quinta-feira, 16 de julho de 2026

Noticias: Verstappen confirma que fica na Red Bull


Max Verstappen está disposto a cumprir o contrato até ao seu final, na época de 2028. Quem o afirma é o seu empresário. Apesar de ele se fechar em copas em relação a este assunto, por causa da sua frustração do tetracampeão do mundo em relação ao seu desempenho recente - ele desistiu no GP da Grã-Bretanha - e especialmente numa altura que surgiram especulações sobre uma possível mudança para a McLaren em 2027, parece que tudo isso não irá acontecer. 

Em declarações à publicação austríaca OE24, Raymond Vermeulen, gestor de carreira de Max Verstappen, colocou um ponto final nos rumores que apontavam a saída do tetracampeão mundial da Red Bull Racing, afirmando que até 2028, ele ficará a correr pelos energéticos, independentemente da classificação.

A verdade é que Max quer terminar a sua ligação à Red Bull. Ele tem contrato até 2028 e pretende cumpri-lo na totalidade”, sublinhou Vermeulen.  “O facto de existir não significa que a utilizaremos. Poderíamos tê-lo feito em anos anteriores e não o fizemos.”, concluiu.

Apesar do momento menos positivo da equipa, a gestão de Verstappen mantém a esperança na evolução do monolugar. Vermeulen destacou que, embora o Grande Prémio da Bélgica se apresente difícil, as possibilidades de vitória aumentam para as provas em Budapeste e Zandvoort, elogiando ainda a performance do motor Red Bull Ford Powertrains, que superou as expectativas iniciais.

No campeonato, e nas vésperas do GP da Bélgica, Verstappen ainda não ganhou qualquer corrida, mas tem dois pódios, totalizando 76 pontos, o que lhe dá atualmente a sétima posição.

Youtube Formula 1 Video: As primeiras voltas no Madring

A mais nova pista automobilística de Espanha, o Madring, só acontecerá em setembro, mas a Ferrari aproveitou uma oportunidade para gastar alguns dos 300 quilómetros que tem disponíveis para publicidade no sentido de levar Lewis Hamilton e Charles Leclerc para uma pista em acabamentos e dar as primeiras voltas.

Pelos vistos, parece ser interessante, especialmente aquela curva em "relevé", que faz lembrar a que foi construída em Zandvoort. Este video é essencialmente, "onborads" tiradas quer nos carros de Charles Leclerc e de Lewis Hamilton.  

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Rumor do Dia: Geely pode entrar na Formula E em 2027


A temporada de 2027 da Formula E irá ter o Gen4, um carro que está a causar sensação entre os que já o pilotaram, por ser bem mais rápido que o Gen3, e poder ter uma potência que pode ser um pouco superior a um Formula 2, mas também terá uma nova equipa, a Opel, que entrará na competição.

Contudo, outra equipa poderá entrar na competição elétrica. Tudo indica que virá da China, e será a Geely. Segundo conta o site the-race.com, responsáveis da empresa estiveram em Xangai no fim de semana da competição naquele circuito, e caso entre, será em 2028. E não será com essa marca que entrariam... mas com a Lotus. Apesar do grupo ter diversas marcas que poderiam ser utilizadas no projeto, como Zeekr, Polestar, Lynk & Co, Maple e até mesmo a própria Geely, a Lotus desponta como alternativa mais atraente por causa do seu peso histórico no automobilismo mundial.

Para além de entrarem com estrutura própria, também poderão entrar por meio de uma parceria com uma estrutura já existente. Nesse cenário, Mahindra e Lola aparecem como candidatas mais prováveis para uma associação técnica, embora outras alternativas ainda estejam sendo analisadas.

Jeff Dodds, CEO da Formula E, confirmou as conversas e afirmou que a aproximação entre ambas as partes é real.

Conheço bem Victor [Victor Young, vice-presidente do grupo] e conversamos muitas vezes. Eles fazem um trabalho impressionante, seja com Lynk & Co, Zeekr ou talvez Lotus e Polestar, que são marcas mais conhecidas para nós. Eles têm um portfólio enorme e são muito bem-sucedidos. Vocês podem tirar as próprias conclusões”, afirmou.

Caso as negociações cheguem a bom porto e o nome da Lotus seja escolhido, seria um regresso ao automobilismo, do qual estão ausentes desde 2015, quando estavam na Formula 1. Neste momento, estão em competições de turismo no Reino Unido com o Emira GT4, mas não é de forma oficial.

