segunda-feira, 24 de junho de 2024

Youtube All-Terrain Video: Rumo a um vulcão ativo!

Por estes dias descobri este canal no Youtube, o All The Gear. Tem quase 200 mil inscritos, e aparentemente, sabem umas coisas de carros e tal. E foi por estes dias que descobri que andam a passear pela Islândia num Land Rover, aproveitando o Sol da Meia-Noite, entre outras coisas. 

Mas uma das primeiras coisas que fizeram nesta viagem ao meio do Atlântico é ir visitar... um vulcão. Na realidade, foram a Grindawik, no sul do país, na península de Rekyanes, e foram ver ao vivo um dos maiores espetáculos da Natureza. E fortemente escoltados! 

domingo, 23 de junho de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 10, Barcelona (Corrida)


Normalmente, uma corrida em Espanha é quase em história. Todas as equipas conhecem o circuito, de uma certa forma, os carros são moldados à volta dele e os pilotos já ficam com uma ideia onde acelerar e travar. As diferenças, aquelas que permitem triunfar perante a concorrência, será, se calhar, o comportamento dos pneus e a sua adaptação ao carro, e as reações rápidas dos pilotos perante as situações que observam na sua frente. Em suma, parece que tudo indica que Max passará Lando Norris, o poleman, na primeira curva, e depois começará a ir embora paulatinamente até ter 20 segundos de vantagem quando cruzar a meta como vencedor. 

Mas nos últimos tempos, temos visto algo diferente. Sim, Max continha a ser o candidato à vitória, mas os McLaren parecem ter acertado a mão em termos de desempenho, e alguém como Lando Norris está a aproveitar muito bem. É a isso que a concorrência está a agarrar, especialmente aqui, em Montmeló, nos arredores de Barcelona.      

Algumas coisas que tinham acontecido antes da corrida: num circuito onde quase 300 mil espectadores apareceram para ver o Grande Prémio de Espanha, Alex Albon partia das boxes com o seu Williams, calçando médios. O único a fazê-lo.

Com as chances de duas paragens, a primeira janela, para quem começa com moles, seria entre a volta 16 e 18. E quase todos andavam com os vermelhos. 


Na partida, Max tentou passar Norris, mas enquanto ambos lutaram entre si num dos lados da pista, do outro, George Russell ia rápido para passar a primeira curva... na primeira posição! Que grande partida do piloto da Mercedes! Lewis Hamilton era quarto, na frente dos Ferrari. Contudo, Max foi apanhar o piloto da Mercedes e com o ativar do DRS, apanhou-o a no final da reta no inicio da terceira volta, Max estava na frente. Atrás, na 11ª posição e atrás do Haas de Nico Hulkenberg, estava o Red Bull de Sérgio Pérez

Com o passar das voltas, o Red Bull do piloto neerlandês começou lentamente a afastar-se, ficando com cerca de 2,5 segundos no final da décima passagem pela meta. Norris aproximava-se de Russell, sem efeito, e atrás, Kevin Magnussen foi o primeiro a parar nas boxes para colocar médios. Pouco depois, Hulkenberg também trocou para médios.

Dos primeiros classificados, Russell foi o primeiro, na volta 16, seguido por Carlos Sainz Jr. Ambos colocaram médios, e saíram colados um ao outro, mas sem ultrapassagens. Hamilton apareceu nas boxes na volta seguinte, ao mesmo tempo que os pilotos da Alpine também foram trocar de pneus. Max apareceu para trocar na volta 18, numa altura em que Sainz Jr era ameaçado pelos Mercedes. Russell passou-o, mas Hamilton estava mais complicado para passar o piloto espanhol. Na volta 22, Piastri trocou para médios, uma volta antes de Norris fazer o mesmo e deixar o comando para Charles Leclerc. Este foi às boxes na volta 24, o último que tinha os pneus que tinha quando largou.  


Com isto, Max Verstappen estava na frente, 5,4 segundos de diferença. Na 30ª volta, tinha subido para 7,1.

