terça-feira, 16 de abril de 2024

A(s) image(ns) do dia



A Formula 1 estava na sua segunda corrida do ano, e... era uma estreia. Basicamente, o realizar do sonho de uma pessoa que desenhou o circuito. Chamado de Ti-Aida, na realidade, a pista se situa em Okayama, um lugar entre Kobe e Hiroshima, na parte sul da ilha de Honshu, a principal do arquipélago japonês. Ou seja, mais a sul de Suzuka, que fica na região de Kyoto.

Em meados da década de 80, Hajime Tanaka tinha enriquecido com o desenho de campos de golfe um pouco por todo o Japão. Aproveitando o "boom" da economia nipónica, decidiu comprar um terreno no interior da província de Okayama e em 1990, inaugurou aquilo que chamou de Ti-Aida, essencialmente, para os ricos trazerem as suas máquinas. Já agora, "Ti" significa "Tanaka International".

Com o passar dos anos, abriu a pista para competições nacionais e internacionais, e logo, tentou convencer a Formula 1 em receber uma segunda corrida no Japão. Nesses anos de fartura, alguns circuitos foram feitos com esse objetivo, um deles, Autopolis, situado no Kyushu, no sul. Mas a bolha explodiu e em 1994, a Japão estava em plena crise económica. Contudo, Tanaka persistiu no sonho de receber... e conseguiu, ter a Formula 1 no seu quintal.

No calendário, a corrida iria ser a segunda do ano, e claro, a primeira vez que a Formula 1 iria correr na primavera no Japão - a próxima ocasião só iria acontecer em... 2024 - e as pessoas pensavam que ali, Ayrton Senna poderá reagir a um Michael Schumacher que tinha ganho inesperadamente - para imensos - no Brasil. Mas existia um obstáculo: ninguém tinha corrido em Aida! 

Bem, existia uma excepção: Roland Ratzenberger.

O piloto da Simtek não tinha qualificado em Interlagos, por causa de problemas no carro - aparentemente, Nick Wirth deu-lhe uma corrida extra para compensar pela não-qualificação - e sabia que ali, tinha de mostrar o que valia. Afinal de contas, entre 1991 e 1993, tinha andado nas pistas japonesas, primeiro na Formula 3000, depois na Endurance local, pela Toyota, e sabia umas coisas dessa pista, que era pequena, travada e lenta.

A Ferrari tinha um problema: Jean Alesi tinha tido em acidente em Mugello, lesionara-se nas costas e iria ficar de fora por algumas corridas. No seu lugar foi chamado Nicola Larini, seu piloto de testes, mas com experiência de Formula 1 na Coloni e Osella. E na Jordan, Eddie Irvine tinha sido suspenso por ter provocado a carambola que envolveu o Benetton de Jos Verstappen, o McLaren de Martin Brundle - que quase arrancou a cabeça dele! - e o Ligier de Eric Bernard. No seu lugar entraria Aguri Suzuki.

Os Simtek eram mais lentos que os carros que estavam imediatamente na sua frente - os Lotus de Johnny Herbert e Pedro Lamy - mas se David Brabham até era competitivo, já Roland... nem por isso. Não marcou tempo na sexta-feira, e estava aflito quando foi para a pista no sábado, para marcar um tempo melhor que os Pacific, outra equipa estreante, e que tinha um chassis pior que os da Simtek. Tinha de conseguir um tempo abaixo de 1.16,9 para se qualificar, e já era distante de 1.14,9 que conseguira o seu companheiro de equipa.

Foi para a pista, aplicou-se... e conseguiu. 1.16,536 foi o tempo que conseguiu para ser o 26º e último na grelha, cerca de 1,7 segundos  mais lento que Brabham, mas o suficiente para participar, pela primeira ocasião, numa corrida de Formula 1. Era o seu primeiro grande feito. 

