segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Youtube Formula 1 Classic: GP de Imola, 1979

Há precisamente 40 anos, em Imola, a Formula 1 fazia a sua aparição extra-campeonato, numa corrida que serviria para muitas coisas. A primeira das quais, mais imediata, é a de comemorar o título das Ferrari em solo italiano, porque Imola é o mais perto de Maranello, a casa da Ferrari, e o circuito, na altura, tinha esses pergaminhos, pois se chamava "Dino Ferrari", o Enzo, o seu pai, só foi acrescentado quando este morreu, em 1988. E é por isso que a pista está cheia de espectadores, apesar de ser uma prova que não conta para os pontos. Mas estão lá Gilles Villeneuve e Jody Scheckter, os pilotos da marca.

A segunda coisa foi ver Niki Lauda no Brabham-Alfa Romeo. Este iria ser o final de uma era em muitos aspectos. A marca italiana iria fazer o seu próprio chassis e já o tinha estreado em Monza, e atrás dele, tinha o carro do veterano Vittorio Brambilla, tentando ver se conseguia superá-lo. E com a equipa própria, era escusado continuar com o fornecimento de motores à Brabham, que iria acabar precisamente nessa prova. A Brabham não iria ficar sem "coração", pois tinha já feito o BT49, com motor Cosworth e acreditavam que teria potencial - na realidade, respiravam aliviados...

Mas já era tarde para Lauda: odiava o BT48 - só lhe tinha dado quatro pontos em 1979 - e agora com 30 anos, não queria ficar o resto da sua vida à volta de pistas. Queria ver outros horizontes, mas se tivesse a chance de brilhar, não desperdiçaria. Mas também não desperdiçaria a chance de avisar Bernie Ecclestone que iria pendurar o capacete.

Quanto a Imola, os eventos do ano anterior fizeram repensar sobre se o circuito era capaz de providenciar a segurança que os pilotos pediam e imploravam. Era uma alternativa veloz, e as boxes estavam a ser construidas naquele ano, mas se lá fossem em 1980, as instalações seriam melhores e mais acolhedoras para todos. O que queriam mostrar é que existia uma alternativa em Itália.

No final, foram 40 voltas a uma pista que acabou por entrar na imaginação dos automobilistas, para o bem e para o mal...

A(s) image(ns) do dia





Assistir a uma coisa destas é o equivalente à chegada do circo à cidade. Há as atrações que todos conhecem, mas muitos desejam ver as novas. Para mim, este ano, atraiu-me duas coisas: sentar-me num simulador de corrida e ver as atrações internacionais, tanto quanto os carros que desfilaram no circuito desenhado no parque de estacionamento do estádio. E claro, o desfile que encerra o Leiria Sobre Rodas, no domingo.

Ao contrário dos anos anteriores, este ano esteve muito calor. Não direi que não é habitual para setembro, mas como já sofri em outubro, começo a habituar-me. Logo na primeira noite, aproveitei para passear com o progenitor e aproveitar o simulador que estava no stand da Toyota. As voltas que dei ao volante de um monolugar, em Monza - depois de carregar no pedal errado na minha primeira tentativa... - fizeram com que estivesse mesmo no meio de um carro, a mais de 280 por hora, no circuito dos arredores de Milão, de tão realista que era. E ainda por cima, com um capacete virtual, sente-se que é piloto. Gostei.

No sábado, entre o contraste do calor e do céu carregado de nuvens, dei por mim na sala onde estavam os convidados deste ano: Massimo Biasion e Markku Alen, o senhor "Maximum Attack!", que foram a certa altura companheiros de equipa da Lancia, especialmente em 1986, quando guiavam o mítico Delta S4, que tinha turbocompressor e supercompressor. Tirei fotos com eles - guardo-os para mim - e pedi-lhes uns autógrafos - que os esqueci, para erem que não tenho mesmo espírito para os pedir... - mas o que me impressionou foi o pessoal que trouxe modelos de 1:18 dos Deltas para que eles assinassem, bem como os livros sobre os Lancias que guiaram. Se para os livros, até entendo, os carros é um pouco mais complicado, mas entendo a paixão. E entendo como é que conseguiam guiar entre as multidões loucas dos anos 80, fosse em Sanremo, em Sintra, Fafe ou Monte Carlo. É como dizia o Alen: sem espectadores, não há rali. E é verdade. Acho que hoje em dia, atingiu-se esse equilíbrio, e qualquer excesso é passaporte para um cancelamento da etapa.

