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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A imagem do dia (II)




Como era de esperar, Valtteri Bottas chegou hoje a Singapura, depois de três dias a fazer o percurso de bicicleta, de Kuala Lumpur, a capital da Malásia, onde não muito longe dali, na pista de Sepang, aconteceu o GP do Bahrein na Malásia. A etapa de hoje foi curtinha, 40,16 quilómetros, de Johor até Singapura. 

O interessante desta aventura é que ele não fez por estradas principais, mas por estradas bem secundárias, de terra, sem asfalto... e sem iluminação, o que quer dizer que, não só levava iluminação para o caminho, como, por exemplo, poderia ver coisas inesperadas, como... um buraco na estrada com metro e meio de profundidade, por exemplo.

Fazendo uma coisa mais "Bottas" que se pode imaginar, pode ser uma maneira de fazer algo fora da caixa - melhor que, por exemplo, as suas fotografias sem roupa - mas isto até pode ser uma forma de descanso ativo, ainda por cima num sitio equatorial e muito húmido, como é a Malásia. Ainda por cima, por estes dias, na ilha vizinha de Sumatra, na Indonésia, estão a acontecer fogos florestais que estão a causar "smog", que afeta a visão e a respiração das pessoas que vivem na região. Logo, fazer uma coisa destas é um feito que merece ser assinalado. 

O GP de Singapura é uma das três corridas noturnas do calendário da Formula 1, e acontecerá no próximo domingo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A imagem do dia


É apenas uma semana entre Sepang, nos arredores de Kuala Lumpur, a capital da Malásia, e a cidade-estado de Singapura. A distância é de 351 quilómetros, quase um Lisboa-Braga (já agora, são 364 quilómetros, mais 13) Se para alguns, é cerca de uma hora de voo, de automóvel, se cumprirem os limites de velocidade, deverá durar cerca de três horas.

Contudo, há sempre alguém que pensa fora da caixa: andar de bicicleta. E tem está a ter essa ideia peregrina? Valtteri Bottas. O piloto da Cadillac decidiu pegar numa bicicleta de competição e lá foi ele fazer o percurso em etapas, como se fosse uma espécie de corrida ciclística.

"O mais ridículo é que todos os outros vão de avião. São cerca de cinco horas de carro; dá para parar num sítio giro no caminho. Ver um pouco mais do mundo para lá do percurso hotel-aeroporto-autódromo", comentou um fã numa publicação partilhada pela Autosport britânica.

Outro fã acrescentou: "O facto de ele estar a fazer isto entre fins de semana de corridas a sério, e não apenas como uma ação promocional, é a coisa mais 'Bottas' de sempre".

Daquilo que sei, a etapa de hoje tem cerca de 156 quilómetros, depois de ter feito 56 no primeiro dia, domingo. Portanto, creio que é bem possível ele chegar ás portas da cidade na quarta-feira.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Endurance: Felix da Costa piloto da Cadillac em 2027


O português António Félix da Costa está a caminho da Cadillac de Endurance na temporada de 2027. De saída da Alpine, que decidiu reduzir o seu envolvimento no automobilismo, o piloto de Cascais tem a participação confirmada na edição de 2027 do Mundial de Resistência, o WEC, ao mesmo tempo que participará no Mundial de Formula E pela Jaguar. 

Fontes bem posicionadas da marca disseram à Autosport portuguesa que o piloto de 34 anos já tem acordo com a Jota Sport, equipa britânica que representou de 2019 a 2023 e conta com dois Cadillac V-Series.R na categoria de topo do campeonato. E ele terá como parceiros no carro 12 da Cadillac Hertz Team Jota, o francês Norman Nato e o britânico Will Stevens, com quem já correu nos tempos da Porsche, que terminou em 2023, por ordens da marca alemã, que queria os seus pilotos concentrados na competição elétrica.

Aliás, o regresso de Felix da Costa à equipa Jota Sport poderia ter acontecido em 2026, mas a Alpine foi mais rápida e o contratou para esta temporada. 

Confrontado com as informações por parte da Autosport portuguesa, ele não confirmou o acordo e remeteu o anúncio de decisões sobre o futuro no WEC para depois da última corrida de 2026, que acontecerá em novembro, em Monza.

O acordo deverá ter tido o consentimento da Jaguar, a marca que o contratou para a competição elétrica e do qual continuará em 2027, altura em que se estreará o chassis Gen4, bem mais veloz que o atual Gen3Evo, que se despediu das pistas neste fim de semana, em Londres.

Curiosamente, a Cadillac tem também um piloto português, Filipe Albuquerque, mas corre na categoria americana, a IMSA, ao lado do americano Ricky Taylor, e que recentemente - a 2 de agosto - triunfaram nas Seis Horas de Road America.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Noticias: Cadillac tem novo diretor desportivo


A Cadillac anunciou na tarde de ontem que trocou de Team Principal, com Marcin Budkowski a suceder a Graeme Lowdon, numa transição que a equipa descreve como planeada e enquadrada na passagem da fase de construção para um período centrado no desempenho em pista. Atualmente com 49 anos, Budkowski chega à Cadillac depois de duas décadas de experiência em passagens por Prost, Ferrari, McLaren, FIA e Renault/Alpine. Na estrutura francesa, Budkowski assumiu o cargo de diretor executivo e integrou a administração, tendo participado na transição da equipa para a era Alpine.

Dan Towriss, CEO da equipa, sublinhou que o objetivo da Cadillac não passa apenas por participar na Fórmula 1, mas por construir uma estrutura capaz de lutar pelas posições cimeiras. 

“A nomeação do Marcin marca mais um passo importante na contínua evolução da Cadillac Formula 1 Team. Desde o início, o nosso objetivo não tem sido simplesmente participar na Fórmula 1, mas construir uma equipa nova, capaz de competir na frente.", começou por afirmar. 

