sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Rumor do Dia: Alonso na IndyCar em 2020?

Algo muito interessante poderá estar a acontecer no horizonte próximo, pela menos na IndyCar. No fim de semana em que a temporada de 2019 tem o seu final, em Laguna Seca, e sabendo há muito tempo que a Schmidt Peterson se fundiu com a McLaren para fazer uma equipa em 2020, esta semana, a Racer.com - mais concretamente Marshall Pruett e Robin Miller, dois dos melhores jornalistas americanos que cobrem a IndyCar - deixou algumas achas para a fogueira. No video que ambos fizeram, falaram de duas coisas: a primeira delas é que Simon Pagenaud poderia ir para a equipa em 2021, e a segunda é que Fernando Alonso voltaria em 2020 para as 500 Milhas... mas também para mais algumas corridas (quatro ou cinco, segundo conta Miller), incluindo uma oval.

Ora, ao ver o calendário da IndyCar para o ano que vêm, as cinco primeiras corridas são todas em pistas ou de rua - St.Petersburg e Long Beach - ou permanentes, como Barber ou Austin. E claro, o Indy Grand Prix, no circuito permanente à volta do "Brickyard".

Contudo, Alonso ainda pensa na ideia, especialmente num ano em que vai começar o ano a fazer o Dakar pela Toyota Gazoo Racing. Depois disso, não tem planos sólidos, logo, poderá fazer a tal "perninha" na IndyCar, especialmente depois dos eventos de maio passado, onde as coisas correram muito mal para ele, e ele quererá corrigir isso.

Claro, é tudo "silly season", mas a McLaren está a apostar forte neste seu regresso à IndyCar, depois de 40 anos de ausência, e ter a paticipação na Schmidt-Peterson, uma das melhores equipas da competição fora da "Santissima Trindade", constituida pela Chip Ganassi, Andretti e Penske, poderá querer mostrar que está de regresso para voltar aos tempos de glória na competição. Só que não se sabe bem se fará alguma passagem permanente por lá, essa é a grande dúvida. Mas claro, não esqueceu a chance de alcançar a Tripla Coroa do automobilismo.

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Youtube Motorsport Interview: Uma entrevista a Jos Verstappen

O "Beyond the Grid", podcast sobre a Formula 1, entrevistou esta semana o holandês Jos Verstappen, que aos 47 anos, decidiu sentar e contar episódios da sua carreira. E faz algumas confissões, desde o facto de não estar pronto mentalmente para guiar um carro de Formula 1 em 1994, pela Benetton, que tem a certeza de que o B194 não era um carro ilegal - com todas as controvérsias que surgiram na altura - e garante que o seu filho é um piloto bem melhor que ele...

Formula 1: Haas mantêm dupla para 2020


Romain Grosjean e Kevin Magnussen continuam na Haas por mais uma temporada. A equipa anglo-americana decidiu manter ambos os pilotos, especialmente Romain Grosjean, que tinha a sua posição algo fragilizada. 

No momento do anuncio, Gunther Steiner justificou a escolha.


"A experiência e a necessidade disso têm sido uma das pedras angulares da Haas F1 Team e, com Romain Grosjean e Kevin Magnussen competindo pela equipa em 2020, continuamos a ter uma dupla de pilotos que nos oferece uma plataforma sólida para continuar nossa carreira“, começou por dizer.

A compreensão de como trabalhamos em equipa e o conhecimento do que eles podem oferecer ao volante proporcionam uma continuidade valiosa e uma base sólida para continuarmos construindo nossa equipa. Tem sido um ano difícil para nós, com a flutuação no desempenho do VF-19, mas a nossa capacidade de aproveitar as experiências combinadas ajudará a aprender, melhorar e avançar como uma unidade em 2020”.

Já o francês de 33 anos, que vai para a sua nona temporada na Formula 1, vê-se feliz pelo facto da equipa lhe ter dado um sinal de confiança. 

