A Toyota apareceu mais tarde, entre 2002 e 2009, e apesar de ter investido centenas de milhões de dólares, nunca ganhou qualquer corrida. Pelo meio, forneceu motores a equipas como a Williams e Jordan, com resultados modestos.
Outras marcas, como a Subaru e a Yamaha, forneceram motores a equipas, principalmente na década de 90, mas se o projeto Subaru, com um boxer de 12 cilindros, foi um fracasso total, no caso da Yamaha, ficaram entre 1989 e 1997, construindo motores de 8, 10 e 12 cilindros, também com resultados modestos. Na parte final, com a ajuda de John Judd, os resultados melhoraram, mas aparte de um segundo lugar no GP da Hungria de 1997, com o Arrows de Damon Hill, não conseguiram mais nada de relevo.
Há também equipas mais pequenas, como a Maki, que tentou correr em 1975, mas sobre eles, conta-se noutro dia. O que se fala hoje é sobre a Kojima, a outra equipa japonesa que, a certa altura, chegou a conseguir uma volta mais rápida! Mas tinha sido mal cronometrado...
Mas a história dessa equipa, que construiu os seus próprios chassis, vale a pena ser contada. Afinal, faz meio século sobre a sua primeira aparição na Formula 1.
E o próprio Kojima também competiu nas quatro rodas. Inscrito no All Japan Suzuka 300, com um Ford GT40, e com Tanaka Kenjiro ao volante, terminou em quarto lugar da geral. No ano seguinte, começou a construir o seu próprio chassis, o KE-FJ, para a Formula Junior japonesa. Desenvolvido com várias versões até 1975, com um motor de três cilindros, refrigerado a água, da Suzuki, foi pilotado por gente como Katayama Yoshimi e Koji Tsutsuno, com bons resultados.
Em 1974, a Kojima construiu um chassis para a Formula 2 japonesa, o KE-FJ1300. Conhecido também como o KE Sunny, foi desenvolvido com base no chassis March 733, de Formula 3, e equipado com o motor Nissan A12 (1300cc), foi pilotado por gente como Masahiro Hasegi e Keiji Matsumoto. A diferença para os outros carros foi o desenvolvimento da sua própria suspensão, e tornou-se na máquina a bater, quando, com Hasemi Masahiro ao volante, ganhou o campeonato japonês de Formula 2 em 1974 e 1975.
Nesse mesmo ano, no GP do Japão - extra-campeonato - os carros da Kojima venceram em todas as três categorias: FL500, FJ1300 e F2000. Em poucos anos, dominavam as competições automobilísticas nacionais, e ambições para correrem mais alto iriam naturalmente aparecer.
Como é sabido, a Honda fabricou os seus próprios chassis desde a sua chegada, em 1964, apesar de, quando contrataram John Surtees, no inicio de 1967, acordaram na construção de um chassis na Lola, com o conselho do próprio piloto. O RA301 foi informalmente batizado de "Hondlola", mas eles construiram o RA302, com o chassis em magnésio, que foi um fracasso total.., e demasiado inseguro. Tanto que matou o piloto que o guiava, o francês Jo Schlesser, e isso contribuiu para a sua saída da Formula 1.
Em 1975, tinha havido o projeto da Maki, mas as suas tentativas tinham sido mal sucedidas. O que não impediu a Kojima de contratar três dos seus elementos para construir aquilo que acabaria por ser o KE007, o primeiro Formula 1 da marca. Desenhado por Ono Masao, tinha algumas parecências com o o March 751, tinha motores Cosworth V8, e ficou pronto no final do verão de 1976. Inscreveu-o para o GP do Japão desse ano, e testaram ao longo de algumas semanas com Hasemi Masahiro ao volante, e um fornecimento de pneus Dunlop.
Na corrida, o Kojima teve um excelente desempenho, até que problemas com os pneus o levaram a terminar na 11ª posição. Inicialmente, chegou a ser atribuída a volta mais rápida, mas depois, descobriu-se que tinha sido um erro na cronometragem, quando o verdadeiro autor da volta mais rápida tinha sido Jacques Laffite, no seu Ligier. Dias depois, a organização do circuito emitiu um comunicado de imprensa onde esclareceu tudo, mas durante muitos anos, a FIA creditou essa volta de Hasemi.
Em 1977, eles queriam levar o KE007 para as corridas sul-americanas, mas a ideia acabou por ser cancelada. entretanto, construíram dois chassis, o KE008, para a Formula 2, com o motor BMW, e o KE009, para correrem no GP do Japão, no final do ano. Dois chassis foram feitos, um para Takahara Noritake e Hoshino Kazuyoshi, e cada um inscreveu-se na sua equipa: um oficial, para Takahara, outro pela Heros Racing, para Hoshino.
Para 1978, desenvolveu-se o KE010, com efeito-solo, e a ideia de participarem no GP do Japão desse ano, marcado inicialmente para o dia 16 de abril, em Suzuka, mas a corrida acabou por ser cancelada. Nesse ano, tentaram forjar uma aliança com a alemã Kahusen, em que eles construiriam o chassis e o resto seria da equipa formada pelo ex-piloto Willy Kahusen. Mas o projeto foi cancelado no final de 1978, quando esta decidiu construir o seu próprio chassis. Anos depois, Ono, o projetista, explicou que "sem um túnel de vento, as chances de desenvolvimento eram muito pequenas."
Em 1979, avançaram para a Formula 2 japonesa com o KE011. Tendo como base os chassis KE008 e KE009, foram feitas melhorias na asa da frente, nos radiadores laterais e na asa traseira. Com um motor BMW de dois litros, foi pilotado por Katayama Yoshimi, mas foi um fracasso em terlos de resultados. No final de 1979, Kojima decidiu abandonar o automobilismo e dedicar-se à motonáutica, lançando o modelo "KE CAT Series."
O próprio Kojima competiu pessoalmente como piloto em corridas como a classe offshore open, acabando por ser o campeão japonês por várias vezes antes de se retirar das corridas no final de 2007, aos 63 anos de idade.
Hoje em dia, alguns dos seus chassis, como o KE007, foram restaurados e competiram em alguns festivais de carros antigos, como o Goodwood Motor Festival.



















