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quinta-feira, 18 de junho de 2026

As imagens do dia (II)



A grande maioria dos que se tornaram pilotos de Formula 1, sem serem filhos de pilotos, tiveram pais que foram anónimos, sem serem enormes celebridades. 

Contudo, há uma excepção. O pai de Dennis Hulme - que, se estivesse vivo, faria neste 18 de junho 90 anos de idade - foi um agricultor e soldado ao serviço do exército neozelandês, e na II Guerra Mundial, tornou-se dos poucos soldados a conseguir a Victoria Cross, a mais conhecida condecoração por bravura do exército britânico. E viveu tempo suficiente para ver os feitos do seu filho, o único neozelandês campeão do mundo de Formula 1, piloto pela Brabham e McLaren.

Alfred Clive Hulme nasceu a 24 de janeiro de 1911 em Dundein, no sul da Nova Zelândia, era filho de um empregado de balcão, e quando acabou o liceu, onde desenvolveu interesse na luta greco-romana, tornou-se trabalhador numa quinta, até que em 1940, aos 29 anos, já casado e com dois filhos - incluíndo Dennis - alistou-se na Segunda Força Expedicionária da Nova Zelândia, mais concretamente no 23º Batalhão, e fazia a sua recruta em Cristchurch. 

Embarcado a 1 de maio de 1940 para a Europa, com o posto de Cabo, chegou cerca de um mês depois ao Reino Unido, onde foi promovido a Sargento, e o seu batalhão ficou no resto do ano no país, para servir como reserva em caso do invasão nazi, que no lado alemão tinha sido batizado de Operação Leão Marinho. No inicio de 1941, o batahão embarcou para o Médio Oriente, mais concretamente para o Egito, mas pouco depois, em abril, seguiu para a Grécia, fazendo parte da Segunda Divisão Neo-Zelandesa, onde iria ver ação com a invasão nazi daquele país.

Ficando inicialmente no vale do Monte Olimpo, entrou em combates por um dia, até começarem a fazer uma retirada ativa, rumo até ao sul, onde foram evacuados para Creta, onde chegaram a 25 de abril. Envolvido na policia militar, Clive Hulme estava num batalhão disciplinar, vigiando soldados que tinham quebrado a disciplina militar. Contudo, a 20 de maio, a "Wehrmacht" decide invadir Creta, numa operação com paraquedistas, e foi nessa altura que aconteceram as ações que mais tarde lhe deram a Victoria Cross.

Indo para o "seu" 23º Batalhão, liderou cargas contra os soldados alemães, atuando também como mensageiro. Pouco depois, liderou outra carga para libertar prisioneiros de guerra, seus compatriotas, usando a baioneta para neutralizar as sentinelas. Quatro dias depois, a 25 de maio, foi um dos soldados que atacou a cidade de Galatas, para a libertar dos alemães, e destruiu um ninho de metralhadora com granadas, pois este impedia o avanço dos neozelandeses. No dia seguinte, soube que o seu irmão, Harold, tinha sido morto num ataque alemão, e com o seu batalhão a receber ordens de evacuação, ele foi para a retaguarda, onde pegou numa espingarda e algumas granadas, para deter o avanço alemão. Matando três soldados só com a espingarda, e detendo outros com a granada, conseguiu fazer com que a evacuação fosse bem sucedida para ele e para o seu batalhão.

As suas ações deram atenção aos oficiais, que afirmaram isto ter ajudado a elevar a moral dos soldados, então numa situação difícil. Mas havia mais: três dias depois, a 28 de maio, um grupo de "snipers" alemães tentou entrar numa posição mais avançada para causar pânico junto dos oficiais neozelandeses, que estavam a ter uma conferência. Clive Hulme voluntariou-se para os desalojar do lugar. Com um acompanhante a usar binóculos de localização, e com um camuflado, Hulme começou a eliminar os snipers inimigos, um a um, e no dia seguinte, matou mais três, bem como eliminou numa posição de morteiros, mais quatro soldados.

No meio disto tudo, foi ferido por duas vezes, uma no braço esquerdo, outra no ombro esquerdo, mas recusou ser evacuado. A 30 de maio, ele e o seu batalhão foram evacuados de Creta, rumo ao Egito. 

No regresso, os oficiais recomendaram Hulme para a Victoria Cross pelas suas ações durante esses dias da Batalha de Creta. A condecoração foi dada em outubro desse ano, e na nomeação, citada na "london Gazette", descrevia-se as suas ações da seguinte maneira:

"Na terça-feira, 27 de maio, enquanto as nossas tropas mantinham uma linha defensiva na Baía de Suda durante a retirada final, cinco atiradores inimigos posicionaram-se na encosta com vista para o flanco da linha do Batalhão. O Sargento Hulme ofereceu-se para tratar da situação e, um a um, perseguiu e eliminou os atiradores. Continuou a realizar esse trabalho com sucesso ao longo do dia.", referiu.

"No dia 28 de Maio, em Stylos, quando um morteiro pesado inimigo bombardeava intensamente uma crista muito importante ocupada pelas tropas de retaguarda do Batalhão, infligindo pesadas baixas, o Sargento Hulme, por sua iniciativa, penetrou nas linhas inimigas, eliminou o pessoal do morteiro (quatro homens), desactivou a arma e, assim, contribuiu significativamente para a retirada do corpo principal através de Stylos. Da posição do morteiro inimigo, avançou para o flanco esquerdo e eliminou três atiradores que estavam a causar preocupação à retaguarda. Com isto, o seu total de atiradores inimigos perseguidos e abatidos chegou aos 33. Pouco depois, o sargento Hulme foi gravemente ferido no ombro enquanto perseguia outro atirador. Ao receber ordens para recuar, apesar do ferimento, dirigiu o tráfego sob fogo e organizou os soldados dispersos de várias unidades em grupos de secção.", concluiu.

Por essa altura, Hulme foi mandado de regresso para a Nova Zelândia para tratamento das suas feridas e reabilitação. Recebeu a Victoria Cross em Nelson pelo Governador-Geral do país, em representação do rei Jorge VI. Ele foi um dos dois soldados que receberam a condecoração pelas suas ações em Creta. Em fevereiro de 1942, foi considerado inapto e dispensado, mas cerca de um ano depois, foi novamente chamado, mas para servir na frente caseira, como sargento-major.

Depois da guerra, Hulme foi trabalhar numa exploração agrícola na região de Te Puke, onde foi prospector de água, fazendo furos para fins agrícolas e de irrigação. O seu filho começou cedo a conduzir, ao colo do seu pai, até se tornar famoso no meio automobilístico. Quando ele foi para a Europa, prosseguir carreira como piloto, já Hulme pai tinha sido considerado inválido devido às suas feridas de guerra, e teve mais do que tempo para ser procurado por jornalistas devido aos feitos do seu filho. Do qual sempre sentiu orgulho.

Clive Hulme morreu a 2 de setembro de 1982, aos 71 anos, dez anos antes do seu filho sofrer um ataque cardíaco fatal, a 4 de outubro de 1992, quando corria a Bathurst 1000 ao volante de um BMW M3, aos 56 anos de idade.  

