quarta-feira, 15 de abril de 2026

A imagem do dia




Hollywood liga pouco ao automobilismo, embora nos últimos anos esse interesse tem vindo a aumentar. Em 2025, o filme "F1" rendeu mais de 300 milhões de dólares e conseguiu quatro nomeações para os Prémios da Academia de Hollywood - vulgo, Óscares - tendo ganho um, o de melhor edição sonora. E graças a isso, considera-se uma sequela para o final da década, enquanto outros projetos sobre automobilismo poderão estar a aparecer. 

Foi o que aconteceu hoje, quando foi anunciada uma prequela de "Oceans'11", com Margot Robbie e Bradley Cooper como protagonistas, com ele também a assumir os encargos da realização. O cenário é bem interessante: ambos serão os pais de Danny Ocean, e irão fazer um assalto ousado... durante o fim de semana do GP do Mónaco de 1962, uma corrida ganha por Bruce McLaren, no seu Cooper. 

Margot Robbie explicou a base do argumento do filme durante a apresentação do catálogo da Warner Bros. para 2027 na CinemaCon:

Antes de Danny Ocean alguma vez ter posto os pés em Las Vegas, dois mestres ensinaram-lhe tudo o que sabe — os seus pais. Vê-los-ão no seu auge, e no nosso novo filme, a executar um golpe épico no Grande Prémio de Mónaco de 1962.

Robbie irá produzir o filme através da sua produtora LuckyChap, e o argumento estará a cargo de Carrie Solomon. As filmagens deverão arrancar ainda em 2026, com estreia prevista para 2027.

Youtube Automotive Video: As consequências dos taxis sem condutor

A automação e a Inteligência Artificial são duas das coisas que vão acontecer num futuro próximo. Será disruptivo, ao ponto de, provavelmente, a nossa existência como humanos será questionada. Nos Estados Unidos, um país que vive - e adora - a inovação, a Waymo é uma firma que decidiu colocar carros sem condutor no lugar dos taxis, alegando que iria diminuir bastante a sinistralidade rodoviária.

Contudo, colocar Jaguares elétricos sem condutor - pelo menos, em São Francisco - tam mais consequências. Pode ser que diminuam os acidentes de viação, mas também tirará dezenas de milhares de empregos, tornando, aliás, uma profissão como a de taxista como... obsoleto. E isso pode não ser bom. 

CPR (II): Armindo Araújo ansioso pelo começo da temporada


Armindo Araújo
e o seu navegador, Luis Ramalho, afirmam-se preparados e motivados para o arranque da temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), que terá o seu início com a realização do Rali Terras D’Aboboreira, no próximo fim de semana. Apostado em lutar pelas vitórias e pelo título absoluto, contra equipas oficiais como as da Hyundai Portugal e da Toyota Caetano Portugal, Armindo Araújo sente que toda a equipa terá mais trabalho, mas também está ansiosa para que comece a nova temporada.

“[Toda a equipa] está a contar os dias para que comece a nova temporada e com uma forte vontade de começar o ano da melhor forma possível. Fizemos um grande trabalho de preparação nestes meses e estamos todos confiantes que vamos para o Rali Terras D’Aboboreira lutar pela vitória”, começou por afirmar o piloto de Santo Tirso no seu comunicado oficial.

Numa temporada onde há claramente um “confronto de gerações”, o piloto do Skoda Fabia RS Rally 2 preparado pela The Racing Factory, acredita que “este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Sabemos que todos eles chegam com a garra de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, temos lutados pelas vitórias nos últimos anos. Vamos dar sempre o nosso melhor e queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, concluiu.

O Terras D'Aboboreira acontecerá entre sexta à noite e sábado, com oito especiais de classificação.

CPR: Team Hyundai Portugal arranca com ambições de vitória


O Team Hyundai Portugal inicia, no final desta semana, a sua oitava temporada consecutiva no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), apresentando-se no Rali Terras d’Aboboreira com um objetivo bem definido: prolongar a hegemonia conquistada nas últimas três épocas. Os pilotos Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, depois de dois dias de testes em terra, demonstraram confiança no Hyundai i20 N Rally2, que se apresenta com as mais recentes evoluções técnicas da Hyundai Motorsport. 

"As expectativas são altas. Sentimo-nos muito confortáveis no Hyundai i20 N Rally2 após dois dias de testes muito positivos, onde experimentámos várias soluções. O carro está muito divertido e fácil de guiar, o que nos deixa confiantes, até por serem esperados pisos secos", começou por afirmar Gonçalo Henriques.

"Embora prefira troços mais largos e de piso duro, tenho-me sentido cada vez mais à vontade nos pisos macios, como os da Aboboreira. Acredito que podemos ser rápidos. Vamos trabalhar muito para que este seja um rali feliz para nós. Sabemos que vamos ter adversários muito fortes, que nos vão obrigar a trabalhar mais do que nunca. Mas é exatamente isso que queremos: evoluir ao lado de pilotos rápidos e disputar ralis ao mais alto nível", continuou.

