sábado, 2 de julho de 2022

Formula E: Mortara foi o melhor em Marrakesh


O suíço Edoardo Mortara foi o melhor esta tarde em Marraksh, em Marrocos. O piloto da Venturi foi melhor que o DS Techeetah do poleman da manhã, António Félix da Costa, e o Jaguar de Mitch Evans, que conseguiu bater o segundo DS de Jean-Eric Vergne

Na partida, Felix da Costa saiu bem, seguido por Mortara, Vergne e Jake Dennis. No pelotão, havia toques entre os pilotos, mas nada de grave. Mitch Evans era o quinto, no seu Jaguar, e era ele que aguentava o grosso do pelotão. Atrás, Dan Ticktum tinha um furo e arrastava-se até às boxes.

Nos primeiros Attack Mode, Felix da Costa foi o primeiro, cedendo o comando para Edoardo Mortara. A seguir, o suíço da Venturi também foi para o Attack Mode e o primeiro lugar foi para o piloto da DS Techeetah. Quando o tempo deste acabou, o suíço pressionou o português, mas nem esperou que o tempo acabasse para que Felix da Costa passasse pela segunda vez pelo Attack Mode, caindo para o terceiro posto. Recuperou um lugar para Oliver Rowland, mas Mortara aguentava-se. Vergne era quinto.

Acabados os Attack Mode aos cinco primeiros, Felix da Costa ultrapassou Oliver Rowland e era segundo - também era passado por Mitch Evans - enquanto Mortara tentava distanciar-se do resto do pelotão. Aguentava Evans - que passara Felix da Costa para ser segundo - mas ainda faltava muita corrida, pois quando isso acontecia, faltava 25 minutos para o final da prova. Nessa altura, Jake Dennis e Jean-Eric Vergne sofriam uma colisão na luta pelo quinto posto, mas sem consequências aparentes.

Na frente, Mortara continuava um pouco afastado de Evans, mas Felix da Costa pressionava-o para o segundo posto. A 20 minutos do fim, AFC era segundo, passando Mortara no final da reta da meta, quase ao mesmo tempo que Jean-Eric Vergne ultrapassava Oliver Rowland para ser quarto. 

Felix da Costa aproximava-se de Mortara, atacando a liderança, enquanto a 15 minutos do fim, Vergne conseguiu passar Evans e ficar com o terceiro posto. Agora, os DS atacavam e pressionavam Mortara para tentar o comando da corrida. A equipa depois pediu ao piloto português para que deixasse passar Vergne para que tentasse apanhar o piloto da Venturi, o que aconteceu a 11 minutos do final da corrida.  

Mas a cinco minutos do final, os pilotos da DS trocaram de posições, com o português a ficar com o segundo lugar e a tentar apanhar Mortara para tentar ficar com o comando. Atrás, Nyck de Vries passada Lucas di Grassi e era quinto.

A parte final da corrida não teve história, exceto que Mitch Evans passou Vergne para ser terceiro, e Lucas di Grassi conseguiu o quinto posto, depois de passar Nyck de Vries. 

No campeonato, Mortara comandava com 139 pontos, contra os 128 de Vergne, os 125 de Stoffel Vandoorne e os 124 de Mitch Evans. Felix da Costa tem 75 e subiu para oitavo na geral. A competição prossegue dentro de duas semanas, em Nova Iorque.        

Formula E: AFC é o poleman em Marrakesh


António Félix da Costa conquistou este sábado a pole-position no ePrix de Marrakesh, em Marrocos. O piloto da DS Techeetah conseguiu levar a melhor sobre o Venturi de Edoardo Mortara e o outro DS de Jean-Eric Vergne, seu companheiro de equipa. Em contraste, o belga Stoffel Vandoorne ficou pelo caminho, acabando apenas com o 20º melhor tempo e partindo no final da grelha. Mas pior ficou André Lotterer, último.

 Depois dos quatro grupos, os oito melhores foram, para além de Mortara, Felix da Costa e Jean-ERic Vergne, os Jaguar de Nick Cassidy e Mitch Evans, o Porsche de Pascal Wehrlein, Jake Dennis e Oliver Askew.

Evans foi batido por Mortara no primeiro duelo dos quartos de final, enquanto Cassidy, em duelo com Wehrlein, conseguiu ser melhor que o piloto da Porsche. Vergne não teve problemas em bater Jake Dennis e por fim, Felix da Costa enfrentou o Andretti de Askew e bateu-o.

Para as meias finais, havia um duelo fraticida entre os DS de Vergne e Felix da Costa, enquanto Wehrlein tinha de encarar Mortara, um duelo Porsche-Venturi. Ali, o português ganhou o seu duelo com Vergne pela primeira vez nesta temporada, enquanto Mortara era melhor, mostrando ter um bom carro para o fim de semana.    

