segunda-feira, 19 de abril de 2021

A imagem do dia


Romain Grosjean terminou ontem na décima posição na sua primeira corrida na IndyCar, em Barber, no Alabama americano. Mas a corrida para o piloto francês, mais do que ser a estreia numa nova categoria, era a primeira desde o seu acidente horrível, em novembro passado, em Shakir, no Bahrein. E hoje, a Racer falou do "misto de emoções" que o piloto de 35 anos passou ao voltar a colocar o capacete.

Primeiro que tudo, foi correr com o capacete que era para ter andado em Abu Dhabi, se tudo corresse bem. Como não correu, adiou a estreia para este domingo. Mas depois, ele disse que regressar ao cockpit foi o equivalente a um segundo nascimento.

Não falamos muito sobre isso, mas antes do início da corrida, foi um momento bastante difícil para mim voltar para um carro de corrida depois do que aconteceu no ano passado”, disse à Racer. “Chorei um pouco antes de entrar no carro, para ser sincero. E uma grande, grande mistura de emoções. Então, me concentrei nesta corrida; é hora de correr, mas para mim, foi um grande dia. É uma ótima equipa ao meu redor, bem humorada e eles só querem correr. E nós temos pessoas realmente boas. Eles me ajudaram muito a me preparar para [ontem]. ”

Grosjean afirmou que a corrida foi "altamente educativa", e permitiu escapar às armadilhas do inicio da corrida com a carambola que eliminou gente como Josef Newgarden, e teve um ritmo a nível do pelotão intermediário, acabando num lugar do "top ten" e o melhor dos estreantes. Nada mau, para quem corre numa equipa relativamente pequena como a Dale Coyne. 

Nós nos saímos bem e tínhamos muito que aprender hoje, desde o início até a estratégia de que você está economizando os pneus, o estilo de corrida na IndyCar, o 'push to pass'”, disse ele. “Então, realmente, podemos estar orgulhosos do nosso fim de semana. Obviamente, nós nos qualificamos na sétima [posição] e talvez tivéssemos grandes expectativas, mas acho que só precisamos estar muito orgulhosos do que foi feito. É o primeiro de muitos. E na próxima semana recomeçamos do zero, basicamente. É um circuito de rua que não conheço em São Petersburgo, e voltamos para aprender mais.”, concluiu. 

Regressar depois do maior susto da sua vida é um acto de coragem. Mas o amor pelo automobilismo é muito superior a qualquer susto, e enquanto tiver fome de corrida, ele continuará. Porque os pilotos que adoram a sua profissão são assim.

Youtube Formula 1 Video: Os pontos altos da corrida de Imola

Ninguém pode dizer que Imola não foi uma prova aborrecida, bem pelo contrário. A segunda corrida do campeonato, disputado primeiro à chuva e depois com o asfalto a secar - mas não totalmente - deu algumas imagens inesquecíveis, dos quais agora tempos a oportunidade de rever. 

CPR: Teodósio apresenta seu carro e declara ataque ao título


Ricardo Teodósio
apresentou esta manhã o seu projeto para o CPR, e claro o seu alvo é o título nacional de Ralis. O piloto algarvio, campeão em 2019, e navegado por José Teixeira, mostrou o seu Skoda Fabia Evo2 e não esconde a satisfação pela confirmação do seu projeto desportivo para esta temporada, assumindo que esta foi uma tarefa árdua para toda a sua equipa.

É com natural satisfação que vos comunicamos que vamos estar à partida do Campeonato de Portugal de Ralis, já no Rali Terras de Aboboreira. Depois de um ano de pandemia, a luta para levar a bom porto as negociações foi enorme, mas conseguida.", começou por dizer.

"Estamos neste momento em condições de confirmar a nossa participação no CPR e com muita vontade de começar, desde já, a lutar pelo lugar mais alto no pódio que nos permita, no final da temporada, concretizar o objetivo de chegar, de novo, ao título de Campeões Nacionais", continuou.