Chegados a domingo, no desfile, de novo debaixo de calor - mesmo com o sol posto - o mais engraçado foi ver as motos a circularem pela cidade, como se a decidissem tomar conta dela, quais mongóis prontos a conquistá-la. Depois, as buzinas, os fumos dos escapes, os cheiros da gasolina, todos comprimidos naquele centro da cidade, fizeram o resto, despedindo-se de nós e dizer que daqui a um ano estarão de volta para mais voltinhas, mais demonstrações e mais um ou outro herói do passado do qual o fã trará os livros e os modelos que têm em casa e os pede para assinar. Porque é assim que estas coisas são feitas. Para recordar o passado, alimentar o vicio e ter histórias para contar aos amigos ou aos netos.

WRC 2019 - Rali da Turquia (Dia 1)


Os Citroen dominaram o primeiro dia do rali da Turquia, com o finlandês Esapekka Lappi a estar na frente de Sebastien Ogier por 17,7 segundos, enquanto o Hyundai de Thierry Neuville é o terceiro, a 18,4 segundos, numa prova absolutamente dura e onde um furo é o suficiente para atrasar bastante na classificação geral, como aconteceu a Ott Tanak, que tem mais de minuto e meio de atraso para a liderança por causa de um pneu arrancado da sua jante.

Depois de Thierry Neuville ser o primeiro líder do rali, este começou com Jari-Matti Latvala a ser o melhor na primeira passagem por Içmeler, ganhando 5,3 segundos sobre Lappi, com Teemu Suninen a ser o terceiro, a 5,7. Com isso, Latvala ficou com a liderança do rali. Em Çetibeli, Lappi reagiu, venceu a especial, 5,6 segundos na frente de Andreas Mikkelsen - e 8,7 sobre Ogier - fazendo com Lappi ficasse com a liderança, pois Latvala perdeu 23,4 segundos. Mas depois triunfou em Ula, obtendo uma vantagem de cinco segundos sobre Neuville e ganhou dois lugares na geral.

Na segunda passagem por İçmeler, foi a vez de Kris Meeke ser o melhor, com Neuville e Ogier logo atrás, enquanto Esapekka Lappi perdeu 4,5 segundos, mas manteve a liderança. O belga reagiu na sétima especial, triunfando e ganhando 7,6 segundos a Lappi, numa especial onde Tanak sofreu um furo e perdeu um minuto e 18 segundos, caindo para o sétimo lugar. Para o final do dia, Sordo acabou por ser o melhor, 10,9 segundos na frente de Latvala.

Na geral, depois dos três primeiros, Teemu Suninen era o quarto, a 44,4 segundos, na frente de Andreas Mikkelsen, quinto a 1.04,1. Sexto era agora Dani Sordo, a um minuto e 25,2 segundos, na frente de Kris Meeke e Ott Tanak, respectivamente, a 1.32,1 e 1.37,4, enquanto a fechar o "top ten" estavam o carro de Jari-Matti Latala, a 1.42,5 e o Ford de Pontus Tidemand, a 3.45,4 segundos.

O rali da Turquia prosseguia no dia seguinte com a realização de mais seis especiais.

Youtube Racing Crash: A análise do acidente mortal de Anthoine Hubert

Mais de três semanas depois do acidente mortal do piloto francês Anthoine Hubert, no circuito belga da Spa-Francorchamps, dou de caras com este video explicativo sobre tudo o que aconteceu na curva do Radillon, graças às imagens captadas, desde o despiste do Giuliano Alesi até à colisão do Juan Manuel Correa ao carro de Hubert.

A explicação é longa, mas esclarecedora. E aconselho que a vejam.

Noticias: Kubica pode ir para o DTM

Com toda a gente a querer ver Robert Kubica fora da Formula 1, todas as outras competições são vistas como as ideais para ele. E uma das favoritas é a DTM, o campeonato de turismos alemão, onde ele já testou em 2013 em Valencia. Segundo conta a Autosport britânica, ele poderá estar a caminho da Audi. O seu diretor, Dieter Gass, afirmou que ter Kubica no seu reportório seria uma chance interessante, mas em termos concretos, não há nada definido.

"[Kubica é um] piloto interessante para o DTM em geral. É um pouco cedo para comentar os detalhes da situação para os nossos pilotos de fábrica. Mas, se eu olhar para trás, acho que uma das diferenças [para Audi conquistar o título dos fabricantes este ano] foi que tínhamos uma formação muito forte e equilibrada. Todos os pilotos conseguiram subir ao pódio ou marcar muitos pontos, por isso não é fácil mudar”, coneçou por dizer.

