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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Youtube Formula 1 Video: As previsões de 2027...

... segundo o Josh Revell.

Não sendo minhas, e não tendo de concordar com todas elas, acho por bem colocar aqui para ver até que ponto todas elas, algumas delas - ou até nenhuma delas - acabam por acertar, dentro de 12 meses. Especialmente quando esta é uma temporada onde se colocam em ação os novos regulamentos, não é? 

Divirtam-se... e não levem isto muito a sério, OK?

terça-feira, 20 de maio de 2025

WRC: Pilotos criticam dureza das etapas


Os pilotos saem de Portugal felizes por correrem ali, mas exaustos de forma física e mentalmente. Essas criticas acontecem depois de terem enfrentado duma sexta-feira com mais de 14 horas ao volante, com muito pouco tempo para descanso entre ligações. Eles afirmam que isso compromete o desempenho, a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos e foram falar à FIA sobre isso. E depois de uma reunião entre eles, acordaram que a partir de 2026, o calendário tem de ser mais equilibrado e sustentável, não só para eles, como também para os mecânicos e demais elementos da logistica. 

No comunicado divulgado em conjunto pela FIA e pelo promotor do WRC, afirmaram:

O itinerário do Vodafone Rally de Portugal 2025 foi concebido para criar um desafio único dentro da época do WRC de 2025 – e com certeza que o conseguiu. Mas também acreditamos que é provável que tenha atingido alguns limites para a duração de dias consecutivos que podem ser sustentados." começa por declarar o comunicado.

É por esta razão que a FIA e a WRC Promoter elaboraram algumas diretrizes para os limites de horas de trabalho para as pessoas que trabalham nas equipas e na organização do evento. Estas orientações estão a ser analisadas por todos os grupos de partes interessadas e esperamos chegar a um quadro regulamentar que tenha em conta todos os requisitos nos próximos meses”, continua. 


A razão das queixas especificas deste rali, tiveram a ver com a primeira etapa. Desde 2019, ela acontece no centro, com duas passagens duplas por Lousã, Góis e Arganil. Em 2021, meteram Mortágua, que saiu no ano seguinte, mas em 2024, passou a haver uma passagem dupla por essa especial. E no final do dia, meteram duas ligações, Águeda/Sever e Sever/Albergaria. Ou seja, de repente, mais quatro etapas que em 2024. 

E a razão? Dinheiro! E eles reconhecem isso:

O itinerário incluiu dois novos troços este ano, o que fez com que a sexta-feira fosse um dia mais longo do que o habitual para todos”, disse o delegado desportivo da FIA, Timo Rautiainen, no documento de revisão do rali da FIA. “Mas é algo que tem de ser feito em Portugal, porque há uma dependência de incluir o maior número possível de municípios no percurso para apoiar o rali e torná-lo realidade. Uma sexta-feira gigantesca foi uma abertura forte para o rali e mantivemos todas as equipas P1 em prova, exceto uma [Adrien Formaux, NDR]. A equipa que se retirou deveu-se a um infeliz problema mecânico que pode ocorrer em qualquer rali.", continuou.

"Também esperamos que os organizadores do evento renovem os seus percursos e, embora não seja uma regra, é sempre bom que pelo menos 20 por cento do percurso seja renovado anualmente. É claro que não queremos incluir um dia tão longo como sexta-feira em todas as rondas do campeonato, mas um dia como este em Portugal pode funcionar.”, concluiu.


Claro que esta tentativa de "apertar a galinha dos ovos de ouro" teria de rebentar de algum lado. E foi no caso dos pilotos, que se queixam da exaustão das etapas e das ligações... desde 2023. Os alertas foram sempre ignorados, mas agora, não podem mais tapar os ouvidos com algodão. Agora é hora de os ouvir, porque estão organizados, graças à WoRDA. E o WRC, bem como o promotor, já disseram que terá de haver equilíbrios entre  espetáculo, segurança e condições de trabalho. 

Afinal de contas, são humanos, não máquinas.   

sábado, 17 de maio de 2025

A imagem do dia


Na imagem, os pilotos da Hyundai, Thierry Neuville, Ott Tanak e Adrien Formaux, conferenciando em Arganil, durante a sexta-feira do rali de Portugal. E de certeza que o assunto que andaram a falar tinha a ver com o tempo que ficaram dentro do carro. Normalmente, nas provas do WRC, os pilotos fazem seis ou oito especiais durante o dia, mas na sexta-feira deste rali de Portugal, os organizadores decidiram levar os piloto ao limite, como era nos anos 80 e 90 do século passado: onze especiais. Os pilotos estiveram dentro dos cockpits durante 14 horas. 

E nessas 14 horas, percorreram 683 quilómetros, dos quais 146 em troços cronometrados, tudo isto com pouquíssimas pausas, de 10 a 20 minutos entre especiais. Os pilotos tiveram pouco tempo para hidratar, comer e beber, e para piorar as coisas, esta sexta-feira, a temperatura foi de 26 º Celsius, com os carros, nada hidratados, a virarem "numa má sauna" (Kalle Rovanpera dixit), aturando temperaturas até 50º Celsius. 

Claro, os pilotos queixaram-se. Tanak reconheceu que o cronograma foi “difícil”, Neuville considerou o dia desnecessariamente longo, mesmo apreciando este tipo de desafios. Rovanperä criticou o cronograma como insustentável e Evans destacou a impossibilidade de ter uma pausa decente para almoço.

Em contraste, houve algumas defesas, embora tenham dito que isto tem de ser melhor, para a própria saúde. Gus Greensmith, piloto britânico que alinha no WRC2, defende que deve haver dias longos no WRC, mas defende um melhor planeamento para garantir descanso adequado, algo defendido pelo irlandês Josh McErlean, no seu Ford de Rally1, que vê valor competitivo no desafio adicional, mas considera que deve haver mais paragens para assistência, e descanso a meio do dia.

Os pilotos também tem outro motivo de queixa destas estadias prolongadas no carro: o contacto com os fãs e as declarações para a imprensa. Exaustos nos pontos de contacto, os próprios fãs ficam longas horas à espera, e num dia de calor, também afeta. Aliás, muitos pilotos disseram depois que, no final da etapa, iriam ter de acordar pelas cinco da manhã do dia seguinte para mais sete especiais neste sábado...

