quinta-feira, 24 de maio de 2018

Youtube Formula 1 "Classic": A volta que ninguém viu

E se disserem que nunca existiu a filmagem da volta canhão de Ayrton Senna? Sim, é verdade. Não existiu. Nas filmagens reais dessa sessão de treinos - podem pesquisar no Youtube - o realizador atualmente seguiu a volta de uma das Arrows - Derek Warwick ou Eddie Cheever, não se sabe - e eles não conseguiram apanhar para a posteridade aquela que foi das melhores voltas de sempre de um piloto de Formula 1 em qualificação.

Então, o que se fez, trinta anos depois? A McLaren colocou um video do F1 2017, tirou o Murray Walker da reforma (ele tem 94 anos!) e pediu-o para comentar a tal volta que não foi filmada, em tributo ao seu aniversário. E ficou assim.

Ah, e a "tal" volta que é mostrada no "Senna", é de 1990, só para vos esclarecer.

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1973



Vai fazer agora 45 anos sobre uma das corridas mais atribuladas da história das 500 Milhas de Indianápolis. Uma prova que durou três dias, matou dois pilotos e um mecânico, e marcou para sempre na história do automobilismo. 

Primeiro, a chuva no dia da corrida, segunda-feira, 28 de maio, fez adiar a prova por quatro horas, das onze da manhã para as três da tarde, e na largada, uma carambola de onze carros, começada por Salt Walther, causou a confusão na grelha. Pilotos e espectadores ficaram feridos - Walther foi o pior de todos - e a prova foi adiada para o dia seguinte, dar tempo para que se pudesse fazer as reparações e continuar a corrida.

Mas na terça-feira, a chuva fez das suas, com precipitação para o resto do dia, e novo adiamento para quarta-feira, 30 de maio. Aí, o céu estava limpo e a prova arrancou, continuando até que Swede Savage - um protegido de Dan Gurney, mas naquele ano corria com Vince Granatelli - sofreu outro acidente horrível na volta 59, quando seguia no segundo posto, atrás de Al Unser Sr. O acidente causou a destruição do seu carro e ferimentos graves no piloto californiano, que por incrivel que pareça, sobreviveu ao acidente, que desintegrou o seu carro, e o posterior incêndio, graças ao fato que usava na altura. 

E na confusão do salvamento, um veículo de socorro atropelou mortalmente o mecânico Armando Teran, que cuidava do carro de Graham McRae. As reparações duraram hora e meia, antes de recomeçar.

Quando a prova chegou à volta 129, mais de metade da corrida, a chuva fez das suas, interrompendo-a quatro voltas depois, desta vez de vez, uma prova que os jornalistas já chamavam de "72 Horas de Indianápolis". Gordon Johncock foi declarado vencedor, e o ambiente estava de tal forma abatido que o jantar da vitória tinha sido cancelado e a equipa comemorou comendo hamburgeres num restaurante local. 

Savage acabaria por morrer mês e meio depois, a 2 de julho. E não foi dos ferimentos, mas sim de uma hepatite, que lhe causou uma septicémia fatal. 

Aqui meto não um, mas dois videos, dos acidentes, Em cima, o acidente da partida, e depois, o acidente de Savage, que tinha acabado de reabastecer e perdeu o controle do seu Eagle na curva 4, com a confusão a seguir. Tudo comentado pela voz do lendário Jim McKay, da ABC, e dos comentários de outra lenda, Chris Economaki... e de Jackie Stewart, que esteve nos dois primeiros dias, antes de partir para correr no GP do Mónaco, no final da outra semana. 

quarta-feira, 23 de maio de 2018

A imagem do dia

Ayrton Senna comemora mais uma vitória, nas ruas de Monte Carlo, na objetiva de Paul-Henri Cahier. Provavelmente não foi a mais épica das suas vitórias, mas foi aquela que lhe deu o título que era de Graham Hill: o de "rei no Mónaco", o maior vencedor nas ruas do Principado, desde 1929.

Contudo, há fatores interessantes desse dia. Senna não dominou essa corrida - herdou-a. Herdou-a da penalização de Alain Prost à partida e dos problemas que Michael Schumacher teve no seu Benetton, pois caso contrário, poderia ter ficado com o lugar mais baixo do pódio e ter ficado para sempre empatado com Graham Hill.