Eu pessoalmente não falei com Kubica, mas falei com a equipa de agenciamento. Começamos a perceber que o interesse no DTM está a aumentar, mesmo nas categorias que deveriam estar acima do DTM, e acho que isso é um sinal muito bom”, concluiu.

Apesar de ser constantemente batido por George Russell, é dele o único ponto que a marca alcançou nesta temporada, graças ao décimo lugar do piloto polaco no GP da Alemanha. 

domingo, 15 de setembro de 2019

A imagem do dia

É triste ver que tem de se perder algo para valorizar aquilo que a vida nos tem e que cada momento é precioso. Quem passou por uma situação desse tipo sabe disso. E não precisas de perder membros para sentir, o facto de estares na cama, ligado a aparelhos, com a tua vida por um fio e estares totalmente consciente disso deve bastar. 

Foi num sábado que aconteceu o acidente de Alessandro Zanardi. O italiano estava em Lausitz, numa das poucas ovais existentes na Europa para mais uma etapa da CART, e aquele pelotão estava ali quando na terça-feira, dia 11, viu os eventos de Nova Iorque e Washington. Chocados, todos queriam demonstrar o seu patriotismo, o seu americanismo, naquele fim de semana, para mostrar solidariedade com todos os que sofreram. A mesma coisa acontecia cerca de mil quilómetros mais abaixo, em Monza, durante o GP de Itália de Formula 1.

Confesso que soltei um grito quando vi o acidente ao vivo. Pensei no Greg Moore, quase dois anos antes, e estava convencido que estava morto. Quem sobreviveria a um embate a aquela velocidade contra o carro do Alex Tagliani? Na realidade, apesar dos quase quatro litros de sangue que perdeu, conseguiu sobreviver no limite, e voltar a andar sobre andas. E acabou por competir noutras coisas, apesar do regresso aos automóveis, onde dentro de carros adaptados, mostra que quem sabe, não esquece. 

E ainda tem tempo para inspirar outros, como o britânico Billy Monger, que lá está, na Formula 3, dando o seu melhor depois de ter perdido as suas pernas. De uma certa maneira, não ai ser uma coisa destas que irá derrubar o espírito de uma pessoa. Bem pelo contrário.  

Youtube Motorsport Movie: O novo trailer de "Ford vs Ferrari"

O filme vai sair em novembro nos cinemas e hoje saiu novo trailer dele. Gosto da frase que o Enzo Ferrari disse sobre o Henry Ford II, pena não ser verdadeiro! Ah! E outra não-verdade: tirando Monza, não ia aos circuitos ver os seus carros competirem.

De resto, parece ser um bom filme. Veremos.

sábado, 14 de setembro de 2019

A imagem do dia

Parece que foi ontem, mas aconteceu há precisamente cinco anos. Todos observavam isto entre o cepticismo saudável e o torcer para que fracassasse. Mas em Pequim, vinte carros estavam alinhados para aquilo que viria ser a primeira prova de sempre da Formula E, a competição elétrica de automobilismo, tutelada pela FIA.

A Formula E foi uma ideia de Alejandro Agag que viu o que poucos tinham visto. A eletrificação chegava, velozmente, e era a altura de ter uma competição para que as marcas pudessem aderir e gastar o seu dinheiro em sistemas de propulsão elétricos, em chassis iguais e baterias semelhantes, para passar a ideia que este tipo de carros eram velozes e as corridas competitivas. Era um projeto do qual só os mais empedernidos é que acreditavam. Até os pilotos convidados tinham as suas dúvidas, especialmente quando os carros eram trocados a meio da corrida, alvo do escarnecimento dos céticos. Esquecendo-se, porém, de que eles não estavam a fazer nada mais daquilo que a Formula 1 já fez com os reabastecimentos e as trocas de pneus, por exemplo.

A corrida em si foi emocionante, e acabou com estrondo, na curva antes a meta, quando Nicolas Prost chocou com o carro de Nick Heidfeld e este último voou para as redes de proteção, felizmente, sem consequências fisicas. E claro, Lucas di Grassi entrou para a história, sendo o primeiro vencedor da prova.

Cinco anos depois, o pelotão alargou-se, as baterias são mais potentes, os carros são mais velozes, há mais corridas, mais interessados, mais marcas. Das onze presentes, oito são construtores - NIO, DS, Audi, Venturi, Nissan e Jaguar - e mais duas novas, com a entrada esta temporada da Mercedes e da Porsche. E de vez em quando, lá se fala de mais marcas como a Ford ou alguma chinesa. E o calendário alarga-se, com este ano a termos treze provas. 

