terça-feira, 25 de agosto de 2026

As imagens do dia




Há 35 anos, em Spa-Francochamps, a Jordan poderia ter tido um dia de sonho. Com os seus carros nas melhores posições da grelha, e com o nome de Michael Schumacher nas bocas do mundo, as expectativas eram grandes. Contudo, logo na primeira volta, e no inicio da reta Kemmel, o piloto alemão tinha encostado o seu carro na berma, vitima de uma embraiagem defeituosa.

No primeiro caso, Schumacher arrancou bem, ao conseguir subir dois lugares em La Source, passando o Ferrari de Jean Alesi e o Benetton de Nelson Piquet. Ia atrás de Gerhard Berger quando, na subida para o Radillon, ele ficou sem poder trocar de marchas e encostou à berma, desiludindo todas as expectativas que existia sobre ele. 

Anos depois, Gary Andersson disse que o culpado foram dois: o material que não aguantou os primeiros metros da corrida, e... Gerhard Berger. 

O motor que tínhamos na altura, o Cosworth HB, tinha um pequeno problema na cambota e tivemos de usar uma embraiagem de carbono de disco único porque a de disco duplo – que era a peça mais robusta na altura – era um pouco pesada demais e a cambota sofria com isso”, começou por explicar Anderson.

Embora a embraiagem de disco único fosse “sólida por si”, dizia Anderson, ela dependia de um cubo de alumínio que a fornecedora AP Racing tinha acabado de substituir por um modelo de titânio. Mas segundo ele, a Jordan “não tinha dinheiro para comprar os de titânio”, pelo que acabou por ficar com um conjunto de cubos de alumínio que a Williams tinha devolvido quando os de titânio ficaram disponíveis.

Em 1991, tínhamos de nos desenrascar como podíamos”, começou por contar Anderson. “Então, conseguimos estes novos cubos de alumínio para o Spa e, a partir daí, foi um pouco de ingenuidade. Não tínhamos noção da carga extra que o arranque em subida em Spa iria colocar na embraiagem e que precisaríamos de utilizar mais a embraiagem.”, continuou.

E o papel do Gerhard Berger nisto tudo? Ele passou por La Source a uma velocidade baixa, o que obrigou a travar e a reengatar, que colocou todo o sistema em stress, e, frágil, quebrou.

"Ele contornou a primeira curva com a embraiagem desengatada e, mais ou menos, fez outro arranque, o que deu cabo do carro", conta Anderson. "O cubo de alumínio, o disco simples, o arranque em subida, dois arranques quase simultâneos... tudo isto se somou e derreteu o cubo de alumínio. Fim da história.", concluiu.

Mas havia mais, e tinha a ver com o outro piloto da Jordan, Andrea de Cesaris. O veterano italiano, completamente colocado de parte por causa do "hype" de Schumacher, largou de 11º da grelha, e aos poucos, começou a passar alguns pilotos, como o Benetton de Nelson Piquet, e aproveitou também a desistência de outros, como Nigel Mansell

E a poucas voltas do final, ele era segundo, graças à sua consistência. E com Ayrton Senna a ter problemas com a sua caixa de velocidades, nessa altura, estava a dois segundos e meio do brasileiro da McLaren. Mas o Jordan tinha os seus problemas: o motor HB Cosworth do piloto italiano tinha novos pistões e estes consumiam mais lubrificante que o habitual, e dentro da equipa, sabiam que poderia rebentar a qualquer momento. E foi o que aconteceu: na volta 41, fumo e chamas saíram do carro verde, com De Cesaris quase na traseira de Senna.

De repente, começámos a ter quedas na pressão do óleo [quando o carro] saía de Eau Rouge”, diz Anderson. “Isso nunca é um bom sinal. Sabíamos que era uma questão de tempo, mas o que fazer? Só nos resta manter o pé no acelerador.

E foi assim um fim de semana onde os holofotes estavam em cima da Jordan, uma das estreantes daquela temporada. O que poucos sabiam era que Jordan e Spa-Francochamps, no futuro, iriam estar entrelaçados de maneira mais forte que poderiam imaginar.  

WRC: FIA confirma três construtoras chinesas em conversações


A FIA confirmou esta semana que está a conversar com três construtoras chinesas, uma delas a Lynk e Co, dona da Polestar, a sua entrada no WRC a partir de 2027. Emilia Abel, a diretora de Desporto de Estrada da FIA, confirmou ao site dirtfish.com que manteve reuniões com construtores chineses durante o Rali Dakar, em janeiro, e afirmou que o seu interesse "era realmente impressionante".

Na mesma publicação, Malcom Wilson, o vice-presidente da FIA para o WRC,  assumiu abertamente a ambição de fixar a modalidade no gigante asiático através de uma equipa de fábrica e também de uma prova oficial no calendário: 

Queremos um construtor chinês. O promotor está ciente disso e estamos a trabalhar arduamente em conjunto. É um alvo claro. Estamos a olhar para um grande investimento [no WRC] e para uma forte investida no sentido de reduzir custos. Quanto ao rali, há dois grupos de pessoas a tentar organizar um evento na China.", começou por afirmar.

"Queremos ter uma prova lá. Sabemos que há trabalho a fazer, mas um dos aspetos realmente positivos para o WRC é que há muitos países interessados em acolher uma jornada do campeonato”, continuou,  acrescentando ainda uma meta pessoal: “Se conseguirmos ter seis construtores até 2029, ficaria muito feliz. Para mim, seria um grande progresso.”.

