sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Noticias: Hulkenberg correrá no domingo

Nico Hulkenberg correrá pela segunda vez em Silverstone, uma semana depois de substituir Sergio Perez, que foi anunciado ter o CoVid-19 e teve de cumprir um período de quarentena. Agora, o piloto mexicano cumpriu-a, mas novas análises indicaram que ainda tinha o virus no seu corpo, logo, terá de esperar até que tenha uma análise negativa para ser libertado e poder correr o resto da temporada. 

Eu fico animado por voltar à equipa em Silverstone”, começou por dizer o piloto alemão de 32 anos. “Demos um passo rumo ao desconhecido fim de semana passado, considerando que fiquei afastado da equipe por alguns anos e que pilotei um carro que nunca tinha pilotado antes. Eu aprendi muito sobre o RP20 na semana passada e estou pronto para aplicar essas experiências neste fim de semana. Correr na mesma pista facilita as coisas. Acho que podemos lutar por pontos neste fim de semana, que é certamente meu objetivo. Quero desejar o melhor ao Checo [Pérez] na sua recuperação”, seguiu.

Assim sendo, o piloto alemão vai ter nova chance neste domingo, esperando que ele desta vez possa sair das boxes, ao contrário do que aconteceu da primeira vez, quando sofreu um problema na embraiagem e não largou para o GP da Grã-Bretanha.

Noticias: Racing Point culpada e penalizada

A FIA considerou esta sexta-feira que a Racing Point é culpada no caso das condutas de travão do seu RP20, que foi protestada pela Renault, que a considerava ilegal. Assim sendo, a equipa foi multada em 400 mil libras e retirados 15 pontos no campeonato de Construtores, por causa dos pontos conquistados nas corridas da Áustria, Styria e Grã-Bretanha. A FIA decidiu também que iria excluir a desclassificação porque a violação do desenho quebrou apenas o Regulamento Desportivo e não o Técnico.

A Racing Point tem agora 24 horas para decidir se apela da decisão ou não.

A decisão surge depois dos protestos da Renault, que afirmava que as condutas de arrefecimento de travões, que se tornaram uma peça listada e em 2020, se tornou ilegal. Mas em 2019, tal não era, e a Racing Point adquiriu as informações sobre as condutas de travão do Mercedes W10 de 2019 no ano passado e argumentou que utilizou essa informação para conceber os seus próprios componentes, a partir do zero. Algo que a FIA e a Renault não concordaram.

No final, os comissários desportivos da FIA disseram que a Racing Point sabia que a concepção das condutas de travão para 2020 seria vista como ‘peças listadas’, por isso, “não podia ser concebida utilizando os modelos CAD das condutas de travão do W10 da Mercedes”. A equipa de Brackley foi também investigada no sentido de fornecesse as condutas de travão dianteiras e traseiras do seu W10 para que os Comissários pudessem fazer uma comparação com as peças do RP20, mas no final, a Mercedes foi ilibada de qualquer consequência.

A retirada de pontos por parte da equipa não afeta a classificação geral de pilotos. Contudo, nos Construtores, perde o quinto lugar a favor da Renault.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Formula E: Felix da Costa novamente imperial em Berlim

António Félix da Costa
está imperial: esta tarde, depois da pole-position, alcançou nova vitória na pista do aeroporto de Tempelhof, em Berlim, 24 horas depois da sua última, trunfando com autoridade sobre Sebastien Buemi e Lucas di Grassi, aumentando ainda mais a distância sobre a concorrência, quando faltam quatro provas para o fim do campeonato.   

A partida foi calma, com o piloto português a manter a liderança sobre Sebastien Buemi e Nyck de Vries, que aguentava o resto do pelotão. Vergne caiu para décimo na partida, e procurava recuperar os lugares perdidos. Passadas três voltas, Felix da Costa já tinha um segundo de vantagem sobre Buemi.

Nas voltas seguintes, Frijns conseguiu passar de Vries e ficou com o terceiro lugar, mas ele já tinha mais de quatro segundos de desvantagem, ao mesmo tepo que atrás, Max Gunther batia e danificava o seu nariz, indo às boxes trocar a frente do seu carro.