José Teixeira aproveitou também a aparesentação para deixar uma palavra para todos os atuais parceiros e patrocinadores, não esquecendo quem apoiou o projeto desportivo de Ricardo Teodósio no passado: 

Não há dúvidas que esta foi uma grande batalha. Muitas reuniões, muitas horas de viagens, mas conseguimos atingir o primeiro patamar do objetivo, que nos permite arrancar o Campeonato com confiança. O ano de 2020 foi difícil para os diversos setores do nosso tecido empresarial e temos de realçar o esforço feito pelos nossos patrocinadores, uma vez que, sem eles, não seria possível viabilizar este projeto desportivo, que pretende lutar por vitórias e pelo título!

O CPR 2021 começa com o Rali Terras D'Aboboreira, que vai acontecer no fim de semana de 30 de abril e 1 de maio. 

domingo, 18 de abril de 2021

A imagem do dia


Há meio século, em Montjuich, a Tyrrell alcançava a sua primeira vitória na Formula 1, com Jackie Stewart ao volante, a primeira das suas seis vitórias na temporada, rumo ao seu segundo título mundial. A sua vitória foi o culminar de um projeto que tinha começado um ano antes, quando depois de terem adquirido os chassis March, Ken Tyrrell chegou à conclusão de que tinha de fazer os seus próprios chassis, se queria aproveitar o contrato de motores Ford DFV V8 que tinha e era dos poucos privilegiados.

Com isso, precisou da ajuda de Derek Gardner, andaram parte do verão de 1970 a trabalhar no SP (Secret Project) na garagem do próprio Gardner, e o bólido á apresentado em agosto, batizado como 001, e ficou pronto a tempo de ser estreado nas corridas norte-americanas, estreando com uma pole-position em Mont Tremblant.

Mas a vitória de Montjuich não foi com o chassis 001. Foi com o 003, porque o 002 era um carro feito à medida para Francois Cevért, porque era mais alto que o escocês. Mas pode-se dizer que esse chassis encaixou-se como uma luva no estilo de condução do piloto. Afinal de contas, foi com o 003 que conseguiu seis vitórias naquela temporada, num tempo em que a equipa se dava ao luxo de construir carros "tailor-made", bólidos únicos. 

Contudo, a corrida também ficou na história por causa de uma coisa: foi a primeira que teve pneus slicks. Ou seja, aquilo que vemos hoje em dia nos Grandes Prémios como se já existisse desde os tempos de Adão e Eva, afinal tem meio século de idade. Quem as introduziu foi a americana Firestone depois de os experimentar nos Estados Unidos, aparentemente, depois de uma sessão de testes com Mário Andretti ao volante e com um conjunto de pneumáticos do qual não tiveram tempo de fazer sulcos e foram para a pista. Depois foi um daqueles felizes acidentes, onde descobriram que, no asfalto, os tempos tinham sido bem mais velozes. 

Um feliz acidente que ficou até aos dias de hoje.

Formula 1 2021 - Ronda 2, Imola (Corrida)


De facto, parece que as coisas este ano parecem ser mais complicadas para a Lewis Hamilton. Ele pode estar neste momento a pensar que largará do primeiro lugar pela 99ª vez na sua carreira, mas se ele pensa que a barreira das cem poles, inédita na história da Formula 1, possa ser passado em Portimão, daqui a duas semanas, deve saber que a concorrência está a fazer o possivel para o impedir. Ainda por cima, os Red Bull, mais uma vez, estão atrás dele e vão fazer tudo para não o deixar à vontade. Aliás, a concorrência já apanhou e engoliu Valtteri Bottas, que parte hoje de oitavo, à frente de McLarens, do Ferrari de Charles Leclerc e do Alpha Tauri de Pierre Gasly.

Mas a Formula 1 não corre neste fim de semana em "tilkódromos", corre num circuito tradicional europeu, com gravilha e muros mais próximos. E na véspera, todos estavam convencidos dos riscos de chuva...

A uma hora do inicio da corrida, começou a chover, mas não era em todo o circuito: a pista estava molhada na reta da meta, como Tamburello, Villeneuve e Tosa, mas na Rivazza, ela estava seca. Logo, os pilotos iriam usar pneus para piso molhado. Mas mesmo antes da prova... houve sarilhos: primeiro, Alonso despistou-se e partiu o nariz, sendo obrigado a ir às boxes para trocar, depois foi Lance Stroll, que teve problemas com os travões e foi obrigado a repará-los. Isso ainda antes de saber que Sebastian Vettel ter o mesmo problema! Mais tarde, Valtteri Bottas sofreu um furo e claro, trocou o pneu afetado. Parecia 1991, mas ainda nem tinham saído para a volta de aquecimento.

