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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Noticias: Verstappen coloca-se de fora da luta pela vitória


A uma semana do começo do campeonato de 2026, em Melbourne, Max Verstappen falou sobre as suas perspectivas acerca da nova temporada, especialmente quando eles estrearão motores Ford, que estão a ser feitos na Red Bull Powertrains, em Milton Keynes. Contudo, com os novos motores e os novos regulamentos para a temporada que aí vem, o piloto neerlandês acredita que ele não deverá estar entre os primeiros na grelha de partida. Pelo menos, nas primeiras corridas, porque ele está a ser pragmático sobre as chances da Red Bull no pelotão. 

No geral, saímos [dos testes no Bahrein] com uma sensação positiva”, começou por afirmar, num evento promovido pela neerlandesa Viaplay. “Tivemos muito poucos problemas. É bastante notável termos conseguido organizar tudo tão bem com um motor novo e tantas pessoas novas. Nesse aspecto, estou muito satisfeito.”, continuou, falando sobre os testes da pré-temporada.

Contudo, o quatro vezes campeão do mundo, que inicia a temporada sem o número 1 no carro pela primeira vez em cinco anos, foi claro quanto às expectativas para as primeiras corridas. E para ele, as expectativas devem ser baixas: “Se olharmos para a performance, penso que ainda temos de dar um passo em frente para lutar verdadeiramente na frente”, explicou. “Neste momento, não creio que estejamos a competir pela vitória. Mas é preciso ser realista, não era essa a nossa expectativa no início destes regulamentos com o nosso próprio motor.”, continuou.

Há muitas coisas que é preciso afinar, incluindo no motor. Os regulamentos são tão complexos que há sempre algo a melhorar. Estamos a trabalhar muito nisso. Não posso entrar em detalhes sobre o que estamos exatamente a fazer, mas ainda há bastante margem para progredir.

Questionado sobre onde reside, em concreto, esse potencial de ganho, acabou por apontar um vector específico, a correlação. “Muito passa simplesmente pela correlação”, referiu. “É preciso ter sempre em conta a temperatura, por exemplo, do próprio motor, mas também das condições ambiente. Isso tem sempre uma influência significativa na performance de um motor. Nessa área, ainda podemos dar um passo em frente.”, concluiu.

O GP da Austrália acontecerá entre os dias 6 e 8 de março, em Melbourne.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Youtube Motorsport Video: Red Bull anda em cem anos de Ford

Daqui a umas horas, a Red Bull e a Racing Bulls mostrarão em Detroit os primeiros carros de 2026, sob novos regulamentos, e claro, ver o que poderemos esperar nesta nova temporada. Mas antes disso, a Red Bull foi buscar o Jeremiah Burton, um dos ex-Donut, para que Max Verstappen e Arvid Lidblad pudessem andar em um século de carros da Ford, desde o Modelo T até aos dias de hoje.

E mais um convidado especial. Vocês nem reconhecerão.

A razão para que estes pilotos andem em carros desta marca? Ora, é o começo da parceria entre Red Bull e a Ford Performance. 

O resultado é este video.  

domingo, 13 de abril de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 4, Sakhir (Corrida)


Já passaram três corridas e caminhamos para a primeira corrida noturna da temporada, e primeira de cinco. O mais interessante é que as duas primeiras serão... agora, porque semana que vêm lidaremos com a corrida da Arábia Saudita, no sinuoso circuito de Jeddah.

Toda a gente sabe que a razão porque tivemos uma abertura no Extremo Oriente foi por causa das obrigações religiosas da Península Arábica, que teve o Ramadão no inicio de março, e por isso, pediu para trocar com a Austrália, China e Japão, do qual eles agradeceram. Mas tirando a modorra de Suzuka - a culpa não é da pista, são dos carros - até que este campeonato está a ser bem interessante, com os McLaren a ganhar boa parte das corridas, mas Max já respondeu e conseguiu a sua primeira vitória na temporada.

Contudo, o que se espera em Sakhir, depois do pôr do sol, será uma de duas coisas: ou agitação, ou uma procissão. Pelo menos, é isso que quase todos têm em mente. E tudo isso com duas paragens previstas, e as primeiras paragens aconteceriam por alturas da 17ª volta, se começassem com médios - calçados pelos Ferrari de Carles Leclerc e Lewis Hamilton - por exemplo. Se fossem com moles, seriam pouco menos voltas, a partir da décima passagem pela meta.


Tempo de calor, mesmo num final de dia como aquele, e mesmo na primavera, e com o sol a desaparecer e a noite a se instalar, os carros e pilotos se preparavam para a partida. E quando as luzes se apagaram, Piastri conseguiu aguentar os ataques, primeiro, de Charles Leclerc, depois de George Russell. O monegasco perdeu lugares para Russell e Lando Norris, para ser quarto no final da primeira volta. Os Red Bull eram oitavo e décimo, e na segunda volta, havia um mau aviso para Norris: uma possível falsa partida, logo, a penalização seria inevitável. Cinco segundos, foi o que acabou por acontecer.

Nas voltas seguintes, a luta era entre Andrea Kimi Antonelli e Pierre Gasly pelo quinto posto, com lutas entre curvas, e o piloto francês da Alpine era o melhor perante o "rookie" da Mercedes. Na frente, Piastri alargava a sua liderança para três segundos e na volta 11, com as primeiras paragens de pneus, Max, que era sétimo, meteu duros, esperando que ficasse mais tempo na pista, se calhar, evitando uma segunda paragem. E logo que foi para a pista, tornou-se no piloto mais rápido da pista, fazendo tempos cada vez mais baixos.

Russell foi às boxes na volta 14, metendo médios, e na volta seguinte, foi a vez de Piastri. A liderança foi entregue aos Ferrari, ao mesmo tempo que Max já estava nos pontos, na décima posição. Albon só foi às boxes na volta 17 e trocou para duros, talvez com a ideia de fazer a corrida numa só paragem. Ao mesmo tempo, os Ferrari foram às boxes, um atrás do outro, e mantiveram os médios, apesar dos protestos de Leclerc, que queria sair com duros. Mas eles tinha ouvido as mensagens que Max, que apesar de ter subido para sétimo, se queixava dos pneus, que escorregavam e colocavam-mo em dificuldades. Na volta 20, foi assediado por Kimi Antonelli e o piloto da Mercedes conseguiu passar, apesar da defesa do neerlandês. 

Na volta 22, Hamilton estava colado a traseira de Max, tentando o oitavo posto, e o conseguiu com a ajuda do DRS. Mas na frente, havia uma luta pelo terceiro lugar, entre Norris e Leclerc, com o piloto da Ferrari a tentar passá-lo na volta 24, sem sucesso. Tentou de novo na volta seguinte, agora a ser bem sucedido. Tudo porque trocaram mais tarde e a conseguirem conservar melhor os pneus médios que calçaram desta vez. Atrás, Hamilton era o piloto mais rápido na pista e passou Antonelli e Ocon para ser sexto.

Max regressa às boxes na volta 27, colocando médios, com ele a regressar a última posição, esperando que esse carro, com esse jogo de pneus, possa funcionar melhor. Era o inicio de uma série de paragens nas boxes, com Ocon e Antonelli a virem logo depois do neerlandês, na volta 28. O italiano meteu moles, ou seja... três paragens, pelo menos! Gasly apareceu na volta seguinte.


De repente, na volta 33, a organização colocou um Safety Car em pista! Tudo por causa dos destroços de asas partidas espalhados pela pista, e para evitar algum furo a alta velocidade. Para os quatro primeiros, foi o ideal, pois meteram pneus, especialmente os Mercedes de Russell e Antonelli, que meteram moles, e Leclerc, que meteu duros. Norris meteu médios, e a ideia de três paragens parece ser cada vez real. Na pista, Russell disse pela rádio que "24 voltas com moles é audacioso". 

