sexta-feira, 24 de setembro de 2021

A imagem do dia


Nino Vacarella
era um ídolo na sua terra natal. E Targa Florio a sua casa. Vic Elford disse certo que dia que "ele conhecia aquelas estradas como se fosse a palma a sua mão". Que andava mais à vontade que a concorrência, era certo. E naquela região empobrecia e quase esquecida de Itália, ele era um herói. Não era raro ver-se um graffiti com a inscrição "Viva Nino!". Porque para os locais, era o seu motivo de orgulho. Nem os outros compatriotas, especialmente os do norte, mereciam tanta atenção ou adulação que aquele diretor de colégio merecia.

Vencedor por três vezes, há quem jure que a sua melhor corrida foi uma em que... não ganhou. 

Estamos em maio de 1967. A Scuderia está ainda abalada pela morte de Lorenzo Bandini, ocorrida três dias depois do GP do Mónaco, e ele também era um excelente piloto de Endurance, e habitual companheiro de equipa de Vacarella. Para o seu lugar, vai Ludovico Scarfiotti, que também já não queria ficar muito tempo a correr na Scuderia, porque ali, a sua expectativa de vida encurtaria mais que o normal. Ambos correriam num 330P4, apesar da concorrência da Porsche e de um Chaparral 2F de Jim Hall e James "Hap" Sharp, que tinha uma asa traseira, a primeira a ser vista num carro de corridas, para garantir o "downforce" e agarrar o carro à estrada.

O Ferrari partiu para a frente, com Vacarella ao volante, e adapta-se às curvas apertadas das estradas sicilianas, para gaudio dos locais. Já o Chaparral era o contrário: lento e pesado, atrasa-se bastante e o atrito dos pneus faz com que tenha furos atrás de furos, acabando por abandonar, destruído e derrotado. E os Porsches, mais concretamente os 910/6 e os 910/8, faziam a sua parte. Vacarella era veloz, e parecia levar a melhor. 

Contudo, quando passava por Collesano, na segunda volta, exagerou numa das curvas e espetou-se contra uma parede, causando danos em todo o seu lado direito. Tentou levar o carro para ser reparado, mas era inútil. Daí esta expressão, quando sabe que tinha a vitória na mão, e desperdiçou-a. E se calhar, fazia tudo isto pelo seu companheiro desaparecido dias antes. 

Apesar do acidente e da desilusão que tenha causado entre os seus, a adoração que eles tinham para ele nunca abrandou. Paredes pintadas com "Viva Nino!" apareciam sempre que se aproximava mais uma edição da Targa Florio, e eles esperavam todos os anos que acabasse a corrida no lugar mais alto do pódio. E foi o que tiveram nos anos seguintes, especialmente em 1971 e 1975, ambos num Alfa Romeo T33.

E já agora, quem ganhou naquele ano? Foram os Porsche, que monopolizaram o pódio, com o australiano Paul Hawkins e o alemão Rolf Stommelen a serem coroados como vencedores. 

IndyCar: Grosjean é piloto Andretti em 2022


É oficial: Romain Grosjean será piloto da Andretti para 2022. Depois de uma temporada de estreia na Dale Coyne, onde conseguiu três pódios e boas prestações, sobretudo, em pistas mais convencionais - pois ele não queria experimentar as ovais - na próxima temporada, ele andará numa das principais equipas da competição, a par da Chip Ganassi e da Penske.

Estou muito feliz por ir para a Andretti e guiar o carro 28 ano que vem. É uma honra enorme estar em uma equipa do calibre da Andretti, um nome tão conhecido no automobilismo mundo fora. Muito feliz e orgulhoso por guiar para eles. Espero que tenhamos muito sucesso juntos, é a meta de todos. Também gostaria de agradecer a Dale Coyne por ter me dado a oportunidade de vir para a Indy. Adorei muito a chance e me ajudou a chegar a uma das melhores equipas do mundo”, disse o piloto.

Estamos muito animados por receber Romain na família Andretti. Ele já tinha [conseguido] feitos importantes antes de vir para a Indy, mas ver a temporada de estreia dele foi algo muito incrível, para dizer o mínimo. O vasto conhecimento de automobilismo [da parte] dele vai nos ajudar numa temporada forte que teremos para 2022”, comentou Michael Andretti, o diretor de equipa.

Grosjean junta-se aos americanos Alexander Rossi e Colton Hertha na equipa, faltando um lugar para preencher. Segundo conta a imprensa especializada, o candidato provável poderá ser o canadiano Devlin DeFrancesco, atual sexto classificado na Indy Lights. 

A competição termina neste domingo nas ruas de Long Beach. 

Os cenários em Sochi


Com o boletim meteorológico agora a confirmar que sábado será um dia de chuva, os organizadores decidiram fazer algumas modificações para fazer com que tudo corra sobre rodas e evitar o que aconteceu em Spa-Fancochamps, por exemplo. Com a primeira corrida de Formula 3 a decorrer esta tarde, em vez de ser no sábado de manhã, como estava inicialmente programado, espera-se que no sábado, a sessão de qualificação possa ser adiada conforme o estado do tempo.

Para Fernando Alonso, o facto de esta ser uma pista plana, ao contrário da pista belga, por exemplo, poderá acrescentar outro tipo de dificuldades.

É uma pista muito plana, não há mudanças de elevação aqui, então a água permanece bastante na pista”, começou por dizer o piloto espanhol da Alpine. “Lembro-me de que a Curva 1 foi bastante difícil, que normalmente não é uma curva, mas foi uma verdadeira curva no molhado. Para domingo, [vou] cruzar os dedos, não está tão molhado ou não chove muito, porque a visibilidade vai ser ruim, e não queremos ver nada parecido com Spa, com certeza.”, concluiu.

Já Andreas Seidl, responsável da McLaren, disse que se estudavam diferentes cenários para se conseguir realizar todas as sessões, possivelmente para estarem melhor preparados se acontecer algo parecido com o que aconteceu em Spa-Francorchamps.

Já ontem houve um bom diálogo apenas para nos prepararmos para diferentes cenários para este fim de semana. Portanto, penso que todos estão preparados para reagir dependendo de como o estado do tempo continuar a evoluir”, afirmou.

Resta esperar para ver o que poderá acontecer amanhã, pois, para além da Formula 1, haverá também provas da Formula 2 e da Formula 3. caso haja chuva forte e constante - prevê-se 20 milímetros cúbicos de chuva para a tarde de sábado - ver se pode ser compatível ou se será uma longa espera. 

Youtube Rally Video: Hannu Mikkola, Finlândia 1985

Hannu Mikkola, falecido no passado dia 25 de fevereiro, é o homenageado da edição deste ano do Rali da Finlândia, que acontecerá na semana que vêm, mas em 1985, ele estava no seu auge, controlando alguns dos monstros do Grupo B, como o Audi Quattro S2, que naquela altura tinha visto algum do seu domínio contestado pelo Peugeot 205 Ti16, numa constelação de estrelas liderada pelos seus compatriotas Ari Vatanen e Timo Salonen, e toda aquela maquinaria era controlada pelo pulso firme de Jean Todt.

O carro foi construído de propósito para aquele rali, um pouco para contrariar os avanços da marca francesa, mas também para mostrar ao mundo que, ali, eles mandavam. E que tinham o finlandês certo para a tarefa. Infelizmente, Mikkola não chegou ao fim, mas a máquina alemã perdurou.

O filme desse Rali dos 1000 Lagos de há 36 anos foi hoje mostrado pelo amjayes no seu canal do Youtube. Dura meia hora, mas nem darão pelo tempo a passar!

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

W Series: Ronda dupla em Austin substitui a Cidade do México


A W Series terminará no final de outubro com uma rodada dupla no circuito de Austin, em vez de ser no Autódromo Hermanos Rodriguez. O facto da corrida mexicana ter sido movida no calendário causou problemas logísticos dos quais só foram resolvidos com esta modificação. 

Assim sendo, nos dias 23 e 24 de outubro, estarão 50 pontos em disputa pela vitória no campeonato, numa altura em que Jamie Chadwick e Alice Powell estão empatados na liderança, ambos com 109 pontos, 34 à frente da finlandesa Emma Kimilainen.

Catherine Bond Muir, a diretora da W Series, afirmou sobre esta mudança: "Estamos, é claro, desapontados por não podermos concluir nossa temporada de 2021 no Autódromo Hermanos Rodriguez, onde o apoio à W Series e a nossa missão é muito forte. No entanto, as mudanças no calendário da Fórmula 1 teriam resultado em uma corrida independente da série por lá, o que seria logisticamente impossível para nós."

"Será uma maneira adequada de terminar nossa temporada de oito corridas sem fôlego e repleta de ação, e promete ser um fim de semana muito especial, pois celebramos tudo o que a Série W representa e os avanços gigantes que fizemos desde o lançamento, há três anos.", continuou.

"Se me tivessem dito que faríamos duas corridas no mesmo fim de semana em um dos eventos principais da Formula 1 apenas na nossa segunda temporada, eu teria me beliscado. Os pilotos da W Series produziram muitas corridas maravilhosas já este ano, aproveitando a oportunidade para brilhar no melhor palco do automobilismo."

"Eu sei que eles vão lutar de forma plana novamente no COTA, onde tudo estará em jogo e um final de arquibancada para a temporada está garantido com Alice Powell e Jamie Chadwick empatados em pontos no topo da classificação do campeonato.", concluiu.

