sexta-feira, 17 de abril de 2026

WRC: Tanak será piloto de testes da Toyota


Ott Tanak
está testar o carro do WRC27 da Toyota. A noticia foi hoje divulgada pelo dirtfish.com, e isto significa o regresso do piloto estónio à atividade, depois de ter anunciado que iria parar de correr no final de 2025. O piloto estónio de 38 anos, campeão do mundo em 2019, testará com a marca japonesa para o resto da temporada, com vista ao carro WRC27, com os novos regulamentos do Mundial de ralis.

O regresso aconteceu com dois dias de testes na Croácia, e ele regressará dentro de duas semanas para testar nas condições de asfalto, nas Canárias, e depois, fará o mesmo tipo de testes, mas para o rali de Portugal, com o objetivo de ter pronta a máquina para a próxima temporada, a primeira com os novos regulamentos.

Fui convidado recentemente [pela equipa]”, disse, “e foi uma grande oportunidade. Obviamente, tirei tempo de folga e, sim, foi bom fazer as minhas próprias coisas, mas essa oportunidade surgiu, conhecemos a história da equipa e fiquei entusiasmado por participar."

É um bom equilíbrio ter o meu próprio tempo e conduzir carros de rali. Hoje [quinta-feira, dia 16 de abril] foi o meu primeiro dia no carro e foi um dia inteiro, com muita pilotagem – faremos o mesmo amanhã. O carro já andou bastante, por isso não é como se fossem os primeiros dias”.


Questionado sobre que opinião tem relativamente ao novo carro - cuja identidade ainda não foi confirmada - Tänak afirmou: “Sabemos que o regulamento representa uma mudança bastante significativa e cabe agora à equipa extrair o máximo de cada componente. Sabemos que será um desafio enorme superar os carros da Rally2. É uma tarefa gigantesca.

E sobre se isto é uma forma de afirmar que poderá regressar em 2027, acrescentou:

Honestamente, não há qualquer plano neste momento. Obviamente, tenho vontade de conduzir o carro de ralis, mas fazer estes dois dias de testes a cada duas semanas é um equilíbrio muito melhor do que participar nos ralis tal como estão no calendário atual. Gosto muito, ainda consigo acumular quilometragem, consigo conduzir bons carros numa ótima companhia. Ainda consigo ser útil de alguma forma, o que me agrada."

O regulamento é muito diferente, e não sei quando foi a última vez que fiz testes de desenvolvimento a sério – talvez tenha sido em 2016 com a M-Sport ou algo do género. Há muito, muito tempo que não fazíamos um programa de desenvolvimento deste tipo.”, concluiu.

Youtube Formula E Video: Como aproveitar a energia dos travões

Na série "Coding the Caos", protagonizado por Jeremiah Burton, e em colaboração com a Formula e, ele fala sobre a energia que a competição elétrica aproveita dos travões (freios, para quem vê isto no Brasil) para recarregar as baterias dos carros, e a ciência por trás disso. Ou seja, como cada curva se torna, de uma certa forma, numa estação de carregamento que os faz aguentar até ao final das corridas com energia extra para o ataque final. 

Noticias: Colton Herta estará em quatro fins de semana de Grande Prémio


O americano Colton Herta estará em quatro sessões de treinos livres da Formula 1 pela Cadillac ao longo desta temporada, a começar pelo fim de semana de Barcelona, que acontecerá a meio do mês que vêm. Ainda não se sabe que piloto é que cedeu o lugar para que ele possa participar num fim de semana de Formula 1, e também não se sabe quais são os outros fins de semana em ele poderá participar. 

Mal posso esperar para conduzir o carro da Cadillac pela primeira vez”, começou por afirmar Herta, que compete atualmente na Fórmula 2 pela Hitech. "Estou ansioso por trabalhar em estreita colaboração com a equipa num ambiente completo de Grande Prémio e estou totalmente focado em aprender com cada participação. Espero poder contribuir para o fim de semana de corrida como um todo e ajudar a equipa, o Checo e o Valtteri tanto quanto possível.”, concluiu.