Xavier Mestelan Pinon,  Director Técnico da FIA, destacou a integração das construtoras nos comités internos da federação, e afirmou que mais construtores poderão se envolver num futuro próximo: 

No nosso Comité de Construtores, que reúne quase todos os fabricantes envolvidos em campeonatos mundiais, já temos três construtores chineses, o que é algo muito recente, e temos mais dois fabricantes em conversações connosco para se registarem. É um sinal de que os construtores chineses estão cada vez mais próximos do nosso campeonato”, explicou.

Na história dos ralis, apenas houve uma edição do rali da China, em 1999, ganho por Didier Auriol, no seu Toyota. Em 2016, o regresso esteve marcado, e uma prova surgiu no calendário, no final dessa temporada, mas acabou por ser cancelada devido aos severos danos provocados por tempestades e inundações.

Resta saber, caso haja luz verde por parte da Lynk & Co, se encomendará os chassis à M-Sport, que este ano tem construído os chassis da Ford na classe Rally1. Essa é uma hipótese que se fala desde o final do ano passado.  

Neste momento, a Toyota é a única construtora que confirmou estar no WRC 2027. Para além disso, outras duas preparadoras, a belga Project One e uma preparadora espanhola, apoiada por Teo Martin e pela federação espanhola de automobilismo, tem projetos em andamento. Quanto a outras marcas, a Ford quer os kits que servem para os Rally2, a Hyundai nada disse sobre a sua continuidade, mas a Lancia, que começou este ano a correr na classe Rally2, disse que tem intenção de fazer um carro com os novos regulamentos, desde que estejam de acordo com os seus objetivos.

Formula E: Evans é piloto da Opel


O neozelandês Mitch Evans será piloto da Opel a partir da próxima temporada. Aos 32 anos, e depois de quase dez temporadas na Jaguar, correrá na estreante equipa alemã ao lado do francês Theo Pouchaire. Com esta dupla, as ambições da Opel de lutar pelas posições cimeiras desde o início estão assinaladas para que todos possam ver.

"Tenho orgulho em ser piloto oficial da Opel e em fazer parte deste novo capítulo na Fórmula E. É fantástico podermos finalmente oficializar este passo", começou por afirmar Evans. "Após dez anos com um fabricante, estava na hora de eu enfrentar um novo desafio. A transição para os monolugares GEN4 representa o momento perfeito para começar algo novo. Senti imediatamente quanta energia e paixão a Opel está a dedicar ao projeto da Fórmula E. A equipa não está a entrar na série apenas para competir: a Opel está aqui para vencer, e é exatamente isso que eu aspiro.", continuou.

Do lado da marca alemã, Jörg Schrott, o chefe de equipa, não deixa de sublinhar o facto de ter um dos melhores pilotos do pelotão e o piloto com mais vitórias na competição, e mostrar também que querem marcar território desde a sua primeira corrida. 

"Conseguimos formar a nossa equipa de sonho. Mitch Evans foi o candidato preferido para a nossa Opel GSE Formula E Team desde o início. O seu compromisso sublinha, mais uma vez, a seriedade de todo o projeto", afirmou o chefe de equipa.

"Já conhecemos o Mitch dentro e fora da pista. Para além do seu indiscutível e excecional currículo desportivo, ele também se encaixa perfeitamente na nossa equipa enquanto pessoa. Após tantos anos com outro fabricante, ele procurava deliberadamente um novo desafio. Agora, a família Opel e o Mitch estão a dar este próximo passo juntos. Ao fazê-lo, estamos a enviar uma mensagem clara: estamos a entrar no Campeonato do Mundo para lutar pelas primeiras posições.", concluiu.


Com uma dupla como Evans e Pouchaire, a equipa alemã junta uma dupla que combina um piloto de topo e um jovem talento, reforçando as ambições da Opel de lutar pelas posições cimeiras desde o início. Ainda por cima, para Evans, que é o recordista de vitórias na competição elétrica, com 16, e tendo tentado sempre alcançar o título, mas não o conseguindo - foi vice-campeão em 2022 e 2024 - a Opel poderá ser, com o chassis Gen4, a via para alcançar tão importante título.

Noticias: Antonelli vai ser penalizado em Itália


A pouco menos de duas semanas do seu GP caseiro, Andrea Kimi Antonelli, o líder do campeonato, poderá ter de partir do fundo da grelha. É que ele terá uma penalização relacionado com a unidade motriz do seu Mercedes.

A marca alemã decidiu que Antonelli irá ter uma nova unidade motriz em Monza, e como já atingiu o seu limite permitido, e por isso, terá uma penalização de dez posições. 

Toto Wolff disse que a decisão foi tomada de forma consciente, e também foi por estratégia, por causa dos seus problemas em Barcelona e Silverstone, que resultaram em abandonos. 

Em teoria, os nossos cálculos dizem que [Monza] é a melhor pista para a assumir [a penalização]. Obviamente os nossos algoritmos não têm em consideração a nacionalidade.”, começou por explicar. “Mas isto é uma luta pelo campeonato e não para conseguir a melhor imagem pública. Por isso é isso que vamos fazer.” 

A decisão é um golpe para aqueles que gostariam de ver Kimi Antonelli vencer em casa - não há italianos a ganhar em Monza desde... 1966 - mas Wolff disse que a prioridade da equipa está focada no objetivo desportivo, e não na percepção pública da decisão, apesar de ele ser o primeiro a assumir que uma penalização numa corrida em casa não seria a situação ideal para Antonelli.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

As imagens do dia







Em 1991, a Formula 1 chegava a Spa-Francochamps com uma agitação inesperada, e uma solução que deixaria meio mundo boquiaberto. E tudo por causa de uma discussão de trânsito.

