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segunda-feira, 15 de junho de 2026

As imagens do dia



Desde meados do ano passado que Kalle Rovanpera decidira fazer a transição para os monolugares, depois de uma carreira recheada de sucessos no WRC, culminando com dois títulos mundiais, em 2022 e 2023. Aos 25 anos de idade, parecia ser muito tarde para tentar a sua sorte nas pistas, ainda por cima, com um 2026 dedicado à SuperFormula japonesa. Pelo menos, era esse o plano inicial. 

Contudo, no final do ano passado, descobriu-se que o piloto finlandês tinha um problema sério de saúde, devido a um desiquilíbrio no ouvido interno, que fez parar a sua temporada na temporada neozelandesa da Toyota Series, e o obrigou a retirar-se, em meados de março, da preparação da temporada de 2026 da SuperFormula japonesa. Desde então, ele fazia essa recuperação física no Instituto Finlandês de Desporto de Alta Performance, (KIHU), sediado em Jyväskylä, no centro da Finlândia, e esta segunda-feira, anunciou que Rovanpera está a recuperar positivamente em termos físicos, já retomou a preparação física ativa e obteve a validação clínica necessária para voltar a testar em pista. 

"O bicampeão mundial FIA de ralis está pronto para continuar a perseguir os sonhos dele na competição em parceria com a Toyota Gazoo Racing depois de fazer um forte progresso na recuperação ao longo das últimas semanas", disse a Toyota, no seu comunicado oficial.

“Estou muito feliz por poder voltar finalmente ao volante. Foi um período difícil, mas sempre acreditei que conseguiria recuperar totalmente. Agradeço à Toyota o apoio incondicional e também aos fãs, que nunca deixaram de me enviar mensagens de incentivo”, declarou o piloto, numa conferência de imprensa que aconteceu nesta segunda-feira em Helsínquia, que tinha a seu lado o director desportivo da Toyota Gazoo Racing, Jari-Matti Latvala.

Nesta mesma conferência de imprensa, Latvala sublinhou a sua determinação para recuperar a saúde e retomar a sua carreira: “A saúde do Kalle esteve sempre em primeiro lugar. Agora que está recuperado, estamos ansiosos por vê-lo demonstrar o seu talento nos circuitos. Ele é um exemplo de determinação e paixão.”, afirmou.

Apesar de, neste comunicado, não terem sido anunciados mais pormenores sobre esse regresso à competição, há algumas semanas, Rovanpera participou num evento de "drift", do qual não se queixou de qualquer complicação de ordem física. Contudo, toda a gente sabe que o seu grande objetivo é estar em forma para as corridas de SuperFormula, que quererá fazer em 2027.

Só que, como foi dito acima. Rovanpera está a caminho dos 26 anos, e quer fazer uma volta de 180 graus na sua carreira, depois de quase uma década no WRC, onde mostrou todo o seu talento ao serviço da marca japonesa, que o está a apoiar nesta sua transição para as pistas. 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A imagem do dia




A temporada de 2026 da Formula Regional Oceania Trophy acabou no passado domingo no Highlands Motorsport Park, com a vitória do americano Ugo Ugochukwu, sobre o britânico Freddie Slater e o neozelandês Louis Sharp. Mas as atenções tem ido para o finlandês Kalle Rovanpera, que nesta temporada decidiu trocar os carros de ralis pelos monolugares. A sua adaptação tem sido progressiva, conseguindo um pódio na ronda anterior, em Tereronga, e mostrando ter bom ritmo à chuva, com outros bons resultados nesse final de semana.

Contudo, Rovanpera não participou na ronda final da Formula Regional Oceania Trophy, aparentemente por causa de uma infeção gastrointestinal, que tinha aparecido na quinta-feira, dois dias antes da corrida. A decisão tinha sido tomada na manhã de sábado, horas antes da corrida.

“A decisão foi tomada na manhã de sábado, quando ele não se sentia bem e tinha uma ligeira febre”, explicou o seu manager, Timo Jouhki. “Não fazia sentido entrar em pista.”, concluiu.

Agora, Rovanpera irá para o simulador da Hitech no Reino Unido, antes de mais testes da Super Formula no circuito de Suzuka, durante este mês de fevereiro. Apesar de deste final prematuro, Johuki disse que a experiência foi valiosa, mas avisou para que não fiquem com altas expectativas.

“Ir ao Japão continua a ser sobretudo treino e acumulação de quilómetros. É difícil dizer se será possível esperar resultados imediatos.”, explicou.

Dê por onde der, as expectativas estão a ser grandes, e ainda por cima, isto está a ter um problema: os seus problemas de saúde. Apesar de terem sido problemas que foram resolvidos - em dezembro, saiu prematuramente de um teste por causa de episódios de tonturas relacionadas com a sua posição no carro - este problema gastrointestinal tem alertado para a idade do piloto. Apesar de ter apenas 25 anos, e ter começado muito cedo no automobilismo, aos nove anos, guiando no inverno a bordo de um Toyota Starlet, ele está a começar tudo de novo, numa competição onde a concorrência, na Nova Zelândia, ter oito ou nove anos mais novos que ele, e bem mais agressivo que, por exemplo, no WRC. E tem de se adaptar a isso tudo. 

Logo, também há cepticismo sobre a adaptabilidade de Rovanpera a um ambiente como este. É verdade que na SuperFormula japonesa, existirá gente mais velha que ele, mas são pilotos experientes, e ele é um "rookie". E como alguém que, depois de ter feito um doutoramento em Fisica Quântica, agora decidiu começar um curso universitário de - suponhamos - Literatura do século XX. Não é a mesma coisa, apesar de ter quatro rodas e um volante. E claro, ter idade para fazer tal mudança. A adaptação física, técnica e mental aos monolugares é exigente, e qualquer interrupção nesta pré-temporada, que já parte de uma base menos convencional, poderá resultar em algo que será mais complicado para recuperar.

Sim, Kalle Rovanpera tem prestigio, e ele é alto. Mas há 15 anos, Kimi Raikkonen decidiu tentar a sua sorte no WRC, vindo da Formula 1, e os seus resultados foram modestos. E nem falo de Robert Kubica, que apesar da rapidez, mesmo depois do seu acidente, no inicio de 2011, que afetou grandemente a sua carreira na Formula 1, no seu regresso foi para o WRC, e mesmo com alguns resultados de relevo - e o título do WRC2 - bateu demasiadas vezes para ser considerado como alguém a ter em conta no Mundial de Ralis. 

Ele é bom, está em adaptação e mostrou algumas coisas interessantes em situações limite. Mas a pressão para se adaptar o mais rapidamente possível é grande, porque o grande objetivo é a Formula 1, e caso chegue, estará muito perto, ou na casa dos, 30 anos. Quando Max Verstappen chegar a essa idade, ele já terá mais de uma década de Formula 1.  

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Noticias: Kalle Rovanpera interrompe testes na SuperFormula


O finlandês Kalle Rovanpera começou a fazer os seus treinos para se adaptar a um SuperFormula, em Suzuka, mas teve de acabar prematuramente nesta quarta-feira devido a um problema de saúde. Apesar de ter dado 32 voltas no carro da KCMG durante a manhã, começou a sentir desconforto físico à horas do almoço. Consultado por médicos, a conselho deles decidiu que não iria participar na sessão da tarde.

Ryuji Doi, o diretor de equipa, indicou inicialmente que o piloto estava a descansar com o objetivo de regressar à pista na quinta e na sexta-feira. Contudo, ao final do dia, foi o próprio Rovanpera que anunciou o fim prematuro desses testes.

Nas suas redes sociais, anunciou o tipo de problema que teve: uma vertigem no ouvido interno, que lhe afetou o equilíbrio e a visão. 

“Durante a pausa para o almoço tive sintomas de vertigem posicional paroxística benigna, que afeta o equilíbrio e a visão através do ouvido interno. O médico proibiu-me de conduzir esta semana. Estou realmente desiludido, porque não tivemos qualquer oportunidade de fazer um trabalho adequado além do nosso teste aerodinâmico desta manhã. Foi um azar ter isto logo na primeira saída. Agora é tempo de recuperar e só posso esperar pela próxima oportunidade.”, referiu.

O finlandês terá agora de esperar até fevereiro, quando regressará ao volante durante os testes de pré-época. Antes disso, competirá no Formula Regional Oceania Championship com a Hitech, que colabora tecnicamente com a KCMG.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Noticias: Rovanpera correrá na Formula Regional Oceania pela Hitech


Já estão marcadas as primeiras corridas de Kalle Rovanpera nas pistas. Acontecerão no inicio do ano na Nova Zelândia, na Formula Regional Oceania - antiga Toyota Racing Series - que é um campeonato de carros Tatuus FT-60 semelhantes aos Tatuus F.3. T-318 utilizados em competições de base na Europa. Por acontecer em janeiro e em finais de semana consecutivos, costuma atrair pilotos de fora do eixo formado por Austrália e Nova Zelândia para competição.