A ideia é de retomar aos tempos de há 40 anos, nos tempos do Grupo B. Os ralis hoje em dia tem metade do tamanho dos que então. Normalmente, podemos ter 21 especiais, mas antes, era normal ter 50, até 70 especiais, em quatro, cinco ou seis dias de duração. Pode ser que os organizadores queiram satisfazer os saudosistas, mas não se pode ignorar a segurança. Foi por causa do cansaço que Henri Toivonen saiu fora da estrada na Córsega, doente e com 18 especiais por cima dos seus ombros... acabando assim com os Grupo B.

O que se coloca aqui é o equilíbrio entre a exigência e saúde dos pilotos. Percebe-se a ideia, mas levá-los aos limites, obrigando-os a errarem por isso pode não ser bom para o espectáculo... e já agora, se acham que os anos 80 de um século passado foi o "nec plus ultra", então, porque não arranjam televisões de tubos catódicos, não cortam o TW por cabo e reduzem a dois canais, cotem a Net, voltem a ter um telefone fixo e não arranjam um gravador WHS e arranjem num alfarrabista qualquer algumas centenas de gravadores vídeo?     

quarta-feira, 19 de março de 2025

WRC: Pilotos decidiram fazer "blackout" à imprensa no rali Safari


É um ambiente de guerra surda entre a FIA e a Associação de Pilotos de Ralis (WoRDA) que se viverá neste rali Safari, que teve esta quarta-feira o seu "shakedown". E os pilotos decidiram fazer "blackout" à imprensa, em protesto.

A WoRDA, o organismo que representa os pilotos de rali, decidiu boicotar as declarações no final das especiais, ficando silenciosos ou falando nas suas línguas natais - francês, e especialmente, finlandês, pois poucos tem o inglês como língua materna - tudo por causa do protesto pela multa de 10 mil euros aplicada a Adrien Formaux no final do rali da Suécia, por causa dos palavrões falados no final de um troço.

Sabendo que os espectadores serão os mais prejudicados nesta decisão, pediram antecipadamente desculpa pelo ato. 

Eis o comunicado oficial na íntegra, traduzido para português.

Todos concordamos em manter a rudeza no microfone ao mínimo. Ao mesmo tempo, é necessário manter uma certa liberdade de expressão e manter as emoções vivas enquanto os condutores não têm de ter medo de serem punidos de qualquer forma. Pedimos ao presidente da FIA algumas alterações positivas nas regras para nos ajudar a atingir este objetivo.

Pelos motivos expostos na nossa declaração, é impossível garantir que nós (pilotos e copilotos) seremos capazes de seguir estas regras de forma perfeita e sistemática.

É por isso que nós - membros da WoRDA - estamos agora a tomar a decisão responsável de permanecer em silêncio no final das entrevistas ou de responder na nossa língua materna. No próprio interesse do nosso desporto, tal ação é infelizmente necessária, e pedimos desculpa a todos os fãs de ralis, mesmo sabendo que nos apoiam nisso”, concluiu.

A FIA reagiu algum tempo mais tarde, prometendo que iriam começar a falar com os pilotos no inicio da próxima semana, depois do rali. 

terça-feira, 18 de março de 2025

As tensões entre a FIA e o WRC


O WRC regressa à ação este final de semana com o rali Safari, no Quénia, mas o ambiente do terceiro rali do calendário está manchado por causa da linguagem nas entrevistas, e a multa de 10 mil euros a Adrien Formaux no final do rali da Suécia, só contribuiu para o aumento da tensão entre as duas partes.

E há uns dias, Jonne Halttunen, o navegador de Kalle Rovanpera, deu uma entrevista ao RallyJournal.com e foi devastador com a FIA neste caso:

"As nossas ações nos troços estão a ser restringidas de forma errada. Depois da multa ao Adrien Fourmaux pensamos que devemos estabelecer uma aliança, como na Fórmula 1. Com isso queremos influenciar as coisas que consideramos ser importantes.", começou por afirmar. "Se querem uma linguagem cem por cento polida, talvez as entrevistas não devam acontecer imediatamente no final dos troços. Podem esperar pelo parque de assistência.", continuou.

"Estamos a arriscar as nossas vidas dando tudo o que temos os troços. Depois de imediato colocam-nos um microfone à frente, e isso não é a melhor altura para expressares os teus sentimentos."

Depois relembrou: "Se olharmos 20 ou 30 anos para trás as entrevistas do antigamente que estão no Youtube, as pessoas deliciam-se a vê-las. Penso que é parvo se ficarmos demasiado restringidos no que podemos ou não podemos dizer."

No final, o que fala Halttunen é uma verdade. Ainda por cima, o WRC não tem a visibilidade que Formula 1 tem - não há um "Drive to Survive", por exemplo - e atitudes destas não ajudam em nada para o crescimento da competição. É verdade que o calendário está a alargar, com 14 ralis este ano e 15 para 2026, mas não há a chegada de novas equipas, apesar da expectativa que os novos regulamentos, que entrarão em vigor em 2027, poderão trazer. 

Este é o ponto de situação, veremos se a FIA ajudará a arrefecer... ou não. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Noticias: Pilotos do WRC estão em guerra com a FIA


Os pilotos do WRC estão em guerra com a FIA sobre a linguagem que devem usar nas provas. Depois de Adrien Formaux ter sido multado em 10 mil euros por ter dito asneiras depois de um despiste no final do rali da Suécia, os pilotos, reunidos sobre a capa da WORDA (World Rally Drivers Alliance), emitiram um comunicado nas redes sociais condenando o regulamento que a FIA lançou sobre a linguagem usada nas provas. Isso, aliado às queixas que GPDA já fez sobre esses regulamentos, lançam mais achas à fogueira na guerra surda contra o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem

"Os pilotos e navegadores de ralis da WoRDA, inspirados pelos seus colegas da GPDA (Fórmula 1), juntam-se para expressar a sua opinião, procurar clareza e cooperar para um futuro melhor. Antes de mais, queremos afirmar que, como acontece em todos os desportos, os concorrentes devem respeitar a decisão dos árbitros. O respeito por este princípio não está em causa.", começa por afirmar o comunicado oficial.