"Ao entrarmos nesta nova era para a Cadillac Formula 1 Team, o Marcin traz uma experiência excecional em Formula 1, conhecimento técnico e liderança estratégica que vão fortalecer a nossa organização e ajudar-nos a desenvolver a mentalidade vencedora, as ferramentas e os processos necessários para o sucesso a longo prazo.”, concluiu.

Towriss ainda deixou palavras de agradecimento a Lowdon pelo seu cargo. “Estamos gratos ao Graeme Lowdon pela sua liderança e pelo papel que desempenhou na formação da Cadillac Formula 1 Team, desde a base. As suas contribuições ajudaram a estabelecer uma base sólida na nossa fase de construção, e agradecemos-lhe o seu empenho e desejamos-lhe as maiores felicidades.”, declarou.


Contudo, mais tarde, em declarações aos jornalistas, Towriss deixou claro que a separação esteve longe de ser uma decisão mutua, mas explicou o processo que levou a este desfecho.

“Não foi uma decisão mútua. O processo começou há alguns meses: a pensar realmente sobre como seria a próxima fase para a Cadillac na Fórmula 1, qual seria o momento certo, como seria isso, e depois as capacidades das várias pessoas disponíveis.” afirmou.

“Mas não há forma fácil de fazer esta transição dentro da Fórmula 1. Conseguem imaginar a imprensa se o Marcin passeasse numa visita à fábrica ou tivesse este tipo de conversas? Nesse momento, torna-se desestabilizador, e por isso é importante respeitar a visão da liderança que está em funções nessa altura. Por isso, isso comprime o processo de decisão, o calendário e a forma como estas coisas se juntam. Faz com que pareça mais abrupto do que seria de outra forma. Mas é a natureza da Fórmula 1 e é a forma como tinha de acontecer.”

Towriss foi igualmente claro em sublinhar que a decisão não deveria apagar o trabalho já realizado por Lowdon, e admitiu também o quão difícil tinha sido manter a mudança em segredo, num desporto onde as decisões importantes raramente permanecem secretas durante muito tempo: 

“O que posso dizer é que, aquilo que foi conseguido, tenho um respeito imenso por isso. Isto não é um período interino, nem para mim, nem para o Graeme, é quase um período de quatro anos de planeamento, construção e de fazer todas as peças encaixarem”, começou por dizer.

"Sempre que estamos a fazer uma transição na Fórmula 1, como vocês sabem, é muito difícil. É muito difícil mantê-la em segredo, sem que surja uma miríade de fugas de informação em torno disso. Mas aqui estamos. Estamos, mais uma vez, muito gratos ao Graeme por aquilo que trouxe à equipa, e muito entusiasmados com a liderança do Marcin e com o que o futuro reserva para a Cadillac.”, concluiu.


Sobre a sua nova função, Budkowski afirmou: 

“A Cadillac Formula 1 Team tem uma base e uma ambição extraordinárias. Esta é uma fase de enorme oportunidade para a equipa, uma fase que será definida por um objetivo claro: maximizar o desenvolvimento do carro dentro do limite orçamental e colocar todas as funções da equipa a competir.”

O agora novo diretor de equipa acrescentou: 

“Isso significa construir uma organização de elite com uma mentalidade vencedora — motivada, implacável perante contratempos, obcecada com o detalhe e o processo, e capaz de executar com precisão no dia da corrida. O meu foco será alinhar as nossas pessoas, ferramentas e fluxo de informação para que as decisões certas sejam tomadas rapidamente, e para que o desempenho do carro melhore de cada vez que vamos correr. É um privilégio liderar os esforços em pista da Cadillac Formula 1 Team, a começar em Zandvoort no próximo fim de semana.”, concluiu.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Mais especulações para os lugares de 2027


Se ontem falei da hipótese de Fernando Alonso saltar fora do barco da Aston Martin, rumo à Alpine, para se juntar a Flávio Briatore, bem como o espanhol a ser substituído por outro espanhol - Carlos Sainz Jr, insatisfeito na Williams - hoje falamos com mais calma sobre duas equipas em particular - e talvez espreitemos uma terceira: Haas F1, Racing Bulls e quem sabe, Cadillac.

Comecemos com a equipa americana. Como se sabe, eles escolheram uma dupla veterana para fazer avançar o carro nesta primeira temporada, que todos sabiam que iria ser difícil, mas também se sabia que, mais cedo ou mais tarde, um ou os dois lugares iriam ser preenchidos por um piloto americano. E isso foi uma das razões que Colton Herta, que correu na IndyCar, se envolveu na Formula 2 e é piloto de desenvolvimento da marca. Contudo, nos últimos tempos, a chance "Herta" poderá ter arrefecido por causa da sua temporada na Formula 2 na Hitech, onde só conseguiu 26 pontos, e nenhum pódio. E isso não ajuda no seu objetivo de conseguir os 40 pontos necessários para a Super-Licença, e correr na Formula 1.

Assim sendo, outros candidatos podem estar a se perfilar no horizonte, e um deles é o brasileiro Rafael Câmara. Ao contrário de Herta, Câmara, que também está na Formula 2, o piloto da Academia Ferrari está a fazer uma temporada competitiva na Fórmula 2 e ocupa a terceira colocação no campeonato, consolidando-se como um dos principais talentos da categoria. E Câmara tem 21 anos, e já obteve cinco pódios, dois deles vitórias, quatro poles e três voltas mais rápidas. E ainda por cima, esta é a sua temporada de estreia na Formula 2, depois de ter sido campeão na Formula 3 em 2025.


Para melhorar as coisas no seu lado a ligação à Academia Ferrari, como já foi referido no parágrafo anterior, poderá ser favorável para a Cadillac, que tem motores da Scuderia até ao final da década. Também, com a Haas a ligar-se cada vez mais à Toyota, esta poderá ser o caminho desejado para entrar na Formula 1, e fazer companhia a Gabriel Bortoleto, que está na Audi.