"As nossas metas são claras: lutar por vitórias e, no final, pelo título. Queremos fazer o nosso caminho degrau a degrau, sem pressão, mas com a ambição de sermos campeões e dar ao Team Hyundai Portugal o quarto título consecutivo", concluiu.

Já do lado de Hugo Lopes, as ambições são semelhantes, quer para o rali, quer para o campeonato. E começou por elogiar a prova: "O Rali Terras d’Aboboreira tem dos troços de terra mais espetaculares do país".

Depois, continuou:

"O foco é entrarmos logo bem na classificativa de Amarante, que abre os dias de sexta-feira e sábado. É um troço longo, onde é preciso manter um ritmo sólido e sem erros, para percebermos onde nos situamos perante a concorrência e garantir uma boa posição na estrada para sábado. Também o Marão será desafiante, por ser feito no sentido inverso ao do ano passado e muito a subir, exigindo um bom ritmo desde o início. Agora é preparar bem os reconhecimentos para entrar no rali focado num bom resultado".

"Estamos muito contentes e orgulhosos por competir a tempo inteiro no campeonato com o Team Hyundai Portugal. Depois de mais de um ano sem andarmos em pisos de terra, o Hyundai i20 N Rally2 transmitiu-nos ótimas sensações nos testes e sentimos que estamos preparados. Não temos dúvidas de que o campeonato vai ser muito competitivo, com uma mistura interessante de gerações, mas queremos afirmar-nos como uma das principais figuras em todas as provas, e lutar por vitórias e pelo título", concluiu.

terça-feira, 14 de abril de 2026

Youtube Rally Testing: Os testes de Adrien Formaux em Portugal

O rali da Croácia mal acabou, o rali das Canárias acontecerá dentro de duas semanas, mas daqui a menos de um mês, teremos o rali de Portugal, onde os pilotos regressarão à gravilha. E para se prepararem, a Hyundai colocou alguns carros e um dos seus pilotos, Adrien Formaux, a testar os novos componentes. 

Eis o video do teste que aconteceu nesta terça-feira.  

CPR (II): Pilotos da Toyota cautelosos nas expectativas para o Terras D'Aboboreira


O Rali Terras D'Aboboreira 2026 irá servir de marco histórico para a TGR Caetano Portugal, porque pela primeira vez a equipa coloca dois GR Yaris Rally2 oficiais em simultâneo numa prova do CPR, para Pedro Almeida e Rafael Rego. Para a Toyota, a entrada um segundo GR Yaris Rally2 no programa oficial representa um reforço da presença da marca nos troços nacionais. Aliado a isso, a associação com a programa FPAK Junior Team, rampa de lançamento de jovens talentos portugueses, enquadrados por uma estrutura experiente e vencedora.

Com isso, chegou Rafael Rego, que alinhará ao lado de Almeida. Se a jovem promessa salta diretamente para o escalão Rally2 ao volante de um carro oficial, já Pedro Almeida chega a Amarante com a motivação de quem regressa aos ralis num carro de topo e com fome de sucesso. A estreia no GR Yaris Rally2 implica adaptação, mas o piloto não esconde a ambição:

"Vamos encarar esta primeira prova com muita motivação. Estrear um carro novo traz sempre um período de adaptação, mas o trabalho feito até aqui dá-nos confiança.", começou por afirmar. "O principal objetivo passa por evoluir ao longo do rali, perceber bem o comportamento do carro em contexto de competição e terminar com um bom resultado. Claro que somos competitivos e queremos estar o mais próximos possível dos primeiros lugares, mas sabemos que o campeonato é muito exigente e há pilotos muito fortes.", continuou. 

"O próprio rali é diferente e mais exigente, com longas especiais, que nos obrigam a uma permanente concentração e exigência. Se conseguirmos entrar na luta pelos lugares cimeiros, será um excelente indicador para o resto da época.", concluiu.

Quanto a Rafael Rego, o piloto, integrado também na FPAK Junior Team, ele reconhece que guiar um carros destes, numa equipa destas, não só é um voto de confiança mas também uma responsabilidade que assume com maturidade.

"Os meus planos para este rally passam por evoluir de forma consistente e gradual ao longo de toda a prova. O principal objetivo é ir ganhando cada vez mais confiança ao volante, melhorando a adaptação ao carro e às condições do percurso.", começou por afirmar. 

"Quero focar-me em conduzir de forma limpa, evitando erros desnecessários, e aproveitar cada especial para aprender mais sobre o comportamento do carro. Com o avançar do rally, a ideia é aumentar o ritmo de forma progressiva, sempre com controlo, para conseguir extrair o melhor desempenho possível.", concluiu.

O Rali Terras D'Aboboreira, prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), terá nove especiais de classificação, entre sexta à noite e sábado.

