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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Formula E: Felix da Costa ainda sonha com o título


No fim de semana de encerramento da Formula E, e as duas últimas corridas do Gen3 Evo, em Londres, apesar de António Félix da Costa ser o primeiro a admitir que se trata de uma tarefa bastante difícil, ele ainda quer lutar para trazer o título da competição eletrica para Portugal, apesar de ser o sexto classificado da competição, nesta temporada.

Com 33 pontos de desvantagem face ao líder do campeonato, quando estão 58 pontos por disputar nesta ronda dupla final em Londres, o piloto da Jaguar encara estas corridas com uma postura de ataque, com vontade de vencer as duas corridas e não de fazer contas de campeonato. Contudo, ele não pode esquecer o trabalho de equipa que tem de fazer, uma vez que o seu colega de equipa, o neozelandês Mitch Evans, é atualmente segundo no campeonato, a apenas dois pontos do líder, o Andretti-Porsche de Jake Dennis.

"Ainda faltam disputar duas corridas para acabar o ano, mas, sobre esta temporada, independentemente do desfecho que venha a ter, sinto que foi das minhas melhores épocas a nível de andamento e performance. É uma pena as seis corridas em que fiquei a zero, muitas delas por situações fora do meu controlo.", começou por afirmar, ao resumir a sua temporada. 

"Para este fim de semana, os objetivos são claros e passam por atacar ao máximo, tentar subir ao pódio em ambas as corridas, mas sabendo que poderei ter de ajudar a equipa e o Mitch a ser Campeão. No entanto, reforço que, enquanto tiver possibilidades matemáticas de ser Campeão, não largo o sonho. Portanto, vamos com tudo, ao ataque, e depois logo se farão as contas no final!", concluiu.

No sábado e domingo, as corridas começarão pelas 15 horas, e em Portugal, terão transmissão direta pelo canal DAZN.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Youtube Automotive Video: Gasolina vs Eletricidade, o desafio da distância

Sempre achei que a ideia de possuir um automóvel era aquela da liberdade de poder ir do ponto A ao ponto B sempre que apetecesse. E quando o preço da gasolina aumentou para além dos rendimentos, essa liberdade passou a ser um fardo. Ter um automóvel passou mesmo a ser um fardo, especialmente depois dos choques petrolíferos de 1973-74 e 79-80.

Contudo, a expansão dos carros elétricos, a transição energérica e as transformações na tecnologia da construção das baterias elétricas - agora lítio, mas o sódio poderá ser o futuro - poderão fazer com que essa sensação de liberdade que se tinha quando era dono de um automóvel possa voltar. E ainda nem falamos seriamente de painéis solares nos carros... 

Neste video, faz-se uma competição: quão longe irá alguém com cinco libras de carregamento, entre um carro a gasolina e um elétrico? Eis o desafio, provavelmente com um vencedor antecipado... 

Formula E: Pouchaire será piloto da Opel


O francês Theo Pouchaire será piloto da Opel na Formula E. O anuncio foi feito nesta terça-feira e marca a entrada do piloto de 22 anos na competição elétrica, numa marca que se estreará no final deste ano. Pouchaire, que corria na Formula 2, é o primeiro dos dois pilotos titulares, que conta ainda com uma piloto de testes, a alemã Sophia Florsch.  

Jörg Schrott, diretor da Opel GSE Formula E Team, elogiou o percurso e a personalidade do novo piloto e  resumiu a abordagem da equipa afirmando que existe “um plano claro” e que este está a ser executado. "Estamos muito satisfeitos por dar oficialmente as boas-vindas ao Théo à Opel GSE Formula E Team. Há muito que o acompanhamos e estamos impressionados com o seu desempenho, maturidade e abordagem inovadora. O Théo pertence a uma geração de pilotos cujo conhecimento técnico, velocidade, capacidade de adaptação e ética de trabalho se adequam na perfeição à nova era GEN4 do automobilismo elétrico", começou por afirmar.

"Há muito que o acompanhamos e estamos impressionados com o seu desempenho, maturidade e abordagem inovadora. Théo pertence a uma geração de pilotos cujo conhecimento técnico, velocidade, capacidade de adaptação e ética de trabalho se adequam na perfeição à nova era Gen4.”, continuou.


Schrott destacou também a rápida integração de Pourchaire na equipa desde os primeiros dias de trabalho conjunto, tanto em pista como em simulador, referindo o seu “feedback muito claro” e a capacidade de manter a calma em situações novas.

"O Théo dá um feedback muito claro, aprende rapidamente, mantém a calma mesmo em situações novas e, ao mesmo tempo, tem a ambição de continuar a melhorar. Além disso, a sua abordagem inovadora faz com que se integre muito bem na equipa da Opel. Estamos convencidos de que o Théo, com a sua personalidade, será uma peça muito importante do nosso projeto de Fórmula E.", concluiu.

Quanto a Pourchaire, ele descreveu a integração na Opel GSE Formula E Team como um passo significativo na sua carreira, afirmando: “É fantástico integrar a Opel GSE Formula E Team e a família Opel — uma marca icónica com uma rica história no mundo das corridas, que agora está a afirmar-se no Campeonato do Mundo.


