No final, o piloto de 32 anos - fará 33 na terça-feira - estava muito contente com o resultado final... e aliviado por ter chegado ao fim, depois de 94 ralis e ter conquistado também o seu nono pódio da sua carreira:
"Não sei o que dizer. Tivemos tantos momentos difíceis... Aaron [Johnson, seu navegador] trabalhou muito duro comigo e a equipe sempre acreditou em mim, mesmo quando falhei. Obrigado a toda a equipe. Obrigado a eles e ao Aaron, minha família sempre é um grande apoio. Finalmente aqui. Tantos momentos, tantas coisas acontecendo... obrigado a Ott [Tänak]. Ele esteve lá em todos os momentos, me mandando mensagens. Ele acordava mais cedo do que eu. Eu consegui, graças a você! Akio san [Akio Toyoda, o presidente] - finalmente estamos aqui!"
Com quatro especiais até ao final - passagens duplas por Oserengoni e Hell's Gate. Apropriado para a lama nas estradas, não? - o dia começou com Ogier a ganhar a primeira especial do dia, 3,8 segundos na frente de Oliver Solberg, 9,4 sobre Adrien Formaux, 9,8 sobre Thierry Neuville. Takamoto perdia 26,1 segundos, mas tinha tudo controlado, apesar das estradas ainda muito enlameadas.
Elfyn Evans ganhou na especial seguinte, 3,5 segundos na frente de Oliver Solberg, 3,7 sobre Sebastien Ogier, 7,5 sobre Thierry Neuville e Adrien Formaux. Takamoto perdia mais 16 segundos, mas estava mais tranquilo que a concorrência, preocupado em levar o carro até ao final. Formaux, ainda por cima, tinha furado, apesar de não ter perdido muito tempo.
"Esta especial está mais maluca do que antes, a chuva deixou o solo tão macio, agora tantas pedras estão aparecendo. Tentei evitar cada pedra, há uma quantidade louca de pedras afiadas. Eu simplesmente continuo assim. Lutar pelos décimos e a fundo em todos os lados é mais agradável, esse tipo de pressão é um pouco louco.", disse Takamoto, no final da especial.
Oliver Solberg triunfou na especial seguinte, 4.4 segundos na frente de Sebastien Ogier, 7,2 sobre Elfyn Evans e 9,5 sobre Thierry Neuville. Takamoto perdeu 37 segundos, mas tinha tudo controlado para a Power Stage, a segunda passagem por Hell's Gate. E ali, Solberg conseguiu ser melhor, batendo Ogier por 2,8 segundos, Evans por 4,5 e Neuville por 7,3. Takamoto foi nono, perdeu 24 segundos, mas no final, celebrou.
Quanto a Solberg, apesar da vitória na Power Stage, não deixou de falar sobre o difícil fim de semana queniano:
"Foi um fim de semana incrível, grande aventura. Parecia tão bom, tínhamos tudo sob controle e mantivemos limpo. Hoje podemos pressionar e tirar o máximo. Estou tão feliz por Taka se ele pudesse conseguir, ele é o cara mais adorável do mundo. Os outros não tiveram sorte, mas ótimo para ele. Desculpas para a equipe com os três carros, foi difícil de aceitar. Chorei um pouco na cama porque estava indo tão bem. Obrigado à equipe, este é apenas o nosso quarto rally com este carro e já temos 50 por cento de vitórias."
Depois dos três primeiros, quarto acabou por ser Esapekka Lappi, no seu Hyundai, a 6.23,6, na frente do Skoda Fabia Rally2 do estónio Robert Virves, a 11.38,7. Gus Greensmith acabou em sexto, a 12,09.0, na frente do paraguaio Fabiano Zaldivar, a 12,20.0. Oitavo acabou por ser o veterano Andreas Mikkelsen, no seu Skoda Fabia Rally2, a 12,30,7. Outro paraguaio, Diego Rodriguez, conseguiu os seus primeiros pontos no WRC, sendo nono no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 13,28,4. E a fechar o "top ten", ficou Oliver Solberg, a 16.44,5.







































