terça-feira, 27 de setembro de 2022

A imagem do dia


Continuam por estes dias, em Modena, as filmagens da pelicula de Michael Mann sobre Ferrari, e o ator Patrick Dempsey aparece de cabelo branco nesta foto. Porquê? Está a desempenhar o papel de Piero Taruffi, piloto da Scuderia e do qual era piloto em 1957, antes do acidente nas Mille Miglia do qual ele quebra relações com o Commendatore. Como sabem, Adam Driver é o ator que está a fazer o papel de Enzo Ferrari, enquanto Penélope Cruz está no da mulher dele, Laura.

Creio que esta é a altura de falar de Piero Taruffi, um dos primeiros pilotos que correu com a Scuderia, e foi um piloto importante quer antes, quer depois da guerra. Nascido a 12 de outubro de 1906, em Albano Laziale, começou a correr em 1932, em motos, antes de passar para os automóveis. Contudo, em 1937, ainda fez uma gracinha quando bateu o recorde de velocidade em duas rodas, ao marcar 279,503 km/hora numa Norton. Mas ele já corrida em automóveis desde 1930, numa Bugatti, nas Mille Miglia. Taruffi foi piloto da Alfa Romeo ao longo dos anos 30, altura em que conhece Ferrari e começa a trabalhar com ele. No final da guerra, depois de uma passagem pela Cisitália, é um dos primeiros pilotos a correr na sua nova equipa, triunfando em Berna, em 1948.

Mas a sua estreia na Formula 1 é com a Alfa Romeo, no GP de Itália de 1950, onde não chega ao fim dessa prova. Corre pela Scuderia em 1951 e 1952, onde ganha o GP da Suíça, e consegue mais dois pódios, acabando na terceira posição do campeonato, com 22 pontos. Em 1955, compete em duas corridas pela Mercedes, acabando em segundo lugar no GP de Itália, um ano depois de triunfar na Targa Florio, ao volante de um Lancia D24.

Em 1957, Taruffi tinha 50 anos e sabia que os seus melhores dias estavam atrás. Competiu nas Mille Miglia com um conjunto de bons pilotos como Peter Collins, Olivier Gendebien, Wolfgang von Trips, Alfonso de Portago e o próprio Taruffi. A Scuderia apostava as suas cartas nesta prova, e quando a Maserati, sua rival, viu boa parte dos seus carros desistirem, tinha o caminho aberto para o triunfo. Mas em Guidizzolo, a cerca de 70 quilómetros de Brescia, Portago perdeu o controlo do seu carro devido a um furo a alta velocidade, matando ele, o seu navegador, e mais 10 pessoas, cinco dos quais crianças. Taruffi, que lutava pela liderança com Peter Collins, acabou por triunfar porque tinha partido mais cedo na estrada.

Depois de saber o que se tinha passado, ele decidiu abandonar a competição de forma definitiva. E as Mille Miglia foram banidas pelo governo italiano, devido à sua periculosidade, com entidades como o Vaticano a condenar fortemente Ferrari.  

Curiosamente, ambos irão morrer no mesmo ano: 1988. Contudo, Taruffi irá primeiro, a 12 de janeiro, um mês antes dos 90 anos do Commendatore, e oito meses antes dele. Taruffi tinha na altura 81 anos e hoje em dia, existe um museu em sua honra em Bagnoregio, na região de Viterbo, onde estão expostos muitos dos carros e motos onde correu durante a sua longa carreira.

O filme irá se estrear nas salas de cinema em todo o mundo no final de 2023.

WRC: Sordo quer continuar ativo em 2023


Dani Sordo quer continuar a competir em 2023, de preferência no WRC e com uma temporada parcial. E se não conseguir nada no WRC, o todo-o-terreno é uma alternativa. Com apenas três ralis feitos nesta temporada - curiosamente, todos a acabar na terceira posição - o piloto espanhol agora só regressará aos ralis na Catalunha, e não faz ideia o que fará em 2023.

