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domingo, 5 de julho de 2026

Formula E: Di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai


O veterano Lucas di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai, que aconteceu neste domingo. O piloto da Lola-Yamaha foi melhor que Jean-Eric Vergne, no seu Citroen, e pelo Envision-Jaguar de Joel Eriksson. Pascal Wehrlein foi quarto, no seu Porsche, enquanto António Félix da Costa ficou fora dos pontos, na 14ª posição.

Depois de uma qualificação onde Felipe Drugovich conseguiu a sua primeira pole-position da sua carreira, a organização decidiu que a partida iria acontecer atrás do Safety Car por causa das condições da pista, molhadas devido à chuva. Atrás de si estavam o britânico Taylor Barnard, e o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, e "poleman" da corrida anterior. Lucas di Grassi partia de 16º na grelha.

Mas ainda antes da partida, problemas técnicos no carro de Mitch Evans manteve a equipa da Jaguar a trabalhar até ao último momento no seu carro, mas não foi possível resolver a avaria a tempo de o colocar na grelha para o início da corrida. Um desfecho desastroso para o - então - líder do campeonato.

A corrida ficou assim para as primeiras quatro voltas, antes do Safety Car sair e a corrida começar com os carros parados para uma largada tradicional. Drugovich ficou com a liderança, mas quase de imediato, pilotos como os Mahindra de Edoardo Mortara e Nyck de Vries, bem como o DS de Taylor Barnard, foram ao Attack Mode para aproveitar da melhor maneira. Grande parte do top 10 seguiu o exemplo uma volta mais tarde, altura em que Barnard conseguiu passar Drugovich e ficar com a liderança da corrida.

Pouco depois, na sétima volta, Wehrlein, que também tinha passado pelo Attack Mode, assumiu a liderança da corrida com o seu Porsche, à frente do seu companheiro de equipa Muller. por poucos segundos, ainda que Muller tivesse ainda mais alguns minutos de AM. Os Porsches trabalharam depois em conjunto para se distanciarem de Drugovich, que seguia em terceiro, abrindo uma vantagem de três segundos à passagem da volta dez.

Quanto a Felix da Costa, que tinha largado de 12º, na volta 12, ou seja, altura do meio da corrida, dava um toque no carro de Oliver Rowland fez danificar a asa frontal do seu Jaguar, quando estava em Attack Mode. Contudo, isso não o impediu de subir posições, indo até à terceira posição na volta 19, atrás dos Porsches de Wehrlein e Muller, que tinham uma vantagem de 2,2 segundos sobre o piloto português. 

E por esta altura... Lucas di Grassi era 17º classificado.

Pouco depois, os Envision, que andavam juntos, foram ao Attack Mode e foram em perseguição dos Porsche para chegarem à liderança. Na volta 22, primeiro Buemi, depois Joel Eriksson, conseguiram alcançá-los e ficar com as duas primeiras posições. Atrás, Jean-Eric Vergne e Lucas di Grassi também subiam no pelotão, usando a sua veterania e os seus conhecimentos para irem ao Attack Mode e assim, ganharem posições.

Na volta 24, Zane Maloney bateu na entrada da meta ao mesmo tempo que Lucas Di Grassi, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, já era quarto e partiu para o ataque ao segundo lugar, passando primeiro Vergne, e depois, Wehrlein, para ficar em lugar de pódio. No meio disto, Joel Eriksson foi ao Attack Mode, com cerca de quatro segundos de vantagem, ao mesmo tempo que um Full Course Yellow iria ser implementado. 

Com as bandeiras verdes, Di Grassi ainda tinha uma passagem pelo Attack Mode para fazer, e foi isso que aconteceu, quando tinha Wehrlein a seu lado, no terceiro lugar. Foi atrás de Vergne e Eriksson, correndo juntos e deixando Wehrlein muito para trás, e no inicio da ultima volta, o brasileiro estava na traseira do Citroen do francês, disposto a passá-lo. Na travagem para a curva 1, ele conseguiu ficar na liderança, para não mais a largar e conseguir a sua primeira vitória desde 2022. Ele, um dos pilotos originais, participantes na primeira temporada da competição elétrica, em 2014, e que já anunciou a reforma da Formula E no final desta temporada.


No final, emocionado, disse como foi a sua estratégia:

Não foi sempre fácil, mas estamos aqui para ganhar”, começou por afirmar. “Estou muito emocionado. Foram quatro anos de trabalho árduo com um carro que não era competitivo. Estou muito agradecido à equipa; acertámos em tudo. Foi uma corrida muito exigente. Assumimos o risco certo com os pneus e fomos para o Attack Mode exatamente no momento certo.

O Jean-Éric Vergne e eu estávamos no fundo da grelha. Falámos antes da corrida sobre se deveríamos optar por uma estratégia para piso húmido ou seco. Tive de tomar uma decisão e assumi o risco. No final, valeu a pena ainda tínhamos de fazer o nosso trabalho, mas a corrida correu a nosso favor.”, concluiu.

No campeonato, e a quatro corridas do final, Wehrlein lidera, agora com 141 pontos, contra os 132 de Evans, 114 de Rowland e 111 de António Félix da Costa. A Formula E retorna a 25 e 26 de julho, nas ruas de Tóquio, no Japão.

sábado, 4 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa feliz pelo resultado de Xangai


O segundo lugar de António Félix da Costa, na primeira corrida de Xangai da Formula E catapultou-o para o terceiro lugar do campeonato, a cinco corridas para o fim da temporada 2025-26 da competição elétrica, e a derradeira da Gen3. O piloto de Cascais teve a estratégia ideal debaixo de chuva na corrida que aconteceu na madrugada deste sábado. Felix da Costa consolidou o segundo posto durante a fase de ativação do Attack Mode, depois de ter ido às boxes ao mesmo tempo que o Porsche do alemão Pascal Wehrlein, que dominou esta corrida.

"Estou muito satisfeito por terminar em segundo lugar e conquistar mais um pódio para a Jaguar TCS Racing.", começou por dizer. "Foi uma corrida louca, especialmente quando começou a chover, mas a equipa acertou em cheio na estratégia. Conseguimos chegar ao grupo da frente antes de as condições piorarem e mantivemo-nos lá depois da paragem nas boxes, assegurando um pódio muito importante. Demonstrámos que somos competitivos tanto em piso seco como molhado em Xangai, por isso estamos ansiosos por voltar à pista amanhã para tentar repetir o desempenho.", concluiu.

Em contraste, Mitch Evans que partira da primeira linha da grelha de partida ao lado de Wehrlein, teve problemas de aderência no piso molhado e acabou apenas na oitava posição, perdendo pontos - mas mantendo a liderança - para Wehrlein e para o seu companheiro de equipa.

Desde a primeira curva senti que tinha muito pouca aderência. Sabemos que o carro é rápido, por isso vamos analisar os dados e fazer um reset para amanhã.”, disse o piloto neozelandês.

Apesar de tudo, os 22 pontos conquistados que a Jaguar TCS Racing conquistou nesta 12.ª ronda permitem à equipa manter a liderança do Campeonato do Mundo de Equipas, com uma vantagem de 24 pontos sobre a Porsche. Já no Campeonato do Mundo de Construtores, a Jaguar continua na segunda posição, também atrás da Porsche.

A Formula E regressa na madrugada deste domingo, a partir das cinco da manhã. 

Formula E: Wehrlein foi o melhor na primeira corrida de Xangai, Felix da Costa com pódio


O alemão Pascal Wehrlein foi o melhor na primeira corrida da Formula E que aconteceu na madrugada deste sábado em Xangai. O piloto da  conseguiu bater o Jaguar de António Félix da Costa, seu ex-companheiro de equipa, e o Andretti de Jake Dennis, que ficou a 4.7 segundos de Wehrlein. jakes Dennis acabou em oitavo, mas mantêm o comando do campeonato, apesar da aproximação de Wehrlein e Felix da Costa.

Com 29 voltas pela frente (iriam ser 30) e um tempo a ameaçar chuva, Pascal Wehrlein largava de primeiro, depois da qualificação desta madrugada, a primeira corrida desde final de semana chinês. Esta corrida tinha Pitboost obrigatório, que iria acontecer a partir da 13ª volta. 