E já tem objetivos claros na equipa e na competição: "É o maior passo da minha carreira até agora nos monolugares. A nova geração GEN4 é perfeita para a minha transição da Fórmula 2: mais potência, tração integral e uma aceleração incrível. É exatamente o tipo de carro de que gosto. Quero aprender, continuar a evoluir e dar o meu melhor desde o primeiro dia para contribuir para o sucesso da Opel.", concluiu.

A Formula E terá na temporada 2026-27, para além de um novo carro, um calendário com 21 corridas distribuídas por 13 fins de semana, em quatro continentes. As grandes novidades serão as pistas permanentes de Brands Hatch, no Reino Unido, Zandvoort, nos Países Baixos, e Austin, nos Estados Unidos.

A temporada começará, em principio, com uma ronda dupla em Jeddah, nos dias 18 e 19 de dezembro deste ano. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa encara Tóquio com vontade


O português António Felix da Costa, piloto da Jaguar, irá encarar o fim de semana de Tóquio, da Formula E, com vontade de fazer um bom resultado e continuar a lutar pelo título da competição, agora que estão a quatro corridas do final do campeonato.   

Com o alemão Pascal Wehrlein a liderar o campeonato com 141 pontos, no seu Porsche, mais nove que o neozelandês Mitch Evans, noutro Jaguar, e mais 30 que Felix da Costa, vai ser essencialmente uma luta entre Porsche e Jaguar, apenas do resto do pelotão também a querer o seu quinhão de pontos nesta jornada dupla em terras japonesas.  

Mas sobre isso, Felix da Costa mostra que se prepararam bem para este final de semana.  

Trata-se de um fim de semana muito importante para mim e para a Jaguar, não só por ser uma corrida dupla, mas também porque, se queremos lutar por este título, temos de ganhar pontos aos três primeiros do campeonato. Fizemos bem o trabalho de casa no simulador, com uma preparação minuciosa de todos os cenários possíveis para este fim de semana. Agora é hora de atacar, dar tudo e trazer dois bons resultados de Tóquio. Vai ser uma corrida muito desafiante e espetacular. Vamos à luta com toda a garra e sentido de missão!”, afirmou, no comunicado oficial. 

O circuito urbano de Tóquio, localizado junto ao Big Sight, conta com 18 curvas e 2575 metros de extensão, e inclui três longas retas e algumas curvas de alta velocidade, que prometem proporcionar um espetáculo interessante para o muito público esperado durante o fim de semana na capital japonesa.

O programa do fim de semana inicia-se na sexta-feira com a primeira sessão de treinos livres. No sábado terá lugar uma nova sessão de treinos livres, seguida da qualificação, marcada para as 07:40, hora de Lisboa. A corrida, quer a de sábado, quer a de domingo, terá inicio ao meio dia. 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Rumor do Dia: Geely pode entrar na Formula E em 2027


A temporada de 2027 da Formula E irá ter o Gen4, um carro que está a causar sensação entre os que já o pilotaram, por ser bem mais rápido que o Gen3, e poder ter uma potência que pode ser um pouco superior a um Formula 2, mas também terá uma nova equipa, a Opel, que entrará na competição.

Contudo, outra equipa poderá entrar na competição elétrica. Tudo indica que virá da China, e será a Geely. Segundo conta o site the-race.com, responsáveis da empresa estiveram em Xangai no fim de semana da competição naquele circuito, e caso entre, será em 2028. E não será com essa marca que entrariam... mas com a Lotus. Apesar do grupo ter diversas marcas que poderiam ser utilizadas no projeto, como Zeekr, Polestar, Lynk & Co, Maple e até mesmo a própria Geely, a Lotus desponta como alternativa mais atraente por causa do seu peso histórico no automobilismo mundial.

Para além de entrarem com estrutura própria, também poderão entrar por meio de uma parceria com uma estrutura já existente. Nesse cenário, Mahindra e Lola aparecem como candidatas mais prováveis para uma associação técnica, embora outras alternativas ainda estejam sendo analisadas.

Jeff Dodds, CEO da Formula E, confirmou as conversas e afirmou que a aproximação entre ambas as partes é real.

Conheço bem Victor [Victor Young, vice-presidente do grupo] e conversamos muitas vezes. Eles fazem um trabalho impressionante, seja com Lynk & Co, Zeekr ou talvez Lotus e Polestar, que são marcas mais conhecidas para nós. Eles têm um portfólio enorme e são muito bem-sucedidos. Vocês podem tirar as próprias conclusões”, afirmou.

Caso as negociações cheguem a bom porto e o nome da Lotus seja escolhido, seria um regresso ao automobilismo, do qual estão ausentes desde 2015, quando estavam na Formula 1. Neste momento, estão em competições de turismo no Reino Unido com o Emira GT4, mas não é de forma oficial.

domingo, 5 de julho de 2026

Formula E: Di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai


O veterano Lucas di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai, que aconteceu neste domingo. O piloto da Lola-Yamaha foi melhor que Jean-Eric Vergne, no seu Citroen, e pelo Envision-Jaguar de Joel Eriksson. Pascal Wehrlein foi quarto, no seu Porsche, enquanto António Félix da Costa ficou fora dos pontos, na 14ª posição.