A corrida regressou ao normal na volta 36, com Piastri a ser pressionado por Russell, mas o australiano aguentou. Norris foi passado por Hamilton, para ser sexto, mas o britânico reagiu, voltando a passar, mas como o fez fora dos limites da pista, acabou por devolver a posição. Poucas voltas depois, o piloto da McLaren voltou a apanhar o da Ferrari e o passou para ser quarto. 

As coisas regressaram a uma normalidade nas voltas seguintes, mas a 10 voltas do final, Carlos Sainz Jr. tornou-se na primeira desistência da corrida, vitima de danos num dos "sidepods" do seu Williams. Tudo isto depois de um toque com o Red Bull de Yuki Tsunoda. Na frente, Norris aproximava-se de Lecelrc para assaltar o terceiro lugar que parecia estar ao alcance. Houve ataques entre as voltas 50 e 52, e foi ali que o britânico da McLaren levou a melhor. E a duas voltas do final, Norris encostou á traseira de Russell, tentando apanhar o piloto da Mercedes e conseguir uma dobradinha para a McLaren. Russell aguentava com os moles, e era assim que iam para a meta, com Piastri como vencedor. Foi audacioso, George. 

Atrás, na última volta, Max conseguiu passar o Alpine de Pierre Gasly, que conseguiu fazer uma corrida honesta, ficando na frente de boa parte do pelotão. O sexto posto parece ser um controlo de danos, ainda por cima, com Tsunoda a obter um nono posto, entalado entre os Haas de Esteban Ocon, oitavo e vindo do fundo do pelotão, e Oliver Bearman, que conseguiu mais um ponto na sua primeira temporada completa.


Em suma, não foi uma corrida fantástica. Foi emocionante, deu para passar, e houve incerteza até ao final. E tudo à noite. Semana que vêm, em terras sauditas, haverá mais, certamente. Mas o campeonato está bem interessante: Norris com 77 pontos, na liderança, Piastri 74, Max 69 e Russell 63. Conseguem pregar-nos ao sofá!        

domingo, 6 de abril de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 3, Suzuka (Corrida)


Suzuka é um dos clássicos do automobilismo. Em tempos idos, era a corrida que decidiu, muitas das vezes, campeonatos. Pelo menos desde 1987, quando ela apareceu no calendário da Formula 1. Contudo, com a transferência do circuito no calendário para abril, tentando fugir dos tufões no Pacifico, esperava-se que os dias de chuva ficassem afastados, ou então, que ficassem mais raros. Mas neste final de semana... as perspetivas de chuva eram grandes, ao ponto da incerteza sobre que pneus usar, estava em cima da mesa.     

E depois da qualificação de sábado, Mário Isola, o homem da Pirelli, avisou ao que poderia acontecer:

"A corrida de amanhã [hoje] também se adivinha emocionante, porque as condições climatéricas são incertas, com a previsão de chuva para a manhã e a possibilidade de cair também a partir das 14 horas, mas se estiver seco, são possíveis várias estratégias. Em primeiro lugar, vale a pena sublinhar que os três compostos podem ter um papel a desempenhar. O macio, que até ofereceu um bom nível de desempenho para além de uma volta de teste, pode, no papel, ser utilizado por aqueles que pretendem fazer uma paragem única e por aqueles que optam por uma paragem dupla." começou por afirmar.

"Os dados do fim de semana fizeram pender a balança ligeiramente para uma estratégia de uma paragem, com a opção mais rápida a ser um conjunto de médios e um de duros. A simulação sugere que a estratégia de duas paragens não está assim tão longe, com todas as combinações possíveis, quer se utilizem dois ou os três compostos. A chuva pode desempenhar um papel importante, mesmo que não caia durante a corrida. De facto, dependendo da sua força, as condições da pista podem voltar às observadas ontem de manhã, antes de os carros começarem a correr. Isso poderia tornar a granulação mais provável e, portanto, a escolha poderia voltar a ser feita com duas paragens. Como se pode ver, há muitas variáveis em jogo, garantindo imprevisibilidade e um grande espetáculo”.


E agora, chegados a domingo... a chuva caíra durante a manhã, limpando a pista. As corridas de apoio, que aconteciam no inicio da manhã japonesa, tinham Safety Car com o pelotão atrás, o que as pessoas pensavam era saber se iria chover no momento da partida, porque se sim, era isto que iriam ter. 

Para Max, o seu grande objetivo naquele domingo era de ganhar. Mas caso consiga, seria algo inédito: a quarta vitória seguida. Com os McLaren atrás dele, seria um desafio, mas era algo do qual estava disposto a correr. Paragens? Uma... se não chover. E isso ainda não estava excluído. 


Contudo, na hora do aquecimento, a pista tinha secado e muitos deles iriam partir com médios, excepto Lewis Hamilton, que tinha calçado duros, e Jack Doohan e Lance Stroll, que meteram moles. E poucos minutos depois, quando as luzes se apagaram, a largada foi perfeita: Max Verstappen na frente, defendendo-se dos McLarens, enquanto Isack Hadjar passou Hamilton para ganhar um lugar. Duas voltas depois, Max já tinha um segundo de vantagem sobre a concorrência. 

Nas voltas seguintes, Hamilton recuperou o sétimo posto a Hadjar, no final da reta - se calhar, os pneus começaram a funcionar -  e na décima volta, Stroll foi o primeiro a ir às boxes, colocando duros. Seis voltas depois, foi a altura de Jack Doohan, também metendo duros. E a partir da volta 20, as trocas principais: primeiro, George Russell, na mesma volta, depois Oscar Piastri, na volta seguinte.


Max e Lando acabaram por ir às boxes na 22ª passagem pela meta, o britânico saiu melhor, mas o piloto da McLaren queria passar na saída das boxes, acabando na berma. Quem também foi trocar pneus foi Charles Leclerc

Oliver Bearman
e Yuki Tsunoda trocaram na volta 24, numa altura em que o líder era Andrea Kimi Antonelli, no seu Mercedes, com mais de quatro segundos de vantagem sobre o veterano Hamilton. Hadjar trocou de pneus na volta 26, mas depois, acabaram as paragens. O francês começou a recuperar lugares, voltando aos pontos na volta 30, passando o Williams de Carlos Sainz Jr, que ainda não tinha parado. 

Hamilton parou na volta 31, trocando para médios, enquanto Antonelli continuava a liderar... com os médios!  Ele foi às boxes na volta seguinte, colocando duros, saindo no sexto posto, numa altura em que Norris concentrou-se e começou a apanhar Max. Piastri não estava longe e na volta 34, os três primeiros tinham mais de três segundos de vantagem sobre Leclerc. 


Por alturas da volta 41, Piastri estava na traseira de Norris, aumentando o ritmo e pressionando os pneus para funcionarem melhor, e tentar chegar a segundo, mas não conseguia passar. O três corriam juntos, menos de dois segundos cobriam os três primeiros. Mas ninguém apanhava ninguém. E foi assim até à meta: Max na frente dos McLaren, e a diferença entre os dois primeiros reduzida a um ponto. Ótimo resultado para mais uma das corridas "caseiras" para a Red Bull, pois era a sede da Honda. 

Sem retiradas, com todos a manterem a posição que largaram, foi uma corrida sem história. Mas não há muito tempo para reflexão. Afinal de contas, no próximo domingo estarão no Bahrein, para a primeira de duas corridas noturnas na temporada. E espera-se que seja mais emocionante que esta.   

domingo, 1 de dezembro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 23, Losail (Corrida)


A colocação do GP do Qatar perto do final do calendário não é inocente. E não falo por causa da possibilidade de ser ali ser o lugar da decisão do campeonato, mas também por causa do lugar onde fica. Situado no Golfo Pérsico, apesar de ser um lugar no deserto, é húmido, sobretudo à noite. E com os eventos de 2023 ainda na mente das pessoas, será interessante saber como será este ano. 