É certo que as pistas são pequenas e todas citadinas, e colocando esses carros contra uns Formula 1, perderão sempre. Mas pedir aos Formula E que sejam exatamente como os Formula 1 é ainda pedir muita coisa, e ainda por cima, o que se quer é o desenolvimento de uma tecnologia que depois se colocará nos carros de estrada, é como pedir tudo já. Vai levar o seu tempo, e também não é o conceito da Formula E.

Mas ver esta quantidade de construtores e a sua crescente popularização já é uma vitória e para Agag, mostrou que valeu a pena apostar na ideia.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Noticias: Williams e Mercedes estendem parceria até 2025

Williams e Mercedes decidiram anunciar esta sexta-feira que irão continuar a sua parceria até 2025. A equipa de Grove e a marca alemã decidiram estender o acordo de fornecimento de motores que existe desde 2014, e que terminava em 2020, antes da mudança de regras previstas para 2021. Apesar de neste último ano, as coisas terem estado mal para a equipa de Frank Williams - apenas um ponto - ambas as partes acharem que este era o tempo ideal para estender a parceria.

“Nos últimos seis anos, do que foi originalmente um acordo de sete anos, tivemos uma parceria maravilhosa com a Mercedes-Benz, pelo que estamos muito satisfeitos por continuarmos a trabalhar com eles durante mais cinco anos, a partir de 2021.” começou por dizer a Vice-Diretora da marca, Claire Williams.

Eles [Williams] passaram por alguns momentos difíceis recentemente, mas isso só serviu para demonstrar sua resiliência e força de caráter enquanto lutam para voltar onde pertencem na grelha. Estou certo de que a perspectiva para as equipas independentes é brilhante com os novos regulamentos financeiros, que serão introduzidos a partir de 2021. Estamos encantados por continuar a nossa parceria com a Williams, nesta nova era do nosso desporto", concluiu Toto Wolff.

Depois de uns primeiros tempos auspiciosos, em 2014 e 2015 - terceiro lugar no Mundial de Construtores em ambas as temporadas, com mais de uma dezena de pódios - o último resultado relevante foi em 2017, quando o canadiano Lance Stroll foi terceiro classificado em Baku.

WRC: Loeb continua na Hyundai

Sebastien Loeb vai continuar na Hyundai para a próxima temporada. O piloto francês de 45 anos, nove vezes campeão do mundo, continuará com a equipa de Alzenau em 2020 e irá fazer seis provas do Mundial WRC, sendo que nada se sabe sobre quais serão os ralis que fará. 

Em 2019, vai também fazer seis provas, dos quais fez cinco até agora: Monte Carlo, Suécia, Volta à Córsega, Chile, Portugal. Ele vai fazer Catalunha, no inicio de outubro, antes de encerrar o programa. Em termos de resultados, o seu melhor lugar foi um terceiro posto no Chile.

Resta saber com quem ele alinhará na equipa coreana, sendo que o belga Thierry Neuville e o espanhol Dani Sordo são os candidatos naturais aos lugares.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

WRC: Tanak vai renovar com a Toyota

O piloto do momento é Ott Tanak. Não só porque é o líder do campeonato, como também é o piloto que todas as equipas desejam para os seus carros. M-Sport e Hyundai estiveram neste verão a tentar cativar o piloto estónio para o seu lado, mas tudo indica que irá renovar com a Toyota Gazoo para 2020. O piloto estónio deverá receber um significativo incremento no seu ordenado e será o piloto número um da equipa, algo que não teve até agora na equipa fino-japonesa.

Num evento pré-rali da Turquia, que vai acontecer neste final de semana, Tanak afirmou que esteve em conversações com a Hyundai, mas estes já terminaram, afirmando que as razões para o seu insucesso não tem tanto a ver com o dinheiro, mas sim com estatuto. Tanak disse também que falou com a M-Sport, mas esta disse que existem outras prioridades que contratar pilotos a peso de ouro, ele que já passou pela marca entre 2011 e 2017, antes de ir para a Toyota.

O rali da Turquia acontece este fim de semana, com 17 especiais em gravilha bem dura.

Formula E: Wolff não acreditava no seu sucesso

Numa altura em que a organização da Formula E anunciou o aumento as receitas para 200 milhões de euros, Toto Wolff, o diretor desportivo da Mercedes, confessou que não acreditava muito no sucesso da competição eletrica. Numa entrevista à Autosport.com, Wolff disse que depois das dúvidas no inicio, passou a acreditar quer na competição, quer no conceito que ela se movimenta.