Atrás dele, havia um duelo entre Morris e os Mercedes. Russell era segundo, e Hamilton aguentava o terceiro lugar dos ataques de Norris. Na 32ª passagem pela meta, o piloto da McLaren, com pneus mais novos, conseguiu passar Hamilton para ser terceiro e partiu em perseguição de Russell. Ele tinha o carro mais veloz na pista, e aos poucos o tentava apanhá-lo. Apanhou-o na volta 35 e andaram a duelar por algumas curvas, com o piloto da McLaren a levar a melhor. Nesta altura, a distância para Max era de 9.2 segundos, mas nas voltas seguintes, diminuiu para 7,5, por causa do ritmo de Norris.

Russell acabou por ir às boxes na volta 37, ao mesmo tempo que Sainz Jr, o quinto, e ambos colocaram duros, no sentido de levarem o carro até ao final. Algumas voltas depois, na 43, o britânico queixava-se dos pneus, apesar de ele ser o piloto mais rápido da pista naquele momento. Quase ao mesmo tempo, Hamilton foi ás boxes e colocou um jogo de moles usados para regressar à pista. 

Na volta 45, Max foi às boxes e cedeu o comando para Norris, metendo moles. Ele regressou em terceiro, com 17 segundos de diferença para Norris, e esperava que iria aproveitar a situação. Norris foi às boxes na volta 48, coloca moles na altura e quando regressa à pista, fica em segundo... à justa, aguentando o ataque de George Russell para ser segundo. Ao mesmo tempo, Charles Leclerc também ia às boxes, para ficar em sexto.

Pela volta 50, Max tinha cerca de 6,8 segundos de vantagem sobre Norris. O piloto da McLaren fazia as suas voltas rápidas, tentando apanhar o neerlandês, e vendo se teria pneus para isso. A diferença começava a diminuir, mas de uma certa maneira, ambos os pilotos estavam a conservar os moles ao ponto de lutarem pela vitória nas voltas finais. E foi isso que aconteceu.


Apesar da diferença ter baixado para cerca de 2,2 segundos, Max acabou por levar a melhor na corrida. Mesmo que o vencedor seja o mesmo, o facto estava na vista de todos: os McLaren, especialmente o de Norris, tinha o mesmo ritmo que o Red Bull e parecia que de domínio, estávamos a ter progressivamente um duelo pela vitória da parte de Norris para Max.

Será que, com isso, estamos a chegar a um dos verões mais excitantes dos últimos tempos? Espero que sim, a bem da Formula 1.  

Noticias: Paraguai irá receber o WRC em 2025


Depois de Argentina, Brasil e Chile, o Paraguai será o quarto país sul-americano a receber o WRC. A noticia foi confirmada neste sábado pela própria organização do campeonato, e acontecerá em 2025. Apesar de estar ainda sujeita a aprovação no Conselho Mundial da FIA, o rali do Paraguai será o segundo a se estrear no calendário, depois da Arábia Saudita. 

Já estamos em discussões com o Paraguai há vários anos e estou extremamente satisfeito em ver este acordo”, começou por expressar o Diretor de Eventos do WRC, Simon Larkin, que estava em Assunção, na capital do Paraguai, para marcar o anúncio especial.

Não há dúvida da paixão do país pelos ralis e mal podemos esperar para transmitir essa paixão, bem como o cenário espetacular do Paraguai ao redor do mundo.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, comentou sobre este anuncio: “Dar as boas-vindas ao Paraguai no Campeonato Mundial de Rally da FIA em 2025 é uma oportunidade fantástica para a série e todas as partes explorarem novos horizontes. Gostaria de estender meus sinceros agradecimentos ao meu amigo Hugo R. Mersan Galli, Presidente do Touring y Automóvil Club Paraguaio, e sua equipa, pelos esforços no desenvolvimento do nosso desporto, aos organizadores do Rally Paraguai e ao Presidente do Paraguai, Sr. Santiago Peña, por seu inestimável apoio."

