quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Youtube Testing Video: O teste de Kalle Rovanpera no WRC27

Os testes para o novo carro da Toyota para 2027 continuam de vento em popa, mas enquanto o WRC se encerrava na Sardenha, na Catalunha, a grande novidade era que Kalle Rovanpera tinha ido testar um dos carros da nova geração. 

Os rumores sobre um regresso total, ou parcial, ao WRC apareceram logo, mas na realidade, a marca afirmou que ele veio ajudar a equipa, dado que o piloto oficial de testes, Ott Tanak, estava a testar outro dos chassis da marca, e não poderia estar ali naquela altura, e Rovanpera ofereceu-se. 

Claro, apesar das explicações oficiais, há quem acredite no regresso, ainda por cima, quando se sabe que a Toyota poderá alinhar com seis pilotos na próxima temporada: Sami Pajari, Elfyn Evans e Oliver Solberg, pela equipa oficial, e a Printsport, uma equipa finlandesa, fundada e gerida por Eero Raikkonen (sem relação de parentesco com Kimi Raikkonen) com Ott Tänak, Takamoto Katsuta e, eventualmente, Kalle Rovanpera.

Enquanto as especulações e rumores continuam, eis um video do teste de Rovanpera.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

As imagens do dia



Aparentemente, Fernando Alonso irá participar no Dakar de 2027, sete anos depois da sua primeira aventura, a bordo de um Toyota Hilux. Desta vez será a bordo de um Aston Martin, mas de um modelo desenvolvido... para um videojogo.

A possibilidade foi inicialmente avançada pelo site espanhol Soy Motor, e posteriormente confirmada pelo jornal Marca junto de várias fontes. E tornar-se-á realidade graças... a um chassis Dacia. O que irá acontecer é que eles ficarão com alguns Dacia Sandrider, o carro com que Nasser Al-Attiyah venceu o Dakar 2026, e colocá-lo-á nas mãos de Alonso, que terá o veterano Marc Coma como seu navegador. Esses chassis serão desenvolvidos pela Prodrive, e se estrearão no inicio do ano que vem. 

A equipa terá gente como Sebastien Loeb, Nasser Al-Attiyah e Lucas Moraes como companheiros de Alonso. Contudo, a situação financeira da marca britânica não permite, para já, grandes investimentos num programa permanente, mas a presença de Alonso poderá facilitar a angariação de patrocinadores e tornar possível esta participação pontual.

No final, para além de ser uma oportunidade de voltar a enfrentar o Dakar com uma máquina extremamente competitiva, depois de uma primeira experiência em 2020, isto poderá também servir para recuperar motivação após uma temporada particularmente difícil na Fórmula 1.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A imagem do dia


É apenas uma semana entre Sepang, nos arredores de Kuala Lumpur, a capital da Malásia, e a cidade-estado de Singapura. A distância é de 351 quilómetros, quase um Lisboa-Braga (já agora, são 364 quilómetros, mais 13) Se para alguns, é cerca de uma hora de voo, de automóvel, se cumprirem os limites de velocidade, deverá durar cerca de três horas.

Contudo, há sempre alguém que pensa fora da caixa: andar de bicicleta. E tem está a ter essa ideia peregrina? Valtteri Bottas. O piloto da Cadillac decidiu pegar numa bicicleta de competição e lá foi ele fazer o percurso em etapas, como se fosse uma espécie de corrida ciclística.

"O mais ridículo é que todos os outros vão de avião. São cerca de cinco horas de carro; dá para parar num sítio giro no caminho. Ver um pouco mais do mundo para lá do percurso hotel-aeroporto-autódromo", comentou um fã numa publicação partilhada pela Autosport britânica.

Outro fã acrescentou: "O facto de ele estar a fazer isto entre fins de semana de corridas a sério, e não apenas como uma ação promocional, é a coisa mais 'Bottas' de sempre".

Daquilo que sei, a etapa de hoje tem cerca de 156 quilómetros, depois de ter feito 56 no primeiro dia, domingo. Portanto, creio que é bem possível ele chegar ás portas da cidade na quarta-feira.

domingo, 4 de outubro de 2026

Youtube Motorsport Video: Senna vs Brundle, a temporada antes da Formula 1

Hoje em dia, a temporada de 1983 da Formula 3 britânica é considerada como uma das mais competitivas da competição, que nessa altura era considera como a competição de formação mais importantes do mundo. Foi um duelo entre um repetente, o britânico Martin Brundle, que competia pela Eddie Jordan Racing, e Ayrton Senna, um recém-chegado, vindo da Formula Ford 2000, que era piloto da West Surrey Racing, e que competiam ambos por vitórias, e que acabou com a vitória do piloto brasileiro, que também acabou por ganhar o GP de Macau de Formula 3. 

Este é um documentário montado pelo Mario Muth, e é para avisar que alguns dos protagonistas neste documentário como Eddie Jordan e Murray Walker, já morreram. São 94 minutos bem passados, do qual tratem de arranjar, para poderem ver com calma, por exemplo, neste feriado que aí vêm. 

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Final)


Foi puxado, e foi dramático. E foi semelhante ao que aconteceu a Carlos Sainz Sr. em 1998: a menos de um quilómetro da meta, Oliver Solberg ia a caminho de ser o primeiro filho de campeão do mundo a ser campeão, mas com a meta à vista... saiu de estrada. Isso não o impediu de ganhar o rali da Sardenha, com 57,6 segundos de vantagem sobre Sebastien Ogier, e 1.37,4 sobre Sami Pajari, o terceiro classificado. Contudo, apesar dessa vitória, o piloto sueco não iria conseguir os cinco pontos da vitória na Power Stage. E com isso, o piloto galês Elfyn Evans tornou-se campeão do mundo, certamente para êxtase - e sobretudo, alívio - do piloto da Toyota.

“Acho que a ficha ainda não caiu totalmente”, disse Evans. “Tinha quase a certeza de que aquilo tinha acabado. Não fiz a minha melhor especial; dei o máximo de mim, mas a pilotagem não foi limpa. Também sinto pelo Oliver; ele fez um fim de semana incrível. Lamento que tenha falhado a vitória tão perto do final. Mas temos muita gente a quem agradecer pelo apoio ao longo dos anos, e o Scotty [Martin Scott, o navegador] fez um trabalho incrível.”, disse, entre o espantado e o incrédulo.