Depois de uma qualificação onde Felipe Drugovich conseguiu a sua primeira pole-position da sua carreira, a organização decidiu que a partida iria acontecer atrás do Safety Car por causa das condições da pista, molhadas devido à chuva. Atrás de si estavam o britânico Taylor Barnard, e o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, e "poleman" da corrida anterior. Lucas di Grassi partia de 16º na grelha.

Mas ainda antes da partida, problemas técnicos no carro de Mitch Evans manteve a equipa da Jaguar a trabalhar até ao último momento no seu carro, mas não foi possível resolver a avaria a tempo de o colocar na grelha para o início da corrida. Um desfecho desastroso para o - então - líder do campeonato.

A corrida ficou assim para as primeiras quatro voltas, antes do Safety Car sair e a corrida começar com os carros parados para uma largada tradicional. Drugovich ficou com a liderança, mas quase de imediato, pilotos como os Mahindra de Edoardo Mortara e Nyck de Vries, bem como o DS de Taylor Barnard, foram ao Attack Mode para aproveitar da melhor maneira. Grande parte do top 10 seguiu o exemplo uma volta mais tarde, altura em que Barnard conseguiu passar Drugovich e ficar com a liderança da corrida.

Pouco depois, na sétima volta, Wehrlein, que também tinha passado pelo Attack Mode, assumiu a liderança da corrida com o seu Porsche, à frente do seu companheiro de equipa Muller. por poucos segundos, ainda que Muller tivesse ainda mais alguns minutos de AM. Os Porsches trabalharam depois em conjunto para se distanciarem de Drugovich, que seguia em terceiro, abrindo uma vantagem de três segundos à passagem da volta dez.

Quanto a Felix da Costa, que tinha largado de 12º, na volta 12, ou seja, altura do meio da corrida, dava um toque no carro de Oliver Rowland fez danificar a asa frontal do seu Jaguar, quando estava em Attack Mode. Contudo, isso não o impediu de subir posições, indo até à terceira posição na volta 19, atrás dos Porsches de Wehrlein e Muller, que tinham uma vantagem de 2,2 segundos sobre o piloto português. 

E por esta altura... Lucas di Grassi era 17º classificado.

Pouco depois, os Envision, que andavam juntos, foram ao Attack Mode e foram em perseguição dos Porsche para chegarem à liderança. Na volta 22, primeiro Buemi, depois Joel Eriksson, conseguiram alcançá-los e ficar com as duas primeiras posições. Atrás, Jean-Eric Vergne e Lucas di Grassi também subiam no pelotão, usando a sua veterania e os seus conhecimentos para irem ao Attack Mode e assim, ganharem posições.

Na volta 24, Zane Maloney bateu na entrada da meta ao mesmo tempo que Lucas Di Grassi, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, já era quarto e partiu para o ataque ao segundo lugar, passando primeiro Vergne, e depois, Wehrlein, para ficar em lugar de pódio. No meio disto, Joel Eriksson foi ao Attack Mode, com cerca de quatro segundos de vantagem, ao mesmo tempo que um Full Course Yellow iria ser implementado. 

Com as bandeiras verdes, Di Grassi ainda tinha uma passagem pelo Attack Mode para fazer, e foi isso que aconteceu, quando tinha Wehrlein a seu lado, no terceiro lugar. Foi atrás de Vergne e Eriksson, correndo juntos e deixando Wehrlein muito para trás, e no inicio da ultima volta, o brasileiro estava na traseira do Citroen do francês, disposto a passá-lo. Na travagem para a curva 1, ele conseguiu ficar na liderança, para não mais a largar e conseguir a sua primeira vitória desde 2022. Ele, um dos pilotos originais, participantes na primeira temporada da competição elétrica, em 2014, e que já anunciou a reforma da Formula E no final desta temporada.


No final, emocionado, disse como foi a sua estratégia:

Não foi sempre fácil, mas estamos aqui para ganhar”, começou por afirmar. “Estou muito emocionado. Foram quatro anos de trabalho árduo com um carro que não era competitivo. Estou muito agradecido à equipa; acertámos em tudo. Foi uma corrida muito exigente. Assumimos o risco certo com os pneus e fomos para o Attack Mode exatamente no momento certo.

O Jean-Éric Vergne e eu estávamos no fundo da grelha. Falámos antes da corrida sobre se deveríamos optar por uma estratégia para piso húmido ou seco. Tive de tomar uma decisão e assumi o risco. No final, valeu a pena ainda tínhamos de fazer o nosso trabalho, mas a corrida correu a nosso favor.”, concluiu.

No campeonato, e a quatro corridas do final, Wehrlein lidera, agora com 141 pontos, contra os 132 de Evans, 114 de Rowland e 111 de António Félix da Costa. A Formula E retorna a 25 e 26 de julho, nas ruas de Tóquio, no Japão.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Formula E: Divulgado o calendário para 2026-27


A Formula E divulgou esta terça-feira o calendário para 2026-27, temporada onde estreia o novo chassis, o Gen4. E se começa com uma jornada dupla em Jeddah, na Arábia Saudita, fazendo regressar o calendário a essas paragens, as grandes novidades são as corridas em Austin, Zandvoort e Brands Hatch, circuitos convencionais, em vez de pistas citadinas.