Claro, isso só poderá acontecer caso Pérez saia rumo à Williams, que vague por causa de Sainz Jr, que vá para a Aston Martin, caso Fernando Alonso rume para a Alpine e queira terminar a sua carreira ao lado de Flávio Briatore. Isto é para ver como é o dominó, digamos assim.

Já falei de raspão da Haas, agora vamos a ela. O que se fala por aí é que Esteban Ocon já foi avisado que não contarão mais com os seus serviços, e claro, ele terá de arranjar algo para ele, caso queira continuar em 2027 na Formula 1. E ele só conseguiu três pontos em 2026, o que é muito pouco em relação a 2025, onde conseguiu 38, mas a Haas este ano anda numa má colocação, sendo sétima no campeonato de Construtores, em onze equipas. E para piorar as coisas, não pontuam desde o Mónaco. Claro, isto é o suficiente para que, por exemplo, Ollie Bearman não possa pensar mais na chance de ir para a Ferrari, apesar do bom arranque nesta temporada. 

Mas se Bearman vai ter de ficar por ali por uns tempos, quem será o seu companheiro de equipa? Rafael Câmara é uma hipótese, por causa das suas ligações com a Ferrari, mas como já disse acima, a Haas está cada vez mais a se envolver com a Toyota, há sempre a chance de se arranjar alguém como Ryo Hirakawa, um protegido da marca japonesa, mas tem a idade contra si, pois tem 31 anos.


Mas se formos para a Racing Bulls, há um piloto interessante que poderá ser aproveitado: Ayumu Iwasa. Com 20 anos - fará 21 no próximo dia 22 de setembro - teve boas temporadas na Formula 2 e é o campeão de 2025 da SuperFormula japonesa. Mas a ir para a Racing Bulls, terá a concorrência de outro piloto muito interessante: o búlgaro Nikola Tsolov. O atual líder da Formula 2 é um fenómeno, porque o piloto de 19 anos ganhou tudo onde correu: Formula 4 espanhola em 2022, vice-campeão da Formula 3 em 2025, batido por Rafael Câmara, e esta temporada, seis vitórias na Formula 2.

E claro, todos se deliciam com este talento, especialmente a Red Bull, de onde é piloto da formação.

Caso vá para a Racing Bulls em 2027, o piloto em perigo seria Liam Lawson. Apesar de ter sido rebaixado da Red Bull no inicio da temporada de 2025, o piloto neozelandês de 24 anos - nasceu a 11 de fevereiro de 2002 - deu-se bem em 2026, pontuando regularmente e agora é nono, com 43 pontos, a sua melhor temporada de sempre. Mas com Isack Hadjar na equipa principal, Lawson não tem muito por onde ir, embora admita que as conversações deverão intensificar-se durante a pausa de Verão.

“Não faço absolutamente ideia do que vai acontecer ao meu futuro.”, começou por afirmar, em declarações feitas no fim de semana húngaro. “Penso que este tipo de conversas acontece normalmente durante a pausa de Verão. Tenho a certeza de que o assunto será discutido nessa altura.”, concluiu.

É certo que pode estar a andar bem, e a conseguir segurar o seu companheiro de equipa, o britânico Arvid Lindblad, mas ele está na sua segunda temporada na Racing Bulls, mas os seus argumentos tem de ser melhores perante gente talentosa que a Red Bull tem conseguido angariar. Até podem ficar à espera em 2027, mas isso poderá implicar pressão adicional aos titulares, especialmente Lawson. 

domingo, 9 de agosto de 2026

As especulações dos lugares para 2027


Estamos no meio do verão, e apenas onze das 22 corridas já foram realizadas, e o campeonato, que à partida, parecia ser um passeio para os Mercedes, se transformou numa corrida a três, com o envolvimento da Ferrari, e mais recentemente, McLaren, também é a altura ideal para se especular sobre 2027. Especialmente por causa de uma equipa, e um piloto: Fernando Alonso. O veterano de 45 anos poderá estar a pensar em sair de uma Aston Martin que está em crise, e isso é o assunto deste momento, com um lado a dizer que "fica", mas há quem jure que irá "sair".

Expliquemos isto, então.

Estamos no verão de 2026, e a Aston Martin conseguiu até agora... um ponto. O chassis AMR26 é um fracasso total, e o único ponto foi alcançado por Fernando Alonso no Mónaco. E isso tudo, apesar de terem Adrian Newey e os motores Honda, que deram títulos à Red Bull até 2024. Contudo, soube-se depois, esses motores eram mais do departamento da Red Bull, cuja sede é em Milton Keynes, no centro da Inglaterra, do que na sede da Honda em Tóquio, no Japão. E isso, acumulado com o facto do desenvolvimento do AMR26 ter começado tarde, conduziu à catástrofe.

E o que tem isso a ver com Alonso? Como podem imaginar, muito. Ele não esperava estar a lutar para não ficar em último, e ele tem um contrato com indices de desempenho, que poderá ser acionado, caso não se cumpra. E poderá haver uma razão poderosa para isso: a Alpine, a equipa dirigida pelo seu velho amigo Flávio Briatore. A Alpine conseguiu um apoio generoso da Louis Vuitton, pelo menos o grupo que a gere, e a chegada da Gucci, uma marca de alta costura, à equipa, poderá ser a razão que se tente Alonso com um derradeiro grande contrato antes de ele vá pendurar o capacete. 

Claro, publicamente, ele afirma aos quatro ventos que pretende permanecer na equipa caso continue na Fórmula 1, mas recentemente, diversas publicações japonesas dão conta de conversações entre o bicampeão do mundo e a Alpine. E na semana passada, mais uma acha para a fogueira foi deitada pelo veterano jornalista suíço Roger Benôit, do jornal "Blick", que escreveu um artigo, afirmando a pés juntos que Alonso se juntará a Pierre Gasly e correrá na última fase da sua carreira.

