quarta-feira, 6 de maio de 2026

Youtube Hypercar Video: O McLaren MCL-HY

Esta semana foi mostrado o carro que a McLaren irá usar na classe Hypercar a partir de 2027. O MCL-HY tem como decoração o "papaya orange" que o seu fundador escolheu como cor para os seus carros, especialmente quando começou a competir na Can-Am, onde ganhou tudo com o seu fundador, Bruce McLaren, e o seu compatriota Dennis Hulme - ao ponto de chamarem à competição "The Bruce and Denny Show". 

Neste video de apresentação, mostra um pouco isso e o espirito por trás deste carro do qual, esperam, poder escrever mais algumas páginas de glória, que começaram em 1963. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

A imagem do dia (II)


No meio disto tudo, das homenagens a Alex Zanardi, morto no dia 1 de maio aos 59 anos, o mais surpreendente é ver que a sua mãe... ainda é viva. E ao vê-la, inesperadamente, numa segunda-feira à noite, num noticiário da RAI italiana, a ser entrevistada sobre o seu filho e ela responder que dele, só tem orgulho pelos seus feitos, especialmente nos Jogos Paralímpicos de 2012 (altura em que foi tirada esta fotografia) e 2016, fez-me lembrar tudo aquilo que ela passou.

E depois, ao pesquisar mais sobre esta família, descobri que há mais para além disso.

Atualmente com 88 anos de idade, Anna Zanardi deu à luz Alex a 23 de outubro de 1966, depois de casar com o seu marido, Dino. Ela era costureira, ele era canalizador, e como muitas que cresceram no pós-guerra em Itália, com origens humildes, trabalhou para ganhar dinheiro e poder cuidar da sua família, que crescia, primeiro com Cristina, depois com Alex. 

Depois do nascimento de ambos, a família saiu de Bolonha para morar em Castel Maggiore, nos arredores. Ambos os filhos desenvolveram um grande gosto pelo desporto, com a rapariga a se tornar nadadora, e Alex, claro, a ir para o karting.

Então um dia, em 1979, a família recebeu uma noticia aterradora: Cristina sofreu um acidente de carro e acabou por morrer. Foi duro para eles, mas continuaram. Nessa altura, Dino construiu no quintal da sua casa um kart para Alex a partir de canos vindos do trabalho de Dino e tinha como assento... um caixote do lixo adaptável. Na década seguinte, corre no karting, até passar para os monolugares, mostrando todo o seu talento a gente do meio, mostrando que conseguia fazer muito com muito pouco.

Sobre esses primeiros tempos, ela recordava, numa entrevista ao jornal "Il Resto de Carlino", de Bolonha

"Fomos pessoas humildes e modestas. Num livro que escreveu, o Alessandro conta como costumava ver-me, às quatro da manhã, a coser botões em camisas de homem. Depois parei, porque os ganhos eram baixos, e comecei a montar depósitos de gasolina de automóveis. Ganhava algumas liras por dia, mas o dinheiro que conseguia juntar era para os pneus de competição do Alessandro."

O seu primeiro patrocinador foi uma fábrica de pneus para karts, e quando passou para os monolugares, o seu grande apoio foi a família Papis, o pai de Max lhe deu um lugar na Formula 3 italiana, em 1988. Aliás, Alex e Max Papis, nascidos no mesmo ano, e chegaram ambos à Formula 1 e à CART, conheciam-se desde os 13 anos de idade. O pai acabou por morrer em 1994, já o filho estava lançado no automobilismo, primeiro na Formula 3000 quando foi campeão pela Il Barone Rampante, depois na Formula 1, por Jordan, Minardi e Lotus, e depois, na CART, onde o talento era mais importante que o dinheiro. 

Zanardi nunca foi um privilegiado. Nunca teve dinheiro para correr sem problemas. Os seus pais foram trabalhadores de classe média, que deram o que podiam para ajudar o seu filho. Primeiro como "hobby", depois como um talento que tinha, mais que muitos outros. Não eram ultra-milionários, eram de uma estirpe que não existe mais. Apoiaram o talento.

