E porque falo da logística? É porque se falou imenso ao longo destes dias. Algumas horas antes da prova, soube-se, oficialmente, que os GP's do Bahrein, a 12 de abril, e o da Arábia Saudita, a 19, foram... como direi? "não se realizarão na data prevista". A razão está em todas as páginas dos jornais, televisões e dispositivos móveis: os americanos e israelitas atacaram o Irão, este fechou o Estreito de Ormuz e bombardeou os países do Golfo Pérsico. Não que eles não se importem de correr com refinarias a arder no horizonte - já aconteceu isso em 2022 em Jeddah - mas o grande problema é que eles bombardeiam aeroportos - Dubai já levou com alguns drones iranianos - logo, a logística torna-se um problema. Já imaginaram um 747 da UPS a pegar fogo com centenas de milhões de dólares em material caro, chassis, motores, equipamentos eletrónicos e tal? Ainda por cima, tão longe de casa? E ainda mais por cima, em maio farão a primeira de quatro visitas aos Estados Unidos?
Portanto... é melhor "adiar". Para mim é mais "cancelar", mas parece que a Formula 1 implora por milagres. Quero ver como encaixarão estas corridas. Será no Natal? Nem sabemos se a guerra estará acabada nessa altura, por muito que bombardeiem o exército e a Guarda Revolucionária iraniana! Afinal de contas, os russos julgavam, em 2022, que Kiev iria ser deles em três dias...
Enfim, deixemos as divagações politicas. Porque o pelotão parece que tem outro problema. De adaptação aos novos regulamentos, e de carros que não podem ser puxados até ao limite.
O dia acordou com algumas expectativas, é verdade, mas nas horas anteriores ao Grande Prémio, começaram a haver sarilhos. Das grandes. Ainda por cima... na McLaren! Na hora final, o carro de Lando Norris estava parado nas boxes e os mecânicos estavam a tentar colocá-lo a funcionar. Mas depois viu-se que o problema era elétrico, e não seria reparado a tempo. Logo, o campeão do mundo iria ver a corrida das boxes.
Mas não foram os únicos azarados: Gabriel Bortoleto, da Audi, e Alex Albon, da Williams, também falharam a partida.
Quando as luzes se apagaram, os Mercedes andaram à luta, que foi bem aproveitado por Lewis Hamilton para ficar com a liderança na primeira curva. Charles Leclerc tentou segui-lo, mas Andrea Kimi Antonelli conseguiu aguentar a pressão do segundo Ferrari e ficou com a segunda posição.
Na volta 30, Russell conseguia passar Charles Leclerc e já era segundo, achando que era suficiente andar atrás dos Ferrari, e ia buscar Antonelli para continuar a sua caminhada para o título, porque nesta altura, a diferença entre ambos era quase de oito segundos.
Ocon e Colapinto tinham ido às boxes, para meter duros e no regresso... trocaram-se, sem grandes consequências, depois do francês da Alpine ter tentado uma ultrapassagem "do fundo da rua", digamos assim.
Na volta 35, Fernando Alonso parava nas boxes, e agora era de vez, mostrando até que ponto ele era capaz de levar o carro. Nessa altura, ele já tinha uma volta de atraso. Logo depois, os Ferrari voltavam a trocar posições entre si, agora pela terceira posição, por causa do erro de Charles Leclerc, do qual Hamilton aproveitou. Nesta altura, Russell estava na frente deles, com uma vantagem de seis segundos. Leclerc tinha uma vantagem de 18 segundos sobre Ollie Bearman, e era quinto... se calhar, à espera de ver os Ferrari implodirem.
Na realidade, acabou por ver o Red Bull de Max a desaparecer de vista. Na volta 46, Max Verstappen tinha problemas com o seu carro, e acabou para ir às boxes, para ser o sexto piloto a abandonar a corrida. Sem poder no motor, depois de sair da curva, e a arrastar no pelotão, sabia que não podia fazer mais. Com isto, todos atrás de si subiram na geral, e Pierre Gasly era sexto na geral.
A parte final da corrida não teve grande história nas dez voltas finais. Russell tentava apanhar Antonelli para ver se conseguia a sua segunda vitória consecutiva, mas as distâncias eram estáveis. Ele tentou fazer o melhor, mas no final, os pneus duros já tinham dado o que tinha a dar e se calhar, o melhor era levar o carro à meta. Um pouco atrás, Hamilton começava, por fim, a afastar-se de Leclerc para ver se conseguia o seu primeiro pódio desde que chegou à Ferrari, e o Haas de Bearman conseguia ser o melhor do resto e conseguia mais alguns pontos para a sua equipa.




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