A WoRDA sempre reconheceu as suas responsabilidades e o seu compromisso em colaborar de forma construtiva com todas as partes interessadas, incluindo o presidente da FIA, de forma a promover e elevar o nosso desporto excecional para o benefício de todos. No entanto, nos últimos meses, registou-se um aumento alarmante da severidade das sanções impostas por lapsos linguísticos menores, isolados e não intencionais. Esta situação atingiu um nível inaceitável.

Acreditamos firmemente que:

1 - O coloquialismo comum não pode ser considerado e julgado como igual a um insulto genuíno ou a um ato de agressão

2 - Os não falantes da língua materna podem utilizar ou repetir termos sem plena consciência do seu significado e conotação

3 - Segundos após um pico extremo de adrenalina, não é realista esperar um controlo perfeito e sistemático das emoções.

Os pilotos estão a ser mais controlados do que nunca pelo que dizem nas entrevistas

O rali é extremo: nível de risco para os atletas, intensidade da concentração, duração dos dias… todos os limites são atingidos.

Neste caso, questionamos a pertinência e a validade da aplicação de qualquer tipo de sanção. Além disso, as coimas exorbitantes são muito desproporcionadas em relação ao rendimento e ao orçamento médio dos ralis.

Estamos também preocupados com a impressão pública que estes montantes excessivos criam na mente dos adeptos, sugerindo que esta é uma indústria onde o dinheiro não importa. 

Isto também levanta uma questão fundamental: para onde vai o dinheiro destas multas? A falta de transparência só aumenta as preocupações e mina a confiança no sistema. Certamente que as impressões negativas em torno destas sanções ultrapassam em muito o impacto de qualquer lapso linguístico.", continua.

O comunicado, assinado por todos os pilotos das equipas oficiais da categoria Rally1, e colocados nas redes sociais de cada um dos pilotos, mais alguns dos principais pilotos da categoria Rally2 e o ex-navegador Julien Ingrassia, que por muitos anos navegou Sebastien Ogier, termina da seguinte forma:

"Apelamos a uma comunicação direta e a um compromisso entre o presidente da FIA e os membros do WoRDA para encontrar uma solução urgente e mutuamente aceitável."

Resta saber se qual será a reação da FIA acerca destas afirmações por parte dos pilotos de ralis, poucas semanas depois da Formula 1 ter feito algo semelhante. E ainda falta saber se a Endurance, a Formula E, o WRX e outros, também não farão comunicados semelhantes em relação a este tipo de comportamentos. Algo me diz que o Ben Sulayem acabou de arranjar sarna para se coçar...

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

As imagens do dia






Há uns tempos, a FIA, na figura do seu presidente, Mohammed Ben Sulayem, decidiu que as asneiras e os palavrões dos pilotos lançados em direto tinham de ser penalizados. Primeiro em dinheiro, depois, em pontos na Super-Licença. Neste final de semana, no final do rali da Suécia, o francês Adrien Formaux, piloto oficial da Hyundai, foi multado em dez mil euros, com mais 20 mil suspenso, enquanto não cometesse outra falta, ou seja, não pode dizer asneiras em direto para as câmaras. 

O palavrão acontece como desabafo depois do piloto se ter despistado na última etapa e acabado por desistir. Afinal de contas, quem fica contente por sair da estrada por acidente? Enfim...

Claro, não deixo de comentar com os meus amigos nas redes sociais. E afirmei isto: "Preparem-se, não falta muito para o Kyalami desta geração". Não poderia fazer ideia que essa resposta fosse gostada por imensa gente, como fogo em palha seca. E passadas algumas horas, a resposta continua popular.

Para quem não sabe, por já não se lembrar ou por não ser nascido em janeiro de 1982, eu explico: a meio de janeiro desse ano, na prova de abertura do mundial de Formula 1, ocorrido nessa localidade dos arredores de Joanesburgo, na África do Sul, os pilotos, chefiados pelo regressado Niki Lauda, decidiram fazer greve por causa das condições impostas pela FISA para poder ter a Super-Licença. Entre outras clausulas, havia contratos com o mínimo de três temporadas, e em caso de despedimento, não correriam mais nessa temporada. 

Lauda leu os novos regulamentos e achou um abuso, e felou com os seus colegas. Ele afirmou que os seus direitos tinham de ser defendidos e falou com o presidente da GPDA, Didier Pironi. E de imediato, colocou-os no autocarro e os levou para o hotel, onde os barricou por dia e meio, ameaçando que não iriam participar. Jean-Marie Balestre e Bernie Ecclestone, respetivamente presidentes da FISA e da FOCA, a associação de Construtores, ameaçam os pilotos de despedimento e retirada das licenças, mas eles fazem finca-pé, até que eles cedem e os pilotos voltam aos seus carros. foram uma vitória dos pilotos e estes dias ficaram na memória de muitos, dando um sentido de união entre eles. A GPDA extinguiu-se pouco depois, reativando-se em 1994, depois dos eventos do GP de San Marino, em Imola.

Agora, em 2025, temos esta lei algo discriminatória e até anti-democrática. Penalizar fortemente por um desabafo, para controlar aquilo que os pilotos afirmam nas conunicações de rádio - já foi proposta a proibição da sua publicidade - reclamar por aquilo que é justo parece ser um ato de rebeldia, com forte penalização. E com gente como Max Verstappen, que não tem problema algum em afirmar o que pensa, estas penalizações são desnecessárias, e em vez de educar a acalmar, fará o contrário. Ainda por cima, uma lei dita por alguém cujos poderes dentro da Formula 1 são equivalentes aos do Rei de Inglaterra: chefia, mas não manda.

E pergunto: tudo isto para quê? E quando acontecer uma daquelas situações-limite, do qual um dos lados gritar "chega!", como reagirá a atual GPDA, liderada por George Russell? E como reagirá a Liberty Media, que neste momento aparenta ter uma atitude neutral, porque acima de tudo, está mais preocupada com o dinheiro que entra e sai? Como é que este "circo" - é o que veremos amanhã, quando os carros forem apresentados - quando o dono se zangar com os acrobatas, trapezistas e domadores, não porque os paga mal, bem pelo contrário, mas porque os decidiu tratar abaixo de cão, espiolhando que abre a boca e diz asneira?