Nos da frente, Buemi foi o primeiro a ir ao Attack Mode, para diminuir a diferença, que naquela altura era de 3,2 segundos. Mas enquanto fazia isso, a corrida ia momentaneamente para Full Course Yellow, para tirar peças caídas do carro de Gunther. O resto dos pilotos da frente aproveitou o final do segundo Full Course Yellow para ir ao Attack Mode, e um deles foi Lucas di Grassi, que subia para o terceiro posto.

Quando faltavam 26 minutos, o Mercedes de Nyck de Vries parava no meio da pista devido a problemas no seu carro, e com isso, o Full Course Yellow entrava pela terceira vez na corrida. A situação durou três minutos, e quando a bandeira verde foi mostrada, o piloto português foi ao Attack Mode, sendo imediatamente assediado por Buemi e di Grassi. Mas o piloto português afastou-se de imediato, fazendo a volta mais rápida. Um pouco atrás, Steffel Vandoorne conseguiu passar... dois pilotos, Sam Bird e Edoardo Mortara, para ser quinto. 

A 16 minutos do fim, alguns dos pilotos da frente iam ao Attack Mode pela segunda vez. Buemi e Frijns foram dos primeiros, mas Di Grassi estava inatacável no segundo posto, até ser passado de novo por Di Grassi. Logo depois, Félix da Costa ia de novo ao Attack Mode, para manter a distância. 

A nove minutos do fim, era a vez de Di Grassi ir ao Attack Mode e recuperar o terceiro posto a Robin Frijns e ia atrás de Buemi, mas as coisas pareciam não ser suficiente para os apanhar, dada a distância que eles já tinham. 

Na parte final da corrida, tudo estável, tentando levar os carros até ao fim por causa da energia que tinham de gerir, mas na frente, Félix da Costa geria também a vantagem e rumava à sua segunda vitória seguida em Berlim, e terceira seguida no campeonato.

Agora com 125 pontos, o piloto português tem o caminho livre para o título. Sábado e domingo haverá nova jornada dupla, numa nova versão da pista de Tempelhof.   

No Nobres do Grid deste mês...


A pandemia do coronavirus pode fechar portas, mas abre janelas: à custa das corridas americanas - especialmente o Brasil, que ficará ausente do calendário após 48 anos - a Formula 1 regressa a Portugal depois de 24 anos de ausência. Curiosamente, será o mesmo tempo do qual não teve a visita da Formula 1 na primeira vez, entre 1960 e 84, quando correu pela primeira vez no Estoril. E agora, como aconteceu nesse ano, irá estrear-se num autódromo feito de raiz: em Portimão, uma pista construída em 2008 e recebeu os testes da Formula 1 no inicio de 2009.

(...)

Em 1984, Bernie Ecclestone tinha chegado a acordo para ter uma corrida em Espanha, mais concretamente em Fuengirola, uma estância balnear no sul. Contudo, esse circuito citadino era mal desenhado e pobremente organizado, e cedo foi descartado. Rapidamente, na primavera desse ano, as coisas avançaram rapidamente e no fim de semana do GP do Mónaco, o anuncio foi feito: a 21 de outubro, a Formula 1 iria encerrar em terras portuguesas. Foi o delírio, ainda por cima, poderia ser o cenário de uma decisão do título.

Foi o que aconteceu: perante 85 mil pessoas, Niki Lauda e Alain Prost disputavam o título mundial. O francês venceu, mas Lauda, que partia de um modesto 11º posto, chegou ao segundo lugar, necessário para ser campeão, depois dos freios do Lotus de Nigel Mansell terem cedido. Ayrton Senna, na sua última corrida pela Toleman, conseguia ali o seu terceiro pódio da sua carreira.


(...) Os primeiros anos do século XXI foram de deserto automobilístico, até que em 2006 surgiu o projeto do autódromo do Algarve. Construido em menos de um ano, foi a ideia de Paulo Pinheiro de ter um autódromo cinco estrelas, com Grau 1 da FIA, sem ser desenhado por Hermann Tilke. O financiamento foi conseguido através de bancos irlandeses, e o projeto contemplava um hotel de cinco estrelas e um complexo habitacional de luxo nos terrenos à volta.