Para além de Rovanpera, a Hitech já confirmou que os japoneses Kanato Le e Jin Nakamura vão fazer parte do time na competição, que tem início entre os dias 9 e 11 de janeiro com uma rodada quádrupla em Hampton Downs, na Nova Zelândia.

A Formula Regional Oceania já coroou, pelo menos na última década, pilotos como como Lando Norris, Lance Stroll e Liam Lawson, que atualmente competem na Fórmula 1, além de Robert Shwartzman, hoje na IndyCar Series, bem como os neozelandeses Mitch Evans e Nick Cassidy, que agora competem na Fórmula E. O atual campeão é o britânico Arvid Lindblad, que hoje foi confirmado como novo titular da Racing Bulls na Formula 1.

Rovanpera, de 25 anos e campeão do mundo de 2023 e 2024 do WRC pela Toyota, anunciou este ano que iria trocar o WRC pelas pistas, indo competir, em principio, na SuperFormula japonesa, antes de, em 2027, competir na Formula 2. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

WRC 2025 - Rali da Arábia Saudita (Dia 2)


O francês Adrien Formaux continuava na frente do Rali da Arábia Saudita, mas tem na sua peugada gente como Martins Sesks e Thierry Neuville, fazendo do vencedor algo que não está assegurado. O piloto da Hyundai tinha uma vantagem de 2,4 segundos sobre o letão da Ford, e 5,8 segundos sobre o piloto belga, seu companheiro de equipa. E digo "tinha", porque algum tempo depois, os comissários penalizaram-o e houve mudanças na liderança.  

Em termos de luta pelo título, Kalle Rovanpera está na frente de Sebastien Ogier , que por sua vez, leva a melhor sobre Elfyn Evans, O finlandês é quinto, o francês é sexto, mas ambos estão a mais de um minuto dos primeiros, contra o oitavo posto do piloto galês. E a diferença entre Rovanpera e Ogier é de quase três minutos (1.12, 6 para o finlandês, 1.12,8 para o francês, 3.54,8 para o galês), logo, tudo indica que estes dois são os favoritos, com o francês a caminho de um nono título mundial, mesmo não tendo participado em todos os ralis da temporada, e o finlandês a querer acabar o seu capitulo nos ralis com chave de ouro, antes de passar para as pistas. 

Com Formaux a acabar o dia na frente de Sesks e Sami Pajari, outro finlandês da Toyota, o dia de sexta-feira tinha seis especiais pela frente, passagens duplas por Alghullah, Um Al Jerem e Wadi Almatwi. E claro, evitar os furos mais que possível. 

Logo de manhã, o dia começou com Formaux a ataque, vencendo a especial e alargando um pouco a sua liderança, 1,8 segundos sobre Sami Pajari e 2,9 sobre Martins Sesks, que se queixava dos erros cometidos por ele durante a especial. Tanak foi o quarto, a 4,3. A seguir, Tanak atacou e ganhou a especial, mas no limite, porque Sesks, o segundo, fiocou a 0,1 segundos. Pajari foi o terceiro, a 3,1 e Formaux o quarto, a 5,7. Alguns pilotos, como Thierry Neuville, queixavam-se dos amortecedores, mas para Josh McErlean, foi pior: o seu motor parou de funcionar. 

E Kalle Rovanpera, quinto na especial a 13,1 segundos, falava das dificuldades deste rali: "Muito difícil. Muitas lombas e curvas cegas. Estou a tentar forçar o ritmo, mas tenho de trabalhar muito no carro, por isso não é fácil. Apesar disso, estou a ficar mais rápido a cada especial.", afirmou.


Tanak repetiu a vitória na especial seguinte, ganhando 1,8 segundos sobre Sesks, 2,4 sobre Pajari e 3,1 sobre Formaux. O estónio poderia ter acabado a manhã no quarto posto, mas tinha uma desvantagem de 9,2 segundos para a liderança. Kalle Rovanpera furou e perdeu quase 15 segundos. "Por sorte, aconteceu perto do final, mas perdemos algum tempo por causa disso. Também ficámos para trás por causa do Evans, o que não ajudou em nada. Uma pena, já que precisamos de todos os segundos possíveis.", lamentou Rovanpera.

A tarde começou com Tanak ao ataque à liderança, triunfando na segunda passagem por Alghullah, 1,9 segundos na frente de Sesks e 2,9 sobre Formaux. Enquanto isso mais furos e outros acidentes mexiam com o pelotão: Ogier tinha um furo lento, mas não perdeu muito - apenas 5,6 segundos, e ainda ficou 1,8 segundos na frente de Elfyn Evans! - Takamoto Katsuta saiu de estrada e perdeu 22 segundos e Nasser al Attiyah também perdia tempo, com um furo.

Sesks ganhou na segunda passagem por Um Al Jerem, com oito segundos de avanço sobre Thierry Neuville, e com isso, ficou com a liderança do rali com... 22,1 segundos sobre Formaux. E isso porque o francês falhou um cruzamento, e isso o fez perder 24 segundos. Pior ficaram Ott Tanak e Sami Pajari, que tiveram furos e perderam muito tempo. O estónio perdeu um minuto e meio, o finlandês, dois minutos e 11 segundos. Gregoire Munster e Nasser al Attiyah sairam de estrada, mas os estragos não foram muitos. 

"Não é fácil encontrar aderência na frente do carro. Uma vez perdemos o controlo e ainda tivemos cuidado com as costas do Candido [o salto de ontem causou lesões nas costas de Candido Carrera, o navegador de Nasser Al Attiyah].", disse o piloto qatari, que agora é 17º na geral.

No final do dia, na segunda passagem por Wadi Almatwi, Kalle Rovanpera levou a melhor, 7,2 segundos sobre Thierry Neuville, mas como na especial anterior, os furos mexeram na classificação: Sesks perdeu 54,1 segundos, Formaux 29,6, antes de ter mais um minuto de penalização, que o fez perder a liderança, Neuville também furou, mas perdeu apenas 7,2 segundos, e Ogier, 23,8. 

Mas Tanak ficou com pior: dois furos, um a meio da especial e outro na parte final, fizeram-no perder dez minutos, praticamente acabando as suas hipóteses de vitória. 


Mas depois do final da especial, os comissários decidiram aplicar um minuto de penalização a Formaux, fazendo-o cair para quarto, dando a liderança a Sesks. 

Assim, agora, o letão tem uma vantagem de 3,4 segundos sobre Thierry Neuville, com Katsuta Takamoto em terceiro, a 41,5. Depois de Formaux, Rovanpera é quinto, 0,2 segundos na frente do francês, e o sétimo é Sami Pajari, a 1,34,8. Elfyn Evans é oitavo, a 3.54,8, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Gregoire Munster, a 6.13,4, e o Toyota Rally2 de Oliver Solberg, a 7.26,7.

O rali da Arábia Saudita termina amanhã, com a realização das últimas três especiais.  

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

WRC 2025 - Rali da Europa Central (Dia 2)


Sebastien Ogier e Kalle Rovanpera andam lado a lado no segundo dia do Rali Central Europe, com ambos os pilotos da Toyota separados por meros... 0,7 segundos. Elfyn Evans é terceiro, mas a já uns distantes 29,5 segundos, no final do segundo dia do Rali da Europa Central. 

Com passagens duplas por Granit und Wald, Böhmerwald e Col de Jan, o dia começou com Neuville a ganhar, 0,2 segundos na frente de Ott Tanak, seu companheiro na Hyundai, 0,4 sobre Adrien Formaux, 0,7 sobre Sebastien Ogier e 1,2 sobre Elfyn Evans, o quinto. Rovanpera ganhou na especial seguinte, 0,1 segundos na frente de Sami Pajari, 1,3 sobre Takamoto Katsuta, 1,4 sobre Ott Tanak e 1,7 sobre Adrien Formaux. No finnal da manhã, Ogier triunfava, 3,3 na frente de Kalle Rovanpera, 12,9 sobre elfyn Evans e 17,8 sobre Ott Tanak.

Nessa especial, alguns carros saíram de pista, incluindo Thierry Neuville, que saiu da estrada e danificou a direção do seu Hyundai, e Gregoire Munster, que bateu num monte, danificou a suspensão e ficou com dois furos. Assim sendo, a especial foi interrompida por razões de segurança. "Especial desafiante, não é fácil acelerar em todos os lugares", disse Ogier, no final da especial. 

Na parte da tarde, com a segunda passagem pelas especiais da manhã, Rovanpera partiu para o ataque, ganhando 1,5 segundos para Ogier, 8,1 para Evans e nove segundos para Tanak.