Noticias: Ni Amorim acha que Itália tem mais chances


Os rumores de que a Formula 1 poderá mexer o seu calendário por causa da situação no Golfo Pérsico, beneficiando o Autódromo de Portimão antes de receber oficialmente a Formula 1 em 2027, estão fortes, mas Ni Amorim, o presidente da FPAK, Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, fala que a Itália tem mais hipóteses de receber quer a Formula 1, quer o Mundial de Endurance em 2026, no lugar de Losail, no Qatar, e Abu Dhabi, no Emirados Árabes Unidos.  

Em declarações à Autosport portuguesa, em Vila Real, onde esteve a assistir à prova do TCR, o presidente da federação mostrou-se cauteloso e sublinhando que os rumores que agora circulam podem não corresponder à realidade.

Portimão é uma hipótese, como outros circuitos, nomeadamente em Itália” começou por afirmar. “Se a crise do Médio Oriente se mantiver, como tudo indica que sim, dizer que as provas que estão no Médio Oriente vêm para Portugal é uma precipitação, neste momento, porque temos países que são, provavelmente, mais interessantes para os construtores, e que também estão em bicos de pés para poder receber essas provas. Acho que Itália é, neste momento, uma opção mais forte para receber quer o WEC, quer a Formula 1″, continuou.

Questionado sobre se o pouco tempo de antecedência tornaria a organização difícil ou mesmo impossível, Amorim mostrou-se otimista quanto à utilidade do exercício:

Por um lado era bom, porque era um teste que se fazia, pois a Formula 1 já não vem a Portugal há cinco anos. Era um teste para os dois anos que aí vêm, 2027 e 2028, que aí sim temos a certeza que cá vem o campeonato, porque está contratualizado. Seria uma forma de também testarmos todo o nosso staff e a própria pista, que já está homologada em grau 1, mas é preciso retificar alguma coisa aqui e acolá. Vindo cá os pilotos e dando o seu feedback, é sempre importante. Seria bom que cá viesse, naturalmente, mas não há nenhuma indicação oficial que eu tenha, a não ser essa que acabou de dizer, de conversas de bastidores.", concluiu.

Os rumores ganharam força depois do recomeço do conflito entre Irão e Estados Unidos por causa do Estreito de Ormuz, e as equipas, FIA e alguns fornecedores como a DHL, na logística, e a Pirelli, que tem o monopólio dos pneus, que não querem regressar à região enquanto o conflito não se resolver, e deram um prazo até à pausa de verão para ver se as corridas de Losail e Abu Dhabi são viáveis ou não.

No caso da Endurance, apesar de nada ainda ter sido anunciado, no fim de semana que passou, quando o Mundial correu em Interlagos, as alterações foram confirmadas de forma oficiosa, o que poderá significar que serão anunciadas numa altura oportuna.

Youtube Automotive Video: Os modelos que marcaram a Fiat no Brasil

As pessoas não sabem, mas a Fiat faz meio século de presença no Brasil. Chegado em julho de 1976, três anos depois de terem chegado a acordo com o governo brasileiro, para construir uma fábrica em Betim, em Minas Gerais - com o mercado fechado a importações, era a única maneira de ter carros no Brasil - chegou ao mercado com o modelo 147, a versão própria do 127, duas décadas depois de terem chegado na Argentina, e logo nesse ano, mostraram os seus primeiros carros com motor a álcool (ou etanol), um substituto da gasolina, baseado na cana do açúcar.

Quando foi comercializado, em 1979, tornou-se no primeiro modelo a etanol a ver vendido no mundo.  

Neste video do Autoesporte, mostra-se os veículos mais marcantes da história da marca italiana no Brasil, desde o 147 a outros como o Uno, substituto do 147, que ficou no mercado... até 2013, muito tempo depois de ter saído de linha na Europa. 



terça-feira, 14 de julho de 2026

As imagens do dia (II)



No verão de 1991, tinha 15 anos, e andando eu na escola, seguia a tradição de pagar nos "dossiers" que servia para as aulas e os "decorava" com fotos das coisas que gostava, Em tempos de revistas como a "Bravo", por exemplo, eu tentava ir contra a corrente. Em vez de meter cantores e álbuns de musica - a propósito, foi um grande ano em termos musicais, com a explosão do "grunge" e os melhores álbuns de gente como Metalica e Guns N'Roses - eu metia fotos de carros de Formula 1. 

