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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

As imagens do dia




Quase um dia depois da Red Bull e Racing Bulls terem mostrado os seus chassis, no outro lado do Atlântico, em Silverstone, a Cadillac dava os seus primeiros passos na Fórmula 1, ao realizar o shakedown do seu monolugar de 2026 em Silverstone. Numa sessão marcada pela pista molhada, a marca norte-americana prepara-se para a sua estreia oficial na categoria, tornando-se a primeira nova equipa a entrar no campeonato desde a Haas, em 2016.

Com a sua base europeia localizada junto ao circuito britânico, a Cadillac optou por realizar um primeiro teste discreto antes da apresentação oficial da decoração do carro, prevista para 8 de fevereiro, durante o intervalo do Super Bowl. A equipa irá também participar no primeiro teste de pré-época em Barcelona, a partir de 26 de janeiro. 

O shakedown contou com o piloto de reserva Guanyu Zhou ao volante, tendo a equipa divulgado nas redes sociais um breve vídeo das primeiras voltas do monolugar em pista. Sendo cliente da Ferrari no fornecimento de unidades motrizes, este teste marcou igualmente a primeira saída para pista do motor Ferrari de 2026.

Zhou comentou a importância do shakedown para o desenvolvimento inicial do projeto:

É um momento entusiasmante. O shakedown serve para garantir que o carro está a funcionar e que todos os engenheiros estão a validar os principais sistemas, como a caixa de velocidades, o motor e os primeiros acertos de afinação.", começou por afirmar.

Para o piloto, trata-se de perceber se nos sentimos confortáveis no novo cockpit, com o volante, com as sensações e com a comunicação com a equipa. Estou ansioso por esta fase e ainda mais pelo início da época, quando tudo começar a sério.

Mas um passo na nova aventura, outras serão dadas até Melbourne, a primeira corrida do ano. E ali, veremos como se comportará em relação aos outros, com os carros dos novos regulamentos. 

terça-feira, 21 de maio de 2024

O futuro da Alpine


A Alpine não está a ter uma grande arrancada da temporada de 2024. Apenas com um ponto em sete corridas, e com todo o topo da administração a ser mudada, com rumores de venda para a Andretti, a marca francesa sabe que, de certa forma, está em transição. E é bem provável que qualquer mudança profunda esteja já marcada para a temporada seguinte, embora qualquer mudança durante esta temporada seja bem-vinda. 

E claro, rumores sore a continuidade dos seus pilotos, os franceses Pierre Gasly e Esteban Ocon, começam a ser grandes, porque a temporada de 2025 está mais perto que muitos julgam. Sofrem com o carro e desejam ir para melhores lugares.

No fim de semana de Imola, Bruno Famin afirmou as prioridades são no desenvolvimento do carro, e a questão dos pilotos pode ser tratada mais tarde. Mas afirmou que em termos de prioridades, uma dupla cem por cento francesa não é necessária. 

Não há pressão sobre nós”, começou. “Estamos satisfeitos com nossos pilotos, mas agora queremos nos concentrar no lado técnico das coisas. Podemos lidar com a questão dos pilotos mais tarde.”, continuou. “O projeto da Alpine é tornar-se uma marca global. Estamos felizes em ter um piloto francês na equipa, mas também ficamos felizes em ter outros.

No capitulo das alternativas, um nome surge: Mick Schumacher. Atual piloto da Alpine... na Endurance, o filho de Michael Schumacher tem dois anos de experiência na Haas, e nunca deixou de pensar num regresso à Formula 1, apesar de ser, por exemplo, piloto de reserva na Mercedes. Famin afirma que é uma possibilidade para o futuro.

Claro que ele é uma possibilidade, assim como muitos outros. O Mick faz um trabalho incrível na endurance e a sua mentalidade é realmente impressionante. Ele é rápido, é claro, mas acho que todo mundo sabe disso, mas o que realmente me impressiona é como ele foi capaz de se adaptar à mentalidade necessária na endurance.