Ao todo, serão 21 corridas no calendário, começando numa corrida noturna em Jeddah, no fim de semana de 18 e 19 de dezembro, e acabando com outra corrida noturna, em Tóquio, a 24 e 25 de julho, também em jornada dupla. As grandes novidades serão as corridas em Austin, a 6 de fevereiro, numa jornada única, antes de Miami, a 20 de fevereiro, também em jornada única. A ronda de São Paulo passa de dezembro para o dia 13 de março, 

Quanto às novidades, Brands Hatch será em jornada dupla, a 29 e 30 de maio, antes de Zandvoort, a 18 e 19 de junho, e Jarama, a 26 e 27 de junho.

No final, serão 13 corridas: cinco individuais e oito jornadas duplas. 

O calendário foi aprovado nesta terça-feira na Assembléia Geral da FIA, que se reuniu em Macau.   

sábado, 20 de junho de 2026

Formula E: Dennis vence em Sanya, Felix da Costa nos pontos


O britânico Jake Dennis foi o vencedor na corrida deste sábado no circuito urbano de Sanya, no sul da China, batendo o seu companheiro de equipa, o brasileiro Felipe Drugovich. Contudo, a corrida ficou marcada por diversas penalizações de cinco segundos, que acabaram por tirar Drugovich de um lugar no pódio, bem como António Félix da Costa, que de um lugar no pódio, acabou em quinto, que por sua vez foi corrigido para um quarto lugar, com a penalização do piloto da Andretti.

Largando da pole-position, Dennis parecia ser o favorito à vitória perante um pelotão disposto a vender cara a sua corrida, e tendo pela frente 37 voltas e muito calor - 30ºC na atmosfera, 60ºC no asfalto - e quando as luzes se apagaram, Dennis largou bem e conseguiu manter a liderança, enquanto Mitch Evans atacou forte no seu Jaguar, mas sem conseguir subir ao segundo lugar. Atrás, Félix da Costa manteve o 12.º lugar, enquanto Nyck de Vries, que regressou de Le Mans, onde triunfou no seu Toyota, não evitou o toque em Sébastien Buemi, mas os danos não foram suficientes para que nenhum dos pilotos parasse nas boxes. 

Depois de umas primeiras voltas relativamente calmas, as primeiras idas ao Attack Mode começaram a acontecer por alturas da volta nove, antes de, duas voltas depois, Edoardo Mortara toca na traseira do carro de Oliver Rowland, que escapava de juma manobra brusca de Mitch Evans, e danifica a sua asa da frente, condicionando a sua corrida. Pouco depois, Dan Ticktum aproveitou o seu Attack Mode para subir ao segundo lugar com o seu Cupra, e Nick Cassidy chegou à liderança, que depois, na volta 15, cedeu a Mortara, também beneficiando do Attack Mode, apesar dos danos na asa dianteira resultantes de um toque com Oliver Rowland.

Duas voltas depois, usando a energia extra do Attack Mode, Pascal Wehrlein passou para a liderança no seu Porsche, e na volta 18, mais um incidente resulta em que outro piloto fique sem asa dianteira: o Cupra de Dan Ticktum, que falhou a travagem na zona do Attack Mode, e usou o Jaguar de Mitch Evans como rampa de lançamento. Ele teve de ir às boxes para trocar de asa dianteira, e caiu para o fundo da classificação.

Mas o pior estava para vir. Na volta 19, foram mostradas bandeiras vermelhas devido a um choque em cadeia que envolveu Mitch Evans, ambos os carros da Cupra Kiro e Zane Maloney, piloto da Lola, resultando num engarrafamento. A direção de corrida fez regressar todos os carros às boxes, com algumas equipas a aproveitarem para efetuar reparações. A ordem na altura era Jake Dennis a liderar, seguido por Drugovich, depois Wehrlein, Müller e Eriksson.

No recomeço, na volta 20, Evans começou das boxes, no fundo da grelha, e nos primeiros metros, os pilotos da Andretti aguentaram a tentativa de Wehrlein de ficar entre os dois primeiros. As coisas ficaram calmas até à volta 27, quando Norman Nato bate no muro. Nessa altura, António Felix da Costa liderava com mais de três segundos de vantagem sobre o resto do pelotão, no seu Jaguar, vantagem essa que seria apagada com a entrada do Safety Car. 

O Safety Car saiu duas voltas depois, com Felix da Costa na frente, mas pouco depois, os comissários aplicaram uma penalização de cinco segundos, por causa de um incidente na curva seis, que era... a colisão com Norman Nato. O piloto português decidiu deixar Oliver Rowland passar, pois tinha Attack Mode, e tentou gerir os dois minutos restantes para poupar energia e preparar um ataque final. Pouco depois, Pascal Wehrlein também era penalizado em cinco segundos, e caia na geral.

No entanto, nessa altura, vários pilotos também aproveitaram essa altura para ativarem os seus últimos Attack Modes, intensificando a luta. Félix da Costa regressou à liderança, mas por pouco tempo, pois Jake Dennis aproveitou o seu Attack Mode para recuperar o primeiro lugar.