Assim sendo, todos saiam para a pista de intermédios. 

A corrida começou atrás do Safety Car, e mesmo assim, as coisas ficaram confusas. Primeiro, Nicolas Lattifi, que bateu forte na Piratella, e depois Mick Schumacher, que na saída das boxes, bateu sozinho e teve de trocar de bico, mas com as boxes fechadas, era obrigado a andar mais de uma volta nessa situação.


Mas na volta 4, o Safety Car saiu e logo nos primeiros metros, Hamilton foi atacado pelos Red Bull. Verstappen passou o britânico, mas Perez não conseguiu, e até se desistou ligeiramente, acabando por cair para a quarta posição, atrás de Charles Leclerc. Nas voltas seguintes, Verstappen abria cerca de 1,5 a dois segundos por volta para Hamilton, com o monegasco relativamente longe do britânico da Mercedes. Atrás, Valtteri Bottas era um discreto - e anónimo - décimo. E a ser ameaçado pelo Williams de George Russell.

Mas pouco depois, novo aviso: chuva para os próximos minutos. Ate lá, Sergio Perez iria ser penalizado com um "stop and go" porque, aparentemente, tinha passado debaixo do Safety Car. E alguns momentos depois, Russell estava nos pontos, porque o Alpha Tauri de Pierre Gasly estava a perder lugares. Com o passar das voltas, a pista estava a secar (apesar da ameaça futura), e os intermédios perdiam eficácia. Tanto que na volta 22, Sebastian Vettel, que estava muito atrás, tinha metido slicks porque... não tinha nada a perder.

E por esta altura, Verstappen começava a ver Hamilton e Leclerc a aproximarem-se e tinha de tomar uma decisão. Esta aconteceu na volta 28, quando coloca médios, deixando Hamilton e Leclerc na pista, ainda de intermédios. Nesta altura, mais alguns pilotos trocavam para secos, como Sainz Jr. Na volta seguinte, Hamilton, Leclerc e Perez também trocavam para médios, cumprindo a sua penalização... e até mudou de volante! Hamilton pensava voltar na frente, mas demorou quatro segundos e assim, o holandês continuava na liderança. 


E nesta volta 30, Hamilton e Verstappen estavam a passar Russell e tentar apanhar Bottas quando o britânico se despistou na Tosa. Tocou no muro de pneus e perdeu muito tempo até sair dali. Mas ao mesmo tempo que os olhos do mundo observavam os apuros do britânico, atrás, na Tamburello, George Russell tentava passar Valtteri Bottas, mas o britânico da Williams exagerou e bateram forte. Muitos destroços, inevitavelmente acabando em Safety Car. E ele, Russell, estava zangadissimo, tendo ido pedir satisfações ao finlandês!

Mas independentemente disto, tínhamos bandeira vermelha. Corrida parada. 

Por esta altura, não chovia, mas a pista não estava seca - havia um carril no qual os pilotos seguiam com os médios secos. Alguns trocaram para moles, como Norris.

Mas logo na relargada, Verstappen perdeu o controlo do carro, deixando a liderança para Leclerc, enquanto Hamilton era oitavo. Sortudo! Mas a seguir, era passado por Tsunoda... que se despistou a seguir! Deslumbração, por certo. Na frente, Verstappen recuperou o primeiro posto, porque o monegasco caiu para terceiro, superado por Norris. E o britânico atacava o holandês da Red Bull, vendo se conseguia apanhar Verstappen. Atrás, Perez, quarto, perdia o controlo do seu carro a perdia de lugares, enquanto Hamilton passava carro atrás de carro, para ver se chegava ao pódio, pelo menos.


Com o passar das voltas, Verstappen ia-se embora de Norris, e os Ferrari não estavam longe. Hamilton apanhava e passava Ricciardo, para ser quinto, e fazendo cair volta mais rápida constantemente, porque claro, corria atrás do prejuízo. Em poucas voltas, o britânico apanhou Sainz, que o passou, e a nove giros da meta, era quarto, com Leclerc e Norris na sua frente, mas com a pista ainda húmida, arricar não era fácil. 