Primeiro, eu não acreditava que a Fórmula E pudesse ter sucesso”, começou por dizer. “Quando Alejandro [Agag, CEO da FE] e Jean [Todt, presidente da FIA] começaram o campeonato, eu não achei que conseguiriam. Mas, contra todas as probabilidades, o campeonato está a crescer. E o que atrai a Mercedes é o facto de ser um começo emocionante. Trata-se de electrificação, carros eléctricos, que talvez ainda esteja nas etapas iniciais da tecnologia, mas é uma série totalmente eléctrica e tem apelo de marketing.", continuou.

Não é só a Mercedes que está envolvido na competição. Mais construtoras - desde a DS até a Porsche, passando pela Jaguar, NIO, Audi e BMW - estão presentes e mesmo a sua mulher, Susie Wolff, está envolvida como diretora desportiva da Venturi, que acolhe como piloto o brasileiro Felipe Massa.

Fazer isso nas cidades é algo atraente – e a maneira como a Fórmula E é lançada no geral não é para os fãs do desporto motorizado, mas mais para o público em geral. Há mais um factor de festival nas corridas. E isso merece ser olhado seriamente. E é isso que estamos a fazer.”, concluiu.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

A imagem do dia

"Gonchi". Custa a crer que já passaram vinte anos desde aquele dia em Laguna Seca. Lembro-me, em garoto, de ver um livro do Michel Vaillant, de uma corrida de Formula 5000, num duelo entre dos pilotos que acabava na "Corkscrew", a curva do Saca-Rolhas, com um deles a capotar e a acabar numa árvore plantada na zona, pois eram os anos 70 e os guard-rails não existiam em todo o lado. Foi o primeiro acidente fatal que vi desenhado num livro do Michel Vaillant.

Aquilo ficou tão imprimido na minha memória que lembrei disso quando vi as imagens do acidente dele no dia da corrida, que deu na Eurosport (eles na altura tinham os direitos televisivos).

Que Gonzalo Rodriguez tinha talento, tinha. Estaria a vê-lo em grandes duelos com Juan Pablo Montoya na Formula 1 ou na IndyCar Series, na década seguinte, da mesma forma que vi na Formula 3000 contra pilotos como Mark Webber ou Justin Wilson, e a vencer como venceu no Mónaco e em Spa-Francochamps, e a colocar o Uruguai no mapa automobilístico e tal como Montoya, a mostrar que na América do Sul, havia mais do que Argentina e Brasil.

Mas claro, nunca saberemos a resposta. Apenas teve 24 anos de vida para mostrar o seu talento. Que não chegou à Formula 1 e mal arranhou a superfície na IndyCar, pela Penske. Já agora, aproveitem e vão ver o documentário que fizeram sobre a sua vida e carreira, que vale a pena.

Formula E: Mercedes confirma dupla

O belga Stoffel Vandoorne e o holandês Nyck de Vries serão os pilotos para a temporada 2019-20 da Mercedes, que entra de forma oficial na série elétrica com o chassis EQ Silver Arrow 01, depois de na temporada anterior ter corrido sob a marca HWA. De Vries corre no lugar do britânico Gary Paffett.

A apresentação oficial aconteceu ontem no Salão Automóvel de Frankfurt, onde o Dr. Jens Thiemer, vice-presidente da marca para a área do marketing, explicou o propósito da marca alemã na competição elétrica.

"A Mercedes-Benz comercializará futuros veículos elétricos movidos a bateria usando a etiqueta EQ", começou por dizer. "A Fórmula E é uma etapa significativa para demonstrar o desempenho dos nossos veículos elétricos inteligentes movidos a bateria, além de dar uma atitude emocional à nossa marca de tecnologia de EQ por meio do automobilismo e marketing".

Ian James, o diretor desportivo, afirmou que o objetivo é de aprender nesta primeira temporada como equipa, apesar de no ano anterior terem estado presentes através da HWA, que foi considerado como o laboratório. E já avisou que isto não vai ser como na Formula 1.

"Você nunca verá o domínio de uma equipa como em qualquer outra série, apenas pela forma como está estruturada e acho que até é melhor assim", começou por dizer James à e-racing365. “Em termos das nossas próprias expectativas, espero que seja difícil e espero que passemos por uma curva acentuada de aprendizado e, em parte, meu trabalho é garantir que seja o mais íngreme possível e escalaremos e seguiremos o mais rápido possível. Espero que tenhamos alguns pontos altos ao longo da temporada, esse seria o meu desejo", concluiu.