Sempre afirmei que era meu desejo permanecer na Haas F1 Team. Tendo estado aqui desde o início e visto o trabalho que Gene Haas e Guenther Steiner colocaram na equipa para torná-la competitiva, estou naturalmente muito feliz por continuar a fazer parte disso.

Terminar em quinto no campeonato de construtores na última temporada, apenas no terceiro ano de competição, foi algo muito especial. Tivemos desafios nesta temporada, mas usaremos a experiência do ano passado e deste ano para avançar em 2020. Estou ansioso para trabalhar com Kevin [Magnussen], toda a equipa e continuar nossa jornada juntos”, concluiu.

Noticias: Kubica abandona Williams

Robert Kubica anunciou esta tarde que não continua na Williams para 2020. O piloto polaco fez as declarações na conferência de imprensa pré-GP de Singapura, um ano depois de ter voltado à Formula 1. Com o pior chassis do pelotão, e a ser constantemente superado por George Russell, irónicamente, foi ele que conseguiu alcançar o único ponto que a equipa têm até agora nesta temporada.

"Antes de mais, estamos ansiosos pelo próximo ano, estou à procura de oportunidades diferentes”, disse Kubica. “Para avaliar outras oportunidades, tomei a decisão de não continuar mais com a Williams depois deste ano, então pararei no final do ano com a equipa”, concluiu.

Claire Williams agradeceu ao piloto polaco pelos serviços prestados na equipa e deseja-lhe o melhor para o seu futuro próximo.

O Robert tem sido um membro importante da equipa no seu papel como piloto de reserva e desenvolvimento e, posteriormente, como um de nossos pilotos de titulares em 2019. Agradecemos seu esforço contínuo ao longo de um período de duas temporadas e desejamos-lhe sorte nos seus futuros compromissos” disse. 

Com a vaga aberta, duas hipóteses se colocam. A primeira é o canadiano Nicholas Latifi, de 24 anos, que está na Formula 2, e é segundo classificado no campeonato - para além de ser piloto de desenvolvimento da Williams - mas recentemente, surgiu a chance do alemão Nico Hulkenberg, piloto da Renault que irá perder o lugar no final de 2019 para Esteban Ocon. Caso o piloto de 32 anos seja o escolhido, será um regresso à Williams, equipa onde esteve em 2010, a da sua estreia na Formula 1.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

A imagem do dia


Nunca é tarde para ser surpreendido. Esta semana, descobri estas imagens no site da Motorsport Imagens do fim de semana do GP da Austrália de 1993, quase há 26 anos. E era a reação do pessoal da McLaren depois do que tinha acontecido com Ayrton Senna e Eddie Irvine na corrida anterior, no Japão.

O pessoal conhece a história: Irvine, estreante na Formula 1 na Jordan, teve uma condução... reprovável no caminho do sexto posto e respectivamente do primeiro ponto da sua carreira. E nesse caminho, por exemplo, colocou fora de pista o Arrows de Derek Warwick e não ajudou muito quer Senna, quer Damon Hill quando eles o dobravam. 

Nas boxes, enquanto a Jordan comemorou a dupla pontuação - Rubens Barrichello foi quinto - Senna apareceu e disse das boas sobre a atitude de Irvine na pista. A discussão azedou e trocaram-se uns murros. E claro, a noticia do incidente correu mundo, com a FIA a repreender ambos e a suspendê-los, com essa suspensão... suspensa. Alguém quer saber porque o Eddie Irvine levou aquelas corridas de suspensão? Não foi só por causa da carambola de Interlagos...

Mas o espantoso foi ver como a McLaren reagiu a isto. É certo que o GP da Austrália era a última corrida do campeonato, era a última corrida do brasileiro na McLaren, e em Adelaide, todos estavam bem-dispostos e com bom humor. E de uma certa forma, foi assim que os mecânicos reagiram à atitude lutadora de Senna, que fazia inveja a Muhammad Ali... e claro, ele venceu ali pela 41ª e última vez, saindo da McLaren pela porta grande.