"Talvez esteja um pouco mais uniforme agora, ele também tem um pouco de terra na pista. Depois de as equipas de remoção de gravilha trabalharem, a pista estará bem limpa e ficará mais suja. Perdi um pouco de tempo no início porque estive muito tempo na lama, mas, fora isso, foi uma boa etapa.", disse Rovanpera, no final da especial. 

Neuville tinha mais problemas, desta vez foi o capô que abriu e não o deixou ver muita da estrada, indo mais devagar."O capô levantou-se ao fim de algumas centenas de metros. É sempre um pouco assustador conduzir a 200 km/h na floresta. Só tentei conduzir em segurança. Cometemos um pequeno erro antes e pagámos o preço.", afirmou, no final da especial.

O finlandês ganhou na segunda passagem por Böhmerwald, 0,5 segundos na frente de Adrien Formaux, 1,2 sobre Takamoto Katsuta e 1,8 sobre Sami Pajari. "Foi muito bom. Quando a pista está limpa e em asfalto a sério, divirto-me muito. Por enquanto, vamos continuar assim.", disse Rovanpera.

Já Ogier, que apenas foi sexto, a 2,1, disse de sua justiça:  "Foi uma etapa limpa. Vamos ver, parece que ainda é possível ir mais rápido."

No final do dia, Evans foi o melhor, 1,1 segundos na frente de Ogier, 1,4 sobre Rovanpera, 1,8 sobre Tanak, 1,9 sobre Formaux e 2,3 sobre Takamoto, o sexto. Neuville exagerou num cruzamento e saiu de estrada, para regressar rapidamente.

"Numa das travagens havia muito mais pó, por isso passámos um pouco do ponto ideal, mas não muito. Mudei completamente a configuração e foi interessante. Mudei bastante... de muito macio para muito rígido. Tentei encontrar o que funciona. Estou com dificuldades, não consigo encontrar a confiança necessária. Vamos tentar algo diferente amanhã. Não está a ser divertido e não era o que eu esperava.", disse Neuville.

Já Ogier afirmou sobre a especial e o seu dia: "Abrir a estrada no asfalto foi mais desafiante do que o habitual. Só a SS5 foi boa para nós, as outras estavam a limpar o pó. Provavelmente ainda vamos ter problemas esta noite. Mas foi um bom dia para nós, podemos estar felizes."

Sobre Kalle Rovanpera, afirmou: "Como disse, nestas duas especiais, a limpeza está a afetar. Não é muito, são pequenos detalhes, mas estamos a lidar com pequenos detalhes."

Depois dos três primeiros, quarto é Tanak, a 32,8 segundos, com Takamoto Katsuta na sua peugada, a 35,7. Adrien Formaux é o sexto, a 46,1, na frente Sami Pajari, noutro Toyota, a 56,1. Thierry Neuville está num distante oitavo posto, com quase dois minutos de atraso, a 1.55,8, na frente dos Ford de Josh McErlean, a 2.50,2, e de Oliver Solberg, a 3.37,6. 

O rali da Europa Central continua no dia seguinte, com mais seis especiais. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

WRC 2025 - Rali da Europa Central (Dia 1)


O francês Sebastien Ogier tem uma vantagem de 1,6 segundos face a Kalle Rovanpera, e 3,9 sobre Adrien Formaux, completadas que estão as duas primeiras especiais do rali do centro da Europa, que acontece em estradas austríacas, alemãs e checas. 

Com duas das primeiras oito especiais a serem completadas da primeira etapa - as restantes iriam ser completadas na sexta-feira, havia nesta quinta-feira uma passagem dupla por Golf und Therme. A ação começou com Ogier a ganhar a primeira especial, com 1,7 segundos de vantagem sobre Rovanpera e Formaux, que fizeram o mesmo tempo. Na segunda especial, Rovanepra reagiu, mas apenas ganhou 0,1 segundos sobre Ogier, um segundo sobre Tanak e 2,2 sobre Neuville. 

No final do dia, Ogier fez um balanço do que vinha aí nas próximas especiais:

"Está no limite agora. Para os primeiros carros, deve ficar tudo bem sem luzes extra. Amanhã será mais desafiante. O clima... é difícil saber o que vai acontecer. O lado checo das etapas é sempre complicado, com asfalto esburacado e com terra. Vamos ver."

Kalle Rovanpera não pensava muito diferente de Ogier sobre o dia de hoje que poderia acontecer no dia seguinte, queixando-se apenas do pouco tempo de preparação:

"Não me lembro de ninguém se preparar para uma etapa como a de hoje. Tivemos duas horas para nos prepararmos. As diferenças serão pequenas, todos estarão no limite. Estive a dormir no chão durante o reagrupamento, tudo bem."

Depois dos três primeiros, empatados no quarto lugar estão os Toyotas de Sami Pajari e Takamoto Katsuta, com 5,6 segundos de diferença. sexto é Ott Tanak, a 6,1, no seu Hyundai, enquanto no sétimo posto está Thierry Neuville, a 6,3. Elfyn Evans é oitavo, a 11 segundos, e a fechar o "top ten" estão os Ford de Gregoire Munster, a 15,4, e do irlandês josh Erlean, a 25,1. 

O rali continua na sexta-feira, com a realização das restantes seis especiais da primeira etapa. 

domingo, 12 de outubro de 2025

Quem ficará com o lugar de Kalle Rovanpera?


O anuncio - algo inesperado, mas especulado - da saída de Kalle Rovanpera para tentar a sua sorte na Superformula japonesa, com o apoio da Toyota, deixou um espaço no seio da equipa Toyota GR Rally, sobretudo na categoria Rally1, e claro, todos querem saber quem o preencherá. Com Sebastien Ogier a querer continuar a correr de modo parcial, os candidatos ao lugar parecem existir. Há dois à vista, mas poderá haver... um regresso. 

Comecemos pelo óbvio: Olivier Solberg, de 24 anos, é o candidato ideal, principalmente depois das suas performances nesta temporada e da sua vitória no rali da Estónia, na única vez que guiou um Rally1 até agora. Filho de Petter Solberg, o norueguês campeão do mundo em 2003, pela Subaru, Olivier, que corre com licença sueca, já teve a sua sorte em 2021 pela Hyundai, onde não foi muito bem sucedido, aproveitou bem a chance que teve este ano. Se assim for, cumpre-se uma intenção já antiga, do qual ainda não se sabe que haverá mais alguma chance nesta temporada, já que ele alcançou o objetivo de ser o campeão na classe WRC2.

Depois, temos Sami Pajari. O finlandês é o quarto piloto da equipa, depois de Rovanpera, Ogier, Takamoto Katsuta e Elfyn Evans. Está a ter a sua primeira temporada completa com um Rally1, mas os resultados até agora não tem sido deslumbrantes, pelo menos, em termos de comparação com Solberg. Tem 70 pontos, todos num Rally1, mas Solberg não anda atrás, com 60, onde apenas 25 dos quais foram numa máquina superior. Logo, é provável que continue, mas só será viável se manter o mesmo esquema para 2026.

Quanto aos outros: Elfyn Evans é muito fiável, mas não figura entre os melhores do WRC, e o japonês Takamoto Katsuta tem estagnado nos últimos dois anos, com pouca ou nenhuma evolução, o que sugere que atingiu o seu limite.

Dito isto, surgiu outra hipótese há alguns dias: o regresso de Ott Tanak. O piloto de 38 anos ainda é visto como rápido e consistente, e pode não estar muito feliz na Hyundai, porque o carro que tem é inferior ao da Toyota. Ainda por cima, tem ainda Thierry Neuville, que mesmo sendo o seu rival interno, tem também os seus problemas em relação ao carro que guia. 

Contudo, ele mesmo descarta uma mudança para a equipa. Em declarações ao site dirtfish.com, afirmou: “Acho que, se olharmos para o panorama geral e para a formação que a Toyota tem, não há necessidade da parte deles de procurarem noutro lado. Acho que é bastante óbvio como as coisas vão correr e como será a formação”. Mas há quem não descarte a ideia de ele ir para lá porque tem a ambição de ganhar títulos, e ao ver que perderam o piloto que tinha essa ambição, ele poderá ser o piloto ideal para o substituir...

sábado, 11 de outubro de 2025

A decisão de Kalle Rovanpera


A decisão de Kalle Rovanpera de ir para os monolugares pode ser chocante para o adepto comum, para os mais atentos, agora que a decisão é conhecida, poderá estar a pensar nas declarações dele durante o verão como indicativos desse resultado. Contudo, segundo o site estónio Delfi.ee, Jari-Matti Latvala, o diretor desportivo da Toytoa Gazoo Racing, tinha percebido desde maio, no rali de Portugal, que Rovanpera não queria fazer uma temporada completa em 2026.