Quando as luzes se apagaram, a corrida começou Com Wehrlein a larger bem, seguido por Jake Dennis, e os Jaguares de Mitch Evans e António Felix da Costa. Sem grandes problemas entre o pelotão, nas primeiras voltas, apesar da competitividade entre os pilotos, Dennis apenas conseguiu o comando na quarta volta, depois de passar o alemão da Porsche, e ao mesmo tempo que caiam os primeiros pingos de chuva na pista.   

Os primeiros foram ter o seu "pitboost" na volta 16, com Wehrlein, Rowland e Felix da Costa a irem ao mesmo tempo. Jake Dennis foi na volta seguinte, ao mesmo tempo que Max Gunther, ao mesmo tempo que Wehrlein e Felix da Costa foram dois dos pilotos que iam ao Attack Mode pela primeira vez, já a pista estava molhada. Ao fim de uma volta, só Edoardo Mortara e Dan Ticktum não tinham ido ao Attack Mode e tentavam manter o carro na pista.

As coisas ficaram assim até à volta 26, quando Wehrlein estava na frente, controlando a chegada do pelotão, liderado por Felix da Costa, que também tentava afastar-se do resto. Jake Dennis e Felipe Drugovich, pilotos da Andretti, lutavam por um lugar no pódio com Edoardo Mortara, mas este fazia valer cara a sua posição. Mortara perdia a quinta posição para De Vries, enquanto Jean-Eric Vergne era sétimo, pressionado por Mitch Evans. 

Na parte final, Wehrlein tinha tudo sob controle, acabando por triunfar pela segunda vez nesta temporada, e aproximava-se da liderança da competição elétrica, quando faltam agora cinco corridas.

No campeonato, Evans lidera, com 132 pontos, mais três que Pascal Wehrlein, enquanto Felix da Costa ascendeu a terceiro, agora com 110 pontos. A segunda corrida do fim de semana chinês acontecerá na próxima madrugada.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa quer manter o bom momento


Duas semanas depois de terem corrido em Sanya, a Formula E continua em paragens chinesas, mais concretamente em Xangai, para um fim de semana duplo numa das versões usadas na mesma pista onde corre o GP da China de Formula 1.

En relação a António Félix da Costa, depois de boas performances nas duas últimas pistas, Mónaco e Sanya, num pelotão extremamente competitivo, o piloto de Cascais espera que as coisas em Xangai continuem dessa maneira, para poder continuar na luta pelo título. Contudo, a tática também passa por evitar os toques com a concorrência e chegar ao fim nos lugares da frente.  

"Estamos numa boa fase, com boa performance, portanto o objectivo é manter o bom momento e trazer bons pontos para casa. Xangai é uma pista que gosto bastante e a Jaguar sempre se deu bem aqui, portanto partimos motivados e com vontade de ser bem sucedidos. Sabemos que estamos na ponta final da época e se queremos lutar pelo título, é fundamental este fim de semana sermos fortes e alcançar dois bons resultados. Estamos preparados e confiantes, vamos à luta!", concluiu.

Por causa da diferença horária entre Xangai e Lisboa, ambas as corridas irão ter lugar na madrugada de amanhã (Sábado) e de Domingo, com inicio de ambas ás cinco da manhã (05:00), com transmissão em direto na Eurosport e no DAZN.

domingo, 15 de março de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 2, Xangai (Corrida)


A Formula 1 vai de um lado para outro num instante. Abençoada logística, que permite milagres deste tipo. Afinal de contas, Xangai não é ali "na esquina", digamos assim. Ainda por cima, falamos da cidade mais populosa da China, e se calhar, no pódio das cidades populosas na Ásia, a par de Pequim, Tóquio, Bangkok, Deli e sabe-se lá que cidades desconhecidas dentro do Império do Meio...   

E porque falo da logística? É porque se falou imenso ao longo destes dias. Algumas horas antes da prova, soube-se, oficialmente, que os GP's do Bahrein, a 12 de abril, e o da Arábia Saudita, a 19, foram... como direi? "não se realizarão na data prevista". A razão está em todas as páginas dos jornais, televisões e dispositivos móveis: os americanos e israelitas atacaram o Irão, este fechou o Estreito de Ormuz e bombardeou os países do Golfo Pérsico. Não que eles não se importem de correr com refinarias a arder no horizonte - já aconteceu isso em 2022 em Jeddah - mas o grande problema é que eles bombardeiam aeroportos - Dubai já levou com alguns drones iranianos - logo, a logística torna-se um problema. Já imaginaram um 747 da UPS a pegar fogo com centenas de milhões de dólares em material caro, chassis, motores, equipamentos eletrónicos e tal? Ainda por cima, tão longe de casa? E ainda mais por cima, em maio farão a primeira de quatro visitas aos Estados Unidos? 

Portanto... é melhor "adiar". Para mim é mais "cancelar", mas parece que a Formula 1 implora por milagres. Quero ver como encaixarão estas corridas. Será no Natal? Nem sabemos se a guerra estará acabada nessa altura, por muito que bombardeiem o exército e a Guarda Revolucionária iraniana! Afinal de contas, os russos julgavam, em 2022, que Kiev iria ser deles em três dias...

Enfim, deixemos as divagações politicas. Porque o pelotão parece que tem outro problema. De adaptação aos novos regulamentos, e de carros que não podem ser puxados até ao limite. 

O dia acordou com algumas expectativas, é verdade, mas nas horas anteriores ao Grande Prémio, começaram a haver sarilhos. Das grandes. Ainda por cima... na McLaren! Na hora final, o carro de Lando Norris estava parado nas boxes e os mecânicos estavam a tentar colocá-lo a funcionar. Mas depois viu-se que o problema era elétrico, e não seria reparado a tempo. Logo, o campeão do mundo iria ver a corrida das boxes. 

Mas se um mal nunca vinha só, este aconteceu quando Oscar Piastri também viu o seu carro parado, e desta vez não foi por acidente: outra falha elétrica, de natureza diferente, o impediu de alinhar na corrida. Ao contrário de Norris, que nem saiu das boxes, já Piastri colocou o carro na grelha, onde detectaram o problema. Retiraram-no e ele fez companhia a Norris, e ele partilha um recorde com o fundador, Bruce McLaren: duas corridas seguidas seguidas sem largar.

Duas provas e zero voltas: estes novos regulamentos estão a dar dores de cabeça inesperados em lugares inesperados...

Mas não foram os únicos azarados: Gabriel Bortoleto, da Audi, e Alex Albon, da Williams, também falharam a partida.   


Quando as luzes se apagaram, os Mercedes andaram à luta, que foi bem aproveitado por Lewis Hamilton para ficar com a liderança na primeira curva. Charles Leclerc tentou segui-lo, mas Andrea Kimi Antonelli conseguiu aguentar a pressão do segundo Ferrari e ficou com a segunda posição.

Atrás, os Red Bull não andavam bem. Max Verstappen partiu lento - o Turbo não funcionou na altura - e perdeu seis lugares, enquanto Isack Hadjar lutava por posições com Oliver Bearman quando no inicio da grande reta, fez um pião e quase levava o britânico da Haas consigo. Ele regressou à pista, no final do pelotão, com um inesperado Franco Colapinto, da Alpine, a ser... sexto, no final da primeira volta!

Nas voltas seguintes, Antonelli passou Hamilton para o jovem italiano ser o primeiro, acelerando na reta maior, por causa da sua velocidade de ponta. Russell, que era quarto, passou Leclerc e ficou com o lugar mais baixo do pódio, perseguindo Hamilton para ver se conseguia dar dobradinha à Mercedes e, quem sabe, apanhar Antonelli. Atrás, os Alpine eram quinto e sexto, com Pierre Gasly a ser melhor que Franco Colapinto.

Na volta 10, o Aston Martin de Lance Stroll fica parado na pista, e é sinal dos pilotos irem às boxes trocarem os seus médios por duros, apostando, se calhar, numa prova só com esta paragem. Mercedes, Ferrari e o Alpine de Pierre Gasly faziam essa jogada. como Colapinto ficou na pista, pois tinha começado com pneus duros, ele era, inesperadamente... segundo! Russell, Hamilton e Leclerc começaram a fazer a sua corrida de recuperação, passando os carros à sua frente, já que Antonelli tinha mantido a liderança e tentava distanciar-se.