Em jeito de conclusão: isto é uma polémica evitável. E o grande culpado é o dono desta entidade, cujo poder todos sabem que é virtual. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

WEC: Alpine apresenta novas cores de pilotos para 2025


A Alpine mostrou as suas novas cores na Endurance para 2025, e fez uma reformulação nas duas duplas de pilotos, especialmente no carro 36, onde apenas manterá Mick Schumacher.

Segundo aquilo que mostraram hoje, no carro 35 estarão a mesma dupla de 2024 - Charles Milesi, Ferdinand Habsburg e Paul Loup Chatin - no carro 36, para além de Schumacher, estarão os franceses Jules Gounon e Fred Makowiecki. Apesar de serem novos, não são totalmente "virgens" na equipa: Gounon correu quando Hasburg se lesionou num teste em Aragão, fraturando duas costelas, enquanto Makowiecki apareceu quando Nicolas Lapierre decidiu trocar o volante pela direção da equipa. 

Makowiecki, também um veterano, vem da Porsche e não é um piloto qualquer: foi o responsável pelo desenvolvimento do 963 antes deste entrar no WEC, na classe Hypercar. 

Com o A424 a entrar no seu segundo ano, a equipa acredita que conseguirá melhores resultados, numa parceria entre a Alpine Racing, a Signatech, a Oreca (que construiu o chassis) e Mecachrome (motor).

No ano passado, a segunda parte da época foi bastante boa para nós", começou por afirmar Lapierre na conferência de imprensa de apresentação da nova temporada. “Conseguir um pódio e terminar em quarto lugar no campeonato era definitivamente o objetivo. Para este ano, o objetivo é ser melhor. É claro que vamos tentar melhorar. Mas também sabemos que o campeonato é extremamente competitivo e vai tornar-se ainda mais competitivo. Por isso, temos de nos manter humildes, mas é óbvio que queremos mais”, continuou.

Vimos que toda a gente teve dificuldades no primeiro ano em que usaram LMDh. Também foi o nosso caso na primeira parte da época, mas conseguimos reagir muito rapidamente e tivemos uma segunda parte do ano muito boa. Esperamos mais este ano, claramente. E sim, queremos definitivamente dar este passo. Não queremos dar um objetivo específico porque sabemos que este campeonato é competitivo e difícil. Este ano vai ser ainda mais difícil. Mas é óbvio que queremos dar um passo em frente”, concluiu.

Philippe Sinault, responsável pela Signatech, também está otimista em relação aos objetivos para esta temporada. 

Em primeiro lugar, temos de terminar todas as corridas. Em segundo lugar, temos de ser humildes, tendo em conta o nível dos nossos concorrentes. Mas se tivermos alguma oportunidade de fazer melhor do que no ano passado, fá-lo-emos. Por isso, não quero definir o objetivo exato neste momento. Seria um erro dizer que terminamos em quarto lugar, como classificação do ano passado, temos de fazer melhor. Com certeza, todas as manhãs acordaremos para isso, mas, antes de mais, confiança, humildade e aproveitar todas as oportunidades que nos forem dadas”, afirmou.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Noticias: FIA impõe novo código de conduta aos pilotos


A FIA anunciou esta semana que impôs um novo código de conduta, cujas penalizações poderão, num extremo, levar à suspensão de pilotos ou a retirada de pontos da Super-Licença. O seu presidente, Mohammed ben Sulayem, decidiu publicar o Código Desportivo Internacional (CDI) da FIA para a temporada de 2025, com as suas diretivas a dar aos comissários o poder de aplicar multas significativas pela primeira infração de indiscrições como palavrões ou falar contra o órgão governante: 40 mil euros e suspensão de um mês em forma de pena suspensa.

Depois deste ponto, a severidade das punições aumenta substancialmente. Uma segunda violação resulta na aplicação de uma multa de 80 mil euros e na suspensão de um mês em forma de pena suspensa, enquanto uma terceira infração significaria uma multa de 120 mil euros, uma suspensão efetiva de um mês e a dedução de um determinado numero de pontos no campeonato. 

As mesmas sanções aplicar-se-ão a “quaisquer palavras, atos ou mensagens escritas que tenham causado danos morais ou prejuízos à FIA, aos seus órgãos, aos seus membros ou aos seus dirigentes e, de um modo mais geral, ao interesse do desporto motorizado e aos valores defendidos pela FIA” e a “qualquer incitamento público à violência ou ao ódio”.


Tudo isto acontece depois das polémicas que acontecerem com Max Verstappen, no fim de semana do GP de Singapura, que falou um palavrão e por causa disso, foi multado e obrigado a cumprir trabalho comunitário. Pouco depois, a GPDA, Grand Prix Drivers Association, liderada por George Russell, emitiu um comunicado a condenar a conduta de Ben Sulayem e o uso por parte deste da imprensa como forma de comunicar com eles. As coisas pareciam ter amainado, mas com a noticia do novo código de conduta, parece que  as tensões voltaram a subir entre os pilotos e o presidente da FIA.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Youtube Formula 1 Vídeo: As notas dos pilotos de 2024

Ano Novo, é a altura das avaliações dos pilotos da parte de gente que sabes mexer no Youtube, como o Josh Revell. E como ele gosta de dar as suas opiniões sobre o pelotão da Formula 1, mais aqueles que apareceram ao longo da temporada, aqui está aquele vídeo do ano onde se faz o balanço da performance dos pilotos nesta temporada que passou. E tem muito mais que isso.  

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

A imagem do dia




Hoje saíram os números que serão usados na temporada de 2025, e há algumas coisas interessantes. Entre os novatos há algumas trocas, e o uso de alguns dos números mais icónicos do automobilismo voltarão a ser usados. O número 5 foi escolhido por Gabriel Bortoleto, piloto da Sauber-Audi, o mesmo número que foi usado por gente como Jim Clark, Jackie Stewart, Niki Lauda, Mário Andretti, Nelson Piquet, Michael Schumacher, Emerson Fittipaldi, Nigel Mansell, e ultimamente, Sebastian Vettel

Andrea Kimi Antonelli, piloto da Mercedes, terá o número 12, o mesmo usado por gente como James Hunt, Gilles Villeneuve, Nigel Mansell, Ayrton Senna e Nelson Piquet, entre outros.

