terça-feira, 13 de outubro de 2026

A imagem do dia





Ando a ler as noticias do acordo entre a FIA, a F1 e o governo do Ruanda, algo que já se sabia desde 2022, e agora, chegou a uma conclusão. O mais impressionante para mim - e eu ando nisto há algum tempo - nem é o “sportwashing” (agora tem as suas consequências, com as guerras no Médio Oriente), mas até que ponto eles assinaram um acordo “com os olhos fechados” com o Ruanda, que não tem qualquer tradição automobilística, nem uma pista para podermos ver. Confiança e… pronto.

Sabem o que me fez lembrar? O acordo com o Vietname, para o GP de Hanói, que iria acontecer em 2020, lembram-se? A corrida que chegou a estar no calendário, a pista desenhada e construída no centro da cidade de Hanoi, com bancadas, paddock, e se não fosse essa chatice chamada Covid-19, teria acontecido em março de 2020. 

Só que depois, viu-se, não era algo sancionado pelo governo central, era meramente uma projeto do governador de Hanoi, que depois se descobriu ter desviado dinheiro para a construção da pista e pago à FOM para ter a corrida. Resultado final? Meia dúzia de anos de prisão e o governo vietnamita a renegar tudo. E ali está, hoje em dia, sem saberem muito bem o que fazer às coisas construídas entretanto. E já agora, custou ao todo... 600 milhões de dólares.

Se forem ver, o primeiro GP de Ruanda acontecerá “a partir de 2030” e terá a duração de… dez anos. Sabem a duração do GP de Portugal? Duas edições. Ou seja, em 2029, poderá saltar do campeonato, se este governo não quiser. Ou acontecer algo fora de controlo.

E isso pode acontecer. Porquê? Já não se lembram, mas na primavera de 1994, enquanto Nelson Mandela era eleito presidente da África do Sul e a Formula 1 entrava em crise por causa dos eventos de Imola, 800 mil pessoas eram massacradas por terem a etnia errada. Em cem dias, entre 6 de abril e 15 de julho de 1994.

O Ruanda tem duas etnias: hutus e tutsis. A maioria é hutu, e a minoria é tutsi, que nas suas origens eram criadores de gado, em contraste com os hutus, agricultores.

Os europeus chegaram no final do século XIX, e foram os alemães que tomaram conta daquilo que se chamou, na altura de "Colónia de Ruanda-Urundi", que depois de tornou no Burundi. Em 1914, começou a I Guerra Mundial, e os belgas, vindos do Congo, a Oeste do Ruanda, tomaram conta daquelas terras, e quando a guerra acabou, tomaram conta delas, graças a um mandato da Sociedade das Nações. 

Em 1960, Ruanda e Burundi tornaram-se independentes, mas mergulharam quase desde o primeiro dia em rebeliões e guerras civis. A razão foi a divisão étnica. Os tutsis tornaram-se funcionários públicos, professores, advogados, médicos e sobretudo, políticos. Os hutus quase não tinham nada, quase nenhuns direitos, e em 1966, um golpe de estado colocou os hutus no poder, e os tutsis foram logo discriminados. Bastaram alguns anos até que se criasse um exército de guerrilha, chamado Frente Patriótica do Ruanda (FPR).

Passemos para o inicio da década de 90 do século XX. Ruanda e Burundi passam por uma transição difícil para a democracia, e em 1993, chegam a um acordo entre um governo hutu e os rebeldes da FPR, instalados no Uganda e que tinham feito uma guerra de guerrilha relativamente bem sucedida, onde, entre muitas coisas, resulta numa força de paz das Nações Unidas, que está em Kigali, a capital ruandesa. O acordo é de difícil implementação, e para piorar as coisas, contavam com o apoio dos Estados Unidos, que no ano anterior, tinham acabado de levar uma tareia na Somália e não queriam saber de África para nada.

Nem todos os hutus estavam a favor. Os mais extremistas queriam fazer algo que os nazis fizeram aos judeus, no verão de 1941. E tinham uma rádio para espalhar o ódio: "Radio Mille Colines", que fazia apelos repetidos ao massacre, chamando aos tutsis de "baratas". E a 6 de abril de 1994, Juvenal Habymariana, o presidente do Ruanda, é morto quando o avião onde seguia caiu, vitima de um rocket disparado por um soldado, que o esperava nos arredores do aeroporto de Kigali. Horas depois, começava o massacre dos tutsis, quase todos mortos à catanada. Nem as igrejas escaparam: numa localidade em particular, Nyarubuye, sete mil tutsis, abrigados dentro de uma igreja católica, foram brutalmente assassinados, com a conveniência dos padres e bispos locais. Hoje em dia, é um memorial, e as suas múmias, esbranquiçadas devido à cal, estão expostas aos visitantes. 