WRC 2019 - Rali da Turquia (Final)

Sebastien Ogier foi o grande vencedor do Rali da Turquia, e aproveitando os azares de Ott Tanak, aproximou-se do comando do campeonato, dando mais luta nesta temporada de 2019. No final do rali, os pontos que arrecadou foram os suficientes para sair de paragens turcas com 193 pontos, a 17 do estónio da Toyota.

Precisávamos muito desta vitória se quiséssemos ter hipóteses de voltar à luta pelo campeonato, pelo que estou muito feliz em consegui-la para a equipa. Sabíamos que qualquer coisa poderia acontecer num rali tão demolidor quanto este, mas fomos capazes de ultrapassar as armadilhas, fruto de uma abordagem inteligente. É um bom impulso para todos para o final da temporada. Todos sabemos que temos que continuar a trabalhar muito duro, o que vamos fazer já a partir de amanhã” disse o piloto francês, depois da ter cortado a meta.

 A táctica era clara no seio do Citroën Total World Rally Team para os derradeiras quatro especiais do dia: preservar as posições e os pneus nas duas classificativas que as separavam, para que estivessem aptos a dar tudo nesse último troço do rali, garantindo alguns pontos adicionais. Assim sendo, na primeira passagem por Marmaris, com Tanak a vencer, Ogier foi apenas quarto, perdendo quase quatro segundos, enquanto Lappi perdia cerca de dez, com a diferença entre ambos estabilizada nos 5,7 segundos. Ogier e Lappi empatavam na especial seguinte, em Gökçe, numa especial vencida por Jari-Matti Latvala. Em Çiçekli, Ogier levava a melhor no seu duelo pessoal com Lappi, apesar de ser quarto, a 6,5 segundos do vencedor, Andreas Mikkelsen.

Por fim, no Power Stage, Tanak conseguiu levar a melhor e conseguir alguns pontos, seguido de Neuville, Ogier foi apenas o terceiro, na frente de Jari-Matti Latvala. Tinha sido um rali bom para o piloto francês, e agora com 90 pontos em jogo, o francês acha que continua a ter todas as chances de renovar o título mundial contra a armada Toyota.

Com Lappi a 34,7 segundos e Andreas Mikkelsen a ficar com o lugar mais baixo do pódio, a 1.04,5, Teemu Suninen foi o quarto, e o melhor dos Ford, a 1.35,1, enquanto Dani Sordo foi quinto, a 2,25.1. Jari-Matti Latvala foi o sexto, na frente de Kris Meeke e Thierry Neuville, sobreviventes de um rali devastador, e a fechar o "top ten" ficaram os Ford de Pontus Tidemand e Gus Greensmith, que conseguiu passar no final o polaco Kajetan Kajetanowicz.

O WRC volta à carga entre os dias 3 e 6 de outubro no País de Gales.

Noticias: Familia de Moss fala sobre o seu estado de saúde

No dia em que comemorou o seu 90º aniversário, a familia de Stirling Moss decidiu divulgar um boletim clínico sobre o seu estado de saúde, onde afirma que ele se encontra bem, dadas as circunstâncias da sua idade. Segundo conta a sua mulher, está a fazer "lentos progressos" em termos de saúde, depois de ele ter estado gravemente doente em 2016, durante uma viagem a Singapura, e que levou à sua retirada de cena no ano seguinte.

"Ele é um lutador. Está a fazer progressos, mas num ritmo mais lento que nós desejaríamos", contou a sua mulher ao Daily Mail britânico.

Entre 1951 e 1961, Moss venceu dezasseis corridas por marcas como a Mercedes, Maserati, Vanwall, Cooper e Lotus, sendo vice-campeão do mundo entre 1955 e 1958, e terceiro classificado entre 1959 e 1961, em temporadas interrompidas por graves acidentes, como a que teve nos treinos do GP da Bélgica de 1960, e aquele no qual terminou a sua carreira, em Goodwood, em 1962.