CPR: Teodósio quer ser competitivo no Terras D'Aboboreira


Ricardo Teodósio parte para a temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com uma nova máquina, o Citroen C3 Rally2, e esta estreia representa para o piloto numa aposta numa máquina de última geração, reconhecida pela sua competitividade ao mais alto nível dos ralis nacionais e internacionais. A participação na exigente prova da Aboboreira servirá não só como estreia oficial, mas também como oportunidade para demonstrar o seu potencial ao longo da prova, apostando numa luta por lugares no pódio, contra pilotos de equipas oficiais, como a Hyundai e a Toyota.

É um desafio muito motivador. O Citroën C3 Rally2 é um carro com provas dadas e estou muito entusiasmado com esta estreia. Sabemos que o Rali Terras d’Aboboreira é uma prova exigente, mas estamos focados em evoluir quilómetro a quilómetro.”, afirmou.

Para o navegador José Teixeira, o otimismo é evidente e a ambição passa por uma adaptação rápida à nova máquina. “O nosso objetivo passa por uma adaptação rápida ao carro e por estarmos competitivos desde cedo. Sabemos que a concorrência é forte, mas queremos estar na luta pelos lugares da frente e discutir o pódio.

Ricardo Teodósio deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os que tornam este projeto possível: “Quero também agradecer a todos os patrocinadores pelo apoio contínuo. É graças a eles que conseguimos estar presentes com este projeto e encarar esta nova fase com ambição.”, concluiu.

O rali Terras D'Aboboreira terá nove especiais de classificação corridos na sexta-feira à noite e no sábado ao longo do dia.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

As imagens do dia








Em 1986, a Formula 1 celebrava o seu regresso à Espanha, e com uma pista permanente. O desafio de Jerez de la Frontera era saber da sua capacidade de receber uma competição destas, num lugar um pouco longe de tudo - a cidade fica entre Sevilha e Cadiz - e numa pista que só tinha sido inaugurada quatro meses antes. Talvez seja por isso que, no dia da corrida, não esteja mais do que 15 mil espectadores, apesar do belo dia de primavera na Andaluzia.

Três semanas depois de Jacarepaguá, a chegada à Europa para uma pista totalmente nova resultou num tempo para se ambientarem. Apesar do asfalto estar bom, o facto de ser estreito e a velocidade ser média baixa, poderia resultar da corrida arriscar ser uma procissão. Logo, uma boa posição na grelha seria meio caminho andado para um bom resultado no final.

E foi o que fez Ayrton Senna, quando marcou 1.21,605 na sessão de sexta-feira, ficando quase um segundo mais rápido que Nelson Piquet e Nigel Mansell, os pilotos da Williams, segundo e terceiro. Alain Prost, no seu McLaren, iria partir de quarto, 1,2 segundos mais lento que o piloto da Lotus.

A corrida foi praticamente um duelo a três, no qual ninguém iria parar nas boxes. Senna conseguiu aguentar os Williams, mais rápidos em pista, mas com um traçado desfavorável. O brasileiro largou bem, enquanto Piquet era segundo, e Mansell terceiro, antes de ser atacado pelo McLaren de Keke Rosberg, que ficou com o lugar no inicio da segunda volta.

Com o passar das voltas, Senna aguentava os Williams, mas sem grande esforço. Seis carros tinham-se retirado nas primeiras dez voltas, incluindo o Lola de Alan Jones, vítima de uma colisão com o Zakspeed de Jonathan Palmer, mas quando na volta 11, o Ferrari de Stefan Johansson parava na berma, por causa dos travões ele mostrava outro problema: no final, ter os freios a aguentarem 72 voltas de constantes travagens seria um feito tecnológico e tanto. Isso... e as caixas de velocidades manuais.

Senna ficou na frente até à volta 39, onde perdeu o comando para Nigel Mansell, que tinha passado para terceiro na volta 29, e depois atacou Piquet para ser segundo, no inicio da 32ª volta - o brasileiro iria ter problemas de motor e desistiria nessa mesma volta 39. Parecia que, em ascensão e na liderança, Mansell poderia ir embora rumo à meta e ao lugar mais alto do pódio. Mas... o carro não se afastou tanto quanto queria. Pior: Senna e Alain Prost, no seu McLaren, aproximavam-se. Mansell, o caçador, passou a ser Mansell, o caçado!

O desfecho começa na volta 62, quando Mansell perde duas posições na mesma curva: primeiro passado por Senna, logo a seguir por Prost, que os seguia não muito longe, descobriu que o melhor seria ir às boxes colocar um novo jogo de pneus Goodyear, e ir em fúria os apanhar. E quase deu certo. A quatro voltas do fim, Mansell apanhou Prost e foi em perseguição a Senna, numa altura em que rolava cinco segundos mais rápido que a concorrência. Não eram pneus de qualificação: apenas pneus novos contra os primeiros que decidiram colocar pneus para durarem toda a corrida.