"Fiz tudo o que podia para estar presente e dar o meu melhor quando ele precisou. Acho que sempre estive ao lado dele. Perdi o meu marido, pai dele, em 1994, e dediquei-me completamente a eles. Os sucessos chegaram, tanto pessoais como desportivos. Esta manhã, estava a ver as notícias sobre ele na televisão. Gostei muito da homenagem de Kimi Antonelli: talvez nunca me tivesse apercebido do quão incrível ele se tornou. Então, peguei na fotografia ao meu marido e disse-lhe: 'Que filho maravilhoso que tivemos!'"

As cerimónias fúnebres de Zanardi serão esta terça-feira em Pádua. A cidade de Bolonha declarou um dia de luto em tributo ao seu filho da terra.  

A imagem do dia



Na manhã de 5 de maio, na Basilica de Santa Giustina, em Pádua, cerca de duas mil pessoas enfrentaram a chuva de primavera para se despedirem de Alex Zanardi, que morreu na noite de 1º de maio, aos 59 anos de idade. Um dos símbolos presentes dentro da basílica, cheia, entre amigos - muitos eles atletas paralímpicos e gente como o ex-campeão olímpico de ski, Alberto Tomba e o presidente do Comité olímpico italiano, Giovanni Malagò - e familiares como Niccoló, o filho, Anna, a mãe e Daniela, a sua mulher, foi a sua "handbike", uma das que usou nas competições olímpicas, onde ganhou seis medalhas de ouro e duas de prata, em duas edições dos Jogos Olímpicos.

Para além disso, estiveram presentes gente do automobilismo como o presidente da Formula 1, Stefano Domenicalli, e o fundador da Minardi, Gian Carlo Minardi.

"O segredo para uma vida maravilhosa é sorrir nas pequenas coisas", recordava o filho durante as cerimónias fúnebres, descrevendo o Alex reservado que sorria até enquanto fazia café. “Há algo que talvez não saibam. Um pequeno aspeto do Alex em casa. Não o Alex que ganha os Jogos Paralímpicos ou o Campeonato Mundial de Indy, mas o Alex que faz café, que amassa massa de pizza aos sábados à noite, que olha para ti e diz: ouve, ajuda-me a filmar com o telemóvel por um segundo, não percebo nada.

Quando o via fazer café ou amassar massa de pizza, sempre com um sorriso, percebia algo que ele dizia sempre”, continuou, “que não é preciso pensar em grandes desafios para encontrar alegria. Ela começa pelas pequenas coisas”. O seu filho resumiu então a moral daquela lição silenciosa: "Não é preciso ser Alex Zanardi para ter uma vida maravilhosa. Qualquer pessoa pode ter uma", concluiu Niccolò.

No final, uma chuva de aplausos à medida que o féretro se afastava da basilica, rumo ao cemitério para ser sepultado na campa familiar onde está o seu pai e a sua irmã. E ali, naquela manhã chuvosa em Pádua, a se Itália despedia de um dos seus mais importantes filhos, e um dos seus símbolos, uma cadeira de rodas, estava dentro daquela basílica.

The End: Hermano da Silva Ramos (1925-2026)


Hermano da Silva Ramos, terceiro piloto brasileiro na história da Formula 1, e um dos últimos sobreviventes a terem corrido na década de 50 do século passado, morreu ontem aos cem anos de idade em França, onde residia. Participante em sete Grandes Prémios pela Gordini, nas temporadas de 1955 e 1956, conseguiu como melhor resultado um quinto lugar no GP do Mónaco em 1956.