Após a sua retirada, o piloto era presença assídua em diversos eventos de automóveis antigos, muitas das vezes conduzindo-os, algo que fez até aos seus 80 anos, em 2009, altura em que deixou de o fazer.

Formula E: Nico Muller vai para a Dragon

O suíço Nico Muller será piloto da Dragon para a temporada 2019-20 da Formula E. O piloto da DTM, atualmente segundo classificado no campeonato desta temporada, será o companheiro de equipa do neozelandês Bendon Hartley, numa dupla totalmente nova para a equipa de Jay Penske, no lugar do argentino José Maria Lopez e do alemão Maximilian Gunther, este último na BMW Andretti, no lugar de António Félix da Costa

"Já conheci e comecei a trabalhar com a maioria da equipa", começou por dizer Mueller. “Eles são um grupo extremamente motivado. Já provaram sua capacidade de vencer corridas e lutar por pódios na Fórmula E. Eles já fizeram isso antes, e pretendemos fazê-lo na sexta temporada. Temos um grande desafio pela frente. Nós somos um fabricante independente e o nível de competição na Fórmula E é o mais alto no automobilismo, mas tenho muita confiança na equipa.”, concluiu.

Jay Penske, proprietário da GEOX Dragon e da Penske Autosport, comentou sobre a mais recente contratação da equipa: “Estou muito animado por ter Nico ao volante do Penske EV-4 nesta temporada. Nico é um concorrente feroz e, com ele, temos as peças para competir com os principais marcas nesta temporada da Fórmula E. Estou ansioso por resultados muito sólidos na próxima época.

Muller, de 27 anos, vai correr na Dragon sempre que os seus compromissos na DTM o deixem competir na Formula E, e tudo indica que o calendário de 2020, que será conhecido no inicio do próximo mês em Hockenheim, evitará colisões com o calendário da competição elétrica.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

A imagem do dia (II)

Pouca gente sabe, mas foi Stirling Moss que deu as primeiras vitórias a dois chassis britânicos: Cooper e Lotus. E ambas bem antes das vitórias oficiais. Tudo graças a Rob Walker. A primeora foi no GP da Argentina de 1958, num triunfo que foi alcançado graças à manha e não à velocidade ou a potência. Especialmente quando um carro leve e não tão potente decidiu ficar na frente da corrida porque tinha os pneus mais resistentes.

A primeira vitória de Moss pela Lotus, em 1960, no Mónaco, não foi tão épica como no ano seguinte, onde aguentou os Ferrari atrás de si, mas foi a primeira do chassis 18, que se tinha estreado na corrida anterior, na Argentina, às mãos de Innes Ireland. Um chassis leve e simples, usando a perrogativa de Colin Chapman de adicionar leveza à potência, cedo se provou ser um chassis vencedor. Rob Walker pediu um chassis emprestado a Chapman para Moss, e este mostrou ao mundo do que era capaz nas ruas sinuosas do Principado.

Fazendo a pole-position, Moss tinha como concorrente os Cooper, que se aprestavam a dominar a temporada, com os T51 guiados por Jack Brabham, o campeão do ano anterior, e Bruce McLaren, seu jovem companheiro, então a dar os seus primeiros passos na Europa. Moss, com trinta anos de idade e mais de uma década de experiência - um feito, com o ritmo de acidentes graves e fatais daquele tempo - tratou de mostrar que tinha um grande carro nas mãos. E foi o que fez, dominando a corrida do principio até ao fim, deixando Bruce McLaren no segundo lugar, a 52,1 segundos de distância.

Parecia que Moss iria lutar de novo pelo título mundial. Mas a 18 de junho de 1960, durante os treinos para o GP da Bélgica, viu a fragilidade do chassis ser mostrada da pior maneira, quando uma das rodas se soltou e acabou na valeta, com as duas pernas partidas, ficando no hospital por dois meses. E ainda teve sorte, porque naquele fim de semana, Chris Bristow e Alan Stacey voltaram de Spa-Francorchamps num caixão... 