“O novo piloto ao lado de Pierre Gasly deverá ser Fernando Alonso. Seria uma forma perfeita de fechar o círculo.”, diz Benôit, amigo pessoal de Bernie Ecclestone. 


E então, quem ficaria com o lugar? O candidato número um poderá ser outro espanhol, Carlos Sainz Jr. Insatisfeito na Williams, porque o carro desde ano, o FW48, é pior que o do ano passado, que lhe deu dois pódios e o quinto lugar no Mundial de Construtores, ele pretende uma reunião com James Vowles para saber se o projeto continuará a ser competitivo em 2027 e 2028, numa altura em que ele está a caminho dos 32 anos. 

“A minha intenção é esperar pela pausa de Verão para me sentar com a equipa e ter uma conversa séria. Quero conversar com o James e com toda a equipa sobre o futuro da Williams e também sobre o meu próprio futuro dentro da equipa.”, afirmou. 

Sabendo que a Aston Martin está a esforçar-se para ter um carro competitivo, e depois de mostrar que as evoluções estão no bom caminho, e conhecendo o potencial futuro, Sainz Jr. poderá pensar que eles poderão ser a equipa a ter em conta nas próximas duas temporadas. Agora, é claro: tudo dependerá o que Alonso decidir. 


E se Alonso sair, rumo à Alpine, e Sainz Jr colocar os dois pés em Silverstone, o seu lugar conta com dois candidatos: o argentino Franco Colapinto... e o mexicano Sérgio Perez. Apesar da Cadillac ainda estar no primeiro ano do seu projeto, e eles ainda lutarem para escapar do fundo da grelha, o mexicano consegue ser constantemente mais rápido que o seu companheiro de equipa, Valtteri Bottas, mostrando que ainda é competitivo. Isso, aliado à vasta experiência na Formula 1 - está cá desde 2010, com um ano sabático em 2025 - poderá ser uma mais valia.

Ainda por cima, o mexicano disse que a Cadillac não evoluiu como deveria ter evoluído neste primeiro ano porque ainda tem problemas de organização, ainda precisa de arrumar devidamente a casa, e isso ressentiu-se na evolução que esperavam ter e acabou por não acontecer.

“Não temos um processo claramente estabelecido. Para muitas das equipas que já estão estabelecidas, elas conhecem o seu processo de desenvolvimento. Para nós, ainda há muitas curvas que estamos atualmente a descobrir.” disse o mexicano, durante o fim de semana da Hungria.

“Neste momento, estamos numa fase em que começamos a concentrar-nos no próximo ano”, revelou. “Penso que a equipa vai continuar a esforçar-se para trazer mais algumas evoluções, para garantir que somos, pelo menos, capazes de demonstrar a nós próprios que o nosso processo de desenvolvimento é sólido.”, concluiu.

Agora, se Pérez não quiser esperar e saltar para o lugar da Williams, caso esse lugar fique vago, pouco ou nada podem fazer, porque Pérez tem um acordo anual com a marca americana, e a renovação depende de conversas com ambas as partes, ao contrário de Bottas, que tem contrato até ao final de 2027. 

Isto é uma parte das especulações para a próxima temporada. Na outra parte, falar-se-á daqueles que poderão entrar, regressar... ou não.

sábado, 13 de junho de 2026

Youtube Endurance Video: As primeiras voltas das 24 Horas de Le Mans de 2026

Eis o video da primeira volta das 24 Horas de Le Mans de 2026, uma corrida que tem este ano um número recorde de carros da classe "Hypercar", com 18 viaturas.  

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Noticias: Colton Herta estará em quatro fins de semana de Grande Prémio


O americano Colton Herta estará em quatro sessões de treinos livres da Formula 1 pela Cadillac ao longo desta temporada, a começar pelo fim de semana de Barcelona, que acontecerá a meio do mês que vêm. Ainda não se sabe que piloto é que cedeu o lugar para que ele possa participar num fim de semana de Formula 1, e também não se sabe quais são os outros fins de semana em ele poderá participar. 

“Mal posso esperar para conduzir o carro da Cadillac pela primeira vez”, começou por afirmar Herta, que compete atualmente na Fórmula 2 pela Hitech. "Estou ansioso por trabalhar em estreita colaboração com a equipa num ambiente completo de Grande Prémio e estou totalmente focado em aprender com cada participação. Espero poder contribuir para o fim de semana de corrida como um todo e ajudar a equipa, o Checo e o Valtteri tanto quanto possível.”, concluiu.

Herta, atualmente com 26 anos e nesta temporada piloto da Hitech na Formula 2, depois de meia dúzia de anos a competir na IndyCar Series, já tinha estado num monolugar de Fórmula 1 da McLaren em Portimão, em 2022, mas nunca tinha participado numa sessão oficial de um fim de semana de Grande Prémio. Herta tem atualmente seis pontos no campeonato, resultado de um sétimo lugar na Feature Race em Melbourne, a primeira corrida do ano.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Youtube Automotive Video: A ousada experiência do Cadillac Allanté

Esta história não conhecia, para ser sincero. Mas algures na década de 80 do século XX, a Cadillac, tentando sair fora da caixa, decidiu construir um carro de alta gama... em Itália, e importá-lo para os Estados Unidos, com toda a tecnologia e o design europeu, nomeadamente o italiano. Assim , em colaboração com a Pininfarina, decidiu construir o Cadillac Allanté.