Foi fácil Mansell encostar-se na traseira de Senna, mas apenas a meio da última volta, quando a diferença entre ambos era de meros 1,6 segundos. E o ataque à liderança aconteceu... nos metros finais, do qual o brasileiro aguentou. Por 13 centésimos de segundo - ainda hoje a terceira mais apertada chegada da história da Formula 1. 

No final, o britânico afirmou que tinha sido uma corrida dura, e que as manobras de Senna ao longo da corrida eram legitimas, pois ele defendia a sua liderança. E, a brincar, afirmou que o ideal seria que ambos saíssem de Jerez com sete pontos e meio cada um! Mas quem saia de Jerez com a liderança era Senna, e dali a duas semanas, em Imola, haveria mais.

Noticias: Noah Monteiro com um fim de semana exigente em Valencia


Noah Monteiro não teve um fim de semana fácil em Valencia, palco da jornada inaugural da Formula 4 Espanha, mas o filho de Tiago Monteiro não falhou um pódio em duas das três corridas desta jornada inaugural, o que lhe vale acabar no segundo lugar na classificação geral, fruto de dois terceiros lugares.

Ao longo das corridas, o piloto de 17 anos conseguiu mostrar velocidade e maturidade, sem se envolver em lutas demasiado arriscadas, arriscando a acidentes que poderiam prejudicar a sua candidatura ao título, depois de ter ganho a Winter Series, no mês passado.

Contudo, as coisas não foram fáceis. Uma qualificação difícil na primeira corrida por causa de problemas mecânicos, o colocou na quarta posição da grelha para a primeira corrida - e quinta para a segunda - limitou a sua capacidade para as provas. Contudo, ele estava confiante para as corridas, já que os problemas que tinham afligido já estavam resolvidos.

O resultado da qualificação, que definiu que saíssemos em 4º e 5º lugar na grelha, condicionou-nos, já que as dificuldades que tivemos no carro limitaram-nos o número de voltas, mas no final fizemos o nosso trabalho, conseguimos minimizar a situação e fechar o dia com dois resultados sólidos”, explicou o piloto, no meio dis desse sábado.

E assim foi: dois pódios nas duas corridas de sábado, num traçado onde ultrapassar não é simples, foi o resultado de uma estratégia de gestão e eficácia, quer no arranque, quer durante a corrida. E a recompensa foram dois terceiros lugares.

Tanto na primeira como na segunda corrida sabíamos que seria muito difícil fazer ultrapassagens e a estratégia passou por arrancar bem, gerir a prova da melhor forma, tentar forçar o erro dos adversários e fazer corridas limpas para evitar penalizações. Foi o que fizemos e saímos deste primeiro dia com dois pódios, bons pontos para o campeonato e contentes com o trabalho feito”, afirmou.

No domingo, apesar das ameaças de chuva, a qualificação foi bem melhor, quando conseguiu um segundo lugar na grelha de partida, batido por Vivek Kanthan. Na corrida, o americano disparou para a vitória, enquanto Noah Monteiro fora batido pelo polaco Boris Lyzen, do qual andou à luta pela posição até ao final, não o conseguindo passar, apesar de três entradas do Safety Car por causa de acidentes. 


No final deste primeiro fim de semana, o balanço era positivo, com uma corrida 3 exigente:

Foi uma corrida difícil. Muitos períodos de safety car que quebraram o ritmo da prova… além disto, tive um início de corrida intenso, com uma luta muito forte, com vários toques com um adversário que também me fez perder algum tempo. Ainda assim, fizemos três pódios em três corridas, conseguimos somar bons pontos e mostrámos que somos fortes em todas as condições e momentos de corrida. Temos agora uma paragem longa que vamos aproveitar para preparar bem a próxima prova. Vai ser a minha corrida em casa e estou ansioso de poder voltar a competir em Portugal, para o público português”, concluiu.

A segunda ronda da Formula 4 Espanha acontecerá no fim de semana de 5 a 7 de junho, no Autódromo de Portimão.

domingo, 12 de abril de 2026

As imagens do dia





No dia em que faria 39 anos, Carlos Reutemann esperava que, por fim, ganhasse "em casa". O seu palmarés até então tinha sido interessante, mas sempre que estava próximo de alcançar o seu sonho, algo aparecia no caminho para impedir isso. E o melhor exemplo tinha sido em 1974, dois anos depois de ter entrado "a matar" quando fez a pole-position na sua corrida de estreia na Formula 1. 

Nessa ocasião, ainda na Brabham, estava na frente da corrida, mesmo com a entrada de ar danificada devido às pressões exercidas. Se aparentemente não incomodava, na realidade, isso fez com que consumisse mais gasolina que o devido e ele acabasse por parar, no inicio da última volta, quando tudo parecia que iria acabar no lugar mais alto do pódio.