Uma outra chance é Zhou Guanyu. A imprensa chinesa aponta o seu piloto favorito a um lugar na Alpine em 2025, até porque a sua continuidade na Sauber está muito longe de estar segura. Com experiência e algum budget, o piloto de 24 anos é outra chance para o lugar, assim como o australiano Jack Doohan, que na semana passada esteve em Zandvoort, nos Países Baixos, com um carro de 2022 e a realizar um programa que envolvia simulações de classificação e de Grande Prémio e até arranques de treino. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Apresentações 2024 (2): O Sauber-Stake C44


Depois da Williams, a Sauber tornou-se na segunda equipa a mostrar as suas cores. Com o patrocínio a Stake e da Kick, e o final da parceria com a Alfa Romeo, o carro deixou de ser vermelho e passou a ser preto e verde. E essas cores foram apresentadas no final desta tarde na plataforma de streaming de um dos patrocinadores. 

De resto, tudo conhecido, com a dupla constituída pelo finlandês Valtteri Bottas e pelo chinês Guanyou Zhou, a equipa será liderada nesta fase de transição - ela será Audi em 2026 - por Alessandro Alunni Bravi, que na apresentação, falou da nova identidade da equipa, da nova cultura, baseada na expressão "unleashed" (solto) escrito na asa traseira do carro.

Unleashed é um mantra que incorpora a essência da nossa marca. Queremos ser inovadores. Queremos ser frescos. E isto tem a ver com a cultura da nossa equipa, com a mentalidade certa para nos tornarmos uma equipa mais forte, mas, claro, queremos ser criativos e inovadores. Queremos ter esta abordagem engenhosa, que é muito importante. Isto é algo que será, naturalmente, traduzido em todas as nossas atividades a partir desta noite. É uma mudança generalizada. É claro que isso vai permear todas as áreas da nossa equipa. Temos uma nova equipa. A identidade significa uma nova forma de comunicar, de nos apresentarmos, de falarmos com os nossos parceiros, com os nossos fãs e com toda a comunidade da Formula 1. Mas é também a forma como vemos a nossa equipa no futuro, não queremos ser um ‘underdog’ na Fotmula 1. Queremos competir e esta determinação é demonstrada hoje.”, afirmou.


James Key, no novo papel como diretor-técnico da Sauber, decidiu que o C44 tinha de ser arrojado e ter um desenho semelhante aos últimos Red Bull, as máquinas que tem dominado o pelotão nos últimos anos. E a ideia é de fazer um carro que ajude na transição para a Audi e claro, ser melhor que o anterior, que colocou a equipa num discreto nono lugar, apenas com 16 pontos. 

A C44 é um carro completamente novo, com algumas áreas remanescentes na parte traseira. A equipe teve de tomar uma direção ambiciosa. Há muitas mudanças mecânicas, algumas você nem consegue ver, mas outras são muito visíveis”, começou por contar Key.

A suspensão dianteira é completamente nova, um projeto difícil e ambicioso para uma equipa do nosso tamanho. Também existem muitas mudanças aerodinâmicas, como era esperado, dado que esta continua a ser a principal área de desenvolvimento — por isso, no geral, o carro terá um aspecto bastante diferente do carro do ano passado. Tomamos muitas direções novas e empolgantes, que parecem ter bastante potencial, por isso estamos ansiosos para vê-las no caminho certo”, finalizou o diretor-técnico da Sauber.


O C44 começará a andar nos testes de pré-temporada no Bahrein, que começarão a 20 de fevereiro. 

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Noticias: Sauber confirma Bottas e Zhou para 2024


A Sauber confirmou esta quinta-feira que irá manter a sua atual dupla de pilotos, o finlandês Vatteri Bottas e o chinês Guanyou Zhou, para a temporada de 2024. O piloto chinês irá fazer a terceira época na equipa suíça, ao lado de Valtteri Bottas, que já era esperado. Existia a chance do francês Theo Pouchaire ser chamado como piloto titular, mas ele terá de se contentar com um lugar como piloto de reserva.

Numa altura em que a equipa está em transição, com o final da parceria com a Alfa Romeo, e a chegada da Audi, a equipa de Hinwill achou por bem apostar na estabilidade numa altura em que as coisas mudarão imenso.