Como disse, o genocídio passou "despercebido" - as noticias falavam disto todos os dias, recordo isto, era adolescente - mas em julho, os massacres pararam. Os que puderam, fugiram para a Tanzânia ou Uganda, os que conseguiram abrigar, como a história do "Hotel Ruanda", a história de um hotel em Kigali e do seu diretor, Paul Rusembagina, deu filme em Hollywood, são parcas excepções. 

E no meio disto tudo, a FPR correu para Kigali e tentou chegar ao poder o mais depressa possível, para parar os massacres. O seu comandante era Paul Kagame. Tudo terminou em julho, não sem antes uma intervenção por parte de tropas francesas na fronteira para o então Zaire. A paz instalou-se, e o país passou por uma espécie de "cura", onde se tentou diluir as diferenças étnicas. O país foi reconstruído, e desde 2000 é governado por Kagame, que só sairá dali depois de morto.

Sim, o Ruanda é uma ditadura. Ele é o homem forte, e toda e qualquer dissidència será combatida, até mesmo no exílio. Estão a ver o senhor Rusembagina, o homem por trás do "Hotel Ruanda"? Ele exilou-se na Bélgica, por ter feito criticas ao governo, e este não perdoou. Um dia, foi de visita a Kigali e o governo o prendeu, condenando-o a uma longa pena de prisão. Portanto, quando falo de "sportwashing", é por causa de coisas destas.   

Eu poderia escrever por aqui muito mais coisas sobre o que sei e li sobre o Ruanda, a Terra dos Gorilas - a paisagem é deslumbrante - e poderia recomendar alguns livros interessantes sobre autores. Tenho um aqui em casa sobre esse tempo - infelizmente, só em inglês - do jornalista irlandês Fergal Keane, chamado "Season of Blood", que fala sobre a sua "road trip" num país em guerra, a par de qualquer coisa escrita por gente como o polaco Rischard Kapuszinski, por exemplo. Ou Scholastique Mukasonga, que escreveu uma autobiografia sobre esse período de tempo, chamado "Inyenzi e as Baratas". Já agora, Inyenzi é isso mesmo: batatas, na língua local.

Podia fechar isto colocando mais uma longa diatribe contra a Formula 1, a FOM e a FIA por permitirem dinheiros de lugares que estão no fundo da tabela em termos de direitos humanos, que são pobres ou muito pobres - apesar do Ruanda querer ser a Singapura de África - e da Formula 1 querer correr no continente africano, e isto estar há muitos, muitos anos, a ser construído, acho engraçado confiarem fortemente, quase cegamente, que as coisas vão acontecer. Uma década de corridas garantidas, sem sabermos quando irá começar, e uma pista que ainda não foi feita. Que confiança! 

Pensava que teriam aprendido com os eventos do Vietname, e agora, com o Médio Oriente a ferro e fogo por estes dias. Já agora, o senhor Kagame tem 69 anos e não faço ideia se está em forma. Se a Formula 1 avançar e ele estiver vivo, poderei pensar em 74 ou 75 anos para o senhor. Bem sei que ficará no poder até à sua morte, e não acredito que a IA vá a uma velocidade suficiente para inventar um comprimido que o fala prolongar a sua vida por mais tempo. O que sei é isto, e vejo-o todos os dias: o que é certo hoje, será incerto amanhã. Literalmente. 

Youtube Rally Testing: O novo teste de Sebastien Loeb com o carro da Rally One

Surgiram imagens nesta terça-feira do projeto da Rally One, de mais um teste com Sebastien Loeb ao volante, na região dos Vosges, no leste de França. 

Apesar destas voltas que está a dar no novo carro de 2027, próprio Loeb já disse que está ali para matar a curiosidade. Logo, qualquer ideia de o vermos no Monte Carlo de 2027 é praticamente nula. Mas mesmo assim, eis as imagens deste teste.  

Formula 1: Confirmado acordo para uma corrida no Ruanda


A FIA anunciou esta terça-feira no Ruanda que chegou a um acordo para a Formula 1 correr no Ruanda a partir de 2030. O acordo terá dez anos de duração, mas a data exata da primeira corrida permanece por confirmar, porque a pista, situada na localidade de Bugusera, a 40 quilómetros de Kigali, ainda não começou a ser construída.

Stefano Domenicali, presidente e diretor executivo da Fórmula 1, classificou o acordo como um marco para o campeonato, sublinhando que o regresso a África pretende assentar numa parceria de longo prazo e numa visão definida para o desenvolvimento local.