Nascido a 7 de dezembro de 1925 em Paris, filho de mãe francesa e pai brasileiro, mudou-se para o Brasil depois da II Guerra Mundial, onde começou a correr em 1947 num MG TC no GP de Interlagos. poucos anos depois, regressou à França, onde continuou a correr, numa carreira que foi meteórica: em 1954, depois de ter corrido num Aston Martin no ano anterior, corria nas 24 Horas de Le Mans num DB2/4 Vignale. Correndo ao lado de Jean-Paul Colas, desistiu na 14ª hora devido a um problema de transmissão.

Essas prestações foram suficientes para ser contratado pela Gordini em 1955, como piloto oficial, e começou com a sua participação nas 24 Horas de Le Mans, ao lado de Jacques Pollet. Acabaria por desistir na 14ª hora, desta vez, com um buraco no radiador. Pouco depois, em Zandvoort, no GP dos Países Baixos, tornou-se, depois de Chico Landi e Gino Bianco, o terceiro representante do Brasil no Mundial. Acabou a corrida na oitava posição, a oito voltas do vencedor, Juan Manuel Fangio.

Ele participou nas duas últimas corridas da temporada, não tendo acabado em Aintree, no Reino Unido, e em Monza, na última prova da temporada. 


Em 1956, a Gordini participou na corrida do Monaco, e inscreveu três carros para os franceses Ellie Bayol e Robert Manzon, além de Hermano da Silva Ramos. Conseguiu o 14º tempo e ao longo de uma corrida dura, com cem voltas, acabou com sete voltas de atraso em relação ao vencedor, o Maserati de Stirling Moss. Mas acabou na quinta posição, e conseguiu os primeiros pontos da sua carreira, e poucos meses depois de outro brasileiro, Chico Landi, ter conseguido um quarto posto na corrida da Argentina.

Regressou à competição em França, acabando na oitava posição, e participou em mais duas corridas nessa temporada, sem terminar. Contudo, os dois pontos obtidos no inicio do ano, deram-lhe no final do campeonato, a 19ª posição, com dois pontos. Ele ainda participa nas 24 Horas de Le Mans, ao lado de André Guelfi, num Gordini oficial, mas um problema na embraiagem, na 12ª hora, obriga-o a abandonar.

Em 1957, fica abalado com a morte do amigo espanhol Alfonso de Portago nas Mille Miglia, Hernando da Silva Ramos decidiu afastar-se do automobilismo no final desse ano. Contudo, no ano seguinte, resolveu regressar para correr na Formula 2, e os Sport-Turismos. Triunfou nas 3 Horas de Pau, e foi o suficiente para correr novamente em Le Mans em 1959, pela Ferrari, onde ao lado de Cliff Allison, desistiu ao fim de quatro horas, devido a problemas de motor.

Em 1960, aos 35 anos e a pedido da esposa, decidiu pendurar de vez o capacete, depois de ter sido segundo classificado no GP do Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. Depois, mudou-se para Biarritz, no sul de França.


Com o passar dos anos, chegou a 2026 com um feito impressionante: para além de ter sido dos poucos pilotos a chegar ao seu centenário, era também, depois da morte de Hans Hermann, a 9 de janeiro, era o último piloto ainda vivo que tinha pontuado num Grande Prémio na década de 50. E também era o último sobrevivente da infame edição de 1955 das 24 Horas de Le Mans. 

WRC (II): Takamoto gosta muito de correr em Portugal


O japonês Takamoto Katsuta gosta de correr em Portugal, e apresenta-se com confiança moderada numa ronda onde já foi competitivo. Apesar de adorar o ambiente à sua volta, o piloto japonês antevê um desafio particularmente duro devido à posição na estrada e ao desenho do percurso.

Portugal é um rali de que gosto muito: o ambiente é sempre incrível, as classificativas assentam-me bastante bem e já tivemos bons resultados ali no passado”, afirmou o piloto da Toyota.

O vencedor em 2026 dos ralis de Safari, no Quénia, e da Croácia, sublinhou que o itinerário deste ano poderá tornar a prova ainda mais exigente, com troços de terra muito exigentes logo na quinta e na sexta-feira. Segundo explicou, essa configuração pode penalizar quem sai cedo para a estrada, sobretudo se o piso estiver solto ou se a meteorologia alterar rapidamente as condições de aderência.