Tudo ficou pronto em outubro de 2008, precisamente na altura em que rebentava a crise mundial e um dos mais atingidos tinham sido os bancos irlandeses, nacionalizados pelo governo e do qual assumiriam as suas dívidas. Parecia um projeto megalómano e muitos colocaram-o em dúvida, mas apenas teve o azar de abrir na altura errada. Com o passar dos anos, recebeu diversas provas, desde uma prova da GP2 até corridas da European Le Mans Series - é a prova de encerramento da temporada desde há alguns anos - até aparições em dois dos principais programas de automóveis a nível mundial: o Top Gear e o The Grand Tour.

(...)

No dia 25 de outubro, as luzes apagarão e o solo português verá o pelotão da Formula 1 a correr ao vivo.

Num ano excepcional, aconteceu um sonho que muitos ambicionavam ter mas parecia impossível dado o dinheiro envolvido e a pouca vontade de investimento por parte do Estado. O regresso do GP de Portugal pode acontecer à custa do cancelamento de metade do campeonato, de uma Liberty Media que aposta na Europa, menos afetada pela pandemia, que as Américas, por exemplo. A corrida poderá ser dos primeiros eventos com público, e por causa disso, mais de 45 mil bilhetes serão vendidos, pouco mais de 60 por cento da capacidade da pista, devido a restrições por causa da doença e do distanciamento social.

Contudo, este é o culminar de uma ambição e 24 anos depois, regressa um GP de Portugal que teve duas fases, a primeira entre 1958 e 60, e a segunda entre 1984 e 96, esta última no Autódromo do Estoril, e curiosamente, também para substituir uma corrida que não aconteceu... tudo isso e muito mais, falo este mês no Nobres do Grid.

Formula E: Felix da Costa novamente na pole-position

Segunda qualificação, segunda pole-position em Berlim para o piloto português da Techeetah. António Félix da Costa acrescentou mais três pontos no seu pecúlio ao ser mais veloz que o Nissan de Sebastien Buemi e o Mahindra de Alex Lynn, na qualificação desta tarde na capital alemã, antevisão da corrida que vai acontecer no final da tarde.

Com um circuito de Tempelhof que nesta manhã forneceu mais aderência e trouxe mais equilíbrio entre as equipas, máquinas e pilotos esforçaram-se por se destacar, mal refeitos das emoções de ontem. Boa parte da qualificação se decidiu no Grupo 1, que tinha Sam Bird, Stoffell Vandoorne, António Félix da Costa, Mitch Evans, Alexander Sims e Max Guenther. Ali, o primeiro a sair foi Vandoorne, o belga da Mercedes, que abriu as hostilidades com 1.07,292, mas o português da Techeetah fez 1.06,791 e de uma certa forma, resolveu as coisas no grupo. Mitch Evans, seu rival na luta pelo título, fez 1.07,516, o pior tempo desse grupo.

Foi na Q2 que apareceu os maiores rivais de Felix da Costa para a SuperPole. Ali estavam Lucas Di Grassi, Nyck De Vries, Sébastien Buemi, Jean-Éric Vergne, André Lotterer e Edoardo Mortara. De Vries foi o primeiro a sair à pista e marcar tempo, fazendo 1.06,951 e segundo segundo provisoriamente, mas a seguir saiu Sebastien Buemi e fez 1.06,771, e ficava no topo da tabela de tempos, superando Félix da Costa. Di Grassi fez 1.06,961 e era o terceiro melhor no grupo.

Do Grupo 3, que tinha Oliver Rowland, Daniel Abt, Felipe Massa, Jérôme D’Ambrosio, James Calado e Robin Frijns, o holandês fez o tempo mais relevante com 1.06,924, que lhe dava um lugar provisório na SuperPole. E no quarto grupo, com Sérgio Sette Câmara, Oliver Turvey, René Rast, Nico Mueller, Alex Lynn e Neel Jani, foi Lynn que surpreendeu a todos ao fazer 1.06,873 e arranjou lugar na SuperPole, meio segundo mais veloz que o segundo melhor tempo, que pertenceu a Oliver Turvey.