No duelo final, o piloto português conseguiu ser melhor que o suíço da Venturi e alcançou a sua primeira pole da temporada. 

No rescaldo, satisfeito com o resultado, o piloto de Cascais disse o que esperava para a corrida:

Sabíamos quais eram as nossas dificuldades no início do ano e conseguimos melhorar. Aumentamos o desempenho e sou agora capaz de tirar mais do carro. Quero ter a corrida mais limpa possível e vencer, claro. Não tenho estado muito forte nas corridas este ano, agora temos muito trabalho com os engenheiros e levar isto até ao fim”, afirmou.

A prova marroquina acontecerá a partir das 17 horas de Lisboa, e será transmitida na Eurosport 2.  

W Series: Chadwick voltou a dominar


Quatro corridas, quatro vitórias. Jamie Chadwick vai a caminho do tricampeonato na W Series, depois de ter dominado na corrida desta tarde em Silerstone, não dando hipóteses à concorrência. Abbie Pulling foi segunda, na frente de Emma Kimilainen.   

Depois de ter conseguido a pole-position, numa qualificação onde deixou a concorrência a milhas, a corrida de hoje era para saber se estes teriam a chance de a apanhar e minorar o seu domínio na terceira temporada da competição, onde tinha vencido em todas as provas até agora disputadas. 

Na realidade... não. Chadwick saiu na frente quando o semáforo apagou, e só voltaram a vê-la na meta, com ela no lugar mais alto do pódio. Com ela a distanciar-se da concorrência, o grande motivo de interesse tinha a ver com a luta pela segunda posição, entre a britânica Abbie Pulling e a finlandesa Emma Kimilainen.

Contudo, esse motivo de interesse só aconteceu a cinco minutos do final, quando a britânica se aproximou da finlandesa na luta pelo segundo lugar, e pelo caminho, conseguiu a volta mais rápida da corrida. A duas curvas do final, depois da curva Stowe, Pulling tentou a sua sorte, mas acabou por bater na traseira de Kimilainen, fazendo-a rodar. Ela prosseguiu para o segundo posto, com a finlandesa a ficar com o lugar mais baixo do pódio, ambas na frente da piloto do Lichtenstein, Fabienne Wohlwend

No campeonato, Chadwick está perfeita, com 100 pontos, mais 47 que Abbi Pulling e mais 59 que Beitske Visser, que foi quinta nesta corrida. A W Series regressa dentro de três semanas, em Paul Ricard.  

Formula 1 2022 - Ronda 10, Silverstone (Qualificação)


Depois de duas semanas, a Formula 1 atravessou o Atlântico e estava num dos sítios tradicionais do automobilismo britânico. Contudo, quem conhece a pista, sabe que aquelas instalações já pouco ou nada tem a ver com o original, e a pista já foi parcialmente desenhada em relação ao que Juan Manuel Fangio e Stirling Moss andaram a correr, e onde Froilan Gonzalez alcançou a sua primeira vitoria, e também a da Ferrari. 

Mas num sítio onde nove das dez equipas fazem dela a sua casa, havia desenvolvimentos, principalmente na Mercedes onde aparentemente, houve uma melhoria nas suas performances, ao ponto de Lewis Hamilton ter ficado com o segundo posto no segundo treino livre. Seria algo do qual teríamos de ter em conta para este sábado? O que toda a gente sabe é que a chuva irá aparecer neste sábado na hora da qualificação, porque o boletim meteorológico assim mostrava. Aliás, 15 minutos antes da qualificação, começou a chover o suficiente para molhar a pista e a trocar os pneus para piso molhado.

E foi assim que a Q1 começou. Boa parte dos pilotos rodaram com intermédios, e os primeiros tempos caíram, primeiro com Max, depois com Leclerc, quase dois segundos mais rápido, com 1.42,129. Mais tarde, George Russell melhorou, fazendo 1.41,743, numa altura em que a chuva acabou por parar. Nesta altura, Lance Stroll, Sebastian Vettel, Yuki Tsunoda, Daniel Ricciardo e Mick Schumacher estavam em sarilhos para entrarem na Q2.

Ainda era cedo para calçarem pneus secos, mas a pista começava a mudar, começando a deixar uma trajetória mais húmida, no qual eles iriam tentar melhorar os seus tempos. Max melhora a subia ao topo da tabela de tempos, com 1.39,975, seguido por Hamilton, numa altura em que os tempos caem depressa. Charles Leclerc fazia 1.39,846 e ficava no primeiro posto, mas Max melhorava a seguir com 1.39,129. 