Na parte final, que teve mais duas voltas que o original, Dennis acabou por ficar com o primeiro lugar, com Felix da Costa a cortar a meta em segundo, para depois ser penalizado e cair para quinto - ganharia um lugar com a penalização de Felipe Drugovich. Pepe Marti herdou o segundo lugar, enquanto Nyck de Vries foi o terceiro, e Drugovich o quinto.

Na classificação geral, tudo na mesma porque nem Evans, nem Rowland, nem Mortara, nem Wehrlein pontuaram. Dennis, o vencedor, subiu para quinto, com 94 pontos, seguido por Felix da Costa, que tem 92. 

A Formula E continua em terras chinesas, com o fim de semana duplo em Xangai, no fim de semana de 4 e 5 de julho. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Formula E: Felix da Costa focado em ser bem sucedido em Sanya


A Formula E regressa à ação neste final de semana em Sanya, no sul da China, num regresso da pista urbana â competição. Para António Félix da Costa, que está atualmente no sexto lugar do campeonato com 80 pontos, o piloto da Jaguar TCS Racing, tenta alcançar um resultado sólido num traçado citadino que promete batalhas intensas. E se conseguir esse objetivo, com rapidez e consistência, poderá solidificar a sua candidatura ao título mundial.

Já recuperei fisicamente e estou focado em ser bem sucedido este fim-de-semana aqui na China. Vai ser uma corrida importante, onde sabemos que temos e queremos marcar bons pontos para o campeonato. O carro está competitivo, a equipa muito motivada e eu quero entrar na luta do título!”, afirmou o piloto de Cascais, no seu comunicado oficial.

O piloto veio para Sanya diretamente de Le Mans, onde disputou as 24 Horas de Le Mans ao serviço da equipa oficial da Alpine, uma rotina exigente que, aparentemente, mitigou os efeitos da diferença horária. “Vim direto de Le Mans para aqui, o que de certa forma ajuda, pois nem sinto o jet lag, uma vez que os horários nas 24 horas ficam sempre alterados”, explicou.

Já recuperei fisicamente e estou focado em ser bem sucedido este fim-de-semana aqui na China. Vai ser uma corrida importante, onde sabemos que temos e queremos marcar bons pontos para o campeonato. O carro está competitivo, a equipa muito motivada e eu quero entrar na luta do título!”, concluiu.

O circuito urbano de Sanya é muito pequeno, ao apresentar um perímetro de 2520 metros, composto por 12 curvas. Quanto à corrida, esta acontecerá às 8:05 da manhã deste sábado, hora de Lisboa, com transmissão televisiva em direto nos canais DAZN e Eurosport.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

As imagens do dia




Eu não tinha falado até agora sobre o Ferrari Luce, aquilo que pode ser o primeiro Ferrari elétrico. E sinceramente, não tinha muita vontade de falar até ver este desenho, colocado pelo Ricardo Santos, na sua página no Facebook. A base é "La Trahison des Images", um quadro de 1929 do artista belga René Magritte, que basicamente é um cachimbo e a seguinte frase "Ceci n'est pas une pipe" (Isto não é um cachimbo).

Ando a ler e a ver as reações do que é aquele que se tornou no primeiro Ferrari elétrico, e francamente, queria ficar calado, deixando que os outros dissessem o que tem para dizer, mas depois desta imagem, achei que era altura. E começo por perguntar: ainda se lembram do carro da Jaguar? Se sim, ótimo. E outra pergunta: ainda falavam disso antes de verem o Luce? Jã não? Então, só confirmam a minha ideia: falam tudo agora, lá para setembro, isto cairá no esquecimento, se calhar por outro motivo, tão ou mais polémico. 

Dito isto, eu tenho uma abordagem a mais pragmática possível, num mundo alimentado à paixão. E é esta: eu vivo num mundo em constante evolução. E o mundo de 2026 não é o mundo que muitos idealizam, algures num tempo qualquer. E é isso que eu vejo. E da mesma maneira que vejo toda esta paixão em relação ao Ferrari, não vi, por exemplo, quando a Lotus decidiu fazer um SUV elétrico, sabendo eu que o mantra do Colin Chapman era "velocidade, adiciona leveza". Mas a Lotus, como a Lamborghini, a Jaguar, a Porsche... todas estas marcas míticas nos nossos sonhos, nas nossas imaginações, estão a dar estes passos, porque estamos no século XXI e os tempos estão a mudar. 

Mas isto nem é o mais doido. Alguém me mostrou a diferença de tamanho entre o Luce e o F40, que saiu há quase 40 anos, em 1987. Sabem porque é que temos carros "gordos" nestes dias, até os Formula 1? Segurança. E conforto. Lembro-me da história do "Halo" e de como todos falavam que era feio e queriam que fosse removido. E essa discussão acabou no dia em que o Romain Gorsjean saiu da bola de fogo que tinha virado o seu carro, no Bahrein. Hoje, quem fala sobre o Halo?  