Para a fase final foram Sébastien Buemi, Alex Lynn, Lucas Di Grassi, Robin Frijns, António Félix da Costa e Nyck De Vries. E ali, o primeiro a abrir a sua volta foi o holandês da Virgin, que marcou 1.06,921, mas logo a seguir, Alex Lynn fez melhor no seu Mahindra, com 1.06,919. 

Foi aí que o piloto português entrou na pista e fez um tempo-canhão de 1.06,442, praticamente resolvendo a questão, pois tinha dado mais de meio segundo de avanço sobre os tempos feitos até então, e intimidando os restantes pilotos que ainda não tinham ido para a pista. Buemi conseguiu apenas o segundo melhor tempo, e Di Grassi ficou com o pior de eles todos.

Assim sendo, pelas 18 horas de Lisboa, a segunda corrida terá mais uma vez o piloto de Cascais no primeiro lugar da grelha, e um dos favoritos à vitória. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Noticias: Agag anuncia que apanhou o coronavirus

O fundador e diretor da Formula E, Alejandro Agag, anunciou esta quarta-feira que tem o CoVid-19, e por causa disso, esteve ausente das primeiras corridas em Berlim. 

Na sua conta do Instagram, o espanhol de 50 anos deu conta da sua tristeza em não poder assistir a corrida, pois está confinado no seu hotel na capital alemã e seguir os procedimentos para se recuperar da doença. Por agora, afirma estar assintomático.

É tão triste perder a minha primeira corrida de Fórmula E, que tive que assistir do meu quarto em Berlim. Eu testei positivo para covid na chegada e estou seguindo todos os excelentes protocolos que temos para manter todos em segurança”, informou.

A Formula E voltou esta quarta-feira à competição, cinco meses depois da última vez, em Marrocos, e a primeira corrida foi dominada pelo DS Techeetah de António Félix da Costa

Formula E: Felix da Costa vence em Berlim

António Félix da Costa
foi o grande vencedor na primeira corrida em Berlim, nesta quarta-feira. Numa prova onde viu alguns dos seus rivais a não pontuarem, o piloto de Cascais culminou uma prova perfeita. Depois da pole-position, e tirando um momento onde foi pressionado por Jean-Eric Vergne, o piloto da DS Techeetah dominou do principio ao fim, ampliando a sua vantagem no campeonato, na primeira corrida da primeira jornada dupla na pista alemã.

Corrida no sentido inverso dos ponteiros do relógio, e com os DS Techeetah a dominaram na qualificação, parecia que António Félix da Costa estava na melhor posição para consolidar a liderança do campeonato. Na partida, o piloto português voa para a frente, com Vergne a seguir e André Lotterer em terceiro e Sebastien Buemi quarto. De resto, a partida foi pacifica, sem problemas.

O piloto português cimentou a sua liderança nas voltas seguintes, com Vergne também a afastar-se do piloto da Porsche. As coisas andavam estáveis entre os dois primeiros, logo, as lutas aconteciam no meio do pelotão, entre Felipe Massa e Mitch Evans, oitavo e nono naquela altura.

Pouco depois, na volta oito, Robin Frijns bateu forte no muro, depois de um "chega para lá" com Max Gunther, com danos na suspensão frontal direita e com peças no asfalto, arrastando-se na pista, mas não chegou às boxes. Por causa disso, o Safety Car teve de entrar na pista. 

Na bandeira verde, as posições foram mantidas, com Felix da Costa a liderar sobre Vergne, enquanto Sam Bird passava Jerome D'Ambrosio, para ser sexto. Buemi tentou ir para o Attack Mode, mas este não funcionou e perdeu um lugar para Sam Bird. Pouco depois, apareceu o Fanboost, onde António Felix da Costa e Daniel Abt estavam com ele, e quase de imediato, os pilotos da DS Techeetah iam para o primeiro Attack Mode, mantendo as posições.

Os dois pilotos afastavam-se, enquanto o pelotão ia para a sua vez no Attack Mode, causando confusão e lutas entre eles. De Vries era terceiro, mas não tinha passado pelo Attack Mode, pois era pressionado por Lotterer. Este conseguiu passar o holandês na volta 23.

