quarta-feira, 4 de março de 2026

WRC: Skoda não descarta participar no WRC27


A Skoda não descarta participar no WRC27. Apesar dos regulamentos ainda não terem sido totalmente colocados em público, sabe-se que a Toyota já testa o seu carro, enquanto a M-Sport estuda sobre se continua com a Ford ou decide ir para outra marca, com a chinesa Lynk & Co. a ser fartamente referida. Michal Hrabánek, líder da estrutura, referiu à publicação alemã Motorsport Aktuell que estão a estudar os regulamentos e se acharem que são adequados, poderão participar, eles que desenvolvem o modelo Fabia para o Rally2.

Faz parte do ADN da marca. O nosso Fabia é rápido e fiável em todas as superfícies e é o modelo Rally2 mais vendido. É por isso que entraremos na temporada de 2027 com este modelo e continuaremos a desenvolvê-lo”, afirmou.

Com o fim das unidades híbridas complexas em 2027, a diferença entre um Rally1 e um Rally2 vai encurtar drasticamente, e a Skoda está numa posição privilegiada porque o Fabia RS Rally2 é uma referência. Para 2027, a Skoda só precisa de trabalhar num kit de performance (maior restritor de ar, aerodinâmica mais agressiva) para que o carro possa lutar por vitórias à geral. E nada está descartado no sentido do Grupo VW - do qual a Skoda faz parte - poder voltar a ter um modelo Polo, como aconteceu entre 2013 e 2016. 

Se os Rally2 se tornarem a base da categoria principal, a Skoda torna-se, tecnicamente, a fornecedora dominante do campeonato, embora já tenham a concorrência de Toyota, Hyundai e mais recentemente, Lancia.

Youtube Formula 1 Video: Como Romain Grosjean sobreviveu ao seu acidente no Bahrein

Há cinco anos, a Formula 1 passou por um dos maiores sustos da sua história recente. no GP de Shakir de 2020, Romain Grosjean sofreu um acidente na primeira volta, onde o seu Haas embateu nos guard-rails, o cortou ao meio e acabou por pegar fogo. Depois de ter ficado por cerca de 30 segundos dentro do carro, pasto das chamas, conseguiu ser socorrido e sair do seu próprio pé, apenas com ferimentos ligeiros.

Neste video, mostra-se a tecnologia envolvida e os avanços no capitulo da segurança que evitaram que ele se tornasse mais um na longa lista de pilotos mortos na história da Formula 1.  

 

terça-feira, 3 de março de 2026

Noticias: Confirmado o adiamento dos 1812km do Qatar


Enquanto a guerra no Médio Oriente continua, nesta terça-feira à tarde se soube das primeiras consequências automobilísticas: os 1812km do Qatar, previstos para o dia 28 de março, foram adiados para o final do ano. assim sendo, a temporada da Endurance arranca em Imola, entre os dias 17 e 19 de abril.

No comunicado oficial, a FIA afirma que estão em contacto com as autoridades locais e sublinharam que a segurança de pilotos, equipas, oficiais e adeptos constitui prioridade absoluta, logo, o adiamento da prova. Eles afirmam que, a seu tempo, a nova data da corrida será anunciada.

O presidente da Fédération Internationale de l’Automobile, Mohammed Ben Sulayem, afirmou:

A segurança e o bem-estar da nossa comunidade serão sempre a principal prioridade da FIA. Agradeço à Qatar Motor & Motorcycle Federation, ao Lusail International Circuit, ao ACO e aos responsáveis do campeonato pela abordagem ponderada e colaborativa que conduziu a esta decisão.

Continuaremos a trabalhar em estreita colaboração para reagendar a corrida mais tarde na temporada de 2026. A FIA continua a acompanhar a evolução da situação na região, e os nossos pensamentos permanecem com todos os afetados.”