E no meio disto tudo, Verstappen ia-se embora: acima de 14 segundos nesta altura.

Na volta 55, Hamilton conseguira passar Leclerc na travagem para Tanburello e era terceiro. Continuou a aumentar o ritmo para apanhar um Norris que sabia não ter pneus para o fim com os moles. Ia fazer o melhor para aguentar até à meta, mas todos sabiam que o heptacampeão tinha um melhor ritmo. Lá conseguiu passar o seu compatriota da McLaren, mas já era a volta 60, e Verstappen estava a 18 segundos. A vitória seria dele... se mantivesse o carro na pista.


E manteve: no final, Verstappen venceu sem contestação, com vinte segundos de diferença para Hamilton, com Lando Norris a subir ao pódio pela segunda vez na sua carreira, e claro, dando pódio à McLaren. E tudo na frente dos Ferrari de Charles Leclerc e Carlos Sainz Jr, consistentes, sem serem velozes. Daniel Ricciardo foi sexto, muito discreto, mas na frente de Lace Stroll, Pierre Gasly, Kimi Raikkonen e Esteban Ocon.

No final, esta corrida agitada teve um final relativamente previsiel. Foi quase a realização da velha frase de Tomaso de Lampedusa no livro "O Leopardo": tudo mudou para ficar quase tudo na mesma. Por outras palavras, Hamilton tem uma sorte dos diabos.

Agora, a Formula 1 demora duas semanas para voltar à ação, em Portimão.        

Noticias: Anunciado GP de Miami em 2022


A Formula 1 confirmou esta manhã que haverá uma segunda corrida em terras americanas. Será em Miami, na Florida, e será construído num parque urbano à volta do Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins, equipa da NFL, de futebol americano.

O circuito de 5410 metros tem um traçado que conta com 19 curvas ao redor do estádio, numa mistura de curvas apertadas e áreas de alta velocidade. Ainda não se sabe uma data para o evento, mas a Formula 1 garantiu que o GP em Miami será mantido em uma parte do ano distante do GP dos Estados Unidos, em Austin. 

Stefano Domenicali, CEO da Formula 1, acredita que uma segunda corrida no país ajudará a aumentar a audiência.

"Os Estados Unidos são um mercado chave para nosso crescimento e estamos encorajados com essa segunda corrida. Estamos trabalhando junto com a equipa do Hard Rock Stadium e a FIA para garantir que o circuito entregue uma corrida sensacional e deixe uma contribuição positiva e duradoura à comunidade local".

"Agradecemos aos nossos fãs, às autoridades de Miami Gardens e a indústria local de turismo por sua paciência e apoio durante esse processo. Mal podemos esperar para levarmos o maior espetáculo das corridas no mundo a Miami pela primeira vez".

O promotor Tom Garfinkel acredita que a nova pista entregará boas corridas, elogiando o benefício que a Formula 1 trará à cidade.

"O campus de entretenimento do Hard Rock Stadium em Miami Gardens existe para sediar os maiores eventos globais para beneficiar toda a região de Miami e a Fórmula 1 é uma das maiores que existe. Trabalhamos com especialistas para criar uma pista que nós, a Formula 1 e a FIA acreditamos que fornecerá uma grande corrida, e esperamos criar uma experiência única aos fãs que refletem a natureza diversa e dinâmica de Miami".

sábado, 17 de abril de 2021

A imagem do dia


Hoje, Romain Grosjean faz 35 anos de idade, e o seu aniversário acontece numa altura importante da sua carreira. Afinal de contas, amanhã estreia-se na IndyCar Series, depois de nove anos de Formula 1, entre Lotus e Haas.

É verdade que esta participação na IndyCar é relativamente parcial - não correrá nas 500 Milhas de Indianápolis e nas ovais - Grosjean, que tem fama de ser propenso a acidentes, ainda está numa espécie de "estado de graça", uma onda de simpatia por ter sobrevivido ao grave acidente que sofreu em Shakir, em novembro passado, onde o seu carro se dividiu em dois e acabou numa bola de fogo.