E foi o próprio presidente Peña a dar o anuncio, na partida para o rali TransChaco, em Assunção, neste sábado. “O Paraguai é grande e o mundo está a descobrir-nos. Sediar eventos de classe mundial, como o WRC, é mais uma forma de mostrar ao mundo a nossa grandeza”, expressou.

Isso faz com que pela primeira vez desde 1981 que há dois ralis na América do Sul, já que em principio, haverá uma prova no Chile. 

sábado, 22 de junho de 2024

Formula 1 2024: Ronda 10, Barcelona (Qualificação)


Depois da ia à America, onde foram se divertir à chuva no Circuit Gilles Villeneuve, em Montreal, a Formula 1 regressa à Europa, para correr em Barcelona, para o GP de Espanha. Décima corrida do campeonato, quase metade da temporada. 

Com as duas semanas que serviram para respirar um pouco - tem de ser, a seguir teremos três fins de semana seguidos de Formula 1! - a grande noticia foi a contratação de Flávio Briatore como conselheiro da Alpine, 15 anos depois do "Crashgate" (ou Singaporegate), com a indignação geral por uma equipa de Formula 1 o ter contratado, e ainda por cima, uma equipa que já foi a Renault. O que poucos sabem é que Briatore foi banido da Formula 1 por alguns anos e não "para sempre" e não regressou desde que o banimento terminou porque... não quis. E a Alpine, em agitação desde há algum tempo (surgiu esta semana o rumor de que poderia terminar com o seu próprio programa de motores!), pensou um "perdido por cem, perdido por mil".    

Cerca de duas horas antes da qualificação, agitação no motorhome da McLaren: um pequeno incêndio agitou as coisas de forma a que os bombeiros foram chamados, e o incêndio foi apagado rapidamente. Curiosamente, 12 anos antes, a Williams sofreu um incêndio nas suas boxes minutos depois de Pastor Maldonado ter ganho a sua corrida. Será um estranho sinal de boa sorte?  


Com o céu encoberto, mas o asfalto quente - cerca de 37ºC - os carros foram para a pista, com o objetivo da marcar os seus tempos. Até aqui, tudo normal. Nos primeiros minutos, Max marcou o tempo de 1.12,306, na frente do seu companheiro de equipa, Sérgio Pérez. Os McLaren colocaram os seus tempos, atrás de Max Verstappen, mas Lando Norris, segundo na grelha de tempos, vem a 80 centésimos. Mas logo a seguir, Charles Leclerc conseguiu melhorar o tempo e subir para o topo da tabela, com 1.12,257 com o seu Ferrari.

Os carros regressaram à pista nos dois minutos finais da primeira sessão, a ali alguns pilotos conseguiram melhorar os seus tempos. Lewis Hamilton conseguiu 1.12,143, mas as melhoras não são suficientes para mudar a grelha de forma dramática nas primeiras filas. Atrás, os azarados oram os Racing Bulls de Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo, os Williams de Alex Albon e Logan Sargent e o Haas de Kevin Magnussen. Em contraste, Zhou Guanyou consegue o seu primeiro Q2 da temporada no seu Sauber. 


Poucos minutos depois, começou a Q2, e nos primeiros momentos, os pilotos foram à pista marcar os seus tempos, com Max a ser um dos últimos a ir para a pista. Ele acabou por marcar 1.11,653 para ficar com o melhor tempo, batendo por 219 centésimos o McLaren de Lando Norris. Sainz e Oscar Piastri estavam logo atrás na tabela de tempos.

Na parte final dessa fase da qualificação, com os pilotos todos na pista, Hamilton aproximou-se com 1.11,792, seguido por Russell, com o tempo de 1.11,812, mas não conseguiram desalojar o Red Bull. E se alguns melhoraram, entre eles os Alpine de Esteban Ocon e Pierre Gasly, entre os que ficaram com a fava, estiveram os Aston Martin de Fernando Alonso e Lance Stroll, os Sauber de Valtteri Bottas e Zhou Guanyou e o Haas de Nico Hulkenberg

E assim, passamos para a Q3. 

