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domingo, 26 de julho de 2026

Noticias: GP do Bahrein... em Sepang


A FIA anunciou este domingo que o GP do Bahrein acontecerá no próximo dia 4 de outubro... no circuito malaio de Sepang. A corrida será disputada entre as rondas de Baku e Singapura, e permite à Fórmula 1 preservar um Grande Prémio que de outra forma não se realizaria, devido ao conflito entre os Estados Unidos e o Irão, na zona do Golfo Pérsico.

"Estamos encantados por confirmar que a Malásia irá acolher o Grande Prémio do Bahrein em 2026. Mais uma vez, o desporto demonstrou a sua capacidade de se adaptar, encontrar soluções e cumprir, criando um momento entusiasmante para todos os que seguem a Fórmula 1.", começou por falar Stefano Domenicalli, o presidente da FOM. 

"Gostaria de expressar os nossos sinceros agradecimentos a Sua Majestade o Rei Hamad bin Isa Al Khalifa, Rei do Bahrein, a Sua Alteza Real o Príncipe Salman bin Hamad Al Khalifa e a Sua Majestade o Sultão Ibrahim, Rei da Malásia, bem como aos respetivos governos, por tornarem este resultado extraordinário possível através da sua visão, compromisso e ação decisiva. Naturalmente, gostaria também de agradecer ao Presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, pela sua parceria e colaboração ao longo de todo o processo. Mais importante ainda, esta é uma notícia fantástica para os nossos adeptos. Continuarão a desfrutar de um calendário de Fórmula 1 completo e emocionante, ao mesmo tempo que verão o desporto regressar a um grande local.", continuou. 

"A Malásia é um país incrível, e Sepang ocupa um lugar especial na história da Fórmula 1. Vai proporcionar um cenário espetacular para as corridas e uma experiência inesquecível para os adeptos no circuito e a assistir em todo o mundo.”, concluiu.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, sublinhou a importância histórica da Malásia para a Fórmula 1 e o significado do regresso do Campeonato a Sepang, quase uma década depois da última vez que correram por ali. Ele também sublinhou o trabalho conjunto entre a FIA, a Formula One Management e dos parceiros no Bahrein para explorar todas as opções possíveis, com a segurança e o bem-estar das equipas, voluntários, oficiais, colegas e adeptos como prioridade máxima ao longo do processo.

Estou incrivelmente orgulhoso da colaboração que permitirá à Malásia acolher o Grande Prémio do Bahrein de 2026 no icónico circuito de Sepang, ainda este ano.", começou por dizer.

"Ao longo deste processo, a FIA, a Formula One Management e os nossos parceiros no Bahrein trabalharam incansavelmente para explorar todas as opções, com a segurança e o bem-estar das equipas, voluntários, oficiais, dos nossos colegas e adeptos a permanecerem a nossa prioridade máxima. A Malásia ocupa há muito um lugar importante na história da Fórmula 1, e o regresso do Campeonato a Sepang é testemunho da nossa estreita relação com a Motorsports Association of Malaysia, do compromisso contínuo do Governo malaio e da força da cooperação internacional dentro do nosso desporto.", continuou. 

"Os meus sinceros agradecimentos a Sua Majestade o Rei Hamad bin Isa Al Khalifa, Rei do Reino do Bahrein, a Sua Majestade o Sultão Ibrahim, Rei da Malásia, e a Sua Alteza Real o Príncipe Herdeiro Salman bin Hamad Al Khalifa do Bahrein, pela sua visão e apoio em tornar isto possível. Aguardamos ansiosamente por dar as boas-vindas à comunidade global do automobilismo de volta a Sepang.”, concluiu.

Este tipo de acordo não é inédito, pois durante muito tempo, houve circuitos que acolheram corridas de outros países, por diversas razões. O melhor exemplo foi o circuito de Imola, onde entre 1981 e 2006, acolheu o GP de San Marino, ou a pista de Nurburgring, que em 1997 e 1998, foi o anfitrião do GP de Luxemburgo.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Rumor do Dia: Malásia no lugar do Bahrein?


Com a Formula 1 no "paddock" do Hungaroring, o rumor do dia é que o calendário será mudado e o GP do Bahrein será definitivamente cancelado para 2026. Contudo, para substituto, o circuito escolhido poderá ser Sepang, na Malásia, que já não acolhe corridas desde 2017.

Segundo se consta, a FOM foi ter com os proprietários do circuito de Sepang, bem como o governo malaio, no sentido de receber a corrida no final de setembro e inicio de outubro, para completar um "triple header" Baku-Singapura, no qual o Bahrein está, por agora, marcado de forma oficiosa para o dia 4 de outubro, depois de ter sido marcado inicialmente para abril.

A hipótese malaia surgiu agora depois de uma tentativa de fazer uma corrida na Turquia ter sido abortada porque o circuito de Istambul está a passar por uma remodelação no sentido de receber a Formula 1 em 2027. E em relação aos circuitos europeus, como aconteceu na Endurance, eles estão a ser guardados para o período de novembro/dezembro, por causa das pistas de Losail, no Qatar, e de Abu Dhabi, que também continuam em dúvida por causa do conflito entre os Estados Unidos e o Irão.

E aí, a hipótese mais forte pode ser Portimão. 


Circuito desenhado por Hemann Tilke e situado perto do aeroporto de Kuala Lumpur, o circuito de Sepang acolheu a Formula 1 pela primeira vez em 1999, numa corrida ganha por Eddie Irvine, na altura na Ferrari, para depois seguir sem interrupções até 2017, altura em que o governo malaio decidiu abdicar de pagar para receber a corrida devido aos altos custos, preferindo a MotoGP, que para eles era mais lucrativo. Nesse ano, o vencedor foi Max Verstappen, no seu Red Bull. 

terça-feira, 14 de julho de 2026

Noticias: Endurance terá mudanças no calendário


O reacendimento da guerra no Médio Oriente poderá ter consequências no calendário da Endurance. As provas do Qatar, marcado para o dia 24 de outubro, e de Shakir, no Bahrein, a 7 de novembro, poderão estar em risco de substituição por corridas na Europa. Segundo conta o site dailysportscar.com, existe um plano de contingência onde as provas do Qatar - que já fora adiado de abril para outubro - e do Bahrein, seriam canceladas e no seu lugar iria acontecer duas corridas de seis horas cada em Barcelona e em Monza. 

Esse plano de contingência seria mostrado na reunião do Conselho Geral da FIA, marcado para o dia 23 de julho, e nele, o WEC seguiria para Barcelona após a realização das Seis Horas de Fuji, que acontecerá a 27 de setembro. O evento de Monza aconteceria a 7 de novembro, a data originalmente reservada para as 8 Horas do Bahrein, enquanto a corrida de Barcelona seria transferida para 18 de outubro, uma semana antes da data atual do Qatar.

Caso isso aconteça, haverá um problema, já que prejudicará a data final da European Le Mans Series (ELMS), que acontecerá em Portimão, no Algarve. Pelo menos 19 pilotos estão inscritos em ambos os campeonatos, e equipas como a WRT, a Garage 59 e a AF Corse competem tanto no WEC como na principal série europeia de GT3.

Para além disso, a agitação naquela parte do mundo está a perturbar a temporada 2026-27 da Asian Le Mans Series, pois terá duas corridas em Dubai e em Abu Dhabi, no final do ano, antes de se deslocarem para Sepang, na Malásia, e em Buniram, na Tailândia, em janeiro. A hipótese de uma corrida na Europa está em cima da mesa, numa temporada em que se instalará a classe Hypercar. 