Tudo isto acontece numa altura em que a Formula 1 poderá estar a elaborar um plano de emergência para substituir quer o GP da Arábia Saudita, a 12 de abril, quer o GP do Bahrein, que acontecerá uma semana mais tarde, ou por duas corridas na Europa, ou por uma sessão de testes dos novos carros. Se for essa a escolhida, poderá significar que a temporada de 2026 poderá ter apenas 22 corridas, em vez das 24 previstas.

Formula 1: Cadillac expectante em relação à corrida australiana


O Grande Prémio da Austrália assinala não apenas o arranque de uma nova temporada de Fórmula 1, mas também a estreia oficial da Cadillac Formula 1 Team enquanto equipa no pelotão da categoria máxima do automobilismo. Num projeto do qual esperam ficar por muitos anos, os testes mostraram que eles ainda terão algum tempo até andar a par do pelotão, mas para eles, os sinais são encorajadores. Aliás, o diretor da equipa, Graeme Lowdon, começou por afirmar, na antevisão ao fim-de-semana de Melbourne, de que o carro já terá atualizações para esta corrida:

A estreia da Cadillac Formula 1 Team representa um dos momentos de maior orgulho da minha carreira. Foi uma tarefa enorme chegar até aqui e estou profundamente grato a todos os envolvidos. No entanto, o Grande Prémio da Austrália é apenas o início da jornada, e o nosso foco está na construção de um sucesso a longo prazo.", começou por afirmar.

"Estou satisfeito com o progresso alcançado em Barcelona e no Bahrein e já introduzimos as primeiras atualizações no carro este fim-de-semana. Temos ambições ousadas, mas somos realistas, empenhados e respeitamos o desafio que temos pela frente.”, concluiu.

Sergio Pérez destacou o significado especial da estreia:

É uma honra estar na Austrália este fim-de-semana, a fazer história com a Cadillac Formula 1 Team. Fazer parte desta nova equipa extraordinária tem sido um dos pontos altos da minha carreira até agora. O ambiente na equipa é muito positivo e estamos a evoluir em conjunto. Devemos orgulhar-nos do que já alcançámos. Mal posso esperar por entrar em pista.”, afirmou.

No caso de Valtteri Bottas, ele reforçou o simbolismo deste momento:

Sempre gostei de correr em Melbourne, mas desta vez, ao chegar para fazer história com a Cadillac Formula 1 Team, é ainda mais especial.", começou por afirmar. "O apoio dos australianos tornará este fim-de-semana inesquecível. Estou muito orgulhoso do trabalho árduo da equipa ao longo da pré-época e dos muitos meses que nos trouxeram até aqui. Este é apenas o início da nossa jornada, mas já estamos a progredir e estou ansioso por competir.”, concluiu.

Noticias: Audi deseja um fim de semana sem problemas


Este é o primeiro fim de semana oficial da Audi na Formula 1, depois de no ano passado terem andado ao serviço da Sauber, e ao preparar-se para o desafio de Albert Park, na Austrália com as novas cores, a ambição é clara: adquirir experiência, consolidar processos e executar um fim-de-semana sólido, conscientes da exigência competitiva num pelotão renovado.

Melbourne representa o culminar de um enorme esforço coletivo. Lançámos uma nova equipa, construímos o primeiro Audi de Fórmula 1 com a nossa própria unidade motriz e completámos um dos programas de pré-temporada mais abrangentes dos últimos anos.", começou por afirmar Jonathan Wheatley, o diretor da Audi. "Concluímos também a primeira fase do ambicioso plano de renovação em Hinwil. Após um inverno intenso, chegamos ao nosso primeiro Grande Prémio como Audi Revolut F1 Team.", continuou. 

"Existe um grande orgulho pelo que já foi alcançado, mas também consciência do desafio que temos pela frente. Ainda há muito trabalho a fazer e temos um enorme respeito pelos nossos adversários, mas estamos a progredir de forma consistente. Este é o início de uma longa jornada e o nosso foco está em reforçar as capacidades da equipa e realizar um fim-de-semana limpo.”, concluiu.