Neste final de semana, o tempo está muito mais fresco e é o vento que está a constituir um desafio. No entanto, os tempos por volta são muito mais rápidos nestas condições, o que está a contribuir para mais um fim de semana também muito físico. Gente como Lando Norris, que afirma acreditar na frescura do piloto, como condição para sobreviver a uma corrida destas. 

O meu pescoço não está muito feliz, por isso, sim, vai ser uma corrida difícil. Estas condições frias, com o vento, levam a uma corrida muito mais rápida do que no ano passado. E é ainda mais física, o que não pensei que fosse possível. Por isso, é complicado, mas é um desafio que temos de enfrentar.”, afirmou o piloto da McLaren antes da corrida. 

Aliás, está a ser um fim de semana interessante. Lembram-se da qualificação? Pois é, por causa de uma manobra lenta na pista quando George Russell fazia uma volta rápida, os comissários da FIA - os que sobraram, diga-se... - decidiram que era matéria de penalização, e tiraram a pole ao Max Verstappen. Mas ele largará de... segundo! Apenas mudaram de lugar na primeira fila da grelha. Enfim... o que acontece é que, se calhar, Russell ficará com o primeiro lugar no final da primeira curva. Mas Max poderá ser o piloto agressivo que é, conseguir uma boa partida e forçar Russell para ficar com o primeiro lugar, se ambos estarem lado a lado.  

Com os pilotos a escolherem pneus médios - excepto Nico Hulkenberg, com duros, tentando uma estratégia diferente - a estratégia era importante, porque esta é uma pista complicada de passar, e a temperatura do asfalto também importa para ter os pneus no ponto o mais cedo possível.


Na partida, Max conseguiu ser bem mais veloz que George Russell e ficando lado a lado na primeira curva, passou-o. Mas logo atrás, era desafiado pelo McLaren de Lando Norris, que ficou lado a lado, mas o neerlandês conseguiu manter a liderança. Atrás, confusão: Esteban Ocon e Franco Colapinto bateram e acabaram na gravilha, com Nico Hulkenberg a sofrer um furo e ir às boxes para trocar o pneu. Mas no meio disto tudo, a organização colocou o Safety Car,  ficando atrás do Mercedes nas próximas voltas, enquanto tiravam os carros acidentados do lugar perigoso. Nesta altura, Max estava na frente, com Norris a seguir e Russell em terceiro, seguido por Charles Leclerc.

A corrida recomeçou na quinta volta, com Oscar Piastri a passar Leclerc, passando depois a apanhar Russell para um lugar no pódio. Atrás, Liam Lawson tentou passar Valtteri Bottas, e acabou por fazer um pião. Regressou à pista, mas no último posto. No computo da luta pelo título de Construtores, a McLaren era bem melhor que a Ferrari. 

Na oitava volta, Stroll, que era o último, era penalizado em 10 segundos, numa altura em que os comissários estão a vigiar Lewis Hamilton por ter causado falsa partida. Duas voltas depois, Stroll encostava às boxes de forma permanente, tornando-se na terceira retirada da corrida. Entretanto, na frente, Max fazia voltas mais rápidas atrás de voltas mais rápidas, tentando afastar-se de Lando Norris. Pouco depois, Hamilton sofreu uma penalização de cinco segundos por causa dessa falsa partida.

A partir da volta 17, a corrida se tornou cinzenta e as únicas ultrapassagens de relevo foram aqueles que todos faziam sobre o Yuki Tsunoda, enquanto na frente, Norris e Max marcavam voltas mais rápidas um ao outro, num combate à distância. 

As primeiras trocas de pneus aconteceram na volta 24, com Russell a ser o primeiro, com duros. Contudo a troca foi má, por causa do pneus traseiro direito, e perdeu alguns lugares, ficando ora dos pontos. Magnussen foi quatro voltas depois, e na volta 30, enquanto um espelho tinha voado para a reta da meta, Max tinha agora Norris na sua traseira, a pouco mais de um segundo. Na volta 35, Sainz Jr e Hamilton tinham problemas porque sofreram pneus. Ao mesmo tempo, Oscar Piastri foi às boxes, colocando médios. 

Mas logo a seguir apareceu o Safety Car, altura ideal em que boa parte dos pilotos foram à boxes para colocar duros. Russell foi uma segunda vez, colocar novamente duros. Algo do qual Russell estava puto da vida. Com os comissários a limpar o mais que podiam dos destroços, o Safety Car passava nas boxes para que pudessem limpar o melhor que podiam.


A corrida recomeçou na volta 40... instantes depois de Sérgio Pérez ter saído de pista. A razão tinha sido os pneus que não conseguiram ficar aquecidos o suficiente. Para piorar as coisas, um problema com o seu motor antecipou o final da corrida. Um azar nunca vem só... 

Na relargada, Norris largou melhor que Max, ficou lado a lado, mas o neerlandês conseguiu manter a posição. Atrás, Leclerc conseguiu passar Piastri para ser terceiro, mas no meio do pelotão, Sainz Jr despistara-se e Hulkenberg acabou fora, na gravilha. O Safety Car foi novamente chamado, e agora, cinco pilotos estavam de fora da corrida.

E a partir daqui, a chuva de penalizações. Primeiro, Norris teve um "stop & go" por causa de ele não ter levantado o pé numa situação de bandeiras amarelas, depois foi Hamilton, que se esqueceu de ligar os limitadores de velocidade nas boxes. Ambos acabaram no fundo do pelotão, e o britânico da Mercedes queria encostar o carro para retirar, mas a equipa não o deixou.

No final, enquanto Max caminhava para uma nova vitória, na frente de Leclerc e Piastri, Norris ficava ainda nos pontos - décimo, mais a volta mais rápida - algumas coisas interessantes aconteciam atrás. Pierre Gasly tinha aguentado os ataques de Carlos Sainz Jr e era quinto, a segunda melhor posição da temporada na Alpine, e no nono posto estava Zhou Guanyou, que dava os primeiros pontos da temporada para a Sauber, na semana em que o governo local anunciava que tinha uma participação parcial no projeto da Audi, a partir da próxima temporada. Valtteri Bortas poderia ter conseguido pontuar, mas o ritmo do carro de Norris era demais para ele e ficou à beira da pontuação.


Em termos de campeonato de Construtores, a Ferrari ganhou alguns pontos, e conseguiu levar a luta para Abu Dhabi, mas a McLaren ainda estava na mó de cima. 

E foi assim a noite qatari. Um pouco de aborrecimento, com ação... artificial. É um pouco como são as coisas na Formula 1, atualmente.          

domingo, 25 de agosto de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 15, Zandvoort (Corrida)


Depois da qualificação de sábado, esta competição está quase a ficar parecida com 1991. Se não conhecem a história, digo já: nessa temporada, Ayrton Senna começou a ganhar as quatro primeiras corridas do ano, no seu McLaren, enquanto o Williams FW14 de Nigel Mansell tinha dificuldades em chegar ao final por causa de problemas de juventude do bólido projetado por Adrian Newey. Quando esses problemas foram resolvidos, em junho, o carro começou a ganhar corridas e a aproximar-se do líder, ao ponto de poder desafiá-lo. 

E neste momento, a dez corridas do final, Max Verstappen tem 78 pontos de vantagem sobre Lando Norris. São três corridas de folga, ou seja, tem tudo controlado até Baku, caso não pontue. Mas os seus adversários irão obter pontos nas corridas seguintes, e toda a gente quer saber o seguinte: ele tem tudo sob controlo? 

O que ando a ver, agora que caminhamos para o terço final do campeonato é que, com a Mercedes e a McLaren sendo superiores que a Red Bull, ele e a equipa estão agora a controlar a vantagem. E se Max ganhar, será pelo "skill" do piloto e a sorte dele, enquanto os outros se engalfinham por triunfos. Afinal, com sete vencedores em 2024, o piloto com mais vitórias e Lewis Hamilton, com... duas. 