Herta, atualmente com 26 anos e nesta temporada piloto da Hitech na Formula 2, depois de meia dúzia de anos a competir na IndyCar Series, já tinha estado num monolugar de Fórmula 1 da McLaren em Portimão, em 2022, mas nunca tinha participado numa sessão oficial de um fim de semana de Grande Prémio. Herta tem atualmente seis pontos no campeonato, resultado de um sétimo lugar na Feature Race em Melbourne, a primeira corrida do ano.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

As imagens do dia





O GP de San Marino, terceira corrida da temporada de 1986, irá ser a estreia do novo chassis da Lola-Haas, que, de uma certa maneira, prometia colocar na era turbo alguns dos nomes mais conhecidos das últimas duas décadas. E o mais interessante ainda, era que não só apresentava o Cosworth Turbo, como é o único chassis que juntou Ross Brawn e Adrian Newey

Mas vamos por partes: o Lola THL2 era o segundo chassis da Lola-Haas, o projeto de Carl Haas na Formula 1, em associação com o patrocinador Beatrice Foods. Anunciado em 1984, para ir além da CART, com esse dinheiro do patrocínio, Haas decidiu montar uma equipa de veteranos, para conseguir o sucesso no mais curto espaço de tempo possível. O manager era Teddy Mayer, que tinha estado na McLaren até ao final de 1981, antes de vender a sua parte para Ron Dennis, e conseguiu um acordo com a Cosworth para construir um motor Turbo. E os pilotos também eram dois veteranos que Haas conhecia bem: o australiano Alan Jones, campeão do mundo em 1980, e Patrick Tambay, ex-Renault, mas que tinha participado alguns anos na América, mais concretamente na Cam-Am, nas equipas dirigidas por... Haas.

Mayer arranjou uma fábrica abandonada em Colnbrook, e estabeleceu a  Formula One Race Car Engineering (FORCE). Ali, seria montada uma equipa de engenheiros aerodinâmicos, chefiada por Neil Oatley, ex-Williams, e teria como adjunto Ross Brawn, que o tinha trazido da Williams. No departamento da aerodinâmica iria ter outro jovem, que tinha começado a sua carreira seis anos antes, na Fittipaldi: Adrian Newey.

A estreia foi no GP de Itália de 1985, com um carro para Jones, e motores Hart Turbo. sem resultados - aliás, sequer participaram no GP da África do Sul desse ano, alegando que Jones estava doente, quando na realidade decidiu simplesmente não correr - para 1986, as ambições eram bem grandes: motor Cosworth Turbo, dois carros, e claro, um chassis novo.

O carro não iria estar pronto para a corrida inaugural, no Brasil, mas para Imola, tudo seria novo: chassis e motor. O THL2, um monocoque com uma mistura de alumínio com fibra de carbono em "honeycomb", era desenhado por uma equipa chefiada por Oatley, Brawn e Newey, que tinha andado o inverno a construir o melhor chassis possível, usando as melhores tecnologias em computador - ainda não era o CAD, mas não andava longe... - mas o grande trunfo era o Cosworth TEC Turbo. Projeto de Keith Duckworth, o motor V6 Turbo de 1.5 litros, a 120º, com base GBA, estaria a dar em banco de ensaio uns decentes 900 cavalos de potência, e parecia ser mais fiável que os Hart, que davam "apenas" 750 cavalos.

Contudo, o projeto tinha dois obstáculos. Primeiro, descobriu-se que os Cosworth não tinham montado motores com configuração de qualificação, ou seja, poderiam ter entre 250 a 450 cavalos... a menos que, por exemplo, BMW, Renault ou Honda. E segundo, Keith Duckworth tinha os seus preconceitos em relação aos motores Turbo, que não achava mais desafiantes que, por exemplo, os aspirados - pior, ele achava que eram anti-regulamentares - e Duckworth apostava na fiabilidade que na potência. Mas mesmo assim, em cerca de um ano - o projeto começou no final de 1984 - eles tinham um motor pronto.

O mais curioso disto tudo é que, ao longo do desenvolvimento do THL2, uma equipa de reportagem da BBC acompanhou o processo de desenvolvimento, quer do chassis, quer do motor, para depois apresentar num programa chamado "Equinnox". A meio de abril, o chassis estava pronto, e bem a tempo, porque a Haas tinha um problema maior: o patrocinador principal, a Beatrice, tinha decidido abandonar o projeto, e Haas tinha de encontrar outro patrocinador no seu lugar, caso contrário, iria regressar à América. O tempo contava. 