Recuemos a 10 de dezembro de 1990, a Londres. Bertrand Gachot está atrasado para uma reunião com Eddie Jordan e o pessoal da PepsiCo Europa para discutir os detalhes do acordo de patrocínio da 7Up para a equipa. O dinheiro vinha - soube-se depois - das reservas que a casa-mãe tinha dado para cobrir a digressão de Michael Jackson ao continente europeu e que tinha sido adiado por alguns meses. Farto do transito londrino, bateu na traseira de um taxi, sem danos de maior. Contudo, quando o taxista saiu do carro e fez um gesto brusco na direção dele, institivamente, tirou do seu frasco de gás pimenta e deitou sobre a cara dele. 

O que ele não sabia era que o frasco de gás pimenta era ilegal no Reino Unido. E por causa disso, teria de ser levado a tribunal. Até lá iria aguardar o julgamento em liberdade. O julgamento iria acontecer no Southwark Crown Court, na semana anterior ao GP da Bélgica, e Gachot defendeu-se das acusações, alegando auto-defesa. Todos esperavam uma multa ou uma sentença suspensa  - Gachot estava tão confiante nisso que tinha passagem marcada para Monza no dia a seguir, onde faria um teste - mas o juiz decidiu ser agreste e deu-lhe uma sentença de 18 meses de prisão em Brixton.

Com essa bomba em mãos - descobriu-se depois que o juiz tinha um histórico de sentenças pesadas - a Jordan tinha as mãos na cabeça a pensar quem poderia arranjar para correr em Spa-Francochamps. Ainda por cima, a corrida caseira de... Gachot. 

Havia um candidato óbvio: o sueco Stefan Johansson. Veterano, tinha feito duas corridas pela AGS, no inicio do ano, e tinha feito duas corridas pela Arrows, para substituir Alex Caffi, que se tinha lesionado num acidente de estrada em Itália. Contudo, Eddie Jordan contou anos depois, na sua autobiografia, que ele queria ser pago.

Houve, contudo, outros veteranos a serem falados, vindos da Endurance, como Derek Warwick. O mais intrigante deles? Keke Rosberg! Aos 43 anos, e a correr pela equipa oficial de Endurance da Peugeot, com o seu 905, chegou a ser falado, mas anos depois, em 2021, Gary Anderson, o projetista do 191, disse ao site the-race.com, que queria um jovem piloto:

Não estavam propriamente no topo da minha lista”, começou por afirmar. “Sempre gostei de pilotos jovens que chegam – alguém que não viu tudo, não fez tudo e não pensa que sabe tudo. Não tínhamos visto tudo, não tínhamos feito tudo e não achávamos tudo, mas o que fizemos foi tentar, e esse era o principal objetivo. E eu queria um piloto no carro que simplesmente acelerasse ao máximo, e penso que isso não seria possível com um profissional experiente a caminho da reforma, em vez de um jovem em ascensão.”, continuou.

E uma das hipóteses era... Damon Hill! então piloto da Formula 3000, e com 30 anos, ele corria nessa temporada pela Eddie Jordan Racing, que ele tentava vender para que pudesse concentrar na Formula 1. E um dos interessados era um empresário alemão chamado Willi Weber, que tinha entre mãos um jovem alemão, chamado Michael Schumacher. Piloto da Mercedes na Endurance, tinha feito uma demonstração das suas capacidades nas 24 Horas de Le Mans, um mês antes. 

Sentindo a oportunidade, Weber pediu 150 mil dólares à Mercedes para que pagasse o seu lugar para o GP belga, e na quinta-feira do Grande Prémio, enquanto um compatriota de Gachot, Pascal Witmeur, lançava uma campanha mediática para a sua libertação - Gachot contou, anos depois, mais de dez mil cartas de apoio - na Jordan, as especulações sobre o seu substituto acumulavam-se. Mais ou menos por estes dias, em Silverstone, na Jordan, o carro numero 32 tinha como escrito "Schumacher" no seu flanco. 

E parecia encaixar. Tinha nascido não muito longe dali, em Kerpen, 22 anos antes, e Spa-Francochamps era a pista mais próxima da sua casa. Os entendidos sabiam que ele era o primeiro dos jovens pilotos da Mercedes a chegar à Formula 1 - os outros eram Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger - mas ignoravam até que ponto ele iria adaptar-se ao carro, porque um Sauber de Endurance não era um Jordan de Formula 1. Mas eles não sabiam não só do teste de Silverstone, como de um outro segredo que, só Weber e Schumacher sabiam.

É que todos imaginavam que ele já tinha andado ali num carro de Formula 3. Não era verdade. 

Durante a agitação do fim de semana, com o asfalto grafitado com apelos à libertação de Gachot (GACHOT, LA BELGIQUE EST AVEC TOI! era uma das frases pintadas), Andrea de Cesaris, o seu companheiro de equipa naquele fim de semana, tinha-lhe prometido que iria mostrar o circuito, mas por causa de conversações que se arrastaram, não pode mostrar a pista. Schumacher, então, pegou numa bicicleta e foi passear no circuito, por ele mesmo.