Nos primeiros tempos, Max marcou o seu território, marcando 1.11,673, e mesmo que Norris, Hamilton, Russell ou Lecelrc terem feito o seu melhor, não conseguiram bater o neerlandês da Red Bull. Parecia que ele iria conseguir mais uma pole-position na sua conta, e nos três minutos finais, com o neerlandês fora da pista, Sainz Jr. e Leclerc melhoraram os seus tempos nos seus Ferraris, mas o neerlandês conseguiu 1.11,403 e tudo indicava que ele ficaria na pole. 


Mas Lando Norris tinha um ás na manga e dando o seu melhor, conseguiu um tempo 20 centésimos mais rápido, e nessa volta sensacional, conseguiu a pole-position! Quem diria: nas últimas quatro corridas, quatro "polesitters" diferentes! 

E fico a matutar: no dia em que Pastor Maldonado ganhou a sua corrida pela Williams, em Barcelona, em 2012, houve um incêndio na garagem. E Lando Norris conseguiu a pole-position algumas horas depois da motorhome da sua equipa ter pegado fogo. Será que para conseguir aquele algo a mais, precisam de estímulos... incendiários? 


Enfim, amanhã, a corrida promete ser interessante. Isto se o Max não passar o Norris antes da primeira curva.  

sexta-feira, 21 de junho de 2024

CPR 2024 - Rali de Castelo Branco (Dia 1)


Kris Meeke lidera o rali de Castelo Branco, completadas as classificativas desta sexta-feira. O piloto britânico tem agora 16,4 segundos sobre José Pedro Fontes, no seu Citroen C3 Rally2, com Armindo Aaújo em terceiro, a 18,8, na frente do quarto classificado, o espanhol Robert Blach, a 33,6, no seu Skoda Fabia RS Rally2.

Com quatro especiais - Caféde-Juncal do Campo e uma passagem dupla por Chão da Vã-Sarzedas - o rali começou com Meeke a ganhar em todas elas: na primeira especial, ganhou cinco segundos a José Pedro Fontes. Na segunda, mais 2,3 sobe o piloto da Citroen, e na terceira, mais 2,1. Na especial noturna "Reconquista", de Castelo Branco, ele foi 4,4 segundos mais rápido sobre Armindo Araújo, com Ricardo Teodósio a 5,8. José Pedro Fontes foi quarto, a sete segundos. 

Depois dos quatro primeiros, João Barros é o quinto, no seu Volkswagen Polo GTi, a 35,4, na frente de Ricardo Teodósio, sexto, a 51,7. Pedro Almeida é o sétimo, a 1.01,3, na frente de Hugo Lopes, o melhor dos Rally4, a 1.34,7, e a fechar o "top ten" estão Ernesto Cunha, a 1.36,4, a Ricardo Filipe, a 1.45,8.

O rali de Castelo Branco acaba neste sábado, com a realização das restantes sete especiais. 

quinta-feira, 20 de junho de 2024

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Em 1904, o automobilismo já tinha percorrido a sua primeira década, passando de corridas entre cidades para os inícios de uma competição de circuito fechado. Milhares de marcas de automóveis tinham nascido, a grande maioria na Europa, e mais algumas dezenas na América. Ainda não se tinha decidido qual seria o sistema de propulsão para os carros de estrada, entre o vapor, a eletricidade e os motores de combustão interna. Mas este último tinha há muito sido o modelo de eleição para as corridas automobilísticas. 

Nesse ano, a grande corrida era a Gordon Bennett Cup, uma competição entre nações, com carros de países como França, Alemanha, Bélgica, Reino Unido e Itália, entre outros. Decorria na Alemanha, num circuito fechado com... 128 quilómetros de diâmetro na região dos montes Taunus, numa corrida que durou quatro voltas - 527 quilómetros no total. Marcas como Mercedes, Fiat e Wosleley participavam nessa corrida. 

O primeiro carro partiu às 7 da manhã do dia 17 de junho e ao final de cinco horas e 50 minutos, o vencedor acabou por ser o francês Léon Théry, a bordo de um Richard-Brasier, que bateu o Mercedes do belga Camile Jenatzy, que cinco anos antes, tinha sido o primeiro piloto a rodar a mais de 100 km/hora no seu protótipo elétrico "Jamais Contente".