Contudo, ver Grosjean numa nova liga é algo bem interessante. Pergunta-se se ali ele poderá ser mais feliz do que na Formula 1, onde apesar dos pódios que teve, as carambolas onde esteve envolvido deixaram-lhe uma má reputação. Num ambiente novo, onde poucos o podem julgar, e numa altura em que a competição vive a entrada de uma era de prosperidade, com mais gente a assisti-lo, ele poderá escrever uma página em branco na sua carreira, longe da Formula 1. Mas poderá ser uma página pequena, porque a partir de 2023 terá um lugar à espera na equipa oficial da Peugeot na Endurance, ou seja, as 24 horas de Le Mans poderão ser algo importantes para a sua carreira.

Logo, amanhã vamos ter mais um motivo para sentar à frente da televisão e ver a prova de abertura da IndyCar, em Barber, no Alabama, numa pista construída de raiz. Como muitos de nós gostamos. 

Para finalizar, uma curiosidade: o piloto que correrá no seu caro nas ovais e no "Brickyard" vai ser Pietro Fittipaldi. Foi o brasileiro pilotou o seu carro nas corridas finais da temporada passada de Formula 1.

Formula 1 2021 - Ronda 2, Imola (Qualificação)


Passaram-se três semanas, e a Formula 1 volta à Europa. Mas depois do que vimos em Shakir, no Bahrein, parece que foi no ano passado, com a emocionante abertura do campeonato, onde Lewis Hamilton suou para vencer Max Verstappen, pois na corrida, via-se que o Red Bull o holandês conseguia ser melhor que o Mercedes do britânico. E os fãs querem isso, depois de anos de domínio alemão.

Imola é um dos circuitos que regressou em 2020 à custa da pandemia, e aqui, não há espectadores. Mas pelo que se viu nos treinos, parece que houve um "regresso ao normal", mas também, pode ser um dos circuitos onde os carros de Brackley se dão bem, e mesmo os talentos de Verstappen podem não ser suficientes. Mas como sabem, as equipas podem esconder o jogo...

Parecia haver um tempo primaveril neste sábado, mas perto da qualificação, nuvens negras rondavam o circuito e todos olharam para o céu para saber se isso os iria prejudicar ou não. Acabou por não acontecer. Contudo, este aconteceu mais cedo que o habitual porque havia um cortejo fúnebre para seguir no Reino Unido, e como quase todas as equipas são britânicas, a Formula 1 é monarquista.  


A meio da Q1 houve bandeira vermelha devido à batida de Yuki Tsunoda no muro dos pneus nas curvas 13 e 14, a Variante Alta, depois de ter perdido a traseira do Alpha Tauri quando tentava uma volta rápida. Infelizmente para os apreciadores do pequeno japonês, ele acabaria por ser o primeiro dos não-qualificados para a Q2.

Poucos minutos foram passados até retiraram o carro do lugar e a bandeira verde mostrada. Gente como Sergio Perez fazia voltas rápidas, mas pisavam os limites da pista, logo, os tempos eram deletados. No final da Q1, para fazer companhia do japonês, estavam os Alfa Romeo de Antonio Giovinazzi e Kimi Raikkonen e os Haas do Nikita Mazepin e Mick Schumacher. Em contaste, os Williams estavam na Q2 - pela primeira vez desde o GP da Hungria de 2020 - e Fernando Alonso esteve no limite de não passar, tal como Sebastian Vettel, que acabou com o nono tempo no final desta parte da qualificação.


A Q2 começa com o costume: os Mercedes foram os primeiros a entrar na pista para colocar tempos, com médios, acompanhados pelos Williams, enquanto o resto andava de moles. Hamilton meteu um tempo de 1.14,817, e estava no topo da tabela de tempos, antes de Lando Norris melhorar com 1.14,718, com os moles. Pelo meio da tabela estava George Russell, que com moles... tinha tempo para Q3!

A parte final ficou assim: todos colocaram moles para tentativa final, com Sergio Perez a fazer o melhor tempo... dois milésimos na frente de Lando Norris, e quando a bandeira de xadrez caiu pela segunda vez, Carlos Sainz Jr, Fernando Alonso, George Russell, Nicholas Lattifi e Sebastian Vettel não passaram para a fase seguinte. O mais interessante é que Esteban Ocon entrava na história como sendo o primeiro a superá-lo desde Malásia 2017, e Sainz não ter superado Leclerc numa das casas da Ferrari. Em contraste, Mercedes, Red Bull, McLaren, o Alpha Tauri de Pierre Gasly, o Alpine de Esteban Ocon, o Aston Martin de Lance Stroll e o Ferrari de Charles Leclerc iam tentar ficar dentro do "top ten".