Jack Doohan terá o número 7, usado por gente como Nelson Piquet, Alain Prost, Riccardo Patrese, ou Kimi Raikkonen e Oliver Bearman será o 87 na Haas F1.    

Aqui há números poderosos, e estes novos pilotos terão grandes sapatos para os calçar. O palmarés deles não depende do número, e entende-se que com eles, tentarão impressionar. Mas espera-se que tenham a capacidade de calçar estes sapatos. Sabendo-se também que, por exemplo, Toto Wolff quer fazer de Antonelli um melhor piloto que é agora, e os brasileiros terem imensas esperanças que ele chegue e "arrase" a concorrência, os números que escolheram são bem ambiciosos da parte deles. Para eles, o céu é o limite, mas não se pode pensar que ganhará na primeira corrida - pelo contrário.

Acho para mim que 2026 será a temporada a ter em conta, com eles a lidarem com os novos regulamentos. 2025 irá servir para aprenderem os circuitos, adaptarem-se aos carros e melhorarem os seus instintos. 

terça-feira, 21 de maio de 2024

O futuro da Alpine


A Alpine não está a ter uma grande arrancada da temporada de 2024. Apenas com um ponto em sete corridas, e com todo o topo da administração a ser mudada, com rumores de venda para a Andretti, a marca francesa sabe que, de certa forma, está em transição. E é bem provável que qualquer mudança profunda esteja já marcada para a temporada seguinte, embora qualquer mudança durante esta temporada seja bem-vinda. 

E claro, rumores sore a continuidade dos seus pilotos, os franceses Pierre Gasly e Esteban Ocon, começam a ser grandes, porque a temporada de 2025 está mais perto que muitos julgam. Sofrem com o carro e desejam ir para melhores lugares.

No fim de semana de Imola, Bruno Famin afirmou as prioridades são no desenvolvimento do carro, e a questão dos pilotos pode ser tratada mais tarde. Mas afirmou que em termos de prioridades, uma dupla cem por cento francesa não é necessária. 

Não há pressão sobre nós”, começou. “Estamos satisfeitos com nossos pilotos, mas agora queremos nos concentrar no lado técnico das coisas. Podemos lidar com a questão dos pilotos mais tarde.”, continuou. “O projeto da Alpine é tornar-se uma marca global. Estamos felizes em ter um piloto francês na equipa, mas também ficamos felizes em ter outros.

No capitulo das alternativas, um nome surge: Mick Schumacher. Atual piloto da Alpine... na Endurance, o filho de Michael Schumacher tem dois anos de experiência na Haas, e nunca deixou de pensar num regresso à Formula 1, apesar de ser, por exemplo, piloto de reserva na Mercedes. Famin afirma que é uma possibilidade para o futuro.

Claro que ele é uma possibilidade, assim como muitos outros. O Mick faz um trabalho incrível na endurance e a sua mentalidade é realmente impressionante. Ele é rápido, é claro, mas acho que todo mundo sabe disso, mas o que realmente me impressiona é como ele foi capaz de se adaptar à mentalidade necessária na endurance.

Uma outra chance é Zhou Guanyu. A imprensa chinesa aponta o seu piloto favorito a um lugar na Alpine em 2025, até porque a sua continuidade na Sauber está muito longe de estar segura. Com experiência e algum budget, o piloto de 24 anos é outra chance para o lugar, assim como o australiano Jack Doohan, que na semana passada esteve em Zandvoort, nos Países Baixos, com um carro de 2022 e a realizar um programa que envolvia simulações de classificação e de Grande Prémio e até arranques de treino. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Mercedes W15: Pilotos falam do novo chassis


Depois da apresentação do chassis, foi a altura dos pilotos de falar sobre o carro e o que esperar na próxima temporada da Formula 1. O W15, na perspetiva deles, gostariam que fosse o carro que baterá os Red Bull e os colocar no caminho dos títulos, onde estavam até 2020.   

Primeiro, Lewis Hamilton. Agora na sua última temporada na marca, antes de rumar para a Ferrari, ele afirma que será um piloto leal à equipa e fará o possível para sair da equipa com o oitavo título na Formula 1, se tiver chassis para tal.   

Os ensinamentos dos últimos dois anos ajudaram-nos a encontrar a nossa direção”, começou por dizer o piloto de 39 anos. “Permitiu-nos encontrar a nossa estrela do norte. Ainda será um trabalho em andamento, mas enfrentaremos quaisquer desafios que se apresentem com a cabeça erguida, com a mente aberta, e trabalharemos com diligência.”, continuou o heptacampeão do mundo.

Se não nos sentirmos confortáveis com o carro, não conseguimos extrair o máximo desempenho. Um carro mais estável e mais previsível vai permitir-nos extrair o potencial não só do carro, mas de nós próprios como pilotos. Sei do que esta equipa é capaz. Estou incrivelmente grato pelo trabalho de cada uma das pessoas desta equipa. Sempre que estamos na fábrica, podemos ver a vontade e a determinação de todos. Estamos todos mega motivados para o ano que se aproxima e vamos dar tudo o que temos na viagem que temos pela frente”, concluiu.


Da parte de George Russell, o piloto britânico está agora para a terceira época junto com a equipa, tendo ascendido à equipa precisamente depois do começo da queda competitiva desta, no final de 2021.

Aprendemos e crescemos como equipa ao longo das duas últimas épocas”, começou por dizer. “Não tem sido fácil, mas acredito sinceramente que a viagem que fizemos nos vai tornar mais fortes a longo prazo. Toda a equipa tem trabalhado arduamente e esperamos ter dado um passo em frente com o W15”, continuou.

Fizemos progressos em relação a algumas das características mais desagradáveis do W14 ao longo do ano passado. Mas ainda tínhamos uma janela de operação estreita e, quando estávamos fora dela, o carro era difícil de pilotar. Se conseguirmos continuar a alargar a janela de funcionamento do carro, isso dar-nos-á confiança enquanto pilotos e, a partir daí, será mais fácil encontrar tempo por volta”, acrescentou o piloto britânico.