"Veremos o que acontece depois disso. De uma coisa tenho a certeza: Não será uma temporada completa no WRC. Tenho outras ideias, conduzir em todo-o-terreno também pode ser interessante.", começou por dizer no site oficial do WRC. "Não tenho planos para a próxima temporada, vamos ver depois da Catalunha. Eu quero continuar enquanto for um bom piloto. Estou bem enquanto tiver a sensação de que sou rápido e que conduzo bem. Neste momento gosto de conduzir e gosto das lutas. Quando isso acabar eu paro.", concluiu.

Com mais de 20 anos nos ralis, correndo pela Citroen até 2010, passando para a Mini em 2011, regressou à marca francesa dois anos depois, para começar a competir em 2014 pela Hyundai, onde corre até hoje, conseguindo ao todo três triunfos em competição, 54 pódios e 218 triunfos em classificativas. 

Quanto ao WRC, este continuará neste final de semana, em terras neozelandesas. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Noticias: O fim de semana poderá ser chuvoso em Singapura


Poderá ser um fim de semana com muita chuva em Singapura. Segundo se prevê no boletim meteorológico, sábado e domingo terão muito calor - 30ºC no sábado, 29ºC no domingo - mas ao longo do fim de semana, o ambiente será de trovoada e chuva dispersa ao longo do dia, suficiente para perturbar as coisas no sábado. No domingo, o tempo será de aguaceiros e trovoada, e poderá ser constante ao longo do dia.

Contudo, apesar destas previsões, muitas das coisas que se prevê no início da semana acabam por não acontecer no seu final, e quem mora naquela parte do mundo, sabe que à hora da qualificação e das corridas, cerca das 21 horas, costuma ser a de menos precipitação.  

Logo, é esperar para saber o que acontecerá no final de semana.

Youtube Motoring Vídeo: A camada de gelo por cima do carro de Clarkson

Toda a gente sabe como são aqueles três quando estão juntos: portam-se como se nunca deixaram de ter 12 anos de idade. Então, neste último episódio deles, onde andaram pelo extremo norte europeu, houve uma noite onde acabaram num abrigo e de manhã... o Audi do Jeremy Clarkson tinha uma bela camada de gelo por cima!

E claro, as tentativas do "orangotango" de resolver a situação são... hilariantes. 

domingo, 25 de setembro de 2022

Noticias: Alfa Romeo não descarta a Endurance


A Alfa Romeo anda a pensar no que fazer depois de 2023, altura em que a sua parceria com a Sauber termina, para eles logo a seguir serem acolhidos pela Audi. Sem programa desportivo definido para 2024, o CEO da Alfa Romeo, Jean-Philippe Imparato, está a avaliar qual o caminho a seguir para o futuro, e não descarta uma entrada no Mundial de Endurance, o WEC e respetivamente nas 24 Horas de Le Mans.

"Nada de definitivo para 2024, absolutamente nada. Hoje estou focado em 2022-23. Nos próximos meses, posso dizer que estaremos prontos para abrir a reflexão e os estudos de 2024, 25, 26. E voltarei a si no dia em que considerarei que tenho algo consistente com o meu ADN, com a desportividade da Alfa Romeo. Preciso de ser consistente - a desportividade italiana, para mim, é a assinatura da Alfa Romeo", afirmou o responsável máximo da marca de Arese à Autosport britânica.

"É muito claro, por uma questão de clareza, nunca correremos com outro motor que não seja Ferrari, se ficarmos na Formula 1", sublinhou. Contudo, sem Sauber, que acolherá a Audi, o único caminho será fazer uma parceria com a Haas F1. 

Contudo, caso pense em ir para a Endurance, encontrará parceiras no mesmo grupo por lá, como a Pauegot, com o 9X8, e a Ferrari, que neste momento está a testar o seu carro de LMDh, com o objetivo de correr a partir de 2024.  

sábado, 24 de setembro de 2022

Formula 1: Steiner apoia dupla Magnussen-Hulkenberg


Os fãs iriam adorar Nico Hulkenberg se ele for para a Haas. Quem afirma isso é Guther Steiner, o diretor desportivo da equipa, quando perguntado sobre a chance do piloto alemão correr por lá em 2023. O italiano afirmou que Hulkenberg, a par de Mick Schumacher e Daniel Ricciardo, são candidatos a um lugar, o que para o alemão significaria um regresso à competição a tempo inteiro, desde 2019.