Pela metade da corrida, os Ferrari lutavam entre eles pela segunda posição, com Leclerc e Hamilton a brigarem entre si - já não se via coisas dessas há algum tempo! - e no meio disto tudo, Russell observava e Antonelli ia-se embora, a caminho da primeira vitória italiana em quase 20 anos. Claro, no meio das lutas, Russell queria aproveitar e passava Hamilton na volta 26 e era terceiro. Longe, bem longe, Oliver Bearman aguentava Max Verstappen à distância, enquanto Esteban Ocon era sétimo, depois de passar os Alpine.

Na volta 30, Russell conseguia passar Charles Leclerc e já era segundo, achando que era suficiente andar atrás dos Ferrari, e ia buscar Antonelli para continuar a sua caminhada para o título, porque nesta altura, a diferença entre ambos era quase de oito segundos.

Ocon e Colapinto tinham ido às boxes, para meter duros e no regresso... trocaram-se, sem grandes consequências, depois do francês da Alpine ter tentado uma ultrapassagem "do fundo da rua", digamos assim.

Na volta 35, Fernando Alonso parava nas boxes, e agora era de vez, mostrando até que ponto ele era capaz de levar o carro. Nessa altura, ele já tinha uma volta de atraso. Logo depois, os Ferrari voltavam a trocar posições entre si, agora pela terceira posição, por causa do erro de Charles Leclerc, do qual Hamilton aproveitou. Nesta altura, Russell estava na frente deles, com uma vantagem de seis segundos. Leclerc tinha uma vantagem de 18 segundos sobre Ollie Bearman, e era quinto... se calhar, à espera de ver os Ferrari implodirem.

Na realidade, acabou por ver o Red Bull de Max a desaparecer de vista. Na volta 46, Max Verstappen tinha problemas com o seu carro, e acabou para ir às boxes, para ser o sexto piloto a abandonar a corrida. Sem poder no motor, depois de sair da curva, e a arrastar no pelotão, sabia que não podia fazer mais. Com isto, todos atrás de si subiram na geral, e Pierre Gasly era sexto na geral. 

A parte final da corrida não teve grande história nas dez voltas finais. Russell tentava apanhar Antonelli para ver se conseguia a sua segunda vitória consecutiva, mas as distâncias eram estáveis. Ele tentou fazer o melhor, mas no final, os pneus duros já tinham dado o que tinha a dar e se calhar, o melhor era levar o carro à meta. Um pouco atrás, Hamilton começava, por fim, a afastar-se de Leclerc para ver se conseguia o seu primeiro pódio desde que chegou à Ferrari, e o Haas de Bearman conseguia ser o melhor do resto e conseguia mais alguns pontos para a sua equipa. 

Na meta, com 15 "sobreviventes", fazia-se história: pela primeira vez em 20 anos, Kimi Antonelli conseguia a sua primeira vitória e aos 19 anos e 200 dias, e depois de 26 Grandes Prémios na sua carreira, ser o segundo piloto mais jovem de sempre, batendo Sebastian Vettel. Curiosamente, a última vitória de Giancarlo Fisichella, em 2006, tinha sido na Malásia, a segunda corrida dessa temporada... parece que haverá competividade na Mercedes. Hamilton conseguiu o seu pódio - o 203º da sua carreira - feliz da vida, na frente de Charles Leclerc.


Daqui a duas semanas, teremos corrida em Suzuka. Poderá ser mais do mesmo, numa Formula 1 que se adapta aos novos regulamentos. 

domingo, 1 de junho de 2025

Formula E: Cassidy foi o melhor na segunda corrida de Xangai


O neozelandês Nick Cassidy triunfou à chuva na segunda corrida de Xangai, numa vitória da Jaguar. Ele conseguiu bater os Porsche de Pascal Wehrlein e António Félix da Costa, numa corrida onde ele conseguiu ser superior a toda a concorrência: 7,1 segundos sobre o piloto alemão, 19,4 sobre o português. 

Já se sabia desde há uns dias que esta segunda corrida iria acontecer debaixo de chuva, e logo na qualificação, esta teve de ser interrompida por causa da intensidade da chuva. Com isso, Cassidy ficou com a pole-position, seguido dos dois Porsche, - Felix da Costa na frente de Wehrlein.


A corrida começou atrás do Safety Car, que ficou assim até a sétima volta, quando o Porsche recolheu às boxes e de imediato, todos os carros foram rumo ao Attack Mode. Pouco depois, as boxes ordenaram aos pilotos da Porsche para trocarem de lugares para atacarem Cassidy, enquanto atrás, alguns pilotos saíam de pista, como Nyck de Vries, porque não conseguiam ficar na pista por causa das condições. 

Com o passar das voltas, Wehrlein tentava apanhar o piloto da Jaguar, mas sem sucesso. Mesmo com gente a deslizar pela pista, por causa da sua baixa aderência, os três primeiros permaneciam inalterados, ainda por cima, com o piloto neozelandês a arrancar mais distância em relação ao pelotão e sem cometer erros. E foi assim até ao final, dando à Jaguar a sua primeira vitória do ano, numa temporada que não está a correr bem para eles. Os Porsche acompanharam-no ao pódio, algo que não acontece desde Homestead, e curiosamente da mesma maneira: Wehrlein segundo, Félix da Costa terceiro.    

No campeonato, Rowland, que apesar de não ter pontuado, continua no comado do campeonato, com 171 pontos. Segundo é Pascal Wehrlein, com 103, graças ao segundo posto, e o terceiro é Félix da Costa, com 88, dois a mais que Taylor Barnard, quarto, com 86, depois de um décimo posto no final desta corrida.


A Formula E regressa à ação em paragens asiáticas no dia 29 de junho, nas ruas de Jakarta, na Indonésia.   

sábado, 31 de maio de 2025

Formula E: Max Gunther foi o melhor na primeira corrida de Xangai


O alemão Max Gunther foi o vencedor na primeira corrida da Formula E em Xangai, na China, que aconteceu na manhã deste sábado. O piloto alemão da DS Penske, que arrancou da pole-position, levou a melhor sobre o seu companheiro de equipa, Jean-Eric Vergne e o McLaren de Taylor Barnard. Quando a António Félix da Costa, depois de uma péssima qualificação, onde partiu de 17º da grelha, não foi mais longe que um 13º na corrida - a Porsche conseguiu... nenhum ponto nesta prova - e sem pontuar, o piloto de Cascais caiu para o quarto posto no campeonato. 

"Hoje, não correu bem! Voámos durante as duas sessões de treinos livres, em que conseguimos mesmo as voltas mais rápidas, mas nunca encontrámos o equilíbrio de que precisámos durante a qualificação e conseguiu apenas o 17.º tempo. Já na corrida, mesmo arrancando muito de trás, até estávamos bem, entrada no ‘top-10’ muito rapidamente, mas a estratégia não funcionou de acordo com o programado. É frustrante, mas temos outra corrida já este domingo, provavelmente com chuva, e temos de reagir”, disse Félix da Costa no fim do ePrix.


Com um PitBoost obrigatório nesta primeira corrida em Xangai, a corrida começou com Gunther a ser passado por Pascal Wehrlein nos primeiros metros, mas depois, Gunther regressou ao comando na segunda volta, e na terceira, alguns pilotos fizeram um pião quando lutavam pelo sexto posto, perdendo tempo, ainda antes da reta da meta. Nick Cassidy foi o que saiu pior, caindo na classificação geral.

Nas voltas seguintes, as mudanças no comando aconteciam sucessivamente, e pouco depois, começaram as idas ao Attack Mode, porque o recarregamento aconteceria a partir da volta 12. Nessa altura, Nyck De Vries era o líder da corrida e pouco depois, os primeiros recarregamentos aconteciam, com Sebastien Buemi, Gunther, Felix da Costa e Stoffel Vandoorne entre os que foram na altura. 

Esses, quase a seguir a saírem das boxes, foram ao Attack Mode para tentar chegar aos lugares pontuáveis. Nessa altura, Oliver Rowland comandava a corrida, que usava o Attack Mode, antes de ir ao Pit Boost, onde cedeu o comando para Wehrlein. Pouco depois, o alemão perdeu o comando para Max Gunther, com Robin Frijns em terceiro. 

Werhrlein, em segundo, atacava o comando antes de ter Taylor Barnard a passá-lo. Pouco depois, a boxes lhe avisava que tinha de gerir a energia na parte final, e isso aparentava não ser bom. E a partir da volta 25, as coisas não estavam a correr bem para os Porsche, que começaram a ficar para trás. Nessa altura, Gunther era já o comandante da corrida, com um avanço superior a 2,2 segundos.