Hoje em dia, queremos carros seguros, que aguentem um embate. Queremos que os carros sejam "gadgets" - que é o que são, hoje em dia. São telemóveis, ou computadores, em ponto grande, e falam prejorativamente que os carros elétricos são os maiores elétrodomésticos que andam por aí. Há carros a gasolina que tem enormes computadores de bordo! Não os vejo tão indignados assim. Já viram o tamanho do Porsche 911 entre o tempo que nasceram e agora? Não é o mesmo tamanho, não é? E nem falo do Mini, do 500, de qualquer carro dos anos 50 e 60 do século XX, que, agora vendo as coisas para trás, eram pouco mais do que folhas de metal unidas, com quatro todas, um motor e um volante...

Bem sei que as pessoas não querem entender estes tempos. Mas estamos a vivê-los. Bem sei que poderemos reclamar contra o futuro, que nos tirou do paraíso que só existe nas nossas cabeças, bem sei que muitos de nós estão a imaginar a cena do "Rush", onde o Niki Lauda e o mecânico da Scuderia estão a discutir sobre o Ferrari e ele responde "é uma bosta!" Mas... e daqui a 40 anos? Ou vocês acreditam que já estarão mortos daqui a 40 anos? Olhem que a cada dia que passa, tenho cada vez mais dúvidas sobre a minha mortalidade.

Sinceramente, isto é a evolução. E esta conversa acabará dentro de algum tempo, até à próxima polémica. Eu vivo no século XXI, e apesar de falar do passado, não fico agarrado a ele. É uma maneira desapaixonada de ver as coisas? Sim, claro. Mas para mim, o automóvel significa ter quatro rodas e um volante. E não interessa o motor, senão, aconselharia a comprarem um Ford modelo T, e tentem guiar um. 

E pronto, "here's my two cents". Valem o que valem. 

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Youtube Automotive Video: Lordstown Endurance, o (muito) raro "pickup" elétrico

Creio que já ouviram falar por aqui de um "pick-up" elétrico chamado Lordstown Endurance, um elétrico produzido por uma "startup" chamada Workhorse, falida desde 2023. A Workhorse comprou uma fábrica à General Motors, em Lordstown, no Ohio, e tentou montar este carro, que acabou por fazer... durante nove meses, desde setembro de 2022 a junho de 2023.

E quantos é que foram produzidos? Oficialmente, 19, dos quais seis foram entregues a clientes. Mas há números contraditórios que falam que poderão ter sido produzidos entre 56 e 80 "pickups", fazendo dele um dos mais raros a circular por aí.

E um deles pertence agora à personagem que está por trás do canal do Youtube "Aging Wheels", que gosta de coisas raras e excêntricas. E claro, decidiu experimentar o jipe. 

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Youtube Formula E Video: Como o Gen4 irá mexer na competição

Catorze temporadas e quatro gerações depois, a Formula E poderá estar a entrar numa era de prosperidade e de absoluta mudança. Puxando pelos limites da tecnologia, poderão ter construído um carro tão excitante quão competitivo. Apenas no final de 2026 é que acontecerá a primeira corrida, mas depois de uma sessão de testes em Paul Ricard, os pilotos e os diretores de equipa estão muito felizes com o que esta máquina pode dar.  

terça-feira, 12 de maio de 2026

Youtube Automotive Video: Os limites dos carros autónomos

O futuro está à esquina. Muito se discute sobre a Inteligência Artificial, as coisas dos quais nos fazem sonhar e nos tiram o sono à noite, e esse futuro também passa nos automóveis. Carros elétricos, carros autónomos, carros com painéis solares... as experiências estão a acontecer.

Contudo, no alto de 2026, os carros autónomos tem uma limitação: não são totalmente automáticos, não podem ir onde quiserem, como nós vamos. Estão limitados a uma grelha, o que é bom para um trabalho repetitivo como é o de ser taxista - e até poderá ser bom em relação à inteligência artificial - mas se queremos confiar plenamente neste tipo de máquinas, acho que terão de trabalhar mais um pouco. 

domingo, 3 de maio de 2026

Formula E: Evans triunfa na segunda corrida de Berlim


Ganhou... o Jaguar "errado" no segundo ePrix de Berlim, neste domingo na capital alemã. O neozelandês Mitch Evans levou a melhor sobre Oliver Rowland, piloto da Nissan, com Pascal Wehrlein a ficar com o lugar mais baixo do pódio, tudo isto depois de parte de 17º na grelha. Quanto a António Félix da Costa, apesar de andar durante boa parte da corrida nos pontos, um furo condicionou a sua corrida, acabando por cair para o 18º lugar final.

Com Pascal Wehrlein a largar da pole-position, na partida, ele caiu para quarto, perdendo o comando para Taylor Barnard, Nick Cassidy e Jean-Eric Vergne. Nas voltas seguintes, os pilotos andaram vertiginosamente a trocar de posições, especialmente quando tocavam um no outro, especialmente quando Niock Cassidy tocou em Nyck de Vries, que gerou um efeito dominó que atirou Cassidy para o 12.º posto. O neozelandês acabaria por entrar nas boxes para trocar a asa dianteira danificada, comprometendo por completo as suas hipóteses de resultado.

Com a gestão energética a dominar a estratégia das equipas, os lugares da frente mudaram frequentemente nas primeiras dez voltas. Felix da Costa subiu para oitavo, com estas trocas, bnuma altura em que Sebastien Buemi liderava, seguido por Pascal Wehrlein e Max Gunther. 