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A imagem do dia




A temporada de 2026 da Formula Regional Oceania Trophy acabou no passado domingo no Highlands Motorsport Park, com a vitória do americano Ugo Ugochukwu, sobre o britânico Freddie Slater e o neozelandês Louis Sharp. Mas as atenções tem ido para o finlandês Kalle Rovanpera, que nesta temporada decidiu trocar os carros de ralis pelos monolugares. A sua adaptação tem sido progressiva, conseguindo um pódio na ronda anterior, em Tereronga, e mostrando ter bom ritmo à chuva, com outros bons resultados nesse final de semana.

Contudo, Rovanpera não participou na ronda final da Formula Regional Oceania Trophy, aparentemente por causa de uma infeção gastrointestinal, que tinha aparecido na quinta-feira, dois dias antes da corrida. A decisão tinha sido tomada na manhã de sábado, horas antes da corrida.

A decisão foi tomada na manhã de sábado, quando ele não se sentia bem e tinha uma ligeira febre”, explicou o seu manager, Timo Jouhki. “Não fazia sentido entrar em pista.”, concluiu.

Agora, Rovanpera irá para o simulador da Hitech no Reino Unido, antes de mais testes da Super Formula no circuito de Suzuka, durante este mês de fevereiro. Apesar de deste final prematuro, Johuki disse que a experiência foi valiosa, mas avisou para que não fiquem com altas expectativas.

Ir ao Japão continua a ser sobretudo treino e acumulação de quilómetros. É difícil dizer se será possível esperar resultados imediatos.”, explicou.

Dê por onde der, as expectativas estão a ser grandes, e ainda por cima, isto está a ter um problema: os seus problemas de saúde. Apesar de terem sido problemas que foram resolvidos - em dezembro, saiu prematuramente de um teste por causa de episódios de tonturas relacionadas com a sua posição no carro - este problema gastrointestinal tem alertado para a idade do piloto. Apesar de ter apenas 25 anos, e ter começado muito cedo no automobilismo, aos nove anos, guiando no inverno a bordo de um Toyota Starlet, ele está a começar tudo de novo, numa competição onde a concorrência, na Nova Zelândia, ter oito ou nove anos mais novos que ele, e bem mais agressivo que, por exemplo, no WRC. E tem de se adaptar a isso tudo. 

Logo, também há cepticismo sobre a adaptabilidade de Rovanpera a um ambiente como este. É verdade que na SuperFormula japonesa, existirá gente mais velha que ele, mas são pilotos experientes, e ele é um "rookie". E como alguém que, depois de ter feito um doutoramento em Fisica Quântica, agora decidiu começar um curso universitário de - suponhamos - Literatura do século XX. Não é a mesma coisa, apesar de ter quatro rodas e um volante. E claro, ter idade para fazer tal mudança. A adaptação física, técnica e mental aos monolugares é exigente, e qualquer interrupção nesta pré-temporada, que já parte de uma base menos convencional, poderá resultar em algo que será mais complicado para recuperar.

Sim, Kalle Rovanpera tem prestigio, e ele é alto. Mas há 15 anos, Kimi Raikkonen decidiu tentar a sua sorte no WRC, vindo da Formula 1, e os seus resultados foram modestos. E nem falo de Robert Kubica, que apesar da rapidez, mesmo depois do seu acidente, no inicio de 2011, que afetou grandemente a sua carreira na Formula 1, no seu regresso foi para o WRC, e mesmo com alguns resultados de relevo - e o título do WRC2 - bateu demasiadas vezes para ser considerado como alguém a ter em conta no Mundial de Ralis. 

Ele é bom, está em adaptação e mostrou algumas coisas interessantes em situações limite. Mas a pressão para se adaptar o mais rapidamente possível é grande, porque o grande objetivo é a Formula 1, e caso chegue, estará muito perto, ou na casa dos, 30 anos. Quando Max Verstappen chegar a essa idade, ele já terá mais de uma década de Formula 1.  

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A nova geração


Este fim de semana que passou, Oliver Solberg triunfou no Rali de Monte Carlo, com uma grande vantagem sobre veteranos como Thierry Neuville e Sebastien Ogier. Com esta vitória, o piloto sueco de 24 anos mostrou-se como o principal candidato ao título de 2026, não tanto por ter ganho este prestigiado rali, mas pelo facto de ter se adaptado muito bem aos carros da categoria Rally1, a principal. É que este é o segundo rali com um Toyota GR Yaris de Rally1, e é a sua segunda vitória. Espantoso, não é?

Pode-se imaginar que ele, sendo filho de Petter Solberg, piloto que, pelas cores na Noruega, ganhou o Mundial de Ralis em 2003, a bordo de um Subaru Impreza WRC, e com um "background" entre peças e volantes - o pai, o tio, Henning... e até a mãe, Pernilla, foram pilotos de rali, e o seu primeiro contacto foi em 2002, ainda antes de completar um ano de idade - a sua adaptação fora fácil, e o seu caminho tenha sido semelhante a Kalle Rovanpera, o filho de Harri Rovanpera, que foi campeão do mundo em 2022 e 2023. 

Mas não foi assim. Aliás, o seu primeiro contacto com os Rally1 foi uma desilusão.

Depois de um inicio em 2019, aos 18 anos, no rali de Gales, num Volkswagen Polo GTi R5, e de um 2020 em evolução, a sua chance aconteceu em 2021, quando a Hyundai o convidou para andar num dos seus i20 WRC. Um quinto posto no rali de Monza foi algo prometedor, e em 2022, fez uma temporada completa pela marca coreana.

E foi um desastre: apesar do sexto posto na Suécia, e depois, um quarto lugar no rali de Ypres, na Bélgica, e um quinto posto no rali da Nova Zelândia, os 33 pontos alcançados foram muito aquém das expectativas, ainda por cima, quando ao mesmo tempo, a Toyota tinha Rovanpera e esta caminhava, imperativamente, para o título mundial. A sua dispensa, dois ralis antes do final do campeonato, mostrava que, mesmo tendo 21 anos, e sendo quase um ano mais novo que o finlandês, parecia ainda não ter amadurecido o suficiente. Por causa disso, nas duas temporadas seguintes, 2023 e 2024, decidiu andar num Rally2, primeiro um Skoda Fabia, depois um Toyota GR Yaris Rally2, em 2024, que deu o treino suficiente para correr o rali da Estónia, em julho, num carro de Rally1 e, surpreendendo tudo e todos, ganhar a prova. 

Pensava-se que iria correr, mais tarde, noutro rali com esse carro, mas havia prioridades: afinal de contas, havia um título de Rally2 para ser ganho, e depois de dez vitórias nas últimas três temporadas, acabou por ser campeão a três jornadas do final, e assim, ficar pronto para o Rally1, porque a Toyota decidiu confirmar para a temporada de 2026. Ironicamente, ele irá substituir... Kalle Rovanpera, que decidiu tentar a sua sorte nas pistas, indo competir para a SuperFormula japonesa, e eventualmente, em 2027 ou 2028, subir para a Formula 2. 


Curiosamente, no mesmo fim de semana do rali de Monte Carlo, Rovanpera andou a correr na Formula Regional Oceania, uma espécie de Formula 3 que serve como série de Inverno, antes da competição principal. E com muitos jovens prometedores no pelotão, bastou nove corridas nos monolugares para o finlandês conseguir o seu primeiro pódio, um terceiro lugar na primeira das quatro provas em Tereronga, na Nova Zelândia.