No regresso dos franceses a Paris, com o troféu nas mãos, o Automobile Club de France decide reunir-se para formar uma associação que reúna os Automóveis Clubes que começam a surgir um pouco por todo o mundo, e reconhecer aqueles que poderão surgir no futuro. Deram o nome de "Association Internationale des Automobile Clubs Reconnus", ou a sigla de AIACR.

Os seus membros iniciais? Quase todos europeus: França, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Itália, Países Baixos. Os Estados Unidos foram a excepção à regra. Com o tempo, crescerão para acolher mais de 200 federações - há países que tem mais de uma federação, a automóvel (no caso português, é o ACP, o Automóvel Clube de Portugal, fundado em 1905) e a desportiva, que em Portugal é representada pela FPAK, a Federação de Automobilismo e Karting. 

A escolha para presidente acabou por cair no franco-belga Étienne van Zuylen van Nyevelt. Então com 43 anos, era um barão que tinha sido o primeiro presidente do Automobile Club de France, em 1895, e as suas qualidades de diplomata vinham de longe: seu pai tinha sido embaixador, o seu avô, o presidente da câmara de Bruges, uma importante cidade belga. Casou-se com um membro da família Rothschild e tinha uma paixão pela equitação, bem como o automobilismo.

Dezoito anos depois da sua fundação, em 1922, a AIACR decidiu separar o ramo desportivo do ramo automobilístico, criando assim a "Comission Sportive International", que iria elaborar os regulamentos desportivos internacionais das diversas competições, e dar títulos a campeões, primeiro de Construtores, depois de pilotos, e em especial, na Europa. Apenas em 1946, quando a AIACR ser renomeada de FIA, é que elaborou os regulamentos daquilo que viria a ser a Formula 1, o Mundial de Ralis, o Mundial de Kart e de Endurance, entre outros, todos sob a capa da CSI, que em 1978 viria a ser chamada de FISA. Em 1993, ambas as entidades, FISA e FIA, iriam fundir-se.  

Quanto ao resto, a Copa Gordon Bennett desaparecerá depois de 1905, para dar lugar ao Grande Prémio de França, o primeiro de todos os "Grand Prix". Léon Thery morrerá em 1909, aos 29 anos, vítima de tuberculose. A Richard-Brasier desapareceu em 1930, vítima da Grande Depressão, e Étienne van Zuylen van Nyevelt retirou-se da sua posição como presidente em 1931, três anos antes de morrer. A FIA, nas suas múltiplas encarnações, continua a lidar até aos dias de hoje com os interesses do automobilismo no mundo inteiro e tenta expandir com novos eventos, como o FIA Motorsport Games. Feliz Aniversário!   

Youtube Formula 1 Video: Um problema chamado Sérgio Pérez

O mexicano Sérgio Pérez renovou recentemente o seu contrato com a Red Bull, mas há quem não ache grande piada a sua permanência na turma dos energéticos. É verdade que não é grande coisa em termos de atrapalhar Max Verstappen, mas o piloto mexicano de 34 anos tem muito dinheiro em termos de patrocinadores, que serve para pagar os prejuízos dos carros que ele rebenta, especialmente no Mónaco - embora nesse, a culpa não é dele...

E é sobe isso que trata o mais recente vídeo do Josh Revell.

CPR: Armindo Araújo deseja a vitória


Com o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) a passar dos pisos de terra para os de asfalto, Armindo Araújo e o seu navegador, Luís Ramalho, apresentam-se no rali organizado pela Escuderia de Castelo Branco com a forte ambição de lutar pela vitória e manter a toada dos bons resultados que alcançou na fase de terra do CPR, nomeadamente a vitória do rali Serras de Fafe, por exemplo.