"O Kalle já ganhou tudo que o que queria, e os troços e os horários em Portugal foram demasiado para ele. A situação em Portugal foi extrema. Os horários eram de tal forma que os pilotos não puderam descansar ou dormir.", começou por falar.  "A nível de topo no WRC a situação é de tal ordem que os pilotos para serem bem sucedidos têm de estudar os troços seguintes a partir de vídeos até altas horas da noite e em todos os intervalos. Não me pareceu que Kalle ficasse entusiasmado como os pilotos mais desejosos de vencer.", continuou.

Depois da situação no rali português, Latavala revelou que Timo Johuki, o seu manager, propôs um novo contrato onde o seu piloto faria uma temporada parcial em 2026, do qual o diretor desportivo da Toyota recusou. E com essa resposta, o piloto finlandês decidiu que era hora de mudar de cenário. "Essa temporada mostrou-nos que não podemos ter dois pilotos em part-time em simultâneo. Por isso no verão propusemos ao Kalle se competiria a temporada toda do WRC em 2026 ou se faria outra coisa.", comentou.

"Não foi uma surpresa. Já era claro na temporada passada que a sua nova paixão e os sonhos futuros estavam na corridas de pista.", concluiu.

Resta agora saber até até que ponto a Toyota irá apoiar esta nova aventura de Kalle Rovanpera. À partida, ele terá um chassis na SuperFormula. e à partida, será a duas temporadas, com o objetivo de, primeiro, se adaptar, e depois, digladiar-se contra os melhores do pelotão, antes de - à partida, em 2028 - ir para a Formula 2 no sentido de tentar entrar na Formula 1, o que seria inédito.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

WRC: Rovanpera retira-se no final da temporada


Inesperadamente, o finlandês Kalle Rovanpera anunciou nesta quinta-feira que iria abandonar o WRC no final desta temporada. O piloto de 25 anos, campeão do mundo de 2022 e 2023, irá trocar as estradas pelos circuitos, embarcando na aventura da Super Formula no Japão, em 2026. Se for bem sucedido, tentará em 2027 a Formula 2. 

“Não foi uma decisão fácil, mas já há algum tempo que pensava em novos desafios. Tendo já conquistado tanto nos ralis nesta idade, comecei a pensar noutras possibilidades e noutros desafios que gostaria de enfrentar. Foi uma decisão difícil, mas parece-me a certa para perseguir os meus próximos sonhos e desafios.". começou por afirmar no comunicado oficial, lançado esta manhã.

“Desde que comecei a pilotar, ainda criança, o meu sonho era ser piloto do WRC, ganhar um rali e tornar-me campeão do mundo. Ter conquistado tudo isto tão jovem foi uma sensação incrível. Ainda temos três ralis pela frente este ano e vamos dar tudo e continuar a lutar até ao fim”, acrescentou.


O diretor da equipa Toyota Gazoo Racing, Jari-Matti Latvala, elogiou o seu piloto, dizendo: 

“Kalle já teve uma carreira notável no WRC com a Toyota Gazoo Racing, tornando-se o mais jovem vencedor de um rali e, em seguida, o mais jovem campeão do mundo, conquistando o título de pilotos por duas vezes. Considerando que conquistou tanto e ainda é tão jovem, é natural que queira enfrentar outro desafio enquanto ainda tem tempo. Já vimos pilotos de corridas tentarem o rali, mas raramente vimos o contrário: um piloto de ralis ir para um circuito e tentar desafiar os melhores, especialmente em corridas de monolugares. A TGR acredita em ajudar os pilotos a realizar os seus sonhos e não creio que existam muitos fabricantes que possam dar a um piloto este tipo de oportunidade, o que é muito entusiasmante para ambos os lados.

“Kalle, juntamente com Jonne [Haltunnen, seu navegador], desempenhou um papel fundamental no sucesso da nossa equipa nas últimas temporadas e, com três ralis restantes, sei que ele certamente desejará terminar a sua carreira no rali como campeão mundial – embora tenha dois companheiros de equipa que também desejam desesperadamente vencer. Vamos sentir a sua falta na nossa equipa, mas a TGR tem trabalhado arduamente para desenvolver jovens pilotos de ralis talentosos e temos a certeza de que poderemos contar com uma forte formação de pilotos em 2026 e nos anos seguintes.”

Filho de Harri Rovanpera, que correu no século passado em equipas oficiais da Mitsubishi e Seat, nasceu a 1 de outubro de 2000. Deu nas vistas aos nove anos, quando o seu pai colocou no Youtube um video dele ao volante de um Toyota Startlet, fazendo as suas habilidades no gelo, em pleno inverno. 

Desde 2015 que tinha começado a correr de forma competitiva, primeiro na Letónia - chegou até a competi sob licença letã - depois, em 2017, debaixo de uma licença especial dada a ele pela federação finlandesa de automobilismo, pois tinha então 16 anos, ele ganhou dois campeonatos da Letónia, com um Skoda Fabia Rally2, antes de, no final do ano, ter a sua primeira particiação no WRC, acabando com um décimo lugar no rali da Austrália.

Andando em 2018 no WRC2, ganhou três ralis antes de passar na temporada seguinte para o WRC2 Pro, triunfando em cinco eventos, sempre com Jonne Halttunen a seu lado. Conseguiu ainda 18 pontos no campeonato principal.

Em 2020 tem a sua experiência em WRC, aos 19 anos, num Toyota GR Yaris, e o seu primeiro pódio, um terceiro lugar, aconteceu no rali da Suécia. Apenas no ano seguinte ganhou o seu primeiro rali, na Estónia, para depois ganhar no duro rali da Acrópole, na Grécia, acabando no quarto lugar, com 142 pontos. 

As temporadas de 2022 e 2023 foram as de consagração, vencendo em nove ocasiões e conquistando mais sete pódios, mostrando agressividade e consistência, tornando-se num dos melhores da sua geração, principalmente ao volante do Toyota GR Yaris Rally1. Contudo, no final de 2023, depois de ter ganho o segundo mundial seguido, decidiu que em 2024 iria fazer uma temporada parcial, perseguindo o sonho de fazer algo em circuitos. 


Mesmo nessa temporada "sabática", onde partilhou o carro com Sebastien Ogier, ganhou em quatro dos sete ralis em que participou (Quénia, Polónia, Letónia e Chile), acabando o ano com 114 pontos e o sétimo lugar da geral. 

No seu regresso, em 2025, estava a ter dificuldades em se readaptar, aparentemente por causa dos novos pneus da Hankook, menos eficazes que os da Pirelli, tendo ganho apenas em dois ralis: Canárias, em abril, e a Finlândia, em agosto. Contudo, a três ralis do final, é terceiro no campeonato, com 203 pontos, menos 21 que o líder, Sebastien Ogier. 

Claro, pergunta-se: quem ficará como lugar? Há dois candidatos à vista: o finlandês Sami Pajari e o sueco Oliver Solberg. O primeiro está a ter a sua estreia num WRC1, num Toyota, e apesar de não ter nenhum pódio, é consistente. O segundo, filho de Petter Solberg, campeão do mundo de 2003, ganhou na Estónia, quando teve a sua chance de correr num carro de Rally1, um Toyota GR Yaris.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

WRC: Rovanpera admite não estar na sua melhor forma


Kalle Rovanpera admite não estar no melhor das suas formas. Apesar de estar a lutar pelo título em 2025, em conjunto com Elfyn Evans e Sebastien Ogier, o finlandês de 24 anos sente que não está no seu pico, especialmente depois do quinto lugar alcançado no final do rali do Paraguai. “Sinto que não estou realmente na minha melhor forma, digamos”, refletiu. “Não estou a tirar o melhor que consigo do carro. Obviamente, nunca é a melhor sensação.”

Refletindo sobre o fim de semana, continuou:

“Ainda estávamos bem na luta, e tivemos um bom ritmo também. Mas sim, apenas o furo de ontem e, depois disso, fizemos o que pudemos para conseguir alguns pontos no domingo. No final, o tempo ajudou-nos um pouco, e conseguimos alguns bons pontos. Não posso estar demasiado desapontado”, afirmou o piloto. 

Questionado sobre a luta pelo título, acrescentou: “Ainda estamos próximos. Penso que apenas o Elfyn tem a diferença agora, por isso a situação é a mesma.”

Depois de um 2024 feito em tempo parcial, mas com quatro vitórias, 2025 está a ser complicado para o piloto finlandês. Apenas duas vitórias, nas Canárias e em casa, na Finlândia, tem agora sete pontos de atraso face a Elfyn Evans o líder do campeonato. E nem campeonato tão disputado, onde cada segundo conta e um erro mínimo pode ser decisivo, a capacidade de gerir a pressão e de se adaptar a condições adversas é tão crucial quanto a velocidade pura.

Agora, esta sua franqueza em admitir não estar no seu melhor demonstra uma maturidade e autoconsciência raras no desporto de alta competição, e em vez de o enfraquecer, este teste de nervos e perícia, poderá fazer com que Rovanperä acabe determinado a reencontrar a sua melhor forma para lutar pelo terceiro título mundial, depois dos títulos de 2022 e 2023.