Mas a testemunhar no pódio estava o filho dele, Damon. Aos 32 anos, era "rookie" na Williams e conseguia ali o seu terceiro pódio da sua carreira, e via o recorde do seu pai cair. Curiosamente... nunca ganhou lá, tivemos de esperar até 2014 para ver o primeiro filho vencedor de um pai vencedor, neste caso Nico Rosberg, filho de Keke. Mas Damon sempre disse que o título estava bem entregue, de alguém que ao longo desses anos, sempre se sentiu em casa e sempre deu espectáculo naquelas ruas. Deu na primeira vez que andou, à chuva, e nove anos depois, da última vez que lá esteve. No lugar mais alto do pódio.

Vinte e cinco anos depois, o seu recorde irá durar por, provavelmente, mais uma geração. Nico Rosberg venceu três vezes seguidas antes de se retirar, e Lewis Hamilton, Sebastian Vettel e Fernando Alonso tem ambos duas vitórias. E os três já chegaram à casa dos trinta anos. Ou seja, não há muito tempo pela frente para os três, a não ser que os vejamos correr na próxima década. E quantos dos que, na grelha de partida do próximo domingo, não serão futuros vencedores?

Em suma, este é um recorde que vai permanecer para além das vidas e das gerações.

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1968


Há meio século, as 500 Milhas de Indianápolis eram o ponto alto da temporada americana, e onde os europeus iam ali para correr em busca dos dólares. A Lotus tinha apresentado o seu modelo 56 de Turbina, e era considerado como o favorito, mas após uma qualificação atribulada pelas mortes de Jim Clark e Mike Spence, os carros tinham chegado à frente graças a Joe Leonard e Art Pollard. E claro, Graham Hill.

Ao longo de 41 minutos, eis o resumo do que foi esta corrida, onde Bobby Unser conseguiu levar a melhor sobre esses carros a turbina. Narrado pelo lendário jornalista Jim McKay, vê-se todos os momentos decisivos desta corrida.

terça-feira, 22 de maio de 2018

A imagem do dia

Na foto, Max Cohen-Olivar, a bordo do Porsche 908/2 da André Wicky, nas 24 Horas de Le Mans de 1971. O piloto fazia ali a sua estreia na maior prova de Endurance, aos 27 anos de idade (tinha nascido a 30 de abril de 1945), e à quinta hora, rolava entre os cinco primeiros classificados, entre os Porsche 917 de 5 litros e os Ferrari 512, na mesma cilindrada. Mas acabou por não terminar a corrida.

Primeiro detalhe exótico: Cohen-Olivar era marroquino. E acabaria por entrar na historia das 24 Horas de Le Mans como sendo um dos nove pilotos que participaram em mais de vinte edições da competição, ao lado de pilotos como Henri Pescarolo, Francois Migault, Claude Ballot-Lena e Bob Wollek, entre outros. Mas os seus resultados foram modestos: dois décimo-segundo lugares, um em 1982 num Lancia Beta Montecarlo, e outro em 2001, num Porsche 911 GT3.

A sua carreira foi longa. Mais de 50 anos a correr - a sua primeira prova foi em 1962 - e competitivo até recentemente. Em 2016, no circuito Moulay El Hassan, em Marrakech, venceu duas provas do campeonato nacional, num protótipo Funyo da classe CN. Aos 71 anos de idade!

Cohen-Olivar participou em várias provas, sobretudo de Endurance, nos anos 70, 80 e 90, e correu em carros como o 956 e o 962, que sempre achou como o mais poderoso, e sempre como um "gentleman driver", ou seja, um amador muito veloz, e que prestigiou o seu país lá fora.

Max Cohen-Olivar morreu esta segunda-feira, aos 73 anos. Ars longa, vita brevis.

Youtube Motorsport IndyCar: A volta da pole de Ed Carpenter

Ed Carpenter é o poleman para a edição numero 102 das 500 Milhas de Indianápolis. O piloto-chefe de equipa conseguiu ser o mais veloz na Pole Day, e aos 37 anos, vai largar pela terceira vez do primeiro posto, depois de o ter conseguido em 2013 e 2014. Nada mau para quem corre apenas em ovais...