Pouco depois, Felipe Massa parava na berma de vez, não conseguindo parar e batendo no muro. Ao mesmo tempo, Vergne ia de novo para o Attack Mode, e perdia momentaneamente o segundo posto para Lotterer, mas logo a seguir, a organização decidira Full Course Yellow e os carros andavam à velocidade do caracol. A corrida retomou a oito minutos do final da corrida, com o português na frente e Vergne pressionado por Lotterer. 

Quando o português foi ao Attack Mode, Vergne tentou passá-lo, pressionando contra o muro, mas ele aguentou e foi-se embora. Atrás, Lotterer perdia dois lugares para Bird e De Vries, por causa do Attack Mode. E a partir dali, a luta pelo segundo posto estava ao rubro, com Bird, Lotterer e De Vries a atacarem Vergne pelo segundo lugar. O francês perdia para Bird, e ainda era pressionado por Lotterer, que se defendia de forma musculada.

Na parte final, Evans fez um pião e caiu para o fundo do pelotão, enquanto Vergne caia cada vez mais, acabando a corrida nas boxes, não conseguindo salvar o que restava da sua corrida. Amanhã há nova corrida na pista de Berlim. 

Youtube Motorsport Video: A qualificação da primeira corrida de Berlim

Começa hoje a primeira de seis corridas (!) em Berlim, que servem como encerramento da temporada 2019-20 da Formula E. Aqui coloco um video da qualificação desta tarde, que passou no canal oficial da competição no Youtube, e como sabem, deu a pole-position ao piloto português.

Formula E: Félix da Costa parte da pole em Berlim

António Félix da Costa
começa bem a sua série de corridas em Berlim, ao fazer esta tarde a pole-position para a corrida de hoje no circuito desenhado no aeroporto de Tempelhof, no centro da capital alemã. O piloto da DS Techeetah superou Jean-Eric Vergne, seu companheiro de equipa, e o Porsche de André Lotterer. Lucas di Grassi errou e largará de 21º, dois lugares acima do estreante Sergio Sette Câmara, que será 23º.

No final da qualificação, o piloto de Cascais explicou como foram as suas voltas até chegar ao primeiro lugar da tabela de tempos.

"A primeira vez que guiei o carro, deixou-me um pouco fora de forma, mas depois de algumas voltas tudo voltou naturalmente. A partir de então, começamos a trabalhar e continuamos nosso trabalho. Esta equipa é incrível e se tornará no que for preciso em todas as horas para vencer. O resultado é claro com um-dois na qualificação."

"António fez uma boa volta, parabéns. O segundo é um resultado muito bom para mim, é a primeira vez que estive na SuperPole esta temporada", respondeu Vergne.

A qualificação começou logo a ser definido no primeiro grupo. Ali, Félix da Costa tinha a companhia de Stoffel Vandoorne, Lucas di Grassi, Mitch Evans, Max Gunther e Alexander Sims, e ele fez uma volta que colocou todos em sentido, indo de imediato para a SuperPole, um segundo à frente de Di Grassi, o pior do grupo. Alexander Sims andou bem, mas pagou o preço por ser o primeiro numa pista com pouca aderência.

No segundo grupo, que tinha Sebastien Buemi, Sam Bird, Oliver Rowland, Jean-Eric Vergne, Andre Lotterer e Edoardo Mortara, Buemi e Vergne foram os melhores, mas a diferença era de 145 centésimos, no caso de Buemi, e 152 centésimos, no caso do francês, em relação ao piloto português. Lotterer perdera três centésimos na sua volta rápida, e o seu lugar estava em risco, em relação aos grupos a seguir.

O terceiro grupo a sair para a pista, que tinha Felipe Massa, Robin Frijns, Nick de Vries, Daniel Abt, James Calado e Jerome D'Ambrosio, tinha alguma pressa, com De Vries a marcar um bom tempo, 186 centésimos pior que Felix da Costa, mas com a capacidade de ir à SuperPole. Depois veio o resto do grupo, mas alguns tinham um ritmo tão desfasado que Daniel Abt fez um tempo 1,4 segundos pior. James Calado foi três segundos mais lento, mas ele não pode participar nos treinos livres por causa dos problemas que teve no carro, e que o fará perder... 60 lugares devido à troca das unidades de energia.