Zandvoort, depois da instabilidade de sábado, tinha perante eles uma agradável tarde de verão, com céus azuis e muita laranja nas bancadas. Mas antes de começar, a FIA disse que existiam dois pilotos que tinham de ser penalizados: Lewis Hamilton, que atrapalhou Sério Pérez numa volta rápida e perdeu três lugares - 12º para 15º - e Alexander Albon, que os comissários descobriram que o seu Williams tinha o seu assoalho fora da lei e foi desclassificado, caindo de oitavo na grelha para último.  

Na grelha, antes da volta de aquecimento, descobriu-se que todos partiam com médios, excepto Lewis Hamilton (afinal, tinha posições para recuperar), Yuki Tsunoda e Valtteri Bottas, que optavam pelos moles. 


Quando as luzes se apagaram, Max largou bem, ultrapassado Norris e ficando na liderança, para júbilo do público local. O neerlandês chegou a ganhar mais de um segundo no final da primeira volta, com Russell, em terceiro, tinha Piastri na sua traseira. Enquanto isto, no meio do pelotão, Lewis Hamilton, que acabou na 14ª posição na grelha por causa de uma penalização, começava a elaborar a sua recuperação. 

As primeiras paragens iriam acontecer algumas voltas depois, com as estratégias, aparentemente, a colocarem os pneus para duros. Isso só começou a acontecer a partir da volta 13, numa altura em que Max não conseguia se afastar de Norris, com Russell a 3,6. Nada que não mude com uma simples troca de pneus. Aliás, na volta 17, quando ficou na traseira do Red Bull, parecia que não teria de ir às boxes para a tal troca de posições. Foi o que aconteceu na volta seguinte. 

Nas voltas seguintes, Max começou a se queixar dos seus pneus, e por causa disso, Norris começou a afastar-se paulatinamente do piloto da Red Bull. Tanto que na volta 25, Norris já tinha mais de quatro segundos de vantagem sobe o piloto da casa. Nessa altura, Hamilton trocou de pneus para colocar duros, que lhe darão até, provavelmente, o final da corrida. Leclerc foi às boxes na volta seguinte, para colocar também duros, enquanto Russell foi colocá-los na volta 26. Max foi às boxes para trocar na volta 28, colocando duros, uma antes de Norris, que comandava a corrida. 

Na volta 31, parecia que a McLaren estava a triunfar em toda a linha, com o primeiro posto do Piastri - ele ainda não tinha parado nas boxes - e a ideia era de tentar uma vantagem sobre os Red Bull. O australiano trocou de pneus na volta 34, caindo para quinto. Nesta altura, Norris tinha agora uma vantagem de 7,5 segundos sobre Max... e a afastar-se cada vez mais. 

Rapidamente, as voltas passavam e via-se que Norris tinha tudo controlado. 11,2 segundos na volta 44, com Leclerc a 6,1, e Piastri na traseira do monegasco da Ferrari. Se o passar, e com o carro a Red Bull e queixar-se da degradação dos pneus, isto iria querer dizer que uma dobradinha da McLaren será uma possibilidade. Atras, Carlos Sainz Jr atacava Sério Pérez para o sexto posto, e o mexicano sabia defender-se. Pouco depois, o espanhol passou-o, e a partir dali, a batalha passou para à frente, com Piastri colado à traseira de Leclerc, numa altura em que Hamilton ia às boxes para a sua segunda troca de pneus, colocando moles e caindo para oitavo.   

Depois disso, as atenções voltaram-se para a luta pelo terceiro posto, com Leclerc a tentar defender-se de Piastri, que tinha um ritmo ligeiramente mais rápido que o piloto da Ferrari. Mas ele acabou por não conseguir apanhar, porque as voltas acabaram e Norris tinha uns incríveis 20 segundos de vantagem sobre Max, conseguindo a sua segunda vitória do campeonato e claro, colocando todos os títulos em jogo. 


E assim, a parte final do campeonato torna-se num lugar interessante de se seguir. Ou acham que o Max andará sempre em modo de defesa nas nove corridas que faltam? Não creio.  

domingo, 30 de junho de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 11, Red Bull Ring (Corrida)


Quando o pelotão chegou à Áustria para o seu Grande Prémio, no Red Bull Ring, e depois de termos assistido à qualificação, onde Max conseguiu a pole-position de forma mais ou menos fácil, parecia que, estando a correr "em casa", as coisas seriam relativamente fáceis para Max e iria ter a sua terceira vitória consecutiva. Contudo, os McLaren mostraram ao longo do fim de semana que podem andar a par de Max, pelo menos nas voltas iniciais.  

E essa era a grande incógnita deste domingo: até que ponto Max teria oposição? Ainda por cima, horas antes, soube-se que as equipas iriam fazer duas paragens nessa corrida, ou sejam quem conseguisse conservar melhor os pneus, teriam uma boa chance de conseguir um melhor resultado. Em suma, poderia ser uma corrida mais interessante que se pensaria de inicio.  


A corrida começa com Max na frente e a ir embora de Norris, que atrás dele tinha o pelotão a lutar por posições. Leclerc e Piastri tocaram-se e o monegasco acabou por ir às boxes para trocar a sua asa dianteira. Assentada a poeira das primeiras voltas, Russell era terceiro, depois de passar Hamilton ma luta entre os Mercedes. 

As primeiras voltas via-se Max a tentar afastar-se da concorrência, mas a distância não era grande, graças a Norris, que tinha como objetivo de ele não escapasse. Estava a ter algum sucesso, mas sem ameaças à liderança, mas a mostrar qus os McLaren eram carros a ter em conta.   

Por alturas da 21ª volta, os pilotos foram às boxes para trocar de pneus, enquanto Max já tinha 5,7 segundos sobre Norris, e quase todos colocaram pneus duros, para tentarem ir o mais longe possível. Três voltas depois, ambos foram às boxes, um atrás dos outros, sem grandes problemas entre eles. Piastri estava na frente, numa altura em que Hamilton era penalizado em cinco segundos por ter pisado a linha das boxes onde não devia. 

Com esta passagem pelas boxes, a corrida tornou-se... não numa procissão, mas os carros andam juntos, sem grandes chances de apanharem os carros que estavam na sua frente. Pelo meio da corrida, Pérez apanhou a sua penalização de cinco segundos por ter andando em excesso de velocidade dentro das boxes. Pelo meio da corrida, Max tinha um avanço de quase oito segundos para Norris. 

A partir da volta 40, alguns carros pararam nas boxes uma segunda ocasião, para poder ter um jogo de pneus que os leve até ao final da corrida. Hulkenberg e Alonso foram dos primeiros, mas boa parte deles trocaram entre as voltas 45 e 52, com Russell a ir na volta 47, colocando duros, Sainz Jr na volta seguinte, numa altura em que Piastri e Hamilton lutavam pela terceira posição, com o australiano a levar a melhor. 

Max meteu duros na volta 51, ao mesmo tempo que Norris, mas a paragem nas boxes do piloto neerlandês não foi boa. Ele meteu médios e manteve a liderança, mas agora tinha cerca de 1,6 segundos de vantagem sobre Norris. Hamilton parou na volta seguinte. 


Ali, o britânico da McLaren começou a esforçar-se e apanhar o piloto ds Red Bull, marcando volta mais rápida atrás de volta mais rápida. E na volta 55, começaram as tentativas de ultrapassagem. Max tentou afastar-se, conseguindo uma vantagem de 1,2 segundos na volta 56, a 15 do fim. Mas Lando aproximou-se e na volta 59, ele tentou ultrapassá-lo, mas acabou por sair da pista, devolvendo o lugar ao neerlandês. A partir daqui, os pilotos andaram perto um do outro, mas na volta 64... golpe de teatro! Ambos os pilotos tocaram-se e acabaram com furos em ambos os carros. Conseguiram chegar às boxes, de forma lenta, mas os estragos estavam feitos: Max era quinto, Norris abandonava. 