Assinar de novo com a equipa é sempre uma excelente sensação, especialmente quando sabemos como as coisas estão a correr. Estou orgulhoso de fazer parte da Alfa Romeo F1 Team Stake e grato pela sua confiança”, começou por afirmar Zhou no comunicado oficial da equipa. “Tenho trabalhado arduamente desde o primeiro dia e existe um nível incrível de motivação para continuar a fazê-lo todos os dias. A minha relação com o Valtteri é muito boa e estamos a trabalhar em conjunto e com a equipa para fazer avançar toda a gente. Também estou muito entusiasmado com a oportunidade de finalmente correr com a minha equipa na China, perante o meu público local. Será um grande momento e estou orgulhoso por poder partilhá-lo com todos aqueles que me apoiaram.”, continuou.

Tenho a sensação de que temos uma viagem empolgante pela frente, por isso estou feliz e grato por poder olhar para 2024 sabendo como a equipa está a evoluir. Existe um bom ambiente na nossa equipa, dou-me bem com o Zhou e ambos nos esforçamos para melhorar. Há uma quantidade impressionante de trabalho a decorrer nos bastidores, em Hinwil e não só, e agora que o alinhamento está definido para o próximo ano, podemos concentrar-nos totalmente em melhorar, começando já este fim de semana em Singapura. Cada passo em frente que damos é um passo em frente para este ano e para o próximo, por isso estamos motivados para dar tudo o que temos sempre que estamos na pista ou na fábrica.”, concluiu.

Até agora, a Sauber-Alfa Romeo conseguiu 10 pontos, seis das quais por Bottas, e as restantes quatro por Zhou, com uma volta mais rápida por parte do piloto chinês. 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Formula 1 2023: O Alfa Romeo-Sauber C43


Por fim, um chassis novo. Foi apresentado esta manhã o Alfa Romeo-Sauber C43, com uma decoração algo arrojada, novos patrocinadores e a mesma dupla de pilotos: o finlandês Valtteri Bottas e o chinês Guanyou Zhou

O chassis surge numa altura de transição para a Sauber, que deixará de ter a Alfa Romeo no final da temporada, com a Audi a aparecer lentamente para ter uma participação maioritária a partir de 2026, mas a partir desta temporada terá Andreas Seidl ao leme da equipa.

O desfaio deste ano é bem simples: tentar melhorar o sexto posto no campeonato de Construtores.


Quanto aos pilotos, Valtteri Bottas só deseja uma coisa, quer mais consistência. E chega a esta temporada motivado para isso. 

Precisamos de conseguir mais, é tão simples como isso. Precisamos de apontar para melhor, apontar para mais alto”, disse o piloto finlandês durante a apresentação do carro. “Tive uma boa pausa, o que é importante. Depois, vamos a fundo até ao final do ano. Um 'reset' mental e físico é importante. É um privilégio ver o carro a conduzi-lo. Toda a equipa e eu incluído, precisamos sempre de continuar a melhorar. Espero uma melhor consistência, mais pontos e melhores resultados. Isso vem de todos os detalhes e de trabalhar melhor como equipa”, concluiu.


Mais tarde, numa entrevista à motorsport.com, entrou em detalhes sobre o carro e a motivação para a temporada que aí vêm.

Sinto que este carro é pelo menos a partir dos números no simulador um pouco mais completo ao invés de ser apenas rápido nas pistas mais lentas. Uma grande limitação no ano passado foi a alta velocidade, a carga aerodinâmica e equilíbrio em alta velocidade. E em teoria, isso deverá ser muito melhor”, começou por afirmar.

Gosto muito da nossa nova pintura, acho-a deslumbrante e uma bela evolução em relação à do ano passado. Foi uma primeira temporada interessante com a equipa, fizemos juntos alguns progressos bastante sólidos, e agora só há uma direção a seguir: para cima, mais alto, e melhor. Obviamente ainda há trabalho a fazer e coisas a melhorar, mas estou confiante de que temos em nós próprios o objetivo de alcançar resultados ainda mais elevados este ano. Mal posso esperar para voltar às corridas”, concluiu.