E agora, para a Q3, onde ou se espera o normal... ou o anormal.

Com moles, os pilotos da frente começaram a marcar tempos um atrás do outro. Primeiro, Hamilton, depois Verstappen, que colocaram tempos com 91 centésimos de diferença, favorecendo o britânico da Mercedes, com 1.14,411. Bottas era apenas sexto, bem atrás que o normal. Perez, em contraste, era terceiro. E claro, com tudo perto uns dos outros, a última tentativa seria decisiva.

No final, apesar dos bons tempos da Red Bull e de Lando Norris, cujo tempo depois foi anulado por ter excedido os limites da pista, Hamilton manteve-se na pole-position, apesar de a concorrência estar cada vez mais próxima. Pode ter sido a 99ª do piloto britânico, mas atrás dele tinha o melhor dos Red Bull. Que foi... foi Sergio Perez, conseguindo o segundo melhor tempo, melhor que Max Verstappen! Tando que Valtteri Bottas não conseguiu mais que o oitavo posto, superado gente como Charles Leclerc, quarto, ou Pierre Gasly, o sexto na grelha. Aliás, ficou até atrás dos McLaren.


E com esta qualificação fechada, amanhã a corrida vai-se tornar noutro motivo de interesse, para saber como Hamilton reagirá a uma concorrência cada e mais forte. Vai valer a pena estar sentado à frente da televisão e ver o resto.

Noticias: GP de Espanha sem espectadores


As esperanças de haver espectadores no GP de Espanha podem ter sido desfeitas este final de semana com o anuncio por parte da organização que afinal de contas, a corrida que acontece no circuito de Montmeló, nos arredores de Barcelona, será-lhes vedada. A prova, marcada para dentro de três semanas, a 9 de maio, esperava que fosse a primeira com um numero limitado de espectadores, mas o aumento de casos na área de Barcelona fez com que se recuasse no desconfinamento, como aconteceu no caso português, que vai acontecer uma semana antes.

Os organizadores esperavam que os bilhetes, que estavam a ser vendidos em número limitado, fossem rapidamente esgotados devido à presença dos seus pilotos locais, Carlos Sainz Jr, agora na Ferrari, e Fernando Alonso, que regressou à categoria máxima do automobilismo ao serviço da Alpine-Renault. Contudo, com a situação como está, esse regresso poderá bem ser adiado para 2022.

Nada se sabe sobre qual será a corrida onde os espectadores farão o seu regresso, mas a organização do GP do Mónaco já disse que deixará entrar um número limitado, desde que tenham as vacinas em dia. 

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Endurance: Glickenhaus SCG 007 vai ser homologado em maio


A Glickenhaus decidiu não participar nas Seis Horas de Spa-Francochamps para ter tempo de preparar o carro, o SCG 007 LMH, e homologá-lo em maio. Assim sendo, a sua estreia poderá acontecer nas Oito Horas de Portimão, a 13 de junho, penúltima prova antes das 24 Horas de Le Mans, que vai acontecer a meio de agosto.

A equipa colocou hoje um video na sua conta do Twitter onde o carro testou em Vallelunga, depois de ter estado na sede da Sauber, na Suíça, para fazer os ajustes necessários para a homologação. Ele afirmou que o acidente com o primeiro chassis, em março durante testes em Vallelunga, não terá contribuído para o atraso na homologação final do carro. Jim Glickenhaus, o fundador da equipa, cita atrasos na produção de componentes e restrições de viagem como os principais factores para o adiamento da estreia dos seus carros.

O próprio Glickenhaus disse entretanto, numa entrevista ao portal Sportscar365.com que, por agora, não tem planos em participar em provas do FIA WEC depois de Le Mans, pois atualmente não vende carros no Japão, nem no Médio Oriente.