Assim sendo, eis a volta que lhe deu o primeiro lugar, filmado das tribunas. 

O regresso do Dakar a África?

As dificuldades da organização do Rali Dakar em fazer um percurso extensivo para a edição de 2019 - que vai ser totalmente em solo peruano - faz com que se fale cada vez mais no regresso a África a partir de 2020. Já se falou há uns tempos que representantes do governo argelino estiveram em Paris a falar com a Amaury sports Organization (ASO) e agora, esta terça-feira, a Autosport britânica fala de novo que a hipótese africana está em cima da mesa, algo que não acontece desde 2008.

Em declarações à Autosport britânica, Ettiéne Lavigne, o diretor da ASO, coloca essa chance. "Você pode imaginar que com o contexto deste ano, é uma necessidade para nós pensarmos noutros locais, porque não podemos continuar sofrendo com decisões dos quais não podemos controlar", disse. 

Lavigne fala sobre a decisão do governo chileno que decidiu à última da hora abdicar de receber o rali, o que fez adiar a decisão da organização em apresentar o rali por uma semana.

E a matéria não só confirma os contactos com o governo argelino, como também fala de contactos com os governos de Angola e Namíbia, no sentido de receber a prova no deserto do Kalahari. "Começamos a trabalhar há vários meses para construir contatos em outros países, como Argélia, Angola e Namíbia. Fizemos várias viagens à Argélia para nos reunirmos com os líderes políticos e sabemos que há uma disposição para organizar um evento deste tipo", contou.

"Todas as equipas e pilotos esperam todos os anos para ter um Dakar atraente e interessante. É por isso que você tem que pensar em outros países para as próximas edições", concluiu.

A Argélia era um dos países originais a receber o Dakar, entre 1979 e 1993, enquanto Angola e Namibia foram dois dos países onde o Dakar passou em 1992, quando decidiu ligar entre Paris e a Cidade do Cabo.

Youtube Motorsport Classic: Indianápolis 500, 1955


Muito do trabalho de qualidade dos filmes nos anos 40 e 50, especialmente os a cores, deviam-se a filmes pagos por empresas. E é neste caso do Perfect Circle, uma empresa de anéis de pistões para motor, que filmou a edição de 1955 das 500 Milhas de Indianápolis, quando a Speedway ainda tinha partes com tijolo, o famoso "Brickyard".

Numa corrida marcada pela vitória de Bob Swickert, a prova foi marcada pelo dominio e acidente mortal de Billy Vukovich, que vencer as duas edições anteriores da prova. O piloto, então com 36 anos, liderava a prova.

Uma coisa muito interessante: a prova contava... para o Mundial de Formula 1, algo do qual permaneceu durante uma década, de 1950 a 1960, e claro, só os americanos é que participavam nesta prova. 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

A imagem do dia

Há precisamente 40 anos, uma certa modernidade chegava à Formula 1. Colin Chapman apresentara ao mundo a sua nova criação e preparava-se para dominar o mundo. Era o Lotus 79 e tornou-se num dos carros mais carismáticos da história do automobilismo. Mas para chegar ao topo, primeiro, tinha de se bater no fundo.

Em 1976, Chapman queria voltar a dominar com a sua Lotus, mas não vencia desde o GP de Itália de 1974. O modelo 72 tinha chegado ao final da sua vida útil, o 76 tinha sido um fracasso e o 77 não era fabuloso. Foi então que começou a estudar sobre aerodinâmica e pediu os serviços de Tony Rudd, especialmente na parte do "efeito de Bernoulli" e no conceito de asa invertida. Testes e experiências no túnel de vento do Imperial College viram que tal ideia poderia ser viável, especialmente se usasse uma espécie de "saias" aerodinâmicas nas laterais do carro, para maior eficácia aerodinâmica.

O Lotus 78 foi o resultado, mas apesar das suas seis vitórias e de ser o melhor chassis do ano, não lhe deu o campeonato. O modelo 79 foi uma refinação, com linhas mais fluídas e o evitar das turbulências, especialmente na parte traseira do carro. E o carro era tão fluido e fazia o seu trabalho de forma tão eficaz que Mário Andretti disse que "parecia estar pintado na estrada".