"Hoje é um momento histórico para a Fórmula 1. Com a inclusão do Ruanda no calendário a partir da próxima década, o nosso desporto correrá em todos os continentes habitados, aproximando o Campeonato do Mundo, mais do que nunca, dos adeptos de todo o globo.", começou por afirmar. "África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1 e, desde o início, estávamos determinados a regressar da forma certa, com o parceiro ideal, um compromisso a longo prazo e uma visão clara para gerar um impacto significativo.", continuou,

"Trata-se de muito mais do que acolher um Grande Prémio. Juntos, podemos criar benefícios económicos e sociais duradouros através do turismo, dos investimentos, do desenvolvimento de competências e do crescimento das empresas locais, garantindo que o impacto positivo deste evento se faz sentir durante gerações. Para os nossos fãs, este é um momento especialmente entusiasmante. África alberga mais de cem milhões de fãs de Fórmula 1, e este número continua a crescer rapidamente."

Do lado da FIA, Mohammed Ben Sulayem afirmou que o regresso da Formula 1 a África e a sua estreia no Ruanda é uma forma de demonstrar um compromisso para trazer a competição a todos os continentes.

"O regresso do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA a África é um momento histórico para o nosso desporto e um passo importante no contínuo crescimento global do desporto automóvel. O Ruanda demonstrou um forte empenho em realizar um evento de classe mundial, e a FIA trabalhará em estreita colaboração com a FOM e os nossos parceiros à medida que este novo circuito for desenvolvido de acordo com os mais elevados padrões internacionais.", afirmou.

Já o presidente do Ruanda, Paul Kagame, afirma que o projeto criará empregos para a região. 

"O dia de hoje pertence a África. Durante mais de três décadas, o principal campeonato de automobilismo do mundo realizou corridas sem a presença deste continente, e isso muda com este acordo", começou por afirmar. "O Ruanda orgulha-se de receber o Grande Prémio de África de Fórmula 1 e de partilhar este momento com mais de 100 milhões de adeptos em toda a África — muitos deles jovens que merecem ver o desporto no seu próprio continente e ver-se representados nele: como engenheiros, técnicos, empreendedores e, um dia, pilotos.", continuou.

"Esta parceria de dez anos é também um investimento no futuro do Ruanda. O circuito em Bugesera, junto ao novo aeroporto internacional, trará emprego, capacitação, turismo e novos negócios para o nosso país e para a nossa região nas próximas décadas, pois o nosso objetivo nunca foi apenas um fim de semana de corridas, mas sim um benefício duradouro para o nosso povo.", concluiu.

A Fórmula 1 afirma que pretende que a nova prova deixe benefícios para além do evento desportivo, nomeadamente através do turismo, do investimento, da formação de profissionais locais e da criação de oportunidades para as comunidades e empresas ruandesas. A organização pretende, assim, associar o regresso ao continente a um projeto de desenvolvimento de longo prazo.

A pista será desenhada pela firma de arquitetos fundada por Alex Wurz e terá cerca de 6100 metros de extensão, com 17 curvas e corrida contra o sentido dos ponteiros do relógio, como em Interlagos. 

Com esta chegada ao Ruanda, a Formula 1 põe fim a uma ausência superior a três décadas. A última prova de Fórmula 1 disputada em território africano tinha sido o Grande Prémio da África do Sul, realizado em Kyalami, em 1993. Desde então, o regresso do campeonato ao continente foi discutido em várias ocasiões, com o circuito sul-africano a surgir repetidamente como candidato principal.

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

As imagens do dia








Faz hoje 40 anos que Gerhard Berger e a Benetton conseguiram as suas primeiras vitórias na Formula 1, ambos no GP do México, no Autódromo Hermanos Rodriguez. Era o regresso ao México depois de 16 anos de ausência, e ele conseguiu esta vitória porque manteve o mesmo jogo de pneus da Pirelli por toda a corrida - uma mistura de moles e duros, algo que hoje em dia não seria permitido.

Contudo, quando fazia a pesquisa para este artigo no Substack - podem ler o artigo a partir deste link - descobri uma novidade que vale este post à parte por aqui. E tem a ver com a Goodyear e a má tarde dos seus pneus. Os pilotos com os compostos americanos fizeram duas paragens durante a corrida, e não era esse o plano, era apenas uma paragem. Tudo ficou baralhado porque na capital mexicana, uma delegação da Goodyear estava ali a assistir a corrida, e deu uns conselhos não solicitados, que seguidos, deram lugar à catástrofe conhecida e explica tudo o que se passou nessa corrida - excepto a má partida de Nigel Mansell, que foi porque ele não engatou a marcha adequada quando parou na grelha nos segundos antes da luz verde. 

Frank Dernie, engenheiro da Williams, explicou anos depois, num grupo do Facebook, o que se passou nessa corrida:

“A Goodyear insistiu em recomendar o composto C. Íamos correr com o B, mas recebemos uma comitiva liderada por Lee Gaug [executivo da marca] a dizer-nos que iríamos deitar o título fora. No final de contas, o B era o pneu certo, como Nelson queria; mas, quando os pneus C começaram a apresentar bolhas — revelando-se claramente uma escolha errada —, o único conjunto de pneus B que ainda tínhamos montado não estava calibrado. Nunca perdoei o Lee!”

