segunda-feira, 30 de março de 2026

Rumor do dia: O regresso da Subaru ao WRC?


Há pouco mais de uma semana, a Subaru anunciou que está a desenvolver um novo carro com tração integral e turbo, com vista a um eventual regresso ao WRC. O modelo, baseado no BRZ, deverá estrear-se em competição durante a primeira metade da temporada japonesa de 2026, segundo informações avançadas por meios internacionais especializados.

Esse modelo está adaptado à competição com tração às quatro rodas e motorização boxer sobrealimentada. As imagens que já foram divulgadas mostram uma carroçaria alargada, com cavas de roda mais pronunciadas e configuração visual claramente orientada para os troços. O construtor adiantou que mais detalhes técnicos serão revelados numa data posterior, mantendo ainda em aberto informação essencial sobre a configuração final do projeto.

Apesar de todo o entusiasmo - o carro será testado pelo veterano Toshihiro Arai, nome bem conhecido do automobilismo japonês, incluindo no WRC - isto não é um anuncio automático de um regresso ao Mundial de Ralis. O projeto é, por agora, para o campeonato japonês, e, por agora, não há qualquer indicação oficial de expansão ou desenvolvimento com vista ao regulamento mundial de 2027. Contudo, a marca tem um acordo de cooperação com a Toyota, e a GR (Gazoo Rally) a desenvolver e a testar a sua máquina para 2027, não será muito difícil se a Subaru decida que regressar ao WRC, quase 20 anos depois da última vez, não será uma má ideia...

E pelo desenho do carro, creio que essa ideia deve estar a passar pela cabeça dos dirigentes mundiais da marca. Aliás, a FIA até receberia de braços abertos o regresso da marca, da mesma forma que aplaudiu o regresso da Lancia - por agora, apenas no Rally2, com o Ypsilon...

domingo, 29 de março de 2026

As imagens do dia (III)







Foi há 45 anos que uma equipa deu uma ordem, e o piloto não obedeceu. 

A equipa em questão foi a Williams, e o piloto em causa foi Carlos Reutemann. A ordem, de trocar de posições, tinha sido dada cerca de 20 voltas antes da meta, quando o piloto argentino estava a cerca de quatro segundos na frente de Alan Jones, o australiano, campeão do mundo de 1980. 

As coisas começaram antes, quando o australiano foi o piloto chegou à Williams, em 1978, e ajudou a erguer a equipa até ao topo, só não tenho ganho a sua primeira corrida na história porque o carro não colaborou. Apesar de Clay Regazzoni ter sido o primeiro vencedor a bordo de uma máquina Williams, não ficou na equipa para 1980, com o lugar a ser preenchido por "Lole" Reutemann, vindo de uma temporada completa Lotus, onde tinha ido depois de duas temporadas na Ferrari. 

O argentino nunca foi piloto de uma equipa só, como Jones, ou Gilles Villeneuve, na Ferrari, ou como iria ser Nelson Piquet, na Brabham. Muitos o viam como um "oportunista", especialmente depois de, no final de 1979, ter saído de uma Lotus em decadência e saltar para o lugar de Regazzoni. Era regular - e quando tudo estava bem, imbatível - e em 1980, tinha ganho no Mónaco.

O ano começou com ele a liderar o GP de Long Beach, na California, mas um erro deu o primeiro posto a Jones, e era ele que liderava quando a Formula 1 chegou ao Brasil, mas ele largou bem e ficou na liderança por muito tempo, com Jones não muito atrás.

E de repente, a sete voltas do fim, a placa: JONES-REUT. Era uma ordem. Afinal de contas, o australiano tinha o carro numero um, mas ele não quer saber. Não se mexe, não cede a posição, não abranda para deixar passar o seu companheiro de equipa. E com o aproximar da bandeira de xadrez, o nervosismo aumenta. Vai desobedecer?

E por fim, acaba o cronómetro - a corrida acabou uma volta antes do previsto, porque tinham chegado ao limite das duas horas - e Reutemann ganha a sua primeira corrida de 1981, e a sua terceira vitória no GP do Brasil (quatro, se contarmos com a edição de 1972, extra-campeonato) e Jones, furioso - ele reclamava estatuto de primeiro piloto - fechou-se nas boxes da Williams e recusou-se a ir ao pódio, porque se fosse, se calhar faria uma cena digna de filme. Agora imaginem isso, quando todos sabiam que a próxima etapa do calendário era em... Buenos Aires. E o dia da corrida, calha, por coincidência, no dia de anos de "Lole" Reutemann. O novo herói argentino. 

Reutemann podia estar feliz, e poderia lutar por um título mundial. Mas tinha colocado a sua equipa em pé de guerra...

As imagens do dia (II)




Há 45 anos, em Jacarépaguá, Emerson Fittipaldi fazia a sua despedida da Formula 1. Foi um final melancólico, num projeto que acreditou, mas tirou boa parte da sua carreira.  Tentado a correr na equipa fornada pelo seu irmão, no final de 1975, ele sabia que poderia ter deitado fora a sua chance de um tricampeonato pela McLaren pela ideia de ganhar algo com uma equipa brasileira. 

A temporada de 1976 foi uma de recomeço, com três pontos, mas nas seguintes, foi de crescimento: 11 pontos em 1977, 17 em 1978, com um pódio em Jacarépaguá. Mas em 1979, a aposta arriscada no F6, totalmente fracassada, fez com que conseguisse apenas um ponto e repensasse tudo. Para piorar as coisas, a Copersucar sai de cena, com patrocinador principal. 