Em suma, preparam-se muitas mudanças no calendário graças às agitações politico-militares num canto sensível do mundo...

quinta-feira, 19 de março de 2026

A FOM ainda não desistiu do Bahrein e da Arábia Saudita


Comecemos por afirmar isto: é tudo especulação. Escrevo isto a 19 de março e a guerra no Golfo Pérsico ainda não tem fim à vista. Aliás, de manhã, aconteceram ataques a instalações petrolíferas no Qatar, Arábia Saudita e Emirados. E por muitas proteções que esses países possam dar, o risco de se tornarem alvos, se as corridas forem para a frente, torna-se muito alto. Lembro o que aconteceu em 2022, no fim de semana do GP saudita, em Jeddah. Nessa altura, foi numa refinaria. Que me garante que o Irão não mande drones suicidas aos circuitos?

Dito isto, vamos à noticia:

A FOM "adiou" (e coloco entre aspas) os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, corridas marcadas originalmente para os dias 12 e 19 de abril. Este adiamento resultou em prejuízos iniciais de 130 milhões de dólares. O adiamento foi recebido com enorme cepticismo, porque todos estão convencidos que as corridas foram canceladas, e até colocam em dúvida a realização das outras duas corridas na peninsula arábica, como o GP do Qatar, que acontecerá a 29 de novembro, e o GP de Abu Dhabi, que será a 6 de dezembro. 

A razão é simples: o conflito entre os Estados Unidos - e Israel - com o Irão não tem aparente final à vista. E se estão a ser eficazes em eliminar a elite dominante do regime dos "ayatollahs", por outro lado, o Estreito de Ormuz está bloqueado ao tráfego internacional e o preço do petróleo está a subir nos mercados internacionais, bem como o gás, do qual o Qatar é um dos maiores exportadores. E ainda por cima, as instalações do maior campo de gás natural do mundo, estão a ser bombardeadas pelo Irão, e claro, os preços do gás estão a subir.


A FOM aposta que este conflito pode ter curta duração, mas estamos a chegar ao 20º dia de conflito, e não há sinais de abrandar. Aliás, há risco, até, dos países do outro lado do Golfo, como os Emirados, a Arábia Saudita, o Qatar, o Kuwait e o Bahrein, poderão reagir e atacar instalações militares iranianas, para ajudar os americanos, logo, entrando na guerra, alegando reação aos ataques do qual estão a ser vitimas, poderá alargar este conflito a toda a região. 

Então, que planos tem eles? Hoje, o jornalista Peter Hardenacke no podcast Backstage Boxengasse, explicou que chegou a ser equacionado, de inicio, um duplo fim de semana seguido no Japão, com uma segunda corrida imediatamente após o atual GP nipónico, mas a ideia caiu por terra por questões comerciais e de organização. “Os organizadores não conseguiram concretizar isso. É demasiado em cima da hora para tratar de patrocinadores, espectadores, bilhetes e por aí fora”, descreveu o jornalista da Sky Sports.

Agora, pensa-se em setembro, onde há um espaço de duas semanas entre Monza e Singapura, que pode acolher, pelo menos, uma das corridas. “Há uma ou duas pessoas que já dizem que poderá muito bem acontecer termos quatro corridas seguidas, com tudo a ser comprimido”, ele avançou. 

Mas coloca reservas: “Sinceramente, não acredito muito nisso. Numa fase destas da época causaria bastante incómodo às equipas, sobretudo se pensarmos na carga sobre os mecânicos”, advertiu.


Entretanto, surgem detalhes sobre os diálogos entre a FOM e a organização do GP saudita. Caso não se lembrem, a certa altura, falou-se nas redes sociais de que o GP saudita iria acontecer na data planeada, com fontes vindas até da organização. Até deu uma resposta "bem torta" do Joe Saward, que perguntou a essa fonte como iria responder quando confirmassem o adiamento, como acabou por acontecer. Hoje, o SportBild.de disse que os sauditas deram garantias de defesa, colocando um sistema antimíssil à volta do circuito para responder às dúvidas em termos de segurança.

E são os sauditas que mais pressionaram para que a corrida acontecesse ainda este ano, porque, só eles, pagam cerca de 65 milhões de dólares para ter o Grande Prémio, e estão a investir pesado na construção de um circuito na cidade de Qiddya, que poderá estar pronto para acolher em 2028.

Em conclusão, tudo isto é muito fluido. Este assunto não está acabado, não sabemos quando e como irá acabar a guerra, se estes países não se envolverão no conflito, e se isto não se aprofundará ainda mais. Afinal de contas, os russos julgavam que iriam derrotar os ucranianos em três dias, e estamos no quarto ano de guerra, com frentes a lembrarem os da I Guerra Mundial...

terça-feira, 17 de março de 2026

As consequências dos problemas no Bahrein e Arábia Saudita


Há quem fale em "cancelamento", eles, a F1 e a FOM, referem no seu comunicado oficial deste domingo que as corridas "não se realização em Abril". Eu acredito mais na primeira palavra, mas para efeitos deste post, coloquemos "problemas", porque os eventos que começaram há 18 dias na zona do Golfo Pérsico são isso mesmo: problemas, uma alteração da rotina, porque estas corridas estavam previstas em abril - 12 de abril no Bahrein, 19 de abril na Arábia Saudita.

O anuncio desta "perturbação" - outro bom substituto - foi feito no fim de semana do GP da China, mas já se falava desde o dia um desta guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, desde que os drones iranianos começaram a cair no Dubai, no Bahrein, no Qatar, e sobretudo, em Abu Dhabi, alguns deles em alguns dos mais movimentados aeroportos do mundo, sabia-se que não havia condições para correr nas próximas semanas. Até caíram drones no Oman, vejam lá!

Então, com o facto do calendário ser reduzido para 22 corridas - falaram-se de substitutos na Europa, mas isso foi logo descartado, por motivos logísticos - surgiram problemas. E são bem sérios. Esta manhã, o comentador da Formula 1 em Portugal, João Carlos Costa - a Formula 1 este ano está no DAZN - referiu aquilo que eles estão a encarar:


- As equipas querem compensações dos cancelamentos. Afinal de contas, é um buraco financeiro de 130 milhões de dólares, e a partir deste ano, o dinheiro que a FOM dá às equipas é dividido por onze, não por dez, mesmo que a Cadillac não receba nesta temporada - aliás, ele fala que terão prejuízos na ordem dos 12 milhões de dólares em 2026.

- As equipas querem uma compensação. McLaren e Williams querem que a situação seja considerado como "força maior", e querem "um ajuste temporário ao Teto Orçamental" e um "subsídio direto para cobrir custos fixos durante a pausa forçada de 32 dias.". Não, não estou a brincar, é real! Eles querem uma compensação, lembro-vos.

- Terceiro problema: patrocínios. Nem todas as equipas recebem um cheque dos patrocinadores de uma só vez. Há quem faça e não há problemas, mas há outros que dão dinheiro às equipas corria a corrida. Imaginem patrocinador X dar 25 milhões de dólares (ou euros, ou libras, que vai dar mais ou menos ao mesmo). Dá pouco mais de um milhão por corrida. Mas sem duas provas, é menos dinheiro a entrar, e os orçamentos não estão adaptáveis para estas "force majeurs" (e ainda não sabemos se Qatar e Abu Dhabi acontecem, porque não sabemos se esta guerra é curta ou não), e segundo ele conta, os prejuízos em algumas equipas poderão ser perto de 20 milhões de dólares. É um rombo, dê por onde der, mesmo que as equipas tenham, em tempos mais recentes, estando a respirar um pouco melhor em termos de orçamento.