O que vêm aí para o CPR 2026


Depois de um adiamento de um mês, o Campeonato de Portugal de ralis de 2026 começa neste final de semana com o rali Terras D'Aboboreira, que acontecerá entre Baião, Marco de Canavezes e Amarante. E este campeonato de Portugal de Ralis parece ser um em que, depois dos estrangeiros, teremos a luta entre gerações.

E porquê? Pois bem, nas estradas um pouco por todo o Portugal, iremos ter gente consagrada como Armindo Araújo, José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio, em projetos privados, contra as equipas oficiais da Hyundai e da Toyota onde, depois de apostarem em pilotos veteranos, como Dani Sordo e Kris Meeke, decidiram que o melhor seria dar uma chance à juventude. E é por isso que temos gente como Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, na Hyundai, mais Rafael Rego e Pedro Almeida, na Toyota Caetano Portugal. 

Claro que alguns poderiam pensar que a saída dos estrangeiros (Sordo, por exemplo, regressou à equipa oficial da Hyundai, e regressará a um Rally1 para as provas das Canárias e Portugal, para começar) poderia ter empobrecido o panorama dos ralis, mas é provável que tenha dado o efeito contrário, devido à tal aposta falada mais acima. 


E se podemos pensar que os "velhos consagrados" tem apostado nas "máquinas" que não se mexem, como Armindo e o seu fiel Skoda Fabia RS Rally2, já José Pedro Fontes decidiu apostar numa máquina nova, deixando de lado o Citroen C3 Rally2 para ser o primeiro a andar num Lancia Ypsilon Integrale Rally2, claro, preparado pela Sports & You. Curiosamente, Ricardo Teodósio também trocou a sua máquina, passando de um Toyota GR Yaris Rally2 para um Citroen C3 Rally2, mas mesmo assim, ele aposta para o pódio, quer para as provas, quer para o campeonato, apostando que os mais jovens cometam alguns excessos dos quais ele possa aproveitar. E claro, a mesma coisa pensa gente como Armindo ou José Pedro Fontes.

Uma coisa é certa, a expectativa dos jovens é de competir, e tem sede de vitória. Se conseguirem, tanto melhor.

"As expectativas são altas. Sentimo-nos muito confortáveis no Hyundai i20 N Rally2 após dois dias de testes muito positivos, onde experimentámos várias soluções. O carro está muito divertido e fácil de guiar, o que nos deixa confiantes, até por serem esperados pisos secos", começou por afirmar Gonçalo Henriques, na Hyundai Portugal. "As nossas metas são claras: lutar por vitórias e, no final, pelo título. Queremos fazer o nosso caminho degrau a degrau, sem pressão, mas com a ambição de sermos campeões e dar ao Team Hyundai Portugal o quarto título consecutivo", concluiu.


"Estamos muito contentes e orgulhosos por competir a tempo inteiro no campeonato com o Team Hyundai Portugal. Depois de mais de um ano sem andarmos em pisos de terra, o Hyundai i20 N Rally2 transmitiu-nos ótimas sensações nos testes e sentimos que estamos preparados. Não temos dúvidas de que o campeonato vai ser muito competitivo, com uma mistura interessante de gerações, mas queremos afirmar-nos como uma das principais figuras em todas as provas, e lutar por vitórias e pelo título", falou Hugo Lopes, também da Hyundai Portugal, antes deste rali Terras D'Aboboreira.

"Claro que somos competitivos e queremos estar o mais próximos possível dos primeiros lugares, mas sabemos que o campeonato é muito exigente e há pilotos muito fortes.", disse Pedro Almeida, da Toyota Caetano Portugal, antes deste rali.

E as declarações dele mostram algo que não está muito evidente. Se poderemos imaginar seis, sete ou oito candidatos à vitória, quer individualmente, quer na geral, a realidade mostra que, pelo menos na Toyota Caetano Portugal, a aposta é no médio prazo: preparar estes jovens com potencial para triunfarem nos anos seguintes. Especialmente Rafael Rego, que começa este ano num Rally2. 

E se calhar é isso que os consagrados estão à espera: reconhecem o potencial, mas esperam que a sua experiência possa levar a melhor na estrada, seja em alcatrão, seja em terra.