O próximo rali do campeonato será no Chile, dentro de uma semana. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali do Paraguai (Dia 1)


No final das oito primeiras especiais do Rally Paraguai, que decorreram nesta sexta-feira, o Toyota de Kelle Rovanpera lidera com 7,1 segundos de vantagem sobre o Hyundai de Adrien Formaux, 7,6 segundos sobre o outro Hyundai de Ott Tanak, 17,8 sobre o Toyota de Sebastien Ogier. Tudo isto num rali onde Gregoire Munster já saiu de prova, mostrando que as especiais paraguaias não são assim tão fáceis como se julgava...

Com passagens duplas por Cambyretá, Nueva Alborada, Yerbatera e Autódromo, o rali começou com Rovanpera a liderar, naquele que era provavelmente o troço mais complicado do dia. Ali, o finlandês ganhou 3,2 segundos sobre Ogier, 4,8 sobe Pajari e Formaux, numa especial onde Gregoire Munster saiu da pista e ficou definitivamente de fora. Quem furou e perdeu muito tempo foi Takamoto Katsuta, 45,8 mais concretamente. 

"É muito duro e nada divertido. Todas estas compressões e saltos a alta velocidade são demasiado bruscos para o carro e acabamos por bater no fundo em todo o lado.", queixou-se Rovanpera no final da especial. 

Adrien Formaux triunfou na especial seguinte, com uma vantagem de 4,3 sobe Ott Tanak, 4,4 sobre Kalle Rovanpera e 4,5 sobre Thierry Neuville. Ogier furou e perdeu 37,3 segundos, caindo de segundos para oitavo na geral.  

"Esta não foi tão boa. Muito mais escorregadia, especialmente no início, quando tive muita dificuldade. Cometi muitos pequenos erros ao abrir a pista em alguns locais e não tive o melhor fluxo, por isso o tempo não é bom.", disse Rovanpera, o terceiro na geral, e a aguentar por pouco a liderança. 

Formaux insistiu e na terceira especial, acabou por passar à liderança, mas quem ganhou a especial foi Ogier, que conseguiu uma vantagem de 1,7 segundos sobre Formaux, 4,6 sobe Neuville e 4,9 sobe Rovanpera. Takamoto bateu numa berma e perdeu mais tempo, enquanto Oliver Solberg furou. 

"Tentamos, mas quando se perde tanto numa etapa, é difícil fazer qualquer coisa. Esta foi boa. Não há muito mais a perder agora. Quando se está no fundo da grelha, é preciso correr riscos de qualquer maneira.", comentou Ogier, no final da especial. 

Formaux triunfou na última especial da manhã, conseguindo uma vantagem de 0,4 segundos sobre Ogier, 1,1 sobre Sami Pajari, 1,2 sobre Takamoto Katsuta. 

Na parte da tarde aconteceu a segunda passagem pelas especiais da manhã, e começou com Ogier a levar a melhor na segunda passagem por Cambyretá, 3,2 segundos mais rápido que Takamoto Katsuta, 4,3 sobre Formaux, 4,7 sobre Rovanpera e 5,5 sobre Tanak. O estónio ganhou na especial seguinte, dois segundos na frente do seu companheiro, Neuville, 2,8 sobre Takamoto, 3,5 sobre Formaux e 3,8 sobere Ogier. Kajetanowicz sofreu um acidente por causa de uma pedra na meio da estrada, mas a dupla saiu incólume.

Kalle Rovanpera, que foi apenas sexto na especial, queixava-se da velocidade do carro: "Não me estou a sentir muito bem agora. É complicado, parece que não consigo fazer muito mais do que isso. Sei que preciso de ser mais agressivo nos cruzamentos, mas simplesmente não consigo fazê-los funcionar neste momento."

Ogier ganhou na segunda passagem por Yerbatera, 1,6 segundos na frente de Tanak, 5,8 sobre Rovanpera e 7,3 sobre Evans.

Foi uma classificativa dura para os carros: Takamoto sofreu um acidente, Neuville fez um pião por causa "de um erro estúpido", Formaux e Pajari furaram e perderam tempo: o francês 18,9, suficiente para perder a liderança para Rovanpera, e o finlandês, mais de dois minutos, suficientes para cair de quinto para o oitavo posto. "Provavelmente uma pedra, não sabemos", disse Pajari, questionado sobre a causa do seu problema.

No final do dia, na especial do Autódromo, Ogier foi melhor que Tanak por meio segundo, com Formaux a ser terceiro, a 0,8 e Neuville e Pajari empatados no quarto lugar, a 1,1.   

Depois dos quatro primeiros, quinto é Elfyn Evans, a 21,1, com Neuville em sexto, a 25,7. Josh McErlean é sétimo, a 1.18,4, com o oitavo a ser Sami Pajari, a 2.24,2. A fechar o "top ten" estão o Citroen de Yohan Rossel, e o melhor dos Rally2, a 2.57,6, e o Skoda RS Fabia Rally2 de Nikolay Gryazin, este a 3.06,7.

O rali do Paraguai prossegue neste sábado, com a realização de mais sete especiais.

domingo, 3 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali da Finlândia (Final)


Kalle Rovanpera acabou por levar a melhor no rali da Finlândia, em algo que é raro: os cinco primeiros são da Toyota! O finlandês ganhou pela segunda vez na temporada, na frente de Takamoto Katsuta, na sua melhor posição de sempre, e na frente de Sebastien Ogier, no seu sexto pódio da temporada, de Elfyn Evans e Sami Pajari. 

E por causa disso, o campeonato está ao rubro: Evans tem 176, Rovanpera 173, Ogier e Tanak 163. Tudo isto a cinco ralis do final. Quem diria! 

Quem estava feliz da vida era Kalle Rovanpera que, ao ganhar em casa, estava feliz pelo resultado.  "Uma sensação incrível. Já chegámos perto algumas vezes aqui e simplesmente senti que precisávamos mesmo de o fazer este ano. Trabalhámos muito para isso, estava no limite, a forçar a barra. O ambiente é ótimo. Precisávamos mesmo dos pontos. Fiquei um pouco assustado depois de saber dos furos e, um minuto antes da partida, pensámos se devíamos tentar ou não. Tentámos. Precisamos de continuar assim.", afirmou, no final.


Hoje, eram duas passagens pela classificativa mais famosa dos ralis: Ouninpohja, ou "a especial dos saltos". Com Rovanpera a 37,2 segundos, o que ele tinha de dfazer era gerir e levar o carro ao fim, não sem antes dar alguns saltos para o espectáculo. Ali, Evans ganhou a 19ª especial, 0,4 segundos na frente de Sebastien Ogier, 0,6 de Rovanpera e Takamoto a 1,7. Tanak era oitavo, a 11,1, mas o suficiente para recuperar três posições e ficar à porta dos pontos. 

No final, na Power Stage, Kalle Rovanpera acabou por triunfar, dois segundos na frente de Takamoto Katsuta, 2,4 sobre Sebastien Ogier, 3,9 sobre Thierry Neuville e 4,3 sobre Elfyn Evans. Formaux furou dois pneus e acabou por desistir, Tanak fficou com uma roda delaminada e teve de abrandar, perdendo 24,4 segundos, e Munster também teve um furo, perdendo 24 segundos. com isto, Tanak subiu para décimo, apesar dos problemas. 

Depois dos Toyotas, sexto foi Neuville, a 2.01,5, bem distante dos Ford de Josh McErlean, sétimo, a 4.07,4, de Martins Sesks, oitavo, a 5.17,2, passando na ultima especial o carro de Gregoire Munster, a 5.24,9. E no final, o carro de Ott Tanak, a 7.38,4, com o peso dos cinco minutos de penalização em cima.

O campeonato está ao rubro, com os quatro primeiros separados por 13 pontos. Agora, o próximo rali acontecerá dentro de quatro semanas, uma estreia num novo continente: o Rali do Paraguai. 

sábado, 2 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali da Finlândia (Dia 2)


Kalle Rovanpera lidera de forma inequívoca o rali da Finlândia, realizadas que estão as oito classificativas deste sábado. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 36,1 segundos sobre Takamoto Katsuta, 42,9 sobre Sebastien Ogier, 44,4 sobre Elfyn Evans e 59,2 sobre Sami Pajari. E todos estes pilotos tem algio em comum: andam nos Toyotas GR Yaris Rally1 oficiais, dinamitando a concorrência, porque Thierry Neuville, o sexto, está a 1.54,7 segundos. Quase sem chances de vitória.