Isto porque Evans, na especial anterior, tinha tido um furo e iria perder os pontos de domingo, o que colocaria um ponto á frente de Solberg, e quem ganhasse a Power Stage, iria ser o campeão do mundo. 

E depois de uma especial mediana para o galês, parecia que iria ver, pela sexta vez na sua carreira, outro piloto a ser campeão e ele a ser vice. Mas com o despiste de Solberg, afinal, foi Evans a ser campeão do mundo, aos 37 anos, e 25 depois de Richard Burns, o último campeão britânico.


O último dia do rali da Sardenha tinha pela frente quarto especiais: duas passagens por Osilo-Tergu e Sassari-Argentiera, a segunda passagem a ser a Power Stage.

O dia começou com Solberg ao ataque, ganhando a primeira especial, 7,8 segundos na frente de Sami Pajari, 9,2 sobre Adrien Formnaux, 14 segundos sobre Elfyn Evans e 18,8 sobre Oliver Solberg. Josh McErlean parou por duas vezes na especial, perdendo mais de 25 minutos. 

Thierry Neuville triunfou na segunda especial do dia, 0,9 sobre Takamoto Katsuta e 1,9 sobre Elfyn Evans. Adrien Formaux foi o quarto melhor, a 2,6 e Oliver Solberg o quinto, a 3.9. 

E o sueco estava ao ataque: "Etapa complicada. Primeira vez que faço isso, não é fácil, mas é bem divertido. Parece que está ficando cada vez mais lento, com mais sulcos. Temos que dar o nosso melhor hoje e para o Power Stage espero que não esteja muito sulcado quanto mais para trás formos."

Questionado sobre o dia e as suas chances para o título, ele afirmou: "Eu não sou o estressado, o Elfyn é. Eu só preciso aproveitar."

Sami Pajari ganhou na especial seguinte, 0,2 segundos sobre Sebastien Ogier, 0,4 sobre Oliver Solberg, 5,9 sobre Adrien Formaux e 8,4 sobre Taklamoto Katsuta. Evans perdia tempo por causa de um furo, perdendo dois minutos e sete segundos, e via Solberg a apenas um ponto atrás de si, e a depender do resultado do Power Stage para definir o campeonato. Se o sueco ganhasse, ou ficasse na sua frente, ele era o campeão.

"Só uma curva que podíamos ver chegando, uma curva muito rápida com pedras. Reduzi a velocidade e passei o mais limpo possível. Você sempre pode contar com essas", disse o galês, no final dessa especial.

E chegou a Power Stage. Neuville foi o mais veloz, 3,3 segundos na frente de Sami Pajari, e Elfyn Evans tinha apenas conseguido o terceiro melhor tempo, 5,6 segundos melhor que o belga da Hyundai.

"Tenho quase a certeza de que não será suficiente. Tenho quase a certeza de que forçamos demasiado. Não estou a desistir, mas estou a ser sincero. Parece que voltamos à mesma situação.", dizia Evans, algo desconsolado e à espera que Solberg acabasse com o trabalho. 


E as coisas pareciam ser favoráveis a Solberg, pois ia mais rápido que Evans, mas a duas curvas do controlo final, onde a vitória no rali e o título mundial aguardavam, a tragédia em câmara lenta aconteceu. Uma fração de segundo, uma derrapagem fatídica, e o Toyota de Solberg saiu em frente, num momento que congelou o tempo e o coração dos espetadores. O prejuízo foi mínimo em termos de danos, mas colossal em segundos perdidos. E o título, que parecia ir a caminho da Suécia, parou no País de Gales. 

Depois dos três primeiros, quarto foi Adrien Formaux, no seu Hyundai, a 2.38,6, seguido pelo carro de Elfyn Evans, distante dos primeiros - a 4.48,6 - e do outro Toyota de Takamoto Katsuta, a 6.02,4. Jon Armstrong foi sétimo, no seu Ford Puma Rally1, a 7.32,2, na frente de Roope Korhonen, oitavo, e o melhor dos Rally2, a 12.10,4, e a fechar o "top ten", ficou o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, a 12.11,1, e o carro de Gus Greensmith, a 13.02.2.

E assim acabou aquele que foi o último rali dos carros de Rally1. Em 2027, novos bólidos estarão presentes, e alguns preparadores farão a sua estreia na classe principal do WRC. 

Formula 1 2026 - Ronda 16, Sepang (Corrida)


Muitos estão a encarar esta corrida, neste circuito, como o regresso de um bom amigo. Quase uma década depois da última vez, a Formula 1 está em Sepang para... o GP do Bahrein. Sim, do Bahrein, porque a Malásia não regressou ao calendário, apenas emprestou a pista porque no seu país, há uns drones a voar onde não devem e causa prejuízos. Eles dão a isso o nome de "guerra" e estamos no século XXI, logo, as coisas são diferentes. 

Mas seja em Sepang, na Malásia, a fazer de vez a Shakir, no Bahrein, a Formula 1 encara o mesmo problema de frente: o calor. E está muito calor nesta parte do mundo, isso não se pode escapar. Tanto que pela hora da corrida, para além do calor... chove! Bastante.

Claro, pensamos se haverá os pneus azuis, os de chuva, ou se é algo que só existe no país dos unicórnios. Mas à medida que se aproxima da hora da corrida, tudo indica que... a partida será adiada, todos andariam atrás do Safety Car.


E ao ver a banda barenita a tocar o hino debaixo de chuva, não deixo de pensar no surreal da situação.

Chegada a hora, como seria de esperar, a partida foi adiada, porque a água caía a potes, e ficou assim por mais de meia hora, até que a chuva passasse. Claro, na bancada principal, os espectadores, agarrando as bandeiras barenitas - isto é um pouco irreal, não é? - só poderiam ficar felizes porque neste momento, eles estavam no centro das atenções. Eles, e o Mercedes vermelho que faz de Medical Car, que faz uns "powerslides" só para o espetáculo. 