Se não estava, não andava longe. O carro estreou-se em Zolder e... Andretti dominou. Ronnie Peterson, seu companheiro de equipa, andou (ainda) com o 78, mas juntou-se a ele numa dobradinha da marca, fortemente comemorada para os lados de Hethel. E a partir dali, o verão de 78 foi negro e dourado, infelizmente, com um final triste. 

Mas sobre isso, falaremos na altura. Agora, é falar de um dos carros mais reconhecíveis - e vitoriosos - na Formula 1.

Rali de Portugal: Armindo Araujo duplamente satisfeito

Foi um rali duro, mas quem sabe, não esquece. Armindo Araújo, aos 41 anos de idade e no regresso aso campeonato nacional, ao volante de um Hyundai i20 R5, conseguiu ser o melhor português no Rali de Portugal, tendo acabado no 14º posto e sétimo entre os R5. E ainda por cima, saiu da prova com a liderança no campeonato, depois de ter vencido pela segunda vez, após a sua vitória em Mortágua. 

"Foi um rali de Portugal que nos correu na perfeição," começou por afirmar Armindo na chegada à Exponor. "Atacamos quando deveríamos ter atacado, defendemos quando deveríamos ter defendido. Os nossos dois grandes objectivos para esta prova foram atingidos, levamos o máximo número de pontos para o campeonato nacional com uma vitória, e em termos de rali de Portugal fomos os melhores portugueses.", continuou. 

Num rali duro, o piloto de Santo Tirso realçou que "o Hyundai foi um excelente aliado para este resultado mas nós também não cometemos erros. O carro esteve em grande nível e a equipa também, por isso saímos daqui completamente satisfeitos com tudo o que se passou", concluiu.

Agora, acabada a parte da terra, começa a do asfalto, que terá o seu inicio no fim de semana de 9 e 10 de junho com o Rali Vidreiro, na Marinha Grande. E amanhã, Armindo vai entrar logo em ensaios.

"Já amanhã vou andar em asfalto, vão ser dois dias de testes em pisos de asfalto. Vamos tentar preparar-nos bem pois nada está ganho e nada é facilitado. Se continuarmos a trabalhar como temos trabalhado até agora as coisas podem sorrir-nos, contudo temos de ter ponderação," concluiu.

domingo, 20 de maio de 2018

WRC 2018 - Rali de Portugal (Final)

E como seria de esperar, Thierry Neuville foi o grande vencedor do Rali de Portugal. O piloto da Hyundai conseguiu os 25 pontos da vitória, mais quatro do segundo lugar da Power Stage, contra o "zero" de Sebastien Ogier, e vai sair de terras lusitanas com o comando do mundial nas mãos. O piloto belga acabou com uma vantagem de 40 segundos sobre Elfyn Evans e do finlandês Teemu Suninen, da Ford. Para Evans, foi o primeiro pódio do ano enquanto Suninen, aos 24 anos de idade, alcança aqui o primeiro pódio da sua carreira no WRC. 

Com passagens duplas por Montim e Fafe, e outra em Luílhas, com a Power Stage a ser no mítico Confurco, o dia começou com Esapekka Lappi a tentar chegar ao pódio. Foi por isso que venceu na primeira passagem por Montim, 0,6 segundos á frente de Teemu Suninen, e com isso, chegava ao quarto lugar, em troca com Dani Sordo, e com Suuninen a apenas 17,9 segundos. "É bom estar à frente, mas um ou dois segundos não serão suficientes! Precisamos de mais!", dizia o piloto da Toyota.

Contudo, Lappi foi terceiro na primeira passagem por Fafe, e viu Sordo ser melhor em 1,1 segundos. perdendo o quarto lugar para o piloto espanhol. Mas Lappi recuperou em Luilhas, mas foi segundo, a 1,7 do vencedor, Jari-Matti Latvala, e beneficiou do atraso de Sordo, que perdeu 5.5 segundos e foi quinto na especial. 

Entretanto, Teemu Suuninen melhorou e venceu na segunda passagem por Montim, ganhando 1,7 segundos a Lappi, mas sobretudo, ganhando 2,5 segundos a Sordo. "Sim, está perto! É difícil ganhar segundos para ser honesto, mas estou tentando o tempo todo. Vamos ver como terminamos, mas definitivamente está difícil", dizia à entrada da Power Stage.