O que a FOM responde, segundo ele conta?

Para já, Stefano Domenicalli rejeita um resgate direto - se calhar, tem a esperança das corridas agora adiadas/canceladas/perturbadas (escolham a palavra que vos interessar) possam acontecer mais tarde no ano - mas poderá pensar na ideia de antecipar pagamentos para segurar o barco, digamos assim, apostando que esta guerra dure pouco e esteja resolvida durante a primavera. Porque, se arrastar, como sabem, poderá ser pior. E para dar uma ideia, a Arábia Saudita dá todos os anos 65 milhões de dólares à FOM e o Bahrein, 52 milhões. E se calhar, Qatar e Abu Dhabi devem dar mais ou menos o mesmo preço, com a cidade-estado dos emirados Árabes Unidos a dar mais um bocado por ser o palco da corrida final da temporada.

E ainda nem falei dos "malabarismos" da logística, feita por alguns Boeings 747 da UPS, que levam todo o material da Formula 1 para poder estar no sitio A para o sítio B em dois ou três dias, e por vezes em operações a roçar o milagre ou a perfeição. E basta um pequeno desvio no roteiro - nem precisa ser uma guerra, pode ser uma tempestade ou uma avaria num dos aviões e o material retido num sitio oito a dez mil quilómetros longe - e podemos ver como são as coisas. 

E é por causa desses malabarismos que, por exemplo, não temos corridas nem testes na Europa, porque a próxima corrida é Miami, nos Estados Unidos, e as equipas, para evitar viagens a mais, ficaram forçosamente paradas por 32 dias, ou seja, desde o GP do Japão, a 28 de março, até o GP de Miami, a 3 de maio, a construir peças sobressalentes e a usar o simulador. E numa altura onde as equipas estão a adaptar-se a um regulamento novo... toda esta perturbação não é boa. 


Aliás, como estão as coisas neste momento, a tendência é para piorar.

sábado, 14 de março de 2026

Noticias: GP's do Bahrein e da Arábia Saudita não se realizarão em abril


A FOM anunciou neste domingo de manhã em Xangai - sábado à noite na Euopa - que os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita não se realizarão nas datas indicadas, devido ao conflito no Médio Oriente entre os Estados Unidos e o Irão. Com isto, o calendário terá um buraco de um mês, sem corridas realizadas em abril. O GP do Bahrein, a 12 de abril, na pista de Shakir, iria ser a quarta corrida da temporada, enquanto uma semana depois, a 19 de abril, a Formula 1 iria para a pista de Jeddah, para o GP saudita. Ambas as corridas iriam ser noturnas.

"Os Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita não se realizarão em abril.", começa-se por ler no comunicado oficial da Formula 1. "Devido à situação atual no Médio Oriente, os Grandes Prémios, juntamente com as etapas da F2, F3 e da F1 Academy, não se realizarão nas datas planeadas. Embora tenham sido consideradas alternativas, não será feita qualquer substituição em abril.", conclui-se.

Os rumores circulavam desde há mais de uma semana, com o inicio do conflito, e com ataques de drones nos países do Golfo, como Qatar, os Emirados Árabes Unidos, o Omã, o Kuwait e a Arábia Saudita, logo, a FOM achou que seria demasiado arriscado expor a Formula 1 aos perigos de um conflito regional como este. Para além disso, os problemas logísticos que isto acarreta - quase todos os aeroportos estão encerrados, e também são alvo dos drones iranianos - também pesou na decisão. 

De inicio, consideraram-se corridas de substituição - Imola, Istambul e Portimão foram alforados como hipóteses - mas com as equipas a adaptar-se aos regulamentos que entraram em vigor este ano, e os mesmos problemas de logística não resolvidos, essa hipótese acabou por não avançar. E também a chance de uma sessão de testes extra, na Europa, também foi discutido, mas o problema acaba por ser o mesmo, para além da agitação no Golfo Pérsico: logística. 


Assim sendo, depois do GP do Japão, a 29 de março, em Suzuka, a próxima corrida vai ser a 3 de maio, em Miami. Será pela primeira vez desde 2020, com a pandemia de Covid-19, não haverá corridas em abril. Mas sem conflitos ou pandemias, o último abril sem corridas foi em 1980.

Contudo, apesar da linguagem ter sido ambígua - não se fala em cancelamento - dificilmente essas corridas acontecerão nesta temporada. Com um calendário cheio, é provável que a temporada de 2026 acabe por ter 22 corridas em vez das 24 que estão presentes.  

quinta-feira, 5 de março de 2026

Rumor do Dia: Não haverá substituições em caso de cancelamento


Caso os GP's da Arábia Saudita e do Bahrein forem cancelados, não terão substituto. Quem conta isto é Adam Cooper, que no site crash.net, refere que a decisão por trás disto poderá ser de ordem logística. 

Segundo ele, qualquer decisão ainda não está tomada, e estão todos a seguir a situação, mas dentro de dez dias, se a guerra continuar, eles avisarão as equipas para que se reorganizem, e qualquer decisão definitiva acontecerá no fim de semana do GP do Japão. 

A razão desse cancelamento e possível não substituição tem a ver com uma coisa: logística. Os aviões voam do Japão para o Bahrein e isso é complicado de ser domado. E ainda mais, os organizadores - que são os governos locais - não se importam com o cancelamento. E quer as equipas, quer a FOM, quer a FIA, não tem problemas se o calendário se reduzir de 24 para 22 provas. Assim sendo, os aviões poderão voar diretamente do Japão para os Estados Unidos, nomeadamente Miami, onde o Grande Prémio ocorrerá a 3 de maio, e hipóteses de  corridas alternativas em lugares como Imola, Istambul ou Portimão, não acontecerão. 


Ou seja: não se importam de não haver corridas por quatro semanas. Contudo, está em cima da mesa a chance de uma sessão de testes extra na Europa, para que os carros possam rodar o mais possível. Mas nada está decidido.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Youtube Formula 1 Video: Como Romain Grosjean sobreviveu ao seu acidente no Bahrein

Há cinco anos, a Formula 1 passou por um dos maiores sustos da sua história recente. no GP de Shakir de 2020, Romain Grosjean sofreu um acidente na primeira volta, onde o seu Haas embateu nos guard-rails, o cortou ao meio e acabou por pegar fogo. Depois de ter ficado por cerca de 30 segundos dentro do carro, pasto das chamas, conseguiu ser socorrido e sair do seu próprio pé, apenas com ferimentos ligeiros.

Neste video, mostra-se a tecnologia envolvida e os avanços no capitulo da segurança que evitaram que ele se tornasse mais um na longa lista de pilotos mortos na história da Formula 1.  

 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Noticias: Organizadores "confiantes" na realização do GP da Austrália


A organização do GP da Austrália disse esta segunda-feira que estão confiantes que o caos que está a acontecer no Médio Oriente e no Golfo Pérsico não perturbará o tráfego aéreo para a Austrália, a cinco dias do primeiro GP do ano, em Melbourne. Segundo conta a BBC Sport, mais de mil membros de equipas tiveram de sair do Médio Oriente em voos que foram remarcados, depois dos originais terem sido cancelados com o encerramento dos diversos espaços aéreos, nomeadamente o dos Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), do Qatar, do Bahrein e do Kuwait. Para além disso, mais de 500 pessoas, membros dessas equipas, voaram para a Austrália em voos fretados para a ocasião.

"As últimas 48 horas exigiram algumas alterações nos voos", começou por afirmar Travis Auld, o diretor do GP da Austrália, em Melbourne.