A experiência foi complicada e... não deu muito certo. E este video explica o que é que isto foi e porque é que não deu muito certo. 

terça-feira, 3 de março de 2026

Formula 1: Cadillac expectante em relação à corrida australiana


O Grande Prémio da Austrália assinala não apenas o arranque de uma nova temporada de Fórmula 1, mas também a estreia oficial da Cadillac Formula 1 Team enquanto equipa no pelotão da categoria máxima do automobilismo. Num projeto do qual esperam ficar por muitos anos, os testes mostraram que eles ainda terão algum tempo até andar a par do pelotão, mas para eles, os sinais são encorajadores. Aliás, o diretor da equipa, Graeme Lowdon, começou por afirmar, na antevisão ao fim-de-semana de Melbourne, de que o carro já terá atualizações para esta corrida:

“A estreia da Cadillac Formula 1 Team representa um dos momentos de maior orgulho da minha carreira. Foi uma tarefa enorme chegar até aqui e estou profundamente grato a todos os envolvidos. No entanto, o Grande Prémio da Austrália é apenas o início da jornada, e o nosso foco está na construção de um sucesso a longo prazo.", começou por afirmar.

"Estou satisfeito com o progresso alcançado em Barcelona e no Bahrein e já introduzimos as primeiras atualizações no carro este fim-de-semana. Temos ambições ousadas, mas somos realistas, empenhados e respeitamos o desafio que temos pela frente.”, concluiu.

Já Sergio Pérez destacou o significado especial da estreia:

“É uma honra estar na Austrália este fim-de-semana, a fazer história com a Cadillac Formula 1 Team. Fazer parte desta nova equipa extraordinária tem sido um dos pontos altos da minha carreira até agora. O ambiente na equipa é muito positivo e estamos a evoluir em conjunto. Devemos orgulhar-nos do que já alcançámos. Mal posso esperar por entrar em pista.”, afirmou.

No caso de Valtteri Bottas, ele reforçou o simbolismo deste momento:

“Sempre gostei de correr em Melbourne, mas desta vez, ao chegar para fazer história com a Cadillac Formula 1 Team, é ainda mais especial.", começou por afirmar. "O apoio dos australianos tornará este fim-de-semana inesquecível. Estou muito orgulhoso do trabalho árduo da equipa ao longo da pré-época e dos muitos meses que nos trouxeram até aqui. Este é apenas o início da nossa jornada, mas já estamos a progredir e estou ansioso por competir.”, concluiu.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Noticias: Apresentado o carro da Cadillac para 2026


Depois de terem andado a mostrar a equipa ao mundo no ano da sua estreia na Formula 1, em 2026, o SuperBowl da madrugada desta segunda-feira mostrou as  cores que terá o seu primeiro carro da sua era da Formula 1. A equipa norte-americana utilizará um esquema cromático em que cada lado apresenta uma cor diferente, neste ano de estreia como a 11.ª formação do campeonato, antes do primeiro Grande Prémio em Melbourne, no primeiro fim de semana de março.

O monolugar de 2026 adota um conceito bicolor, com um flanco preto e outro branco. O gradiente central remete para o símbolo em forma de chevron da Cadillac, numa alusão subtil à co-propriedade com a General Motors. O filme de apresentação foi realizado por Sam Piling e conta com banda sonora do compositor Max Richter, apostando numa estética cinematográfica e numa filosofia visual assente na assimetria, inspirada no contraste entre ambição e determinação.


Dan Towriss, diretor-executivo da Cadillac Formula 1 Team Holdings, afirmou sobre a nova decoração:

“Esta decoração representa muito mais do que um esquema de pintura; representa quem somos e o que trazemos para a Fórmula 1. Cada detalhe é intencional: arrojado, moderno e inconfundivelmente americano, respeitando, ao mesmo tempo, a herança e a precisão que definem este desporto. Escolher revelar a nossa primeira decoração de corrida durante o Super Bowl e no coração da Times Square é uma forma de apresentar a nossa identidade ao mundo, na intersecção entre performance, cultura e entretenimento, e de ligar-nos a fãs muito para além do paddock.”

Mark Reuss, presidente da General Motors, acrescentou:

“Revelar a nossa decoração oficial é um enorme marco numa viagem que começou há anos — conquistar o nosso lugar na grelha, montar uma equipa de classe mundial e desenvolver um carro digno da Fórmula 1. O impulso cresce rumo a Melbourne e à nossa estreia em Grandes Prémios. Para a GM, este carro demonstra a inovação, o espírito e o orgulho americanos que queremos levar ao palco global da Formula 1.”

O diretor de equipa Graeme Lowdon concluiu:

“Estou extremamente orgulhoso por revelar as cores do nosso monolugar de Fórmula 1 para 2026. Somos uma equipa construída sobre ambição ousada e liderança na inovação, valores que demonstrámos hoje ao recorrer a um dos eventos desportivos mais significativos do mundo de uma forma nunca antes feita por uma equipa de Fórmula 1.”


Esta estratégia de comunicação acaba por reforçar a intenção da Cadillac de se afirmar desde já como um novo rosto forte da Fórmula 1, ligando tecnologia, espetáculo e identidade americana numa das maiores montras mediáticas do mundo.

Youtube Formula 1 Video: A publicidade da Cadillac na Superbowl

Como prometido, a Cadillac mostrou o seu carro no domingo à noite, madrugada desta segunda-feira na Europa. Num anuncio com um minuto de duração, mostrou a sua decoração para a sua primeira temporada na categoria máxima do automobilismo e decidiu colocar uma citação de John F. Kennedy, quando discursou sobre o programa espacial que colocou humanos na Lua, há mais de 60 anos, como exemplo do trabalho que irá ter para, se tudo correr bem, alcançar os seus desejos. 

Neste ano de estreia, terão como pilotos o mexicano Sérgio Pérez e o finlandês Valtteri Bottas.  

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Youtube Formula 1 Video: A apresentação da Cadillac

A apresentação oficial da equipa apenas será no domingo, com o anuncio durante o intervalo do Super Bowl, mas pelos vistos, desde o inicio da semana que a marca americana colocou este video, apresentando a sua equipa de Formula 1 ao mundo. 