E na bandeira de xadrez, os eliminados eram: Lance Stroll e Sebastian Vettel, nos seus Aston Martin, Mick Schumacher e Kevin Magnussen, no seu Haas e Alexander Albon, no seu Williams. Detalhe sobre este último eliminado: ele têm o carro novo, enquanto Nicholas Latifi, com o carro belho, passava para a Q2. Parece ser uma questão de estar no lugar certo à hora certa... 

Na Q2, mantiveram todos os pneus médios, porque as condições ainda não estavam secas o suficiente para arriscarem para secos. Com os 15 pilotos em pista, o primeiro a dar nas vistas foi Fernando Alonso, mas os Red Bull de Max e Sergio Perez fizeram melhor. Depois, Lando Norris conseguiu colocar o seu McLaren na primeira fila da grelha. 

Contudo, por esta altura, a chuva caiu ainda mais na pista, e os tempos não melhoraram. Por esta altura, o Williams de Nicholas Latifi estava em posição para ir à Q3. Já vos tinha dito que ele andava um carro mais antigo que o do seu companheiro, Aleander Albon? E à medida que o cronómetro chegava ao zero, toda a gente via que ninguém conseguia melhorar os seus registos. Assim, se Ferrari, Mercedes, Red Bull, Lando Norris, Fernando Alonso, o Alfa Romeo de Guanyou Zhou e... Nicholas Latifi entravam na Q3, já Pierre Gasly, Valtteri Bottas, Yuki Tsunoda, Daniel Ricciardo e Esteban Ocon acabaram por não entrar na fase final desta qualificação. 

E chegada à fase final, o tempo aparentemente não dava sinais de melhoria. 

A coisa começou com todos nos intermédios, porque a chuva continuava intermitente. E todos também esperavam que Max fizesse o seu tempo e fosse o suficiente para ser o melhor. E isso aconteceu, depois dos primeiros tempos: 1.42,996. Hamilton era o segundo, 254 centésimos, seguido por Russell. O piloto da Mercedes regressou à pista e aproximou-se, 27 centésimos mais perto do neerlandês.

Tudo aconteceu no último minuto. Primeiro, Leclerc fez 1.41,298, mas depois Sainz melhorou, com 1.41,055. O espanhol melhorou, com 1.40,983 e ficou com o melhor tempo, e o momento decisivo foi quando Max foi à pista para responder... a coisa ficou mal. Um mau tempo na parte intermédia foi a razão porque ele não melhorou e deu a pole ao filho de Carlos Sainz, que fazia história como o segundo espanhol a fazer pole na história da Formula 1.      


E ao fim de 149 corridas, Carlos Sainz Jr conseguiu a sua primeira pole-position da sua carreira. É certo que se deu melhor nesta qualificação, e conseguiu bater um Max Verstappen que parecia ter tudp ara ficar com o primeiro lugar, mas naquele sábado chuvoso, o que aconteceu foi o inesperado. Agora, neste domingo, iremos saber se o tempo também fará a sua parte e se sim, até que ponto poderá afetar o destino. Veremos!

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Formula E: Felix da Costa procura um bom resultado em Marrakesh


Com a luta pelo título na Formula E ao rubro - Stoffel Vandoorne é o atual líder do campeonato, com 121 pontos, mais cinco que Jean Eric Vergne, que está no segundo posto, enquanto Edoardo Mortara, da Venturi, está na terceira posição, com 114 - António Félix da Costa , atual décimo classificado da competição, regressa à Fórmula E neste final de semana, depois da sua vitória na classe LMP2 nas 24 Horas de Le Mans, pela Jota. 

Desejoso de repetir a vitória alcançada em 2020, ai mesmo, em Marraquexe, no Circuito Internacional Moulay El Hassan, Marraquexe é, para o piloto de Cascais, uma pista que lhe traz boas memórias: 

"Estou motivado para a corrida de amanhã. Já venci aqui, portanto não temos nada a perder, vamos atacar à procura de voltarmos a ser felizes. A luta do título está acesa, infelizmente este ano estamos ligeiramente atrasados nessa batalha, mas isso deixa-nos também mais libertos e agressivos nas batalhas em pista, portanto a motivação da minha parte e também da equipa é alta!”

Quanto às contas do campeonato, o piloto da DS Techeetah relativiza: "[Estou] pouco interessado com contas. Não estou contente de estar onde estou, mas há sete provas pela frente para mostrarmos o nosso andamento e o capitalizarmos em resultados."