E com mais algumas corridas com resultados interessantes, especialmente debaixo de chuva (uma das corridas até foi cancelada, devido ao excesso de água na pista) a adaptação do piloto finlandês tem sido recomendável, pensando como será a sua temporada na competitiva competição japonesa, que apenas começará em abril. 

No minimo, ficamos curiosos. E ele tem apenas 25 anos. Se calhar, poderá ter tempo para fazer uma carreira apreciável nos monolugares.  

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Noticias: Rovanpera correrá na Formula Regional Oceania pela Hitech


Já estão marcadas as primeiras corridas de Kalle Rovanpera nas pistas. Acontecerão no inicio do ano na Nova Zelândia, na Formula Regional Oceania - antiga Toyota Racing Series - que é um campeonato de carros Tatuus FT-60 semelhantes aos Tatuus F.3. T-318 utilizados em competições de base na Europa. Por acontecer em janeiro e em finais de semana consecutivos, costuma atrair pilotos de fora do eixo formado por Austrália e Nova Zelândia para competição.

Para além de Rovanpera, a Hitech já confirmou que os japoneses Kanato Le e Jin Nakamura vão fazer parte do time na competição, que tem início entre os dias 9 e 11 de janeiro com uma rodada quádrupla em Hampton Downs, na Nova Zelândia.

A Formula Regional Oceania já coroou, pelo menos na última década, pilotos como como Lando Norris, Lance Stroll e Liam Lawson, que atualmente competem na Fórmula 1, além de Robert Shwartzman, hoje na IndyCar Series, bem como os neozelandeses Mitch Evans e Nick Cassidy, que agora competem na Fórmula E. O atual campeão é o britânico Arvid Lindblad, que hoje foi confirmado como novo titular da Racing Bulls na Formula 1.

Rovanpera, de 25 anos e campeão do mundo de 2023 e 2024 do WRC pela Toyota, anunciou este ano que iria trocar o WRC pelas pistas, indo competir, em principio, na SuperFormula japonesa, antes de, em 2027, competir na Formula 2. 

sábado, 4 de fevereiro de 2023

Youtube Motorsport Vídeo: O Grande Prémio que nunca ouviram falar

Parecendo que não, nem todos os Grandes Prémios pertencem à Formula 1. Aliás, eles não têm a exclusividade desse nome. E o melhor exemplo é o GP da Nova Zelândia, que já vai na 57ª edição... e nunca participou no calendário da Formula 1. Teve na Tasman Series, é verdade, mas hoje em dia recebe aquilo que eles chamam de "Formula Regional Oceania Championship", que é uma mistura de Formula 4 com Formula 3, mas traz tudo que é futuro talento para a Formula 1.  

Ou seja, na caminhada para o grande palco, tem de passar por aqui. 

E em Hampden Downs, ocorre a edição deste ano, neste final de semana, recebem as grandes esperanças do automobilismo mundial, e quem conta isso tudo é o Josh Revell.

domingo, 2 de outubro de 2022

A imagem do dia


Demorou 20 anos, mas aconteceu. E da última vez que aconteceu, o campeão andava de fraldas e o seu pai competia. Estávamos em 2002 e Marcus Gronholm tornava-se campeão num Peugeot 206 WRC. Sebastien Loeb era "uma jovem esperança dos ralis" e já tinha triunfado, uns tempos antes, e um dos companheiros de equipa do Gronholm campeão era um... Harri Rovanperä. Que naquela temporada tinha conseguido quatro segundos lugares e o sétimo lugar no campeonato, com 30 pontos.

De 2002 a 2022, os franceses ficaram com quase tudo. Tirando os títulos solitários de Petter Solberg e Ott Tanak, o Mundial de ralis foi um feudo francês, especialmente, se o teu primeiro nome for "Sebastião". Loeb, primeiro, Ogier, depois, foram pilotos muito bons, bem acima de qualquer suspeita, em qualquer carro, em qualquer tipo de superfície. Seja neve, terra ou asfalto. 

Os finlandeses tentaram, isso não tenho dúvidas. Tiveram pilotos como Mikko Hirvonen, Jari-Matti Latvala e Juho Haninen, entre outros, mas todas as suas tentativas foram bloqueadas pelos franceses, bem melhores que eles. Confesso ter tido alguma pena de Hirvonen, que merecia pelo menos um título. Latvala tinha mais dias de "lata na vala" - o seu fim no rali de Portugal de 2009 foi arrepiante - mas também mostrou que era um bom piloto, capaz de alcançar títulos, se fosse menos impetuoso.

E no meio disto tudo, um rapaz era preparado para andar num carro de ralis. Quem viu o vídeo dele, no final de 2008, num lago de gelo, ao volante de um Toyota Startlet azul, a controlar o carro, notava-se que estava a ser preparado para algo grande. A sua vida já tinha sido desenhada desde então. O resto, viu-se: desde os 15 anos andava em carros de ralis na Letónia, e aos 17 anos, recebeu uma licença especial do WRC para poder competir em ralis. Estava mais que preparado, e todos só queriam saber como seria perante os tubarões do WRC, alguns quase o dobro da sua idade. E Loeb, que já está na sua fase descendente, até correu com o seu pai.

A Toyota ajudou muito nisso. Eles sabiam do seu potencial, e com a equipa a ser montada na Finlândia, com gente como Tommi Makinen e Jari-Matti Latvala, Rovanpera cresceu sem queimar etapas. O primeiro rali com um WRC puro foi no Rali de Monte Carlo de 2020, mas logo na proba seguinte, na Suécia, acabou em terceiro. Ou seja, aos 19 anos, e no seu segundo rali com este carro, acabou no pódio. E ano e meio depois, na Estónia, conseguiu bater o recorde de Latvala em dois anos. 

Em suma: era tudo uma questão de tempo.

E agora fazemos a grande pergunta: este é o primeiro de quantos? Quando pensamos que Ogier tem 39 anos e Loeb 48, com capacidade de triunfar num bom carro - aliás, a vitória de Loeb no Monte Carlo, no início do ano é a mais velha de sempre de um piloto - pergunto-me quantos títulos é que ele irá querer. E se quer experimentar outras categorias de automobilismo como a Endurance ou os GT's. 

É essa a minha grande pergunta. Porque de resto, ele pode estar a caminho de conseguir todos os recordes do WRC.  

WRC 2022 - Rali Da Nova Zelândia (Final)


Por fim, Kalle Rovanpera conseguiu o que queria: ao alcançar a bitória no Rali da Nova Zelândia, consegue, aos 22 anos e um dia, ser o mais jovem campeão do mundo de sempre, batendo por cinco anos o recorde que era de Colin McRae, alcançado em 1995. Foi um último dia onde andou a controlar a concorrência, conseguindo acabar na frente de Sebastien Ogier, a 34,6 segundos, e de Ott Tanak, a 48,5, demonstrando que aprendeu desde tenra idade a ser um mestre em qualquer tipo de superfície em ralis. Thierry Neuville foi o quarto, muito distante de todos eles, a 1.58,8.