E com razão, sabendo nós hoje das consequências dessa corrida para o campeonato: Nelson Piquet acabou por ir às boxes pela segunda vez na volta 44, e com o novo jogo de pneus, era definitivamente o quarto classificado e até Nigel Mansell, que tinha perdido uma volta para o seu companheiro de equipa, recuperou essa volta. Depois, as desistências de Stefan Johansson e de Riccardo Patrese fizeram o resto, colocando Mansell nos pontos e salvando o que foi uma tarde desastrosa para o "brutânico". 

No final, aquelas más classificações impediram a Williams de resolver tudo na Cidade do México, em termos de pilotos - em termos de Construtores, tudo bem, acabaram campeões. Mas as coisas entre os pilotos acabaram por ser adiadas para Adelaide, na Austrália. E os resultados foram aqueles que acabaríamos por saber. E curiosamente, também iria haver pneus envolvidos nisto...

Rumor do Dia: Corridas sauditas adiadas?


A Formula E poderá ver o seu inicio adiado para o ano que vêm por causa da atual situação na Arábia Saudita. Os ataques dos "houthis" iemenitas aos aeroportos de Riad, a capital saudita, e a ameaça de retaliação poderá colocar em perigo a ida da competição elétrica, cujo começo acontecerá no fim de semana de 18 e 19 de dezembro.

Segundo conta esta segunda-feira o portal neerlandês racing365.com, a situação é acompanhada de perto pela organização da categoria elétrica, que deverá voltar a avaliar o cenário na segunda metade de outubro. Uma decisão definitiva sobre a realização dos dois ePrix de Jeddah é esperada no mês que vêm, mais perto dos testes de pré-temporada, marcados para a pista de Jarama. Caso a etapa saudita acabe por não acontecer na data prevista, eles tencionam adiar as provas, em vez de cancelá-las.

Apesar de Jeddah ficar a cerca de 850 quilómetros de Riad, as restrições de deslocamento e a possibilidade de novos ataques no país ampliam as incertezas sobre a realização, quer deste evento, quer de eventos futuros como o Dakar Rally. Neste momento, Reino Unido e Estados Unidos já lançaram recomendações para que os seus cidadãos evitem viajar para a Arábia Saudita. E isso é importante em termos de seguros, que com estes avisos, estão relutantes em cobrir o material de potenciais danos.

Para além disso, tem também razões logísticas, porque a prova seguinte é o ePrix da Cidade do México, a 16 de janeiro de 2027, e isso precisa de ser resolvido antes do final dos testes em Jarama.

Youtube Rally Testing: O teste de Sebastien Loeb no carro do Project One

Um dos pilotos que andou a testar o carro do Project One foi, inesperadamente, o veterano Sebastien Loeb. Aos 52 anos, o francês, nove vezes campeão do mundo, andou no final da semana passada a testar o carro em asfalto nos Vosges franceses, para poder dar as suas impressões sobre o carro. No dia anterior, tinha sido o finlandês Teemu Suninen a fazer um teste com o carro.

Falando depois ao site dirtfish.com, Loeb revelou que a sua decisão de testar se deveu à proximidade do local à sua residência e à curiosidade em relação aos novos carros, e o conhecimento prévio de Lionel Hansen, de ralis anteriores com o Porsche GT3, também foi um fator. 

“Fiz alguns quilómetros com o carro. Estava a correr muito bem, com certeza. Não tem a [mesma] potência do Fiesta [WRC] de [2017] que pilotei no Rallye des Vosges há alguns meses, mas a sensação foi muito boa.”, afirmou.

Quanto a participações no futuro, ele já descartou algum regresso ao WRC, devido ao seu contrato com a Dacia para correr no Dakar. 

Em relação ao Project One, o dossiê para a sua homologação está a ser elaborado e será entregue ao departamento técnico da FIA até ao final deste mês. A equipa deverá anunciar até essa data a estreia competitiva do carro.

domingo, 11 de outubro de 2026

Youtube Motorsport Video: A terceira corrida da Formula 4 em Los Arcos, Navarra

A terceira corrida da Formula 4 espanhola, em Los Arcos, em Navarra, aconteceu na manhã desde domingo e acabou por ser a terceira vitória seguida do neerlandês Kasper Schormans, depois de um duelo com o português Noah Monteiro, numa corrida com algumas atribulações em pista. 

Aqui pode-se ver o video da corrida na íntegra, que aconteceu à hora do almoço. 

Formula 4: Schormans triunfa pela terceira corrida seguida em Navarra


O neerlandês Kasper Schormans, da MP Motorsport, triunfou pela terceira vez seguida no Circuito de Los Arcos, em Navarra, acabando por conseguir o pleno neste final de semana da Formula 4 espanhola. Ele ganhou com mais de meio segundo de diferença para Noah Monteiro, da Griffin Core, enquanto o irlandês Daniel Kelleher ficou com o lugar mais baixo do pódio. 