Alguns anos depois, em 1980, a frustração por mais uma desistência tinha sido tal que Reutemann, mal parou o carro, saiu dele, encostou-se e escondeu a cara, provavelmente desabafando toda a sua frustração. Mas no palmarés geral, nem tinha grandes motivos de queixa: três pódios, com um segundo lugar na edição de 1979, pela Lotus, e dois terceiros, em 1975, pela Brabham, e em 1977, pela Ferrari.

Contudo, apesar de uma boa qualificação, quando conseguiu o quarto posto, na corrida, Nelson Piquet não deu chances. O piloto brasileiro, também graças à suspensão hidropneumática que Gordon Murray tinha instalado no seu carro, andou à vontade na pista, a tal ponto que o seu companheiro de equipa, o mexicano Hector Rebaque, passou Reutemann e ficou com o segundo posto, mostrando a superioridade do equipamento!

Contudo, a corrida do mexicano acaba cedo, na volta 32, quando o carro sofre problemas elétricos. Reutemann volta ao segundo lugar, mas a corrida em si foi mais um de posição, esperando por azares alheios para saber se alguma coisa poderia acontecer a Reutemann e conseguir a prenda desejada. No final, 26 segundos separaram ele de Nelson Piquet, e como ele ganhou no Brasil, um brasileiro ganhar na Argentina até poderia ter o seu quê de justiça. 

Mas, mesmo sem ganhar, mesmo que a prenda não tenha sido o lugar mais algo do pódio, tinha outra prenda no bolso: ele iria sair de Buenos Aires com o comando do mundial na mão, pois Alan Jones foi apenas quarto, e no pódio, Piquet e Reutemann tinham a companhia de Alain Prost, que tinha conseguido ali, um ano depois da sua estreia, pela McLaren, a primeira dos 106 pódios que iria conseguir nos 202 Grandes Prémios que cumpriu na sua carreira: foi ali onde acabou em pouco mais de 50 por cento das suas corridas.   

Youtube Automobile Video: Formula 4 España, Ronda 3, Valencia

A temporada de 2026 da Formula 4 espanhola começou este final de semana no Circuito Ricardo Tormo, em Cheste, nos arredores de Valencia, e na grelha mais competitiva das dezenas de competições de formação um pouco por todo o mundo - 32 carros é a média neste final de semana - os favoritos competiram fortemente entre si para conseguir um lugar entre os dez primeiros. 

Para o americano Vivek Kanthan, ele tinha de repetir o favoritismo que tinha demonstrado no dia anterior, na primeira corrida, contra gente como o britânico Nathan Tye, o neerlandês Rocco Coronel e o português Noah Monteiro. E as coisas pareciam correr bem, pelo menos à partida desta terceira corrida do fim de semana, do qual podem ver por aqui, na sua versão inglesa.  

WRC 2026 - Rali da Croácia (Final)


E inesperadamente, quando tudo esperava que Thierry Neuville iria dar à Hyundai a primeira vitória do ano, um despiste na Power Stage deu a vitória - a segunda consecutiva - a Takamoto Katsuta, mais uma vitória para a Toyota, e o rali da Croácia acaba com algo inédito na história do WRC: um japonês lidera o campeonato!

E claro, com esta vitória caída do céu, Takamoto não conteve a surpresa. E estava mais triste pelo destino de Neuville que pela sua própria alegria.

É realmente uma loucura. Não sabia nada sobre o que tinha acontecido [ao Neuville] até ao fim, quando estava a ser entrevistado pela Molly [Pettit]. De repente, a Molly disse que ele tinha tido um problema e alguém me disse que eu tinha vencido o rali.”, começou por afirmar no site dirtfish.com.

Honestamente, não sei… talvez se possa ver que eu não estava feliz. Mesmo quando ouvi que tinha vencido o rali, não senti que devia celebrar, porque estava muito triste pelo Thierry, pelo Martijn [Wydaeghe], e pelos rapazes da Hyundai. Sei o trabalho duro está a ser feito nos bastidores por todos eles, é por isso que talvez… e também já estive muitas vezes do lado menos bom, por isso sinto mesmo a dor deles. É por isso que não me sentia muito bem depois da especial.”, continuou.

Sobre liderar o campeonato pela primeira vez na carreira, Katsuta foi humilde: “É bom, digamos que é para a equipa, por isso estou feliz se a equipa estiver feliz. Claro que as minhas próprias emoções são um pouco mistas, como disse. Mas ainda assim, devo estar feliz pela equipa. Uma semana louca e um final louco. Em termos da nossa própria época, até agora está a correr bem, por isso só precisamos de manter o foco, fazer o que podemos e melhorar onde consigo. Isso é o mais importante por agora.”, concluiu.


Com quatro especiais para percorrer neste domingo, passagens duplas por Bribir-Novi Vinodolski e Alan-Senj, com a segunda passagem a servir como Power Stage, o dia começou com Oliver Solberg a ganhar todas as especiais do dia, no sentido de conseguir pontos para a Power Stage. Na primeira passagem por Bribir-Novi Vinodolski, o sueco conseguiu uma vantagem de 4,3 sobre Elfyn Evans, 12,7 sobre Adrien Formaux e 15 segundos sobre Jon Armstrong.