A Formula 1 é um desporto incrivelmente difícil. É muito difícil ganhar. E é por isso que o adoramos. Todas as mulheres e homens de Brackley e Brixworth estão tão concentrados em chegar ao topo. Continuamos com essa concentração e dedicação em 2024 e estou entusiasmado por ver onde isso nos leva”, concluiu.

Para além de Hamilton e Russell, os pilotos titulares, estarão os pilotos de reserva Mick Schumacher e Frederik Vesti. Mick continua a desempenhar o papel que desempenhou em 2023, enquanto Fred sobe para esta posição após a sua graduação do Programa Júnior.

domingo, 7 de janeiro de 2024

A imagem do dia


A temporada de 1978 foi a primeira da ATS onde correu com o seu próprio chassis, depois de ter andado boa parte da temporada de 1977 com o chassis Penske PC4, comprado no inicio dessa temporada. O chassis, batizado de HS1, foi desenhado por John Gentry e Robin Herd, este último ex-March, era um desenvolvimento desse chassis, e estreou-se no GP da Argentina, com Jean-Pierre Jarier e Jochen Mass, ex-McLaren, como pilotos. tinha um pouco de influência do carro anterior.

Contudo, apesar de alguns resultados de relevo, como um sétimo posto no Brasil por parte de Mass, e um oitavo, em Kyalami, da parte de Mass, o ambiente dentro da equipa não era das melhores, especialmente por parte do irascível Gunther Schmid, e depois do GP do Mónaco, onde ambos não conseguiram qualificar-se, Jarier decidiu ir embora, deixando o lugar vago. Rapidamente foi preenchido por um estreante: o italiano Alberto Colombo

Salvo da pré-qualificação, ele era, contudo, o menos experiente dos 28 pilotos inscritos na corrida de Zolder, palco do GP da Bélgica. Com apenas 24 vagas, sabia que iria ser complicado qualificar-se. Ainda por cima, todos aqueles chassis começavam a ser inúteis por causa da estreia do modelo 79 da Lotus, o carro com efeito-solo no seu máximo. Por muito bom que ele pudesse se adaptar ao carro, era dois segundos mais lento que Mass, acabando na 16ª posição, qualificando-se naturalmente. Colombo? A mais de um segundo do último qualificado, o McLaren de Brett Lunger, acabou na 28ª e última posição, sem qualquer chance de entrar na corrida. 

Colombo teve uma nova chance duas semanas depois, em Jarama, no GP de Espanha. Tentou andar no pelotão, tentando conseguir um tempo que o permitisse ficar mais perto de outros pilotos e conseguir qualificar-se, mas depois de duas sessões de treinos, ele ficou a menos de um segundo de se qualificar, mas não foi mais que 28º e último na grelha, batido até pelo McLaren do local Emilio de Villota. Pouco depois, ele foi substituído pelo finlandês Keke Rosberg, que tinha estado em cinco corridas pela Theodore.

Contudo, mais tarde na temporada, Colombo teve mais uma chance, graças ao piloto-construtor Arturo Merzario. Este decidiu inscrever um segundo carro para o GP de Itália, em Monza, o A1 original, com Merzario a ficar com a nova versão desse chassis. O mais estranho foi que isto aconteceu por iniciativa de Bernie Ecclestone, de obrigar todas as equipas a inscrever dois carros, e a chegada de Colombo foi devido a uma recolha de fundos através dos leitores da revista Autosprint!

Claro que na corrida italiana, 32 automóveis estavam inscritos, e claro, tinha de haver uma pré-qulificação. E Colombo, contra gente como Héctor Rebaque, num Lotus 78 privado, e um jovem Nelson Piquet, num McLaren M23 da BS Fabrications, não teve chances, e ficou com o pior tempo de todos os pilotos desse final de semana italiano, mais de segundo e meio mais lento que o segundo pior, o Arrows de Rolf Stommelen.   

E foi assim a experiência de Colombo na Formula 1. O piloto, que morreu neste domingo aos 77 anos,  vitima de doença prolongada, foi muito mais do que estes três fins de semana de há quase meio século.

Nascido a 23 de fevereiro de 1946 em Varedo, na Lombardia, Colombo era fisicamente conhecido pelo seu enorme cabelo. A família exportava bicicletas para a China e um dos seus tios, que gostava de automobilismo, soube do gosto em comum do seu sobrinho e financiou a sua aventura. Iniciou-se no automobilismo no inicio da década de 70, na Formula Monza, acabando por ser campeão italiano de Formula 3 em 1974, antes de começar uma longa carreira na Formula 2, começando em 1973, pela Sílvio Moser Racing Team, num Surtees. A sua primeira temporada a tempo inteiro oi em 1975, pela Trivellato Racing, num March, e o primeiro pódio acontece em 1977, um terceiro lugar em Mugello, num March da Euroracing. Correria até 1980, quando está na Sanremo Racing, num March 782 com três anos, e com um terceiro lugar em Hockenheim. No final de oito temporadas, Colombo conseguirá 38 pontos, três pódios e uma volta mais rápida. 

Na parte final da sua carreira, tentou montar um projeto local para construir um chassis para rumar à Formula 1, o Riviera, mas o projeto não passou das fases iniciais. Depois de correr, tornou-se team manager da Sanremo Racing e instrutor de condução, descobrindo talentos como Gabriele Tarquini, que corre na Formula 1 pela Coloni, AGS e Fondmetal, entre outros, antes de uma longa carreira nos Turismos.    

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Endurance: Lamborghini apresenta os seus pilotos para o WEC e IMSA


A Lamborghini apresentou as equipas completas de pilotos para a temporada de 2024. E se alguns, como Mirko Bortolotti e Romain Goesjean eram mais que conhecidos desde há algum tempo, pois ajudaram no desenvolvimento do bólido SC63, outros foram agora anunciados, para completar o alinhamento, e dois deles foram o italiano Matteo Cairoli e o suíço Edoardo Mortara, que se juntam ao russo Daniil Kvyat

Mortara será o parceiro de Bortolotti e Kvyat no único carro que participará na temporada da WEC, que começará a 2 de abril no Qatar, enquanto Caldarelli, Grosjean e Cairoli irão disputar quatro rondas da temporada da IMSA Endurance Cup, começando nas 12 Horas de Sebring, a 12 de março, para depois se juntarem nas 24 Horas de Le Mans, no segundo fim de semana de junho. 