O programa do fim de semana marroquino inicia-se hoje, com uma sessão de treinos livres e amanhã, sábado, terá lugar a segunda sessão de treinos livres, seguida da qualificação, com inicio marcado para as 09:40 da manhã, com transmissão em direto na Eleven 3. Na parte da tarde, a partir das 16:50, e na Eurosport 2, tem lugar a corrida, com duração de 45 minutos acrescida de uma volta.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Youtube Formula 1 Vídeo: Quem será o próximo americano na Formula 1?

Como sabem, a Formula 1 sempre implorou a todos os santinhos para que os americanos olhassem para eles e os abraçassem, em sinal de paixão. Mas faltam outras coisas "para que o circulo fique completo". E uma delas é um piloto da "terra dos livres e a nação dos bravos". E o Josh Revell afirmou que é hora da América colocar um dos seus naquela elite. E quem ele gostaria que ver por lá? 

Ele quer o Colton Herta. Para ver se ele se torna no primeiro americano desde 2015, quando o Alexander Rossi esteve na Manor como piloto de testes, e depois, o titular. 

Bernie regressou... e disse mais uma asneira


Bernie Ecclestone sempre adorou polémica - e as luzes da ribalta - e agora não é excepção. Ainda por cima, aos 91 anos, apareceu a público para defender as declarações de Nelson Piquet, seu piloto nos tempos da Brabham, há 40 anos, afirmando que não é mau, nem tinha qualquer intenção de ofender Lewis Hamilton, que é apenas uma forma de conversação que foi mal entendida.

Conheço Nelson há muito tempo. Eu estive com ele há algumas semanas. Não é o tipo de coisa que Nelson diria, com intenção dizer algo ruim. Ele provavelmente pensa em muitas coisas que diz que podem nos chatear ou podem parecer um pouco ofensivas… [mas] para ele, não é nada. É apenas parte da conversa.”, começou por dizer numa conversa no programa Good Morning Britain. 

Estou surpreso que Lewis não tenha simplesmente deixado de lado”, acrescentou. “Ou, melhor que isso, respondeu. Mas agora ele se assumiu e Nelson pediu desculpas.

Contudo, mais do que desculpar Nelson Piquet Sr. pelas suas declarações, Bernie Ecclestone deitou mais uma bomba no ar ao defender as ações de Vladimir Putin na sua invasão à Ucrânia, a 24 de fevereiro. Primeiro, afirmou que "ainda levaria um tiro por ele" e acrescentou: "ele é uma pessoa de primeira classe e o que ele está fazendo é algo que ele acreditava ser a coisa certa que estava fazendo pela Rússia. Infelizmente, ele é como muitos empresários, certamente como eu, cometemos erros de tempos em tempos, e quando você comete o erro, você tem que fazer o melhor que pode para sair dele”, disse.

Sobre Volodymyr Zelenskyy, o atual presidente da Ucrânia, Ecclestone afirmou: “penso que parece que ele quer continuar essa profissão [comediante e ator]. Se ele tivesse pensado nas coisas, teria definitivamente feito um esforço suficiente para falar com Putin, que é uma pessoa sensata, e tê-lo-ia ouvido e poderia provavelmente ter feito algo a esse respeito”. Quando lhe perguntaram se estava a sugerir que o Sr. Zelenskyy “deveria ter feito mais para evitar a guerra e que poderia ter sido evitada pelas ações de Zelenskyy, e não por uma mudança nas ações de Putin”, Ecclestone disse: “absolutamente”.

A Formula 1 já se distanciou das declarações de Bernie, com um representante a afirmar o seguinte:

Os comentários feitos por Bernie Ecclestone são a sua opinião pessoal e estão em contraste muito acentuado com a posição dos valores modernos do nosso desporto”.

Contudo, a Formula 1 deveria pensar seriamente se ele ainda deveria ser bem-vindo ao paddock ou deveriam pensar em colocar um banimento como fizeram a Piquet Sr, pelas suas declarações que foram tornadas públicas no inicio da semana.

Formula E: Divulgado calendário provisório para 2023


A Formula E apresentou esta quarta-feira o seu calendário provisório para 2023, onde apresentará o seu Gen3, o novo carro da competição. E o calendário será o maior até agora, com 18 corridas confirmadas até ao momento. 

As grandes novidades são a chegada de corridas em Hyderabad, na Índia, e em São Paulo, no mesmo traçado que acolheu há uma década a Indy Car Series, no Parque do Anhembi. Cinco destas provas serão corridas duplas, em Ad Diyriah, na Arábia Saudita - e a única à noite - Seoul, na Coreia do Sul, Jakarta, na Indonésia, em Roma e Londres. Mas poderá haver mais corridas noturnas na manga, entre as corridas que faltam anunciar no calendário. 