Será que é isto que a América verá? Eles afirmam que o chassis de 2026 será mostrado através desse meio televisivo. Bom, é esperar até lá. 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

As imagens do dia




Quase um dia depois da Red Bull e Racing Bulls terem mostrado os seus chassis, no outro lado do Atlântico, em Silverstone, a Cadillac dava os seus primeiros passos na Fórmula 1, ao realizar o shakedown do seu monolugar de 2026 em Silverstone. Numa sessão marcada pela pista molhada, a marca norte-americana prepara-se para a sua estreia oficial na categoria, tornando-se a primeira nova equipa a entrar no campeonato desde a Haas, em 2016.

Com a sua base europeia localizada junto ao circuito britânico, a Cadillac optou por realizar um primeiro teste discreto antes da apresentação oficial da decoração do carro, prevista para 8 de fevereiro, durante o intervalo do Super Bowl. A equipa irá também participar no primeiro teste de pré-época em Barcelona, a partir de 26 de janeiro. 

O shakedown contou com o piloto de reserva Guanyu Zhou ao volante, tendo a equipa divulgado nas redes sociais um breve vídeo das primeiras voltas do monolugar em pista. Sendo cliente da Ferrari no fornecimento de unidades motrizes, este teste marcou igualmente a primeira saída para pista do motor Ferrari de 2026.

Zhou comentou a importância do shakedown para o desenvolvimento inicial do projeto:

“É um momento entusiasmante. O shakedown serve para garantir que o carro está a funcionar e que todos os engenheiros estão a validar os principais sistemas, como a caixa de velocidades, o motor e os primeiros acertos de afinação.", começou por afirmar.

“Para o piloto, trata-se de perceber se nos sentimos confortáveis no novo cockpit, com o volante, com as sensações e com a comunicação com a equipa. Estou ansioso por esta fase e ainda mais pelo início da época, quando tudo começar a sério.”

Mas um passo na nova aventura, outras serão dadas até Melbourne, a primeira corrida do ano. E ali, veremos como se comportará em relação aos outros, com os carros dos novos regulamentos. 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

A imagem do dia


Sérgio Perez regressa à Formula 1 em 2026 pela Cadillac, mas não esqueceu a sua passagem pela Red Bull, pouco mais de um ano depois de ter saído pela porta pequena. Há alguns dias, o piloto mexicano falou num podcast e claro, as relações com a equipa dos energéticos, com Christian Horner e sobretudo, com Max Verstappen, especialmente quando a hierarquia era quebrada. 

O ponto de partida, na versão de Pérez, foi o primeiro diálogo com Christian Horner, quando chegou à equipa e esta lhe disse ao que iam.

“O Christian disse-me muito abertamente: ‘Nós colocamos dois carros em pista porque temos de o fazer. Mas este projeto foi construído para o Max, ele é o nosso talento.’ Eu disse-lhe: ‘Isso não me interessa, desde que eu possa ter palavra no desenvolvimento e que tenha uma hipótese real.’” Contudo, isso nunca aconteceu, e segundo ele, com o passar dos meses, a equipa começou a deslizar para o lado de Max. 

“Eu talvez estivesse no melhor carro, mas numa equipa extremamente complicada. Ser colega de equipa do Max já é difícil. Mas, na Red Bull, ser seu colega de equipa é o trabalho mais ingrato de toda a Fórmula 1.”

No final de 2024, quando estava na porta de saída, Perez teve aquela que viria a ser a sua última conversa com Christian Horner, em que falaram sobre o carro e a sua (agora) cronica fragilidade do segundo carro, numa equipa que trabalha apenas para Max. E também do desapego existente em relação aos outros pilotos, a começar pelo Junior Team. 

“Perguntei-lhe: ‘Christian, o que fazes se não resultar com o Liam?’ Ele disse: ‘Então ainda há o Yuki.’ E eu perguntei: ‘E se também não resultar com o Yuki?' Ele disse apenas: ‘Temos pilotos suficientes.’ Eu disse: ‘Vais queimá-los a todos.’ E ele respondeu simplesmente: ‘Sim, eu sei.’”

No final da entrevista, aquilo que ficou foi a forma como a Red Bull alcançou o seu sucesso, um pouco à semelhança de outros projetos mais antigos: a Brabham, nos tempos de Nelson Piquet, no inicio dos anos 80 do século passado, que também tinha um patrão na figura de Bernie Ecclestone, e um projetista-estrela, na figura de Gordon Murray. E uma década mais tarde, primeiro na Benetton, com Flávio Briatore, com Rory Bryne e Ross Brawn, repetido na viragem do milénio na Ferrari, ambos com Michael Schumacher como piloto.

É verdade que a ideia ficou entre os fãs: esta é a melhor maneira de ter sucesso. Horner apenas repetiu o que foi feito no passado. O segundo piloto só existe porque os regulamentos assim o obrigam. Houve exemplos no passado onde houve equipas que só inscreveram um carro e foram muito bem sucedidos. A Wolf, em 1977, foi assim. Ken Tyrrell queria fazer isso de inicio, mas o facto de ter a Elf como patrocinador o obrigou a ter um piloto francês como secundário, mas a amizade com Francois Guiter, o representante da petrolifera francesa fez com que aparecesse bons pilotos e não os "queimasse". Mas isso eram os anos 70, e era um mundio diferente. 

Hoje, as coisas são assim: acha-se a formula exata e o resto é acessório. Mas também, se formos pensar, o que aconteceu em 2025 foi o confronto de duas formulas, entre a concentração e a delegação. Na Red Bull, com a Formula exata, o resto que acompanhe. Se concentrarmos num, seremos fortes. Se dispersarmos, seriamos fracos. E queriam mostrar isso, especialmente numa McLaren que não decidia quem seria o primeiro piloto - e havia quem dissesse que tinham apostado no cavalo errado. 