Já Guanyou Zhou espera que a sua segunda temporada seja melhor que a primeira, tentando manter a sua evolução como piloto, do qual espera conseguir mais do que os seis pontos alcançados na temporada passada.

Estou feliz por ver finalmente o C43 ser revelado depois de todo o trabalho de bastidores que tem sido feito nos últimos meses; penso que temos um novo design bonito para 2023, e estou ansioso por conduzir o carro em Barcelona nos próximos dias, antes de começar a época com os testes de inverno no Bahrein. No ano passado, a equipa fez-me sentir em casa desde o início, acolhendo-me e dando-me tempo para aprender e melhorar. A expectativa para este ano é definitivamente maior, e vou levar toda a experiência da minha época principiante até 2023. Estou entusiasmado com o que está para vir, e estou totalmente pronto para atacar”.


O Sauber- Alfa estará presente nos testes coletivos do final do mês, no Bahrein. 

domingo, 3 de julho de 2022

A(s) image(ns) do dia

 







Nunca um momento foi tão adequado para se poder dizer que estas são as imagens do dia. Mais do que a primeira vitória de sempre de Carlos Sainz Jr na Formula 1 - e pela primeira vez, tivemos a vitória de um filho de um campeão do mundo de ralis, o que também teria sido um tema e tanto para aqui - o que assistimos hoje foi mais um exemplo de que o automobilismo sempre foi perigoso. 

Disse isto na minha conta do Twitter - passo a citar a mim mesmo: "Sejamos honestos: se este fim de semana tivesse sido em 2012, teríamos a lamentar dois ferimentos graves, senão duas mortes em Silverstone. Portanto, o Halo salvou vidas hoje."

E falo isso porque ainda temos os resquícios da discussão que houve quando se decidiu pelo Halo. Que era feito, estragaria a beleza aerodinâmica dos carros, etc, etc. Lembro-me que a FIA "arrastou os pés" quando começou a falar sobre isso, após o episódio do Felipe Massa com a mola do GP da Hungria de 2009. Eles andaram a experimentar diversos dispositivos, mas nada decidiram... até ao GP do Japão de 2014, e o acidente fatal do Jules Bianchi. E quando se decidiu pelo Halo, volto a dizer, houve muitas criticas, e muitos até a "jurarem" que não iriam ver mais isto, que a Formula 1 tinha morrido, etc, etc, Ou seja, os mesmos que, por exemplo, detestam os motores V6 Turbo porque não tem "o som correto". Eu vim para aqui para assistir a duelos entre pilotos. Se quisesse ouvir barulho, iria assistir a concertos de musica, e há alguns bem mais harmoniosos. 

Mas com o tempo, muitos foram convencidos pelo exemplo. E o melhor deles todos foi o que aconteceu com o Romain Grosjean em Shakir, em 2020. Um carro rachado em dois num impacto contra os guard-rails, ainda por cima, com o depósito rompido e causando um enorme incêndio, com o piloto a ser socorrido em menos de 30 segundos e com pouco mais do que queimaduras nas mãos, quando sem o Halo, provavelmente teria a cabeça arrancada e tido o mesmo destino de Peter Revson ou Helmut Koinigg, ambos mortos em poucos meses em 1974, com os seus carros a mergulharem em guard-rails, convenceram muitos que ele foi salvo por causa do dispositivo. 

O patinho feio virou um cisne. Mesmo os críticos reconheceram a sua utilidade. Cumpriu a sua função, e com louvor. 

Hoje, mais uma vez, foi o Halo que salvou Zhou Guanyou, especialmente depois de outro dispositivo, o roll-bar (ou o Santo Antônio, como chamam os brasileiros) ter falhado na sua função de aguentar o carro no contacto ao solo. Quando o carro baixou, arrastado no chão quando tentava abrandar, foi o Halo, mais alto que a cabeça do piloto, que evitou males maiores. Na realidade, era uma redundância que cumpriu a sua função quando outro dos dispositivos não cumpriu a sua parte. E nisso, ainda bem que a Formula 1 tem tal coisa.