Em 1980, um novo patrocinador, e a compra da Wolf, do qual fica com o segundo piloto, Keke Rosberg, e o projetista Harvey Postlethwaithe, mais a apresentação do F8, fazem com que haja a esperança de recuperar, do qual mais dois pódios - um para Rosberg, na Argentina, e outro para Emerson, em Long Beach - parece alimentar. Mas a meio do ano, o patrocinador, uma marca de cerveja, é adquirida por outra, e uma das primeiras medidas que os novos donos fazem é cortar no patrocínio que davam á Fittipaldi. Mas sem meterem o produto nos carros, pagam uma parte do contrato e é essa a situação no inicio de 1981, enquanto negoceiam um contrato com um novo patrocinador. 

Mas no meio disto tudo, Emerson está farto de correr. Tem 33 anos quando corre, no inicio de outubro, em Watkins Glen, onde, partindo de 19º na grelha, acaba na volta 15 com problemas na suspensão. No final do ano, entre outros problemas, quer dentro, quer fora da Formula 1, decide pendurar o capacete, alegando cansaço por causa dos seu companheiros que tinham morrido em pista. Mas, apesar de uma carreira longa para o seu tempo, dez temporadas, com metade passadas na aventura da Copersucar-Fittipaldi, as dificuldades e o facto de ser uma equipa brasileira pareciam que o tinha cansado duplamente.

E a retirada em Watkins Glen até tinha o seu quê de simbólico: dez anos antes, fora ali que tinha alcançado a sua primeira vitória, e a primeira do Brasil na Formula 1.

Com o GP do Brasil, em novo local, decidiu-se que Jacarépaguá seria o lugar ideal para fazer uma despedida. Uma volta a bordo do Fittipaldi F8C, com patrocínios locais, mas o dia foi atribulado, porque afinal de contas, foi um de chuva. Com o número 1 colocado, para simbolizar o seu maior sonho, que gostariam de ter dado a Emerson, o final foi algo melancólico. Ele começou a andar, mas pouco depois, o carro ficou parado na pista, á custa da quebra da caixa de velocidades. Depois, ficou mais um tempo num buggy descapotável, a despedir-se do público presente.

A corrida não foi grande coisa para ambos os pilotos: Chico Serra acidentou-se nos primeiros metros e Keke Rosberg acabou em nono, a uma volta do vencedor, depois de largar de 12º na grelha e de andar, a certa altura, na quinta posição. Iria ser o seu melhor resultado da temporada. 

As imagens do dia




Viram - e leram, tenho a certeza - o post que coloquei aqui há alguns dias sobre Ricardo Londoño-Bridge, o primeiro colombiano na Formula 1, e deu algumas voltas no Ensign na quinta-feira do Grande Prémio, antes da FISA e a FOCA não terem passado a Super-Licença para poder competir. Isso e o resto da saga podem ler por aqui, caso tenham curiosidade.

Mas não contei o resto da história. Desesperado, Mo Nunn precisa de um piloto, e sabe que Surer estava no Rio à espera de uma oportunidade de correr, e claro, quando soube das suas atribulações, entrou logo num carro que já conhecia. Afinal de contas, tinha participado em Long Beach, mas fora preterido por Londoño porque tinha perdido o seu patrocinador, a Unipart, firma britânica de peças para automóveis. 

Surer não teve problemas em se adaptar no carro. Conseguiu um digno 18º tempo nas qualificações de sábado, iria partir do fundo da grelha, mas tinha uma coisa importante: no dia da corrida, chovia e a pista estava molhada. Com os pneus de chuva calçados, o que viria dali seria lotaria, do qual esperava vir a ser compensado. 

E foi: safando-se da carambola que aconteceu na primeira volta, aproveitou o mau arranque de outros pilotos como Nelson Piquet, que tinha começado a corrida com pneus "slicks", no final da primeira passagem pela meta, já era nono. Foi atrás de Alain Prost, no seu Renault, mas foi superado por John Watson, no seu McLaren, e cai para décimo. Mas isso não impediu de continuar ao ataque, e passou Prost na volta 4. Depois, ganhou um lugar quando Bruno Giacomelli teve problemas com o seu Alfa Romeo, para a seguir apanhar e passar o Ferrari de Gilles Villeneuve, para ser sétimo. 

Depois foi atrás do Ligier de Jean-Pierre Jarier, que o tinha passado para ficar com o sétimo lugar, e só voltou quando passou o Fittipaldi de Keke Rosberg, na volta 18. Perseguindo Jarier e Watson, pelo caminho conseguia ser o piloto mais rápido em pista: na volta 36, fazia 1.54,302 e era o piloto mais veloz até então naquelas condições. Por essa altura, Watson tinha se despistado e estava nos pontos, e antes, na volta 29, tinha passado Jean-Pierre Jarier.

Depois foi atrás de Elio de Angelis. Ele era mais rápido que o piloto da Lotus, e na volta 45, estava na sua traseira. Passou a atacar e três voltas depois, ele passava-o, ficando com o quarto posto. E a partir dali. passou a acreditar num pódio. Foi atrás do Arrows de Riccardo Patrese, e esperava o apanhar depressa, porque... o tempo estava a esgotar-se.