Contudo, o que Pérez não conta nesta entrevista é o seguinte: a Red Bull já não tem nem Horner, nem Helmut Marko, nem Newey. E sem Max, a equipa poderá ter de recomeçar tudo de novo, num caminho que poderá ser longo ou curto - dessa parte ainda não sabemos - e nem sabemos se será com Max a bordo. Ele é o único que ficou entre o seu tempo e agora. E parece que eles estão excessivamente dependentes dele, porque já deram o chassis que queria, e a equipa nada toda ao seu ritmo. E se o chassis ou o novo motor Ford não sair como esperam?

Mas também o que Sérgio Pérez contou foi uma verdade que poucos gostam, incluindo ele mesmo: numa equipa grande como a Red Bull, ninguém gosta de comer os restos.    

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Noticias: Cadillac irá apresentar o carro... no intervalo da Superbowl


A Cadillac anunciou nesta quarta-feira que mostrará o seu carro de Formula 1 de 2026 a 8 de fevereiro, através de um anuncio no intervalo do Superbowl, a final da liga de futebol americano. 

Ao justificar a escolha de um lugar como esse, Dan Towriss, o CEO da marca, afirmou:

"O Super Bowl é um dos raros momentos da cultura americana em que o desporto, o entretenimento e a narrativa se unem, e dá-nos a oportunidade de apresentar a Cadillac F1 Team num palco que reflete quem somos. Orgulhamo-nos da nossa herança americana e queremos marcar presença de uma forma ousada, inovadora e que seja inequivocamente nossa. Este é apenas o início, mas é um momento do qual me orgulho imenso."

A escolha do intervalo da Super Bowl não é inocente: normalmente, os 30 segundos do anuncio custam, em média, oito milhões de dólares. Isto oferece à Cadillac a oportunidade de ser vista naquela que será, provavelmente, a transmissão mais vista de 2026. O jogo do ano passado atraiu 127,7 milhões de telespectadores, a maior audiência da história da TV americana para uma transmissão de uma única estação. O espetáculo do intervalo, com Kendrick Lamar, foi a atuação mais vista da história do Super Bowl, com uma média de 133,5 milhões de telespectadores.

E não vai ser a primeira vez que um tema de Formula 1 está nesse "slot". No inicio deste ano, foi no intervalo do "Superbowl" que se estreou o primeiro "trailer" de "F1", o filme de Joseph Kosinski, com Brad Pitt no principal papel.

A Cadillac fará a sua estreia em 2026 com dois veteranos ao volante: o finlandês Valtteri Bottas e o mexicano Sérgio Pérez. E terá, pelo menos até ao final da década, motores Ferrari. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Noticias: Cadillac confirma Herta para piloto de testes


A Cadillac confirmou nesta quarta-feira que o americano Colton Herta será o piloto de testes para 2026, enquanto ele irá disputar na Formula 2 na próxima temporada, com o objetivo que conseguir os pontos necessários para a Super-Licença e assim tentar a Formula 1. 

O anuncio foi feito mais de uma semana depois da marca ter confirmado a sua dupla de 2026, o seu primeiro ano na Formula 1, e isso sempre fez parte dos seus planos na categoria máxima do automobilismo, que é de preparar um talento oriundo dos Estados Unidos para o projeto. E é aqui que surge Herta, filho de Bryan Herta, que tem corrido desde 2018 na IndyCar Series, primeiro pela Harding Racing, e desde 2020, pela Andretti, onde foi terceiro classificado em 2020 e segundo em 2024.

“Estou incrivelmente entusiasmado por me juntar à equipa Cadillac Formula 1 como piloto de testes”, afirmou Herta, no comunicado oficial da marca. “Esta é uma oportunidade de sonho, e uma pela qual tenho trabalhado há muito tempo. Fazer parte da entrada da Cadillac F1 num momento tão crucial é algo que não podia deixar passar. O meu sonho sempre foi competir na Fórmula 1, e vejo este passo como um enorme avanço em direção a esse objetivo. Por agora, o meu foco é dar tudo o que posso à Cadillac F1, ajudando a construir uma equipa competitiva.”

Graeme Lowdon, Team Principal da Cadillac Formula 1 Team, expressou o seu agrado pelo anuncio de Herta: “Estamos encantados por acolher Colton Herta como piloto de testes. Colton é um piloto excecionalmente talentoso, com velocidade comprovada, perícia em corrida e maturidade muito além da sua idade. A sua experiência no motorsport americano de alto nível, como parte da família TWG Motorsport, torna-o um ajuste ideal para esta função, e ele trará perspetivas valiosas e uma energia renovada à nossa equipa, à medida que continuamos a construir para o futuro.”

Mark Reuss, Presidente da General Motors, acrescentou: “Colton é um jovem piloto talentoso com raízes sólidas no motorsport americano, que trará insights perspicazes e uma determinação incansável para impulsionar o desempenho da equipa. Colton é a mais recente adição à nossa equipa de pilotos, juntando-se a Valtteri Bottas e Sergio Pérez, conforme anunciado na semana passada. Esta equipa, apoiada pelos nossos centros de engenharia, combina talento de classe mundial, inovação e determinação que acelerará o nosso progresso à medida que a Cadillac F1 avança para Melbourne em março.”,concluiu.

Com nove vitórias na competição, Herta tem 35 pontos na carteira, menos cinco que o minimo pedido para obter essa Super-Licença. 

Nascido a 30 de março do ano 2000 - tem 25 anos - Herta começou a sua carreira nos monolugares na Europa, competindo em 2015 na MSA Formula Championship, pela Carlin, antes de ir, no ano seguinte, á Formula 3 Euroseries, para acabar em terceiro no campeonato, com quatro vitórias. Em 2017, regressou aos Estados Unidos para participar na Indy Lights, pela Andretti Steinbrenner Racing, onde acabou em terceiro no campeonato. Em 2018, continuou na Indy Lights, acabando em segundo, com quatro vitórias e 13 pódios em 17 possíveis.  