Ainda assim, Moss voltou a correr e em Riverside, voltou a pegar no seu Lotus 18 e venceu sem problemas o GP dos Estados Unidos, para ser terceiro na classificação geral, e o "melhor do resto", numa temporada dominada pelos Coopers, e a última da Formula 2.5 litros.

A genialidade, esperteza e sorte de Moss fazem com que ele tenha tido uma longa carreira e sobreviver para contá-la, apesar de ter saído por causa de mais um acidente grave, em Goodwood, e a bordo de uma Lotus. E apesar de não ter vencido qualquer título mundial, é visto como uma lenda do automobilismo. Lenda essa que chega hoje aos 90 anos de idade. Parabéns!  

Noticias: Pequenas melhorias para Juan Manuel Correa

O equato-americano Juan Manuel Correa continua internado nos Cuidados Intensivos da clínica britânica onde está internado. Num comunicado oficial divulgado esta terça-feira, a familia afirma que apesar de haver alguma recuperação nos seus pulmões, ele continua ventilado e em coma induzido. E afirmam que ainda terá de passar por nova cirurgia nas suas pernas para reduzir as suas fraturas.

"Juan Manuel permanece na Unidade de Cuidados Intensivos em estado de coma induzido. Embora seus pulmões estejam a recuperar gradualmente, suas funções respiratórias continuam sendo auxiliadas por um respirador." começa por dizer o comunicado oficial.

As lesões nas pernas de Juan Manuel continuam sendo uma preocupação importante e serão submetidas a uma cirurgia imediata assim que seus pulmões estiverem fortes o suficiente para suportar o procedimento. Mais informações serão fornecidas quando for o momento oportuno", conclui.

Correa, de 20 anos, esteve envolvido no passado dia 31 de agosto no acidente que causou a morte do francês Anthoine Hubert, na primeira corrida da Formula 2 no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Ele foi evacuado para Liége, para ser operado para reduzir as suas fraturas nas pernas. 


A imagem do dia

Rolf Stommelen lutando à chuva contra o seu carro durante o GP do Mónaco de 1972. O carro que guiava, desenhado a partir do March 721, é considerado por muitos como um dos carros mais feios da história do automobilismo, e este pode ser atribuido a Luigi Colani, um dos maiores designers industriais da segunda metade do século XX. Colani, de origem suíça, morreu esta segunda-feira aos 91 anos de idade. Os seus desenhos, cuja carreira se estendeu ao longo de sessenta anos, foram variados, desde aviões, camiões, mobiliário, electrodomésticos, entre outros. E o que interessa ao automobilismo? Bastante.

Nos anos 50 e 60, Colani desenhou projetos para a BMW e Abarth, fazendo o Colani GT, do qual foram produzidos 1700 unidades, e ainda fez um projeto do Abarth Alfa Romeo em 1968, mostrando os seus designs fora do vulgar, muito centradas no arredondamento, pois era bem mais fluido. E por esta altura, a sua personalidade já era bem excêntrica, pois vivia num castelo do século XVIII e para dia-a-dia, iria construir em 1975 o L'Aiglon...

Mas isso é mais tarde. O seu primeiro envolvimento com o automobilismo aconteceu em 1967, quando um escritório de patentes alemão concedeu a Colani o projeto de um carro em formato de asa invertida, para diminuir a sustentação aerodinâmica. Tudo isso uma década antes do conceito fazer sucesso na Formula 1, mostrando que tal coisa já existia há muito tempo, apenas esperava pela pessoa certa para fazê-lo.

No final dos anos 60, a Eiffeland, uma firma de caravanas gerida por Gunther Henerici, era próspera e ele, bem como o seu irmão, eram adeptos de automobilismo, pois moravam na zona do Eiffell, onde fica Nurburgring. Começou a apoiar equipas de Formula 2 e Formula 3, especialmente o alemão Rolf Stommelen. Em 1971, este corria na Surtees, mas os resultados foram desapontantes. Assim sendo, Henerici decidiu que iria fazer o seu próprio carro. E pediu a Luigi Colani para que construisse um chassis, baseado no March 721. O primeiro desenho era espectacular: uma asa invertida, mas ironicamente, não produzia downforce suficiente...

