segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Noticias: Barcelona fica no calendário até 2032


O Circuito de Barcelona fica até à temporada de 2032 no calendário da Formula 1, mas ao contrário do que acontecia até aqui, a partir de 2028 irá correr-se ano sim, ano não, alternando com uma pista do qual ainda não se sabe qual, mas poderá ser Spa-Francochamps. 

Segundo conta esta segunda-feira o site elPeriodico.com, o contrato entre ambas as partes - FOM e o governo regional da Catalunha - já foi assinado e a corrida está formalizada sob o nome de Grande Prémio de Fórmula 1 de Barcelona-Catalunha, que fará a sua estreia esta temporada. O acordo estipula um formato de anos alternados a partir de 2026, altura em que terminaria o anterior contrato entre o Circuito e a Fórmula 1. 

Assim sendo, o circuito catalão acolherá a prova em 2028, 2030 e 2032, para além da prova agendada para 14 de junho de 2026.

Tudo isto acontece num ano em que a pista de Madriring se estreará no calendário da Formula 1. A pista, cujo contrato se estenderá até 2035, sem alternar anos, receberá o GP de Espanha, e em 2028, teremos uma situação onde a Peninsula Ibérica receberá três Grandes Prémios, pois nessa altura será o segundo ano do contrato com o GP de Portugal. Algo que só aconteceu por uma vez, em 1994.

Resta saber com quem alternará o circuito de Barcelona. O candidato numero um é a pista de Spa-Francochamps, porque o icónico circuito belga tem contrato válido até 2031, com um sistema de alternância que o coloca no calendário em 2026, 2027, 2029 e 2031. Estas datas coincidiriam com as de Barcelona, ​​que estará presente em 2028, 2030 e 2032, para além do dia 14 de junho de 2026.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

WRC 2026 - Rali da Suécia (Final)


Elfyn Evans levou a melhor no rali da Suécia, e ainda por cima, ele foi o porta-bandeira de um quarteto da Toyota que ficou com... os quatro primeiros lugares. O piloto galês conseguiu uma vantagem de 14,3 segundos sobre Takamoto Katsuta, 46 segundos sobre Sami Pajari, que aqui consegue o seu segundo pódio da sua carreira, igualando o seu melhor resultado de sempre, o terceiro lugar alcançado no rali do Japão. Oliver Solberg, o vencedor de Monte Carlo, foi apenas quarto, a 1.11,6, bem distante dos lugares cimeiros.

"Muito obrigado à equipa, fizeram um trabalho incrível mais uma vez, um Toyota 1-2-3-4 é incrível. Sempre uma atmosfera incrível na Suécia e é especial por muitas razões.", disse um aliviado Evans, no final da Powerstage. Afinal de contas, a distância não foi tão grande quanto desejaria... mas sairá de paragens suecas com a liderança do campeonato, por causa do segundo lugar em Monte Carlo.


Com três especiais neste domingo - passagem dupla por Vastervik e a segunda passagem por Umea, a Powerstage - Evans tinha de tentar afastar-se de Takamoto, que estava motivado com a hipótese de conseguir a sua primeira vitória no WRC. Evans ganhou na primeira especial do dia, conseguindo um avanço de 1,4 segundos sobre o piloto japonês, se calhar a vantagem decisiva que tanto procurava. Solberg foi o terceiro, a 4,7.

Takamoto respondeu na especial seguinte, mas apenas recuperou 0,7 segundos para Evans, que foi terceiro na especial - Sami Pajari ficou entre eles, a 0,1 do piloto japonês. Neuville acabou com uma roda danificada, provavelmente depois de um toque numa das pedras que estava no caminho.

No final, Neuville levou a melhor na Powerstage, 0,1 segundos na frente de Evans, 0,4 sobre Takamoto, 1,7 sobre Solberg e 4,7 sobre Lappi, o quinto. O piloto japonês, algo desgostoso por não ter alcançado o que desejava, disse de sua justiça: 

"Bem, não estou muito satisfeito, claro, poderia ter sido muito melhor, especialmente ontem. O Elfyn fez um trabalho fantástico o fim de semana inteiro. Bom resultado para a equipa. Pessoalmente, não estou muito satisfeito. Estas coisas não podem acontecer a este nível. Pura sorte com os pneus, nada a ver com o automobilismo. A Hankook está a trabalhar arduamente para melhorar. Preciso continuar melhorando e forçar mais.", afirmou.