O segundo era correr... e terminar. E conseguiu: cinco voltas atrás do vencedor, na 11ª posição, parece ser lento, mas por exemplo, estava na mesma volta que os Ligier de Olivier Panis e Eric Bernard, que tinham... motores Renault! Em suma, parecia que ele vivia o seu sonho e tinha alcançado um primeiro objetivo na vida. 

Ainda era para receber na Formula 1 em abril do ano seguinte, mas em janeiro, três meses antes, um forte terramoto na área de Kobe, causou estragos na região - um desmoronamento de terras bloqueou a principal via de acesso ao circuito - e a corrida acabou por acontecer no outono. Até foi um mal que aconteceu por bem, porque foi ali que Michael Schumacher comemorou o seu segundo título mundial.  

Mas os feitos do Ratzemberger aconteceram há precisamente 30 anos.          

Youtube Formula E Testing: Os narradores dão umas voltinhas...

A apresentação internacional da Formula E - pelo menos em inglês - está a cargo de Karun Chandhok e David Coulthard, dois ex-pilotos de Formula 1. Já foi mais gente, como Dario Franchitti, mas agora são estes dois. 

E claro, em Misano, eles foram dar uma volta no Gen3, especialmente Couthard, ex-piloto de Williams, Red Bull e sobretudo, McLaren, que ainda não tinha experimentado um destes carros. Claro, foi divertido para ambos, e sobretudo, ficaram a saber que tipo de carro estão a lidar.   

Formula E: Abt é a parceira da Lola/Yamaha


A parceria da Lola com a Yamaha será acolhida pela Abt. O anuncio foi feito nas vésperas da ronda dupla da Formula E em Misano, após ambas as marcas terem anunciado o seu projeto para correr na temporada de 2024-25. O acordo para ingressar na Fórmula E com a equipa Abt será apenas um elemento de uma joint-venture entre ambas as empresas no sentido de explorar áreas relacionadas com o automobilismo sustentável. Isto fará parte da estratégia da Lola para se restabelecer como líder da indústria, concentrando-se em três áreas: eletrificação, hidrogénio e combustíveis e materiais sustentáveis.

Estamos entusiasmados com a parceria com a Abt, pois trazemos a tecnologia que desenvolvemos com a Yamaha Motor para o Campeonato Mundial de Fórmula E. É emocionante trabalhar com uma equipa que tem tanta história e sucesso no automobilismo. A operação de programas apoiados pela fábrica é o essencial da Abt, e sua experiência na Fórmula E nos dará muita vantagem. Estamos ansiosos para desenvolver nosso relacionamento dentro e fora da Formula E.", afirmou Till Bechtolsheimer, presidente da Lola Cars Ltd.

"Estamos muito satisfeitos por ter encontrado dois parceiros tão renomados para o nosso futuro na Fórmula E”, começou por afirmar o CEO e chefe da equipa da ABT, Thomas Biermaier. “É claro que será um grande desafio para um novo fabricante entrar e se estabelecer num campeonato mundial. Mas durante as nossas discussões e negociações ao longo dos últimos meses, sentimos claramente o quão habilidosas, motivadas e determinadas [estão a] Lola e Yamaha para tornar este projeto um sucesso – tal como todos os membros da nossa equipa.”, concluiu.

Do lado da Yamaha Motor co., ltd, o seu presidente, Heiji Maruyama, afirmou: “A Yamaha Motor está acelerando a pesquisa e o desenvolvimento de diversas tecnologias que contribuem para a sustentabilidade. Como Parceiro Técnico da Lola, esperamos adquirir tecnologias de gestão de energia mais avançadas através do mais alto nível de corridas elétricas na Fórmula E. Estamos muito felizes e honrados por ter a oportunidade de contribuir para o sucesso de uma equipa tão grande como a ABT com nossa tecnologia, trabalhando em conjunto com Lola.