The End: Nino Vacarella (1933-2021)


Nino Vacarella, um dos melhores pilotos de endurance do seu tempo, morreu hoje aos 88 anos de idade, em Palermo, a sua cidade natal. Ao serviço da Ferrari, venceu as 24 Horas de Le Mans em 1964, ao lado do francês Jean Guichet, venceu as 12 Horas de Sebring em 1970, ao lado de Mário Andretti e Ignazio Giunti, e venceu a Targa Florio por três ocasiões: 1965, 1971 e 1975.

Nascido a 4 de março de 1933, começou a correr no inicio da idade adulta no Fiat 1100 do seu pai, enquanto tomava conta do estabelecimento de ensino da família, o Instituto Oriani, que tinha caído nas suas mãos e os da sua irmã, após a morte prematura do seu pai. Participa primeiro em rampas, mas depois de em 1958, ter corrido num Lancia Aurelia 2500, com sucesso, e no ano seguinte, num Maserati, também com sucesso, o Conde Volpi o convidou para correr na sua equipa, a Scuderia Serenissima, de Veneza. Correndo com Maseratis, começa a dar nas vistas nos grandes eventos de Endurance, especialmente a Targa Florio, o seu "quintal". Em 1960, ao lado do experiente Umberto Magioli, liderou a prova por duas voltas, antes do carro quebrar. Continuou a correr em 1961 ao lado de gente como Ludovico Scarfiotti, Giorgio Scarlatti e Carlo Maria Abate, começando a participar pela primeira vez nas 24 Horas de Le Mans e nas 12 Horas de Sebring, sem resultados relevantes, mas mostrando correr ao lado dos melhores pilotos de então.

E foi também em 1961 que teve a sua estreia na Formula 1, quanto correu no GP de Itália num De Tomaso-Alfa Romeo que a Scuderia Serenissima inscreveu, acabando por não terminar a prova. No ano seguinte, participou em três provas, não se qualificando no Mónaco e conseguindo um nono posto em Monza, num Lotus 24. 

No final de 1962, Vacarella é contratado para correr na Ferrari, ao lado dos britânicos Mike Parkes e John Surtees. A ideia é de correr quer na Formula 1, quer na Endurance, mas é nesta última que consegue os seus maiores feitos. É segundo em Sebring, ao lado de Willy Mairesse e Lorenzo Bandini, mas apenas em 1964 é que consegue o seu primeiro grande feito na Scuderia, ao triunfar nas 24 Horas de Le Mans, no Ferrari 250TR, ao lado do francês Jean Guichet. Voltaria a correr com ele cinco anos depois, num Matra M630, para ser quinto da geral.


Mas por fim, em 1965, triunfou na "sua" Targa Florio, ao lado de Bandini. Dois anos depois, em 1967, eles pareciam ir a caminho de novo triunfo, mas um despiste no seu Ferrari 330 os impediu de continuar devido aos estragos sofridos pelo carro. Já nessa altura, era um ídolo na sua terra natal e era frequente ler inscrições de "Viva Nino" nas paredes à volta do circuito de Madonie.

Em 1970, triunfou em Sebring, ao lado de Mário Andretti e Ignazio Giunti, numa prova onde a corrida foi decidida nos últimas instantes, depois de uma prova de trás para a frente por parte do italo-americano, que conseguiu bater o Porsche 908 dos americanos Pete Revson... e Steve McQueen. Contudo, no final do ano, saiu da Ferrari e rumou para a rival Alfa Romeo, que nesta altura, desenvilvia os T33. Foi terceiro em Sebring, em 1971, antes de nova vitória na "sua" Targa Florio, e em 1972, foi de novo terceiro em Sebring e quarto em Le Mans, ao lado de Andrea de Adamich.

Em 1975, aos 42 anos, Vacarella venceu pela terceira e última vez na Targa Florio, de novo a bordo de um Alfa Romeo T33, ao lado de Arturo Merzário, numa vitória popular numa altura em que correr ali com aqueles carros começava a ser demasiadamente perigoso nas estradas estreitas daquele canto da Sicilia. Pouco depois, pendurou o capacete e se dedicou ao ensino na escola familiar.


Sobre Vacarella, Enzo Ferrari escreveu na sua autobiografia:

"Calmo e sóbrio por fora, você podia sentir que dentro dele queimava o fogo e a paixão de sua terra natal. O percurso do Madonie destacou suas habilidades como piloto de estrada e foi preciso algo especial para ele não vencer ou pelo menos estar entre os líderes."

Até hoje, Vacarella e Guichet eram a dupla mais antiga ainda viva a triunfar nas 24 Horas de Le Mans, durando 57 anos depois de terem triunfado em La Sarthe. E de uma certa maneira, era já um dos últimos representantes de uma geração já distante, heróis dos nossos pais que arriscavam a vida todas as vezes que iam para a estrada, pela adrenalina da ocasião. Ars longa, vita brevis, Nino. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

A imagem do dia (II)


A manobra de Villeneuve sobre Schumacher - ah, como ficamos iludidos! - calhou precisamente cinco anos depois de ter acontecido esta imagem das boxes no mesmo Autódromo do Estoril. O azarado foi Nigel Mansell, mas a culpa tem de ser atribuida a ambos os lados, especialmente os mecânicos, que se esqueceram de apertar a porca do Williams, que perseguia a liderança para colocar Ayrton Senna sob pressão no campeonato. E provavelmente, este momento entregou o campeonato ao piloto brasileiro.

Quando a Formula 1 chegou ao Autódromo do Estoril, Mansell tinha batido Senna em Monza e reduzido a distância do campeonato para 18 pontos - 59 contra os 77 do brasileiro - mas como este tinha sido segundo na corrida italiana, parecia ter tudo controlado. Mansell estava sob pressão, muita. o FW14 teve problemas de juventude, e nas primeiras chances de vitória, como no Canadá, tinha desperdiçado. Só conseguiu a sua primeira vitória em Magny-Cours, mas a seguir, triunfou em Silverstone - onde deu a famosa boleia a Senna - e Hockenheim, e aqueceu o Mundial.

E para piorar as coisas, na qualificação, Senna ficou na sua frente. Não fizera a pole - essa ficou nas mãos de Ricciardo Patrese - ambos ficaram na segunda fila. Mansell fez uma das suas largadas - quase derruba Senna - para ver se ficava com o primeiro posto, mas Patrese e Gerhard Berger tentaram bloqueá-lo. Foi segundo, e parecia que o italiano ia embora. Mas na volta 18, o britânico passou o italiano e ele parecia que voltaria a triunfar.

Mas na volta 29, Mansell vai às boxes para uma paragem prolongada. E deu no que deu. O "brutânico" não era virgem nestas situações. Menos de um ano antes, em Suzuka, ainda na Ferrari, liderava a prova quando foi às boxes e queimou a embraiagem, deixando escapar uma vitória certa. Mas ali, as suas chances de vitória e de ter uma chance na luta pelo título, foram definitivamente por água abaixo. Verdade que depois voltou a vencer em Barcelona, mas o mal tinha acontecido e o título mundial encaminhava alegremente para as mãos do brasileiro. 

No final, Patrese triunfou e Senna ainda conseguiu mais seis pontos, ao ser segundo. Até poderia ser campeão em Espanha, se ele não terminasse a corrida. Mas nessa tarde, o que ficou na mente foi aquela má manobra da Williams. A pressa é sempre inimiga da perfeição... 

A imagem do dia


Ontem falei dos quatro pilotos que se sentaram por cima do muro das boxes. Hoje, falo da ultrapassagem que apanhou Michael Schumacher "com as calças na mão", do qual faz hoje 25 anos. E na última vez que a Formula 1 correu no Estoril. 

Jacques Villeneuve tinha a aura toda em 1996. Campeão da CART, vencedor das 500 Milhas de Indianapolis, filho de Gilles Villeneuve, piloto da Williams, a equipa que ganhava tudo, contra um Schumacher que tinha ido para a Ferrari para reconstruir uma equipa e levá-la para o cume, não interessava o tempo que durasse. Villeneuve era jovem, fresco e todos olhavam para ele com esperança e altas expectativas. E era o que andava a fazer naquela temporada.

Quando a Formula 1 chegou a Portugal, Schumacher tinha acabado de vencer em Monza, e via-se que a Ferrari tinha evoluído imenso com o seu chassis. Damon Hill estava mais preocupado com o seu companheiro de equipa, e sabiam que Schumacher não seria ameaça, mas depois do que tinha conseguido nessa prova, já entendiam que num futuro próximo, ele voltaria para a primeira linha.

A manobra aconteceu quando ambos lutavam pela terceira posição. Villeneuve tinha ido às boxes para o primeiro reabastecimeto e tinha apanhado o alemão. Aproximou-se e colocou-se lado a lado, por fora, na Parabólica, e parecia que o canadiano ia levar a melhor, antes de aparecer pela frente o Minardi de Giovanni Lavvaggi - descrito como "desesperadamente lento" por um dos comentadores - e parecia que Villeneuve tinha de levantar o pé. Na realidade, ele acelerou ainda mais e conseguiu manobrar para ficar na frente do alemão, e depois de passar o italiano, que era companheiro do Pedro Lamy, manteve-se na frente do alemão.

No final, foi um belo presente, e ainda por cima, Villeneuve acabou por ganhar, na frente de Hill e Schumacher, na quarta vitória da sua carreira, e ainda iria ter uma chance de alcançar o título mundial. Contudo, no Japão, ele acabou por desistir e Hill foi coroado como vencedor, o primeiro filho de campeão a ser campeão. 

O que não sabíamos, naquela tarde, era que iria demorar 24 anos e uma pandemia para voltar a ver as máquinas da Formula 1 na nossa terra, e noutro circuito. 