Demorou cerca de 40 minutos até que a chuva diminuísse e os carros começassem a correr atrás do Safety Car, todos a largarem com intermédios - os azuis, de chuva total são de showroom... - e quando começaram a andar devagar... houve gente que saiu da pista. O primeiro deles foi Isack Hadjar, que foi para a gravilha, e logo a seguir, Lewis Hamilton está parado na grelha. Parecia que o caminho para o caos é bem mais fácil de acontecer quando eles andam a uma velocidade muito baixa... resultado? Bandeira vermelha.

As coisas ficaram assim na meia hora seguinte, e quando o relógio já passava das quatro e meia da tarde perto de Kuala Lumpur, os carros pararam na grelha, prontos para correr. E como a pista secou tanto, havia pilotos que ousavam: Leclerc e Hamilton partiam com moles, bem como Pierre Gasly e os pilotos da Cadillac e Liam Lawson, enquanto Norris e Pastri com médios. Mas logo na volta de aquecimento, Gasly saiu de pista, ao mesmo tempo que Perez foi às boxes para colocar intermédios. Ao mesmo tempo, Hamilton falava nas boxes que a pista ainda estava demasiado escorregadia. Iria ser uma corrida bem difícil.

Quando a grelha parou, os pilotos da McLaren foram às boxes para colocar intermédios, seguido por Stroll e Hulkenberg, todos que tinham partido com pneus slicks, e tinham visto que era demasiado cedo para isso. E com isso, perdiam os seus lugares na grelha, partindo das boxes.


No momento em que as luzes se apagaram, Kimi Antonelli foi para a frente, seguido por George Russell e Max Verstappen. Liam Lawson deu "o pulo do gato" e ia para quarto, em contraste com aqueles que tinham ainda os pneus slicks. Hamiton, por exemplo, perdia 23 segundos só na primeira volta. 

Max tentava apanhar os Mercedes nas voltas seguintes, enquanto os carros com slicks continuavam a perder segundos preciosos. Lando Norris, por exemplo, perdia oito segundos na volta três, mostrando que ainda era prematuro andar com eles. E enquanto isso acontecia, o piloto da Red Bull tentava apanhar e passar o segundo piloto da Mercedes, na volta sete, para ser segundo classificado. Por esta altura, por exemplo, a diferença entre a melhor volta de Sérgio Pérez, no Cadillac e com intermédios, e o de Lando Norris, com slicks, era de... cinco segundos.

Na volta 9, Max já estava na traseira de Antonelli e parecia que iria voltar ao comando, mas não conseguia. Mas logo a seguir, Valtteri Bottas sai da pista, e o Safety Car entrava em ação, com boa parte do pelotão a ir às boxes, primeiro os Mercedes, depois, o resto do pelotão. Todos se livraram dos intermédios, e alguns até colocaram duros, como os Racing Bulls de Liam Lawson e Arvid Lindblad. 

No regresso à corrida, Max passou Antonelli na primeira curva, e poucas curvas depois, Russell conseguiu também passar o seu companheiro de equipa, relegando o italiano para o terceiro lugar.  Com o passar das voltas, o piloto da Red Bull começava a afastar-se, enquanto as condições para que os dispositivos para facilitar as ultrapassagens já poderiam ser ativadas porque as condições eram as ideais.

Nas voltas seguintes, Max não se afastava muito, enquanto os Mercedes batiam-se um contra o outro pelo segundo lugar, e um pouco atrás, Lewis Hamilton recuperava lugares atrás de lugares, sendo sexto na volta 20, e quinto duas voltas depois, passando os carros de Esteban Ocon e de Liam Lawson, ao mesmo tempo em que Antonelli atacava Russell para ele ser segundo e começar a ir atrás de Max, que parecia estar cada vez mais à vontade.

Tudo isto ao mesmo tempo que, aparentemente, poderia haver chuva dali a bocado. 

Na volta 32, Hadjar ia às boxes para trocar de pneus, cedendo o quarto posto para Lewis Hamilton, mas na realidade, estava a abrir uma janela de troca de pneus, porque Hamilton e Alonso também pararam para a troca de pneus, colocando médios. Na volta seguinte, Russell e Hulkenberg também foram trocar de pneus, e na volta 34, os primeiros: Max e Antonelli primeiro, Piastri logo depois. Todos regressaram sem problemas.

A menos de 20 voltas do final, o tempo surgiu: menos de uma hora de luz na pista. Iria dar tempo, se não chovesse, mas tudo indicava que isso não iria acontecer. Na frente, Max ficava cada vez mais à vontade, mais de onze segundos de vantagem sobre Kimi Antonelli, e parecia que os três primeiros já estavam definidos. Atrás, quem chegava aos pontos era, surpreendentemente... Fernando Alonso. Mesmo com um motor Honda que, em condições de piso seco, era dois segudos mais lento que o resto do pelotão, a sua experiência lhe dava condições em que conseguia ser sete a oito décimos mais rápido que, por exemplo, Arvid Lindblad. 

Contudo, na volta 44, Alex Albon para na berma e o Virtual Safety Car era ativado, com Max a ir às boxes, com Antonelli a ficar na pista e assim, era o líder. Lindblad, Hulkenberg, Stroll, também iam às boxes, todos para colocarem pneus moles. Contudo, com a demora das operações, o Safety Car entrou para agrupar todos. Piastri, Norris, Lawson, Alonso, Hulkenberg e Perez iam novamente às boxes, para nova troca de pneus - já se perdeu um pouco a quantidade de pneus trocados... - e o tempo escoava: faltava meia hora para o final, e nove voltas para a meta. 


Mas a oito voltas do fim, mais sarilhos: George Russell pára o seu carro na curva 1, e desiste. Hadjar era agora terceiro, e Norris saía da pista, mas voltou logo depois. Contudo, o Safety Car só voltou às boxes a cinco voltas do fim, e a ação era grande na pista, atrás de Max: Antonelli pressionava para o apanhar, Hadjar era assediado pelo resto do pelotão. Hamilton apanhou-o na volta 52, para ser terceiro, e o francês perdia mais um lugar para o outro Ferrari de Leclerc.