Incialmente, a corrida iria ter 63 voltas, mas com o tempo, sabia-se que iria ser um sprint para saber o que acontecia primeiro: o limite das suas horas, ou as voltas inicialmente previstas. No final, acabou por ser a hora... por uma volta. E quando isso aconteceu, Surer tinha cerca de 14 segundos de diferença para o italiano, que ali, conseguia o seu terceiro pódio da sua carreira até então. 

Mas não importava: aqueles tinham sido das duas horas mais gloriosas para Surer e para a Ensign até então. Não só tinha conseguido os seus primeiros pontos na sua carreira na Formula 1, como ainda por cima, conseguira uma volta mais rápida, algo que era inda mais inédito. E tudo isto à chuva. Nada mau, para um substituto! 

As ambições de Portimão


Já se sabe que a Formula 1 regressará a Portugal para as edições de 2027 e 2028, mas as ambições de Portimão são o de estar no calendário por mais anos. Quem o afirmou foi Jaime Costa, o CEO do Autódromo Internacional do Algarve, que esta tarde, durante o evento do Mundial de Superbikes, falou sobre os planos futuros, e onde desejaria ter o Grande Prémio. “Espero que não [seja apenas por 2 anos]. A nossa intenção é, até ao verão, começar a tratar de conseguir estender o contrato mas não depende só de nós.”, começou por falar, em entrevista a DAZN Portugal.

Apesar de não se saber quando será a corrida, ele deu indicações que poderá ser ou no inicio, ou no final da temporada europeia - abril ou setembro.

Sabemos que não será nos meses mais altos de verão. É uma das coisas que está negociada com a Fórmula 1, porque o impacto seria muito menor na região. No fundo, será antes do verão ou logo a seguir ao pico do verão. Penso que entre um e dois meses será publicado o calendário e poderemos saber.”, comentou.

Isso poderá querer afirmar que, caso a corrida portuguesa seja "en tadem" com alguma das corridas espanholas, será ou antes, ou depois da corrida de Barcelona - caso seja em abril ou maio - ou durante o fim de semana de Madrid, ou seja, para o meio ou o final de setembro, depois de Monza, palco do GP de Itália. Se essa for a data escolhida, voltaria a tradição de ter o GP português em meados de setembro, como aconteceu entre 1986 e 1996. Caso seja a prova de abertura da temporada europeia, imitará a corrida em 1985, que aconteceu debaixo de chuva, e que resultou na vitória de Ayrton Senna.

De qualquer forma, o objetivo dos elementos do Autódromo Internacional do Algarve seria alcançado: uma corrida fora da época alta, num local turístico como o Algarve.

Formula 1 2026 - Ronda 3, Suzuka (Corrida)


Três corridas no campeonato com os novos regulamentos, e já se começam a definir algumas coisas sobre esta nova Formula 1. Algumas, de certa forma, eram previstas desde antes do começo desta temporada. Contudo, havia algo que, sinceramente, não previa nesta altura: ver que um garoto de 19 anos estar perto de ser um futuro campeão do mundo. Nisso, Toto Wolff tem uma inteligência aguda e instinto para saber que tem fome de vencer. 

Andrea Kimi Antonelli ganhou na China, mas se calhar pensaram que poderia ter sido um "acaso" perante um piloto mais velho e mais experimentado, na figura de George Russell, que nunca conseguiu lutar pelo título porque não tinha um carro suficientemente decente. Contudo, agora que tem essa chance pela frente, parece que o "menino-prodigio" de Bolonha está prestes a desbrochar, qual "sakura" (afinal, estamos na primavera no hemisfério norte), poderá superar aquele que, se calhar, merece este título. Não que os títulos tenham os nomes dos pilotos desenhados antecipadamente, mas toda a gente sabe que, para ser campeão, tem de o merecer. 

E pela pole que conseguiu ontem, parece que a mensagem está a ser mandada: Kimi Antonelli quer o campeonato, pelo menos o deste ano. Resta saber se terá estofo, não é?

Domingo de primavera, com o tempo algo quebrado - mas sem chances de chuva - e os pilotos preparavam-se para as 53 voltas que tinham diante deles. Antes de partir, e antes de se saber que não havia carros a ficarem sem energia ou sem peças nas boxes, estes iriam começar com médios, esperando livrar-se deles por alturas do meio da corrida. 

Contudo, pouco antes da largada, o anuncio de que a corrida iria começar um pouco mais tarde, cerca de dez minutos. A razão? um acidente bem feio numa das corridas de suporte do campeonato, a Porsche Supercup, e o carro voou... para fora da pista, danificando o muro de proteção. Apesar do aparato, o piloto pouco sofreu. 


Na partida, Antonelli foi surpreendido por Piastri, que arrancando bem, ficou com o comando da corrida, colocava um McLaren no comando. Atrás deles, Leclerc também largava bem e ficava com o segundo posto, seguido por Norris e os Mercedes eram apenas quarto, com Russell, Hamilton e Antonelli, logo a seguir. O poleman teve uma péssima largada - se calhar, não tinha energia suficiente para se lançar e defender a liderança - e fazia a primeira curva em sexto. Gasly era sétimo, na frente de Verstappen.

Quando passaram pela meta no final da primeira volta, os espectadores ficavam surpresos por ver os Mercedes tão mal colocados. Ainda por cima, Antonelli tinha perdido quatro lugares. Mas claro, havia muito pela frente, e eles certamente não perderam a cabeça, pensando na estratégia para regressar aos lugares cimeiros. Mas por agora, Oscar Piastri fazia os seus primeiros metros da temporada - depois de três corridas! - no comando da corrida.