O desenvolvimento do "powertrain" e respetivo software relacionado já está nas fases finais da sua pesquisa, com o primeiro shakedown planeado para junho. Detalhes adicionais sobre a configuração e estrutura da equipa serão anunciados nos próximos meses.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

A(s) image(ns) do dia




Estamos em 2024. Fernando Alonso tem 42 anos e nove meses, mais ou menos a mesma idade de Kimi Raikkonen e Michel Schumacher nas suas derradeiras temporadas na Formula 1. Na semana passada, ele e a Aston Martin anunciaram que renovariam o seu contrato até ao final da temporada de 2026, onde eles correrão com o motor Honda. No final dessa temporada, que provavelmente será em dezembro, em Abu Dhabi, o piloto asturiano terá 45 anos e cinco meses. 

A última vez que a Formula 1 teve um piloto com essa idade no seu pelotão foi em 1975. Aconteceu com Graham Hill, que nessa temporada tinha a sua própria equipa, guiando o seu carro, e com 18 temporadas atrás das suas costas, numa altura onde o risco de morte era bem grande. 

Nessa altura, Graham Hill era uma excepção. Arrastava-se no fundo do pelotão, correndo apenas pelo prazer e a adrenalina da condução. Existiam cartoons com ele a levar uma longa barba, qual Matusalém, e todos sabiam que, se não tivesse montado a sua equipa, teria sido "expulso" dos Grandes Prémios. Apenas quando ele não se qualificou para o GP do Mónaco, a sua corrida favorita, é que decidiu pendurar o capacete e se dedicar à sua equipa. Ironicamente, não viveria muito mais tempo, porque a 29 de novembro desse ano, despenhou-se ao tripular o seu avião, nos arredores de Londres.

Ao contrário de Hill, Alonso é competitivo. Começou com 19 anos, e tirando a interrupção entre 2019 e 2020, tem 384 Grandes Prémios no seu palmarés. Tudo indica que será o primeiro piloto a chegar aos 400 Grandes Prémios, muito mais que os 176 que o piloto britânico conseguiu, demonstrando que hoje em dia, o calendário está bem mais recheado. Mas mais que isso, o facto de ter tido oito pódios em 2023, e o quarto lugar final da geral, demonstra essa sua competitividade. Ao ponto de bater constantemente o seu companheiro de equipa, que é 17 anos mais novo que ele. 

Não deveria ser o contrário?

E isto deixa-nos a pensar sobre ele e a capacidade destes pilotos de guiar um carro onde os coloca constantemente sob pressões de 5 e 6 G's. Precisam de ser super-homens para aguentar estes carros, terem reflexos hiperhumanos, mas sobretudo, temos de falar sobre a longevidade desta gente. Parecendo que não, se ele se mantiver competitivo em 2026, a Aston Martin poderá querer renovar o contrato, colocando-o numa idade que não se vê desde os anos 50, com gente como Juan Manuel Fangio, que guiou um Formula 1 até quase aos 47 anos. Uma idade que Alonso alcançará no final de julho de 2028, e se calhar, com ideias de alcançar os 500 Grandes Prémios.

E depois penso em Lewis Hamilton ou até Max Verstappen. Parecendo que não, Hamilton fará 40 anos no inicio de 2025, altura em que sentará num Ferrari. Tem 336 Grandes Prémios, mas com mais duas ou três temporadas em cima, chegará e ultrapassará as 350 corridas na sua carreira. E se a Ferrari lhe der um carro capaz que o colocar de novo no pódio, é bem provável que ganhe motivação para correr até ao final da década, por exemplo. E nem falo de Max, que tendo apenas 26 anos, tem já 189 Grandes Prémios, e já vai na sua décima temporada. Três décadas antes, esses números seriam de veteranos, 12 ou 14 anos mais velhos que ele.

São gente excepcional, são sobrehumanos? Capaz. E pergunto-me: correrão "para sempre", ou seja, estarão dentro de um carro enquanto o corpo lhes permitir. Se sim, quando é que atingirão o limite? 50, 55, 60? Se calhar... sim. E mais além disso. 