Com um Virtual Safety Car a ser mostrado, as voltas finais eram interessantes. Russell era o primeiro, na frente de Piastri e Sainz Jr, com Max em quinto... e 10 segundos de penalização, por ter causado a colisão com Norris. Russell via que a diferença para o australiano era de 2,4 segundos, e o britânico só tinha que levar o carro até ao fim para acabar a corrida no primeiro lugar. E foi o que aconteceu, dando a Russell a sua primeira vitória em ano e meio ao serviço da Mercedes. 


E assim foi uma as corridas mais inesperadas da temporada.   

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: As comunicações do Qatar

No fim de semana de consagração de Max Verstappen como campeão do mundo, a corrida do Qatar foi interessante por ser uma jornada dupla e pelos bons resultados da McLaren e a carambola dos Mercedes na partida. 

E até tivemos Carlos Sainz Jr e evocar o nome do seu pai. Pudera! 

sábado, 7 de outubro de 2023

A(s) image(ns) do dia (II)



Já sabíamos isto há muito tempo, só não sabíamos era onde e quando. Contudo, quando acabou o GP do Japão, há dias semanas, soubemos por fim a data e o local: Losail, no Qatar, na noite de sábado, sete de outubro, no final de uma corrida sprint. E claro, o dia chegou: Max Verstappen, é o tricampeão do mundo, num domínio do qual só é comparável a Sebastian Vettel, uma década antes. 

Muitos irão afirmar que isto se deve a Adrian Newey, menorizando o piloto. Fernando Alonso tentou fazer isso no GP da India de 2012, e de uma certa maneira, foi uma absoluta falta de tacto em relação a um dos seus rivais na pista. Se assim fosse agora, com Max, então quem me explica o absoluto eclipse de Sérgio Pérez nas últimas corridas, quer na qualificação, quer na corrida?

Sim é verdade, o piloto não explica tudo, mas explica muita coisa. É ele que guia, e esquecemos que ele é recordista de precocidade em termos de vitórias. Ganhou na sua primeira corrida pela Red Bull, algo que nem o alemão conseguiu - aliás, ganhou primeiro pela Toro Rosso, lembram-se? - mas Max-Emilian, nascido a 30 de setembro de 1997, e filho de Jos Verstappen, "Jos, the Boss", sabe o que faz. oi treinado quase desde o berço, não erra, não compromete, dá o seu melhor. E o carro que tem em mãos dá aquilo que pede, sem quebrar. 

Assim sendo, estamos em mais uma era. Ao longo dos meus quase 40 anos de Grandes Prémios que tenho assistido, vi isso em Ayrton Senna, Michael Schumacher, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton. E aconteceram mais antes até de eu nascer, com Alberto Ascari, Juan Manuel Fangio, Jack Brabham, Jim Clark, Jackie Stewart e Niki Lauda. Agora temos outro piloto no topo do mundo, marcando uma época. E o que se pode dizer a todos que é isto que fica marcado na história e nos registos, apesar do público querer duelos ao milésimo, decididos na última volta. Só assisti a dois, em centenas de grandes prémios. Hollywood não é aqui, apesar da Netflix. 

Uma última coisa: este sábado vimos a McLaren ficar com a primeira linha da grelha nesta corrida sprint. E ter Oscar Piastri como vencedor, logo na sua primeira temporada completa. Tirando a primeira, em 1950, só conheço sete pilotos que ganharam no seu primeiro ano: Giancarlo Baghetti, Jackie Stewart, Clay Regazzoni, Emerson Fittipaldi, Jacques Villeneuve, Juan Pablo Montoya e Lewis Hamilton. Desses, só três não foram campeões, e três ganharam as 500 Milhas de Indianápolis. Um deles, o Montoya... foi no seu ano de estreia! 

Se for esse o futuro, já sabem: leram aqui primeiro.  

domingo, 27 de agosto de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 13, Zandvoort (Corrida)


No regresso da Formula 1 depois de um mês de férias, em paragens neerlandesas, a competição chegava ao lugar natal do piloto do momento: Max Verstappen. Com ele a caminho de um terceiro título certo, e na disposição de bater todos os recordes existentes - títulos, vitórias consecutivas, precocidade em termos do campeonato, entre outros - ele estava em Zandvoort determinado em conseguir mais 25 pontos na sua caminhada determinada para o campeonato. 

E claro, com a "febre Max", mais de cem mil pessoas estavam no circuito neste domingo. Com boa parte deles a irem até lá... uns de transporte público, outros... de bicicleta. Afinal, é um país plano e consciente ambientalmente. 

Com o tempo a ameaçar na região do circuito, parecia que a pista estaria suficientemente seca para que todos arrancassem em slicks, e todos arrancariam de moles... exceto Hamilton, que ia de médios. Ou seja, as primeira paragens iriam acontecer antes da volta 20. 

Contudo, minutos antes, tinha chovido, a pista estava molhada, e como tinha passado o tempo para poderem trocar de pneus, tinham de calçar os intermédios apenas na segunda volta. Até lá, que aguentassem na pista com os pneumáticos errados. 


Na partida, o spray lançado pelos carros era tal que todos sabiam que tinham de ir às boxes para trocar para intermédios. Até lá, os pilotos, com Max na frente de Norris, Albon, Alonso e Russell, aguentavam-se em fila indiana, até os mais atrás irem às boxes, começando por Perex, que trocaram para os verdes, e claro, começaram a subir imenso na geral. Ao mexicano, durou apenas wolta e meia para chegar è liderança.

Mas outros ficavam, como Hamilton, e ele se queixava às boxes de que os seus pneus não eram os adequados. Quando acabou por ir, estava no fundo da tabela. 

Na frente, Sérgio Pérez tinha a inesperada companhia de Guanyou Zhou, que era segundo, mas pouco depois, o neerlandês apanhou o chinês da Alfa Romeo, tentando apanhar Checo para a liderança. E numa altura onde a pista começava a secar, porque já não chovia mais. Nas voltas seguintes, Max acelerava para apanhar o seu companheiro de equipa, com ele a balançar de um lado ao outro da pista, para manter os pneus intermédios, que já aqueciam com a falta de superfície molhada. 

A pista começou a secar o suficiente para gente como Kevin Magnussen, um dos que meteram intermédios, regressou às boxes para colocar moles, tentando aproveitar a situação, pois ele estava nos pontos. A seguir, o pelotão trocou de pneus, e Pérez foi o último, onde apesar do avanço de quase 20 segundos, não foi o suficiente para o manter quando saiu para as boxes, entregando a liderança a Max .

Alonso era terceiro, passando Zhou e agora tinha atrás de si gente como Pierre Gasly, e Carlos Sainz Jr, pois Charles Leclerc tinha a asa danificada devido a um toque na primeira volta. As ultrapassagens começavam a acontecer no meio do pelotão, numa altura em que rompia o sol... e recomeçavam a cair uns pingos de chuva! Mas foi falso alarme e a pista continuava seca em todo o lugar. 


Contudo, Logan Sargent não conseguiu aguenta o carro em pista e isso foi o suficiente para que o Safety Car entrasse na pista. Russell aproveitou, foi às boxes e meteu... pneus duros, esperando ficar na pista mais tempo possível, pois os outros ainda tinham os moles. E previa-se a chegada de mais chuva, por volta das 4 horas locais, três da tarde por aqui. 

No regresso, não houve muitas mudanças na geral, Albon conseguiu subir até sexto, e poderia aproveitar para subir mais uma posição na secretaria - Gasly tinha uma penalização de 5 segundos por ter acelerado demais nas boxes - mas na frente, os Red Bull tentavam ir embora, com Alonso a persegui-los, em terceiro. 