Pajari, em contraste, estava feliz com um pódio na Suécia:

"Preciso estar realmente satisfeito. Muito obrigado à equipe mais uma vez e ao enorme apoio que recebi após Monte. Este fim de semana voltamos a estar no ritmo e estamos felizes por estar de volta ao pódio. Precisamos continuar pressionando para fazer ainda melhor.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux foi o quinto, a 1.50,3, e o melhor dos Hyundai. Quase imediatamente, a 1.53,2, ficou Esapekka Lappi, no outro Hyundai, e no seu regresso ao WRC, e no sétimo posto, ficou Thierry Neuville, a 3.45,9, no terceiro Hyundai seguido na classificação. O Ford de Jon Armstrong conseguiu os seus primeiros pontos, sendo oitavo, a 4.05,5, na frente do seu compatriota Josh McErlean, a 6.05,4, quase dois minutos mais atrasado. E a fechar o "top ten" ficou o carro de Roope Korhonen, a 10.36,2, e o melhor dos Rally2, num Toyota GR Yaris. 

O WRC prossegue no mês que vêm, em paragens quenianas, entre os dias 12 a 15 de março.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

As imagens do dia







Os testes no Bahrein poderão ter encontrado o... pior (?) carro da Formula 1. E a grande ironia é que os problemas poderão ter sido identificados, com o mesmo piloto presente em ambas as situações. 

Explique-se: a Aston Martin, e o seu AMR26, anda a um ritmo quatro segundos mais lento que os Mercedes, Ferrari e McLaren. Em média. E para piorar as coisas, eles tem rodado pouco - creio que menos de 50 voltas durante a manhã e à tarde, nem sequer rodaram. E os tempos andam, em média, quatro segundos mais lentos por volta. Pelo menos, foi isso que Lance Stroll disse quando saiu do carro, no final da manhã desta quinta-feira, no Bahrein.  

Neste momento parece que estamos quatro segundos atrás das equipas de topo, quatro segundos e meio. É impossível saber com que cargas de combustível e configurações os outros estão a rodar. Mas agora precisamos de encontrar quatro segundos de performance. É simplesmente uma diferença de aderência e de performance. Não acho que isso caia do céu aos trambolhões. É preciso melhorar e encontrar desempenho no carro e no motor.”, explicou o piloto canadiano aos jornalistas.

Questionado sobre os aspetos positivos do monolugar, respondeu de forma irónica:

A pintura está bonita.

Referindo-se ao papel de Adrian Newey como diretor de equipa, Stroll comentou:

Ele é totalmente focado na performance. Está obcecado em encontrar mais desempenho para o carro e é um grande líder. Estamos onde estamos. Queremos lutar por vitórias? Sim. Estamos a lutar por vitórias hoje? Não parece. Isso significa que não podemos lutar por vitórias no futuro? Não, acredito que podemos. Não tenho uma bola de cristal. Não parece extraordinário.

Fernando Alonso não disse nada, mas os seus gestos afirmam muito. Ele, depois de ter dado algumas voltas no carro, quando regressou às boxes, simplesmente atirou as luvas para fora, num gesto de frustração. No final, fez 98 voltas e não disse muita coisa em público.

A razão disto tudo? Aparentemente, o motor Honda. Matteo Bobbi, ex-piloto e atualmente comentador da Sky Itália, afirmou ter tido uma conversa com um elemento da Aston Martin e ele afirmar que o motor "é realmente mau", e que a marca japonesa está a trabalhar, em contrarrelógio para montar um motor melhor, e que seja compatível com o óleo lubrificante providenciado pela Aramco, a petrolífera saudita.

Sabia-se que o carro poderia ter dificuldades pelo facto de ter começado a ser desenhado quatro meses depois da concorrência, e a Aston Martin andar numa enorme operação de expansão das suas instalações, em Silverstone, e isso inclui um túnel de vento construído do zero, mas a Honda, que veio da Red Bull, onde ganhou campeonatos com Max Verstappen... essa é uma enorme desilusão. E claro, lembrando que algures em 2016, Fernando Alonso chamou a aquele motor de "GP2 engine"... se calhar, os pesadelos irão voltar esta noite. 

Contudo, a razão porque a Honda tem esta performance poderá ser algum problema que eles detectaram e decidiram reduzir a potência desse motor como medida de precaução. E enquanto isso acontece, tentam resolver esse problema. Se assim for, então, pode não ser tão "GP2" assim, mas que é preocupante... é. Para terem uma ideia, eles dão cerca de 318 km/hora em reta a 11 mil RPM, menos 30 km/hora dos motores da Red Bull, por exemplo.  

Em conclusão, os testes são o que são: testes. Não se está puxar totalmente pela máquina, os sistemas ainda parecem frágeis e ainda faltam três semanas para Melbourne. Agora, do que os jornalistas andam a ver é que das 11 equipas em pista, o mais difícil de guiar poderá ser este mesmo, o Aston Martin. E se as coisas continuam assim à medida que se ganha confiança nos sistemas, à medida que os pilotos começam a puxar pelo carro até chegar ao seu limite... se os problemas se confirmarem, então a temporada será um pesadelo. E Newey, Alonso, Stroll e outros terão uma montanha muito grande para escalar. 