E lembro-me perfeitamente destas fotos, porque procurava algo para impressionar. E numa revista, vi as fotos do acidente do Andrea De Cesaris em Silverstone, a bordo do seu Jordan, e aproveitei. E tive essas fotos por mais de um ano no meu dossier, usado diariamente, e fiquei sempre admirado como os pilotos saiam incólumes de situações dessas, onde tinha tudo para ficar ferido.  

Curiosamente, este foi o seu único acidente nessa temporada. E a culpa não foi dele, foi a suspensão que cedeu a meio da rápida curva Abbey. Mas claro, os ingleses logo se lembraram da reputação do "De Crasheris", claro. Mas na altura em que guiava esses carros, 32 anos de idade, essa reputação já tinha ido embora há muito tempo, pelos seus desempenhos sólidos em pista. Mas claro, nunca o perdoaram.

Pouca gente se lembra da sua vida depois de ter saído da Formula 1, em 1994. Ele afastou-se completamente, excepto o GP Masters, em 2005-06. Foi para a área das finanças, no Mónaco, reinventou-se, fazia "windsurf" e "kitesurf" durante boa parte do ano, especialmente no Hawai'i, e na última década da sua vida, começou a reaproximar-se da Formula 1. Nunca falou à imprensa inglesa até por alturas de 2010, quando fez algumas. Lembro-me de ter lido duas, e ele nunca deixou de afirmar o desgosto que tinha por ser recordado pelos seus acidentes que pela sua velocidade. Especialmente pelos ingleses, porque o resto dos entendidos, ao fim de certo tempo, reconheceu os seus feitos.

E eu acho que, da sua longa carreira, o seu ano na Jordan deve ter sido do seus melhores. Não só porque tinha carro para isso, como era suficientemente maduro para o guiar. 

As imagens do dia





O britânico Nigel Mansell tinha um carro para ganhar no verão de 1991, mas até ele mostrar, demorou quase meio ano. O Williams FW14, desenhado por Adrian Newey, que se estreou em Phoenix, nos Estados Unidos, demorou cinco corridas até ganhar o seu primeiro Grande Prémio, tudo por causa dos problemas no desenvolvimento do seu carro - a sua transmissão semi-automática prejudicou mais do que ajudou, nessa altura, vide o Canadá... - mas quando a Formula 1 chegou a Silverstone, esses problemas tinham sido resolvidos, e Mansell, bem como o seu companheiro de equipa, Riccardo Patrese, eram os favoritos à vitória neste GP britânico.

Contudo, não iriam dominar: Ayrton Senna também tinha os seus truques, bem como a McLaren, e a Ferrari, que tinha estreado um novo carro na corrida anterior, em Magny-Cours, e conseguiu ser segundo na grelha, e o único que conseguiu um tempo a menos de um segundo do "brutânico". Tudo isto numa pista de Silverstone que tinha sido fortemente modificado no final do ano anterior, para que os carros fossem mais lentos.

Na partida, Senna largou melhor, enquanto Patrese era tocado por Berger e despistava-se na primeira curva, a Copse. Ele acabaria por se retirar no final da primeira volta. Mansell ia atrás de Senna, com um surpreendente Roberto Moreno em terceiro, com o objetivo de ficar com o primeiro lugar, e conseguiu algumas curvas depois, quando ambos chegaram a Stowe, e perante os aplausos da multidão presente nas bancadas.

A partir dali, o britânico ficaria nessa posição até à meta, e no inicio da segunda volta, já tinha conseguido uma vantagem superior a um segundo, com Berger, Prost e o Leyton House de Mauricio Gugelmin a fechar os pontos. Alesi era o sétimo, mas começou a recuperar posições, e passadas algumas voltas, lutava pelo terceiro posto com Moreno, Prost e Berger. Com o tempo, Alesi era o terceiro, na frente de Prost, especialmente depois da desistência de Moreno, na volta 22, com problemas na caixa de velocidades. 

