quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Youtube Rally Testing: Os testes de Bruno Magalhães em Fafe

Falta pouco mais de um mês para o primeiro rali do campeonato português, e num dia de nevoeiro em Fafe, Bruno Magalhães faz os primeiros testes a bordo de um Hyundai i20 R5. As filmagens foram feitas pelo Pedro Figueiredo... e valem a pena.

Noticias: Estudada a viabilidade de um GP da Finlândia

A Finlândia têm três campeões do mundo de Formula 1 na sua história - Keke Rosberg, Mika Hakkinen e Kimi Raikkonen - com outros pilotos de renome como Mika Salo, J.J. Letho e Valtteri Bottas. E nem falamos dos "finlandeses voadores" nos ralis e na Endurance, graças a Leo Kinnunen.

Contudo, a Finlândia nunca acolheu a Formula 1. Aliás, houve mais corridas de motos em lugares como Imatra do que corridas de automóveis. Mas isso poderá mudar dentro em breve. O país está a construir um circuito permanente a cerca de cem quilómetros de Helsínquia, o Kymi Ring, com vista a ser inaugurado este ano, para receber a MotoGP em 2020. E a pista poderá também servir para receber a Formula 1. Segundo conta hoje a Autosport britânica, a AKK Motorsport, o organismo que regula o automobilismo no país, decidiu lançar um estudo de viabilidade nesse sentido.

O seu presidente, Tatu Lahmuskaillo, afirmou: "A Finlândia tem um excelente e único legado no automobilismo. Não só os pilotos de rali da Fórmula 1 finlandeses acumularam mais pontos do campeonato mundial nas últimas temporadas do que pilotos de qualquer outro país, mas também temos experiência reconhecida internacionalmente na organização de eventos automobilísticos modernos, confiáveis, sustentáveis e, acima de tudo, empolgantes para fãs, parceiros e atletas".

"O estudo nos fornecerá conhecimento detalhado sobre o que a competição de automobilismo ao mais alto nível realmente exige e que nos ajudará tremendamente ao realizar outros eventos de corrida também.", concluiu.

Caso o estudo aponte para a sua viabilidade, não acontecerá antes de 2021, porque só será em 2020 que acontecerá o MotoGP, e também tem de se saber qual vai ser o grau de homologação do cicruito. Caso aconteça a corrida, será a primeira vez desde 1978 que haverá um GP na Escandinávia. A última vez que aconteceu foi na Suécia, que acolheu o seu Grande Prémio entre 1973 e 1978, no circuito de Anderstorp.

Recentemente, falou-se na chance de um GP dinamarquês, que iria correr nas ruas de Copenhaga, mas a ideia foi arquivada no final do ano passado.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A(s) image(ns) do dia (II)





O bronze parece estar na moda neste inicio de 2019. Na semana passada, mostrou-se por aqui de uma escultura de Ayrton Senna a acelerar em Eau Rouge, na Bélgica, e que foi apresentado no Autosport International Show, e que valia dois mil euros por cada exemplar. Hoje, vi no Facebook do Alexander Grunwald um capacete do piloto, mas em bronze. 

Não faço ideia de quanto deverá custar o casco, mas sei quem é o autor: Neimar Duarte, que fez a pedido de um cliente. E a inspiração foi o capacete que Sebastian Vettel usou no GP do Mónaco de 2014. E ainda têm a parte onde se pode colocar a proteção de plexiglass, onde está tão pronto para ser um capacete real. Talvez um pouco mais pesado, mas real...

De uma certa maneira, é o prolongar do mito, ainda por cima quando se aproximam os 25 anos da sua morte, em maio.

Dakar 2019 - Etapa 9 (Pisco-Pisco)

O Dakar está a chegar ao fim, mas nem tudo está decidido, pelo menos à partida da penúltima etapa da prova, em terras peruanas. E Nasser Al Attiyah define-se cada vez mais como o vencedor, graças à sua consistência e os azares da concorrência. Como hoje, quando Sebastien Loeb perdeu tempo ao ficar parado numa das dunas peruanas. O piloto francês de Peugeot perdeu uma hora e 15 minutos para o vencedor do dia, Nasser Al-Attiyah.