Basta olhar para nós mesmos: à medida que avançamos no tempo e começamos a ter hábitos mais saudáveis, os avanços na medicina e na genética começarão a beneficiar a nós, os "comuns mortais" - as pessoas que alcançam o seu centenário, apesar de serem uma elite, é uma tendência que irá aumentar - esta gente não quererá pendurar o capacete e fazer outras coisas na vida? Especialmente numa Formula 1 que quererá ser elitista, deixando apenas 20 lugares para preencher?

Aliás, pergunto a mim mesmo: será que a Formula 1 quer que eles fiquem, transformando uma competição com "lugares vitalícios"?  

Pequena adenda: claro que não esqueci de gente como Emerson Fittipaldi, Mário Andretti ou A.J. Foyt, gente que correu até e para além dos 50 anos, mas eles andaram na IndyCar, que não é tão exigente como a Formula 1 e aqui, o que importa falar é da Formula 1, em termos específicos, e como gente mais velha está a ser capaz de aguentar estes bólidos, continuando no topo da forma.      

Youtube Formula 1 Video: Roland Ratzenberger (Parte 2)

No segundo vídeo do documentário sobre a vida e carreira de Roland Ratzenberger, fala-se sobre os seus esforços de ir para a Grã-Bretanha para correr, primeiro, na Formula Ford, depois, na Formula 3 e Formula 3000, com passagens pelo DTM e as 24 Horas de Le Mans, até ao final da década de 80. 

E no final, algumas das duas decisões para a década seguinte, como por exemplo, a sua ida para o Japão, aparentemente, para correr pela Toyota na Endurance.

WRC: Toyota colocará quatro carros no Rali de Portugal


A Toyota terá toda a armada no Rali de Portugal, que acontecerá entre os dias 9 e 12 de maio. a Marca japonesa confirmou que Kalle Rovanpera, Sebastien Ogier, Elfyn Evans e Takamoto Katsuta estarão presentes na quinta prova do campeonato. Evans e Katsuta estão a correr nesta temporada a tempo inteiro, enquanto os outros dois estão em tempo parcial, à partida compartilhando o carro. Contudo, neste rali, parece que ambos coincidiram na sua presença, e assim sendo, a Toyota colocará um quarto carro na lista de inscritos. 

Isto acontece quando no rali da Croácia, que acontecerá no final desta semana, temos Ogier de regresso ao carro, acompanhando Evans e Katsuta, num campeonato onde a Hyundai se apresenta mais forte que nas outras temporadas. Tanto que é Thierry Neuville que lidera o campeonato, com 67 pontos, contra os 61 de Elfyn Evans, o melhor piloto da Toyota.    

Meteo: Fim de semana complicado em Xangai


É segunda-feira, inicio da semana, mas o tempo para o próximo fim de semana, altura do GP da China, em Xangai, é complicado. Chuva prevista para sexta-feira e sábado, tempo nublado para domingo, é o tempo que todos esperam no regresso da corrida chinesa, depois de cinco anos de ausência.

As chances de chuva poderão acontecer durante a manhã dos dois primeiros dias, alturas do primeiro e terceiro tempo livre, que poderão deixar os pilotos sem grandes ideias em termos de "settings" para a qualificação, por exemplo, onde poderá não chover. 

Para domingo, as nuvens serão presentes, mas não se espera chuva. As temperaturas serão constantes, entre os 20 e os 21 graus.   

domingo, 14 de abril de 2024

Formula E: Wehrlein triunfa na segunda corrida de Misano


Pascal Wehrlein triunfou na segunda corrida de Misano, que aconteceu neste domingo. O piloto alemão triunfou pela segunda ocasião nesta temporada, e saiu da pista italiana com a liderança do campeonato, empatado com Jake Dennis. Quanto a António Félix da Costa, depois da desclassificação de ontem, tentou conseguir um melhor resultado, mas um toque no carro de um concorrente causou danos na asa dianteira, caindo para a 17ª posição final.