E também, tudo isto é um tributo a meio século de avanços. Os fatos, os chassis de fibra de carbono, os depósitos de gasolina situados a meio do carro, os capacetes, o HANS, tudo isso e muito mais diminuiu bastante o risco de um acidente grave. Os saudosistas gostam de dizer que "antigamente é bom", mas eu, sinceramente, gosto de dizer que o melhor tempo para viver a Formula 1 é agora.  

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Apresentações 2022: O Sauber-Alfa C42


O Sauber-Alfa C42 já rolou em Barcelona, é verdade, mas neste domingo, revelou as cores e desenhos nos quais irá participar no campeonato de 2022. Com uma dupla nova, constituída por Valtteri Bottas e Guangyou Zhou, o primeiro chinês a correr uma temporada na categoria máxima do automobilismo, as suas cores foram criadas pelo Centro Stile Alfa Romeo, com o monolugar a manter as cores vermelha e branca dos anos anteriores, e a área do motor pintada de vermelho, com a designação “Alfa Romeo” a encaixar na diagonal, como referência aos carros de corrida da marca em 1920, pilotados por gente como Antonio Ascari, Ugo Sivocci, Giuseppe Campari, Tazio Nuvolari e um tal de... Enzo Ferrari.

A equipa afirma que a pintura do C42 pretende “recordar designs históricos de anos passados e a herança da Alfa Romeo e da Sauber Motorsport”, naquele que será o 30º ano da equipa de Hinwil na Fórmula 1.


Jan Monchaux, diretor técnico da Alfa Romeo, deixou claro que os problemas sentidos no terceiro dia não tiveram ligação com o efeito oscilatório que todas as equipas sentiram. Foram problemas mecânicos, que diz Monchaux, estão já identificados e serão desenvolvidas soluções em Hinwil antes do teste no Bahrein, em março. 

O efeito oscilatório, que foi o tópico da semana, causou problemas principalmente durante o primeiro dia e o início do segundo dia”, começou por dizer Monchaux. “As reparações que fizemos no local provaram ser adequadas”, acrescentando que “o que aconteceu no terceiro dia não tem efetivamente nada a ver com isso, foram alguns pequenos problemas mecânicos que nos impediram de ter um dia livre de problemas. Estou razoavelmente confiante que chegaremos a uma solução e espero que já no início do segundo teste”, concluiu.

Frédéric Vasseur, chefe de equipa da Alfa Romeo, deixou claro que tem confiança no novo carro, e que as questões encontradas em Barcelona, serão mais um desafio que a equipa tem de ultrapassar antes da competição recomeçar. 

O C42 é um carro que esperamos ansiosamente para ver correr, não só porque é o primeiro que construímos neste novo ciclo regulamentar, um ciclo em que as corridas devem ser mais próximas e mais emocionantes, mas porque temos a maior confiança neste carro, ajudando a equipa a dar um grande passo em frente em direção à frente da grelha. Tivemos algumas questões mecânicas na segunda parte do teste, mas temos de a resolver. É um desafio, mas estou bastante confiante de que seremos capazes de o fazer durante a próxima semana”, declarou.


Quanto aos pilotos, Valtteri Bottas falou um pouco daquilo que sentiu ao guiar o carro durante as oltas que deu em Barcelona nestes testes de pré-temporada, e que sentiu ser mais fácil seguir outros carros e, apesar do cone de aspiração ser menos pronunciado, o efeito do DRS este ano deverá ser mais potente.

Não tive muita oportunidade de seguir carros, no entanto, na antiga geração, quando estávamos a quatro segundos do carro da frente, podíamos sentir o efeito da turbulência, na forma como o carro curvava e este ano a essa distância o efeito é claramente menor. Mas foi o mais próximo que estive de um carro. Falei com outros pilotos que conseguiram aproximar-se mais e disseram-me que tiveram menos cone de aspiração por isso vamos ver no Bahrein na primeira corrida. Um ponto importante é que o efeito do DRS vai ser maior este ano, por causa da asa traseira maior, por isso talvez isso compense o menor cone de aspiração.”, comentou.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Youtube Formula 1 Video: Quem é Guanyu Zhou?