Para além destes triunfos na IndyCar, Herta já venceu as 24 Horas de Daytona nas suas classes por duas ocasiões, em 2018, num BMW M8 GTE, e em 2022, num Oreca 07 da DragonSpeed, na classe LMP2. No ano seguinte, triunfou nas 12 Horas de Sebring com um Acura ARX-06, ao lado do suíço Louis Deletraz e do seu compatriota Jordan Taylor. 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Youtube Formula 1 Video: O regresso de Sérgio Perez

Depois de meses de especulação, soube-se finalmente qual seria a primeira dupla da Cadillac na Formula 1. E se muitos contestaram a escolha de Valtteri Bottas e Sérgio Pérez, por acharem a escolha de "dois segundos pilotos", na realidade, é melhor para a equipa, porque sabendo que o último lugar está garantido, o que farão é desenvolver o carro e a equipa para mais tarde, no final da década, estar num patamar onde consiga resultados mais de acordo com os seus objetivos. 

E claro, para Perez é um regresso, porque tem não só uma carteira recheada, como alguns negócios por concluir...

terça-feira, 26 de agosto de 2025

A imagem do dia



Não querendo ser "o advogado do Diabo", eu concordo a lógica na escolha de Valtteri Bottas e Sérgio Pérez (ou "Checo", o seu apelido) como a primeira dupla da Cadillac na história da Formula 1, que começará em 2026. Eles estão a começar do nada, e com motores de "outros" - serão Ferrari, e só lá para o final da década é que terão os seus próprios motores, preparados pela Ilmor. 

Entendo também o outro lado, especialmente os brasileiros. Ter um dos seus numa outra equipa, seria o passo para o regresso a um auge que existia há 15 anos, por exemplo. Mas também entendo estas criticas de outra forma: tendo dois "veteranos" na equipa é uma "inutilidade", gente que são "has been". Isso é etarismo, deitar fora a experiência em nome da juventude. Mascar e deitar fora.

Alguém me lembrou por estas horas da Brawn. Apesar de ter acontecido há 16 anos, está ainda fresca na memória as conversas de então sobre a escolha de Jenson Button e Rubens Barrichello, especialmente na parte brasileira, porque nos tempos da Honda, tinham feito um teste em Barcelona, onde Lucas di Grassi e Bruno Senna foram testar o carro de 2008 com as especificações que iam entrar em 2009. E quando escolheram Rubinho, o mar de criticas, por Ross Brawn ter preterido Senna sobrinho, foi bem vasto e bem selvagem. 

Agora que sabemos do resultado final, acho que o Bruno teria sido um "calhau", e se calhar faria bem pior que Button, mas isso sou eu.  Teria feito pior que Barrichello, tenho quase a certeza. 

Muitas das vezes, a experiência é uma excelente escolha num só sentido: fazer evoluir a máquina. Sacrifica-se o "agora" para ganhar mais tarde. Foi o que fez, por exemplo, a Red Bull, quando foi buscar o David Coulthard, em 2005, ou a Mercedes, quando foi buscar o Michael Schumacher, em 2010. Podem ter tido resultados modestos na primeira ou segunda temporada, mas no final, apenas abriram caminho para melhores resultados para pilotos mais novos e mais agressivos, no sentido de ganharem corridas e eventualmente, títulos. 

Em suma, eles sabem o que fazem. Estão a sacrificar o curto prazo para o longo prazo. Eles não estão a querer ficar aqui para ficar cinco temporadas, porque não ganharão títulos até lá. Não estão aqui para "win on Sunday, sell on Monday" (ganha no domingo, vende carros na Segunda), estão aqui para deixar uma marca numa competição que é a Formula 1. Reparem: onde andam os norte-americanos? Meteram um mexicano! 

E não contem com americanos tão cedo, nem em 2028. 

A Cadillac não quer saber de nacionalismos bacocos, por agora. São sérios e vêm aqui para o longo prazo. Querem competir em 2035, de igual forma que competem na Endurance, na IndyCar, de igual forma que andam por aqui outras marcas como a Mercedes, por exemplo, que está na Formula 1 há 30 anos, e não sairá dali tão cedo. Ou a Audi, que entrará a sério em 2026, mas aproveitou a Sauber. A tática é diferente, mas sabem quem está na mó de cima? O que tem o único pódio de 2025, até agora? É o veterano! 

Em suma, não menosprezem a experiência. São mais úteis que julgam.

Noticias: Keanu Reeves vai documentar chegada da Cadillac na Formula 1


Se ficou surpreendido por ver hoje Keanu Reeves no anuncio dos pilotos da Cadillac na Formula 1, há uma razão para isso: ele irá produzir e realizar o documentário que assinalará os passos que dará até chegar à Formula 1. 

O projeto terá vários episódios, e tem como foco o nascimento da 11.ª equipa da grelha, aprovada em março. Acompanhará a montagem dos primeiros monolugares, a contratação de pessoal e a definição da dupla de pilotos, culminando na estreia no Grande Prémio da Austrália, em Melbourne, em março de 2026. E a Cadillac, como se sabe, tem a ambição de cimentar uma presença americana na Formula 1, um desporto tradicionalmente dominado por potências europeias.

“É uma honra e um entusiasmo enorme poder contar a incrível história da Cadillac e a sua entrada na Fórmula 1. O nosso objetivo é levar o público ao coração desta aventura e mostrar o que é necessário para competir num dos palcos desportivos mais exclusivos do mundo”, afirmou Reeves no comunicado oficial da sua produtora.

Ao lado do ator, estarão também Simon Hammerson, realizador e produtor premiado pelo documentário da Brawn, e Neil Duncanson, três vezes vencedor de um BAFTA.

Dan Towriss, CEO da TWG Motorsports e da Cadillac F1 Team, sublinhou a ambição do projeto:

“É uma história de ousadia e determinação. Trabalhar com o Keanu, cuja paixão pelo automobilismo é genuína, é um privilégio. Queremos acolher uma nova geração de fãs e a criatividade dele é a faísca perfeita para essa jornada.”, concluiu.