Com Jake Hughes na pole, e Jean-Eric Vergne a seu lado, a partida foi calma, com Wehrlein a ser segundo na primeira curva e a tentar ficar com o comando da corrida. O pelotão rolou compacto, com constantes passagens pela liderança, e depois também, a passar pelo Attack Mode, apenas na sétima volta é que vimos o primeiro grande momento, quando Robin Frijns se despistou, depois de ter sido ensanduichado por Félix da Costa e o McLaren de Sam Bird, e acabou na gravilha, terminando por ali a sua corrida.

Na volta 11, o português, que seguia na nona posição, sofreu um toque na traseira de Sam Bird, quebrando a asa e arrastando-se para as boxes. Apesar da troca, a sua corrida tinha acabado.

Duas voltas depois, novo incidente com Norman Nato, que também sofreu um toque e destruiu a sua asa dianteira, acabando também a sua corrida.

Na frente, quatro carros destacavam-se: o Porsche de Wehrlein, o Nissan de Rowland, o Andretti de Dennis e o carro de Nico Muiller, um Abt. Os quatro carros andaram juntos até à entrada da última volta, com o piloto da Nissan na liderança. Contudo, algumas curvas depois, Rowland ficou sem energia, acabando a arrastar o carro até à meta, no fundo do pelotão. Wehrlein ficou com a liderança, agora pressionado por Dennis, enquanto Nick Cassidy, da Jaguar, pressionava Nico Muller para ser terceiro. 

No final, Cassidy ganhou o último posto do pódio na linha de meta, relegando Muller para quarto.        


No campeonato, Wehrlein e Dennis partilham a liderança com 89 pontos, mas o alemão tem mais vitórias. Oliver Rowland é o terceiro, com 80 e Nick Cassidy o quarto, com 76. A Formula E regressa dentro de duas semanas, nas ruas de Monte Carlo. 

sábado, 13 de abril de 2024

Noticias: Félix da Costa desclassificado


O piloto da Porsche, António Félix da Costa, foi desclassificado do ePrix de Misano, corrida que ganhou esta tarde, devido a uma inconformidade com a mola do acelerador do seu carro. A Formula E afirma que foram usados molas dos aceleradores que nesta temporada, deixaram de ser legais, logo, o carro não está em conformidade e o piloto foi retirado a sua vitória, para ser entregue a Oliver Rowland, da Nissan. 

A Porsche já disse que irá apelar da decisão. 

No comunicado da Formula E sobre a desclassificação, afirma-se o seguinte:

Nas verificações [técnicas] pós-corrida, a mola amortecedora do acelerador montada no carro 13 durante a corrida não estava em conformidade com um dos três itens opcionais declarados no catálogo GEN3 Spark. O chefe da equipa e o representante do fabricante explicaram que desde o início da 9ª temporada eles não mudaram a mola do amortecedor do acelerador."

O dirigente da equipa aceitou que a peça lacrada, conforme consta no anexo do Relatório Técnico 13, foi montada no carro 13 e foi lacrada na presença do mecânico-chefe da equipe. O chefe da equipa afirmou também que na lista do Spark [pedais] a parte selada não está listada. Ele explicou que normalmente as alterações do catálogo do Spark são destacadas para que todos possam ver as alterações, mas não as remoções.", continuou.

O Delegado Técnico da FIA confirmou este procedimento."

Os representantes da Spark confirmaram que esta peça estava listada na lista de peças dos carros Gen2, mas não no atual carro Gen3. Também confirmaram que a retirada de peças desse catálogo não está destacada nem cancelada.”, concluiu.

Reagindo no Instagram, Felix da Costa questionou:

"A mola amortecedora do acelerador era uma peça original do Spark que foi usada durante todo o ano passado e foi removida do livro de regras sem notificação às equipas... quantos outros carros existem com estas molas?"

Amanhã será a segunda corrida da competição elétrica no circuito de Misano.