Nas voltas seguintes, Russell esforçou-se e passou, primeiro Norris, depois, Leclerc, para ser segundo, mas enquanto batalhava para se livrar deles, Piastri tinha aberto uma pequena distância, pouco mais de dois segundos e meio, e parecia estar confortável. Claro, o britânico queria o comando e foi atrás do australiano, que, agora com um carro que anda, mostrava todo o seu potencial de liderança. 

Na volta 10, Russell, por fim, encostava a frente do seu Mercedes na traseira do McLaren do australiano, e depois da chicane, assaltava e conseguia a liderança. Mas Piastri não desistiu e respondeu, ficando novamente com o comando, porque Russell ficara sem energia para se defender. Atrás, Antonelli conseguia apanhar Norris e ficava com o quarto posto. Cinco voltas depois, Antonelli apanhava Leclerc e era terceiro, mas o monegasco reagia e recuperava a posição.

Quase a seguir, as primeiras paragens: Norris trocava para duros na volta 17, e logo a seguir, era Leclerc que fazia o mesmo, e com isso, Antonelli ia para segundo. Parecia a hierarquia ideal: Mercedes na frente, fim de história. Mas não.


Porque na volta 23, um susto: enquanto Russell ia às boxes para fazer a sua paragem, e dando a liderança a Antonelli, entre o gancho e a Spoon, o Haas de Oliver Bearman viu o Alpine de Franco Colapinto a andar lentamente, saiu de pista e despistou-se, batendo de lado no muro - soube-se depois que o impacto no muro foi a 50G's. Ele saiu a coxear, e os comissários não tiveram outra opção senão chamar o Safety Car.

Nas cinco voltas seguintes, os comissários andaram a limpar a pista e tirar o carro daquele lugar, enquanto os pilotos tiveram a aquecer os pneus, e boa parte dos pilotos aproveitaram a ocasião para se livrarem dos pneus médios e calçarem os duros, para ficar na pista até ao final.

No regresso, na volta 28, a corrida iria recomeçar, com Antonelli, que tinha ido às boxes sem perder a liderança, resistia aos ataques de Piastri para manter a liderança 

Pouco mais de metade da corrida, e com Antonelli a controlar a distância sobre Piastri, Hamilton lutava com Russell para um lugar do pódio, e Norris, em sexto, à distância. Mas na volta 38, Russell era passado por Leclerc e tinha descido para quinto. O monegasco queria passar Hamilton, mas ele não queria nada disto, e esta luta fratricida era excelente para Russell, que ficava ao pé deles, para tentar passar para, quem sabe, terceiro lugar. 

Eles duelaram, mas Leclerc conseguiu o terceiro posto na volta 42, a onze do fim. Hamilton lutou, mas o seu companheiro de equipa conseguiu aguentar. Russell aproveitou a oportunidade e também passou Hamilton e o britânico da Mercedes ficou com o quarto posto. E para piorar as coisas, o risco de ser passado por Norris era real. Norris passou Hamilton na volta 48, mas o britânico da Ferrari ficou com o lugar de volta.

Um pouco mais atrás, Verstappen pressionava Gasly para ver se ficava no sétimo posto, mas não iria ser fácil. E mesmo que passasse, para os buscar, tinha quase oito segundos de desvantagem.

Na frente, com os carros a aproximarem-se da bandeira de xadrez, Antonelli tinha tudo controlado, principalmente sobre Piastri, que parecia estar a caminho da primeira corrida terminada, e ainda por cima, no pódio porque, apesar de Charles Leclerc estar perto, não parecia ser ameaçador. Aliás, o monegasco tinha outras prioridades: Russell queria o seu lugar no pódio.

Na volta 51, ele usou a sua energia para passar o piloto da Ferrari, mas ele guardou energia para reagir, e conseguiu recuperar o lugar na primeira curva. Atrás, Lando Norris fez a mesma manobra, para passar Hamilton e ficar com o quinto posto. 

E enquanto havia estas lutas, na frente, Antonelli, tranquilo, ia a caminho da segunda vitória consecutiva, e parecia que estava a distanciar-se do pelotão. Aos 19 anos, ele liderava o campeonato, na frente de Piastri e Leclerc, que conseguia aguentar Russell e mantinha o seu lugar no pódio. Norris foi quinto, com uma manobra nos últimos metros, e no sétimo posto, Gasly aguentava Max, com Lawson e Ocon a fechar nos pontos.


Pode existir criticas com os carros, os fãs e alguns pilotos poderão queixar-se de que com esses carros, não podem acelerar totalmente, mas ninguém anda a queixar-se de que estas corridas são aborrecidas, pelo menos estas primeiras da nova temporada...

E agora, teremos um mês sem corridas, até ao regresso dos carros e dos pilotos à Europa.

sábado, 28 de março de 2026

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A corrida de Long Beach, terceira do campeonato, era a estreia da pista citadina americana na Formula 1, e as 80 voltas que os pilotos tinham na frente, pareciam ser um desafio bem grande do qual aqueles que chegassem ao fim, essa seria a recompensa. 