A parte final foi emocionante. Barnard tentou passar os Nissans para ser segundo, mas eles defendiam-se bem, especialmente Norman Nato, mas isso não impediu que o britânico ficasse com o terceiro posto, antes de partir ao ataque a Rowland e conseguir o posto, depois de algumas manobras bem ousadas! Entretanto, vindo de trás, Vergne partiu ao ataque, para recuperar o maior número de postos possível, tal como outro britânico, Dan Ticktum, da Cupra.

Nas curvas finais, Vergne consegue passar de uma penada os carros de Barnard e Ticktum para ser segundo, com o piloto da Cupra a ficar fora do pódio. Rowland foi quinto, na frente da Nato, e acrescentou mais uns pontos para a liderança. Um final dramático, sem dúvida.


No campeonato, Rowland tem agora 171 pontos, seguido por Taylor Barnard, agora com 86, no seu McLaren, dois pontos acima de Pascal Wehrlein, com 84. 

Amanhã há nova corrida à mesma hora.     

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Formula E: Felix da Costa quer melhorar 2024 em Xangai


A Formula E regressa à ação neste final de semana com a jornada dupla de Xangai, que decorre numa versão da pista que é usada na Formula 1, com 3051 metros. 

Para António Félix da Costa, que venceu numa das corridas do ano passado, o objetivo deste final de semana não é só repetir, mas também melhorar o seu feito, já que neste momento é o terceiro classificado no campeonato. E também ver se ganha nesta temporada, pois o piloto da Porsche tem quatro pódios, mas nenhum deles é uma vitória.

"Entramos aqui em Xangai na segunda metade do campeonato, as corridas dão muitas voltas, a prova disso é o ano passada, que tivemos uma segunda parte de temporada incrível, com várias vitórias seguidas. A minha mentalidade é de ataque máximo, com vontade de ganhar corridas e capitalizar a nossa forte performance que temos tido em bons pontos. Vai ser um fim-de-semana intenso, com duas corridas, pelo que é fundamental estarmos rápidos na qualificação, mas também termos bem estudada as possíveis estratégias para a corrida, a nível de gestão de energia e também de attack mode. Vamos dar tudo para vencer!", afirmou o piloto português, no comunicado pré-corrida.

Este final de semana haverá situações diferentes: na corrida de Sábado, haverá uma paragem obrigatória na box para carregamento rápido, enquanto na de Domingo não tem paragem.

domingo, 23 de março de 2025

Noticias: Lawson afirma não ter tempo para se adaptar ao carro


O inicio da temporada de Liam Lawson está a ser um inferno para o piloto neozelandês. Más qualificações - na China fez o pior tempo! - que levaram a partir das boxes em ambas as ocasiões e claro, no final, a ficar sempre fora dos pontos. Os críticos já afirmam que ele tem na mão o bilhete da porta de saída - há quem fale que Yuki Tsunoda estará no carro na próxima corrida, no Japão! - mas o neozelandês afirma que  não tem tido o tempo necessário para se adaptar corretamente ao chassis Red Bull RB21.

Sabíamos que ia ser difícil e começámos a partir das boxes para tentar algo com o carro e, infelizmente, não funcionou como queríamos”, começa por afirmar Lawson. “O que era realmente um fim de semana difícil, hoje foi um pouco mais difícil. Infelizmente, não tenho tempo para me habituar ao carro, mas tenho de o resolver rapidamente. Não tenho tempo para testar o carro e habituar-me a ele, mas já estamos na época, por isso a cada corrida estamos a perder pontos. É mais ou menos isso que quero dizer quando digo que não tenho tempo. Mas também não sou estúpido e sei que, obviamente, estou aqui para ter um bom desempenho – e se não o fizer, não vou estar por cá. Estou apenas concentrado em habituar-me ao carro o mais rapidamente possível.”, concluiu.

Sobre as especulações entre ele e Yuki Tsunoda, que afirmou estar pronto para correr quando quiser, o neozelandês não está intimidado: "Corri com ele durante anos, corri com ele nas categorias juniores e venci-o – e também o fiz na Formula 1, por isso ele pode dizer o que quiser”, afirmou.

Do outro lado das boxes, e comentando sobre o assunto, Christian Horner afirmou: 

Tomámos a decisão de o tirar da grelha para tentar algumas mudanças radicais na afinação, porque estamos muito limitados nos testes com estes carros, por isso fazia sentido dizer ‘vamos começar lá atrás, vamos tentar aprender alguma coisa’. Temos 56 voltas de informação com uma afinação radicalmente diferente no carro. Isso dá-nos uma enorme informação para a fábrica e para o sistema, à medida que procuramos melhorar o nosso desempenho”.

O Liam é um ótimo piloto. Ele dá o máximo, mas neste momento está a com dificuldades para encontrar o limite deste carro e tirar o máximo partido dele. Como equipa, estamos a tentar apoiá-lo da melhor forma possível. Procuramos sempre o máximo desempenho. Os carros rápidos nunca são fáceis de conduzir, mas sabemos que há um desempenho que temos de encontrar. Precisamos de ambos os pilotos lá em cima se quisermos ter alguma hipótese de lutar pelo Campeonato de Construtores e, no mínimo, pelo Campeonato de Pilotos, é preciso ter um segundo carro em jogo. Não se pode fazer isso com uma perna só”.

A Formula 1 regressa dentro de duas semanas, em Suzuka, e ele terá mais um desafio para se adaptar com o novo carro.

Noticias: Ferrari desclassificada do GP da China


De formula surpreendentemente, os Ferrari de Lewis Hamilton e Charles Leclerc foram desclassificados do GP da China, após terem passado pela meta. Ambos os carros tiveram os seus pontos retirados por motivos diferentes: o monegasco por ter o carro abaixo do peso mínimo, e no caso do britânico, a razão tem a ver com excesso desgaste  da prancha do fundo do carro. 

Para além disso, Pierre Gasly, da Alpine, também foi desclassificado, e também pelo mesmo motivo do monegasco: abaixo do limite do peso. 

No comunicado oficial, a FIA falou das razões da desclassificação de Charles Leclerc.

Os Comissários Desportivos ouviram o representante da equipa do Carro 16 (Charles Leclerc).

O carro 16 foi pesado pelo Delegado Técnico da FIA dentro e fora da balança, com ambas as balanças a mostrarem o mesmo resultado de 799 quilos, após o habitual esvaziamento de combustível e a substituição de uma asa dianteira partida. A calibragem de ambas as balanças foi confirmada e testemunhada pelo concorrente.

Durante a audiência, não houve qualquer contestação às medições da FIA, que são consideradas corretas e que todos os procedimentos exigidos foram corretamente executados.

Não existem circunstâncias atenuantes e a equipa confirmou que se tratou de um erro genuíno da sua parte.

Os Comissários Desportivos determinam que o artigo 4.1 do Regulamento Técnico da FIA para a Fórmula 1 foi violado e que, por conseguinte, a sanção normal de desclassificação deve ser aplicada a esta infração”, concluiu.


Já no caso de Hamilton, aos comissários, a razão foi diferente da de Leclerc: 

O conjunto da prancha do fundo do carro 44 foi medido e constatou-se que tinha 8,6 milímetros [lado esquerdo], 8,6 milímetros [linha central] e 8,5 milímetros [lado direito]. Este valor é inferior à espessura mínima de 9mm especificada no Artigo 3.5.9 dos Regulamentos Técnicos.

Durante a audiência, o representante da equipa confirmou que a medição está correta e que todos os procedimentos necessários foram executados corretamente. A equipa também reconheceu que não existiam circunstâncias atenuantes e que se tratava de um erro genuíno da equipa.

Os Comissários Desportivos determinam que o artigo 3.5.9 do Regulamento Técnico de Fórmula 1 da FIA foi violado e, por conseguinte, a sanção normal de desclassificação deve ser aplicada a esta infração." concluiu.

Sem pontos, houve gente que foi muito beneficiada com esta dupla desclassificação. Esteban Ocon subiu ao quinto posto, Alex Albon agora acabou na sétima posição, Oliver Bearman ficou com os pontos do oitavo lugar e Carlos Sainz Jr. conseguiu o seu primeiro ponto do ano, ao subir para décimo.