Antes do rali, o piloto do Skoda Fabia Rally2 Evo afirmou aquilo que espera das suas performances nesta prova:  

Partimos para os ralis de asfalto com a mesma ambição de sempre e por isso queremos sair de Castelo Branco com o melhor resultado possível. Somos a melhor dupla nacional após a fase de terra e desejamos continuar a sê-lo até ao final do campeonato. Temos a noção que a concorrência é muito forte, mas estamos otimistas e motivados para lutar pelo triunfo nas especiais e queremos terminar os ralis na frente dos nossos adversários”, afirmou o piloto de Santo Tirso.

O Rali de Castelo Branco terá um total de onze provas especiais de classificação, divididas em duas etapas a disputar na sexta-feira e sábado.

Rumor do Dia: Adrian Newey visitou a fábrica da Aston Martin


No fim de semana do GP de Espanha, os rumores sobre Adrian Newey voam. Se muitos estão convencidos que ele estará a caminho da Ferrari, com um salário a rondar os 150 milhões de euros pela duração total do seu contrato - três temporadas - agora, o jornal "The Times" fala que Newey fez uma visita secreta à fábrica da Aston Martin e já conversou em algumas ocasiões com Lawrence Stroll, o presidente executivo da marca e pai de Lance Stroll.

Stroll pai estaria a tentar convencer Newey a ir para o seu lado em vez de ir para Itália e desenhar os carros para a Scuderia de Maranello, porque está convencido que o projetista de 65 anos continua a desempenhar um papel fundamental nos sucessos das equipas onde trabalhou, como a Williams, McLaren e Red Bull, em uma carreira com mais de quatro décadas, e que começou na Fittipaldi, antes de ir para a March, desenhando carros para a CART, primeiro, e depois, na Formula 1, antes de rumar para a Williams em 1990.

Também é referido que a Williams poderá ter feito uma oferta para tê-lo de volta, uma vez que trabalhou para eles entre 1991 e 1996, antes de rumar para a McLaren.

Newey, que estava na Red Bull desde 2006, anunciou a saída da sua equipa no inicio da primavera, depois de ter ajudado a ganhar sete títulos de pilotos e outros tantos de Construtores. 

CPR: Meeke espera concorrência mais forte


Absolutamente dominador na temporada de 2024 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), Kris Meeke é o favorito à vitória no rali de Castelo Branco, que acontecerá neste final de semana e fará com que o campeonato entre na sua fase de asfalto. 

Antes da prova, o piloto britânico, que corre pela Hyundai Portugal, fala sobre a prova, do qual acha que a concorrência será mais acirrada que anteriormente.  

Sendo o primeiro rali da época em asfalto, de certeza que será um desafio interessante. Lembro que o ano passado estava um calor incrível. As altas temperaturas não tornam as coisas fáceis no decorrer do rali. Prevejo uma luta dura pela vitória, pois parece-me que os pilotos portugueses são muito mais fortes no asfalto por comparação à terra. Veremos até onde posso ir, mas espero fazer um bom trabalho para poder desfrutar e começar bem a época de asfalto...”, disse.

Com 60 carros inscritos, o Rali de Castelo Branco terá um total de onze provas especiais de classificação, divididas em duas etapas a disputar na sexta-feira e sábado.

quarta-feira, 19 de junho de 2024

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Soube-se esta semana a data de estreia do filme que Hollywood está a fazer sobre a Formula 1. A 25 de junho, saberemos se o filme produzido por Jeffrey Bruckheimer e Lewis Hamilton, realizado por Joseph Kosinski e com Brad Pitt como ator principal, será um blockbuster de verão que todos investiram, ou um "box-office bomb", ou seja, um enorme fracasso. Os rumores de que foram gastos cerca de 300 milhões de dólares na produção do filme, acabando por ser um dos mais caros de sempre a ser produzido, e que para ser um sucesso financeiro, terá de alcançar cerca de... 750 milhões. E nem se fala dos custos de "marketing".