Na especial seguinte, Solberg voltou a ganhar com uma vantagem de dois segundos sobre Elfyn Evans, 10,5 sobre Jon Armstrong e 11.2 sobre Hayden Paddon, e a seguir, o sueco voltou a ser o primeiro, desta vez com uma vantagem de 2,1 segundos sobre Elfyn Evans, 4,6 sobre Jon Armstrong, 6.8 sobre Adrien Formaux e 11,7 sobre Sami Pajari.

Chegado ao Power Stage, aconteceu o drama: enquanto Solberg triunfava com uma vantagem de 4.7 sobre Elfyn Evans, 12.3 sobre Jon Armstrong e 12,4 sobre Sami Pajari, Thierry Neuville, que tinha tudo controlado, e a caminho da vitória - mais de um minuto e 15 segundos sobre Takamoto Katsuta no inicio da Power Stage - sofreu um despiste, que deu cabo da suspensão frente-direita. Ele voltou à estrada e tentou continuar, mas os estragos foram de tal forma grandes que acabou por parar. Um autêntico balde de água fria num rali que até então tinha sido sem erros para o piloto belga, e que ia a caminho de dar à Hyundai a sua primeira vitória da temporada.

Oliver Solberg, o dominador do dia, afirmou, em jeito de balanço: "Cometi um erro na sexta-feira com os pneus duros. Depois nosso ritmo foi bom e o carro estava perfeito. Só lamento muito pela minha equipe. Agora é olhar para frente e tirar os aspectos positivos deste fim de semana."

Depois dos três primeiros, o quarto foi um Rally2: Yohan Rossel, a 5.19,9, dando também o melhor resultado de um carro Lancia desde 1993, na frente do seu irmão Leo Rossel, a 5.58.7, no seu Citroen C3 Rally2. Sexto foi Nikolay Gryazin, noutro Lancia Ypsilon Rally2, a 6.17.8, na frente de Alejandro Cachon, num Toyota GR Yaris Rally2, a 6.42,8. Oitavo foi Roope Korhonen, a 6.54,0, num Toyota GR Yaris Rally2, na frente de Roberto Daprá (Skoda Fabia Rs Rally2) a 7.38,1 e de Emil Lindholm (Skoda Fabia RS Rally2) a 9.20.5. 


No campeonato, Takamoto lidera o campeonato com 81 pontos, seguido por Elfyn Evans, com 74, Oliver Solberg, com 68 e Sami Pajari, com 52.

O WRC continua no final do mês com outro rali de asfalto, nas Canárias, entre os dias 23 e 26 de abril.

sábado, 11 de abril de 2026

As imagens do dia (II)





Há 45 anos, em Buenos Aires, o ambiente era de euforia. Os argentinos comemoravam a atitude de Carlos Reutemann na corrida anterior, no Brasil, e estavam a seu lado, demonstrando que desobedecer aos ingleses era uma excelente atitude. E claro, a famosa placa mostrada no muro das boxes de Jacarepaguá tinha sido capa de jornais desportivos - e não só - nos dias seguintes. 

No autódromo, no final de semana do GP da Argentina, alguns locais decidiram trazer para o autódromo a placa mas com a ordem ao contrário: REUT-JONES. Sempre apaixonados, defendendo o seu piloto, mostravam essas placas feitas em casa à vista das boxes da Williams. A equipa, bem humorada, decidiu entrar em despique, mostrado a placa JONES-REUT, tal como tinha sido mostrado no Brasil, e isso incluiu Alan Jones, Reutemann e o próprio Frank Williams!

O despique continuou ao longo do fim de semana, mostrando o enorme bom humor. Mas apesar de tudo, lá dentro ainda se sentia os efeitos dessa desobediência de Reutemann a Jones, e claro, o australiano não pretendia perdoar, ou esquecer. E a paz... era podre. 

Mas isso era nada comprado com o inferno que Colin Chapman passava porque a FISA e a FOCA terem decidido que o seu modelo 88 de chassis duplo não iria ser legal, por muito que ele insistisse em colocar na pista. Ainda por cima, o Brabham BT49C, da equipa de Bernie Ecclestone, graças ao génio de Gordon Murray, tinha encontrado uma maneira de contornar os seis centímetros de altura para o solo, agora obrigatórios: um sistema hidráulico que permitia a descida do carro durante a condução, do qual regressaria a esses seis centímetros regulamentados no parque fechado, pois era ali que os comissários faziam as medições.

Chapman foi-se embora, zangado, e pegou um avião para Miami, onde foi ver o lançamento do "Space Shuttle" Columbia, que ia acontecer naquele final de semana no Cabo Canaveral. Já Murray e Ecclestone celebravam o facto de Nelson Piquet ter acabado o dia na pole-position e até Hector Rebaque ter acabado a qualificação num meritório sexto posto, a sua melhor qualificação de sempre. 