Do lado dos pilotos, as expectativas são altas, embora Nico Hulkenberg tenha dito, por exemplo, que Melbourne poderá não ser a pista ideal para tirar alguma conclusão relevante. 

É muito entusiasmante viajar para Melbourne para a primeira corrida de uma era completamente nova e para a estreia da Audi Revolut F1 Team. Foi um percurso longo até aqui, mas finalmente chegou o momento. Sente-se o entusiasmo tanto na equipa como nas fábricas em Hinwil e Neuburg.", começou por afirmar.

"O trabalho realizado nos bastidores foi enorme e agora é altura de o transformar em resultados na pista. Albert Park é um circuito particular, quase urbano, e talvez não revele totalmente o potencial de todas as equipas. Ao mesmo tempo, pode proporcionar corridas imprevisíveis. É o cenário perfeito para abrir a temporada e estou ansioso por voltar a competir.”, concluiu.


Gabriel Bortoleto, que começa aqui a sua segunda temporada na Formula 1, sublinhou a importância da preparação para poder saber com o que contar em relação à concorrência.

"Começar uma nova temporada é sempre especial, e esta é ainda mais, porque iniciamos o nosso percurso como Audi Revolut F1 Team. A pré-temporada foi fundamental para ganhar confiança com o novo carro e compreender o seu comportamento ao abrigo dos novos regulamentos.", começou por afirmar.

"Conseguimos uma boa quilometragem e creio que aproveitámos bem esse tempo para cumprir o nosso programa. Agora é que tudo começa realmente a contar. Vivo para competir e estou ansioso por voltar à sensação de um fim-de-semana de corrida.", continuou.

"É a primeira prova de mais uma longa época, já a minha segunda na Fórmula 1, e será interessante regressar aos circuitos com um melhor conhecimento. Ao mesmo tempo, os novos carros representam um ponto de partida comum para todos os pilotos, independentemente da experiência, o que pode constituir uma oportunidade. O nosso objetivo será encontrar um bom ritmo desde o início e extrair o máximo do conjunto.”, concluiu.

O GP da Austrália acontecerá na madrugada deste domingo.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Noticias: Organizadores "confiantes" na realização do GP da Austrália


A organização do GP da Austrália disse esta segunda-feira que estão confiantes que o caos que está a acontecer no Médio Oriente e no Golfo Pérsico não perturbará o tráfego aéreo para a Austrália, a cinco dias do primeiro GP do ano, em Melbourne. Segundo conta a BBC Sport, mais de mil membros de equipas tiveram de sair do Médio Oriente em voos que foram remarcados, depois dos originais terem sido cancelados com o encerramento dos diversos espaços aéreos, nomeadamente o dos Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), do Qatar, do Bahrein e do Kuwait. Para além disso, mais de 500 pessoas, membros dessas equipas, voaram para a Austrália em voos fretados para a ocasião.

"As últimas 48 horas exigiram algumas alterações nos voos", começou por afirmar Travis Auld, o diretor do GP da Austrália, em Melbourne.

"Isso é em grande parte da responsabilidade da Fórmula 1. Eles encarregam-se das equipas, dos pilotos e de todo o pessoal necessário para que este evento se realize. São muitas pessoas. Pelo que percebi, já está tudo acertado, todos estarão aqui prontos para a corrida e os fãs não notarão qualquer diferença.", concluiu.


Entretanto, a FIA e a Liberty estão também a monitorizar a situação relacionada com os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, que acontecerão a 12 e 19 de Abril, respectivamente quarta e quinta corrida do ano. Um porta-voz diz que estão a falar com as autoridades para saber até que ponto é seguro. 

"As nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, e não no Médio Oriente - estas corridas só acontecerão daqui a algumas semanas", afirmou num porta-voz da F1.