A pouco mais de um ano, não se sabe ainda o título do filme - fala-se em "Apex" - as filmagens foram feitas em alguns circuitos como Silverstone, Hungaroring, Spa, Las Vegas, Abu Dhabi, e até Daytona, onde aproveitaram as 24 Horas para filmarem algumas cenas, e a história é relativamente simples: um ex-piloto de Fórmula 1, interpretado por Brad Pitt, regressa à categoria para fazer equipa com um jovem piloto, interpretado por Damson Idris (de uma certa forma a lembrar Lewis Hamilton), na equipa fictícia APXGP. O patrão dessa equipa é interpretado por Javier Bardem, e os carros são Formula 2 modificados pela Carlin para parecerem com Formula 1. Um deles, até, sofreu um acidente em Silverstone, para simular a cena que provavelmente está no argumento.

Algumas das razões atrás desse aumento de custos tem a ver com o acordo que foi feito pela Apple +, que em algumas salas de cinema, será apresentado em IMAX, e também a construção dos carros de Formula 1, por exemplo. Para além disso, a greve dos atores e dos argumentistas, que aconteceu no verão passado, afetou um pouco as filmagens. Falou-se até que as filmagens desse verão foram "deitados fora", mas isso foi negado.

Contudo, deitados fora ou não, haverá filmagens em quase todos os Grandes Prémios de 2024, especialmente depois da prova britânica até Abu Dhabi, que acontecerá em dezembro. 

As pessoas falam que esta gente toda, que ajudou a fazer "Top Gun: Maverick", deu aos estúdios mais de mil milhões de dólares de receita, ou seja, não interessa o assunto, poderá ser um "blockbuster". O problema é que "Top Gun" é uma sequela e não o filme principal, e as coisas tem de correr muito bem para que se alcance os objetivos. 

O "hype", claro, está a começar a surgir, e mais acontecerá nos meses seguintes. Mas claro, lembro um pouco o que Silvester Stallone fez há uns 20 anos com o seu "Driven", filmado no mundo da CART, que acabou por ser um fracasso de bilheteira. A última coisa que todos querem é uma repetição muito cara dessa situação. É wer o que este verão nos trará.   

Endurance: McLaren considera construir um Hypercar


A McLaren Racing está a considerar a construção de um Hypercar para poder correr, quer na IMSA, quer na WEC. Zak Brown, CEO da McLaren Racing, viu com bons olhos a decisão da FIA, ACO e IMSA de estender o ciclo de homologação das classes Hypercar e GTP por mais dois anos, até 2029, por causa da aposta da ACO na construção de uma classe movida a hidrogénio. Brown considera que a medida oferece "mais espaço para respirar" e avaliar sua entrada na categoria, já que desde há algum tempo demonstrar interesse nas regras da LMDh.

Segundo informações do site SportsCar365, e durante uma conferência de imprensa no fim de semana das 24 horas de Le Mans, Brown afirmou que a previsão inicial para a entrada da McLaren na classe, em 2026, era otimista. Com a extensão do ciclo, a marca ganha mais tempo para planear sua estreia, que poderá ocorrer em 2027. 

Isso nos dá mais espaço para respirar”, começou por afirmar Brown. “Você não gostaria de entrar num campeonato na sua última temporada, para simplesmente começar tudo de novo. E acho que 2026 seria um prazo otimista para nós. A extensão do ciclo ajuda nosso modelo de negócios.

A classe Hypercar vive neste momento numa era dourada. Com a obrigatoriedade de construção de dois chassis para participar no Mundial, em Le Mans estiveram 23 carros, quatro deles Porsches, três Cadillacs e três Ferraris. E em 2025, estarão presentes mais um Isotta-Fraschini e os Aston Martin, com o projeto Walkyrie. Com a Hyundai a pensar na ideia, a intenção da McLaren de projetar um modelo Hypercar representaria um maior envolvimento de uma classe que está a ficar perto dos 30 carros, algo que não acontece desde meados dos anos 80 do século passado, com os Grupo C. 

A McLaren já venceu as 24 Horas de Le Mans em 1995 com o F1 GTR, baseado no McLaren F1 de estrada. Em 2024, três McLaren 720S de GT3, dois da United Autosports e um da Inception Racing, estiveram presentes nas 24 Horas de Le Mans. 