Para Edoardo Mortara, piloto de fábrica da Lamborghini, a chegada à Lamborghini é uma grande poportunidade para disputar as maiotes corridas da Endurance: “Estou muito feliz por me juntar à Lamborghini Squadra Corse, que me está a permitir esta incrível oportunidade de competir nas 24 Horas de Le Mans e no Campeonato do Mundo de Resistência, ambos os quais quero participar há muito tempo. É um momento de grande orgulho para mim e espero que possamos alcançar alguns bons resultados na próxima época.”, afirmou.

A mesma coisa airmou Matteo Cairoli, piloto de fábrica da marca de Sant'Agata Bolognese: “Antes de mais, estou muito entusiasmado por estar aqui em Austin para a minha segunda corrida com o carro LMDh e quero agradecer à Lamborghini Squadra Corse, ao Giorgio e à família Iron Lynx por esta fantástica oportunidade e por acreditarem em mim. Estou pronto para dar o melhor de mim no próximo ano; é claramente um sonho que persigo há muito tempo e fazê-lo com uma marca italiana e como piloto italiano deu-me ainda mais motivação. O objetivo é aprender o máximo possível sobre o carro para o próximo ano, mas já estou entusiasmado para o início da época.

Cairoli e Mortara chegam à Lamborghini com uma extensa experiência em corridas de GT e assumiram o volante do protótipo LMDh durante o último teste de dois dias do ano no Circuito das Américas, no Texas, esta semana, depois de uma primeira experiência em Jerez, no mês de setembro.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: A temporada de 2023, por Josh Revell

Agora que o campeonato mais longo da história da Formula 1 acabou - e estamos prestes a entrar num campeonato ainda mais longo - é a altura dos balanços. Um deles é o Josh Revell, que decidiu fazer um vídeo acerca de todos os pilotos do calendário, e afirmar o que pensa de todos os pilotos que participaram nesta temporada.  

terça-feira, 21 de novembro de 2023

Endurance: Toyota anuncia as suas triplas para 2024


A Toyota anunciou nesta segunda-feira os seus pilotos para a temporada de 2024 da Endurance. E a grande novidade é a entrada de Nyck de Vries no lugar do argentino José Maria "Pechito" Lopez. O piloto neerlandês fará equipa com Mike Conway e Kamui Kobayashi a bordo do Toyota GR010 Hybrid nº 7, enquanto o carro nº 8 será pilotado pela tripla Brendon Hartley (Nova Zelândia), Sebastien Buemi (Suiça) e Ryo Hirakawa (Japão).

De Vries irá conciliar os seus compromissos no WEC com um programa no mundial de Fórmula E com a Mahindra Racing, o que significa que será substituído por alguém quando ambas as competições coincidirem em 2024.

"Pechito" Lopez permanecerá alinhado com a Toyota, mas correrá pela Team Lexus LMGT3 para o próximo ano nos Super GT japoneses, com a chance de correr no Mundial. A tripla do carro numero 8 mantêm-se inalterada em relação a 2023, numa equipa campeã do mundo, mas que em 2024 enfrentará a crescente concorrência na classe Hypercar de gente como Lamborghini e Alpine, para além de Ferrari, Porsche e Caddilac, entre outros.

O mundial de Endurance de 2024 começa em março, com os 1812 milhas do Qatar, em Loasil.

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

A(s) image(ns) do dia







A Time Magazine faz agora o seu século de vida, e ao longo dos seus números, esta revista semanal dedicou algumas capas - muito poucas - ao automobilismo. Aliás, à Formula 1. Estes são alguns exemplos que consegui captar.

A razão para tudo isto? A capa desta semana é dedicada a Max Verstappen, o tricampeão do mundo pela Red Bull. E também, se formos ver a data, calha na semana do GP de Las Vegas, que regressa ao calendário 41 anos depois de ter andado na "pista" do parque de estacionamento do Ceasar's Palace. Mas ao longo do século que passou, Max deverá ser dos raros pilotos que passou pela revista norte-americana. 

A primeira aparição de um piloto nas capas foi o escocês Jim Clark, em 1965. Mas a razão era mais "caseira": o escocês tinha ganho as 500 Milhas de Indianápolis, a bordo do seu Lotus 38, o primeiro carro de motor traseiro a triunfar naquela pista. Aliado ao seu domínio na Formula 1 naquele ano, a caminho do seu segundo título mundial, e a revista achou por bem fazer uma matéria sobre ele e o seu domínio na competição máxima do automobilismo. E o título "o piloto mais rápido sobre rodas", não era dito de forma leviana. Ele era mesmo o mais rápido até então. Contudo, depois dele, passaram-se quase década e meia até a revista se importar com o automobilismo. Até Jackie Stewart não foi referido, apesar de ter estado na capa da Sports Ilustrated, a revista desportiva mais prestigiada nos Estados Unidos. 

E foram títulos dados a outros pilotos à medida que o tempo passava. Michael Schumacher ficou com ele nas duas vezes em que foi capa, em 1994 e 2001, a par de outros como "o melhor", embora nesta caso falasse do seu encontro com a história, algo que aconteceu três anos depois, com o seu sétimo título mundial, quinto pela Ferrari.

Hamilton apareceu 16 anos depois de Schumacher. Acho interessante porque ele e não gente como Sebastian Vettel, quatro títulos seguidos pela Red Bull, que foi ignorado - pelo menos, não encontrei nada dele nas pesquisas por capas da mesma revista. Em 2017, ele já tinha três títulos mundiais e tinha sido derrotado por Nico Rosberg. Se calhar na altura, eles já previam aquilo que aconteceu no futuro: sem adversários de monta, Hamilton iria dominar nas temporadas seguintes, até chegar ao sétimo título, em 2020, igualando Schumacher. 