Um homem como Nico traz experiência. Penso que os fãs iriam adorar! Mas o que pode um piloto contribuir para tornar a equipa melhor e levar-nos ao topo? Quantos riscos estamos dispostos a correr? Normalmente corre-se mais riscos com um jovem piloto porque não se sabe até onde pode ir”, começou por afirmar o responsável da Haas, numa entrevista ao canal RTL.

Sobre a possibilidade do australiano Ricciardo tornar-se piloto da estrutura norte-americana, Steiner salientou que ele tem de decidir primeiro o que quer para o seu futuro, fazendo referência ao facto de Ricciardo poder parar durante um ano para tentar um regresso à competição em 2024. “Faz pouco sentido persuadi-lo a fazer alguma coisa. Tem de decidir por si próprio. Se lhe apetecer, vai definitivamente telefonar, senão provavelmente dirá que vai tirar uma licença sabática ou outra coisa qualquer”, concluiu.

Tê-lo ao lado de Kevin Magnussen até seria ótimo para a publicidade da equipa, pois ambos são veteranos, algo que Steiner bem precisa, depois de uma má temporada de 2021 com dois estreantes, na figura de Schumacher e do russo Nikita Mazepin. Na temporada de 2022, com Magnussen, conseguiram 34 pontos.

Youtube Motoring Crash: O acidente de James May na Noruega

Quem já viu o episódio dos três na Escandinávia, viu esta parte: ao pé de um lugar secreto no norte da Noruega - uma base da NATO, a propósito - os Três Estarolas, Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond decidiram acelerar os seus carros no meio de um túnel que tem uma viragem para a esquerda que acontece de repente, obrigando-os a travar bruscamente para evitar uma colisão. 

Ora, ali, May, que guia num Mitsubishi Lancer Evo, não irá travar a tempo e baterá na parece com estrondo, danificando o seu carro e tendo de ir para a ambulância no sentido de ser observado se está tudo bem. Eis a cena. 

O resto da aventura escandinava podem ver na Amazon Prime.

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Youtube Formula 1 Vídeo: Drugovich merece um lugar por lá?

Como é sabido, nos últimos tempos, o campeão da Formula 2 nem sempre tem um lugar garantido na Formula 1. E o deste ano, o brasileiro Felipe Drugovich não foge à regra. E o Josh Revell decidiu fazer este video para não só mostrar a trajetória da sua carreira nas competições de formação, como também para falar as suas opiniões sobre alguém que em 2023 será piloto de desenvolvimento da Aston Martin. 

Noticias: Latifi sai da Williams no final da temporada


Era inevitável: os maus resultados em 2022 fizeram com que a Williams achasse por bem dispensar os serviços de Nicholas Latifi, depois de duas temporadas ao serviço da Williams. A equipa disse que anunciará a sua dupla para 2023 "na altura oportuna", mas é provável que sejam o anglo-tailandês Alexander Albon e o neerlandês Nyck de Vries.

"Queremos agradecer a Nicky pelo seu empenho e trabalho árduo ao longo dos últimos três anos e desejar-lhe as maiores felicidades nas próximas etapas da sua carreira", comunicou a Williams Racing, ao anunciar a dispensa do piloto canadiano.

O piloto de 27 anos aproveitou para deixar uma mensagem de agradecimento pela oportunidade dada entre 2020 e 2022, esperando conseguir mais até ao final da temporada.

"Gostaria de aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos na Williams Racing - a todas as pessoas na fábrica e àqueles com quem trabalho à beira da pista - pelos últimos três anos. A minha estreia inicial na Formula 1 foi adiada devido à pandemia, mas acabámos por ir para a Áustria e, embora não tenhamos alcançado juntos os resultados que esperávamos, continua a ser uma viagem fantástica.", começou por dizer. 