Do Grupo 4, com o estreante Sergio Sette Câmara, Oliver Turvey, Neel Jani, René Rast, Alex Lynn e Nico Muller, este último fez o melhor tempo do grupo, mas isso apenas deu-lhe o 12º posto da grelha.

Para a SuperPole, os seis pilotos eram Felix da Costa, Buemi, Vergne, De Vries, Lotterer e D’Ambrosio.

Ali, o primeiro foi o belga da Mahindra, que fez 1.07,371, melhor do que tinha feito anteriormente, mas não impressionava. André Lotterer veio a seguir, para fazer 1.07,235, e punha-se no topo da tabela de tempos, algo do qual Nick de Vries não foi capaz de o tirar. Contudo, os pilotos da DS Techeetah foram para a pista e acabaram com as dúvidas. Primeiro Vergne, com 1.07,121, e depois Felix da Costa com 1.06,799, impecável nos três sectores da pista. Pelo meio, Sebastien Buemi, que cometeu um ligeiro deslize, suficiente para conseguir apenas o terceiro melhor tempo.

A corrida está marcada para as 18 horas e em Portugal, será transmitida pela Eurosport. 

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Formula E: Patrão da Mahindra tem coronavirus

Dilbagh Gill
, o patrão da Mahindra, foi-lhe detectado Covid-19 e ficará em isolamento por duas semanas. Ele foi uma de duas pessoas que deram positivo para a doença, depois de terem feito testes a 1423 pessoas antes das jornadas da competição que vão acontecer em Berlim. O team-manager está em Londres, em isolamento e garante estar assintomático.

"Por agora tenho de me isolar por dez a 14 dias, assim sendo, ficarei isolado no meu quarto de hotel até ao final da temporada", comentou. No seu lugar estará Toni Cuquerella, antigo engenheiro de equipas como Ferrari, Super Aguri e HRT.

A Formula E terá esta quarta-feira a primeira de duas jornadas duplas no circuito de Tempelhof, em Berlim.

IndyCar: 500 Milhas de Indianápolis sem espectadores

As 500 Milhas de Indianápolis, previstas para o dia 23 de agosto, não terão espectadores nas bancadas. A noticia foi dada esta terça-feira pela organização da corrida. Roger Penske afirmou que devido ao aumento dos casos do coronavirus no estado do Indiana, teve de tomar aquilo que anunciou como "a decisão mais dificil como homem de negócios", pois ele tinha dito algumas semanas antes que poderia abrir a posta até cerca de 25 por cento da sua capacidade, ou seja, 80 mil espectadores.

"Precisamos estar seguros e espertos quanto a isso", afirmou Penske. "Obviamente, queríamos assistência total, mas não queremos comprometer a saúde e a segurança de nossos fãs e da comunidade. Também não queremos comprometer a capacidade de realizar uma corrida bem-sucedida", continuou.

A noticia do encerramento do circuito acontece dias depois do aumento de casos no estado do Indiana, onde Indianápolis se situa, e também depois de se ter anunciado alterações no calendário, com o anulamento das rondas de Portland e Laguna Seca, substituidas por jornadas duplas em Gateway, na cidade de St. Louis e na pista interior de Indianápolis, reduzindo o número de provas no caledário para catorze.

Formula E: Felix da Costa deseja alcançar o título

Nas vésperas das corridas em Berlim, que fecharão o campeonato, o líder do campeonato, o português António Félix da Costa, contou à Autosport portuguesa sobre as expectativas alemãs, onde está na liderança do campeonato, onze pontos na frente do neozelandês da Jaguar, Mitch Evans

Já em Berlim e depois de cumprir um período de isolamento antes das provas, o piloto português da Techeetah disse sobre o que vem aí.

"Vai ser um ano importante, estamos na luta pelo campeonato, em condições normais seriam seis corridas completamente isoladas umas das outras até ao final, mas este ano, e com a pandemia, vamos fazer seis corridas em nove dias e onde se vai decidir o campeonato." começou por dizer.