Formula E: Félix da Costa triunfa em Misano


António Félix da Costa foi o grande triunfador da primeira corrida de Misano, que aconteceu na tarde deste sábado. O piloto da Porsche foi o melhor e conseguiu a sua primeira vitória no campeonato, especialmente quando veio de 14º da grelha de partida para acabar no lugar mais alto do pódio. A acompanhá-lo estavam os britânicos Oliver Rowland, da Nissan, e Jake Dennis, da Andretti. 

Com Mitch Evans na pole-position e o piloto português apenas na 14ª posição, parecia que ele não teria muitas chances de ficar muito alto na classificação, por causa da igualdade entre os carros. Logo, o melhor tinha de ser alguém com a melhor estratégia.

Na partida, Evans conseguiu aguentar a carga do pelotão atrás dele, para as 28 voltas que teria, à partida, este ePrix. Alguns metros mais tarde, Edoardo Mortara acabou na berma, vitima de um toque. Nas voltas seguintes, os pilotos começaram a organizar as suas táticas, especialmente no Attack Mode, mas na quinta passagem pela meta, novo toque, desta vex entre Jean-Eric Vergne e Nick Cassidy, com o piloto da Jaguar e ficar com o carro danificado. Nesta altura, Félix da Costa liderava, com Pascal Wehrlein, seu companheiro de equipa, a ir à boxe por causa de danos na asa frontal, também, depois de ter subido na traseira de Vergne.  

As trocas de liderança eram rápidas, com os pilotos a ficaram pouco tempo no primeiro lugar, preferindo, por um lado, preservar energia, por outro, estar no melhor lugar possível quando for o momento certo, ou seja, nos metros finais. 

E foi isso que aconteceu na volta 26, quando Félix da Costa passou Oliver Rowland. Ambos distanciaram-se de Vergne, que se defendia dos ataques de Dennis pelo terceiro lugar. No final, o piloto do Porsche aproveitou uma maior carga residual para aumentar a sua vantagem sobre o rival da Nissan, criando assim uma margem de meio segundo que se revelou decisiva até à meta, e claro, conseguiu a primeira vitória de 2024, a segunda da Porsche no campeonato. 


Feliz da vida, comentou depois a sua vitória:

"Recuperamos treze lugares na corrida e vencemos, não podia estar mais contente. A nossa estratégia de gestão de energia foi perfeita e isso foi a chave da vitória. Consegui estar em posição de ter mais energia que os meus adversários na luta da vitória e nas últimas voltas fiz uso disso para passar para 1º, mantendo bem protegida essa posição. Tem sido um início de época complicado, mas já tínhamos feito boas corridas no Brasil e São Paulo e hoje foi um dia perfeito, mostrámos que estamos vivos e fortes e prontos para lutar até ao fim! Amanhã é um novo dia, com mais uma corrida e queremos mais, vamos trabalhar para voltar a estar fortes e lutar para trazer bons pontos para Portugal”.

No campeonato, Rowland lidera com 73 pontos, mais cinco que Jake Dennis, enquanto Pascal Wehrlein é o terceiro, com 63. Com esta vitória, Félix da Costa subiu para o sétimo posto, tendo agora 45 pontos. 

A Formula E continua no domingo, para a segunda corrida na pista de Misano.

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Noticias: Domenicalli e FIA elogiam calendário de 2025


A divulgação do calendário da Formula 1 para 2025, num ano em que a Formula 1 fará as suas bodas de diamante, deixou felizes os responsáveis da Formula 1 e da FIA, que colaboram entre si para a acomodação do calendário, apesar deste ser o maior de sempre, com 24 corridas. 

Apesar de tudo, este calendário continua com as alterações iniciadas esta temporada, com o enfase num melhor fluxo geográfico das corridas, com o ajuntamento do máximo corridas no mesmo continente na data mais próxima, apesar de ainda existirem coisas como Miami em maio e Montreal em junho, destacados da maior parte das corridas nas Américas, que acontecem no inicio do outono, por exemplo.