Formula E: Felix da Costa espera que o fim de semana de Jeddah seja positivo


Na véspera da jornada dupla na Arábia Saudita, no circuito de Jeddah, António Félix da Costa espera que neste fim de semana, o excelente andamento que tem mostrado que tem evidenciado na Jaguar, seja por fim mostrado em resultados.

Numa temporada onde AFC se mudou de armas e bagagens para a equipa oficial da Jaguar no Mundial de Fórmula E, vindo da Porsche, tentando buscar mais vitórias para o seu palmarés, Jeddah setá também o lugar onde o Pit Boost regressa à competição elétrica. Caso não saibam, este recarregamento de dez por cento de energia é obrigatório e dá ainda mais espetáculo à corrida, acrescentando o fator da estratégia nesta competição.

António Félix da Costa diz que gosta "deste circuito, é muito bem conseguido e oferece sempre boas corridas. Estou a trabalhar muito com a equipa para trazermos dois bons e sólidos resultados para casa este fim-de-semana. Sabemos que o nível do campeonato está muito alto, mas também sei que temos andamento para lutar pelos lugares do pódio, portanto vou entrar ao ataque e em busca de trazer muitos pontos para casa este fim-de-semana."

Ambas as corridas deste fim-de-semana na Arábia Saudita têm lugar na sexta-feira e no sábado, e ambas estão marcadas para acontecerem a partir das 17 horas de Lisboa, com transmissão em direto no canal DAZN.

Uma mensagem de aniversário


Por incrível que pareça, este sítio faz hoje anos. Mais concretamente, este sitio sopra agora 19 velas. Se fosse uma pessoa, já saía à noite e podia chegar a casa quando quiser e bem apetecer. 

Tudo começou num domingo - não recordo se de chuva, mas não creio - quando decidi que iria abrir uma conta no Blogger. O título já tinha em mente há algum tempo, por causa de um jogo de Spectrum de Formula 1 que tinha aparecido algures em 1988 - mais tarde, soube que era o título de um documentário francês sobre... motociclismo! - mas como gostava da maneira como soava, ficou. 

O percurso foi longo, e quando comecei era um recém-saído da faculdade de jornalismo, procurando uma maneira de não perder a prática para escrever, enquanto não tinha a chance de o fazer numa redação. Hoje, passadas quase duas décadas, já nem é isso, é mais para praticar a minha paixão pelo automobilismo nas redes sociais. Ainda tenho o canto no Blogger, e tento expandir-me nas outras redes sociais, especialmente no Instagram e mais recentemente, no Threads. 

Mas aqui, no Facebook, tem mais piada, porque posso ver quantos aparecem por aqui e as suas preferências. Tento sempre fazer coisas invulgares - agora chamam "fora da caixa" - e tento ser o mais eclético possível. Formula 1, ralis, Endurance, um pouco de Indy e outras competições, sempre a misturar atualidade com história. E claro, sempre a ser um "one man show". Gosto disto e tentarei manter enquanto for possível. 

E numa temporada de Formula 1 onde os regulamentos mudam, e onde a Endurance tem uma quantidade enorme de Construtores, e outras modalidades andam a ganhar um lugar ao sol, é sempre bom testemunhar e escrever sobre estes tempos. E espero fazer por muitos mais anos. 

Até mais, e... vrrummm, vrrummm, viva o automobilismo!

Youtube Formula 1 Video: Senna e Eu, episódio 4

No quarto episódio da série que está a ser passado no canal do Youtube do jornal dos Clássicos, o entrevistado é Jorge Pêgo, jornalista que durante muitos anos cobriu a Formula 1 na Rádio Comercial, mas também teve uma perninha como piloto na sua juventude. E claro, ele conta como foi a sua relação com Ayrton Senna, desde que o conheceu, em 1984.  

CPR: Pedro Almeida assume candidatura ao título


A Toyota GR Caetano Portugal decidiu para 2026 alargar a sua equipa no CPR para dois Toyotas GR Yaris Rally2, e apostou na ambição e na juventude para fazer evoluir a sua equipa contra a Hyundai, que ainda não apresentou as suas armas para esta nova temporada. Pedro Almeida, de 28 anos e Raul Rêgo, de 20, serão os pilotos que guiarão estes carros ao longo da temporada.  

Comecemos por Pedro Almeida. Ele, por fim, irá dispôr de um dos Rally2 mais competitivos da atualidade, e a sua entrada na Toyota acontece meses após a polémica das gasolinas no Rali de Castelo Branco, onde, sentindo-se injustiçado, decidiu colocar um ponto final na temporada, chegando até a ponderar deixar os ralis.