A Ferrari reagiu a esta dupla desclassificação, não só acatando com os resultados, mas também afirmando que não tinha, qualquer intenção de conseguir alguma vantagem nesta situação. 

Na sequência das inspeções pós-corrida da FIA, verificou-se que ambos os nossos carros não estavam em conformidade com os regulamentos por diferentes razões. O carro 16 estava com menos 1 kg de peso e o desgaste da traseira da prancha do fundo do carro 44 estava 0,5 mm abaixo do limite.

Charles estava a usar uma estratégia de uma paragem hoje e isso significou que o seu desgaste de pneus foi muito elevado, fazendo com que o carro estivesse abaixo do peso. No que diz respeito ao desgaste de do conjunto da prancha do fundo do carro e dos ´skid blocks’ do Lewis, avaliámos mal o desgaste por uma pequena margem. Não havia qualquer intenção de ganhar qualquer vantagem.

Vamos aprender com o que aconteceu hoje e certificarmo-nos de que não voltamos a cometer os mesmos erros. Claramente, não era assim que queríamos terminar o fim de semana do GP da China, nem para nós, nem para os nossos fãs, cujo apoio é inabalável.

A Formula 1 regressa dentro de duas semanas, com o GP do Japão.  

Formula 1 2025 - Ronda 2, Xangai (Corrida)


Daquilo que o fim de semana nos mostrou até agora é que temos de esperar... o inesperado. Um exemplo? Ver um Red Bull na última posição, sem que tenha acontecido por causa de um acidente, é tão inesperado que mal isso aconteceu, as câmaras foram à procura de Helmut Marko para ver a sua expressão. As especulações abundam e o piloto, Liam Lawson, tem a cabeça em perigo - alguma vez não esteve? 

E se alguém pensar que "pode ser o pior dia da Red Bull", lembro sempre do sketch d"Os Simpsons" em que o Bart diz essa frase para que o seu pai, Homer, lhe responder " é o pior dia da Red Bull... hoje". Porque irá piorar. Eu sei que 2026 poderá ser uma catástrofe para eles. Mas isso é a médio prazo. 

Porque no curto, Lewis Hamilton ganhou a corrida "sprint", Oscar Piastri conseguiu a sua primeira pole-position, ao lado terá George Russell e os Racing Bulls entraram na Q3. E há quem ache que não está suficientemente equilibrado...


Tempo cinzento em Xangai, com possibilidades de duas paragens entre os pilotos. Todos largavam com pneus médios, pensando em parar cedo na corrida, e também tentando ficar até ao final da prova, se a temperatura do asfalto ajudasse. A hipótese era tentadora...

A partida foi normal: Piastri na frente de Russell, apesar de este o ter tentado passar nos metros iniciais, com Hamilton a chegar a quarto. Depois das suas primeiras curvas, Norris ganhou um lugar ao piloto da Mercedes, e os três já tinha, alguma vantagem sobre o britânico da Ferrari. Max perdia posições para os Ferrari, acabando em sexto no final da primeira volta. Por essa altura, tinha-se descoberto que o monegasco tinha a asa danificada por um toque do seu companheiro de equipa, mas aparentemente, o seu ritmo continuava normal em relação ao resto do pelotão.

Na quarta volta, Fernando Alonso tinha problemas de travões e andava lento na pista, acabando por abandonar. Iria ser a primeira desistência - e a única desta corrida. Por esta altura, os McLaren aguentavam Russell, numa corrida que lentamente se tornava numa procissão. 

A partir da décima volta começaram as paragens nas boxes, mas Piastri e Russel apenas lá foram na volta 15, para colocarem os seus duros. Norris e Leclerc, que eram os dois primeiros naquela altura, foram às boxes na passagem seguinte pela meta, dando a liderança provisória... ao Williams de Alex Albon! há quanto tempo é que já não viam isso? 

Entretanto, na saída das boxes, Russell saiu melhor e conseguiu passar Norris quando ambos se viram atrás do carro de Lance Stroll. O piloto da Mercedes saiu melhor, e ficou com o segundo posto. Mas o da McLaren não desistiu e duas voltas depois, partiu para o ataque e numa manobra bem ousada, ficou com o segundo lugar a Russell. Tudo isto no final da reta da meta.  

Pela metade da corrida, os McLaren estavam na frente, não muito longe um do outro, e por esta altura quem ia para as boxes, trocava para médios. Russell, o terceiro, aguentava as investidas de Leclerc, e Hamilton não estava muito longe. Todos na frente de Max, o sexto. E tirando as paragens nas boxes, onde estavam a ver se levavam os duros até ao final - alguns sim, outros nem por isso - o resto era uma... procissão. Piastri era o melhor, mantendo a sua corrida de forma adulta, mantendo a distância para Lando Norris.


Contudo, por essa altura, enquanto houve aos pilotos avisos de chuva para a parte final, Max aproximava-se de Hamilton, mas quando se esperava que o apanhasse, o britânico foi às boxes, para trocar, mantendo duros. Isto na volta 38. 

Entretanto, quem passava piloto atrás de piloto, e com médios calçados, era o Haas de Oliver Bearman. Sempre que fazia isso, dizia "ciao". Contudo, quando quer passar Pierre Gasly, este vendeu cara a derrota, porque era por um lugar nos pontos. Independentemente das estratégias, a Haas estava a dar-se bem em Xangai. Afinal, nessa altura, Ocon é sétimo, apostando na conservação dos pneus - tinha duros - o mais longe possível.  

Na volta 46, as imagens televisivas mostravam uma asa danificada no carro de Tsunoda, e ele atrasava-se na luta por um lugar pontuável. De uma certa forma, a sua corrida estava acabada. 

Perto do final, enquanto os McLaren ficaram congelados nas suas posições, Max estava colado na traseira de Leclerc, para o passar na volta 53, umas voltas antes, Jack Doohan, que quando se tentava defender de Isack Hadjar, o colocou fora da pista, acabaria com uma penalização de 10 segundos. O francês ainda tentou passar o piloto da Alpine, mas...nada, mesmo com penalização.


Na última volta, Norris teve de aguentar as investidas de Russell - o piloto da McLaren tinha problemas de travões - mas ele tinha um problema com os travões. Aguentou-se bem e o segundo lugar até foi uma vitória. Atrás, Hamilton tentou apanhar Leclerc, que tinha os pneus no limite, mas o resultado foi o mesmo: o monegasco foi quinto, na frente do britânico. Os Haas saíram de Xangai felixes, com o sétimo posto de Ocon, numa estratégia excelente, e Oliwer Bearman conseguiu o ponto do décimo posto, atrás do Williams de Alex Albon, depois dos médios do seu carro terem dado o que tinham a dar. 

Ah... e Liam Lawson foi quarto... a contar do fim. Sem incidentes. Marko o deixa a pé antes de chegaram à Europa?

E assim foi a corrida chinesa. Sem estórias para contar, em contraste com a corrida australiana da semana anterior. A não ser que os McLaren tem tudo controlado. Agora são duas semanas até Suzuka. 

sábado, 22 de março de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 2, China (Qualificação)


A Formula 1 mal começou e... não há tempo. Mal acabou a corrida em Melbourne, as coisas oram rapidamente arrumadas e rumaram a Xangai. E o espaço de manobra é tão curto que, quando um dos aviões da DHL se atrasou, a terça-feira, havia o receio dos carros não chegassem a tempo de serem colocados na pista na quinta-feira. É que, para piorar as coisas, este final de semana era de "corrida Sprint".

A sexta-feira foi interessante - Hamilton foi o "poleman" da sprint, o primeiro em 30 anos que conseguiu como piloto "quarentão" -, e depois, na corrida, ele controlou as coisas ao ponto de ter acabado como vencedor, na frente de Oscar Piastri e Max Verstappen, numa corrida onde ele confessou ter dificuldades em gerir os pneus.

Mas não havia mais tempo: logo depois das 19 voltas a Xangai, a Formula 1 preparava-se para a segunda qualificação da temporada - neste caso, em "feature", ou "a corrida grande" - e com o bom tempo deste sábado, as possibilidades de algo competitivo eram grandes. 