Youtube Formula 1 Video: A genialidade de Fangio

Na atualidade, apenas os fãs que melhor conhecem a história podem falar com autoridade sobre Juan Manuel Fangio, o argentino que aos 40 anos foi para a Europa e maravilhou o automobilismo na sua primeira década, vencendo cinco títulos mundiais e 24 corridas, algumas em condições quase impossíveis.

E sendo falado por pessoas que não o viram correr, e alguns deles, nunca o viram vivo, é outro feito. Portanto, ver um video do Josh Revell onde fala de "El Chueco" é um feito. Portanto, vamos lá apreciar aquilo que ele fez sobre ele. 

Russel não tem nada a perder, afirma Rosberg


George Russell não tem nada a perder em 2022. Quem afirma é Nico Rosberg, antigo piloto da Mercedes e campeão em 2016, o único que conseguiu bater Lewis Hamilton. Para ele, mais do que o potencial que já demonstrou, é o facto de provavelmente, 90 em cada cem pessoas não acreditam que seja o aluno que supere o mestre e seja o novo comandante da Mercedes. E aconselha-o a conquistar a equipa, para o ter a seu lado.

Ele não tem nada a perder, ninguém espera que ele leve a melhor sobre Hamilton. Mas se o fizer, é o maior herói de sempre”, disse o piloto alemão. “Ele precisa de se rodear de boas pessoas e de jogar um elemento da equipa. Levar os rapazes a jantar fora, coisas desse género. As pessoas precisam de ver que te preocupas com eles. Lewis não fez isso no início porque era tão rápido, e achava que não precisava de fazer mais”, aconselhou.

Russell correrá na Mercedes em 2022, depois de três temporadas na Williams, onde conseguiu um pódio e algumas corridas nos pontos. A Formula 1 continua neste final de semana em Sochi, na última corrida europeia de 2021.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

A imagem do dia

 


Deve haver dezenas de imagens deste momento. Para o assinalar, decidi ser um pouco diferente. Ao colocar Bernie Ecclestone aqui, basicamente estou a falar quem foi a pessoa que esteve por trás da ideia. Como é sabido, ele faria de tudo para colocar a Formula 1 no topo das noticias, e a três provas do fim, quatro pilotos poderiam ser campeões, embora Ayrton Senna já estava a ficar um pouco mais distante.

Contudo, a soberba pole-position que tinha feito na qualificação, no seu Lotus-Renault, colocou toda a gente de boca aberta, e dando esperança para que ele pudesse lutar pelo titulo mundial. Nigel Mansell liderava com 61 pontos, cinco na frente de Nelson Piquet, oito na frente de Alain Prost e treze de Ayrton Senna, que tinha 48. Mas com 27 pontos em jogo, imaginem que o brasileiro da Lotus ganhasse as três corridas seguintes?

Ecclestone sabia montar um bom espectáculo. E no final da qualificação, juntou os quatro e a imprensa em peso tirou essa foto diante da bancada A do Autódromo do Estoril. E esperavam que a corrida fosse emocionante, para saber qual deles iria ceder na corrida para o título daquele ano. E será que foi?

Nem por isso. Mansell foi-se embora na partida e só o viram na meta. Senna andou no segundo posto por muito tempo, até que ficou sem gasolina na volta final, acabando na qureta posição, sendo passado por Prost e Piquet, que compuseram o pódio. O quarto posto de Senna praticamente o afastou do título, talvez a última chance do Lotus-Renault, e parecia que o britânico ia a caminho de um inevitável título mundial. 

Vocês conhecem o final da história. E se calhar, são estes os motivos pelos quais estes momentos são inesquecíveis aos nossos olhos. Mas não isto não foi uma coisa espontânea. Foi aquele baixinho de camisa branca que montou tudo. Tanto que fez a mesma coisa 24 anos depois, na Coreia do Sul, com cinco pilotos. Mas nada bate o original.

Youtube Rally Video: Juha Kankkunen, Finlândia 1994

Continuando com os vídeos de ralis passados, agora que o Rali da Finlândia se aproxima a passos largos- estamos a uma semana e meia do evento - trago aqui a edição de 1994 da prova, onde Juha Kankkunen teve uma corrida que começou muito mal, com um capotamento na segunda especial, caindo para a... 76ª posição! Contudo, acabou muito bem, quase a roçar o milagre, chegando aos pontos no nono posto e assegurando o título de Construtores à Toyota... 

Mas na realidade, aquela condução "maníaca" de Kankkunen houve muita habilidade, experiência ao volante e atitude de "nada a perder". 

Noticias: Sochi será muito chuvoso


Depois de sol em Monza, Sochi, palco do GP de Rússia, poderá ser muito chuvoso. O tempo previsto para o final de semana na cidade à borda do Mar Negro é e chuva o tempo todo. Sexta, sábado e domingo, poderá ter ora aguaceiros, ora chuva intensa, com temperaturas a rondar os 18 graus ao longo do fim de semana.

Como é sabido que a Formula 1 terá muitos cuidados com este tipo de tempo - foi isso que vimos em Spa-Francochamps, com a floresta das Ardenas a não ajudar - não se saberá muito bem como é que a pista se comportará com este tipo de tempo, porque este Grande Prémio nunca foi corrido neste tipo de condições meteorológicas. 

Evidentemente, mais para o final da semana se saberá como ficará o tempo. Mas em caso de precipitação, não será uma corrida normal, isso é certo. 

 

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Noticias: Tost elogia Tsunoda


A primeira temporada de Yuki Tsunoda pode não ser tranquila, mas a Alpha Tauri está contente com o desempenho do piloto japonês de 21 anos. Franz Tost, o diretor da marca, afirmou quem apesar de não estar a par de Pierre Gasly, tem feito um trabalho razoável e diz que nunca pensou em substituir o jovem nipónico:

Nunca pensei em substituí-lo, porque hoje em dia, se trouxermos um estreante para a Fórmula 1, temos de lhe dar tempo. A Fórmula 1 é tão complexa, tão difícil que não se pode esperar que um jovem venha, e mostre ao aos pilotos experientes como se faz. Yuki até agora tem feito um trabalho razoavelmente bom.", começou por dizer. 

"Ele tem sido rápido, terminou em Budapeste na sexta posição e na sua primeira corrida foi nono no Bahrein. Claro que teve alguns acidentes, mas eu digo sempre que o período de acidentes faz parte do processo educativo, como é que alguém vai encontrar o limite se não lhe for permitido acidentes. Agora espero que este período esteja terminado agora.”, continuou

Estamos ansiosos pela segunda metade da época, embora não se torne fácil porque todos estes jovens pilotos não conhecem nem a América, nem o México, nem São Paulo, nem a Turquia. Arábia Saudita ninguém conhece, pelo que há muito trabalho à nossa frente para o levar a um bom nível mas, ao lado de Pierre Gasly, que é hoje um dos pilotos mais rápidos da Fórmula 1, ele pode aprender muito, pode comparar os dados e as suas capacidades. Penso que ele vai melhorar e estou ansioso por ver este alinhamento de pilotos no próximo ano, quando teremos um carro novo, pelo menos teremos uma constante e isso é importante para nós”, concluiu.

A Formula 1 volta à ação no final da semana em Sochi, quando faltam oito provas para o final do campeonato. 

Youtube Automobile Vídeo: A obsessão pela velocidade em terra

Velocidade é uma coisa fabulosa, certo? A ideia de seres o mais rápido de todos, ou até tocar os limites da física é uma sensação próxima da maravilha, da experiência religiosa. Contudo, quando as marcas de supercarros começam a dizer que o seu carro alcançou velocidades acima dos 500 km/hora em estradas normais, as pessoas tem duas reações: as de espanto... e as de desconfiança. 

Em 2020, o SSC Tuatara reclamou ter alcançado 532 km/hora numa estrada no Nevada, mas cedo apareceram gente que colocou tudo em séries dúvidas, até o video, que poderia ter sido adulterado. Claro, a polémica instalou-se e no final, descobriu-se que aquela velocidade não aconteceu.  

Agora, o Noah Sykes, do Donut Media, decidiu fazer um video sobre esta polémica, explicando o que aconteceu e porque é que aconteceu. 

domingo, 19 de setembro de 2021

A imagem do dia


Há precisamente 50 anos, acontecia a primeira corrida que acabou antes de tempo. Em Mosport, no Canadá, a tempestade que caiu ao longo do dia e da corrida, Jackie Stewart levava a melhor sobre a concorrência, mas a prova terminou na volta 64, das 80 previstas.

Contudo, no meio de uma corrida onde, em termos de campeonato, tudo já estava decidido desde há muito, a grande novidade foi um McLaren, e um piloto que, sendo novato na categoria máxima do automobilismo, mostrou-se e tornou-se no piloto do dia: Mark Donohue. E claro, foi também a primeira vez que a Formula 1 ouvia falar de Roger Penske.

Em 1971, ambos andavam em tudo que era carro. Desde a Can-Am, até à IndyCar, passando pela Trans-Am, faziam mais de três dezenas de corridas e mostrando que tinham sucesso. A meio de setembro, com um fim de semana vago, e depois de terem corrido contra boa parte do pelotão da Formula 1 no Questor Grand Prix, na California, viu-se que seria uma boa ideia se corressem nas provas americanas da Formula 1. Alugaram um McLaren M16 e conseguiu um digno oitavo posto na grelha de partida.