"Mesmo não sendo o primeiro na estrada desta vez, partir em segundo pode continuar a ser bastante complicado”, disse Katsuta. "Vou dar o meu melhor, como sempre, para conseguir um bom resultado.”, concluiu.

O rali de Portugal começa na quinta-feira à tarde e máquinas e pilotos terão pela frente 23 especiais de classificação.

CPR (II): Fontes tem ambições para o rali de Portugal


O veterano José Pedro Fontes não esconde a sua ambição e o seu entusiasmo pelo rali de Portugal. Depois de um quarto posto no Terras D'Aboboreira, na estreia do carro no CPR, a dupla Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, preparam-se para percorrer alguns dos troços mais míticos da história do rali, perante o sempre entusiasta público português, que dá uma cor única aos troços da prova que percorre o centro e norte do país.

Nas vésperas do rali, a dupla vai encontrar o seu primeiro grande desafio com o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, com a fiabilidade a ser colocada à prova como nunca, sendo esta a estreia desta unidade no Campeonato do Mundo de Ralis em pisos de terra.

"O Rally de Portugal é sempre especial. É a nossa prova, aquela em que sentimos o calor dos adeptos em cada troço e onde a exigência é levada ao extremo. Temos feito uma evolução consistente desde o início do ano. Cada prova ensinou-nos algo novo sobre o carro e sobre nós próprios.", começou por afirmar.

"Chegamos ao Rally de Portugal mais preparados, mais confiantes e com a certeza de que o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale tem condições para lutar na frente. Temos noção também que há ainda muito trabalho para descobrirmos todo o potencial do carro e que ainda temos poucos quilómetros feitos. Mas o que já conhecemos dá-nos um grau de otimismo indisfarçável.", continuou.

"Os duros troços que vamos enfrentar são um teste de fogo a um carro ainda jovem e com muito a evoluir. Temos, porém, plena confiança nas capacidades da máquina. Queremos fazer uma grande prova, brindar o fantástico público português com o nosso melhor. É um dos pontos altos da temporada e queremos aproveitar ao máximo toda esta envolvência”, concluiu.

CPR: Gonçalo Henriques quer fazer uma boa prova


Gonçalo Henriques está a encarar encara o rali de Portugal como uma prova do qual, sendo especial, é exigente, e do qual pretende terminar numa boa posição. Depois de não ter tido um bom rali no Terras D'Aboboreira, por causa de um pião e problemas no seu carro, o piloto da Hyundai Team Portugal espera que este rali mude um pouco as suas perspectivas no campeonato, especialmente se conseguir um bom resultado. 

Para além disso, ele realça a particularidade do rali por passar por Vila Nova de Poiares, sua terra natal e da navegadora Inês Veiga:

"O Rally de Portugal é muito especial para mim e para a Inês por passar na nossa zona. Todos os meus amigos, a minha família e todas as pessoas que me conhecem desde sempre vão estar a apoiar-me à beira da estrada e isso representa sempre uma motivação extra. Para além disso, é um orgulho enorme estar à partida da prova.

O piloto antecipa, no entanto, um desafio exigente, a começar logo pelos pneus que têm de utilizar que são diferentes dos usados no CPR.

Vai ser um rali muito duro. O teste de preparação correu bem e conseguimos adaptar-nos aos pneus que vamos utilizar. O carro está muito bem afinado para as condições que vamos encontrar, mas vamos ter de fazer um rali com muita cabeça. Os pisos vão estar, presumivelmente, bastante degradados quando for a nossa vez de passar, por isso teremos de ser inteligentes e encontrar um ritmo rápido, mas controlado. Evitar furos e impactos nas pedras será fundamental, porque sabemos que é algo muito fácil de acontecer neste rali. Se conseguirmos fazer uma prova limpa, sem problemas, acredito que podemos lutar por uma boa posição.”, concluiu.