Aa coisas começaram logo depois do sinal verde, numa disputa entre Hamilton e os carros da McLaren. Primeiro, Norris assumiu o topo da tabela de tempos com 1.32,036, mas logo oi superado por Hamilton, com uma diferença de 346 centésimos. Piastri, depois, conseguiu 1.31,591 e ficou com o primeiro posto, 445 centésimos melhor que Norris. Mas quase a seguir, a volta foi apagada, por ter passado dos limites. Pouco depois, Max conseguiu o melhor tempo, conseguindo 1.31,424. Depois, foi Kimi Antonelli a conseguir o terceiro melhor tempo, 252 centésimos pior que o piloto da Red Bull. 

No meio deste duelo entre os primeiros, atrás, já havia um grupo de pilotos em perigo: Esteban Ocon (Haas), Pierre Gasly e Jack Doohan (Alpine), Carlos Sainz Jr (Williams) e Liam Lawson (Red Bull)

Na parte final, alguns surpresas. Charles Leclerc, que andava algo aflito para conseguir um tempo, ficou com o segundo posto na grelha provisória, para logo depois, Yuki Tsunoda conseguiu... o melhor tempo! Uau. Em contraste, Gabriel Bortoleto, no seu Sauber, Oliver Bearman, no seu Haas, ficaram com a má sorte de ficarem pelo caminho. Pior: Lawson era o último!   


Pouco depois, o neozelandês lamentava-se: “É muito difícil, sinceramente. A janela é muito pequena, não é uma desculpa. Tenho de me controlar. Foi uma sessão confusa, se não tivéssemos lidado com o tráfego poderia ter corrido bem, mas ainda não é suficientemente bom. Devíamos ser suficientemente rápidos na nossa primeira volta. Só preciso de me concentrar”. 

E agora, todos começaram a ver o que fez Yuki Tsunoda e começaram a pensar quem deveria merecer esse lugar... 

Chegados à Q2, as movimentações regressaram logo à pista, especialmente os Mercedes. Primeiro, Russell (1.31,307), depois Antonelli, a ficarem com a primeira fila provisória. Depois, Tsunoda (outra vez!) consegue o segundo melhor tempo, para depois, os McLaren a fazer melhor, ficando com os dois melhores tempos. 


Na parte final, com Verstappen com o terceiro melhor tempo, Hamilton tentou a sua sorte, ficando entre os qualificados, mas poderia ter feito melhor. Leclerc fez um tempo melhor, mas ambos foram para a parte final da qualificação, a par dos Mercedes, McLaren, Recing Bulls (!), o Williams de Alex Albon e o Red Bull de Max Verstappen. Os que ficaram com a "fava" foram os Aston Martin de Fernando Alonso e Lance Stroll, o Haas de Esteban Ocon, o Williams de Carlos Sainz Jr e o Sauber de Nico Hulkenberg.

E chegamos à última parte da qualificação. 

Esta começou com Verstappen a ser o primeiro a marcar tempo: 1.30,925. Antonelli tentou desalojá-lo, mas ficou a sete décimos. A seguir, veio Hadjar e consegue o segundo melhor tempo, antes dos McLaren entrarem em pista. Primeiro Norris, depois Piastri, que marcou 1.30,641, e conseguiu a sua primeira pole da sua carreira. E a diferença entre os dois: 152 centésimos de segundo porque entretanto, George Russell conseguia um tempo onde se enfia entre os carros de Woking, e assim a diferença entre o primeiro e o segundo é de 82 centésimos de segundo.

Max foi quarto, na frente dos Ferrari de Hamilton e Leclerc.


Assim sendo, a corrida parece ser interessante. E para domingo, ao contrário da Austrália, é acordar lá pelas sete da manhã... torçamos para que seja uma corrida excelente.      

domingo, 26 de maio de 2024

Formula E: Felix da Costa foi o melhor na segunda corrida de Xangai


O português António Félix da Costa triunfou esta manhã na segunda corrida de Xangai, conseguindo também a sua segunda vitória nesta temporada. O piloto da Porsche bateu o McLaren de Jake Hughes, que tinha feito a pole-position, e o Andretti de Norman Nato, que acabou a fazer a volta mais rápida.

Com Hughes na pole, e Felix da Costa no terceiro posto da grelha, a melhor da temporada até ao momento, e depois de ter sido penalizado pela organização na corrida de ontem, ficando fora dos pontos, a partida começou com Vandoorne a sair melhor que Hughes, com AFC a ser terceiro, na frente de Nato. O português passou Hughes, que tinha pedido o comando para o belga da DS Penske, para ser segundo. Duas voltas depois, com os pilotos a fazerem a primeira passagem pelo Attack Mode, e as lutas pelo comando continuavam. O português chegou novamente ao segundo lugar na sétima volta e preparava-se para atacar o comando, que agora era de Nato.

Ele conseguiu passá-lo na nona volta, antes de ir para o seu primeiro Attack Mode e perder o comando. Recuperou a liderança uma volta depois, com todo o pelotão separado por apenas seis segundos. Ele ativou o seu segundo ‘Attack Mode’ na 11ª volta, cedendo brevemente a liderança a Nato, mas recuperando-a pouco depois. Vandoorne recuperou o terceiro lugar de Hughes na volta 13, numa altura em que Pascal Wehrlein, que andava atrás, fez uma paragem para substituir um pneu traseiro esquerdo furado, na sequência de um contacto com o McLaren de Sam Bird.

Na frente, Félix da Costa conseguia conservar energia melhor que a concorrência - mais três por cento - e mantinha-se na liderança, mesmo sendo pressionado por Hughes. E até ao final, Félix da Costa utilizou a sua energia, ritmo e gestão da temperatura para garantir a vitória, com Hughes a terminar em segundo e Nato em terceiro. Cassidy foi quarto, na frente do seu companheiro de equipa, Mitch Evans. 


Na geral, Cassidy continua a comandar o campeonato, com 167 pontos, seguido por Wehrlein, com 142, e Mitch Evans, com 132, e Oliver Rowland com 131. Felix da Costa é sétimo, agora com 84 pontos. 

A Formula E continua no final de junho, com uma jornada dupla em Portland.   

sábado, 25 de maio de 2024

Formula E: Evans foi o melhor na primeira corrida de Xangai


A Jaguar ganha de novo, mas desta vez foi Mitch Evans. O piloto neozelandês bateu Pascal Wehrlein para a vitória, conquistando preciosos pontos na luta pelo campeonato, quer de pilotos, quer de Construtores, com a Porsche. Nick Cassidy, também num Jaguar, ficou na terceira posição. Quanto a António Félix da Costa, não andou longe dos primeiros lugares, terminando a corrida na quinta posição. 

Com Jean-Eric Vergne na pole-position, no seu DS Penske, e tendo Oliver Rowland a seu lado na primeira fila, a partida para a corrida de 29 voltas aconteceu com ele na frente, a resistir aos avanços de Wehrlein, ficando lado a lado na primeira curva, mas o francês aguentou a ficou na liderança por mais algumas curvas. A partir daqui, começou as trocas de posição, no seu "lift and coast", e claro, as primeiras passagens pelo Attack Mode eram aquilo que contava para o ritmo de corrida.    

As primeiras voltas foram assim até que na sétima volta, foram ao Attack Mode, numa altura em que os Posche estavam na frente, com Wehrlein primeiro e Félix da Costa em segundo. Vergne foi melhor, aproveitando o final da potência extra do Porsche do piloto português, mas atrás estava Evans, que pressionava para chegar aos lugares da frente. 

Mas quem andava na frente era Nyck de Vries, que pela primeira vez este ano se mostrava na competição. Ficou na frente até à volta 12, para ser passado pelos Porsche e os Jaguar, caindo de novo no meio do pelotão.

Na volta 19, Evans usou o seu excedente de energia para ultrapassar Félix da Costa, enquanto Cassidy se aproximava do trio da frente. Faltando poucas voltas para o final, as manobras defensivas de Wehrlein não conseguiram deter a determinação de Evans, que queria o comando da corrida. Ele conseguiu na volta 23, mas logo a seguir. Wehrlein voltou ao comando. Os Jaguar atacaram-no e até sofreu um toque na volta 25, mas ficou com o comando da prova. Contudo, os Jaguar não desistiram, e continuaram ao ataque.

No inicio da última volta, o alemão da Porsche mantinha o comando, com os Jaguar a seguir. Evans atacou na entrada para a primeira curva, ficando com o comando. Cassidy tentou a mesma coisa, passando Wehrlein e ficar com a dobradinha, mas o alemão defendeu-se. Atrás, Felix da Costa tentava manter o quarto posto, mas Rowland atacou o seu lugar e acabou por conseguir. 