A corrida foi uma de sobrevivência, entre Stewart e Ronnie Peterson, no seu March. A chuva foi constante, mas o problema era a visibilidade, que era diminuta, ao ponto em que  organização decidiu que o melhor era acabar a corrida por ali. Na volta 64, mostraram a bandeira vermelha e com mais de 75 por cento realizado, todos os pontos seriam atribuidos. Já Donohue, apesar de não estar habituado a estas condições, adaptou-se e subiu paulatinamente na classificação geral, e foi o último a ficar na mesma volta do vencedor, na frente até do McLaren oficial de Dennis Hulme. Um resultado que ninguém esperava, mas não era tão surpreendente, dada a grande experiência automobilística e grande capacidade de adaptação por parte do "Capitain Nice".

Contudo, havia outras prioridades. Por causa da Can-Am, somente três anos depois é que Donohue e Penske regressariam à Formula 1, numa aventura com final prematuro e trágico. 

Sobre "Schumacher", a minha critica


Consegui ver esta noite o documentário "Schumacher", mesmo não tendo Netflix, confesso. Para documentário, é grande - maior que "Senna", por exemplo - mas ao longo de quase duas horas de filme, dá-nos uma ideia do que foi o primeiro dos pilotos a alcançar sete títulos mundiais, e como conseguiu lá chegar. Antes de o ver, li algumas criticas sobre o documentário, mas queria ver por mim mesmo para saber se aquilo que falam tem algum fundo de verdade. Porque, tal como Senna, observei a carreira do piloto alemão desde o inicio. E até antes do inicio, quando ele era um dos pilotos juniores da Mercedes na Endurance, ao lado de Karl Wendlinger e Heinz-Harald Frentzen.

O filme, feito por Hanns-Bruno Kammertöns, Vanessa Nöcker, Benjamin Seikel e Michael Wech, começa com uma imagem de Schumacher de férias, a fazer mergulho, com a família, antes de passar por ele a sair do túnel do Mónaco, a bordo de um dos seus Ferrari vencedores de títulos. E a partir daqui, é a vida dele, contada pela família, com as cenas de pista entrecortadas com a ida familiar, de uma forma extremamente acessível, nunca vista antes, e se calhar, depois. E é assim ao longo dessas quase duas horas de duração.

Há cenas marcantes: Imola, 1994. Adelaide, nesse mesmo ano. Aida, 1995. Todas as cenas que o marcaram e depois, deram os títulos à Benetton. E depois, a Ferrari e a razão porque ele foi para lá. 

O mais surpreendente no filme é o papel de Niki Lauda. Pouco falado, mas o austríaco esteve por trás da contratação de Schumacher na Ferrari, como consultor. No mesmo tipo de coisa fez 16 anos depois quando contratou Lewis Hamilton para a Mercedes - em substituição de... Schumacher - deu o primeiro passo para a era que se abriu na Scuderia. E ali, todos falam da sua ética obsessiva de trabalho, do primeiro a entrar e o último a sair, sempre tentando alcançar os cem por cento que podia tolerar para ser aquilo que era: um piloto muito bom, com "killer instinct" e que faria de tudo para se manter por lá.

E o mais interessante nele: nunca aceita as responsabilidades em caso de acidente. Acha que sempre tem razão. E se calhar é por isso que foi sempre tão odiado como amado. 

Mais cenas: Barcelona, 1996. Jerez, 1997. Spa, 1998. Silverstone, 1999. Pontos mais baixos que altos na sua dura caminhada na Scuderia para alcançar o topo. E as dúvidas. Depois, Monza 2000, onde chega aos 41 triunfos, iguala Senna e chora na conferência de imprensa. A partir daqui, são mais os altos que os baixos. Os títulos mundiais e o domínio que muitos queriam e achavam que a Scuderia merecia. 

E depois, o final, com o acidente que teve perto do ano novo de 2014. As reações da família indicam algo do qual todos entendem desde então: Schumacher é um "vegetal" e pouco evoluirá da sua condição até à sua morte física, daqui a provavelmente, muitos anos. Não dizendo, nem mostrando nada, as suas reações corporais dizem tudo: nada será como dantes. E as expressões de Mick Schumacher, que segue os passos do pai, também dizem bastante.

Que conclusão se tira? É um documentário sobre Michael Schumacher, mas há coisas que deixam de fora. Algo completo duraria provavelmente umas quatro horas de duração, mas havia um objetivo conquistado: mostrar que era um ser humano, determinado em vencer. E que triunfou no caminho que tinha escolhido para viver a vida. E como ser humano que é, com virtudes e defeitos, uma família que o adora, apesar de tudo, que se expôs para contar a sua versão da história. É isso.      

sábado, 18 de setembro de 2021

Youtube Rally Video: Os 70 anos do Rali da Finlândia

O Rali da Finlândia vêm daqui a duas semanas, e vai ser a edição numero 70, o que é um bonito - e redondo - número. E para comemorar, parece que o pessoal da organização decidiu fazer um video descontraído com alguns pilotos locais, como o Markku Alen, Ari Vatanen, Timo Salonen, Simo Lampinen, Jari-Matti Latvala, Marcus Gronholm, Mikko Hirvonen, entre outros. 

Só faltou no convivio o Juha Kankkunen e o Tommi Makinen.

Claro, todos a falarem da classificativa mais importante do rali: Ouninpohja.

E pelo meio, todos prestando homenagem ao Hannu Mikkola, que como é sabido, morreu no passado dia 25 de fevereiro, aos 71 anos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Rumor do Dia: Novo comprador à vista na Formula 1?


O rumor surgiu durante a semana, e apesar da fonte não ser a mais credível - já lá vamos - há um fundo de verdade neste assunto, por vários motivos, dos quais tentarei explicar alguns ao longo deste artigo. 

Então, sobre o assunto da possível compra de um grupo saudita de uma parte das ações da Formula 1, tem um fundo de verdade, por vários motivos. E já começou bem antes do inicio da pandemia, pois logo no inicio de 2020, no cancelado GP da Austrália, foi apresentado o patrocínio da Aramco, a petrolífera nacional saudita, que é a maior do mundo e que recentemente, foi colocada em bolsa (cerca de cinco por cento do seu capital), com centenas de milhões de dólares movimentados. 

Então, a ideia da venda de uma parte da Formula 1 por parte de grupos privados - ou do fundo soberano saudita - tinha a ver com liquidez. Em 2020, para evitar terem grandes prejuízos com a pandemia e assegurar o fluxo de capital necessário para as equipas - que tem direito a metade do dinheiro gerado pela FOM (Formula One Management) - esta contraiu em empréstimo de 300 milhões de dólares a bancos sauditas. Contudo, o reativar do calendário não significou o regresso do fluxo de capital, já que a Liberty Media assegurou aos circuitos cancelados que poderiam ter uma extensão do contrato por mais um ou dois anos - conforme os anos que foram obrigados a não receber a Formula 1 - sem pagarem um extra. Logo, com alguma aflição nos cofres, os sauditas poderiam avançar para injetar algum dinheiro, e a inclusão da sua corrida seria um compensação por tudo isso.

Contudo, a oferta da compra de uma parte da FOM foi rechaçada... por agora.

Bom, essa é a história que andei a ler e já se ouvia há algum tempo. Mas a fonte, para mim, é suspeita: trata-se de Roger Benoit, o veterano jornalista suíço do periódico Blick, em tabloide. E Benoit é amigo pessoal de Bernie Ecclestone, e muitos o vêm como "papagaio" do anãozinho tenebroso. Daí a suspeita de ser uma noticia plantada por parte do nonagenário para ver se volta a comprar a Formula 1 da Liberty Media por valor bem mais barato daquele que enceu, em 2017, e do qual foi "despedido para cima". 

Segundo conta Benoit no seu artigo, "a categoria 'não evoluiu muito' desde que foi comprada pela Liberty e demitiu seu ex-chefe executivo Bernie Ecclestone em 2017. Como se esperava, Chase Carey cedeu seu posto de chefe. Os americanos parecem ter perdido o interesse em seu brinquedo multibilionário. Ironicamente, são os sauditas que agora estão batendo na porta para uma compra."

As dez equipas baseadas na Europa e muitos organizadores de corridas precisam ser cautelosos agora. Qatar, Bahrain, Abu Dhabi e Arábia Saudita mandam lembranças”, conclui o artigo.

Mas quando perguntado sobre o assunto, o Joe Saward disse que a Liberty Media perguntou aos sauditas se não queriam uma percentagem do negócio. E eles recusaram a oferta... por agora. 

Logo, a conclusão que se pode ter é esta: há apertos, mas não é nada preocupante. A ideia de ter interesses do Médio Oriente na Formula 1 é real, e houve movimentações nesse sentido. Mas entre ter alguém comprometido com uma personagem que quer ver a Liberty Media fracassar, e a realidade, é um pulo grande. Mas não é um assunto terminado, isso é garantido.

A situação do calendário para 2022


A pandemia está a chegar ao fim e parece que o calendário que anda a circular pelo paddock é um de "regresso à normalidade", embora se diga que poderá haver modificações pelo caminho, já que se na Europa a grande maioria da população já foi vacinada, ou está a caminho de ser, noutros lados, as coisas andam um pouco mais lentas. 