No final do dia, o piloto qatari foi o vencedor, com quase cinco minutos de avanço sobre Nani Roma, o segundo classificado, e Giniel de Villiers, noutro Toyota, a ser o terceiro, a sete minutos e 15 segundos.

Agora, somente uma catástrofe tirará Al Attiyah da sua terceira vitória nesta mitica do Todo o Terreno, depois das vitórias de 2011 e 2015. E vai ser o terceiro com três carros diferentes. O primeiro com a Volkswagen e o segundo com o Mini All Racing. O piloto têm um avanço de 51 minutos e 27 segundos sobre Nani Roma, enquanto Sebastien Loeb é o terceiro, agora a uma hora e 15 minutos.

Nas motos, houve uma estreia. Michael Metge venceu pela primeira vez uma tirada do Dakar e ofereceu à Sherco o primeiro triunfo na prova deste ano. O antigo piloto da Honda bateu por dois minutos o colombiano Daniel Nosiglia, em Honda. Quem vai ter um Dakar amargo será  Adrien Van Beveren, que viu o motor da sua Yamaha ceder a 16 quilómetros do final do troço e foi forçado a abandonar. Tinha partido de Pisco no quarto posto da geral, mas pela segunda vez seguida, não irá chegar à meta, em Lima.

Na geral, Toby Price tem um minuto e dois segundos de vantagem sobre Pablo Quintanilla, e seis minutos e 35 segundos sobre Panlo Quintanilla. E ao contrário dos automóveis, o vencedor nas motos está um pouco indefinido.

Amanhã termina o Dakar, com o percurso entre Pisco e Lima, a capital peruana.

A(s) image(ns) do dia










É sempre engraçado ver os orçamentos das equipas de Formula 1 nas duas últimas temporadas e ver o que têm em comum. E o que se vê é que aumentaram - não muito - quer em termos de dinheiro, quer em termos de empregados. E ver quanto dinheiro é que conseguem dos patrocinadores, qual é a percentagem que recebem da Formula One Management (FOM) e no caso dos construtores, qual é a parte que elas têm, quanto é que injetam para completar os orçamentos. No final, tirando a Red Bull, que têm um lucro de cinco milhões de libras, há um "break even", porque eles distribuem os dividendos pelos sócios.

Mas o mais engraçado é quanto gastaram para obter cada um dos pontos que conseguiram. Desde os 630 mil libras da Mercedes até aos 21,5 milhões da Williams, passando pelos 720 mil libras da Ferrari e os 1,08 milhões de libras da Force India, agora Racing Point. Esta última foi até agora uma das equipas que sabia usar melhor o dinheiro no pelotão da Formula 1 - desceu cinco milhões de libras em 2018, de 125 milhões para 120 milhões - apesar dos problemas de finanças que sofreu na temporada passada, e que levou à sua aquisição por Lawrence Sroll, o pai de Lance Stroll.

E todas elas - excepto a Force India - tiveram algo em comum: aumentaram os seus empregados em 2018. Desde os 950 da Ferrari - mais 50 que em 2017 - igual a da Mercedes, mais cem que no ano anterior. Mesmo a mais pequena de todas, a Sauber, teve 400 empregados em 2018, mais 40 que na temporada anterior, com um aumento de orçamento em dez milhões de libras.

Em suma, esta peça, montada pela Racefans.net, vale a pena ser vista. Então, depois de lerem as explicações, podem ver os gráficos. 

WRC: Marcus Gronholm vai ao Rali da Suécia

Aos 51 anos de idade, e dez anos depois do seu último rali, Marcus Gronholm vai fazer o Rali da Suécia a bordo de um Toyota Yaris WRC. Apesar de ser apoiado pela Gazoo, a equipa oficial da marca, a inscrição será privada. De uma certa forma, esta incursão é a concretização de um velho sonho do piloto finlandês, campeão do mundo em 2000 e 2002, e que se retirou do WRC a tempo inteiro em 2007.