Olhem o que diz Armindo Araújo, nas vésperas do arranque do campeonato: 

Este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Sabemos que todos eles chegam com a garra de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, temos lutados pelas vitórias nos últimos anos. Vamos dar sempre o nosso melhor e queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, declarou.

Em suma, as expectativas estão altas. Há um misto de ansiedade e curiosidade para saber como será este campeonato.

Claro, há mais inscritos, como Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2), Paulo Neto (Skoda Fabia Evo Rally2), Ricardo Filipe (Skoda Fabia Rally2), Henrique Moniz (Skoda Fabia Evo Rally2) e Paulo Caldeira (Skoda Fabia Evo Rally2), bem como os jovens Diogo Martins (Skoda Fabia Evo Rally2) e Guilherme Meireles (Skoda Fabia Evo Rally2). Mas eles não estarão em todas as provas do campeonato, que terá, como sempre, o rali de Portugal, e o rali da Madeira, para além do rali de Lisboa, a estreia no calendário, alargando para nove ralis (mas com os sete melhores resultados a contarem para a classificação), com tudo a acabar com o rali do Vidreiro, que era para ser a prova de abertura, mas a tempestade do passado dia 28 de janeiro fez adiar do inicio de março para 28 de novembro.

WRC: 70 inscritos no rali de Portugal


A cerca de quatro semanas do Rali de Portugal, foi divulgada na quarta-feira a lista de inscritos. Ao todo, serão 70, as duplas inscritas, e entre os Rally1, as grandes novidades são as participações de Sebastien Ogier, na Toyota, de Dani Sordo, na Hyundai, que fará a segunda participação seguida no WRC em 2026, depois do rali das Canárias, e na Ford, aparecerá o letão Martins Sesks, que fará o seu segundo rali do ano, depois da participação no rali da Suécia, em fevereiro. 

Do lado dos Rally2, haverá 36 carros, o maior do Mundial até agora, pois em Monte Carlo, apenas estiveram... 24. Desses, 14 serão portugueses, estarão também a dupla oficial da Lancia, com Yohan Rossel e Nikolay Gryazin, e gente como Gus Greensmith, Andreas Mikkelsen, Roope Korhonen, Teemu Suninen, Alejandro Cachon, Jan Solans, Fabrizio Zaldivar, Pablo Sarrazin e Elliot Delecour, entre outros.

O rali de Portugal, que acontecerá em estradas de terra, acontecerá entre os dias 7 e 10 de maio, com 23 especiais de classificação para cumprir.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

A imagem do dia




Hollywood liga pouco ao automobilismo, embora nos últimos anos esse interesse tem vindo a aumentar. Em 2025, o filme "F1" rendeu mais de 300 milhões de dólares e conseguiu quatro nomeações para os Prémios da Academia de Hollywood - vulgo, Óscares - tendo ganho um, o de melhor edição sonora. E graças a isso, considera-se uma sequela para o final da década, enquanto outros projetos sobre automobilismo poderão estar a aparecer. 

Foi o que aconteceu hoje, quando foi anunciada uma prequela de "Oceans'11", com Margot Robbie e Bradley Cooper como protagonistas, com ele também a assumir os encargos da realização. O cenário é bem interessante: ambos serão os pais de Danny Ocean, e irão fazer um assalto ousado... durante o fim de semana do GP do Mónaco de 1962, uma corrida ganha por Bruce McLaren, no seu Cooper. 

Margot Robbie explicou a base do argumento do filme durante a apresentação do catálogo da Warner Bros. para 2027 na CinemaCon:

Antes de Danny Ocean alguma vez ter posto os pés em Las Vegas, dois mestres ensinaram-lhe tudo o que sabe — os seus pais. Vê-los-ão no seu auge, e no nosso novo filme, a executar um golpe épico no Grande Prémio de Mónaco de 1962.

Robbie irá produzir o filme através da sua produtora LuckyChap, e o argumento estará a cargo de Carrie Solomon. As filmagens deverão arrancar ainda em 2026, com estreia prevista para 2027.