No momento do anúncio do calendário, o Diretor Executivo e Presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali disse que: “2025 será um ano especial, pois celebramos o 75º aniversário do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA, e é esse legado e experiência que nos permite apresentar um calendário tão forte."

Mais uma vez, visitaremos 24 locais incríveis em todo o mundo, oferecendo corridas, hospitalidade e entretenimento de primeira classe, que serão apreciados por milhões de fãs em todo o mundo. Estamos gratos à FIA, aos nossos promotores, aos parceiros das cidades anfitriãs e a todas as federações nacionais relacionadas pelo seu empenho e apoio na realização deste calendário e na garantia do que promete ser mais um ano fantástico para a Fórmula 1. Gostaria também de prestar homenagem às nossas equipas e pilotos de Formula 1, os heróis do nosso desporto, e aos nossos fãs em todo o mundo por continuarem a seguir com um entusiasmo incrível.”, concluiu.

Do lado da FIA, o seu Presidente, Mohammed Ben Sulayem, acrescentou: “O calendário do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 da FIA de 2025, aprovado pelo Conselho Mundial do Desporto Automóvel, é mais uma ilustração da nossa missão colectiva de cumprir os objectivos de sustentabilidade através da regionalização dos eventos. Embora o nosso foco esteja na estabilidade geral da Fórmula 1, também temos um dever partilhado para com o ambiente e para com a saúde e o bem-estar do pessoal que viaja.

A Formula One Management, sob a direção de Stefano Domenicali, produziu um calendário que combina bem os circuitos tradicionais e os locais modernos.", continuou.

Agradecemos às federações anfitriãs, aos organizadores locais e aos muitos milhares de voluntários da FIA pelos seus esforços incansáveis para fazer da Fórmula 1 um espetáculo verdadeiramente global e de grande audiência, enquanto nos preparamos para celebrar o 75º ano do desporto.”, concluiu.

Youtube Formula 1 Vídeo: Quando os pilotos andaram à porrada!

Hoje em dia, os pilotos da Formula 1 dão-se todos bem, trocam umas piadas e tal. Mas claro, nem sempre foi assim. Há uma grande história de brigas entre pilotos, ou de pilotos com outras pessoas, que vem de há muito, mas muito tempo. É mais antigo que o "combate de boxe" entre o Nelson Piquet e o Eliseo Salazar... que a propósito, é mais velho que o "combate" entre Ayrton Senna e Eddie Irvine... 

Como disse alguém: "parece que todos os brasileiros praticam secretamente jiu-jujitsu". Não creio, apesar do "combate" entre Chico Serra e Raul Boesel.

E é sobre isso que refere o mais recente vídeo do Josh Revell

Noticias: Divulgado o calendário de 2025 da Formula 1


A FIA e a Liberty Media anunciaram nesta sexta-feira o calendário para 2025, e se continuam os 24 Grandes Prémios, a grande novidade é que o começo da temporada, marcada para o dia 16 de março, será em Melbourne, na Austrália. As corridas do Bahrein e da Arábia Saudita., que este anos são as duas primeiras do calendário, acabarão por acontecer no inicio de abril, por causa do Ramadão. 

O final será a 7 de dezembro, em Abu Dhabi, uma semana depois da corrida em Losail, no Qatar. 

Há mais algumas alterações na colocação do calendário, como a deslocação de Suzuka e Xangai para a segunda e terceira corridas do ano, enquanto o GP do Canadá, marcado para o dia 15 de junho, poderá coincidir com as 24 Horas de Le Mans, dependendo da marcação no calendário da Endurance. 

A corrida de Las Wegas continua a acontecer no sábado à noite, ao contrário de Bahrein e Arábia Saudita, que regressam ao domingo.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Noticias: Alonso confirmado na Aston Martin


A Aston Martin anunciou esta quita-feira que Fernando Alonso vai permanecer na equipa de Fórmula 1 com um novo contrato plurianual, que acaba no final da temporada de 2026. Termina desta forma a especulação quanto ao futuro do bicampeão mundial, que começou por causa da possibilidade de poder ir ou para a Mercedes, ou até, para a Red Bull.