"Estamos na frente, estou confiante que poderemos continuar a nossa caminhada, a equipa está motivada, estamos a preparar muito bem, e acho que vamos chegar a Berlim bem preparados para esta guerra, e trazer este título para Portugal. Estou a fazer tudo o que está ao meu alcance, fisicamente e psicologicamente para estar o mais bem preparado possível. Vamos ter uma palavra a dizer sobre este título", concluiu.

Com o desenho contrário aos ponteiros do relógio, as duas primeiras provas vão acontecer nesta quarta e quinta-feira, pelas 18 horas de Lisboa, depois da sessão de qualificação, que acontecerá pela hora do almoço.

The End: Ernesto "Tino" Brambilla (1934-2020)

Ernesto
"Tino" Brambilla, piloto versátil dos anos 60, quer em motos e automóveis, morreu esta segunda-feira aos 86 anos. Era o irmão mais velho de Vittorio Brambilla, que andou nos anos 60 e 70 em motos e automóveis pela March, Surtees e Alfa Romeo, entre outros.

Nascido a 31 de janeiro de 1934 em Monza, foi o mais velho de quatro irmãos, cujo pai era o dono de uma oficina mecânica perto do circuito que tinha sido erguido. Seguiram o oficio do pai, mas em 1953, Ernesto ficou com o bichinho da competição, estreando-se no motociclismo, numa Rumi de 125cc. Rumou à MV Agusta no ano seguinte, onde foi campeão italiano, e ficando na marca até 1959, onde foi terceiro classificado no GP da Alemanha de 350cc.

Em 1960 corre na Bianchi, onde se torna campeão italiano de 500cc, e no ano seguinte corre no mundial, na classe 350cc, onde acabou na décima posição. No final do ano, vai para a Moto Morini e em 1963, troca as duas pelas quatro rodas, primeiro no karting, depois na Formula 3, e no final do ano, ainda se estreia na Formula 1 a bordo de um Cooper-Maserari pela Scuderia Centro Sud, não se qualificando para o GP de Itália.

Vice-campeão da Formula 3 italiana em 1965, é campeão no ano seguinte, a bordo de um Brabham, em 1967 envolve-se num acidente grave em Caserta, quando acontece uma carambola que custou a vida a Giacomo "Geki" Russo, Romano "Tiger" Perdomi e o suíço Fehr Beat. Em 1968 segue para a Formula 2, onde acaba no terceiro lugar no europeu da categoria, vencendo duas corridas a bordo de uma Ferrari Dino. No ano seguinte, volta à Formula 1, no GP de Itália, mas apenas participa nos treinos, pois devido a problemas físicos, não pode competir e no seu lugar corre o mexicano Pedro Rodriguez, que será sexto na corrida. Nessa temporada, é sétimo na Formula 2, com dois pódios.

No inicio da década, deixa a ribalta para o seu irmão Vittorio, que também veio das motos para correr nos automóveis, com maior sucesso. Dedica-se até à reforma em cuidar da oficina mecânica familiar numa das catedrais do automobilismo, que não era mais do que o seu quintal, e em 2015 escreveu a sua autobiografia, de seu título "Foi sempre um prazer vencer"

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Youtube Motoring Test: Honda e versus Honda Civic

O Johnny Smith andou por estes tempos a testar o Honda e, o primeiro carro elétrico para as massas da marca japonesa. Ele está convencido que o carro será um clássico instantâneo e se vencerá como pãezinhos quentes, da mesma forma que, quase 50 anos antes, o Honda Civic começou a ser vendido no resto do mundo, colocando a marca japonesa nas bocas do mundo e fazendo dos pequenos "hatchbacks" uma visão comum nas nossas estradas nas suas décadas seguintes.

Hoje, ele coloca um video onde compara ambos, não em termos de motorização, mas sim em termos de tamanho e agilidade. Veremos se ele terá ou não razão... 

Youtube Motorsport Video: Os melhores momentos do GP da Grã-Bretanha

 
Numa corrida em que valeu pelas duas últimas voltas, eis o video com os melhores momentos do primeiro GP da Grã-Bretanha, em Silverstone, onde se pode ver as aflições da última volta.