"Trata-se de eu aproveitar meu presente de aniversário nas grandes estradas do Rally da Suécia", disse Gronholm, que completou 51 anos na semana anterior ao seu regresso ao WRC. Gronholm vai de novo ser navegado por Timo Rautiainen, que também é seu cunhado.

"Tenho muitas lembranças inesquecíveis do evento e [foi aqui que] consegui a minha primeira vitória no WRC em 2000. Agora, vou fazer o rally mais uma vez. Estou um pouco velhote como piloto de rally, então eu vou estar dirigindo de acordo [com a idade]. Mas apesar do meu ponto de partida estar  bem atrás dos outros, acho que ainda podemos pensar em algo...", concluiu.

Tommi Makinen, o diretor desportivo da Toyota Gazoo Racing, acredita que ele ainda pode ser competitivo, mesmo com a idade e o tempo afastado das estradas. 

"Ele pode ser muito rápido, especialmente em algum lugar como a Suécia, que é um dos lugares que ele ama", disse Makinen. "Com alguns testes, ele poderia ser bom e seria brilhante vê-lo de volta àquele rally depois de vencê-lo tantas vezes.", concluiu.

O rali da Suécia acontecerá entre os dias 12 e 14 de fevereiro, nas estradas à volta de Karlstad, no centro do país.

WRC: Lappi explicou porque foi para a Citroen

Esapekka Lappi vai começar 2019 ao serviço da Citroen, depois de duas temporadas na Toyota, com uma vitória e quatro pódios durante este tempo. Numa entrevista à Motorsport News, e nas vésperas do Rali de Monte Carlo, ele explicou as razões pelos quais fez esta mudança para correr ao lado de Sebastien Ogier na temporada que vai começar.

"Decidi vir [para a Citroen] depois [do Rali da] Finlândia do ano passado. No início da temporada discutimos isso com Pierre Budar e senti que ele me desejava na equipa, acabando por me convencer", começou por dizer Lappi, que amanhã fará 28 anos.

Ele referiu que ficou "impressionado com o esforço que fizeram para me trazer," além de que "numa equipa com tanta história e tantas conquistas acreditei que teria a ferramentas necessárias para ter sucesso."

Quanto às razões pelos quais não conseguiu dar "o salto" em 2018, apesar de ter acabado a temporada na quinta posição da geral, afirmou que foram erros e azares a ditarem o destino.

"Tive muitos erros da minha parte. Tivemos alguns azares do ponto de vista do carro, nada de mais mas pequenas coisas que me afectaram. Não sei se tudo isto foi má preparação ou outra coisa qualquer, mas tivemos muitas questões nas sextas feiras de alguns ralis.", concluiu.

Antes de chegar à Toyota, Lappi correu ao serviço da Skoda, onde foi campeão do Europeu de Ralis em 2014 e do WRC2 em 2016, ambos com um Fabia R5. 

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A(s) image(ns) do dia




E depois de noutro dia termos mostrado as imagens de Spa-Francochamps, hoje é dia de La Sarthe debaixo de um manto branco.

Dakar 2019 - Etapa 8 (San Juan de Marcona - Pisco)

A etapa de hoje entre San Juan de Marcona e Pisco, nas areias peruanas, foi feita debaixo de imenso calor e ficou marcada pelos feitos de Carlos Sainz. Na primeira parte, assumiu a liderança e parecia deslocar-se no pelotão, mas dpeois ficou parado nas areias peruanas e demorou mais de uma hora para sair.

Com isso, quem venceu a etapa foi Sebastien Loeb, que conseguiu 15 minutos e 15 segundos dew avanço sobre o polaco Kuba Przygonski, no seu Mini. Giniel de Villers foi o terceiro, e o melhor dos Toyota, a 15 minutos e 55 segundos.