O rali de Portugal começará nesta quinta-feira à tarde, e terá 23 especiais de classificação. 

WRC: Sordo ambiciona um pódio em Portugal


O espanhol Dani Sordo chega ao Rali de Portugal com o objectivo assumido de lutar, no mínimo, por um lugar no pódio, depois de uma preparação considerada produtiva na terra lusa. O espanhol, que regressou ao WRC no Rali das Canárias, onde acabou em sétimo, está a completar o trio da equipa oficial da Hyundai e aposta na experiência em pisos de terra para ajudar a marca a alcançar um resultado forte numa das provas mais exigentes do calendário.

O meu objectivo é claro: trazer um bom resultado para a equipa e lutar, no mínimo, pelo pódio”, afirmou o piloto espanhol antes da prova portuguesa. Sordo reconheceu que “é difícil mudar do asfalto para terra”, mas explicou que um dia de testes antes do Rali de Portugal ajudou a melhorar as sensações com o carro. “Foi difícil no início, mas está a tornar-se mais fácil. Estamos confiantes de que temos um bom carro para a terra e seremos muito mais competitivos do que fomos nas Canárias”, sublinhou.

E para além disso, há também a o peso simbólico da prova. O piloto quer “fazer uma boa exibição perante os adeptos portugueses”, ele, que esteve presente no CPR de 2025, onde acabou por lutar pelo título com o Toyota de Kris Meeke

Como nas Canárias, Sordo correrá ao lado do francês Adrien Fornaux e do belga Thierry Neuville na equipa oficial da Hyundai. O rali de Portugal arranca na quinta-feira à tarde e terá 23 especiais de classificação. 

Youtube Rally Video: Os preparativos da Toyota para o rali de Portugal

O rali de Portugal começa depois de amanhã, e a Toyota prepara-se com toda a sua armada na Maia, com umas voltas nas estradas à volta do aeródromo local, em asfalto. Provavelmente deve ser por causa do rali do Japão, que acontecerá no final do mês...

O video é do Pedro Figueiredo.  

segunda-feira, 4 de maio de 2026

A imagem do dia (II)




John Watson, um dos pilotos que fez parte do "mobiliário" da Formula 1 nos anos 70 e 80 do século passado, faz hoje 80 anos. Piloto de Brabham, Surtees, Lotus, Penske, e McLaren, o nativo de Belfast, na Irlanda do Norte, conseguiu cinco vitórias, 20 pódios, duas pole-positions e cinco voltas mais rápidas, conquistando 169 pontos, tudo isto em 154 Grandes Prémios, entre 1973 e 1985.

Depois da sua carreira de piloto, conseguiu uma segunda como comentador de Grandes Prémios de Formula 1 entre 1989 e 1996, pela Eurosport, ao lado, sobretudo, de Ben Edwards, e depois, no BTCC pela BBC, entre 1998 e 2001, antes de fazer a A1GP, de novo com Edwards, entre 2005 e 2009.

Já falei por aqui sobre o seu regresso à Formula 1 em 1985, em Brands Hatch, onde correu com o McLaren, no lugar de Niki Lauda, que se tinha lesionado - e fez com que andasse com o carro numero 1 sem ser campeão... mas o que poucos sabem é que, em 1975, fez uma corrida com a Lotus. E não foi num qualquer: foi no Nurburgring Nordschleife, e com o 72.

Com a saída de Jacky Ickx da equipa depois do GP da Grã-Bretanha, sabendo que o modelo 72 tinha chegado ao final da linha, Watson, que não estava a ter uma temporada fantástica na Surtees - só tinha como melhor resultado um oitavo lugar no GP de Espanha, em Montjuich - e quando soube que eles não iam correr na prova alemã, aproveitou a ocasião para embarcar no Lotus. 