Mas foi sol de pouca dura. Na volta 29, pouco depois de Prost ter feito um pião na travagem para a curva Vale, quando dobrava o japonês Aguri Suzuki, no seu Lola-Larrousse, ambos colidiram e a sua corrida terminou ali, com o nariz partido e danos na suspensão. Algum tempo depois, na volta 41, Andrea de Cesaris perdeu o controlo do seu Jordan na curva Abbey, por causa de uma falha na suspensão. Apesar dos grandes estragos, o italiano saiu ileso. 

Mansell afastava-se de Senna ao ponto de, na fase final da corrida, já tinha uma diferença superior a 25 segundos. Mas na última volta, um golpe de teatro: Senna fica sem gasolina e estaciona na curva Club, perdendo um pódio certo. Berger acabava em segundo, Prost em terceiro, e Senna seria quarto. Parado na pista, e já saído do carro, vê Mansell, que para a seu lado e o leva até às boxes, na garupa do seu Williams. Um dia perfeito para ele, sem dúvida. 

Youtube Automotive Video: A obsessão da Donut com os seus Hondas

O pessoal do Donut Media deve ter uma obsessão pelos seus Hondas. Compram alguns Civics, arranjam-os, modificam-os e em alguns, tornam-se nos seus "daily drivers". Então, o que decidiram agora foi ir a Willow Springs, e... correr com eles, para saber qual deles é o mais rápido.

Noticias: Endurance terá mudanças no calendário


O reacendimento da guerra no Médio Oriente poderá ter consequências no calendário da Endurance. As provas do Qatar, marcado para o dia 24 de outubro, e de Shakir, no Bahrein, a 7 de novembro, poderão estar em risco de substituição por corridas na Europa. Segundo conta o site dailysportscar.com, existe um plano de contingência onde as provas do Qatar - que já fora adiado de abril para outubro - e do Bahrein, seriam canceladas e no seu lugar iria acontecer duas corridas de seis horas cada em Barcelona e em Monza. 

Esse plano de contingência seria mostrado na reunião do Conselho Geral da FIA, marcado para o dia 23 de julho, e nele, o WEC seguiria para Barcelona após a realização das Seis Horas de Fuji, que acontecerá a 27 de setembro. O evento de Monza aconteceria a 7 de novembro, a data originalmente reservada para as 8 Horas do Bahrein, enquanto a corrida de Barcelona seria transferida para 18 de outubro, uma semana antes da data atual do Qatar.

Caso isso aconteça, haverá um problema, já que prejudicará a data final da European Le Mans Series (ELMS), que acontecerá em Portimão, no Algarve. Pelo menos 19 pilotos estão inscritos em ambos os campeonatos, e equipas como a WRT, a Garage 59 e a AF Corse competem tanto no WEC como na principal série europeia de GT3.

Para além disso, a agitação naquela parte do mundo está a perturbar a temporada 2026-27 da Asian Le Mans Series, pois terá duas corridas em Dubai e em Abu Dhabi, no final do ano, antes de se deslocarem para Sepang, na Malásia, e em Buniram, na Tailândia, em janeiro. A hipótese de uma corrida na Europa está em cima da mesa, numa temporada em que se instalará a classe Hypercar. 


Em suma, preparam-se muitas mudanças no calendário graças às agitações politico-militares num canto sensível do mundo...

segunda-feira, 13 de julho de 2026

As imagens do dia










O fim de semana do GP da Grã-Bretanha de 1986 foi emocionante. Frank Williams regressava ao ativo, quatro meses depois do seu acidente, que o deixou paralisado do peito para baixo e foi recebido com estrondosos aplausos das bancadas. E isso foi suficiente para que Nigel Mansell decidisse arrancar uma performance monumental durante o fim de semana: contra Nelson Piquet, seu companheiro de equipa, e Ayrton Senna, piloto da Lotus, e o resto do pelotão. Mas foi Piquet que conseguiu a pole-position, com os três ficaram separados por pouco mais de meio segundo. Alain Prost, no seu McLaren, apenas foi sexto, batido pelo seu companheiro de equipa, Keke Rosberg.

Quase ao mesmo tempo, na Ligier, também se comemorava: Jacques Laffite, o veterano da Formula 1, então com 42 anos, chegava aos 176 Grandes Prémios, igualando Graham Hill. Contudo, o seu fim de semana na Ligier estava a ser um inferno: motores rebentados e acidentes, acabando num obscuro 19º posto da grelha, onze lugares mais abaixo que René Arnoux, noutro Ligier.