Mas quem se consolidou na liderança foi Nasser Al Attiyah, com o seu Toyota. Quarto na especial, só com um problema grave é que o qatari perde este Dakar, pois tem um avanço de 46 minutos e 29 segundos de avanço sobre Staphane Peterhansel, que hoje perdeu mais de meia hora e a duas etapas do fim, praticamente atirou a toalha ao chão. Sebastien Loeb é o terceiro da geral, a 46 minutos e 45 segundos, capaz perfeitamente de assaltar o segundo posto.

Nas motos, a grande novidade foi o abandono de Ricky Brabec, que saiu do Dakar com o motor partido. O piloto americano, que tinha recuperado a liderança, não vai chegar ao fim, e entregou o comando agora a Toby Price.

Em termos de etapa, os KTM dominaram. Matthias Walkner foi o melhor, conseguindo superar no final da etapa as motos de Pablo Quintanilla, a 45 segundos do vencedor, e de Toby Price, que provavelmente abrandou para ver se amanhã não abria a etapa. Foi terceiro, a um minuto e 13 segundos.  Adrien Van Beveren, outro candidato ao título, perdeu mais de 11 minutos para a frente da corrida e caiu para o quinto posto.

Amanhã, o Dakar parte para a penultima etapa, à volta de Pisco, no total de 313 quilómetros cronometrados, mais 96 de ligação.

Formula E: Massa ainda se adapta à competição

Duas corridas na nova temporada e Felipe Massa ainda não pontuou na Formula E. O piloto brasileiro da Venturi afirmou que a adaptação ao novo carro está a ser mais complicada que pensava ser. O melhor que conseguiu foi um 14º posto em Riyadh, na primeira prova do campeonato, e acredita que a adaptação está a ser mais demorada que o habitual por causa do carro e dos circuitos de rua.

Não é fácil. Há tantas coisas que você precisa mudar, especialmente quando você está acostumado a pilotar na Fórmula 1. Fiz alguns testes, acho que passo a passo estou entendendo como é o procedimento na Fórmula E", começou por dizer.

Há tantas áreas diferentes, especialmente, que nas corridas você precisa ter uma mente, mas na qualificação outra, pois só vai com mais potência por uma volta. Então, novamente, você tem tantas coisas diferentes. A pista, pistas de rua, muito estreita, baixa aderência, há muita coisa para aprender, mas espero que eu possa fazer as coisas da maneira certa”, concluiu.

A Formula E volta à ação no final do mês, em Santiago do Chile.

Youtube Motorsport Presentation: A nova temporada do Top Gear

Se o The Grand Tour vai estrear a sua nova temporada esta sexta-feira, dia 18, os apresentadores do Top Gear não quiserem ficar atrás e também decidiram mostrar o trailer da nova temporada, que também deverá estrear em breve. E não fiquem admirados se ambos os programas não estarão ao ar ao mesmo tempo...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

A imagem do dia

Nos anos 70, a Formula 1 começava mesmo após o Ano Novo, com o pelotão a ir para paragens sul-americanas porque ali fazia um calor tórrido. Apanhar sol em Janeiro poderia parecer estranho para muitos, mas no calor austral, faz todo o sentido. E em 1974, a meio do primeiro choque petrolífero, com alguns eventos a serem cancelados, a Formula 1 conseguia resistir, em Buenos Aires, perante um autódromo cheio.

E hoje, trago uma história deliciosa. De como os anfitriões prepararam tudo para acolher uma vitória caseira, mas o piloto ficou sem gasolina a caminho.

Em 1974, Carlos Reutemann estava na Brabham, e apesar de duas temporadas relativamente modestas, era visto como uma esperança para suceder a Juan Manuel Fangio no coração dos petrolheads argentinos.

Pequeno aparte: a Argentina, em termos automobilísticos, é uma jóia para o estrangeiro. Tem as melhores competições dos quais nunca ouviu falar, e a melhor multidão que o mundo não sabe. E quarenta autódromos, alguns deles dignos do Gran Turismo, como Potrero de los Funes, provavelmente o melhor autódromo que Formula 1 nunca visitará.