À partida, e de acordo com o que li na terça-feira no blog do Joe Saward, e depois confirmado noutros lados, o calendário de 23 corridas terá algumas modificações em relação ao deste ano... e não falo só das corridas que entraram à custa da pandemia. À partida, tudo começa e acaba no Médio Oriente, primeiro com Bahrein (20 de março) e Arábia Saudita, este a 27 de março, ou seja, quatro meses e meio depois de receberem a Formula 1 pela primeira vez. A 10 e 17 de abril, a Formula 1 faz uma jornada dupla da Austrália para a China, mas também temos de ver como é que ambos os países irão estar nessa altura, porque, como sabem, as restrições que eles mesmos impuseram em relação a visitantes estrangeiros terá de ser tomada em conta. No caso chinês, a única coisa que pretendem receber até lá são os Jogos Olímpicos de inverno, que acontecerão dois meses antes, em fevereiro, em Pequim. Depois é que se poderá ver sobre um regresso progressivo de outras provas desportivas. Mas se sobre a China, há certezas, a Austrália tem mais dúvidas, porque a vacinação anda mais atrasada e eles impuseram uma forte restrição à entrada de estrangeiros no seu país.

A 8 de maio, a Formula 1 estreia-se em Miami, na segunda corrida do calendário em terras americanas. Mas ai ser uma corrida isolada, o que não tem lá muita lógica, porque o mais fácil teria sido juntar Miami a Montreal - talvez isso aconteça mais tarde, mas em 2022, não tem muita lógica. Muitos julgam que isso é para mostrar que a DHL sabe do que faz... ja agora, o Canadá será a 19 de junho, uma semana depois de Baku, e como seria de esperar, será ao mesmo tempo que as 24 Horas de Le Mans. Pelo menos, por agora. e pelo meio, Barcelona (21 de maio) e Mónaco, a 28 de maio, com modificações, já que cai a tradicional folga de sexta-feira, para terem os três dias no Principado.

Silverstone quer que o seu Grande Prémio seja a 3 de julho, para não prejudicar Wimbledon, cuja final acontecerá a 10 de julho, e porque no ano que vêm há tenistas britânicos capazes de lutarem pelo troféu. Portanto, nesse campo, irão fazer finca-pé, e é muito provável que esta seja uma data definitiva.


À partida, França será a 17 de julho, mas há movimentações para que seja no final do mês por causa de pressões por parte da organização, que quer atrair gente para o Grande Prémio. Como toda a gente, sofreu imenso nestes dois anos sem poder receber gente devido à pandemia, e quer uma data mais adequada para poder encher Paul Ricard. Sem isso, poderá cair no calendário e ser substituído por gente mais ambiciosa. Uma troca para o final do mês com a Áustria ou a Hungria está em cima da mesa.

Depois do mês de férias, o recomeço será com um triplo stint Bélgica-Países Baixos-Itália (28 de agosto, 4 e 11 de setembro), Rússia no final do mês (25 de setembro) e Singapura a 9 de outubro, de regresso depois de dois anos de ausência. E fará duplo "stint" com Japão, a 16 de outubro.

A Formula 1 chegará às Americas a 31 de outubro na Cidade do México, antes de rumarem a Austin, uma semana depois, e a 20 de novembro, irão a Interlagos. Abu Dhabi encerrará o calendário a 4 de dezembro, num final de ano mais espaçado porque é nessa altura que acontecerá o Mundial de futebol, no Qatar. Que não vai receber a Formula 1 nesse ano por óbvias razões. Mas em 2023, a história pode ser outra.


E claro, restam as pistas que receberam a Formula 1 este ano e não estarão presentes em 2022, como Istambul Park, Portimão ou Imola. É muito provável que sejam usados como reservas para a eventualidade de algum cancelamento devido a restrições por causa da pandemia. Aliás, fala-se que Imola tentou ficar com o lugar de Barcelona, mas os catalães deram mais dinheiro e o acordo ficou já selado. Mas claro, nada está garantido, apesar de todos dizerem que o pior já passou...

Quanto aos testes, há um esquema que afirma que os carros novos andarão em duas pistas: Barcelona - de 23 a 25 de fevereiro - e Bahrein - de 11 a 13 de março.

Sobre este calendário, que circulou do paddock de Monza neste fim de semana que passou, Stefano Domenicalli espera que haja respostas no final do mês para poder ser discutido e aprovado entre eles, antes de passar para a FIA e receber o visto na reunião do Conselho Mundial, que costuma ser no inicio de dezembro, em Paris. 

Youtube Formula 1 Video: Como Albon se comportará no regresso?

Todos já sabem desde o final de semana do GP de Itália que Alex Albon irá regressar à Formula 1 pela Williams. Depois de um ano no DTM, o piloto tailandês, ligado à Red Bull, correrá numa equipa que começa a recuperar algum do seu prestigio perdido e do qual se fala que poderá ter um bom carro na temporada de 2022, com os novos regulamentos. 

O que será que isso dá? E como é que ele se adaptará a um ano longe das pistas? É isso e muito mais que o Josh Revell tenta falar neste seu mais recente video.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

A imagem do dia


Há vinte anos que a Williams conseguia um triunfo simbólico, numa temporada que regressava de uma travessia do deserto, desde o GP do Luxemburgo de 1997, com Jacques Villeneuve. Nesse período de tempo, viu a concorrência agigantar-se, primeiro a McLaren, e agora, a Ferrari. Relegado a uma espécie de terceira força, onde chegou a ver Jordan e Stewart a celebrar triunfos nesta travessia do deserto, quando assinaram com a BMW para lhes dar motores e começarem a correr no ano 2000, havia esperança de que os bons dias pudessem estar à esquina. E foi o que aconteceu em Imola, quando Ralf Schumacher conseguiu o triunfo - repetida em Hockenheim - mostrando que a combinação tinha sido a acertada. Pelo meio, passaram por lá gente como Alessandro Zanardi e Jenson Button, o primeiro vindo da América e foi uma desilusão total, o segundo, um jovem que se estreava muito cedo na competição, aos 20 anos de idade.

Mas se tinham uma boa combinação, faltava o piloto carismático para iluminá-lo. E curiosamente, tiveram-no desde sempre. Apenas teve de ir para o outro lado do Atlântico para se mostrar. O colombiano Juan Pablo Montoya tinha sido piloto de testes da marca, antes de, no final de 1998, ter ido para os Estados Unidos, em troca da contratação de Zanardi. A troca correu bem... para a Chip Ganassi, a equipa americana, pois ele foi campeão logo na temporada de estreia - o último "rookie" campeão tinha sido Nigel Mansell, em 1993 - e no ano seguinte, conseguiu a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, à primeira tentativa. 

Com as credenciais mostradas nos "States", Montoya chegou à Europa com vontade de mostrar, E logo na corrida do Brasil, em Interlagos, aquela manobra na volta 3 da corrida, a ultrapassagem no "S" de Senna a Michael Schumacher, o piloto que todos queriam superar, mas poucos conseguiam. O único que impôs respeito tinha sido Mika Hakkinen. 

E ali  ele ia a caminho a vitória... se o Jos Verstappen não o tivesse abalroado na sua traseira. 

Mas mostrou que era capaz. E poucos meses depois, em Monza, dominou. E certo que os acontecimentos de uns dias antes poderão ter afetado muita gente, e que o título já estava decidido há muito a favor de Schumacher. Mas naquele final de semana, Montoya esteve perfeito. Aliás, foi a única corrida onde o alemão ficou fora do pódio sem ser por alguma avaria mecânica ou saída de pista. Simplesmente, não esteve lá. O colombiano mostrou a todos que, num dia bom, ele tinha estofo de campeão. E claro, fez história, ao ser o quarto piloto de um país da América Latina a ir ao lugar mais alto do pódio, e o primeiro colombiano.

O resto é sabido. Agora, muitos dizem que ele era provavelmente um dos pilotos que peitou o alemão. Mas a falta de consistência evitou mais altos voos. Contudo, naquele dia de setembro, mostrou finalmente os seus galões.

Youtube Rallying Video: Ari Vatanen, Rali da Finlândia de 1988

Ao longo da sua carreira, Ari Vatanen andou em muitos carros, quer tivessem tração às duas ou quatro rodas. Contudo, em 1988, fez uma escolha anormal: decidiu andar num BMW M3 de tração traseira, numa inscrição quase privada, mas na realidade, não era. O BMW tinha sido inscrito pela Prodrive, a preparadora de David Richards, seu amigo e navegador quando foi campeão do mundo, em 1981.

Numa temporada onde a Lancia dominava a seu bel-prazer, e onde Toyota, Ford e Mazda tentavam contrariar esse domínio, Vatanen tentou fazer o melhor possível para andar bem num carro que nunca foi desenvolvido para os ralis de terra e começava a perder tração para os Delta Integrale, por exemplo, o finlandês até andou bem até abandonar, vitima de um despiste, onde embateu contra uma árvore na beira da estrada.

E é sobre esse rali que trata hoje este video, à medida que se aproxima, quer uma nova edição do rali finlandês, quer os 40 anos do título mundial do finlandês. 

Noticias: Aston Martin mantêm dupla para 2022


A Aston Martin anunciou esta quinta-feira que Sebastian Vettel e Lance Stroll se mantêm como seus pilotos para a temporada de 2022. O anuncio já era esperado, apesar de alguns rumores terem apontado que a equipa poderia dispensar Vettel, ou o tetracampeão se reformar mais cedo que o esperado. Afinal, nada disso aconteceu.

Lawrence Stroll, o Presidente Executivo da Aston Martin Lagonda e Aston Martin Cognizant, afirmou no seu comunicado oficial sobre a temporada atual e a renovação de ambos os pilotos: 

A primeira temporada da Aston Martin Cognizant Formula One Team teve um arranque dececionante, devido às mudanças regulamentares durante o Inverno. Mas fizemos bons progressos ao longo dos últimos meses, e tanto Lance como Sebastian têm apresentado excelentes desempenhos. Tiveram mais do que a sua quota-parte de azar, mas em 2022 estamos encantados por continuar com uma mistura tão excelente de talento juvenil e experiência”.