E como já vimos num episódio anterior, o primeiro desafio era de entrar na grelha. De 27 carros inscritos, só haveria vinte vagas, e todos lutariam por ele. Entre eles, a Copersucar-Fittipaldi. Que naquela corrida americana, tinha inscrito dois carros, um para Emerson Fittipaldi e o outro para Ingo Hoffmann, com este último a ter um chassis FD04, depois de ter guiado um FD03 em Interlagos.

Foi uma qualificação complicada. Emerson acabou com o 16º tempo, a quase 1,7 segundos da pole, obtida por Clay Regazzoni, no seu Ferrari - Niki Lauda foi apenas quarto, meio segundo mais lento que o suíço - enquanto Hoffmann consegue apenas o 22º tempo, fora da corrida, a 280 centésimos de Gunnar Nilsson, no seu Lotus, o 20º e último qualificado. 

No dia da corrida, debaixo de céu limpo e um agradável dia de primavera nas margens do Pacífico, Regazzoni larga bem, faz a primeira curva em primeiro... e não é mais visto até à meta, onde chegou na primeira posição, mais de 42 segundos na frente do seu companheiro de equipa, Niki Lauda, dando uma dobradinha à Scuderia. E claro, mostrando ao mundo que a Ferrari era dominante nas pistas. E se não era Lauda, era Regazzoni.

Atrás, logo na primeira volta, houve confusão. Vittorio Brambilla queria passar Carlos Reutemann da única maneira que sabia, à bruta", e encostou Carlos Reutemann ao muro, e ambos colidiram, abandonando na hora. Noutro ponto do circuito, a suspensão do Lotus de Nilsson cedeu e ele bateu no muro, forte e feio. Logo na primeira volta, três carros saíram de prova, e Emerson já subiu algumas posições à custa do azar alheio.

James Hunt, terceiro no final da primeira volta, assediava o Tyrrell de Patrick Depailler para tentar ser segundo e evitar que Regazzoni escapasse. Na quarta volta, o britânico da McLaren tentou a sua sorte, na primeira curva, e acabou por bater no carro do francês, com ele a ir para a escapatória e desistir de imediato. Sempre que Dapailler passava, Hunt não deixava de mostrar o seu desagrado, mostrando o seu punho em fúria. 

E no meio disto tudo, Emerson conseguia subir posições, evitando as armadilhas do novo circuito. 

E com o passar das voltas, os materiais dos carros cediam por causa das condições da pista, especialmente as caixas de velocidades. Para além disso, azares da concorrência - Depailler despistara-se na volta 20, ficando fora dos pontos, mas depois fez uma corrida de fúria, onde em 13 voltas, conseguiu subir para terceiro - também aproveitara as desistências do seu companheiro Tom Pryce e do outro Tyrrell de Jody Scheckter para ficar à porta dos pontos. 

Na parte final, houve sorte. Não aproveitou os problemas da caixa de velocidades de Niki Lauda - era segundo e decidiu poupar o carro - mas sim do Shadow de Jarier, que poucas voltas antes, estava a lutar pelo quarto lugar com o Ligier de Jacques Laffite. Foi passado por Jochen Mass e queria chegar ao fim, mas Emerson aproximou-se dele e o passou na penúltima volta, porque o piloto francês só podia engatar a primeira e quinta velocidades, muito pouco no seu Shadow, e a colocar em risco de ficar sem motor. 

Com o sexto posto, a uma volta de Regazzoni, Emerson atravessava à meta, cumprindo o seu primeiro grande objetivo: pontuar na equipa da família. O primeiro ponto da equipa brasileira, no inicio da sua segunda temporada completa na Formula 1, já era sinal de que o projeto frutificava.     

sexta-feira, 27 de março de 2026

A imagem do dia




Há 45 anos, a Formula 1 rumava para o Rio de Janeiro, porque era o fim de semana do GP do Brasil. E a partir daquele ano, decidiu-se que iriam correr no autódromo de Jacarépaguá, no lugar de Interlagos. A segunda corrida oficial do ano tinha na lista de inscritos um piloto novo, na equipa ensign. E vinha de um lugar exótico: a Colombia. 

E os seus créditos eram, aparentemente, interessantes. Nascido a 8 de agosto de 1949 na cidade de Medellin, Ricardo Londoño Bridge tinha participado em algumas corridas no seu país natal antes de saltar para a América e participar na Can-Am, em 1979, e na Aurora AFX, a Formula 1 britânica, em 1980, num Lotus 78. Em 1981, tinha começado o ano na IMSA, até que reparou que Mo Nunn, o dono da Ensign, colocou um anuncio, afirmando que precisava de duas coisas: dinheiro e um piloto que soubesse andar num carro, sem passar vergonha. 

Londoño apareceu com o dinheiro combinado, e o lugar foi dado. Só que existia mais um obstáculo: para correr, ele precisava de uma Super-Licença, algo que a FISA e a FOCA começou a dar, porque já tinham começado a ficar fartos de amadores, ou "gentleman-drivers" a fazerem de "chicanes móveis" no meio da pista. Apesar de ele não ter a tal Super-Licença, ele foi autorizado a dar algumas voltas na sessão extra de treinos livres, na quinta-feira. 

Londoño até andou relativamente bem, marcando alguns tempos decentes, até ficar no caminho do Fittipaldi de Keke Rosberg. Não se sabe bem se foi um excesso do finlandês, ou foi porque o colombiano não o viu no espelho, mas os dois acabaram na berma, e Rosberg culpou-o pelo incidente. Londoño ficou sem poder correr até ao final do dia, mas o que não sabia é que tinha dado as únicas voltas num Grande Prémio de Formula 1.