As lutas que interessavam aconteciam no miolo, com os McLaren e os Mercees começavam a tentar recuperar e a subir na classificação, e uma das lutas era insólita: o estreante Lawson, num Alpha Tauri, e bater o pé ao Ferrari de Charles Leclerc, com os pilotos a trocarem constantemente de posição. E tudo isto pela... 15ª posição! Mas pouco depois, o monegasco ia para as boxes e terminava ali a sua corrida.


Na frente, tudo tranquilo para Max, caminhando para mais um triunfo, ainda por cima, em casa. Contudo, existia uma duvida no ar: será que voltaria a chover antes da bandeira de xadrez? Existia essa duvida, e a 10 voltas do fim, com os dois Red Bull na frente de Alonso, e Sainz Jr em quarto, a chuva chegou à pista... e em força. Ao ponto de os pilotos irem de imediato para as boxes trocarem para intermédios. Contudo, a chuva caia tão forte que todos sabiam que em pouco tempo, ela seria interrompida. Primeiro, um Safety Car Virtual, e depois, uma bandeira vermelha, a pretexto de um despiste do Alfa Romeo de Zhou.

Carros parados, locais a festejar à chuva, e todos à espera que ela passasse. 

E a corrida demorou um pouco até regressar à pista, com o aviso a ser mandado por volta das 17:11 locais, menos uma hora em Lisboa, com os carros a rolarem atrás do Safety Car. Quando a coisa aconteceu, a pista ainda se encontrava molhada com os carros a rolarem com intermédios, as voltas finais foram um pouco uma procissão com os carros a andarem perto, mas sem muitas ultrapassagens. A única coisa que aconteceu foi a penalização de Pérez, por causa de excesso de velocidade nas boxes, que o excluiu do pódio a favor de Pierre Gasly.


E foi assim esta tarde atribulada nos Países Baixos. Agora, a Formula 1 arrumará as coisas e rumará o mis rapidamente possível para Itália, porque no próximo domingo, há mais. 

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Youtube Motorsport Video: Max Verstappen aprende a fazer drifting

Agora que estamos na altura de férias, os pilotos nem sempre andam a apanhar sol em agosto. Um bom exemplo é Max Verstappen, que decidiu aproveitar estes dias para aprender algo novo... ou melhorar os seus conhecimentos de outra arte: o drifting.  

sábado, 29 de julho de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Corrida Sprint)


Dia de sábado costuma ser dia de qualificação, mas pela pela primeira vez, a Formula 1 fará uma corrida Sprint em Spa-Francochamps, ainda por cima, num fim de semana onde a chuva fará a sua aparição constante.  Aliás, sábado era mesmo o dia de corrida Sprint, com um Shootout de manhã, com resultados previsíveis... mas não muito. Max Verstappen foi o melhor, mas a seu lado estava o McLaren de Oscar Piastri, mostrando que a evolução do McLaren, nesta altura da temporada, tinha sido bem nascida e dando excelentes resultados, quer em qualificação, quer em corrida.

Parecia ser sorte das sortes: nesta tarde, a pista começou seca, apesar das nuvens intimidantes no céu. Os pilotos saiam com médios, mas mesmo numa corrida pequena, com 15 voltas, os intermédios estavam presentes, prontos para qualquer imprevisto. E os pilotos, sabendo do que estão a encarar, estavam ainda mais nervosos. 

Contudo, quinze minutos antes da corrida, começou a chover na pista e as equipas começaram a colocar intermédios nos carros, torcendo que não chovesse mais. E por causa disso, a corrida começou um pouco mais tarde, primeiro doze minutos depois da hora, e depois, sem altura para regressar, devido à intensidade da chuva. 


E falem de "intenso": Em Eau Rouge, a água jorrava dos ralos de drenagem.

Quando a chuva parou, até o arco-iris apareceu para dar as boas-vindas a toda a gente no circuito belga.  


E claro, a Formula 1, sempre cautelosa, decidiu que todos largariam atrás do Safety Car, com todos calçados com pneus para chuva intensa. A pista já estava a secar, mas previa-se que mais chances de chuva iriam acontecer dali em breve. George Russell avisou que a pista convidava para intermédios, e o radar mostrava que não haveria chuva para os 20 minutos seguintes. Mas o Safety Car continuava.

Contudo, pouco depois, a organização recolheu o carro e a corrida arrancou com Verstappen a ficar na pista com os pneus de chuva, enquanto o pelotão atrás de si ia para as boxes, colocar intermédios. O neerlandês ficou na pista por uma volta, antes de trocar para os intermédios, deixando o comando para Oscar Piastri. 

Max foi atrás dele, mas a perseguição ficou interrompida quando o aniversariante do dia, Fernando Alonso, seguiu em frente em Pouhon e a direção de prova mandou entrar novamente o Safety Car. Alguns pilotos aproveitaram para fazer nova passagem pelas boxes, com novo jogo de intermédios. As coisas ficaram assim por umas quatro voltas, até que o Aston Martin recolheu às boxes e a corrida contiuou, com Max a passar Piastri no Radillon, algumas centenas de metros depois. 

A partir dali, Max foi em embora do pelotão, enquanto atrás, o seu companheiro de equipa começava a ser engolido pelo pelotão, especialmente quando Lewis Hamilton o tocou em Staevelot, causando a penalização ao britânico da Mercedes. Contudo, para piorar as coisas, o mexicano despistou-se e caiu para o fundo do pelotão, acabando por ser a segunda desistência da corrida. 


Na parte final, os Ferrari tentaram apanhar o Alpine de Pierre Gasly, mas ele conseguiu resistir graças a Hamilton, que era quarto na pista, mas tinha a penalização em cima dele e era um obstáculo para os objetivos da Scuderia. Mas na frente, tudo resolvido: Max em mais uma vitória, acompanhado por Oscar Piastri, no seu primeiro pódio de sempre - embora numa corrida Sprint - e Gasly a conseguir o lugar mais baixo do pódio, no seu carro.

Amanhã há mais corrida... e está prevista mais chuva. 

sexta-feira, 28 de julho de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 12, Spa-Francochamps (Qualificação)


Normalmente, a corrida belga é no final de agosto. Mas este ano, a Formula 1 foi a Spa-Francochamps um mês antes, se calhar para tentar escapar do mau tempo nas Ardenas. Contudo, o tempo é algo do qual não controlamos, e por excelentes intenções que os organizadores e a FIA tinham ao colocar esta corrida no final de julho, não se pode escapar do tempo. Até parece que a chuva é permanente por ali... não é, isso sabemos, mas ficamos com essa impressão.  

E o tempo será isso mesmo durante o fim de semana: húmido, com chuva quase constante. Só se espera que não interfira muito com a corrida. 

Entretanto, nesta sexta-feira se soube que Max Verstappen iria ter componentes trocados na sua caixa de velocidades, e como atingiram o quinto, isso significaria que teria penalização de cinco lugares na grelha de partida. E claro, o lugar de pole-position, mesmo que fizesse - afinal, ele é o favorito, não? - não seria dele.   


Perto da hora, a chuva tinha parado e parecia aparecer algum azul entre as nuvens. E - não sei se foi por isso ou por outra coisa - que a qualificação começava com um atraso de 10 minutos. E quando se deu a luz verde, o céu abriu-se e um sol de verão iluminou a pista belga, ainda molhada. Logo, os pilotos entraram nela com os intermédios.

Com o passar dos minutos, alguns já marcaram tempos, mas todos na casa dos dois minutos. O melhor tinha sido Carlos Sainz Jr com 2.00,536, com Max logo a seguir, a 19 milésimos. O tempo ajudava a secar a pista, mas não o suficiente para largarem os intermédios. E pelo meio, gente como Lando Norris caía nas armadilhas, exagerando e indo pela gravilha, mas regressando à pista sem danos de maior.