A chegada do primeiro chinês na Formula 1 causou algumas reações de indiferença, e outras a pensar "mais um piloto cm uma mala cheia de dinheiro". Contudo, Guanyu Zhou tem uma carreira relativamente decente nas competições de acesso, no qual este ano, na Formula 2, luta pelo título - é segundo na geral. 

Como piloto, é decente, sem ser entusiasmante - o australiano Oscar Piastri e o francês Theo Pouchaire são bem melhores - logo, é altura de saber quem é ele e o que poderá fazer na categoria máxima do automobilismo. 

Assim sendo, eis o mais recente video do Josh Revell onde fala sobre ele e o que andou a fazer nestes últimos anos nas categorias de acesso à Formula 1. 

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Noticias: Alfa Romeo confirma Zhou para 2022


A Alfa Romeo Sauber confirmou que Guanyu Zhou será seu piloto para 2022, tornando-se assim no primeiro chinês na Formula 1. Em contraste, Antonio Giovinazzi, o italiano que está na equipa até ao final desta temporada será piloto da Penske-Dragon para a Formula E na próxima temporada. Zhou correrá ao lado de Valtteri Bottas, que vem da Mercedes.

Dizer adeus a um piloto nunca é fácil, especialmente no caso de Antonio, que faz parte da equipa há tanto tempo”, disse o diretor da equipa, Frederic Vasseur. “À medida que nos separamos, vamos acarinhando as memórias dos bons tempos e aprendendo lições dos maus momentos, sabendo que todos estes momentos nos fizeram crescer juntos como uma equipa. Desejamos a António o melhor para o seu futuro após a época de 2021: antes disso, ainda temos três corridas para alcançarmos juntos alguns bons resultados e terminarmos o ano com força”, concluiu.

Já Giovinazzi não deixou de dizer nas suas redes sociais o que pensava sobre o que se passou, afirmando que o dinheiro foi um fator importante.

A Formula 1 é emoção, talento, carros, risco, velocidade. Mas quando o dinheiro manda, pode ser impiedoso. Acredito na surpresa de um resultado inesperado, de grandes ou pequenas vitórias alcançadas graças ao empenho de cada um.", afirmou na sua conta oficial no Instagram.

Já o piloto chinês de 22 anos não deixava de estar radiante pela sua chegada à Formula 1.

Sonhei desde pequeno com uma escalada tão alta quanto possível num desporto pelo qual sou apaixonado e agora o sonho tornou-se realidade. É para mim um privilégio começar a minha carreira na Fórmula 1 com uma equipa icónica, uma equipa que introduziu tanto talento jovem na Fórmula 1 no passado. Agora o sonho é realidade.", começou por dizer no comunicado oficial. 

"Sinto-me bem preparado para o imenso desafio da Fórmula 1, o auge do meu desporto, juntamente com um talento comprovado e de classe mundial de Valtteri Bottas. Gostaria de agradecer à equipa Alfa Romeo Racing Orlen por esta oportunidade. No próximo ano, o objetivo será aprender o mais possível e o mais rapidamente possível. Ser o primeiro piloto chinês de sempre na Fórmula 1 é um avanço para a história do desporto motorizado chinês. Sei que muitas esperanças recairão sobre mim e, como sempre, vou tomar isto como motivação para me tornar melhor e alcançar mais”, concluiu.~

Nascido a 30 de maio de 1999 em Xangai, começou a sua carreira nos monolugares em 2015 na Formula 4 italiana, antes de passar para a Formula 4 alemã, ambos pela Prema Racing. No ano seguinte, rumou para a Formula 3 europeia, onde pela Motorpark, foi 13º, com dois pódios. Continuou ali até 2018, de novo com a Prema, onde venceu duas corridas, indo em 2019 para a Formula 2. Agora na sua terceira temporada, é atualmente segundo classificado, com 142 pontos, tendo alcançado três vitórias.