Depois dos cinco primeiros, Jake Dennis foi sexto, na frente de Jean-Eric Vergne, Nyck de Vries, Max Gunther e Sebastien Buemi.    


Na geral, Cassidy continua a comandar, com 155 pontos, contra os 142 de Wehrlein, e os 130 de Oliver Rowland. Evans é quarto, com 122, enquanto Félix da Costa é sétimo, com 69 pontos. 

A Formula E regressa amanhã à ação, com a segunda corrida em Xangai.

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Formula E: Félix da Costa promete andar depressa


Num fim de semana cheio de automobilismo, a Formula E estará em Xangai para mais uma jornada dupla numa versão da pista usada na Formula 1. Essa versão com menos um quilómetro, contará com doze curvas e 3051 metros de comprimento, promete oferecer competição ao muito público que se espera nas bancadas.

Para António Félix da Costa, que triunfou em Berlim, ele encara estas duas corridas desde fim de semana com vontade de triunfar e ajudar a equipa na lute pelos títulos de pilotos e construtores. E sobre estas corridas chinesas, o foco do piloto de Cascais é bastante claro: "Lutar por pódios e vitórias em todas as provas que restam da época."


E prossegue: 

"Naturalmente com o que aconteceu na primeira metade do ano, a luta do título não é um tema para mim, portanto o meu foco é pensar em lutar por vitórias, corrida a corrida. Xangai será mais um fim-de-semana bem desafiante, pois por um lado corremos num circuito tradicional e não citadino, mas por outro a gestão de energia vai voltar a ser determinante e acredito que tudo se vai resumir às voltas finais da corrida. Vamos trabalhar para estar em boa posição, queremos ser bem sucedidos e trazer muitos e importantes pontos para a Porsche."

As duas corridas do fim de semana acontecerão, primeiro no sábado, com a segunda sessão de treinos, seguida da qualificação, pelas 4:45 da manhã. A corrida está marcada para a manhã de sábado, com transmissão em direto a partir das 9 da manhã, tanto no Eurosport 1 como na Eleven 1. No domingo nova qualificação, seguida de corrida, à mesma hora e sempre com transmissão em direto nos dois canais acima referidos.

domingo, 21 de abril de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 5, Xangai (Corrida)


Cinco anos depois da última vez que lá esteve, não foi só a Formula 1 que mudou um bocado desde a última ocasião em que foi a Xangai. A China fechou-se ao mundo por causa da pandemia, que começou ali, não muito longe daquela cidade, e agora, voltou a abrir-se ao mundo. A Liberty Media esperou pacientemente para este regresso para voltar a correr - tirando a América, a China é o sitio onde eles querem que a Formula 1 esteja. E quanto mais corridas, melhor. Esse seria o seu sonho. 

Mas no regresso, as coisas mudaram muito. Não foi só o facto de terem um chinês no pelotão, para delírio dos locais, mas também, em 2019, tinham o domínio da Mercedes, para agora estarmos no domínio da Red Bull, com o testemunho a ser passado de Lewis Hamilton para Max Verstappen. E à partida deste GP chinês, todos sabiam que os Red Bull eram os claros favoritos. 

No dia de hoje, apesar do tempo nublado, não se esperava chuva. Boa parte do pelotão calçava médios, com a excepção de Lance Stroll.


Na partida, Max Verstappen arrancou na frente e assim que se livrou da pressão de Alonso - que tinha largado melhor e passou Sérgio Pérez na partida para ser segundo... foi-se embora. Atrás, Lando Norris era quarto e tentava acompanhá-los. Atrás, Nico Hulkenberg surpreende um dos Ferraris, o de Sainz Jr, e era oitavo no final da primeira volta. Mas o espanhol reagiu e passou-o depois da reta da meta.

Pérez perseguia Alonso pelo segundo lugar, enquanto Max escapava - tinha então quatro segundos de vantagem - e demorou algum tempo até se encostar e passá-lo, ficando com o segundo lugar. Duas voltas depois, Norris apanhou-o e ficou com o terceiro lugar. Havia algumas passagens um pouco mais abaixo, mas a partir da 11ª volta, começaram as idas às boxes, colocando pneus duros. Max e Checo foram na mesma volta, e não perderam tempo. 

Nessa altura, a liderança caiu nas mãos de Lando Norris, que tentou ficar na frente o mais tempo possível. Foi assim por cinco voltas, até ser passado pelo neerlandês.


As coisas estiveram assim calmas até que Valtteri Bottas parou na 21ª volta com problemas no seu Sauber. Por causa disso, o Safety Car Virtual entrou em ação, boa chance para Norris ir para as boxes e fazer a sua troca de pneus. Os dois Red Bull também foram às boxes, colocando duros na mesma, só para ter pneus frescos quando a corrida recomeçasse.

O recomeço aconteceu na volta 26... mas durou pouco. No meio do pelotão, e na curva 14, antes de recomeçar a corrida, Lance Stroll e Daniel Ricciardo tocaram-se, quando ambos lutavam pela nona posição. Stroll foi às boxes, e regressou no fundo da tabela. Duas voltas depois, outro dos Racing Bulls teve problemas, com Yuki Tsunoda a ser tocado pelo Haas de Kevin Magnussen. O japonês ficou com danos e acabou por se retirar. Mais tarde, na wolta 37, Ricciardo também foi às boxes e parou de forma definitiva.

Até ao final, não aconteceu muito mais. Alonso tentou ir longe com os moles, mas trocou na volta 44 e desceu para fora dos pontos. Meteu médios e tentou ganhar o máximo de lugares possível. Chegou a sétimo e ainda sacou a melhor volta.


Mas na frente... nada de novo. Max ganhou, mas Norris foi inteligente e alcançou o segundo lugar, o segundo pódio da temporada, na frente de Checo Pérez. A Ferrari ficou o quarto lugar (Leclerc) e o quinto (Sainz Jr.) na frente de Russell, Alonso, Piastri, Hamilton - muito modesto - e Hulkenberg, colhendo outro ponto para a Haas. 

E enfim, mais uma corrida com o resultado de sempre. Agora atravessam o Pacífico, rumo a Miami, para a primeira de três corridas americanas, e cinco na América do Norte.

sábado, 20 de abril de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 5, Xangai (Qualificação)


Depois de uma sexta-feira agitada, sábado também ia no mesmo caminho por causa da corrida Sprint. Com o tempo a não colaborar muito, a chuva não prejudicou os pilotos o suficiente, pelo menos na corrida sprint, onde o piloto habitual deu-se bem com o piso seco e passou os pilotos que tinha na sua frente para sair dali como vencedor - demorou metade da corrida e um erro do então líder, Lewis Hamilton. Mas apesar de tudo, aconteceram umas lutas interessantes para o espectador poder ver. 

Com o passar das horas, o tempo clareou e a pista secou. Ótima para uma qualificação para a grande corrida, que acontecerá, claro, no domingo. 

Quando a hora chegou e a bandeira verde foi mostrada, os pilotos foram calmamente para a pista e marcar os seus tempos, todos com pneus moles. Com o passar dos minutos, as coisas aconteceram, mas a parte final foi mais interessante, não tanto no primeiro lugar - esse foi para Max, com 1.34,742 - porque gente como Lewis Hamilton - que fora segundo na Sprint Race - na  estava em risco de não passar para a Q2! Na sua volta final, melhorou apenas para o 12º tempo, mas com o passar dos minutos, e dos pilotos, caía cada vez mais abaixo. Quando Pierre Gasly e Charles Leclerc marcaram os seus tempos finais, Hamiton acabou num embaraçante 18º posto, fazendo companhia a Zhou Guanyou - para desilusão dos locais - Yuki Tsunoda, Logan Sargent e Kevin Magnussen.


Chegados à Q2, as coisas começam com Lando Norris a completar a sua volta com a marca de 1.34,460, indo para o topo da tabela de tempos, antes de ser batido por Max Verstappen, que fez ainda melhor: 1.33,946. O piloto neerlandês bateu a marca do britânico por 514 centésimos. Contudo, pouco depois, Carlos Sainz Jr despista-se na entrada para a reta da meta, bateu no muro de proteção e a sessão é interrompida. 

O carro regressou às boxes pela sua própria potência, mas sem asa dianteira e sem saber se o toque afetou ou não o eixo traseiro. Os mecânicos trabalharam afincadamente para o ter a postos para marcar uma volta... e conseguiu. In extremis, mas conseguiu. 