Otmar Szafnauer, CEO e Diretor da Equipa, disse: “Lance é um dos pilotos mais talentosos da Fórmula 1 moderna, e a esse talento em bruto acrescenta agora experiência em pista. O quatro vezes campeão mundial, tendo feito 271 Grandes Prémios, dos quais ganhou 53, Sebastian é também um enorme trunfo para a nossa equipa, e no próximo ano esperamos que ambos tenham sucesso no que será uma fórmula muito diferente da atual. Nunca subestimamos a nossa oposição, por isso não pretendemos prometer demasiado, mas sabemos que Lance e Sebastian obterão o melhor dos instrumentos que lhes colocaremos à sua disposição”.

Já Sebastian Vettel e Lance Stroll também comentaram as renovações pela equipa. 

Estou realmente ansioso por correr com a nova geração de carros de Fórmula 1. O seu aspeto é muito diferente e os novos regulamentos técnicos devem dar-nos carros que permitam lutas muito mais próximas. Corridas mais excitantes serão ótimas tanto para os pilotos como para os fãs. As mudanças são tão grandes que cada equipa vai ter um novo começo, pelo que será uma grande oportunidade para nós na Aston Martin. Acredito na força da nossa nova equipa em crescimento, por isso já estou ansioso por 2022”, falou o alemão, tetracampeão mundial.

Estou realmente ansioso por correr com a nova geração de carros de Fórmula 1. O seu aspeto é muito diferente e os novos regulamentos técnicos devem dar-nos carros que permitam lutas muito mais próximas. Corridas mais excitantes serão ótimas tanto para os pilotos como para os fãs. As mudanças são tão grandes que cada equipa vai ter um novo começo, pelo que será uma grande oportunidade para nós na Aston Martin. Acredito na força da nossa nova equipa em crescimento, por isso já estou ansioso por 2022”, comentou o canadiano.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

A imagem do dia

 


Passam-se exatamente vinte anos sobre aquela tarde de sábado na Alemanha. E esta imagem irá arrepiar enquanto ainda existirem seres humanos impressionáveis. Mas o mais incrível no meio disto tudo é que o piloto em questão, Alex Zanardi, não só sobreviveu a isto, mas como ainda sofreu outro acidente do qual continua a recuperar, do qual apenas teve como grande consequência a sua habilidade em falar.

Quando os eventos do 11 de setembro aconteceram, a caravana da CART estava na Europa, para corridas na Alemanha e na Grã-Bretanha, ambos em ovais (Rockingham e Lausitz). O pelotão estava em choque e a corrida esteve em dúvida até às vésperas, quando se decidiu ir para a frente, mudando o nome de German 500 para American Memorial. E para complicar as coisas, a chuva que caiu no local, fez cancelar a qualificação, sendo a grelha definida pela classificação do campeonato. 

Nessa altura, Zanardi tinha regressado à CART depois de um ano de pausa após uma passagem frustrante pela Formula 1, na Williams. Contudo, nesta segunda passagem pela competição americana, no carro preparado pela Mo Nunn Racing - o homem por trás da Ensign na Formula 1 -  o piloto italiano, então com 35 anos, não estava a ter uma grande temporada. E ironicamente, a corrida de Lausitz era a primeira em que o piloto liderava.

Mais tarde, Johnny Herbert, seu antigo companheiro na Lotus, em 1993 e 94, expressou o seu choque: "Esperas acidentes, é verdade, mas nada neste tipo [de horribilidade]". Pessoalmente, lembro-me bem do acidente, e durante muito tempo, fiquei convencido que ele estava morto, que aquele acidente não era feito para sobreviver. E na realidade, esteve quase: o italiano perdeu três litros de sangue. Se perdesse mais um litro, teria sido fatal.

Mas claro, todos sabemos o final da história. E o que aconteceu depois. E o que fez nos dezanove anos seguintes, na sua segunda vida, primeiro como piloto, depois como paraciclista e as medalhas olímpicas que conquistou em Londres e no Rio de Janeiro. Tudo antes do seu segundo acidente, em 2020, nos arredores de Siena. Onde mais uma vez, teve de voltar a aprender tudo de novo, e da maneira como a família fala dele, agarra-se de novo à vida. 

Formula e: Di Grassi vai correr na Venturi

Lucas di Grassi não ficou muito tempo sem lugar depois da saída da Audi. Na próxima temporada da Formula E, o piloto brasileiro correrá pela Venturi, ao lado do suíço Edoardo Mortara, numa competição que começará em janeiro em terras sauditas. O anuncio foi feito esta quarta-feira no Mónaco e o piloto de 37 anos substituirá o francês Norman Nato.

Todos que me conhecem sabem o quanto sou competitivo. Guiar por uma equipa que sei que pode lutar na frente e realmente desafiar pelo campeonato é essencial para mim. A Venturi foi simplesmente a melhor escolha e estou realmente feliz em fazer parte da equipa”, começou por afirmar na sua apresentação à equipa.

Acompanhei a Venturi desde a primeira temporada e sei que eles têm uma história forte no Mónaco. A equipa teve uma performance muito, muito boa na temporada passada. Dá para ver que progrediu muito nos últimos anos, o momento está lá e eles mostraram uma melhora clara em todas as áreas”, continuou.

Edo [Edoardo Mortara, o outro piloto] teve uma temporada fantástica, realmente forte, lutando pelo título até o final. Tiveram muitas vezes ao longo da temporada em que eu corri contra os dois carros da Venturi e pude ver o quanto eles eram competitivos. Mas não é apenas uma questão de equipa, estou realmente feliz em guiar ao lado de Edo. Nos conhecemos já muito tempo, fizemos parte do programa da Audi, o respeito como piloto e ser humano. Ele é muito talentoso e um grande personagem, acho que vamos trabalhar muito bem juntos”, concluiu.

Campeão da Formula E na temporaqda 2016-17, Di Grassi é um dos "originais", ao ter disputado todos os ePrixs desde a sua fundação, em 2014. Conseguiu 12 triunfos e três pole-positions, para além de 36 pódios, sempre ao serviço da Audi, primeiro como Audi Abt, e depois, na equipa oficial. 

Youtube Motorsport Video: O regresso de Ari Vatanen

Redescobri um canal que estava adormecido há algum tempo, mas que no ano passado, resolveu voltar ao ativo, que o "amjayes". Deve ter aproveitado a pandemia para legar naquilo que são os seus videos tipicos - sem banda sonora para além do som ambiente - e colocar episódios do passado dos ralis.

Hoje e amanhã vou colocar videos sobre o Ari Vatanen, especialmente depois do seu grave acidente, no rali da Argentina de 1985, onde quase morreu no seu Peugeot 205. Depois desse periodo, até 1999, não mais fez uma temporada completa, correndo em marcas como a Ford, Subaru e Mitsubishi. E o que pouca gente sabe, é que colecionou sete pódios, e a sua melhor temporada foi a de 1993, com dois segundos lugares e o sétimo posto no Mundial de pilotos, a bordo do Subaru Impreza que iria ser lenda no WRC.

Hoje é a e do rali que marcou o seu regresso: 1000 Lagos de 1987. A bordo de um Ford Sierra Cosworth de Grupo A, ele preparou-se bem, numa máquina que pertencia à equipa oficial, correndo ao lado de Stig Blomqvist. E num duelo entre ambos, e onde Markku Alen estava imbatível com o seu Lancia Delta, Vatanen levou a melhor. Mas sobretudo, acalmou os seus demónios interiores e mostrou que ainda estaa ali para as curvas.

Amanhã, tem mais Vatanen.

terça-feira, 14 de setembro de 2021

Rumor do Dia: Monza substitui Japão?


O WRC poderá encerrar 2021 no mesmo local onde se encerrou em 2020: em Monza. Cancelado o Rali do Japão devido à pandemia, o Mundial procura alternativas, e apesar de não ser oficial, parece que a proa italiana será o palco daquele que poderá ser a consagração de Sebastien Ogier como campeão do mundo... e também o seu último rali a tempo inteiro.

Com provavelmente a possibilidade de ter público no autódromo, nas especiais que poderão ser desenhadas no circuito, o percurso será algo diferente por causa de obras em alguns dos troços usados em 2020. Falta algum tempo até à data da possível realização, mas quer o WRC, quer a organização estão a movimentar-se no sentido de ter tudo pronto para quando for a altura, da mesma forma que fizeram quando o rali da Suécia foi cancelado a favor do rali do Ártico, e quando o rali da Finlândia foi adiado em dois meses para poderem realizar com público nas classificativas.

Qualquer decisão e esse respeito, será anunciado dentro de algumas semanas. Por agora, o próximo rali do calendário será o da Finlândia, entre os dias 1 e 3 de outubro. 

Youtube Formula 1 Video: A comunicações via rádio de Monza

A corrida italiana foi marcante, sem dúvida. Acidentes, carambolas, e vencedores inesperados num fim de semana prolongado num dos clássicos do automobilismo, teve o seu quê de comunicações via rádio, do qual o pessoal da Formula 1 fez uma seleção diversificada. 

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

A imagem do dia


O Rondeau M379 numero 7, nas 24 Horas de Le Mans de 1981, guiado pelo britânico Gordon Spice e o francês Francois Migault. Depois da vitória na edição do ano anterior, Rondeau apostou forte nessa edição, com cinco carros: um para Spice e Migault, patrocinado pelos elevadores Otis, um segundo para Jacky Haran, Jean-Louis Schlesser e um jovem piloto, Philippe Streiff, um terceiro, para o próprio Rondeau e Jean-Pierre Jaussaud, um quarto para Patrick Tambay e Henri Pescarolo, e o quinto para o veterano Jean-Pierre Lafosse e Jean Ragnotti, piloto de ralis ao serviço da Renault.