Com quatro especiais para o final do rali, dupla passagem por Whitford Forest-Te Maraunga Waiho e Jacks Ridge, o dia começou com Rovanpera a ser o melhor, 0,6 segundos na frente de Sebastien Ogier e 1,4 sobre Ott Tanak, no seu Hyundai i20 Rally1. 

Kalle estava tranquilo nesta altura do rali: "Só tentei ter um ritmo normal e vamos ver o que podemos fazer à tarde. Nada de louco. Não estou realmente a forçar - só queria começar o dia com um pouco de condução e manter-me confortável.", afirmou.

Tanak ganhou na especial seguinte, 1,7 segundos na frente de Rovanpera e 4,1 sobre Sebastien Ogier, basicamente estabilizando tudo na geral. Ogier ganhou depois na terceira especial do dia, com 0,8 segundos sobre Kalle e 2,6 sobe Tanak.


Na Power Stage, Kalle conseguiu ganhar, com uma vantagem de 0,6 segundos sobre Tanak, com Ogier a 3,4 e Olivier Solberg a 3,6. História tinha sido escrita, e o filho de Harri Rovanpera comemorava algo que se tinha preparado toda a sua vida. 

"É um grande alívio depois de uma temporada tão boa e finalmente estamos aqui! Foi uma pequena espera depois de alguns ralis difíceis, mas o maior agradecimento vai para a equipa - eles este ano fizeram este foguete. Mesmo depois de alguns ralis difíceis, eles continuavam acreditando em nós e nos dando todo o apoio.", contou.

Ogier estava feliz com o seu resultado, mas sobretudo, felicitava o vencedor pelo feito que tinha acabado de alcançar. "Estou feliz com o meu rali e foi um bom regresso ao fim de três meses. Obviamente, Kalle fez ainda melhor [que eu] e agora cruzo os dedos para que estes últimos seis quilómetros [até ao parque fechado] corram bem para ele. Como disse, estamos a testemunhar história."

Depois dos quatro primeiros, Oliber Solberg foi o quinto, a 3.55,3, bem longe do sexto, e o melhor local, Hayden Paddon, a 10.03,7, no seu Hyundai i20 Rally2. Lorenzo Bertelli foi sétimo - e o seu melhor resultado de sempre no WRC - a 10.39,0, no Ford Puma Rally1. Kajetan Kajetanowicz foi oitavo, a 12,36.8, na frente do local Shane van Ghisbergen, a 13.28,8, e o australiano Harry Bates, a 16.51,6. 

O WRC prossegue na Catalunha, entre os dias 20 e 23 de outubro. 

sábado, 1 de outubro de 2022

WRC 2022 - Rali da Nova Zelândia (Dia 2)


Kalle Rovanpera conseguiu chegar à liderança do rali da Nova Zelândia, concluídas que estão as seis especiais deste sábado. o piloto da Toyota, que hoje completa 22 anos, tem agora uma vantagem de 29 segundos sobre Sebastien Ogier, e parece ter uma mão e meio no troféu de campeão, podendo estar a um dia de ser o campeão mais novo de sempre do Mundial de ralis. Ott Tanak é o terceiro, a 46,4 segundos, no seu Hyundai.

No início deste sábado, no outro lado do mundo, os quatro primeiros estavam separados por 7,2 segundos, com Tanak a liderar, seguido por Evans, Ogier e Kalle. E o dia começou com Breen a triunfar na primeira passagem por Kaipara Hills, mas o grande triunfador foi Rovanpera, com Tanak a quatro segundos e Evans a seis, deixando o galês no primeiro lugar, porque os comissários decidiram penalizar Rovanpera, Neuville e Tanak em cinco segundos, e isso afetou a classificação. 

Rovanpera foi o melhor na primeira passagem por Puhoi, 1,6 segundos na frente de Breen, 2,5 sobre Ogier e 7,8 sobre Tanak. Com isso, o finlandês chegou à liderança, então com 4,6 segundos de vantagem sobre Tanak e 6,5 sobre Ogier. Mas a chuva era muita e ainda poderia acontecer coisas, como acontecera a Evans, que se despistou e perdeu 36,5 segundos. 

"Estou a esforçar muito. Tentei ficar na estrada, mas cometi alguns erros, indo longe onde estava um pouco mais escorregadio do que eu pensava. Talvez esteja ficando um pouco mais rápido com a limpeza. Espero que Elfyn esteja bem.", disse o finlandês.


E foi o que aconteceu na especial seguinte, em Komokoriki, quando Gus Greensmith se acidentou, danificando fortemente o seu Ford. A especial foi cancelada, neutralizada depois de terem passado nove carros, todos Rally1.  

Na parte da tarde, foi a altira de Robanpera se mostrar fortemente, ganhando nas segundas passagensp por Kaipara Hills e Puhoi. No primeiro, deu cinco segundos a Ogier, e no segundo, 6,6 ao piloto francês. Nesta especial, Taamoto atrasou-se por causa de um acidente. No final do dia, Craig Breen foi o melhor na segunda passagem por Komokoriki, 2,9 segundos na frente de Rovanpera. "Estava a recuar e senti-me mal logo de imediato. Foi um grande dia. Posso estar muito contente com o que fizemos nestas condições extremamente difíceis. Demos muito trabalho e estou feliz.", disse o finlandês.

Depois dos três primeiros, Neuville era o quarto, a 1.41,4, na frente de Olibier Solberg, a 3.34,9. O local Hayden Paddon é o melhor dos Rally2, a 8.51,0, na frente de Lorenzo Bertelli, sétimo no Ford Puma Rally1 privado, a 9.18,3. O polaco Kajetan Kajetanowicx é o oitavo, a 10.55,7, na frente dos locais Shane van Ghisbrgen, a 12.00,4, e o australiano Harry Bates, a 15.23,7.

O rali da Nova Zelândia termina na madrugada deste domingo, com a realização das últimas quatro especiais. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

WRC 2022 - Rali da Nova Zelândia (Dia 1)


Ott Tanak deu um pulo para a frente, no final do primeiro dia do Rali da Nova Zelândia, concluídas que estão as sete primeiras especiais. O estónio da Hyundai conseguiu passar Elfyn Evans e Sebastien Ogier na última especial, e agora tem uma vantagem pouco mais do que mínima: 0,2 segundos. Kalle Rovanpera é o quarto, a 7,2 segundos, e claro, está na luta pela liderança do rali.

Com o rali a começar na quinta-feira de manhã, hora local, nos arredores de Auckland, com o triunfo de Ott Tanak, ganhando com uma vantagem de 0,9 segundos sobre Craig Breen, o primeiro dia começou com passagens duplas sobre Whaanga Coast, Te Akau South e Te Akau North, começou primeiro com uma inesperada vitória de Gus Greensmith, mas quem aproveitou tudo isto foi Breen, que passou para a frente, com Tanak a perder 5,8 segundos e cair para quarto na geral. Em contraste, Sebastien Ogier subia para terceiro, a 2,4 segundos do líder.

Evans triunfou na terceira especial baralhando mais um pouco as coisas, mas não na liderança, pois aí, era de Breen, que tinha sido terceiro, a 1,3 segundos do galês da Toyota. Takamoto despistou-se e perdeu 33 segundos, mais do dobro que Neuville, também vitima de despiste.