Entre as corridas por definir, falta a confirmação de uma prova nas ruas da cidade do Cabo, na África do Sul, por exemplo. 

Para além do calendário, foi também aprovado o regulamento técnico, onde inclui atualizações gerais que refletem as arquiteturas dos monolugares da Gen3, que terão a sua estreia em 2023, como pequenas alterações ao Regulamento Financeiro para equipas e construtores da Fórmula E, onde se aborda o impacto da inflação atual nos orçamentos das equipas. 

O cofundador da Fórmula E e atual diretor do campeonato, Alberto Longo, confirmou que continuam as conversações para incluir a Cidade do Cabo no calendário.

O calendário da 9ª temporada do Campeonato Mundial de Fórmula E é o nosso calendário de corridas mais expansivo e dinâmico até agora e mal posso esperar para começar. Continuaremos a expandir os limites internacionais das corridas de rua totalmente elétricas com o E-Prix em Hyderabad e São Paulo, mantendo as corridas extremamente populares em Diriyah, Cidade do México, Berlim, Mônaco, Roma e Londres com Jacarta e Seul, agora estabelecidos no calendário.", começou por dizer. 

Também estamos a trabalhar duro para incluir a Cidade do Cabo e uma corrida nos EUA quando o calendário provisório for atualizado ainda este ano.”, concluiu.

Eis o calendário completo: 

14 de janeiro - Hermanos Rodriguex (México) 
27-28 de janeiro - Ad Diyriah (Arábia Saudita)
11 de fevereiro - Hyderabad (India)
25 de fevereiro - por definir
11 de março - por definir
25 de março - São Paulo (Brasil)
22 de abril - Tempelhof (Alemanha)
6 de maio - Monte Carlo (Mónaco)
20-21 de maio - Seoul (Coreia do Sul)
3-4 de junho - Jakarta (Indonésia)
24 de junho - por definir
15-16 de julho - Roma (Itália)
29-30 de julho - Londres (Reino Unido)

quarta-feira, 29 de junho de 2022

WRC: Ogier avisa Rovanpera


Sebastien Ogier, atual campeão do mundo de ralis e companheiro de equipa de Kalle Rovanpera, deu os parabéns pela liderança do campeonato, depois de mais uma vitória, desta vez no rali Safari, mas deixou um aviso ao jovem finlandês: a FIA poderá alterar as regras a meio do caminho para evitar um domínio tal que afaste os fãs.

"Mais uma vitória, uma temporada impressionante, mas sim, ele começa a tornar o campeonato aborrecido," começou por dizer o piloto francês ao Dirtfish.com. "Tem cuidado, a regras podem mudar! Tem cuidado, não puxes demasiado."

Ogier deu como exemplo os seus tempos na Volkswagen, quando dominava com o Polo WRC e a FIA decidiu mudar as regras a meio, com a obrigação do líder de abrir a estrada, para que assim se atrasasse e desse chances de vitória a outros pilotos. Para Ogier, isso teve uma carga de injustiça significativa, mas não impediu de alcançar os títulos. 

Atualmente, Rovanpera tem 145 pontos no campeonato e quatro vitórias em seis possíveis, contra os 80 do segundo classificado, o Hyundai de Thierry Neuville

Youtube Motoring Vídeo: um teste com o Lightyear 0

O carro elétrico pode estar a ser reinventado nos Países Baixos. O Lightyear 0 é um carro que está a ser projetado há muito tempo, para passar a ideia de um veículo hiper-eficiente. Até que ponto? Falamos de um carro com um painel solar no seu capô, ultra-aerodinâmico - o seu cx é de 0.19, o mais baixo do mercado - e só por carregar energia solar, poderá acrescentar até cerca de 75 quilómetros por dia para as baterias. Isto poderá fazer com que diminua em cinco vezes a necessidade de ir carregar as baterias, o que é interessante, porque, se já é barato carregar um carro elétrico, recebendo energia do sol, a coisa poderá ser... de graça.

E tem de ser, porque o preço é salgado: quando estiver à venda, custará 250 mil libras. Mas este carro poderá ser o equivalente ao Model S da Tesla, quando surgiu em 2010.

terça-feira, 28 de junho de 2022

A imagem do dia


Nelson Piquet no fim de semana do GP dos Estados Unidos de 1991, ao serviço da Benetton, no inicio daquilo que viria a ser a sua última temporada na Formula 1. Eis alguém que ao longo da sua vida julgou sempre ter piada, mas agora, já não tem mais. Que mandou uma bomba ao retardador, e que explodiu agora. Nas suas mãos. 