Na apresentação da equipa, realizada esta quarta-feira, Almeida mostrou-se entusiasmado com o novo desafio: “É um passo que me deixa muito satisfeito e com muita vontade de começar a época, num carro que tem dado provas de grande competitividade, à qual queremos corresponder com resultados no CPR este ano”, começou por referir.

Navegado por António Costa, como já tinha acontecido em 2025, Almeida deixou bem claro as suas ambições neste projeto: "A nossa meta é clara, nós viemos para ganhar, vamos fazer todo o trabalho que sabemos que temos de fazer para isso e é simplesmente esse o nosso objetivo", concluiu.

O CPR começará em abril, com o Rali Terras D'Aboboreira.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

As imagens do dia







Quando o Grupo B entrou em vigor no Mundial de ralis, em 1982, marcas como a Audi, com o seu sistema de quatro rodas motrizes, dominaram e entreteram os espectadores nas classificativas um pouco por toda a Europa e Mundo, seguidos por outros como a Opel, depois a Peugeot, com o 205 Turbo 16, a Lancia, com o Delta S4, a MG Metro, com o 64R, e até a Citroen, com o BT4, um derivado do modelo BX. 

Contudo, de todas estas marcas - até a Toyota, Mazda e a Nissan, que participaram em eventos selecionados - havia uma ausência presente: a Ford. Eles tinham dominado o Grupo 4, ao longo de toda a década de 70, com o seu modelo Escort, que deu muitos campeões do mundo, o mais recente deles em 1981, com o finlandês Ari Vatanen.

A razão até foi simples: apostaram num modelo e não deu certo, o Escort 1700. Era um carro com tração traseira, com um motor de 1,7 litros e teria um turbocompressor. Vatanen ajudou nesses testes em 1983, mas o carro nunca foi muito bem sucedido e frustrados, decidiram abandonar o projeto no final desse mesmo ano. Frustrados, a marca descobriu cedo que, para terem um quinhão neste tipo de carros, que exigiam motores fortes e carros com tração às quatro rodas, tinham de fazer algo diferente. Bem diferente. 

Em suma: o RS 200 era um carro feito, unica e exclusivamente, para competirem no Mundial de ralis. 

Não começaram do zero - aproveitaram algumas coisas do projeto do 1700T - mas o carro teria tração às quatro rodas, num motor de 1,9 litros, turbocomprimido, com cerca de 450 cavalos, e colocado no meio do carro. O chassis foi desenhado pela Ghia, e era de fibra de vidro, e teve ajuda da Reliant, pois tinha experiência nesse tipo de construção. A transmissão foi montada na parte da frente, por causa da distribuição do peso ao longo do carro, e a suspensão traseira era em "double whishbone", com amortecedores duplos. O desenho do RS200 foi feito por alguém com fama noutro tipo de competição: Tony Southgate, que desenhara carros na Formula 1, primeiro na BRM, depois na Shadow e na Arrows - foi um dos fundadores da marca, sendo o S da Arrows. A ajudá-lo no design estiveram um jovem Ian Callum e na Ghia, Filippo Sapino.

O carro ficou pronto no final de 1984, e os modelos de produção, que tinham 250 cavalos de potência - menos 200 que os modelos de competição - eram vendidos a 49 mil libras, um preço astronómico para aquela altura. Contudo, para além dos 200 modelos de estrada necessários para a homologação, havia 20 modelos que tinham de ser feitos para que fossem comprados para as equipas de competição. Tudo para que o modelo de competição tivesse o OK da FIA. 

E claro, isso demorou o seu tempo. Por causa dessa demora na homologação, a Ford teve de falhar a sua participação no Rali de Monte Carlo, o primeiro rali do ano. Contudo, para o rali da Suécia, que iria ser disputado nas estradas suecas, em pleno inverno, apareceram dois pilotos locais para ajudar a juntar pontos no campeonato. Eram Stig Blomqvist e Kalle Grundel

Havia esperanças que o projeto iria dar bem, mas também começavam a aparecer alguns problemas. Isso deixo para outro dia, apenas falo aqui porque esta semana faz 40 anos sobre a sua aparição no WRC. 

CPR: Toyota Portugal apresenta dupla para o campeonato


Um ano depois de terem estreado a sua equipa no CPR, a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal irá alargar-se para dois carros, e ambos serão jovens pilotos, no lugar de Kris Meeke, que esteve presente em 2025. A dupla escolhida acabou por ser Pedro Almeida e Rafael Rego, e ambos correrão no modelo GR Yaris Rally2.