Tanak foi o melhor na primeira passagem por Te Akau North, 0,7 segundos mais rápido que Kalle  Rovanpera, e com isso, subia para a liderança, aproveitando os problemas que Breen teve, despistando-se e perdendo quase seis segundos, suficientes para ser desalojado do primeiro lugar.  

Neuville teve novo despiste e caiu ainda mais na classificação ficando agora a 40,9 segundos da liderança. "Duas classificativas, dois piões. Muito difícil manter o carro na linha, não sei se são os amortecedores ou a suspensão, mas não tenho certeza do que podemos fazer agora. Continuamos perdendo tempo.", disse, desiludido por ver a concorrência fugir-lhe.


Na segunda passagem em Whaanga Coast, Ogier mostrou-se e triunfou na especial, 8,4 segundos na frente de Elfyn Evans e 14,2 sobre Gus Grrensmith, enquanto Craig Breen acabou fora de estrada, e do rali por hoje. Curiosamente, no mesmo local onde em 2002, Colin McRae acabou o seu rali! Com isso, Ogier ficou com a liderança, mas Evans está a 1,3 segundos e Tanak a 7,5. Logo... nada decidido, bem longe disso.

Rovanpera ataca na segunda passagem por Te Akau South, triunfando na especial com uma vantagem de 5,6 segundos sobre Ott Tanak e 6,5 sobre Sebastien Ogier. E no final do dia, Tanak conseguiu ser melhor, triunfando na especial com 1,2 segundos sobre Evans e 2.1 sobre Rovanpera. O estónio ficou com o primeiro lugar, mas praticamente está ao lado do piloto galês da Toyota.

Para Rovanpera, o quarto, foi um dia tranquilo:

"Tem sido muito bom até agora. Não cometemos erros e fizemos tudo o que podíamos. Acho que podemos ficar muito felizes com o que fizemos, mas aqui acho que vamos perder algum tempo. Os pneus estavam tão acabados e não houve margem para nós."

Abaixo do finlandês na geral, Gus Greensmith é o quinto, a 43,8 segundos, seguido por Thierry Neuville, a 45,6, ou seja, capaz de apanhar o quinto posto, mas longe da liderança. Oliver Solberg é o sétimo, a 1.28,3, não muito longe de Katsuta Takamoto, o oitavo, a 1.42,0. A fechar o "top ten" está o local Hayden Paddon, num Hyundai i20 Rally2, e Lorenzo Bertelli, num Ford Puma Rally1, a 5.41,4.

O rali prossegue nesta sexta-feira, com a realização de mais seis especiais.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

WRC: Ford retira Adrien Formaux da Nova Zelândia


A M-Sport, preparados dos Ford Puma Rally1, decidiu esta terça-feira retirar a inscrição de Adrien Formaux do Rali da Nova Zelândia, decidindo que na realidade, iria correr na prova seguinte, o rali da Catalunha. A marca justificou decisão afirmando que os objetivos do piloto francês foram “revistos”.

Após reavaliar os objetivos de Adrien Fourmaux para a época de 2022, a M-Sport retirou a inscrição do Adrien para o Rally da Nova Zelândia. A M-Sport continua totalmente comprometida com o Adrien e esta decisão foi tomada em conjunto com ele e os nossos parceiros. A M-Sport pode confirmar que Adrien voltará à ação com a equipa no Rally Espanha, no Puma Hybrid Rally1”, disse a preparadora em comunicado oficial.

Este foi a mais recente decisão da marca britânica em relação ao piloto francês, que está a ter uma temporada difícil. Depois de um 2021 onde conseguiu 42 pontos, resultantes de algumas boas classificações com o seu Ford Fiesta WRC, este ano, não conseguiu mais do que um sétimo posto na Estónia e um nono em Portugal, conseguindo apenas nove pontos, muito menos do que, por exemplo, Gus Greensmith, que paga para correr, e Pierre-Louis Loubet

Para além disso, sofreu dois acidentes graves em três ralis, o que, acumulado com cinco desistências nas nove provas que fez este ano, fez com que a equipa deixasse o piloto francês de fora a partir do rali de Ypres, na Bélgica, preferindo Loubet, que tem aproveitado algumas das oportunidades, conseguindo um quarto lugar da Acrópole, por exemplo.

A Ford alinhará em paragens neozelandesas, em princípio, com Craig Breen e Gus Greensmith.

sábado, 2 de abril de 2022

Youtube Motorsport Video: Dinheiro para correr... de maneira estúpida

Então, queres ser piloto de automóveis? Excelente! És ultra-trilionário ou a tua família é, ou és descendente de alguma dinastia de pilotos? É que sem esses critérios, não será o talento puro que te safará, só por si. Porque... é muito caro. E para teres dinheiro no sentido de sustentares essa carreira, no limite, podes ser como os irmãos Whittington ou o Randy Lanier, que fizeram da IMSA o "International Marijuana Smugglers Association", algures em 1985...

Assim sendo, o Josh Revell fez este filme, não sobre eles, mas sobre uma personagem que na década passada, correu uma competição na sua Nova Zelândia natal porque teve acesso a caixas de multibanco... por meios ilícitos. Enfim, é ir ver. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Youtube Rally Video: Hayden Paddon no Hyundai Kona EV

Carros elétricos já são um facto, mas carros elétricos de ralis é algo que anda ainda longe. Contudo, desde há algum tempo que Hayden Paddon anda a ajudar a Hyundai NZ a fazer um carro de rali elétrico, a partir do modelo Kona... perdão, Kauai. Não podemos usar o nome porque é a mesma coisa que no Brasil existir um carro com o nome de Becete ou Buseta...

Não interessa o nome, o que interessa é mostrar o que este carro pode fazer com uma bateria. E foi o que fez na semana passada, no Waimate 50 Motorsport Festival, onde andou velozmente numa das velozes classificativas da prova. Contudo, houve quem comentasse o barulho que aquele carros fazia... ms temos de ver que nos ralis, um carro veloz tem de fazer barulho para avisar os espectadores, não é?

Enfim, vejam ele em ação. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

A imagem do dia


Alastair Caldwell é uma personagem. Nascido no Reino Unido, mas emigrado para a Nova Zelândia na infância, acabou por regressar a casa em meados da década de 60 para ir trabalhar com Bruce McLaren, do qual se tornou seu patrão... e amigo. Ajudou a ele a construir chassis de Formula 1, CanAm, Formula 5000 e IndyCar, e foi ele que o retirou dos escombros do modelo M8D no fatídico dia 2 de junho de 1970 em Goodwood. E não foi a sua primeira tragédia: três anos antes, em Tereronga, um os seus irmãos acabou tragicamente quando corria num Brabham de formula Junior.

Caldwell trabalhou com Denny Hulme, Peter Revson, Emerson Fittipaldi, James Hunt e Jochen Mass. Ficou na equipa até 1978, quando foi para a Brabham e depois ATS, até se ir embora de vez da Formula 1 em 1981, decidindo fundar um negócio de contentores bem sucedido no sul do Reino Unido. Em dez nos, ficou milionário e reformou-se decidindo dedicar-se aos ralis históricos. 