Tudo começou numa entrevista de 2021 que apareceu por estes dias à superfície, onde o ex-piloto, três vezes campeão do mundo, chamou de "neguinho" a Lewis Hamilton, por causa do que aconteceu na corrida do ano passado em Silverstone. E a coisa se calhar teria ficado por ali, como muitas outras ocasiões onde ele abria a boca e dizia asneira. Só que a entrevista com a fala derrogatória chegou à CNN Brasil, Hamilton ouviu a tradução e não gostou. E a Formula 1 decidiu defendê-lo, porque é um dos seus pilotos. 

Parece que o mundo descobriu a verdadeira face de Nelson Piquet Sr. Só agora? Mas não sabiam há mais de 35 anos que ele era assim mesmo? Eterno provocador, que vezes sem conta provocou Ayrton Senna, incluindo na sua masculinidade? Então o que mudou?

Algumas coisas. E não, não foi ele ser motorista de um dos piores presidentes que o Brasil já teve em democracia num 7 de setembro - o dia da independência do Brasil - e que caminha para uma derrota estrondosa no final deste ano, quando tentar a sua reeleição. Foi essencialmente porque ele já não tem mais o seu patrono a mandar na Formula 1. Bernie Ecclestone está velho e a nova administração, a Liberty Media, nunca gostou dele, e tem de defender o seu produto contra um velho "nemesis". E para melhorar as coisas, ele, Nelsão, nunca foi fã de Hamilton - e bem muito antes da filha Kelly namorar com Max Verstappen. Com esta confusão, houve quem se lembrasse de uma cena onde ele, num pódio do GP do Brasil, ergueu o dedo do meio disfarçadamente, e há quem jure que era para Hamilton, que lá estava... 

A propósito, uma pequena adenda: sei que as preferências politicas do pai, Jos, também tendem para o politicamente incorreto. Max está caladinho, porque sabe que uma palavra fora do lugar é o fim dele. 

Claro, a partir de agora, Nelsão está banido da Formula 1. Não sei se de entrar num paddock, mas pelo menos de colocar um microfone na sua boca, porque sabemos que ele não terá qualquer freio em dizer do que pensa. E ainda por cima, o homem caminha alegremente para os 70 anos, acham que ele irá domesticar a sua língua? Esqueçam. 

No final, é pena. Mas também sei que não quer saber muito. Não irá desculpar-se, não quererá que tenham pena dele. O que tinha de fazer, aconteceu no passado, e está marcado na história. Sabe que se tentarem apagá-la, então ele poderá dizer que está a ser perseguido pela "cultura do cancelamento" e pela "patrulha do politicamente correto".

Francamente, o melhor que temos de fazer é deixá-lo no seu canto. O ostracismo é a melhor arma.

Noticias: Wolff quer uma clarificação dos regulamentos sobre os motores


A história dos motores para 2026 ainda não está totalmente definida, e gente como Toto Wolff quer que isso seja resolvido o mais depressa possível. De preferência, ainda neste ano. Tudo isto por causa das possíveis entradas de Porsche e Audi como fornecedoras de motores nessa temporada - há rumores de um terceiro construtor - numa altura em que os novos regulamentos tendem a simplificar os atuais motores V6 turbo-híbridos, removendo o MGU-H, mas também aumentam a potência da parte elétrica da unidade da unidade híbrida através de um MGU-K mais potente. E para além disso, a Formula 1 pretende introduzir os combustíveis sustentáveis.  

"Estamos muito interessados em que os regulamentos do motor assinado assinados porque queremos apenas continuar com o trabalho. Mas também precisam de ser feitos da forma correcta e tenho simpatia pela FIA para acertar", começou por afirmar o chefe de equipa da Mercedes.

Penso que não é fácil com todos as marcas estabelecidas e com os novos fornecedores de unidades de potência chegar a um ponto em que temos os regulamentos definidos e estão prontos para serem assinados. Mas espero que não se arraste por muito tempo. Espero que possamos fazer isso durante o Verão para que possamos entrar no Outono com o regulamento de motor em vigor", afirmou o homem da Mercedes.

A Porsche preferia que tudo estivesse definido antes do final do corrente mês, havendo até quem garanta que estaria pronto um anúncio do ingresso da marca de Weissach aquando do Grande Prémio da Áustria, disputado no Red Bull Ring, pista da sua parceira nesta aventura, a Red Bull.

segunda-feira, 27 de junho de 2022

A(s) image(ns) do dia






Este foi o fim de semana de Goodwood, onde milhares de carros do passado e do presente desfilaram nos jardins de Lord March e no circuito do sul do Reino Unido. Mas este ano, o homenageado foi Nigel Mansell, trinta anos depois do seu título mundial. E ele foi recebido como o grande campeão que foi.