Na sexta-feira, entrou no carro e... começou a impressionar. oitavo melhor tempo no final da sessão sétimo melhor no dia seguinte. E no final do dia, comemorava-se como se ele tivesse feito a pole-position. Os jornalistas e fotógrafos alemães acorriam às boxes da Jordan, e o britânico Joe Saward escrevia, dias depois, na revista Motorsport: "hordas de jornalistas falavam sobre o melhor talento alemão desde Stefan Bellof". O piloto que, quase seis anos antes, na mesma pista, tinha sofrido o seu acidente mortal.

Tempos depois, em 2021 e na mesma entrevista para o site the-race.com, Anderson disse que, se não tivesse feito alguns pequenos erros com os jogos de pneus que tinha, estava crente que poderia ter conseguido até o terceiro melhor tempo da grelha. Tanto que no "warmup" de domingo de manhã, ele conseguiu o quarto melhor tempo.

E o seu conhecimento de Spa era apenas?... o tal passeio de bicicleta pelo circuito. Em dia e meio, tinha mostrado os seus credenciais na categoria máxima do automobilismo.

Youtube Motorsport Video: A terceira corrida da Formula 4 Spain em Jarama

A terceira corrida do fim de semana da Formula 4 espanhola aconteceu neste domingo em Jarama, e como é habutual, foi atribulada, com algumas colisões e entradas constantes do Safety Car. Mesmo assim, com cinco pilotos a lutarem pelo comando do campeonato, foi uma corrida que valeu a pena ser vista, devido às constantes lutas por posição. 

domingo, 23 de agosto de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 12, Zandvoort (Corrida)


Quatro semanas a apanhar sol - o verão ainda não acabou, diga-se - e da Hungria, a Formula 1 recomeça nos Países Baixos, num circuito relativamente novo num lugar clássico da história do automobilismo. E nesta segunda parte da temporada, ainda nem sabemos como isto acabará, porque houve coisas fora do domínio da própria Formula 1, do qual não saberemos se será seguro viajar para lá. O Médio Oriente e o Golfo em ebulição a perturbar tudo. 

Houve coisas bem interessantes durante as férias do verão. Mas o mais importante foi o que aconteceu há uns dias, quando Isack Hadjar se lesionou no pulso e ele iria ficar de fora para curar-se das suas lesões. Curiosamente, foi o lugar onde ele conseguiu o seu primeiro pódio da sua carreira. Liam Lawson regressou à Red Bull, ano e meio depois de ter saúdo de forma incerimoniosa, e no aseu lugar na Recing Bulls, foram buscar o japonês Yuki Tsunoda.  

Esta é também uma corrida de despedida. O contrato acabará este ano, e a partir de 2027, eles receberão a Formula E, a competição elétrica, que acabou a sua temporada na semana passada e terá um novo carro, mais veloz do que teve agora. 

Na hora anterior à corrida, a chuva caíra na pista, mas ainda antes da corrida, esta parou e a superfície estava suficientemente seca para manterem os slicks. Os Ferrari, por exemplo, iriam começar de moles, enquanto McLaren e Mercedes, começavam de médios. Sérgio Pérez iria partir das boxes, com problemas no seu Cadillac.


Na partida, Norris partia bem, seguido pelos Mercedes, e Max na frente de Lawson. Mas no final da primeira volta, Verstappen pisava a linha branca e escorregou, indo ao muro. A pior das desistências da corrida, por ser o piloto da casa, vítima da armadilha típica de uma superfície gordurosa depois da um aguaceiro. Resultado? Bandeira vermelha no inicio da segunda volta. Por esta altura, Norris tentava afastar de Antonelli, que tinha conseguido passar Russell e era segundo. Leclerc era quarto, pois tinha passado Piastri.

Mas tudo, agora, voltou à estaca zero. 

A volta de aquecimento estava a começar quando houve problemas no Haas de Ollie Bearman, que ficou parado na pista, obrigando a nova volta de aquecimento, para que o piloto britânico pudesse ser removido da pista. Depois de alguns minutos, tudo estava pronto para nova partida, com apenas 20 carros.


E quando aconteceu, Anmtonelli pressionou Norris e conseguiu a liderança da corrida logo na primeira curva, enquanto Russell era terceiro, onde era surpreendido por Oscar Piastri, um dos pilotos que largava com duros. Atrás, Arvid Lindblad era penalizado por causa da violação das bandeiras amarelas no acidente de Max, na primeira largada. 

As primeiras voltas não tiveram história, a não ser a penalização de Franco Colapinto por causa uma violação das bandeiras amarelas, e como era décimo, teve de ir às boxes para ceder o seu lugar a Yuki Tsunoda. Na frente, Norris perseguia Antonelli pela liderança, e a diferença não era maior do que segundo e meio, enquanto Piastri já tinha uma desvantagem superior a cinco segundos. E o australiano era pressionado por George Russell.

Mas na volta 18, aconteceram as primeiras paragens, com Russell a trocar para duros, antes de Piastri fazer o mesmo na volta seguinte. Gasly e Tsunoda fizeram a mesma coisa, e ambos também regressavam à pista com duros. Antonelli e Norris foram ao mesmo tempo na volta 22, também colocando duros, e deixando Hamilton na liderança. No meio disto tudo, a Williams e Fernando Alonso nos pontos, o que é bem interessante, por enquanto. especialmente com os espanhois ainda com moles!