"Isso é em grande parte da responsabilidade da Fórmula 1. Eles encarregam-se das equipas, dos pilotos e de todo o pessoal necessário para que este evento se realize. São muitas pessoas. Pelo que percebi, já está tudo acertado, todos estarão aqui prontos para a corrida e os fãs não notarão qualquer diferença.", concluiu.


Entretanto, a FIA e a Liberty estão também a monitorizar a situação relacionada com os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, que acontecerão a 12 e 19 de Abril, respectivamente quarta e quinta corrida do ano. Um porta-voz diz que estão a falar com as autoridades para saber até que ponto é seguro. 

"As nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, e não no Médio Oriente - estas corridas só acontecerão daqui a algumas semanas", afirmou num porta-voz da F1.

Se a corrida saudita é em Jeddah, do outro lado do país - a cidade é banhada pelo Mar Vermelho - isso não é total garantia de segurança: eles foi alvo da queda de um míssil no fim de semana do GP em 2022, vindo do Iémen, por causa dos houthis, um grupo apoiado pelo regime de Teerão. Outro problema é Shakir, nos arredores de Manama, a capital do Bahrein. Dependente da abertura do espaço aéreo, apesar de estar bem servida em termos de estradas, os problemas logísticos poderão ser bem grandes, se o espaço aéreo se mantiver encerrado nessa altura. 

Rumores desta tarde afirmam que a Liberty tem duas pistas de prevenção para situações destas. Especula-se quais serão, mas falam-se de circuitos europeias, que vão entre Imola, Istambul, na Turquia, e Portimão, em Portugal.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

As imagens do dia







Os testes no Bahrein poderão ter encontrado o... pior (?) carro da Formula 1. E a grande ironia é que os problemas poderão ter sido identificados, com o mesmo piloto presente em ambas as situações. 

Explique-se: a Aston Martin, e o seu AMR26, anda a um ritmo quatro segundos mais lento que os Mercedes, Ferrari e McLaren. Em média. E para piorar as coisas, eles tem rodado pouco - creio que menos de 50 voltas durante a manhã e à tarde, nem sequer rodaram. E os tempos andam, em média, quatro segundos mais lentos por volta. Pelo menos, foi isso que Lance Stroll disse quando saiu do carro, no final da manhã desta quinta-feira, no Bahrein.  

Neste momento parece que estamos quatro segundos atrás das equipas de topo, quatro segundos e meio. É impossível saber com que cargas de combustível e configurações os outros estão a rodar. Mas agora precisamos de encontrar quatro segundos de performance. É simplesmente uma diferença de aderência e de performance. Não acho que isso caia do céu aos trambolhões. É preciso melhorar e encontrar desempenho no carro e no motor.”, explicou o piloto canadiano aos jornalistas.

Questionado sobre os aspetos positivos do monolugar, respondeu de forma irónica:

A pintura está bonita.

Referindo-se ao papel de Adrian Newey como diretor de equipa, Stroll comentou:

Ele é totalmente focado na performance. Está obcecado em encontrar mais desempenho para o carro e é um grande líder. Estamos onde estamos. Queremos lutar por vitórias? Sim. Estamos a lutar por vitórias hoje? Não parece. Isso significa que não podemos lutar por vitórias no futuro? Não, acredito que podemos. Não tenho uma bola de cristal. Não parece extraordinário.

Fernando Alonso não disse nada, mas os seus gestos afirmam muito. Ele, depois de ter dado algumas voltas no carro, quando regressou às boxes, simplesmente atirou as luvas para fora, num gesto de frustração. No final, fez 98 voltas e não disse muita coisa em público.

A razão disto tudo? Aparentemente, o motor Honda. Matteo Bobbi, ex-piloto e atualmente comentador da Sky Itália, afirmou ter tido uma conversa com um elemento da Aston Martin e ele afirmar que o motor "é realmente mau", e que a marca japonesa está a trabalhar, em contrarrelógio para montar um motor melhor, e que seja compatível com o óleo lubrificante providenciado pela Aramco, a petrolífera saudita.

Sabia-se que o carro poderia ter dificuldades pelo facto de ter começado a ser desenhado quatro meses depois da concorrência, e a Aston Martin andar numa enorme operação de expansão das suas instalações, em Silverstone, e isso inclui um túnel de vento construído do zero, mas a Honda, que veio da Red Bull, onde ganhou campeonatos com Max Verstappen... essa é uma enorme desilusão. E claro, lembrando que algures em 2016, Fernando Alonso chamou a aquele motor de "GP2 engine"... se calhar, os pesadelos irão voltar esta noite. 

Contudo, a razão porque a Honda tem esta performance poderá ser algum problema que eles detectaram e decidiram reduzir a potência desse motor como medida de precaução. E enquanto isso acontece, tentam resolver esse problema. Se assim for, então, pode não ser tão "GP2" assim, mas que é preocupante... é. Para terem uma ideia, eles dão cerca de 318 km/hora em reta a 11 mil RPM, menos 30 km/hora dos motores da Red Bull, por exemplo.  

Em conclusão, os testes são o que são: testes. Não se está puxar totalmente pela máquina, os sistemas ainda parecem frágeis e ainda faltam três semanas para Melbourne. Agora, do que os jornalistas andam a ver é que das 11 equipas em pista, o mais difícil de guiar poderá ser este mesmo, o Aston Martin. E se as coisas continuam assim à medida que se ganha confiança nos sistemas, à medida que os pilotos começam a puxar pelo carro até chegar ao seu limite... se os problemas se confirmarem, então a temporada será um pesadelo. E Newey, Alonso, Stroll e outros terão uma montanha muito grande para escalar. 

domingo, 13 de abril de 2025

As imagens do dia






No fim de semana do GP do Bahrein, houve um carro especial a rolar na pista, para uma causa especial. E um piloto especial, com um capacete especial. Falo do Tyrrell 006, de 1973, guiado pelo próprio Jackie Stewart, com o seu capacete assinado por todos os campeões do muno ainda vivos, vinte ao todo. 

Sim, todos. Até Michael Schumacher o assinou.

Claro, todos desejam saber se aconteceu algum milagre. Na realidade, não. Ate se pode afirmar mais: isto é uma janela para a sua atual condição. Basta comparar com as assinaturas que tinha feito antes do acidente. E é para verem até que ponto a sua condição ficou deteriorada. E até que ponto eles são ferozes na defesa da sua privacidade. Os alemães, que sempre foram fechados e privados por natureza, então no caso dos Schumacher, sendo uma personalidade famosa, todos sabem que no dia em que um dos paparazzi conseguir uma foto dele, estará no centro das atenções, para o bem e para o mal. Será o inferno para ele, por muito dinheiro que peça pelas fotos que tirou. 

Mas para além disso, há outra coisa por trás deste carro e deste capacete. Primeiro que tudo, Stewart está a caminho dos 86 anos, e a idade não poupa ninguém. É muito provável que tenha sido a última demonstração pública do escocês por trás do seu carro. E se assim for, posso afirmar que durou mais que Stirling Moss, que participou em demonstrações públicas até aos seus 80 anos, que comemorou em 2009 - Moss morreu em 2020, aos 90 anos.

Segundo, o escocês, o mais antigo campeão do mundo ainda vivo - conseguiu o seu primeiro título mundial em 1969, quando tinha 30 anos - está a fazer em nome da organização de caridade que fundou, o Racing Against Dementia, para ajudar a financiar pesquisas para a cura de diversas demências cerebrais, para além do Alzheimer. E tudo isto porque a sua mulher, Helen, está doente com uma demência cerebral e está relegada para uma cadeira de rodas. No final da volta que Stewart deu, o capacete foi leiloado e os fundos iriam para essa fundação. 