Ainda faltam dias para os 30 anos do seu mítico triunfo em Silverstone - acontecerá no próximo dia 12 - mas a maneira como ele foi recebido fez lembrar esse final de semana de sonho para o "brutânico". E da maneira como se apresentou, com o fato da Williams e o seu bigode, apenas um olhar mais atento é que notaria que ele já está a caminho dos... 69 anos. 

Mansell passeou a bordo dos seus carros, o Ferrari 639 de 1989 e o Williams FW14B de 1992, carros que foram seus e os vendeu este ano num leilão no Mónaco, rendendo ao todo... 7,660 milhões de libras. Muuito dinheiro, sem dúvida. E ainda tebe tempo para andar em carros que nunca andou como piloto, como por exemplo um dos Lotus 25 guiado por Jim Clark (na foto 4)

Mas sobretudo, a maneira como ele foi recebido ao longo do final de semana pelos espectadores nota que ele é amado entre os fãs, porque gostavam da sua maneira como era veloz e defendia qualquer posição como se fosse da sua vida que tratasse. E sofreram com as suas derrotas, principalmente quando ele perdeu de forma espetacular quando o seu pneu rebentou na reta Brabham, em Adelaide, na última corrida da temporada de 1986, ou quando bateu forte no muro de pneus, em Suzuka, no ano seguinte, e magoou as suas costas. 

Conseguiu, enfim, o seu canto no Panteão automobilístico, e os seus fãs nunca o esqueceram. Afinal de contas, marcou uma era.  

Vancouver, a história de uma corrida que não estava feito para acontecer


A Formula E tem uma quantidade de corridas que no seu calendário, muitas das vezes são anunciadas, mas depois acabam por não acontecer. Algumas tem a ver com a logistica, outras com razões politicas, ou no caso das corridas chinesas, com a politica do governo naquelas bandas em relação à pandemia, ou então, são os organizadores, que julgam que sabem do que faxem, e no final, acaba tudo mal. No caso de Vancouver, no Canadá, teve a ver com a  burocracia municipal, que fará de tudo para que certos espectáculos aconteçam na sua cidade. Aliás, os habitantes locais chamam à cidade de "No Fun Vancouver", apesar de já terem organizado uns Jogos de Inverno, em 2010...

No caso desta cidade, a Formula E era para ter organizado um ePrix na cidade canadiana, e que deveria ter acontecido neste final de semana, mas na realidade, ela acabou por ser cancelada devido a problemas logisticos e burocráticos, e para piorar as coisas, é definitivo, ou seja, apesar das promessas de que tentariam erguer tudo para a edição de 2023. E o site the-race.com explica o que esteve por trás deste colapso: Muita burocracia, aliada à falta de vontade politica, hostil a manifestações desportivas e musicais feitas no meio da cidade.

No artigo, fala-se que o OSS Group, que estava por trás da organização deste ePrix - que entre outras coisas, iria ter um festival de musica e uma conferência dedicada ao ambiente e desenvolvimento sustentável - teve de mostrar garantias bancárias suficientemente sólidas para poder avançar com o plano. E as negociações estavam a decorrer no final de 2021, inicio de 2022, quando se depararam com esse obstáculo, ao ponto de um dos diretores da Formula E, Nacho Calcedo, teve de viajar a Vancouver para tentar desbloquear a situação. 

“O principal motivo foi, na verdade, uma das partes interessadas, basicamente onde faríamos todas as garagens, e nos disseram que o contrato foi assinado há algum tempo, e não foi”, começou por dizer Longo ao site The Race em Berlin, no mês passado, durante o ePrix na capital alemã.

“Então, quando a cidade ia dar a permissão para a corrida, obviamente, eles pediram todos os contratos e faltou um ou dois, foi isso. Mesmo quando tentamos intervir e tentamos ajudar a encontrar diferentes partes interessadas, não apenas os proprietários, mas também fornecedores e, obviamente, a cidade também, já era tarde demais”, concluiu.

Para piorar as coisas, em Vancouver, era ano de eleições, e isso não é popular entre alguns dos seus habitantes. O presidente da câmara preferiria uma prova ciclística ao ePrix e ele não deixou de apoiar tal prova na imprensa local, mostrando de que lado estava. Em abril, as negociações entre a autarquia e a OSS tinham acabado, sem acordo, o que implicaria que mesmo que adiassem para 2023, a prova não se iria realizar porque eles não estavam interessados.