Hamilton acabou por ir às boxes na volta 26, quatro voltas depois de Leclerc, e trocou para duros, ao contrário do seu companheiro de equipa, que regressou à pista com médios. No meio disto tudo, a ação estava a acontecer a meio da corrida, com quatro pilotos - o Alpine de Pierre Gasly, os Racing Bulls de Arvid Lindblad e Yuki Tsunoda e o Audi de Nico Hulkenberg - lutando pelos lugares finais da pontuação. Perto do meio da corrida, Nico Hulkenberg tinha levado a melhor e era nono e afastava-se de Carlos Sainz Jr, tentando aproximar-se de Fernando Alonso e do seu renovado Aston Martin.

Tudo isto enquanto na frente, Antonelli aguentava Norris, e ambos tinham cerca de um segundo de diferença. 

 Na volta 34, Leclerc tentou a sua sorte contra Piastri e conseguiu o quarto posto ao piloto da McLaren, numa manobra algo arriscada, mas eficaz. Hamilton começou a assediar Piastri da mesma maneira, e o conseguiu na volta 35, para ser quinto, e relegando o australiano para sexto. Ao mesmo tempo, Fernando Alonso ia às boxes e regressava à pista com duros e, por agora, na 13ª posição. 

Na volta 41, os Mercedes foram às boxes, mas houve tempo de eles poderem a fazer a paragem sem problemas, e claro, a tentar evitar o "undercut" dos McLaren, caso quisessem fazer nessa altura. A diferença entre Norris e Antonelli era agora a rondar os 16 segundos, e esperava reduzir para evitar que o piloto da McLaren ficasse com a liderança. Entre eles, os Ferrari, onde Hamilton parecia ser mais rápido que Leclerc, mas não queria ceder, porque queria apanhar Norris. Na volta 44, o monegasco foi às boxes pela segunda vez, regressando em sexto, com os duros calçados. E na volta seguinte, foi a vez de Piastri ir às boxes, e colocar os moles, para ver se era mais rápido na parte final da corrida.

Norris foi às boxes na volta 48, foi rápido, colocou mais duros e regressava à pista em terceiro. Agora, tinha cerca de três segundos de desvantagem sobre Antonelli, e esperava ser mais rápido com este jogo de pneus, enquanto Hamilton era o novo líder da corrida, mas os dois pilotos atrás dele eram os mais rápidos, e Norris estava ainda mais rápido, reduzindo a sua diferença abaixo de segundo e meio.


A partir da volta 51, Norris estava na traseira de Antonelli, e ambos na traseira de Hamilton. Na volta 54, Norris conseguiu passar o piloto da Mercedes na curva Tarzan... do lado de fora! Brilhante, apesar de já ter visto isto em 1979... não é, Alan Jones?

Logo depois, Norris passava Hamilton e liderava a corrida, tudo isto sem ter de passar pelas boxes, ou seja, uma coisa clássica para aplaudir. Quase ao mesmo tempo, Esteban Ocon tornava-se na quarta retirada da corrida, causando bandeiras amarelas no local onde parou. Logo depois, o Safety Car Virtual entrava em ação, os Ferrari iam às boxes, primeiro Hamilton na frente de Leclerc, e depois, Oscar Piastri e Kimi Antonelli também pararam, trocando de pneus. Estes quatro pilotos meteram moles, preprando-se para a parte final da corrida. 

A corrida regressou ao normal na volta 57, a quinze do final, com Norris com cerca de seis segundos de Russell, que por sua vez, tinha uma vantagem de seis segundos sobre o terceiro classificado, e ambos tinham duros, contra os moles. Antonelli tinha agora de aguentar as performances de Hamilton, que queria aquele lugar no pódio, e isso não iria ser fácil.

Na volta 66, Russell foi avisado para que não resistisse à ultrapassagem por parte de Antonelli, mais rápido, e se o seu companheiro de equipa parecia ter ritmo para apanhar o piloto da McLaren, George Russell estava agora vulnerável a Lewis Hamilton, que também tinha pneus moles e não queria perder de vista o piloto italiano. 

Mas no final, os Ferrari não tinham o ritmo para apanhar Antonelli, e tinham com alvo George Russell. Para piorar as coisas, Leclerc queria passá-lo para ficar com o quarto posto, e enquanto isso acontecia, Lando Norris via a bandeira de xadrez como vencedor, pela segunda vez seguida, e conseguia aproximar-se de Antonelli na luta pelo campeonato. Russell era terceiro, na frente dos Ferrari de Hamilton e Lelcerc, com Piastri num discreto sexto posto. 

Liam Lawson, Nico Hulkenberg, no seu Audi, Fernando Alonso, no seu Aston Martin, que conseguiu aguentar nas voltas finais o Alpine de Pierre Gasly. Numa corrida onde 16 carros chegaram ao final.


E assim foi a última corrida da Formula 1 em terras neerlandesas. Ver se algum dia regressará ali, não sabemos Espera-se que sim, e espera-se que esse regresso seja dentro em breve. Agora, são duas semanas até outro clássico do automobilismo: Monza. E ainda por cima, será num ano onde um piloto italiano está a liderar um campeonato. 

Youtube Motorsport Video: A segunda corrida da Formula 4 Spain em Jarama

Depois da primeira corrida do fim de semana de Jarama da Formula 4, ganha pelo neerlandês Kasper Schormans, com Noah Monteiro a sofrer um toque na primeira volta, que danificou a sua asa frontal e acabou ali a sua corrida, agora na manhã deste domingo, aconteceram a segunda e terceira corrida desta ronda, e vai-se ver até que ponto estas corridas, que são sempre bem disputadas e cheias de incidentes, poderão mexer na classificação do campeonato.