O tempo estava solarengo em Brands Hatch no domingo de corrida e as bancadas estavam cheias naquilo que iria ser a última vez que o GP britânico iria ser naquela pista. Meses antes, em maio, a FISA e o BRDC (British Racing Drivers Club) os proprietários de Silverstone, assinaram um acordo de longo termo para acolher o GP da Grã-Bretanha, e com isso, a corrida deixava de alternar entre aqueles dois circuitos. 

Na partida, Piquet e Senna partiam para o duelo, enquanto Mansell caía para sexto na primeira curva, Paddock Hill Bend, falhando uma marcha no seu carro e aparentemente, queimando a sua embraiagem. Mas momentos depois, a confusão na traseira: o Arrows de Thierry Boutsen (que fazia anos naquele dia) despistava-se, batia no muro e em ricochete, causava uma carambola. Para além dele, outros sete pilotos ficavam de fora: os Osella de Huub Rothengarter e de Alan Berg, o Arrows de Christian Danner, os Minardi de Andrea de Cesaris e Alessandro Nannini, o Zakspeed de Jonathan Palmer e o Ligier de Jacques Laffite, que para evitar bater num carro, rodou o seu carro para a direita e bateu no guard-rail, destruindo a sua frente e causando ferimentos em ambos os seus tornozelos. 

Laffite foi logo assistido por Palmer, que antes de ser piloto, tinha estudado para ser médico, antes de chegarem os paramédicos e ele ser transportado de helicóptero para o hospital mais próximo. Ele iria recuperar dos seus ferimentos, mas não mais regressaria competitivamente a um cockpit de Formula 1 num Grande Prémio. Quanto a Mansell, decidiu fazer nova partida com o seu carro de reserva.

Corrida interrompida no final da primeira volta, demorou cerca de uma hora e md até tudo estar pronto para a segunda partida. Ali, numa grelha reduzida para 22 carros, Piquet liderava, com Mansell, Berger, Senna, Rosberg e Prost atrás, sem incidentes de maior. Berger passou-o antes do final da primeira volta, mas o britânico voltou ao segundo lugar, e indo atrás de Piquet, que aparentava afastar-se do resto do pelotão. Mas Mansell aproximou-se e no inicio da volta 23, já estava colado na traseira do seu companheiro de equipa. Contudo, quando ambos aceleravam na Pilgrims Drop, o brasileiro errou uma troca de marcha e o britânico aproveitou, passando para a frente.

A partir dali, foi um duelo entre os pilotos da Williams, com um a não deixar o outro em paz. Atrás, Senna era terceiro, mas na volta 27, desistiu com problemas na sua caixa de velocidades no seu Lotus, pouco depois de, na volta 22, Gerhard Berger ter desistido com problemas elétricos. Com isso, Alain Prost ficou com o terceiro posto, mas estava longe dos Williams. Aliás, acabou tão longe que perdeu uma volta para eles. 

No final, Mansell era o grande vencedor, perante uma multidão em delírio, com Prost em terceiro e Arnoux em quarto... com duas voltas de atraso. No pódio, Ginny Williams, mulher de Frank, recebeu o troféu do construtor vencedor, sinal que a Williams estava de volta, mais veloz que nunca. E Mansell saía com quatro pontos de avanço sobre Prost, num campeonato bem disputado.

Meteo: Spa-Francochamps poderá ser agitado


O fim de semana do GP da Bélgica, em Spa-Francochamps, poderá ter chuva. Pelo menos na sexta-feira, embora não se pode descartar chuva nos restantes dias.

As temperaturas para estes três dias irão andar entre os 16 e os 18 graus, vento fraco, mas é na precipitação que os olhos se concentrarão, porque desde o inicio destes novos regulamentos, este ano, ainda não houve uma corrida à chuva.

Na sexta-feira, haverá chuva fraca, e as chances andam a rondar os 35 por cento ao longo do dia, enquanto no sábado, o céu estará muito nublado, mas as chances diminuirão para 15 a 20 por cento, com vento fraco, na ordem dos 20 km/hora. E para domingo, haverá mais chances de uma corrida seca, com as chances de chuva a baixar para 10 por cento, aumentando para 15 na hora da corrida.  

domingo, 12 de julho de 2026

As imagens do dia









Já foi na semana passada, durante o GP da Grã-Bretanha, mas a McLaren aproveitou a ocasião para celebrar os 45 anos da primeira vitória do seu MP4/1, o primeiro carro com chassis em fibra de carbono na Formula 1, guiado por John Watson.