De uma certa maneira, é um momento único. E tudo por uma boa causa. 

GP Bahrein: Brown acredita num duelo entre os seus pilotos, Max lamenta resultado


Depois da corrida no Bahrein, o ambiente entre duas equipas era contrastante. Se na McLaren, o ambiente é de euforia. Zak Brown colhe os frutos de um excelente trabalho ao leme da equipa, e a vitória de hoje é a terceira em quatro corridas, no lado da Red Bull, os dirigentes decidiram reunir-se depois da corrida para discutir a performance de Max Werstappen, e também alguns dos maus momentos do Grande Prémio, apesar de ambos os pilotos terem pontuado na corrida. 

Do lado de Woking, Brown falou dos seus pilotos, que foram ao pódio no final de um fim de semana onde também conseguiram a pole-position, graças a Oscar Piastri, e Lando Norris mantêm a liderança do campeonato. 

Ontem perguntei-lhe [Piastri] o que tinha comido ao pequeno-almoço, porque acho que todos precisamos de comer o mesmo” começou a falar aos microfones da Sky Sports. “Ele estava em forma, como está sempre em forma, mas este fim de semana foi dominante e controlou totalmente a situação. O Lando fez uma mega corrida e foi ótimo ter saído com os pontos. O George também fez uma grande corrida, o Mercedes é claramente muito rápido.”, continuou.

O chefe da McLaren está ciente que é apenas uma questão de tempo até que a sua dupla tenha uma luta mais acesa em pista, mas tal não lhe tira o entusiasmo:

Eles são competidores ferozes. Tenho a certeza que vamos ter alguma emoção ao longo do ano, mas eles correm de forma muito limpa e são livres de correr, como já discutimos. Penso que ainda não vimos aquela batalha épica entre os dois – é uma questão de tempo. Eles estão a puxar toda a equipa para a frente. Estou entusiasmado.”, concluiu.

Do lado de Max e da Red Bull, tudo correu mal. Ele descreveu a corrida como uma "catástrofe", e o sexto lugar - o pior resultado da temporada, até agora foi o contrário do que aconteceu na corrida anterior no Japão, onde ganhou. Entre as diversas criticas, o desempenho dos pneus duros foi referido, embora reconheça que, mesmo com os médios, os resultados provavelmente poderiam não ter sido muito diferentes.  


Tudo correu mal”, afirmou Verstappen à Sky DE. “Um grande problema e depois a paragem nas boxes – também não sei o que correu mal. Foi uma catástrofe. Além disso, os pneus duros não funcionaram de todo. Os médios foram ligeiramente melhores. No entanto, o sexto lugar era o máximo que poderíamos ter alcançado, quer tivéssemos usado um ou dois conjuntos de médios. O resultado teria sido o mesmo”, concluiu.

Por causa disso, a equipa reuniu-se no final da corrida num gabinete de crise, porque na corrida aconteceu um pouco de tudo, até problemas nos procedimentos básicos como as paragens nas boxes. Entre os presentes estavam Christian Horner, Helmut Marko e a equipa técnica. Marko considerou a situação “muito alarmante”.

É um dia muito difícil para a Red Bull, isso é óbvio para todos nós”, começou por afirmar Marko citado pelo autosport.com, após as conversações. “Temos de recuperar, o mais rapidamente possível, o desempenho do carro e também o nível. As paragens nas boxes, têm de funcionar. O carro não é o mais rápido e as paragens nas boxes não estão a funcionar. Isso não é aceitável”, continuou.

Muito alarmante. Sabemos que não somos competitivos e que vão chegar peças para as próximas corridas e esperamos que tragam melhorias. Temos muitos problemas. O principal problema é o equilíbrio e a aderência. E por isso, acho que surgiram os problemas com os travões. E depois o procedimento normal, como uma paragem nas boxes, não está a funcionar, por isso um [problema] vem a seguir ao outro.”, concluiu.

E é mesmo alarmante. A Red Bull teme perder Max no final da temporada e para piorar as coisas, Raymond Vermeulen, o empresário do piloto neerlandês, fez valer a sua opinião a Helmut Marko, tendo sido visto a gritar com o austríaco, tendo este escutado passivamente. E claro, os rumores sobre a sua saída no final de 2025, são cada vez maiores. 

A Formula 1 continua na próxima semana, em Jeddah, e nas próximas corridas, a Red Bull tem ideias de introduzir novos componentes no RB21, na esperança de que a sua performance seja melhorada o quanto antes. Resta saber se funcionará.

Formula 1 2025 - Ronda 4, Sakhir (Corrida)


Já passaram três corridas e caminhamos para a primeira corrida noturna da temporada, e primeira de cinco. O mais interessante é que as duas primeiras serão... agora, porque semana que vêm lidaremos com a corrida da Arábia Saudita, no sinuoso circuito de Jeddah.

Toda a gente sabe que a razão porque tivemos uma abertura no Extremo Oriente foi por causa das obrigações religiosas da Península Arábica, que teve o Ramadão no inicio de março, e por isso, pediu para trocar com a Austrália, China e Japão, do qual eles agradeceram. Mas tirando a modorra de Suzuka - a culpa não é da pista, são dos carros - até que este campeonato está a ser bem interessante, com os McLaren a ganhar boa parte das corridas, mas Max já respondeu e conseguiu a sua primeira vitória na temporada.

Contudo, o que se espera em Sakhir, depois do pôr do sol, será uma de duas coisas: ou agitação, ou uma procissão. Pelo menos, é isso que quase todos têm em mente. E tudo isso com duas paragens previstas, e as primeiras paragens aconteceriam por alturas da 17ª volta, se começassem com médios - calçados pelos Ferrari de Carles Leclerc e Lewis Hamilton - por exemplo. Se fossem com moles, seriam pouco menos voltas, a partir da décima passagem pela meta.


Tempo de calor, mesmo num final de dia como aquele, e mesmo na primavera, e com o sol a desaparecer e a noite a se instalar, os carros e pilotos se preparavam para a partida. E quando as luzes se apagaram, Piastri conseguiu aguentar os ataques, primeiro, de Charles Leclerc, depois de George Russell. O monegasco perdeu lugares para Russell e Lando Norris, para ser quarto no final da primeira volta. Os Red Bull eram oitavo e décimo, e na segunda volta, havia um mau aviso para Norris: uma possível falsa partida, logo, a penalização seria inevitável. Cinco segundos, foi o que acabou por acontecer.

Nas voltas seguintes, a luta era entre Andrea Kimi Antonelli e Pierre Gasly pelo quinto posto, com lutas entre curvas, e o piloto francês da Alpine era o melhor perante o "rookie" da Mercedes. Na frente, Piastri alargava a sua liderança para três segundos e na volta 11, com as primeiras paragens de pneus, Max, que era sétimo, meteu duros, esperando que ficasse mais tempo na pista, se calhar, evitando uma segunda paragem. E logo que foi para a pista, tornou-se no piloto mais rápido da pista, fazendo tempos cada vez mais baixos.

Russell foi às boxes na volta 14, metendo médios, e na volta seguinte, foi a vez de Piastri. A liderança foi entregue aos Ferrari, ao mesmo tempo que Max já estava nos pontos, na décima posição. Albon só foi às boxes na volta 17 e trocou para duros, talvez com a ideia de fazer a corrida numa só paragem. Ao mesmo tempo, os Ferrari foram às boxes, um atrás do outro, e mantiveram os médios, apesar dos protestos de Leclerc, que queria sair com duros. Mas eles tinha ouvido as mensagens que Max, que apesar de ter subido para sétimo, se queixava dos pneus, que escorregavam e colocavam-mo em dificuldades. Na volta 20, foi assediado por Kimi Antonelli e o piloto da Mercedes conseguiu passar, apesar da defesa do neerlandês. 