A apresentação da equipa aconteceu nas instalações da Sports&You, em Baltar. A preparadora, que já existe desde há algum tempo, em meados de 2025, a Caetano Portugal tornou-se acionista maioritária.

Almeida irá ser navegado por António Costa, enquanto Rego terá Ana Gonçalves a dar as notas no banco do passageiro.

Esta aposta em dois pilotos portugueses, um deles mais jovem, para a Toyota Gazoo Racing Caatano Portugal, demonstra que em 2026, a orientação está centrada na valorização do talento português, promovendo a formação e progressão de jovens pilotos num contexto competitivo de alto nível.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Formula 1: Alonso decide o seu futuro no final do verão


Horas antes da apresentação do carro para 2026, o AMR26, Fernando Alonso teve uma longa entrevista para o jornal desportivo AS onde falou do carro para esta temporada, os desafios que tem com ele, o facto de a partir deste ano ter Adrian Newey como seu "patrão", mas também, falar sobre o seu futuro.

Aos 44 anos - fará 45 na terceira semana de julho - Alonso afirma que quer resolver a situação em setembro, embora tenha consciência de que possa ser pressionado mais cedo, por causa das movimentações do mercado. O piloto também refere que outros fatores, mais pessoais, poderão também ajudar na decisão, como a motivação, o desgaste provocado pelas viagens e as exigências mediáticas fora da pista. 

Não sei — acho que este ano é preciso esperar um pouco mais, porque a progressão e o desenvolvimento dos carros vão ser incríveis. Em vez de se ganhar uma ou duas décimas com um pacote de evoluções, pode ganhar-se oito décimas ou um segundo inteiro. Tomar uma decisão em abril ou maio pode estar certo, ou errado em setembro, consoante a evolução. Quanto mais se conseguir esperar, melhor. Essa seria a minha intenção — esperar até setembro para decidir. Mas veremos.”, afirmou, referindo às evoluções dos carros nesta temporada.

Sobre os fatores pessoais, acrescentou:

Não acho que vá depender apenas da performance. Preciso de ver como me sinto, quão motivado estou, o peso das viagens, dos eventos, do marketing e de tudo o que está fora da pista.", começou por dizer.

"Acho que a equipa vai melhorar muito desde o início do ano; vamos crescer à medida que a época avança. Isso será motivador para continuar, ver o carro evoluir e os resultados a melhorarem. Para tomar uma decisão cem por cento segura é preciso esperar o máximo possível… se a equipa puder esperar. Porque uma coisa é o que tu queres, outra é se a equipa quiser saber na primavera se vais ficar para não perder outros pilotos no mercado. Aí haverá pressão para decidir o mais cedo possível.”, concluiu.

Os testes de pré-temporada começam amanhã no Bahrein, e decorrerão até sexta-feira. 

Noticias: Fernando Alonso teme, mas confia


Fernando Alonso teve um dia preenchido nesta segunda-feira, com a apresentação do Aston Martin AMR26. Se no momento da apresentação, ele se mostrava confiante que as pessoas por trás do projeto tem o "pedigree" ideal para andar entre os carros da frente.

Contudo, horas antes, numa entrevista a um jornal desportivo espanhol, ele admitiu que o AMR26 é uma base, não um carro vencedor. A adaptação ao novo regulamento, a um novo motor será demorado, mas acredita que com o tempo e a experiência de todos, a equipa poderá acabar por ser vencedora. 

Este é um capítulo muito entusiasmante para a Aston Martin à medida que nos adaptamos a novas regras, novas unidades motrizes e novas ideias. Com o Lawrence e o Adrian temos dois dos líderes mais determinados e competitivos que alguma vez conheci.", começou por afirmar, na apresentação do carro, na noite de ontem, na Arábia Saudita.

"Os últimos anos não foram fáceis, mas aprendemos muito, e essa experiência torna-nos sempre mais fortes. Todos nesta equipa partilham a mesma fome de ser competitivos e vejo quanto trabalho está a ser feito nos bastidores para termos um carro que possamos desenvolver ao longo da época. Estou ansioso por voltar à pista e por desenvolver o carro. Mal posso esperar por atacar forte e ajudar a tornar a Aston Martin ainda mais competitiva.”, concluiu.

Contudo, horas antes da apresentação, o veterano piloto espanhol deu uma longa entrevista ao jornal AS onde fala sobre o carro, e que não espera grandes feitos no AMR26, apesar de ter sido desenhado por Newey. Ele refere os atrasos no projeto - o próprio Newey disse, uns dias antes, que o projeto começou com quatro meses de atraso em relação à concorrência - e que o começo da temporada poderá ser trabalhoso, antes de a meio da temporada, começar a haver algumas evoluções em relação à concorrência. 