Na Ligier, Jean-Pierre Jabouille tinha, por fim, a sua estreia na Formula 1, depois de tentativa mal-sucedida no Brasil, quando sentiu as dores na perna lesionada na sessão de sexta-feira. Contudo, ele não estava ainda no ritmo e o seu melhor tempo foi quase sete segundos mais lento que o de Nelson Piquet, e cerca de dois segundos e meio mais lento que o de Jaques Laffite, que iria largar de 21º na grelha, dos 24 que, eventualmente, acabaram por largar.

Jabouille, que tinha fraturado a perna cerca de sete meses antes, no Canadá, quando corria pela Renault, de uma certa forma tinha conseguido o que queria, regressar à competição, pois ele tinha assinado para a Ligier nessa temporada, tempos antes do acidente. Contudo, ainda faltava mais alguma coisa para poder afirmar que estava totalmente recuperado, e caso não mostrasse essa recuperação, se calhar, teria de pensar que os seus serviços como piloto não seriam necessários...

Para o dia de corrida, as expectativas estavam altas. Ainda por cima, seria o aniversário do herói local, Carlos Reutemann. E ele nunca tinha ganho a sua corrida local. Iria conseguir no domingo?

As imagens do dia




Há 45 anos, a Formula 1 não sabia, mas tinha acabado de passar por uma revolução. E da parte de uma equipa que queria voltar ao auge, depois de um tempo de decadência.

Em 1981, a McLaren não ganhava corridas desde 1977, em James Hunt, e o último pódio tinha sido na Argentina, em 1979, com John Watson. Tinham construído chassis como o M29 e o M30, todos para ver se conseguia ser eficaz na parte dos carros-asa, mas nunca alcançaram grandes resultados. Em 1980, numa temporada onde só conseguiram 11 pontos, a Marlboro, através de John Hogan, o seu diretor para a Europa, pressionava Teddy Mayer para que aceitasse a sua proposta de fusão com outra equipa que apoiava, a Project Four, que corria na Formula 2 com um ex-mecânico da Brabham, Ron Dennis.

Dennis tinha ideias novas para a equipa, e tinha visto os trabalhos de um jovem projetista na América, chamado John Barnard. Ele tinha trabalhado em equipas como a Parnelli, e em 1980, desenhara o Chaparral 2K, que nas mãos de Johnny Rutheford, tinha ganho as 500 Milhas de Indianápolis de 1980, com o carro a ter um sistema de efeito-solo eficaz para as pistas de alta velocidade. Vendo o que tinha feito, Dennis contratou-o para 1981, e Barnard tinha uma ideia em mente: construir um chassis totalmente em fibra de carbono. 

Isso não era novo: desde 1975 que as equipas usavam isso, mas para peças, como asas. Um chassis totalmente de fibra de carbono era uma novidade, e quase ninguém fazia. Barnard tinha conhecimento que uma firma de Salt Lake City, Hercules Aerospace, trabalhava com fibra de carbono, e que quem referiu isso tinha sido outro dos engenheiros na equipa, Steve Nichols, que tinha trabalhado por uns tempos na Hercules. A ideia era de construir um chassis totalmente nesse material, e para isso, precisavam de um autoclave, ou seja, um grande forno que cozeria o chassis - feito de material cerâmico - a mais de 600ºC, onde a fibra de carbono, que não era mais do que um "pano" tecido com esse material, derreteria e ficaria "colado", dando simultaneamente leveza e dureza. 

Contudo, em 1981, nenhuma equipa de Formula 1 tinha um autoclave, e o chassis fora construído na sede da Hercules, e depois seria transportado de avião para o Reino Unido, onde depois seria construído com as partes em falta, ou seja, motor, caixa de velocidades e os braços da suspensão. 

O MP4 não era o único carro em fibra de carbono a ser feito naquela altura. O Lotus 88 estava a seguir o mesmo caminho, mas em vez de um chassis integral, como fazia a McLaren, o chassis da Lotus era em "colmeia", ou seja, colocavam em camadas exteriores do carro, com o interior ainda a ser de alumínio. A mesma coisa fazia nessa altura a Brabham com o seu BT49, especialmente na versão C, porque Gordon Murray notava algum cepticismo em relação à eficácia de um chassis integral nesse material.

O primeiro chassis ficou pronto para o GP da Argentina, que iria acontecer em Buenos Aires, e iria para John Watson. Enquanto o Lotus 88 era constantemente vetado pela FISA, o MP4 passou sem problemas, e no final da qualificação, conseguiu o 11º melhor tempo, a mais de dois segundos a pole-position. Contudo, um problema na transmissão, na volta 36, fez com que desistisse da corrida. Sem saber, tinham marcado história na Formula 1, mas não iria ser essa a corrida que iria marcar a eficácia desse tempo de chassis. Apenas mais tarde que uma situação limite iria mostrar não só a leveza, mas também a segurança deste tipo de chassis. 