Já em termos de pilotos, se o belga Vandoorne é conhecido - duas temporadas pela McLaren na Formula 1 e uma na HWA na Formula E, com um pódio em Roma - o holandês Nyck de Vries, de 24 anos (nasceu a 6 de fevereiro de 1995), é o atual líder da Formula 2, com três vitórias e mais nove pódios.

Sobre a sua escolha, o piloto holandês diz que é um passo tomado na direção certa.

“Acho que é a direção certa a seguir nesta fase. Eu acompanho de perto a Fórmula E há algum tempo e ela cresceu e se estabeleceu já fortemente no automobilismo. É sempre interessante fazer parte de novos programas e desenvolvimentos, porque é aí que você aprende muito, então acho que para um jovem piloto é sempre interessante fazer parte desse desenvolvimento", afirmou.

"Continuarei a correr no WEC com o Racing Team Nederland em Fuji, Xangai e Bahrein e também no próximo ano, além de continuar a trabalhar em simuladores para a Mercedes [na F1]", acrescentou.

Já Ian James afirma que o enorme talento de De Vries será significativo para o desenvolvimento da equipa e do seu carro na competição.

"Está claro que Nyck é imensamente talentoso como piloto e você pode ver isso através dos resultados atuais na Fórmula 2", disse James ao e-racing365. "Quando testou connosco, apesar de sua juventude, existiu uma maturidade subjacente que, acredito, será a chave para o desenvolvimento da equipa e será complementar à experiência de Fórmula E que Stoffel ganhou", concluiu.

CNR: Vidreiro aposta na segurança

Neste domingo, enquanto os escapes dos carros ainda se esfriavam na Aboboreira, em São Pedro de Moel, era apresentado o Rali Vidreiro, penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis. E este ano, a organização deu especial enfoque na segurança, depois dos eventos do ano passado, devido ao acidente de Carlos Vieira, na segunda especial da prova, no Pinhal do Rei.

Com a presença de pilotos como Armindo Araújo e Ricardo Teodósio, o rali marinhense terá oito especiais de classificação, distribuídos entre sexta-feira e sábado, sendo que no primeiro dia, terá inicio a passagem dupla pelo novo troço de São Pedro de Moel, antes de irem para a super-especial da Marinha Grande, pelas nove da noite. No sábado,  a prova desloca-se para norte, para o concelho de Pombal, onde se realizam as duas especiais de Mata Mourisca (10h00 e 13h00) e Assanhas da Paz (10h30 e 13h30), retornando a S. Pedro de Moel (15h15) para uma repetição do troço de sexta-feira que conclui a prova.

Armindo Araújo, o vencedor da edição de 2018, disse logo qual será o seu objetivo: "Em termos desportivos vamos voltar a tentar vencer, sabemos que os nossos adversários também o vão tentar fazer, esperando que ganhe o melhor e que tudo seja decidido dentro das especiais dos ralis”.

Já Ricardo Teodósio apontou a mesma meta, para um objetivo maior: “Os nossos objetivos para o Rali Vidreiro são o de terminar na frente dos nossos adversários diretos. Queremos ser campeões e para isso temos de ficar à frente deles em todos os ralis daqui em diante", afirmou.

Ainda antes da apresentação oficial, o Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG) promoveu nas instalações dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande uma Ação Formativa de Segurança em Ralis que contou a com a médica FIA, Dr. Beatriz Cardoso-Marinho, que quis dar aos profissionais maneiras de agir em casos de socorro deste tipo.

Com esta Ação Formativa, o Clube Automóvel da Marinha Grande quis dar conhecimentos aos bombeiros e pilotos presentes sobre a forma de agir em caso de acidente. Neste desporto um acidente pode ter consequências graves e quanto mais elementos da organização, incluindo os bombeiros, estiverem a par das tecnologias presentes nos carros de ralis e nos equipamentos de segurança (Capacete e HANS) maior probabilidade é a de agir de forma célere e assertiva”, começou por explicar Nuno Jorge, presidente do CAMG.

Ele depois prometeu ainda que “outras medidas adicionais de segurança serão implementadas e testadas na próxima edição do Rali Vidreiro, incluindo um sistema de videovigilância ao longo dos troços do rali que servirão como complemento às atuais medidas obrigatórias.”, concluiu.