Estamos claramente atrás, estamos no ponto zero. Acho que nem sequer começámos. Em Barcelona conseguimos rodar um pouco, mas encarei aquilo mais como um dia de filmagens — um shakedown que outras equipas fizeram em Silverstone e que nós não pudemos fazer. Algumas partes do carro não estavam validadas para velocidade máxima e tivemos de nos limitar a 280 quilómetros por hora nas retas. É apenas um exemplo de como a preparação foi levada ao limite. O Bahrein será o nosso primeiro teste real, o nosso primeiro contacto verdadeiro com o carro. Barcelona foi apenas ligá-lo e ver se tudo funcionava”.

Sobre os atrasos no projeto, Alonso sublinhou:

Sei que temos alguns desafios — e não sou só eu a dizê-lo, o Adrian também o disse — que estávamos alguns meses atrás do que ele pensa que as outras equipas estavam a fazer, e o mesmo se aplica à Honda, que teve mais dificuldades do que esperava com o motor. Achamos que temos alguns problemas para resolver ao nível da competitividade e não temos muito tempo. Alguns deles não vão estar resolvidos antes da Austrália e teremos de lidar com isso nas primeiras três ou quatro corridas.

Apesar disso, relativizou o impacto mediático do projeto:

Este é o efeito Newey. Sempre foi assim. Quando ele apresentava um carro nos testes, toda a gente ficava atenta ao que podia fazer ou ao que podia ser copiado. Agora vai acontecer com os nossos rivais. Isto é uma maratona, não um sprint. A corrida de desenvolvimento vai ser muito longa. Não é como se começa, é como se acaba — e a segunda metade da época será mais importante do que a primeira.

Apresentações: o Aston Martin AMR26


A Aston Martin apresentou na segunda-feira à noite o seu chassis para 2026, o AMR26. A cerimónia decorreu em Dahran, na Arábia Saudita - mais concretamente no centro cultural Ithra – King Abdulaziz Center for World Culture - e ali foi mostrado um concept car com a pintura que será utilizada no chassis deste ano.

Com os pilotos Lance Stroll e Fernando Alonso presentes, Lawrence Stroll, o presidente executivo, afirmou na apresentação que a temporada de 2026 irá coincidir com a plena operacionalidade do novo campus tecnológico da equipa e com o reforço das parcerias estratégicas com a Aramco e a Valvoline, enquadrando uma aposta de longo prazo para lutar por vitórias e títulos.

O AMR26 representa um passo decisivo para a Aston Martin ao entrarmos na nova era da Fórmula 1 em 2026. Estes regulamentos constituem a maior redefinição que o desporto viu numa geração, e estamos a abordá-los com ambição clara: construir uma equipa capaz de vencer.

"Cada movimento que fazemos é pensado e deliberado, orientado para onde queremos chegar. Este ano marca também a nossa primeira época como equipa oficial de fábrica, apoiada por parceiros de classe mundial como a Honda, a Aramco e a Valvoline. Com o campus tecnológico agora concluído, temos pessoas, instalações e investimento de longo prazo para competir com os melhores. Hoje é mais um marco importante nesse percurso.”, concluiu.


Adrian Newey, que para além de ser o projetista do AMR26, é também o diretor desportivo da equipa, acrescentou que 2026 será um ano desafiador, por causa das mudanças nos regulamentos, quer do motor, quer do chassis. 

"2026 é um momento raro na Fórmula 1 porque, pela primeira vez, os regulamentos do chassis e da unidade motriz mudaram em simultâneo. Com regras completamente novas, a melhor filosofia nunca é óbvia de imediato e a compreensão evolui à medida que o carro se desenvolve. Com o AMR26 adotámos uma abordagem holística: não se trata de um único componente de destaque, mas de como todo o conjunto funciona em harmonia.", começou por afirmar.

"O foco tem sido criar bases sólidas, potencial de desenvolvimento e um carro de que o Lance e o Fernando consigam extrair performance consistentemente.”, concluiu.

O carro já apareceu em Barcelona, para os primeiros ensaios, e agora, a equipa aponta aos dois ensaios que irão acontecer no Bahrein, antes da ronda inaugural em Melbourne, que acontecerá na primeira semana de março.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A imagem do dia




A apresentação do MCL40 para a temporada de 2026 marca um tempo importante para a McLaren. Campeã do mundo de pilotos, com Lando Norris, e de construtores, depois de terem renovado o título em 2024, batendo a Red Bull, a McLaren está a culminar um tempo de ascensão que vem desde os maus tempos de 2016, com os motores Honda e o fracasso com Fernando Alonso, altura em que Zak Brown pegou nas rédeas da equipa, sucedendo a Ron Dennis.