WRC 2026 - Rali da Croácia (Dia 2)


Thierry Neuville acabou este sábado, data da segunda etapa do rali da Croácia, com uma vantagem de 1.14,5 segundos sobre Takamoto Katsuta, e 1.46,4 sobre Sami Pajari. num rali onde, se nada de errado acontecer, poderá significar a primeira vitória da Hyundai nesta temporada. Os três pilotos tem uma vantagem grande - quase três minutos e meio - sobre o neozelandês Hayden Paddon.

Tudo isto depois de um sábado onde os furos foram o factor que moldou o dia, em termos de classificação geral.

Com oito especiais neste sábado, passagens duplas por Platak, Ravna Gora-Skrad, Generalski Stol-Zdihovo e Pećurkovo Brdo-Mrežnički Novaki, o dia começou com Oliver Solberg, que saíra de pista na primeira especial do dia anterior, regressou via Rally2, e ganhou todas as quatro especiais da manhã. Na primeira, deu 7,3 sobre Elfyn Evans, 15 segundos sobre Sami Pajari e 15,1 sobre Thierry Neuville, na segunda deu 1,1 sobre Takamoto Katsuta, 1,7 sobre Elfyn Evans e 2,2 sobre Adrien Formaux. Josh McErlean parou na berma, com problemas no seu motor, e parecia que iria ficar por ali.

Na terceira especial da manhã, com Solberg a ser o melhor, ele ganhou 13,9 segundos sobre Jon Armstrong, 17.4 sobre Elfyn Evans, 24,7 sobre Adrien Formaux e 27,4 sobre Thierry Neuville. No final da manhã, Solberg acabou por ganhar por 0,8 segundos sobre Takamoto e Evans, e 1,5 sobre Armstrong. Formaux bateu forte de traseira e acabou por se retirar devido aos danos sofridos.

Takamoto, terceiro no final da manhã, com 25,1 segundos de desvantagem, admitia que o seu objetivo era chegar ao fim. "Está tudo bem. Eu não queria correr muitos riscos. Eu realmente tenho que trazer o carro até à meta. A sensação geral é boa. A situação não é fácil. Se houver uma chance, com certeza eu quero tentar.", afirmou.

Na parte da tarde, Takamoto entrou ao ataque, ao ganhar na segunda passagem por Pećurkovo Brdo-Mrežnički Novaki, com uma vantagem de 0,2 segundos sobre Elfyn Evans, 1,5 sobre Jon Armstrong e quatro segundos sobre Sam Pajari. Solberg e McErlean tiveram furos e perderam tempo - para o sueco foi quase um minuto, para o irlandês, menos: 44,5 segundos. 

Solberg voltou a trocar de pneus, e regressou às vitórias. Conseguiu 6,1 segundos de vantagem sobre Evans, 20,8 sobre Neuville e 45,3 sobre Emil Lindholm. Isto porque gente como Jon Armstrong, Takamoto Katsuta, Hayden Paddon e Sami Pajari sofreram furos e bateram, atrasando-se bastante. O piloto galês não sofreu furos, mas no final, queixou-se do asfalto e da sujidade na estrada:

"Horrível. Todas as trajetórias foram por água abaixo. As pessoas estão a cortar como se procurassem um atalho para algum lugar. Inacreditável.", indignou-se Evans.

Solberg voltou a ganhar, 0,8 segundos na frente de Evans, 2,3 sobre Armstrong, 6,8 sobre Neuville e 9,1 sobre Takamoto. Evans acabaria por ganhar no final do dia, 1,9 sobre Armstrong, 4,2 sobre Takamoto e 7,9 sobre Thierry Neuville. Solberg furou novamente e perdeu mais de 2.37 minutos. 


Na frente, sem ser incomodado por furos e outros problemas, Neuville disse de sua justiça sobre este sábado nas estradas croatas: "Tudo está a encaixar este fim de semana. O carro estava a sentir-se melhor desde o início do que nos outros ralis. Fomos capazes de melhorar passo a passo, desde o início do evento. As condições são muito desafiadoras e conseguimos de alguma forma ir com boa velocidade. É importante sentir-se confortável no carro e este fim de semana estou a gostar."

Depois dos quatro primeiros, quinto é Yohan Rossel, o melhor dos Rally2, num Lancia Ypsilon, a 5.14,1, na frente do seu irmão, Leo Rossel, num Citroen C3 Rally2, a 6.17,3. Sétimo é Roope Korhonen, a 6.32,8, na frente de Nikolay Gryazin, noutro Lancia Ypsilon Rally2, a 6.45.8. E a fechar o "top ten" estão o Toyota Yaris Rally2 de Alejandro Cachon, a 6.56,2 e o Skoda Fabia RS Rally2 de Roberto Daprá, a 7.52.4.

O rali da Croácia acaba neste domingo, com a realização das últimas quatro especiais de classificação.