"Conseguir esses primeiros pontos na Hungria no ano passado foi um momento que nunca esquecerei, e passarei ao capítulo seguinte da minha carreira com memórias especiais do meu tempo com esta equipa dedicada. Sei que nenhum de nós deixará de fazer todos os esforços até ao final da época", concluiu.

Latifi conseguiu como melhor resultado um sétimo lugar no GP da Hungria de 2021, e esta temporada ainda não alcançou qualquer ponto. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

WRC: Novidades no calendário de 2023


O Mundial de ralis terá regressos em 2023, e mais uma novidade absoluta. Nenhum deles é europeu, e até haverá uma prova no Médio Oriente: a Arábia Saudita. Com 14 probas no calendário, oito na Europa e seis fora dela, as grandes novidades são os regressos dos ralis do Chile e do México, que não acontecem, respetivamente, desde 2019 e 2020, e ambos irão acontecer em detrimento do rali da Argentina, que não está no calendário desde 2019.

Assim sendo, o percurso do WRC em 2023 deverá arrancar com o Monte Carlo, seguido pela Suécia e Croácia, antes de sairem da Europa, rumo ao México e à América do Sul, mais concretamente o Chile. Depois o WRC regressa à Europa com o rali de Portugal, seguido por Itália (Sardenha) antes de viajar para o Quénia com o Rali Safari. Em julho, marcham para a Estónia e a Finlândia, seguindo-se a Nova Zelândia, Grécia, Japão e acabando na Arábia Saudita, provavelmente no final do ano.

O calendário será conhecido o mais tardar na próxima reunião do Conselho Mundial da FIA a 19 de outubro. Contudo, o grande problema será o da logistica, porque os fretes marítimos estão a demorar cada vez mais - é o dobro do que era dantes - o calendário terá de ser bem desenhado para evitar algum problema que possa surgir pelo caminho.  

Noticias: Tsunoda continua em 2023


Yuki Tsunoda correrá pela Alpha Tauri em 2023. O piloto japonês renovará pela terceira temporada na equipa italiana, depois de em 2022 onde conseguiu como melhor resultado um sétimo lugar em Imola. Desconhece-se ainda quem será o seu companheiro de equipa, pois é provável que o francês Pierre Gasly poderá ir para a Alpine e no seu lugar possa aparecer o neerlandês Nyck de Vries.

"Quero dizer um enorme obrigado à Red Bull, Honda e Scuderia AlphaTauri por continuarem a dar-me a oportunidade de conduzir na Formula 1. Tendo-me mudado para Itália no ano passado, para estar mais perto da fábrica, sinto-me realmente parte da equipa e estou contente por poder continuar a correr com eles em 2023." afirmou o piloto japonês no comunicado oficial.

O piloto de 22 anos - nasceu a 11 de maio do ano 2000 - tem como melhor resultado da sua carreira um quarto lugar no GP de Abu Dhabi e 2021.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

A imagem do dia


Ontem falei de Gerhard Berger e a sua corrida no GP de Portugal de 1987, um feito com final inglório, quando Alain Prost o passou a duas voltas do final para ele alcançar a sua vitória número 28 e bater Jackie Stewart no número de triunfos, pois ele chegou à liderança á custa de um erro do então piloto da Ferrari. 

Hoje regresso ao piloto austríaco porque há precisamente 25 anos, a Fórmula 1 regressava à sua terra natal, ao A1 Ring, onde ele aproveitou para declarar a sua retirada da competição, 13 anos depois do seu começo, também em terras austríacas, ao volante de um ATS. Depois, foram Arrows, Benetton, Ferrari, McLaren, e novamente Ferrari e Benetton. Algumas das suas vitórias foram memoráveis: o GP do México de 1986, a primeira da equipa italiana, o GP do Japão de 1987, a primeira da Scuderia em ano e meio, o GP de Itália de 1988, a única que a McLaren não ganhou e foi a primeira após a morte do Commendatore, o GP da Alemanha de 1994, sobrevivente de uma enorme carambola, e três anos depois, pela Benetton, também em Hockenheim, depois de uma temporada difícil em termos físicos e pessoais. 