Contudo, 2026 é um ano importante na McLaren por dois motivos, e o primeiro deles é que faz 60 anos desde a sua estreia no GP do Mónaco de 1966, às mãos do seu fundador, Bruce McLaren. O segundo é que no fim de semana do GP de Miami, farão mil Grandes Prémios. É o que dá ser a segunda equipa mais antiga da Formula 1, apenas atrás da Ferrari.

E então, como é a altura indicada, falarei do primeiro carro da história da McLaren na Formula 1: o M2B.

Bruce McLaren tinha chegado à Formula 1 para correr na Cooper, mas desde meados de 1963 que queria montar a sua própria equipa, com um conjunto de jovens americanos, liderados por Teddy Meyer, e tinha o seu irmão Timmy e Tyler Alexander, entre outros. Fundou a Bruce McLaren Motor Company e foi correr a Tasman Series na Austrália, usando chassis Cooper. 

No final de 1965, com o final dos regulamentos de motores de 1.5 litros, McLaren achou que esta era a melhor altura para dar o salto. Apesar de estar em algumas competições como piloto oficial, como a Endurance, onde guava um dos Ford GT40, e o dinheiro era necessário para colocar a sua equipa adiante, ele teve a visão de construir um carro inovador, e contratar talento. O M2B acabou por ser projetado por Robin Herd, que tinha ido buscar da industria aeroespecial - tinha ajudado a projetar o Concorde - que a certa altura, foi ajudado por Gordon Coppuck, este último acabaria por projetar os chassis da marca para a próxima década. 

O M2B era um chassis monocoque de desenho aparentemente simples por fora, mas por dentro era inovador, pois tinha Mallite, um compósito que combinava madeira de balsa, que era comprimido entre duas folhas de alumínio, que o fazia leve, mas muito resistente. Tudo isto quinze anos antes das fibras de carbono, que foram usadas pela primeira vez em 1981... num McLaren (e a seu tempo falarei sobre ele).   

Contudo, se a ideia era boa no papel, quando se passou para a prática, revelaram-se muitas dificuldades em termos estruturais, pois inicialmente, este chassis de Mallite era para ser colocado em todo o carro, mas no final ficou-se pela camada exterior do chassis. Mesmo assim, tornou-se num dos chassis mais rígidos de sempre, com uma resistência torsional de dez mil libras por polegada.

Outro problema foi o motor. Os Cosworth DFV estavam ainda a serem projetados, logo, McLaren teve que usar inicialmente motores Ford V8 baseafos na unidade de 4,2 litros usada nas competições nos Estados Unidos, e que ocasionalmente usava na Can-Am, competição na qual também participava, e com muito maior sucesso. Só que era muito pesado, e pouco fiável, apesar do carro ter feito cerca de 3200 quilómetros em testes, antes do inicio da temporada.

A estreia do M2B foi no Mónaco, com McLaren a bordo. A corrida foi curta: na volta seis, uma fuga de óleo sentenciou o resultado. Desconfiado do motor Ford, passou para os italianos Serenissima, construídos pelo Conde Volpi, quer eram menos potentes e menos fiáveis. Não largou na Bélgica e nos Países Baixos por causa de problemas de motor na qualificação. Contudo, na única vez em que tudo correu bem, foi sexto em Brands Hatch, o primeiro ponto da história da McLaren. Eles regressaram aos Ford no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen, e conseguiu um quinto lugar, conseguindo mais dois pontos.

Parece que foi apenas uma aventura de McLaren, mas na realidade, era para ser dois carros. O segundo foi inscrito para o seu compatriota Chris Amon, mas por causa da infiabilidade dos motores, ele não teve qualquer chance. No ano seguinte, McLaren construiu M4A e arranjou motores BRM V8, sem melhorar muito os resultados... apenas em 1968, com os Ford Cosworth, é que puderam se transformar na equipa vencedora que sempre ambicionaram.

Mas se o chassis podia ter todos os defeitos e mais alguns, o espirito de equipa era diferente. Robin Herd contou, depois, que ali, trabalhava-se com afinco. "Todos estavam dez vezes mais determinados a fazer melhor no ano seguinte.", começou a contar. 

Sobre o design do carro, Herd refletiu que "a nossa ênfase tendia a ser mais na elegância da estrutura do chassis do que no design de um carro de corrida realmente rápido [e que] nós... tendíamos a ir em direção à engenhosidade técnica e à treta em vez de engenharia vencedora de corridas". 

Teddy Mayer foi mais suscinto: "Os nossos principais problemas foram com a escolha do motor Ford".