Foi uma prova corria debaixo de grande calor e ficou conhecido pelo acidente mortal de um dos Rondeaus, envolvendo o veterano Lafosse, que tinha 40 anos. Aconteceu em plena reta Mulsanne, e apesar de não ter havido uma razão oficial para o acidente, a hipótese mais consensual tem a haver com uma falha na suspensão depois de uma incursão para fora da pista. Bateu fortemente perto de uma cabina de comissários, ferindo gravemente dois deles, enquanto Lafosse teve morte imediata e o seu corpo inanimado ficou na pista, por causa dos destroços causados pelo Rondeau destruido.

O vencedor acabou por ser Jacky Ickx, que aos 36 anos, voltou ao volante, que não corria desde uma experiência modesta na Ligier, em julho de 1979, em substituição de Patrick Depailler, vitima de um acidente de asa delta. Ickx conseguiu-o num Porsche, ao lado de Derek Bell, na frente dos Rondeaus, o de Schlesser, Haran e Streiff, e o de Spice e Migault, no lugar mais baixo do pódio. Foi a melhor posição de sempre para o britânico, então com 41 anos.

Gordon Spice, que morreu na sexta-feira aos 81 anos, depois de uma longa batalha contra um cancro, Foi mais do que um piloto eclético. Andou em carros de Formula 5000, nos Minis e Ford Capris de turismos, na Endurance, até que em 1983, decidiu construir carros com o seu nome, a Spice Engineering, ao lado do seu parceiro Ray Bellm, dominando na classe C2, em 1985, 1987 e 1988. Spice tinha planos mais ambiciosos, como construir os seus próprios carros de estradam, e chegou até a pensar na Formula 1, em 1995, mas os ambiciosos planos não deram em nada, e a empresa fechou em 1997, sete anos depois de Spice ter vendido os seus interesses a Jean Louis Ricci.

Spice marcou uma época, sem dúvida, e a sua carreira foi bem ecletica. Ars longa, vita brevis, Gordon. 

Youtube Motorsport Video: As razões porque Oscar Piastri merece um lugar

Nestes dias de especulações e confirmações de pilotos para a próxima temporada, e com nomes a serem atirados para cima e para baixo, há quem diga que existem muito bons pilotos que não estão a ter o devido crédito. E um deles, parece, é o australiano Oscar Piastri, de 20 anos, do qual parece que se fala muito bem porque o seu currículo na Formula 3 e Formula 2, para além de ser um piloto ao serviço da Alpine-Renault, merece que se lhe dê uma chance.

E é sobre isso que o Josh Revell decidiu fazer o seu mais recente video. 

WRC 2021 - Rali da Acropole (Final)


Kalle Rovanpera mostrou neste domingo não só tem estofo para vencer, como tem tudo para ser um futuro campeão do mundo. Prestes a completar 21 anos - fará a 1 de outubro - o piloto finlandês conseguiu a sua segunda vitória na temporada e na sua carreira, ao triunfar no complicado Rali da Acropole, quase dois meses depois de se estrear no lugar mais alto do pódio na Estónia.

Rovanpera terminou a prova com uma vantagem de 42,1 segundos sobre Ott Tanak e 1.11,3 sobre Sebastien Ogier, que conseguiu uma vantagem de quase dois minutos sobre o quarto classificado, Dani Sordo, que ficou a 3.01,0.

Não me senti confortável ao vir para cá, mas apenas mostrou que agora tudo está a correr bem para nós e que podemos realmente dar o nosso melhor. Muito obrigado à equipa, todos fizeram um excelente trabalho. Tínhamos um carro perfeito e também um desempenho difícil. O rally correu sem problemas o tempo todo. Espero pelo menos a mesma velocidade na Finlândia, mas vamos ver.", disse Rovanpera no final da Power Stage.

O último dia tinha apenas três especiais para serem feitas, a passagem dupla por Tarzan e a classificativa de Pyrigos. Com Rovanpera a controlar tudo, começou o dia a triunfar na primeira passagem por Tarzan - a segunda seria a Power Stage - mas triunfou com 14,1 segundos de vantagem sobre Tanak, algo incrível até aquele momento. A especial ficou marcada pela desistência de Pierre Loubet, vitima de avaria. 

Tanak reagiu na classificativa mais longa do rali, com 33,20 quilómetros, vencendo-a mas conseguindo apenas recuperar 9,9 segundos para o finlandês da Toyota, que foi quarto na especial, atrás dos franceses Adrian Formaux e Sebastien Ogier. Nas depois, Rovanpera venceu na Power Stage e garantiu a vitória, na frente de Evans e Ogier, numa tripla da Toyota.  

Quando ele é capaz de conduzir na neve, terra e asfalto, sim, é um piloto completo. O Kalle tem bom desempenho em todas as superfícies…”, começou por dizer Jari-Matti Latvala, agora diretor desportivo da Toyota Gazoo Racing no final do rali, em entrevista à Autosport portuguesa. “Ganhar o seu segundo evento nesta temporada, que é verdadeiramente a sua primeira temporada completa no WRC – ano passado não conta – é porque deve ter elementos para se tornar um campeão. Mas como o Seb sabe, ganhar o campeonato é difícil, é também preciso um pouco de sorte. Precisa que tudo se junte, mas com certeza o Kalle alcançou um marco na sua carreira. Acho que veremos dele grandes vitórias, mas vamos passo a passo, sem colocar demasiada pressão…”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, ficou o Ford de Gus Greensmith, a uns distantes 5.45,0, na frente de Elfyn Evans, que ficando a 6.42,7, parece que as suas chances de título também ficaram bem longe. Adrien Formaux foi o sétimo, a 6.54,4, loge de Thierry Neuville, oitavo num rali bem complicado para ele, a 8.41,1. E a fechar o "top ten" ficaram os Rally2 de Andreas Mikeslen, a 9.02,5 e o de Marco Bulcacia, a 9.19,2.

O WRC prossegue no inicio de outubro, na Finlândia.  

Youtube Motoring Experience: James May testa os seus carros

O "Capitão Lento" anda a fazer uma mini-série sobre os carros que é proprietário. Um deles é o novo Alpine A110 de cor azul, que está na sua garagem há algum tempo e fez um "test-drive" onde falou das suas vantagens e defeitos, e outras coisas mais.

É um video que vem do Drivetribe, e vale a pena. 

domingo, 12 de setembro de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 14, Monza (Corrida)


Monza é um lugar fantástico. Um clássico que está nas vésperas do seu centenário - a primeira corrida foi em 1922 - e este ano, com o regresso do público e com o rebatizar da Parabólica com o nome de Michele Alboreto - aquele é um lugar onde, para mim, o automobilismo está muito perto daquilo que é e muita gente esquece: uma corrida de velocidade, nunca de barulho.

E mesmo que a corrida de sprint não tenha sido algo que fosse memorável, o domingo prometia ser interessante. Para começar, a penalização de Valtteri Bottas, relegando-o para o fundo da grelha, depois de ter trocado de motor, já era um motivo de interesse, porque numa pista onde os Mercedes tinham carro favorável, com um deles do fundo da grelha, seria bom para a concorrência. Pelo menos por aí, eles iriam durar mais tempo para se chegar à frente, numa corrida onde apenas parariam por uma vez. 

Boa parte dos pilotos iam de médios, com algumas excepções: Hamilton, Kubica, Bottas e Gasly iam de duros. E os três últimos estavam no fundo da grelha. E nas boxes, os carros da Alpha Tauri de Pierre Gasly e Yuki Tsunoda. Mas o japonês nem saiu de lá, porque os seus travões cederam e fica a ver a largada das boxes.


Na partida, Verstappen foi para a frente, mas Riccardo leou a melhor, ficando na frente. Um McLaren na frente em Monza, Woking delirava! Mas por pouco tempo, porque um roque na traseira do Giovinazzi por parte de um dos Ferrari fazia sair de pista o piloto da Alfa Romeo e fez sair o Safety Car Virtual. Isso no momento em que Max era pressionado por Hamilton para ficar com o segundo posto, saindo em frente da segunda chicane e sendo passado por Lando Norris. Pouco depois, na volta 5, Pierre Gasly também abandonara a corrida, com problemas por resolver.  

Atrás, Bottas passada piloto atrás de piloto e na sétima passagem pela meta, era já 13º


A partir dali, a agitação acalmou-se, passando para a corrida de atrito. Quem tinha os pneus médios sabia que iria parar mais cedo que os com duros, e ali, Hamilton apostava que iria passar os pilotos que estavam na sua frente, mas atrás dele, Leclerc aproximava-se, ficando a menos de dois segundos quando passavam pela volta 15. Aliás, já na volta 16, os médios de Verstappen já estavam com mau aspecto...

Atrás, Bottas continuava a passar toda a gente, chegando ao oitavo posto depois da volta 17, passando Lance Stroll, e na véspera da paragem de Daniel Ricciardo nas boxes, colocando duros, par poder antecipar a paragem de Max, que veio a seguir. E ali... o neerlandês atrasou-se, porque a paragem foi desastrosa. Quando sai das boxes, estava atrasado e via Hamilton na frente, pois ele tinha passado Lando Norris. Este também foi para as boxes e quando regressou, estava na frente do piloto da Red Bull.

A ordem, nesta altura: Hamilton, Riccardo, Norris e Max em décimo. E claro, mais um lugar ganho por Bottas, porque era P7.