Com oito especiais neste sábado, passagens duplas por Parkkola, Västilä, Päijälä e Leustu, o dia começou com Rovanpera ao ataque, tentando afastar-se de Neuville, e também porque Tanak tinha sofrido a penalização de cinco minutos dado pelos comissários. Rovanpera ganhou as duas primeiras especiais do dia. 2,9 sobre Evans, 3,4 sobre Neuville e 3,7 sobre Formaux em Parkkola; 3,7 sobre Neuville, 4,3 sobre Formaux e 4,6 sobre Evans em  Västilä. O finlandês estava satisfeito... quanto baste, com as condições que tinha - ligeira chuva nessa altura do dia.

"Sim, trabalhámos bastante para otimizar tudo depois da Estónia e talvez assim também tenha aprendido alguma coisa. Não posso dizer que ainda estou super confortável, mas estamos a esforçar-nos bastante e vamos com tudo.", disse, depois da segunda especial do dia. 

Sebastien Ogier tentava acompanhar os outros, mas não parecia se destacar, queixando-se da adaptação à alta velocidade das especiais, e do tempo chuvoso. "Não estou num ritmo perfeito a alta velocidade. Fiz alguns ajustes no carro para esta prova e devo dizer que me senti um pouco melhor, por isso espero que possamos continuar. A chuva foi um pouco mais intensa no arranque, a aderência é baixa, mas está tudo bem.", comentou o francês.

Neuville reagiu e ganhou em Päijälä, ganhando 0,9 sobre Takamoto, 1,4 sobre Formaux, e 2,7 sobre Rovanpera. Mas no final da manhã, o finlandês levou a melhor, 0,6 sobre Formaux, 1,1 sobre Evans e 4,9 sobre Ogier. Neuville perdeu tempo por causa de uma falha nos travões e só recuperou mais adiante, perdendo 5,4 segundos.

A tarde começou com Ogier a triunfar na segundas passagem por Parkkola, 0,4 segundos na frente de Tanak, um segundo sobre Evans, 1,2 sobre Rovanpera e 1,4 sobre Neuville. Martins Sesks teve de abrandar e perder mais de dois minutos por causa de problemas com a condensação no vidro da frente. Pajari ganhou em Västilä 2, 0,4 segundos na frente de Rovanpera, um segundo sobre Takamoto Katsuta, 1,8 sobre Evans, enquanto Neuville e Formaux perdiam tempo com furos. O belga perdia quase um minuto e 40 segundos, o francês um minuto e 48.

"Estava no meio da estrada. Há umas pedras no caminho, nem foi impacto. Furo nº 13 ou 14 este ano.", comentou Neuville. "Às vezes bate-se em alguma coisa ou corta-se demais, fura-se o pneu e sabe-se porquê. Mas quando a estrada está limpa... não percebo o que aconteceu. Sem palavras.", referiu Formaux, visivelmente desiludido.

As duas últimas especiais do dia foram de aceleração para Kalle Rovanpera, batendo Neuville por 0,4 segundos em Päijälä e Takamoto por 1,5 segundos em Leustu.


No final do dia, Rovanpera era um piloto feliz:

"Um dia e tanto para a equipa. Estou apenas a tentar manter o bom ritmo. Obviamente, não tenho de correr riscos, nada de loucuras, apenas tentei ir rápido e manter a sensação para amanhã. Provavelmente os Hyundai estarão super rápidos amanhã, e os meus companheiros de equipa também estão a lutar muito. Vamos tentar somar alguns pontos e fazer um bom dia."

Em contraste, Thierry Neuville não escondia a sua decepção, mas esperava recupewrar alguma coisa para a Power Stage de domingo:

"Continuámos a conduzir, amanhã vamos tentar somar alguns pontos. Qualquer esperança de campeonato desapareceu com aquele furo de pneu hoje. Muito decepcionante. Não podíamos ter feito nada de diferente, é a única coisa com que podemos estar descansados. Digamos que é assim e vamos em frente.", afirmou.

Depois dos seis primeiros, Formaux era sétimo, a 2.23,7, na frente do ford de Josh McErlean, a 3.28,3. Gregoire Munster era nono, a 4.27,9 e a fechar o "top ten", o letão Martins Sesks, a 4.38,7. 

Só por curiosidade: Ott Tanak andou a tentar recuperar o tempo perdido por causa da penalização, e do 28º posto no inicio do dia, acabou na 14ª posição, com um atraso de 7.03,5.


O rali da Finlândia termina neste domingo, com uma passagem dupla por Ouninpohja.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali da Finlândia (Dia 1)


O local Kalle Rovanpera é o melhor no final do primeiro dia de um movimentado rali da Finlândia. Completadas as primeiras dez especiais do rali, o piloto da Toyota tem um avanço de 4,9 segundos sobre o segundo, o Hyundai de Thierry Neuville. Terceiro é Adrien Formaux, no seu Hyundai, que está a 7,7 segundos do líder, e não tem muito longe o carro de Takamoto Katsuta, quarto, a 8,1 segundos, num rali onde Ott Tanak foi penalizado em cinco minutos e caiu para as profundezas da classificação geral, e provavelmente, recupera para chegar aos pontos poderá ser muito complicado. 

Depois de um "shakedown" e de uma especial de entrada, em Harju, onde Tanak foi melhor que Neuville por 1,3 segundos, seguido pelos Toyotas de Sebastien Ogier e Kalle Rovanpera, o dia começou com a primeira passagem por Laukaa, onde Sami Pajari foi o melhor, 0,1 segundos na frente de Takamoto Katsuta e 0,4 sobre Kalle Rovanpera. O melhor dos Hyundai foi Neuville, a 0,9, na quarta posição.

Rovanpera ganhou na primeira passagem por Saarikas, 1,6 segundos na frente de Formaux, 2,8 sobre Pajari e 3,1 sobre Neuville. Nessa altura, a liderança ficou nas mãos de Rovanpera, com Formaux a 2,9, depois de ter subido quatro lugares. Rovanpera voltava a ganhar na primeira passagem por Myhinpää, 0,6 segundos sobre Elfyn Evans, 1,1 sobre Adrien Formaux e 1,7 sobre Sebastien Ogier. Gregoire Munster perdeu algum tempo por causa de ter falhado uma chicane. "Pois, ultrapassei uma chicane e fiz um pião para não perder muito. Estou com dificuldades com a traseira, vou tentar resolver. Só confiança, não consigo forçar a traseira. Estou com dificuldades em manter o ritmo. Quando está um pouco solto, é complicado.", confidenciou o luxemburguês, no final dessa especial.


No final da manhã, em Ruuhimäki, Pajari voltou a ganhar, 0,1 segundos na frente de Takamoto, um segundos sobre Neuville e 1,1 sobre Kallr Rovanpera. No final das especiais da manhã, o melhor na geral era Rovanpera, mas tinha apenas um avanço de 4.4 sobre Formaux. E os dez primeiros tinham menos de 30 segundos de diferença, demonstrando que este estava a ser um rali muito rápido.

 "O carro está a voar, por isso é ótimo! Manhã incrível. As etapas estão lindas, estou muito satisfeito com o ritmo e o equilíbrio do carro. Foi uma boa luta com o Kalle.", dizia Formaux, no final desta especial. 

Mesma coisa sobre a etapa e o rali afirmava Ogier: "Saltos enormes, não tão bons para as costas! Curtos, mas intensos. (Loop matinal?) Podia ter sido um pouco melhor, mas é tudo tão apertado e um pouco de hesitação custa. Não é o mais agradável em alguns pontos, mas tentarei melhorar à tarde.", contou.


A tarde começou com a segunda passagem por Laukaa, e com Takamoto Katsuta a triunfar, 0,4 segundos na frente de Neuville, 1,5 sobre Rovanpera e 2,8 sobre Formaux. numa especial onde chovera um pouco antes de começar, prejudicando a condução dos pilotos. Mas o japonês estava feliz. "Isso é bom. As condições não são boas, mas para mim é bom para pilotar. Em alguns sítios, perdi a coragem, não me dediquei o suficiente.", disse. Com isso, Takamoto reduzia a diferença para 3,3 segundos sobre Rovanpera.

Ele respondeu na segunda passagem por Saarikas, onde ganhou a etapa com um avanço de 0,8 segundos sobre Pajari, 1,5 sobre Formaux, 1,9 sobre Neuville e 2,4 sobre Takamoto.


O sueco Oliver Solberg, o inesperado vencedor do rali da Letónia, capotava na especial, por ter atingido uma pedra e acabado na valeta. Felizmente, ambos não sofreram ferimentos, mas o rali terminara para eles. 

Formaux triunfou na oitava especial, a segunda passagem por Myhinpää, acabando empatado com Kalle Rovanpera, com Neuville e Ogier empatados, a 0,8 segundos. Takamoto era o quinto melhor, a 1,5 segundos, seguido por Pajari, a 2,3.

"Estamos a trabalhar no carro entre cada etapa porque o tempo muda de cada vez. Esta etapa está completamente seca. Isto é rali, é normal para nós. Estava a gostar muito, foi pena termos perdido tempo nas últimas curvas, mas de resto foi uma etapa muito limpa.", comentou Formaux.