Após o cancelamento do Vancouver E-Prix de 2022 pelo OSS Group e após cuidadosa consideração, a Fórmula E rescindiu todos os acordos contratuais com o OSS Group, o promotor e operador do Vancouver E-Prix”, dizia o comunicado oficial, emitido nas vésperas da apresentação do calendário provisório para 2023.

Portanto, confirmamos que Vancouver não será incluída no calendário provisório de corridas para 2023 quando for publicado nos próximos dias. Mantemos um interesse ativo em entregar um E-Prix em Vancouver no futuro. A Fórmula E está ciente de que muitos fãs compraram ingressos para o E-Fest canadense, que incluiu o Vancouver E-Prix, do OSS Group. Esperamos que o OSS Group garanta o reembolso total desses ingressos e forneça detalhes sobre esse processo no curto prazo.”, conclui.

Contudo, o grane problema é este: apesar da ideia da Formula E é de promover o desenvolvimento sustentável nas grandes cidades, e da possibilidade de montar uma prova automobilística no seu centro, sem os devidos problemas de poluição e barulho que as outras provas têm, na realidade, são poucas as cidades que cumprem esse critério. No calendário atual, somente Roma e Mónaco chegam aí, e nas outras cidades, acontecem em lugares construídos para o efeito, como aconteceu para Jakarta, que se estreou este ano, ou a Cidade do México, que aproveita parcialmente o Autódromo Hermanos Rodriguez, ou então Nova Iorque, que acontece nas ruas de um dos portos da cidade, bem longe do seu centro. 

Em suma, a ideia de montar um circuito no centro da cidade, em dois dias, sem grandes perturbações na circulação do trânsito, nem grande poluição visual e sonora, não está muito a acontecer, e mesmo quando acontece, ou aproveitam instalações ou vão para circuitos montados para o efeito, deixando escapar a sua identidade única. 

domingo, 26 de junho de 2022

WRC 2022 - Rali Safari (Final)


Kalle Rovanpera foi o vencedor do Rali Safari, beste domingo, e não só alcançou quarta vitória na temporada, como também ajudou em algo que foi alcançado pela última vez naquelas bandas em 1993: quatro carros da mesma marca ficaram nos quatro primeiros lugares. E como na altura, foram Toyotas. Elfyn Evans foi o segundo, a 52,3 segundos na frente de Katsuta Takamoto (a 1.42,7) e Sebastien Ogier, a 2.10,3.

Com seis especiais até ao final a serem disputadas neste domingo, o dia começava com Adrien Formaux a triunfar, na frente de outro francês, Sebastien Loeb, a 2,1, e Sebastien Ogier, a 6,2, empatado com mais três pilotos (Rovanpera, Takamoto e Neuville). Contudo, a classificativa foi neutralizada depois do carro de Oliver Solberg ter ficado parado na estrada. 

Roanpera triunfou na especial seguinte, a primeira passagem por Narasha, na frente de Elfyn Eans por 7,3 segundos e Thierry Neuville por 8,6. Tanak triunfou na especial seguinte, Hell's Gate, 6,3 segundos na frente de Neuville e 7,8 sobre Ogier. 

A segunda parte começou com a segunda passagem por Oserian, onde Sebastien Loeb foi o melhor, 3,8 segundos na frente de Adrien Formaux, e 6,2 sobre Sebastien Ogier, com Kalle Rovanpera apenas a ser oitavo, a 21,1 segundos, mas ele basicamente tinha as coisas sob controle, porque ele controlava o andamento de Elfyn Evans, e ele acabava sempre atrás do seu companheiro de equipa na Toyota. Loeb voltava a triunfar na segunda passagem por Narasha, 2,4 segundos na frente de Ogier, com Katsuta Takamoto a 6,3.

A Power Stage acabou com Thierry Neuville a triunfar, 0,8 segundos sobre Sebastien Loeb e 6,1 sobre Sebastien Ogier. Kalle Rovanpera acabou em oitavo, a 15,9, e subiu assim ao lugar mais alto do pódio e consolidou a sua liderança no campeonato, parecendo estar a caminho de ser o campeão mais novo de sempre do WRC. 

Depois dos quatro primeiros, Thierry Neuville foi o quinto, mas a mais de dez minutos do vencedor (10.40,9). Sexto foi Craig Breen, a 23.27,9 minutos do vencedor, sete minutos na frente de Jouran Serderidis, no seu Ford Puma Rally1. Sebastien Loeb foi o oitavo, a 32.12,6, e a fechar o "top ten" ficaram os carros de Kajetan Kajetanowicz, a 35.37,6 e de Oliver Solberg, a 37.36,6.

O WRC prossegue dentro de três semanas - entre 14 e 17 de julho - em terras estonianas.