Se a corrida saudita é em Jeddah, do outro lado do país - a cidade é banhada pelo Mar Vermelho - isso não é total garantia de segurança: eles foi alvo da queda de um míssil no fim de semana do GP em 2022, vindo do Iémen, por causa dos houthis, um grupo apoiado pelo regime de Teerão. Outro problema é Shakir, nos arredores de Manama, a capital do Bahrein. Dependente da abertura do espaço aéreo, apesar de estar bem servida em termos de estradas, os problemas logísticos poderão ser bem grandes, se o espaço aéreo se mantiver encerrado nessa altura. 

Rumores desta tarde afirmam que a Liberty tem duas pistas de prevenção para situações destas. Especula-se quais serão, mas falam-se de circuitos europeias, que vão entre Imola, Istambul, na Turquia, e Portimão, em Portugal.

A má situação da Aston Martin


As coisas andam péssimas na Aston Martin, e mais concretamente, do lado da Honda. E as coisas andam tão péssimas que as especulações voam sobre a sua possível participação no GP da Austrália, neste final de semana. Aparentemente, poderão fazer os tempos suficientes para ficarem dentro dos 107 por cento para se qualificarem, e depois, darem algumas voltas antes de se retirarem voluntariamente da corrida. 

Segundo conta hoje o motorsport.com, a falta de peças da Honda é tão gritante que a marca que tem sede em Silverstone chegou a considerar, pura e simplesmente, não participar no GP australiano. Contudo, se fizesse tal coisa, iria quebrar algumas das alíneas do Acordo da Concórdia do qual eles são um dos outorgantes, logo, teriam de pagar uma pesada multa. 

A Honda admitiu que a origem dos problemas tem a ver com a força vibração do motor, que está a causar a falha na bateria do sistema híbrido do carro. Andy Cowell, o chefe de estratégia da Aston Martin, foi para o Japão ajudar a Honda na resolução destes problemas, no sentido de conseguir fiabilidade antes de se pensar na performance do carro. Para piorar as coisas, o motor Honda poderá ter menos 80 cavalos que a concorrência, e isso poderá fazer com que a temporada da Aston Martin possa ser das piores desde o seu regresso, em 2021. 

Tudo isto numa altura em que Lawrence Stroll investiu fortemente nas instalações de Silverstone, e na contratação de gente como Adrian Newey, para que pudessem dar o salto em frente para conseguir ficar nos lugares da frente do pelotão.  

Pensar que a Aston Martin poderá ser pior que a Hispania em 2012 é um pouco... incrível. Mas é o que dá começarmos uma temporada com novos regulamentos. 

domingo, 1 de março de 2026

Youtube Formula 4 Video: A segunda corrida da Formula 4 espanhola em Jarama

A Winter Series da Formula 4 espanhola esteve neste final de semana no circuito de Jarama, para uma ronda tripla da competição de formação. As transmissões acontecem no canal de video da Spanish Winter Championship, e como já sabem agora, Noah Monteiro ganhou duas dessas três corridas deste final de semana, passando para a liderança do campeonato.

Assim sendo, deixo aqui o video dessa segunda corrida, para que possam ver.  

Formula 4: Noah Monteiro volta a vencer em Jarama


O português Noah Monteiro voltou a vencer em Jarama, neste domingo, na terceira corrida da jornada da Formula 4 Winter Series. O piloto da Griffin Core voltou a fazer como no sábado, ao conseguir a pole-position, e a volta mais rápida. Com isto, ele ascendeu ao comando do campeonato, com 90 pontos, já que o seu maior rival, Nathan Tye, foi apenas nono e agora tem 64 pontos.

Para além disso, outros dois portugueses, Maria Germano Neto, terminou a corrida de hoje no 11º lugar, enquanto Max Radeck acabou na 18ª posição.

No final da corrida, Monteiro era um piloto feliz:

"Foi um fim de semana incrível. Cada qualificação e cada corrida correram na perfeição, e estou muito contente com este momento. A equipa trabalhou de forma fantástica e agora é continuar focados na última prova do campeonato."