No final da Q1, Lewis Hamilton acabou por ficar com o primeiro posto, já abaixo dos dois minutos (1.58,841) 91 milésimos na frente de Max, 214 de Oscar Piastri e 783 centésimos de George Russell. No outro lado da moeda, os eliminados acabaram por ser Nico Hulkenberg - que teve um problema nas boxes, ao querer sair delas, e isso estragou-lhe a chance que queria aproveitar - Daniel Ricciardo - cuja melhor volta foi apagada por ter excedido os limites - o Alfa Romeo de Guanyou Zhou e os Williams de Logan Sargent e Alexander Albon.

Pouco depois, começou a Q2, com avisos de que o bom tempo iria continuar. E claro, os tempos começam a baixar, com Kevin Magnussen a conseguir 1.57,413, antes de Sérgio Perez detonar e obter 1.55,982. Verstappen melhora, com 1.55,535, mas claro, a pista seca cada vez mais e se calhar, os slicks começam a ser tentadores...


E foi isso que fez Lando Norris, ao colocar moles, algo que o resto do pelotão começou a fazer quase a seguir, quando faltava cerca de cinco minutos para acabar a Q2. Mas as condições ainda não eram totalmente seguras, porque Esteban Ocon bateu na curva 9, e danificou a sua asa da frente, acabando por levar o seu carro até às boxes. 

No final, os tempos baixaram bastante, com Oscar Piastri a ser o mais veloz, e essa velocidade foi tal, ao ponto de Max ter quase saído fora da Q3, conseguindo um 10º posto, três lugares abaixo de Sergio Perez, e pior: perdia quase 1.2 segundos por causa do facto dos pilotos terem conseguido ser mais velozes. Ele queixou-se, mas das boes lhe disseram o porquê: não tinha carga na bateria. 

Entre os que ficaram de fora estavam o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda, os Alpine de Pierre Gasly e Esteban Ocon, o Haas de Kevin Magnussen e o Alfa Romeo de Valtteri Bottas

O Q3 começou pouco depois, com o tempo a manter-se seco, com uma linha já definida no asfalto e os pilotos a colocarem os seus jogos de pneus para irem fazer os seus melhores tempos. E entre os primeiros a marcar um tempo foram os Ferrari, até com Charles Leclerc a ser o melhor, com Sainz Jr a ser o terceiro. 

A parte final foi a confusão do costume, tentando ter a pista limpa antes da sua última volta rápida. E no final, Leclerc acabou com 1.46,988, com o seu companheiro logo a seguir. Mas Max conseguiu aniquilar a concorrência, arrancando um tempo de 1.46,198, com Perez a ser terceiro. Hamilton é quarto, na frente de Sainz Jr e Piastri. mas na realidade, a primeira fila é Leclerc-Perez, com Max em sexto, ou seja, será um baralhar e voltar a dar, apesar do neerlandês ter mostrado que para além de ter o melhor carro, consegue sacar uma volta bem potente.


Amanhã é a corrida de sprint, mas fica o aviso: as chuvas farão a sua presença ao longo do fim de semana belga. Tudo está em cima da mesa.  

domingo, 23 de julho de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 11, Budapeste (Corrida)


A meio do verão, com meio mundo na praia e outro meio a correr para o cinema para saber se verão um filme sobre uma boneca ou outro sobre o "pai" da bomba atómica - fizeram-se memes sobre estes dois filmes - na Formula 1, todos contam o tempo até que o campeonato se resolva a favor da Red Bull. Aqui não há história, exceto se baterem recordes de domínio. Por exemplo, em caso de vitória de Max Verstappen, ganharia pela oitava vez consecutiva, e no caso da Red Bull, bateria o recorde de 10 vitórias consecutivas, que pertence à McLaren, conquistado em 1988 com o mítico chassis MP4/4. Se Max será Ayrton Senna, creio que a história ainda terá uma palavra a dizer, porque falta muito para o final da sua carreira. Ainda tem 25 anos...

Aliás, sabiam que desde o inicio da temporada de 2021, o Max conseguiu 33 vitórias em corridas? E que, se contássemos apenas a temporada de 2022 e 2023, se triunfasse nesta tarde, igualaria Juan Manuel Fangio no número de vitórias? Acho que é por isso damos o nome de domínio. Os Red Bull são incríveis, como foram antes os Mercedes.    

Antes da partida, os pneus: gente como Sergio Perez e George Russell iam correr de duros. Carlos Sainz Jr, Lance Stroll, Pierre Gasly e Yuki Tsunoda colocaram macios, enquanto os demais decidiram partir de médios.


Quando as luzes se apagaram, Max foi para a frente, batendo Hamilton. Melhor foram os McLaren, que bateram o britânico, que ficaram em segundo e terceiro, com Lando Norris na frente de Oscar Piastri. Atrás, Guanyou Zhou teve problemas na primeira curva a caiu para 16º, passando a partir dali para tentar uma prova de recuperação. Quase a seguir, Pierre Gasly tinha problemas por causa de um furo, e notou-se a razão do atraso do chinês da Sauber-Alfa: uma colisão com... Daniel Ricciardo. E com isso, os Alpine foram arrastados, acabaram por colidir um com o outro. Não é boa propaganda... porque no final, ambos abandonaram.

Na frente, Verstappen começou a afastar-se dos McLarens, e as coisas ficaram assim nas primeiras 15 voltas, até que fizeram a sua primeira paragem. Gente como Piastri e Charles Leclerc foram os primeiros, e no regresso à pista, Norris ficou com o terceiro posto, depois de uma luta... mais limpa com o seu companheiro de equipa. No segundo posto, estava Checo Perez, mas a mais de 22 segundos de Max. 

Checo foi às boxes na volta 23, uma antes de Max, que regressou à pista sem perder a liderança do campeonato. O mexicano caiu para sétimo, mas começou a tentar recuperar posições, primeiro passando Sainz Jr, depois perseguindo Russell, antes de o passar.  

A partir daqui, a corrida caiu para uma modorra, do qual o tempo também ajudava. Apesar dos carros andarem juntos e existirem algumas ultrapassagens, a meio da corrida, Norris já tinha 11 segundos de atraso para Max, com Checo a tentar apanhar Hamilton e Piastri para ver se tinha chances de pódio. 

O mexicano apanhou Hamilton na volta 42, mas ele vendeu cara a ultrapassagem, porque quase a seguir foi às boxes trocar para médios, ao mesmo tempo que Oscar Piastri, e saiu logo atrás dele. Hamilton acabou por parar na volta 51, para colocar médios e regressar em quinto, entre Piastri e Leclerc, que tinha levado uma penalização de cinco segundos por ter excedido o limite de velocidade noas boxes.

Max entraria na volta seguinte, colocou médios e regressou à pista com 12 segundos de vantagem para Norris. Atrás, Hamilton apanhava Piastri para ser quarto, e Perez ia perseguir Norris para ver se conseguia o segundo lugar, e essa foi a atenção nas voltas finais da corrida. Contudo, viu-se que os seus médios chegaram ao seu limite, e a diferença começou a aumentar ao ponto de se ver que, se o mexicano ia ao pódio, seria no seu lugar mais baixo. E isto... se aguentar o ataque de Hamilton ao seu lugar.

Mas depois, ficou sem tempo: Max ganhou a corrida e Checo aguentou os pneus que se degradaram quando não devia. Logan Sargent ainda teve tempo para se mostrar... despistando-se e acabando por abandonar a corrida. A terceira, quase no final, um extremo dos Alpine, que abandonaram na primeira volta. Acontece.


E claro, numa era de domínios, a Red Bull bateu um recorde, que foi de 12 vitórias seguidas na Formula 1, um recorde que já tinha 35 anos e pertencia á McLaren, quando colocou na pista o dominador MP4/4. Claro, poderemos pensar: será que este carro será recordado nos livros de história? Eu não tenho a resposta. O que posso afirmar é que semana que vêm, o pelotão estará na Bélgica. E depois... férias. 