Na meta, Max ganhava pela primeira vez na temporada, mas o grande vencedor era Antonelli, que sendo segundo, conseguia mais 18 pontos sobre Russell, enquanto Hamilton colecionava mais um pódio para a Ferrari. Eram 18:20 da tarde em Kuala Lumpur, mais de três horas e 20 minutos depois da hora marcada para o inicio da corrida. Piastri era sexto, Alonso conseguia o seu melhor resultado do ano no seu Aston Martin, na frente de Lando Norris, e Arvid Lindblad fechava os pontos. 


E por fim, a corrida acabou. Foi um dia difícil, era verdade, mas dali a sete dias, em Singapura, haverá mais. 

sábado, 3 de outubro de 2026

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Dia 2)


O sueco Oliver Solberg lidera o rali da Sardenha, completadas que estão as classificativas de sábado. Ele tem uma vantagem de 33,6 segundos sobre Sebastien Ogier, noutro Toyota. E ambos estão bem longe do terceiro classificado, o carro de Sami Pajari, a 1.39,9, e do Hyundai de Adrien Formnaux, a 2.32,0 

E em termos de campeonato, as coisas estão ao rubro: Solberg e Evans estão com meros quatro pontos de diferença, o que significa que o piloto galês tem de perder mais um lugar, ou então, não pontuar na Power Stage, e Solberg conseguir tudo para ser o campeão, no domingo. 

Com passagens duplas por Lerno-Sa Conchedda-Monti di Ala', Coiluna-Loelle e Solorche', o dia começou com uma batalha entre Oliver Solberg e Thierry Neuville, Hyundai contra Toyota. Neuville ganhou a primeira especial do dia, 2.1 segundos sobre Solberg, 6,8 sobre Ogier, 14,9 sobre Sami Pajari e 17,9 sobre Elfyn Evans. Formaux furou e perdeu um minuto. "Não tenho nada a dizer", disse no final da especial. 

Solberg respondeu ao triunfar na especial seguinte, 2,6 segundos na frente de Sebastien Ogier, 6,6 sobre Adrien Formaux, 11.1 sobre Thierry Neuville e 16,3 sobre Sami Pajari. Com isso, o sueco aproximou-se fortemente da liderança, com 3,3 segundos de diferença, enquanto atrás, Dani Sordo decidiu abandonar o rali de forma voluntária, por razões médicas. 

"Está tudo bem. Lutei com os meus óculos o tempo todo e o capacete estava a mover-se para trás. Está a ficar mais arenoso e há menos tração lá dentro.", começou por afirmar Neuville. "O rali ainda é longo e estamos bastante relaxados. Precisamos ter uma abordagem inteligente e é nisso que vou me concentrar.", concluiu.


No final da manhã, Solberg voltou a ganhar, e com isso passou à liderança, pois o piloto belga foi apenas terceiro nessa especial, perdendo seis segundos. No final da especial, mostrava-se satisfeito.

"Satisfeito com o carro. Um pouco cauteloso às vezes. Uma etapa complicada, não queria correr riscos e manter um ritmo. Vamos ver o que o Thierry faz. Tentei manter limpo e fazer o meu melhor. Satisfeito com a traseira do carro, segue o tempo todo, especialmente nas partes estreitas. A primeira metade não foi boa para mim, a segunda foi melhor.", disse o sueco da Toyota.

Do lado do piloto belga, ele espera que possa continuar na luta, quando começarem as especiais da tarde.

"Está ficando cada vez mais solta [a superfície]. Cada vez mais areia, só rodando. Tive uma boa especial, começou por afirmar. Questionado sobre se pode recuperar a liderança, Neuville disse: "Esperançosamente, [espero estar] um pouco mais alinhado em condições semelhantes, mas no geral tenho certeza de que podemos ficar na luta com o Oliver. Ele vai investir tudo e vamos ver como funciona.", concluiu o piloto da Hyundai.

A tarde começou com a segunda passagem por Sa Conchedda-Monti di Ala, onde o melhor foi Sebastien Ogier, 1,7 segundos na frente de Adrien Formaux, 3,3 sobre Oliver Solberg, 7,9 sobre Sami Pajari e 18,2 sobre Elfyn Evans. 


A especial ficou marcada pela desistência de Thierry Neuville, vitima de um acidente no seu Hyundai, enquanto o mesmo destino aconteceu para Martins Sesks, mas no caso dele, por causa de problemas com a direção do seu carro.     

Na segunda passagem por Coiluna-Loelle, o carro de Ogier foi o melhor, oito segundos na frente de Solberg, 13,6 sobre Pajari e 18 segundos sobre Takamoto Katsuta. Formaux furou e perdeu um minuto e 46 segundos, enquanto Josh McErlean saiu de estrada, causando danos no seu carro.

No final do dia, em Solorche, Adrien Formaux acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Oliver Solberg, 6,8 sobre Sebastien Ogier e 11.1 sobre Elfyn Evans.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Elfyn Evans, a 2.38,4, bem longe do sexto, o carro de Takamoto Katsuta, a 5.43,9. Sétimo é Jon Armstriong, no seu Ford, a 6.01,2, seguido pelo melhor dos Rally2, o carro de Roope Korhonen, a 8.23,0. Nono é Gus Greensmith, que não está muito longe, a 8.42,6, e a fechar o "top ten", o carro de Teemu Suninen, a 9.46.6.

O rali da Sardenha termina neste domingo, com a realização das últimas quatro especiais, incluindo a Power Stage. 

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Final)


No final, apenas 2,2 segundos separaram primeiro de segundo no rali Casinos do Algarve. E ambos guiavam um Toyota GR Yaris Rally2. Pedro Almeida foi o melhor, batendo o carro de Rafael Rêgo. O veterano Armindo Araújo foi o terceiro, a uns "distantes" 19,5 segundos, batendo José Pedro Fontes, quarto, a 45.1 segundos, no seu Lancia Ypsilon Rally2HF Intergrale.

Tudo isto num rali onde Ruben Rodrigues, o líder do campeonato, não chegou ao fim, vítima de capotamento, na quarta especial.