Na volta 26, Hamilton para a coloca médios. Tudo calmo, volta à pista na frente de Verstappen... e batem na primeira chicane. Bolas! parecia que tinhamos voltado a 1995! Para piorar as coisa, um dos pneus traseiros do Red Bull tinha ficado no Halo do piloto da Mercedes, evitando males maiores. Safety Car na pista, Leclerc foi às boxes e Bottas sorria com tudo isto, porque não tinha parado até então. 

Cinco voltas dessa forma e na volta 31, tudo regressa ao normal, no verde. Riccardo cotninuava na frente, com Norris em segundo, depois de passar Leclerc, e Bottas em sexto, atrás de Sainz. O monegasco caia no pelotão, primeiro passado por Perez, depois por Bottas. O mexicano da Red Bull queria fazer tudo a qualquer preço, ao ponto de numa saída de pista para ganhar posição, o mexicano não devolveu e foi penalizado em cinco segundos. E claro, Bottas agora é terceiro.

As voltas seguintes eram mais parecidos com a corrida sprint, com os McLaren na frente, e Perez a defender-se de Bottas, mesmo com penalização. Mas a nove voltas do fim, Mazepin abandonou na Ascari e a sua posição obrigou a um Safety Car Virtual. Tudo foi calmo e durou pouco mais que uma volta, enquanto retiravam o Haas de cena. 


No final, as pessoas prenderam a respiração. a McLaren podia voltar a vencer desde 2012, Daniel Ricciardo estava na frente, e o carro era laranja. O mundo queria isto, queria voltar a ver um "shoey", voltar a ver o piloto mais divertido do pelotão no lugar mais alto do pódio, e voltar a ver a McLaren em dobradinha, algo que não acontecia há mais de uma década.

E claro, quanto tudo aconteceu, a público delirou. Foi uma vitória popular, mas não tinham herdado dos acidentes dos outros. Andaram sempre na frente, nos primeiros postos, foram melhores que Red Bull e Mercedes, e no final, colheram os louros, fazendo história. 


No final do dia, acho que assistimos à melhor corrida do ano. E não foi pelos incidentes, foi por quem venceu e como venceu. Será memorável, numa temporada atípica. 

WRC 2021 - Rali da Acropole (Dia 2)


Kalle Rovanpera está cada vez mais sozinho na liderança, alargando para 30,8 segundos a diferença para o segundo classificado, o estónio Ott Tanak, e 40,2 segundos para Sebastien Ogier, o terceiro classificado, realizadas que estão 12 das 15 classificativas previstas. 

Com passagens duplas por Pavliani e Eleftherohori, entrlaçados entre as classificativas únicas de Gravia e Bauxites, o dia começava com Kalle Rovanpera a triunfar nas quatro classificatias da manhã, aumentando a sua distância de 3,7 segundos, no inicio do dia, para 39.7 no final da décima especial sobre Tanak, apesar de haver lama nos troços de hoje. Atrás, gente como Thierry Neuville e Elfyn Evans, tentavam recuperar parte do tempo perdido, menorizando os prejuízos.

Estou me a sentir bem. Foi uma boa escolha de pneus, então, graças ao meu engenheiro também porque ele estava me apoiando. Foram duas especiais muito difíceis - como agora, quando eu tinha duros na frente, na lama foi complicado, mas eu estava pressionando para tentar ganhar tudo o que pudesse nos outros lugares.", disse Rovanpera no final da oitava especial, Gravia.

"Sinto-me bem. Principalmente quando essa foi a etapa mais difícil para mim. No começo eu não tinha ritmo, então foi difícil. Mas depois disso consegui achar um pouco o ritmo e eu tentei salvar o carro um pouco porque está difícil lá fora. Acho que este vai ser difícil na segunda passagem. O primeiro da volta vai ficar bem, mas vai ser difícil.", disse o finlandês dias especiais depois.

Ogier mostrou-se na segunda passagem por Pavliani, ganhando 6,2 segundos sobre Kalle Rovanpera, enquanto na segunda passagem por Eleftherohori, foi a vez de Tanak levar a melhor, com Rovanpera em segundo, a 3,8. Isso fez dominuir a diferença, mas parece que o jovem finlandês ter tudo controloado.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo é quarto, mas a 2.09,4 segundos, muito longe dos três primeiros para os apanhar sem ser que eles tenham problemas. Adrien Formaux é o quinto, a 3.19,2, e Gus Greensmith não anda longe, a 3.35,0. Elfyn Evans é o sétimo, a 5.51,9m na frente de Marcio Bulcacia, a 7.09,0, que tinha acabado de passar Andreas Mikkelsen, a 7.09,8, enquanto Thierry Neuille fecha o "top ten", a 7.47,6.

O rali da Acropole termina amanhã, depois de realizar as três derradeiras especiais. 

sábado, 11 de setembro de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 14, Monza (Corrida Sprint)


A segunda corrida Sprint em Monza... mão se pode dizer que tenha sido um longo bocejo. Pelo menos, no momento da partida, onde Lewis Hamilton se atrapalhou e acabou no quinto posto, atrás do vencedor, Valtteri Bottas, e sobretudo, de Max Verstappen, segundo classificado... e o poleman, por causa da penalização do finlandês por ter trocado de motor.

E tirando o Safety Car nos primeiros metros, devido ao acidente de Pierre Gasly numa das Lesmos, na primeira volta, o resto não foi grande coisa. Bottas e Max Verstappen afastaram-se dos McLaren, e fizeram uma corrida à parte, enquanto Ricciardo ficou na frente de Lando Norris, acabando em terceiro e conseguindo um lugar na primeira fila para amanhã, porque, como é sabido, amanhã, Bottas larga do fundo da grelha porque mudou de motor.

No final da experiência, muitos contestaram a razão pelo qual perderam mais de meia hora das suas tardes a ver uma corrida numa das clássicas do automobilismo, pensando a utilidade dela. E aos que não viram esta corrida, provavelmente, poderão fizer que a tarde fora de cada foi bem passada.

Mas também temos de ser honestos: hoje vimos uma rara derrota de Hamilton, e mesmo sem Bottas pela frente e um Verstappen que poderá estar ao seu alcance, os McLaren poderão ser um obstáculo pelo caminho. 

Amanhã deverá haver mais. Mas lá, se Hamilton quer ser alguém, tem de se superar.

WRC 2021 - Rali da Acrópole (Dia 1)


Kalle Rovanpera esta na frente do Rali da Acropole, completas que estão as seis primeiras classificativas do dia no rali grego. O piloto finlandês da Toyota está em duelo aberto com Sebastien Ogier, seu companheiro de equipa, e Ott Tanak, no seu Hyundai. A diferença para com o piloto estónio está em 3,7 segundos, 0,2 adiante de Ogier. 

No regresso à categoria principal, do qual esteve presente pela última vez em 2014, o Rali grego estava presente e também os seus duros pisos, dos quais poucos são os carros que chegam ao fim em bom estado. Depois da classificativa inicial, em Atenas, onde Sebastien Ogier levou a melhor sobre Elfyn Evans por 0,6 segundos e 0,8 sobre Kalle Rovanpera, o dia começou com duas passagens sobre Aghii Teodori, e sobre Loutraki, Thiva e Elatia.

Na segunda especial, Tanak atacou a triunfou sobre Ogier por 0,2 segundos, com o galês em terceiro a 1,3. Ogier era o líder, a 0,8 segundos de Tanak. Chegados a Loutraki, para a terceira especial, Kallr Roanpera levava a melhor sobre Dani Sordo, com 2.1 segundos de diferença entre ambos. Tanak era terceiro, a 5,3, Ogier o quarto, a 7,4, enquanto Evans atrasava-se quatro minutos devido a problemas na sua caixa de velocidades. 

Rovanpera triunfava de novo na segunda passagem por Agii Theodori, 0,8 segundos mais rápido que Ott Tanak, enquanto Thierry Neuville tinha problemas com a direção assistida, atrasando-se também em quatro minutos. "É uma grande confusão. Temos muitos problemas técnicos a resolver esta manhã, e agora a direção assistida também. Um dia para esquecer. Continuamos a lutar - temos mais duas etapas pela frente hoje e não vamos desistir.", comentou o belga no final da especial. 

Ogier ganhou em Thiva, 2,3 segundos na frente de Neuville, 4,5 sobre Sordo e 4,7 sobre Rovanpera. Isso fez com que o francês subisse para segundo, a 2,8 do finlandês. Mas no final, foi Neuville que venceu em Elatia, 1,3 segundos sobre Tanak, numa especial marcada pela saída de estrada de Pierre Loubet.

"Tivemos um dia péssimo. Nada estava funcionar - muitos problemas [por resolver]. Estou muito orgulhoso do trabalho que fiz para consertar o carro e colocá-lo de novo em funcionamento. Acho que recebi uma bandeira vermelha do delegado antes que Loubet fosse embora fora. Foi difícil ver com muitos espectadores ao redor. Paramos para verificar se eles estavam bem e devem estar a chegar em breve.", disse Neuville.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo era o quarto, a 23,9 segundos, na frente de Adrien Formaux, a 54,2, e de Gus Greensmith, sexto a 1.23,3. O boliviano Marcio Bulcacia Wilkinson é o sétimo e o melhor dos WRC2, a 2.40,9, não muito longe de Andreas Mikkelsen, a 2.46,2. Chris Ingram é o nono, a 2.52,7, na frente de Kajean Kajetanowicz, a 3.03,1

Este sábado cumpre-se a segunda etapa, mais seis classificativas nas difíceis estradas gregas.