As coisas até correram bem termos de qualificação. Com o 14º melhor tempo, quatro lugares acima de Ronnie Peterson, o habitual titular, e até arrancou bem. Contudo, na segunda volta, um problema na suspensão do seu Lotus o obrigou a abandonar, e decidiu ver o resto da corrida no local onde parou. No final, quando foi rebocado para as boxes, teve a companhia do March de Mark Donohue, e ambos, sentados nos seus carros (pelo menos, Donohue estava ali), parecem estar a aproveitar o verão. 

O que o destino lhes reservaria era que, cerca de duas semanas mais tarde, Donohue sofreria um acidente mortal no "warmup" do GP da Áustria, e o seu substituto na Penske foi... Watson, que correu para eles na última corrida de 1975, em Watkins Glen, e lá ficaria até ao final de 1976. 

A imagem do dia



Isto estava pintado, ontem, na Curva do Saca-Rolhas, em Laguna Seca, durante uma jornada do IMSA, que aconteceu neste domingo. 

Quem estava também em Laguna Seca era o Jimmy Vasser, que quando soube da morte do Alex Zanardi, foi para essa mesma curva para chorar que nem uma criança.

Não ficaria admirado se rebatizassem a curva com o nome dele ou colocassem uma estátua, ou busto, dele ou dos carros naquele dia a reproduzirem a manobra de há quase 30 anos. Ou então, como estamos no século XXI, um ecrã de video onde reproduziriam, repetidamente, como se fosse um .gif, a manobra que fez ao Bryan Herta

De qualquer forma, uma homenagem a ele naquela curva seria adequado, no mínimo.

WRC (II): Sesks regressa a Portugal com ambição forte


O letão Martins Sesks está de regresso ao WRC ao volante de um Ford Puma Rally1 com o objetivo de conseguir um “regresso impactante” após um arranque de temporada discreto na Suécia, onde terminou no 35º lugar da geral. O rali de Portugal será um teste exigente, mas também como uma oportunidade para recuperar afirmação no WRC.

O Rali de Portugal do ano passado foi um exame bastante duro, porque foi um rali longo e complicado. Houve muitas coisas que não fizemos bem”, afirmou Sesks, numa antevisão em que sublinhou as dificuldades e a exigência da prova. O piloto admitiu que o Rally de Portugal é uma das provas de que mais gosta no calendário, razão pela qual considera essencial “fazer as coisas bem” desde o início.

Será interessante ver como nos sairemos este ano”, disse, antecipando “uma semana bastante longa, uma das mais longas da temporada”.

Do lado da M-Sport, Richard Millener, diretor da equipa, sublinhou a relevância da mudança de superfície e o valor simbólico da prova portuguesa. “Estou ansioso por regressar à terra, e o Rali de Portugal é um dos eventos mais icónicos que disputamos no WRC”, afirmou. Para além disso, a chegada de Sesks, que competirá ao lado dos irlandeses Jon Armstrong e Josh McErlean, poderá  apresentar “uma dinâmica muito boa” e mostra-se esperançado com o que poderá alcançar em Portugal.

O rali de Portugal começa nesta quinta-feira e terá 23 especiais de classificação, todas em terra. 

WRC: Ogier quer prolongar a sua relação vitoriosa com Portugal


Recém-vitorioso do rali das Canárias, em asfalto, Sebastien Ogier chega a Portugal com vontade de conseguir novo triunfo em terras portuguesas. O piloto de 42 anos, que já venceu aqui por sete ocasiões - e vencedor em 2024 e 2025 - afirma que está confiante para fazer outro bom rali.

Foi uma sensação muito boa vencer nas Canárias e um resultado desses traz sempre um pouco mais de confiança para o rali seguinte”, começou por afirmar o piloto, atualmente sexto classificado no Mundial, com 58 pontos.

Ogier recordou ainda a sua ligação especial que mantém com a prova lusa e o ambiente criado pelos adeptos, considerando que a posição na estrada poderá jogar a seu favor, embora tenha deixado um aviso sobre a imprevisibilidade habitual das condições em Portugal. “Temos tido um grande histórico neste evento e o objectivo será, naturalmente, tentar prolongar a série de vitórias que temos aqui”, sublinhou.