“Conseguimos impor um bom ritmo logo desde o início do rali e fomos construindo uma vantagem“ começou por dizer Almeida à AutoSport portuguesa, no final da prova. “Hoje conseguimos entrar bem e, mesmo a abrir a estrada, fomos ganhando mais tempo para os outros concorrentes. Na parte da tarde tivemos azar: furámos e perdemos muito tempo na primeira classificativa de 24 quilómetros. Depois tivemos de tentar fazer o melhor com aquilo que tínhamos até ao final, para trazer o carro até ao fim e tentar manter a vitória. O facto de o Armindo também ter furado ajudou-nos a manter a liderança. O Rafa é um piloto rapidíssimo, como está provado. Fazemos parte da mesma equipa e sabíamos o que tínhamos de fazer. Chegámos ao fim e conseguimos a vitória.”, concluiu.

Com seis especiais pela frente neste sábado, passagens duplas por Messines, Santana da Serra e São Marcos da Serra, o dia começou com Ruben Rodrigues a triunfar, 0,6 segundos na frente de Pedro Almeida, 10,4 sobre Armindo Araújo, 10,5 sobre Rafael Rêgo e 21,8 sobre Ernesto Cunha.


Pedro Almeida triunfou na quarta especial, 3,8 segundos sobre Armindo Araújo, 12,5 sobre Rafael Rêgo, 16,2 sobre José Pedro Fontes e Gonçalo Henriques. Rúben Rodrigues capotou e acabaria por abandonar.

Guilherme Meireles foi o melhor no quinto troço, a primeira passagem por São Marcos da Serra, com 1,9 segundos de vantagem sobre Pedro Almeida e Ricardo Sousa, 2,8 sobre Hugo Lopes e três segundos exatos sobre Pedro Meireles. No final desta manhã, a diferença entre o primeiro Almeida, para o segundo. Armindo Araújo, era agora de 17,9 segundos. 

“Bem, desde o início do dia não sabíamos bem com o que contar. De facto, ir abrir a estrada, sabíamos se ia ser um fator muito penalizador. Demos logo o nosso melhor desde o início da primeira classificativa, chegámos ao final com um bom tempo e percebemos que, se calhar, o facto de ir à frente podia não fazer assim tanta diferença.", começou por afirmar.

De facto, o piso está escorregadio e não há linhas, mas fizemos o possível. Com o azar que teve o Rúben, que são coisas que acontecem nas corridas, ficámos numa posição ligeiramente mais confortável, porque ele estava a andar muito bem, como é costume.

E agora temos o Armindo atrás de nós. Não é uma diferença muito grande, não é algo que me deixe agora confortável para a tarde. Vamos continuar a andar bem, concentrados, e ver como é que chegamos ao fim.”, concluiu.


“Não temos tido assim grandes problemas, mas o ritmo da frente está alto e, efetivamente, falta-nos alguma coisa. Mas há que dar os parabéns a quem está a andar melhor. Não temos muito de que nos queixar, temos é de fazer melhor. Apanhámos um pouco de pó no primeiro troço, mas também não é isso que agora vamos estar a lamentar. Estamos a fazer o nosso rali.", afirmou Armindo Araújo.

"Em condições normais, acho que não haverá muito mais a fazer. Contudo, vamos manter a pressão até ao fim. Muita pedra solta, agora segundas passagens, furos, etc., tudo pode acontecer. Mas devíamos ter feito aqui um bocadinho melhor. A concorrência está forte, os Toyota estão, de uma forma muito geral, muito rápidos. Notamos que a Toyota está forte e vamos tentar melhorar alguma coisa.”, concluiu.

A parte da tarde, que constava a segunda passagem pelas especiais da manhã, começou com Rafael Rêgo a ganhar, 13,1 segundos na frente de José Pedro Fontes, 15,5 sobre Luis Cidade e 18 segundos sobre Gonçalo Henriques. Rêgo voltou a ganhar, na segunda passagem por Santana da Serra, 4,9 segundos sobre Pedro Almeida, 10,1 sobre Armindo Araújo e 10,5 sobre Gonçalo Henriques. Tudo numa especial que parou depois do acidente de Ricardo Filipe, no seu Skoda Fabia R5.

Por essa altura, Rafael Rêgo passara Armindo Araújo, e era o líder da prova, mas com 0,2 segundos entre eles, tudo iria ser decidido na última especial do dia, a Powerstage de São Marcos da Serra. 

Ali, o melhor foi José Pedro Fontes, no seu Lancia, 4,4 segundos na frente de Pedro Almeida, 5,8 sobre Hugo Lopes, 6,1 sobre Gonçalo Henriques e 6,5 sobre Ricardo Teodósio.

Armindo Araújo, que foi sétimo na Power Stage, não escondeu a sua desilusão pelo resultado:

“Bom, o balanço nem é muito negativo, nem é muito positivo” disse Armindo em declarações ao AutoSport, no final da prova. “Vínhamos claramente em busca da vitória. Tentámos fazer isso desde o início, mas percebemos que a concorrência está muito forte, principalmente os Toyota, que estão a um nível bastante forte. Percebemos isso e sabemos que temos de trabalhar nesse campo.", continuou.

"A manhã decorreu sem problemas, mas perdemos algum tempo, tudo dentro de uma margem que ainda poderia permitir atacar. Encarámos a tarde dessa forma. No primeiro troço da tarde colocámos um ritmo forte e já vínhamos a ganhar tempo importante nos parciais, até que, no fesh-fesh, a admissão bloqueou e o carro perdeu potência. Arrastámo-nos até ao fim. Depois, no segundo troço, furámos a quatro quilómetros do final. Vimos os outros passarem e o rali ficou, nessa altura, praticamente decidido. Terminámos no pódio, o que é sempre positivo, mas não é bem o resultado que queríamos."

"Já tínhamos dito que iríamos encarar o campeonato prova a prova, até ao fim. Isto poderia ter permitido um resultado completamente diferente, mas saímos com um pódio e contentes, embora conscientes de que não era bem este o resultado que procurávamos.”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Gonçalo Henriques, no seu Hyundai i20 Rally2, a 1.09,7, seguido pelo carro de Ricardo Teodósio, um Citroen C3 Rally2, a 1.14,4. Sétimo é Luis Cidade, a 1.25,3, no seu Toyota GR Yaris Rally2, seguido pelo Skoda Fabia Rs Rally2 de Ernesto Cunha, a 1.49,0. Nono acabou por ser Luis Miguel Rego, a 2.01,1, na frente de Hugo Lopes, a 2.01,8. 