No dia seguinte, a FISA disse-lhe que não iria ter a Super-Licença, logo, não iria participar. Uns disseram que a Fittipaldi tinha entrado com um protesto, outros afirmaram que ele tinha sido muito lento para o resto do pelotão, outros disseram que foi o próprio Bernie Ecclestone que o vetou. Independentemente da razão, o fato é que, sem piloto, Nunn foi a correr desesperado para o hotel, à procura de do suíço Marc Surer, que estava no Rio de Janeiro como piloto de reserva. Quando encontrou, ele implorou para que sentasse no carro e fosse correr. Em boa hora encontrou, porque no resto do fim de semana... (depois conto noutro dia)

Quanto a Londoño, voltou para as Américas, correr na IMSA. Tempos depois, quando se retirou, soube-se da verdade: a sua carreira tinha sido financiada por, nada mais, nada menos, que... Pablo Escobar, o senhor da cocaína colombiano, e que, a certa altura dos anos 80, tentou destruir o estado colombiano porque não queria ser extraditado para os Estados Unidos e passar o resto dos seus dias numa SuperMax americana. Para além de ter sido bilionário transportando pó branco para as Americas, ele era um "petrolhead" e chegou a ser o dono de um Porsche 911 Turbo que tinha sido de Emerson Fittipaldi, e que participara numa edição da IROC. 

Londoño, na estrutura do Escobar, era um dos intermediários. Ele comprava os "brinquedos" para Escobar curtir: as lanchas, os automóveis rápidos, as casas, as mobilias... tudo. E claro, com a percentagem que ficava, também tinha alguns bens que chamavam a atenção das autoridades. No final do ano 2000, Londoño, dono de cerca de 10 milhões de dólares, só em imobiliário, foi apanhado pelas autoridades, que em troca de uma pena mais leve, viria a grande maioria das suas propriedades confiscadas. 

Contudo, depois de cumprir a pena, Londoño decidiu abrir um hotel, mas não perdeu as suas ligações mais obscuras com o narcotráfico. E apesar de Escobar ter acabado abatido pela policia, o exército e a DEA americana em dezembro de 1993, outros traficantes ficaram com o lugar, e claro, uns lutam contra os outros para o controlo das rotas do tráfico. A 18 de julho de 2009, Londono, então com 59 anos, estava em San Barnardo del Viento, com mais dois associados, quando caiu numa emboscada do qual não saiu vivo.  

CPR (III): José Pedro Fontes correrá no Lancia Ypsilon Rally2


A Sports&You vai estrear este ano no Campeonato de Portugal de Ralis o Ypsilon Rally2 HF Integrale, recém-lançado modelo que trouxe de volta à modalidade a histórica assinatura Lancia Corse. Irá ser guiado por José Pedro Fontes e participará na totalidade das provas pontuáveis do Campeonato de Portugal de Ralis de 2026.

Sendo agora a distribuidora oficial da Stellantis Motorsport para Portugal e Espanha, a Sports&You irá assumir o apoio técnico à equipa que se irá estrear para o CPR, no Rali Terras d'Aboboreira – Amarante/Baião/Marco de Canaveses, a primeira de oito provas do calendário de 2026, que se irá realizar em meados de abril. Mas ainda antes, neste final de semana, participará no rali Serra da Cabreira, que servirá de ensaio geral para o campeonato.

Estamos orgulhosos por trazer um carro de ralis Lancia para o campeonato português, graças ao apoio da Stellantis Motorsport Customer Racing. Estou ansioso por conduzir o novo Ypsilon Rally2 HF Integrale nos troços e provas do CPR. Vou lutar pelas vitórias desde o primeiro metro de cada rali em que alinhemos.”, começou por referir José Pedro Fontes, que navegará mais uma temporada com Inês Fonte.

O facto de a estreia ter lugar este fim de semana no Rali Serra da Cabreira tem como objetivos, não só começar a avaliar o potencial do novo Ypsilon de Rally2HF Integrale nos troços desse rali regional, como também a nossa própria adaptação às características desta viatura – minha e da Inês – com vista ao CPR 2026. Mas estou certo do potencial deste novo carro de ralis, em face do que ele já tem vindo a demonstrar noutros ralis onde já alinhou, em Espanha e em Itália”.


O regresso da Lancia às estradas portuguesas acontece mais de 30 anos depois da última vez, quando a Duriforte Rally Team, dos irmãos Carlos e Jorge Bica, ganharam cinco títulos nacionais de ralis: quatro seguidos para Carlos Bica, entre 1988 e 1991, e um para Jorge, em 1993, todos ou num Delta 4WD ou num Delta Integrale.

Youtube Automotive Video: O Portaro, primeiro todo-o-terreno português

Até 1974, a Garagem Vitória, em Lisboa, era a representante oficial da Land Rover em Portugal. Contudo, quando a British Leyland decidiu que iria abrir a sua própria representação, decidiram procurar por substitutos, tendo encontrado na romena Aro a solução. Eles tinham construído um todo o terreno a partir de um projeto da Renault, mas em Portugal decidiu-se que iriam pegar no protótipo para o reformular.

O Portaro acabou por ser o projeto da garagem, sob a liderança de Hipólito Pires, e a chancela da Sociedade Electromecânica de Automóveis. o programa teve início em 1974, e destacou-se pela elevada incorporação de componentes nacionais e por soluções técnicas que garantiram ao veículo uma assinalável projeção internacional e presença em competições desportivas de relevo, como o Paris-Dakar. 