Com Schormans a largar pela terceira vez seguida da pole, desta vez com Noah Monteiro a seu lado, Rocco Coronel em quinto e Borys Lyzen em sexto, a corrida começou com Schormans e monteiro a manterem as posições, enquanto atrás, alguns toques resultaram em danos em algumas asas, quer dianteiras, quer traseiras. Rocco Coronel sofre um pião algumas curvas mais adiante, com Borys Lyzen e Nathan Tye a term as suas asas da frente quebradas, e Elliot Kasczyinski a ter problemas, que o fizeram cair para o fundo do pelotão.

No final da primeira volta, Schormans ia na frente, seguido por Monteiro e Jensen Burnett. 

Com o passar das voltas, os cinco primeiros começaram a descolar-se do pelotão, com Noah Monteiro a não deixar escapar Schormans, afastando ambos de Kelleher, o sérvio Andrej Petrovic, agora o quarto. A corrida não teve muito mais história até ao minuto final, quando o espanhol Nacho Tuñon e o maltês Jacob Michaelef saíram de pista e ficaram em posição perigosa. Com isso, o maior beneficiado foi Rocco Coronel, que depois do despiste da primeira volta, recuperou o suficiente para ser décimo, e depois, ficou com o nono posto na altura em que cruzou a meta para receber a bandeira de xadrez, e ainda ganhou um lugar graças a penalizações.

No campeonato, Schormans tem agora 254 pontos, contra os 205 de Noah Monteiro e os 181 de Rocco Coronel. 

A Formula 4 espanhola terá o seu final no fim de semana de 7 e 8 de novembro, em Barcelona.  

Formula 1 2026 - Ronda 17, Singapura (Corrida)


Uma semana depois de Bahrein na Malásia, a Formula 1 estava prestes a receber o seu primeiro GP noturno, em Singapura. Deveria ter sido na Arábia Saudita, em março, mas com o país em pé de guerra - misseis caíram nesta semana no principal aeroporto de Riad - as coisas foram canceladas e levadas para outros lados, com a Malásia até a acolher uma corrida de outro país, algo que já não se via há 20 anos, desde os tempos de San Marino, em Imola.

De resto, o habitual: calor e humidade, o habitual nesta parte do mundo: mais de 30ºC na hora da corrida, 75 por cento de humidade no ar, e os pilotos prontos para aguentarem duas horas dentro de um cockpit, tentando refrescar-se o mais que podiam.

Em termos de pneus, Max e Leclerc tinham moles, enquanto Hamilton, por exemplo, partia com médios. Aliás, dos seus primeiros, apensas o veterano britânico da Ferrari ia partir com esse tipo de pneus. O resto, iriam ter uma primeira parte com pneus vermelhos. Russell, que partia de 19. também partia com médios.

No final da volta de aquecimento, ambos os Aston Martin e Isack Hadjar acabaram para ir às boxes.    


Na partida, Max conseguiu ficar com o primeiro posto, depois de Leclerc largou melhor e ter ficado ambos lado a lado na curva. Não houve incidentes de maior, e no final da primeira volta, o neerlandês da Red Bull tinha quase um segundo de vantagem sobre os Ferrari. Atrás, Russell tinha conseguido subir dois lugares, para 17º.

Não houve ultrapassagens na frente nas primeiras cinco voltas, com Max a estar a cerca de um segundo de Leclerc, e Hamilton era terceiro, a pouco mais de um segundo do seu companheiro de equipa.Quem subia na geral era George Russell, agora 15º, numa corrida de recuperação.

As coisas andavam assim até à volta 9, quando o Virtual Safety Car foi accionado por causa do Audi de Gabriel Bortoleto, que saiu de pista na entrada das boxes e estava numa posição perigosa, suficiente para que os carros andassem mais lentos. As coisas ficaram assim por uma volta, antes de recomeçar. Nessa altura, Max e Leclerc tinham uma diferença de sete décimos, com Hamilton a já uns "distantes" três segundos, seguido por Kimi Antonelli. E Russell, seu companheiro de equipa, já era 13º.

Com o passar das voltas, na 17ª, Max afastava-se de Leclerc, enquanto Hamilton agora começava a segurar Antonelli e Norris. Era uma corrida sem incidentes de maior. Foi nessa volta que Hamilton foi às boxes, e regressou em sexto, agora com pneus moles. Isack Hadjar também foi às boxes nessa altura, e o próximo que foi às boxes acabou por ser Kimi Antonelli... na volta 24.

Foi aqui que começaram as paragens nas boxes. Leclerc na 25, colocando médios e regressar no quarto posto, numa altura em que a diferença entre Max, o líder, e Lando Norris, agora o segundo classificado, é de 17 segundos.  