O CPR terminará o campeonato em novembro, com a realização do rali Vidreiro, na Marinha Grande.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CPR 2026 - Rali Casinos do Algarve (Dia 1)


Pedro Almeida lidera o rali do Algarve. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 2,3 segundos sobre o Skoda Fabia RS Rally2 de Armindo Araújo, seis segundos sobre o Toyota GR Yaris Rally2 de Ruben Rodrigues e 9,3 sobre outro Toyota GR Yaris Rally2 de Rafael Rêgo.  

O dia começou com as primeiras passagens por Lagos e Budens. Na primeira especial, Pedro Almeida foi o melhor, 3,4 segundos sobre o carro de Luis Cidade, 3,7 sobre Armindo Araújo e 3,9 sobre Ruben Rodrigues. Na segunda especial, Armindo foi o melhor, 1,4 segundos sobre Pedro Almeida, 3,5 sobre Ruben Rodrigues, 6,1 sobre Rafael Rêgo e 6,5 sobre Luis Miguel Rêgo.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Luis Miguel Rêgo, a 10,2 segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 14,9. Oitavo era o Skoda Fabia RS Rally2 de Diogo Salvi, a 18,2. E a fechar o "top ten" estavam o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 12,2, e o Skoda Fabia RS Rally2 de Ernesto Cunha, a 23,2. 

O rali Casinos do Algarve continua amanhã com as restantes seis especiais.

WRC 2026 - Rali da Sardenha (Dia 1)


Está a ser um duelo intenso pela liderança... e entre os pilotos da Hyundai. A diferença entre Thierry Neuville e Adrien Formaux é de meros... 0,4 segundos, com o terceiro a ser os Toyotas de sueco Oliver Solberg, a 12,3, e o quarto a ser outro Toyota, o de Sebastien Ogier, que está a 37,4 segundos. 

Com sete especiais pela frente nesta sexta-feira, passagens duplas por Tula-Erula, Su Filigosu-Lerno e Monti di Ala'-Sa Conchedda, o dia começou... na véspera, quando aconteceu a especial na Ittiri Arena Show, onde Oliver Solberg foi o melhor, 0,8 segundos sobre Sebastien Ogier, 1,1 sobre Elfyn Evans e 1,5 sobre Sami Pajari.

Nesta sexta-feira, a manhã foi passada com Formaux a ser o melhor na primeira especial do dia, 1,5 segundos na frente de Ogier, 2,3 sobre Pajari e 4,1 sobre Neuville. Solberg sofreu um furo lento e acabou a perder 13,5 segundos, enquanto Leo Rossel aterrou mal depois de um salto. Neuville ganhou na especial seguinte, 0,9 segundos sobre Oliver Solberg, 1,9 sobre Adrien Formaux e 5,3 sobre Sami Pajari.

Dani Sordo sofreu um furo, que o fez perder quatro minutos, caindo bastante na geral. Sebastien Ogier também furou, mas perdeu menos, 26,2 segundos.

"Foi uma etapa limpa, mas a primeira etapa que fizemos reconhecimento e a mais difícil. As notas de ritmo estavam um pouco lentas e assim que percebi que era consistente pude aumentar a velocidade. Quando fica mais com sulcos e com sulcos mais consistentes, é mais confortável. Tentando ficar o mais limpo possível nas linhas.", disse Neuville, após ganhar a especial.

Ogier, com os furos, não quis falar muito. "Sem comentários. É uma pena que o campeonato mundial tenha que lidar com coisas assim.", comentou.


No final da manhã, Solberg foi o melhor, 0,8 segundos sobre Ogier, 1,4 sobre Formaux e 4.5 sobre Neuville. Takamoto (Toyota), Armstrong e Sesks (Ford) sofreram furos e atrasaram-se, perdendo mais de dois minutos cada um, e caindo entre seis (Armstrong) e oito lugares (Takamoto e Sesks).

A parte da tarde começou com as segundas passagens pelas especiais da manhã, com Formaux a ser o melhor, 3,6 segundos sobre Thierry Neuville, 4,5 segundos sobre Dani Sordo e 5,9 sobre Sebastien Ogier. Josh McErlean tinha problemas de travões por causa de uma fuga, mas só perdia 17,5 segundos. A seguir, Thierry Neuville ganhava na segunda passagem por Su Filigosu-Lerno, conseguindo uma vantagem de 2,2 sobre Oliver Solberg, 3,5 sobre Adrien Formaux e 10,5 sobre Sebastien Ogier.

Takamoto Katsuta sofria novo furo, no lado direito do seu carro, e atrasava-se em 18,9 segundos.


No final do dia, Thierry Neuville voltava a ser o melhor, 0,7 segundos sobre Oliver Solberg, 5,1 sobre Adrien Formaux, 6,6 sobre Sebastien Ogier. Teemu Suninen sofreu um furo e Dani Sordo capotou devido a um acidente. 

Depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, a 40,2 segundos, na frente de Elfyn Evans, a uns distantes 1.08,2. Sétimo é Josh McErlean, a 1.21,1, no seu Ford, seguido pelo seu companheiro de equipa, Jon Armstrong, a 3.25,6. Nono é Takamoto Katsuta, no seu Toyota, a 3.27,2, e o Ford de Martins Sesks, a 3.39,9.

O rali da Sardenha continua amanhã, com a realização de mais seis especiais. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

CPR (II): Teodósio quer lutar pelos lugares da frente


Nas vésperas do Rali Casinos do Algarve, a dupla Ricardo Teodósio e José Teixeira estão preparados para enfrentar mais um importante desafio da temporada, ainda por cima, o seu rali caseiro. A dupla que pilota o Citroen C3 Rally2 está a chegar com mais quilómetros e maior conhecimento do carro, depois de uma temporada marcada por uma evolução constante e por uma adaptação cada vez maior à máquina francesa.

Contudo, Teodósio quer aproveitar o seu conhecimento do rali e do carro para poder chegar aos primeiros lugares, lutar pela vitória e algo mais:

“É sempre muito especial correr no Algarve. É a nossa casa, vamos encontrar muitos amigos e muitas pessoas que nos apoiam ao longo de toda a época, por isso queremos fazer um bom rali e dar-lhes motivos para sorrir. Estamos cada vez mais à vontade com o Citroën C3 Rally2 e queremos entrar fortes, manter um bom ritmo e lutar por um lugar no pódio. Sabemos que será uma prova exigente e com adversários muito fortes, mas estamos confiantes”, afirma Ricardo Teodósio.