Na volta 22, Hamilton estava colado a traseira de Max, tentando o oitavo posto, e o conseguiu com a ajuda do DRS. Mas na frente, havia uma luta pelo terceiro lugar, entre Norris e Leclerc, com o piloto da Ferrari a tentar passá-lo na volta 24, sem sucesso. Tentou de novo na volta seguinte, agora a ser bem sucedido. Tudo porque trocaram mais tarde e a conseguirem conservar melhor os pneus médios que calçaram desta vez. Atrás, Hamilton era o piloto mais rápido na pista e passou Antonelli e Ocon para ser sexto.

Max regressa às boxes na volta 27, colocando médios, com ele a regressar a última posição, esperando que esse carro, com esse jogo de pneus, possa funcionar melhor. Era o inicio de uma série de paragens nas boxes, com Ocon e Antonelli a virem logo depois do neerlandês, na volta 28. O italiano meteu moles, ou seja... três paragens, pelo menos! Gasly apareceu na volta seguinte.


De repente, na volta 33, a organização colocou um Safety Car em pista! Tudo por causa dos destroços de asas partidas espalhados pela pista, e para evitar algum furo a alta velocidade. Para os quatro primeiros, foi o ideal, pois meteram pneus, especialmente os Mercedes de Russell e Antonelli, que meteram moles, e Leclerc, que meteu duros. Norris meteu médios, e a ideia de três paragens parece ser cada vez real. Na pista, Russell disse pela rádio que "24 voltas com moles é audacioso". 

A corrida regressou ao normal na volta 36, com Piastri a ser pressionado por Russell, mas o australiano aguentou. Norris foi passado por Hamilton, para ser sexto, mas o britânico reagiu, voltando a passar, mas como o fez fora dos limites da pista, acabou por devolver a posição. Poucas voltas depois, o piloto da McLaren voltou a apanhar o da Ferrari e o passou para ser quarto. 

As coisas regressaram a uma normalidade nas voltas seguintes, mas a 10 voltas do final, Carlos Sainz Jr. tornou-se na primeira desistência da corrida, vitima de danos num dos "sidepods" do seu Williams. Tudo isto depois de um toque com o Red Bull de Yuki Tsunoda. Na frente, Norris aproximava-se de Lecelrc para assaltar o terceiro lugar que parecia estar ao alcance. Houve ataques entre as voltas 50 e 52, e foi ali que o britânico da McLaren levou a melhor. E a duas voltas do final, Norris encostou á traseira de Russell, tentando apanhar o piloto da Mercedes e conseguir uma dobradinha para a McLaren. Russell aguentava com os moles, e era assim que iam para a meta, com Piastri como vencedor. Foi audacioso, George. 

Atrás, na última volta, Max conseguiu passar o Alpine de Pierre Gasly, que conseguiu fazer uma corrida honesta, ficando na frente de boa parte do pelotão. O sexto posto parece ser um controlo de danos, ainda por cima, com Tsunoda a obter um nono posto, entalado entre os Haas de Esteban Ocon, oitavo e vindo do fundo do pelotão, e Oliver Bearman, que conseguiu mais um ponto na sua primeira temporada completa.


Em suma, não foi uma corrida fantástica. Foi emocionante, deu para passar, e houve incerteza até ao final. E tudo à noite. Semana que vêm, em terras sauditas, haverá mais, certamente. Mas o campeonato está bem interessante: Norris com 77 pontos, na liderança, Piastri 74, Max 69 e Russell 63. Conseguem pregar-nos ao sofá!        

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Formula 3: Domingues quer melhorar no Bahrein


A Formula 3 corre neste final de semana em Shakir, no Bahrein, para mais uma jornada dupla da competição. E Ivan Domingues, representante português da competição, que se estreia em 2025 numa das competições mais disputadas da atualidade, o Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 3, avança este fim-de-semana para a segunda corrida do calendário, o Grande Prémio do Bahrein, etapa mais uma vez inserida no programa do Mundial de Fórmula 1.

O piloto de Leiria, que corre pela Van Amersfort Racing, está em plena fase de aprendizagem ao novo carro e nova categoria, logo, aborda o desafio de Sakhir determinado em prosseguir a evolução.

"Estamos entre os melhores do mundo, a competitividade é enorme, e vamos aproveitar a extraordinária oportunidade que é poder estar aqui, neste ambiente, para evoluir e continuar a crescer nesta época de estreia. Demos mais passos positivos nos últimos testes oficiais, precisamente aqui no Bahrain, acumulando mais voltas, experiência e conhecimento do carro. E agora queremos prosseguir com as boas sensações.", afirmou.

Esta sexta-feira realizam-se os treinos livres às 8:55, com a qualificação marcada para as 14 horas. No sábado, disputa-se a corrida sprint, com 19 voltas, às 11:15 da manhã e, no domingo, realiza-se a corrida principal, com 22 voltas, às 10:55. Em Portugal, os treinos livres, a qualificação e as duas corridas podem ser acompanhadas em direto, através da DAZN 5.

sexta-feira, 28 de março de 2025

Formula 3: Domingues acabou de testar no Bahrein


Acabou esta sexta-feira a sessão de testes da Formula 3 que aconteceu no circuito de Shakir, no Bahrein. O piloto leiriense Ivan Domingues andou por lá durante estes dias, para se preparar para a próxima etapa do campeonato, que acontecerá de 11 a 14 de abril. Com 195 voltas realizadas, divididas em seis sessões, o piloto, que corre pela Van Amersfort, acredita que sairá dali com uma nova ideia do carro e de como tirar o melhor dele na próxima etapa da competição.   

"Chegámos à primeira prova da época, na Austrália, com poucas voltas realizadas em testes oficiais, sobretudo pelos problemas hidráulicos que tivemos em Barcelona, pelo que esta oportunidade no Bahrain foi muito importante, não apenas para acumular quilómetros em pista e conhecer melhor o carro, como também para ajustarmos algumas afinações a nível técnico. O balanço é muito positivo.", começou por afirmar. 

"As sensações com o carro são melhores, demos mais alguns passos no sentido de encurtarmos distâncias para os mais rápidos e agora vamos para a segunda corrida da temporada, daqui a duas semanas, na expectativa de colocar esta boa evolução em pista", conclui o piloto de 18 anos, fixando o seu melhor tempo em 1.49,251, a um segundo do mais rápido.

quinta-feira, 27 de março de 2025

Formula 3: Ivan Domingues em nova sessão de testes no Bahrein


Depois de ter corrido na Austrália, na sua estreia na categoria, Ivan Domingues está agora no Bahrein, onde terá três dias de testes com o carro da Van Amesfoort, no sentido de se adaptar ao circuito de Shakir, a pouco mais de duas semanas da segunda rodada dupla da Formula 3, marcada para os dias 12 e 13 de abril, na pista barenita.

Nesta quinta-feira, o piloto de 18 anos fez 40 voltas numa sessão onde teve de poupar os pneus para os dias seguintes, e no final, fez um balanço do dia:   

Rodámos poucas voltas de manhã, devido à limitação de pneus, que a equipa tem de gerir para os três dias; pela tarde fizemos simulação de corrida e de qualificação, e demos mais um passo positivo no conhecimento do carro e na aproximação aos da frente. Vamos continuar a trabalhar”, afirmou.