Pouco depois, os pilotos passaram pelo Attack Mode, baralhando ainda mais o pelotão, com as trocas promovidas pelas ativações lançar Mitch Evans para o terceiro lugar e Félix da Costa de regresso ao décimo, depois de chegar a andar na segunda posição. Na volta 27, a dez do fim, Evans assumiu a liderança.

Com a segunda onda de ativações do Attack Mode a multiplicar as lutas pelo pelotão, o neozelandês manteve-se firme no comando. Cinco voltas depois, na 32ª passagem pela meta, o piloto da Jaguar liderava pressionado por Wehrlein e Buemi, com Félix da Costa em quinto. Este parecia atacar pelo menos um lugar no pódio quando sofreu um toque de Nico Müller, o vencedor da corrida anterior, que tentou uma ultrapassagem sem espaço. O piloto português foi às boxes, porque tinha um furo, e as suas chances de marcar pontos tinham acabado.

No final, Evans cruzou a linha em primeiro, seguido de Oliver Rowland e Pascal Wehrlein a completar o pódio. Sébastien Buemi e Norman Nato fecharam o top 5, com Jake Dennis, Edoardo Mortara, Jean-Éric Vergne, Felipe Drugovich e Joel Eriksson a completar os dez primeiros.

Frustado no final da corrida, o piloto de Cascais disse que o seu fim de semana de Berlim deixou a desejar. 

"Foi um fim de semana muito complicado e frustrante. Tínhamos boa performance, mas em ambas as corridas aconteceram coisas fora do meu controlo. A Fórmula E é isto mesmo, depois de duas vitórias seguidas, dois maus resultados este fim de semana. Vamos trabalhar muito para voltar mais fortes na próxima corrida, que é uma jornada dupla no Mónaco. Parabéns ao Mitch, que venceu e deu bons e importantes pontos à equipa.", declarou.

Em termos de campeonato, Pascal Wehrlein recuperou a liderança, agora com 101 pontos, com Mitch Evans a subir para segundo, com 98, e Edoardo Mortara a ser terceiro, com 93. Felix da costa manteve os 65 pontos, mas agora baixou para o oitavo posto da geral.

A Formula E volta à ação com mais uma jornada dupla, nas ruas do Mónaco, no fim de semana de 16 e 17 de maio.

sábado, 2 de maio de 2026

Formula E: Muller vence na primeira corrida de Berlim


O suíço Nico Müller conquistou a sua primeira vitória na Fórmula E neste sábado no ePrix de Berlim. Não foi só a sua primeira vitória na competição elétrica, como também foi o seu primeiro triunfo a bordo da Porsche, que este final de semana andou com uma decoração especial, vindo de um dos míticos 917 de Le Mans, para comemorar os 75 anos da sua fundação. Nick Cassidy, da DS foi o segundo, a 4,7 segundos, na frente de Oliver Rowland, no seu Citroen.

Quanto a António Félix da Costa, a sua estratégia de corrida não foi o mais feliz e acabou no décimo posto. 

Num sábado de calor em Berlim, a corrida começou com Edoardo Mortara na pole, no seu Mahindra, que manteve nos primeiros metros, perante gente como Oliver Rowland. Depois da primeira volta, a corrida teve uma primeira fase extremamente disputada, com vários pilotos a alternarem no comando. Em particular, o 'poleman' Mortara e Rowland deram espetáculo ao trocarem várias vezes a liderança da corrida, com alguns pilotos a irem ao Attack Mode antes de irem ao PitBoost, o recarregamento do carro, por alturas do meio da corrida.

Ali, Nico Muller, que andava perto da liderança, antecipou a ativação do Attack Mode em relação aos rivais diretos, aproveitando ao máximo a potência extra para criar uma vantagem decisiva. Em poucas voltas, o suíço conseguiu assim abrir o fosso decisivo para o triunfo. Em contraste, o seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein, enfrentava problemas, que o arrastou para o fundo da grelha.

Entretanto, na Jaguar, Felix da Costa, que tinha saído de nono, esperava beneficiar na sua ida para o PitBoost, mas depois de ter saído das boxes, enfrentaram tráfego intenso, temperaturas elevadas na pista e lutas intensas no meio do pelotão, que prejudicavam a sua subida para a zona dos pontos. No final, o piloto de Cascais ficou com o décimo posto, e o piloto português achou que poderia ter conseguido mais.

Em contraste, Wehrlein, que chegou a fazer a volta mais rápida, acabou em último, a mais de 50 segundos do vencedor. 

Na classificação geral, Edoardo Mortara lidera o campeonato, com 87 pontos, seguido por Pascal Wehrlein, com 83, e Nico Muller, que agora é terceiro, com 75 pontos. Felix da Costa é sexto, agora com 65 pontos. O segundo ePrix de Berlim acontecerá amanhã, à mesma hora. 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Formula E: Felix da Costa deseja triunfar em Berlim


António Félix da Costa quer triunfar em Berlim, na sua luta pelo título. Depois de duas vitórias seguidas, na segunda prova de Miami e em Jarama, a Formula E está em Berlim para a jornada dupla da competição, numa altura em que o piloto português atravessa atualmente um excelente momento.