Youtube Automotive Video: As consequências dos taxis sem condutor

A automação e a Inteligência Artificial são duas das coisas que vão acontecer num futuro próximo. Será disruptivo, ao ponto de, provavelmente, a nossa existência como humanos será questionada. Nos Estados Unidos, um país que vive - e adora - a inovação, a Waymo é uma firma que decidiu colocar carros sem condutor no lugar dos taxis, alegando que iria diminuir bastante a sinistralidade rodoviária.

Contudo, colocar Jaguares elétricos sem condutor - pelo menos, em São Francisco - tam mais consequências. Pode ser que diminuam os acidentes de viação, mas também tirará dezenas de milhares de empregos, tornando, aliás, uma profissão como a de taxista como... obsoleto. E isso pode não ser bom. 

CPR (II): Armindo Araújo ansioso pelo começo da temporada


Armindo Araújo
e o seu navegador, Luis Ramalho, afirmam-se preparados e motivados para o arranque da temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), que terá o seu início com a realização do Rali Terras D’Aboboreira, no próximo fim de semana. Apostado em lutar pelas vitórias e pelo título absoluto, contra equipas oficiais como as da Hyundai Portugal e da Toyota Caetano Portugal, Armindo Araújo sente que toda a equipa terá mais trabalho, mas também está ansiosa para que comece a nova temporada.

“[Toda a equipa] está a contar os dias para que comece a nova temporada e com uma forte vontade de começar o ano da melhor forma possível. Fizemos um grande trabalho de preparação nestes meses e estamos todos confiantes que vamos para o Rali Terras D’Aboboreira lutar pela vitória”, começou por afirmar o piloto de Santo Tirso no seu comunicado oficial.

Numa temporada onde há claramente um “confronto de gerações”, o piloto do Skoda Fabia RS Rally 2 preparado pela The Racing Factory, acredita que “este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Sabemos que todos eles chegam com a garra de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, temos lutados pelas vitórias nos últimos anos. Vamos dar sempre o nosso melhor e queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, concluiu.

O Terras D'Aboboreira acontecerá entre sexta à noite e sábado, com oito especiais de classificação.

CPR: Team Hyundai Portugal arranca com ambições de vitória


O Team Hyundai Portugal inicia, no final desta semana, a sua oitava temporada consecutiva no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), apresentando-se no Rali Terras d’Aboboreira com um objetivo bem definido: prolongar a hegemonia conquistada nas últimas três épocas. Os pilotos Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, depois de dois dias de testes em terra, demonstraram confiança no Hyundai i20 N Rally2, que se apresenta com as mais recentes evoluções técnicas da Hyundai Motorsport. 

"As expectativas são altas. Sentimo-nos muito confortáveis no Hyundai i20 N Rally2 após dois dias de testes muito positivos, onde experimentámos várias soluções. O carro está muito divertido e fácil de guiar, o que nos deixa confiantes, até por serem esperados pisos secos", começou por afirmar Gonçalo Henriques.

"Embora prefira troços mais largos e de piso duro, tenho-me sentido cada vez mais à vontade nos pisos macios, como os da Aboboreira. Acredito que podemos ser rápidos. Vamos trabalhar muito para que este seja um rali feliz para nós. Sabemos que vamos ter adversários muito fortes, que nos vão obrigar a trabalhar mais do que nunca. Mas é exatamente isso que queremos: evoluir ao lado de pilotos rápidos e disputar ralis ao mais alto nível", continuou.

"As nossas metas são claras: lutar por vitórias e, no final, pelo título. Queremos fazer o nosso caminho degrau a degrau, sem pressão, mas com a ambição de sermos campeões e dar ao Team Hyundai Portugal o quarto título consecutivo", concluiu.

Já do lado de Hugo Lopes, as ambições são semelhantes, quer para o rali, quer para o campeonato. E começou por elogiar a prova: "O Rali Terras d’Aboboreira tem dos troços de terra mais espetaculares do país".

Depois, continuou:

"O foco é entrarmos logo bem na classificativa de Amarante, que abre os dias de sexta-feira e sábado. É um troço longo, onde é preciso manter um ritmo sólido e sem erros, para percebermos onde nos situamos perante a concorrência e garantir uma boa posição na estrada para sábado. Também o Marão será desafiante, por ser feito no sentido inverso ao do ano passado e muito a subir, exigindo um bom ritmo desde o início. Agora é preparar bem os reconhecimentos para entrar no rali focado num bom resultado".