Também José Teixeira encara a prova com motivação redobrada: “Chegamos ao Rallye Casinos do Algarve com vontade de fazer um bom resultado. Temos vindo a evoluir com o carro e sentimos que estamos num momento positivo. É uma prova muito especial para nós e queremos aproveitar esse apoio do público algarvio para dar o nosso melhor do primeiro ao último quilómetro.”, declarou José Teixeira.

O Rali Casinos do Algarve, prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, terá 68 inscritos, 22 dos quais a andarem em carros da classe Rally2, contará também para os Campeonatos Promo e Sul de ralis, e terá oito especiais, percorridos ao longo de 119,47 quilómetros de troços cronometrados.

CPR: Rodrigues não acredita no título no Algarve


Nas vésperas do rali Casinos do Algarve, o açoriano Ruben Rodrigues, atual líder do campeonato, não acredita que tudo se decida neste fim de semana. Com uma vantagem superior a trinta pontos na classificação geral (33), quando restam apenas três rondas para o final da temporada, a dupla Rui Rodrigues e Rui Raimundo foca-se neste rali apenas na gestão da pressão e no desempenho na estrada, pois perspetivam um rali de alta exigência estratégica.

“Ainda há um caminho a percorrer e estamos a preparar o rali como se fosse o primeiro. Nada se vai decidir no Algarve e estamos focados e determinados em obter um excelente resultado, sabendo da importância da nossa posição na estrada. Estamos confiantes”, afirmou Rúben Rodrigues.

O rali Casinos do Algarve, prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, terá 68 inscritos, 22 dos quais a andarem em carros da classe Rally2, contará também para os Campeonatos Promo e Sul de ralis, e terá oito especiais, percorridos ao longo de 119,47 quilómetros de troços cronometrados.

WRC: Ford regressa em 2028


A Ford anunciou hoje na Sardenha que regressará de modo oficial ao WRC em 2028, com um chassis feito de acordo com as regulamentações do WRC27. O chassis será feito pela preparadora M-Sport, e continuará uma longa parceria com mais de três décadas. Com isso, ela se torna a segunda marca, depois da Toyota, que estará presente nos ralis.

Numa conferência de imprensa, ambas as partes revelaram o acordo que permite à marca norte-americana voltar envolver-se nos ralis a um nível similar ao que teve no passado como uma equipa oficial. E claro, esta entrada no WRC está incluída no projeto de expansão da marca da oval no automobilismo, depois do regresso à Formula 1 em 2026, com o acordo de fornecimento de motores à Red Bull - que é pouco mais do que um "badging", porque boa parte do trabalho é feito pela Red Bull Powertrains - e em 2027, será celebrado com o regresso da marca à Endurance, mais concretamente à classe Hypercar.

“O rali é o cenário onde o carácter da Ford enfrenta o seu maior desafio, e onde gerações de fãs se reúnem para partilhar a emoção de ver um automóvel superar o impossível. Queremos que a nossa próxima geração de veículos europeus transporte esse mesmo espírito autêntico e ousado: automóveis ágeis, que transmitam confiança e proporcionem uma experiência de estrada gratificante que as pessoas percorrem no dia-a-dia.”, disse Jim Baumbick, Presidente da Ford Europa.

Do lado da FIA e da organizadora do Mundial, ambas as partes estão satisfeitas com este acordo, que permite ter uma garagem cada vez mais alargada em termos de entradas, já que, para além da Toyota e da Ford, também há dois construtores independentes, a belga Project One e a espanhola WRT Rally1 Spain, e todos tem como objetivo fazer carros que possam ser vendidos aos pilotos com um teto de 345 mil euros por exemplar.

“O anúncio de hoje representa mais um momento significativo para o Campeonato do Mundo de Ralis da FIA. Com um novo promotor já a trabalhar, três fabricantes empenhados no novo regulamento técnico e, agora, a Ford a confirmar o seu regresso como equipa oficial de fábrica, há um verdadeiro impulso para a próxima era do campeonato.", começou por dizer Mohamed Ben Sulayem, o presidente da FIA. 

“A Ford é um dos grandes nomes do desporto automóvel, e o seu compromisso com os Campeonatos do Mundo da FIA continua a crescer. O fabricante regressou à Fórmula 1 este ano, compete ao mais alto nível do Campeonato do Mundo de Ralis-Raid da FIA, regressará à categoria principal do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA em 2027 e, a partir de 2028, voltará a competir como equipa oficial de fábrica no WRC. Isto garantirá à Ford a presença em quatro Campeonatos do Mundo da FIA e demonstra a importância que a empresa atribui ao desporto automóvel como plataforma global — e laboratório — para a sua marca, produtos e tecnologias.", continuou.

“Tive o privilégio de pilotar para a Ford durante a minha própria carreira; por isso, dar-lhes as boas-vindas é um momento particularmente especial para mim. O WRC continua a crescer, e este compromisso a longo prazo vindo de um fabricante tão icónico é uma prova da força deste campeonato.”, concluiu.

A Ford é uma das marcas históricas no Mundial de Rali, tendo tido presença com o seu próprio departamento de competição até finai de 1995. A partir de 1996 a M-Sport assumiu esse papel com o apoio da marca, mas esse apoio foi-se reduzindo até um nível residual que tem atualmente.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Noticias: FIA e ACO chegam a acordo para novo contrato


A FIA e a ACO, o Automobile Club de L'Ouest, chegaram esta quarta-feira a um acordo referente à renovação do contrato em relação ao Mundial de Endurance. O contrato atual, que acaba no final de 2027, será estendido por mais uma década, até ao final de 2037, com a FIA a ter maior poder em termos de financiamento e distribuição de dinheiros, enquanto todos os processos regulamentares serão supervisionados pelos grupos de trabalho da FIA e pela Comissão de Endurance da FIA, ficando sujeitos à aprovação final do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA. 