Ele era filho de um veterinário, veterano de guerra, e de uma professora, de seu nome Dorothy, e um dia, ele regressou à Nova Zelândia para visitar a sua mãe, já na casa os noventa. Ainda estava ativa e a aborrecer-se um pouco. E perguntou a ele se não queria uma navegadora, só para experimentar. O filho disse sim, e depois de um rali, onde descobriu que sabia o que fazia, continuou a experiência. E de um, passou a outro, e a outro...

E quando deu por ele, Caldwell mãe e filho fizeram uma dupla incrivel. Andou em ralis na Europa, Ásia, América do Norte e Austrália, e tanto eram coisas como MG's, como eram Rolls Royces, principalmente esse último. Aos 98 anos, mrs Caldwell tinha superado a vida de dois filhos e do seu marido, tinha netos, bisnetos e trinetos, e recebia das mãos da Guiness World of Records o título de "navegadora mais velha do mundo". E ela nem sequer tinha qualquer experiência automobilística, apenas começou a sua carreira depois dos 90 anos!

O seu grande objetivo era chegar aos cem. Chegou... e passou. Dorothy Caldwell acabou por morrer no passado dia 13 de fevereiro, aos 103 anos e idade, na Nova Zelândia. Pode-se dizer que nunca é tarde para começar, e para bater recordes. 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Youtube Motorsport Video: A antevisão do GP da Nova Zelândia

Tirando a Formula 1, há dois sitios no mundo onde ainda existem Grandes Prémios a serem realizados e reconhecidos pela FIA. Um é bem conhecido, e é Macau. O segundo, poucos ouviram falar, mas é realizado desde 1950 e já foi vencido por gente como Stirling Moss, Bruce McLaren, Jack Brabham, Chris Amon e Keke Rosberg, entre outros. Trata-se do GP da Nova Zelândia, que decorre em Hampdon Downs, e este ano só estará disponível aos locais, porque as autoridades proibiram a entrada de estrangeiros no país.

No meio disto tudo, haverá, claro, pilotos bem interessantes que andarão num carro de Formula 3 (ou o seu equivalente) preparado pela Toyota, e entre os que irão correr, está um senhor chamado Kenny Smith, que continua a ser competitivo... aos 79 anos. E em 2021, correrá o seu 50ª Grande Prémio da Nova Zelândia!

Bom, para ver o resto, deixo-vos às mãos deste video, explicado por um local, o Josh Revell

quinta-feira, 4 de junho de 2020

WRC: Rali da Nova Zelândia cancelado

Depois da Finlândia, a Nova Zelândia é a mais recente vítima de cancelamento. Os organizadores do evento, que regressaria este ano ao Mudial de Ralis, optaram pela solução mais segura em função dos constrangimentos provocado pelo surto da Covid-19 que se espalhou pelo mundo.
 
"Ficou claro que com as nossas fronteiras fechadas às viagens internacionais, a logística de receber milhares de visitantes por parte do Campeonato Mundial de Ralis, para a data de Setembro não era praticável," revelou Michael Goldstein, o CEO do rali.

Do lado da FIA, Yves Matton deixou essa porta em aberto no sentido do regresso do rali em 2021. "Motorsport New Zealand e a equipa organizativa fizeram até agora um trabalho fantástico e já estamos a estudar para que o rali tenha lugar num futuro próximo," referiu o belga, citado pelo comunicado oficial da prova.

Com o quarto cancelamento seguido no Mundial de Ralis, depois de Portugal, Safari (Quénia), Finlândia e agora, a Nova Zelândia, só resta Turquia e Pais de Gales no calendário para haver a viabilidade de um campeonato, que parou na terceira prova, no rali do México. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Rumor do Dia: Rali da Nova Zelândia pode voltar em breve

O Rali da Nova Zelândia poderá regressar ao WRC no inicio da próxima década. Segundo conta o Rallysport Magazine, a FIA não está feliz com os organizadores do Rali da Austrália, e acha que será melhor servida noutro lado, algo do qual os neozelandeses aproveitaram para redobrar os esforços para terem algo que já não têm desde 2012.

Isto acontece por causa da localização do rali australiano, do qual o promotor local pretende mudar de lugar para atrair mais público. É que ele está situado em Coffs Harbour, na Nova Gales do Sul, uma cidade com cerca de 70 mil habitantes, mas não tem atraído os fãs australianos do WRC. Eles pretendem mudar de lugar, mas temem perder o importante apoio do governo do estado da Nova Gales do Sul. Alternativas podem ser Sydney e Newcastle, mas os troços locais não têm a mesma qualidade de Coff Harbour e estão demasiado distantes para fazer destas cidades os seus centros nevralgicos do rali.

Assim sendo, os neozelandeses decidiram avançar, desconhecendo-se qual é a base que vão usar para convencer o WRC a apostar no seu regresso. O Rali Otago, na ilha do norte, pode ser o candidato principal para uma base, mas por agora não há pormenores sobre este possível rali.

O que se sabe é que o WRC está a preparar um calendário para 2020 e há muitas expectativas. A FIA quer meter o Safari e o Japão, mas para isso terá de tirar duas provas europeias, e tirando Monte Carlo, Finlândia e Gales, o resto das provas europeias anda um pouco um perigo.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Hartley gostaria de contar a sua versão da história

Despedido da Toro Rosso, depois de uma temporada onde conseguiu apenas quatro pontos, Brendon Hartley chegou à Nova Zelândia para contar a sua versão da história. Numa entrevista à rádio local Newstalk ZB, o piloto de 29 anos disse que teve sempre o seu lugar em perigo, apesar de ter sido contratado no final de 2017 e ter um palmarés rico na Endurance. E adoraria um dia contar a sua versão da história.

Desde muito cedo que existiram rumores, o que foi uma grande surpresa para mim, dado que pensava ter assinado um contrato de longa duração. Cheguei depois de ter vencido o Campeonato do Mundo de Endurance e as 24 Horas de Le Mans e, apenas após duas ou três corridas, havia rumores com questões sobre o meu futuro imediato. Estou satisfeito com a forma como lidei com a situação. Penso que dadas as circunstâncias outras pessoas teriam quebrado emocionalmente e eu, na verdade, fiquei mais forte”, começou por afirmar.

O antigo piloto da Toro Rosso deixa no ar que a sua saída da equipa de Faenza não foi muito clara, mas admite que um dia mais tarde, contar a sua versão dos acontecimentos, mesmo que seja complicado contar tudo. “Gostaria de contar a história um dia [de como perdeu o seu lugar na Toro Rosso]. Provavelmente nem tudo pode ser divulgado para que tudo seja completamente honesto”, comentou.

Na entrevista, Hartley comentou também que a atmosfera politica da Formula 1 o deixou incomodado, especialmente quando soube que era alvo de constante escrutinio desde as suas corridas no final de 2017, quando entrou no lugar do russo Daniil Kvyat. Que curiosamente... está de volta em 2019.

A política não me agrada, custou-me um pouco a habituar-me a atenção dos media. Estava, definitivamente, preparado para a Fórmula 1, depois de ter estado envolvido nos LMP1 da Porsche, mas a pressão aumentou mais do que esperava, no que diz respeito a estar sob escrutínio permanente, mas fui ficando mais confortável ao longo da temporada”, reconheceu.