Amanhã haverá nova sessão de testes, e o objetivo é o mesmo: conhecer melhor o carro. 

domingo, 2 de março de 2025

Noticias: Alpine satisfeita com Doohan


Jack Doohan é um piloto que está nos olhos de todos, especialmente aqueles que afirmam que poderá ter ida curta na Alpine. Contudo, depois dos testes do Bahrein, onde as coisas correram bem, em termos de tempos e performance, Oliver Oakes, o chefe de equipa e proprietário da equipa Hitech TGR, mostrou-se satisfeito com a forma como o seu piloto está a abordar toda a polémica e a sua estreia na Fórmula 1... e aproveitou para "alfinetar" os "fazedores de desgraças".

"Vocês (n.d.r.: os jornalistas) todos questionaram Jack bastante sobre isso. Mérito para ele, manteve-se focado e continuou com o seu Inverno e a fazer o seu trabalho", começou por dizer o inglês, que prosseguiu: "[Doohan] fez um trabalho brilhante para a equipa (n.d.r.: nos testes), e estamos felizes por tê-lo. E sobre essas histórias do Franco (Colapinto), o Jack tem a sua chance, e estou ansioso para vê-lo correr esta temporada”, concluiu.

Promovido a piloto titular da formação do construtor gaulês, tendo mesmo disputado o último Grande Prémio da temporada passada no lugar de Esteban Ocon - que este ano foi para a Haas - o piloto australiano, filho de Mick Doohan, cedo começou a aparecer boatos de que poderia perder o seu lugar ainda durante 2025 para o argentino Franco Colapinto, especialmente depois da equipa o ter pedido emprestado da Williams. Para piorar as coisas, aparentemente, ele tem a obrigatoriedade de provar o seu potencial nas cinco primeiras corridas do ano, caso contrário, o seu lugar fica em perigo.

A temporada começa precisamente em casa dele, Melbourne, dentro de duas semanas.


sábado, 1 de fevereiro de 2025

Noticias: Red Bull anda com o novo carro a 25 de fevereiro


A Red Bull anunciou neste sábado que o seu carro para a temporada de 2025, o RB21, estará em pista a 25 de fevereiro no Bahrein, com Max Verstappen ao volante. A equipa de Milton Keynes irá aproveitar o dia de filmagens antes dos testes coletivos da pré-temporada para fazer os primeiros quilómetros do novo carro, o primeiro a ser feito depois da passagem de Adrian Newey pela equipa.

A Red Bull não estará sozinha em Sakhir, uma vez que a Mercedes fará os primeiros quilómetros do W16 no mesmo dia e no mesmo circuito.

Desconhece-se se este chassis estará presente na apresentação coletiva de Londres, no pavilhão O2, para comemorar os 75 anos da Formula 1. O RB21 será o chassis que Max Verstappen e o seu novo companheiro de equipa, o neozelandês Liam Lawson irão usar, no caso especial do neerlandês, para tentar o seu quinto título mundial.  

Os testes de pré-temporada tem o seu início no dia 26 de Fevereiro no Bahrein, estendendo-se por três dias.

sábado, 2 de março de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 1, Bahrein (Corrida)


E chegou o dia.

Não se sabe se será a temporada mais longa de sempre, mas que é a mais preenchida, isso é real. E pela primeira vez na sua história, os mesmos pilotos de 2023 transferiram-se para 2024, o que mostra até que ponto esta competição está fechada. Afinal de contas, a FOM decidiu excluir a Andretti, afirmando que "não acrescenta valor" - e foi o assunto do inverno, mostrando por outras palavras que só querem 10 equipas. Se outros querem entrar, comprem um lugar: é tudo "franshising".    

Mas se formos ver bem, isto tudo parece ser um ano de transição. Ou seja, 2024 poderá ser um ano como 2004: já sabemos quem será campeão, se conseguirá a quantas corridas do fim. E se calhar, o chassis entrará no panteão dos grandes chassis, ao lado de carros como o McLaren MP4/4 ou o Lotus 79. E digo que "teremos" porque parece que tudo que Adrian Newey desenha, acaba poer encaixar perfeitamente, porque ganha corridas e campeonatos. 

Como disse ontem, termos Bahrein e Arábia Saudita num sábado à tarde - à noite naqueles sítios - tem a ver com o Ramadão, que começará logo após a corrida saudita, aparentemente. É anormal saber que a semana acaba hoje e teremos um domingo "vazio", mas a religião trata destas coisas e a nossa mentalidade é termos de habituar. E nós, ocidentais, não estamos habituados a isto: coloquem-se na pele do outro. Nos países islâmicos o domingo deles é sexta-feira. Como é que se habituam a ver isto num "dia de trabalho" que é sábado e domingo?


Na partida, Max largava bem, com Leclerc atrás, e as coisas corriam bem na primeira curva... excepto um dos Aston Martins - o de Stroll. Depois, Hulkenberg, no seu Haas, se queixou de danos na asa dianteira, suficientes para ter de ir às boxes.   Todos partiam com macios, logo, iriam cumprir poucas voltas, antes de trocar para médios, num stint mais prolongado. Na repetição descobriu-se a razão: Stroll e Hulk se tocaram. Entretanto, logo na segunda volta, o piloto da Haas trocava de asa e regressava na última posição. 

O que temíamos é que tínhamos começado a ver uma corrida aborrecida, com o neerlandês da Red Buill a dominar do inicio ao fim. E os nossos temores estavam certos. 

Max procurou logo de imediato distanciar-se dos seus adversários, mas parece que, nas primeiras voltas, isso demorava um pouco. Não estava, aparentemente, a ser o domínio esmagador de 2023, sinal de que a concorrência fez bem o seu trabalho de casa - mas isto é ainda o começo. Atrás, Hamilton procurava apanhar e passar os McLaren, porque Russell é terceiro e tentava acompanhar os dois primeiros. Leclerc, depois perdeu algumas posições, antes de deixar o segundo lugar para Russell, que na décima volta, já tinha perdido quase oito segundos para Max.

A primeira retirada do ano foi Logan Sargent, no seu Williams, na décima volta. O carro parou no final da reta, e isso foi o suficiente para que todos ficassem em alerta. Tudo numa altura em que os pilotos iam às boxes, alguns para manterem os moles, outros para meterem os duros.

As paragens continuavam, com Russell na volta 12, Pérez na seguinte, com Max a ter 11 segundos de vantagem para Carlos Sainz Jr., parecendo ser invencível. O mexicano regressou à pista atrás de Russell, mas o mexicano apanhou-o e ultrapassou-o, para ficar na quarta posição, na altura. Com o mexicano a ser o mais veloz, graças à degradação dos moles, Max parecia tranquilo, tentando aproveitar o mais possível destes pneus, até ir às boxes. Na volta 16, tinha 31 segundos!

Max foi às boxes na volta seguinte, quando Pérez começava a ganhar tempo com os duros. Entretanto. Sainz Jr atacou Leclerc no final da meta e ficou com o lugar do seu companheiro de equipa, que era quarto, ambos atrás de Russell. Pouco depois, o espanhol passou o britânico e ficou com o terceiro lugar, tentando apanhar o segundo Red Bull e evitar que existisse uma dobradinha dos energéticos. Aparentemente, Leclerc tinha problemas com os seus travões e tinha dificuldade em usá-los sem desgastar os pneus. 


Mas apesar de tudo, a modorra instalou-se. Tudo ficara estável, com a distância entre os dois primeiros estável nos 13 segundos, com Max na frente de "Checo" e parecia que estava tudo como largamos a Formula 1, no final de 2023. Lance Stroll ia às boxes pela segunda vez na volta 28, seguido por Zhou, na volta seguinte. Entre os da frente, Russell foi o primeiro a parar, na volta 32, mantendo os duros. Os outros foram nas voltas seguintes, com Oscar Piastri a ir na 36ª passagem pela meta, e na saída, tentou defender-se do Mercedes de Lewis Hamilton... mas o carro escorregou e o piloto britânico ficou com o lugar em disputa.