Quero acreditar que a revista, sendo americana, normalmente se auto-centra, esquecendo o resto do mundo, mesmo se Hamilton seja britânico, por exemplo. E como durante anos ignoraram a Formula 1, raramente apareciam no seu radar. Claro, existiram excepções. Como a capa de 1981. O Ferrari de Gilles Villeneuve está lá, mas a matéria é mais abrangente: falam sobre a Formula 1, a competição. Não este ou aquele piloto. Mas colocar na capa o piloto mais excitante do pelotão, da equipa mais representativa, não é por acaso: é para facilitar a identificação dos leitores para a matéria que aí vem. 

E claro, há um lado triste nestas coisas. É a velha máxima do jornalismo: "good news is no news". O jornalismo positivo não se vende. Quando 200 a 300 milhões de pessoas assistem a uma morte em direto, nem mesmo a revista mais conhecida do mundo pode ficar indiferente. Colocar Ayrton Senna na capa da sua revista não foi por causa dos seus títulos mundiais, das suas polémicas com Alain Prost, ou as suas vitórias no Mónaco, que lhe deram um recorde que ainda se mantêm, 30 anos depois. Foi por causa do seu acidente mortal. E o impacto foi tal que deixou um genocídio de fora. Já imaginaram isso?  

Portanto, se querem saber porque a Time meteu o quinto - ou sexto piloto - na sua capa em um século, agradeçam a coisas como a Liberty Media ou o Drive to Survive. E claro, a grande máquina que é a Red Bull RB19.          

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Noticias: Sauber confirma Bottas e Zhou para 2024


A Sauber confirmou esta quinta-feira que irá manter a sua atual dupla de pilotos, o finlandês Vatteri Bottas e o chinês Guanyou Zhou, para a temporada de 2024. O piloto chinês irá fazer a terceira época na equipa suíça, ao lado de Valtteri Bottas, que já era esperado. Existia a chance do francês Theo Pouchaire ser chamado como piloto titular, mas ele terá de se contentar com um lugar como piloto de reserva.

Numa altura em que a equipa está em transição, com o final da parceria com a Alfa Romeo, e a chegada da Audi, a equipa de Hinwill achou por bem apostar na estabilidade numa altura em que as coisas mudarão imenso.

Assinar de novo com a equipa é sempre uma excelente sensação, especialmente quando sabemos como as coisas estão a correr. Estou orgulhoso de fazer parte da Alfa Romeo F1 Team Stake e grato pela sua confiança”, começou por afirmar Zhou no comunicado oficial da equipa. “Tenho trabalhado arduamente desde o primeiro dia e existe um nível incrível de motivação para continuar a fazê-lo todos os dias. A minha relação com o Valtteri é muito boa e estamos a trabalhar em conjunto e com a equipa para fazer avançar toda a gente. Também estou muito entusiasmado com a oportunidade de finalmente correr com a minha equipa na China, perante o meu público local. Será um grande momento e estou orgulhoso por poder partilhá-lo com todos aqueles que me apoiaram.”, continuou.

Tenho a sensação de que temos uma viagem empolgante pela frente, por isso estou feliz e grato por poder olhar para 2024 sabendo como a equipa está a evoluir. Existe um bom ambiente na nossa equipa, dou-me bem com o Zhou e ambos nos esforçamos para melhorar. Há uma quantidade impressionante de trabalho a decorrer nos bastidores, em Hinwil e não só, e agora que o alinhamento está definido para o próximo ano, podemos concentrar-nos totalmente em melhorar, começando já este fim de semana em Singapura. Cada passo em frente que damos é um passo em frente para este ano e para o próximo, por isso estamos motivados para dar tudo o que temos sempre que estamos na pista ou na fábrica.”, concluiu.

Até agora, a Sauber-Alfa Romeo conseguiu 10 pontos, seis das quais por Bottas, e as restantes quatro por Zhou, com uma volta mais rápida por parte do piloto chinês. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Os salários dos pilotos em 2022


Chegados ao Natal, e aparecem as listas de salários de todos os tipos. E os desportistas não escapam, especialmente na Formula 1, agora que está ainda mais no centro das atenções, com o tal programa na Netflix, o Drive to Survive. 

A Forbes decidiu fazer a sua lista dos pilotos mais bem pagos deste desporto, e de uma certa maneira, não há grandes surpresas. Provavelmente a surpresa maior será até que ponto a massa salarial é relativamente mais baixa do que nos anos anteriores.

E o mais bem pago é Lewis Hamilton. Com 40 milhões de dólares por ano - excluindo prémios - ele está no topo da lista. Max Verstappen, o campeão de 2021 e 2022, está a seguir, com 35 milhões, enquanto no lugar mais baixo do pódio está Fernando Alonso, que ganhava 20 milhões na Alpine - e sabe-se-lá quantos mais irá conseguir na Aston Martin...

Sebastian Vettel, que se retirou da Formula 1 na temporada que findou, recebeu 15 milhões da Aston Martin, mais cinco que o seu companheiro de equipa, Lance Stroll

Curiosamente, a Ferrari, que em tempos era generoso em termos de salários, agora é mais modesto. Charles Leclerc só recebe 12 milhões - ou seja, um milhão por mês, se não contarmos com subsídios de férias e Natal... - e o seu companheiro de equipa, Carlos Sainz Jr, só leva 10 milhões para casa. Pode-se dizer que neste momento, na Scuderia, os 22 milhões gastos em salários é cerca de metade do que a Mercedes gasta, por exemplo...

George Russell, companheiro de equipa de Lewis Hamilton, é "mal pago": ganha cinco milhões de dólares nesta temporada. Pode-se dizer que é pouco para o potencial de campeão que anda a mostrar. Mas o mais pobre deles todos é Yuki Tsunoda, que leva para casa 750 mil euros da Alpha Tauri.

Eis a lista completa:

Hamilton - 40 milhões 
Verstappen - 35 milhões 
Alonso - 20 milhões 
Vettel, Ricciardo e Norris - 15 milhões 
Leclerc - 12 milhões 
Sainz Jr, Bottas, Stroll e Pérez - 10 milhões 
Russell, Ocon, Magnussen e Gasly - 5 milhões 
Albon - 2 milhões 
Zhou, Mick Schumacher e Latifi - 1 milhão 
Tsunoda - 750 mil