Neste video do Jornal dos Clássicos, conta-se a história da Portaro, que a certa altura, a par da UMM, tornaram-se nas únicas marcas portuguesas de todo-o-terreno. E o próprio Hipólito Pires, o instigador desde projeto, conta a história do que foi esta aventura, com dois exemplares - um deles um dos três protótipos originais - em pano de fundo, que foram doados para o Museu do Caramulo.  

quinta-feira, 26 de março de 2026

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Há meio século, a Formula 1 estreava um local novo. E pela primeira vez em quase vinte anos, um país acolhia mais de uma corrida no calendário. A história de Long Beach era o do sonho de ser "o Mónaco do Pacifico", na California, mais concretamente nos arredores de Los Angeles. E isso estava na mente de um homem: Chris Pook.

Já tinha havido Formula 1 na California. 15 anos antes, em 1960, o calendário acabava em Riverside, uma pista permanente nos arredores de Los Angeles, 80 quilómetros de Long Beach. Contudo, a corrida, ganha por Stirling Moss, não teve história e apenas no ano seguinte, quando foram correr em Watkins Glen, é que o GP dos Estados Unidos perdeu o seu quê de itenerância e passaram a correr num local fixo. 

Em 1973, chega ao local, e de forma definitiva, o "Queen Mary", um dos mais famosos navios da Cunard, para servir de hotel permanente. Aquela área estava degradada e um homem de negócios, especializado em viagens, de seu nome Chris Pook, achava que o ideal seria construir uma pista de automóveis no sentido de reproduzir ali o circuito do Mónaco. Monta uma pista ao longo da Shoreland Drive, a avenida principal da cidade, montando ali bancadas para cerca de 40 mil pessoas. 

Uma corrida é marcada para setembro de 1975 com carros de Fórmula 5000, e torna-se um sucesso. Com isso na mão, monta-se rapidamente uma proposta para acolher a Formula 1 no ano seguinte, e rapidamente é aprovado, para março de 1976, e logo a terceira corrida do ano. Os organizadores tinham pouco tempo, mas tinham a certeza que iriam colocar um bom espetáculo.

A pista era temporária, como no Mónaco, e em 1976 tinha a distância de 32512 metros. A pista passava pela Shoreland Drive, onde os pilotos aceleravam a fundo, antes de fazerem uma volta de 180 graus na Queen's Hairpin, e depois prosseguiam, subindo ruas até à Ocean Boulevard, onde então se situavam as boxes e a meta. Viravam em Cook's corner, e novamente em Penthouse, até curvarem para a esquerda na Indy Corner, até nova viragem de 180 graus para a direita, para acelerar novamente pela Shoreland Drive. 

Para esta edição, os organizadores queriam receber bem os pilotos. Uma corrida de celebridades foi organizada, e trouxeram alguns ex-pilotos, como Juan Manuel Fangio, Denny Hulme, Jack Brabham, campeões do mundo do passado, bem como Stirling Moss, Carroll Shelby, Rene Dreyfus, Richie Ginther, Innes Ireland e Maurice Trintignant, como pilotos "vintage", mas com máquinas competitivas. Dan Gurney e Phil Hill também estavam lá para abrilhantar em carros do passado, mas também iriam ajudar na direção da corrida. 

O tempo estava bom naquele fim de semana de inicio de primavera na California. Os pilotos começaram a experimentar a pista, e claro, as opiniões divergiam. Se Niki Lauda achava que a pista era mais dura que no Mónaco, já Jacques Laffite o seu compatriota Patrick Depailler detestavam andar por ali. Em contraste, Emerson Fittipaldi dava-se bem, tendo-se adaptado à pista.

E os treinos foram bem disputados. Com 27 carros inscritos, os organizadores e a FOCA, a associação de Construtores, decidiram que a grelha iria ser reduzida a 20 lugares, alegando motivos de segurança. No final, entre o "poleman" Clay Regazzoni, no seu Ferrari, e o último classificado, o Lotus de Gunnar Nilsson, ficaram pouco mais de 2,178 segundos. E 149 centésimos foram a diferença entre participar e não participar no dia da corrida. 

E os azarados? Os Wolf-Williams de Jacky Ickx e Michel Leclére, o Fittipaldi de Ingo Hoffmann, o Surtees de Brett Lunger, o Lotus de Bob Evans, o Hesketh e Harald Ertl e o March de Arturo Merzário.

WRC: A Alemanha quer regressar... com o Nordschleife


Desde 2019 que não há no calendário o rali da Alemanha, apesar de, entre 2023 e 2025, ter havido o rali da Europa Central, que passou pela Alemanha, Áustria e Chéquia. Contudo, a ADAC, entidade automobilística alemã, quer desejar ao WRC em 2027, com um rali em asfalto, como aconteceu anteriormente. E a ideia é usar... o Nurburgring Nordschleife, o circuito de 23 quilómetros, conhecido como o "Inferno Verde". 

Segundo informações avançadas pela revista alemã Motorsport Aktuell e confirmadas por fontes ligadas ao promotor do WRC, o objetivo passa por criar um rali de asfalto moderno, competitivo e mediaticamente forte. E ao contrário do anterior, cujo centro era em Trier, ou no Lago Bostalsee, o novo projeto coloca o Nürburgring como base operacional, tirando partido de uma infraestrutura difícil de igualar no panorama mundial: paddock de grandes dimensões, centros de comunicação e oferta hoteleira significativa na região.