"Estamos muito contentes e orgulhosos por competir a tempo inteiro no campeonato com o Team Hyundai Portugal. Depois de mais de um ano sem andarmos em pisos de terra, o Hyundai i20 N Rally2 transmitiu-nos ótimas sensações nos testes e sentimos que estamos preparados. Não temos dúvidas de que o campeonato vai ser muito competitivo, com uma mistura interessante de gerações, mas queremos afirmar-nos como uma das principais figuras em todas as provas, e lutar por vitórias e pelo título", concluiu.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Youtube Rally Testing: Os testes de Adrien Formaux em Portugal

O rali da Croácia mal acabou, o rali das Canárias acontecerá dentro de duas semanas, mas daqui a menos de um mês, teremos o rali de Portugal, onde os pilotos regressarão à gravilha. E para se prepararem, a Hyundai colocou alguns carros e um dos seus pilotos, Adrien Formaux, a testar os novos componentes. 

Eis o video do teste que aconteceu nesta terça-feira.  

CPR (II): Pilotos da Toyota cautelosos nas expectativas para o Terras D'Aboboreira


O Rali Terras D'Aboboreira 2026 irá servir de marco histórico para a TGR Caetano Portugal, porque pela primeira vez a equipa coloca dois GR Yaris Rally2 oficiais em simultâneo numa prova do CPR, para Pedro Almeida e Rafael Rego. Para a Toyota, a entrada um segundo GR Yaris Rally2 no programa oficial representa um reforço da presença da marca nos troços nacionais. Aliado a isso, a associação com a programa FPAK Junior Team, rampa de lançamento de jovens talentos portugueses, enquadrados por uma estrutura experiente e vencedora.

Com isso, chegou Rafael Rego, que alinhará ao lado de Almeida. Se a jovem promessa salta diretamente para o escalão Rally2 ao volante de um carro oficial, já Pedro Almeida chega a Amarante com a motivação de quem regressa aos ralis num carro de topo e com fome de sucesso. A estreia no GR Yaris Rally2 implica adaptação, mas o piloto não esconde a ambição:

"Vamos encarar esta primeira prova com muita motivação. Estrear um carro novo traz sempre um período de adaptação, mas o trabalho feito até aqui dá-nos confiança.", começou por afirmar. "O principal objetivo passa por evoluir ao longo do rali, perceber bem o comportamento do carro em contexto de competição e terminar com um bom resultado. Claro que somos competitivos e queremos estar o mais próximos possível dos primeiros lugares, mas sabemos que o campeonato é muito exigente e há pilotos muito fortes.", continuou. 

"O próprio rali é diferente e mais exigente, com longas especiais, que nos obrigam a uma permanente concentração e exigência. Se conseguirmos entrar na luta pelos lugares cimeiros, será um excelente indicador para o resto da época.", concluiu.

Quanto a Rafael Rego, o piloto, integrado também na FPAK Junior Team, ele reconhece que guiar um carros destes, numa equipa destas, não só é um voto de confiança mas também uma responsabilidade que assume com maturidade.

"Os meus planos para este rally passam por evoluir de forma consistente e gradual ao longo de toda a prova. O principal objetivo é ir ganhando cada vez mais confiança ao volante, melhorando a adaptação ao carro e às condições do percurso.", começou por afirmar. 

"Quero focar-me em conduzir de forma limpa, evitando erros desnecessários, e aproveitar cada especial para aprender mais sobre o comportamento do carro. Com o avançar do rally, a ideia é aumentar o ritmo de forma progressiva, sempre com controlo, para conseguir extrair o melhor desempenho possível.", concluiu.

O Rali Terras D'Aboboreira, prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), terá nove especiais de classificação, entre sexta à noite e sábado.

CPR: Teodósio quer ser competitivo no Terras D'Aboboreira


Ricardo Teodósio parte para a temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com uma nova máquina, o Citroen C3 Rally2, e esta estreia representa para o piloto numa aposta numa máquina de última geração, reconhecida pela sua competitividade ao mais alto nível dos ralis nacionais e internacionais. A participação na exigente prova da Aboboreira servirá não só como estreia oficial, mas também como oportunidade para demonstrar o seu potencial ao longo da prova, apostando numa luta por lugares no pódio, contra pilotos de equipas oficiais, como a Hyundai e a Toyota.