No final, afirmou que apesar desta experiência não lhe ter corrido bem, gostaria de regressar à categoria máxima do automobilismo. “Tenho uma Superlicença, tenho experiência de Fórmula 1, não me desgracei, diria sem problema nenhum que a porta não está fechada. Como todos podem ver, tudo pode mudar rapidamente. Potencialmente, a porta pode estar aberta”, concluiu.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

1968: O tricampeonato de Jim Clark (última parte)

(continuação do capitulo anterior)


LONGFORD: COURAGE VENCE NA CHUVA, CLARK CAMPEÃO POR POUCO



Como já foi visto anteriormente, a diferença entre Jim Clark e Chris Amon era de meros seis pontos, insuficiente para que o campeonato não fosse decidido antes da última prova do ano. Logo, Longford, a pista mais veloz de toda a competição, tornou-se bem mais atrativo em termos de interesse, pelo menos em relação às temporadas anteriores.

Longford, na Tasmânia, era um longo circuito de estrada, com cerca de 7,5 quilómetros de extensão. Um circuito veloz, mas com obstáculos que poderiam ser perigosos, como árvores, pontes e valas. Mas isso não impediu que Jim Clark fosse o mais veloz nos treinos, fazendo 2.17,4 na primeira sessão, com pneus Firestone calçados. Frank Gardner foi o segundo, com 2.19,6, enquanto que Amon conseguiu ser terceiro, com 2.20,6. Contudo, no dia seguinte, ele tirou cinco segundos ao recorde da pista, fazendo 2.12,8, contra 2.13,6 de Hill e 2.13,8 de Amon. Como prémio, Clark conseguiu cem garrafas de champanhe.

Contudo, no dia da corrida, as coisas ficaram complicadas. O tempo ficou cinzento e choveu bastante até à hora da corrida, cerca das 14:45. Depois de uma conversa com os organizadores, pois em algumas zonas da pista, a carga de água era tal que já apareciam inundações, apesar dos esforços da organização para limpar as sarjetas, acordou-se que a partida seria adiada por duas horas, esperando que a chuva parasse e a pista secasse. Contudo, tal não aconteceu na hora prevista, logo, a corrida foi encurtada para 15 voltas, e esperando que não existisse qualquer incidente de maior.

A corrida começou com Clark na frente, seguido por Amon e Hill. Todos faziam as primeiras voltas com cautela, devido às condições do circuito, e no final, descobriu-se que alguns pilotos se davam melhor com certos pneus do que outros, como Attwood, que se dava bem com os seus Dunlops. Ele passou Hill na volta 2 e aos poucos, aproximava-se dos primeiros lugares, mas quem ia bem melhor era Courage, que aproveitou e passou, primeiro Gardner, depois Rodriguez, e por fim Clark, para ser o líder, no final da terceira volta.

A partir dali, Courage afastou-se da concorrência. Na volta seis, tinha quase dez segundos de vantagem sobre Gardner, Rodriguez e Attwood, que era quarto, depois de passar Clark. Amon e Hill estavam atrás de si, e não eram ameaças à sua liderança. No final, ele teve uma vantagem de 55 segundos sobre o segundo classificado, que acabou por ser Rodriguez, depois de uma batalha contra Gardner, que se resolveu na última volta, a favor do mexicano da BRM.

Attwood foi o quarto, na frente de Clark, Hill e Amon, assegurando assim o seu tricampeonato na Tasman Series, um feito nunca alcançado até então por qualquer piloto, demonstrando que ele era provavelmente o melhor que aquela década deu.

Era o dia 4 de março de 1968, o dia do 32º aniversário do piloto escocês. A partir dali, só teria mais 33 dias de vida.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

1968: O tricampeonato de Jim Clark (parte 4)

(continuação do capitulo anterior)


WARWICK FARM: CLARK VENCE DE NOVO


Uma semana depois de Surfers, em Warwick Farm, acontecia a sexta etapa da competição onde a diferença entre Clark e Amon se tinha reduzido para uns meros três pontos. O fim de semana foi um daqueles típicos de verão, com temperaturas acima dos 30 graus Celsius, e isso fazia mossa nos motores dos carros. 

Quem fez uma aparição por ali foi Jack Brabham, num dos seus carros. Teve uma participação modesta, também porque os seus motores não colaboraram ao longo do fim de semana, vítimas do calor.

Já Clark aproveitou bem e fez 1.27,4 e fez a pole-position, com Hill a fazer 1.28,0, ambos a baterem o recorde de pista de Frank Gardner, que era de 1.29,9. Amon "apenas" marcou 1.28,2 E Hulme a Courage fizeram o mesmo tempo: 1.28,6. Brabham tinha feito 1.30,6 e teve de mandar para ali mais um motor Repco para ver se conseguia fazer a distância toda. E Hulme, para combaer o calor, tentou colocar gelo... no seu cockpit.

Na partida, Clark superou Amon e Hill para ficar com a liderança, enquanto que Brabham tentava fazer uma corrida de trás para a frente, tentando chegar-se o mais possivel dos Lotus. Na volta três, era sétimo, atrás de Hulme, e esses carros estavam já a abrir uma enorme vantagem em relação ao resto do pelotão.

Com o passar das voltas, Gardner começou a assediar Courage, e este foi atrás de Amon. Mas foi Brabham que subiu posições, depois de passar Hulme, antes de na volta 22, se despistar e ter de ir às boxes para trocar de óleo, que perdia muito no seu motor. Acabou por voltar à pista com uma volta de atraso, na décima posição.

Na frente, Clark e Hill controlavam tudo, enquanto que Amon, que sentia a pressão de Courage, perdeu o controlo do seu carro na volta 30, perdendo o terceiro posto para Courage, que ficaria com o lugar mais baixo do pódio. As coisas ficariam assim até ao final, e quando cruzou a meta, não só Clark era o vencedor da corrida, como o novo comandante do campeonato, graças à sua segunda vitória consecutiva, terceira no campeonato, superando Amon. 


SANDOWN: CLARK E AMON PALMO A PALMO


Naquele ano, o GP australiano era em Sandown, nos arredores de Melbourne. E a meio de fevereiro, tal como em Warwick Farm, as condições também não eram boas, pois estava muito calor e os motores sofriam por isso. Aliás, ao longo desse fim de semana, as temperaturas roçaram os 40 ºC. 

Nos treinos, Brabham marcou logo o ritmo, fazendo 1.06,7, com Amon depois a fazer 1.06,8, e Clark a fazer 1.07,4. Hill veio depois, com 1.07,7, e melhorou para 1.07,3, mas foi superado por Leo Geoghegan, que fez 1.07,1. 

O dia da corrida continuava a ser de muito calor, com a temperatura a alcançar os 38 ºC logo de manhã, e os pilotos pediram que a parada de pilotos, bem como a volta de aquecimento, fosse cancelada, devido ao calor intenso. Algo que a organização acedeu.

Na partida, Clark levou a melhor, seguido por Amon, Hill, Gardner e Brabham, que partiu muito mal. Duas voltas depois, ele conseguiu apanhar Gardner e Hill para ser terceiro. A partir dali, tentou apanhar Clark e Amon, imprimindo um ritmo elevado para os apanhar. Eventualmente, apanhou o neozelandês na volta 13, e começou uma batalha entre eles para ver quem levava a melhor. Contudo, na volta 22, o motor Repco decidiu calar-se e o australiano limitou-se a ir às boxes, para não mais sair dali.