Na parte final, Max era o melhor, com 1.33,794, mas a luta era atrás. Quando o espanhol marcou o seu tempo, o piloto que estava em risco era Valtteri Bottas, e parecia ter sido excluído pelo Ferrari... de Charles Leclerc, que estava atrás dele antes da sua volta antes da bandeira de xadrez. Mas o piloto da Sauber ainda tinha uma volta para fazer e conseguiu o seu lugar nos dez primeiros, à custa de... Lance Stroll, o piloto da Aston Martin. Que fazia companhia aos Alpine de Pierre Gasly e Esteban Ocon, o Racing Bull de Daniel Ricciardo e o Williams de Alexander Albon.

E com isto, passamos para a Q3. De uma certa forma, parecia que já se adivinhava como iria acabar, pelo que se vira nas tabelas de tempos das sessões anteriores. Mas claro, nunca se sabe: espera-se sempre o inesperado.

Max apareceu cedo a marcar um tempo para o topo, com sete minutos para o final da qualificação, marcando 1.33,977, para depois "Checo" Pérez marcar 1.34,470. Depois, Fernando Alonso separou os Red Bull, colocando um tempo de 1.34,371. Oscar Piastri marcou o quarto tempo, numa volta em que foi ao limite por muitas vezes, mas sempre se manteve dentro da pista. O tempo foi depois batido por Lando Norris. 


Na parte final, Carlos Sainz Jr melhora, subindo para segundo na grelha, antes de ser batido pelo seu companheiro de equipa, Charles Leclerc, e depois por Oscar Piastri, com 1.34,273, para depois ser batido por Lando Norris, com 1.34,165. Mas por muito que todos melhorassem, Max parecia estar intocável. E ele iria demostrar isso, ao melhorar o seu tempo para 1.33,660, apesar de Fernando Alonso ter conseguido 1.34,148, para ser... terceiro, porque Sério Pérex consegue 1.33,982, os únicos abaixo de 1.34 e claro, a Red Bull a monopolixar a primeira fila da grelha de partida, no lugar onde conseguiram a sua centésima pole-position, no mesmo lugar onde conseguiram a primeira, 15 anos antes. 

Amanhã é dia de corrida. E não creio que esperemos muitas surpresas. Aparentemente...

sexta-feira, 19 de abril de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 5, Xangai (Qualificação Sprint)


Cinco anos é muito tempo. Em 2019, quando a Formula 1 esteve lá pela última ocasião, a Mercedes dominava. Valtteri Bottas foi o poleman, Lewis Hamilton tinha acabado como vencedor, Max Verstappen, que na altura, tinha cinco vitórias na carreira, acabou apenas em quarto, atrás do Ferrari de Sebastian Vettel. Agora está tudo diferente, depois de quatro anos de ausência por causa de uma pandemia que começou algo longe dali, uma outra grande cidade chamada Wuhan. 

Que, aposto, 98 por cento do mundo mal ouvira falar naquele dia de 2019.

Agora, depois de muito tempo, onde a Liberty Media apenas esperou pelo momento em que as autoridades locais dessem a luz verde, o mundo mudou. Mercedes deixou de dominar, agora é a Red Bull, Hamilton passou o bastão para Max, e alguns dos pilotos que estão ali, estavam nas categorias de promoção em 2019. 

E mais: eles irão ver um dos seus na pista. Um Guanyou Zhou que, 20 anos antes, em criança, estava nas bancadas a ver os carros a passar e a montar o seu sonho de um dia, estar ali. Como está agora.

Mas este é um regresso algo complicado. O tempo não ajuda, e os pilotos descobriram que a pista foi submetida a um tratamento de superfície com betume, com o impacto visual do tratamento a suscitar preocupações quanto à consistência da aderência ao longo da pista. E neste fim de semana, temos a qualificação da Sprint Race. Enfim...


O dia, como previsto, tinha chuva à mistura, e foi com ela que se iniciou essa qualificação. Mas ainda antes disso, algo inédito: incêndios na relva! Eles aconteciam na curva 7 do Circuito Internacional de Xangai, e claro, provocou bandeiras vermelhas. Aparentemente, as faíscas dos carros podiam estar a provocar a ignição da relva, mas mesmo com a chuva, a dimensão dos incêndios excedia as expectativas. Mais um incómodo neste regresso a Xangai...

Apesar das nuvens, a pista estava seca quando a qualificação começou. Os pilotos começaram a meter médios e foram cedo para a pista, marcar tempos antes que as nuvens despejassem a água que tinham armazenado. O primeiro a marcar tempo foi Charles Leclerc, com 1.36,886, antes de Fernando Alonso tomar conta da tabela de tempos. Mas depois, os Red Bull entraram em ação e Max foi o melhor, 346 centésimos mais rápido. Depois, foi a altura de Sérgio Pérez a conseguir melhor, com 1.36,110.

Na parte final, algum motivo de interesse. George Russell procurava um tempo que o tirasse fora dos últimos cinco lugares, e conseguiu, "in extremis", à custa de Yuki Tsunoda, que ficou para trás. Aliás, ele fazia companhia aos carros da Williams - Alex Albon e Logan Sargent - e aos Alpines de Esteban Ocon e Pierre Gasly

Depois, a SQ2 demorou algum tempo porque... a relva voltou a arder. Aparentemente por causa das faíscas que os carros levantam, mas isso não acontece noutros circuitos. Sabe-se-lá o que é que a China tem de tão diferente em relação aos outros.

Ainda não tinha começado a chover quando começou a SQ2, e os pilotos aproveitaram logo para ir à pista e marcar um tempo, porque as coisas poderiam mudar a qualquer momento. Foi uma altura onde os McLaren pareciam ter aproveitado bem. Primeiro foi Lando Norris, mas Oscar Piastri foi melhor, marcando 1.35,803. Depois, os Ferrari reagiram, com Leclerc a marcar 1.35,606, esperava-se que os Red Bull superassem a toda a gente, mas Checo perdeu tempo na sua volta rápida, marcando apenas um tempo 175 centésimos mais lento. 


Pouco depois, a chuva começou a cair, os pilotos mudaram de pneus, e aqueles que não conseguiram marcar em tempo que os colocasse de forma segura na SQ3, saiam prejudicados. E um deles foi George Russell, que marcou um tempo seis décimos de segundo mais lento que o último a entrar. E quem foi? Zhou Guanyou, o herói local que, para delírio dos espectadores, metia o Sauber na SQ3. E também Valtteri Bottas lá estava, no que era um excelente dia para eles.

Nada mau para o piloto que tinha um panda desenhado no seu capacete... 

Em contraste, Kevin Magnussen, Nico Hülkenberg, Daniel Ricciardo e Lance Stroll faziam companhia a Russell em verem a SQ3 como espectadores. 

Na parte final, a chuva fazia a sua presença, com os pilotos a montarem intermédios, e a serem mais cuidadosos que o normal, para terem o carro na pista e tirar um bom tempo. As condições estavam tão traiçoeiras, que Lando Norris teve uma excursão pela escapatória numa das curvas. Pior foi Charles Lelcerc, que perdeu o controlo do seu Ferrari SF24 e bateu nos muros de proteção do circuito com a asa dianteira. Oscar Piastri foi o primeiro a iniciar uma volta rápida, enquanto Max Verstappen tinha muitas dificuldades para segurar o carro em pista, e quando marcou um tempo, este foi apagado porque tinha excedido os limites da pista. E isso iria causar um burburinho no final.


Tudo começou quando Lando Norris marcou um tempo canhão em relação à concorrência - 1.57,940, batendo Fernando Alonso, que tinha 1.59,915. Depois, a organização apagou esse tempo, alegando que tinha excedido os limites da pista, dando a pole a Lewis Hamilton, que tinha conseguido 1.59,201. Contudo, depois se verificou que a saída de pista tinha sido à entrada da meta, ainda antes da volta ter começado, o que foi um erro da organização. Compreensivelmente, o tempo foi restituído em poucos instantes, e é Norris que partirá amanhã da pole, com dois veteranos a seu lado: Hamilton e Alonso. Já Max foi apenas quarto, com um tempo dois segundos mais lento. 

Amanhã, pelas 4 da manhã por aqui, será a corrida sprint. Resta saber se será no molhado ou não...