O centro poderia ser aí ou no Lago Koblenz, não muito longe dali, e até poderia acontecer num fim de semana em conjunto com o DTM, para maximizar receitas de bilheteira, apesar de isso poder ser um pesadelo logístico. 

Contudo, convencer Simon Larkin, o diretor de eventos do WRC, pode não ser fácil. Ele tem sublinhado que não haverá exceções para a Alemanha em matéria de critérios financeiros e operacionais, ou seja, o ADAC terá de cumprir o mesmo nível de compromisso que outros mercados estratégicos, como Estados Unidos ou Arábia Saudita. E ainda mais, colocar carros do WRC numa pista como o Nordschleife pode não funcionar. No passado, o rali de Ypres, na Bélgica, teve classificativas no circuito de Spa-Francochamps, e a recepção não foi entusiasmante.

Resta saber como é que isto será resolvido, porque nesta altura, o WRC está a ter um alargamento do calendário, e ter alguns ralis de asfalto é algo que será bem-vindo. 

CPR: Hyundai Portugal apresenta a sua dupla


A pouco mais de duas semanas do primeiro rali do ano, a Hyundai revelou as suas duplas para o Campeonato de Portugal de Ralis 2026, reforçando a aposta em jovens talentos portugueses. As duplas Gonçalo Henriques e Inês Veiga, bem como Hugo Lopes e Magda Oliveira, assumem o papel de figuras centrais no novo projeto da marca.

Depois de um tempo onde a aposta foi na experiência, com títulos conquistados com nomes como Armindo Araújo, Ricardo Teodósio, Kris Meeke e Dani Sordo, a Hyundai quer agora, em 2026, levar ao título uma nova geração de pilotos nacionais. O objetivo é claro: que um dos dois carros seja campeão e o outro vice‑campeão.

Jorge Costa, diretor da Hyundai Portugal, sublinha que depois da fase dos pilotos muito experientes, que fizeram evoluir a equipa para os níveis hoje alcançados, agora, a nova fase, onde a aposta em jovens talentos acabou por se tornar natural, será benéfico para a equipa e os próprios pilotos.
 
Quer o Gonçalo, quer o Hugo, deram todos os indicadores de que tinham o potencial, a capacidade e a ambição para conquistar títulos com o Team Hyundai Portugal. Portanto, é quase uma opção natural apostar em jovens portugueses, com imenso potencial. Vai ser um confronto de gerações, porque os nomes que conhecemos há muitos anos e que certamente os inspiraram vão competir. Acho que vai ser bom para todos.”, começou por afirmar.

A presença de pilotos experientes ajudou‑nos, em determinados momentos, a corrigir e a avançar. Perante o potencial destes jovens pilotos, só precisavam de um projeto estruturado que os acolhesse. Temos esse projeto, achamos que faz todo o sentido; eles também acharam e, portanto, diria que temos todas as condições para ter aqui um projeto vencedor.”, concluiu.

O diretor falou também do panorama do CPR, onde destacou o confronto entre gerações de pilotos e a chegada de uma nova marca, a Toyota Caetano Portugal, com os seus GR Yaris Rally2, que aumentou a competitividade. Defende, ainda assim, que o cenário ideal passaria por ter mais construtores envolvidos e por elevar o campeonato a um patamar superior.

O facto de chegar uma marca bastante forte nos últimos anos veio, obviamente, aumentar a competitividade e isso é muito positivo para a própria projeção do campeonato. O ideal seria ter outras marcas a entrar e a aumentar a competitividade. Todos acabam por ganhar.", começou por afirmar.

"Não viemos para este projeto para experimentar. Ao fim de oito anos, todos percebem que fizemos uma aposta segura, consistente e robusta a longo prazo. Com oito anos já percorridos, e com títulos nos últimos três, os nossos objetivos para o próximo ano estão perfeitamente definidos. É um projeto claramente muito importante para nós.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Youtube Automotive Video: Saab 92, o primeiro

Há 80 anos, em 1946, uma companhia de aviões sueca tinha um problema: agora que a guerra acabou, o que fazer para continuar a produzir nas suas instalações? Cedo a Svenska Aeroplan Aktiebolaget chegou a uma solução, graças aos seus designers: um automóvel. O primeiro protótipo, o Ursaab, rolou e três anos depois, em 1949, o modelo 92 foi começou a ser comercializado, com sucesso, para os oito anos seguintes, tornando-se num dos modelos de sucesso suecos, a par da Volvo. 

E é sobre a história do primeiro Saab que fala este video. 

terça-feira, 24 de março de 2026

As imagens do dia (II)





Apareceram hoje no site espanhol SoyMotor imagens do Madring, a pista na cidade de Madrid, a ser asfaltado, a cerca de seis meses da corrida inaugural no calendário da Formula 1, que acontecerá a 13 de setembro, uma semana depois do GP de Itália, em Monza. 

Aparentemente, ainda não colocaram asfalto em toda a extensão da pista, mas as obras parecem ir no bom caminho. Resta esperar se o paddock estará também pronto a tempo de ser usado naquele que será a segunda corrida em solo espanhol, algo que não acontece desde 2012, a última edição no circuito citadino de Valencia.

Daquilo que posso ver, aquela Parabólica é bem grande...