Rumor do Dia: A Hyundai a caminho da Endurance?


A Hyundai poderá estar a pensar seriamente participar no Mundial de Endurance, mais concretamente na classe Hypercar. Neste final de semana, uma delegação numerosa da Hyundai esteve discretamente presente na edição deste ano das 24 Horas de Le Mans e terão reunido com Pierre Fillon, o Presidente do ACO (Automobile Club de L'Ouest). Aparentemente, a marca coreana tem ideias de construir um chassis LMDh e não um LMH, devendo reunir em breve com os quatro potenciais parceiros de chassis: Oreca, Dallara, Ligier e Multimatic.

Estes interesses acontecem numa altura em que a WEC anunciou o seu regulamento entre 2025 e 2029, ano no qual poderá estar pronto os protótipos para a classe de Hidrogénio, o grande projeto da ACO. Esse regulamento, que basicamente é o atual, mas prolongado no tempo, acontece por causa do atraso nos programas de motores de combustão H2, algo do qual a marca coreana não está muito interessada em participar, por estar a apostar mais na tecnologia das células de combustível.

Isto acontece depois de a marca coreana também ter ficado interessada em participar na Formula E, embora ainda não haja nada de concreto. Até agora, o envolvimento da marca coreana em termos de competição tem a ver com o WRC.  

terça-feira, 18 de junho de 2024

Onde será o local de testes em 2025?


Uma pergunta destas parece ser um pouco estanha, mas é pertinente por causa do seguinte: religião. É que o calendário para 2025 foi alterado por causa do Ramadão, para que a Austrália acolhesse a primeira corrida do ano, mas antes disso temos os testes de pré-temporada, que normalmente é no Bahrein, mas... agora não se sabe onde poderá acontecer.

Até há relativamente pouco tempo, Barcelona era sempre escolhida como o lugar dos testes de pré-temporada, onde todos fariam em conjunto as afinações finais para a temporada que aí vinha. Contudo, em 2021 se decidiu que iria ser no Bahrein. Com a situação de 2025, a questão se coloca: regresso a Barcelona ou acontecer mais cedo?

Segundo contou por estes dias a publicação alemã Auto Motor und Sport, apenas três equipas – Red Bull, Racing Bulls e Sauber – votaram na pista catalã, enquanto a maioria preferiu manter o Bahrein, apesar dos custos mais elevados associados às viagens e à logística de levar todo o paddock para a Austrália logo a seguir. Outra hipótese que foi colocada seria de fazer os testes entre os dias 26 e 28 de fevereiro em Melbourne, mas a longa distância da Europa poderá impedir tal coisa, e as equipas parecem não estar dispostas a isso.

Um regresso à Europa está fora de questão pelo facto de ser em pleno inverno, com as chances de apanhar chuva ou mesmo neve (!) serem bem elevadas, bem como essas temperaturas não são aquelas que as equipas apanham no Hemisfério Sul, por exemplo.

Assim sendo, as negociações ainda continuam a acontecer, a qualquer decisão acontecerá com o acordo da FIA e da Liberty Media.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Youtube Motoring Video: A depreciação dos carros elétricos

Estão a ser maus dias para ser vendedor na América. O mercado está cheio de carros, especialmente os elétricos, que estão a acumular nos estacionamentos das fábricas. Há carros que estão a ser vendidos a... metade do preço, dois anos depois de terem sido comprados. As justificações são muitas: desde a própria Tesla a cortar nos preços para poder escoar os seus modelos, ao receio dos consumidores em gastar muito dinheiro numa tecnologia que ainda é imensamente nova - desde as baterias aos sistemas de carregamento - passando por alguns "recalls" em alguns modelos por causa das baterias.

Mas antes dos apreciadores dos carros a combustão cantarem vitória, pode-se afirmar que a depreciação também atinge esse tipo de carros. E falamos de carros a serem vendidos a metade do preço.

Claro, falamos de carros vendidos na América. E é disso que se trata no mais recente vídeo do Donut Media.