Na volta 32, Franco Colapinto parou na curva 7 e as bandeiras amarelas foram mostradas. Andou alguns metros, para a escapatória, e assim tornava-se no segundo abandono da corrida. Alguns pilotos aproveitaram para parar nas boxes, como Nico Hulkenberg e Liam Lawson, para colocarem médios, mas na frente, Max estava tranquilo. A distância para a concorrência era tão grande que apenas um Safety Car iria baralhar tudo. Foi nessa situação que ele foi às boxes na volta 33, colocando médios e regressando ainda na liderança. Norris veio a seguir, e Piastri trocou na volta seguinte. 

No meio disto tudo, Russell, que ainda não tinha parado, já era sétimo. 

Na volta 39, Lance Stroll ficou com problemas na caixa de velocidades do seu carro e teve de encostar nos muros, causando as bandeiras amarelas e depois o Safety Car Virtual. Enquanto o canadiano saía do carro e tronava-ase na terceira desistência da corrida, os dois carros da Mercedes eram chamados para ir às boxes, com Russell, que era sétimo, voltou à pista em décimo. 


Por esta altura, Max tinha médios, os Ferrari com moles. E restava saber se eles poderiam manter a distância, agora que tínhamos menos de 20 voltas. Por esta altura, Leclerc, que era terceiro, conseguia ser um segundo mais rápido que os dois primeiros e na volta 46, estava na traseira de Hamilton. ele facilitou a sua passagem, e o monegasco foi na perseguição de Max, no seu Red Bull. 

E foi o que aconteceu na última parte da corrida. Leclerc continuava a ser mais rápido em relação a Max, e aproximava-se quase ao ritmo de um segundo por volta. Menos de dez segundos a partir da volta 51, enquanto atrás, Hamilton era pressionado por Norris e Antonelli pelo lugar mais baixo do pódio. O veterano aguentava as investidas dos pilotos mais jovens, e aguentava-se bem. Na volta 54, Norris tentou passar, mas deu-se mal e quem aproveitou foi Antonelli, que era quarto. O italiano levou a melhor e passou Hamilton para ser terceiro. Pouco depois, Norris passou Hamilton para ser quarto, que tinha os pneus moles bem desgastados.

Contudo, na parte final, a eficácia dos pneus moles tinha acabado, e Leclerc parecia não conseguir apanhar Max e o neerlandês ia a caminho da sua segunda vitória seguida na temporada. O piloto da Red Bull parecia ser agora o homem do momento, mas com apenas seis corridas para o final da temporada, não parece que esta investida seja suficiente para ameaçar Antonelli. Hamilton ainda perdeu um lugar para Oscar Piastri, acabando do sexto posto. 


Agora, serão duas semanas para as Américas, antes de mais três fins de semanas seguidas de Grandes Prémios. Antonelli sai de Singapura com 340 pontos, mais 102 que George Russell. Max era quarto, mas bastam ter mais 17 pontos que o britânico para ele ficar com o segundo lugar. 

sábado, 10 de outubro de 2026

Youtube Motorsport Video: As duas primeiras corridas da Formula 4 espanhola em Navarra

O neerlandês Kasper Schormans parece estar imparável neste sábado no Circuito de Los Arcos, em Navarra, depois de ter ganho as duas corridas. Com este resultado, ele está na liderança, e com uma pequena distância sobre Noah Monteiro que, apesar de ter pontuado, não foi ao pódio em nenhuma das corridas deste sábado.

Eis os videos das duas corridas deste final de semana, narradas em inglês - há-os em espanhol, no canal da Formula 4 espanhola no Youtube.

Formula 4: Schormans volta a ganhar em Navarra


Depois de ter ganho de manhã, Kasper Schormans voltou a triunfar, e desta vez, foi à tarde. O piloto neerlandês levou a melhor sobre o seu compatriota Rocco Coronel e o americano Vivek Kanthan. Noah Monteiro terminou na oitava posição.

Com uma primeira fila toda neerlandesa, com Schormans a partir ao lado de Coronel, enquanto Noah Monteiro partida de nono, imediatamente atrás de Lyzen. A corrida começava novamente atrás do Safety Car, e dois minutos depois, a bandeira verde era agitada, com os pilotos a manterem as posições, lutando entre si, até que um dos carros saiu de pista, o do canadiano Ty Fisher, causando a amostragem das bandeiras amarelas e depois, do Safety Car. As posições mantinham-se, enquanto Monteiro subia para oitavo, aproveitando as saídas de Fischer, Nathan Tye e Andrej Patrovic.

O Safety Car ficou na pista por alguns minutos, mas depois, os comissários decidiram mostrar a bandeira vermelha, recolhendo os carros nas boxes, e parou o relógio.