E foi o próprio "Wattie", que este ano fez 80 anos, que deu umas voltas na pista de Silverstone, para deleite dos fãs da marca e dos fãs da Formula 1. E claro, o ex-piloto e ex-comentador desportivo está em forma para acelerar os carros que guiou.

Mais interessante é que isto, esta demonstração do legado da McLaren, está a acontecer mais recentemente com Zak Brown ao volante. Ex-piloto, co-fundador da United Autosports, que prossegue na IMSA e no Mundial de Endurance, viu os depósitos onde se guardam os carros e está desde há algum tempo a expor esses carros do passado e também a fazer estátuas dos seus campeões, bem como o fundador, Bruce McLaren. Até agora, há estátuas de gente como Ayrton Senna, Niki Lauda, James Hunt e mais recentemente, Mika Hakkinen.

Neste fim de semana, em Goodwood, o destaque foi o McLaren MP4/8B, o carro com motor Lamborghini que foi testado ao longo de 1993 por Mika Hakkinen, antes de Ayrton Senna ter pegado nele para dar umas voltas no Autódromo do Estoril, no dia seguinte ao GP de Portugal. E esse carro foi guiado por Bruno Senna, seu sobrinho. 

De uma certa maneira, este "reavivar" dos carros por parte da segunda equipa mais longeva na Formula 1 - está desde 1966, logo, faz agora 60 anos - é uma excelente maneira de agarrar passado e presente, para garantir o futuro. 

sábado, 11 de julho de 2026

As imagens do dia (II)





Toda a gente sabia que o GP da Grã-Bretanha de 1986 iria ser emocional para a equipa Williams, e foi o que aconteceu. Depois de quatro meses a lutar pela vida e a recuperar lentamente dos ferimentos que sofreu no acidente no sul de França, Frank Williams apareceu no paddock de Brands Hatch, que naquele ano iria acolher o Grande Prémio britânico. 

Williams foi recebido com um aplauso ensurdecedor vindo das bancadas, sinal de que todos tinham seguido com ansiedade a evolução do seu estado de saúde. Estando muitas vezes à beira da morte, agarrou-se de forma determinada à vida, enquanto os seus pilotos lutavam pelos lugares da frente, com alguns bons resultados: Nigel Mansell tinha acabado de ganhar o GP de França, em Paul Ricard, e era o segundo classificado, com 38 um ponto atrás de Alain Prost. E Nelson Piquet, o novo recruta, vinda da Brabham, não estava longe, com 23 pontos. E nos Construtores, o conjunto que faziam com os motores Honda dava-lhes a liderança do campeonato, com 61 pontos, cinco a mais que a McLaren.

E isto esteve para não acontecer por muitas vezes. O que o fez agarrar à vida foi a sua equipa e sobretudo, a sua mulher Virginia, "Ginny".

Nascida Virginia Berry, conheceu Frank em 1967 e casou com ele sete anos depois. Tiveram três filhos: dois rapazes, Jonathan e Jamie, e uma rapariga, Claire. Ginny foi a pessoa que cuidou da família e acreditou no projeto, mesmo nos momentos mais obscuros, que aconteceram no verão de 1976, quando Walter Wolf o despediu da Wolf-Williams e seis meses mais tarde, em janeiro de 1977, Jody Scheckter triunfou no GP da Argentina, num carro novo, mas numa equipa com base sua.

Mas não baixou os braços: poucos meses depois, ao lado de Patrick Head, montou a Williams Grand Prix Engineering, e depois, os petrodólares sauditas ajudaram a construir os carros que lhe deram as suas primeiras vitórias, em 1979, e o seu primeiro título de Pilotos, com o australiano Alan Jones e Construtores, ambos em 1980. Após o seu segundo título de pilotos, em 1982, com Keke Rosberg, a Williams entrou nos Turbo, com um acordo com a Honda, que começou a dar frutos no final da temporada de 1985, com Nigel Mansell ao volante. E sabia que por fim, com o FW11, iria ser candidato sério ao título a 8 de março de 1986, duas semanas antes da nova temporada, efetuou testes privados na pista de Paul Ricard e despistou-se no seu Ford Sierra de aluguer, com Peter Windsor a seu lado. Sem cinto de segurança colocado, Williams despistou-se e acabou por fraturar duas vértebras cervicais, a quarta e a quinta.