Garantir o futuro a longo prazo de Fernando com a Aston Martin Aramco é uma notícia fantástica. Construímos uma forte relação de trabalho ao longo dos últimos 18 meses e partilhamos a mesma determinação em ver este projeto bem sucedido.", começou por afirmar o chefe de equipa, Mike Krack

"Temos mantido um diálogo constante ao longo dos últimos meses e o Fernando tem sido fiel à sua palavra: quando decidiu que queria continuar a correr, falou connosco primeiro. O Fernando demonstrou que acredita em nós e nós acreditamos nele. Ele tem fome de sucesso, está a conduzir melhor do que nunca, está mais em forma do que nunca e está completamente dedicado a fazer da Aston Martin Aramco uma força competitiva.", continuou. 

"Este acordo leva-nos até 2026, altura em que iniciamos a nossa parceria de unidade de potência de trabalho com a Honda. Estamos ansiosos por criar mais memórias incríveis e alcançar mais sucesso juntos”, concluiu.

Falando aos média após o anúncio, Alonso confirmou o contrato plurianual que o manterá associado à marca mesmo após pendurar o capacete, num futuro próximo.

De certa forma, [isto] é um projeto para a vida toda para mim, este é o contrato mais longo que já assinei na minha carreira”, começou por afirmar o bicampeão mundial. “Isto é algo que me manterá ligado à Aston por muitos e muitos anos. Vamos ver qual função, vamos ver quantos anos mais irei pilotar."

Mas mesmo depois de pendurar o capacete, usarei [os meus] mais de 25 anos de experiência na Fórmula 1, além de outros 10 ou 15 fora da Formula 1, ou seja, quase 40 anos de experiência no automobilismo em benefício de uma equipa que me deu esta oportunidade como esta neste momento na minha carreira Então, isso também é muito atraente para mim e estou extremamente motivado para os próximos anos.”, continuou.

Questionado pela Autosport britânica sobre se era crucial assinar um acordo de longo prazo que incluísse a temporada de 2026, para que pudesse avaliar a parceria entre a Aston e a Honda, que começará nessa temporada, respondeu: “Sim, foi um passo importante. Não vou mentir: comprometer-me com um projeto de um ano não fazia sentido para mim."

WRC: Ford estreará nova asa na Croácia


A M-Sport irá estrear uma nova asa nos Puma Rally1 no Rali da Croácia, que acontecerá na semana que vem. Segundo conta a Autosport britânica, essa evolução passa por uma asa traseira modificada que visa melhorar o desempenho aerodinâmico. 

Richard Millener, o diretor da M-Sport, afirma que essa nova asa traseira não proporcionará uma vantagem imediata significativa, mas sim pequenos ganhos e servirá principalmente para ajudar nas velocidades mais elevadas. 

"Nosso plano sempre foi estreá-lo na Croácia. Tudo correu bem, para ser honesto, e esse sempre foi o tipo de data que estávamos tentando almejar", começou por afirmar Millener. “Ela [a asa traseira] não vai nos deixar 10 segundos por quilômetro mais rápidos de um momento para outro. Existem apenas pequenas coisas que você pode fazer, e são pequenos ajustes que estamos procurando no momento.”, continuou.

Isso deve nos ajudar em velocidades mais altas e, combinado com algumas outras mudanças de afinação, pode fazer a diferença para o carro. É um desenvolvimento constante, estamos um pouco mais atrasados que as outras equipes na asa traseira, mas estamos tentando ficar o mais próximo possível da oposição.", concluiu.

A Ford conseguiu bons resultados nas duas últimas provas do campeonato, na Suécia e no Safari, com o francês Adrien Formaux, conseguindo dois terceiros lugares. Apesar de tudo, o desenvolvimento dos Ford ainda está muito atrás das outras duas marcas oficiais no WRC, Hyundai e sobretudo, Toyota.