É um desafio muito motivador. O Citroën C3 Rally2 é um carro com provas dadas e estou muito entusiasmado com esta estreia. Sabemos que o Rali Terras d’Aboboreira é uma prova exigente, mas estamos focados em evoluir quilómetro a quilómetro.”, afirmou.

Para o navegador José Teixeira, o otimismo é evidente e a ambição passa por uma adaptação rápida à nova máquina. “O nosso objetivo passa por uma adaptação rápida ao carro e por estarmos competitivos desde cedo. Sabemos que a concorrência é forte, mas queremos estar na luta pelos lugares da frente e discutir o pódio.

Ricardo Teodósio deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que tornam este projeto possível: “Quero também agradecer a todos os patrocinadores pelo apoio contínuo. É graças a eles que conseguimos estar presentes com este projeto e encarar esta nova fase com ambição.”, concluiu.

O rali Terras D'Aboboreira terá nove especiais de classificação corridos na sexta-feira à noite e no sábado ao longo do dia.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

As imagens do dia








Em 1986, a Formula 1 celebrava o seu regresso à Espanha, e com uma pista permanente. O desafio de Jerez de la Frontera era saber da sua capacidade de receber uma competição destas, num lugar um pouco longe de tudo - a cidade fica entre Sevilha e Cadiz - e numa pista que só tinha sido inaugurada quatro meses antes. Talvez seja por isso que, no dia da corrida, não esteja mais do que 15 mil espectadores, apesar do belo dia de primavera na Andaluzia.

Três semanas depois de Jacarepaguá, a chegada à Europa para uma pista totalmente nova resultou num tempo para se ambientarem. Apesar do asfalto estar bom, o facto de ser estreito e a velocidade ser média baixa, poderia resultar da corrida arriscar ser uma procissão. Logo, uma boa posição na grelha seria meio caminho andado para um bom resultado no final.

E foi o que fez Ayrton Senna, quando marcou 1.21,605 na sessão de sexta-feira, ficando quase um segundo mais rápido que Nelson Piquet e Nigel Mansell, os pilotos da Williams, segundo e terceiro. Alain Prost, no seu McLaren, iria partir de quarto, 1,2 segundos mais lento que o piloto da Lotus.

A corrida foi praticamente um duelo a três, no qual ninguém iria parar nas boxes. Senna conseguiu aguentar os Williams, mais rápidos em pista, mas com um traçado desfavorável. O brasileiro largou bem, enquanto Piquet era segundo, e Mansell terceiro, antes de ser atacado pelo McLaren de Keke Rosberg, que ficou com o lugar no inicio da segunda volta.

Com o passar das voltas, Senna aguentava os Williams, mas sem grande esforço. Seis carros tinham-se retirado nas primeiras dez voltas, incluindo o Lola de Alan Jones, vítima de uma colisão com o Zakspeed de Jonathan Palmer, mas quando na volta 11, o Ferrari de Stefan Johansson parava na berma, por causa dos travões ele mostrava outro problema: no final, ter os freios a aguentarem 72 voltas de constantes travagens seria um feito tecnológico e tanto. Isso... e as caixas de velocidades manuais.

Senna ficou na frente até à volta 39, onde perdeu o comando para Nigel Mansell, que tinha passado para terceiro na volta 29, e depois atacou Piquet para ser segundo, no inicio da 32ª volta - o brasileiro iria ter problemas de motor e desistiria nessa mesma volta 39. Parecia que, em ascensão e na liderança, Mansell poderia ir embora rumo à meta e ao lugar mais alto do pódio. Mas... o carro não se afastou tanto quanto queria. Pior: Senna e Alain Prost, no seu McLaren, aproximavam-se. Mansell, o caçador, passou a ser Mansell, o caçado!

O desfecho começa na volta 62, quando Mansell perde duas posições na mesma curva: primeiro passado por Senna, logo a seguir por Prost, que os seguia não muito longe, descobriu que o melhor seria ir às boxes colocar um novo jogo de pneus Goodyear, e ir em fúria os apanhar. E quase deu certo. A quatro voltas do fim, Mansell apanhou Prost e foi em perseguição a Senna, numa altura em que rolava cinco segundos mais rápido que a concorrência. Não eram pneus de qualificação: apenas pneus novos contra os primeiros que decidiram colocar pneus para durarem toda a corrida.