E Lappi levou a melhor, vencendo a especial - e conseguindo alguns pontos extra - mas com Suninen a ser quarto, perdendo apenas 3,3 segundos, não conseguiu alcançar o pódio. Mas os pontos extra estavam garantidos. Entre eles, Neuville foi segundo, a 1,9 segundos do melhor.

Com os cinco primeiros garantidos - Neuville, Evans, Suuninen, Lappi e Sordo - Mads Ostberg foi o sexto, no seu regresso à Citroen. Craig Breen ficou a seguir, a cinco minutos e 23 segundos, no segundo melhor Citroen. O sueco Pontus Tidemand foi o oitavo, o melhor dos R5, no seu Skoda Fabia R5, na frente do polaco Lukasz Pieniazeck. E fecvhar o "top ten" esteve outro R5, o francês Stephane Lefebvre. 

Armindo Araújo conseguiu chegar ao fim como melhor português, na 14ª posição, a 22 minutos e 35 segundos do vencedor. Com a segunda vitória seguida no Nacional de Ralis, o piloto de Santo Tirso é agora o líder do campeonato.    

Terminado o Rali, Neuville tem agora 119 pontos, contra os cem de Ogier, e os 72 de Ott Tanak. O Mundial regressará à estrada na Sardenha, entre os dias 7 e 10 de junho.

sábado, 19 de maio de 2018

A imagem do dia

Se estivesse vivo, Colin Chapman estaria hoje a comemorar 90 anos de idade. Personalidade genial, a sua mente tinha tanto de fantástica como de tortuosa. Fundador da Lotus, criou carros que ficaram na memória, quer os de estrada, quer os de Formula 1, como os modelos 25 (primeiro monocoque), 72 (o primeiro Formula 1 moderno), 79 (o primeiro com efeito-solo) e outros modelos como o 56 de turbina, usado nas 500 Milhas de Indianápolis.

Mas Chapman tinha tanto de genial como de misterioso. E muitas das vezes, roçava a ilegalidade. A sua mentalidade era sempre uma busca pelo "unfair advantage", para bater os seus adversários, estar sempre um passo à frente deles, colocando soluções inovativas no automobilismo. A ele se deve a aerodinâmica moderna, como a conhecemos hoje.

Dentro de dois dias, iremos falar daquele que provavelmente, terá sido o seu melhor carro de sempre: o modelo 79, com efeito solo. Estreado no GP da Bélgica de 1978, deu a Mário Andretti e a Ronnie Peterson o título mundial de Construtores e de pilotos à sua marca, a última de sete títulos na Formula 1. Ele comemorava quase sempre da mesma maneira: largando o seu chapéu para o ar. E o 79 foi o carro perfeito, dando a ambos os pilotos as corridas das suas vidas. 

Contudo, foi paradoxalmente o principio do fim de Chapman. A morte de Ronnie Peterson, em Monza, fracassos como o modelo 80 e o controverso modelo 88 de chassis duplo, a amizade duvidosa com David Thiemme e o escândalo DeLorean, onde houve desvios de dinheiro na ordem dos 40 milhões de libas dadas pelo governo britânico, em cumplicidade com Fred Bushell, fizeram com que tivesse um final abrupto, a 16 de dezembro de 1982, em Hethel. No preciso momento em que a crise explodia e arriscava terminar a sua carreira na prisão.

Uma personalidade de extremos, que merece um filme de Hollywood.

WRC 2018 - Rali de Portugal (Dia 2)

O segundo dia do Rali de Portugal ficou marcado pelo domínio de Thierry Neuville e do seu Hyundai... e de mais umas razias. A cinco especiais do fim do rali, Neuville lidera com 39,8 segundos sobre Elfyn Evans, no seu Toyota, e 57,2 sobre Dani Sordo, noutro Hyundai.

Com boa parte dos pilotos WRC fora de prova - Ott Tanak, Sebastien Ogier, Hayden Paddon - muitos deles voltavam através do "Rally2" e eles animavam a prova. E isso via-se nos tempos, quando Jari-Matti Latvala venceu na primeira passagem por Vieira do Minho, batendo Thierry Neuville por 2,4 segundos. A única alteração de então foi a troca de Ostberg a Lappi pelo sexto posto.