Formula E: Revelado o novo traçado do Mónaco


A Formula E vai correr nas ruas do Mónaco no dia 8 de maio e por fim, irão usar o mesmo traçado da Formula 1. Depois de duas edições onde foi usada uma versão mais reduzida do circuito, agora, os carros da Gen2 irão andar em sítios como o gancho do Hotel Loews, o túnel, a chicane no Porto e a descida do Mirabeau, para além de outros sítios como Ste Devote, La Rascasse e a curva da Tabacaria.

Numa entrevista ao site The Race.com, Sebastien Buemi, vencedor no Mónaco em 2015 e 2017, falou que apesar das inevitáveis comparações, o que interessa é a mensagem que pretende passar com estes carros no traçado.

"É ótimo mostrar melhoras. E na próxima vez, seremos ainda mais rápidos com o Gen3. Hoje a Formula 1 é mais rápida do que nunca. Mas o espetáculo também não está muito melhor? Não sei se isso está necessariamente relacionado à velocidade do carro".

"Claro, queremos carros mais rápidos, mas isso é uma obrigação? Não sei. Acho que o que todos querem ver são corridas interessantes".

Jean Todt, presidente da FIA, e Albert Longo, o co-fundador e chefe da Fórmula E, comentaram as mudanças no icónico circuito e as vantagens para a categoria elétrica.

Estou feliz de ver a Fórmula E de volta ao principado. É uma categoria que tem o ADN de competições em circuitos de rua e Mónaco é uma das pistas mais icónicas do mundo. É por isso que, junto com a Fórmula E e o Automóvel Clube de Mónaco, desenhando um traçado que atende as particularidades [da categoria]”, afirmou Todt.

Ver a Fórmula E na versão longa de um dos mais históricos circuitos do mundo será outra marca para o campeonato. De muitas maneiras, essa pista foi feita para a Fórmula E. É um traçado veloz e estreito de rua, que vai nos dar muitas oportunidades de ultrapassagem e que os pilotos vão testar o controle da energia”, comentou o dirigente.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

GP Memória - San Marino 2001


Duas semanas depois de terem corrido em Interlagos, a caravana da Formula 1 atravessava o Atlântico e assentava arraiais em Imola para a sua primeira prova europeia, o GP de San Marino. Com duas vitórias para Michael Schumacher, e num local onde a Ferrari estava em casa, os adeptos queriam uma vitória das suas máquinas, e claro, o campeão do mundo.

Mas por aqui estavam mais dois grandes rivais: a McLaren e a Williams, com os motores BMW melhorados e a performance do irmão mais novo de Michael, Ralf, bem como Juan Pablo Montoya, que tinha mostrado o seu cartão de visita na corrida anterior, em Interlagos, era agora o querido da Formula 1. 

Mas no final da qualificação, nem a Ferrari, nem os Schumachers eram os melhores: David Coulthard, o vencedor da corrida anterior, no Brasil, era o "poleman" numa primeira fila totalmente dominada pelos carros cinzentos de Woking, pois Mika Hakkinen era o segundo. Ralf Schumacher era o terceiro, seguido pelo seu irmão, Michael, no seu Ferrari. Jarno Trulli era o quinto, no seu Jordan, com Rubens Barrichello a completar a terceira fila da grelha, no segundo Ferrari. Juan Pablo Montoya era sétimo, na frente do BAR-Honda de Olivier Panis, e a fechar o "top ten" estava o segundo Jordan de Heinz-Harald Frentzen e o Sauber de Kimi Raikkonen.

Com um dia de primavera à espera no domingo, a corrida começou com Ralf Schumacher a conseguir passar os McLaren e a ficar no comando no final da primeira volta. Coulthard era segundo, na frente de Hakkinen, Panis, Montoya e Barrichello, enquanto Michael Schumacher caiu para oitavo. Pouco depois, os Ferrari passaram o piloto da BAR, mas por esta altura, Ralf já estava bem na frente.

Na volta 20, Schumacher passava por destroços na pista e sofria um furo, atrasando-se e indo para as boxes para trocar. Mas as coisas ficaram tão más que quatro voltas depois, o alemão encostou de vez, ficando de fora, para desilusão dos fãs. 

Com os pilotos da frente a parar entre as voltas 27 e 30, os da frente voltarem sem grandes alterações, com Ralf na frente de Coulthard, enquanto Barrichello tentava sair na frente de Hakkinen para ganhar tempo. Montoya era o terceiro, mas na volta 47, a sua segunda paragem foi um desastre, primeirom quando deixou cair o motor, e depois, na relargada, queimou a embraiagem e acabou por desistir.