Mas no final, esse chassis acabou por ser... estrela de um filme. Como assim? Tornando-se no Yomura que levou Pete Aaron (James Garner) ao campeonato mundial de 1966 no filme "Grand Prix", considerado por muitos como o melhor filme de corridas de sempre, devido ao seu uso de cameras a bordo dos carros, filmando sequências inovadoras no seu tempo. Em troca do chassis, o estúdio de Hollywood pagou-lhe pelo uso dos chassis, algo que McLaren bem precisava, pois na altura a equipa era somente constituída por ele próprio e mais quatro mecânicos... mas o caminho para o sucesso estava traçado.

Youtube Formula 1 Presentation: A apresentação do Aston Martn AMR26

Esta segunda-feira está a ser um dia cheio em termos de apresentações de cores e chassis. Depois da McLaren, que mostrou as cores do seu MCL40, no final desta tarde, pelas 19 horas de Londres, será apresentado o AMR26, o carro da Aston Martin com motor Honda e também o primeiro carro desenhado por Adrian Newey

Expectativas estão a ser altas para o que será este novo carro, já que daquilo que se viu nos testes de Barcelona, poderá ser um carro bem interessante de se seguir. O AMR26 será guiado por Fernando Alonso e Lance Stroll.

Formula 1: O McLaren MCL40


A McLaren apresentou nesta segunda-feira, no Bahrein, as corres do que será o McLaren MCL40, o carro de 2026. A revelação, feita em direto do seu canal no Youtube, contou com a presença do diretor-executivo Zak Brown, do diretor de equipa Andrea Stella, dos pilotos Lando Norris e Oscar Piastri, bem como de responsáveis das áreas de marketing e conceção.

Fiel à tradição de manter a identidade visual após temporadas vitoriosas, a McLaren prolonga em 2026 a paleta cromática utilizada no ano dos títulos de construtores e pilotos, combinando o característico tom papaia com antracite e discretos apontamentos em verde-azulado. O conceito estende-se também aos fatos dos pilotos, com frente em papaia e costas em negro antracite, realçando os números 1 (Norris) e 81 (Piastri). E claro, continuará a ter os motores Mercedes, ocasião do qual não escapou à recente controvérsia sobre elas. 

Na apresentação oficial, Zak Brown afirmou:

Estamos muito satisfeitos por apresentar a decoração do nosso carro de 2026 a partir da nossa segunda casa, o Bahrein. A cor papaia continua no MCL40 enquanto mantemos a tradição de levar as cores campeãs para a época seguinte. O desempenho em pista esteve igualmente no centro do processo criativo, equilibrando direção estética e exigências aerodinâmicas para criar um concorrente marcante para 2026."

Do lado da equipa, Andrea Stella complementou:

É fantástico revelar a pintura do nosso carro para 2026, o MCL40, à medida que atingimos um marco importante no incrível trabalho e dedicação da nossa equipa antes do início das corridas deste ano.” “Embora tenhamos a vantagem das lições aprendidas com o nosso sucesso nos últimos anos, toda a grelha está a recomeçar do zero e as nossas conquistas passadas não contam para nada.

"O nosso objetivo é começar com o pé direito, e temos a melhor combinação de equipa, dupla de pilotos, colaboração com a Mercedes HPP, parceiros e fãs para o conseguir.", concluiu.


Referindo sobre a polémica acerca da taxa de compressão dos motores V6 turbo para 2026, onde aparentemente a Mercedes encontrou uma forma inteligente de cumprir a taxa de compressão de 16:1 em condições de frio e estáticas, que é como é medida pela FIA, enquanto que, em situações de funcionamento a quente, obtém uma vantagem significativa, logo, contestada por Audi, Honda e Ferrari, Zak Brown afirma que toda esta polémica é tipica da Formula 1, e rejeitou as queixas sobre a unidade de potência da Mercedes como manobras políticas.

"É a política típica da Fórmula 1. O motor foi concebido e está totalmente em conformidade com as regras", disse no lançamento do McLaren MCL40, o carro que desafiará a equipa em 2026. "É disso que se trata o desporto. Não é diferente de coisas como os difusores duplos que vimos no passado, que também estão em conformidade com as regras.", começou por afirmar.

"Não acredito que haja uma vantagem significativa a ser apontada pela concorrência, mas é claro que o seu trabalho é transformar qualquer vantagem percebida numa história." Mas a realidade é que o motor está totalmente em conformidade e passou em todos os testes. E acho que a [Mercedes] HPP fez um bom trabalho.", concluiu.


Apesar disso, Brown não acredita no alarmismo de que as equipas da Mercedes acabarão por ficar impossibilitadas de correr na Austrália.

"Não consigo imaginar que não haja equipas da Mercedes na grelha na Austrália", disse. "Não temos acesso a essas conversas, por isso nem saberia dizer, do ponto de vista da unidade motriz, o que seria necessário para alterar o regulamento. Mas teremos todas as equipas da Mercedes na grelha na Austrália, disso tenho a certeza."