Não foi uma corrida fácil: a partida ficou marcada pela colisão de cinco carros na primeira curva, e com isso, a corrida ficou interrompida para que se pudesse tirar os carros em tempo útil - a corrida tinha um limite de meia hora. 

Depois do regresso da bandeira verde, Monteiro conseguiu manter o comando, apesar dos avanços do americano Vivek Kanthan, que teve de ficar com o segundo posto. O sérvio Andrej Petrovic foi o terceiro. 

A Winter Series termina em Aragon dentro de duas semanas, nos dias 14 e 15 de março, um mês antes do começo da temporada da Formula 4 espanhola, que será entre os dias 10 e 12 de abril, no circuito Ricardo Tormo, em Cheste, nos arredores de Valencia. 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Formula 4: Noah Monteiro vence a primeira corrida de Jarama


Noah Monteiro
, o filho de Tiago Monteiro, venceu neste sábado a sua primeira corrida na Formula 4 espanhola. Na Spanish Winter Series, o piloto da Griffin Core conseguiu o lugar mais alto do pódio depois de uma corrida algo atribulada, que acabou antes de tempo com bandeira vermelha.

Depois de garantir o melhor tempo na qualificação — a sua segunda pole position na categoria Fórmula 4 — o piloto português confirmou o forte andamento demonstrado ao longo do fim de semana e converteu a pole numa vitória categórica, liderando todas as voltas e assumindo a volta mais rápida da corrida. Com esta vitória, o piloto do carro 81 mantém o segundo posto no campeonato, com 59 pontos, menos 15 que o líder, o britânico Nathan Tye

No final da corrida, o piloto português estava satisfeito com o resultado:

"É um momento muito especial. Sabíamos que tínhamos ritmo para lutar na frente e hoje conseguimos juntar tudo: uma boa qualificação, uma boa partida e uma corrida consistente até ao fim. Estou muito satisfeito e agora é continuar com este ritmo para o resto do fim de semana", comentou.

Haverá mais duas corridas neste fim de semana: uma sprint race, ainda neste sábado, e a segunda corrida, no domingo. 

The End: Sandro Munari (1940-2026)


O italiano Sandro Munari, um dos pilotos que fez história na Lancia, nomeadamente a bordo do modelo Stratos, morreu aos 85 anos. O anuncio aconteceu neste sábado. Munari foi, sobretudo, campeão do Mundo de ralis em 1977, mas também conseguiu alguns feitos em estrada, nomeadamente na Taga Florio, onde triunfou em 1972 e foi segundo classificado no ano seguinte.

Nascido a 26 de março de 1940 em Cavarzere, no Véneto, Munari começou a correr em 1965, para depois anos depois, triunfar no campeonato italiano de ralis. Iria repetir em 1969, antes de começar a correr naquele que viria a fazer parte da Lancia. Num modelo Fulvia, iria ganhar o rali de Monte Carlo de 1972, no primeiro dos seus grandes feitos nessa temporada. Foi nessa altura que começou a ser chamado de "Il Drago di Cavarzere", ou o Dragão de Carvazere, a sua terra natal. Mais tarde, a bordo de um Ferrari 312PB, e ao lado de Arturo Merzário, iria triunfar na Targa Florio, e será quarto classificado nos 1000 km de Zeltweg. 

No inicio de 1973, tem uma proposta inesperada para correr o GP da África do Sul num Iso-Marlboro, para substituir Nanni Galli. Contudo, Cesare Fiorio veta a proposta. Mas isso não impede de triunfar no campeonato europeu de ralis, de novo a bordo de um Lancia Fulvia HF, e em 1974, passa para o Stratos, que tem o motor Ferrari, onde ganha no primeiro rali onde é usado, o Sanremo. Uma vitória no Canadá vem a seguir. Na mesma altural alinha com um Stratos especifico para o Targa Florio, onde acaba na segunda posição, não muito longe da dupla vencedora de Herbert Muller e Gijs van Lennep, que guiam um Porsche 911 Carrera RSR. 