Com Brabham fora de jogo, as atenções centraram-se em Clark e Amon, que não estavam longe um do outro, enquanto que Hill lutava com Garnder pelo terceiro posto. O piloto da Ferrari tentou passar o escocês da Lotus por algunas vezes, mas este levava sempre a melhor. No final, Clark foi o vencedor, com Amon a 0,2 segundos, numa luta bem disputada e que excitou quem assistiu na pista, combatendo o calor. Gardner tentou suplantar Hill, mas não foi bem sucedido. Ambos também ficaram separados por 0,2 segundos, mas a quase um minuto de Clark e Amon.

Se o neozelandês tivesse passado, ele poderia ter diminuido a vantagem para o escocês e deixar tudo para Longford, a última corrida do ano. Contudo, agora Clark tinha 42 pontos, contra os 36 de Amon, e ele teria de desistir para que ele tivesse uma chance para alcançar o título. Courage era o terceiro na geral, com 26 pontos, enquanto que Hill era quarto, com 16. 


(continua amanhã)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

1968: O tricampeonato de Jim Clark (parte 3)

(continuação do capitulo anterior)


TERETONGA: INESPERADO MCLAREN


Em 1968, McLaren começava a construir a sua equipa de competição, com chassis para a Formula 1, Formula 2 e Can-Am, mas nesta Tasman Series de 1968, ele corrida para a equipa oficial da BRM, dado que ainda tinha problemas para fazer chassis vencedores na Formula 1, e ele usava motores desta marca nos seus carros durante a temporada anterior. Aliás, foi nesse conjunto McLaren-BRM que Dennis Hulme participara no GP sul-africano, no Ano Novo.

Num circuito situado no extremo sul da South Island, os treinos começaram sem os BRM presentes - só chegariam no dia da qualificação - e com Clark a não querer forçar muito o seu motor, que seria o único do fim de semana para ele. Nos treinos, Clark e Amon marcaram o mesmo tempo, mas o neozelandês foi o primeiro a fazê-lo, logo, a pole foi dele. Para piorar as coisas, o escocês teve um problema e despistou-se, ficando por ali para o resto da sessão. Gardner foi o terceiro, seguido pelos BRM, com Rodriguez a ser melhor do que McLaren.

O dia da corrida amanheceu com mau tempo e chuva. Com uma corrida preliminar de dez voltas, onde o motor de Amon não funcionou e Clark ganhou com sobras, na partida da corrida próriamente dita, agora com tempo seco, Clark também largou bem, superando Gardner e McLaren, com Amon a ser sexto, atrás de Rodriguez. O escocês foi-se embora do pelotão, com uma diferença de 3,3 segundos ao final da terceira volta, com Amon a subir para terceiro, depois de superar Gardner e ter apenas McLaren na sua frente. Ele ultrapassou-o na sétima volta, mas por esta altura, Clark já tinha uma vantagem de sete segundos, que o alargou para 10,2 no final da décima volta.

Contudo, o tempo voltou a fazer das suas e na volta 17, a chuva começou a cair. Nessa altura, os pilotos não paravam para trocas de pneus, pois eles serviam para todas as ocasiões, mas as distâncias ficaram estáticas entre os pilotos. Rodriguez desistiu na volta 21 devido a problemas de motor, e Hulme atrasou-se devido a problemas num das valvulas do seu motor.

Mas o tempo fazia das suas. Amon e Gardner despistaram-se e perderam tempo, fazendo com que McLaren ficasse no segundo posto, mas bem distante de Clark. Contudo, na volta 53, o escocês teve problemas com o seu acelerador e também se despistou, indo para as boxes e perdendo o suficiente para ficar sem a liderança. McLaren, inesperadamente, via-se na liderança e acabou por ser o vencedor, dez segundos na frente de Clark e Gardner, todos na mesma volta do vencedor. Amon foi quarto, na frente de Courage e Hulme.

E com isto, terminavam as corridas na Nova Zelândia, com Amon a liderar com 27 pontos, contra os 15 de Clark e Courage, os 11 de McLaren e os 10 de Gardner. Dali a duas semanas, máquinas e pilotos estavam na Austrália para fazer as quatro provas seguintes, em quatro fins de semana seguidos.


AUSTRÁLIA: DUPLO LOTUS EM SURFERS PARADISE


Chegados à Austrália, havia novidades no pelotão. Graham Hill juntava-se a Clark na Lotus, para o ajudar a ver se conseguia chegar ao campeonato, enquanto que na BRM, Bruce McLaren era substituido por Richard Attwood. No lado da Ferrari, Amon continuava sozinho, mas tinha um novo motor, melhorado e capaz de fazer frente aos Lotus e BRM, que ameaçavam a sua liderança. Daí ele precisar de vencer pelo menos mais uma corrida para que as coisas ficassem complicadas para a concorrência. Mas não iria ser fácil.

Este ano, o GP da Austrália iria ser em Sandown, dali a duas semanas, pois antes, eles iriam estar em Surfers Paradise, na Gold Coast. Os locais neozelandeses davam lugar aos locais australianos, e pilotos como Frank Matich ou Leo Geoghegam faziam companhia a Frank Gardner.

Nos treinos, Courage começou a marcar um tempo de 1.11,7 no seu McLaren, batendo o recorde de Gardner, estabelecido no ano anterior, mas depois Amon pulverizou-o, colocando-o em 1.09,7. Clark conseguiu apenas 1.09,9, enquanto que Hill fez 1.10,3. Nos bastidores, havia polémica: os novos regulamentos em termos de cores nos carros não estavam de acordo com os regulamentos locais, e a organização exigia que fossem repintados ou os seus patrocinadores fossem tapados, o que ia em contradição com os regulamentos... da FIA. A Lotus e a BRM chegaram a ser barrados de entrar na pista, mas depois de muita discussão e algumas multas, ambas as equipas foram permitidas na pista.

Na partida, Clark conseguiu passar Amon e Courage, enquanto que Hill ficou-se pelo quarto posto, atrás do piloto da McLaren. Pouco depois, Courage vai ter problemas de motor e cairá quatro posições.

Nas voltas seguintes, a diferença entre os três primeiros é de dois segundos, mas na volta 11, Clark excede-se numa curva e deixa Amon passar. Contudo, contra-ataca e fica com o primeiro posto algumas curvas depois. Por esta altura, Courage já era quarto, a apanhar Hill, e na volta 19, seria terceiro classificado. A luta entre os dois primeiros andava boa até à volta 24, quando o motor de Amon explode, deixando Clark a respirar bem melhor.

Assim, Courage era agora segundo, mas na volta 28, o motor começava a tossir o que não devia, e sofreu um pião que o fez perder tempo, sendo passado por Hill e Geoghegam. Ele acelerou o seu McLaren e em quatro voltas, assegurou o lugar mais baixo do pódio, atrás dos dois Lotus.

Com este resultado, Clark fazia nove pontos bem importantes no campeonato, reduzindo a distância para meros três pontos (27 contra 24) e fazendo com que o campeonato estivesse ao rubro. Courage era terceiro, com 19 pontos, mas estava dependente dos azares dos pilotos da frente para marcar pontos importantes para o campeonato.

Agora, era Warwick Farm que estava diante deles.

(continua amanhã)