Nessa temporada de 1997, Berger era o veterano da Formula 1. Na altura a caminho dos 38 anos, e na sua 13ª temporada, tinha regressado à Benetton no ano anterior ao lado de Jean Alesi, seu companheiro de equipa e amigo na Scuderia entre 1993 e 1995. Um segundo posto no Brasil, depois de uma ultrapassagem tardia a Mika Hakkinen e a Michael Schumacher, e a volta mais rápida na Argentina, apesar de ter sido sexto classificado, deixavam-mo no terceiro posto, empatado com o escocês David Coulthard, mas bem longe do líder, o canadiano Jacques Villeneuve.

Contudo, pela primavera, a sua saúde começou a pregar-lhe partidas: uma sinusite que se arrastava há anos o fez, antes do GP do Canadá, ir para a mesa de operações, tentando curar a doença. Mas entretanto, houve complicações, e as coisas arrastaram-se tempo suficiente para falhar as corridas de França e Grã-Bretanha, sendo substituído pelo seu compatriota Alex Wurz.

Mas para piorar as coisas, o seu pai Johann, fundador e patrão da firma de camionagem que tinha fundado, sofre um acidente fatal enquanto pilotava o seu ultraleve e de repente, tudo fica em dúbida. E quando por fim é dada a luz verde para regressar à competição, estamos no GP da Alemanha, em Hockenheim. Berger, o último representante de uma era dourada da Formula 1, retorna com uma sede de competir e sobretudo, triunfar. 

E dominou.

Não só fez a pole-position como correu de ponta a ponta no primeiro lugar, e claro, ainda fez a volta mais rápida. 

E foi uma vitória bem popular, depois de tudo o que tinha passado. Foi a última de um austríaco até hoje, e a última da história da Benetton, que em 2002 virará Renault. No final da corrida, emocionado, disse que estava a pensar em tudo. Algumas corridas depois, na sua terra natal, Berger achou por bem que era altura de pendurar o capacete, recusando até uma oferta para correr na Sauber. Se aceitasse... teria sido a sexta temporada seguida que correria ao lado de Jean Alesi. 

Tudo isto há um quarto de século. 

Youtube Formula 1 Documentary: The Race to Perfection, episódio 2

Em 2020, a Sky britânica fez um documentário a comemorar os 70 anos da Fórmula 1. E ao longo de sete episódios, recordou o passado e o presente da categoria máxima do automobilismo através dos seus pilotos, equipas e momentos para recordar e para esquecer, as suas controvérsias, entre outros. 

Eu já coloquei o primeiro episódio lá na minha página de Facebook - eu meto aqui de novo o episódio, caso queiram fazer o download - e como existe no Youtube tudo a partir do episódio 2, creio que deveria colocar por aqui. Em Portugal, os episódios passaram há uns tempos no canal AMC Break, mas nem toda a gente o têm, e nem toda a gente que me visita moram em Portugal, não é?

Mas nestes episódios - são sete, volto a dizer - mostra-nos tudo aquilo que moldou a competição naquilo que é hoje. E para ser honesto, vale a pena. 

terça-feira, 20 de setembro de 2022

A imagem do dia


Passam hoje 35 anos sobre um acontecimento marcante na história da Fórmula 1. Neste dia, em 1987, Alain Prost bateu por fim o recorde de Jackie Stewart, com 14 anos de idade, e com 28 vitórias, tornou-se no piloto mais triunfador de sempre, uma marca que o aumentou até 1993, quado chegou aos 51, no GP da Alemanha desse ano. 

Mas as circunstâncias da vitória de Prost no Estoril, a última do McLaren TAG-Porsche, foram as de um duelo com o Ferrari de Gerhard Berger, que nessa altura do campeonato, começava a mostrar ser uma máquina superior. Depois de um começo de temporada relativamente modesto, o austríaco tinha conseguido... 12 pontos, após o GP de Itália. Em contraste, o líder de então, Nelson Piquet, tinha... 63. E Stefan Johansson, o quinto classificado, tinha 20.