Em 1975, consegue a sua segunda vitória em Monte Carlo, que seria a primeira de três vitórias seguidas, sempre com o Stratos. em 1976, para além de Monte Carlo, ganharia o rali de Portugal e a Volta à Corsega, suficiente para lhe dar o campeonato, mas como ainda não há um campeonato de pilotos, não conta. Contudo, em 1977, apesar de só ter ganho o rali de Monte Carlo, e um terceiro posto no Safari, é o suficiente para acabar sendo o primeiro campeão do mundo de ralis, com 31 pontos.

Porém, em 1978, a Fiat escolhe competir com 131 Abarth, e tirando um terceiro posto na Volta À Córsega, não consegue mais resultados de relevo até 1980, altura onde decide só competir no Safari. O seu último rali no WRC foi o Safari de 1984, num Toyota Celica Twincam Turbo, não chegando ao fim.

Nos anos seguintes, Munari decide participar nos "rally-raid", correndo quer o Dakar, quer o Rali dios Faraós, no Egito, a bordo de um Lamborghini LM 002, o primeiro todo-o-terreno da marca, sem resultados de relevo.

Depois disso, decide montar uma escola de condução no circuito de Adria, em colaboração com a Abarth, onde fica por mais de duas décadas, onde entretanto decide escrever a sua biografia, em colaboração com Sergio Remondino: "Sandro Munari. Una Vita di Traverso". 

Em 2019, é condecorado pelo governo italiano com o Collare D'Oro al Mérito Sportivo, pela sua carreira no automobilismo.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Noticias: Verstappen coloca-se de fora da luta pela vitória


A uma semana do começo do campeonato de 2026, em Melbourne, Max Verstappen falou sobre as suas perspectivas acerca da nova temporada, especialmente quando eles estrearão motores Ford, que estão a ser feitos na Red Bull Powertrains, em Milton Keynes. Contudo, com os novos motores e os novos regulamentos para a temporada que aí vem, o piloto neerlandês acredita que ele não deverá estar entre os primeiros na grelha de partida. Pelo menos, nas primeiras corridas, porque ele está a ser pragmático sobre as chances da Red Bull no pelotão. 

No geral, saímos [dos testes no Bahrein] com uma sensação positiva”, começou por afirmar, num evento promovido pela neerlandesa Viaplay. “Tivemos muito poucos problemas. É bastante notável termos conseguido organizar tudo tão bem com um motor novo e tantas pessoas novas. Nesse aspecto, estou muito satisfeito.”, continuou, falando sobre os testes da pré-temporada.

Contudo, o quatro vezes campeão do mundo, que inicia a temporada sem o número 1 no carro pela primeira vez em cinco anos, foi claro quanto às expectativas para as primeiras corridas. E para ele, as expectativas devem ser baixas: “Se olharmos para a performance, penso que ainda temos de dar um passo em frente para lutar verdadeiramente na frente”, explicou. “Neste momento, não creio que estejamos a competir pela vitória. Mas é preciso ser realista, não era essa a nossa expectativa no início destes regulamentos com o nosso próprio motor.”, continuou.

Há muitas coisas que é preciso afinar, incluindo no motor. Os regulamentos são tão complexos que há sempre algo a melhorar. Estamos a trabalhar muito nisso. Não posso entrar em detalhes sobre o que estamos exatamente a fazer, mas ainda há bastante margem para progredir.

Questionado sobre onde reside, em concreto, esse potencial de ganho, acabou por apontar um vector específico, a correlação. “Muito passa simplesmente pela correlação”, referiu. “É preciso ter sempre em conta a temperatura, por exemplo, do próprio motor, mas também das condições ambiente. Isso tem sempre uma influência significativa na performance de um motor. Nessa área, ainda podemos dar um passo em frente.”, concluiu.