Para além disso, o processo de homologação será também simplificado, com a FIA e o ACO a assumirem a responsabilidade pela homologação de todos os carros que competem na categoria Hypercar.

A parceria permitirá também criar um enquadramento técnico mais unificado para os Hypercars de topo que competem no FIA WEC e no IMSA, na América do Norte, a introduzir a partir de 2030. Este novo enquadramento deverá proporcionar maior eficiência de custos aos fabricantes que participam em campeonatos e eventos de resistência em todo o mundo, aumentando o potencial de participação e reforçando o espetáculo para os adeptos do desporto automóvel.

No comunicado oficial, o presidente da FIA, Mohamed Ben Sulayem, afirmou:

"Este não é apenas um acordo; é um passo vital para o desporto automóvel que garantirá o futuro do Campeonato Mundial de Resistência da FIA nos próximos anos. Este é um acordo feito para o futuro — um acordo do século — que fortalece a colaboração entre a FIA e o ACO, uma relação que remonta a mais de 120 anos, e prepara o campeonato para uma década de crescimento recorde, trazendo benefícios reais para os fãs, pilotos, equipas e fabricantes."

“Foi uma honra participar na colaboração que ajudou a inaugurar esta era dourada das corridas de resistência. Estou ansioso por continuar o nosso trabalho ao lado do presidente Pierre Fillon e da sua equipa, aproveitando este impulso para construir um futuro ainda mais sólido.”, concluiu.

Do lado da ACO, Pierre Fillon, o seu presidente, começou por afirmar: “Estamos muito satisfeitos por ver a extensão do acordo entre a FIA e o ACO, reforçando a relação sólida e duradoura que tem sido o pilar do Campeonato do Mundo de Resistência da FIA desde a sua criação, em 2012. Esta parceria baseia-se na confiança, na ambição partilhada e no compromisso comum com o desenvolvimento das corridas de resistência."

“Juntas, a FIA e o ACO criaram uma base sólida para o sucesso contínuo e o crescimento internacional do campeonato, e estamos ansiosos por escrever o próximo capítulo desta notável colaboração. Por fim, gostaria de agradecer ao presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, pela excelente relação que construímos.”, concluiu.


Desde a sua criação, em 2012, o Mundial de Endurance, ou o WEC, estabeleceu-se como referência mundial nas corridas de resistência em circuito. Após a introdução dos regulamentos Hypercar, em 2021, o interesse pelo campeonato, tanto entre os adeptos do desporto automóvel como no setor automóvel, aumentou significativamente.

A assistência nos circuitos do FIA WEC cresceu oito por cento só em 2026, com milhões de fãs a acompanharem o campeonato em todo o mundo. A base de adeptos está também a evoluir. Este ano, 44 por cento dos espectadores têm 34 anos ou menos, enquanto 40 por cento estão a assistir pela primeira vez a um evento do WEC. O campeonato mantém a fidelidade dos seus adeptos tradicionais, ao mesmo tempo que conquista uma nova geração de seguidores das corridas de resistência.

Na temporada de 2026, oito dos principais fabricantes automóveis mundiais competem atualmente na categoria Hypercar, a principal do FIA WEC. Com a introdução da classe LMGT3 em 2024, o campeonato conta agora com nada menos do que 14 marcas na grelha. Dois outros gigantes da indústria automóvel, a Ford e a McLaren, irão juntar-se à categoria Hypercar na temporada de 2027.

Noticias: Ocon sai da Haas


Esteban Ocon e a Haas vão em caminhos diferentes no final da temporada. O anuncio foi feito esta quarta-feira, e de uma certa forma, era o desfecho esperado depois de semanas de especulações em relação ao francês, cujos desempenhos pela equipa não corresponderam às expectativas iniciais. Em 2026, apenas conseguiu ficar nos pontos em três ocasiões, sendo o melhor um oitavo lugar na corrida de Baku.

Em contraste, Ollie Bearman, seu companheiro de equipa, tem 20 pontos, e um quinto lugar na China como melhor resultado.

Numa mensagem escrita, o francês oficializou a saída da equipa: 

“O meu tempo na Haas F1 Team vai chegar ao fim no final da temporada de 2026”, começou por declarar. “Deixo este projeto de cabeça erguida e orgulhoso das minhas prestações em circunstâncias que nem sempre foram as mais fáceis, por várias razões e factores fora do meu controlo. O meu foco imediato é o próximo fim-de-semana de corrida. Vou continuar a trabalhar arduamente com a equipa, maximizar todas as oportunidades e continuar a extrair cada pedaço de performance do carro. Ainda há muitas corridas por disputar esta época e, como sempre, vou dar tudo ao volante, por mim e pela equipa. Continuo motivado. Continuo com fome. Isto não é, de forma alguma, o fim da minha carreira na Fórmula 1”, concluiu.

Do lado da Haas, Ayao Komatsu publicou um comunicado de agradecimento, a sublinhar o contributo de Ocon para equipa, nas últimas duas temporadas: 

“Gostaria de agradecer ao Esteban por tudo o que trouxe à equipa desde que se juntou a nós em 2025. O seu profissionalismo e compromisso têm sido valiosos à medida que continuamos a crescer como organização. Este ano, juntos, enfrentámos o desafio de uma grande mudança regulamentar, em que a experiência de condução e os ‘inputs’ do Esteban foram significativos enquanto trabalhámos arduamente para desenvolver o VF 26 ao longo da temporada. Ainda há muita corrida pela frente e o nosso foco continua a ser trabalhar em conjunto para maximizar todas as oportunidades até à última prova do ano”, declarou.

Ocon, de 30 anos, chegou à Haas vindo da Alpine-Renault, onde esteve por cinco temporadas e alcançou a sua unica vitória na sua carreira, em 2021, no GP da Hungria. Nas duas temporadas que esteve na equipa, o seu melhor resultado foi um quinto lugar na edição de 2025 do GP da China. Ao todo, nestas duas temporadas, conseguiu 45 pontos.

Em relação ao seu futuro, o que se fala é que ele poderá ter tomado a decisão de rumar para a Toyota, na classe Hypercar, enquanto o seu lugar poderá ser preenchido pelo brasileiro Rafael Câmara, que é neste momento um dos candidatos ao título de Formula 2, e é o atual campeão de Formula 3.