E com os 110 pontos de diferença entre Max e Checo, tudo indica que Austin será o palco do seu tricampeonato. A não ser que o mexicano escorregue e tudo seja decidido antes, no Qatar. 

sábado, 17 de dezembro de 2022

Formula 1: Verstappen acredita que a Red Bull sofrerá com os constrangimentos


Max Verstappen disse algumas das suas impressões sobre a situação atual da sua equipa, agora que se prepara para a próxima temporada. Ele que conseguiu dois títulos mundiais consecutivos com os seus carros da Red Bull, a última das quais numa temporada dominante, depois de uma falsa partida, com duas desistências nas três primeiras corridas. E para além disso, Max e o seu companheiro de equipa, Sergio Pérez, ajudaram a equipa dos energéticos a conquistar o Campeonato de Construtores pela primeira vez desde 2013.

Contudo, a marca de Milton Keynes sofreu uma penalização por ter violado o teto orçamental em menos de 10 por cento, mas pior que a multa pecuniária, foi o facto de ter de abdicar de 10 por cento do seu tempo em túnel aerodinâmico para desenvolver o seu chassis para 2023. 

Numa entrevista à publicação alemã Auto Motor und Sport, Max foi honesto: 

"Vamos sofrer", começou por dizer, antes de acrescentar: "mas estou confiante de que a minha equipa vai acertar e vamos ter um bom começo. Sabemos por onde começar e no que trabalhar. Se estivéssemos sem saber em que direção ir, seria um problema ainda maior. Vamos descobrir ao longo do ano o quanto realmente sofremos. O nosso carro era competitivo. Se continuarmos o ritmo, tudo bem."

Como é sabido, a Red Bull foi condenada a pagar uma multa de 7 milhões de dólares por ter violado o teto orçamental acordado entre as equipas. 

sábado, 19 de novembro de 2022

Formula 1 2022 - Ronda 22, Abu Dhabi (Qualificação)


E pronto, chegamos ao final de uma longa temporada. Do qual a Formula 1 pretende alargar ainda mais em 2023 - fala-se que haverá 24 corridas, mas a China poderá cair. Ainda se falou ligeiramente de um regresso de Portimão ao calendário, mas isso não tem muitas pernas para andar. Logo, se tudo confirmar, poderemos ter um abril inteiro sem Formula 1...

O mais interessante é que neste final de semana acontece o início do Mundial de futebol, no vizinho Qatar. Aliás, mal acabar a corrida e nos despedirmos de gente como Sebastian Vettel, Nicholas Latifi, Daniel Ricciardo e Mick Schumacher, rolará a bola num dos lugares mais estranhos onde assistir uma competição tão grande como essa...

Eu sei, vivemos tempos estranhos. Mas que querem? Quando o dinheiro arde nos bolsos e tudo tem um preço, temos coisas destas. 

Em Abu Dhabi, havia três equipas com objetivos diferentes: a Red Bull queria a primeira linha, a Mercedes queria voltar a ser como conseguiram em Interlagos, e a Ferrari queria o segundo lugar quer no mundial de pilotos, para Charles Leclerc, quer o de Construtores.

E claro, com os eventos de Interlagos, todos queriam saber se Max Verstappen iria ser cooperativo e ajudar Checo Perez a ficar com o vice-campeonato. Eles tinham dito que sim, haveria cooperação, mas já sabem: as pessoas querem ver fogo no cabaré.

Com o por do sol, começou a qualificação. De imediato, alguns carros foram para a pista e marcar os melhores tempos num asfalto que estava quente: 38 graus naquele início de noite! 

Nicholas Latifi foi o primeiro a sair e também a garantir volta rápida: 1.26,841. Logo a seguir, saem a Red Bull, a seguir, Ferrari e Mercedes seguiram-na, e depois, Alfa-Sauber, Alpine e McLaren. A pista passava a estar completa. E Max Verstappen marcou o seu tempo, com 1.24,754, suficiente para a Q2. Depois veio Checo e Sainz Jr a 0,3. Lewis Hamilton era um discreto sétimo, a 840 centésimos de Max. Distantes de Interlagos...

Mas pior, pior, era o meio do pelotão. Daniel Ricciardo e Fernando Alonso eram 14º e 15º, próximos de passarem a ver o resto do treino das boxes e explicarem à imprensa porque não estão ali na pista. Sebastian Vettel deu-se bem e avançou sem problemas, como o Alfa Romeo de Guanyou Zhou. No final, os azarados que ficaram para trás foram os Williams de Alex Albon e Nicholas Latifi - saída pela porta pequena - o Alfa Romeo de Valtteri Bottas, o Haas F1 de Kevin Magnussen e o Alpha Tauri de Pierre Gasly.


Chegados à Q2, o primeiro a sair foi Lewis, a falar que tinha problemas com os seus travões. A sua volta era 0,4 segundos mais lenta que George Russell. Aliás, depois, Vettel e Ocon andariam melhor que ele. Parecia que o seu lugar na Q3 estava em perigo... Porque depois apareceram Ferrari e Red Bull, que conseguiram melhores tempos que ele. E o melhor deles todos era Sergio Perez, que fazia 1.24,419. Vettel era quinto, depois dos Ferraris de Leclerc e Sainz Jr, e Max. Ocon e Norris também seguiram, e Ricciardo também, mesmo com as três posições de penalização...  

No final, entre os que ficaram de fora na última Q2 da temporada, ficaram o Haas F1 de Mick Schumacher, o Alpine de Fernando Alonso, o Aston Martin de Lance Stroll, o Alfa Romeo e Zhou e o Alpha Tauri de Yuki Tsunoda.

E assim, chegamos à Q3. A última do ano.  

Todos olhavam para os Red Bull, os melhores na pista. E se calhar alguns até apostavam que Perez fizesse uma gracinha e conseguisse uma pole, esfregando na cara dos apoiantes de "Super Max". Mas o neerlandês não deu chances a ninguém: 1.23,988. Vettel tentava entrar na pista antes dos outros, para ter a pista limpa e uma boa volta, e conseguiu o sétimo melhor tempo. Entrou nas boxes e assistiu à parte final.

Primeiro, era Leclerc, que fizera o melhor tempo, mas Sergio Perez estabeleceu 1.24,052 e eles monopolizaram a primeira linha da grelha. Mas a Ferrari monopolizava a segunda e relegava os Mercedes para a terceira. Norris era o melhor do resto   


No final, as declarações entre os pilotos da Red Bull falam sobre o que fizeram para lá chegar, e o que acontecerá amanhã.

Tivemos altos e baixos. Começou muito bem, mas no Q2 foi um pouco confuso, não sei bem explicar porquê. Com aquele jogo de pneus, não foi possível controlar a aderência, mas ainda bem que no Q3 foi um pouco mais tranquilo”, começou por dizer o bicampeão.

Estou muito satisfeito, quero vencer a corrida, mas, claro, espero que Checo [Pérez] termine em segundo. É um ótimo começo e espero que seja uma boa batalha amanhã para que, assim, possamos atingir nossos objetivos”, completou.

Acho que não conseguimos dar aquele passo final no Q3, e a nossa primeira volta também não foi boa, então ficamos um pouco atrás, mas é bom. É bom fechar a primeira fila amanhã, Max também fez um grande trabalho para mim, estávamos muito fortes nesta última volta. Ansioso para amanhã, que é o dia que importa”, declarou Checo, também no final da qualificação.

Claro, esperemos que Max seja mais cooperativo e ajude na luta pelo segundo lugar, contra Leclerc, que larga em terceiro, na frente de Sainz Jr e dos Mercedes. Vettel largará de nono na sua última corrida da carreira. 

Em suma, o que não falta são motivos para ver amanhã a corrida.