Agora deixo aqui a segunda corrida, que aconteceu às 11 da manhã deste domingo. Mais tarde no dia, acontecerá a terceira corrida, do qual será colocado aqui o seu video. 

sábado, 22 de agosto de 2026

Youtube Motorsport Video: A primeira corrida da Formula 4 Spain em Jarama

Neste fim de semana, a meio do verão, teremos a quarta ronda da Formula 4 espanhola, onde à entrada desta ronda, temos o português Noah Monteiro a liderar o campeonato com cem pontos, a bordo do seu carro da Griffin Core. A concorrência é imensa - é, a par da competição italiana e da Europa Central, a mais competitiva dos diversos campeonatos de Formula 4 espalhados pelo mundo. 

E a grande questão nesta jornada tripla de Jarama, onde correram aqui na primavera, na Winter Series, é saber se o filho de Tiago Monteiro irá alargar a sua liderança ou se algum dos seus rivais, nomeadamente o polaco Boris Lyzen, o neerlandês Rocco Coronel, ou o britânico Nathan Tye - e estes são alguns nomes, pois outros poderão aparecer - poderão sair melhor que ele, para ficar com a liderança do campeonato. 

E tudo num fim de semana onde se falou do que poderá ser o passo seguinte para o piloto de 16 anos: a Eurocup-3, ou a FRECA, ambas competições de Formula 3. A primeira seria um "upgrading" desta Formula 4, porque é organizada pelos mesmos que estão por trás da Formula 4 espanhola, e poderia ficar com a mesma equipa. 

Veremos como será. Mas por agora, deixo aqui o video da primeira corrida da ronda de Jarama.

Formula 1 2026 - Ronda 12, Zandvoort (Qualificação)


Depois de quatro semanas de férias, a Formula 1 regressa ao seu ritmo normal, ou seja, ainda mais alucinado que o costume porque ainda existem duas corridas do qual não sabemos se acontecerão ou não - geopolitica, sabem? E então, a segunda metade do campeonato parece prometer ser mais interessante que a primeira. 

Ainda antes de sabermos que Isack Hadjar tinha fraturado o pulso, a Red Bull estava presetes a anunciar que o seu piloto, o seu "nec plus ultra", do qual esperam desencadear a sua recuperação, Max Verstappen, iria ficar na equipa até 2030, tornando-se no centro de um plano para voltarem a ser campeões. Mas no plano de renovação da equipa, Max praticamente ficou ainda mais milionário que é agora, não só em termos de salário, como também dos direitos de imagem e "mershandising". Com algumas centenas de milhões de dólares a amealhar até ao final da década, pelo menos, ele será um homem financeiramente feliz, porque as vitórias e os títulos... se calhar, demorarão mais um pouco.

E até calha bem este anuncio: é o último ano da Formula 1 nos Países Baixos. E a despedida de um nome clássico do calendário - digo nome, porque o circuito, que conhecemos nos anos 60, 70 e 80 do século passado, esse desapareceu há muito. E a partir do ano que vêm, acolherão a Formula E, a competição elétrica que terá um carro mais potente que teve até agora.

Mas no meio disto tudo, ainda há um Sprint Race, onde George Russell conseguiu uma pole, e se calhar, poderá ser um vislumbre do que poderá acontecer na qualificação, que acontecerá depois da "corrida sprint". Pelo menos, era o que se pensava: a corrida foi aborrecida, Russell acabou or ganhar, e choveu na última volta!


Passado um tempo, e já com o sol a brilhar e a pista seca, começou a qualificação. As primeiras voltas foram mais exploratórias e de aquecimento de pneus. Os Racing Bulls, por seu lado, começaram a colocar voltas rápidas desde as primeiras voltas lançadas. Os Ferrari começaram a colocar tempos no segundo 13, mas Oscar Piastri foi o primeiro a entrar no segundo 12, um tempo já mais aproximado do que era esperado no topo da tabela, seguido de George Russell e Lando Norris. 

Um pouco mais tarde, na sua segunda tentativa, Lewis Hamilton queimou a travagem na curva 1 e teve de regressar às boxes para calçar pneus novos, mas ele já tinha o tempo para rumar à Q2. Em contraste, os do costume estavam na zona de risco:  os dois Cadillac, os dois Haas e, de forma algo surpreendente, o Audi de Gabriel Bortoleto.

Mas na parte final, Ocon melhora e vai para a Q2, Bortoleto também, e no seu lugar apareceram os dois Aston Martin - parece que o motor não foi aquilo que se esperava - e o Williams de Carlos Sainz Jr., que faziam companhia ao Haas de Ollie Bearman, e os Cadillac de Valtteri Bottas e Sérgio Pérez. 

Passada a Q1, esperou-se por alguns minutos pelo Q2. 

Quando assim aconteceu, os primeiros carros foram... os Mercedes, seguido pelo Red Bull de Max Verstappen. O primeiro a marcar um tempo foi George Russell, na frente de Kimi Antonelli. Contudo, Lando Norris tratou de tirar 50 centésimos de segundo ao tempo de Russell. Oscar Piastri tirou mais 26 centésimos de segundo ao tempo do colega de equipa, com 1.11,641, com Leclerc a conseguir o terceiro melhor tempo provisório.

Depois dos carros terem passado brevemente pelas boxes, regressaram à pista para as derradeiras tentativas, e se Antonelli não conseguiu mais que o quinto melhor tempo, já Norris tratou de tirar 13 centésimos ao tempo de Piastri, com 1.11,628, enquanto Verstappen ficava com o terceiro melhor tempo, a 246 centésimos. 