Neuville acabou por ganhar na segunda passagem por Ruuhimäki, 1,1 segundos na frente de Ogier e Rovanpera, que empataram em termos de tempo, e Pajari era quarto, a 1,3. O final do dia acabava como começou, em Harju, onde Formaux foi o melhor, 0,3 segundos na frente de Neuville.

Rovanpera, que acabou a especial em sexto, perdendo 0,8 segundos, comentou: "Bom dia. Não é nada fácil, não estou na minha zona de conforto, mas estou a esforçar-me bastante. Podemos otimizar muitas coisas. É bom ver tantos fãs aqui, um palco incrível na minha cidade natal."

Já Sebastien Ogier, que foi quarto, a 0,4 segundos, também falou sobre o seu dia na estrada: "Furámos alguns pneus, nada de mais. A aderência foi muito má aqui. Não tivemos um dia mau, mas numa etapa perdemos o compromisso, perdemos um pouco de tempo. Da nossa posição em pista, fizemos um trabalho decente."

No final do dia, a segunda passagem por Harju, Formaux acabou por ser o melhor, 0,3 segundos na frente de Neuville e Takamoto, empatados a 0,3. Ogier fez o quarto melhor tempo, a 0.5, enquanto Rovanpera era sexto, a 0,8. E no final da especial, soube-se que Tanak tinha sido penalizado em cinco minutos pelos comissários, caindo para a 28ª posição. Muito para recuperar nos próximos dois dias.  


Na geral, depois dos quatro primeiros, Sami Pajari é o quinto, a 15,7, na frente de outro Toyota, o de Sebastien Ogier, a 17,6. Sétimo é Elfyn Evans, a 26 segundos, na frente do trio de Fords, liderados pelo letão Martins Sesks, a 40,5, seguidos pelo irlandês Josh McErlean, a 1.06,0, e pelo luxemburguês Gregoire Munster, a 1.19,4. 

O rali da Finlândia prossegue no sábado, com a realização de mais oito especiais.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

WRC 2025 - Rali da Estónia (Dia 1)


Oliver Solberg voa nas estradas estónias, acabando o dia na frente com uma vantagem de 12,4 segundos sobre o herói local, Ott Tanak e 14,2 sobre o bvelga Thierry Neuville, também num Hyundai. Tudo isto ao fim de oito especiais neste primeiro dia de ralis. Os três estão ainda sob a peugada de Kalle Rovanpera, quatro a 20,4 segundos.

De regresso ao calendário, depois de uma ausência de um ano, o rali da Estónia pode ser considerado uma abertura para o rali da Finlândia, que irá acontecer no final do mês. Contudo, a grande novidade foi a Toyota ter inscrito um carro para Oliver Solberg, que tem andado nesta temporada num Toyota GR Yaris da Toksport, na classe Rally2, e tem sido dos melhores na sua categoria. Logo, existia uma expectativa sobre o que iria fazer com um Rally1, depois da má experiência de 2022, com a Hyundai.

O dia começou com uma super-especial em Tartu, onde o melhor foi Thierry Neuville, meio segundo na frente de Elfyn Evans, 0,6 sobre Ott Tanak e um segundos sobre Kalle Rovanpera. As especiais seguintes tinham passagens duplas por Peipsiääre, Mustvee e Kambja, acabando o dia em Elva Linn. Oliver Solberg surpreendeu o resto do pelotão ao ganhar na segunda especial do dia, 5,3 segundos sobre Rovanpera, 5,6 sobre Neuville e 7,6 sobre Tanak. Nikolay Gryazin teve problemas com a sua suspensão e perdeu mais de 1.20 minutos.

No final da especial, Solberg estava rejubilante: "É um sonho a tornar-se realidade".

Tanak atacou na especial seguinte, triunfando, mas com uma vantagem apenas de 0,2 segundos sobre Solberg, 2,8 sobre Evans e 2,9 sobre Rovanpera. Martins Sesks fez um pião e perdeu tempo, enquanto Sami Pajari tinha problemas de motor depois do final da etapa. Solberg atacou na especial seguinte, ganhando 2,8 segundos sobre Rovanpera, 3,2 sobre Tanak, 3,5 sobre Neuville e 7,3 sobre Evans. Takamoto cometeu um erro, mas não perdeu muito tempo, enquanto Munster perdia cerca de 23 segundos por causa de um furo lento.

Na frente, Solberg estava eufórico: "A sensação é boa. O carro é incrível de conduzir. O melhor carro que já conduzi. Há muita coisa que quero melhorar. Tem ali umas pedras feias, uma que não consegui evitar. Se precisar de abrandar o ritmo, diminuo. Vou passo a passo.", disse o sueco, no final da manhã.

Ott Tanak foi o ganhador na segunda passagem por Mustvee, mas apenas ganhou 0,9 segundos a Solberg, 1,6 sobre Rovanpera, dois segundos sobre Neuville e 2,3 sobre Evans.

A parte da tarde começa com a segunda passagem por Kambja, Onde Adrian Formaux levou a melhor, 3.3 segundos sobre Solberg, 6,3 sobre Neuville, 6,7 sobre Tanak e Sesks. Na segunda pasagem pela mesma especial, Solberg levou a melhor, 0,3 segundos sobre Formaux, 1,2 sobre Neuville, 1,8 sobre Tanak e 3,5 sobre Rovanpera. 


No final do dia, na especial de Eiva Linn, Neuville e Takamoto Katsuta empataram no melhor tempo, 0,7 segundos na frente de Tanak e Formaux, também empatados e 0,8 sobre Elfyn Evans. E foi ali que Solberg Jr. falou do seu estado de espírito:

"Não era isto que queria fazer de início, mas depois [de não ter] percebido bem o carro, pensei: vamos divertir-nos. Hoje foi o melhor dia da minha vida: liderar o rali, ganhar etapas e ter esta sensação incrível no carro. Pensei: quero derrapar e divertir-me.", disse.
 
Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux é o quinto, mas não anda longe, a 29,8 segundos, na frente de Takamoto Katsuta, a 30,0. Elfyn Evans é o sétimo, a 41,4, no seu Toyota, na frente de Sami Pajari, a 1.05,1, na frete dos Ford Puma Rally1 de Martins Sesks, a 1.11,4, e de Josh McErlean, a 1.30,0.

O rali da Estónia prossegue amanhã com a realização de mais nove especiais.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

WRC: Rovanpera não confia nos Hankook nos pisos de terra


Kalle Rovanpera confessa que está a ter dificuldades com os pneus Hankook nos troços de terra. O piloto finlandês, que já venceu o rali de Portugal por duas vezes, em 2022 e 2023, afirmou que está a adaptação está a ser complicada, especialmente em termos de troços de terra, do qual faz boa parte da temporada.    

Apesar do terceiro posto conseguido em Portugal, Rovanpera não ficou contente com a performance, e culpa os pneus por isso, por não ter tido aderência suficiente.

"É certo que temos trabalho a fazer mas penso que isto nunca será natural para mim, ficou bem claro que tivemos falta de velocidade e de aderência em Portugal" começou por revelar o bicampeão finlandês ao Dirtfish.com. "Não cometi erros, estava a atacar sempre. O desgaste dos pneus é grande quando atacamos muito, mas mesmo assim não tinha o ritmo, estávamos com falta de aderência," adiantou.

Comparado com os Pirelli, no ano passado, Rovanpera afirma que encontrar o mesmo ritmo e velocidade que tinha com os Pirelli é algo que considera complicado. 

"Demorará muito, e não sei se alguma vez estarei contente com estes pneus porque, como já referi várias vezes, obrigam a conduzir de uma forma que vai contra o que eu naturalmente faço. Provavelmente vai ser difícil, mas pelo menos agora já descobrimos um caminho para tentar lá chegar.", afirmou.

E antecipa dificuldades no futuro, especialmente nos troços de terra: "Se ele não foi ótimo em Portugal na Sardenha irá ser complicado,", concluiu.

Atualmente segundo classificado do campeonato, com 88 pontos, está bem longe do líder o galês Elfyn Evans. O Mundial prossegue na Sardenha, entre os dias 5 e 8 de junho. 

domingo, 18 de maio de 2025

WRC 2025 - Rali de Portugal (Final)


Sebastien Ogier acabou como o grande vencedor do rali de Portugal. Aproveitando os problemas de Ott Tanak na tarde de sábado, o francês geriu o ritmo e a distância na manhã de domingo para acabar o rali do lugar mais alto do pódio, e comemorar assim mais uma vitória nas estradas portuguesas, a sétima, alargando o seu recorde. O estónio acabou a 8,7 segundos de Ogier, e ainda ganhou a Power Stage, em Fafe, mas os 4,9 segundos que ganhou foram insuficientes para tirar a liderança ao Toyota do piloto francês. 