Poucos minutos depois de saber do acidente, Patrick Head telefonou a Ginny para se inteirar da situação. Ela voou para Marselha, onde o seu marido tinha sido transportado para o hospital, e inteirou-se da sua situação. Head disse que era grave, e ele poderia estar à beira da morte - ele nunca perdeu a consciência e sentiu a perda progressiva da sensibilidade dos seus membros. Ginny chegou a Marselha e organizou, de imediato, o seu repatriamento para o Reino Unido, mais concretamente para o Royal London Hospital. Ali, os médicos colocaram-no nos Cuidados Intensivos, e fizeram-lhe uma traqueotomia, para ele poder respirar melhor.

Com liquido acumulado nos pulmões, as semanas seguintes foram de vigilância constante. Ginny esteve a seu lado, cuidado-o como se fosse uma enfermeira, e ajudando-o em situações mais complicadas. Com o avançar da primavera, Williams melhorava e passou a ser mais independente, nas suas limitações. E sabia que queria voltar à sua equipa. Quando regressou, no fim de semana do GP da Grã-Bretanha, em Brands Hatch, era alguém que sabia que iria voltar ao lugar que mais queria estar. E iria viver uma vida nova. 

Cinco anos depois, Ginny escreveu "A Different Kind of Life", um livro onde falou sobre esta experiência. O seu marido nunca quis ler o livro quando ela esteve viva, afirmando que o passado tinha ficado atrás. Ginny morreria a 7 de março de 2013, aos 66 anos, depois de três anos a batalhar contra um cancro. 

As imagens do dia






Em 1971, Pedro Rodriguez de la Vega estava num bom momento. Menos de um mês antes, à chuva, no circuito de Zandvoort, tinha estado num forte duelo com o belga Jacky Ickx pela vitória, num duelo entre Ferrari e BRM, ambos com motores V12. O mexicano acabou em segundo lugar, a menos de oito segundos do piloto belga, mas o duelo foi tal que ambos deixaram o resto do pelotão, com a excepção do outro Ferrari de Clay Regazzoni... a duas voltas. O piloto suíço "só" perdeu uma volta, e ficou no lugar mais baixo do pódio.

E era à chuva que Rodriguez era muito bom. Não só na Formula 1, mas na Endurance, quando guiava os Porsche 917 de cinco litros, não interessava se fosse em Spa-Francochamps, em Brands Hatch ou em Le Mans, muitas vezes em duelo com o seu companheiro de equipa, o suíço Jo Siffert. Mas antes de ser o grande piloto da Porsche oficial, Rodriguez foi um dos que correram com os Ferrari. E também corria bem à noite, mantendo o ritmo enquanto os outros baixavam, porque tinham maiores dificuldades em reconhecer objetos à distância. Os seus fãs o chamavam de "Ojos de Gato" (Olhos de Gato) por causa dessas habilidades em condições dificeis. 

Mas ele nunca correu oficialmente e ganhou vitórias, como, por exemplo, Ludovico Scarfiotti ou Nino Vacarella, italianos com carreiras pequenas na Formula 1. E não foi por falta de convite: o seu irmão, Ricardo, correu na Scuderia em 1961 e 62, antes do seu acidente mortal, durante os treinos do GP do México. Mas quando, algum tempo depois, em 1964, Enzo Ferrari estendeu o convite a ele, recusou, afirmando que tinha um negócio para gerir - tinha um concessionário de automóveis na Cidade do México, que se dedicou mais depois da morte do irmão, e não queria correr em exclusividade com a Scuderia. 

Em contraste, sempre correu pela NART (North American Racing Team), de Luigi Chinetti, especialmente nas provas de Endurance, porque eram amigos pessoais. Vencedor das 24 Horas de Daytona em 1963 e 64, das 12 Horas de Reims em 1965, e dos 1000 quilómetros de Montlhéry, em 1961, com o seu irmão, Ricardo Rodriguez, não foi aproveitado pela Scuderia quer na Formula 1, quer na Endurance. Os seus primeiros pontos, em 1964 e 65, foram com carros da Ferrari, e com aproveitamento de cem por cento: três corridas, três pontos. Mas todos com carros inscritos pela NART, nunca os oficias. Isso só aconteceu mais tarde, em 1969, depois da saída de Chris Amon da equipa, e foi apenas por três corridas, conseguindo um ponto. Nas corridas americanas, recorreu-se novamente à NART, e conseguiu mais dois pontos. 