A primeira corrida do Eiffeland foi em Kyalami, na África do Sul, e o carro era bem convencional. Acabou na 13ª posição, a duas voltas do vencedor. Nas corridas seguintes, o carro teve novas modificações, mas em termos de resultados, o carro arrastava-se no fundo do pelotão, por causa dos seus problemas com o downforce, o consumo e o aquecimento do carro. E para piorar as coisas, a meio do ano, Henerici vendeu o negócio para outro, que não tinha qualquer interesse no automobilismo, e inevitavelmente, tirou o dinheiro do projeto a meio do ano, acabando por correr pela última vez em Zeltweg. Sem conseguir qualquer ponto.

Colani continuou a produzir designs para marcas de automóveis e camiões por mais de 45 anos e passou o trabalho para o seu filho. E a sua abordagem pouco convencional teve os seus fãs.

WRC 2019 - Rali da Turquia (Dia 2)

Sebastien Ogier lidera o rali da Turquia no segundo dia de prova, após a realização de treze especiais. O piloto da Citroen tem agora uma liderança de 0,2 segundos sobre Espekka Lappi, num dia marcado pela desistência de Ott Tanak, que regressará no dia final através do "Rally2". 

O dia começou com dificuldades para Thierry Neuville. Logo na oitava especial, a primeira do dia, o piloto belga despistou-se e perdeu tempo, mais de quatro minutos e meio, caindo para o nono posto. "[Apanhei] um canto muito lento coberto pela poeira e não pude ver a esquina. Havia uma pedra que me afastou da estrada, então tive que tentar voltar.", comentou o piloto belga no final da especial.

Quem aproveitou muito bem foi Ogier, que venceu os 33 quilómetros e conseguiu um avanço de 17 segundos sobre o segundo classificado, Esapekka Lappi. Ambos agora estavam com uma diferença de um segundo, com Teemu Suninen em terceiro... a um minuto!

A seguir, na primeira passagem por Datça, mais um golpe de teatro, e agora a atingir Ott Tanak, que ficou sem possibilidade de ligar o motor, ficando de fora da prova. "Nada acontece. Não podemos acioná-lo. Algo elétrico. Não temos qualquer indicação. Cinco quilómetros antes, paramos e começamos e nada assim aconteceu. Não há necessidade de controlar tudo agora. Estou de volta à luta agora no País de Gales. Difícil lutar por um campeonato se tivermos problemas como esse", comentou, desolado, o piloto estónio.

No final da manhã, Lappi vence na primeira passagem por Kızlan, com 3,8 segundos de vantagem sobre Neuville, enquanto Ogier era quinto, a 7,8 segundos.

Na segunda passagem por Yeşilbelde, Ogier atacou e venceu a especial, conseguindo 7,8 segundos de vantagem sobre Lappi e oito segundos exatos sobre Neuville, reduzindo a diferença entre os dois Citroen. Contudo, foi na segunda passagem por Datça que Ogier assumiu a liderança, apesar de ter sido apenas quarto numa especial vencida por Thierry Neuville. Já Lappi foi apenas sétimo, 14,1 segundos atrás do vencedor, mas o suficiente para ver afastar Ogier com uma diferença de 4,7 segundos. Mas ele reagiu na última classificativa do dia, a segunda passagem por Kizlan, vencendo-a e deixando Neuville a 4,5 segundos.

"Não me importo de não estarmos liderando - cometi um pequeno erro na classificativa anterior. Mesmo se estivéssemos liderando amanhã, os pontos são muito importantes para Seb, então vou tentar apoiá-lo. Ainda resta um dia. Então, [vamos torcer para que] nós podemos fazer isso", comentou o finlandês da Citroen.