Kalle Rovanpera ficou com o lugar mais baixo do pódio, a 12,2 segundos, mostrando que as coisas foram enganadoramente próximas, pois este foi um ali bem duro para máquinas e pilotos. Ele deixou Thierry Neuville um pouco atrás, a 38,5 segundos do vencedor.     

"Acho que é algo de que me posso orgulhar muito, ter-me mantido competitivo durante todos estes anos." começou por afirmar Ogier. "Graças à equipa, o carro estava ótimo para conduzir este fim de semana. Penso que provámos mais uma vez que a gestão de corridas é definitivamente uma arte que temos. Os números são bons de ler, mas o mais importante é o lado emocional, perante esta multidão, pressionam-me muito a cada momento. Foi uma luta dura com o Ott, infelizmente injusta até ao fim com o seu problema. Caso contrário, não teríamos ganho, porque ele estava obviamente mais rápido, mas nem sempre se trata de ser rápido nos ralis, também é preciso esforçar-se, e foi isso que fizemos.", concluiu o piloto francês da Toyota.

Do outro lado, Tanak não deixou de exprimir a sua desilusão:

"Uma grande desilusão, ainda somos demasiado frágeis para competir com os Toyota, mas pelo menos o desempenho do novo chassis é bom.", afirmou.

Com seis especiais neste domingo - passagens duplas por Paredes, Felgueiras e Fafe, com a segunda passagem por esta última especial a ser a Power Stage - o dia começou com os Hyundai ao ataque, mas em Paredes, foi Rovanpera a ganhar, 3,6 segundos na frente de Neuville e 5,3 sobre Tanak. O estónio ganhou na especial seguinte, a primeira passagem por Felgueiras, 3,1 segundos sobre Rovanpera e 4,2 sobre Neuville, e na primeira passagem por Fafe, 2,4 sobre Ogier e três segundos sobre Neuville.

Na segunda parte das especiais do dia, Tanak puxou e ganhou, 3,5 sobre Ogier e 3,7 sobre Rovanpera, e na segunda passagem por Felgueiras, o estónio continuou a puxar, ganhando mais 5,1 sobre Evans e 5,2 sobre Rovanpera.

Por fim, em Fafe, na segunda passagem, Tanak conseguiu triunfar, mas conseguiu ganhar apenas 1,1 segundos sobre Neuville e dois sobe Rovanpera, 4,4 sobre Takamoto e 4,9 sobre Ogier. Serviu o suficiente para mais uma vitória para a Toyota, embora a Hyundai conseguiu responder, embora, como disse depois Tanak, o carro continua a estar frágil para percursos como estes. 

"Foi um fim de semana difícil, a lutar um pouco com o carro. Não acho que seja o melhor momento. Estou muito desiludido com o Ott e com a equipa, merecíamos mais este fim de semana. Estou feliz por voltar agora ao Porto e descansar um pouco, foi um fim de semana muito desgastante.", contou Neuville, em Fafe. 

Depois dos quatro primeiros, Takamoto Katsuta foi o quinto, a 1.41,9 na frente de Elfyn Evans, que teve um rali bem modesto, para quem lidera o campeonato do mundo. Ficou a 2.31,0 do vencedor. Sami Pajari foi o sétimo, a 2.38,3 na frente dos Fords de Josh McErlean, a 5.12,3 e Gregoire Munster, a 5.57,5. O Toyota GR Yaris Rally2 de Oliver Solberg, o melhor dessa categoria, acabou a 9.15,1. 


No campeonato, Elfyn Evans continua na frente com 118 pontos, contra os 88 de Kalle Rovanpera, os 86 de Sebastien Ogier, os 84 de Ott Tanak, o melhor dos Hyundai, e os 78 de Thierry Neuville. O WRC continua dentro de três semanas, entre os dias 5 e 8 de junho, nas estradas da Sardenha. 

sexta-feira, 16 de maio de 2025

WRC 2025 - Rali de Portugal (Dia 1)


O estónio Ott Tanak é o líder do rali de Portugal, terminadas que estão as primeiras onze especiais de classificação. O piloto da Hyundai tem uma vantagem de sete segundos sobre Sebastien Ogier e 27,1 segundos sobre Takamoto Katsuta. Kalle Rovanpera é quarto, e não está muito longe: 28,3 da liderança. E Thierry Neuville também não: pode ser quinto, mas está a 32,7 segundos, num rali onde a grande baixa do dia foi Adrien Formaux, o terceiro piloto da Hyundai. 

Depois de Elfyn Evans ter sido o mais rápido na quinta-feira à tarde, na Figueira da Fox, numa especial urbana, em asfalto, sexta-feira começou com as restantes especiais, com Tanak a ser rápido na primeira passagem por Mortágua, 0,2 segundos mais rápido que Kalle Rovanpera e 2,8 sobre Elfyn Evans. Adrien Formaux ficou com o quarto melhor tempo, a 4,3. Martins Sesks sofreu um furo e perdeu tempo para trocar. “Na terceira curva, na saída, havia uma grande pedra e saltámos para cima dela. Foi uma pena”, disse o piloto letão no final do troço. 

Tanak voltou a ganhar na especial seguinte, a primeira passagem por Lousã, batendo Formaux por 1,1 segundos. Rovanpera foi terceiro, a 1,2, Evans foi quarto, a 2,3 e Takamoto foi quinto, a 2,8. “Tento divertir-me. Foi um troço bom. Algumas zonas lamacentas não secaram tanto como esperávamos, mas no geral a aderência foi bastante boa. Estamos a dar o nosso melhor”, contava o piloto estónio, que agora, tinha 2,5 segundos de vantagem sobre Rovanpera. 

No final da manhã, na primeira passagem por Arganil, Formaux reagiu e triunfou no troço, batendo Takamoto por 0,9 e Ogier por 1,7. Tanak foi quarto, a 1,9 e Evans perdeu 12,3 segundos.


A tarde começa com a segunda passagem por Lousã, com Ogier a andar bem e a ganhar a especial, aproximando-se dos da frente, seguido por Takamoto, a 0,9, Tanak a 1,4 e Formaux, a 1,7. Rovanpera foi apenas sexto, igual com Sami Pajari, perdendo 4,9 segundos e a lutar com o carro neste troço. “Em termos de sensação esteve um pouco melhor, mas a aderência é muito baixa. Não temos experiência suficiente com os pneus para saber qual é o melhor.”, afirmou. 

Na segunda passagem por Góis, Takamoto conseguiu ser o melhor, 1,8 segundos sobre Neuwille, 1,9 sobre Ogier e 2,7 sobre Tanak. Por fim, em Arganil, Neuville ganhou, 0,5 segundos na frente de Kalle Rowanpera, 1,9 sobre Takamoto e dois segundos sobre Ogier. Formaux ficou com a suspensão quebrada e acabou por desistir.

No final da tarde, com a segunda passagem por Mortágua, Tanak foi melhor, 1,5 segundos sobre Rovanpera, 2,3 sobre Neuville e três segundos sobre Ogier, e para o final do dia, duas passagens únicas: Águeda/Sever e Sever/Albergaria. Na primeira, Ogier foi o melhor, 1,1 segundos sobre Tanak, 2,5 sobre Neuville e 3,4 sobe Rovanpera, e na segunda, Tanak ganhou 1.2 segundos sobre Ogier, 5,6 sobre Pajari e seis segundos sobre Neuville.

No final, todos estavam exaustos com a dureza das classificativas: "Super, super escorregadia [a especial], uma das etapas mais escorregadias do dia. Vamos certamente perder muito tempo, vai haver muita sujidade. Dia muito longo, acho que é um pouco longo demais, estamos 14 horas no carro e amanhã vamos acordar às 5 da manhã. Com certeza que conseguimos, mas é um pouco por uma questão de segurança, todos vão estar muito cansados ​​durante todo o fim de semana. Estou feliz por chegar ao fim.", disse Rovanpera, no final do dia.

"Tem sido difícil. Parecia que estávamos um pouco melhor do que isto. O final aqui é de loucos, sem aderência nenhuma. Acho que vai limpar bastante.", comentou Elfyn Evans no mesmo local. 

"Foi desafiante, principalmente a segunda [parte da] etapa. Não conseguimos encontrar o ponto ideal e tivemos um pouco de dificuldade. Mas as duas últimas etapas foram tranquilas.", comentou Tanak.

Depois dos cinco primeiros, Sami Pajari é o sexto, a 1.01,4, conseguindo passar Elfyn Evans na geral, e sendo penalizado por estar a abrir a estrada. Gregoire Munster é o oitavo, a 1.50,4, no seu Ford, com Josh McErlean não muito longe, noutro Ford, a 1.54,3. Oliver Solberg é o décimo, a 3.38,2, no melhor dos Rally2.

Amanhã é a segunda etapa, com mais sete especiais potencialmente arrasadoras para máquinas e pilotos.