Demorou algum tempo, mas a corrida regressou a menos de cinco minutos do fim, com Schormans e Coronel a lutarem entre si pela liderança. Mas Schormans teve sangue-frio suficiente para conseguir o que pretendia, e com isso, alargou ainda mais a sua liderança no campeonato.

Na geral, Schormans lidera, com 229 pontos, seguido por Monteiro, com 187, e Coronel, com 177. 

A terceira corrida da Formula 4 espanhola, em Navarra, acontecerá neste domingo de manhã.

Formula 4: Schormans foi o melhor na primeira corrida de Navarra, Monteiro sexto


O neerlandês Kasper Schormans venceu a primeira corrida da ronda tripla de Navarra da Formula 4 espanhola, que aconteceu neste sábado de manhã. Ele bateu o sueco Elliot Kasczyinski e outro neerlandês, Rocco Coronel. Noah Monteiro foi sexto, enquanto outro português, Max Radeck, acabou em oitavo. 

Depois de uma qualificação onde Schormans foi o melhor, batendo Kasczyinski, e deixando Rocco Coronel e Borys Lyzen na segunda fila, Noah Monteiro ia partir apenas de décimo da grelha, um lugar abaixo do seu compatriota Max Radeck.

A partida começou atrás do Safety Car, devido a um acidente numa corrida de outra categoria, minutos antes, e quando a bandeira verde foi agitada, Kasczyinski e Schoermans ficaram lado a lado nas primeiras curvas, mas o neerlandês levou a melhor. Coronel, em terceiro, tratou de atacar Kasczyinski, mas ele conseguiu aguentar a pressão. Atrás, Lyzen sofria um furo e caía para o fundo da grelha, enquanto Monteiro passava Max Radeck para ser oitavo.

Na volta seguinte, Monteiro já era sexto e pressionava Nathan Tye para ser quinto e tentar afastar-se do grupo que se tinha formado, numa altura em que os quatro primeiros já se afastavam. As coisas andaram assim nos minutos seguintes, até que Tye e Monteiro começaram a apanhar Vivek Kanthan, que tinha alguns danos na sua asa dianteira, que o impediam de correr com ar limpo e o fazia perder tempo.

A 13 minutos do final, Tye apanhou Kanthan e ficou com o quarto posto, e logo a seguir, Monteiro juntou-se aos dois. Ele passou o americano, ficando com o quinto posto e indo atrás de Tye. Ele foi atrás do britânico, mas depois começou a sentir a pressão do irlandês Daniel Kelleher, que o passou a quarto minutos do final da corrida.

Na frente, tudo estabilizado: Schormans correu para a vitória, com mais de dois segundos na frente de Kasczyinski, com Coronel em terceiro, apesar de ter pressionado o sueco na parte final da corrida. 

 A segunda corrida da Formula 4 espanhola iria acontecer na tarde deste sábado. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

As imagens do dia





Comecemos pelo inicio: desde o inicio de agosto que decidi inscrever-me num lugar chamado Substack. Essencialmente é um lugar onde pessoal que gosta de jornalismo pode publicar artigos. É algo semelhante ao Blogger, mas aí tem também algo de rede social, porque poderemos entreter-nos, corresponder com outras pessoas, que tem - ou não - os seus próprios espaços, mas também há amigos teus que podem ler as tuas coisas, bastando apenas que coloquem os seus endereços eletrónicos, e sempre que publico um artigo, recebem de forma automática.

Depois de dois meses por aqui, confesso que voltei a ter aquele espírito que tinha quando comecei nestas bandas, há quase 20 anos. Aquele "admirável mundo novo", onde conhecia gente que gostava tanto de automobilismo como eu, e onde a toxicidade das redes sociais limitava-se aos "trolls" que simplesmente apagava os seus comentários. E as redes socias que conhecemos hoje aparecerem depois ou ainda gatinhavam.

Hoje decidi escrever um artigo sobre Otto Stupacher, que há meio século, tinha a sua terceira e última tentativa na Formula 1, a bordo de um Tyrrell 007 alugado por vinte mil libras. Achei de inicio que Stupacher parecia ser um amador com dinheiro que queria entrar na Formula 1 a qualquer preço.   

Contudo, à medida que escrevia sobre isto, a minha ideia sobre ele mudou bastante. O tal menino rico de Viena que tinha dinheiro para correr e um dia, a troco de 20 mil libras, consegue um carro de Formula 1 e, quase sem experiência alguma, mete-se em alguns Grandes Prémios, só para se tornar numa chicane móvel.

Contudo, com o passar do tempo, e à medida que consultava mais fontes, descobri que há um lado humano nisto. Ele morreu aos 54 anos, doente e sozinho. Descobri que ele bebia antes de entrar num carro de corridas, e com isso, anulava as suas inibições. O que significava que tinha medo da velocidade, e sem querer, tornava-se também perigoso.