Na volta 37, Pérez, interessantemente, colocou moles, parecendo mais uma aposta que outra coisa qualquer. A mesma coisa aconteceu com Max, na volta seguinte, numa altura que faltavam 20 para o final. Contudo, estes eram moles novos, ou seja, ainda mais rápidos que o pelotão, ou seja... iriam deixar a concorrência ainda mais embaraçada. Nesta altura, Pérez estava a 16,5 segundos do neerlandês.

Na volta 47, Lelcerc pressionava Russell para ficar com a quarta posição, e pressionou ao ponto de ele errar uma travagem, para ficar com a posição. Contudo, o monegasco estava ainda distante do filho de Carlos Sainz, mais de 11 segundos. 

E as coisas não se alteraram até ao final, aparte uns ordens de equipa entre pilotos do qual ninguém saiu beneficiado - pode-se ver entre os pilotos da Racing Bull, que não conseguiram nada em apanhar e passar o Haas de Hulkenberg, que por sua vez, lutavam pela... 12ª posição! - e no final, Max ganhou a corrida, com o seu companheiro atrás de si e Sainz Jr a ser terceiro, na frente de Leclerc.


Até que a tarde passou rapidamente. Não acredito que os próximos 23 fins de semana sejam assim, mas é melhor preparar para esse cenário. Acho que Max será tetra em Suzuka. Veremos.    

Semana que vem, a Formula 1 irá para Jeddah. Também num sábado à tarde. Temos de nos habituar a isto.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 1, Bahrein (Qualificação)


E depois de quatro meses de hibernação, a Formula 1 está de volta para a temporada mais longa de sempre da sua história. Ião acontecer 24 corridas, que, acrescentando mais seis de Sprint, significarão 30 provas para uma temporada que acabará em Dezembro, em Abu Dhabi, e verá o regresso da China. Em suma, todas as corrias que dão dinheiro estão ali, mais três na América. E como a Liberty Media quer um número de equipas iguais, as mesmas, como se fossem um "franchise", pela primeira ocasião na sua história, os pilotos de 2024 são os mesmos que acabaram 2023. Claro, as chances dos pilotos que estão na Formula 2 de subirem aquele degrau são pouco mais que... nada. É melhor tentarem Endurance, Formula E ou IndyCar, que as portas da Formula 1 estão fechadas para este ano. 

Podem tentar em 2025, quando Lewis for para a Ferrari. E olhem... nem sei se é possível.

Com isso tudo, aquilo que agitou o paddock tem a ver com o Christian Horner. Francamente, é um assunto pisado e repisado, mas entre as pessoas que receberam os ficheiros que levaram o diretor desportivo da Red Bull a ser acusado de "conduta imprópria", estavam todos os jornalistas, a Liberty Media e os diretores desportivos das equipas. Depois de verem se aquilo não era nenhum "Trojan Horse" cheio de vírus, os que tiveram algum bom senso disseram que aquilo não passa de roupa suja e não merece ser referido. Mas os jornais sensacionalistas do Reino Unido adoram escarafunchar na lama e claro, hoje, o "The Sun" meteu os pormenores nas suas páginas. E a razão é simples: bons advogados, bolsos fundos e falta de vergonha na cara. "Arruinar a vida de alguém? Who cares! Quero é ganhar mais uns cobres a vender mais uns exemplares.

E assim, o mundo pula e avança.


Ah, esqueci uma coisa: hoje é sexta-feira. E teremos corrida no sábado porque o Ramadão entrou no caminho. E como acontecia nos anos 60, quando as corridas nos Países Baixos e no Reino Unido eram aos sábados ou segundas-feiras de Páscoa, as duas primeiras corridas do ano não serão ao domingo.

Apesar de ver algumas coisas nos treinos livres, com Ferrari e Mercedes a ficaram com os primeiros lugares da tabela, muitos ainda apostam que esta tarde, os Red Bull ficarão com tudo. Mas primeiro, o sol tinha de se por nas areias do deserto barenita. 

A primeira parte da qualificação começou com os primeiros a irem para a pista, marcando as suas primeiras impressões, antes dos pilotos da frente marcarem a sua presença. Max Verstappen, a meio da Q1, marcou o seu tempo de referência, e este ficou na frente, pouco mais de cem centésimos de Lando Norris, o segundo, e Fernando Alonso, então o terceiro.

Mas o que se podia ver, mesmo neste Q1, é que os pilotos andavam muito perto uns dos outros. E menos de dois segundos separavam os primeiros dos últimos, mostrando competividade.

No final da primeira qualificação, os que ficaram para trás foram os Alpine de Esteban Ocon e Pierre Gasly, os Sauber de Valtteri Bottas e Guanyou Zhou e o Williams de Logan Sargent. De uma carta forma, tirando os Alpine, que parece querer desinvestir na Formula 1 a favor da Endurance, o resto é previsível. Mas isto é apenas a primeira sessão de qualificação da temporada... 

A Q2 começou com os Red Bull a arrasarem a concorrência, marcando tempos na casa dos 1.29 - Mas com 1.29,374, Checo com 1.29,932 - deixando o resto, liderado então pelo McLaren de Lando Norris, a mais de meio segundo. Tudo enquanto a larga maioria dos pilotos saiu para a pista com pneus macios usados, com Max Verstappen, Sergio Pérez e Fernando Alonso a serem os únicos com jogo novo. 

Na parte final, com pneus novos montados nos monolugares, os pilotos regressaram à pista para a última tentativa de voltas rápidas. Max continuava na frente, mas logo a seguir, existia uma luta pelo melhor tempo. Primeiro, Hülkenberg melhorou o seu anterior registo passando para o segundo posto, com o seu Haas, atrás de Verstappen, mas Carlos Sainz fez ainda melhor e ficou com esse posto, no seu Ferrari. Mas melhor ainda foi Charles Leclerc, com 1.29,105, ficando a 209 centésimos de Max.

Atrás, os eliminados: o Aston Martin de Lance Stroll, o Williams de Alexander Albon, os Racing Bulls de Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo, e o Haas de Kevin Magnussen.

E com isso, passamos para a Q3.

Logo nas primeiras voltas, Max veio ao que interessa. Primeiro, Max Verstappen colocou-se no topo da tabela de tempos, com a marca de 1.29,421, com pneus macios novos calçados. Leclerc reagiu, com um tempo 59 centésimos atrás. Fernando Alonso aproveitou o momento em que os restantes nove pilotos estavam nas suas boxes para sair para a pista e registar o terceiro melhor tempo: 1.29,542. 


No final, foi mais do mesmo: Max conseguiu a pole, mas quem estará no seu lado é Charles Leclerc, no seu Ferrari, a 228 centésimos. George Russell ficou com o terceiro posto, na frente do segundo Ferrari, com Sérgio Pérez a ser quinto, na frente de Fernando Alonso, dos McLarens, um Lewis Hamilton em nono, na frente do Haas de Nico Hulkenberg.

Contudo, apesar de termos um "mais do mesmo", o mais interessante é que do primeiro ao nono tivemos uma diferença de pouco mais de meio segundo. Ou seja? Pelo menos na qualificação, as coisas serão bem interessantes. Como será amanhã? Isso são outros 500, mas presumo que Max seja o favorito à vitória.  

Mas é bom recordar isto: estamos a começar a mais longa temporada de sempre.