Já Kris Meeke perdeu uma posição para o seu companheiro Jarti-Matti Latvala devido a um furo no seu Toyota.

Depois dos Citroens, o carro de Andreas Mikkelsen fecha o pódio, bem distante dos dois primeiros, com 1.17,1 segundos de diferença. Teemu Suninen não anda longe, a pouco menos de dez segundos (1.26,9), e é o melhor dos Ford, enquanto Dani Sordo é agora o melhor dos Hyundai, quinto a 2.24,7. Jari-Matti Latvala é sexto, a 3.14,4, depois de ter passado Kris Meeke, com Thierry Neuville no oitavo posto e ainda a lamber as feridas do inicio do dia. E a fechar o "top ten" estão o Ford de Pontus Tidemand, a 6.55,8, e o Skoda do polaco Kajetan Kajetanowicz, o melhor dos WRC2.

O rali da Turquia termina no domingo, com a realização das últimas quatro especiais.

Formula E: Félix da Costa vai correr na DS Techeetah


Está confirmado o que se especulava há algumas semanas: o piloto português António Félix da Costa vai ser piloto da DS Techhetah para a próxima temporada da Formula E, correndo ao lado do campeão, o francês Jean-Eric Vergne. Para o seu lugar na BMW Andretti, o escolhido foi o alemão Maximilian Gunther, que veio da Geox Dragon.

Para o piloto de Cascais, é um regresso, dado que a DS Techeetah era a antiga Team Aguri, onde ficou entre 2014 e 2016 e deu à equipa a sua única vitória em Buenos Aires, em 2015. E é por isso que se vai reencontrar com Mark Preston, seu engenheiro e agora o diretor desportivo da marca que é chinesa, mas também apoiada pela divisão elétrica da Citroen. Ainda por cima, a DS Techeetah deu a Jean-Eric Vergne os dois últimos títulos mundiais de pilotos na competição elétrica.

"Ter a possibilidade de me juntar à equipa campeã Mundial de uma categoria tão competitiva e importante como a Fórmula E é perfeito, além disso a abordagem da DS Techeetah à competição é muito parecida à minha forma de pensar; totalmente aguerrida e focada nas vitórias. Nesta fase da minha carreira estou cem por cento focado em ganhar, portanto este é o melhor rumo para a minha carreira.", começou por dizer no comunicado oficial.

"Não escondo que foi difícil despedir-me da BMW, onde estava integrado há seis anos, mas por vezes na vida para alcançarmos o sucesso, temos de sair da nossa zona de conforto e procurar novos desafios. É uma grande oportunidade para mim de forma a puder lutar pelo título da Fórmula E, estou ansioso por me juntar à equipa e ao JEV [Jean Eric Vergne] e começar a trabalhar na preparação para a nova época da Fórmula E.", concluiu.

Já Jean Eric Vergne, atual Bi-Campeão da Fórmula E e seu novo companheiro de equipa, recebeu-o de braços abertos: "Dou as boas vindas do António à equipa. Somos amigos há muito tempo e fizemos parte do mesmo programa de jovens pilotos no passado por isso é muito bom pudermos voltar a trabalhar juntos. Ele é sem dúvida uma boa contratação para a DS Techeetah".

Para Mark Preston, o diretor desportivo da DS Techeetah, é um regresso que se saúda: "É fantástico termos de volta o António à equipa. Ele ficou sempre amigo de todos na nossa equipa estes anos que esteve fora e estamos muito entusiasmados pelo seu regresso, agora com as cores preto e dourado da DS Techeetah. Ele vai ser certamente uma grande adição na equipa e estamos desejosos de ver o que ele e o Jean Eric vão fazer na temporada que ai vem."