No final, conclui o meu artigo pensando na tragédia que foi a sua vida: sem problemas de dinheiro quando nasceu, procurou um sentido durante o resto do seu tempo, e nunca encontrou. Pobre Otto.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

A imagem do dia



Não é comum, mas estas coisas acontecem. 

Há muito tempo, por razões práticas, uso os transportes públicos na minha cidade. Quem viva numa cidade como a minha, onde tem uma paragem de autocarro a 80 metros da minha casa, pague dez euros para fazer as viagens que quiser, das seis e meia da manhã até à 1:30 do dia seguinte, apenas se queixando de ter uma vez por hora, eu acho que até é um sortudo. 

Como já decidi que, quando regressar a ter um carro, será elétrico, penso sempre que isto poupa dores de cabeça para estacionar o carro no centro da cidade - quase inexistente e caro - e, desde que saiba do horário na minha cabeça, chegarei sempre a tempo de apanhar e regressar tranquilamente a casa.

Pois bem, na semana passada, uma terça-feira, esperei por mais de uma hora por autocarro que sabia estar atrasado. Não me estressei, porque para as minhas bandas tinha, pelo menos, mais duas linhas a passar perto de mim. Era uma questão de "fundo de rua". Uma rua com quase dois quilómetros de comprimento, já agora, do qual eu vivo, mais ou menos, a meio.

Soube depois quando cheguei a casa e abri este meu portátil de onde escrevo isto: uma pequena noticia, acompanhada de uma das fotos que coloquei aqui, mostrava um autocarro a arder. Conhecia aquele autocarro, conhecia quem o guiava, e conhecia onde tinha sido. 

Aquele autocarro já acusava a idade, era movido a gasóleo, avariava-se. Os seus bancos eram forrados a vermelho, e o sinal de "stop" não ligava, mas o motorista sabia onde parar, porque no seu lugar, ele sabia que os passageiros carregavam no interruptor.

Em contraste, o motorista, seu Herculano, era das pessoas mais simpáticas que conheci. Já tem idade, já devia estar reformado, mas é sempre amigável, e sempre que nos encontramos, trocamos uns dedos de conversa e quando saio na paragem do costume, despedimo-nos e dizemos até amanhã. Ou quando calha à sexta-feira, desejamos um bom fim de semana. E não é só comigo: sempre que cruza na rua com alguém que conhece, saúda-o. Perdi a conta das vezes que me apanhou desprevenido, quando ia a pé, rua abaixo, especialmente ao domingo, e o autocarro passava.  

Uma vez, num verão passado, apanhei-o no comboio, com a sua mulher. Eu ia á praia, e ele também, mas mais abaixo na linha. Conversamos mais um bocado, naquele comboio apinhado de gente que ia apanhar sol, no meio do verão, e no final, só tinha mais coisas boas para falar dele. 

Quando o autocarro pegou fogo, naquela tarde de terça-feira, fiquei aliviado por saber que ninguém ficou ferido, só houve danos materiais no autocarro, que ficou irrecuperável (aqui entre nós, foi uma "morte" misericordiosa), e havia danos na fachada da casa onde, por acaso, o autocarro parou. Mas o importante é que todos estavam bem. 

Todos tinham uma história para contar aos netos. Foi isso que contei ao seu Herculano quando voltei a ver, no dia seguinte, noutro autocarro, semelhante a aquele que ardeu.

É uma história, que aconteceu â tarde, na minha cidade.

Noticias: WRC divulgou o seu calendário


O WRC terá 15 ralis em 2027, e mostrou hoje o seu calendário. E há novidades: os Estados Unidos entram, bem como o Rali da Escócia, enquanto os ralis da Sardenha e de Portugal saem do calendário. 

Num ano onde se estreia um novo tipo de carro, o WRC27, onde os carros tentarão ser mais baratos de construir e de vender, o rali italiano sai da Sardenha, onde corria em terra, e passa a acontecer nas estradas à volta de Roma, a capital, e acontecerá em asfalto, entre os dias 8 e 11 de julho.

Quanto ao rali americano, que faz o seu regresso depois de 39 anos de ausência - Rally Olympus, em 1988 - ele acontecerá entre os dias 26 e 29 de agosto. O rali da Escócia acontecerá a seguir entre os dias 30 de setembro e 3 de outubro, e ambos serão ralis de terra.

Os ralis da Estónia (22 a 25 de julho) e da Finlândia (29 de julho a 1 de agosto), ambos em terra, continuam a desenvolver formatos alternativos. A Estónia testou este ano um programa condensado, enquanto a Finlândia se concentrou nos espectadores com o conceito Super Domingo, construído em torno de uma única classificativa.

De resto, o Mundial começa no mesmo lugar de 2026: Monte Carlo, entre os dias 21 a 24 de janeiro, e acaba, em principio, na Arábia Saudita, entre os dias 25 a 28 de novembro.