O piloto da Jaguar TCS Racing parte motivado, focado e com o trabalho de casa bem feito, mas também com a noção de que num campeonato tão competitivo como a Fórmula E, não é possível errar nem facilitar, começando pela qualificação, como também na estratégia de corrida.

"Estamos de facto num bom momento de forma, temos estado competitivos e as duas últimas vitórias motivaram muito a mim e a toda a equipa Jaguar, no entanto há que manter o foco. Este fim-de-semana teremos duas corridas, com muitos pontos em disputa e é fundamental estarmos concentrados, não cometer erros e procurar trazer dois bons resultados para casa. Ainda temos muito campeonato pela frente, pelo que marcar bons pontos em ambas as corridas é o meu objetivo principal. Vamos à luta, com agressividade, mas com cabeça e estratégia!", afirmou.

As corridas deste fim de semana acontecerão ao sábado, pelas 15 horas, e no domingo, pela mesma hora, em direto em terras portuguesas quer na DAZN 5 e também na Eurosport 2.

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Formula E: Lucas di Grassi vai abandonar no final da temporada


O brasileiro Lucas de Grassi, de 41 anos, anunciou que irá abandonar a Formula E no final da temporada 2025-26. O piloto da Lola e um dos "originais", pois começou a correr em 2014-15, com os carros da Gen1, decidiu que era hora de pendurar o capacete e prosseguir outros desafios.

"Após uma vida inteira dedicada ao automobilismo, 2026 marcará minha última temporada como piloto profissional.", começou por dizer na sua conta na rede social Twitter. "Não é o fim da jornada, mas o começo de um novo capítulo."

"O automobilismo tem sido minha vida desde que me lembro. Ele me deu disciplina e resiliência antes mesmo de eu entender por que precisava delas, e propósito em momentos em que o caminho à frente estava longe de ser claro.", continuou.

"Dos subúrbios de São Paulo ao Mónaco, as corridas moldaram minha vida de maneiras que eu jamais poderia imaginar. Isso me transformou profundamente como piloto, como pessoa, como pai e como ser humano. Dei tudo o que tinha ao automobilismo e, em troca, ele me deu uma vida além de qualquer coisa que eu pudesse sonhar.", concluiu.

Com carreira também na Formula 1 e na Endurance, onde alcançou resultados de relevo pela Audi - três pódios nas 24 horas de Le Mans, o vice-campeonato no WEC, em 2016,

Campeão do mundo na temporada 2016-17, participou em 153 corridas, alcançando 13 vitórias, 41 pódios, quatro pole-positions e 12 voltas mais rápidas, participando em equipas como a Audi Team ABT, depois na Venturi, em 2021-22, onde ficou por uma temporada, antes de passar para a Mahindra, em 2022-23, e nas últimas duas temporadas, estar ao serviço da Lola-Yamaha. Nesta temporada, ainda não conseguiu qualquer ponto.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Youtube Motorsport Video: Uma volta em Le Castelet com o GEN4 da Formula E

O GEN4 da Formula E foi apresentado nesta quarta-feira em Paul Ricard para as equipas que participarão na temporada 2026-27 da competição elétrica. Porsche, Jaguar e a novata Opel foram algumas das equipas que deram umas voltas no novo bólido que terá uma velocidade máxima de 370 km/hora, cerca de 600 kW de potência - 805 cavalos - em qualificação e 450 kW - 603 cavalos em corrida. Tudo em quatro rodas motrizes. 

Equipado com pneus Bridgestone, fala-se que o carro poderá ser mais rápido em cerca de dez segundos em relação aos GEN3 que andam atualmente na competição elétrica. Todos pensam que poderá ser mais potente que um Formula 2, ou seja, poderá ser o segundo monolugar mais veloz, sendo batido apenas pela Formula 1. 

Claro, com toda essa potência, fica-se a pensar que, se calhar, algumas pistas citadinas podem não mais servir este tipo de carro... 

Neste video, eis este carro a dar uma volta a uma das versões de Paul Ricard.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Youtube Formula E Video: Como aproveitar a energia dos travões

Na série "Coding the Caos", protagonizado por Jeremiah Burton, e em colaboração com a Formula e, ele fala sobre a energia que a competição elétrica aproveita dos travões (freios, para quem vê isto no Brasil) para recarregar as baterias dos carros, e a ciência por trás disso. Ou seja, como cada curva se torna, de uma certa forma, numa estação de carregamento que os faz aguentar até ao final das corridas com energia extra para o ataque final. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Youtube Automotive Video: A conversão dos camiões indianos

A transição energética tem sido imparável, embora haja sítios onde as coisas estejam um pouco mais lentas, por causa de coisas como a acessibilidade dos materiais, e o preço dos veículos. Especialmente camiões, que são mais caros que automóveis. 

A India decidiu acelerar um pouco essa transição energética indo para o mais fácil: colocar motores elétricos nos seus camiões. A conversão é mais rápida e mais barata, especialmente em tempos mais urgentes, porque a cidade de Delhi, a capital do país, é uma das cidades mais poluídas do mundo, e o problema tem de ser resolvido de qualquer maneira. E converter camiões é melhor, por agora, que os tirar da estrada.

A matéria é da Deutsche Welle, o serviço alemão de multimédia.