A pole de Berger tinha sido inesperada. Aliás, na luta entre Nigel Mansell e Nelson Piquet, com o Lotus-Honda de Ayrton Senna a mostrar-se e os fogachos da McLaren e Ferrari, aquilo era algo novo. Na partida, Mansell começou por levar a melhor, mas depois Berger foi para a frente e não tinha qualquer ideia de ceder a liderança para a concorrência. E logo nos primeiros metros, houve uma carambola, onde cinco carros ficaram de fora: o Arrows de Derek Warwick, os Zakspeed de Martin Brundle e Christian Danner, o Ligier de René Arnoux, o Minardi de Adrian Campos e o Lotus de Satoru Nakajima. Todos depois regressarem para uma segunda partida, excepto Danner.

O austríaco deu o seu melhor ao longo da corrida, e aparte uma troca de liderança com Michele Alboreto meio da corrida, parecia que iria ser o dia de Maranello, algo que não acontecia desde há mais de dois anos, quando o italiano triunfou no GP da Alemanha de 1985, no Nurburgring. 

A parte final foi emocionante. Berger sentia a pressão de Prost e aproximava-se fortemente da liderança. Sem Mansell, que tinha desistido na volta 13 por problemas elétricos, e com Ayrton Senna a atrasar-se - acabaria em sétimo, a duas voltas do vencedor - parecia que iria ser um duelo entre McLaren e Ferrari. E a pressão de Prost sobre Berger foi tal que no início da penúltima volta, no final da reta da meta, Berger não aguentou e perdeu a liderança para o francês, acabando por ficar com o segundo lugar. 

O que não se sabia era que este não tinha sido um "one-off" ou haveria algo mais. As vitórias do austríaco no Japão e na Austrália mostraram parecer ser o início de algo impressionante para Maranello. Na realidade... não. Acabaram por ser as últimas vitórias com o Commendatore ainda em vida. Mas a performance de Berger, naquela tarde no Estoril, era uma amostra das coisas que acabariam por vir. 

WRC: Ford retira Adrien Formaux da Nova Zelândia


A M-Sport, preparados dos Ford Puma Rally1, decidiu esta terça-feira retirar a inscrição de Adrien Formaux do Rali da Nova Zelândia, decidindo que na realidade, iria correr na prova seguinte, o rali da Catalunha. A marca justificou decisão afirmando que os objetivos do piloto francês foram “revistos”.

Após reavaliar os objetivos de Adrien Fourmaux para a época de 2022, a M-Sport retirou a inscrição do Adrien para o Rally da Nova Zelândia. A M-Sport continua totalmente comprometida com o Adrien e esta decisão foi tomada em conjunto com ele e os nossos parceiros. A M-Sport pode confirmar que Adrien voltará à ação com a equipa no Rally Espanha, no Puma Hybrid Rally1”, disse a preparadora em comunicado oficial.

Este foi a mais recente decisão da marca britânica em relação ao piloto francês, que está a ter uma temporada difícil. Depois de um 2021 onde conseguiu 42 pontos, resultantes de algumas boas classificações com o seu Ford Fiesta WRC, este ano, não conseguiu mais do que um sétimo posto na Estónia e um nono em Portugal, conseguindo apenas nove pontos, muito menos do que, por exemplo, Gus Greensmith, que paga para correr, e Pierre-Louis Loubet

Para além disso, sofreu dois acidentes graves em três ralis, o que, acumulado com cinco desistências nas nove provas que fez este ano, fez com que a equipa deixasse o piloto francês de fora a partir do rali de Ypres, na Bélgica, preferindo Loubet, que tem aproveitado algumas das oportunidades, conseguindo um quarto lugar da Acrópole, por exemplo.

A Ford alinhará em paragens neozelandesas, em princípio, com Craig Breen e Gus Greensmith.