Foi fácil Mansell encostar-se na traseira de Senna, mas apenas a meio da última volta, quando a diferença entre ambos era de meros 1,6 segundos. E o ataque à liderança aconteceu... nos metros finais, do qual o brasileiro aguentou. Por 13 centésimos de segundo - ainda hoje a terceira mais apertada chegada da história da Formula 1. 

No final, o britânico afirmou que tinha sido uma corrida dura, e que as manobras de Senna ao longo da corrida eram legitimas, pois ele defendia a sua liderança. E, a brincar, afirmou que o ideal seria que ambos saíssem de Jerez com sete pontos e meio cada um! Mas quem saia de Jerez com a liderança era Senna, e dali a duas semanas, em Imola, haveria mais.

Noticias: Noah Monteiro com um fim de semana exigente em Valencia


Noah Monteiro não teve um fim de semana fácil em Valencia, palco da jornada inaugural da Formula 4 Espanha, mas o filho de Tiago Monteiro não falhou um pódio em duas das três corridas desta jornada inaugural, o que lhe vale acabar no segundo lugar na classificação geral, fruto de dois terceiros lugares.

Ao longo das corridas, o piloto de 17 anos conseguiu mostrar velocidade e maturidade, sem se envolver em lutas demasiado arriscadas, arriscando a acidentes que poderiam prejudicar a sua candidatura ao título, depois de ter ganho a Winter Series, no mês passado.

Contudo, as coisas não foram fáceis. Uma qualificação difícil na primeira corrida por causa de problemas mecânicos, o colocou na quarta posição da grelha para a primeira corrida - e quinta para a segunda - limitou a sua capacidade para as provas. Contudo, ele estava confiante para as corridas, já que os problemas que tinham afligido já estavam resolvidos.

O resultado da qualificação, que definiu que saíssemos em 4º e 5º lugar na grelha, condicionou-nos, já que as dificuldades que tivemos no carro limitaram-nos o número de voltas, mas no final fizemos o nosso trabalho, conseguimos minimizar a situação e fechar o dia com dois resultados sólidos”, explicou o piloto, no meio dis desse sábado.

E assim foi: dois pódios nas duas corridas de sábado, num traçado onde ultrapassar não é simples, foi o resultado de uma estratégia de gestão e eficácia, quer no arranque, quer durante a corrida. E a recompensa foram dois terceiros lugares.

Tanto na primeira como na segunda corrida sabíamos que seria muito difícil fazer ultrapassagens e a estratégia passou por arrancar bem, gerir a prova da melhor forma, tentar forçar o erro dos adversários e fazer corridas limpas para evitar penalizações. Foi o que fizemos e saímos deste primeiro dia com dois pódios, bons pontos para o campeonato e contentes com o trabalho feito”, afirmou.

No domingo, apesar das ameaças de chuva, a qualificação foi bem melhor, quando conseguiu um segundo lugar na grelha de partida, batido por Vivek Kanthan. Na corrida, o americano disparou para a vitória, enquanto Noah Monteiro fora batido pelo polaco Boris Lyzen, do qual andou à luta pela posição até ao final, não o conseguindo passar, apesar de três entradas do Safety Car por causa de acidentes. 


No final deste primeiro fim de semana, o balanço era positivo, com uma corrida 3 exigente:

Foi uma corrida difícil. Muitos períodos de safety car que quebraram o ritmo da prova… além disto, tive um início de corrida intenso, com uma luta muito forte, com vários toques com um adversário que também me fez perder algum tempo. Ainda assim, fizemos três pódios em três corridas, conseguimos somar bons pontos e mostrámos que somos fortes em todas as condições e momentos de corrida. Temos agora uma paragem longa que vamos aproveitar para preparar bem a próxima prova. Vai ser a minha corrida em casa e estou ansioso de poder voltar a competir em Portugal, para o público português”, concluiu.

A segunda ronda da Formula 4 Espanha acontecerá no fim de semana de 5 a 7 de junho, no Autódromo de Portimão.