Mas voltemos 45 anos no tempo. No Autódromo Oscar Galvez, Carlos "Lole" Reutemann é o ídolo da torcida, e quando ele está na frente do Grande Prémio, com a chance de dar à Brabham - já gerido por Bernie Ecclestone e os seus carros eram desenhados por Gordon Murray - a multidão entrou em delírio, incluindo o seu convidado VIP: Juan Domingo Peron.

Peron gostava de automobilismo. Apoiou os seus pilotos nas suas aventuras na Europa, nos anos 50. Juan Manuel Fangio era o garoto-propaganda, mas outros como Onofre Marimon ou Froilan Gonzalez também foram à Europa, espalhar o seu perfume. E quando em 1974, viu que Reutemann estava na frente, tratou de ir até ao pódio entregar o prémio em pessoa. As coisas foram tratadas entre a segurança e a organização, e ele já ia a caminho quando... o Brabham começou as dar problemas. Estava a ficar sem gasolina e se queria ter uma chance, tinha de se abastecer, mas perdia a vitória. Reutemann jogou os dados e arriscou. Perdeu: o carro ficou parado a meio da última volta e ficou classificado na sétima posição, o primeiro dos não pontuáveis naquela altura.

Aparentemente, "Lole" Reutemann chorou ao saber o que tinha acontecido. Quem não choraria, ao ver a vitória tão perto e esta escapar?

Quem herdou aquela vitória foi Dennis Hulme, no primeiro triunfo da McLaren com as cores da Marlboro. A última do velho urso, e acompanhado no pódio pelos Ferrari de Niki Lauda - no seu primeiro pódio - e de Clay Regazzoni. Peron saiu dali pela "esquerda baixa", mas o primeiro triunfo de um argentino depois de Fangio não demorou muito: foi em março, em Kyalami.

Dakar 2019 - Etapa 7 (San Juan de Marcona - San Juan de Marcona)

O dia de hoje do Rali Dakar, nas dunas à volta de San Juan de Marcona, deu mais um bom dia para Stephane Peterhansel e mau para Sebastien Loeb. O francês da Mini conquistou aqui a sua segunda vitória em etapas neste Dakar ao terminar a tirada com uma vantagem de quatro minutos e 33 segundos sobre Nani Roma, ganhando pelo caminho 12 minutos a Nasser Al-Attiyah. Apesar de tudo, o piloto qatari da Toyota mantém uma liderança de quase meia hora face ao segundo colocado que agora é novamente Peterhansel.

E Peterhansel voltou ao segundo posto graças ao mau dia de Loeb. O piloto da Peugeot perdeu 28 minutos devido a um problema técnico, caindo agoira para o quarto posto, a 54 minutos de Attiyah. Com isto, Peterhansel, o piloto da Mini, poderá tentar apanhar o piloto da Toyota para o triunfo final.

Nas motos, Ricky Brabec voltou à liderança, apesar de ter sido terceiro na etapa, vencida por San Sunderland. Do outro lado da moeda ficou Pablo Quintanilla, que hoje perdeu mais de 20 minutos para a frente da corrida. Um resultado que fez cair para o quinto posto da geral, e tudo por causa de ele ter aberto a pista, pois ele era o líder à partida desta etapa.

Outros que sofreram hoje foram Matthias Walkner e Kevin Benavides, que também passaram pelas mesmas dificuldades e isso reflectiu-se na classificação geral.

O homem da Honda tem agora seis minutos e 55 segundos de vantagem para Toby Price, agora o novo segundo classificado.

Amanhã, o Dakar vai de San Juan de Marcona para Pisco, no total de 360 quilómetros cronometrados mais 215 de ligação.

CPR: Apresentado o Team Hyundai Portugal

Depois do sucesso do ano passado, a Team Hyundai Portugal foi apresentado em 2019 com Armindo Araújo e o seu novo companheiro de equipa, Bruno Magalhães, que regressa aos ralis nacionais depois de algum tempo na Europa, onde foi vice-campeão em 2017 e terceiro classificado em 2018. Na apresentação, que aconteceu em Leixões, os pilotos e seus respectivos navegadores foram mostrados com os carros que farão a temporada.