E entre os que ficavam com a fava, os azarados eram os Alpine de Pierre Gasly e Franco Colapinto, o Williams de Alex Albon, o Haas de Esteban Ocon, o Racing Bulls do regressado Yuki Tsunoda e o Audi de Nico Hulkenberg. 

Assim sendo, passou-se para a Q3.


Ela começou de forma movimentada na via das boxes, mas quando começaram a acontecer em pista, foi Lando Norris que fez o primeiro tempo relevante: 1.11,344. Piastri marcou tempo, mas não melhorou (1.11,577), e nem Antonelli, com o seu 1.11,675. Russell melhorou, com 1.11,495, subindo para segundo. Leclerc apareceu depois, sendo quarto, com o tempo de 1.11,667. Hamilton conseguiu apenas o oitavo tempo, com 1.12,110.

Com os céus a ameaçarem chuva, na parte final da qualificação, eles tinham calçados os seus moles para saber se haveria tempo ou não para um tempo suficiente para mudar a sua posição na grelha, ou algo mais. Antonelli marcou 1.11,296 e ia para a frente dos tempos, mas instantes depois, Norris estabeleceu "o" tempo: 1.11,163. Fantástico, hein?

Russell só conseguiu 1.11,265, Piastri 1.11,305, e não havia mais chance, porque a chuva começou a cair. Faltavam três minutos para o final da sessão.


Norris, feliz da vida, consegue puxar algumas coisas interessantes da sua cartola e ficar na frente dos Mercedes. E na conferência de imprensa, ele próprio nem sabia como tinha conseguido: “Foi apenas uma volta razoável. Pressionei porque viram quão renhido está e uma ou duas centésimas fazem uma grande diferença no final”, explicou. 

Resta saber como será amanhã, quando as coisas forem sérias. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Youtube Hypercar Testing: Os testes do Ford Hypercar

A Ford colocou nesta semana o seu Hypercar para a temporada de 2027. O carro esteve durante três dias em testes no circuito de Paul Ricard, depois da apresentação oficial. Em preparação para a próxima temporada, o carro americano acumulou quilómetros e esta é uma das filmagens que circulam por aqui.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Noticias: Max Verstappen renova com a Red Bull até 2030


No fim de semana do GP dos Países Baixos, Max Verstappen renovou com a Red Bull até ao final da temporada de 2030, altura em que ele terá 33 anos. Assim sendo, a sua ligação à equipa de Milton Keynes foi estendida por mais duas temporadas face ao vínculo anterior, colocando um ponto final na especulação sobre o seu futuro na Fórmula 1.

A escolha deste anuncio naquela que poderá ser o último Grande Prémio no circuito de Zandvoort até poderá ser surpreendente, mas o filho de Jos Verstappen escolheu precisamente a sua corrida "caseira" para confirmar a continuidade de uma ligação que começou ainda antes da sua estreia na Fórmula 1 e que se transformou numa das mais bem-sucedidas da história da modalidade. E claro, é o final de feliz de uma "novela" onde a certa altura, parecia que a saída da Red Bull parecia ser certa devido a alegadas cláusulas de desempenho existentes no contrato anterior.

"Estou muito satisfeito com a extensão do contrato. Temos as melhores pessoas e estou entusiasmado por continuar a trabalhar com todos para voltar ao topo. Este continua a ser o objetivo final para o qual todos temos trabalhado e que continuaremos a perseguir. Quero agradecer à Red Bull, ao Laurent e a todos na Oracle Red Bull Racing pela confiança que depositam em mim.", começou por afirmar Verstappen no comunicado oficial do anuncio da sua renovação.

"Sempre o disse: a equipa é como uma segunda família para mim e sinto-me muito em casa. Vim para a equipa com a esperança de conseguir vencer corridas. O que alcançamos juntos foi simplesmente incrível, partilhamos muitos momentos inacreditáveis e vencemos quatro Campeonatos do Mundo.", continuou.

"Continuar esta jornada com a mesma equipa em que estive durante toda a minha carreira é algo muito especial e que sempre quis fazer. Trabalhar com o Laurent há mais de um ano também tem sido ótimo, vejo uma visão clara que ele tem para a equipa. Todos em Milton Keynes acreditam no que estamos a construir e estou ansioso pelo próximo capítulo, lutando por mais vitórias e competindo por campeonatos à medida que continuamos a moldar o futuro desta equipa."

"Fazer este anúncio durante o último Grande Prémio em Zandvoort é também um grande momento para mim. Esperamos poder dar aos adeptos uma despedida especial para a corrida final no meu País.", concluiu.


Do lado da Red Bull, Laurent Mekies considerou a noticia da renovação do seu contrato como fantástica para todo o desporto motorizado, sublinhando que a renovação reflete a confiança mútua e a ambição de manter uma das parcerias mais vitoriosas da história da Fórmula 1. O responsável gaulês, que chegou à Red Bull no verão do ano passado, substituindo Christian Horner, sublinhou a importância de reter o piloto neerlandês na grelha como sendo uma peça fundamental no processo de reestruturação da equipa.

"Ter o Max a continuar connosco e reter o melhor piloto da grelha é uma notícia fantástica para todos na Red Bull, na Oracle Red Bull Racing, bem como para a Fórmula 1 e para todo o desporto motorizado.", começou por afirmar. "Muito poucas parcerias no desporto alcançam o que o Max e esta equipa alcançaram. Desde o primeiro momento, o Max encarnou tudo o que torna a Oracle Red Bull Racing especial: competitividade inflexível, determinação implacável e a coragem de desafiar a convenção. O seu impacto na nossa equipa e na história do desporto motorizado da Red Bull foi transformador, e ele foi fundamental para tudo o que conquistamos juntos.", continuou.

