apesar de estar bem servida em termos de estradas, os problemas logísticos poderão ser bem grandes, se o espaço aéreo se mantiver encerrado nessa altura.
Rumores desta tarde afirmam que a Liberty tem duas pistas de prevenção para situações destas. Especula-se quais serão, mas falam-se de circuitos europeias, que vão entre Imola, Istambul, na Turquia, e Portimão, em Portugal.