O formato é o mesmo do ano passado, com estrutura técnica individual a cargo de cada piloto. No caso de Armindo, o carro será preparado pela  RMC Motorsport, enquanto Bruno Magalhães será preparado pela Sports and You. Ao todo, eles farão oito provas, e por agora, apenas o Serras de Fafe está confirmado como a prova onde ambos alinharão.

"O facto de termos sido campeões logo no primeiro ano do projeto foi algo muito especial e partimos para 2019 com o objetivo de ganhar o maior número possível de ralis para a equipa e de estarmos novamente na luta pelo título", começou por dizer o piloto de Santo Tirso, campeão nacional de 2018.

"Seria difícil ter um melhor regresso à competição e continuo muito motivado para regressar ao volante do Hyundai i20 R5. Vamos trabalhar como sempre o temos feito para podermos repetir o sucesso deste ano. Depois da paragem na minha carreira e de ter regressado para disputar as vitórias frente ao lote de pilotos de qualidade que estiveram presentes no campeonato do ano passado, creio que ficou demonstrado que ainda temos muito para dar. Renovo o agradecimento e confiança aos meus patrocinadores, Galp, MEO, Câmara Municipal de Santo Tirso e ACP, bem como a todos aqueles me acompanham na minha carreira”, disse.

Da parte de Bruno Magalhães, que volta ao campeonato nacional depois de alguns anos no Europeu, o regresso é uma oportunidade única de mostrar o seu valor.

"Regressar ao Campeonato de Portugal de Ralis integrando o Team Hyundai Portugal, com o Hyundai i20 R5 é um motivo de orgulho e, ao mesmo tempo, uma grande oportunidade. Vamos dar o nosso melhor e estou seguro de que juntos alcançaremos grandes resultados!", começou por dizer. 

"Depois de nos últimos anos ter apostado em provas fora de Portugal, e de ter demonstrado que temos andamento para discutir lugares cimeiros, em outros campeonatos, é uma enorme alegria regressar ao Campeonato Nacional, e desde logo, para integrar a equipa da Hyundai. Estou seguro que quer eu, quer o Hugo, estamos prontos para surpreender pela positiva, e esperamos poder contribuir para o sucesso deste projeto com vitórias na estrada”, concluiu.

Formula E: Jaguar mantêm-se na competição apesar dos cortes

A Jaguar/LandRover está com problemas. Os maus resultados do último trimestre de 2018 fizeram com que a marca decidisse cortar cerca de 4500 empregos um pouco por todo o mundo, especialmente no Reino Unido. Contudo, a marca já afirmou que isso não implicará cortes na sua participação na Formula E, como disse James Barclay, o diretor desportivo da marca.

"Da nossa perspectiva, assumindo o que sabemos no momento, [e] você nunca pode prever tudo, mas, no que diz respeito a nós, [isto] é um compromisso a longo prazo", começou por dizer em entrevista à Autosport britânica.

"Fomos a primeira marca premium na Formula E, tomamos essa decisão cedo, estamos agora no momento chave em que os principais fabricantes do mundo se juntaram a nós no campeonato também. Apresentamos o eTrophy, o novo Jaguar I-PACE provou ser um sucesso imediato para nós - e tem sido muito bem recebido pela imprensa mundial", continuou.

"Então, do nosso ponto de vista, não há dúvida de que a eletrificação é a chave para o nosso futuro. Para nós, absolutamente, estamos aqui para o longo prazo. Mas outros fatores no mundo mudam, podemos ter que tomar outras decisões. Mas agora, pelo que sabemos, esse é o nosso compromisso", concluiu.

A Jaguar tem o brasileiro Nelson Piquet Jr e o neozelandês Mitch Evans como pilotos, e esta temporada, já alcançaram 15 pontos, com um quarto posto na Arábia Saudita - com Evans ao volante - como melhor resultado.