"A decisão de continuar a nossa jornada juntos está enraizada na confiança que o Max e a equipa construíram ao longo de muitos anos, bem como na confiança do Max nas nossas pessoas, na nossa cultura e na nossa visão para o futuro. Forjada através do sucesso em campeonatos, batalhas intensas e momentos desafiantes da mesma forma, esta relação apenas se tornou mais forte – tornando-a numa das maiores histórias de sucesso da Fórmula 1."

"Mas ainda não terminamos. Há mais corridas para vencer, mais marcos para alcançar e mais história para escrever. Juntos, continuamos a elevar a fasquia com a mesma determinação que nos trouxe ao topo do desporto e uma fé ainda maior no que podemos alcançar. Muito evoluiu à medida que avançamos, mas a nossa ambição permanece inalterada – unidos por uma direção, uma visão, uma equipa.", finalizou.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

WRC: Rali do Chile com 56 inscritos


O WRC revelou nesta quarta-feira a lista de inscritos para o Rally Chile Bio Bío, marcado de 10 a 13 de setembro. Ao todo, serão 56 os pilotos que estarão presentes na prova chilena, dez deles na categoria principal, o Rally1.

A Toyota Gazoo Racing irá alinhar na prova chilena com cinco GR Yaris para o galês Elfyn Evans, o finlandês Sami Pajari, o japonês Takamoto Katsuta, o sueco Oliver Solberg e o francês Sébastien Ogier. Na Hyundai, a marca aposta no francês Adrien Fourmaux, no belga Thierry Neuville e no finlandês Esapekka Lappi, a novidade neste rali. Enquanto isso, a M-Sport Ford completa a categoria principal com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong.

Na categoria Rally2 estarão 18 pilotos inscritos, 17 deles em luta direta pelos pontos do WRC2. o estónio Robert Virves destaca-se após quatro vitórias consecutivas, enfrentando os carros da Lancia com o búlgaro-russo Nikolay Gryazin e o francês Yohan Rossel, além dos pilotos da Toyota Yaris Gr Rally2 do espanhol Alejandro Cachón e Diego Domínguez, do britânico Gus Greensmith e do japonês Yuki Yamamoto. 

A armada chilena assume forte protagonismo com Jorge Martínez, Alberto Heller, Pedro Heller, Emilio Rosselot e Tadeo Rosselot inscritos na categoria.

O rali do Chile acontecerá duas semanas depois do rali do Paraguai, que se realizará entre os dias 27 e 30 de agosto. 

Youtube Automotive Video: A nova temporada do The Grand Tour

O "The Grand Tour", série da Amazon, decidiu regressar, mas com novos apresentadores, agora que os Três Estarolas estão reformados. 

Eles são: Francis Bourgeois, de 26 anos - um nome artístico, o nome real é Luke Nicolson - é um entusiasta de comboios e automóveis, engenheiro mecânico que trabalhou na Rolls Royce, e fez muitos videos de "trainspotting" no TikTok, bem como dois YouTubers, e apresentadores do canal "Throttle House": o canadiano Thomas Holland e o britânico James Engelsman

A ideia por trás deste regresso é, não só replicarem o conhecimento e os gostos automobilísticos de Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond, como também a Amazon espera que repliquem a química que existia entre eles para uma nova era. E aparentemente, haverá um "cameo". 

E neste trailer podermos ver essa primeira evidencia. Se o conseguiram ou não... temos de ver o resto. Detalhe curioso: um dos episódios acontecerá... em Angola. Outro será na Malásia, e outro... parece que aparecerá o Jenson Button.

Tudo isto acontecerá a partir de 4 de setembro no Amazon Prime. 

Noticias: Hadjar não pode correr em Zandvoort, Lawson no seu lugar


O francês Isack Hadjar sofreu uma lesão no pulso e não poderá correr o GP dos Países Baixos, que acontecerá neste final de semana. No seu lugar irá o neozelandês Liam Lawson, que corre pela Racing Bulls, e no seu lugar na equipa secundária irá o japonês Yuki Tsunoda.

Segundo conta hoje o jornal neerlandês "De Telegraaf", Hadjar lesionou-se durante uma sessão de treino no ginásio. Isto acontece durante a pausa de verão dos pilotos, e não é ainda certo se Hadjar vai estar pronto para o GP de Itália, agendado para o dia seis de setembro, mas como falta duas semanas para a corrida, poderá ser suficiente para recuperar da lesão. 

O regresso de Lawson â Red Bull acontece depois de duas corridas no inicio de 2025, antes de ser substituído por Tsunoda, que fez o resto dessa temporada, sem grande sucesso. Em 2026, o japonês é piloto de testes e reserva de ambas as equipas. Mas mais curioso ainda é a relação de Lawson com esta corrida, porque foi em Zandvoort, em 2023, que o piloto fez a sua estreia na Fórmula 1, chamado pela então AlphaTauri para substituir o australiano Daniel Ricciardo, que tinha fracturado a mão num acidente durante os treinos.

Para Tsunoda, esta inesperada chamada para correr num Formula 1 acontece em dias onde o seu nome foi falado para competir na IndyCar americana. A Meyer Shank, que tem motores Honda, surge como uma das possíveis opções caso o sueco Felix Rosenqvist deixe a equipa para regressar à estrutura da McLaren na temporada de 2027.