A seguir, Neuville reagiu e na especial de Cabeceiras de Basto, ele foi o vencedor, batendo Dani Sordo por 2,8 segundos, e repetia no final da manhã, na primeira passagem por Amarante. "Fizemos algumas pequenas modificações antes do especial e, obviamente, [este está] bastante escorregadio, então decidi dar um ritmo forte. Parece que a hora é boa. Vai ser [mais] difícil esta tarde", disse o piloto belga.

A classificativa fiou marcada pelo acidente de Kris Meeke, que bateu forte com o seu carro e danificou o rollcage. Felizmente, quer ele, quer o seu navegador, Paul Nagle, não ficaram feridos. 

Saímos um pouco largo de um gancho lento à esquerda, o C3 apanhou terra solta e deslizou para fora da estrada, contra as árvores. O Kris foi ao hospital para ser observado, como faz parte do protocolo de segurança, mas dentro em breve estará aqui, no Parque de Assistência. Foi um pequeno erro sem consequências físicas. O carro é que ficou um pouco pior. Quanto a nós, estaremos prontos para a Sardenha”, explicou o navegador irlandês.

E também nesta altura, acabava o Rali de Portugal para os pilotos nacionais, e num duelo até à ultima espacial, o melhor foi Armindo Araújo, no seu Hyundai i20 R5, conseguiu levar a melhor sobre Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5. 

"Temos trabalhado bem, a Hyundai tem feito um excelente trabalho, tivemos a vitória de Mortágua que motivou muito a equipa e viemos para o Rali de Portugal com os objetivos bem claros, que eram de amealhar o máximo de pontos para o campeonato e numa segunda fase, sermos o melhor português", comentou Araújo no final da especial. 

Na parte da tarde, nas segundas passagens pelas especiais da manhã, esta começou em Evans a tentar recuperar algum terreno, vencendo a especial, abrindo 6,3 segundos sobre Neuville, que fora apenas quinto. Lavala venceu na segunda passagem por Cabeceiras de Basto, batendo Neuville por 0,6 segundos, e a acabar o dia, Ogier venceu em Amarante, dando 2,5 segundos ao belga da Hyundai.

Depois dos três primeiros, aparece o Ford do finlandês Teemu Suninen, que está a um minuto e um segundo, no encalço de Sordo, enquanto Esapekka Lappi é o quinto, a um minuto e 13 segundos. Mads Ostberg é o sexto, mas já a três minutos e 14 segundos, seguido por Craig Breen, noutro Citroen, a quatro minutos e 53 segundos. Pontus Tidemand é o oitavo e o melhor dos WRC2, no seu Skoda, já a 12 minutos e 52 segundos da liderança, com um minuto e 19 segundos de vantagem sobre o polaco Lukasz Pieniaczek. Stephane Lefebvre, no Citroen, fecha o "top ten", a 15 minutos.

Quanto a Armindo Araújo... quem sabe, não esquece. Acabou o dia como o melhor português, a 19 minutos do vencedor, e é 14º da geral, sétimo na classe WRC2.

Amanhã termina o rali de Portugal, com a realização das últimas cinco especiais.   

A(s) image(ns) do dia


Está a ser uma razia, este Rali de Portugal. E Kris Meeke "escapou de boa", pelos estragos que sofreu esta manhã, no seu Citroen C3 WRC, pois se não fose o "roll cage", poderiam ter sido piores.

Felizmente, quer Meeke, quer o seu navegador, Paul Nagle, estão bem e voltarão à ação no próximo rali, na Sardenha.

Youtube Motorsport Crash: O acidente de René Rast em Lausitz

O DTM teve este fim de semana uma jornada dupla no circuito alemão de Lausitzring, e a prova não só ficou marcada pela vitória de Edoardo Mortara, como também pelo acidente espectacular de René Rast, que destruiu o seu BMW M4 DTM num toque e consequente capotamento. 

As imagens são espectaculares, mas isso mesmo: espectaculares. O piloto saiu ileso, mas o carro ficou tão destruído que ele não vai poder alinhar na corrida seguinte, amanhã.