Apesar dos compromissos com a Porsche, e de correr pela BRM, foi a bordo de um Ferrari que fez a sua corrida fatal. E não era nada assim muito importante. 

A Interseries era uma competição europeia, criada na Alemanha, onde participavam carros da Can-Am ou da Endurance, que faziam parte do Grupo 7, as regras eram poucas. Aliás, a ideia era ser uma Can-Am europeia. As corridas eram pequenas, entre 50 e 300 milhas, e naquele ano, até teve duas corridas em Imola e Hockenheim. A 11 de julho de 1971, as 200 Milhas de Norisring, em Nuremberga, era a quarta corrida desse campeonato. Dividida em duas mangas, Rodriguez corria a convite do seu amigo Herbert Muller, que quase dois meses antes, a 16 de maio, o tinha convidado para participar na Targa Florio, a bordo de um Ferrari 512LM.

Entre os outros inscritos, estava Leo Kinnunen, seu companheiro de equipa na Porsche, que corria num 917 Spyder, Jo Bonnier, que corria num Lola 212, Chris Craft e Peter Gethin, ambos em McLarens M8E, e claro, o próprio Herbert Muller, noutro Ferrari 512LM.

O acidente aconteceu na 11ª volta da primeira corrida, quando Rodriguez embateu contra o Porsche do alemão Kurt Hild. Nunca-se soube muito bem o que aconteceu, mas há duas chances: o Ferrari tinha sido surpreendido à saída de uma curva por Hild, que estava bem devagar, e para evitar a colisão no carro dele, bateu na parede do autódromo, e a segunda chance era que sofrera um furo lento e o pneu rebentou no momento anterior à passagem por Hild, fazendo com que o piloto perdesse o controle e batesse na parede. De qualquer maneira, o que aconteceu a seguir foi que o carro pegou fogo, com ele lá dentro, preso nos escombros.

Os socorros foram rápidos e Rodriguez foi retirado ainda vivo, mas em estado critico. Pouco depois de ter chegado ao hospital, acabaria por morrer. Tinha 31 anos. No relatório da autópsia, revelou-se que ele tinha sofrido uma fratura na base do crânio, para além de fraturas em ambas as pernas e no pelvis, e queimaduras em cerca de 20 por cento do seu corpo. Entre os seus pertences, um anel: usava-o sempre e era em memória do seu irmão, Ricardo.  

A noticia da sua morte na Cidade do México fora dada na manhã de domingo, por causa do fuso horário. Foi recebida em choque, e para a família Rodriguez de la Vega, era um novo pesadelo, mais de sete anos depois de Ricardo. O seu funeral aconteceu quatro dias depois, a 15 de julho, e está enterrado no Panteon Español, na Cidade do México, junto ao seu irmão, e não muito longe da tumba de outro mexicano, Moisés Solana. Dois anos depois, em 1973, a pista de Magdalena Mixuca, perto do Complexo Olímpico da capital mexicana, foi rebatizado como Autódromo Hermanos Rodriguez, e em 2008, uma placa em sua honra foi inaugurada em Nuremberga, no local do seu acidente fatal. 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Youtube Formula 1 Video: O que se pode esperar do "upgrade" do AMR26?

Toda a gente sabe que o Aston Martin AMR26 se tornou num fracasso total em termos de performance, numa temporada com regulamentos novos, novo motor e um novo projetista: Adrian Newey. Ele falou exaustivamente sobre as razões do fracasso do carro, e também falou que dentro em breve iria aparecer um bólide totalmente revisto, uma "versão B" da coisa. 

O "upgrade" irá ser feito dentro de algumas semanas, no GP da Hungria, em Budapeste, e espera-se que com isso, ganhem algum tempo em relação aos rivais - fala-se de entre dois a 2,5 segundos, com andamento a par de Racing Bulls, Alpine e Audi, ou seja, meio do pelotão - e claro, convençam Fernando Alonso em ficar por mais uma temporada para ajudar a evoluir o carro e ficar mais perto dos primeiros. 

O F1Unchained fez um video sobre o que poderá vir por aí. E claro, saber se isso resulta ou não.