O rali de Portugal começa nesta quinta-feira e terá 23 especiais de classifcação.

CPR: Teodósio prepara-se para o rali de Portugal


Na semana do rali de Portugal, que irá também contar como a segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Ricardo Teodósio refere ter ambições nesta competição, embora tenha consciência de que as classificativas são bem mais duras que nos outros ralis do campeonato.

O piloto, que nesta temporada se estreou num Citroen C3 Rally2, declarou que fará apenas as especiais que farão parte do CPR, e o seu objetivo é ser consistente.   

É sempre especial estar à partida do Rali de Portugal. É uma prova única, com um ambiente incrível e um enorme apoio do público. Vamos dar o nosso melhor, conscientes das dificuldades, mas com o objetivo de fazer uma prova consistente e competitiva dentro daquilo que é o nosso campeonato”, referiu Ricardo Teodósio.

Depois de um início de temporada marcado com um sexto lugar no rali Terras D'Aboboreira, a dupla chega a esta prova determinada em evoluir e lutar por um resultado sólido frente a uma forte concorrência nacional.

Temos vindo a trabalhar bastante para melhorar e este rali será mais um passo importante no nosso crescimento. Queremos aproveitar ao máximo cada quilómetro”, acrescentou o piloto.

Do lado direito do navegador, José Teixeira mostra-se igualmente focado no objetivo traçado. 

O Rali de Portugal é sempre uma prova muito exigente, tanto a nível físico como mental. No nosso caso, estamos totalmente concentrados na parte que conta para o CPR, onde queremos ser competitivos e consistentes ao longo de toda a prova. O apoio dos fãs ao longo das especiais dá-nos uma motivação extra e queremos retribuir com uma boa prestação.”, declarou.

O rali de Portugal começará nesta quinta-feira. 

WEC: McLaren revelou o seu Hypercar para 2027


A McLaren revelou esta segunda-feira o seu MCL-HY, o carro da classe Hypercar que irá correr em 2027. Com uma pintura inspirada no McLaren M6A, que ganhou os campeonatos da Can-Am em 1968 e 1969, com Bruce McLaren e Denny Hulme ao volante - e que deu origem ao domínio da marca nessa competição até 1972 - o carro, construído de acordo com os regulamentos LMDh da ACO / IMSA, combina uma construção leve com monocoque em fibra de carbono com um equilíbrio excecional.

A potência provém de um motor V6 de competição biturbo, associado a um sistema híbrido MGU, debitando até 520 kW (707 cavalos) para o eixo traseiro. Com um peso mínimo de 1.030 kg e uma relação peso-potência altamente eficiente, o MCL-HY foi desenvolvido para equilibrar desempenho absoluto com eficiência em corridas de resistência, concebido para operar ao mais alto nível do WEC e das exigentes 24 Horas de Le Mans.

Este regresso a Le Mans, lugar onde ganhou em 1995, com o F1 GTR, simboliza o início de uma nova tentativa de conquistar novamente a Tripla Coroa do automobilismo, que inclui vitórias no Grande Prémio do Mónaco, nas 500 Milhas de Indianápolis e nas 24 Horas de Le Mans. Com a McLaren a competir ao mais alto nível na Fórmula 1 e na NTT IndyCar Series, o MCL-HY completa a última peça de uma ambição para a qual a McLaren está numa posição única de disputar.


Depois desta apresentação, a McLaren Hypercar iniciará os testes em pista do MCL-HY, com o piloto oficial Mikkel Jensen, acompanhado por Ben Hanley e os pilotos de desenvolvimento, Gregoire Saucy e Richard Verschoor, num programa que apoiará o desenvolvimento simultâneo do carro de competição e da sua versão de pista antes da estreia da McLaren no WEC em 2027.