Agora, o piloto português vai se concentrar nos testes de pré-temporada da Fórmula E, que irão ocorrer no circuito Ricardo Tormo em Valência, Espanha, entre os dias 15 e 18 de Outubro. Quanto à temporada 2019-20 da Fórmula E, esta arranca no fim de semana de 22 e 23 de Novembro, em Riade, na pista de Ad Diryah, em jornada dupla na Arábia Saudita.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Noticias: W Series testa novas pilotos para 2020

Depois do sucesso da W Series em 2019, a nova temporada está já a ser preparada, em Almeria, no sul de Espanha. Desde esta segunda-feira, catorze mulheres-piloto estão presentes para testar o lugar, para além das doze pilotos que ganharam o seu direito de correr em 2020 por causa dos resultados desportivos.

Ao todo serão três dias, onde estarão a fazer quer trabalho de simulador, quer trabalho de pista. E entre as avaliadoras, há duas pilotos: a holandesa Beitske Visser e a japonesa Miki Koyama. No final, dessas catorze pilotos, oito estarão presentes no pelotão de 2020, fazendo companhia com as outras doze. 

Entre as candidatas, estão a britânica Abbie Eaton, ex-piloto de testes no The Grand Tour, e a sua compatriota Katherine Legge - que aos 39 anos, é a mais velha candidata de sempre - a brasileira Bruna Tomaselli e a espanhola Belén Garcia.

Eis a lista completa:

Abbie Eaton (Reino Unido)
Abbie Munro (Reino Unido)
Anna Inotsume (Japão)
Ayla Agren (Noruega)
Belen Garcia (Espanha)
Bruna Tomaselli (Brasil)
Cheslea Herbert (Nova Zelândia)
Courtney Crone (EUA)
Gabriela Jilkova (Rep.Checa)
Hannah Grisham (EUA)
Irina Sidorkova (Rússia)
Katherine Legge (Reino Unido)
Michelle Gatting (Dinamarca)
Nerea Marti (Espanha)

Youtube Formula 1 Classic: GP de Imola, 1979

Há precisamente 40 anos, em Imola, a Formula 1 fazia a sua aparição extra-campeonato, numa corrida que serviria para muitas coisas. A primeira das quais, mais imediata, é a de comemorar o título das Ferrari em solo italiano, porque Imola é o mais perto de Maranello, a casa da Ferrari, e o circuito, na altura, tinha esses pergaminhos, pois se chamava "Dino Ferrari", o Enzo, o seu pai, só foi acrescentado quando este morreu, em 1988. E é por isso que a pista está cheia de espectadores, apesar de ser uma prova que não conta para os pontos. Mas estão lá Gilles Villeneuve e Jody Scheckter, os pilotos da marca.

A segunda coisa foi ver Niki Lauda no Brabham-Alfa Romeo. Este iria ser o final de uma era em muitos aspectos. A marca italiana iria fazer o seu próprio chassis e já o tinha estreado em Monza, e atrás dele, tinha o carro do veterano Vittorio Brambilla, tentando ver se conseguia superá-lo. E com a equipa própria, era escusado continuar com o fornecimento de motores à Brabham, que iria acabar precisamente nessa prova. A Brabham não iria ficar sem "coração", pois tinha já feito o BT49, com motor Cosworth e acreditavam que teria potencial - na realidade, respiravam aliviados...

Mas já era tarde para Lauda: odiava o BT48 - só lhe tinha dado quatro pontos em 1979 - e agora com 30 anos, não queria ficar o resto da sua vida à volta de pistas. Queria ver outros horizontes, mas se tivesse a chance de brilhar, não desperdiçaria. Mas também não desperdiçaria a chance de avisar Bernie Ecclestone que iria pendurar o capacete.

Quanto a Imola, os eventos do ano anterior fizeram repensar sobre se o circuito era capaz de providenciar a segurança que os pilotos pediam e imploravam. Era uma alternativa veloz, e as boxes estavam a ser construidas naquele ano, mas se lá fossem em 1980, as instalações seriam melhores e mais acolhedoras para todos. O que queriam mostrar é que existia uma alternativa em Itália.

No final, foram 40 voltas a uma pista que acabou por entrar na imaginação dos automobilistas, para o bem e para o mal...