O GP da Austrália acontecerá entre os dias 6 e 8 de março, em Melbourne.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Youtube Rally Video: O WRC27 da Toyota

No dia em que foi apresentado o rali de Portugal, está em terras portuguesas aquilo que irá ser o WRC27 da marca japonesa. Ainda não foram vistas imagens do carro, mas esta é a primeira vez que se vê o carro a andar em estradas, em testes de desenvolvimento no Algarve. 

E o aspecto? Parece ser um GR86, mas a silhueta do protótipo poderá ser para confundir. Veremos como será nos próximos meses, já que ainda não foi divulgado todo o regulamento para estes novos carros, e n uma altura onde eles parecem ser os únicos que estão a aplicar-se nesta nova fase do WRC. 

Youtube Formula Video: Senna e eu, episódio seis

No sexto episódio da série feita pelo Jornal dos Clássicos, "Senna e Eu", o convidado para partilhar as suas experiências é Chris Dinnage, um mecânico que está há mais de 40 anos na Lotus, e durante um tempo, trabalhou para Ayrton Senna em 1985 e 86, antes de trabalhar para Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, agora como mecânico da Classic Team Lotus.

Hoje, ele fala de uma viagem para Ubatuba, a bordo de uma Combi, guiado por Senna. 

Noticias: Rali de Portugal gerou um impacto económico de 193 milhões de euros


O rali de Portugal de 2025 gerou um impacto económico total estimado de 193 Milhões de Euros e atraiu cerca de um milhão de espetadores ao longo dos quatro dias do evento. Um recorde. O anuncio foi feito ontem pelo Automóvel Clube de Portugal (ACP) na Bolsa de Turismo de Lisboa, durante a apresentação do rali de Portugal de 2026.

De acordo com a informação divulgada, a edição de 2025 gerou cerca de 103 milhões de euros de impacto direto — correspondente à despesa efetuada nas regiões envolvidas — e cerca de 89 milhões de impacto indireto, apurado através do “media value” associado à exposição nacional e internacional, o que perfaz um valor recorde de 193 milhões de euros, mais 10 milhões do que a edição de 2024.

Para o ACP, “estes indicadores reforçam o estatuto do Vodafone Rally de Portugal como relevante motor de dinamização económica, com efeitos nos setores do turismo, hotelaria, restauração e serviços”.

Segundo este estudo agora divulgado pela Universidade do Algarve, o consumo realizado por adeptos residentes e não residentes, equipas e organização terá ainda proporcionado ao Estado uma receita fiscal bruta superior a 22,5 milhões de euros, resultante da cobrança de IVA e do Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP). O mesmo estudo conclui que o Estado poderá captar, através desta receita fiscal potencial, cerca de 23,7% do impacto económico direto total gerado pelo evento.

Relativamente à origem dos visitantes, 64,5% eram nacionais e 36,5% estrangeiros, provenientes de países como Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Estónia, Suíça, Itália, Grécia e Estados Unidos, entre outros.

Entre os turistas internacionais, 32,7% visitaram Portugal pela primeira vez, evidenciando a capacidade do rali para atrair novos públicos e reforçar a notoriedade externa do destino. A estada média, considerando visitantes nacionais e estrangeiros, fixou-se nas 2,26 noites.

A projeção mediática internacional gerou cerca de 900 horas de transmissão televisiva global, “contribuindo para a visibilidade de Portugal enquanto destino turístico e palco de grandes eventos desportivos”, sublinhou a organização.

O estudo destaca ainda o contributo da prova “para a consolidação de uma imagem altamente positiva do país“. Portugal surge associado a atributos como beleza, hospitalidade, natureza e gastronomia, enquanto o rali é descrito como espetacular, bem organizado e marcado pela adrenalina e pelo convívio.

Os níveis de satisfação refletem-se na intenção de regresso, que varia entre 79,1 e os 81,3 por cento no verão e entre 56,3 e 80,6 por cento no inverno. Para o ACP, os resultados agora apresentados “reforçam o papel estratégico do Rali de Portugal na valorização das regiões anfitriãs, na geração de riqueza e na afirmação internacional do país”.