Na parte final da corrida, Ralf Schumacher começou a ter problemas quando recebeu um abiso da pressão de óleo. Abrandou o ritmo e viu Coulthard a aproximar-se, mas manteve o controlo suficiente para cruzar a meta como vencedor, com o escocês da McLaren no segundo posto e a empatar Schumacher no campeonato. Rubens Barrichello ficou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto Mika Hakkinen, Jarno Trulli e Hein-Harald Frentzen ficaram com os restantes lugares pontuáveis.

Noticias: GP do Canadá cancelado


As autoridades locais anunciaram esta tarde que o GP do Canadá não se realizará pelo segundo ano consecutivo devido à pandemia de CoVid-19. Eles afirmam que mesmo com garantias de que o evento seria realizado à porta fechada, acharam que os riscos seriam demasiado elevados para poderem realizar o Grande Prémio.

Segundo as autoridades de saúde do Quebec, a província onde se situa a cidade de Montreal, mesmo um evento à porta fechada, e com a quantidade de pessoas que a formula 1 movimenta no seu paddock, e aqueles que o seguem, fariam com que estivessem cerca de 2500 pessoas, uma quantidade de gente do qual não poderiam tolerar, dado o risco muito elevado de contágio que ainda existe quer na província, a segunda maior do país e a única de maioria francófona, que no próprio Canadá. 

Assim sendo, o cancelamento da prova que estava marcada para o fim de semana de 13 de junho, e acontecerá pelo segundo ano consecutivo, reduzindo por agora as corridas de 23 para 22.

Youtube Formula One Video: Quando a Formula 1 quase correu na URSS

Em 1983, o calendário da Formula 1 teve 15 corridas, mas a versão inicial era para ter 16, apenas diminuída por causa de um cancelamento. E se acham que isso foi por causa do previsto GP de Nova Iorque... estão errados. Na realidade, Bernie Ecclestone andou desde o inicio da década de 80 a tentar convencer as autoridades locais a acolher um Grande Prémio nas ruas da sua capital, apelando até ao amor do seu líder por máquinas potentes. 

E qual era esse lugar? Nada mais, nada menos que... a União Soviética. E a história de como a Formula 1 esteve prestes a saltar para o outro lado da Cortina de Ferro, alguns antes antes de Budapeste, é contada pelo Josh Revell, que não tem muito amor pelo circuito de Sochi. Nós entendemos perfeitamente...

Grosjean e das diferenças entre a Formula 1 e a Indy Car


A IndyCar começa neste final de semana em Barber, no Alabama, e um dos motivos de interesse tem a ver com o francês Romain Grosjean. O piloto de 34 anos veio diretamente da Haas para a Dale Coyne, onde guiará um dos seus carros para as pistas de rua e convencionais, excluindo as ovais por enquanto. Numa entrevista ao Canal Plus francês, o francês falou sobre as grandes diferenças entra ambas as categorias. 

Eu diria que a maior diferença entre a Fórmula 1 e a Indycar é a falta de direção assistida. Dá-nos uma sensação bastante diferente. Acho que o Indycar é mais físico do que um Fórmula 1, nos braços e com o calor no cockpit”, acrescentou Grosjean. “Obviamente que é um pouco mais fácil no pescoço, porque as forças G são um pouco menores. Mas o carro desliza mais – estou bastante impressionado com os pneus. É mais divertido pois podemos atacar mais e não temos de estar sempre a ser moderados”, continuou.

Em relação ao ‘Aeroscreen’, o dispositivo de segurança que é usado na IndyCar, Grosjean afirmou não ter sentido qualquer dificuldade de adaptação:

Todos me fazem esta pergunta, mas acaba por fazer muito, muito pouca diferença. Nem sequer notamos que está lá. A única coisa é que não é preciso limpar a viseira ou o capacete no final de uma sessão de treino”, sorriu ele. “Os carros são muito bons de pilotar, por isso ainda tenho muito a aprender. Para ir depressa, é preciso conduzir de forma bastante diferente do que na Fórmula 1, mas estou a começar a compreender as coisas e penso que estamos a começar bem”, concluiu.